REPÚBLICA DE ANG OLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS
IPAS
TRABALHO DE SOCIOLOGIA
TEMA:
A FAMÍLIA E SUA ESTRUTURA
ICOLO E BENGO 2024/2025
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS
IPAS
TRABALHO DE SOCIOLOGIA
TEMA:
A FAMÍLIA E SUA ESTRUTURA
Grupo №: 5
Classe: 11 °
Período: Tarde
Curso: Administração Pública
Docente
Lista de Integrantes do Grupo
41. Mariana Alfredo Brahima
42. Marlene Gonga Zua
43. Marlene Pereira Teixeira
44. Mayamba Sofia António Miguel
45. Mbuta Manuel Chingui Afonso
46. Móises António Dala Salomão
48. Osvaldo Nambua Cavela
49. Pacheco Zua Luamba
50. Pascoal Belmiro de Sá Fernandes
51. Paulo Meio Dia Bernardo
52. Pedro Kiaco Pascoal Daniel
53. Ricardo Diogo Gamboa
Índice
INTRODUÇÃO……………………………………………………....…………….……...……...... 1
Problemática…………………………………..……..……..…………..…………………….....….. 1
Hipóteses…………..……………………………………………..………….……………….….…. 1
Objectivos………….………………………………………...….…..………………...………....… 1
Objectivo Geral……………………………………………………………………..………..……. 1
Objectivos Específicos………………………….…………………..………...…………….….….. 1
Justificativa………………..……………………………...…………………....……….…......…… 1
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA………………………………………………………….………. 2
1.1. O Conceito de Família na Sociologia………………………………….………….…….…… 2
1.2. As Funções Sociais da Família…………………………………………………….…………. 2
1.3. Tipologia da Família…………………………………………………...………………..…….. 3
1.4. A Família no Contexto Angolano……………………………………………………..……… 3
CONCLUSÃO………………………………………………………………..……………..…….. 5
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………….....………….…….. 6
INTRODUÇÃO
A família constitui uma unidade social basilar e omnipresente em todas as sociedades
humanas, assumindo-se como a principal instância de socialização primária e de instituição
social, a família detém uma estrutura e funções específicas que, embora sujeitas a variações
contextuais e temporais, são cruciais para a manutenção da ordem social e para o
desenvolvimento psicossocial dos indivíduos.
Problemática
Como a família em Angola se adaptam face às transformações sociais e culturais?
Hipóteses
H1: As transformações socioeconómicas e culturais em Angola induzem uma coexistência de
modelos familiars;
H2: As funções sociais tradicionais da família angolana, mantêm a sua centralidade.
Objectivos
Objectivo Geral
Compreender a estrutura, as funções sociais e as dinâmicas de transformação da
instituição familiar no contexto sociológico, com particular enfoque na realidade angolana.
Objectivos Específicos
Identificar os principais conceitos sociológicos da família, incluindo as suas funções
sociais e tipologias.
Demonstrar as particularidades da estrutura e das funções da família no contexto
angolano, considerando as suas continuidades e mudanças.
Justificativa
A pertinência deste estudo reside na centralidade da família enquanto instituição social
fundamental para a coesão e reprodução da sociedade angolana. A compreensão das suas
estruturas, funções e transformações é crucial para a análise de diversos fenómenos sociais, desde
a educação e a estratificação social até às questões de género e desenvolvimento.
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. O Conceito de Família na Sociologia
A família, na perspectiva sociológica, transcende a mera coabitação ou os laços biológicos,
sendo conceptualizada como uma instituição social fundamental. Constitui uma estrutura social
organizada, dotada de normas, papéis e valores específicos, que regula as relações de parentesco,
afinidade e afectividade. É universalmente reconhecida como o grupo social primário por
excelência, no seio do qual o indivíduo experimenta os primeiros processos de socialização e
interioriza os padrões culturais da sociedade em que se insere (Parsons & Bales, 1955).
1.2. As Funções Sociais da Família
A instituição familiar desempenha um conjunto de funções sociais vitais para a reprodução
e manutenção da estrutura social. Embora a proeminência de cada função possa variar
contextualmente, as seguintes são comummente identificadas na literatura sociológica:
a) Função de Socialização Primária: A família é o agente primordial na transmissão de
normas, valores, linguagem e competências sociais básicas, moldando a personalidade e
integrando o indivíduo no tecido social.
b) Função Reprodutiva e de Regulação da Sexualidade: A família constitui o quadro
socialmente sancionado para a procriação e a regulação das relações sexuais, assegurando a
continuidade biológica da sociedade e estabelecendo normas de parentesco e conjugalidade.
c) Função de Apoio Emocional e Psicológico: Proporciona um ambiente de intimidade,
afecto e segurança, fundamental para a estabilidade emocional e o bem-estar psicológico dos
seus membros.
d) Função Económica: Opera como uma unidade de cooperação económica, assegurando a
provisão de recursos materiais (habitação, alimentação, sustento) e a gestão do consumo.
