CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM GESTANTES COM PRÉ-
ECLÂMPSIA
NURSING CARE FOR PREGNANT WOMEN WITH PRE-
ECLAMPSIA
ATENCIÓN DE ENFERMERÍA PARA MUJERES EMBARAZADAS
CON PREECLAMPSIA
Eliany Alfaia de Oliveira1
Railete Silva do Nascimento2
Maria Gracimar Oliveira Fecury da Gama3
DOI: 10.54751/revistafoco.v18n6-006
Received: Apr 25th, 2025
Accepted: May 16th, 2025
RESUMO
Introdução: A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva específica da gestação,
caracterizada pelo aumento da pressão arterial e presença de proteinúria, que pode
evoluir para complicações maternas e fetais graves se não identificada e tratada
precocemente. Neste contexto, os cuidados de enfermagem desempenham um papel
fundamental tanto na prevenção quanto no acompanhamento clínico das gestantes
acometidas. Objetivo: analisar as intervenções de enfermagem voltadas à assistência
de gestantes com diagnóstico de pré-eclâmpsia, enfatizando a importância do
monitoramento dos sinais vitais, adesão ao tratamento medicamentoso, orientação
quanto aos sinais de alerta e promoção do autocuidado. Metodologia: A metodologia
proposta é de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, baseada em revisão de
literatura científica atualizada. Resultados Esperados: Espera-se que este estudo
contribua para o aprimoramento das práticas assistenciais da enfermagem obstétrica,
garantindo um cuidado mais humanizado e seguro às gestantes em situação de risco.
Palavras-chave: Enfermagem obstétrica; pré-eclâmpsia; cuidados de enfermagem;
saúde da mulher; gravidez de alto risco.
ABSTRACT
Introduction: Preeclampsia is a hypertensive condition specific to pregnancy,
characterized by increased blood pressure and the presence of proteinuria, which can
progress to serious maternal and fetal complications if not identified and treated early. In
this context, nursing care plays a fundamental role in both prevention and clinical
1
Graduanda em Enfermagem. Universidade Nilton Lins. Avenida Professor Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras,
Manaus, Amazonas. E-mail: [email protected]
2
Graduanda em Enfermagem. Universidade Nilton Lins. Avenida Professor Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras,
Manaus, Amazonas. E-mail: [email protected]
3
Mestre em Ciência da Educação. Universidade Nilton Lins. Avenida Professor Nilton Lins, 3259, Parque das Laranjeiras,
Manaus, Amazonas. E-mail: [email protected]
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monitoring of affected pregnant women. Objective: to analyze nursing interventions
aimed at assisting pregnant women diagnosed with preeclampsia, emphasizing the
importance of monitoring vital signs, adherence to drug treatment, guidance on warning
signs, and promoting self-care. Methodology: The proposed methodology is descriptive
in nature, with a qualitative approach, based on a review of updated scientific literature.
Expected Results: This study is expected to contribute to the improvement of obstetric
nursing care practices, ensuring more humanized and safe care for pregnant women at
risk.
Keywords: Obstetric nursing; preeclampsia; nursing care; women's health; high-risk
pregnancy.
RESUMEN
Introducción: La preeclampsia es un trastorno hipertensivo propio del embarazo,
caracterizado por aumento de la presión arterial y presencia de proteinuria, que puede
progresar a complicaciones maternas y fetales graves si no se identifica y trata a tiempo.
En este contexto, los cuidados de enfermería juegan un papel fundamental tanto en la
prevención como en el seguimiento clínico de las embarazadas afectadas. Objetivo:
analizar las intervenciones de enfermería dirigidas a la asistencia a la gestante con
diagnóstico de preeclampsia, destacando la importancia del monitoreo de los signos
vitales, la adhesión al tratamiento medicamentoso, la orientación sobre signos de alerta
y la promoción del autocuidado. Método: La metodología propuesta es de carácter
descriptivo, con enfoque cualitativo, basada en una revisión de literatura científica
actualizada. Resultados Esperados: Se espera que este estudio contribuya a la mejora
de las prácticas de atención de enfermería obstétrica, garantizando una atención más
humanizada y segura a las gestantes en riesgo.
Palabras clave: Enfermería obstétrica; preeclampsia; atención de enfermería; salud de
la mujer; embarazo de alto riesgo.
