Ana Clarisse José
Edson Gustavo Ngungulo
Graça Emilio parique
Ilca da Graça Dionísio
Mamudo Wiliamo
As Teorias Sobre o Comércio Internacional
(Licenciatura em Contabilidade com Habilitação em Auditoria)
Universidade Rovuma
Niassa
2025
Ana Clarisse José
Edson Gustavo Ngungulo
Graça Emilio parique
Ilca da Graça Dionísio
Mamudo Wiliamo
As Teorias Sobre o Comércio Internacional
Trabalho de Pesquisa, a ser apresentado no
departamento de Ciências Económicas e
Empresarias, na disciplina de Estudos
contemporâneos em Contabilidade sob orientação
dos docentes: [Link] Antônio Uahica.
Universidade Rovuma
Niassa
2025
Índice
[Link]ção ...................................................................................................................... 4
[Link] Geral: ........................................................................................................... 4
[Link] específico: .................................................................................................... 4
[Link] ................................................................................................................ 4
2. As Teorias sobre o Comercio Internacional ................................................................. 5
[Link] Clássicas ........................................................................................................... 6
3.1. Teoria das Vantagens Absolutas – Adam Smith ....................................................... 6
3.1.1. Teoria das Vantagens Comparativas – David Ricardo ........................................... 6
3.2. Teorias Neoclássicas .................................................................................................. 7
3.2.2.A Vantagem Competitiva, Produtividade e Inovações ............................................ 7
[Link].Implicações das Teorias para a Política Comercial .............................................. 8
[Link].1.A Teoria do Ciclo de Vida do Produto .............................................................. 8
4.há três fatos recentes sobre o comércio que contribuíram para a incapacidade da teoria
em explicar a realidade actual. ......................................................................................... 8
[Link] do proteccionismo ..................................................................................... 9
4.2. Desvantagens do Proteccionismo .............................................................................. 9
[Link] Consequências Econômicas do Protecionismo ..................................................... 9
4.3.1. Impacto e Implicações Atuais das Teorias do Comércio Internacional ............... 10
[Link] Econômicos ..................................................................................................... 10
5.2. Mercantilismo e a Balança Comercial Favorável .................................................... 11
[Link]ão .................................................................................................................... 13
[Link] Bibliográfico............................................................................................. 14
4
[Link]ção
As teorias do comércio internacional possuem repercussões fundamentais nas políticas
comerciais adotadas pelos países. Entender as vantagens absolutes e comparativas, as
dotações de fatores, e as novas dinâmicas de economia de escala ajuda a definir estratégias
de abertura ou proteção dos mercados. Por exemplo, políticas baseadas na vantagem
comparativa incentivam a livre-comércio e a especialização, promovendo eficiência
global. Já as limitações e preocupações sociais, como desemprego setorial ou efeitos
sobre indústrias estratégicas, justificam intervenções seletivas e medidas protecionistas.
Além disso, a globalização e a inovação tecnológica tornam necessárias políticas
adaptativas que considerem padrões modernos de comércio intra-industrial e ciclos de
vida dos produtos. Assim, as teorias do comércio continuam a ser essenciais para
equilibrar os benefícios da integração internacional com o desenvolvimento económico
sustentável. falar das Principais Teorias de Comércio Internacional com o conceito de
vantagem competitiva, elaborado por Porter e utilizado para explicar o fluxo de comércio
internacional. As teorias serão analisadas buscando-se identificar e caracterizar os pontos
semelhantes e divergentes entre elas, discutindo-se a capacidade explicativa de cada
[Link] trabalho explora as principais teorias que explicam as dinâmicas do comércio
internacional, desde as perspectivas clássicas até às abordagens contemporâneas,
destacando os benefícios e os desafios inerentes a estas trocas. A compreensão destes
modelos teóricos é crucial para a formulação de políticas comerciais eficazes e para a
promoção de relações económicas equilibradas. Além disso, o comércio internacional é
regulado por acordos bilaterais ou multilaterais (como a União Europeia) e por
organizações como a Organização Mundial do Comércio (OMC), que visam reduzir
barreiras tarifárias e fomentar a cooperação. Há basicamente duas explicações para o
comércio internacional.
[Link] Geral:
Propor as teorias sobre o comercio Internacional.
[Link] específico:
Verificar os principais métodos e práticas em torno do Impacto e Implicações Atuais
das Teorias do Comércio Internacional;
Identificar a importância da Importação e Exportação:
Discutir o papel do Econômico do Protecionismo e as Perda de bem-estar dos
habitantes da região onde ele é implantado.
