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Lei1763 2017

A Lei Complementar nº 1.763/2017 altera e revoga dispositivos do Código Tributário do Município de Vicência, estabelecendo normas sobre a instituição e regulamentação de tributos municipais. O Código inclui tributos como ISS, IPTU e ITBI, e define as limitações da competência tributária do Município. A lei também estabelece requisitos para a concessão de isenções e imunidades tributárias.

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Lei1763 2017

A Lei Complementar nº 1.763/2017 altera e revoga dispositivos do Código Tributário do Município de Vicência, estabelecendo normas sobre a instituição e regulamentação de tributos municipais. O Código inclui tributos como ISS, IPTU e ITBI, e define as limitações da competência tributária do Município. A lei também estabelece requisitos para a concessão de isenções e imunidades tributárias.

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Estado de Pernambuco

PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE


CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]

Lei Complementar nº 1.763/ 2017.

EMENTA: “Altera, acrescenta e revoga dispositivos da Lei Municipal nº


1.387/2017 e da Lei nº 1.667/2013, que instituiu o Código Tributário do
Município de Vicência, e dá outras providências.”

O PREFEITO CONSTITUCIONAL DO MUNICÍPIO DE VICÊNCIA NO ESTADO DE PERNAMBUCO.

FAZ SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES APROVOU E EU SANCIONO E PROMULGO A


SEGUINTE LEI:
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º. A presente Lei institui o Código Tributário do Município, com fundamento na Constituição da
República Federativa do Brasil, no Código Tributário Nacional e respectiva legislação subsequente, bem como
na Lei Orgânica do Município.

Art. 2º. Este Código institui os tributos de competência do Município, estabelece as normas
complementares de Direito Tributário relativas a ele e disciplina a atividade tributária dos agentes públicos,
dos sujeitos passivos e demais obrigados.
LIVRO PRIMEIRO
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS CAPÍTULO I
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 3º. A expressão “Legislação Tributária” compreende as leis, os decretos e as normas


complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.

Art. 4º. Somente a lei pode estabelecer:


I - a instituição de tributos ou sua extinção;
II - A majoração de tributos ou sua redução;
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e de seu sujeito passivo;
IV - A fixação da alíquota do tributo e sua base de cálculo;

Art. 5º. O Código Tributário institui os seguintes tributos, no âmbito do território do Município:
I – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS;
II - Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU;
III - Imposto Sobre a Transmissão Onerosa "Inter-vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a eles
relativos - ITBI;
IV – Taxas decorrentes do exercício regular do poder de polícia;
V – Taxas decorrentes da utilização efetiva ou potencial de serviços públicos municipais
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;
VI – Contribuição de Melhoria - CM, decorrente de obra pública;
VII – Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP.

CAPÍTULO II
DAS LIMITAÇÕES DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Art. 6º. Ao Município é vedado:
I - Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
II - Instituir tratamento desigual entre sujeitos passivos que se encontrem em situações

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equivalentes;
III - exigir tributos:
a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;
b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;
c) Antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, observado o disposto na alínea anterior;
IV - Utilizar tributos com efeito de confisco;
V - instituir impostos sobre:
a) O patrimônio, renda ou serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
b) Os templos de qualquer culto;
c) O patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos e de suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, atendidos
os requisitos do artigo 6º;
d) Os livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão.
§ 1º - A vedação do inciso V, alínea "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, a renda e aos serviços, vinculados a suas
finalidades essenciais ou delas decorrentes.
§ 2º - As vedações do inciso V, alínea "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à
renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis
a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo
usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 3º - As vedações do inciso V, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e aos
serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
§ 4º - O disposto no inciso V deste artigo não exclui as entidades nele referidas da condição de
responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, bem como não a dispensa da prática de atos
assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros, na forma prevista em lei.
§ 5º - A vedação do inciso III, “c”, deste artigo, não se aplica à fixação da base de cálculo do Imposto
sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.
Art. 7º. O reconhecimento da imunidade de que trata a alínea “c” do inciso V do artigo anterior é
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:
I - Não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;
II - Aplicarem integralmente no País os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais;
III - Manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades
capazes de assegurar sua exatidão.

Parágrafo único - Para o reconhecimento da imunidade tributária nos casos de que trata este artigo,
o sujeito passivo deverá requerer ao Secretário de Finanças, podendo delegar.
Art. 8º. A suspensão da aplicação do benefício decorrente da imunidade tributária pela falta de
cumprimento do disposto no artigo 6º, ou 5º, § 4º, é da competência do Secretário de Finanças, podendo
delegar.
Art. 9º. Qualquer isenção, redução de base de cálculo, anistia ou remissão que envolva matéria
tributária só poderá ser concedida mediante lei específica.
§ 1º - Caso seja concedida anistia ou remissão de créditos tributários envolvendo principal, multas e
acessórios, fica assegurado aos contribuintes que tenham pago seus débitos regularmente, por ocasião dos
respectivos vencimentos, o direito de obter o recebimento, a título de ressarcimento financeiro
compensatório, dos valores correspondentes à atualização monetária relativa à diferença entre o montante

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recolhido e o benefício financeiro que seria resultante da anistia ou da remissão.

§ 2º – Quando a anistia ou remissão houver sido concedida para determinadas classes de


contribuintes ou setores específicos de atividades econômicas, ou, ainda, em função da localidade, somente
poderão requerer o ressarcimento previsto no parágrafo anterior, os contribuintes enquadrados nas classes,
setores ou localidades específicas abrangidas pela lei concessiva do beneficio.

Art. 10. É vedada a concessão de reduções, descontos, isenções, anistias, incentivos ou benefícios
fiscais relativos ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU progressivo no tempo.
LIVRO SEGUNDO
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS

TÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN

CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR

Art. 11. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS tem como fato gerador a prestação de
serviços não compreendidos na competência dos Estados, por pessoa física ou jurídica, com ou sem
estabelecimento fixo, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador,
constantes na seguinte lista:
1 – Serviços de informática e congêneres.
1.01 – Análise e desenvolvimento de sistemas.
1.02 – Programação.
1.03 – Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos,
páginas eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres.
1.04 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos,
independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo
tablets, smartphones e congêneres.
1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.
1.06 – Assessoria e consultoria em informática.
1.07 – Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de
programas de computação e bancos de dados.
1.08 – Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.
1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdo de áudio, vídeo, imagem e texto por
meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdo
pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de
2011, sujeita ao ICMS).
2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.
3.01 – Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.
3.02 – Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands, quadras
esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres,
para realização de eventos ou negócios de qualquer natureza.
3.03 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,

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compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.
3.04 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.
4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.
4.01 – Medicina e biomedicina.
4.02 – Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia,
ultrassonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.
4.03 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos-socorros,
ambulatórios e congêneres.
4.04 – Instrumentação cirúrgica.
4.05 – Acupuntura.
4.06 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.
4.07 – Serviços farmacêuticos.
4.08 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
4.09 – Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e mental.
4.10 – Nutrição.
4.11 – Obstetrícia.
4.12 – Odontologia.
4.13 – Ortóptica.
4.14 – Próteses sob encomenda.
4.15 – Psicanálise.
4.16 – Psicologia.
4.17 – Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.
4.18 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
4.19 – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.
4.20 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.
4.21 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
4.22 – Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação de assistência
médica, hospitalar, odontológica e congêneres.
4.23 – Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de terceiros contratados,
credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo operador do plano mediante indicação do usuário.
5 – Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.
5.01 – Medicina veterinária e zootecnia.
5.02 – Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-socorros e congêneres, na área veterinária.
5.03 – Laboratórios de análise na área veterinária.
5.04 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
5.05 – Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.
5.06 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.
5.07 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
5.08 – Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e congêneres.
5.09 – Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.
6 – Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.
6.01 – Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.
6.02 – Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.
6.03 – Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.
6.04 – Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais atividades físicas.
6.05 – Centros de emagrecimento, spa e congêneres.
6.06 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres.
7 – Serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção civil,
manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.

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7.01 – Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo, paisagismo e


congêneres.
7.02 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil,
hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação,
drenagem e irrigação, terraplenagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos,
peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do
local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).
7.03 – Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos organizacionais e outros,
relacionados com obras e serviços de engenharia; elaboração de anteprojetos, projetos básicos e projetos
executivos para trabalhos de engenharia.
7.04 – Demolição.
7.05 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres
(exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação
dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).
7.06 – Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, revestimentos de parede,
vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres, com material fornecido pelo tomador do serviço.
7.07 – Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres.
7.08 – Calafetação.
7.09 – Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e destinação
final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer.
7.10 – Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis, chaminés,
piscinas, parques, jardins e congêneres.
7.11 – Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores.
7.12 – Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e
biológicos.
7.13 – Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização, desratização,
pulverização e congêneres.
7.14 – Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres.
7.15 – Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres.
7.16 – Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio,
silagem, colheita, corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços
congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e por
quaisquer meios.
7.17 – Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia, arquitetura e
urbanismo.
7.18 – Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento, levantamentos
topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos, geológicos, geofísicos e congêneres.
7.19 – Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, testemunhagem,
pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a exploração e explotação de petróleo, gás natural
e de outros recursos minerais.
7.20 – Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres.
8– Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução, treinamento e
avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza.
8.01 – Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior.
8.02 – Instrução, treinamento, orientação pedagógica e educacional, avaliação de conhecimentos
de qualquer natureza.
9– Serviços relativos à hospedagem, turismo, viagens e congêneres.
9.01 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-
hotéis, hotéis residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres;

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ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no
preço da diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).
9.02 – Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas de
turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagens e congêneres.
9.03 – Guias de turismo.
10 – Serviços de intermediação e congêneres.
10.01– Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros, de cartões de crédito,
de planos de saúde e de planos de previdência privada.
10.02– Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral, valores mobiliários e
contratos quaisquer.
10.03– Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial, artística
ou literária.
10.04– Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de arrendamento mercantil
(leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring).
10.05– Agenciamento, corretagem ou intermediação de bens móveis ou imóveis, não abrangidos em
outros itens ou subitens, inclusive aqueles realizados no âmbito de Bolsas de Mercadorias e Futuros, por
quaisquer meios.
10.06– Agenciamento marítimo.
10.07– Agenciamento de notícias.
10.08– Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o agenciamento de veiculação por
quaisquer meios.
10.09– Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.
10.10 – Distribuição de bens de terceiros.
11– Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.
11.01– Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de
embarcações.
11.02– Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes.
11.03– Escolta, inclusive de veículos e cargas.
11.04– Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de qualquer
espécie.
12 – Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.
12.01– Espetáculos teatrais.
12.02– Exibições cinematográficas.
12.03– Espetáculos circenses.
12.04– Programas de auditório.
12.05– Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.
12.06– Boates, taxi-dancing e congêneres.
12.07– Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.
12.08– Feiras, exposições, congressos e congêneres.
12.09– Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.
12.10– Corridas e competições de animais.
12.11– Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação do
espectador.
12.12– Execução de música.
12.1 – Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos, espetáculos, entrevistas, shows,
ballet, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.
12.14– Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante transmissão por
qualquer processo.
12.15– Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e congêneres.

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12.16– Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, concertos, desfiles, óperas,
competições esportivas, de destreza intelectual ou congêneres.
12.17– Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza.
13 – Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.
13.01– Fonografia ou gravação de sons, inclusive trucagem, dublagem, mixagem e congêneres.
13.02– Fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação, cópia, reprodução, trucagem e
congêneres.
13.03– Reprografia, microfilmagem e digitalização.
13.04– Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria,
zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou
industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de
posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e
de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS.
14 – Serviços relativos a bens de terceiros.
14.01– Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem,
manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de
qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
14.02– Assistência técnica.
14.03– Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao
ICMS).
14.04– Recauchutagem ou regeneração de pneus.
14.05– Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem,
secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento,
polimento e congêneres de objetos quaisquer.
14.06– Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem
industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido.
14.07– Colocação de molduras e congêneres.
14.08– Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.
14.09– Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento.
14.10– Tinturaria e lavanderia.
14.11– Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.
14.12– Funilaria e lanternagem.
14.13– Carpintaria e serralheria.
14.14- Guincho intramunicipal, guindaste e içamento.
15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles prestados por
instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por quem de direito.
15.01– Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito e
congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.
15.02– Abertura de contas em geral, inclusive contracorrente, conta de investimentos e aplicação e
caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das referidas contas ativas e
inativas.
15.03– Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de terminais de
atendimento e de bens e equipamentos em geral.
15.04– Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de idoneidade, atestado
de capacidade financeira e congêneres.
15.05– Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres, inclusão ou
exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos – CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais.
15.06– Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em geral; abono
de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores; comunicação com outra agência ou com a

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administração central; licenciamento eletrônico de veículos; transferência de veículos; agenciamento


fiduciário ou depositário; devolução de bens em custódia.
15.07– Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral, por qualquer meio ou
processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e telex, acesso a terminais de atendimento, inclusive
vinte e quatro horas; acesso a outro banco e a rede compartilhada; fornecimento de saldo, extrato e demais
informações relativas a contas em geral, por qualquer meio ou processo.
15.08– Emissão, reemissão, alteração, cessão, substituição, cancelamento e registro de contrato de
crédito; estudo, análise e avaliação de operações de crédito; emissão, concessão, alteração ou contratação
de aval, fiança, anuência e congêneres; serviços relativos à abertura de crédito, para quaisquer fins.
15.09– Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos e
obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais serviços
relacionados ao arrendamento mercantil (leasing).
15.10– Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em geral, de títulos
quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os efetuados por
meio eletrônico, automático ou por máquinas de atendimento; fornecimento de posição de cobrança
recebimento ou pagamento; emissão de carnês, fichas de compensação, impressos e documentos em geral.
15.11– Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto, manutenção de títulos,
reapresentação de títulos, e demais serviços a eles relacionados.
15.12– Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.
15.13– Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição, alteração, prorrogação,
cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro de exportação ou de crédito; cobrança ou
depósito no exterior; emissão, fornecimento e cancelamento de cheques de viagem; fornecimento,
transferência, cancelamento e demais serviços relativos à carta de crédito de importação, exportação e
garantias recebidas; envio e recebimento de mensagens em geral relacionadas a operações de câmbio.
15.14– Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de cartão magnético, cartão de
crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres.
15.15– Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados a depósito, inclusive
depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por qualquer meio ou processo, inclusive em terminais
eletrônicos e de atendimento.
15.16– Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de ordens de pagamento,
ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou processo; serviços relacionados à transferência de
valores, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive entre contas em geral.
15.17– Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e oposição de cheques
quaisquer, avulso ou por talão.
15.18– Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de imóvel ou obra, análise
técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferência e renegociação de contrato, emissão e
reemissão do termo de quitação e demais serviços relacionados a crédito imobiliário.
16– Serviços de transporte de natureza municipal.
16.01 - Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de
passageiros.
16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal.
17– Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres.
17.01– Assessoria ou consultoria de qualquer natureza, não contida em outros itens desta lista;
análise, exame, pesquisa, coleta, compilação e fornecimento de dados e informações de qualquer natureza,
inclusive cadastro e similares.
17.02– Datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria em geral, resposta audível,
redação, edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e infraestrutura administrativa e congêneres.
17.03– Planejamento, coordenação, programação ou organização técnica, financeira ou
administrativa.

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17.04– Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.


17.05– Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive de empregados ou
trabalhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo prestador de serviço.
17.06– Propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas, planejamento de campanhas ou
sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e demais materiais publicitários.
17.07– Franquia (franchising).
17.08– Perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas.
17.09– Planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e congêneres.
17.10– Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de alimentação e bebidas,
que fica sujeito ao ICMS).
17.11– Administração em geral, inclusive de bens e negócios de terceiros.
17.12– Leilão e congêneres.
17.13– Arbitragem de qualquer espécie, inclusive jurídica.
17.14– Auditoria.
17.15– Análise de Organização e Métodos.
17.16– Atuária e cálculos técnicos de qualquer natureza.
17.17– Contabilidade, inclusive serviços técnicos e auxiliares.
17.18– Consultoria e assessoria econômica ou financeira.
17.19– Estatística.
17.20– Cobrança em geral.
17.21– Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro, seleção, gerenciamento de
informações, administração de contas a receber ou a pagar e em geral, relacionados a operações de
faturização (factoring).
17.22– Apresentação de palestras, conferências, seminários e congêneres.
17.23- Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer
meio (exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e
imagens de recepção livre e gratuita).
18 – Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e avaliação
de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos seguráveis e congêneres.
19 – Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões,
pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e
congêneres.
20 – Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários, ferroviários
e metroviários.
20.01– Serviços portuários, ferroportuários, utilização de porto, movimentação de passageiros,
reboque de embarcações, rebocador escoteiro, atracação, desatracação, serviços de praticagem, capatazia,
armazenagem de qualquer natureza, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, serviços de apoio
marítimo, de movimentação ao largo, serviços de armadores, estiva, conferência, logística e congêneres.
20.02– Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto, movimentação de passageiros,
armazenagem de qualquer natureza, capatazia, movimentação de aeronaves, serviços de apoio
aeroportuários, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, logística e congêneres.
20.03– Serviços de terminais rodoviários, ferroviários, metroviários, movimentação de passageiros,
mercadorias, inclusive suas operações, logística e congêneres.
21 – Serviços de registros públicos, cartorários e notariais. 22 – Serviços de exploração de
rodovia.
22.01 – Serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos usuários,
envolvendo execução de serviços de conservação, manutenção, melhoramentos para adequação de
capacidade e segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuários e outros serviços
definidos em contratos, atos de concessão ou de permissão ou em normas oficiais.

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23– Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.


24– Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners, adesivos e
congêneres.
25 – Serviços funerários.
25.01– Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna ou esquifes; aluguel de capela; transporte do
corpo cadavérico; fornecimento de flores, coroas e outros paramentos; desembaraço de certidão de óbito;
fornecimento de véu, essa e outros adornos; embalsamento, embelezamento, conservação ou restauração
de cadáveres.
25.02– Translado intramunicipal e cremação de corpos e partes de corpos cadavéricos.
25.03– Planos ou convênio funerários.
25.04– Manutenção e conservação de jazigos e cemitérios.
25.05- Cessão de uso de espaços em cemitérios para sepultamento.
26 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos, objetos, bens
ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e congêneres.
27 – Serviços de assistência social.
28 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza. 29 – Serviços de
biblioteconomia.
30 – Serviços de biologia, biotecnologia e química.
31 – Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, telecomunicações e
congêneres.
32 – Serviços de desenhos técnicos.
33 – Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.
34 – Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.
35 – Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.
36 – Serviços de meteorologia.
37 – Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.
38 – Serviços de museologia.
39 – Serviços de ourivesaria e lapidação.
39.01 – Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido pelo tomador do
serviço).
40 – Serviços relativos a obras de arte sob encomenda.
40.01 – Obras de arte sob encomenda.
41– Serviços profissionais e técnicos não compreendidos nos itens anteriores e a exploração de
qualquer atividade que represente prestação de serviços e que não configure fato gerador de imposto de
competência da União e dos Estados.

§ 1º - Os serviços especificados na lista do “caput” ficam sujeitos ao Imposto sobre Serviços de


Qualquer Natureza - ISSQN ainda que a respectiva prestação envolva fornecimento de mercadorias,
ressalvadas as exceções expressas na referida lista.
§ 2º - O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se
tenha iniciado no exterior do País.
§ 3º - O imposto de que trata este artigo incide ainda sobre os serviços prestados mediante a
utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante autorização, permissão ou
concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário final do serviço.
§ 4º - A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.
Art. 12. Para efeito de incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS, consideram-
se tributáveis os serviços prestados com ou sem utilização de equipamentos, instalações ou insumos,
ressalvadas as exceções contidas no artigo anterior.
Art. 13. O contribuinte que exercer, em caráter permanente ou eventual, mais de uma das atividades

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relacionadas no art. 10 desta Lei, ficará sujeito ao imposto que incidir sobre cada uma delas, inclusive
quando se tratar de pessoa física.
Art. 14. Quando o contribuinte exercer mais de uma atividade e dentre elas constar atividade isenta
ou que permita deduções, a escrita fiscal e/ou contábil deverá registrar as operações de forma separada, sob
pena do imposto ser cobrado sobre o total da receita.
Art. 15. A incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS independe:
I – Da existência de estabelecimento fixo ou não, em caráter permanente ou eventual;
II - Do cumprimento das exigências constantes de leis, decretos ou atos administrativos, que
regulamentam o exercício da atividade, sem prejuízo das cominações cabíveis;
III - Do resultado financeiro obtido no exercício da atividade;
IV - Do pagamento pelos serviços prestados.

SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA

Art. 16. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN não incide sobre:
I - As exportações de serviços para o exterior do País;
II - A prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos diretores e
membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e fundações, bem como dos sócios-
gerentes e dos gerentes-delegados;
III- o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos bancários,
o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições
financeiras.
Parágrafo único - Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil,
cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.

SEÇÃO IV
DA ISENÇÃO

Art. 17. São isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN:

I - os profissionais autônomos não liberais, sem formação profissional que exerçam as


atividades de Alfaiate, Ambulante, Amolador de ferramentas, Artesão, Arrumadeira, Barbeiro, Bordadeira,
Borracheiro, Camareira, Carpinteiro, Carregador, Carroceiro, Cerzideira, Chaveiro, Colchoeiro, Cozinheiro,
Cobrador Ambulante, Costureira, Cuteleiro, Depiladora, Doceira, Eletricista, Encanador, Engraxate,
Entregador, Faxineiro, Ferrador, Ferreiro, Funileiro, Guarda Noturno, Guardador de volumes, Jardineiro,
Lavadeira, Lavador, Lavador de Carros, Limpador de Móveis, Manicure, Merendeira, Passadeira, Pasteleira,
Pedicure, Pedreiro, Pintor, Pipoqueiro, Relojoeiro, Sapateiro, Saleiro, Salgadeira, Servente de Pedreiro,
Servidor, Soldador, Vigia e Zelador.
II – As representações teatrais, os concertos de música clássica, as exibições de balé e os
espetáculos folclóricos e circenses;
III – As atividades desportivas desenvolvidas sob a responsabilidade das federações, ligas
desportivas, associações e clubes sócio esportivos devidamente legalizados, conforme definidos pelo Poder
Executivo;
IV – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, sêmen, quando os serviços forem prestados sem fins
lucrativos;
V - As associações culturais, associações comunitárias e clubes de serviço, cuja finalidade
essencial, nos termos do respectivo estatuto e tendo em vista os atos efetivamente praticados, esteja

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voltada para o desenvolvimento da comunidade em caráter gratuito;


VI - Os serviços de diversão pública com fins beneficentes ou considerados de interesse da
comunidade prestados por órgão de educação e cultura do Município ou órgão similar.
§ 1º - As isenções de que tratam os incisos deste artigo, não excluem os contribuintes beneficiados
da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caibam reter na fonte, sob pena de perda dos benefícios
e sem prejuízo das cominações legais.
§ 2º - As isenções previstas nos incisos III, V e VI do “caput” deste artigo dependerão do
reconhecimento pela autoridade competente, conforme dispuser o Chefe do Poder Executivo.
Art. 18. Os contribuintes optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional, instituído pela
Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, não poderão gozar de nenhuma isenção, redução de
base de cálculo ou qualquer outra espécie de benefício ou incentivo fiscal em relação ao ISS.

SEÇÃO V
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS

Art. 19. Contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS é o prestador de serviço.

Art. 20. Considera-se responsável pelo pagamento do imposto devido ao Município de Vicência:
I - O tomador, o intermediário ou o responsável pelo pagamento do serviço quando:
a) o prestador do serviço estabelecido ou domiciliado no Município do Vicência não comprovar a sua
inscrição no Cadastro Mercantil de Contribuintes ou deixar de emitir a Nota Fiscal de Serviços, estando
obrigado a fazê-lo;
b) a execução de serviços previstos nos itens ou subitens 3.04; 7.02; 7.04; 7.05; 7.09; 7.10; 7.11; 7.12;
7.14; 7.15; 7.16; 7.17; 11.01; 11.02; 11.04; 12; 16; 17.05; 17.09; 17.10 e 20 for efetuada por prestador de
serviço cujo estabelecimento prestador esteja situado fora do Município de Vicência;
c) o serviço for proveniente ou se tenha iniciado no exterior do País;
II - Os contribuintes ou responsáveis abaixo indicados em relação aos serviços que lhes forem
prestados:
a) as instituições financeiras;
b) Os órgãos e empresas da Administração Direta e Indireta da União, Estados, Distrito Federal
e Municípios;
c) As concessionárias, permissionárias ou autorizatárias de serviços públicos;
III - As empresas que desenvolvam atividade industrial, comercial, de prestação de serviço, de
agropecuária ou de extrativismo, elencadas em regulamento, em relação aos serviços que lhes forem
prestados;
IV - As incorporadoras, construtoras, empreendedores imobiliários ou loteadores em relação às
comissões pagas pelas corretagens de imóveis;
V - As empresas e entidades que explorem loterias e outros jogos, inclusive apostas, em
relação às comissões pagas aos seus agentes, revendedores, concessionários ou congêneres;
VI - As empresas que prestam os serviços referidos nos subitens 7.02 e 7.05 da lista de serviços
do art. 11 desta Lei, em relação aos serviços subempreitados;
VII – Os condomínios e administradoras de shopping centers em relação aos serviços que lhes
forem prestados;
VIII - As operadoras de cartões de crédito, quando efetuarem o pagamento dos serviços
prestados por empresas locadoras de bens móveis estabelecidas no Município;
IX - As empresas seguradoras, quando efetuarem o pagamento das comissões pelas
corretagens de seguro e sobre os pagamentos de serviços de conserto dos bens sinistrados;
X - As empresas de rádio e jornal, quando efetuarem o pagamento de comissões sobre

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veiculação e serviços de guarda, vigilância, conservação e limpeza de imóveis;


§ 1º - Nas hipóteses previstas neste artigo, cabe ao responsável reter na fonte e recolher o valor
correspondente ao imposto devido.
§ 2º - Caso não efetue o desconto na fonte a que está obrigado, o responsável recolherá o valor
correspondente ao imposto não descontado, acrescido, quando for o caso, de multa, juros e correção
monetária.
§ 3º - Quando o prestador de serviço for profissional autônomo e, estando obrigado, não for inscrito
no Cadastro Mercantil de Contribuintes ou, quando inscrito, não apresentar o comprovante de quitação do
imposto referente ao semestre relativo ao pagamento do serviço, o imposto será descontado na fonte, à
razão de 5% (cinco por cento) do preço do serviço.
§ 4º - Nas hipóteses de que trata este artigo, as pessoas nele definidas terão a responsabilidade
solidária pelo pagamento total ou parcial do imposto devido.
§ 5º - Não se aplica o disposto neste artigo quando o prestador do serviço for:
I - Sociedade constituída sob a forma de cooperativa;
II - Sociedade tributada na forma prevista no artigo 25.
§ 6º - O disposto neste artigo só se aplica ao tomador, intermediário ou responsável pelo pagamento
do serviço que esteja estabelecido no Município de Vicência.

Art. 21. É solidariamente responsável pelo pagamento do imposto:


I - O titular de estabelecimento em que estejam instaladas máquinas e aparelhos
pertencentes a terceiros, referente à exploração destes equipamentos;

II - O proprietário do estabelecimento, o locatário, o cessionário do espaço, os produtores e


promotores de eventos, quanto ao imposto incidente sobre cursos, palestras, simpósios, feiras, exposições,
congressos, bailes, festas e recepções, shows, apresentações, jogos, rifas, bingos, recitais e congêneres ou
outros eventos, inclusive jogos e diversões públicas.

Parágrafo único - A solidariedade de que trata este artigo compreende também multa e, quando for
o caso, juros e correção monetária, na hipótese de o imposto vir a ser recolhido com atraso.

Art. 22. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes à obrigação tributária
resultante de atos praticados com excesso de poder ou infração de lei, contrato social ou estatuto:
I - Os diretores, administradores, sócios gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de
direito privado;
II - Os mandatários, prepostos e empregados.

