Índice
INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................3
OBJECTIVOS.........................................................................................................................................3
OBJECTIVO GERAL.............................................................................................................................3
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS................................................................................................................3
METODOLOGIA....................................................................................................................................3
GESTÃO DE RISCO AMBIENTAL......................................................................................................4
O RISCO AMBIENTAL E SEUS IMPACTOS:..................................................................................7
O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO........................................................................................................8
GESTÃO DE RISCOS..........................................................................................................................8
MÉTODOS DE GESTÃO DE RISCOS:............................................................................................9
FMEA......................................................................................................................................................9
MATRIZ DE RISCOS...........................................................................................................................10
5W2H....................................................................................................................................................10
ANÁLISE SWOT..................................................................................................................................11
CONCLUSÃO.......................................................................................................................................13
BIBLIOGRAFIA...................................................................................................................................14
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INTRODUÇÃO
A utilização de bens minerais pelo homem é tão antiga quanto sua história, o que pode ser
observado no registo das actividades humanas, que buscam suas referências iniciais na
dependência do homem em relação aos recursos minerais. Assim, as fases de evolução da
humanidade são divididas em função dos tipos de minerais utilizados: idades da pedra, do bronze
e do ferro. Essa dependência do homem com relação as substancias minerais adquire, na
actualidade, uma relevante importância, na medida em que a mineração fornece os principais
elementos e comodidades da vida humana, a tal ponto que o consumo de minério por habitante é
considerado como um dos índices de avaliação do nível de desenvolvimento dos países.
OBJECTIVOS
Segundo Libaneo (1992), “objectivos são os pontos de partida, as premissas gerais do processo
pedagógico. Representam as exigências da sociedade em relação a escola, ao mesmo tempo
reflecte as opções políticas – pedagógicas dos agentes educativos em face das condições sociais
existentes na sociedade” (p.122). Foi com este olhar que houve necessidade de formular um
objectivo geral e três específicos
OBJECTIVO GERAL
Compreender a gestão de risco ambiental
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Mencionar os métodos de Gestão de Riscos Ambientais
Descrever os métodos de Gestão de Riscos Ambientais
Identificar os passos de Gestão de Risco Ambientais
METODOLOGIA
De acordo com Richardson (1999), “Metodologia é o conjunto de métodos que regem uma
investigação científica ou uma exposição doutrinal. Corresponde à sequência de procedimentos
que orientam um trabalho para se obter determinado resultado (garante resultado independente
de tempo e espaço)” (p.144). A metodologia envolve o tipo de pesquisa, métodos de pesquisa,
técnicas de colecta de dados, local de pesquisa, tratamento de dados, a população e amostra.
Diante do exposto acima, apresentam-se os procedimentos metodológicos para a execução deste
estudo. Neste trabalho usou se p método qualitativo, através de obras e revistas antigas.
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GESTÃO DE RISCO AMBIENTAL
CONCEITOS
Os termos “perigo” e risco” nem sempre são utilizados de forma unívoca em todos os países e
nas diversas situações. No contexto do presente trabalho consideram-se as seguintes definições:
Perigo – fonte ou situação com potencial para o dano, em termos de lesões ou para o corpo
humano ou de danos para a saúde, para o património, para o ambiente do local de trabalho, ou
uma combinação deste (NP4410, 2004).
Risco – combinação de probabilidade e da(s) consequência(s) da ocorrência de um determinado
acontecimento perigoso (NP4410, 2004).
É então entendido que o perigo reporta-se a uma condição estática de algo com potencial para
causar um dano, a título de exemplo ferramentas, máquinas, produtos, métodos de trabalho. “Um
perigo não conduz necessariamente a danos, mas a existência de um perigo significa a
possibilidade de ocorrerem danos”.
No contexto da cadeira de Higiene e Segurança no trabalho o risco toma a denominação de Risco
profissional, que é definido como a possibilidade de um trabalhador sofrer um dano provocado
pelo trabalho. “Para qualificar um risco devem valorizar-se conjuntamente a probabilidade de
ocorrência do dano e a sua gravidade”.
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS
Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam estar presente nos
locais de trabalho são agrupados em cinco tipos:
Agentes físicos;
Agentes ergonómicos;
Agentes químicos;
Agentes de acidentes
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Agentes biológicos; (Mecânicos)
Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes riscos ambientais que podem
provocar danos à saúde ocupacional dos servidores. Para elaboração duma avaliação do risco é
imperioso conhecer cada risco ou agentes acima citados. Em seguida faremos uma descrição de
cada agente.
AGENTES FÍSICOS
São considerados agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos aos
trabalhadores, tais como: ruídos, vibração, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações
ionizantes, radiações não ionizantes, bem como, o infra-som e o ultra-som.