[Link]
O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa bibliográfica, que consiste na
revisão da literatura relacionada à temática abordada. Para tanto, foram utilizados livros,
periódicos, artigos, sites da Internet entre outras fontes.
5
2. As Teorias sobre o Comercio Internacional
ʽʽ A partir da segunda metade do século XVIII surgiram os debates sobre comércio
internacional que influenciaram a teoria económica moderna. Até aquela época, o
conhecimento acerca do comércio exterior derivava apenas dos escritos da escola
mercantilista, que justificavam o comércio internacional pela oportunidade que ele
oferecia de se obter um excedente na balança comercial. o objetivo era o superávit
comercial, que deveria ser atingido a qualquer custoʼʼ (SMITH, Adam,2003).
O comércio internacional é o conjunto de operações comerciais realizada entre países e
que são regidas por normas estabelecidas em acordos internacionais. O conceito pode se
referir tanto à circulação de bens e de serviços como ao movimento de capitais. O
comércio internacional existe desde os primórdios da civilização. Um exemplo que
podemos citar é a Rota da Seda. Nas últimas décadas, sua importância tem crescido com
o avanço dos transportes, das comunicações e da indústria, sendo essa uma das
características da globalizaçã[Link] agora dizer que esta narrativa da evolução do
comércio mundial esquece o papel desempenhado pelas economias geradas pela
aglomeração de certas indústrias em locais específicos, mesmo nos períodos em que boa
parte do comércio reflecte as vantagens comparativas
A importância do comércio internacional para a economia de um país se deve a diversos
fatores. Entre eles está:
Garantia da venda do excedente de produção desse país;
Acesso a mercadorias não disponíveis localmente;
Dilui os riscos das atividades, uma vez que, com a diversificação de mercados, as
empresas podem continuar comercializando seus produtos mesmo se houver uma
crise econômica interna no país em que estão baseadas.
Para Eduardo, W.(2000) A melhor forma de visualizarmos o desempenho do comércio
internacional de um país é por meio de sua balança comercial. A balança comercial é um
indicador que registra as importações e exportações de bens e serviços. Se seu saldo for
positivo, significa que o país está exportando mais do que importando. Se for negativo, o
valor das importações ultrapassa o das exportações. A primeira são as vantagens
comparativas, de acordo com as quais os países tiram partido das diferenças nas suas
tecnologias e nas suas dotações de factores produtivos (terra, trabalho e capital). A
segunda são as vantagens da especialização e das economias de escala que lhes estão
associadas. Nas décadas que precederam primeira guerra mundial, havia muito comércio
no mundo, e este comércio baseava-se essencialmente nas vantagens comparativas:
consistia basicamente em comércio entre países muito diferentes exportando produtos
muito diferentes. A Grã-Bretanha, um país densamente povoado com capital abundante
mas com pouca terra, era essencialmente um exportador de bens manufacturados e um
importador de matérias-primas e, como consequência, o seu comércio era basicamente
com países muito diferentes de si: mais abundantes em terra ou em trabalho, ou com
tecnologias mais atrasadas Esta primeira era da globalização foi em grande medida
6
desmantelada pelas guerras, crises e proteccionismo. E quando o comércio voltou a
crescer depois da segunda guerra mundial, veio a apresentar características muito
diferentes. A maior parte dessa retoma resultou de acordos de liberalização (em particular,
redução de tarifas alfandegárias) estabelecidos entre países desenvolvidos, de modo que
a maior parte do comércio passou a fazer-se entre países semelhantes. A figura seguinte
mostra isto para o caso da Grã-Bretanha, comparando a Europa e o resto do mundo como
destinos das suas exportações em 1910 e em 1990. Importa ainda dizer que a maior parte
deste comércio entre países semelhantes era comércio de produtos semelhantes por
exemplo, troca de automóveis Ford por automóveis Volkswagen entre os EUA e a
Alemanha.
[Link] Clássicas
3.1. Teoria das Vantagens Absolutas – Adam Smith
Segundo Smith, A (1776), argumentou que os países devem concentrar-se na produção
de bens em que possuem vantagem absoluta, ou seja, onde conseguem produzir mais
unidades com menos recursos (tempo, mão de obra) em comparação com outros países.
