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1 - Preparos Pfixa

Protese
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07/03/2024

Compreender os princípios mecânicos, biológicos e estéticos que


regem o preparo de dentes.

Identificar a finalidade e a importância do preparo do dente no


processo de tratamento com prótese e conhecer a técnica de
silhueta para preparo de dentes.

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Saúde pulpar e gengival dos


dentes envolvidos

Longevidade da prótese

Satisfação do paciente

ETAPAS FUNDAMENTAIS

CIMENTAÇÃO DA PRÓTESE
PREPAROS PROTÉTICOS

PLANEJAMENTO

ANAMNESE / EXAME CLINICO

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O preparo de dentes é uma etapa do tratamento protético que consiste em reduzir a estrutura
coronal por meio de desgastes seletivos de esmalte e dentina, na quantidade e na forma
predeterminadas, com a finalidade de criar espaço para que o material restaurador possa
viabilizar a reabilitação da estética, da forma e da função de uma ou mais coroas dentarias.

Os preparos podem ser parciais ou totais, e são indicados em função das características do dente
e do tipo de prótese que será confeccionada. A forma do preparo deve propiciar características
mecânicas e estéticas ao material empregado (liga metálica e/ou cerâmica).

Para que uma PPF não sofra qualquer tipo de movimentação, seja axial ou obliqua, o preparo
deve apresentar quatro requisitos:

• Retenção

• Estabilidade ou resistência

• Rigidez estrutural

• Integridade marginal

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A retenção é obtida pelo contato das paredes internas da coroa com as superfícies do dente
preparado, determinando uma área que propicia retenção friccional à prótese e que impede seu
deslocamento no sentido gengivo-oclusal, quando é submetida a ação de forcas de tração.

A retenção é dependente de aspectos relacionados com a


área preparada, a altura, a largura e a conexidade das
paredes do preparo: quanto maior a área de contato entre a
superfície preparada e a prótese e quanto mais paralelas
forem essas paredes, mais retentivo será o preparo e,
consequentemente, maior será a retenção da prótese.

IMPORTANTE: o aumento exagerado da retenção friccional dificulta a cimentação da restauração pela


resistência ao escoamento do cimento, impedindo o seu assentamento final e, consequentemente,
causando o desajuste oclusal e cervical da restauração.

Quando se realiza um preparo para coroa total, é importante ter em


mente a forma da anatomia do dente que será́ preparado, com suas
áreas côncavas próximas à margem gengival, planas no terço gengival e
convexas no terço oclusal/incisal. Ou seja, a coroa de um dente
preparado deve ser uma miniatura da coroa íntegra.

Dentes com coroas longas apresentam uma grande superfície de contato


entre a coroa e o preparo, e dessa forma podem ser preparados com
inclinações maiores que 10° - para não criar áreas de retenção friccional
acentuada e que podem dificultar o assentamento da coroa.

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As paredes axiais devem apresentar duas inclinações: a 1a inclinação na metade inferior e a 2a


inclinação na metade superior.

IMPORTANTE: Dentes com coroas curtas devem ser preparados


mantendo-se as paredes axiais mais paralelas (no máximo 5°).

Para melhorar a retenção, podem ser confeccionados sulcos ou


canaletas nessas paredes (proximais) para aumentar a área de
superfície do preparo. Também se pode criar um plano de
inserção definido, reduzindo as possibilidades de deslocamento
da coroa, especialmente quando a prótese é submetida a forças
laterais.

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Deve-se buscar uma forma de paralelismo entre as faces axiais dos preparos dos dentes pilares, a
fim de obter um eixo de inserção único, fundamental para o correto assentamento da prótese

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A forma do preparo deve prover resistência e estabilidade para minimizar a ação das forças
obliquas que incidem sobre a prótese e que podem causar sua rotação e deslocamento.

• Altura do preparo: a altura do preparo tem de ser igual ou superior à sua largura. Dentes com
largura maior do que a altura são mais suscetíveis à rotação da prótese e, consequentemente,
ao seu deslocamento.

• Angulação das paredes do preparo: quanto menor a angulação das paredes axiais do preparo,
maior é a estabilidade da prótese. Paredes com inclinações mais próximas do paralelismo
dificultam o deslocamento da prótese quando é submetida à ação de forças obliquas. Esse
aspecto é particularmente importante para os dentes com coroas curtas.

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Preparos com largura (linha verde)


menor do que a altura criam um Preparos curtos também
arco de rotação curto (arco em
apresentam um arco de rotação
azul) em relação à altura da
parede axial. desfavorável. Para minimizar os
efeitos da redução da altura,
indica-se a confecção de
sulcos/canaletas/caixas que
Preparos com largura maior do criam dois arcos de rotação
que a altura criam arcos iguais ou menores sobre o preparo e,
maiores do que a altura das faces consequentemente, melhoram a
axiais (arco em vermelho), estabilidade da coroa.
facilitando o deslocamento da
coroa devido ao fato de as
paredes axiais não apresentarem
área de resistência ao
deslocamento.

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A rigidez estrutural é dependente do tipo do material da infraestrutura, do tipo de término e da


quantidade de desgaste dentário.

