A ética clássica
A ética clássica teve seu inicio com ideias radicais de Sócrates na Grécia antiga,
considerando assim Sócrates como o fundador da Ética. Sócrates inaugura a ética ao
defender que devemos pensar, analisar, investigar as nossas condutas, os nossos
comportamentos em função do que nós próprios pensamos. Os filósofos clássicos
acreditavam que a ética era essencial para a vida humana, pois nos ajuda a viver uma vida
boa e feliz. Eles desenvolveram diferentes teorias éticas para explicar o que é o bem e o
mal, e como devemos agir para viver de acordo com a moral
As principais teorias éticas clássicas:
Virtude: A teoria da virtude afirma que a ética é baseada no desenvolvimento das virtudes,
que são qualidades morais que nos permitem agir de forma correta. As virtudes mais
importantes são a sabedoria, a justiça, a coragem e a temperança.
Prazer: A teoria do prazer afirma que a ética é baseada na busca do prazer. O objetivo da
vida é alcançar o máximo de prazer possível, evitando o sofrimento.
Dever: A teoria do dever afirma que a ética é baseada na obediência a um conjunto de
regras ou leis morais. O objetivo da vida é seguir essas regras, independentemente das
consequências.
Utilitarismo: A teoria do utilitarismo afirma que a ética é baseada na busca da maior
felicidade para o maior número de pessoas. O objetivo da vida é agir de forma a produzir o
maior bem possível para a sociedade.
Principais conceitos da ética clássica:
Bem e mal: O bem é o que é moralmente correto, e o mal é o que é moralmente errado.
Justiça: A justiça é a virtude de tratar os outros de forma igual e imparcial.
Coragem: A coragem é a virtude de enfrentar o perigo ou a dificuldade sem medo.
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
Temperança: A temperança é a virtude de controlar os próprios desejos e impulsos.
Dever: O dever é a obrigação moral de agir de acordo com o que é certo.
Precursores da ética clássica:
Pitágoras (582-500 a.C.): Filósofo e matemático grego, Pitágoras foi um dos primeiros a
pensar sobre a natureza da moral. Ele acreditava que a harmonia e a ordem eram essenciais
para uma vida boa e feliz.
Heráclito (535-475 a.C.): Filósofo grego, Heráclito acreditava que o mundo estava em
constante mudança. Ele defendia que a virtude era a capacidade de se adaptar a essas
mudanças.
Sócrates (470-399 a.C.): Filósofo grego, Sócrates acreditava que o conhecimento é
essencial para a virtude. Ele defendia que a busca da verdade era o caminho para uma vida
boa e feliz.
Platão (427-347 a.C.): Filósofo grego, Platão acreditava que a ética era baseada na razão.
Ele defendia que a virtude era a busca do bem supremo, que é a verdade.
Aristóteles (384-322 a.C.): Filósofo grego, Aristóteles acreditava que a ética era baseada na
prática. Ele defendia que a virtude é adquirida por meio do hábito.
Cícero (106-43 a.C.): Filósofo romano, Cícero acreditava que a ética era baseada na lei
natural. Ele defendia que a lei natural é o conjunto de princípios morais que são universais
e imutáveis.
Sêneca (4 a.C.-65 d.C.): Filósofo romano, Sêneca acreditava que a ética é baseada na razão
e na virtude. Ele defendia que a vida boa é aquela que é vivida de acordo com a razão e as
virtudes.
Exemplos específicos de como as teorias éticas clássicas podem ser aplicadas nos dias
atuais:
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
A teoria da virtude: A teoria da virtude pode nos ajudar a desenvolver as virtudes, como a
coragem, a justiça e a temperança. Essas virtudes são essenciais para uma vida boa e feliz.
A teoria do prazer: A teoria do prazer pode nos ajudar a tomar decisões que nos
proporcionam prazer, mas sem prejudicar os outros.
A teoria do dever: A teoria do dever pode nos ajudar a cumprir nossas obrigações morais,
mesmo que isso não seja agradável.
A teoria do utilitarismo: A teoria do utilitarismo pode nos ajudar a tomar decisões que
produzem o maior bem possível para a maior quantidade de pessoas.