Por exemplo, se Portugal produz trigo com menor custo que a França, e a França produz
vinho mais eficientemente, ambos beneficiam ao especializarem-se e trocarem esses
produtos. Smith criticou o mercantilismo, defendendo que o comércio livre maximiza a
riqueza global através da divisão internacional do trabalho. A Vantagem Absoluta de
Adam Smith Adam Smith revolucionou o pensamento econômico no século XVIII ao
criticar o mercantilismo e apresentar a teoria da vantagem absoluta. Segundo Smith, as
nações deveriam especializar-se na produção dos bens que conseguem fabricar de forma
mais eficiente, ou seja, com menor custo absoluto de produção. Essa especialização
resultaria em ganhos de produtividade e riqueza para todos os países envolvidos,
ampliando o comércio internacional para além do simples acumular de riquezas em
metais preciosos. Importar produtos que um país não produz eficientemente e exportar os
que produz bem tornaria o comércio benéfico para as partes. A teoria da vantagem
absoluta valorizou a divisão internacional do trabalho e foi o precursor do conceito
moderno de comércio livre. No entanto, esta teoria não explica todos os casos,
especialmente quando um país não detém vantagem absoluta em nenhum produto, o que
foi superado futuramente pela teoria da vantagem comparativa.
Exemplo Prático: Se um país produz tecidos mais barato e outro produz vinho de forma
mais eficiente, ambos se beneficiam ao trocar esses bens em vez de tentar produzir ambos.
Assim, o comércio permite que recursos sejam usados de forma otimizada globalmente.
3.1.1. Teoria das Vantagens Comparativas – David Ricardo
A ideia de que mesmo países sem vantagem absoluta podem beneficiar do comércio se
se especializarem nos bens com custo de oportunidade relativo mais baixo. Ilustrou isto
com o exemplo clássico de Portugal e Inglaterra: mesmo que Portugal produza tanto
tecido como vinho com menos recursos que a Inglaterra, deve dedicar-se ao vinho (onde
a vantagem comparativa é maior), importando tecido. Esta teoria reforça que o comércio
7
é mutuamente vantajoso quando os países focam nas produções relativamente mais
eficientes. A vantagem comparativa de aperfeiçoou e expandiu a teoria do comércio
internacional com a formulação da vantagem comparativa no início do século XIX.
Diferentemente da vantagem absoluta, Ricardo demonstrou que mesmo que um país seja
menos eficiente em todos os bens, ele pode se beneficiar do comércio ao se especializar
na produção relativa mais eficiente entre eles. Esta teoria fundamenta que o comércio é
mutuamente vantajoso devido à diferença nos custos de oportunidade, permitindo que os
países maximizem o uso dos seus recursos e aumentem o rendimento global. Assim, o
comércio não depende da eficiência absoluta, mas da eficiência relativa entre os países.
A vantagem comparativa é a base teórica para o livre-comércio e a globalização moderna,
influenciando políticas econômicas e tratados internacionais. A pesar de suas
simplificações, permanece uma das explicações mais robustas para os padrões de
comércio mundial. (David Ricado,1817).
3.2. Teorias Neoclássicas
Para Heckscher (2003): “Deve-se enfatizar aqui que o termo fator de produção não se
refere simplesmente às amplas categorias de terra, capital e trabalho, mas às diferentes.
Eduardo ʼʼ(p.50).introduz um novo enfoque ao comércio internacional ao enfatizar a
dotação relativa de fatores produtivos trabalho, capital e terras principais variáveis que
determinam a especialização e o padrão comercial entre países.a teoria assume que países
exportam bens cuja produção intensiva utiliza os fatores produtivos que possuem em
maior abundância e importam bens que requerem fatores relativamente escassos. Assim,
a vantagem emergiria das diferenças na dotação de recursos naturais e humanos. Este
modelo fornece uma explicação mais realista para o comércio do que as teorias anteriores,
sobretudo num mundo industrializado com variedades de recursos produtivos
diferenciados. Contudo, suas limitações incluem a suposição de tecnologias iguais e a não
consideração das economias de escala.
Exemplos: País com muita mão-de-obra exporta bens intensivos em trabalho País com
capital abundante foca em bens que demandam investimento O modelo ajuda a explicar
padrões comerciais além da simples eficiência.