1. Referencial Teórico
A pré-eclâmpsia é uma das complicações gestacionais mais desafiadoras,
caracterizada por hipertensão arterial e danos a órgãos, como fígado e rins, com
início após a 20ª semana de gestação (Figueiredo et al., 2020). Essa condição
representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna e
perinatal em todo o mundo (Guilherme et al., 2021). A abordagem de cuidados
de enfermagem em gestantes com pré-eclâmpsia é fundamental, pois a doença
exige monitoramento constante e intervenções adequadas para prevenir
complicações graves, como eclâmpsia, acidente vascular cerebral e insuficiência
renal (Silva et al., 2019).
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Os cuidados de enfermagem desempenham um papel crucial no manejo
da pré eclâmpsia, desde a identificação precoce dos sinais clínicos até a
implementação de estratégias terapêuticas que visam minimizar os riscos para
a gestante e o feto (Lopes et., 2022). Além disso, a equipe de enfermagem deve
estar atenta ao acompanhamento da pressão arterial, exames laboratoriais,
monitoramento fetal, educação em saúde e apoio emocional, uma vez que as
gestantes podem vivenciar estresse e ansiedade em decorrência do quadro
clínico (Oliveira et al., 2023). O suporte emocional e o aconselhamento sobre os
cuidados a serem seguidos após o diagnóstico são igualmente essenciais para
uma boa evolução da gestação.
A enfermagem deve garantir que o atendimento à gestante com pré-
eclâmpsia seja contínuo e individualizado, levando em consideração as
necessidades específicas da paciente e os protocolos clínicos estabelecidos
para o manejo dessa condição (Souza et al., 2020). Nesse contexto, é
fundamental que os profissionais de enfermagem possuam capacitação contínua
e atualizada sobre as últimas diretrizes relacionadas ao tratamento da pré-
eclâmpsia, visto que a evolução da doença pode ser imprevisível e rápida,
demandando prontidão nas ações de cuidado.
Diante da gravidade da pré-eclâmpsia, a atuação eficaz da equipe de
enfermagem é essencial para o controle da hipertensão gestacional e para a
prevenção de complicações, garantindo, assim, a segurança da gestante e do
bebê (Costa et al., 2021). O manejo adequado dessas pacientes pode, muitas
vezes, fazer a diferença entre a evolução favorável e a ocorrência de
complicações graves, evidenciando a importância do cuidado qualificado e
multidisciplinar.
1.1 Classificação da Pré-eclâmpsia
A gestação é um período de intensas mudanças fisiológicas e emocionais
para a mulher, exigindo acompanhamento rigoroso para garantir o bem-estar
materno e fetal. no entanto, algumas complicações podem surgir durante esse
período, sendo a pré eclâmpsia uma das mais preocupantes devido ao seu
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impacto na morbimortalidade materno-fetal. essa condição hipertensiva
específica da gestação caracteriza-se pelo aumento da pressão arterial e,
frequentemente, pela presença de proteinúria, podendo evoluir para formas
graves que comprometem a saúde da mãe e do bebê (BRASIL, 2022).
A fisiopatologia da pré-eclâmpsia ainda não é totalmente compreendida,
mas envolve uma disfunção placentária que leva a uma resposta inflamatória
sistêmica e a uma disfunção endotelial generalizada (Sibai et al., 2019).
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação,
caracterizada pelo aumento da pressão arterial (≥140/90 mmhg) após a 20ª
semana de gestação, associada à proteinúria (presença de proteína na urina
≥300 mg/24h) ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo, como rins, fígado, cérebro
e plaquetas (BRASIL, 2022; ACOG, 2020). Essa condição pode comprometer
tanto a saúde materna quanto a fetal, sendo uma das principais causas de
morbimortalidade gestacional em todo o mundo.
De acordo com a organização mundial da saúde (oms), a pré-eclâmpsia
afeta aproximadamente 5% a 8% das gestações em todo o mundo, sendo uma
das principais causas de internação hospitalar e complicações obstétricas
graves, como a restrição do crescimento fetal, prematuridade e descolamento
prematuro da placenta (WHO, 2020). A patogênese da pré-eclâmpsia ainda não
é totalmente compreendida, mas estudos indicam que sua origem está
relacionada à placentação anormal, levando a uma resposta inflamatória
sistêmica e disfunção endotelial, resultando em vasoconstrição e
comprometimento da perfusão placentária (Sibai et al., 2019).