A ética medieval
l se refere às teorias e concepções éticas que predominaram durante a Idade Média, que
compreende aproximadamente o período do século 5 ao século 15 na Europa. Durante esse
período, a ética era fortemente influenciada pela filosofia e pela teologia cristã, e grande
parte do pensamento ético era moldada pelas obras de filósofos e teólogos cristãos, como
Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino.
A ética medieval pode ser resumida em alguns pontos-chave:
Aristotelismo e Cristianismo: A ética medieval foi profundamente influenciada pelo
pensamento de Aristóteles e pela teologia cristã. Filósofos medievais, como Santo
Agostinho e Santo Tomás de Aquino, buscaram integrar a ética aristotélica com a teologia
cristã, a fim de estabelecer uma base moral sólida para a moralidade cristã.
Virtudes e Pecados: A ética medieval enfatizava a importância das virtudes, como a
prudência, a justiça, a coragem e a temperança, como fundamentais para uma vida virtuosa.
Ao mesmo tempo, ela condenava os pecados, como a avareza, a luxúria, a ira e a preguiça,
como desvios morais que afastavam os indivíduos de Deus.
Ética Teológica: A ética medieval frequentemente assumia uma abordagem teológica,
ligando a moralidade à vontade divina. O cumprimento dos mandamentos de Deus e a
busca da salvação eram frequentemente o centro da moralidade.
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
Ética da Alma e da Salvação: Muitos pensadores medievais acreditavam que a ética
estava intrinsecamente ligada à salvação da alma. O comportamento moral e virtuoso era
visto como uma maneira de se aproximar de Deus e alcançar a salvação eterna.
Casuística e Moralidade Prática: A ética medieval frequentemente se envolvia em
casuística, ou seja, a aplicação prática de princípios éticos a situações específicas. Os
filósofos medievais discutiam questões morais complexas, como a guerra justa, o direito de
propriedade e a moralidade sexual.
Ética Social: A ética medieval também tratava de questões sociais, como a justiça
distributiva e a responsabilidade dos governantes em relação aos governados. Santo Tomás
de Aquino, por exemplo, desenvolveu a teoria da "justiça social" como parte de sua
filosofia ética.
A ética moderna
Se refere às teorias e concepções éticas que surgiram durante o período da Idade Moderna,
que abrange aproximadamente os séculos XVI ao XVIII. Esse período foi marcado por
grandes transformações filosóficas, científicas, políticas e sociais, e a ética não ficou imune
a essas mudanças.
Alguns dos principais desenvolvimentos e características da ética moderna incluem:
Racionalismo e Iluminismo: A ética moderna foi fortemente influenciada pela ênfase no
uso da razão como meio de compreensão e determinação do que é moralmente certo.
Filósofos como René Descartes, Baruch Spinoza, Gottfried Leibniz e Immanuel Kant
promoveram a razão como a base da moralidade.
Immanuel Kant e a Ética Deontológica: Immanuel Kant é um dos filósofos morais mais
influentes da era moderna. Ele desenvolveu a ética deontológica, que se concentra na ideia
de que as ações são intrinsecamente boas ou más, independentemente das consequências.
Kant formulou o imperativo categórico, uma regra moral fundamental que exige que as
pessoas ajam de acordo com o dever, independentemente das circunstâncias.
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
Utilitarismo: O utilitarismo, uma teoria ética que enfatiza a busca da felicidade e a
maximização da utilidade, também se originou durante a era moderna. Filósofos como
Jeremy Bentham e John Stuart Mill defenderam a ideia de que a moralidade deveria ser
baseada na maximização do bem-estar geral.
Ética e Religião: A ética moderna muitas vezes explorava a relação entre ética e religião
de maneira mais crítica do que na era medieval. Isso levou a debates sobre a autonomia
moral e a moral secular, separada da autoridade religiosa.
Contratualismo: Filósofos como Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau
desenvolveram teorias contratualistas que explicam como a sociedade é formada por meio
de acordos morais, sociais e políticos. Essas teorias também têm implicações éticas sobre
justiça, direitos e obrigações.