SEÇÃO V
DO LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO

Art. 23. Considera-se local da prestação do serviço:


I - O do estabelecimento prestador ou, na falta deste, o domicílio do prestador do serviço;
II - Aquele onde se efetuar a prestação do serviço, nos casos:
a) Do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de
estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, na hipótese de o serviço ser proveniente ou ter sua prestação
se iniciado no exterior do País;
b) Da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços
descritos no subitem 3.04 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
c) Da execução da obra, no caso dos serviços descritos nos subitens 7.02 e 7.17 da lista anexa
constante no artigo 11 desta Lei;

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d) Da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista constante no artigo 11
desta Lei;
e) Das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.05 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
f) Da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e
destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09
da lista constante no artigo 11 desta Lei;
g) Da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis,
chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista
constante no artigo 11 desta Lei;
h) Da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços
descritos no subitem
7.11 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
i) Do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e
biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
j) Do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.14 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
k) Da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.15 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
l) Da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da lista constante no
artigo 11 desta Lei;
m) Onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no subitem
11.01 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
n) Dos bens ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.02 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
o) Do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.04 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
p) Da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos
serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista constante no artigo 11 desta Lei;
q) Do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo
item 16 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
r) Do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, onde ele
estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista constante no artigo 11 desta
Lei;
s) Da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento, organização e
administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.09 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
t) O porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso dos
serviços descritos pelo item 20 da lista constante no artigo 11 desta Lei.
u) Do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas
administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01;
v) Do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09
w) De florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo,
plantio, silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e
serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para
quaisquer fins e por quaisquer meios;
x) Dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou
monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02
y) Do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09
§ 1º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.03 da lista constante no artigo 11 desta Lei,
considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto no Município de Vicência quando em seu território

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houver extensão de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de
locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não.
§ 2º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista constante no artigo 11 desta Lei,
considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto no Município de Vicência quando em seu território
houver extensão de rodovia explorada.
§ 3º - Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabelecimento prestador nos
serviços executados em águas marítimas, excetuados os serviços descritos no subitem 20.01.
§4° - Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade de
prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou profissional,
sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento,
sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.
SEÇÃO VI
DA BASE DE CÁLCULO E DAS ALÍQUOTAS

Art. 24. A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.


§ 1º - Considera-se preço do serviço tudo o que for devido, recebido ou não, em consequência da sua
prestação, a ele se incorporando os valores acrescidos e os encargos de qualquer natureza, ainda que de
responsabilidade de terceiros.
§ 2º - Quando a contraprestação se verificar através de troca do serviço sem ajuste de preço ou o seu
pagamento for realizado mediante o fornecimento de mercadorias, a base de cálculo do imposto será o
preço do serviço corrente na praça.
§ 3º - Não serão deduzidos do preço do serviço os descontos e abatimentos condicionados, como
tais entendidos os que estiverem subordinados a eventos futuros e incertos.
§ 4º - Quando se tratar de prestação de serviços executados por agências de turismo, concernentes à
venda de passagens, organização de viagens ou excursões, ficam excluídos do preço do serviço, para efeito
de apuração da base de cálculo do imposto, os valores relativos às passagens aéreas, terrestres e marítimas,
e os de hospedagem dos viajantes e excursionistas, desde que pagos a terceiros, devidamente comprovados.
§ 5º - Quando se tratar da prestação de serviços executados por empresas de publicidade, as
despesas devidamente comprovadas com produção externa, pesquisas de mercado, clipagem e veículos de
divulgação serão excluídas do valor dos serviços para a fixação da base de cálculo do imposto.
§ 6º - Na prestação dos serviços referidos nos subitens 7.02 e 7.05 do art. 10 desta Lei, a base de
cálculo é o preço dos serviços, deduzidas as parcelas correspondentes:
I – A 40% (quarenta por cento) do valor do serviço, a título de materiais adquiridos de
terceiros e fornecidos pelo prestador dos serviços, desde que tenham sido empregados e se incorporado à
obra ou ao imóvel;
II - Ao valor das subempreitadas já tributadas pelo imposto.
§ 7º - Quando não for estabelecido o preço do serviço, será tomado como base de cálculo o valor
cobrado por serviços similares.
§ 8º - Quando se tratar de prestação de serviços executados por empresas de radiotáxi ou de moto
táxi, concernentes à exploração dos serviços de táxi terrestres realizados para pessoas jurídicas sob forma
contratual expressa, serão abatidos dos valores por elas recebidos dos tomadores de serviços, para fins de
apuração da base de cálculo do imposto, as quantias efetivamente repassadas aos taxistas, devidamente
comprovadas.
§ 9º - Quando se tratar de prestação de serviços de jogos, sob a modalidade de bingos, executada
por entidade desportiva, na forma prevista em lei, fica excluído do preço de serviço, para efeito de apuração
da base de cálculo do imposto, o valor pago à empresa que realiza administração do jogo.
§ 10 - Em relação aos serviços descritos no subitem 3.03 do artigo 11 desta Lei, a base de cálculo do
imposto é o preço do serviço concernente à extensão de ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer
natureza, cabos de qualquer natureza ou ao número de postes, existentes no Município.

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§ 11 - Na prestação dos serviços referidos no item 21 do art. 10 desta Lei, a base de cálculo é o preço
dos serviços, deduzido o valor destinado ao Fundo Especial de Registro Civil do Estado de Pernambuco (FERC-
PE), de que trata a Lei Estadual n.º 14.642, de 26 de abril de 2012.
§ 12 - Incorporam-se à base de cálculo dos serviços de que trata o parágrafo anterior deste artigo, no
mês do seu recebimento, os valores recebidos a título de ressarcimento ou compensação de atos gratuitos
praticados, bem como a título de repasse referente à renda mínima.
§ 13 – Tratando-se de serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no
exterior do País, a base de cálculo é o valor da importância paga, creditada, entregue, empregada ou
remetida para o exterior.
§ 14 - Quando se tratar de serviços prestados por sociedades organizadas sob a forma de
cooperativa, fica autorizada a dedução no valor da base de cálculo:
I - Dos valores repassados aos cooperados das sociedades cooperativas, decorrentes dos
serviços por eles prestados, resultantes dos contratos celebrados pelas cooperativas singulares, federações,
centrais e confederações;
II - Das despesas relativas a serviços contratados pela cooperativa que estejam diretamente
vinculados a sua atividade fim;
§ 15 - São requisitos para a dedução a que se refere o parágrafo anterior:
I - Estar a sociedade cooperativa regularmente constituída na forma da legislação específica.
II - Não ficar caracterizada fraude à legislação trabalhista mediante a dissimulação de relação
de emprego entre a cooperativa e os seus cooperados.
III - No caso do inciso I do parágrafo anterior, comprovar a cooperativa o recolhimento do ISS
de competência do Município, cujo sujeito passivo seja o cooperado, relativo à competência imediatamente
anterior ao mês de repasse.
IV - No caso do inciso II do parágrafo anterior, efetuar a cooperativa a retenção na fonte do
valor do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS - devido ao Município pelo prestador de serviços
e o seu recolhimento.
§ 16 - Em não havendo a comprovação a que se referem os incisos III e IV do parágrafo anterior, não
se considerará, para efeitos de apuração da base de cálculo, as deduções permitidas no parágrafo quatorze.
Art. 25. A alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN a ser aplicada sobre o
preço do serviço é de 5%, exceto:
I – Para o serviço de 10.09 - Representação de qualquer natureza, inclusive comercial, cujo alíquota é
de 2%;
II – Para o serviço de 16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal cujo alíquota é de
2%.
Parágrafo único - Se no local do estabelecimento e em seus depósitos ou em outras dependências
forem exercidas atividades diferentes, sujeitas a mais de uma forma de tributação, e se as atividades forem
tributadas com alíquotas diferentes, ou sobre o movimento econômico total, ou com dedução, e se na
escrita não estiverem separadas as operações, por atividade, ficarão essas, em sua totalidade, sujeitas à
alíquota mais elevada sobre o movimento econômico total.
Art. 26. Quando os serviços referidos nos subitens 4.01, 4.02, 4.03, 4.06, 4.08, 4.11, 4.12, 4.13, 4.14,
4.16, 5.01, 7.01, 10.03, 17.13, 17.15 e 17.18 da lista constante do artigo 11 desta Lei, bem como serviços de
economistas no exercício de suas atividades profissionais, forem prestados por sociedades, o imposto será
devido pela sociedade, por mês, em relação a cada profissional habilitado, seja sócio, empregado ou não,
que preste serviço em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei
aplicável.
§ 1º O imposto será devido mensalmente, considerando-se o número de profissionais habilitados,
sejam sócios, empregados ou não, que prestem serviços em nome da sociedade, na forma do Anexo I desta
Lei.
§ 2º A sociedade pagará o imposto tendo como base de cálculo o preço do serviço quando:

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I - Os seus sócios não possuírem, todos, a mesma habilitação profissional;


II - Tiver como sócio pessoa jurídica;
III - Exercer qualquer atividade de natureza empresarial;
IV - Exercer atividade diversa da habilitação profissional dos sócios;
V - Existir na sociedade sócio não habilitado ao exercício das atividades definidas no respectivo
contrato de constituição;
VI - A sua atividade for efetuada, no todo ou em parte, por profissional não habilitado ao
exercício das atividades definidas no respectivo contrato social, seja ele empregado ou não;
§ 3° O contribuinte poderá optar em recolher o imposto aplicando a alíquota prevista no artigo 24
desta Lei, conforme o caso, tendo como base de cálculo o preço do serviço.
§ 4° - A opção de que trata o parágrafo anterior será definitiva em relação a todo Ano Civil.
§ 5° - O Poder Executivo regulamentará a forma de opção prevista no parágrafo terceiro.
§ 6° - Dos subitens da lista de serviço enumerados no caput deste artigo excetua-se no subitem 7.01,
paisagismo.
§ 7º A forma de tributação prevista no caput deste artigo, quanto ao subitem 4.02, refere-se apenas
aos serviços de quimioterapia e radioterapia.
Art. 27. Quando o serviço for prestado sob a forma de trabalho pessoal pelo profissional autônomo,
ou pelos profissionais devidamente regularizados no serviço de táxi e moto táxi, proprietário de até 2 (dois)
veículos, o imposto será devido semestralmente, na forma do Anexo I.2 desta Lei.
Parágrafo Único - Considera-se profissional autônomo a pessoa física que fornecer o próprio
trabalho, sem vínculo empregatício, com o auxílio de, no máximo, 3 (três) empregados, divididos nas
seguintes categorias:
a) Profissional liberal, assim considerado aquele que desenvolve atividade intelectual de nível
universitário ou a este equiparado, de forma autônoma;
b) Profissional não liberal, aquele que desenvolve atividade de nível não universitário de forma
autônoma.

SEÇÃO VII
DO ARBITRAMENTO

Art. 28. A base de cálculo do imposto poderá ser arbitrada pela autoridade fiscal quando:
I - Os elementos necessários à comprovação dos serviços prestados, exibidos pelo sujeito
passivo ou pelo terceiro obrigado, sejam omissos ou não mereçam fé;
II - O contribuinte ou o responsável, após regularmente intimado, recusar-se a exibir à
fiscalização os elementos necessários à comprovação do valor dos serviços prestados;
III - O contribuinte não possuir livros ou documentos fiscais e/ou contábeis.
§ 1º - Constatada qualquer das hipóteses contidas no “caput” deste artigo, o arbitramento será
realizado levando- se em consideração um ou mais dos seguintes critérios:
I – Os pagamentos de impostos efetuados pelo mesmo ou por outros contribuintes de mesma
atividade em condições semelhantes;
II – Valor das despesas gerais, dos salários, encargos sociais, previdenciários ou o custo do
material empregado na prestação do serviço, acrescido da margem de lucro;
III – Preço corrente dos serviços à época a que se referia a apuração;
IV – Pauta de valores ou índices econômico-financeiros;
V – Peculiaridades inerentes à atividade exercida;
VI – Fatos ou aspectos que exteriorizem a situação econômico-financeira do contribuinte;
VII – Levantamento de informações obtidas em decorrência de Regime Especial de Fiscalização;
VIII – Aquisição de bens, ampliação do estabelecimento ou renovação de instalações;
IX – Informações obtidas junto a entidades relacionadas com a atividade da empresa;

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X – Informações obtidas junto a outros entes ou órgãos públicos relacionados ao contribuinte


ou a suas atividades;
XI – Outras informações prestadas pelo contribuinte ou terceiros;
§ 2º - O arbitramento previsto neste artigo não obsta a cominação das penalidades estabelecidas em
lei.
SEÇÃO VIII
DA ESTIMATIVA

Art. 29. O valor do imposto será fixado por estimativa, a critério do Secretário de Finanças, quando:
I – Se tratar de atividade exercida em caráter provisório, assim considerada aquela cujo
exercício seja de natureza temporária e esteja vinculada a fatores ou acontecimentos ocasionais ou
excepcionais;
II – Se tratar de atividade ou grupo de atividades cuja espécie, modalidade ou volume de
serviços aconselhem tratamento fiscal específico;
III - O sujeito passivo incorrer, reiteradamente, em descumprimento de obrigação acessória,
conforme disposto em regulamento.

Art. 30. Na fixação do valor do imposto por estimativa, levar-se-ão em conta os seguintes elementos:
I – O preço corrente do serviço;
II – O tempo de duração e a natureza específica da atividade;
III – As peculiaridades do serviço prestado por cada contribuinte, durante o período
considerado para cálculo da estimativa;
IV – Os valores constantes de extratos bancários dos últimos 3 (três) meses, as receitas
escrituradas no livro-caixa e outras informações consideradas relevantes pelo Fisco Municipal;
V - O valor da despesa geral do contribuinte durante o período considerado para o cálculo da
estimativa; V I- o volume de receita auferida em períodos anteriores e sua projeção para o futuro;
VII - outros contribuintes de mesma atividade e porte econômico; VIII - a capacidade potencial de
prestação de serviço.
Parágrafo único. O preço dos serviços pode ser fixado pela Fazenda Municipal, em pauta que reflita
o preço corrente na praça, para fins de tributação sob a forma de arbitramento ou regime de estimativa.

Art. 31. Os valores estimados poderão ser revisados a qualquer tempo, por iniciativa da Fazenda
Municipal ou a requerimento do contribuinte, desde que comprovada a existência de elementos suficientes à
efetuação do lançamento com base no preço real do serviço, ou a superveniência de fatores que modifiquem
a situação fiscal do contribuinte.
Art. 32. O enquadramento do contribuinte no regime de estimativa poderá, a critério do Secretário
de Finanças, ser feito individualmente por categoria de contribuintes ou grupos de atividades econômicas.
§1º - A autoridade referida no “caput” deste artigo poderá a qualquer tempo, suspender a aplicação
do sistema previsto nesta Seção, de modo individual ou de forma geral, bem como rever os valores
estimados para determinado período e, se for o caso, reajustar as parcelas mensais subsequentes à revisão.
§ 2º - Quando do enquadramento do contribuinte ou do grupo de contribuintes de uma mesma
atividade no regime de estimativa, será fixado o prazo de sua aplicação.
Art. 33. Os contribuintes enquadrados no regime de estimativa poderão reclamar do valor estimado
no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da notificação do lançamento.

SEÇÃO IX
DO LANÇAMENTO

Art. 34. O lançamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS será feito:

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I - Por homologação posterior pelo fisco nos casos de recolhimentos mensais


antecipadamente efetuados pelo sujeito passivo, com base no registro de seus livros e documentos fiscais
e/ou contábeis e quando se tratar de sociedades de profissionais, observado, respectivamente, o disposto
nos art. 24 e 25 desta Lei.
II - Semestralmente, de ofício, quando se tratar de profissionais autônomos e de profissionais
devidamente regularizados no serviço de táxi e moto táxi, proprietário de até 2 (dois) veículos, observado o
disposto no art. 26 desta Lei;
III - De ofício, por arbitramento, observado o disposto no art. 27 desta Lei;
IV - De ofício, por estimativa, observado o disposto nos arts. 28 a 31 desta Lei;

Art. 35. Na hipótese do sujeito passivo não efetuar o recolhimento antecipado do Imposto Sobre
Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN a que se refere o inciso I do artigo anterior, dentro dos prazos
estabelecidos nesta Lei, o lançamento será feito:
I - de ofício, mediante auto de infração ou notificação fiscal para recolhimento do tributo e seus
acréscimos legais; II - por homologação do recolhimento efetuado espontaneamente pelo sujeito passivo,
porém fora do prazo estabelecido nesta Lei, no qual já foi incluída a atualização prevista no art. 276, e a
multa de mora prevista no art. 280, ambos desta Lei, excluída a penalidade por infração;
III - de ofício, com base em denúncia espontânea oferecida pelo sujeito passivo, antes do início
de qualquer procedimento fiscal administrativo, excluída a aplicação de penalidade por infração;
IV – de ofício, com base nas notas fiscais de serviço eletrônicas emitidas, cujo imposto não
tenha sido recolhido.
SEÇÃO X
DO RECOLHIMENTO

Art. 36. O recolhimento do imposto será efetuado nos órgãos arrecadadores autorizados, por meio
do Documento de Arrecadação Municipal – DAM, em modelo aprovado pelo Poder Executivo, nos seguintes
prazos:
I - mensalmente, nas datas fixadas no Calendário Fiscal do Município, nas hipóteses dos
artigos 23, 25, 27 e 28 desta Lei e quando se tratar do imposto sujeito ao desconto na fonte;
II - semestralmente , nas datas fixadas no Calendário Fiscal do Município, no caso do artigo 26
desta Lei.
Art. 37. Cada estabelecimento do mesmo contribuinte é considerado autônomo para efeito de
recolhimento do imposto relativo à prestação de serviços por ele efetuada, respondendo o contribuinte
pelos débitos, acréscimos e penalidades referentes a qualquer deles.
§ 1º - O recolhimento do imposto sujeito ao desconto na fonte far-se-á em nome do responsável
pela retenção.
§ 2º - Independentemente dos critérios estabelecidos neste artigo, o Secretário de Finanças poderá,
atendendo à peculiaridade de cada atividade e às conveniências do fisco e do contribuinte, adotar outras
modalidades de recolhimento, inclusive em caráter de substituição.
§ 3º - Secretário de Finanças, poderá autorizar a centralização do recolhimento do imposto em um
dos estabelecimentos que o contribuinte mantenha neste Município.

CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 38. Ficam obrigadas todas as pessoas físicas ou jurídicas, contribuintes ou responsáveis por

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tributos municipais, inclusive as imunes ou isentas, e que participem direta ou indiretamente de prestação
de serviços sujeita à incidência do Imposto Sobre Serviços, ao cumprimento das obrigações acessórias
previstas na legislação tributária.

Art. 39. A autoridade administrativa, atendendo às peculiaridades da atividade exercida pelo


contribuinte e aos interesses da Fazenda Municipal, poderá autorizar:
I - a adoção de modelos especiais de livros, documentos fiscais e declarações eletrônicas;
II - a utilização de regime especial para a emissão de Nota Fiscal de Serviços e congêneres;
III - a escrituração, em regime especial, dos livros fiscais.

Art. 40. O Poder Executivo, por intermédio do Secretário de Finanças, poderá autorizar a
centralização de escrita em um dos estabelecimentos que o contribuinte mantenha no Município.

SEÇÃO II
DA INSCRIÇÃO NO CADASTRO MERCANTIL

Art. 41. Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, ainda que imunes ou isentas, com estabelecimento fixo
ou não, que exerçam habitual ou temporariamente, individual ou em sociedade, qualquer atividade,
comercial, industrial, produtora ou de prestação de serviço, estão obrigados a inscrever cada um dos seus
estabelecimentos autônomos no Cadastro Mercantil de Contribuintes do início de suas atividades.
§ 1º - Para efeito do disposto neste artigo, consideram-se estabelecimentos autônomos:
I - os pertencentes a diferentes pessoas físicas ou jurídicas ainda que localizados no mesmo
endereço e com idênticas atividades econômicas;

II - os pertencentes à mesma pessoa física ou jurídica que funcionem em locais diversos.

§ 2º - Não se compreendem como locais diversos os pavimentos de uma mesma edificação ou duas
ou mais edificações que se comuniquem internamente.

§ 3º - É obrigatário que no momento da Inscrição do Cadastro Mercantil todas as pessoas, físicas ou


jurídicas, ainda que imunes ou isentas com estabelecimento fixo ou não, forneçam todos os dados
necessários para que se possa ser efetivada a Notificação Eletrônica por parte da Secretária de Finanças. A
Notificação Eletrônica de todo e qualquer ato é comunicação oficial do órgão fazendário municipal, sendo,
portanto, meio de prova hábil para a verificação e confirmação das situações jurídicas que se constituam
entre o Fisco Municipal e o Contribuinte, assim como com o Responsável Tributário. Os elementos que
compõem a Notificação Eletrônica serão regulamentados por meio de Decreto.
Art. 42. O Secretário de Finanças, mediante portaria, estabelecerá os documentos, bem como os
procedimentos necessários a inscrição, alteração de dados e baixa da inscrição dos contribuintes e
responsáveis no Cadastro Mercantil de Contribuintes.

Art. 43. As alterações de dados cadastrais deverão ser comunicadas à repartição fiscal competente
no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data da ocorrência.

Art. 44. Todo contribuinte ou responsável inscrito no Cadastro Mercantil de Contribuintes, é


obrigado a comunicar o encerramento de suas atividades dentro do prazo de 30 (trinta) dias contados da
data do fato ou ato que o motivou.
Parágrafo único - Não será concedida baixa na inscrição no Cadastro Mercantil de Contribuintes,
aqueles que estiverem em débito com a Fazenda Municipal.

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SEÇÃO III
DA ESCRITA E DO DOCUMENTÁRIO

Art. 45. O contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN fica obrigado a
manter, em cada um dos seus estabelecimentos, escrita fiscal destinada ao registro dos serviços prestados.
§1º - Cada estabelecimento do mesmo contribuinte é considerado autônomo para efeito da
manutenção de livros e documentos fiscais relativos à prestação de serviços por ele efetuada, respondendo o
contribuinte pelas penalidades referentes a qualquer deles.
§2º - O regulamento desta Lei estabelecerá os modelos de livros e documentos fiscais, a forma, os
prazos e as condições para a sua escrituração e emissão, bem como a sua dispensa, tendo em vista a
natureza e o ramo de atividade do contribuinte.
Art. 46. Os livros e documentos fiscais serão conservados no próprio estabelecimento ou em local
previamente autorizado pelo Secretário de Finanças, para serem exibidos à Fazenda Municipal, salvo quando
se impuser a sua apresentação judicial ou para exame fiscal.
Parágrafo único - Os documentos e livros fiscais e contábeis e os comprovantes dos lançamentos
neles efetuados serão obrigatoriamente conservados pelo contribuinte até que ocorra a prescrição dos
créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram.

TÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA – IPTU
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL SEÇÃO I
DO FATO GERADOR

Art. 47. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou acessão física, como definido na Lei
civil, localizado na zona urbana, urbanizável ou de expansão urbana do Município, independentemente de
sua forma, estrutura ou destinação.
§ 1° - Para efeito de incidência do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana,
entende-se como zona urbana a definida na legislação municipal, observado o requisito mínimo da existência
de melhoramentos indicados em pelo menos 02 (dois) dos itens seguintes, construídos ou mantidos pelo
Poder Público:
I - meio-fio ou calçamento com canalização de água pluvial;
II - abastecimento d'água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
V - instituição de ensino ou posto de saúde a uma distância máxima de 03 (três) quilômetros
do imóvel considerado.
§ 2º - Considera-se também urbana as áreas urbanizáveis ou de expansão urbana, constantes de
loteamento aprovados pelo órgão municipal competente, destinados à habitação, inclusive residência de
recreio, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das áreas definidas nos termos do parágrafo
anterior e na forma a seguir: I – as áreas pertencentes a parcelamentos de solo regularizados pela
Administração Pública Municipal, mesmo que executados irregularmente;
II – as áreas pertencentes a loteamento aprovados nos termos da legislação pertinente;
III – as áreas dos conjuntos habitacionais, aprovados e executados nos termos da legislação
pertinente;
IV – as áreas com uso ou edificação aprovada de acordo com a legislação urbanística de
parcelamento, uso e ocupação do solo e de edificações;

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V – as áreas conhecidas no Município como Vilas, Distritos e Povoados pertencentes a todo o


território do Município e que se enquadrem no que cita o § 1º deste artigo.
§ 3° - Na hipótese do imóvel situar-se apenas parcialmente no território ou na zona urbana do
município, o imposto incidirá sobre a área nele situada.
§ 4º - O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, tratando-se de imóvel
edificado, incidirá sobre:
I – prédios com “habite-se”, ocupado ou não;
II – prédios ocupados, ainda que o respectivo “habite-se” não tenha sido concedido;
III – prédios sem licença de construção, mesmo que a construção haja sido feita em terreno de
propriedade alheia.

Art. 48. As disposições desta Lei são extensivas aos imóveis que, embora localizados fora da zona
urbana, urbanizável ou de expansão, tenham destinação considerada urbana para efeito de tributação.
Art. 49. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é anual e a obrigação de
pagá-lo se transmite ao adquirente da propriedade do imóvel ou dos direitos a ele relativos.
Art. 50. Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana - IPTU a 1º (primeiro) de janeiro de cada ano, ressalvados:
I - os prédios construídos durante o exercício, cujo fato gerador ocorrerá na data da concessão
do "habite-se", ou ainda, quando constatada a conclusão da construção, independentemente da expedição
do referido alvará;
II - os imóveis que forem objeto de parcelamento do solo durante o exercício, cujo fato
gerador ocorrerá na data da aprovação do projeto pelo órgão competente da municipalidade.
Art. 51. O bem imóvel, para os efeitos desse imposto, será classificado como não edificado ou
edificado.
§ 1º - Considera-se o imóvel não edificado, quando:
I – sem edificação;
II - houver construção em andamento ou paralisada;
III - houver edificação interditada, condenada, em ruína ou em demolição;
IV - a construção for de natureza temporária ou provisória, ou possa ser removida sem
destruição, alteração ou modificação.
§ 2º - Considera-se o imóvel edificado quando existir condições de habitabilidade ou para exercício
de qualquer atividade, seja qual for.
Art. 52. A incidência do Imposto independente:
I - da legitimidade dos títulos de aquisição da propriedade, do domínio útil ou da posse, a
qualquer titulo, do bem imóvel;
II - do resultado financeiro da exploração econômica do bem imóvel:
III - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas
relativas ao bem imóvel.
Art. 53. O Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana incide sobre o imóvel que,
localizado fora da zona urbana, seja comprovadamente utilizada como sítio de recreio e no qual a eventual
produção não se destina a comercio.

SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 54. O Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana não incide sobre o imóvel que,
localizado dentro da zona urbana, seja comprovada e principalmente utilizado para exploração extrativo
vegetal, agrícola, pecuária ou agroindustrial, independentemente de sua área.