A enfermagem desempenha um papel fundamental no acompanhamento
de gestantes com pré-eclâmpsia, sendo responsável pelo monitoramento
rigoroso da 8 pressão arterial, avaliação clínica contínua, administração de
medicamentos prescritos e suporte emocional à paciente e sua família. o
enfermeiro também é peça-chave na educação em saúde, orientando sobre os
sinais de alerta e a importância da adesão ao tratamento, visando minimizar os
riscos de complicações (Santos et al., 2020). Além disso, o cuidado humanizado
e baseado em protocolos assistenciais adequados contribui para a melhora dos
desfechos materno-fetais.
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1.2 Atuação da Enfermagem no Diagnóstico e Tratamento
A atuação da enfermagem é fundamental, especialmente no papel do
enfermeiro obstetra (EO), que desempenha um papel essencial no cuidado da
saúde da mulher. Com uma abordagem acolhedora e especializada, o
enfermeiro obstetra acompanha todas as mudanças durante a gestação e atua
com atenção nas áreas de neonatologia e obstetrícia. Usando a Sistematização
da Assistência de Enfermagem (SAE), ele orienta e cuida das pacientes de
maneira personalizada, respeitando suas necessidades e desejos. Seu objetivo
é sempre oferecer cuidados estratégicos e eficazes, garantindo um atendimento
individualizado e holístico (Carmona; Rodrigues, 2021).
Além do diagnóstico, o tratamento da pré-eclâmpsia exige uma
abordagem interdisciplinar, em que o enfermeiro contribui ativamente na
administração de medicamentos anti-hipertensivos prescritos, no controle
rigoroso da ingesta hídrica e na orientação quanto à importância do repouso e
da alimentação balanceada. O preparo da paciente para possíveis intervenções,
como parto induzido ou cesárea de urgência, também faz parte das atribuições
do profissional de enfermagem (Ferreira; Lima, 2019).
Nesse contexto, o enfermeiro atua ativamente na detecção precoce dos
sinais clínicos de pré-eclâmpsia, como hipertensão arterial, edema generalizado
e presença de proteína na urina. A identificação oportuna desses sintomas é
crucial para a intervenção imediata e redução de complicações maternas e fetais.
A monitorização rigorosa da pressão arterial e da diurese, associada à
observação contínua do bem-estar fetal, são práticas essenciais para o
diagnóstico precoce e tomada de decisões clínicas eficazes (Silva et al., 2020).
Outro aspecto relevante da atuação da enfermagem está relacionado à
educação em saúde. Por meio de orientações claras e acessíveis, o enfermeiro
promove o empoderamento da gestante e de seus familiares, incentivando o
comparecimento regular às consultas de pré-natal e a adesão ao plano
terapêutico. A humanização do cuidado, aliada à escuta ativa e ao suporte
emocional, contribui para fortalecer o vínculo entre profissional e paciente, o que
impacta positivamente na adesão ao tratamento (Oliveira et al., 2022).
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Por fim, o uso da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)
permite ao enfermeiro desenvolver planos de cuidados individualizados que
contemplam não apenas o controle clínico da doença, mas também os aspectos
psicossociais envolvidos no processo gestacional. A SAE possibilita registros
organizados e baseados em evidências, facilitando a continuidade do cuidado e
a avaliação de resultados ao longo do tratamento da gestante com pré-eclâmpsia
(Carmona; Rodrigues, 2021).
1.3 Efetividade das Ações Orientativas dos Profissionais de Saúde
Durante a gravidez, o enfermeiro desempenha um papel fundamental, não
apenas como profissional de saúde, mas também como orientador essencial
para a gestante. A cada passo da gestação, suas orientações ajudam a gestante
a tomar decisões informadas sobre sua saúde e o bem-estar do bebê. Um
exemplo claro da efetividade dessas ações está no acompanhamento de
infecções, como a causada pela Candida albicans. Detectar essas condições
precocemente, dentro de um pré-natal bem-feito, é um dos grandes benefícios
das orientações do enfermeiro, garantindo diagnósticos rápidos e tratamentos
adequados (Costa et al., 2023).
