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Modelo de Laudo

O laudo psicológico avalia uma criança com sinais indicativos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando dificuldades em interação social, comunicação e comportamentos rígidos. A avaliação incluiu entrevistas, jogos lúdicos e instrumentos psicológicos, resultando em características que corroboram o diagnóstico de TEA. Recomenda-se acompanhamento terapêutico e avaliações adicionais para monitorar o progresso da criança.

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Modelo de Laudo

O laudo psicológico avalia uma criança com sinais indicativos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando dificuldades em interação social, comunicação e comportamentos rígidos. A avaliação incluiu entrevistas, jogos lúdicos e instrumentos psicológicos, resultando em características que corroboram o diagnóstico de TEA. Recomenda-se acompanhamento terapêutico e avaliações adicionais para monitorar o progresso da criança.

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1

LAUDO PSICOLÓGICO
1. Identificação:
Pessoa atendida:
Solicitante:
Data de nascimento:
Escolaridade:
Finalidade do documento: Avaliação Psicológica para diagnóstica de Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Autor do Documento: Diva Rodrigues Daltro Barreto - CRP11/06885

2. Descrição da Demanda

XXXXXX buscou uma avaliação para ........ por perceber uma série de características que a preocuparam, como:
muita resistência para ir a escola; grande dificuldade de interação e comunicação com outras crianças;
dificuldades no aprendizado, sobretudo na leitura, compreensão e interpretação de texto; muita rigidez a sair
da rotina; dificuldade de lidar com coisas novas; dificuldade de manter o foco de atenção; agressividade quando
contrariada; dificuldade de lidar com frustração. Diante essas demandas levou a filha para psicólogo, pedagogo,
e neuropediatra, que perceberam sinais indicativos de TEA e recomendaram uma avaliação especializada para
diagnóstico dessas condições.

3. Procedimentos

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
2

Foram realizados xxxx atendimentos para avaliação psicológica com 50min de duração cada. As três
primeiras sessões foram entrevistas realizadas com a mãe. As demais sessões foram feitas com a criança, onde
ocorreram entrevistas lúdicas, aplicação de instrumentos psicológicos, e jogos lúdicos. Nas entrevistas foram
utilizados os seguintes instrumentos:
• Entrevista de Anamenese,
• Entrevista diagnóstica guiada pelos critérios diagnósticos do DSM-V TR,
• Escala de Responsividade Social (SRS-2).
• M CHAT R – Escala de Rastreio de Sinais de TEA

Nas demais sessões realizadas com foram aplicados os seguintes instrumentos psicológicos
padronizados:

• Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção (BPA);


• Teste dos cinco dígitos (FDT);
• Escala Wechsler de Inteligência para Crianças (WISC IV);

Além destes, foram usados os seguintes recursos lúdicos: Bateria de Tarefas de Teoria da Mente, Jogo
para identificar o reconhecimento de emoções, jogo da memória, massinha, Cara a Cara, Túnel do
Tempo, UNO, Pequeno Empreendedor, jogos de montar.

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
3

4. Análise
4.1 Análise da Anamnese

Gestação, parto
Primeiros meses
de vida
Desenvolvimento
Escolarização
Histórico
médico e de
tratamentos de
saúde
Antecedentes
familiares
Organização e
relação familiar

Linguagem
Relações sociais
Alimentação Possui seletividade alimentar?
Sono Tem dificuldade de dormir?
Temperamento e
humor
Preferências

Higiene e .
Autocuidado

4.2 Entrevista com Pais


Relatam que ........

4.3 Sessões ludodiagnósticas com a criança – Avaliação dos Aspectos Sociais, emocionais, e
comportamentais.
Nas sessões com a fulana percebi ....

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
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4.4 Avaliação dos Aspectos Cognitivos


4.4.1 Inteligência Geral – QI
Na avaliação de Inteligência foi usado o teste x que mostrou......
4.4.2 Atenção
Na avaliação da atenção foi usado o teste x que mostrou......
4.4.3 Funções executivas
Na avaliação das FE foi usado o teste x que mostrou......

4.5 M CHAT R
É um instrumento de rastreio respondido pelos pais para avaliar o risco da criança apresentar sinais do
Transtorno do Espectro Autista. Foi entregue o M CHAT R para xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx para que
respondesse e o instrumento apresentou resultado de 2 pontos, o que significa baixo risco para TEA.