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SEÇÃO III
DA BASE DE CÁLCULO

Art. 55. A base de cálculo do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
Valor Venal do Imóvel.
Parágrafo único – O Valor Venal a que se refere este artigo é o constante do Cadastro Imobiliário e
no seu cálculo será considerado o valor do imóvel territorial e, sendo o caso, cumulativamente, o do imóvel
predial, levando-se em conta:
I – a área do imóvel territorial;
II – o valor básico do imóvel territorial determinado pela sua localização de acordo com o
Anexo II desta Lei;
III – a área construída da edificação e o valor da construção, de acordo com o Anexo III desta
Lei;
IV – a forma, situação topográfica, a qualidade da construção, aproveitamento e outras
características de acordo com os Anexos IV e V, desta Lei, e que possam contribuir para a obtenção do valor
do imóvel;
V - os equipamentos públicos, os serviços públicos ou de utilidade pública existentes na via ou
logradouro.
Art. 56. O Valor Venal do Imóvel será apurado:
I – de acordo com o Anexo II desta Lei, quando se tratar de imóvel não edificado ou assim
considerado;
II – de acordo com o Anexo II e Anexo III desta Lei, quando se tratar de imóvel edificado.
Parágrafo único - A avaliação judicial prevalecerá sobre a administrativa, quando a Fazenda
Municipal intervenha no processo.
Art. 57. O valor venal do imóvel, edificado ou não, será obtido por meio da seguinte fórmula:
VV = VT + VE
VV - é o valor venal do imóvel; VT – é o valor do terreno; e VE – é o valor da edificação.
§ 1º - O valor do terreno é obtido por meio da seguinte fórmula:
VT= (V0 x AT) x SL x TP x PD, onde:
VT – é o valor do terreno;
V0 - é o valor unitário do metro quadrado de terreno de cada logradouro público, definido pela
Planta de Valores Genéricos de Terrenos - PVGT, de acordo com o Anexo II desta Lei;
AT - é a medida da área do terreno em metro quadrado;
SL - é o fator de correção quanto à situação do lote, de acordo com o Anexo IV;
TP - é o fator de correção quanto à topografia, de acordo com o Anexo IV; e
PD - é o fator de correção quanto à pedologia, de acordo com o Anexo IV.
§ 2º - O valor da edificação é obtido por meio da seguinte fórmula: VE = (Vc x Ac) x (AL x SUC x EC x
UI), onde: VE – é o valor da edificação;
Vc - é o valor do metro quadrado de construção nos termos da Tabela de Preços de Construção -
TPC, de acordo com o Anexo III desta lei;
Ac - é a medida da área construída do imóvel em metro quadrado;
AL - é o fator de correção quanto ao alinhamento, de acordo com o Anexo V desta lei;
SUC - é o fator de correção quanto à unidade construída, de acordo com o Anexo V desta lei;
EC - é o fator de correção quanto ao estado de conservação, de acordo com o Anexo V desta
lei;
UI - é o fator de correção quanto à utilização do imóvel, de acordo com o Anexo V desta lei.
§ 3º - No cálculo do valor venal do terreno, no qual exista mais de uma unidade imobiliária, será
utilizado como fator a fração ideal correspondente a cada subunidade autônoma, obtida por meio das
seguintes fórmulas:

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I) VTI = FI x V0, onde:


VTI - é o valor do terreno correspondente a cada subunidade;
FI – é a fração ideal de cada subunidade; e
V0 - é o valor unitário do metro quadrado de terreno de cada logradouro público, definido pela
Planta de Valores Genéricos de Terrenos - PVGT, de acordo com o Anexo II desta Lei;
II) FI = ACI / ATC, onde:
FI – é a fração ideal de cada subunidade;
ATC - é a área total construída de todas as subunidades; e
ACI - é a área total construída de cada subunidade;
III) ACI = AUI x [ 1+ ( ACO / AUT ) ], onde:
ACI - é a área total construída de cada subunidade;
AUI - é a área útil construída de cada subunidade;
ACO - é a área comum total do conjunto das subunidades; e
AUT - é a área útil construída de todas as subunidades.
Art. 58. A base tributável do imóvel em que estiver sendo executada construção ou reconstrução,
legalmente autorizada, permanecerá inalterada até o término do exercício em ocorrer a sua conclusão,
desde que tenha duração normal, ou seja, executada ininterruptamente, ou passe a mesma a ser habitada
mesmo sem o respectivo Alvará ou Habite-se.
Art. 59. Para efeito de cálculo do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU,
manter-se-á a qualificação do imóvel como territorial quando constatada a existência de:
I - edificação em construção;
II - edificação em ruínas, inservíveis para utilização de qualquer tipo.
Parágrafo único - Considera-se edificação a construção existente, independentemente de sua
estrutura, forma, destinação ou utilização.
Art. 60. A parte do imóvel territorial que exceder de 5 (cinco) vezes a área edificada, observadas as
condições de ocupação do imóvel territorial definidas por legislação disciplinadora do uso e ocupação do
solo, fica sujeita à incidência do imposto calculado com aplicação da alíquota prevista para o imóvel não
edificado.
SEÇÃO IV
DA PLANTA DE VALORES GENÉRICOS DE TERRENOS – PVGT E DA TABELA DE PREÇOS DE CONSTRUÇÃO -
TPC
Art. 61. Os valores unitários do imóvel territorial estabelecidos na Planta de Valores Genéricos de
Terrenos - PVGT, serão definidos em função dos seguintes elementos, considerados em conjunto ou
separadamente:
I - preços correntes das transações e das ofertas praticadas no mercado imobiliário do
Município;
II - características da região em que se situa o imóvel;
III - a política de ocupação do espaço urbano definida através do Plano Diretor e pela Lei de Uso
e Ocupação do Solo.
§ 1º - Os níveis e valores do metro quadrado de terreno são os definidos no Anexo II desta Lei.
§ 2º - O valor unitário de metro quadrado de terreno dos imóveis em cada logradouro público ou
face de quadra corresponderá:
I - no caso do imóvel territorial ao do logradouro relativo a frente indicada no título de
propriedade e na falta deste, ao do logradouro de maior valor para a qual o imóvel territorial tenha a frente;
II - no caso de imóvel predial, ao do logradouro relativo a frente indicada no título de
propriedade e na falta deste, ao logradouro relativo a frente principal da edificação;
III - tratando-se de imóvel territorial encravado, ao do logradouro que lhe dá acesso e na
hipótese de mais de um acesso, ao do logradouro de maior valor.
§ 3° - A Planta de Valores Genéricos de Terrenos - PVGT, para efeito de valoração dos logradouros,

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considerará os seguintes indicadores:


I - área geográfica, área, característica e destinação dos imóveis situados no logradouro;
III - preços correntes das alienações de imóveis no mercado imobiliário relativos ao logradouro;
III - índice de valorização do logradouro, tendo em vista o mercado imobiliário;
IV – equipamentos urbanos, serviços públicos, ou de utilidade pública existente no logradouro;
V - dos pólos turísticos, econômicos e de lazer que exerçam influência no funcionamento do
mercado imobiliário;
VI - das características físicas de topografia, pedologia e acessibilidade;
VII - outros elementos técnicos relacionados com o logradouro.
Art. 62. Os níveis de valores de metro quadrado de terreno serão definidos por decreto anualmente,
sendo que o decreto deverá ser publicado até 30 de novembro do ano anterior ao lançamento do IPTU.
Art. 63. O Poder Executivo, atendendo às condições próprias de determinados setores de localização
do imóvel, ou a fatores supervenientes aos critérios de avaliação já fixados, poderá reduzir em até 70%
(setenta por cento) o valor venal do imóvel.
Parágrafo único - Incluem-se nas condições deste artigo a ocorrência de calamidade pública ou
motivo comprovado de força maior que haja ocasionado a desvalorização do imóvel.
Art. 64. A Tabela de Preço de Construção estabelecerá as faixas de valores do metro quadrado de
construção (Vc) com base nos seguintes elementos:
I - tipo de construção;
II - qualidade de construção.
§ 1º - Os valores do metro quadrado de construção de que trata o "caput" deste artigo são os
definidos nas faixas constantes do Anexo III desta Lei.
§ 2º - Para a aplicação dos valores constantes da Tabela de Preços de Construção - Anexo III -, o
Poder Executivo levará em consideração o estado de conservação do imóvel, o tempo de construção e outros
dados com ele relacionados.
§ 3º - os coeficientes de correção dos imóveis territoriais e prediais estão definidos nos Anexos IV e
V, respectivamente, desta Lei.
§ 4º - os imóveis classificados como MOCAMBO/SIMILAR, serão calculados como não edificados.
§ 5º - enquadram-se como Edificações Especiais: Ginásio Esportivos, Estádios de Futebol,
Aeroportos, Portos, Rodoviárias, Centro de Convenções, Parques Aquáticos, Palácios, ou seja, são edificações
de destinação, exclusiva e incomuns no cenário urbano.
§ 6º - São classificados como outros: Depósitos, Mercearias, Galpões, Bares, Escolas, Hospitais,
Industrias, Serviço Público, Garagens, Igrejas e Templos.
SEÇÃO V
DO ARBITRAMENTO
Art. 65 - A base de cálculo do imposto poderá ser arbitrada pela autoridade fiscal quando:
I - o imóvel edificado se encontrar fechado;
II - o contribuinte impedir a coleta de dados necessários à fixação do Valor Venal do Imóvel.

Parágrafo único – Ocorrendo alguma das hipóteses previstas neste artigo, o tributo será lançado
com base nos elementos de que dispuser a autoridade fiscal, sem prejuízo da aplicação das penalidades
previstas nesta Lei.

SEÇÃO VI
DAS ALIQUOTAS

Art. 66 - As alíquotas do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU são:
I - em relação aos imóveis não edificados, 2% (dois por cento);
II – em relação aos imóveis não edificados, que não possuam muro, cerca ou calçada, 3% (três

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por cento), enquanto permanecerem nessa situação;


III - em relação a imóveis edificados de uso residencial, 1% (um por cento);
IV - em relação aos imóveis edificados de uso não residencial 1,5 % (um e meio por cento).
§ 1º - A obrigatoriedade de construção de calçada só se aplica aos imóveis não edificados situados
em logradouros providos de meio-fio.
§ 2º - A alíquota prevista no inciso II, do caput deste artigo, não se aplica aos casos em que o
contribuinte estiver impedido de construir o muro e/ou calçada, face à existência de um ou mais dos
seguintes impedimentos:
I - área alagada;
II - área que impeça licença para construção;
III - terreno invadido por habitação subnormal;
IV - terreno que venha a ser utilizado para fins de preservação de áreas consideradas zonas
verdes de acordo com a legislação aplicável.
SEÇÃO VII
DO LANÇAMENTO

Art. 67 - O lançamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é anual e
será feito para cada unidade imobiliária autônoma, na data da ocorrência do fato gerador, com base nos
elementos existentes nos Cadastros Imobiliário e de Logradouros.
§ 1º - Quando verificada a falta de dados no Cadastro Imobiliário necessários ao lançamento do
imposto, decorrente da existência de imóvel não cadastrado, ou nos casos de reforma ou modificação do uso
sem a prévia licença do órgão competente, o lançamento será efetuado com base nos dados apurados
mediante ação fiscal.
§ 2º - A prévia licença a que se refere o parágrafo anterior deverá ser comunicada à Secretaria de
Finanças, sob pena de responsabilidade funcional de quem a emitir.
Art. 68 - O lançamento será feito em nome do proprietário, do titular do domínio útil, do possuidor
do imóvel, do espólio ou da massa falida.
§ 1º - O lançamento será feito ainda:
I - no caso do condomínio indiviso, em nome de todos, de alguns ou de um só dos condôminos
pelo valor total do tributo;
II - no caso de condomínio diviso, em nome de cada condômino na proporção de sua parte;
III - não sendo conhecido o proprietário, em nome de quem estiver no uso e gozo do imóvel.
§ 2º - O lançamento será efetuado de acordo com o parágrafo único do artigo 65 desta Lei, sem
prejuízo das cominações ou penalidades previstas, quando da impossibilidade de obtenção de dados exatos
sobre o bem imóvel ou de elementos necessários à fixação da base de cálculo do imposto.
Art. 69 - Os sujeitos passivos serão notificados do lançamento do imposto:
I - por meio de uma única publicação em Edital a ser fixado no hall do prédio da Prefeitura, em
relação aos lançamentos efetuados pela ocorrência dos fatos geradores na data prevista no caput do artigo
49, desta Lei, que conterá:
a) a data do pagamento do imposto;
b) a data a partir da qual o sujeito passivo deverá solicitar o carnê no âmbito da Secretaria de
Finanças , caso não o tenha recebido no prazo estabelecido na alínea “c” deste inciso;
c) o prazo para recebimento do carnê no endereço de cobrança do imóvel pelo sujeito passivo
ou seu representante.
II - nos demais casos, por meio da entrega do carnê ao sujeito passivo ou seu representante,
mediante protocolo.
§ 1º - Enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública Municipal, poderão ser efetuados
lançamentos omitidos ou complementares.
§ 2º – O lançamento do imposto não implica reconhecimento da legitimidade da propriedade, do

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domínio útil ou da posse do bem imóvel.

SEÇÃO VIII
DO RECOLHIMENTO

Art. 70 - O recolhimento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, será
efetuado nos órgãos arrecadadores, na forma definida pelo Poder Executivo.
§ 1º - O Poder Executivo fixará, anualmente, a forma e prazo para recolhimento do imposto e, sendo
o caso, o número de parcelas em que se decompõe e seus respectivos vencimentos.
§ 2º - Na hipótese de o lançamento ser efetuado em cota única e em parcelas, ao contribuinte que
recolher até a data do vencimento o valor lançado em cota única, será concedido o desconto de até 30%
(trinta por cento).
§ 3º - Aos contribuintes do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU que
tiverem pago seus débitos ou regularizado sua situação fiscal até 30 de novembro de cada exercício, será
concedido no exercício subseqüente, uma redução de até 50% (cinquenta por cento) na cota única, caso o
pagamento deste tributo seja efetuado até a data do vencimento.
§ 4º - A aplicação do disposto no § 3º, prevalecerá sobre o previsto no § 2º deste artigo.
§ 5º - O disposto neste artigo, aplica-se às taxas lançadas conjuntamente com o Imposto Sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.
Art. 71. Na hipótese da cobrança do imposto em cotas, o total lançado será dividido em parcelas
iguais, vencíveis dentro do exercício.
Parágrafo único - O pagamento de cada cota independe de estarem pagas as anteriores e não
presume a quitação das demais.
SEÇÃO IX
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS

Art. 72. Contribuinte do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título.
Parágrafo único - São também contribuintes:
I – Os titulares de direitos sobre frações ideais de propriedade em condomínio;
II – Os promitentes-compradores imitidos na posse;
III – Os ocupantes, inclusive locatários ou comodatários de imóveis pertencentes à União, ao
Estado, ao Município ou quaisquer outras pessoas que gozem de isenção ou imunidade em relação ao
imóvel.
Art. 73. Poderá ser considerado responsável pelo Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana - IPTU, quando do lançamento, qualquer dos possuidores, diretos ou indiretos, sem prejuízo da
responsabilidade solidária dos demais possuidores.
§ 1º - O espólio é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis que pertenciam ao
"de cujus".
§ 2º - A massa falida é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis de propriedade
do comerciante falido.
SEÇÃO X
DA ISENÇÃO

Art. 74. São isentos do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU:

I - o proprietário do imóvel cedido, total e gratuitamente, para funcionamento de


estabelecimento legalizado que ministre ensino gratuito;
II - o proprietário que realizar obras de restauração e recuperação em imóveis localizados em

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zona de preservação rigorosa ou histórica, nos termos da Lei aplicável, pelo prazo de 02 (dois) anos, contados
da conclusão da obra;

III - os imóveis cedidos total e gratuitamente para uso da União, do Estado ou do Município,
inclusive de suas autarquias;
IV – os deficientes físicos, portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação
mental, esclerose- múltipla, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia
grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, hanseníase, nefropatia grave, estados avançados
da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS), com base em conclusão da medicina especializada, devendo apresentar laudo médico e
exames comprobatórios anualmente, que possuam um único imóvel, e que aufiram renda mensal e até dois
salários mínimos. O direito a esta isenção é personalíssimo, exceto em caso de que os filhos inválidos sejam
os únicos herdeiros.
V – o imóvel pertencentes a sociedade civil, sem fins lucrativos, desde que destinado ao
exercício de atividades culturais, recreativas ou esportivas comprovadas e desde que observados os critérios
legais;
VI – o imóvel declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, a partir da data em
que ocorrer a emissão de posse ou a ocupação efetiva pelo Poder expropriante.
VII – os imóveis utilizados como templos religiosos, de qualquer culto, desde que:
a) comprovada a atividade religiosa na data do fato gerador;
b) apresentado contrato de locação, cessão ou comodato, ou equivalente;
c) o responsável declare, sob as penas da Lei, que o imóvel será usado, exclusivamente, como
templo.
VIII - o contribuinte que tenha adquirido imóvel em vilas populares construídas pela Companhia
Estadual de Habilitação – CEHAB, durante o prazo da amortização normal das parcelas;
IX – o contribuinte que possuir um único imóvel considerado mocambo conforme dispuser o
Poder Executivo;
X – o contribuinte que preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) possuir um único imóvel residencial de área construída não superior a 50 m² (cinquenta
metros quadrados), desde que nele resida e que outro imóvel não possua o cônjuge, o filho menor ou maior
inválido;
b) - auferir renda mensal até 1 (um) salário mínimo.
Parágrafo único – O disposto no inciso VII do “caput” deste artigo vigorará exclusivamente durante o
período de vigência do contrato de locação, cessão, comodato, ou equivalente.
Art. 75. Será concedida isenção parcial do Imposto Predial e Territorial Urbano em relação aos
imóveis de valor venal não superior a R$ 10.000,00 (Dez mil reais), no percentual 50% (cinquenta por cento),
aos órgãos de classe, em relação aos prédios de sua propriedade, onde estejam instalados e funcionando os
seus serviços.
Art. 76. Ocorrendo modificação nas condições físicas do imóvel, que determine a alteração do seu
valor venal, ou qualquer outra modificação em relação as demais condições que ensejaram a isenção total ou
parcial, deverá o sujeito passivo comunicar o fato à Secretaria de Finanças, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias contados da modificação.
Art. 77. As isenções previstas no artigo 74 desta Lei, serão concedidas mediante Requerimento
dirigido ao Secretário de Finanças, até o último dia útil do mês de novembro do exercício anterior ao da
concessão, que será de 02 (dois) anos, e somente serão renovadas se o contribuinte preencher os requisitos
para a sua concessão, conforme dispuser o Poder Executivo.

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CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - IPTU SEÇÃO I
DA INSCRIÇÃO NO CADASTRO IMOBILIÁRIO

Art. 78. Serão obrigatoriamente inscritos no Cadastro Imobiliário - CADIMO as unidades imobiliárias
existentes no Município como unidades autônomas e os que venham a surgir por desmembramento ou
remembramento dos atuais, ainda que isentos ou imunes do imposto, com definição do proprietário, titular
do domínio útil ou possuidor, área do imóvel, testada, profundidade e área construída.
§1º - Unidade autônoma é aquela que permite uma ocupação ou utilização privativa, e que se tenha
acesso independentemente das demais ou igualmente com as demais, por meio de áreas de acesso ou
circulação comum a todos.
§ 2º - Para efeito de caracterização da unidade imobiliária, poderá ser considerada a situação de fato
do bem imóvel, abstraindo-se a descrição contida no respectivo título de propriedade.
§ 3º - No caso de propriedades edificadas em condomínio poderá ser atribuída uma inscrição para
cada uma de suas partes ou frações ideais.
§ 4º - A inscrição dos imóveis no Cadastro Imobiliário e o Registro de Alteração será realizada na
Secretaria de Finanças e promovida:
I - pelo proprietário ou seu representante legal;
II - por qualquer dos condôminos, seja o condomínio diviso ou indiviso;
III - pelo compromissário vendedor ou comprador, no caso de compromisso de compra e
venda;
IV - pelo inventariante, síndico, liquidante ou sucessor, quando se tratar de imóvel pertencente
ao espólio, massa falida ou à sociedade em liquidação ou sucessão;
V - pelo possuidor a legítimo título;
VI - pelo adquirente ou alienante, a qualquer título;
VII - pelo senhorio no caso de imóveis sob regime de enfiteuse;
VIII - de ofício, em se tratando de propriedade federal, estadual ou municipal, entidade
autárquica e de economia mista, ou ainda quando a inscrição deixar de ser feita no prazo regulamentar.
§ 5º - As pessoas citadas no parágrafo anterior ficam obrigadas a apresentar a documentação
solicitada pelo fisco, importando a recusa em embaraço à ação fiscal.
§ 6° - Qualquer das pessoas citadas no § 3º, quando da inscrição no Cadastro Imobiliário, deverá
preencher o Requerimento de Cadastro de Imóvel.
§ 7º - O Cadastro Imobiliário, sem prejuízo e outros elementos obtidos pela fiscalização, será
formado pelos dados registrados quando da inscrição e respectivas alterações.
§ 8º - Quando da emissão do habite-se, no caso de construção nova, o Requerimento será
preenchido na Pelo órgão da Administração Municipal competente e encaminhado à Secretaria de Finanças,
com a cópia do projeto para atualização cadastral.

Art. 79. A Lei de Uso e Ocupação do Solo fixará a delimitação da Zona Urbana, devendo ser
comunicado ao INCRA o novo perímetro urbano para imediata exclusão do cadastro rural e suspensão da
cobrança do imposto respectivo.
§ 1º – Todos os imóveis inseridos em Zona Urbana deverão ser notificados para pagamento do
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mesmo que continuem recolhendo o Imposto Territorial Rural
(ITR), sendo deduzidos do montante apurado os valores recolhidos à União desse imposto, devendo a
Secretária de Finanças de Vicência comunicar ao órgão federal responsável sobre o procedimento adotado e
sobre a delimitação da Zona Urbana determinada em lei municipal.
§ 2º - A medida prevista no parágrafo anterior se deve à autonomia municipal com relação a
competência constitucional de determinar o uso do solo do Município.
Art. 80. O contribuinte promoverá inscrição sempre que se formar uma unidade imobiliária, nos termos

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do artigo anterior, e a alteração, quando ocorrer modificação nos dados contidos no cadastro.
§ 1º – A inscrição será promovida pelo interessado, mediante declaração acompanhada dos títulos
de propriedade, plantas, croquis, informações quanto à situação legal e outros elementos essenciais a
precisa definição do imóvel quanto à localização, uso, área, fração ideal, tipo ou padrão, características
topográficas e pedológicas.
§ 2º – A inscrição terá exclusivamente efeitos tributários, nos casos de:
I – construções em terrenos de titularidade desconhecida;
II – construções sem autorização ou autorizados a título precário emitido pela Administração
Pública Municipal.
Art. 81. Não sendo cadastrado o imóvel, o lançamento será efetuado ex-ofício, com base nos
elementos levantados em processo regular.
§ 1º - A Secretaria de Finanças poderá, quando necessário instituir outras modalidades acessórias de
cadastramento de contribuintes, a fim de atender ao Departamento de Arrecadação e Fiscalização.
§ 2º - A Secretaria de Finanças poderá promover “ex-offício” à inscrição e alteração cadastral de
imóveis.
§ 3º - Serão objetos de uma única inscrição:
I - a gleba de terra bruta desprovida de melhoramentos, cujo aproveitamento depende da
realização de obras de arruamento ou de urbanização, desde que não haja loteamento aprovado pela
Administração Pública Municipal;
II - a quadra indivisa de áreas arruadas.
Art. 82. A inscrição imobiliária não importa em presunção, por parte da Administração Pública
Municipal para quaisquer fins, da legitimidade da propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel.
Art. 83. A área dos imóveis edificados, ou não, e as testadas real e fictícia dos terrenos deverão
constar obrigatoriamente do Cadastro Imobiliário do Município.
Parágrafo único – Todas as alterações cadastrais que influírem no cálculo do imposto deverão ser
feitas mediante processo regular, sob pena de responsabilidade funcional.
Art. 84. Os proprietários de terrenos resultantes de desmembramento, remembramento ou que
tenham sofrido alterações e retificações em suas dimensões deverão comunicar à Secretaria de Finanças
essas modificações, dentro de 90 (noventa) dias, contados da data do reconhecimento da nova situação pela
Administração Pública Municipal.
Art. 85. Os proprietários de imóveis e contribuintes do Imposto Sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana - IPTU deverão comunicar à Secretaria de Finanças dentro do prazo de 90 (noventa) dias,
contados da respectiva ocorrência, a demolição, o desabamento, o incêndio, a ruína ou a mudança de uso
dos imóveis edificados, bem como a cessação ou alteração das condições que levaram à redução do imposto,
ao reconhecimento da imunidade, isenção ou não incidência.
Art. 86. Os proprietários de imóveis e contribuintes do Imposto Sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana – IPTU, assim com os titulares de direitos sobre imóveis que se construírem ou foram
objeto de acréscimo, reformas ou reconstruções, sem autorização, ficam obrigados a comunicarem à
Secretaria de Finanças as citadas ocorrências, no prazo de 90 (dias) dias, contados de sua conclusão.
Parágrafo único – A comunicação prevista neste artigo será acompanhada de plantas e outros
elementos elucidativos da obra realizada, conforme dispuserem as normas complementares emitidas pela
Administração Pública Municipal.
Art. 87. O contribuinte deverá comunicar, para fins de revisão, no prazo de até 30 (trinta) dias, à
Secretaria de Finanças incorreções nos dados cadastrais dos imóveis, que acarretem erro no lançamento do
Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU.
Art. 88. O síndico, no caso de propriedades em condomínio, quando intimado pela autoridade fiscal,
deverá prestar todas as informações necessárias à atualização cadastral das unidades imobiliárias.
Art. 89. Os Oficiais de Registro Geral de Imóveis e os Titulares de Cartório de Notas da Comarca de
Vicência, deverão remeter à Secretaria de Finanças , relatório mensal com as operações e registro de

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mudança de proprietário ou titular de domínio útil e averbação de área construída, preenchido com todos os
elementos exigidos, de imóveis situados no território de Vicência, conforme modelo aprovado de acordo
com o Regulamento, ou normas complementares e no prazo por ele estabelecido.
Parágrafo único – Na hipótese de promessa de venda ou de cessão de direitos sobre imóveis, ao
nome do titular será feita aposição da palavra “Promitente”, por extenso ou abreviadamente.

SEÇÃO II
DA ATUALIZAÇÃO DE DADOS CADASTRAIS

Art. 90. O Cadastro Imobiliário - CADIMO será atualizado sempre que ocorrerem alterações relativas
à propriedade, domínio útil, posse, uso, ou às características físicas do imóvel, edificado ou não.
§ 1º - A atualização deverá ser requerida pelo contribuinte ou interessado mediante apresentação do
documento hábil exigido no Regulamento desta Lei, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ocorrência da
alteração.
§ 2º - Não serão lavrados, autenticados ou registrados pelos tabeliães, escrivães e oficiais de Registro
Geral de Imóveis e de Cartórios de Notas os atos e termos sem a prova da inexistência de débito referente ao
Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano - IPTU e do Imposto Sobre Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos – ITBI, incidente sobre o imóvel.
§ 3º - Quando do parcelamento de débito pertinente ao Imposto predial e Territorial Urbano (IPTU),
somente será lavrado ou registrado o instrumento, termo ou escritura pelas pessoas previstas no parágrafo
anterior, conforme o caso, após o pagamento de todo o parcelamento nos seus respectivos vencimentos ou
de forma antecipada, conforme estabelecido.
Art. 91. Os responsáveis por loteamentos, prives e/ou condomínios ficam obrigados a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos lotes que no mês anterior tenham sido alienados
definitivamente, ou mediante compromisso de compra e venda, mencionando o adquirente e seu endereço,
a quadra e o valor do negócio jurídico, a fim de ser feito o registro no Cadastro Imobiliário do Município.
§ 1º - Os proprietários de imóveis sob regime de enfiteuse, ficam obrigados a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos imóveis que no mês anterior tiveram alterados os
titulares do domínio útil, mediante compra e venda ou mediante compromisso de compra e venda,
mencionado o imóvel, adquirente, seu endereço e o valor da operação.
§ 2º - As empresas construtoras, incorporadoras e imobiliárias, ficam obrigadas a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos imóveis por elas construídos ou que sob sua
intermediação, no mês anterior tiveram alterados os titulares do domínio útil, mediante compra e venda ou
mediante compromisso de compra e venda, mencionando o imóvel, adquirente, seu endereço e o valor da
operação.

SEÇÃO III
DA AVERBAÇÃO

Art. 92. Para efetivar a inscrição no Cadastro Imobiliário, são os responsáveis obrigados a preencher
e entregar na Secretaria de Finanças, uma ficha de inscrição para cada imóvel, conforme modelo fornecido
pela Administração Pública Municipal, instruídos com o título de propriedade.
§ 1° - As modificações na titularidade de imóveis serão devidamente averbadas mediante a exibição
do título aquisitivo.
§ 2° - As averbações de que trata o parágrafo anterior deverão ser promovidas dentro de um prazo
de 90 (noventa) dias do registro no Cartório de Registro de Imóveis, sob pena das sanções previstas em Lei.