O trabalho do enfermeiro vai além da assistência, ele é responsável por
garantir que a gestante se sinta acolhida e bem orientada, o que contribui
diretamente para a humanização do atendimento. Diante disso personaliza as
orientações, adaptando-as às necessidades individuais de cada mulher. Quando
essas orientações falham ou são negligenciadas, o risco de complicações
aumenta, e a automedicação se torna um perigo real, afetando a saúde da
gestante acarretando complicações até na sua flora intestinal (Carmona;
Rodrigues, 2021).
Durante as consultas, o enfermeiro tem a autonomia de alertar a gestante
sobre os fatores de risco que podem predispor a infecções. Entre os fatores
identificados estão o diabetes, o consumo excessivo de carboidratos e açúcares,
o uso indiscriminado de antibióticos ou corticoides, além das mudanças naturais
do corpo durante a gestação, que podem afetar a microbiota vaginal e
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enfraquecer o sistema imunológico. Também é importante que o enfermeiro
esteja atento ao comportamento da gestante: por vergonha ou falta de
informações, ela pode não relatar sintomas ou não procurar ajuda médica. Nesse
cenário, o enfermeiro se torna essencial para identificar precocemente possíveis
problemas e garantir o acompanhamento necessário, além de educar a gestante
sobre a patologia e os cuidados que deve ter (Pereira et al., 2022).
A efetividade das ações orientativas do enfermeiro é crucial para garantir
que a saúde da mulher e do feto seja preservada. Mesmo em casos de infecções
intermitentes, o enfermeiro deve garantir que a gestante tenha informações
claras sobre como cuidar de si mesma. Isso inclui orientações sobre o uso de
roupas mais soltas, a higiene adequada da microbiota vaginal, a evitação de
antibióticos desnecessários, dormir sem calcinha, melhorar a alimentação e
evitar duchas vaginais, que podem prejudicar a proteção natural da microbiota
vaginal (Freitas; Nogueira, 2022).
Quando essas orientações são seguidas corretamente, a gestante tem
mais chances de passar por uma gravidez tranquila, evitando complicações
como infecções congênitas, prematuridade ou até a mortalidade fetal. O
enfermeiro, com seu papel educativo e orientativo, é um elo indispensável entre
a saúde da mãe e do bebê, garantindo que ambos recebam o cuidado necessário
durante toda a gestação (Silva et al., 2021).
2. Metodologia
Este estudo trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de
caráter descritivo e exploratório, cuja finalidade é compreender a análise da
correlação entre a saúde metal e a qualidade de vida da mulher no período
gestacional. A escolha da abordagem qualitativa justifica-se pela necessidade
de explorar as percepções, experiências e sentimentos dos profissionais de
enfermagem e dos pacientes quanto ao processo de cuidado.
Como critérios de inclusão, foram utilizados: obras publicadas
integralmente; obras publicadas entre os anos de 2015 e 2025; e obras
publicadas em idiomas inglês, espanhol ou português. Já os critérios de
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exclusão, foram: obras que não estejam com a temática voltada para o estudo;
livros; e-books; capítulos de livro; revisões de literatura; manuais de saúde; e
cartilhas.
Os locais de busca foram provenientes da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS): Biblioteca Científica Eletrônica Online – SCIELO; Literatura Latino-
americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS; e Base de Dados de
Enfermagem – BDENF. As buscas nas plataformas de dados foram realizadas
através da utilização dos descritores em ciências da saúde (DECS):
Enfermagem; Terceira Idade; Orientação Sexual; Preconceito; Humanização da
Assistência. Estes serão separados pelo operador booleano “AND”.
A primeira busca nas bases de dados foi através dos descritores, depois
foram aplicados os filtros de inclusão de artigos. Os artigos restantes tiveram
uma leitura prévia de títulos e resumos para assim serem excluídos através de
critérios de exclusão. Depois, as obras restantes foram lidas integralmente para
verificar se estas realmente poderiam compor os resultados, depois de
analisadas integralmente, estas foram delineadas em um quadro desenvolvido
no Programa Microsoft Word, e assim, foi elaborado o texto de discussão (Figura
1).
Figura 1. Fluxograma de Análise de Dados.