RISCOS À SAÚDE
Ruídos: provocam cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição (surdez
temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no
aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto,
Vibrações: cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento,
artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias.
Calor ou frio extremos: taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, fadiga
térmica, prostração térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão.
Radiações ionizantes: alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes do
trabalho.
Radiações não ionizantes: queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos.
É muito importante saber que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho como,
por exemplo, radiações infravermelhas, presentes em operações de fornos, de solda
oxiacetilénica; ultravioleta, produzida pela solda eléctrica; de raios laser podem causar ou
agravar problemas visuais (ex. catarata, queimaduras, lesões na pele, etc.). Mas isto não quer
dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde, pois depende da combinação de muitas
condições como a natureza do produto, a sua concentração, o tempo e a intensidade que a pessoa
fica exposta a eles, por exemplo.
Umidade: doenças do aparelho respiratório, da pele e circulatórias, e
traumatismos por quedas.
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Pressões anormais: embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicação
por oxigénio e gás carbónico, doença descompressiva.
AGENTES QUÍMICOS
São considerados agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar
no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou
vapores, ou que, pela natureza da actividade de exposição, possam ter contacto ou ser absorvidos
pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre o organismo humano, causando
problemas de saúde, são: gases, vapores e névoas; aerodispersóides (poeiras e fumos metálicos).
Aerodispersóides: ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser poeiras
minerais, vegetais, alcalinas, incómodas ou fumos metálicos:
Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, e
provocam silicose (quartzo), asbestose (asbesto), pneumoconioses (ex.: carvão mineral, minerais
em geral).
Poeiras vegetais: são produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagaço de cana
de açúcar e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente.
Poeiras alcalinas: provêm em especial do calcário, causando doenças pulmonares obstrutivas
crónicas, como enfisema pulmonar.
Poeiras incómodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de
trabalho, tornando-os mais nocivos à saúde,
Fumos metálicos: proveniente do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro,
etc., causando doença pulmonar obstrutiva crónica, febre de fumos metálicos, intoxicações
específicas, de acordo com o metal.
AGENTES BIOLÓGICOS
São considerados agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, vírus,
entre outros. Os riscos biológicos surgem do contacto de certos microrganismos e animais
peçonhentos com o homem em seu local de trabalho. Assim pode haver exposição a animais
peçonhentos como cobras e escorpiões, bem como as aranhas, insectos e ofídios peçonhentos.
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O RISCO AMBIENTAL E SEUS IMPACTOS:
O termo risco ambiental é abrangente, nesse, está incluído o ambiente construído pelo homem e
o natural. Ele evidencia a probabilidade de desastres naturais e problemas relacionados à saúde
dos seres vivos. Em um paralelo entre o risco ambiental e o meio ambiente, eles se assemelham
ao envolver os seres humanos e suas inter-relações.
O homem degrada o meio ambiente em busca de desenvolvimento ao ter um alto consumo
energético de recursos naturais e ao fazer uso indiscriminado dos mesmos. As consequências
dessa atividade têm causado impactos distantes do local onde os danos ocorreram
(MASCARENHAS, 2010). Os recursos naturais do entorno em que a organização atua devem
ser objetos de estudo durante a gestão de riscos.
Segundo Dagnino e Junior (2007) impactos são formas de risco ambiental e podem dar início a
ações visando à melhoria da qualidade de vida. A avaliação dos riscos deve ser inserida neste
ponto, servindo de instrumento de prevenção. Para Sánchez (2011), a preocupação com o risco
em avaliação de impacto ambiental normalmente se refere ao risco tecnológico, ou seja, aqueles
cuja origem está diretamente ligada à ação humana. Entretanto, os estudos podem tratam também
dos riscos naturais.
A avaliação dos impactos é diretamente relacionada a avaliação dos riscos. De acordo com
Sánchez (2011), a avaliação de impacto ambiental é apresentada como procedimento e/ou
instrumento, visando prever as possíveis consequências de uma decisão.
“qualquer roteiro de levantamento de riscos deve ser elaborado de forma
adaptada a cada realidade local, conforme a dimensão territorial, os
vínculos das pessoas com a área em estudo, o adensamento populacional,
o fato de ser a área predominantemente rural ou ser”
A necessidade de uma atuação preventiva em relação a riscos ambientais é clara, visto que os
danos ambientais são de difícil reparação e demandam um alto custo. Segundo Mascarenhas
(2010), é necessário que os empreendedores adotem uma atitude de análise e avaliação dos
riscos, minimizando os efeitos dos danos ao meio ambiente. A precaução deve prevalecer em
relação às vantagens econômicas que coloquem o ambiente em risco.