O preparo deve ser executado de tal forma que a restauração apresente espessura suficiente para
que o metal (para as coroas metálicas), o metal e a cerâmica (para as coroas metalocerâmicas) e a
cerâmica (para as coroas cerâmicas) resistam às forças mastigatórias e não comprometam a
estética e o tecido periodontal.

LEMBRE-SE: preparos com desgastes reduzidos comprometem a estética e a longevidade da


prótese perante os esforços mastigatórios, ao passo que os desgastes acentuados comprometem
a saúde pulpar.

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O preparo deve permitir uma adequada adaptação da coroa no dente pilar. Para isso, o término gengival deve ser
nítido, para ser facilmente reproduzido na moldagem, e deve apresentar espessura suficiente para acomodar a coroa
sem sobrecontorno.

IMPORTANTE: Quanto mais bem adaptada estiver a coroa, menor será a espessura da linha de cimento e a
possibilidade de adesão da placa bacteriana nessa área.

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Preservação do órgão pulpar: o profissional deve ter sempre a preocupação de preservar a vitalidade do
órgão pulpar por meio do uso de uma técnica de preparo que possibilite desgastes seletivos das faces dos
dentes, de acordo com as necessidades estética e funcional da prótese planejada.

O potencial de irritação pulpar depende de vários fatores:

• calor gerado durante a técnica de preparo,


• qualidade das pontas diamantadas e da caneta de alta rotação,
• quantidade de dentina remanescente,
• permeabilidade dentinária,
• reação exotérmica dos materiais empregados (principalmente as resinas, quando utilizadas na
confecção das coroas provisórias),
• e grau de infiltração marginal.

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Preservação da saúde periodontal: a saúde periodontal pode ser


alterada durante o posicionamento subgengival do término
cervical. A integridade do periodonto depende da preservação de
suas distâncias biológicas. Assim, é vital para a homeostasia da
área que o preparo estenda-se o mínimo necessário dentro do
sulco gengival, exclusivamente por razões estéticas, sem alterar
significativamente a biologia do tecido gengival.

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Supragengival - está indicado em regiões não estéticas e sua localização deve ser de
aproximadamente 2 mm acima da margem gengival.

Essa localização permite:

• uma melhor visualização do termino nos procedimentos de moldagem,


• adaptação da coroa provisória e da infraestrutura,
• melhor controle da higiene, por expor a interface prótese-dente.

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No nível da gengiva marginal - posicionar o término ao nível gengival não é recomendado, pois
essa é a região que mais acumula placa. Como consequência disso, pode ocorrer recidiva de
cárie, inflamação gengival, recessão gengival e exposição da cinta metálica, nos casos de
próteses metalocerâmicas.

Subgengival: o término deve ser localizado 0,5 mm no interior do sulco gengival para se obter
melhor estética – por esconder a interface entre a restauração e o dente preparado no interior do
sulco –, aumentar a retenção em preparos de dentes com coroa curta e também preservar a
homeostasia da área.

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Ombro ou degrau arredondado


(ombro com ângulo axiogengival arredondado):

É um tipo de término em que o ângulo entre as


paredes gengival e axial do preparo é de
aproximadamente 90°, mantendo arredondada
a intersecção entre essas duas paredes para
evitar a formação de tensões na cerâmica nessa
área.

INDICAÇÃO: preparos para coroas confeccionadas em


cerâmica (metalfree), em dentes anteriores ou
posteriores. Utilizado em metalocerâmicas com ombro
estético.

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CARACTERÍSTICAS:

• Permite espessura adequada da cerâmica na região cervical,


garantindo resistência contra as forças oclusais;
• Necessita de maior quantidade de desgaste nas faces axiais, incisal
e oclusal;
• Pode apresentar maior dificuldade no escoamento do cimento;

Broca utilizada: Cilíndrica com diâmetro de 1 mm com extremidade


reta e ângulo arredondado. Ex: 3099

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Chanfrado:

Este é um tipo de término em que a junção entre a


parede axial e a gengival é feita por um segmento
de círculo, que deverá apresentar espessura
suficiente para acomodar o metal e a faceta
estética.

INDICAÇÃO: confecção de coroas metalocerâmicas


com ligas básicas (não áureas), por apresentarem
maior resistência e dureza que as ligas à base de
ouro. Também para coroas metaloplásticas.

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CARACTERÍSTICAS:

• Espessura adequada;
• Boa adaptação da margem,
• Menor concentração de estresse nessa região
• Bom escoamento do cimento;

Broca utilizada: Cilíndrica com diâmetro de 1,2 mm com extremidade


ogival. Ex: 3216, 2215.

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Chanferete:

É um tipo de término em que a junção entre a


parede axial e a gengival é feita por um segmento
de círculo de pequena dimensão (aproximadamente
a metade do chanfrado), devendo apresentar
espessura suficiente para acomodar o metal.

INDICAÇÃO: coroa total metálica e face lingual de


coroas metalocerâmicas e metaloplásticas,
laminados cerâmicos.

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CARACTERÍSTICAS:

• Tem as mesmas vantagens do chanfrado,


• Utilizado principalmente em coroais totais metálicas.

