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INSTITUTO POLITÉCNICO INDUSTRIAL 17 DE DEZEMBRO

ÁREA DE FORMAÇÃO DE MECÂNICA


CURSO DE MANUTENÇÃO MECÂNICA

LIGAÇÕES REBITADAS

Turma: MAM12AD

Grupo: 02

Docente: Justino Manfwene Daniel

Icole e Bengo, aos 20/01/2025


INSTITUTO POLITÉCNICO INDUSTRIAL 17 DE DEZEMBRO
ÁREA DE FORMAÇÃO DE MECÂNICA
CURSO DE MANUTENÇÃO MECÂNICA

LIGAÇÕES REBITADAS

Autores

Ângelo Mussili Ventura


Elias José Chacamba
Olívio Maurício Musumba

Turma: MAM12AD

Grupo: 02

Docente: Justino Manfwene Daniel

Icole e Bengo, aos 20/01/2025


Agradecimento
Em primeiro lugar temos a render graças à Deus por ter nos concedido esta oportunidade
de estar aqui para apresentar o nosso trabalho, em seguida agradecemos aos nossos
queridos pelo suporte durante essa longa jornada, mesmo nos momentos mais
desafiadores, agradecemos por cada gesto de gentileza.
Dedicatória
Dedicamos primeiramente este trabalho à Deus pelos bons acontecimentos nas nossas,
em seguida aos nossos famialiares, amigos e colegas que nos apoiram directamente ou
indirectamente até onde chegamos e por confiarem nos nossos potenciais.
Resumo
As ligações rebitadas são um Método de união mecânica amplamente utilizado na
engenharia e na indústria, caracterizado pela utilização de rebites para conectar
permanentemente duas ou mais peças. Este processo envolve a inserção de um rebite,
que e um cilindro metálico, em furos previamente alinhados nas peças a serem unidas.
Após a inserção, a extremidade do rebite e deformada para formar uma cabeça, garantindo
a fixação das peças.
As ligações rebitadas apresentam diversas vantagens, como a alta durabilidade e
resistência a cargas significativas, o que as torna ideais para aplicações em estruturas
metálicas, aeronáuticas e construção civil. Além disso, o processo de rebitagem é
relativamente simples e pode ser realizado com ferramentas manuais ou máquinas
especializadas, facilitando a montagem.

O trabalho experimental foi feito na oficina: Multtorq

Palavras chaves: Ligações, rebites, estruturas, cabeça,


Abstract
Riveted connections are a mechanical joining method widely used in engineering and
industry, characterized by the use of rivets to permanently connect two or more parts. This
process involves inserting a rivet, which is a metal cylinder, into previously aligned holes in
parts to be joined. After insertion, the end of the rivet is deformed to form a head, ensuring
the fixation of the pieces. Riveted connections have several advantages, such as high
durability and resistance to significant loads, which makes them ideal for applications in
metal structures, aeronautics and civil construction. In addition, the riveting process is
relatively simple and can be carried out with hand tools or specialized machines, making
assembly easier.

Keywords: Connections, structures, head, rivet


Lista de figura
Figura 1 - Primeiro par de lentes utilizado na Alemanha com rebite……………...………..12
Figura 2 - Calça de marca Blue jeans….……………………......…………………………….13
Figura 3 - Constituição do rebite……….……………………………………………………….13
Figura 4 -Representação de uma ligação rebitada……...……………………………….......13
Figura 5 - Aplicações das ligações rebitadas………………………………………………….14
Figura 6 - Pontes internacionais que usam este tipo de ligação…………………………….14
Figura 7- Disco de embraiagem e lona de fricção da sapata de freio………………………15
Figura 8 -Tipos de rebites……….……………………………………….………………………16
Figura 9 - Processo de rebitagem……………………………………………………..………..19
Figura 10 -Diferentes tipos de rebites……………..………………...…………………………19
Figura 11 -Medidas básicas dos rebites…….………………………………………………….20
Figura 12 -Tipos de ligações….…………………………………………………………………21
Figura 13 -Falhas em junções rebitadas…….…………………………………………………22
Figura 14 - Rebites m cadeia.…...………………………………………………………………23
Figura 15 - Cálculo da distância dos rebites até a borda………………………………….....25
Figura 16 - processo manual e automático……………………………………………….……27
Figura 17 - Rebitagem a quente e a frio………………………………………………………..28
Figura 18 - Processo manual de rebitagem…………..………………………………………..29
Figura 19 - Repuxador……………………………………………………………………………29
Figura 20 - Ponte utilizando ligações resistente.…...…………………………………………30
Figura 21 - Estruturas com Ligações resistentes e estanques……………………………...30
Figura 22 -veículo em estudo……………………………………..…………………….………33
Figura 23 - veículo acabado……………………………………………………………………..34
Figura 24 - Mota reestruturada…………………………………………………………………..34

