Excelente escolha!
Abaixo, expando o **texto anterior** relacionando os autores da história colonial
(Novais, Alencastro, Fragoso e Laura de Mello e Souza) com **três autores da sociologia
contemporânea**: **Florestan Fernandes**, **Jessé Souza** e **Michel Foucault**. A proposta é
mostrar como as **estruturas de poder coloniais** continuam a operar em tempos modernos, seja na
forma de racismo estrutural, patrimonialismo ou biopoder.
Você pode usar esse acréscimo no **desenvolvimento ou na conclusão** do texto anterior — ou como
um **novo parágrafo de articulação teórica**.
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### 🔍 **Expansão com autores da sociologia contemporânea**
A permanência das estruturas de poder coloniais no Brasil também foi tematizada por autores da
sociologia contemporânea, que revelam como o passado absolutista e escravista molda o presente.
Florestan Fernandes, por exemplo, ao estudar a transição do trabalho escravo para o trabalho livre,
argumenta que a abolição da escravidão não significou uma democratização da sociedade, mas a
**reorganização das desigualdades raciais sob novas formas**, mantendo intacta a estrutura de
dominação das elites. Segundo ele, o Brasil não rompeu com sua herança colonial, mas a reconfigurou
num capitalismo dependente e excludente, onde o poder político continuava restrito às classes
dominantes.
Jessé Souza, por sua vez, aprofunda a crítica à estrutura de poder brasileira ao mostrar que o
patrimonialismo — herdado do Estado absolutista e adaptado à realidade tropical — é o verdadeiro
motor da desigualdade social no Brasil. Em sua leitura, inspirada parcialmente em Raymundo Faoro, as
elites brasileiras **confundem o público com o privado**, naturalizando o privilégio e culpabilizando os
pobres pela própria exclusão. Para Souza, o poder no Brasil opera por meio de uma dominação cultural e
simbólica que perpetua uma mentalidade servil, racista e hierarquizante — elementos que remontam
diretamente ao modelo estamental e escravista descrito por Fragoso e Alencastro.
Já Michel Foucault oferece ferramentas teóricas que ajudam a compreender como o poder opera não
apenas nas instituições formais, mas nos **corpos, nos saberes e nas subjetividades**. A noção de
**biopoder**, por exemplo, permite reinterpretar os mecanismos de controle simbólico descritos por
Laura de Mello e Souza: a Inquisição, o confessionário e o controle moral seriam formas precoces de
disciplina social, que visavam a sujeição do indivíduo a uma norma. Em termos foucaultianos, o Brasil
colonial já era um laboratório de poder difuso, em que o controle não era apenas repressivo, mas
também produtivo — produzindo sujeitos dóceis, racializados e subordinados.
Portanto, a sociologia contemporânea confirma e atualiza as análises históricas, demonstrando que as
**estruturas de poder coloniais não desapareceram**, mas se **transformaram em dispositivos
modernos de dominação** — jurídicos, econômicos, culturais e simbólicos. A crítica à modernidade
brasileira exige, assim, uma abordagem histórica e sociológica integrada, capaz de revelar as raízes
profundas da desigualdade e do autoritarismo no país.
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Se quiser, posso agora:
* **Incorporar esse trecho** ao texto completo anterior, já integrado à estrutura da redação;
* Adicionar **citações diretas** desses autores com referências completas;
* Elaborar uma **conclusão mais crítica** que una história e sociologia.
Qual dessas opções você prefere seguir?