3.2.2.A Vantagem Competitiva, Produtividade e Inovações
ʽʽReflectindo o conceito de competição, que inclui mercados segmentados, produtos
diferenciados, diversidades tecnológicas e economias de escala. a prosperidade
económica das empresas e das nações depende da produtividade com a qual os recursos
nacionais (trabalho e capital) são empregados. Sendo assim, a produtividade é a
determinante principal do nível de renda per capita de um país e, portanto, do padrão de
vida. Um alto padrão de vida depende da capacidade das empresas de um determinado
país de atingir altos níveis de produtividade e aumentá-lo com o tempoʼʼ Porter & [Link]
(1989).a competitividade em nível nacional deve ser entendida como produtividade
nacional. importante destacar que nenhuma nação pode ser competitiva em tudo. os
recursos humanos de um país, assim como o capital, são necessariamente limitados. o
importante é que esses recursos sejam aproveitados nas actividades mais produtivas,
possibilitando um comércio que traga ganhos de produtividade para a nação.
8
[Link].Implicações das terias para a política comercial
As teorias do comércio internacional possuem repercussões fundamentais nas políticas
comerciais adotadas pelos países. Entender as vantagens absolutes e comparativas, as
dotações de fatores, e as novas dinâmicas de economia de escala ajuda a definir estratégias
de abertura ou proteção dos mercados. Por exemplo, políticas baseadas na vantagem
comparativa incentivam a livre-comércio e a especialização, promovendo eficiência
global. Já as limitações e preocupações sociais, como desemprego setorial ou efeitos
sobre indústrias estratégicas, justificam intervenções seletivas e medidas protecionistas.
Além disso, a globalização e a inovação tecnológica tornam necessárias políticas
adaptativas que considerem padrões modernos de comércio intra-industrial e ciclos de
vida dos produtos. Assim, as teorias do comércio continuam a ser essenciais para
equilibrar os benefícios da integração internacional com o desenvolvimento económico
sustentável.(Eduardo W,2000)
[Link].1.A teoria do ciclo de vida do produto
Proposta por Raymond Vernon, a teoria do ciclo de vida do produto analisa como a
produção e o comércio evoluem à medida que os produtos passam por diferentes fases:
introdução, crescimento, maturidade e declínio. Inicialmente, o país que desenvolve a
inovação produz e exporta o produto. Com o tempo, à medida que a produção se torna
padronizada, a fabricação pode deslocar-se para países com custos mais baixos. Na fase
de maturidade, o produto torna-se internacionalmente competitivo e globalmente
produzido e consumido. Esta teoria incorpora a dinâmica da inovação, tecnologias e
custos, oferecendo uma explicação para o comércio baseado em produto e tecnologia, e
complementando outras teorias clássicas do comércio internacional
4.há três fatos recentes sobre o comércio que contribuíram para a incapacidade da
teoria em explicar a realidade actual.
o primeiro é o crescente comércio de produtos cuja produção envolve proporções
de factores semelhantes.
O segundo é a existência de grande volume de comércio internacional entre países
industrializados com a dotação de factores semelhantes.
O terceiro é a ascensão da empresa multinacional, que criou um novo tipo de fluxo
de comércio: a importação e a exportação entre diferentes subsidiárias de uma
mesma firma, o que enfraqueceu ainda mais as explicações tradicionais sobre os
padrões do comércio.
Além disso, os limites da capacidade explicativa desse modelo surgem de seus
pressupostos: a inexistência de economias de escala e a homogeneidade das tecnologias
empregadas e dos produtos. Como pode ser facilmente observado, na maioria das vezes
a existência de economia de escalas é frequente nas indústrias; a mudança tecnológica é
constante e se dá através de inovações por parte das empresas individuais, fazendo com
que haja emprego de tecnologia diferente até mesmo dentro da mesma indústria; e há
diferenciação na grande maioria dos produtos.
9
A falta de realismo dos pressupostos em relação a muitas indústrias é a causa mais
relevante do fracasso do modelo Heckscher Ohlin em explicar o comércio internacional
de produtos industrializados. No entanto, os custos dos factores e, portanto, suas
disponibilidades relativas continuam relevantes em algumas indústrias que empregam
muitos recursos naturais, tecnologia comum e mão-de-obra desqualificada. Mas, para as
indústrias que utilizam tecnologia muito sofisticada e emprego especializado, e,
consequentemente, apresentam significativas contribuições para a produtividade
nacional, essa teoria deixou de ter importância,(Eduardo White,2000).
[Link] do proteccionismo
Para Eduardo White.(2000) O protecionismo é vantajoso, em tese, pelo facto de:
Proteger a economia nacional da concorrência externa;
Garantir a criação de empregos;
Incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias.