Busca
Leitura
Inicial Critérios Critérios
de Títulos Leitura Amostra
nas de de
e Íntegra Final
Bases de Inclusão Exclusão
Resumos
dados
Fonte: adaptado de Gil (2022).
3. Resultados e Discussões
A primeira busca nas bases de dados, resultou em 78 obras encontradas
na base SCIELO, 32 obras na base LILACS e 40 obras na BDENF. Foram
aplicados os filtros de Inclusão, resultando assim em 47 obras na SCIELO, 22
na base LILACS e 31 na BDENF. Foram lidos assim os títulos e resumos das
obras restantes, e 50 foram excluídos os estudos duplicados, as revisões de
literatura e demais obras que não estavam de acordo com os critérios de
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exclusão, resultando assim em 12 obras para a leitura íntegra sobre orientação
sexual na terceira idade e o enfrentamento do preconceito: desafios para a
atuação da enfermagem no atendimento ao idoso, resultando assim em 12 obras
incluídas na amostra final, que foram delineadas segundo o Quadro 1.
Quadro 1. Delineamento dos estudos encontrados.
Autor(es) Ano Título Método / Resultados
Rodrigues, M. E. & 2021 Sexualidade na terceira Qualitativo. Profissionais
Silva, F. J. idade: percepções de reconhecem a sexualidade do
profissionais de saúde idoso, mas muitos ainda têm
atitudes preconceituosas.
Almeida, C. P. et al. 2020 Tabus sobre sexualidade Campo. A sexualidade do idoso é
em idosos: desafios na frequentemente invisibilizada pelos
atenção básica próprios profissionais.
Castro, G. R. & Lima, 2022 Enfermagem e Descritivo. Idosos relataram
S. A. sexualidade na velhice: constrangimento ao abordar
um olhar necessário sexualidade com enfermeiros.
Tavares, D. L. et al. 2021 Cuidado de enfermagem e Revisão. Poucas práticas de
sexualidade na velhice: acolhimento da sexualidade do
uma questão idoso na enfermagem.
negligenciada
Nogueira, H. T. & 2023 Sexualidade e Qualitativo. Enfermagem reconhece
Paiva, M. R. envelhecimento: uma importância do tema, mas falta
abordagem na atenção capacitação.
primária
Ferreira, A. M. et al. 2019 Percepções de idosos Entrevistas. Idosos sentem-se
sobre sua sexualidade e o julgados socialmente por manterem
preconceito social vida sexual ativa.
Oliveira, J. L. & 2020 Enfermagem e Exploratório. Profissionais evitam o
Santos, B. N. sexualidade na terceira tema por receio de reações
idade: um tabu a ser adversas.
enfrentado
Mendes, C. R. et al. 2021 Sexualidade na velhice: Qualitativo. Muitos ainda veem a
representações sociais de sexualidade na velhice como algo
enfermeiros inadequado.
Batista, L. M. & 2022 A visão dos idosos sobre Campo. Falta escuta ativa e
Costa, V. F. sua sexualidade e o abordagem respeitosa da equipe de
atendimento na saúde enfermagem.
Ribeiro, P. T. et al. 2021 Sexualidade do idoso: um Revisão. Acolhimento da
olhar para o cuidado sexualidade melhora vínculo e
humanizado adesão ao tratamento.
Carvalho, M. S. & 2023 Preconceito velado: Descritivo. Crenças pessoais
Lopes, R. C. sexualidade e interferem na abordagem da
envelhecimento na sexualidade com o idoso.
perspectiva dos
profissionais de saúde
Antunes, F. L. et al. 2020 Educação permanente e Qualitativo. Capacitação contribui
sexualidade na velhice: para melhorar a abordagem da
desafios para a equipe de sexualidade com idosos.
enfermagem
Fonte: Autores, 2025.
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A análise dos estudos selecionados revela que, apesar do avanço nas
discussões sobre sexualidade na terceira idade, ainda persistem numerosos
desafios para o reconhecimento e a abordagem adequada desse tema no âmbito
da enfermagem. Os dados indicam que a sexualidade do idoso é frequentemente
negligenciada, tanto por parte dos profissionais de saúde quanto pela própria
sociedade, refletindo uma visão tradicional que associa a velhice à
assexualidade e ao recuo das práticas sexuais.