Figura 25 -Mota……..…………………………………………………………………………….35
Lista de tabela
1 - Tipos de rebites………………………………………………………………………………16
2 - Tamanho e força requerida nos rebites…………………………………………………...27

3 - Defeitos de rebitagem………………………………………………………………………31
Lista de simbologia
d = diâmetro rebite
S = menor espessura

dF = diâmetro do furo

dR = diâmetro do rebite

L = comprimento útil do rebite

Y = constante determinado pelo formato da cabeça do rebite

Pl = passo longitudinal

Pt = passo transversal
 = tensão de cisalhamento no rebite(MPa).
F = força axial total
n = número de rebites
Lista de acrónimos
DISPOSIÇÕES E REGULAMENTARES BÁSICAS (R.E.A.E)
1 INTRODUÇÃO
A história das ligações rebitadas é um testemunho de engenhosidade humana e da
evolução tecnológica. Desde os primórdios da metalurgia até as complexas estruturas
modernas, as ligações rebitadas desempenham um papel crucial no desenvolvimento de
diversas industrias.Com o avanço de técnicas mais modernas, como soldagem e a colagem
de estrutural, o uso de ligações rebitadas diminuiu em muitas aplicações.No entanto, elas
continuam a ser preferidas em situações onde a soldadagem não é viável ou onde a
inspecção visual da junta é crítica.
Hoje, os rebites são utilizados em sectores especificos, como na construção de aeronaves,
onde a confiabilidade e a facilidade de inspecção são prioritárias. Além disso os rebites
cegos(pop) são amplamente utilizados em aplicações onde apenas um lado da peça é
acessível.

1.1 Objectivo geral: Analisar as características, aplicações e vantagens das ligações


rebitadas em processos de montagem e fabricação de componentes metálicos.

1.2 Objectivo específico:

 Famliarização com conceito de ligação por rebites.


 Compreender as técnicas de ligações por rebites e dos tipos.
 Conhecer o campo de aplicação de rebites e sua escolha.
 Conhecer os defeitos de rebitagem e técnicas de correção.
2 FUNDAMETAÇÃO TEÓRICA

2.1 Breves considerações


As ligacoes rebitadas tem uma longa e rica historia, que remonta a milhares de anos. Esse
metodo de uniao foi fundamentalmente para o desenvolvimento de diversas civilizaçoes e
tecnologias, evoluindo ao longo do tempo para atender às demandas de diferentes eras e
industrias.
O uso de rebites pode ser rastreado ate as civilizacoes antigas. Egipcios, romanos e gregos
utilizavam rebites rudimentares para unir peças de metal em armadura, armas e
ferramentas.Esses rebites eram feitos de metais como bronze e ferro, e o processo de
rebitagem era manual, utilizando martelo e bigornas.

2.1.1 Surgimento do rebite e sua constituição

A união por rebites é um dos primeiros sistemas de união mecânica de materiais metálicos
utilizado pela indústria. Asprincipais características desse tipo de ligação são:

 É um processo de execução simples


 Barato
 Resulta em peças extremamente resistentes

O rebite apareceu pela primeira vez na Alemanha em 1270 que foi usado para assegurar
um aro que unia um par de lentes de oculos que não continham haste, mas sim eram
ajustados sobre o nariz.

Figura 1 – primeiro par de lentes utilizado na Alemanha com rebite (1270)

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Pouco tempo depois,modelos semelhantes ao alemao apareceram em muitas cidades


italianas, já nessa altura o rebite foi usada na calcas de marca Levi e depois foram pintados
para Blue jeans.
Figura 2 - calça de marca Blue jeans
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O desenvolvimento do rebite usado em calças foi acontecendo e nos anos 1873 que foi
aplicado um tipo de rebite metálico que evitava rasgo nas calças.