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O PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO
O Princípio da Precaução busca produzir conhecimento sobre o risco e antecipar impactos
futuros. A governança dos riscos está baseada nos elementos: precaução, prevenção e
indenização. A última está fundamentada na ideia de que um dano possa ser reparado em termos
financeiros. A prevenção visa controlar aqueles riscos já conhecidos, princípio reativo. A
precaução trata de limitar riscos potenciais, ou seja, não exige provas científicas e assim, se torna
um princípio proactivo (SILVA, 2014).
A governança tem a transparência como um de seus princípios, que influi diretamente na
avaliação das escolhas de proteção ambiental. As expectativas da população em relação à
transparência e ao desenvolvimento sustentável vem crescendo e decorrente desse fato, as
organizações vem buscando uma abordagem sistemática da gestão ambiental através de sua
implementação.
GESTÃO DE RISCOS
risco é o efeito da incerteza. Normalmente é traduzido em forma de fontes de risco, eventos
potenciais, consequências e probabilidades. Atividades coordenadas para dirigir e controlar uma
organização definem a gestão.
De acordo com Rovai (2005), o processo de Gestão dos Riscos envolve a determinação dos
principais riscos. Seu gerenciamento começa na fase de planejamento do projeto. Um dos focos
mais estratégicos é o desenvolvimento de um plano de gestão dos riscos, identificá-los, realizar
uma avaliação quantitativa, criar um plano de respostas aos riscos em função de suas mitigações
e monitorá-los continuamente.
Sobre o Plano de Gestão do Risco, esse pode incluir: as metodologias a serem usadas; a
definição da liderança; orçamento; severidade entre outros itens. O plano serve de fonte de
informação para quantificação dos riscos. Os riscos devem ser identificados como adversos e
favoráveis, ou oportunidades. Denominação esta, abordada pela NBR ISO 14001:2015 que
possui prescrições acerca do gerenciamento de riscos (CICCO E FANTAZZZINI, apud, ROVAI,
2005, p.80).
Segundo Rovai (2005), a identificação e avaliação dos riscos constituem um dos documentos
mais importantes para o processo da gestão dos riscos. É a base em que serão formuladas
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estratégias, planeamento das ações de resposta, monitoramento, controle e avaliação do
desempenho. Para aqueles riscos positivos, ou oportunidades, não há necessidade de eliminar
e/ou transferir o risco. Neste caso, tenta-se aumentar as possibilidades e consequências através
do reforço.
O rastreamento dos riscos deve ser contínuo, do início ao fim do projeto, pois eles são dinâmicos
e podem vir a mudar com o decorrer do tempo (ROVAI, 2005). O monitoramento tem como
finalidade determinar se estão sendo seguidas políticas e procedimentos adequados, apareceram
riscos que novos, as respostas foram implementadas conforme planejado e se as premissas do
projeto continuam válidas. O papel da mitigação é aumentar os meios de controle para melhorar
a detenção, caso ocorra e diminuir a frequência.
Seu custo deve ser adequado conforme impacto esperado e possibilidade do risco. A mitigação
pode induzir em processos menos complexos, medidas de engenharia, escolha de um fornecedor
mais qualificação entre outros. Quando não é possível atuar no aspecto, a resposta mitigadora
atua na redução do impacto, resultando em riscos residuais com menor severidade.
MÉTODOS DE GESTÃO DE RISCOS:
O melhor método é aquele que mais se adapta a realidade da organização. Não existe um
intrinsecamente melhor que os demais. O conceito básico do método incorpora o processo de
avaliação de riscos especificado: identificação de riscos, análise e por fim a avaliação. Pode-se
inferir que o método da gestão de risco é o modo, é a sequência lógica, enquanto a ferramenta é o
recurso utilizado.
Segundo Sánchez (2011), existem diversas ferramentas para auxiliar na identificação dos
impactos ambientais e como consequência, assessorar a gestão de riscos. Os métodos de trabalho
demandam um domínio razoável dos conceitos, compreensão detalhada do projeto analisado e
um entendimento bom da dinâmica socio-ambiental do local afetado.
O objetivo da ferramenta é identificar as possíveis interações entre o meio e o projeto. Nem
todos os impactos são suficientemente significativos para que se despendam recursos para
quantifica-los, mas todos devem ser descritos e qualificados de forma satisfatória (SÁNCHEZ,
2011).