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SEÇÃO IV
DO PARCELAMENTO DO SOLO, HABITE-SE E ACEITE-SE

Art. 93. A autorização para parcelamento do solo, bem como a concessão de "habite-se", para
edificação nova, e de "aceite-se", para imóveis reconstruídos ou reformados, somente serão efetivados pela
autoridade competente, mediante a prévia quitação dos tributos municipais incidentes sobre os imóveis
originários e a atualização dos dados cadastrais correspondentes.
Parágrafo único - Os documentos referidos no caput deste artigo somente serão entregues aos
contribuintes após a inscrição ou atualização do imóvel no Cadastro imobiliário.

SEÇÃO V
DA INSCRIÇÃO DE IMÓVEIS SEM LICENÇA DE CONSTRUÇÃO

Art. 94. No caso das construções ou edificações sem licença de construção ou sem obediência às
normas vigentes, e de benfeitorias realizadas em terreno de titularidade desconhecida, será promovida sua
inscrição no Cadastro Imobiliário, a título precário, unicamente para efeitos tributários.
Parágrafo único - A inscrição e os efeitos tributários nos casos a que se refere este artigo, não criam
direitos para o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor e não exclui o Município do direito de
promover a adaptação da construção às normas e prescrições legais ou a sua demolição independentemente
de outras medidas legais cabíveis.
TÍTULO III
DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES
RELATIVOS – ITBI
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 95. O Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos -
ITBI tem como fato gerador:
I - a transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso, da propriedade ou do
domínio útil de bens imóveis, por natureza ou acessão física, como definido na lei civil, em conseqüência de:
a) compra e venda pura ou com cláusulas especiais;
b) arrematação ou adjudicação;
c) mandato em causa própria e seus substabelecimentos, quando o instrumento contiver os
requisitos essenciais à compra e venda;
d) permutação ou dação em pagamento;
e) o excesso em bens imóveis sobre o valor do quinhão da meação, partilhado ou adjudicado
nas separações judiciais a cada um dos cônjuges, independente de outros valores partilhados ou
adjudicados, ou ainda dívida do casal;
f) a diferença entre o valor da quota-parte material recebido por um ou mais condôminos, na
divisão para extinção de condomínio, e o valor de sua quota-parte ideal;
g) o excesso em bens imóveis sobre o valor do quinhão hereditário ou de meação, partilhado
ou adjudicado a herdeiro ou meeiro;
h) a transferência de direitos reais sobre construções existentes em terreno alheio, ainda que
feita ao proprietário do solo;
i) incorporação de bens imóveis e direitos a eles relativos, ao patrimônio de pessoa jurídica em
realização de capital, quando esta tiver como atividade preponderante a compra e venda, a locação e o
arrendamento mercantil de bens imóveis.
II - a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos às transmissões previstas no inciso anterior;

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III - a transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de direitos reais sobre
imóveis, exceto os direitos reais de garantia, como definidos na lei civil;
IV - o compromisso de compra e venda de bens imóveis, sem cláusula de arrependimento,
inscrito no Registro de Imóveis;
V - o compromisso de cessão de direitos relativos a bens imóveis, sem cláusula de
arrependimento e com imissão na posse, inscrito no Registro de Imóveis;
VI – a transmissão, por qualquer ato judicial ou extrajudicial, de bens imóveis ou dos direitos
reais respectivos, exceto os direitos reais de garantia.
§ 1º - O recolhimento do imposto na forma dos incisos IV e V deste artigo dispensa novo
recolhimento por ocasião do cumprimento definitivo dos respectivos compromissos.
§ 2º - Na retrovenda e na compra e venda clausurada com pacto de melhor comprador, não é devido
o imposto na volta do bem ao domínio do alienante, não sendo restituível o imposto já pago.
Art. 96. Estão sujeitos à incidência do imposto os bens imóveis situados no território deste
Município, ainda que a mutação patrimonial ou a cessão dos direitos respectivos decorram de contrato
firmado fora dele, mesmo no estrangeiro.
SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 97. O Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos -
ITBI não incide sobre:
I - a transmissão dos bens imóveis ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica
em realização de capital;
II - a desincorporação dos bens ou direitos transmitidos na forma do inciso anterior, quando
reverterem aos primeiros alienantes;
III - a transmissão dos bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção
de pessoa jurídica;
IV - os direitos reais de garantia.
Art. 98. O disposto nos incisos I a III do artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica
adquirente tiver como atividade preponderante a compra e venda, locação de bens imóveis ou
arrendamento mercantil, bem como a cessão de direitos relativos à sua aquisição.
§ 1º - Considera-se caracterizada a atividade preponderante quando mais de 50% (cinquenta por
cento) da receita operacional da pessoa adquirente, nos 02 (dois) anos anteriores à aquisição, decorrer das
transmissões mencionadas neste artigo.
§ 2º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 02 (dois)
anos antes dela, será devido o imposto sempre que as atividades a que se refere o “caput” deste artigo
constem do objeto social da empresa.
§ 3º - Na hipótese de ser devido o imposto, conforme definido nos incisos anteriores, será calculado
nos termos da lei vigente à data da aquisição dos respectivos bens ou direitos.

SEÇÃO III
DO RECONHECIMENTO DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 99. A não incidência prevista nos incisos de I a III do artigo 97 desta Lei depende de prévio
reconhecimento pelo Secretário de Finanças, que poderá delegar, mediante requerimento onde a pessoa
jurídica faça prova de que não tem como atividade preponderante a compra e venda, locação de bens
imóveis ou arrendamento mercantil, bem como a cessão de direitos relativos à sua aquisição, conforme
dispuser o regulamento desta Lei.

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SEÇÃO IV
DA ISENÇÃO

Art. 100. Será isento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos – ITBI, o adquirente que perceba renda mensal de até 01 (um) salário mínimo, relativamente
ao único imóvel que possuir, desde que outro não possua o cônjuge, o filho menor ou maior inválido, ainda
que em regime de condomínio.
Parágrafo único - A isenção prevista no “caput” deste artigo somente será concedida mediante
apresentação pelo interessado, de documentação comprobatória da aquisição do imóvel em seu nome e de
declaração do requerente, sob as penas da Lei, de que o imóvel por ele adquirido se destina à sua
residência, por meio de requerimento dirigido ao Secretário de Finanças, conforme dispuser o regulamento
desta Lei.

SEÇÃO V
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS

Art. 101. O contribuinte do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos
- ITBI é:
I - o adquirente ou o cessionário dos bens ou direitos transmitidos;
II - cada um dos permutantes, no caso de permuta.
Art. 102. São solidariamente responsáveis pelo pagamento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI devido:
I - os alienantes e cedentes;
II - os oficiais dos Cartórios de Registro de Imóveis e seus substitutos, os tabeliães, escrivães e
demais serventuários de ofício, nos atos em que intervierem ou pelas omissões que praticarem em razão do
seu ofício.
SEÇÃO VI
DA BASE DE CÁLCULO

Art. 103. Para fins de lançamento do imposto, a base de cálculo é o valor venal dos bens ou direitos
transmitidos, assim considerado o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado à vista, em condições
normais de mercado.
§ 1º - A base de cálculo nas hipóteses de usufruto, enfiteuse, servidão, rendas constituídas,
habitação e uso, será de 50% (cinqüenta por cento) do valor venal do bem imóvel.
§ 2º - Em se tratando de bem imóvel localizado parcialmente no território do Município de Vicência,
a base de cálculo incidirá sobre a área nele situada.
§ 3º - A base de cálculo do Imposto Sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e de Direitos a
eles relativos – ITBI, a que se refere o “caput” deste artigo, será apurada mediante avaliação fiscal, procedida
por Comissão onde conste ao menos um profissional de Engenharia Civil.

SEÇÃO VII
DO PRAZO PARA REQUERER A AVALIAÇÃO
Art. 104. A avaliação a que se refere o artigo anterior deverá ser requerida até 30 (trinta) dias,
contados:
I - da realização do negócio jurídico;
II - da sua lavratura, no caso de instrumento lavrado fora deste Município;
III - da arrematação, adjudicação ou remição, mesmo que este prazo transcorra antes da
lavratura da respectiva carta ou esta não seja extraída;

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IV - do trânsito em julgado, nos casos de transmissão processada por sentença judicial.


§ 1º - Havendo oferecimento de embargos, nos casos previstos no inciso III deste artigo, o prazo se
contará da sentença transitada em julgado que os rejeitar.
§ 2º - Não concordando com a avaliação fiscal procedida, o contribuinte poderá impugná-la,
mediante interposição de pedido de revisão de avaliação de bem imóvel, na forma prevista no artigo 244
desta lei.
DAS ALÍQUOTAS
Art. 105 . As alíquotas do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos - ITBI são:
I - nas transmissões compreendidas no Sistema Financeiro de Habitação e no Programa Minha Casa
Minha Vida - PMCMV, de que trata a Lei Federal n.º 11.977, de 07 de julho de 2009:
a) sobre o valor efetivamente financiado: 1% (um por cento);
b) sobre o valor restante: 2% (dois por cento)
II– nas demais transmissões a título oneroso: 2% (dois por cento).

SEÇÃO IX
DO LANÇAMENTO
Art. 106. O lançamento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos
- ITBI será efetuado de ofício, sempre que ocorrer uma das hipóteses de incidência previstas no
artigo 95 desta Lei. Parágrafo único - O sujeito passivo deverá comunicar ao órgão competente a ocorrência
do fato gerador do imposto de acordo com o que estabelecer o regulamento desta Lei.
Art. 107. O sujeito passivo será notificado do lançamento do imposto:
I - pessoalmente, através do Documento de Arrecadação Municipal - DAM, entregue mediante
protocolo;
II - por via postal, com aviso de recebimento;
III - mediante publicação de edital.
SEÇÃO X
DO RECOLHIMENTO
Art. 108. O recolhimento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos
a Eles Relativos - ITBI será efetuado nos órgãos arrecadadores, por meio de Documento de Arrecadação
Municipal - DAM, em modelo aprovado pelo Poder Executivo, nos seguintes prazos:
I - tratando-se de instrumento lavrado no Município de Vicência, até 30 dias contados da data
da avaliação;
II - tratando-se de instrumento lavrado fora do Município de Vicência, até 10 dias contados da
data da sua lavratura;
III - nos casos previstos nos incisos IV e V do artigo 95 desta Lei, antes da inscrição do
instrumento no Registro de Imóveis competente;
IV - na arrematação, adjudicação ou remição, dentro de 30 (trinta) dias desses atos, antes da
lavratura da respectiva carta e mesmo que esta não seja extraída;
V -até 30 (trinta) dias, contados do trânsito em julgado, se o título de transmissão se processar
por sentença judicial.
§ 1º - O valor do lançamento do imposto prevalecerá pelo prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual
somente poderá ser pago após a atualização monetária correspondente.
§ 2º - Havendo oferecimento em embargos, nos casos previstos no inciso IV deste artigo, o prazo se
contará da sentença transitada em julgado que os rejeitar.
§ 3º - A requerimento do Contribuinte, o valor do imposto poderá ser pago em até 03 (três) cotas
mensais e sucessivas, conforme dispuser o Poder Executivo.
§ 4º - A utilização do pagamento em cotas, de que trata o parágrafo anterior, será atualizado

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monetariamente, pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE .


SEÇÃO XI
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Art. 109. Nas transmissões de que trata o artigo 95 desta Lei, serão observados os seguintes
procedimentos:
I - o sujeito deve comunicar ao órgão competente a ocorrência do fato gerador do imposto de
acordo com o que estabelecer o Poder Executivo;
II - os tabeliães e escrivães farão referência, no instrumento, termo ou escritura, ao
Documento de Arrecadação Municipal – DAM e à quitação do tributo, ou às indicações constantes do
requerimento e respectivo despacho, nos casos de imunidade ou isenção.
Art. 110. Nas hipóteses de lavratura ou registro de escrituras, os Cartórios de Ofício de Notas e os
Cartórios de Registro de Imóveis deverão preencher o documento “Relação Mensal de Contribuintes do
ITBI”, cujo modelo, forma, prazo e condições de preenchimento serão estabelecidos pelo Poder Executivo.

TÍTULO IV DAS TAXAS


CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 111. As taxas tem como fato gerador o exercício regular de poder de polícia administrativa ou a
utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos à sua disposição.
CAPÍTULO II
DAS TAXAS PELO EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA
SEÇÃO I
DAS TAXAS DE LICENÇA – TL
Art. 112. Constitui fato gerador das taxas de licença o regular exercício do poder de polícia do
Município, mediante a prática de atos administrativos de vigilância, inclusive de natureza sanitária e
fiscalização, tendentes ao cumprimento da legislação a que se submete qualquer pessoa física ou jurídica
que se localize ou exerça atividade dentro do território do Município.
Art. 113. Sujeitam–se à incidência das taxas decorrentes do efetivo exercício do poder de polícia
administrativa:
I - a localização de qualquer estabelecimento no território do município;
II - o funcionamento de qualquer estabelecimento localizado no território do município
III - o exercício do comércio eventual ou ambulante no território do município;
IV - a utilização de qualquer meio de publicidade;
V – a instalação de máquinas e motores;
VI - a utilização de máquinas e motores;
VII - a ocupação de área, com bens móveis ou imóveis, a título precário, em via, terrenos e
logradouros públicos; VIII - a execução de obras ou serviços de engenharia, ressalvados os de
responsabilidade da União, dos Estados e dos Municípios;
IX - O exercício de atividades mercantis de interesse da saúde, na forma prevista no Anexo IX desta
Lei.
SEÇÃO II
DA ISENÇÃO
Art. 114. São isentos do pagamento das Taxas:
I - de localização e de funcionamento:
a) os órgãos da Administração Direta da União e do Estado;
b) os órgãos de classe, as entidades religiosas, as instituições de assistência social, as escolas
primárias sem fins lucrativos, os partidos políticos, as agremiações carnavalescas, as associações de bairro e

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os clubes de mães;
c) profissional autônomos, devidamente inscrito no Cadastro de Contribuintes;
d) o contribuinte que, exercendo atividade incompatível com zona de preservação, definida
pela legislação em vigor, dela se transferir para outro local, pelo prazo de 01 (um) ano, contado a partir da
transferência.
e) as associações desportivas sem fins lucrativos.
II - de execução de obras e serviços de engenharia:
a) serviços de limpeza e pintura;
b) construção de passeios, calçadas e muros;
c) construções provisórias destinadas à guarda de material no local da obra;
d) construção ou reforma de casa própria de servidor público municipal que outra não possua.
III - para execução de obras particulares:
a) os serviços de limpeza e pintura de prédios, muros ou grades;
b) as construções de passeios e calçadas quando do tipo aprovado pela Prefeitura;
c) as construções provisórias destinadas à guarda de material quando no local da obra já
devidamente licenciada;
d) as construções ou reformas das casas dos servidores da Prefeitura de Vicência.
IV - a utilização dos meios de publicidade:
a) os cartazes, letreiros e prospectos destinados a fins patrióticos, religiosos ou eleitorais;
b)os dísticos ou denominações de estabelecimentos apostos nas vitrines internas;
c) os anúncios através da imprensa, rádio e televisão.
V – para ocupação de áreas em vias, terrenos e logradouros públicos, a título precário,
feirantes domiciliados no Município de Vicência, que, prioritariamente, como meio de subsistência,
pratiquem agricultura, a pesca e outras formas de coletas de produtos, pondo os excedentes à venda em
feiras livres, por eles ou seus familiares.
§ 1º – Ficam os contribuintes dispensados do pagamento da Taxa de Licença de Funcionamento e da
Taxa de Licença de Utilização de Máquinas e Motores, quando de sua inscrição inicial no Cadastro Mercantil
de Contribuinte, respeitado os prazos previstos nesta Lei, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
§ 2º – É isenta do pagamento da Taxa de Licença de Utilização de meios de publicidade em geral, a
aposição de dísticos ou letreiros nas paredes e vitrines internas desde que recuados 03 (três) metros do
alinhamento do imóvel.
§ 3º – A isenção de que trata o inciso I, alínea “b” deste artigo, dependerá de prévio reconhecimento
pelo Secretário de Finanças, podendo delegar.
§ 4º - As isenções de que trata este artigo não desobrigam o contribuinte do cumprimento das
obrigações acessórias.
Art. 115. As isenções condicionadas serão solicitadas em requerimento instruído com as provas de
cumprimento das exigências necessárias para sua concessão, devendo ser apresentadas previamente à sua
concessão, conforme dispuser o regulamento.
Parágrafo único - A documentação apresentada com o primeiro pedido de isenção poderá servir
para os demais exercícios, devendo o requerimento de renovação de isenção referir-se àquela
documentação.
SEÇÃO III
DO CONTRIBUINTE
Art. 116. O sujeito passivo das taxas, cobradas em razão do efetivo e regular exercício do poder de
polícia do Município, é a pessoa física ou jurídica que lhe der causa.
SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS
Art. 117. A base de cálculo das taxas de licenças cobradas em razão do regular exercício do poder de
polícia é o custo estimado resultante da prática de atos administrativos tendentes à concessão de licenças

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para realização de atividades e sua fiscalização.


Art. 118. O cálculo das taxas de licença será operado com base nas tabelas que acompanham cada
espécie tributária a seguir, levando em conta os períodos, critérios e alíquotas nelas indicados e serão
cobrados de acordo com os Anexos VII.A, VII.B, VII.C, VII.D, VII.E, VII.F e VII.G desta Lei.
SEÇÃO V
DO LANÇAMENTO
Art. 119. As taxas de licença poderão ser lançadas em conjunto ou isoladamente, inclusive com
outros tributos, desde que constem do documento de arrecadação os elementos distintivos de cada espécie
e os respectivos valores.
SEÇÃO VI
DO PAGAMENTO
Art. 120. As taxas de licença serão pagas antes do início das atividades ou da prática dos atos sujeitos
ao poder de polícia administrativa do Município, devendo-se efetuar na rede bancária autorizada e mediante
o Documento de Arrecadação Municipal – DAM, nos prazos estabelecidos neste Código e no Calendário
Fiscal do Município.
SEÇÃO VII
DAS TAXAS DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE FUNCIONAMENTO
Art. 121. Qualquer pessoa física ou jurídica que se dedique à produção agropecuária, à indústria, ao
comércio, a operações financeiras, à prestação de serviços, ou a atividades similares em caráter permanente
ou temporário, só poderá instalar-se e iniciar suas atividades mediante prévia licença da Prefeitura e
pagamento das taxas de licença de localização e de funcionamento, observadas as condições do poder de
polícia administrativa do Município.
§ 1° - Considera-se temporária a atividade que é exercida em determinados períodos do ano,
especialmente durante festividades ou comemorações, em instalações precárias ou removíveis, como
balcões, barracas, mesas e similares, assim como em veículos.
§ 2° - A Taxa de Licença de Localização também é devida pelos depósitos fechados destinados à
guarda de bens.
Art. 122. As licenças de localização e de funcionamento serão concedidas desde que as condições de
zoneamento, higiene, segurança do estabelecimento sejam adequadas à espécie de atividade a ser exercida,
observados os requisitos de legislação urbanística do Município.
§ 1° - Será obrigatória nova licença de localização toda vez que ocorrerem modificações nas
características do estabelecimento ou no exercício da atividade, inclusive na hipótese de mudança de
endereço.
§ 2º - As licenças poderão ser cassadas e determinado o fechamento do estabelecimento, a qualquer
tempo, desde que deixem de existir as condições que as legitimaram ou quando o contribuinte, após a
aplicação das penalidades cabíveis, não cumprir as determinações da Prefeitura para regularizar a situação
do estabelecimento.
§ 3° - A Taxa de Licença de Localização será recolhida de uma só vez, proporcionalmente, antes do
início das atividades ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia administrativa do Município.
§ 4° - Nos exercícios subsequentes ao início da sua atividade, os contribuintes a que se refere este
artigo pagarão anualmente de acordo com o Calendário Fiscal do Município, a taxa de renovação de licença
de funcionamento.
Art. 123. Nos casos de atividades múltiplas exercidas no mesmo estabelecimento, as Taxas de
Licença de Localização e de Funcionamento serão calculadas e pagas levando-se em consideração a atividade
sujeita a maior ônus fiscal.
Art. 124. As Taxas de Licença de Localização e de Funcionamento, serão calculadas e cobradas na
forma prevista na Tabela do VII.A.
Parágrafo único – O Poder Executivo concederá a título de incentivo fiscal redução das taxas
previstas no “caput” deste artigo nos percentuais de até 80% (oitenta por cento) indicados por meio de

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Decreto.

SEÇÃO VIII
DA TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DE COMÉRCIO AMBULANTE
Art. 125. Qualquer pessoa que queira exercer o comércio eventual ou ambulante poderá fazê-lo
mediante prévia licença e pagamento da taxa de licença para o exercício do comércio eventual ou
ambulante.
§ 1º - Considera-se comércio eventual ou ambulante o exercido individualmente, sem
estabelecimento, instalações ou localização fixa, com características eminentemente não sedentárias.
§ 2º - A inscrição deverá ser permanentemente atualizada, sempre que houver modificação nas
características do exercício da atividade.
Art. 126. Ao comerciante eventual ou ambulante que satisfazer as exigências regulamentares, será
concedido um cartão de habilitação contendo as características essenciais de sua inscrição, a ser
apresentada, quando solicitado.
Art. 127. Respondem pela taxa de licença para o exercício de comércio eventual ou ambulante as
mercadorias encontradas em poder dos vendedores, mesmo que pertençam a contribuintes que hajam pago
a respectiva taxa.
Art. 128. A taxa de licença para o exercício do comércio, eventual ou ambulante é anual e será
recolhida de uma só vez, antes do início das atividades ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia
administrativa do Município, na seguinte conformidade:
I - Total, se a atividade se iniciar no primeiro semestre;
II - Pela metade, se a atividade se iniciar no segundo semestre.
Art. 129. A licença para o exercício do comércio eventual ou ambulante poderá ser cassada e
determinada a proibição do seu exercício a qualquer tempo, desde que deixem de existir as condições que
legitimaram a concessão da licença, quando o contribuinte, mesmo após a aplicação das penalidades
cabíveis, não cumpriu as determinações da Prefeitura para regularizar a situação do exercício de sua
atividade.
Art. 130. A Taxa de Licença para o exercício do comércio eventual ou ambulante, é devida de acordo
com o Anexo VII.B desta Lei.
SEÇÃO IX
DA TAXA DE LICENÇA PARA UTILIZAÇÃO DE MEIOS DE PUBLICIDADE
Art. 131. A publicidade levada a efeito através de quaisquer instrumentos de divulgação ou
comunicação de todo tipo ou espécie, processo ou forma, inclusive as que contiverem apenas dizeres,
desenhos, siglas dísticos ou logotipos indicativos ou representativos de nomes, produtos, locais ou
atividades, mesmo aqueles fixados em veículos, fica sujeito à prévia licença da Prefeitura e ao pagamento
antecipado da taxa de licença para utilização de meios de publicidade.
Parágrafo único - Nos exercícios subsequente a que se refere este artigo pagarão anualmente de
acordo com o Calendário Fiscal do Município, a Taxa de renovação da Licença para utilização de qualquer
meio de publicidade.
Art. 132. Respondem pela observância das disposições desta Seção todas as pessoas físicas ou
jurídicas, às quais, direta ou indiretamente, a publicidade venha a beneficiar.
Art. 133. O pedido de licença deverá ser instruído com a descrição da posição da situação das cores,
dos dizeres, das alegorias e de outras características do meio de publicidade, de acordo com as instruções e
regulamentos respectivos.
§ 1º - Quando o local em que se pretender colocar o anúncio não for de propriedade do requerente,
deverá esse juntar ao requerimento a autorização do proprietário.
§ 2º - Nos instrumentos de divulgação ou comunicação deverá constar, obrigatoriamente, o número
de identificação fornecido pela repartição competente.
Art. 134. A publicidade escrita fica sujeita a revisão da repartição competente.

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Art. 135. A Taxa de Licença para Utilização de Meios de Publicidade - TLUMP, é devida de acordo
com o Anexo VII.C, desta Lei.

SEÇÃO X
DA TAXA DE LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E PARA UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS E MOTORES
Art. 136. Qualquer pessoa física ou jurídica que queira instalar máquinas e motores, está sujeita à
prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado das taxas de licença para instalação e para utilização
de máquinas e motores.
Art. 137. As licenças serão concedidas anualmente mediante prévio exame das instalações, inclusive
para sua renovação.
§ 1º - A taxa de licença para instalação de máquinas e motores será recolhida de uma só vez,
proporcionalmente, antes da instalação das máquinas e motores.
§ 2º - Nos exercícios subsequentes à instalação, o contribuinte pagará anualmente, de acordo com o
Calendário Fiscal do Município, a taxa de renovação da licença para utilização de máquinas e motores.
Art. 138. As Taxas de Licença para Instalação e para Utilização de Máquinas e Motores, são devidas
de acordo com o Anexo VII.D desta Lei.

SEÇÃO XI
DA TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO DE ÁREA EM BENS MÓVEIS OU IMÓVEIS, A TÍTULO
PRECÁRIO, NAS VIAS, TERRENOS E LOGRADOUROS PÚBLICOS

Art. 139. Qualquer pessoa que ocupe área com bens móveis ou imóveis a título precário, em vias,
terrenos e logradouros públicos, estará sujeito a prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado da
taxa.
Parágrafo único - A licença será concedida mediante prévio exame do local e das instalações.
Art. 140. A Taxa de Licença para Ocupação de Área em Bens Móveis ou Imóveis - TLOABMI-, a título
precário, nas vias, terrenos e logradouros públicos é devida de acordo com o Anexo VII.E, desta Lei.

SEÇÃO XII
DA TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
Art. 141. Qualquer pessoa física ou jurídica que queira construir, reconstruir, reformar, reparar,
acrescer ou demolir edifícios, casas edículas, muros, grades, guias e sarjetas, assim como proceder ao
parcelamento do solo urbano, à colocação de tapumes ou andaimes, e quaisquer outras obras em imóveis,
está sujeita à prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado da taxa de licença para execução de
obras.
§ 1º - A licença só será concedida mediante prévio exame e aprovação das plantas ou projetos das
obras, na forma da legislação urbanística aplicável.
§ 2º - A licença terá período de validade fixado de acordo com a natureza, extensão e complexidade
da obra.
Art. 142. A Taxa de Licença para Execução de Obras – TLEO é devida conforme a natureza, extensão
e complexidade da obra, de acordo com os Anexos VII.F e VII.G, desta Lei.

SEÇÃO XIII
TAXA DE LICENÇA AMBIENTAL
Art. 143. Fica o Poder Executivo autorizado a estabelecer critérios, normas, para cobrança de licença
ambiental, sendo estabelecido através de decreto a tabela de valores cobrados, mediante prévio estudo da
situação ambiental do município.

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CAPÍTULO III
DAS TAXAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS
SEÇÃO I
DA TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA – TLP

SUBSEÇÃO I
DA INCIDÊNCIA E DO FATO GERADOR

Art. 144. A Taxa de Limpeza Pública - TLP tem como fato gerador a prestação ou a colocação à
disposição dos contribuintes dos serviços municipais, específicos e divisíveis, de:
I - coleta E remoção de lixo;
II - Coleta especial ou eventual de lixo;
III - Colocação de recipientes coletores de lixo.
Art. 145. Para fins da Taxa de Limpeza Pública - TLP, entende-se por:
I - coleta E remoção de lixo o recolhimento, remoção e destinação de lixo, com características
e volumes normais dos produzidos por residências, estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores
de serviço e terrenos, exclusive os rejeitos industriais;
II - Coleta especial ou eventual de lixo, o recolhimento, remoção e destinação de lixo que, por
suas características e volume, não se enquadra como o especificado no inciso anterior, inclusive entulhos
oriundos de poda de árvores, limpeza de terrenos ou demolição e reforma de edificações.
III - Colocação de recipientes coletores de lixo a disponibilização, para uso individual ou coletivo
de contribuintes e por sua solicitação, de recipiente coletor de lixo, observada a disponibilidade do
equipamento necessário por parte do Município.
Art. 146. O custo despendido com a atividade da limpeza pública será dividido proporcionalmente às
áreas ou testadas dos imóveis, situados em locais em que se dê a atuação da Prefeitura.