O rebite é constituido por um corpo em forma cilíndrica e uma cabeça que pode ser de
vários formatos.

Figura 3 – Constituição do rebite


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De um tempo para os dias de hoje o rebite evoluiu que conquistou posição nas ligaçóes de
estruturas metálicas. A ligação rebitada pode ser considerada como uma ligação rígida.
Rebite é um elemento de fixação usado em uniões permanente, o qual depois de instalado
não pode ser retirado se não destruído.

Figura 4 – Representação de uma ligação rebitada


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2.1.2 Aplicação dos rebites


Os rebites são peças fabricados em aço, alumínio,cobre ou latão. Na indústria, são
aplicados para unir duma forma rígida qualquer tipo de peças ou chapas nomeadamente:
 Em estruturas metálicas;
 Veículos, transporte ferroviário e treliças;
 Reservatórios, caldeiras, aviões, máquinas e navios;
Os rebites podem ser utilizados em uniões com elevada resistência para estruturas de aço,
junções, estanques de elevada resistência para caldeiraris; junções estanques em
recepientes de pequena altura como: chaminés, tubos de descarga e tubagem sujeitas à
baixas pressões; junções de responsabilidade de chapas de revestimento aviões, navios
ou equipamentos.

Figura 5 – Aplicações das ligações rebitadas


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A partir de peças moldadas à edifícios e estruturas como as torres Effeil, Shokhov e a


Sydney Harbour Bridge eram geralmente mantidas unidas por este tipo de ligação.

Figura 6 - Pontes internacionais que usam este tipo de ligação


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Os chassis de automómeis eram tamnbém fixos por esta técnica.

2.1.3 Aplicação da união rebitada na indústria automotiva


 A ligação da ponta da lona de fricção do disco de embraiagem do automóvel é feita
por rebites.
Figura 7 – disco de embraiagem e lona de fricção da sapata de freio
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 A fixação da lona de fricção da sapata do freio do automóvel é feita por rebites.

2.1.5 Vantagens das ligações rebitádas

 Uniões rebitásas são mais simples e baratas se comparadas com as soldadas.

 Possuem aior facilidade de reparação.

 Possibilitam um controle de qualidade mais simples que as soldadas.

 Permitem uma execução simples, não requer técnico qualificado, o controle de


qualidade é simples.

2.2 Desvantagens das ligações rebitádas

 Ligações rebitádas não são desmontáveis

 Não recomendadas para carregamentos dinámicos

 As ligações rebitádas acarretam uma redução da resisténcia do material na ordem


dos 13 - 42% devido a redução da área pela perfuração para o rebite contra uma
redução de 10 – 40% de soldadura

2.2.1 Tipos de rebites


A escolha adequada de rebites se dará pela análise dos seguinte fatores:

 Tipo de material do qual é feito;


 Tipo construtivo;
 Maciço ou oco;
 O tipo da sua cabeça;
 Suas dimensões;
 O diámetro do seu corpo;
 O seu comprimento útil;
Figura 8 – tipos de rebites
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2.2.2 Principais tipos de rebites

Tabela 1 tipos de rebites


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2.2.3 Tipos de rebites

O quadro acima apresentado, ilustra alguns tipos de rebites segundo a forma de suas
cabeças e aplicações de cada tipo, mas a variedade é imensa.
Um mecánico tem que conhecer o maior número possível para saber escolher o mais
adequado para cada trabalho a ser feito. Em estruturas metálicas, por exemplos, devem
ser utilizados rebites de aço de cabeça redonda com diâmetros normalizados de 10 até
36mm e comprimentos úteis de 10 até 150mm segundo as normas. Em serviços de funilaria
emprega-se, principalmente, rebites com cabeça redonda ou com cabeça escareada.

2.2.4 Normalização e especificações

Os rebites são fabricados de acordo com normas técnicas que indicam medidas de cabeça,
corpo e comprimento dos rebites.

Como se pode ver na figura abaixo, esses valores são padronizados e constantes ou seja,
nunca mudam.
Para adquirir os rebites adequados ao trabalho, é necessário conhecer suas
especificações, ou seja, de que material é feito, o tipo de cabeça, o diâmetro do corpo e o
comprimento útil.
O comprimento útil do rebite corresponde à parte do corpo que vai formar a união.
A parte que vai ficar fora da união é chamada sobra necessária e vai ser usada para formar
a outra cabeça do rebite.