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FMEA
De acordo com Amorim (2012), uma das ferramentas da qualidade que podem ser utilizadas para
a prática de mitigação ambiental é o FMEA. Esse método atua de forma preventiva e melhora o
monitoramento dos aspectos ambientais, identificando de forma sistemática potenciais falhas de
um processo a fim de reduzir ou eliminar o risco associado. Segundo Sánchez (2011), o FMEA
(análise de modos de falhas e efeitos) é uma técnica indutiva.
O FMEA é utilizado no levantamento e avaliação dos aspectos e impactos ambientais da
organização para análise do risco ambiental, que deve ser feito de maneira contínua. A
identificação deve ser de impactos reais e potenciais, positivos e negativos. Após de pontuar cada
aspecto e impacto nos quesitos: severidade, frequência e detecção, os impactos são classificados
como significativos ou não e são criadas as ações de mitigação a fim de reduzir os riscos e danos
(AMORIM, 2012).
MATRIZ DE RISCOS
Um método para definição da categoria dos riscos é a Matriz de Avaliação. De acordo com
Rovai (2005), ela é normalmente dividida em três zonas coloridas de verde, amarelo e vermelho,
ou respectivamente, risco baixo, moderado e alto. Essa matriz avalia baseada na combinação
entre possibilidade e impacto, a severidade do risco. A zona verde indica um impacto e
possibilidade pequenos e a vermelha sugere maior atenção, visto que indica impacto e
possibilidade grandes.
Acredita-se que a matriz de riscos seja o método qualitativo mais simples e com resultados
rápidos e de fácil compreensão (MARTINS; NATACCI, 2016). Ressalta-se que de acordo com o
andamento do projeto, a severidade de um risco pode ser alterada, indicando uma urgência maior
ou menor da gestão do risco de atuar nele.
Segundo Martins e Natacci (2016), aqueles riscos não significativos ou não críticos, não
precisam de grandes investigações por corresponderem a eventos com consequências que não
comprometem a operação segura do projeto. A análise e atenção devem ser voltadas àquelas
grandes possibilidades de impactos.
5W2H
O método 5W2H é um conjunto de questionamentos direcionados a algum processo da
organização, que permite a identificação de rotinas importantes, detecção de seus problemas e
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apontamento de soluções. Ele possibilita um diagnóstico detalhado de cada etapa do processo, os
custos e as pessoas envolvidas através da decomposição do processo produtivo (LISBÔA;
GODOY, 2012).
Segundo Silva (2014), o 5W2H foi criado para auxiliar na fase de planeamento do ciclo do
PDCA e tem como objetivo central criar um plano de ação para atividades que precisem ser
desenvolvidas com clareza e de forma objetiva. A partir das respostas dos sete questionamentos
será gerado um plano de ação detalhado e de fácil entendimento. O processo 5W2H auxilia na
parte de planeamento do ciclo PDCA.
ANÁLISE SWOT
Uma das formas de determinar os ambientes externos e internos de uma organização é a Matriz
SWOT, de acordo com Fuscaldi e Marcelino (2008). Ela estuda a competitividade da empresa
segundo as variáveis: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças e consegue diminuir os
riscos e destacar as oportunidades. A análise SWOT pode ser considerada uma técnica do
planeamento estratégico. As forças e fraquezas são resultado da análise do ambiente interno a
organização, enquanto as ameaças e oportunidades são fruto do ambiente externo (FUSCALDI;
MARCELINO, 2008).
Os aspectos relacionados ao ambiente interno da organização são controláveis. Já as
oportunidades podem trazer benefícios, caso a empresa busque desenvolvê-las. As ameaças,
mesmo sendo do ambiente externo, podem causar condições ruins para o local. Por isso, se torna
importante que a organização considere as necessidades e expectativas pertinentes das partes
interessadas conforme requisito da ISO 14001 versão 2015.
A gestão de riscos tem como objetivo auxiliar a tomada de decisão, com
vistas a prover segurança no cumprimento da missão e no alcance dos
objetivos Institucionais, por meio do alinhamento do apetite ao risco com a
estratégia, fortalecimento das decisões em respostas aos riscos, redução de
surpresas e prejuízos operacionais e aproveitamento de oportunidades.
A gestão de riscos é uma responsabilidade de todos os colaboradores, que
devem assegurar controles internos adequados para o monitoramento dos
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riscos dos processos e comunicar, sistemática e formalmente, fatos que
possam afetar negativamente os resultados da Secretaria.
A gestão de riscos envolve um conjunto de ações e decisões que acontecem
em um contexto organizacional. A comunicação e a consulta são partes
integrantes do processo e devem ser consideradas sempre de maneira
explícita, o que permitirá o aprimoramento da gestão de riscos através do
entendimento das perspectivas de cada uma das partes interessadas.