Broca utilizada: Cilíndrica com diâmetro de 1,2 mm com extremidade


ogival. Ex: 3215.

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É uma técnica didática, que facilita o aprendizado por realizar sulcos de orientação e preparo
inicial da metade do dente, os quais servem de referências para analisar a forma e a quantidade
de desgaste realizado, orientando, assim, o desgaste das faces restantes.

(A) Esférica com diâmetro de 1,4 mm;


(B) Extremidade ogival com 1,2 mm de diâmetro;
(C) Forma de pera;
(D) Tronco-cônica fina;
(E) Extremidade plana;
(F) Extremidade em forma de chama;
(G) Extremidade arredondada com 1,2 mm de diâmetro;
(H) Extremidade plana com borda arredondada.

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Etapas do preparo para dentes anteriores

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Sulco marginal cervical: Com uma ponta diamantada esférica com diâmetro de 1,4 mm (broca cilíndrica
1014), o sulco é realizado nas faces vestibular e lingual até chegar próximo ao contato do dente vizinho. Na
ausência de contato proximal, o sulco também deverá estender-se para as faces proximais.

A profundidade do sulco de ± 0,7 mm (metade do diâmetro da ponta diamantada) é conseguida introduzindo


a ponta a 45° em relação à superfície a ser desgastada.

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Sulcos de orientação - nas faces vestibular, incisal e linguocervical: a melhor maneira de


controlar a quantidade de desgaste de acordo com as necessidades estéticas e mecânicas
do preparo é a confecção de sulcos de orientação, que inicialmente deverão ser realizados
em uma das metades do dente.

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Com uma ponta diamantada de extremidade ogival em alta rotação, são feitos dois sulcos
na face vestibular correspondentes ao diâmetro da ponta diamantada (1,2 mm), um no
meio e outro próximo à face proximal. Os sulcos devem ser realizados seguindo os planos
inclinados dessas faces, um correspondente ao terço mediocervical, e o outro, ao terço
medioincisal.

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Os sulcos incisais, também em numero de dois, seguem a mesma direção dos sulcos vestibulares e são feitos
com a mesma ponta diamantada, inclinada aproximadamente a 45° em relação ao longo eixo do dente e
dirigida para a face lingual nos dentes superiores e para a vestibular no preparo de dentes anteroinferiores. Sua
profundidade deve ser de ± 2 mm, o que corresponde a aproximadamente uma vez e meia o diâmetro da ponta
diamantada.

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Na região linguocervical, os sulcos deverão apresentar profundidade de ± 0,7 mm, o que


corresponde à metade do diâmetro da ponta diamantada e permite uma espessura suficiente
para a liga metálica.

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União dos sulcos de orientação e desgaste da concavidade palatina: Os sulcos são unidos
com a mesma ponta diamantada. Nessa fase é possível avaliar a metade do dente preparado
em relação à metade íntegra.

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No terço cervical da face lingual, o desgaste deve ser de 0,6 mm (chanferete), suficiente para
prover resistência à liga metálica.

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Com a ponta diamantada em forma de pera (ex: 3118) procede-se ao desgaste da


concavidade seguindo a anatomia da área. Essa região correspondente ao terço medioincisal
deve ser desgastada no mínimo em 0,6 mm para acomodar apenas o metal nas coroas de
dentes anteriores.

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Desgastes da metade íntegra e da face proximal: Com o dente vizinho protegido por uma
matriz de aço, procede-se à eliminação da convexidade natural dessa área com uma ponta
diamantada tronco-cônica fina (ex: 2214/3215).

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Os desgastes proximais devem terminar no nível gengival e deixar as paredes proximais paralelas
entre si. Esse desgaste deve ser realizado até que se tenha distância mínima de 1 mm entre o término
cervical do dente preparado e o dente vizinho. Tal espaço é indispensável para possibilitar a
acomodação da papila interproximal; se houver dois retentores a serem unidos, o espaço ideal deve
ser de 1,5 a 2 mm, para acomodar a papila e possibilitar acesso aos meios convencionais de
higienização.

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O desgaste da metade íntegra é realizado em seguida, repetindo-se todos os passos citados


anteriormente.

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Preparo subgengival: Para a obtenção


de um término cervical do preparo no
interior do sulco gengival nítido e em
um nível compatível com a fisiologia
do sulco gengival, o primeiro ponto
que deve ser muito bem entendido é
que o término em chanfrado é feito
usando apenas a metade da ponta
ativa da ponta diamantada.

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Acabamento: A regularização do preparo deve ser feita com as mesmas pontas anteriormente usadas, em baixa
rotação, arredondando-se todas as arestas formadas e eliminando áreas de esmalte sem suporte ou irregularidades
que possam ter permanecido na região do término cervical. Recomenda-se também a utilização de brocas de aço
multilaminadas em baixa rotação para definir melhor o término cervical, facilitando a adaptação da coroa
provisória, a moldagem e os demais passos subsequentes.

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Etapas do preparo para dentes posteriores

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“Não existe derrota para quem


estuda! Ou vence, ou aprende!”

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