No caso de rebite com cabeça achatada, a altura da cabeça do rebite também faz parte do
seu comprimento.

O símbolo usado para indicar comprimento útil é L e o símbolo para indicar sobra necessária
é Z. Na especificação do rebite é importante você saber qual será o seu comprimento útil e
a sobra necessária.

Neste caso, é preciso levar em conta o diâmentro do rebite, o tipo da cabeça a ser formado
e o modo de fixação do rebite: a frio ou a quente.

A união por rebites é do tipo permanente, ou seja, uma união que só pode ser desfeita
através de ruptura forçada dos materiais, do mesmo modo da união por solda.

No seu process, é necessário que haja uma pré-perfuração dos materiais a serem unidos,
ferramentas de aplicação(máquina de rebitar manuais, pneumáticas, hidráulicas) e, em
alguns casos, ferramentas de acabamento(punção).
2.2.5 União por rebites

O rebite é composto basicamente por duas partes, o corpo que é a parte cilíndrica que
serve para preencher o furo e a cabeça, que é a parte que fica exposta à parte externa ao
furo.
Uma parte do corpo do rebite excede a medida da espessura das chapas a serem unida.

Essa parte é chamada de sobra necessária, que é a parte onde é feito outra cabeça do
rebite, através de ferramenta chamada punhão.

Figura 9 – processo de rebitagem


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2.3 Materiais para rebites

Quanto aos materiais utilizados para a fabricação, devem ser tais que garantam que os
rebites sejam construídos com material resistente e dúctil. Os materiais mais utilizados nos
rebites são o aço, cobre, alumínio e latão.

A união de peças de alumínio, por exemplo, é facilitada através de rebites e dificultada por
solda. Essa é uma das vantagens de utilizar rebites, a união de peças em que é difícil de
ser feita ou é impossibilitado de se fazer por solda.

Materiais para rebites

Figura 10 – Diferentes tipos de rebites


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2.3.1 Medidas constantes dos rebites

Ao tratar de rebites que possuem cabeças redondas, cilíndricas ou tipo panela, por
exemplo, os diâmetros padronizados do corpo cilíndrico do rebite variam entre 1,6 e 6mm.

Quanto ao comprimento útil do rebite, variam entre 3 até 40mm. Lembrando que estes são
rebites em que a cabeça fica exposta nas peças unidas.

Para rebites de cabeça escareada, os diâmetros padronizados do corpo cilíndrico variam


entre 3 e 5mm. Quanto ao comprimento útil, variam entre 3 até 40mm.

Apesar de grandes variedades de rebites, existem ainda calculos que devem ser levados
em consideração para escolha do rebite apropriado para a união de chapas, por exemplo
pode ser visualizado na figura asseguir.

Algumas medidas básicas para a escolha do rebite

Figura 11 – Medidas básicas dos rebites


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2.3.2 Tipos de ligações

Figura 12 – Tipos de ligações


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1. Quanto à disposição das chapas

 Sobrepostas (simples ou duplas): As chapas são sobrepostas uma sobre a outra. É


o tipo mais simples.

Exemplos:

 Ligações com uma linha de rebites


 Ligações com múltiplas linhas de rebites
 De topo com chapas de ligação: As chapas são colocadas lado a lado (topo com
topo), e a união é feita por meio de chapas adicionais (chapas de ligação) rebitadas
sobre elas.

Quanto à direção do esforço

 Ligações tracionadas: Quando o esforço tende a separar as partes ligadas (tração


paralela às chapas).

Exemplos: em treliças e vigas.

 Ligações cisalhadas: O esforço atua para cortar o rebite (cisalhamento). É o caso


típico de união de chapas que deslizam lateralmente uma em relação à outra.

2.3.3 Solicitações e dimencionamento de juntas rebitadas

Quando uma força de actração é aplicada na junção de um par de chapas unidas por rebites
ocorre uma força de atrito até que ocorra o deslizamento entre as duas chapas; após o
deslizamento, ocorre o contacto entre a superfície cilíndrica do furo e a haste do rebite
solicitando:
 O rebite por cisaliamento e compressão; o furo que aloja o rebite por compressão.
 Esses esforços podem levar a união a apresentar diversos tipos de falhas.

