OFÍDICOS
Participantes:
1. Adrielle Santos
2. Kaliane Farias
3. Débora Oliveira
4. Alberto d’Afonseca
5. Débora de Jesus
6. Emilly Silva Santos
Conceito
Os acidentes ofídicos têm importância na atenção básica em virtude de sua
frequência e gravidade no Brasil. A padronização atualizada de condutas de
diagnóstico e tratamento dos acidentados é imprescindível. As equipes de
saúde, com frequência considerável, não recebem informações desta natureza
durante os cursos de graduação ou no decorrer da atividade profissional.
Fisiopatologia
A fisiopatologia desde o envenenamento pode ser muito variada dependendo
da quantidade de peçonha inaculada, localização da picada, idade condições
fisiológicas da vítima e, principalmente do tempo decorrido do acidente e o
atendimento médico
Boletim epidemiológico
O novo Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde –
órgão do Ministério da Saúde – analisa os mais recentes dados em
relação aos acidentes ofídicos no Brasil. O acidente ofídico, também
conhecido como ofidismo, se classifica como o quadro de
envenenamento ocasionado pelo contato com o veneno de serpentes
após o seu bote. A pasta traz informações referentes ao ano de 2021,
quando do total de notificações, 31.354 foram de ataques ocasionados
por serpentes.
Faixa etária acometida pelo ofidismo
A faixa etária mais acometida pelo ofidismo é entre 15-29 anos, que
corresponde ao grupo etário onde se concentra a força de trabalho. Além
disso, a prevalência no sexo masculino é de 70%. Os membros inferiores os
locais mais atingidos pelas picadas, seguido pelos membros superiores,
com índices de 70% e 15%, respectivamente.
A identificação do animal causador do
acidente é de grande importância
Isso possibilita a dispensa imediata da maioria dos usuários picados por
serpentes não peçonhentas e viabiliza o reconhecimento das espécies
de importância médica em âmbito regional. Além disso, é uma medida
auxiliar na indicação mais precisa do soro a ser administrado.
Tipos de acidentes ofídicos
No que tange aos tipos de acidentes ofídicos,
os mais comuns em território nacional são:
Acidente Botrópico (70%)
Acidente Crotálico (6%)
Acidente Laquético (1%)
Acidente por Micrurus (menos de 1%).O índice
nacional de óbitos dos acidentes ofídicos é de,
aproximadamente, 0,5%, onde o maior ocorre
em acidentes crotálicos com quase 2% de
índice de letalidade.
Os cuidados de Enfermagem.
■ Manter membro picado elevado e estendido;
■ Avaliar sinais vitais;
■ Estratégias de controle da dor;
■ Controle de infecção higienizando o local da picada;
■ Precauções contra sangramentos;
■ Notificar casos de acidentes ofídicos na ficha para notificação de acidente por
animais peçonhentos (SINAN);
■ Investigar através do caso que chegar à unidade, se a família e vizinhos também
estão em risco de acidentes ofídicos;
■ Investigar outros casos na região;
■ Promover atividades de educação em saúde para a população, principalmente se
ocorre muitos casos de acidentes ofídicos na região;
■ Encaminhar casos de maior complexidade para unidades de referência.
Tratamento farmacológico.
■ Tratamento específico - consiste no emprego, o mais precocemente possível do
Soro Antibotrópico (SAB) ou, na falta deste, das associações antibotrópico-
crotálico (SABC). Se TC permanecer alterado 24 horas após soroterapia, está
indicado dose adicional de antiveneno. A posologia está indicada no Quadro
Resumo no decorrer do capítulo.
■ Tratamento geral - drenagem postural do segmento picado, analgesia,
hidratação, antibioticoterapia quando evidências de infecção.
O que não fazer em caso de acidente
com serpentes
■ Não fazer torniquete ou garrote.
■ Não cortar o local da picada.
■ Não perfurar ao redor do local da picada.
■ Não colocar folhas, pó de café ou outros
contaminantes.
■ Não beber bebidas alcoólicas, querosene ou
outros tóxicos.
Picadas de serpentes.
Referências:
■ Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de
Vigilância em Saúde. Brasília : Ministério da Saúde, 2017; 3(1).Leis
LV, Chebabo A.
■ Diretrizes Diagnósticas de Acidentes com Animais Peçonhentos.
Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital
Universitário Clementino Fraga Filho,
■ Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.Andrade
A, et al. Animais de Laboratório: criação e experimentação[online]. Rio
de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2002:388.