SUBSEÇÃO II
DA ISENÇÃO
Art. 147. São isentos da Taxa de Limpeza Pública – TLP:
I - Os templos de qualquer culto e as sociedades beneficentes que se dediquem,
exclusivamente, a atividades assistenciais sem fins lucrativos, em relação aos imóveis destinados ao exercício
de suas atividades essenciais.
II - O contribuinte possuidor de imóvel considerado mocambo, conforme dispuser o Poder
Executivo;
III – O contribuinte possuidor de um único imóvel, com área construída até 50 (cinquenta)
metros quadrados, que nele resida, outro não possuindo o cônjuge, o filho menor ou maior inválido, e não
tenha renda mensal familiar superior ao valor de um salário mínimo;
IV - O imóvel objeto de locação contratada diretamente pelo Município para instalação e
funcionamento de unidade administrativa de interesse do serviço público, durante o prazo de vigência do
Contrato.
V - O imóvel objeto de locação contratada diretamente pela Câmara Municipal para instalação
e funcionamento de unidade administrativa de interesse do Poder Legislativo, durante o prazo de vigência do
Contrato;
VI - O imóvel objeto de locação, contratado diretamente com os sindicatos ou associações de
utilidade pública, para funcionamento de suas sedes, durante o prazo de vigência do contrato;
VII - Os Imóveis cedidos total e gratuitamente para uso da União, do Estado ou do Município,
inclusive de suas autarquias;
VIII - Os imóveis de propriedade de Sindicatos, Associações de classe reconhecidas como de
utilidade pública, onde funcionem exclusivamente as suas atividades essenciais;

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SUBSEÇÃO III
DO CONTRIBUINTE
Art. 148. O contribuinte da Taxa de Limpeza Pública - TLP é o proprietário, o titular do domínio útil
ou o possuidor do imóvel situado em logradouro em que haja a efetiva prestação ou a colocação à sua
disposição dos serviços previstos no inciso I do artigo 143 desta Lei ou o beneficiário dos serviços referidos
nos incisos II e III do mesmo dispositivo.
SUBSEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO E DO RECOLHIMENTO

Art. 149. A Taxa de Limpeza Pública - TLP devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços previstos no inciso I do artigo 143 desta Lei é anual, sendo lançada em 1º de
janeiro de cada exercício e recolhida, nos órgãos arrecadadores, por meio do Documento de Arrecadação
Municipal – DAM, conjuntamente com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU,
sendo calculada na forma do artigo 149 desta Lei.
§ 1º - No caso de construção nova, o lançamento será feito a partir da inscrição da nova unidade
imobiliária no cadastro respectivo.
§ 2º - Nos casos de imunidade e isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU, o
recolhimento da taxa fará- sê-a isoladamente.
§ 3º - Aplica-se, no que couber, à Taxa de Limpeza Pública - TLP pelos serviços referidos neste artigo
os dispositivos desta Lei referentes ao recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU.
Art. 150. A Taxa de Limpeza Pública - TLP é devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços referidos no “caput” do artigo anterior e será calculada de acordo com a seguinte
fórmula:
TLP = Fc x Ei x Ui, onde:
Fc - Fator de coleta de lixo, conforme especificado no Anexo XII.A;
Ei - Fator de enquadramento do imóvel em razão da área construída (Ac), quando edificado, ou
testada real, quando não edificado, conforme especificado nos Anexo XII.A ou XII.B desta Lei;
Ui - Fator de utilização do imóvel, subdividido em residencial; comercial e pessoas jurídicas de direito
público; hotéis, motéis, bares e restaurantes; hospitalar e industrial e terrenos, conforme especificado no
Anexo XII.D desta Lei.
§ 1º - Na hipótese de utilização diversificada do imóvel, será aplicado o maior fator de utilização do
imóvel (Ui) no cálculo da Taxa de Limpeza Pública - TLP.
§ 2º - Será reduzida em 50% (cinquenta por cento) a Taxa de Limpeza Pública - TLP para os imóveis
não edificados que possuam muros e, quando situados em logradouro provido de meio-fio, também
possuam calçadas.
Art. 151. A Taxa de Limpeza Pública - TLP é devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços referidos no “caput” do artigo anterior e tem os seus valores constituídos no
Anexo XII.
SUBSEÇÃO V
COLETA ESPECIAL OU EVENTUAL DE LIXO
Art. 152. A Taxa de Limpeza Pública – TLP é devida pela prestação aos contribuintes dos serviços
prestados no inciso II do artigo 143, somente será lançada e cobrada quando efetivamente prestados por
solicitação do interessado, ressalvada a sua prestação de forma compulsória, quando constatada violação às
posturas municipais, sendo cobrado com base no Anexo XII.E desta Lei.
§ 1º - Na hipótese da prestação do serviço referido neste artigo, será ele cobrado diretamente a
quem o solicitou.
§ 2º - O regulamento desta Lei estabelecerá a forma, os prazos, o valor por espécie de recipiente
colocado e a modalidade do seu lançamento e recolhimento.

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TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS – TSD


SUBSEÇÃO I
DO FATO GERADOR

Art. 153. A Taxa de Serviços Diversos – TSD é cobrada pela identificação de imóveis, apreciação de
projetos, reposição de calçamento, emissão de guias e outros serviços, conforme Anexo VI.

Art. 154. A Taxa de Serviços Diversos – TSD é devida de acordo com os Anexos VI.A, VI.B, VI.C, VI.D,
VI.E, VI.F, VI.G, VI.H, VI.I e VI.J.

SUBSEÇÃO II
DO LANÇAMENTO E DO RECOLHIMENTO

Art. 155. A Taxa de Serviços Diversos - TSD será lançada, de ofício, sempre que ocorrer a prestação
de um dos serviços a que se refere o artigo 151 e recolhida, nos órgãos arrecadadores, por meio de
Documento de Arrecadação Municipal - DAM.

TÍTULO V
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA – CM
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR

Art. 156. A Contribuição de Melhoria tem como fato gerador a valorização de bem imóvel, resultante
da execução de obra pública.
Art. 157. Para efeito de incidência de Contribuição de Melhoria, serão considerados, especialmente,
os seguintes casos:
I - Abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e outros
melhoramentos de praças e vias públicas;
II - construção E ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e viadutos;
III - Construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e
edificações necessárias ao funcionamento do sistema;
IV - serviços E obras de abastecimento de água potável, esgotos, instalações de redes elétricas,
telefônicas, transportes e comunicações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores e
instalações de comodidade pública;
V - Serviços de obras de proteção contra secas, inundações, erosão, ressaca e de saneamento e
drenagem em geral, diques, cais, desobstrução de barras, portos e canais, retificação e regularização de
cursos d’água e irrigação;
VI - aterros E realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriação em
desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico.

SEÇÃO II
DA ISENÇÃO

Art. 158. São isentos do pagamento da Contribuição de Melhoria os órgãos da Administração Direta
da União e do Estado.

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DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS

Art. 159. Contribuinte do tributo é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o
possuidor a qualquer título, de imóvel beneficiado pela execução de obras públicas, ao tempo do
lançamento.
§ 1º - A responsabilidade pelo pagamento de tributo transmite-se aos adquirentes do imóvel ou aos
sucessores a qualquer título.
§ 2º - Responderá pelo pagamento o incorporador ou organizador do loteamento não edificado ou
em fase de venda, ainda que parcialmente edificado, que vier a ser beneficiado em razão da execução de
obra pública.
SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO

Art. 160. A base de cálculo da Contribuição de Melhoria é o custo da obra.


Art. 161. A Contribuição de Melhoria será calculada mediante o rateio do custo da obra entre os
imóveis beneficiados, considerada a sua localização em relação à obra, e proporcionalmente à área
construída ou testada fictícia e ao valor venal de cada imóvel, observada, como limite total, a despesa
realizada.
Parágrafo único - O valor do tributo será proporcional à valorização e por esta será dimensionado.
Art. 162. O custo da obra terá sua expressão monetária atualizada à época do lançamento, pelos
índices de variação nominal estabelecidos na legislação federal.
Art. 163. No custo das obras serão computadas as despesas com estudos, projetos, fiscalização,
desapropriação, administração, execução, financiamento e demais gastos necessários à realização das obras.

SEÇÃO V
DO LANÇAMENTO

Art. 164. Antes de iniciada a obra e como medida preparatória do lançamento, o órgão responsável
pela execução da obra publicará Edital em jornal de grande circulação, onde constará os seguintes
elementos:
I - memorial descritivo do projeto;
II - Orçamento do custo da obra;
III - Determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela Contribuição de Melhoria;
IV - Determinação dos índices de participação dos imóveis para o rateio da despesa, aplicáveis a
toda a zona beneficiada ou a cada área diferenciada nela contida.
Art. 165. O Edital a que se refere o artigo anterior poderá ser impugnado no todo ou em parte, no
prazo de 30 (trinta) dias, a contar de sua publicação.
§ 1º - O requerimento de impugnação será dirigido ao titular do órgão responsável pelo Edital, que
responderá no prazo de 30 (trinta) dias.
§ 2º - A impugnação não suspende o início nem o prosseguimento das obras, mas se procedente, no
todo ou em parte, a administração atenderá o impugnante.
Art. 166. O lançamento do tributo deverá ser feito:
I - Quando do início das obras, com base em cálculos estimativos;
II - Complementarmente, quando for o caso, imediatamente após a conclusão da obra.
§ 1º - O contribuinte será notificado do montante da Contribuição de Melhoria, da forma de
pagamento e do prazo de vencimento, através do Documento de Arrecadação Municipal – DAM.
§ 2º - Quando, ao término da obra, for verificado que o lançamento por estimativa foi superior ao
efetivamente apurado, caberá restituição da diferença paga a maior.
§ 3º - Não será objeto do lançamento a contribuição inferior a R$ 30,00 (trinta reais).

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SEÇÃO VI
DO RECOLHIMENTO

Art. 167. A Contribuição de Melhoria será recolhida aos órgãos arrecadadores, através do
Documento de Arrecadação Municipal – DAM, conforme dispuser o Poder Executivo.
Art. 168. O Poder Executivo, através do Secretário de Finanças, poderá:
I - Conceder o desconto de até 20% (vinte por cento) do tributo, para pagamento antecipado;
II - Determinar os prazos de recolhimento por obras realizadas;
III - A requerimento do contribuinte, conceder parcelamento para o recolhimento do tributo.
Art. 169. As parcelas mensais da Contribuição de Melhoria serão corrigidas monetariamente, de
acordo com os índices aplicáveis na atualização dos débitos fiscais.
Parágrafo único - O não pagamento de 03 (três) parcelas sucessivas acarretará o vencimento de todo
o débito.

TÍTULO VI
DA CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I
DO FATO GERADOR

Art. 170. A Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, tem como fato
gerador a prestação de serviços de iluminação pública.

SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO E DO VALOR DA CIP

Art. 171. A base de cálculo da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP é o
consumo total de energia elétrica, medido em KWh e constante na fatura emitida pela empresa
concessionária distribuidora.
Parágrafo único - Os valores da contribuição são diferenciados conforme a classe de consumidores e
a quantidade de consumo medida em Kwh.
Art. 172. A Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, será cobrada
mensalmente pela unidade imobiliária, em conformidade com o Anexo VIII.

SEÇÃO III
DA ISENÇÃO

Art. 173. - Estão isentos da contribuição para Custeio da Iluminação Pública os consumidores da
classe residencial até 30 kWh, aqueles cujos imóveis estejam situados em logradouros não servidos de
iluminação pública.
SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO E DA ARRECADAÇÃO

Art. 174. A CIP poderá ser lançada para pagamento juntamente com a fatura mensal de energia
elétrica, emitida pela Companhia Concessionária de Energia Elétrica.
Parágrafo único - O lançamento e a arrecadação da CIP poderão ser feitos:
I - Mensalmente, em razão de convênio firmado com a empresa concessionária do serviço de

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distribuição de eletricidade no Município;


II - Nos prazos fixados para o lançamento e a arrecadação do Imposto Predial e Territorial
Urbano, no caso dos imóveis territoriais.
SEÇÃO V
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 175. O Sujeito Passivo da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP é o
proprietário, o titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, de unidade imobiliária servida por
iluminação pública no Município.
Parágrafo único – Entende-se por unidade mobiliária servida por iluminação pública, os imóveis
territoriais e prediais localizados no Município.

SEÇÃO VI
DA ATUALIZAÇÃO
Art. 176. Os valores da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, definidos
no Anexo VIII desta Lei, serão atualizados no mesmo percentual em que for reajustada a tarifa de
fornecimento de energia elétrica para a iluminação pública determinada pela Agência Nacional de Energia
Elétrica – ANEEL, entrando em vigor durante o ciclo de faturamento posterior à sua publicação.

SEÇÃO VII
DA REMUNERAÇÃO DA CONTRATADA

Art.177. Fica o Poder Executivo autorizado a remunerar a empresa contratada de que trata o inciso I
do parágrafo único do artigo 172 em importância equivalente a, no máximo, 5% (cinco por cento) do valor
arrecadado, em razão do convênio.

CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – CIP

Art. 178. Servirá como elemento hábil para a inscrição em Dívida Ativa, 60 (sessenta dias) após a
verificação da inadimplência:
I - A comunicação do não pagamento efetuada pela concessionária que contenha os
elementos previstos no artigo 202 e incisos do Código Tributário Nacional;
II - A duplicata da fatura de energia elétrica não paga;
III - Outro documento que contenha os elementos previstos no artigo 202 e incisos do Código
Tributário Nacional.
SEÇÃO ÚNICA
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 179 Aplica-se à Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP as normas
tributárias do Município de Vicência e do Código Tributário Nacional.
LIVRO TERCEIRO
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

TÍTULO I
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

CAPÍTULO I
DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

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SEÇÃO I
DAS MODALIDADES DE LANÇAMENTO DOS TRIBUTOS

Art. 180. O lançamento para constituição e exigência do crédito tributário referente aos tributos de
competência municipal será efetuado:
I - Nas formas e nos prazos previstos para o seu recolhimento, determinados na legislação
tributária municipal, referentes a cada um dos tributos:
a) De ofício, pela autoridade competente, nos termos da lei aplicável;
b) Por homologação do recolhimento antecipadamente efetuado pelo sujeito passivo da
obrigação tributária, procedido pela autoridade fiscal em competente ação fiscal;
II - Quando não recolhido na forma e nos prazos estabelecidos na legislação tributária
municipal, referentes a cada um dos tributos:
a) De ofício, pela autoridade competente, com base em informação espontaneamente prestada
pelo sujeito passivo da obrigação tributária, sujeito a revisão pela autoridade fiscal, excluída a penalidade por
infração referente à parte confessada;
b) Notificação Fiscal – NF, de competência exclusiva da autoridade fiscal, nos casos de que trata
o artigo 183 desta Lei, quando apurada, em ação fiscal, qualquer ação ou omissão contrária à legislação
tributária municipal, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano causado ao Município e o
respectivo valor, indicando-se a sanção aplicável, na hipótese do não cumprimento da exigência fiscal;
c) Auto de Infração - AI, de competência exclusiva da autoridade fiscal, quando apurada, em
ação fiscal, qualquer ação ou omissão contrária à legislação tributária municipal, nos casos não
compreendidos no inciso anterior, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano causado ao
Município e o respectivo valor, propondo-se a aplicação da sanção correspondente.
Art. 181. A comunicação dos lançamentos na forma prevista do artigo 178, inciso I desta Lei será
realizada:
I - Nos casos de que trata a alínea “a”, será efetuada pelo órgão que administre o tributo, por
meio da entrega do Documento de Arrecadação Municipal - DAM, entregue no endereço constante dos
cadastros municipais, em cada caso e conterá:
a) O nome, endereço e qualificação fiscal dos sujeitos passivos;
b) A base de cálculo, o valor do tributo devido por período fiscal e os acréscimos incidentes,
caso não seja recolhido no prazo legal;
c) A intimação para pagamento ou interposição de reclamação contra lançamento, no prazo
previsto nesta Lei.
II - Nos casos de que trata a alínea “b”, será efetuada pela autoridade fiscal, por meio do ciente
do sujeito passivo ou do seu representante legal no termo final de ação fiscal, que conterá:
a) o período fiscalizado;
b) O valor dos recolhimentos antecipadamente efetuados, por período fiscal;
c) A homologação da parte antecipadamente recolhida, que não impede nova verificação fiscal
no mesmo período, para fins de apuração de crédito ainda devido;
d) A comunicação de que poderão ser realizadas, a critério do fisco, novas verificações no
mesmo ou em outros períodos fiscais, antes de transcorrido o prazo decadencial.
Parágrafo único - Além dos elementos descritos neste artigo, a comunicação do lançamento poderá
conter outros para sua maior clareza, a critério da autoridade competente.
SEÇÃO II
DA AÇÃO FISCAL PARA APURAÇÃO E LANÇAMENTO DOS TRIBUTOS
Art. 182. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal constituem infração, como
definida no artigo 214 punível na forma estabelecida pelo artigo 219 e seguintes, todos desta Lei, e serão
apuradas de ofício por meio de ação fiscal, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano
causado ao Município e o respectivo valor, propondo-se, quando for o caso, a aplicação da sanção

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correspondente.
Parágrafo único - A ação fiscal para lançamento por homologação dos recolhimentos
antecipadamente efetuados pelo sujeito passivo a que se refere o inciso II do artigo anterior, reger-se-á, no
que couber, por esta seção.
Art. 183. A ação fiscal, para apuração e lançamento do crédito tributário por infração à legislação
tributária, nas formas previstas nos incisos I, “b” e II, “b” e “c” do artigo 178 desta Lei, tem início com a
lavratura do Termo de Início de Ação Fiscal, do Termo de Apreensão de Bens e Documentos, do Termo de
Intimação ao sujeito passivo para apresentação de livros e outros documentos fiscais de interesse da
Fazenda Municipal, da Notificação Fiscal e do Auto de Infração ou por qualquer outro ato de autoridade fiscal
que caracterize o início da ação, o que excluí a espontaneidade do sujeito passivo.
Parágrafo único - O procedimento fiscal será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, podendo ser
prorrogado pelo Gereente de Tributação.

SEÇÃO III
DA NOTIFICAÇÃO FISCAL E AUTO DE INFRAÇÃO
Art. 184. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal serão apuradas de ofício
mediante notificação fiscal ou auto de infração, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano
causado ao Município e o respectivo valor, propondo-se quando for o caso a aplicação da sanção
correspondente.
Parágrafo único – A notificação fiscal ou auto de infração de que trata o caput poderão ser realizadas
mediante procedimento eletrônico.
Art. 185. A notificação será expedida pelo órgão que administre o tributo ou por funcionário fiscal
competente, e conterá:
I - O nome, endereço e qualificação do sujeito passivo;
II - A base de cálculo, o valor do tributo devido, por período fiscal, e os acréscimos legais;
III - A intimação para pagamento ou reclamação contra lançamento, no prazo de 30 (trinta)
dias;
IV - A indicação dos livros e outros documentos que servirem de base à apuração do tributo
devido;
V - A assinatura do sujeito passivo ou de seu representante, com data da ciência ou a
declaração de sua recusa;
VI - a discriminação da moeda;
VII - A multa a ser aplicada, caso não ocorra, no prazo legal, o pagamento do tributo lançado, ou
seja, considerado improcedente a reclamação contra lançamento.
Parágrafo único - Verificada qualquer infração, será o contribuinte intimado por meio de notificação
fiscal do descumprimento da obrigação tributária para, sem imposição de penalidade por infração,
regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias, inclusive efetuar o recolhimento do tributo, quando for o
caso, ou para apresentar impugnação, sob pena de revelia.
Art. 186. A notificação fiscal e o auto de infração, de competência exclusiva da autoridade fiscal, para
o lançamento do crédito tributário na forma estabelecida no inciso II, alíneas “b” e “c”, do artigo 178 desta
Lei, deverão ser lavrados em separado para cada infração apurada e conterão:
I - O nome, endereço e qualificação do sujeito passivo;
II - A base de cálculo, o valor do tributo devido, por período fiscal, e os acréscimos legais;
III - A intimação para pagamento ou reclamação contra lançamento, no prazo de 30 (trinta)
dias;
IV - A indicação dos livros e outros documentos que servirem de base à apuração do tributo
devido;
V - A assinatura do sujeito passivo ou de seu representante, com data da ciência ou a

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declaração de sua recusa;


VI - a discriminação da moeda;
VII - a multa a ser aplicada pela infração apurada.
§ 1º - Além dos elementos descritos neste artigo, a notificação fiscal ou o auto de infração poderão
conter outros para maior clareza na descrição da infração e identificação do infrator.
§ 2º - As omissões ou incorreções constantes do auto de infração não acarretarão a sua nulidade, se
presentes estiverem os elementos suficientes à determinação da infração e do infrator.
§ 3º - Havendo reformulação ou alteração do auto de infração, os prazos para recurso e de defesa,
conforme o caso, serão integralmente devolvidos.
SEÇÃO IV
DO REGISTRO
Art. 187. Após a lavratura da notificação fiscal ou do auto de infração a autoridade fiscal o
apresentará para registro, no prazo máximo de 03 (três) dias.
SEÇÃO V
DOS PRAZOS
Art. 188. Os prazos são os prescritos neste Código, quando omissos, serão de 15 (quinze) dias.
Art. 189. Os prazos previstos nesta Lei são contínuos, não se interrompendo inclusive nos feriados e
pontos facultativos.
Parágrafo único - Computar-se-ão os prazos excluindo o do dia do começo e incluindo o do
vencimento.
Art. 190. Os prazos só se iniciam ou se vencem em dia de expediente normal no órgão em que
tramita o processo ou que deva ser praticado o ato.
§ 1º - Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a notificação ou intimação.
§ 2º - Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencido cair em feriado ou em dia
em que for determinado o fechamento do órgão ou encerrado antes da hora normal, exceto, no caso de
recolhimento de tributo, este tiver que se efetuar na rede bancária e esta estiver em funcionamento normal.
§ 3º - Na ocorrência de motivo de força maior, a critério da autoridade competente, os prazos
poderão ser prorrogados, no máximo, por igual período.

SEÇÃO VI
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS E DAS DECISÕES
Art. 191. Os atos e as decisões serão comunicados:
I - Por intimação pessoal ou a representante, mandatário ou preposto, mediante recibo
datado e assinado ou com menção à circunstância de que houve impossibilidade ou recusa em receber;
II - Por intimação mediante carta registrada com aviso de recebimento, datado e firmada pelo
destinatário ou alguém do seu domicílio;
III - Por intimação editalícia.
IV - Por meio eletrônico, na forma do regulamento.
§ 1º - Presume-se feita a intimação:
I - Quando pessoal, na data do recebimento;
II - Por carta, na data do recibo, omitida esta, 15 (quinze) dias após a entrega da carta no
correio;
III - Por edital, 30 (trinta) dias após a data da afixação ou publicação.
§ 2º - Os despachos interlocutórios e de mero expediente, que não afetem a defesa do sujeito
passivo, independem de intimação.
Art. 192. A Certidão Negativa de Débitos será expedida, no prazo máximo de 10 (dez) dias, pelo órgão
competente da Secretaria de Finanças, à vista de requerimento do sujeito passivo, contendo todas as
informações necessárias à sua identificação, do domicílio fiscal, do ramo de atividade, e, de forma unificada,
dos débitos referentes a todos os tributos, tendo validade de 60 (sessenta) dias.

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§ 1º - Para expedir a Certidão Negativa de Débitos, a autoridade competente examinará todos os


débitos exigíveis do sujeito passivo para com a Fazenda Municipal, de origem tributária ou não, inscritos ou
não em dívida ativa, além da sua situação cadastral, inclusive dos imóveis de sua propriedade ou por ele
locados, somente podendo expedi-la após a sua regularização e/ou liquidação total dos débitos apurados,
sob pena de responsabilidade funcional.
§ 2º - Tem os mesmos efeitos previstos no “caput” deste artigo a certidão de que conste a existência
de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja
exigibilidade esteja suspensa, cujo prazo de validade é de 30 (trinta) dias.

CAPÍTULO II
DA FISCALIZAÇÃO DOS TRIBUTOS
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA

Art. 193. Compete a Secretaria de Finanças e Administração, pelos órgãos especializados, a


fiscalização do cumprimento as normas da legislação tributária municipal.
Art. 194. A fiscalização será exercida sobre todas as pessoas físicas ou jurídicas, que forem sujeitos
de obrigações tributárias, previstas na legislação municipal, inclusive as que gozem de imunidade ou isenção.
Parágrafo único - As pessoas a que se refere este artigo exibirão ao agente fiscalizador, sempre que
exigidos, os livros fiscais e comerciais e todos os papéis arquivados, julgados necessários a fiscalização, e lhe
franquearão os seus arquivos, estabelecimento, depósitos ou dependências e móveis, a qualquer hora do dia
ou da noite, desde que em funcionamento.
Art. 195. O exame de livros e documentos fiscais e/ou contábeis e demais diligências da fiscalização
poderão ser repetidos, em relação a um mesmo fato ou período de tempo, enquanto não decaído o direito
de proceder ao lançamento do tributo ou à aplicação da penalidade, ainda que o tributo já tenha sido
lançado e pago.
Art. 196. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as
informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros:
I - Os funcionários e servidores públicos;
II - os serventuários da justiça;
III - Os tabeliães e escrivães, oficiais de registro de imóveis e demais serventuários de ofícios
públicos;
IV - as instituições financeiras;
V - As empresas de administração de bens;
VI - Os corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;
VII - Os síndicos, comissários e liquidatários; VIII - os inventariantes, tutores e curadores; IX - as
bolsas de valores e de mercadorias;
X - Os armazéns gerais, depósitos, trapiches e congêneres;
XI - As empresas de transportes e os transportadores autônomos;
XII - as companhias de seguros;
XIII - Os síndicos ou responsáveis por condomínios.
XIV - todas As pessoas, físicas ou jurídicas, estabelecidas ou domiciliadas no Município.
§ 1º - A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação de informações quanto a fatos
sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão do cargo, ofício,
função, ministério, atividade ou profissão.
§ 2º - As informações individualizadas sobre serviços prestados a terceiros, necessários a
comprovação dos fatos geradores citados no item 15 da lista de serviços constantes no artigo 11 desta Lei,
serão prestados pelas instituições financeiras na forma prescrita no inciso IV deste artigo.
Art. 197. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação para qualquer fim,

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por parte de servidor da Fazenda Municipal, de qualquer informação obtida em razão de ofício, sobre a
situação econômica financeira e sobre a natureza dos negócios ou atividades das pessoas sujeitas a
fiscalização.
§ 1º - Excetuam-se do disposto neste artigo, unicamente os casos de requisição da Câmara Municipal
e de autoridade judicial e os de prestação mútua de assistência para fiscalização de tributos e permuta de
informações entre os diversos órgãos do Município, e entre a União, Estado, Distrito Federal e outros
Municípios.
§ 2º - A divulgação das informações, obtidas no exame de contas e documentos, constitui falta grave,
punível na forma do Estatuto do Funcionário Público Municipal.
Art. 198. Fica o Poder Executivo autorizado a adotar Regime Especial de Fiscalização sempre que de
interesse da administração tributária.
Parágrafo único - O regime de fiscalização de que trata o "caput" deste artigo será definido em ato
do Secretário de Finanças.
Art. 199. Ficam o sujeito passivo e o terceiro interessado obrigados a apresentar, quando solicitado
pelo fisco, os livros e documentos fiscais, contábeis e societários e demais documentos referidos no artigo
anterior, importando a recusa em embaraço à ação fiscal.
§ 1º - Será conferido ao contribuinte um prazo de, no máximo, 03 (três) dias para exibição de livros e
documentos fiscais e contábeis referidos nesta Lei.
§ 2º - No caso de recusa de apresentação de livros e documentos fiscais e/ou contábeis ou de
quaisquer outros documentos de que trata o parágrafo anterior ou embaraço ao exame dos mesmos, será
requerido, por meio do Órgão Competente do Município, que se faça a exibição judicial, sem prejuízo da
lavratura da notificação ou auto de infração que couber.
Art. 200. As autoridades da administração fiscal do Município poderão requisitar auxílio de força
pública federal, estadual ou municipal, quando vítimas de embaraço ou desacato no exercício das funções
fiscais de seus agentes, ou quando necessário a efetivação de medidas previstas na legislação tributária.