2.3.4 Falhas de junções rebitadas

Figura 13 – Falhas em junções rebitadas


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2.3.5 Cálculo de rebitagem

Depois da escolha do tipo rebites a serem utilizados para a fixação dos materiais a serem
unidos, é de grande importância levar em considerações alguns cálculos para o processo
de rebitagem.

Os cálculos de rebitagem tomam em consideração alguns factores tais como:

 A fixação;
 Distribuição dos rebites nos materiais a serem unidos;
 A resistência de cisaliamento dos materiais rebitados;
 Cálculo do diâmetro do rebite;
 Cálculo do diâmetro do furo;
 Cálculo do comprimento útil do rebite;
Para a distribuição de rebites através das chapas a serem unidas, por exemplo, são
tomadas em considerações:
 A distância do centro do rebite até a borda da chapa;
 Cálculos de passo longitudinal e transversal para ambas rebitagens em cadeia e em
zigue-zague;

Para a distribuição de rebites através das chapas a serem unidas, por exemplo, são levados
em considerações: a distância do ponto do rebite até a borda da chpa, cálculos de passo
longitudinal e transversal para ambas rebitagens em cadeia e em zigue-zague.

Figura 14 – rebites em cadeia


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As tensões de cisalhamento podem ocorrer nos rebites ou nas chapas unidas e há cálculos
para verificar a tensão sofrida por ambos.

O cálculo do diâmetro do rebite.

d = 1,5. < S

Onde:

d = diâmetro
<S = menor espessura
1.5 = constante ou valor predeterminado

Cálculo do diâmetro do furo é dado pela seguinte expressão:

dF = dR . 1,06
Onde:

dF = diâmetro do furo
dR = diâmetro do rebite
1,06 = constante ou valor predeterminado

O cálculo do comprimento útil de rebites de cabeça redonda e cilíndrica é:

L=Y.d+S

Onde:
L = comprimento útil do rebite
Y = constante determinado pelo formato da
cabeça do rebite
d = diâmetro do rebite
S = soma das espessuras das chapas

Para rebites de cabeça redonda e cilíndrica

L = 1,5 . d + S

Para rebites de cabeça escareada


L=1.d+S

As tensões de cisalhamento podem ocorrer nos rebites ou nas chapas unidas e há cálculos
para verificar a tensão sofrida por ambos.
Para o cálculo da distância dos rebites até a borda das chapas unidas.
 A distância do centro do rebite até a borda da chapa é obtido por 1,5*d
 O passo longitudinal é obtido por: P= 3*d
 O passo transversal de rebitagem em cada cadeia é obtido por: 0,8*p
 O passo transversal de rebitagem em zigue-zague é obtido por: 0,6*p

Para cálculo da distância dos rebites até a borda das chapas unidas.
Figura 15 – cálculo da distância dos rebites até a borda

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2.3.6 Cálculo do passo longitudinal

Onde:

Pl = Passo longitudinal Pl = 3 . d
d = diâmetro do rebite
3 = constante

Cálculo para o passo transversal

Pt = Pl . 0,8

Para o cálculo do passo transversal em zigue-zague

Pt = Pl . 0,6

Onde:

Pl = passo longitudinal
Pt = passo transversal
0,8 e 0,6 = constantes

Para o cálculo de cisalhamento nos rebites


Onde:
t = tensão de cisalhamento no rebite(MPa).
F = força axial total
d = diâmetro do rebite
n = número de rebites

Para cálculo de cisalhamento nas chapas

Onde:

= tensão de cisalhamento nas chapas


F = Força axial total
n = número de rebites seguidos através da chapa
d = diâmetro dos furos dos rebites

Força requerida na rebitagem:


Os dados abaixo se aplicam para rebites de aço carbono ASTM grau A141 ou A31

Tabela 2 Tamanho e força requerida nos rebites


Fonte: http://www.ebah.com.br/content/rebites2015

2.3.7 Tipos de processos de rebitagem:

 Processo manual
 Processo Mecânico
 Processo pneumático
 Martelo pneumático
 Rebitadeiras hidráulicas
 Rebitadeiras pneumáticas

Processo manual: utilizado para rebitar em locais de difícil acesso ou peças pequenas.
Processo mecânico: Permite rebitamento mais resistente e contínuo.
Tipos de processos de rebitagem

Figura 16 – processo manual e automático


Fonte:http://pt.scribd.com
2.3.8 Rebitagem a quente e frio
Processo a quente: neste processo o rebite é aquecido em fornos a gás, eléctricos ou
maçarico. O rebite é martelado à mão ou à máquina até adquirir o formato.
Os fornos possibilitam um controle de temperatura necessária para aquecer o rebite.
A rebitagem a quente é indicada para rebites com diâmetros superiores a 6,35mm
especialmente em rebites de aço.

