Lei1763 2017
Lei1763 2017
Art. 1º. A presente Lei institui o Código Tributário do Município, com fundamento na Constituição da
República Federativa do Brasil, no Código Tributário Nacional e respectiva legislação subsequente, bem como
na Lei Orgânica do Município.
Art. 2º. Este Código institui os tributos de competência do Município, estabelece as normas
complementares de Direito Tributário relativas a ele e disciplina a atividade tributária dos agentes públicos,
dos sujeitos passivos e demais obrigados.
LIVRO PRIMEIRO
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS CAPÍTULO I
DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
Art. 5º. O Código Tributário institui os seguintes tributos, no âmbito do território do Município:
I – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS;
II - Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU;
III - Imposto Sobre a Transmissão Onerosa "Inter-vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a eles
relativos - ITBI;
IV – Taxas decorrentes do exercício regular do poder de polícia;
V – Taxas decorrentes da utilização efetiva ou potencial de serviços públicos municipais
específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;
VI – Contribuição de Melhoria - CM, decorrente de obra pública;
VII – Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP.
CAPÍTULO II
DAS LIMITAÇÕES DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Art. 6º. Ao Município é vedado:
I - Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
II - Instituir tratamento desigual entre sujeitos passivos que se encontrem em situações
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equivalentes;
III - exigir tributos:
a) Em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;
b) No mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;
c) Antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, observado o disposto na alínea anterior;
IV - Utilizar tributos com efeito de confisco;
V - instituir impostos sobre:
a) O patrimônio, renda ou serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
b) Os templos de qualquer culto;
c) O patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos e de suas fundações, das entidades
sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos, atendidos
os requisitos do artigo 6º;
d) Os livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão.
§ 1º - A vedação do inciso V, alínea "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, a renda e aos serviços, vinculados a suas
finalidades essenciais ou delas decorrentes.
§ 2º - As vedações do inciso V, alínea "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à
renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis
a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo
usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 3º - As vedações do inciso V, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e aos
serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
§ 4º - O disposto no inciso V deste artigo não exclui as entidades nele referidas da condição de
responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, bem como não a dispensa da prática de atos
assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros, na forma prevista em lei.
§ 5º - A vedação do inciso III, “c”, deste artigo, não se aplica à fixação da base de cálculo do Imposto
sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.
Art. 7º. O reconhecimento da imunidade de que trata a alínea “c” do inciso V do artigo anterior é
subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:
I - Não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;
II - Aplicarem integralmente no País os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais;
III - Manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades
capazes de assegurar sua exatidão.
Parágrafo único - Para o reconhecimento da imunidade tributária nos casos de que trata este artigo,
o sujeito passivo deverá requerer ao Secretário de Finanças, podendo delegar.
Art. 8º. A suspensão da aplicação do benefício decorrente da imunidade tributária pela falta de
cumprimento do disposto no artigo 6º, ou 5º, § 4º, é da competência do Secretário de Finanças, podendo
delegar.
Art. 9º. Qualquer isenção, redução de base de cálculo, anistia ou remissão que envolva matéria
tributária só poderá ser concedida mediante lei específica.
§ 1º - Caso seja concedida anistia ou remissão de créditos tributários envolvendo principal, multas e
acessórios, fica assegurado aos contribuintes que tenham pago seus débitos regularmente, por ocasião dos
respectivos vencimentos, o direito de obter o recebimento, a título de ressarcimento financeiro
compensatório, dos valores correspondentes à atualização monetária relativa à diferença entre o montante
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Art. 10. É vedada a concessão de reduções, descontos, isenções, anistias, incentivos ou benefícios
fiscais relativos ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU progressivo no tempo.
LIVRO SEGUNDO
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS
TÍTULO I
DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 11. O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS tem como fato gerador a prestação de
serviços não compreendidos na competência dos Estados, por pessoa física ou jurídica, com ou sem
estabelecimento fixo, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador,
constantes na seguinte lista:
1 – Serviços de informática e congêneres.
1.01 – Análise e desenvolvimento de sistemas.
1.02 – Programação.
1.03 – Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos,
páginas eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres.
1.04 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos,
independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo
tablets, smartphones e congêneres.
1.05 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.
1.06 – Assessoria e consultoria em informática.
1.07 – Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de
programas de computação e bancos de dados.
1.08 – Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.