4.2. Desvantagens do Proteccionismo
No entanto, estas políticas podem, em alguns casos, fazer com que:
O país perca espaço no mercado externo;
Provocar o atraso tecnológico e a acomodação por parte das empresas nacionais, já
que essas medidas tendem a protegê-las;
Aumento dos preços internos. Vale ressaltar também que a diminuição do
comércio, consequência natural do protecionismo, enfraquece políticas de combate à
fome e ao desenvolvimento dos países pobres.
[Link] Consequências Econômicas do Protecionismo
Perda de bem-estar dos habitantes da região onde ele é implantado.
Eles não poderão plenamente desfrutar das vantagens do livre [Link] consumidores,
por exemplo, serão obrigados a pagar um preço mais elevado por mercadorias mais
acessíveis alhures, ou seja, pagar preços mais elevados que os que seriam praticados se
não houvesse barreira [Link] habitantes do país protecionista podem tirar
proveito ou benefício da proteção. a razão é simples, como dito mais acima, a vantagem
obtida por uma minoria é indissociável da perda ressentida por todos os outros. Em teoria
econômica, o efeito do protecionismo pode ser estimativamente mensurado pela diferença
que a política induz nos preços relativos de duas mercadorias comparativamente aos
preços de livre comércio. O protecionismo se traduz, de fato, em uma modificação na
10
estrutura dos preços. A introdução de uma tarifa aduaneira sobre as importações do bem
X promove uma proteção da produção de X em determinado território (proteção positiva)
ao mesmo tempo em que impõe uma despesa suplementar ou desvantagem relativa à
produção de Y nesse mesmo lugar (Ricardo, D,1998).
4.3.1. Impacto e Implicações Atuais das Teorias do Comércio Internacional
Orientações Políticas As teorias orientam políticas de comércio livre, acordos
multilaterais e negociações bilaterais para maximizar benefícios. Desafios
Contemporâneos Protecionismo e guerras comerciais Impactos ambientais e sociais do
comércio Digitalização e novas tecnologias alterando dinâmicas Perspectivas Futuras
Compreender essas teorias continua fundamental para adaptação a um comércio global
em constante evolução e integrado.
[Link] Econômicos
Segundo Drenstre.G (2003) os blocos econômicos são associações criadas entre os
países, a fim de estabelecer relações econômicas entre si. Eles surgiram do reflexo da
constante competição de economias que estão sempre buscando o crescimento. Além
disso, é um movimento cada vez mais comum no mercado mundial para aguentar o ritmo
acelerado dos países. Essa união acontece por interesses mútuos e pela possibilidade de
crescimento em grupo. Esse crescimento passou a ser bem visto porque logo se percebeu
que, por mais forte que fosse uma economia, ela não poderia competir de igual para igual
com grupos de economias unidas entre si. (p.90).
Objectivos da criação dos bloco econômicos. É uma união de países com interesses
mútuos:
Crescimento econômico;
Integração social - Tem como uma das ideias principais garantir uma maior
integração entre países e;
Facilitação do comércio. Os blocos econômicos começaram a surgir no fim da
década de 40, após a 2ª Guerra Mundial. Nesse período, a Europa estava devastada
por causa da guerra e também era fortemente influenciada pelo mercado norte-
americano, que estava em processo de crescimento econômico.
ʽʽO primeiro bloco econômico nasceu em 1944 com a criação da BENELUX formada por
Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Seu objetivo era ajudar os países-membros a se
recuperarem da guerra. Após ele, principalmente depois da Guerra Fria, outros foram
criados ʼʼFortuna, E.(2008). Classificação dos Blocos São definidos quatro estágios ou
tipos de blocos:
Área de Livre Comércio: o primeiro seria a determinação de uma área de livre
comércio, que significa que produtos produzidos por um país podem entrar em países
que têm esse acordo de livre comércio com ele, isento de taxas e burocracias
tradicionais de uma importação normal;
União Aduaneira: numa segunda fase, de interesses mais amplos, a união aduaneira
apresenta a implementação de condutas de comércio, além de regras para comércios
com países que não fazem parte dessa união.
11
Mercado Comum: a terceira parte é a criação de um mercado comum, que implica
numa integração maior entre as economias e regras de comércio interno e externo,
além de englobar a passagem de mercadorias, pessoas e capital entre esses países de
forma livre.