Ética Aplicada: Durante a era moderna, houve uma crescente ênfase na aplicação da ética
a questões práticas e sociais, como a política, a justiça, a moralidade sexual e os direitos
humanos.
Desenvolvimento do Individualismo: A ética moderna muitas vezes enfatizava o
indivíduo e a autonomia moral. Isso se reflete na noção de direitos individuais e liberdade
moral.
Céticos Morais: Também houve filósofos céticos em relação à moralidade durante a era
moderna, que questionaram a possibilidade de fundamentar a moral em bases racionais.
A ética contemporânea
Se refere às teorias e concepções éticas que surgiram no período pós-Iluminismo,
abrangendo aproximadamente o século XIX até os dias atuais. A ética contemporânea é
caracterizada por uma série de desenvolvimentos e debates complexos em resposta às
mudanças sociais, culturais e científicas da era moderna.
Alguns dos principais aspectos da ética contemporânea incluem:
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
Ética Existencialista: Filósofos existencialistas como Jean-Paul Sartre e Albert Camus
abordaram questões de liberdade, responsabilidade e significado na vida humana. A ética
existencialista destaca a importância da escolha individual e da autenticidade.
Ética da Virtude Moderna: O renascimento da ética da virtude, com influências do
pensamento aristotélico, foi promovido por filósofos contemporâneos como Alasdair
MacIntyre e Martha Nussbaum. A ênfase é colocada no desenvolvimento de virtudes
morais e caráter.
Bioética: O surgimento da bioética, a partir da segunda metade do século XX, lida com
questões éticas relacionadas à medicina, pesquisa médica, tecnologias reprodutivas,
eutanásia, engenharia genética, entre outros.
Ética da Justiça: A ética da justiça, especialmente a teoria da justiça de John Rawls,
influenciou consideravelmente as discussões sobre justiça social, distribuição de recursos e
direitos individuais. Ela enfatiza a importância de princípios de justiça como equidade.
Ética do Cuidado: A ética do cuidado, desenvolvida por Carol Gilligan e outros, destaca a
importância da empatia, das relações interpessoais e do cuidado mútuo como fundamentais
para a moralidade.
Ética Aplicada: A ética contemporânea está fortemente envolvida na aplicação de
princípios éticos a áreas como negócios, política, tecnologia, meio ambiente e questões
globais, como mudanças climáticas e direitos humanos.
Ética Digital e da Informação: O avanço da tecnologia trouxe novas questões éticas
relacionadas à privacidade, segurança cibernética, uso de dados pessoais e disseminação de
informações falsas ou enganosas.~
Ética em Pesquisa: A ética contemporânea também é vital na regulamentação da pesquisa
científica, incluindo questões de consentimento informado, tratamento ético de sujeitos de
pesquisa e integridade científica.
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.
Multiculturalismo e Diversidade: Com o aumento da conscientização sobre questões de
multiculturalismo e diversidade, a ética contemporânea explora questões de justiça social,
identidade e pluralismo cultural.
Ética Ambiental: A ética contemporânea desempenha um papel fundamental na discussão
sobre a ética ambiental, abordando a relação entre seres humanos e o meio ambiente, a
responsabilidade ambiental e a sustentabilidade.
PALESTRA
Bruno Barbosa defende que deve-se investigar os princípios que orientam o ser humano,
desde a sua nascença ate a sua fase adulta considerada a fase de amadurecimento psíquico,
defende também que deve se investigar a maturidade dos estudantes quando entram no
ensino superior, pois muitas pessoas tem na mente de que todos os jovens que entram no
ensino superior já tem uma maturidade psíquica enquanto na realidade isto não acontece
pois muitos jovens entram no ensino superior sem muita maturidade. Barbosa defende
também que é necessário oferecer aos jovens uma pedagogia ética, e que é necessário que
se crie disciplinas praticas para desenvolver o pensamento ético nos jovens e para finalizar
acrescenta que só é possível ter uma formação ética através da experiência e da pratica.
Cataneo, M. E. (2011). Ética Clássica. 1 ed. Palhoça.