SEÇÃO II
DA APREENSÃO E DA INTERDIÇÃO

Art. 201. Poderão ser apreendidos do contribuinte e de terceiros, mediante procedimento fiscal, os
livros, documentos e papéis que devam ser do conhecimento da Fazenda Municipal ou que constituam prova
de infração à legislação tributária.
Parágrafo único - Serão devolvidos ao contribuinte ou a terceiros, conforme o caso, os livros,
documentos e papéis apreendidos que não constituam prova de infração à legislação tributária, quando do
término da ação fiscal.
Art. 202. O Secretário de Finanças determinará a interdição do estabelecimento quando for
constatada a prática de atos lesivos à Fazenda Municipal.
Parágrafo único - O regime de interdição de que trata este artigo será definido em ato do Poder
Executivo.
SEÇÃO III
DA REPRESENTAÇÃO

Art. 203. Qualquer ato que importe em violação à legislação tributária poderá ser objeto de
representação ao Secretário de Finanças, por qualquer interessado.
Art. 204. A representação será verbal ou por escrito, devendo ser satisfeitos os seguintes requisitos:
a) Nome do interessado e do infrator, bem como os respectivos domicílios ou endereços;
b) Fundamentos da representação sempre que possível com documentos probantes ou
testemunhas.
Parágrafo único - A representação, quando procedida verbalmente, será lavrada em termo assinado

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por 02 (duas) testemunhas.


SEÇÃO IV
DOS CRIMES CONTRA A FAZENDA MUNICIPAL

Art. 205. Constitui crime de sonegação fiscal, conforme dispõe legislação específica, aplicável ao
Município, o cometimento de qualquer ato comissivo ou omissivo tendente a impedir ou retardar, total ou
parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fiscal:
I - Da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, sua natureza ou circunstâncias
materiais;
II - Das condições pessoais do contribuinte susceptíveis de afetar a obrigação tributária
principal ou o crédito tributário correspondente.
Art. 206. Ocorrendo indícios dos crimes de que trata o artigo antecedente, caberá ao Secretário de
Finanças a representação junto à Procuradoria Jurídica do Município para a adoção das medidas cabíveis, de
acordo com a legislação específica.

CAPÍTULO III
DO AUDITOR TRIBUTÁRIO MUNICIPAL
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA

Art. 207. A fiscalização dos tributos municipais, bem como a orientação fiscal, são de competência
privativa da Secretaria de Finanças e Administração e serão exercidas pelo Auditor Tributário Municipal,
sobre todas as pessoas físicas ou jurídicas que estiverem obrigadas ao cumprimento da legislação tributária
municipal, inclusive as que gozarem de imunidade ou isenção.
Parágrafo único – Até a formação do Quadro de Auditores Tributários do Município serão
competentes para proceder à fiscalização dos tributos municipais e exercer, de modo geral, as competências
de que trata o Capítulo III, Seção I, desta Lei, o Gerente de Tributação e, por delegação do Chefe do Poder
Executivo, servidores efetivos do Município, com nível superior completo.
Art. 208. Aos Auditores Tributários, no exercício de suas funções, será permitido o livre acesso ao
estabelecimento do contribuinte de tributos municipais.
§ 1º - A recusa ou impedimento ao exercício da faculdade prevista neste artigo importa em
embaraço à ação fiscal e desacato à autoridade, sujeitando o infrator às penalidades cabíveis.
§ 2º - O Auditor Tributário, diretamente ou por intermédio da autoridade fiscal a que estiver
subordinado, poderá requisitar auxílio de força pública Federal, Estadual ou Municipal, quando vítima de
embaraço ou desacato no exercício de suas funções fiscais.
§ 3º - O Auditor Tributário se identificará mediante apresentação de documento de identidade
funcional, fornecido pelo órgão de pessoal da Administração Pública Municipal.
Art. 209. Sem prejuízo da estrita aplicação da Lei e do desempenho de suas atividades, as
autoridades fiscais têm o dever de, mediante solicitação, assistir aos sujeitos passivos da obrigação tributária
administrando-lhes esclarecimentos e orientando-os sobre a correta aplicação da legislação tributária
municipal.
Parágrafo único - Ao sujeito passivo da obrigação tributária, além de poder solicitar a presença da
autoridade fiscal, é facultado reclamar à Secretaria de Finanças e Administração contra a falta de assistência
de que trata o caput deste artigo, devendo a autoridade competente adotar as providências cabíveis.
Art. 210. Ao Auditor Tributário, responsável pela fiscalização das rendas municipais, cabe ministrar
aos contribuintes em geral os esclarecimentos sobre fiel observância desta Lei e demais Leis e regulamentos
fiscais, sem prejuízo do rigor e vigilância indispensáveis ao desempenho de suas atividades.
Art. 211. Sempre que necessário, o Auditor Tributário requisitará, através da autoridade fiscal a qual
se encontra subordinado, o auxílio e garantias necessárias a execução de seus serviços e das diligências

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indispensáveis a aplicação das Leis fiscais.


Art. 212. O Auditor Tributário autuante, no caso de impedimento legal, poderá ser substituído por
outro, a fim de evitar retardamento no curso do processo.
Art. 213. A divulgação das informações obtidas no exame fiscal e em diligências efetuadas constitui
falta grave, punível na forma do disposto em legislação própria.
Art. 214. Constituem instrumentos auxiliares dos livros e documentos fiscais os livros contábeis em
geral ou quaisquer outros livros ou documentos exigidos pelo Poder Público e outros papéis, ainda que
pertençam a terceiros.

SEÇÃO II
DO AJUSTE FISCAL
Art. 215. A autoridade fiscal fica autorizada a proceder, dentro do mesmo exercício objeto da ação
fiscal, ao ajuste dos valores referentes aos períodos em que constatar a falta de recolhimento de
determinado tributo, no todo ou em parte, com outros períodos em que o recolhimento foi superior ao
devido, conforme estabelecido pelo Poder Executivo.
§ 1º - A autorização prevista no caput deste artigo é extensiva ao sujeito passivo, desde que não
tenha havido a caducidade do direito à restituição do tributo recolhido a maior, ficando o ajuste sujeito a
ulterior homologação pelo Auditor Tributário.
§ 2ª - O disposto neste artigo não se aplica quando se verificarem indícios de fraude ou sonegação
fiscal.
CAPÍTULO IV
DAS INFRAÇÕES À LEGISLAÇÃO

SEÇÃO I
DAS PENALIDADES E DEMAIS COMINAÇÕES LEGAIS

Art. 216. Constitui infração toda ação ou omissão que importe na inobservância, por parte do
sujeito passivo ou do terceiro obrigado, de norma estabelecida na legislação tributária do Município.
Parágrafo único - Considera-se infrator, para os efeitos deste Código, todo aquele que cometer,
mandar, constranger ou auxiliar alguém na prática de infração, assim como os servidores municipais
encarregados da execução das leis que, tendo conhecimento da infração, deixarem de autuar o infrator.
Art. 217. Responderão pela infração, conjunta ou isoladamente, todos os que concorrerem para a
sua prática ou dela se beneficiarem.
Parágrafo único - A responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza, extensão e efeitos do ato.
Art. 218. Os que, antes do início de qualquer procedimento fiscal administrativo ou medida de
fiscalização, procurarem espontaneamente a repartição fiscal competente para sanar irregularidades e,
sendo o caso, recolherem de uma só vez ou iniciarem o pagamento parcelado do débito, serão atendidos
independentemente de aplicação de penalidades por infração, aplicando-se os acréscimos previstos nos
artigos 276, 279 e 280.
Parágrafo único - Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento fiscal administrativo relacionado com a infração ou aquela que, se for o caso, não tenha sido
acompanhada do recolhimento total ou do início do recolhimento parcelado do débito.
Art. 219. A denúncia espontânea do débito tributário, constituído ou não, será acompanhada do
pagamento do tributo devido, acrescido de multas de mora, juros e atualização monetária.
Art. 220. As infrações à legislação tributária serão punidas com as seguintes penalidades, separada
ou cumulativamente, cuja aplicação e gradação estão definidas no artigo seguinte:
I - multas por infração;
II - proibição de:

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a) celebrar negócios jurídicos com os órgãos da administração direta do Município e com suas
autarquias, fundações e empresas;
b) participar de licitações;
c) usufruir de benefício fiscal instituído pela legislação tributária do Município;
d) receber quantias ou créditos de qualquer natureza;
e) obter licença para execução de obra de engenharia;
f) obter autorização para parcelamento do solo;
g) obter a concessão de “habite-se” ou “aceite-se”.
III - interdição do estabelecimento;
IV suspensão ou cancelamento de licença ou de benefícios fiscais.
§ 1º - A aplicação de penalidade de qualquer natureza, inclusive por inobservância de obrigação
acessória, em caso algum dispensa o pagamento do tributo, dos juros de mora e da atualização monetária,
nem a reparação do dano resultante da infração, na forma da legislação aplicável.
§ 2º - A autorização para parcelamento do solo, bem como a concessão de "habite-se", para
edificação nova, e de "aceite-se", para imóveis reconstruídos ou reformados, somente serão efetivados pelo
órgão competente mediante a prévia quitação dos tributos municipais incidentes sobre os imóveis
originários.
§ 3º - Os documentos referidos no parágrafo anterior somente serão entregues aos contribuintes
pela Secretaria de Finanças e Administração após a inscrição ou atualização do imóvel no Cadastro
Imobiliário.
SEÇÃO II
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES
Art. 221. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal abaixo definidas, quando
apuradas em procedimento de ofício por meio de Notificação Fiscal ou Auto de Infração, serão punidas com
multas por Infração, propostas pela autoridade fiscal, na forma determinada nas subseções a seguir.

SEÇÃO III
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER
NATUREZA – ISSQN

Art. 222. Com relação ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN:
I – de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) o preenchimento ilegível ou com
rasuras de livros e de documentos fiscais, hipótese em que a multa será aplicada por mês de ocorrência;
II – de R$ 80,00 (oitenta reais) a R$ 400,00 (quatrocentos reais) o atraso por mais de 30 (trinta)
dias na escrituração de livro fiscal, hipótese em que a multa será aplicada por mês ou fração deste;
III – de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 400,00(quatrocentos reais) a guarda do livro ou
documento fiscal fora do estabelecimento;
IV – de R$ 120,00 (cento e vinte reais) a R$ 600,00 (seiscentos reais):
a) o fornecimento ou apresentação de informações ou documentos inexatos ou inverídicos;
b) a inexistência de livro ou documento fiscal;
c) a falta de escrituração de livro ou não emissão de documento fiscal.
V – de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais), no caso de embaraço à ação
fiscal;
VI - de 40% (quarenta por cento) do valor do imposto, não recolhido:
a) relativo a receitas devidamente escrituradas nos livros fiscais e/ou contábeis;
b) relativo a receitas escrituradas nos livros contábeis e/ou fiscais, sem a emissão de Nota Fiscal
de Serviços;
c) relativo a receitas não escrituradas nos livros contábeis e/ou fiscais, com a emissão de Nota
Fiscal de Serviços;

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VII - de 80% (oitenta por cento) do valor do imposto não recolhido relativo a receitas não
escrituradas, sem emissão de Nota Fiscal de Serviços;
VIII - de 40% (quarenta por cento) do valor do imposto de responsabilidade do contribuinte que
não o reteve na fonte e não o recolheu;
IX - de 100% (cem por cento) do valor do imposto retido na fonte e não recolhido;
X - de R$ 100,00 (cem reais) até R$ 2.000,00 (dois mil reais), no caso de Infração para as quais
não estejam previstas penalidades específicas.
XI – as infrações relativas à Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e:
a) de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) a R$ 130,00 (cento e trinta reais) pela falta de emissão
de cada de Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e.
b) de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) por Recibo Provisório de Serviços - RPS convertido fora do
prazo assinado pela legislação tributária.
c) de R$ 650,00 (seiscentos e cinquenta reais) por descumprimento de obrigação acessória
relacionada à Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e que não possua penalidade específica.
d) de R$ 10,00 (dez reais) a R$ 50,00 (cinquenta reais) pelo recolhimento em DAM de ISS Fonte
referente ao serviço tomado, cujo prestador tenha emitido NFS-e.
Parágrafo único - As multas previstas no inciso I a V, X e XI deste artigo, serão propostas pelo Auditor
Tributário autuante, observadas a situação econômico-financeira do infrator sem prejuízo da
competência das instâncias julgadoras.
SEÇÃO IV
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E
TERRITORIAL URBANA – IPTU
Art. 223. Com relação ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU:
I – de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 1.000,00 (um mil reais), a falta de comunicação, por
unidade imobiliária:
a) da aquisição do imóvel, transferência do domínio útil;
b) de outros atos ou circunstâncias que possam afetar a incidência, o cálculo ou a
administração do imposto.
II – de R$ 300,00(trezentos reais) a R$ 2.000,00 (dois mil reais), o gozo indevido da isenção;
III – de R$ 200,00 (duzentos reais) a R$ 1.000,00 (um mil reais):
a) a instrução de pedido de isenção do imposto com documentos que contenham falsidade, no
todos ou em parte;
b) a falta de comunicação, para efeito de inscrição e lançamento, de edificação realizada;
c) a falta de comunicação de reforma ou modificação de uso;
d) embaraço à ação fiscal.
IV – de R$ 300,00 (trezentos reais) por imóvel quando do descumprimento do disposto no § 2º
do artigo 90 e no artigo 91 desta Lei;
V – de R$ 300,00 (trezentos reais), a inobservância do disposto no artigo 80.
Parágrafo único - As multas previstas nos incisos I a V deste artigo, serão propostas pelo Auditor
Tributário autuante, observadas a situação econômico-financeira do infrator sem prejuízo da competência
das instâncias julgadoras, mediante Notificação Fiscal ou Auto de Infração para cada imóvel, ainda que
pertencentes ao mesmo contribuinte.
SEÇÃO V
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER-VIVOS" DE
BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES RELATIVOS – ITBI

Art. 224. Com relação ao Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos - ITBI:
I – de R$ 1.000,00 (um mil reais), o descumprimento pelos Cartórios de Ofício de Notas e

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Cartório de Registro de Imóveis, das obrigações previstas no artigo 110 desta Lei;
II – de 100% (cem por cento) do valor do imposto:
a) a ocultação da existência de frutos pendentes ou outros bens ou direitos tributáveis,
transmitidos juntamente com a propriedade;
b) a apresentação de documentos que contenham falsidade, no todo ou em parte, quando da
produção da prova prevista no artigo 99 desta Lei;
c) a instrução do pedido de isenção do imposto com documentos que contenham falsidade, no
todo ou em parte;
d) a inobservância da obrigação tributária de que trata o inciso II do artigo 119, por parte dos
Oficiais dos Cartórios de Registros de Imóveis e seus substitutos, tabeliães, escrivães e demais serventuários
de oficio.
Parágrafo único - A Infração de que trata a alínea “d” deste artigo, por parte dos oficiais e
substitutos dos Cartórios de Ofícios de Notas e dos Cartórios de Registro de Imóveis, sujeitá-los-á, ainda, ao
pagamento do imposto devido.
SEÇÃO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 225. Multa de 60% (sessenta por cento) do valor do tributo não recolhido, quando do gozo
indevido de isenção.
Art. 226. Multa de R$ 2.000,00(dois mil reais) quando do embaraço à ação fiscal, além da multa
correspondente a inobservância do dispositivo legal.
Art. 227. Multa de R$ 200,00 (duzentos reais) a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para as
infrações em que não estejam previstas penalidades específicas.
Art. 228. O adquirente do imóvel ou direito a ele relativo que não apresentar o seu título à Secretaria
de Finanças, no prazo legal, fica sujeito à multa de R$ 300,00 (trezentos reais).
Art. 229. As infrações previstas neste artigo serão apuradas através de procedimento de ofício,
propondo-se quando for o caso, a aplicação de multa.
SEÇÃO VII
DA REDUÇÃO DAS MULTAS POR INFRAÇÕES
Art. 230. O valor das multas previstas no artigo anterior serão reduzidas em:
§ 1º - Com relação ao Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza – ISSQN:
I - O valor das multas previstas nos incisos VI a IX do artigo 220 será reduzido de:
a) 50% (cinqüenta por cento), se o sujeito passivo, no prazo de Defesa, reconhecer a
procedência da medida fiscal e efetuar ou iniciar, no mesmo prazo, o recolhimento do crédito tributário
exigido;
b) 30% (trinta por cento) se o sujeito passivo impugnar o lançamento e, após o prazo de Defesa
e antes de transcorrido o prazo recursal, pagar de uma só vez ou iniciar o pagamento parcelado do débito;
c) 20% (vinte por cento) se o sujeito passivo pagar o débito de uma só vez antes da sua
inscrição em Dívida Ativa;
d) 10% (dez por cento) se o sujeito passivo iniciar o pagamento parcelado do débito antes da
sua inscrição em Dívida Ativa.
§ 2º - Com relação ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU:
I - o valor das multas previstas no artigo 221 será reduzido de:
a) 50% (cinqüenta por cento), se o sujeito passivo, no prazo de Defesa, reconhecer a
procedência da medida fiscal e efetuar ou iniciar, no mesmo prazo, o recolhimento do crédito tributário
exigido;
b) 30% (trinta por cento) se o sujeito passivo impugnar o lançamento e, após o prazo de Defesa
e antes de transcorrido o prazo recursal, pagar de uma só vez ou iniciar o pagamento parcelado do débito a
que foi condenado administrativamente.
c) 20% (vinte por cento) se o sujeito passivo pagar o débito de uma só vez antes da sua

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inscrição em Dívida Ativa;


d) 10% (dez por cento) se o sujeito passivo iniciar o pagamento parcelado do débito antes da
sua inscrição em Dívida Ativa.
§ 3º - Com relação ao Imposto Sobre Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis e de Direitos a Eles
Relativos - ITBI:
I - as multas previstas nos incisos II do artigo 222 serão reduzidas de:
a) de 60% (sessenta por cento), se o pagamento for efetuado dentro de trinta dias, contados da
data da intimação do Auto de Infração ou da Representação, desde que o contribuinte renuncie ao direito de
Defesa;
b) de 40% (quarenta por cento) se, havendo impugnação, o pagamento se efetivar antes da
Decisão de Segunda Instância;
c) de 30% (trinta por cento), se julgado o Recurso, o pagamento for efetuado antes do
ajuizamento da Ação de Execução.
§ 4º - As reduções de que trata este artigo, não são cumulativas, aplicando-se, em cada caso, a de
maior valor, conforme o enquadramento do sujeito passivo nas hipóteses referidas.

SEÇÃO VIII
DAS MULTAS RELATIVAS AS TAXAS DECORRENTES DO EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA

Art. 231. As infrações às normas relativas às Taxas Decorrentes do Efetivo e Regular Exercício de
Polícia Administrativa, sujeitarão os responsáveis ao pagamento das seguintes multas:
I - multa de 50% (cinquenta por cento) do valor da taxa no caso da não comunicação a
Secretaria de Finanças, dentro do prazo de 30 (trinta) dias a contar da ocorrência do evento, sobre as
alterações físicas sofridas pelo estabelecimento;
II - multa de 100% (cem por cento) do valor da taxa, mensal, pelo exercício de quaisquer
atividades a ela sujeita, sem as respectivas licenças.
III - multa de 100% (cem por cento) do valor da taxa, em caso de encerramento das atividades
sem comunicação, dentro do prazo de 30 dias após o fechamento do estabelecimento.
§ 1º – Sem prejuízo das penalidades cabíveis, poderá ser suspensa ou cancelada a licença do
contribuinte nos seguintes casos:
I – recusa sistemática em exibir à fiscalização, livros e documentos fiscais;
II – embaraço à ação fiscal;
III – exercício da atividade de modo contrário ao interesse público.
§ 2º – A suspensão, que não poderá ser superior a 30 (trinta) dias, e o cancelamento, serão Atos do
Gerente de Tributação.
§ 3º – Fica o contribuinte, durante o período do cancelamento ou suspensão da licença, proibido de
exercer a correspondente atividade, ficando, o estabelecimento fechado, quando for o caso.
§ 4º – Para execução do disposto neste artigo, o Gerente de Tributação poderá, se necessário,
requisitar auxilio de força policial.
§ 5º – As multas referentes às infrações ao Código de Obras e Instalações, são as definidas no Anexo
X desta Lei.
SEÇÃO IX
DAS MULTAS RELATIVAS AS TAXAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Art. 232. As infrações às normas relativas às taxas de serviços públicos sujeitarão os responsáveis ao
pagamento de multa correspondente a 50% (cinqüenta por cento) do valor da taxa.

SEÇÃO X
DAS MULTAS RELATIVAS A CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

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Art. 233. O atraso no pagamento das prestações sujeitará o contribuinte à multa de 20% (vinte por
cento) ao mês ou fração de mês, calculados sobre o valor atualizado da parcela, de acordo com os
coeficientes aplicáveis na atualização monetária dos débitos fiscais.
Parágrafo único – A falta de pagamento de 03 (três) parcelas sucessivas, sem prejuízo do disposto no
caput deste artigo, implicará no vencimento de todo o débito.

SEÇÃO XI
DA REINCIDÊNCIA
Art. 234. A reincidência em Infração da mesma natureza, será punida com multa em dobro.
Art. 235. Considera-se reincidência a repetição de falta idêntica pelo mesmo contribuinte,
anteriormente responsabilizado em virtude de proposição ou aplicação de penalidade pecuniária da mesma
natureza nos últimos 05 (cinco) anos, contados do reconhecimento da Infração pelo pagamento ou
parcelamento do débito, ou ainda, do trânsito em julgado de Decisão Final de Instância Administrativa.

SEÇÃO XII
DA VEDAÇÃO DA MULTA SOBRE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA

Art. 236. Sempre que apurado, por meio de procedimento de ofício, descumprimento de obrigação
tributária acessória, que esteja inserido na caracterização da inadimplência de obrigação principal e implicar
no agravamento da correspondente multa por Infração, aplicar-se-á, apenas, a multa correspondente ao
descumprimento da obrigação principal.
CAPÍTULO V
DA DÍVIDA ATIVA

Art. 237. Constituem Dívida Ativa do Município e das suas respectivas autarquias, os créditos de
natureza tributária e não tributária.
§1º - Considera-se Dívida Ativa de natureza:
I – tributária, o crédito proveniente de obrigação legal relativa a tributos, multas e demais
acréscimos;
II – não tributárias, os demais créditos tais como, contribuições estabelecidas em Lei, multas
de qualquer natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis, custas processuais, preço de serviços
prestados por estabelecimentos públicos, indenizações, alcance dos responsáveis definitivamente julgados,
sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, reposições e restituições oriundas de contratos
administrativos, consistentes em quantia fixa e determinada, depois de decorridos os prazos de pagamento,
ou de decididos os processos fiscais administrativos ou judiciais.
§ 2º– Não exclui a liquidez do crédito, para os efeitos deste artigo, a fluência de juros.
Art. 238. A inscrição do débito em Dívida Ativa de qualquer natureza, que se constitui no Ato de
controle administrativo da legalidade, será realizada pela Secretaria de Finanças para apurar a liquidez e
certeza do crédito, em livros especiais, na repartição competente.
Parágrafo único - A inscrição do débito em Dívida Ativa far-se-á dentro do prazo prescricional.
Art. 239. A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza de liquidez e tem efeito de
prova pré- constituída.
Art. 240. O Termo de Inscrição da Dívida Ativa e a respectiva certidão devem indicar,
obrigatoriamente:
a) o nome do devedor e dos co-devedores e, sempre que possível o domicílio ou residência de
um e de outros;
b) o valor da dívida bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros de mora e demais
encargos previstos em Lei ou contrato;
c) origem, a natureza do crédito e o fundamento legal ou contratual da divida;

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d) a indicação, nos casos em que couber de estar a dívida sujeita à atualização monetária, bem
como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para cálculo;
e) a data e o número de inscrição no Livro de Registro da Dívida Ativa;
f) o número do processo administrativo ou fiscal em que se originar o crédito.
§ 1º - A Certidão de Dívida Ativa conterá os mesmos elementos do Termo de Inscrição e será
assinado pela autoridade competente.
§ 2º - O Termo de Inscrição e a Certidão de Dívida Ativa poderão ser preparados e numerados por
processamento eletrônico, manual ou mecânico.
§ 3º. A omissão de qualquer dos requisitos enumerados, ou erro a eles relativos são causas de
nulidade da inscrição em Dívida Ativa dos créditos tributários, podendo a autoridade competente sanar, de
ofício, a irregularidade, mediante a substituição da certidão irregularmente emitida.
§ 4º - Cessa a competência da Secretaria de Finanças para cobrança do débito com o
encaminhamento da Certidão de Dívida Ativa para cobrança judicial, por meio da Procuradoria do Municipal.
Art. 241. Fica a Administração Pública Municipal autorizada a conceder descontos de até 100% (cem
por cento) sobre multas e juros para pagamento de créditos tributários inscritos em Dívida Ativa, desde que
atenda ao disposto no artigo 14 da Lei Complementar 101 de 04 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade
Fiscal.
§ 1º – A Administração Pública Municipal fica obrigada à ampla divulgação deste benefício através de
campanhas de arrecadação a serem realizadas em caráter geral.
§ 2º - Ressalvados os casos estabelecidos neste artigo, ou em dispositivo específico de lei, não se
efetuará o recebimento de créditos inscritos na Dívida Ativa com dispensa de multas, juros de mora e
correção monetária.
§ 3º - Verificada a qualquer tempo, a inobservância do disposto no parágrafo anterior, fica o
funcionário responsável, obrigado, além da pena disciplinar a que estiver sujeito, a recolher aos cofres
municipais o valor da quantia que houver dispensado.
§ 4º - É solidariamente responsável com o servidor quanto à reposição das quantias relativas a
redução, a multa, e aos juros de mora mencionados no artigo anterior, a autoridade superior que autorizar
ou determinar aquelas concessões, salvo se o fizer em cumprimento de mandado judicial.
CAPÍTULO VI
DA CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS
Art. 242. A prova de quitação dos tributos municipais será feita, quando exigível, por meio de
Certidão Negativa de Débitos, que será expedida, no prazo máximo de 10 (dez) dias, pelo órgão competente
da Secretaria de Finanças e Administração , à vista de Requerimento do sujeito passivo, desde que contenha
todas as informações necessárias à sua identificação, domicílio fiscal e ramos de negócio ou atividade,
Localização e caracterização do imóvel, inscrição no Cadastro Imobiliário e Fiscal e o fim a que se destina a
certidão.
§ 1º - Para expedir a Certidão Negativa de Débitos, a autoridade competente examinará todos os
débitos exigíveis do sujeito passivo para com a Fazenda Municipal, de origem tributária ou não, inscritos, ou
não, em Dívida Ativa, além da sua situação cadastral, inclusive dos imóveis de sua propriedade ou por ele
locados, somente podendo expedi-la após a sua regularização e/ou liquidação total dos débitos apurados,
sob pena de responsabilidade funcional.
§ 2º - O Requerimento para expedição de Certidão Negativa de Débitos será indeferido se o
interessado recusar-se a apresentar provas ou documentos necessários à apuração dos fatos relacionados
com a legitimidade do pedido.
§ 3º- A Certidão Negativa de Débitos expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a
Fazenda Pública, responsabilizará pessoalmente o funcionário que a expedir pelo crédito tributário e juros de
mora acrescidos.
§ 4º - O disposto no parágrafo anterior não exclui a responsabilidade criminal e funcional cabíveis.
§ 5º - A Certidão Negativa de Debito terá prazo de validade de 30 (trinta) dias a partir da sua

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expedição.
§ 6º - A Administração Pública Municipal não celebrará contrato ou aceitará proposta em
concorrência publica sem que o contratante ou proponente faça prova por meio de Certidão Negativa de
Débito, expedida pela Secretaria de Finanças e Administração, da quitação de todos os tributos.
LIVRO QUARTO
DO CONTENCIOSO FISCAL ADMINISTRATIVO
TÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL ADMINISTRATIVO

CAPÍTULO I
DA INSTAURAÇÃO

SEÇÃO I
DO INÍCIO DO PROCESSO

Art. 243. O contencioso administrativo fiscal será instaurado, a requerimento do sujeito passivo, nos
seguintes casos:
I - impugnação de lançamento de crédito tributário;
II - pedido de restituição;
III - formulação de consultas;
IV - pedido de revisão de avaliação de bem imóvel;
§ 1º - Na instrução do processo fiscal administrativo serão admitidos todos os meios de prova em
direito permitidos e observada a organização semelhante à dos autos forenses, com folhas devidamente
numeradas e rubricadas, inclusive a ordem de juntada.
§ 2º - A autoridade julgadora fiscal, na livre apreciação das provas, formará sua convicção, podendo
determinar as diligências que julgar necessárias.
§ 3º - As petições de iniciativa do sujeito passivo devem ser dirigidas à autoridade ou órgão
competente.
§ 4º - O órgão ou autoridade a que indevidamente sejam remetidas petições de iniciativa do
contribuinte deve promover o seu encaminhamento ao órgão ou autoridade competente.
§ 5º - Não se tomará conhecimento de postulações daqueles que não tenham legitimidade para fazê-
lo.
§ 6º - A petição será indeferida de plano pelo órgão ou autoridade a que se dirigir, se intempestiva
ou assinada por pessoa sem legitimidade, vedada a recusa do seu recebimento ou protocolização.
§ 7º - Aplicam-se subsidiariamente ao contencioso administrativos fiscal as normas do Código de
Processo Civil.
SEÇÃO II
DA IMPUGNAÇÃO PELO SUJEITO PASSIVO

Art. 244. É assegurado ao sujeito passivo o direito de impugnar o lançamento de crédito tributário,
dentro do prazo de 30 (trinta) dias contados da sua notificação, sendo-lhe permitido recolher os tributos,
multas e demais acréscimos legais referentes à parte reconhecida, apresentando suas razões, apenas,
quanto à parte não reconhecida.
Parágrafo único - Para fins deste artigo, considera-se impugnação:
I - reclamação contra lançamento de ofício de tributo por prazo certo, dirigida à unidade
administrativa encarregada da instrução e do julgamento, ouvido o órgão responsável pelo lançamento;
II - pedido de revisão de avaliação de bens imóveis, quando da discordância pelo sujeito
passivo sobre o valor da sua avaliação para fins de recolhimento do Imposto Sobre a Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI, dirigida à unidade administrativa encarregada da

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instrução e do julgamento, ouvido o órgão responsável pelo lançamento;


III - defesa, dirigida à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento,
impugnando auto de infração ou notificação fiscal;
SEÇÃO III
DA RECLAMAÇÃO CONTRA LANÇAMENTO
Art. 245. O sujeito passivo poderá reclamar, no todo ou em parte, contra lançamento de ofício de
tributo por prazo certo, mediante petição escrita dirigida à unidade administrativa encarregada da instrução
e do julgamento, que proferirá a decisão, após ouvir o órgão responsável pelo lançamento.
§ 1º - Da comunicação da decisão a que se refere o Caput deste artigo que considerar improcedente,
no todo ou em parte, a reclamação contra lançamento de tributo por prazo certo, o sujeito passivo terá o
prazo de 30 (trinta) dias para pagar ou iniciar o pagamento do débito, nele incluídos os acréscimos legais.
§ 2º - Sendo procedente a reclamação, será concedido prazo de 30 (trinta) dias para pagamento,
contado da comunicação ao sujeito passivo da decisão final.