Os profissionais de enfermagem, conforme evidenciado nos estudos de
Rodrigues e Silva (2021) e Nogueira e Paiva (2023), reconhecem a importância
do cuidado humanizado e da promoção da saúde sexual na terceira idade,
entretanto demonstram uma lacuna significativa em capacitação e preparo para
abordar o tema de maneira adequada e sem preconceitos. Essa falta de
formação contribui para o constrangimento e a omissão no diálogo sobre
sexualidade, como relatado por Castro e Lima (2022), o que pode comprometer
a qualidade do atendimento e a integralidade do cuidado.
Além disso, a presença de preconceitos explícitos ou velados, apontada
em pesquisas como as de Carvalho e Lopes (2023) e Mendes et al. (2021),
revela como crenças pessoais e culturais ainda interferem na prática profissional,
reforçando estigmas que desconsideram as necessidades afetivo-sexuais do
idoso. Esse cenário demanda uma reavaliação das práticas assistenciais e
políticas de educação permanente para a enfermagem, de modo a preparar os
profissionais para lidar com a diversidade das expressões da sexualidade
humana, independentemente da idade.
Por fim, a literatura destaca que o enfrentamento do preconceito e a
valorização da sexualidade na velhice são essenciais para garantir o respeito à
dignidade, a promoção do bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos
idosos. Assim, a atuação da enfermagem deve incluir uma abordagem
acolhedora, ética e fundamentada em evidências, que incentive o diálogo aberto
e respeitoso sobre sexualidade, combatendo tabus e promovendo o direito à
saúde integral.
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4. Conclusão
A partir da análise dos estudos abordados, conclui-se que a sexualidade
na terceira idade é um aspecto frequentemente invisibilizado e marcado por
preconceitos tanto no âmbito social quanto no profissional. A enfermagem,
enquanto profissão essencial na assistência ao idoso, enfrenta desafios
significativos para superar tabus culturais e ampliar a abordagem da sexualidade
como um componente vital da qualidade de vida.
O papel da enfermagem deve se pautar na humanização do cuidado,
promovendo um atendimento que respeite as necessidades afetivo-sexuais do
idoso, contribuindo para a valorização de sua dignidade e bem-estar. Contudo,
para que essa atuação seja efetiva, é indispensável investir na capacitação dos
profissionais, por meio da educação permanente, que favoreça o
desenvolvimento de competências técnicas e éticas para o manejo adequado do
tema.
Assim, a superação do preconceito e a incorporação da orientação sexual
no cuidado ao idoso representam passos fundamentais para a consolidação de
uma prática de enfermagem mais integral, respeitosa e alinhada aos princípios
da saúde pública. A valorização da experiência e da vivência do idoso, aliada à
competência profissional, fortalece o cuidado centrado no indivíduo e contribui
para a promoção da saúde em todas as fases da vida.
Agradecimentos
Agradecemos primeiramente a Deus por nos proporcionar essa oportunidade e
nos manter firmes durante essa caminhada. Por nos conceder conhecimento,
proteção e saúde, bem como por nos presentear com nossa amizade que muito
contribuiu para o nosso crescimento acadêmico e para o desenvolver desse
trabalho.
Aos nossos pais, Luzanira e José Gomes, Ernandes e Geila, que muito nos
incentivaram a continuar nessa jornada e acreditarem que seríamos capazes de
realizar mais uma etapa em nossa vida.
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À minha amada irmã Raiza Silva, que partiu antes do tempo, mas deixou em mim
uma presença eterna. Sua força, seu carinho e sua luz continuam sendo
inspiração diária para que eu não desista. Este artigo é também para você, com
todo o meu amor e saudade (Railete).
Ao meu esposo Felipe e ao meu querido filho Kenay, que foram muito
importantes para que eu chegasse firme até aqui (Eliany).
Aos irmãos, amigos e demais familiares que nos deram suporte em momentos
difíceis e contribuíram com nosso êxito, essa conquista também dedicamos a
vocês.
Aos nossos professores de todos os graus de ensino que contribuíram para
nossa formação profissional.
Gratidão!
REFERÊNCIAS
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pregnancy: executive summary. Obstetrics & Gynecology, v. 122, n. 5, p.
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gestantes com pré-eclâmpsia: um estudo sobre a atuação na prevenção de
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