Entretanto, vale-se ressaltar que mesmo esse instrumento apontando esse resultado, xxxxxxx apresenta
vários comportamentos sugestivos de TEA, como: dificuldade nas interações sociais, rigidez, comportamentos
restritos e repetitivos, sensibilidade a barulho, dificuldades na linguagem, dificuldade em sair da rotina,
interesse por objetos brilhosos, seletividade alimentar, aversão a algumas texturas, dentre outros...

4.7 Escala de Responsividade Social (SRS 2)


Este instrumento é composto por 65 itens em escala Likert que mensura e classifica sintomas associados
ao autismo. Para xxxxx foi utilizada a escala no formato heterorrelato preenchida pela mãe.

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
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(OBS: A zona cinza mais escura indica área de prejuízo. Quanto mais à direta estiver o ponto vermelho, maior o déficit nessa área)

4.8 Bateria de Tarefas de Teoria da Mente (Adaptação da Tom Task Battery)


A cognição social de xxxxxxxxxxxxx foi avaliada através de tarefas de teoria da mente e de brincadeiras
desenvolvidas pela avaliadora evolvendo a identificação e nomeação de emoções através de expressões faciais.
xxxx identificou corretamente todas as expressões faciais que lhe foram apresentadas, demonstrando
facilidade na identificação de emoções. No entanto, em tarefa de teoria da mente (tarefa de falsa crença) não
inferiu corretamente sobre o pensamento do outro. xxxxx teve dificuldade de deduzir o que o outro pensava ou
sentia.

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
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Considera-se então que em cognição social ela tem facilidade para a identificação e nomeação de
emoções, mas tem limitações na capacidade de deduzir o que o outro pensa, ou seja, identifica-se um prejuízo
na teoria da mente.

5. Conclusão
Concluo, a partir da avaliação realizada, que xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx possui sinais e sintomas
característicos do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Padrões restritos e repetitivos de comportamentos, adesão rígida a rotinas e hiper-reatividade a informações
sensoriais, seletividade alimentar, alinhamento de objetos, inflexibilidade quando contrariada, vocalização
incomum, são algumas das características observadas na avaliação e que são critérios de um dos domínios
diagnósticos para TEA. No domínio comunicação e interação social também foram notados prejuízos: dificuldade
de socialização, resistência em conviver com colegas e fazer amizades, dificuldade em sustentar o contato visual,
dificuldade na Teoria da Mente (capacidade de deduzir o que o outro pensa ou sente).

5. 1 Encaminhamentos
Acompanhamento com intervenção comportamental em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), a
fim de desenvolver as habilidades que se encontram com prejuízos, como: funções executivas e flexibilidade
cognitiva, componentes de cognição social, comunicação e interação social, e os padrões restritivos e repetitivos de
comportamento.
Médico (a) neuropediatra.
Sugere-se ainda a avaliação de uma psicopedagoga para investigação de um possível transtorno de
aprendizagem. Além disso, é fundamental que a criança faça acompanhamento regular com esse profissional para
ajudá-la em suas dificuldades escolares, sobretudo com a leitura, escrita, compreensão e interpretação de texto, e
aritmética.
Os aspectos sensoriais percebidos, como seletividade alimentar, podem ser melhor modulados na
intervenção em Terapia Ocupacional.
Para auxiliar nos aspectos linguísticos (forma, conteúdo e o uso da linguagem) e de comunicação social e
avaliá-los de maneira mais acurada, sugere-se avaliação e acompanhamento fonoaudiológico.
Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.
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Por fim, sugiro que seja realizada uma nova avaliação no período de 6 meses para acompanhar a evolução
do caso.

Fortaleza, xxxxxx de xxxxxx de xxxxxx.

_____________________________________
Diva Rodrigues Daltro Barreto
Psicóloga
CRP 11/06885

Referências:
1. AMERICAN Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
2. BOSSA, C. A; TEIXEIRA, M. C. T. V. Autismo: Avaliação Psicológica e Neuropsicológica. 6 ed. – São Paulo: Hogrefe,
2017
3. CONSTANTINO, J.N.; GRUBER, C.P. Escala de Responsividade Social 2. Adaptação Lisandra Borges. 2. ed. São Paulo:
Hogrefe, 2020.
4. RUEDA, F. J. M. Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção – BPA. São Paulo: Vetor, 2013
5. SEDÓ M, de Paula JJ, Malloy-Diniz LF. O teste dos cinco dígitos. São Paulo: Hogrefe; 2015
6. WECHSLER, D. . Escala Weschsler de inteligência para crianças: WISC-IV. Manual Técnico. Tradução do manual
original Maria de Lourdes Duprat. (4. ed.). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2013.

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