Historicamente, foi também uma unidade de produção.
e) Função de Atribuição de Estatuto Social: A família confere ao indivíduo uma posição
inicial na hierarquia social (classe, etnia, religião), influenciando as suas trajectórias de vida
e oportunidades.
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f) Função de Protecção e Cuidado: Garante a protecção física, o cuidado e o amparo dos
seus membros, particularmente os mais dependentes (crianças, idosos, doentes).
1.3. Tipologia da Família
Com base em critérios como a estrutura, a composição e as relações de parentesco, identificam-se
diversas formas familiares:
Família Nuclear: Composta por um casal e os seus filhos dependentes.
Família Extensa (ou Alargada/Complexa): Agrega várias gerações (pais, filhos, avós)
e/ou múltiplos núcleos familiares ligados por laços de parentesco, frequentemente
partilhando a mesma residência ou mantendo relações de proximidade e interdependência
intensas.
Família Monoparental: Constituída por um único progenitor (pai ou mãe) e os seus
filhos dependentes.
Família Reconstituída (ou Recomposta): Resulta da união de indivíduos que trazem
filhos de relações anteriores para a nova unidade familiar.
Família Homoparental: Formada por um casal do mesmo sexo, com ou sem filhos.
Família Adotiva: Constituída através de vínculos legais de adopção.
Família Unipessoal: Indivíduo que vive só (cuja classificação como ‘família’ é debatida
sociologicamente).
Casais sem Filhos (DINK - Double Income, No Kids): Casais que, por opção ou
infertilidade, não têm filhos.
Família Matrimonial: Fundamentada na instituição do casamento, podendo ser
monogâmica (um cônjuge) ou poligâmica (múltiplos cônjuges – poliginia: um homem
com várias mulheres; poliandria: uma mulher com vários homens).
1.4. A Família no Contexto Angolano
A análise da família em Angola revela uma complexa intersecção entre estruturas de
parentesco tradicionais, legados do período colonial e dinâmicas sociais contemporâneas. Uma
característica proeminente é a persistência e relevância da família extensa, profundamente
enraizada nas culturas de matriz Bantu. Nesta configuração, os laços de parentesco transcendem o
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núcleo conjugal, englobando avós, tios, primos e outros parentes, que desempenham papéis
activos na socialização das crianças, na partilha de recursos económicos e no suporte social e
emocional (Devis Editora, 2018).
Contudo, a sociedade angolana atravessa profundas transformações – urbanização
acelerada, reconfiguração económica pós-conflito, maior acesso à educação formal, influência
dos media globais – que impactam as estruturas familiares. Observa-se a crescente visibilidade de
modelos nucleares, sobretudo nos centros urbanos, coexistindo com as formas extensas.
Simultaneamente, emergem desafios como a desestruturação familiar associada a fenómenos
como a migração interna, o desemprego e a pobreza, bem como tensões entre as normas
consuetudinárias e o quadro legal formal no que concerne à constituição e dissolução da família
(Sucumula, 2020).
Compreender a família angolana exige, pois, uma análise dialéctica que considere a
resiliência das tradições e a força das dinâmicas de mudança social.
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CONCLUSÃO
A presente análise sociológica permitiu revisitar a centralidade da família enquanto
instituição social primordial. Explorou-se a sua conceptualização enquanto estrutura organizada,
responsável por funções vitais como a socialização, a regulação social, o apoio emocional e a
transmissão cultural. A diversidade tipológica reflecte a plasticidade desta instituição face a
diferentes contextos sociais e históricos.
No contexto angolano, evidenciou-se a coexistência dinâmica entre a resiliência da família
extensa, ancorada em valores culturais tradicionais, e os processos de transformação
impulsionados pela modernização e urbanização. As funções sociais da família mantêm a sua
relevância, embora sejam renegociadas e partilhadas com outras instituições.
Conclui-se que a família, nas suas múltiplas configurações, permanece um pilar fundamental da
sociedade angolana. A sua compreensão aprofundada é indispensável para a análise dos
processos sociais em curso e para a formulação de políticas públicas que promovam o bem-estar
individual e colectivo, reconhecendo a sua complexidade e dinamismo.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Devis Editora. (2018, 11 de outubro). A FAMÍLIA. Obtido de
[Link]
Durkheim, É. (1982). As Regras do Método Sociológico. Lisboa: Presença. (ou outra edição
acessível)
Giddens, A. (2009). Sociology (6th ed.). Cambridge: Polity Press.
Parsons, T., & Bales, R. F. (1955). Family, Socialization and Interaction Process. Glencoe,
IL: Free Press.
Sucumula, B. (2020). A constituição da família angolana: a desnecessidade do casamento
civil e tradicional - a situação do convidado familiar. Obtido de [Link]
content/uploads/2020/09/BRUNO-SUCUMULA_A-CONSTITUICAO-DA-FAMILIA-
ANGOLANA-A-DESNECESSIDADE-DO-CASAMENTO-CIVIL-E-TRADICIONAL-A-
[Link]
Outras fontes relevantes consultadas (manuais de Sociologia, artigos específicos sobre
família em Angola, etc.) podem ser adicionadas conforme necessário.