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Direito Penal Ii: Ilicitude

O documento aborda o Direito Penal II, focando nas causas de exclusão da ilicitude e da culpabilidade, como estado de necessidade, legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal. Também discute a inimputabilidade, incluindo menoridade e doenças mentais, além da embriaguez acidental completa. As excludentes de ilicitude e culpabilidade são essenciais para entender a responsabilização penal do agente.

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Direito Penal Ii: Ilicitude

O documento aborda o Direito Penal II, focando nas causas de exclusão da ilicitude e da culpabilidade, como estado de necessidade, legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal. Também discute a inimputabilidade, incluindo menoridade e doenças mentais, além da embriaguez acidental completa. As excludentes de ilicitude e culpabilidade são essenciais para entender a responsabilização penal do agente.

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DIREITO PENAL

Direito Penal II

DIREITO PENAL II

ILICITUDE

1 INTRODUÇÃO
Art. 23. Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Parágrafo único. O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso
doloso ou culposo.

Algumas causas de exclusão da ilicitude não estão na Parte Geral do Código Penal. Na parte
especial, encontram-se exemplos como o aborto, que apresenta duas situações em que
a ilicitude é afastada; e o constrangimento ilegal, que também possui causas específicas.
Além disso, há causas de ilicitude superlegal, como o consentimento do ofendido.

Causas excludentes de ilicitude


Estado de necessidade.
Legítima defesa.
Estrito cumprimento do dever legal.
Exercício regular de um direito.

2 ESTADO DE NECESSIDADE
Art. 24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual,
que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio,
cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se.
§ 1º Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.
§ 2º Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida
de um a dois terços.

No estado de necessidade, sacrifica-se um bem para salvar outro. O bem sacrificado deve
ter o mesmo valor ou um valor inferior ao bem protegido. Se o bem sacrificado for de maior
valor, não faz sentido e, nesse caso, haverá crime, mas com pena reduzida, conforme o
artigo 24, § 2º. Além disso, é essencial que a ação lesiva seja inevitável; ou seja, deve-se agir
dessa forma apenas como último recurso, quando não houver outras alternativas disponíveis.

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✓ Requisitos.
[a] perigo atual.
[b] não causado dolosamente pelo agente.
[c] salvar direito próprio / alheio.
[d] inexistência do dever legal de enfrentar o perigo (§ 1º).
[e] inevitabilidade do comportamento lesivo (último caso).
[f] conhecimento da situação justificante.

3 LEGÍTIMA DEFESA
Quando uma pessoa é agredida de forma injusta, surge o direito de defesa, que não precisa
ser exercido apenas em último caso. Esse direito pode ser exercido de maneira moderada,
utilizando os meios necessários que estão disponíveis. O excesso na legítima defesa ocorre
quando a agressão já foi repelida, mas o agente continua se defendendo, o que caracteriza
o excesso de defesa e se configura como crime.

Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Parágrafo único. Observados
os requisitos previstos no caput deste artigo, considera-se também em legítima defesa o agente
de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante
a prática de crimes.

✓ Requisitos.
[a] agressão injusta (ação / omissão).
[b] agressão atual / iminente.

• Agressão passada (vingança).


• Agressão futura (suposição) [c] salvar direito próprio / alheio.
[d] reação com meios necessários (à disposição).
[e] uso moderado dos meios necessários (excesso).

Ataque de animal?

Animal solto Estado de necessidade (perigo).


Ordem do dono Legítima defesa (agressão).

4 ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL


✓ Dever legal (lei em sentido amplo).

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[a] agentes públicos.


[b] particulares (imposição legal).
✓ Polícia em tiroteio?

5. EXERCÍCIO REGULAR DE UM DIREITO


✓ Cidadão comum.
✓ Cirurgias médicas, esportes etc.
✓ Ofendículos (antes / depois).
[a] legítima defesa preordenada.
[b] aviso visível + proporcionalidade.
Os ofendículos excluem a ilicitude e existem três correntes sobre essa tese. A primeira
considera-os como legítima defesa pré-ordenada. A segunda vê essa situação como exercício
regular do direito. Já a terceira é uma abordagem mista, que combina elementos das duas
primeiras correntes.
Os ofendículos precisam atender a dois requisitos para serem caracterizados como
excludentes de ilicitude. O primeiro é que devem estar visíveis, não podendo ser uma
armadilha. O segundo requisito é a proporcionalidade do ofendículo; ou seja, não pode ser
algo excessivo para repelir a agressão.

CULPABILIDADE
(art. 26 a 28, do CP)

1 INTRODUÇÃO

CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPABILIDADE

Inimputabilidade [a] menoridade

[b] doença mental

[c] desenvolvimento mental retardado

[d] desenvolvimento mental incompleto

[e] embriaguez acidental completa

Ausência de potencial consciência da ilicitude [f] Erro de proibição escusável


Inexigibilidade de conduta diversa [g] Coação moral irresistível

[h] Obediência hierárquica

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2 INIMPUTABILIDADE

Inimputabilidade
[a] menoridade (art. 27, do CP);
[b] doença mental (art. 26, caput, do CP);
[c] desenvolvimento mental retardado (art. 26, caput, e art. 27, ambos do CP);
[d] desenvolvimento mental incompleto (art. 26, caput, do CP); e
[e] embriaguez acidental completa (art. 28, § 1º, do CP).

3 MENORIDADE
✓ Art. 27, do CP e Art. 228, da CF

Art. 27. Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às
normas estabelecidas na legislação especial.
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas da
legislação especial.

✓ Presunção absoluta (desenvolvimento mental incompleto)


✓ Critério biológico

4 ANOMALIA PSÍQUICA
Art. 26. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto
ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

✓ Critério biopsicológico.
✓ Doença mental (incidente de insanidade mental – perícia).
[a] embriaguez patológica / dependência de drogas.
✓ Desenvolvimento mental incompleto.
[a] menor de 18 anos (absoluta).
✓ Desenvolvimento mental retardado (perícia).

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5 EMBRIAGUEZ ACIDENTAL COMPLETA

EMBRIAGUEZ

Embriaguez não Voluntária Não exclui Art. 28, II, do CP


acidental Culposa a imputabilidade
Embriaguez Caso fortuito Se completa, exclui a Art. 28, § 1º, do CP
acidental Força maior imputabilidade

E m b r i a g u e z Doença mental Exclui Art. 26, do CP


patológica a imputabilidade
Embriaguez Para prática de Agravante Art. 61, II, “l”, do CP
preordenada crimes (dolo)

A embriaguez não acidental ocorre quando o agente deseja beber, enquanto a embriaguez
acidental acontece quando ele não tinha essa intenção. Na embriaguez voluntária, o
agente queria ficar bêbado, enquanto na embriaguez culposa, ele não tinha a intenção de
se embriagar. Quando a embriaguez é acidental, trata-se de um caso fortuito ou de força
maior, o que pode excluir a culpabilidade.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Rafael Cenoura.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.

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