1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdo de áudio, vídeo, imagem e texto por
meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdo
pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei no 12.485, de 12 de setembro de
2011, sujeita ao ICMS).
2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.
3.01 – Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.
3.02 – Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands, quadras
esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres,
para realização de eventos ou negócios de qualquer natureza.
3.03 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
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compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.
3.04 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.
4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.
4.01 – Medicina e biomedicina.
4.02 – Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia,
ultrassonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.
4.03 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos-socorros,
ambulatórios e congêneres.
4.04 – Instrumentação cirúrgica.
4.05 – Acupuntura.
4.06 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.
4.07 – Serviços farmacêuticos.
4.08 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
4.09 – Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e mental.
4.10 – Nutrição.
4.11 – Obstetrícia.
4.12 – Odontologia.
4.13 – Ortóptica.
4.14 – Próteses sob encomenda.
4.15 – Psicanálise.
4.16 – Psicologia.
4.17 – Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.
4.18 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
4.19 – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.
4.20 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.
4.21 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
4.22 – Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação de assistência
médica, hospitalar, odontológica e congêneres.
4.23 – Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de terceiros contratados,
credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo operador do plano mediante indicação do usuário.
5 – Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.
5.01 – Medicina veterinária e zootecnia.
5.02 – Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-socorros e congêneres, na área veterinária.
5.03 – Laboratórios de análise na área veterinária.
5.04 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
5.05 – Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.
5.06 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer espécie.
5.07 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
5.08 – Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e congêneres.
5.09 – Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.
6 – Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.
6.01 – Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.
6.02 – Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.
6.03 – Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.
6.04 – Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais atividades físicas.
6.05 – Centros de emagrecimento, spa e congêneres.
6.06 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres.
7 – Serviços relativos a engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção civil,
manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.
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ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no
preço da diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).
9.02 – Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas de
turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagens e congêneres.
9.03 – Guias de turismo.
10 – Serviços de intermediação e congêneres.
10.01– Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros, de cartões de crédito,
de planos de saúde e de planos de previdência privada.
10.02– Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral, valores mobiliários e
contratos quaisquer.
10.03– Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial, artística
ou literária.
10.04– Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de arrendamento mercantil
(leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring).
10.05– Agenciamento, corretagem ou intermediação de bens móveis ou imóveis, não abrangidos em
outros itens ou subitens, inclusive aqueles realizados no âmbito de Bolsas de Mercadorias e Futuros, por
quaisquer meios.
10.06– Agenciamento marítimo.
10.07– Agenciamento de notícias.
10.08– Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o agenciamento de veiculação por
quaisquer meios.
10.09– Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.
10.10 – Distribuição de bens de terceiros.
11– Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.
11.01– Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de
embarcações.
11.02– Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes.
11.03– Escolta, inclusive de veículos e cargas.
11.04– Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de qualquer
espécie.
12 – Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.
12.01– Espetáculos teatrais.
12.02– Exibições cinematográficas.
12.03– Espetáculos circenses.
12.04– Programas de auditório.
12.05– Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.
12.06– Boates, taxi-dancing e congêneres.
12.07– Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.
12.08– Feiras, exposições, congressos e congêneres.
12.09– Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.
12.10– Corridas e competições de animais.
12.11– Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação do
espectador.
12.12– Execução de música.
12.1 – Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos, espetáculos, entrevistas, shows,
ballet, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais, festivais e congêneres.
12.14– Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante transmissão por
qualquer processo.
12.15– Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e congêneres.
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12.16– Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, concertos, desfiles, óperas,
competições esportivas, de destreza intelectual ou congêneres.
12.17– Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza.
13 – Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.
13.01– Fonografia ou gravação de sons, inclusive trucagem, dublagem, mixagem e congêneres.
13.02– Fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação, cópia, reprodução, trucagem e
congêneres.
13.03– Reprografia, microfilmagem e digitalização.
13.04– Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria,
zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou
industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de
posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e
de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS.
14 – Serviços relativos a bens de terceiros.
14.01– Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem,
manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de
qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
14.02– Assistência técnica.
14.03– Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao
ICMS).
14.04– Recauchutagem ou regeneração de pneus.
14.05– Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem,
secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento,
polimento e congêneres de objetos quaisquer.
14.06– Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem
industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido.
14.07– Colocação de molduras e congêneres.
14.08– Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.
14.09– Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento.
14.10– Tinturaria e lavanderia.
14.11– Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.
14.12– Funilaria e lanternagem.
14.13– Carpintaria e serralheria.