Processo a frio: Este processo é feito por martelamento, sem utilizar qualquer tipo de
calor. Indicada para rebites com diâmetro de até 6,3mm se o trabalho for à mão, e de
10mm se for à máquina.
Usa-se na rebitagem a frio rebites de aço, alumínio, etc.

Figura 17 – Rebitagem a quente e a frio

Fonte: (http:// projetista. Coursify.me)

Processo manual
Este tipo de processo é feito à mão, com pancadas de martelo. Antes de iniciar o
processo, é preciso comprimir as duas superfícies metálicas a serem unidas.
Figura 18 – processo manual de rebitagem

Fonte:http://pt.scribd.com

2.3.9 Repuxador : comprime as chapas a serem rebitadas, é feito de aço temperado e


apresenta três partes: cabeça, corpo e face.

Figura 19 - repuxador
Fonte:http://pt.scribd.com

Tipos de ligações
As ligações por rebites podem ser classificadas em três tipos distintos:

 Ligações resistentes
 Ligações estanques
 Ligações resistentes e estanques
Ligações resistentes: o objectivo é conseguir que duas peças ligadas tranmitam os
esforços e lhes resistam como se fossem uma única ex: estruturas metálicas de edifícios,
pontes, etc.

Figura 20 – Ponte utilizando ligações resistentes

Fonte:http://pt.scribd.com

Ligações resistentes e estanques

Figura 21 – Estruturas com Ligações resistentes e estanques

Fonte:http://pt.scribd.com
Defeitos de rebitagem

Tabela 2.1 Defeitos de rebitagem


Fonte: adaptado (Fonte:http://pt.scribd.com)

3 Procedimento experimental

Neste capítulo abordaremos sobre as processos, actividades, preparação e materiais


utilizados para a realização do nosso projecto. Realçar que esta etapa é de extrema
importância para a qualificação técnica do nosso trabalho, são descrições, detalhes,
imagens e métodos apresentados para aprovação do mesmo trabalho. Este capítulo
também permite que os integrantes possam colocar a mão no trabalho para alavancar o
projecto. Tivemos que realizar jornadas de campo para localizar oficinas especializada em
processos de rebitagem. Após a identificação de um aoficina sentimos a necessidade de
participar nas actividades nas oficinas nos deparamos com um veículo e uma mota.

Os procedimentos experimentais foram feitos nas oficinas: Multtorq e Fidel solution.


3.1 Métodos e Materiais

Para a realização do nosso projecto tivemos que encontrar métodos viáveis e também
materiais apropriados para a execução do nosso projecto, póis competência operaciomal
não está simplesmente no trabalhador, mas sim também nos métodos e materiais.

3.1.1 Materiais

Os materais utilizados são:


 Chapas
 Rebites
 Barras de ferro
 Electrodo
 Broca

3.1.2 Lista de ferramentas

 Alicate de rebitagem
 Alicates
 Furadeira
 Máquina de soldar
 Pistola convencional para pintura

3.1.3 Métodos utilizados

Os métodos utilizados para a reestruturação do projecto em causo


 Rebitagem a frio
 Soldadura
 Pintura
 Usinagem (limar)
4 Etapas da construção

Após a identificação do problema de reestruturação da carrinha tivemos que fazer


inspeções para poder idenficar se não havia mais problemas superficiais na carrinha, posta
na oficina.

Figura 22 – veículo em estudo

Fonte: autor(2025)

Após todas as análisas estruturas serem feitas partimos para a preparação da superfície
escolha adequada dos materias, partindo dessas etapas colocamos a mão na massa, dia
pós dias o veículo foi apresentando novos aspectos devido o trabalho duro e em equipa.
Após 1 semana finalizamos o problema e mais abaixo está o resultado.