A comunicação dos riscos é um processo interativo de troca de informações
e opiniões, envolvendo múltiplas mensagens sobre a natureza e a gestão
dos riscos, permitindo identificar e registrar as experiências, necessidades e
preocupações das partes interessadas, possibilitando uma melhor percepção
do nível de risco.
É importante aqui definirmos perigo (“hazard”) pois é muito usado na área ambiental, mas
podendo significar coisas diferentes, dependendo do contexto. Todos os estudos começam com a
identificação dos perigos ou definição do Problema
O perigo é um agente químico, biológico ou físico (incluindo a radiação eletromagnética) ou um
conjunto de condições que se apresentam com uma fonte de risco, mas não o risco propriamente
dito. Por exemplo, análise de perigo na segurança do trabalho da indústria petroquímica e nuclear
geralmente se refere a todos os passos a partir da identificação do perigo até a avaliação do risco.
Por outro lado, o estudo do risco sobre a saúde humana, a análise do perigo é considerada com
primeiro passo envolvendo a avaliação dos dados e a seleção dos produtos químicos que causam
o dano.
O estudo e a análise de risco (“risk assessement and risk analysis”) são usadas geralmente como
sinônimos, mas a análise de risco é algumas vezes usada mais geralmente para incluir os
aspectos do gerenciamento de risco.
Depois dos perigos serem definidos, o próximo passo é identificar a população de receptores
potenciais e os locais de exposição. A exposição ocorre quando alguém toma contato com o
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perigo, ou seja, ocorrência em tempo e espaço do perigo e o receptor. Concluímos assim, que o
perigo só constitui um risco se houver o contato entre eles e, consequentemente, na fase de
caracterização do risco, a natureza e a magnitude das consequências da exposição são
formalizadas.
CONCLUSÃO
A organização estudada faz uso, sobretudo, do FMEA ambiental. Sugere-se a criação de um
comitê de meio ambiente para a adequação da construtora na versão 2015 da norma através da
aplicação da análise SWOT a fim de complementar sua gestão de riscos e revisão do
“Regulamento de Identificação de Aspectos e Avaliação de Impactos Ambientais”.
Existem diversas metodologias para realizar a gestão dos riscos ambientais e cada uma possui
suas vantagens e desvantagens, devendo a empresa ponderar sobre o método que mais se adequa
ao negócio.
A utilização desta lista delimita o pensamento do analista ambiental em apenas adversidades.
Para se adequar, a melhor opção é atualizar a lista para ampliar o raciocínio dos colaboradores no
que diz respeito aos riscos benéficos ou oportunidades.
13
BIBLIOGRAFIA
MARTINS, Marcelo Ramos; NATACCI, Faustina Beatriz. Metodologia para análise
preliminar de risco de um navio de transporte de gás natural comprimido, São Paulo.
Disponível[Link]
266602791_METODOLOGIA_PARA_ANALISE_PRELIMINAR_DE_RISCOS_DE_UM_NA
VIO_DE_TRANSPORTE_DE_G
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MASCARENHAS, Luciane Martins de Araújo. Meio ambiente: a configuração
dos riscos da modernidade e direitos difusos, Goiânia, 13 mai 2010.
Disponível em: <
[Link]
ito Ambien\[Link] > Acesso em 09 abr. 2016.
ROVAI, Ricardo Leonardo. Modelo estruturado para gestão de riscos em projetos: estudo de
múltiplos casos. 2005. Dissertação (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade de
São Paulo, São Paulo.
SÁNCHEZ, Luis Henrique. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. 3. ed. São
Paulo: Ofinica de textos, 2011.
14
SILVA, Cintia Tavares Pires. A gestão do risco ecológico e o princípio da precaução como
norma de garantia na Política Nacional de Resíduos Sólidos, Santa Catarina, 2014.
Disponível em: <[Link]/artigos/%3Fcod%3Df9c6f82cb3e872a2+&
15
Tomásia Jordão Abdala
Curso de Licenciatura em Gestão ambiental e Desenvolvimento Comunitário
Tema: Gestão de Risco Ambientais
Universidade Rovuma-Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambientais
Montepuez, 2025
16
Tomásia Jordão Abdala
Tema: Gestão de Risco Ambientais
(Curso de Licenciatura em Gestão ambiental e Desenvolvimento Comunitário)
O presente trabalho de caráter avaliativo será
apresentado na Cadeira de MIC, leccionado
no curso de Licenciatura em Gestão
ambiental e Desenvolvimento.
Leccionado por:
Dr.: Sacadura Simão Salvador.
Universidade Rovuma-Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambientais
Montepuez, 2025
17