SEÇÃO IV
DO PEDIDO DE REVISÃO DA AVALIAÇÃO DE BENS IMÓVEIS

Art. 246. O sujeito passivo poderá contestar o valor da base de cálculo do Imposto Sobre a
Transmissão "Inter- Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI, por meio de pedido de nova
avaliação encaminhado à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, que proferirá a
decisão, após ouvir o órgão responsável pela avaliação.
§ 1º - Na hipótese de ser julgada improcedente a reclamação, o tributo a ser pago será atualizado
desde a data do vencimento, anterior à reclamação, determinada no Documento de Arrecadação Municipal -
DAM, até o dia do efetivo pagamento.
§ 2º - Sendo procedente a reclamação, será concedido novo prazo para pagamento, contado da
comunicação ao sujeito passivo da decisão final.
Art. 247. Da comunicação da decisão a que se refere o artigo anterior, o sujeito passivo terá o prazo
de 30 (trinta) dias para pagar ou iniciar o pagamento do débito, nele incluídos os acréscimos legais.
Art. 248. O pedido de revisão de avaliação de bem imóvel será instruído com o Documento de
Arrecadação Municipal - DAM referente à avaliação objeto do pedido, informando-se as razões de fato e de
direito que fundamentam o pedido.
SEÇÃO V
DA DEFESA

Art. 249. É assegurado ao sujeito passivo o direito de ampla defesa contra lançamento de crédito
tributário, por meio de notificação fiscal ou auto de infração.
Parágrafo único - O sujeito passivo poderá recolher os créditos referentes a uma parte do valor
lançado por meio do auto de infração ou da notificação fiscal e apresentar defesa quanto à parte da medida
fiscal por ele não reconhecida.
Art. 250. Compete à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, decidir sobre
a defesa interposta, por meio de petição escrita datada e assinada pelo sujeito passivo ou seu representante
legal.
Parágrafo único - Poderão ser aceitas fotocópias de documentos, desde que não destinados à prova
de falsificação.
Art. 251. Na defesa, poderá ser requerida perícia pelo sujeito passivo, a ser realizada por perito
nomeado pela autoridade julgadora e a seu critério, correndo as custas por conta de quem a requereu.
§ 1º - O sujeito passivo poderá indicar o perito, que poderá, a critério da autoridade julgadora, ser
nomeado para o feito.
§ 2º - Em nenhuma hipótese será nomeado como perito qualquer autoridade fiscal do Município,

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com base em requerimento do sujeito passivo.


Art. 252. Findo o prazo de defesa sem que tenha sido interposta, os processos referentes a
notificação fiscal e auto de infração serão encaminhados ao órgão administrativo competente para, após
constatar a revelia por cota aposta no corpo do processo, proceder à cobrança do débito.
Art. 253. Apresentada a defesa dentro do prazo legal, será esta, após anexada ao processo fiscal,
encaminhada à autoridade fiscal autuante ou notificante para prestar as informações necessárias.
§ 1º - As informações de que trata este artigo serão apresentadas no prazo de 30 (trinta) dias,
podendo ser prestadas pelo responsável pelo órgão de fiscalização ou por outra autoridade fiscal por ele
indicada nos casos de impossibilidade da autuante ou notificante.
§ 2º - A alteração da denúncia contida na notificação fiscal ou no auto de infração, efetuada após a
intimação do sujeito passivo, importará em reabertura do prazo de defesa, quando importar no seu
agravamento.
SEÇÃO VI
DO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO

Art. 254. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição de
quantias recolhidas indevidamente aos cofres municipais, relativas a tributos, multas tributárias e demais
acréscimos, seja qual for a modalidade de seu pagamento, nos seguintes casos:
I - cobrança ou pagamento espontâneo de quantia indevida ou maior do que a devida em face
da legislação tributária aplicável ou da natureza ou circunstância do fato gerador efetivamente ocorrido;
II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo
do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao crédito
tributário;
III - quando não se efetivar o ato ou contrato sobre que se tiver pago o crédito tributário;
IV - quando for declarada, por decisão judicial definitiva, a nulidade do ato ou contrato sobre
que se tiver pago o crédito tributário;
V - quando for posteriormente reconhecida a imunidade, a não incidência ou a isenção;
VI - quando ocorrer erro de fato.
Parágrafo único - A restituição na forma desta Subseção fica subordinada à prova, pelo contribuinte,
de que o valor do crédito tributário não foi recebido de terceiro, observando-se:
I - o terceiro que fizer prova de haver pago o crédito tributário pelo contribuinte, sub-roga-se
no direito daquele à respectiva restituição;
II - ressalvado o disposto no inciso anterior, é parte ilegítima para requerer restituição a
pessoa cujo nome não coincide com o daquele que tenha recolhido o crédito tributário em causa, salvo nos
casos de sucessão e de requerente devidamente habilitado por instrumento hábil para este fim, ou na
condição de representante legal.
Art. 255. Não sendo restituída a quantia indevidamente recolhida aos cofres municipais
independentemente de protesto do sujeito passivo, poderá ele solicitá-la, mediante pedido de restituição,
por meio de petição dirigida à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, que
decidirá sobre o pedido.
Parágrafo único - O pedido de restituição será instruído, conforme o caso, com qualquer dos
seguintes documentos:
I) - os originais dos comprovantes do pagamento efetuado, conferidos pela repartição fazendária, ou,
na sua falta:
a) certidão em que conste o fim a que se destina, passada à vista do documento existente na
repartição competente;
b) certidão lavrada por serventuário público em cujo cartório estiver arquivado o documento;
c) pública forma ou reprodução do respectivo documento, esta última conferida pela
repartição onde se encontrarem arquivadas outras vias;

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II - cópias das folhas dos livros e dos documentos fiscais relativos ao objeto do pedido.
Art. 256. O direito de requerer restituição decai com o decurso do prazo de 05 (cinco) anos,
contados, conforme o caso:
I - da data do recolhimento da quantia paga indevidamente;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou judicial que reforme ou
anule a decisão condenatória.
Art. 257. As quantias restituídas, serão atualizadas monetariamente, por meio do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo – IPCA / IBGE , constituindo período inicial o mês do recolhimento indevido.
Parágrafo único - A restituição somente vence juros não capitalizáveis de 0,5% (meio por cento) ao
mês, a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, nas hipóteses em que a Fazenda Pública
tenha dado causa ao indébito.
Art. 258. Na hipótese de pagamento efetuado voluntariamente pelo contribuinte, não lhe serão
restituídas as quantias correspondentes às taxas, quando os serviços correlatos tenham sido efetivamente
prestados.
Art. 259. A decisão pela procedência de pedido de restituição relacionado com indébito parcelado,
somente desobrigará o requerente, quanto às parcelas vincendas, após transitada em julgado.

SEÇÃO VII
DA CONSULTA
Art. 260. É assegurado às pessoas físicas ou jurídicas o direito de consulta sobre a interpretação e a
aplicação da legislação relativa aos tributos municipais.
§ 1º - A consulta será assinada pelo sujeito passivo da obrigação tributária, seu representante legal
ou procurador habilitado.
§ 2º - A consulta deverá ser feita a uma só matéria, indicando-se o caso concreto objeto de dúvida,
admitindo-se a acumulação, em uma mesma petição, apenas quando tratar de questões conexas, sob pena
de arquivamento “In limine” por inépcia da inicial.
Art. 261. A consulta deverá ser formulada com clareza, precisão e concisão, em petição dirigida à
unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, assinada nos termos do parágrafo
primeiro do artigo anterior.
§ 1º - A consulta que não atender ao disposto no "caput" deste artigo, ou a apresentada com a
evidente finalidade de retardar o cumprimento da obrigação tributária, será liminarmente arquivada.
§ 2º - O consulente poderá, a seu critério, expor a interpretação que der aos dispositivos da
legislação tributária aplicáveis à matéria sob consulta.
Art. 262. A apresentação da consulta na repartição fazendária produz os seguintes efeitos:
I - suspende o curso do prazo para cumprimento de obrigação tributária em relação ao caso
sobre o qual se pede a interpretação da legislação tributária aplicável;
II - impede, até o termino do prazo legal para que o consulente adote a orientação contida na
resposta, o início de qualquer procedimento fiscal destinado à apuração de fato relacionado com a matéria
consultada;
III - a consulta não suspende o prazo para o recolhimento de tributo retido na fonte ou lançado
por homologação antes ou depois de sua apresentação.
Parágrafo único - Não se operam os efeitos da apresentação da consulta, quando esta:
I - for formulada em desacordo com as normas deste título;
II - for formulada após o início de procedimento fiscal;
III - verse sobre matéria que tiver sido objeto de resposta anteriormente proferida, em relação
ao consulente ou a qualquer de seus estabelecimentos.

CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA PARA DECIDIR SOBRE O CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL

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SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA EM GERAL
Art. 263. Compete ao Secretário de Finanças julgar defesa contra Notificação Fiscal ou Auto de
Infração, pedido de restituição de tributos recolhidos indevidamente e de revisão de avaliação de bens
imóveis, reclamação contra lançamento de tributos e consulta pertinente à legislação tributária municipal.
Parágrafo único - A decisão proferida pelo Secretário de Finanças, em razão de julgamento de
processo administrativo tributário, terá eficácia normativa, para fins da obrigatoriedade do seu cumprimento
pelo sujeito passivo ou terceiro obrigado.
Art. 264. O prazo de julgamento do contencioso administrativo fiscal é de 30 (trinta) dias,
suspendendo-se com a determinação de diligência ou perícia, ou com o deferimento de pedido em que estas
providências sejam solicitadas.
Art. 265. Caso, após a instauração do contencioso administrativo fiscal, algum fato constitutivo,
modificativo ou extintivo de direito influir no julgamento do processo, caberá aos órgãos julgadores tomá-lo
em consideração de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão, sendo garantido o
direito de fazer a juntada de novas provas documentais até ser prolatada a decisão final.
Art. 266. Os aditamentos de impugnação e os pedidos de perícia ou diligência formulados pelo
sujeito passivo, somente serão conhecidos se interpostos antes de prolatada a decisão pelos órgãos
julgadores.
Art. 267. A autoridade julgadora referida no artigo 261 desta Lei poderá determinar as diligências
que entender necessárias ao julgamento, baixando os autos ao órgão encarregado de cumpri-las.
Parágrafo único - Se as diligências importarem em alteração da denúncia, os autos do processo serão
encaminhados ao órgão competente, para que intime o contribuinte da reabertura do prazo de defesa ou
recurso e, vencido o prazo remeta o processo para nova decisão.

SEÇÃO II
DA COMUNICAÇÃO DA DECISÃO
Art. 268. O sujeito passivo será comunicado da decisão na forma prevista no artigo 189 desta Lei.
§ 1º - A comunicação da decisão conterá:
I - o nome da parte interessada e sua inscrição municipal;
II - o número do protocolo do processo;
III - no caso de pedido de revisão da avaliação de bens imóveis, o valor da avaliação e o
montante do imposto a ser recolhido.
IV - nos casos de notificação fiscal ou de auto de infração julgados procedentes, o valor do
débito a ser recolhido e o da multa aplicada, e se declarados nulos, os atos alcançados pela nulidade e as
providências a serem adotadas, indicando-se, em qualquer das hipóteses, os fundamentos legais;
V - tratando-se de pedido de restituição julgado procedente, o valor a ser restituído;
VI - no caso de consulta, a síntese do procedimento a ser observado pelo consulente face à
legislação tributária do Município;
§ 2º - Após trânsito em julgado da decisão condenatória, o processo será encaminhado ao órgão
competente para que proceda à atualização monetária do débito e, se for o caso, promova a inscrição em
dívida ativa.
§ 3º - Quando proferida decisão pela procedência de notificação ou auto de infração, o sujeito
passivo será intimado, na forma prevista neste artigo, a recolher, no prazo de 30 (trinta) dias, o montante do
crédito tributário.
Art. 269. Tomando o sujeito passivo conhecimento de decisão, na forma prevista no artigo 189 desta
Lei, é vedado às autoridades julgadoras alterá-la, exceto para, de ofício ou a requerimento da parte, corrigir
inexatidão ou retificar os erros.
Art. 270. Quando ocorrerem indícios de infração à lei penal, os processos administrativos fiscais
serão julgados antes de qualquer outro, sendo as provas coligidas pela Fazenda Municipal encaminhadas à

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autoridade competente, para cumprimento do disposto no artigo 204 desta Lei.

SEÇÃO III
DAS NULIDADES
Art. 271. São nulos os atos, inclusive os de lançamento, os termos, os despachos e as decisões
lavrados ou proferidos por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa.
§ 1º - A nulidade do ato somente prejudica os posteriores dele dependentes ou que lhe sejam
consequentes.
§ 2º - A nulidade constitui matéria preliminar ao mérito e deverá ser apreciada de ofício ou a
requerimento da parte interessada.
§ 3º - As incorreções ou omissões da notificação fiscal ou do auto de infração não previstas neste
artigo serão sanadas de ofício ou a requerimento da parte quando resultarem em prejuízo para o sujeito
passivo, salvo se este lhes houver dado causa ou quando não influírem no julgamento do processo.

CAPÍTULO III
DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA FISCAL ADMINISTRATIVA

SEÇÃO ÚNICA DA COMPETÊNCIA

Art. 272. Ao Secretário de Finanças, compete julgar:


I - reclamação contra lançamento de tributo;
II - pedido de revisão de avaliação de bens imóveis,
III - defesa contra auto de infração ou notificação fiscal,
IV - pedidos de restituição de tributo recolhido indevidamente
V - consulta sobre a interpretação e a aplicação da legislação tributária municipal.

Art. 273. O julgamento deverá ser claro, conciso e preciso, e conterá:


I - o relatório, que mencionará os elementos e atos informadores, instrutivos e probatórios do
processo;
II - a fundamentação jurídica;
III - o embasamento legal;
IV - a decisão.

CAPÍTULO IV
DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
SEÇÃO I
DO PAGAMENTO

Art. 274. O pagamento, para extinção do crédito tributário, será efetuado, na forma e nos prazos
estabelecidos pela legislação tributária municipal, por meio de Documento de Arrecadação Municipal - DAM,
nos órgão arrecadadores.
Parágrafo único - Compete ao Secertário de Finanças autorizar entidades públicas ou privadas a
arrecadar créditos tributários municipais.
Art. 275. Quando o término do prazo de pagamento de crédito tributário recair em dia que não seja
útil ou em que não haja expediente bancário, o referido pagamento deverá ocorrer no primeiro dia útil
subsequente.
Art. 276. Excetuados os casos de autorização legislativa ou mandado judicial, é vedado o
recebimento de débito com desconto ou dispensa da obrigação tributária principal e de seus acréscimos.
§ 1º - A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator, sem prejuízo das penalidades que

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lhe forem aplicáveis, a indenizar o Município em quantia igual à que deixou de receber.
§ 2º - Se a infração decorrer de ordem de superior hierárquico, ficará este solidariamente
responsável com o infrator.

SEÇÃO II
DO PAGAMENTO FORA DO PRAZO
Art. 277. Quando não recolhido o crédito tributário no prazo legal, o débito ficará sujeito aos
seguintes acréscimos, além da atualização monetária:
I - juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, em qualquer caso;
II - multa de mora, no caso de recolhimento espontâneo;
III - multa por infração, quando a ação ou omissão for apurada por meio de notificação fiscal ou
auto de infração.
Art. 278. Quando não recolhidos nos prazos legais, os débitos para com a Fazenda Pública serão
atualizados mensalmente, constituindo período inicial o mês em que a obrigação deveria ter sido paga.
Parágrafo único - A atualização monetária a que se refere este artigo far-se-á mediante aplicação do
Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE.
Art. 279. As multas de mora e por infração, estabelecidas na legislação tributária municipal, serão
aplicadas sobre o valor do débito devidamente atualizado.
Art. 280. A atualização monetária dos processos de parcelamento instituído na legislação tributária
municipal, far- se-á a cada 1º de janeiro, mediante a aplicação do IPCA/IBGE acumulado no exercício, sobre o
saldo devedor.
Parágrafo único - Aos contratos de parcelamento celebrado no exercício imediatamente anterior
deverá ser observado o mês da celebração para a efetiva atualização.

SEÇÃO III
DOS JUROS DE MORA

Art. 281. Todos os débitos para com a Fazenda Municipal, não integralmente pagos nos prazos
legais, serão acrescidos de juros de mora, calculados à razão de 1% (um por cento) ao mês.
§ 1º - Os juros de mora serão calculados sobre o débito a partir do mês em que deveria ter sido
recolhido.
§ 2º - Os juros de mora serão calculados sobre o valor do tributo, devidamente atualizado.
SEÇÃO IV
DA MULTA DE MORA
Art. 282. Os créditos tributários recolhidos espontaneamente pelo sujeito passivo fora dos prazos
legais, serão acrescidos de multa de mora de:
I – 10% (dez por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 30 (trinta) dias;
II - 15% (quinze por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 60 (sessenta)
dias;
III - 20% (vinte por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 90 (noventa)
dias
SEÇÃO V
DO PARCELAMENTO DO DÉBITO

Art. 283. O débito decorrente de falta de recolhimento dos tributos municipais nos prazos legais,
qualquer que seja a fase de cobrança poderá ser parcelado em até 60 (sessenta) parcelas mensais e
sucessivas.
Art. 284. A falta de pagamento, no prazo devido, de 02 (duas) ou mais prestações do débito
parcelado, implica no vencimento automático das parcelas restantes e autoriza sua imediata inscrição em

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dívida ativa, com o correspondente cancelamento das reduções de multa e dispensa de juros.
§ 1º – O valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais).
§ 2º – Sem prejuízo do disposto no “caput” deste artigo a importância que deixar de ser paga em
qualquer fase do parcelamento será inscrita em dívida ativa.
Art. 285. O parcelamento será requerido por meio de petição em que o interessado reconheça a
certeza e liquidez do débito fiscal.
Parágrafo único – O pedido de parcelamento necessariamente será instruído com prova de
pagamento da quantia correspondente à primeira parcela.
Art. 286. Quando do parcelamento de débito pertinente a Imposto Sobre Transmissão Inter vivos de
Bens Imóveis e de Direito a Eles Relativos – ITBI, somente será lavrado ou registrado o instrumento, termo ou
escritura, conforme o caso, após o pagamento de todo o parcelamento.
Parágrafo único – A inobservância do disposto no “caput” deste artigo sujeita o infrator às
penalidades previstas no artigo 222, I, desta Lei.
SEÇÃO VI
DO CANCELAMENTO DE DÉBITOS
Art. 287. Fica o Secretário de Finanças, com base em parecer fundamentado pelo Gerente de
Tributação, autorizado a cancelar administrativamente os débitos:
I - prescritos;
II - de contribuintes que hajam falecido deixando bens que, por força de lei, sejam
insusceptíveis de execução;
IV - que, por seu ínfimo valor, tornem a cobrança ou execução notoriamente antieconômica;
IV - de contribuinte, pessoa física, que venha a comprovar absoluta incapacidade de pagamento do
débito, em virtude do seu estado de pobreza.
§ 1º - Com relação aos débitos tributários inscritos na Dívida Ativa e enviados por meio de
certificados para cobrança executiva, a competência de que trata este artigo será do titular do órgão
encarregado da execução judicial.
§ 2º - Fica estabelecido como ínfimo valor, que torna a cobrança ou execução notoriamente
antieconômica, o valor de R$ 200,00 (duzentos reais), atualizável pelo mesmo índice de que trata o artigo
291 desta lei.
SEÇÃO VII
DA COMPENSAÇÃO E DA TRANSAÇÃO

Art. 288. Ficam autorizados, o Secretário de Finanças, a compensar créditos tributários com créditos
líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Municipal, e o Procurador Geral, a celebrar transação
para terminação de litígio e extinção de créditos tributários, conforme dispuser o Poder Executivo.

SEÇÃO VIII
DA DAÇÃO EM PAGAMENTO

Art. 289. O Poder Executivo poderá receber em dação em pagamento, para efeito de extinção do
crédito tributário, exclusivamente bens imóveis localizados no Município.
§ 1° - Os imóveis dados em pagamento serão levados à leilão no prazo máximo de 180 (cento e
oitenta) dias, contados a partir da formalização da dação, ressalvada a hipótese de imóveis de interesse do
Município.
§ 2º - Salvo parecer em contrário de órgão competente da municipalidade, será aceita avaliação dos
imóveis dados em pagamento do crédito tributário, quando feita por profissionais devidamente habilitados e
de comprovada idoneidade.
§ 3º - No caso da avaliação do imóvel ser superior ao crédito tributário, com a devida concordância
do contribuinte, a dação poderá ser aceita, sem que, lhe seja devida qualquer restituição compensatória.

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LIVRO QUINTO
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 290. A atualização monetária dos valores expressos em moeda, será realizada anualmente com
base na variação do índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, medido pela Fundação Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas – IBGE.

Parágrafo único - Em caso de extinção do IPCA, a atualização monetária será realizada pelo índice
que o substituir ou, em não havendo substituto, por índice instituído por lei federal.

Art. 291. Os débitos para com a Fazenda Municipal, não recolhidos, no todo ou em parte, nos
prazos legais serão atualizados monetariamente pela variação do IPCA / IBGE, acrescidos de juros de mora,
calculado à base de 1% (um por cento) ao mês.
§ 1º - Incidirão juros de mora no caso de recolhimento espontâneo do débito.
§ 2º - Os juros de mora serão calculados sobre o valor atualizado do tributo, a partir do mês
subseqüente ao do vencimento.
§ 3º - A atualização monetária a que se refere o “caput” deste artigo, será calculada de acordo com
os índices de variação do índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE, tomando-se como período
inicial o dia do vencimento destes até a data do seu efetivo recolhimento.

Art. 292. As multas de mora e por infração, serão aplicadas sobre o valor do débito devidamente
atualizado.

Art. 293. A atualização do parcelamento, de que trata o artigo 278, far-se-á mediante Índice de
Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE.
Art. 294. O exercício financeiro, para os efeitos fiscais, corresponderá ao ano civil.

Art. 295. O Secretário de Finanças é a autoridade competente para:


I - conceder o desconto a que se refere o artigo 70, § 2º, desta lei;
II - determinar a apreensão de livros, documentos e papéis, que devam ser do conhecimento
da Fazenda Municipal ou que constituam prova de infração à legislação tributária, e a interdição de
estabelecimentos, quando constatada a prática de atos lesivos à municipalidade;
III - assinar convênios, protocolos ou acordos com órgãos da Fazenda Pública Federal, Estadual
e Municipal, com o objetivo de permutar informações econômico-fiscais;
IV - autorizar o recolhimento de tributos através de entidades públicas ou privadas;
V - apreciar e despachar os pedidos de parcelamento, podendo delegar;
VI - baixar atos normativos dispondo sobre a disciplina e validade das notas fiscais de serviços.

Art. 296. As competências de que trata a presente Lei serão exercidas de acordo com a estrutura
administrativa vigente no Município, independentemente da nomenclatura dos cargos.

CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 297. O Poder Executivo editará o regulamento da Instância Julgadora prevista no Título I do
Livro Quarto desta Lei.
Art. 298. O Poder Executivo regulamentará o presente Código, objetivando a sua integral execução, e

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o consolidará em texto único no que se relaciona às leis posteriores que lhe modificarem a redação,
repetindo-se esta providência até 31 de janeiro de cada ano.
Art. 299. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação e produzirá efeitos a partir da data da
sua publicação.
Art. 300. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Lei Municipal nº 1.387/2013 e a
Lei Municipal nº 1.667/2013.

Gabinete do Prefeito Municipal de Vicência, em 08 de Novembro de 2017.