Não foi nada fácil, mas com ajuda de Deus tivemos bons resultados, tamtém foi grças ao
processo de rebitagem a frio que satisfaz em actividades como essas e escolha de rebites
de alta qualidade que garante a boa fixação e união entre as chapas e as barras cada dia
trabalhávamos 4 horas para poder conseguir esse resultado. Tivemos também bons
orientadores que nos guiaram e nos passaram experiencias e treinamento para que
pudéssemos executar ou coloca a mã na massa.
Figura 23 – veículo acabado
Fonte: autor(2025)

Caso 2

Outro caso foi de uma mota que precisou de uma reestruturação, mas apesar de alguns
contra tempos ou seja não no momento inivial, mas fizemos também a nossa porte neste
outro caso.

Figura 24 – mota reestruturada


Fonte: autor (2025)
Finalmente após o trabalho em equipa tivemos este resultado.

Figura 25 – mota
Fonte: autor(2025)
5 Conclusões e recomendações

Chegamos a concluir e as ligações por rebites são ligações que servem para unir duas ou
mais superfícies por meio de rebites, apresentam boa resistividade a cargas dinâmicas e
vibrações. A sua escolha é feita de acordo com tipo de actividade que será desenvolvido.
Os tipos de rebites e técnicas influenciam para um bom resultado.
6 Referências bibliográficas

http:// pt. Scribd.com


Unifvisf / Universidade Federal do Vale do São Francisco
http:// projectist.coursfy.com
Mechanical Engeenering – University of Malasya Phang
Elementos de máquinas – Universidade Federal de São Paulo
Elementos de máquinas `´Senai`` São Paulo; Brasil Érica
Elementos de máquinas; 9ª edição.
Índice

Agradecimento………………………………………………………………………………….…iii
Dedicatória………………………………………………………………………………………....iv
Resumo………………………………………………………………………………………..……v
Abstract…………………………………………………………………………………………..…vi
Lista de figura……………………………………………………………………………………...vii
Lista de tabela……………………………………………………………………………..……...viii
Lista de acrónimos…………………………………………………………………………………ix
1 Introdução………………………………………………………………………………………..11
1.1 Objetivo de geral………………………………………………………………………11
1.2 Objetivo específico…………………………………………………………………....11
2 Fundamentação teórica………………………………………………………………………...12
2.1 Breves considerações………………………………………………………………….…12
2.1.1 Surgimento do rebite e sua constituição……………………………………………..12
2.1.2 Aplicação dos rebites………………………………………………………….……….13
2.1.3 Aplicação da união rebitada na indústria automotiva………………………………14
2.1.5 Vantagens das ligações rebitádas……………………………………………………15
2.2 Desvantagens das ligações rebitádas ………………………………………….……..15
2.2.1 Tipos de rebites…………………………………………………………………….…...15
2.2.2 Principais tipos de rebites…………………………………………………………..…16
2.2.3 Tipos de rebites ………………………………………………………………………..17
2.2.4 Normalização e especificações………………………………………………………19
2.2.5 União por rebites…………………………………………………………………..…..19
2.3 Materiais para rebites ………………………………………………………………..…19
2.3.1 Medidas constantes dos rebites ………………………………………………….….20
2.3.2 Tipos de ligações ………………………………………………………………………21
2.3.3 Solicitações e dimencionamento de juntas rebitadas………………………………22
2.3.4 Falhas de junções rebitadas…………………………………………………. ……...25
2.3.5 Cálculo de rebitagem……………………………………………………………..……27
2.3.6 Cálculo do passo longitudinal………………………………………………………….28
2.3.6 Cálculo do passo longitudinal………………………………………………………….28
2.3.8 Rebitagem a quente e frio……………………………………………………………..28
2.3.9 Repuxador………………………………………………………………………………29
3 Procedimento experimental…………………………………………………………………..31
3.1 Métodos e Materiais…………………………………………………………..………… 32
3.1.1 Materiais…………………………………………………………………………………32
3.1.2 Lista de ferramentas………………………………………..………………………….32
3.1.3 Métodos utilizados………………………………………………………………………32
4 Etapas da construção…………………………………………………..…………………..….33
5 Conclusões e recomendações………………………………………………………………...35
6 Referências bibliográficas………………………………………………………………….…..36

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