União Econômica e Monetária: o estágio máximo de ligação é o de união econômica
e monetária, que é um mercado comunitário, mas com o diferencial de ter uma moeda
comum em circulação nos países que compõem esse grupo. Esses estágios são
baseados nas fases ou categorias vividas pelos blocos, mas há uma ordem obrigatória
para sua criação. O bloco que seguiu todos os passos citados foi a União Europeia,
mas outros já formados não seguiram necessariamente essa ordem. O Mercosul, por
exemplo, é classificado como união aduaneira; a União Europeia já atingiu o nível de
união econômica e monetária. Aliás, esses passos são baseados na formação desse
bloco.
[Link]ções Críticas
As teorias tradicionais, embora fundamentais, enfrentam críticas no contexto actual:
Globalização e cadeias de valor: A produção fragmentada internacionalmente (ex.:
componentes feitos em múltiplos países) desafia noções clássicas de especialização
nacional.
Tecnologia e serviços digitais: Plataformas digitais (ex.: software, streaming) não
se enquadram facilmente em modelos baseados em bens físicos.
Protecionismo: Tarifas e barreiras não tarifárias (ex.: EUA vs. China) contrariam a
previsão de comércio livremente vantajoso.
Desigualdades: Benefícios do comércio podem concentrar-se em elites, exacerbando
disparidades regionais ou sociais.
5.2. Mercantilismo e a Balança Comercial Favorável
ʽʽ O mercantilismo, predominante do século XVI ao XVIII, é a primeira grande teoria do
comércio internacional, que defendia que a riqueza de uma nação dependia do acumular
de metais preciosos, como ouro e prata. Para os mercantilistas, a balança comercial
deveria ser favorável, isto é, as exportações deveriam superar as importações para
acumular riqueza. Esta visão estimulava políticas protecionistas, como tarifas e subsídios
às exportações, com o objetivo de maximizar as entradas de riqueza no país. Embora hoje
esta abordagem seja vista como simplista e até contraproducente, na sua época
influenciou fortemente as estratégias mercantis dos Estados-nação em formação.
Analisando criticamente, os economistas modernos reconhecem que o mercantilismo
desconsiderava os benefícios mútuos do comércio e restringia a eficiência econômica,
limitando o crescimento global. Banco Central de Moçambique. Contudo, é um
importante marco histórico para entender a evolução do pensamento econômico
internacional.ʼʼ ([Link]
12
Fonte:libramp(2022).
13
[Link]ão
No decorrer da pesquisa podemos concluir que de facto, a crescente liberalização do
comércio nos países em desenvolvimento tem desde dessa altura conduzido a um aumento
drástico do comércio entre estes países e os países desenvolvidos – comércio entre países
diferentes. Mas ao contrário do que acontecera antes da primeira guerra mundial, os países
em desenvolvimento não têm agora exportado sobretudo produtos primários. Em vez
disso, eles têm exportado bens manufacturados intensivos em trabalho não qualificado.
Mas tal como o comércio antes da primeira guerra mundial, esse comércio é
essencialmente baseado nas vantagens comparativas, em que os países tiram partido das
suas diferenças: os países em desenvolvimento são abundantes em trabalho não
qualificado e exportam produtos intensivos nesse tipo de trabalho; e os países
desenvolvidos são abundantes em trabalho qualificado e exportam produtos intensivos
nesse tipo de trabalho. Desde Adam Smith até Paul Krugman, as teorias do comércio
internacional evoluíram para reflectir realidades económicas cambiantes. Enquanto as
abordagens clássicas enfatizam eficiência e dotação de recursos, as modernas incorporam
inovação, escala e complexidade global. No século XXI, desafios como a digitalização,
sustentabilidade e equidade exigem adaptações teóricas e políticas. Compreender estas
teorias é vital para navegar num mundo interdependente, onde o comércio pode ser uma
força para o desenvolvimento, desde que gerido com visão estratégica e inclusiva.
14
[Link] Bibliográfico
[Link] Central de Moçambique ([Link]
[Link] White.(2000) Manual de Normas e Instruções. Brasília: DEMAP.
[Link], Eduardo.(2008) Mercado Financeiro: Produtos e Serviços. 15. ed. Rio de
Janeiro: Qualitymark,eferencial Bibliografico
[Link] Drenstre. (2003) Programa de Capacitaçã[Link], Porto editor.
5. SMITH, Adam. (2003, P.44) A Riqueza das Nações, Tradução de Teodoro Cabral.
Lisboa: Editora Presença.
[Link], David. (1998) Princípios de Economia Política e Tributação, Tradução de
Maria Sílvia Pereira. Porto: Porto Editora.