GUILHERME DE ALBUQUERQUE MELO NUNES


PREFEITO

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ANEXO I –
VALOR DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

Valor em Real
1. Serviços Prestados Por Sociedade de (R$), por Mês, por
Profissionais Profissional
até 3 (três) profissionais R$ 190,00

de 4 (quatro) até 6 (seis) profissionais R$ 230,00

de 7 (sete) até 9 (nove) profissionais R$ 280,00

acima de 9 (nove) profissionais R$ 340,00

2. Serviços Prestados Sob a Forma de Trabalho Valor em Real


Pessoal (R$) por Semestre

Profissional Autônomo Liberal R$ 170,00

Profissional Autônomo Não Liberal de Nível R$ 85,00


Médio
Profissional Autônomo Não Liberal de Outros R$ 60,00
Níveis
Taxista proprietário de até 2 (dois) veículos R$ 100,00

Mototaxista proprietário de até 2 (dois) veículos R$ 65,00

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ANEXO II
FATOR DE ENQUADRAMENTO DE IMÓVEL TERRITORIAL
CÓDIGO Valor (em R$) Por M² (metro Valor (em R$) Por M² (metro
CÓDIGO
quadrado) de terreno ( V0 ) quadrado) de terreno ( V0 )

1 R$ 4,00 31 R$150,00

2 R$ 6,00 32 R$160,00

3 R$ 8,00 33 R$170,00

4 R$ 10,00 34 R$180,00

5 R$ 12,00 35 R$190,00

6 R$ 15,00 36 R$200,00

7 R$ 20,00 37 R$230,00

8 R$ 25,00 38 R$250,00

9 R$ 30,00 39 R$280,00

10 R$ 35,00 40 R$300,00

11 R$ 40,00 41 R$320,00

12 R$ 45,00 42 R$340,00

13 R$ 50,00 43 R$360,00

14 R$ 55,00 44 R$380,00

15 R$ 60,00 45 R$400,00
16 R$ 65,00 46 R$420,00

17 R$ 70,00 47 R$440,00

18 R$ 75,00 48 R$460,00

19 R$ 80,00 49 R$480,00

20 R$ 85,00 50 R$500,00

21 R$ 90,00 51 R$520,00

22 R$ 95,00 52 R$540,00

23 R$ 100,00 53 R$560,00

24 R$ 105,00 54 R$580,00

25 R$ 110,00 55 R$600,00

26 R$ 115,00 56 R$640,00

27 R$ 120,00 57 R$680,00

28 R$ 125,00 58 R$720,00

29 R$ 130,00 59 R$760,00

30 R$ 135,00 60 R$800,00

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ANEXO III
TABELA DE PREÇOS DE CONSTRUÇÃO - TPC
POR TIPO DA CONSTRUÇÃO E POR CATEGORIA - VALOR EM REAL (R$) POR METRO QUADRADO (M²) DE
CONSTR

VALOR EM REAL (R$) POR METRO QUADRADO (M²) DE


TIPO DA CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO
ALTO MÉDIO POPUL BAIXA
R$/M²) R$/M²) AR RENDA (R$/M²)
(R$/M²
)
1) Casa 127,72 78,17 63,14 37,88
2) Construção --x-- 68,22 55,12 26,88
Precária
3) Apartamento 156,18 116,72 97,27 83,65
4) Loja 226,56 199,64 142,54 122,45
5) Fábrica/Indústria 217,81 117,99 84,19 84,19
6) Galpão 190,55 136,18 97,27 97,27
7) Telheiro --x-- --x-- 13,55 13,55
8) Sala/Conjunto 236,20 163,28 116,72 116,72
9) Posto de 228,66 163,28 116,72 116,72
Combustível
10) Hotelaria 192,46 163,28 116,72 116,72
11) Hospital e Clínica 235,20 224,84 160,56 160,56
12) Clube de 225,22 222,92 165,22 142,55
Entretenimento
13) Mocambo --x-- --x-- 13,55 13,55
14) Escola e Creche 190,55 136,18 97,27 97,27
15) Instituição 326,56 199,64 142,54 142,54
Financeira
16) Edificação 228,66 210,53 163,28 163,28
Especial
17) Templo 190,55 136,18 97,27 97,27
18) Garagem 190,55 136,18 97,27 97,27
19) Deposito 190,55 136,18 97,27 97,27
20) Servico Público 190,55 136,18 97,27 97,27
21) Bar 195,65 146,19 97,27 97,27
22) Mercearia 190,55 136,18 97,27 97,27
23) Outros 190,55 136,18 97,27 97,27

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ANEXO IV
TABELAS DE FATORES DE CORREÇÃO DO LOTE

SL – fator de correção quanto à situação do lote


SITUAÇÃO Índice
Meio de quadra 1,00
Esquina 1,10
Vila-Consuto Popular 0,90
Encravada 0,80
Quadra 0,70
Gleba 0,50
Mais de uma frente 1,10
Condomínio fechado 1,30

TP – fator de correção quanto à topografia


SITUAÇÃO Índice
Plano ao nível 1,00
Plano abaixo do nível 0,90
Plano acima do nível 0,90
Reduz, Capacidade 0,70
Ária impedida de Constroção 0,50
Irregurlar 0,80

PD – fator de correção quanto à pedologia do terreno:


Pedologia Índice
Normal 1,00
Rochoso 0,80
Alagável 0,60
Alagado 0,60
Arenoso 1,00
Aréa de Risco 0,60
Combinação dos demais 0,70

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ANEXO V

AL - fator de correção quanto ao alinhamento


SITUAÇÃO Índice
1)Isolada Recuada 1,00
2) Isolada Alinhada 1,00
3) Conjugada Recuada 0,90
4) Conjugada Alinhada 0,90
5)Isolada Recuada Superposta 0,80
6)Isolada Alinhada Superposta 0,80
7)Conjugada Recuada Superposta 0,80
8)Conjugada Alinhada Superposta 0,80

SUC - fator de correção quanto à unidade construída


SITUAÇÃO Índice
Frente 1,00
Fundos 0,90
Vila 0,80
Galeria 0,70
Condomínio 1,10
Sub-Solo 0,60

EC - fator de correção quanto ao estado de conservação


SITUAÇÃO Índice
Ótimo 1,20
Bom 1,00
Regular 0,90
Sem Conservação/Ruim 0,70

UI- fator de utilização do imóvel


TIPO DA ATIVIDADE ECONÔMICA Índice
1) Terreno sem uso 1,60
2) Terreno com uso 1,00
3) Residencial 1,00
4) Comercial 1,10
5)Prestação de serviços 1,10
6) Industrial 1,20
7)Lazer / Recreação / Cultural 1,10
8)Imovel abandonando 1,60
9) Religioso 1,00
6)Saúde 1,00
7) Misto 1,20

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ANEXO VI
TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS – TSD ANEXO VI.A – AUTENTICAÇÕES E OUTROS

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real (R$)


1) Autenticação de livros de prestação de serviços e R$ 25,00
notas fiscais por talão (POR UNIDADE )
2) Autenticação de projetos R$ 25,00
3) Cadastro de fornecedores, por semestre R$ 35,00
4) Emissão de Nota Fiscal Avulsa R$ 5,00

ANEXO VI.
B - CONCESSÃO DE HABITE-SE
DISCRIMINAÇÃO VALOR
em
Real (R$)
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área até 100,00 m². 100,00
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área acima de 100,00 m² 150,80
e até 200,00 m².
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área acima de 200,00 220,00
m².
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para unifamiliar conjunto. 280,00
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para habitação multifamiliar isolada ou conjunto. 300,00
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para usos não habitacionais, com até 1.000 m² de área 900,00
construída.
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para usos não habitacionais, com área acima de 1.000 m². 1.300,00
Análise de documentação e vistoria local referente à concessão de R$
habite-se de subunidade. 250,80
Análise de documentação e vistoria local não enquadrada nos itens R$
acima. 200,00

ANEXO VI.
C - CONCESSÃO DE ACEITE-SE
DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real
(R$)
Análise de documentação e vistoria no local referente à R$ 250,00
concessão
de ACEITE-SE , com área até 400m².
Análise de documentação e vistoria no local referente à R$ 650,00
concessão

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de ACEITE-SE , com área superior a 400m² e até 1.000 m².

Análise de documentação e vistoria no local, referente à R$ 950,00


acréscimo
para concessão de aceite-se, com área acima de 1.000 m².
Análise de documentação e vistoria no local para concessão R$ 300,00
de
Aceite-se não especificado nos itens acima.

ANEXO VI.
D - DEMAIS CONCESSÕES
DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real (R$)
1) Demais concessões R$ 32,00
2) Transferência de licença R$ 26,00
3) Emissão de guias R$ 3,50
4) Inscrição em concurso público R$ 80,00
5) Numeração de prédio R$ 16,00

ANEXO VI.
E - APREENSÃO, TRANSPORTE E DEPÓSITO DE ANIMAIS, BENS E MERCADORIAS POR UNIDADE/DIA
– VALORES EM REAL (R$)
1. Apreensão por lote de material, bem, mercadoria ou animal (por unidade).
De pequeno porte R$ 30,00
.1
De médio porte. R$ 45,00
.2
De grande porte. R$ 60,00
.3
2. Transporte por lote de material, bem, mercadoria ou animal (POR UNIDADE)
De pequeno porte R$ 25,00
.1
De médio porte. R$ 30,00
.2
De grande porte. R$ 45,00
.3
3. Depósito por lote de material, bem, mercadoria ou animal (POR UNIDADE)
De pequeno porte R$ 20,00
.1
De médio porte. R$ 30,00
.2
De grande porte. R$ 45,00
.3

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ANEXO VI.
F - APRECIAÇÃO DE PROJETOS PARA PARCELAMENTO DE TERRENOS

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real


(R$)
Análise de projeto referente a desmembramento, R$ 500,00
remembramento e demarcação, com área de até 100m².
Análise de projeto referente a desmembramento, R$ 700,00
remembramento e demarcação com área superior a 100m² e
até 1.000m².
Análise de projeto referente a desmembramento, R$ 1.100,00
remembramento e demarcação com área superior a1.000m² e
até 5.000m².
Análise de projeto referente a desmembramento, R$ 1.400,00
remembramento e demarcação com área superior a 5.000m² e
até 10.000m².
Análise de projeto referente a desmembramento, R$ 1.600,00
remembramento e demarcação com área superior a
10.000m².
Análise de projeto referente a arruamento e loteamento. R$ 3.500,00
Análise de projeto não enquadrado nos itens acima. R$ 1.000,00
Aprovação de projeto referente a desmembramento, R$ 150,00
remembramento e demarcação, com área de até 100m².
Aprovação de projeto referente a desmembramento, R$250,00
remembramento e demarcação com área superior a 100m² e
até 1.000m².
Aprovação de projeto referente a desmembramento, R$ 600,00
remembramento e demarcação com área superior a1.000m² e
até 5.000m².
Aprovação de projeto referente a desmembramento, R$ 1.400,00
remembramento e demarcação com área superior a5.000m² e
até 10.000m².
Aprovação de projeto referente a desmembramento, R$ 1.600,00
remembramento e demarcação com área superior a
10.000m².
Aprovação de projeto referente a arruamento e R$ 1.500,00
loteamento.
Aprovação de projeto não enquadrado nos itens acima. R$ 1.000,00
0

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ANEXO VI.
G - APRECIAÇÃO DE PROJETOS DE CONSTRUÇÃO E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
VALOR
DISCRIMINAÇÃO Em Real
(R$)
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 0,70
acima de 60,00 m² até 100,00 m², por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 1,70
acima de 100,00 m² até 200,00 m² e por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 1,90
acima de 200,00 m² e por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar conjunto , por m². R$ 2,00
Análise de projeto inicial referente à habitação multifamiliar isolada ou R$ 2,10
conjunto,
por m².
Análise de projeto inicial referente a usos não habitacionais, com até 1.000m² R$ 1,80
de
área de construção, por m².
Análise de projeto inicial referente a usos não habitacionais, acima de 1.000m² R$ 2,30
de área de construção , por m².
Análise de projeto de legalização de construção e levantamento de obra antiga, R$ 1,10
com área até 400m² , por m².
Análise de projeto de legalização de construção e levantamento de obra antiga, R$ 1,20
com área superior a 400m² , por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 2,10
0 habitação unifamiliar isolada , por metro quadrado de área ampliada ou
reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 2,30
1 habitação unifamiliar conjunto, por metro quadrado de área ampliada ou
reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 0,70
2 habitação multifamiliar isolada ou conjunto, por metro quadrado de área
ampliada ou reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente a usos R$ 1,60
3 não habitacionais, com até 1.000m² de área de construção, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente a usos R$ 1,80
4 não habitacionais, acima de 1.000m² de área de construção, por m².
Análise de projeto relativo à alteração durante a obra, habitacionais, ou não R$ 1,10
5 habitacionais, referente à área alterada, por m².
Análise de projeto não enquadrado nos itens acima, por m². R$ 1,20
6

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ANEXO VI.
H - PROJETOS ESPECIAIS

DISCRIMINAÇÃO VALOR em
Real (R$)
Análise de projeto de antenas R$ 1.200,00
transmissoras de radiação
eletromagnética ou equipamentos correlatos
Análise de projeto de dutos subterrâneos:
Até 12 metros lineares R$ 16,00
.1
Superior a 12 metros, por metro linear acrescido R$ 4,00
.2
Análise de projeto para instalação de equipamento de R$ 1.200,00
prestadoras de serviços de telefonia, gás, energia elétrica, água e
esgoto,
instalado em logradouro e área pública.
Análise de projeto para instalação de cabos aéreos:
Até 30 metros lineares R$ 12,00
.1
Superior a 30 metros, por metro linear acrescido R$ 2,00
.2
Análise de projeto de muros de alinhamento e divisórios por R$ 3,00
metro
linear
Análise de projeto não enquadrado nos itens acima. R$ 600,00
Revalidação de projeto especial. R$ 1.300,00

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ANEXO VI.
I - CEMITÉRIO

ITEM DISCRIMINAÇÃO VALOR em


Real
(R$)
1 Inumação em sepultura rasa por dois anos
a) Adulto R$ 35,00
b) Criança R$ 30,00
2 Inumação em carneiro ou jazigo por dois anos
a) Adulto R$ 45,00
b) Criança R$ 32,00
3 Prorrogação de Prazo (por ano)
a) Sepultura rasa R$ 35,00
b) Carneira e Jazida R$ 45,00
c) Ossuário R$ 48,00
4 Perpetuação
a) Sepultura rasa, Carneira, Jazida, Ninho R$ 35,00
a) Sepultura Tumulo* R$ 65,00
5 Exumação quando requerida R$ 55,00
6 Transladação de Ossos R$ 46,00
7 Depósitos em Ossuários
a) Por dois anos R$35,00
b) Perpetuação R$ 55,00
8 Transladação de ossos de outros cemitérios R$ 50,00
9 Abertura de sepultura, carneira, jazigos ou mausoléu perpétuo,
para inumação R$ 30,00
10 Permissão para qualquer construção no cemitério Tumulo R$ 60,00
10.1 Permissão para qualquer construção no cemitério Carneira e Cova R$ 30,00
11 Colocação de inscrição R$ 26,00
12 Colocação de placas (por unidade) R$ 20,00

ANEXO VI.
J - TAXA PARA UTILIZAÇÃO DE BOX OU COMPARTIMENTO PÚBLICO

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real


(R$)
1 Utilização de Box, Compartimento, Quiosques, etc.
2 Mercado Carne ao mês R$ 55,00
3 Mercado de Arte ao mês. R$ 100,00

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ANEXO VII
TAXAS DE LICENÇA

ANEXO VII.
A - TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E TAXA DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real (R$)


1) Taxa de Licença de Localização Telefonia fixa, móvel R$10.000,00
ou torre/ ou equipamento
2) Taxa de Licença de Funcionamento Telefonia fixa, R$10.000,00
móvel ou torre/ ou equipamento
2) Taxa de Licença de Localização e demais R$ 600,00
estabelecimentos
3) Taxa de Licença de Funcionamento e demais R$ 600,00
estabelecimentos

ANEXO VII.
B - TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DO COMÉRCIO EVENTUAL OU AMBULANTE

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real (R$)


1) Comércio eventual (por semana) R$ 6,00
1.1 Feirante R$ 4,00

2) Comércio ambulante(POR SEMANA) R$ 6,00

ANEXO VII.
C - TAXA DE LICENÇA DE PUBLICIDADE

ITEM Veículo ou meio de divulgação VALOR em Real


(R$)
1 Mural por m², ao ano R$ 2,50
2 Letreiro por m², ao ano R$ 3,00
3 Painel por m², ao ano
3.1 Luminoso de pequeno porte (outside) R$ 35,00
3.2 Luminoso de grande porte sem iluminação (outdoor) R$ 55,00
3.3 Luminoso de grande porte com R$ 80,00
iluminação
(backlhigt/frontlight)
3.4 Placa instalada justaposta à fachada por m² R$ 4,50
3.5 Placa instalada não justaposta à fachada por m² R$ 5,00
3.6 Placa luminosa em abrigo de ônibus e praças por m² R$ 8,00
3.7 Placa de mídia eletrônica (painel luminoso animado) por R$ 9,50

4 Faixa por m² ao ano R$ 3,00

81
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5 Bicicletas, carroças de som por unidade ao ano R$ 60,00


5.1 Bicicletas de som por unidade ao ano R$ 45,00
6 Veículo automotor por unidade ao ano R$ 80,00
7 Mobiliário urbano por unidade ao ano R$ 100,00
8 Balão por unidade ao ano R$ 250,00
8.1 Balão por unidade p/ dia R$ 30,00
9 Outras não especificadas por m² ao ano R$ 8,00

ANEXO VII.
D - TAXA DE LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS E MOTORES

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real


(R$)
1) Potência de até 05 HP R$ 10,00
2) Acima de 05 até 50 HP R$ 20,00
3) Acima de 50 até 200HP R$ 40,00
4) Acima de 200 até 500 HP R$ 60,00
5) Acima de 500 HP R$ 80,00
6) Instalação de guindaste e pontes volantes, por toneladas ou
fração R$ 100,00
7) Instalação de fornos, fornalhas ou cadeiras, p/unidade R$ 100,00
8) Outras não especificadas, p/unidade R$ 80,00

ANEXO VII.
E - TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO COM COMÉRCIO EVENTUAL OU AMBULANTE

DISCRIMINAÇÃO VALOR
em
Real
(R$)
1 Arquibancada, camarote, mostruário ou stand de exposição, palanque e palco,
palhoção,
stand de vendas, tenda e toldo. por evento:
1.1 Até 9m² R$
25,00
1.2 Superior a 9 m² até 90 m² R$
45,00
1.3 Superior a 90 m² até 180 m² R$
55,00
1.4 Superior a 180 m² até 240 m² R$
70,00
1.5 Superior a 240 m² R$
90,00
2 Banca de jornais e revista, fiteiro e quiosque ao ano R$
80,00
3 Barraca de artigos de época e trailler ao mes R$

82
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35,00
4 Circo, parque de diversão ao mes ou fraçao R$
150,00
5 Comércio em veículo automotivo, em eventos R$
100,00
6 Balcão, tabuleiro e equipamento circulante, em eventos R$
35,00
7 Outros equipamentos não enquadrados nos itens acima ao mes R$
30,00
8 Análise referente a liberação do solo público por evento/dia:
8.1 Até 300 m² R$
40,00
8.2 Superior a 300 m² e até 600 m² R$
65,00
8.3 Superior a 600 m² e até 1.200 m² R$
80,00
8.4 Superior a 1.200 m² e até 1.800 m² R$
100,00
8.5 Superior a 1800 m² R$
150,00

ANEXO VII.
F - TAXA LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA

DISCRIMINAÇÃO VALOR em
Real
(R$)
1 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 70,30
isolada,
com área acima de 60,00 m² até 100,00 m²
2 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 95,80
isolada,
com área acima de 100,00 m² até 200,00 m²
3 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 100,00
isolada,
com área acima de 200,00 m²
4 Concessão de licença de construção referente à habitação unifamiliar R$ 130,00
conjunto.
5 Concessão de licença de construção referente à habitação R$ 140,00
multifamiliar
isolada ou conjunto
6 Concessão de licença de construção de antenas transmissoras de R$ 460,00
radiação
eletromagnética ou equipamento correlato.
7 Concessão de licença de construção de dutos subterrâneos:
7.1 Até 12 metros lineares R$ 18,20

83
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7.2 A partir de 12 metros, por metro linear acrescido R$ 3,20


8 Concessão de licença de construção para instalação de equipamento R$ 430,00
de prestadoras de serviços de telefonia, gás, energia elétrica, água e esgoto,
instalado em logradouro e área pública.
9 Concessão de licença de construção, com área até 400m². R$ 110,00
10 Concessão de licença de construção, com área superior a 400m² e R$ 260,00
até
1.000m².
11 Concessão de licença de construção, com área superior a 1.000m². R$ 620,00
12 Prorrogação de licença de construção R$ 360,00
13 Concessão de licença de construção não enquadrado nos itens acima R$ 320,00

ANEXO VII.
G - TAXA DE LICENÇA PARA SERVIÇOS QUE INDEPENDEM DE PROJETOS (SEM REFORMA DA
EDIFICAÇÃO)

DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real


(R$)
1 Abertura de calçamento, por m² R$ 3,50
2 Abertura de asfalto, por m² R$ 5,00
3 Concreto, por metro linear R$3,50
4 Alinhamento de testa de terreno, por metro linear R$ 2,20
5 Demolição de prédios, por m² R$ 3,00
6 Construção de Marquise, muros de sustentação e substituição R$ 2,20
de
cobertas, por m²
7 Drenos, sarjetas, canalizações, escavações nas vias públicas, por R$ 1,60
metro linear
8 Chaminés por metro linear R$ 3,10
9 Construção de piscinas e quadras de esporte, por m² R$ 3,60
10 Colocação e substituição de bombas de combustíveis e R$ 86,00
lubrificantes,
inclusive tanques, por unidade

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ANEXO VIII

CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA – CIP

CONSUMO VALOR CONSUMO VALOR CONSUMO VALOR


RESIDENCIAL (R$) COMERCIAL/SERVIÇO (R$) INDUSTRIAL (R$)
De 0 a 40 R$ 2,00 De 0 a 40 R$ 4,00 De 0 a 40 R$ 6,00

Acima de 40 a 50 R$ 3,00 Acima de 41 a 50 R$ 6,00 Acima de 41 a 50 R$ 10,00

Acima de 51 a 100 R$ 5,50 Acima 51 a 100 R$ 10,00 Acima de 50 a 100 R$ 15,00

Acima 101 a 150 R$ 7,50 Acima de 101 a 150 R$ 15,00 Acima de 100 a 150 R$ 22,00

Acima 151 a 300 R$ 15,00 Acima 151 a 300 R$ 25,00 Acima de 150 a 300 R$ 36,00

Acima 301 a 500 R$ 23,00 Acima 301 a 500 R$ 48,00 Acima de 300 a 500 R$ 55,00

Acima 501 a 1000 R$ 46,00 Acima 501 a 1000 R$ 58,00 Acima 500 a 1000 R$ 85,00

Acima de 1000 R$ 150,00 Acima de 1000 R$ 150,00 Acima de 1000 R$ 250,00

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ANEXO IX

TAXA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

COMPETÊNCIA / FATO GERADOR VALOR em


Real (R$)
Produção ou acondicionamento de drogas ou outros produtos
1 destinados ao tratamento ou prevenção de enfermidades. R$ 360,00

2 Comercialização de drogas ou outros produtos destinados ao R$ 120,00


tratamento ou prevenção de enfermidades.
Funcionamento de hospitais, clínicas, maternidades, casas de saúde,
3 hospitais veterinários e similares. R$ 135,00

Funcionamento de consultórios, ambulatórios, laboratórios de


4 análise, oficinas de prótese ou de equipamento e material de uso médico- R$ 95,00
odontológico, consultórios e ambulatórios veterinários e similares.

5 Produção, beneficiamento ou acondicionamento de alimentos e de R$ 380,00


bebidas não alcoólicas.
6 Comercialização de alimentos e de bebidas não alcoólicas. R$ 110,00

7 Produção ou acondicionamento de bebidas alcoólicas. R$ 460,00


8 Comercialização de bebidas alcoólicas. R$ 110,00
9 Funcionamento de supermercados R$ 130,00
10 Mercadinhos, mercearias, especiarias, estivas e similares R$ 75,00
11 Funcionamento de hotéis, motéis, pensões e similares:
11.1 De 1ª categoria R$ 360,00
11.2 De 2ª categoria R$ 150,00
11.3 De 3ª categoria R$ 80,00
12 Funcionamento de restaurantes, bares, lanchonetes e similares:
12.1 De 1ª categoria R$ 360,00
12.2 De 2ª categoria R$ 150,00
12.3 De 3ª categoria R$ 60,00
13 Funcionamento de matadouros de quaisquer espécies: R$ 360,00
Produção, beneficiamento, acondicionamento de artigos de higiene,
14 dietéticos, toucador, saneantes, inseticidas, raticidas e similares. R$ 360,00
Comercialização de artigos de higiene, dietéticos, toucador, saneantes,
15 R$ 150,00
inseticidas, raticidas e similares.
Funcionamento de empresa de detetização, desratização,
16 R$ 150,00
limpadoras de fossas e similares
17 Funcionamento de institutos de beleza, barbearias e similares:
17.1 De 1ª categoria R$ 150,00

86
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17.2 De 2ª categoria R$ 80,00


17.3 De 3ª categoria R$ 60,00
18 Funcionamento de casas balneáreas, termas, saunas e similares. R$ 150,00
19 Funcionamento de casas funerárias R$ 360,00

20 Análise e aprovação de plantas de edificações ligadas a saúde R$ 360,00

87
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ANEXO X
TABELA DE MULTAS AO CÓDIGO DE OBRAS E INSTALAÇÕES

ITEM INFRAÇÕES Valor em Real (R$)

1 Omissão no projeto de elementos físicos do terreno R$ 100,00

2 Omissão ou falseamento de dados no Projeto R$ 200,00


3 Alteração viciosa do Projeto aprovado R$ 400,00
Inicio da obra sem Projeto Aprovado e/ou se Alvará de
4 Construção’ – em qualquer tempo de construção R$ 200,00

5 Inicio da obra sem Responsável Técnico R$ 400,00


6 Inicio obra sem dados de nivelamento/alinhamento R$ 100,00
7 Execução obra em desacordo c/ Projeto aprovado R$ 400,00
8 Falta Projeto Aprovado e/ou sem Alvará de Construção na obra R$ 200,00

9 Prosseguimento obra s/ prorrogação do prazo R$ 200,00

10 Não conclusão de Demolição no prazo previsto R$ 50,00


11 Inobservância prescrições para movimento de R$ 100,00
terra/vedações
Inobservância exigências logradouros e vizinhos R$ 50,00

13 Inobservância exigências para colocação de andaimes, tapumes, R$ 200,00


telas
14 Desobediência de Embargo Municipal R$ 100,00
15 Execução obra com ruídos antes 7 horas e após 19 horas. R$ 100,00

16 Não cumprimento intimação para demolição R$ 300,00


17 Alteração destinação da obra sem autorização da administração R$ 200,00
pública municipal.
18 Após conclusão da obra não solicitar vistoria para R$ 50,00
habite-se
19 Utilização edificação sem habite-se R$ 150,00

20 Descumprimento prescrições para equipamento e instalação R$ 200,00

Não remoção em 48 horas, da metralha produzida na reforma-por


21 mão em 48 horas, da metralha produzida R$ 3,00
na reforma-por m3 de material produzido.

88
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ANEXO XI
TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA – TLP

UTILIZAÇÃO DO IMÓVEL ( m2) REAIS-R$


1 – Residencial
a. Até 51 m² 10,30
b. Até 101 m² 25,30
c. Até 151 m² 30,30
d. Até 201 m² 50,30
e. Até 251 m² 80,30
f. Até 301 m² 130,00
g. Acima
2 – Industrial
a. Até 101 m² 133,42
b. Até 201 m² 186,79
c. Até 301 m² 266,85
d. Acima 373,59
3 – Comerc. e Serviços
a. Até 51 m² 45,00
b. Até 101 m² 64,04
c. Até 201 m² 160,11
d. Até 301 m² 213,48
e. Acima 293,53

89
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ANEXO XII.
A - TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA PARA COLETA ESPECIAL OU EVENTUAL DE LIXO

DISCRIMINAÇÃO Valor em Real (R$)


1) Remoção de lixo extra-residencial, entulhos ou poda de
árvores, p/ metro cúbico .................................................. R$ 15,00
2) Remoção de cadáveres de animais:
a) Animal de porte pequeno................................................ R$ 15,00
b) Animal de porte médio .................................................. R$ 25,00
c) Animal de porte grande .................................................. R$ 50,00

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