14.14- Guincho intramunicipal, guindaste e içamento.
15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles prestados por
instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por quem de direito.
15.01– Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito e
congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.
15.02– Abertura de contas em geral, inclusive contracorrente, conta de investimentos e aplicação e
caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das referidas contas ativas e
inativas.
15.03– Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de terminais de
atendimento e de bens e equipamentos em geral.
15.04– Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de idoneidade, atestado
de capacidade financeira e congêneres.
15.05– Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres, inclusão ou
exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos – CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais.
15.06– Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em geral; abono
de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores; comunicação com outra agência ou com a
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relacionadas no art. 10 desta Lei, ficará sujeito ao imposto que incidir sobre cada uma delas, inclusive
quando se tratar de pessoa física.
Art. 14. Quando o contribuinte exercer mais de uma atividade e dentre elas constar atividade isenta
ou que permita deduções, a escrita fiscal e/ou contábil deverá registrar as operações de forma separada, sob
pena do imposto ser cobrado sobre o total da receita.
Art. 15. A incidência do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS independe:
I – Da existência de estabelecimento fixo ou não, em caráter permanente ou eventual;
II - Do cumprimento das exigências constantes de leis, decretos ou atos administrativos, que
regulamentam o exercício da atividade, sem prejuízo das cominações cabíveis;
III - Do resultado financeiro obtido no exercício da atividade;
IV - Do pagamento pelos serviços prestados.
SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 16. O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN não incide sobre:
I - As exportações de serviços para o exterior do País;
II - A prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos diretores e
membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e fundações, bem como dos sócios-
gerentes e dos gerentes-delegados;
III- o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos bancários,
o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições
financeiras.
Parágrafo único - Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil,
cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.
SEÇÃO IV
DA ISENÇÃO
Art. 17. São isentos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN:
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SEÇÃO V
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 19. Contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS é o prestador de serviço.
Art. 20. Considera-se responsável pelo pagamento do imposto devido ao Município de Vicência:
I - O tomador, o intermediário ou o responsável pelo pagamento do serviço quando:
a) o prestador do serviço estabelecido ou domiciliado no Município do Vicência não comprovar a sua
inscrição no Cadastro Mercantil de Contribuintes ou deixar de emitir a Nota Fiscal de Serviços, estando
obrigado a fazê-lo;
b) a execução de serviços previstos nos itens ou subitens 3.04; 7.02; 7.04; 7.05; 7.09; 7.10; 7.11; 7.12;
7.14; 7.15; 7.16; 7.17; 11.01; 11.02; 11.04; 12; 16; 17.05; 17.09; 17.10 e 20 for efetuada por prestador de
serviço cujo estabelecimento prestador esteja situado fora do Município de Vicência;
c) o serviço for proveniente ou se tenha iniciado no exterior do País;
II - Os contribuintes ou responsáveis abaixo indicados em relação aos serviços que lhes forem
prestados:
a) as instituições financeiras;
b) Os órgãos e empresas da Administração Direta e Indireta da União, Estados, Distrito Federal
e Municípios;
c) As concessionárias, permissionárias ou autorizatárias de serviços públicos;
III - As empresas que desenvolvam atividade industrial, comercial, de prestação de serviço, de
agropecuária ou de extrativismo, elencadas em regulamento, em relação aos serviços que lhes forem
prestados;
IV - As incorporadoras, construtoras, empreendedores imobiliários ou loteadores em relação às
comissões pagas pelas corretagens de imóveis;
V - As empresas e entidades que explorem loterias e outros jogos, inclusive apostas, em
relação às comissões pagas aos seus agentes, revendedores, concessionários ou congêneres;
VI - As empresas que prestam os serviços referidos nos subitens 7.02 e 7.05 da lista de serviços
do art. 11 desta Lei, em relação aos serviços subempreitados;
VII – Os condomínios e administradoras de shopping centers em relação aos serviços que lhes
forem prestados;
VIII - As operadoras de cartões de crédito, quando efetuarem o pagamento dos serviços
prestados por empresas locadoras de bens móveis estabelecidas no Município;
IX - As empresas seguradoras, quando efetuarem o pagamento das comissões pelas
corretagens de seguro e sobre os pagamentos de serviços de conserto dos bens sinistrados;
X - As empresas de rádio e jornal, quando efetuarem o pagamento de comissões sobre
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Parágrafo único - A solidariedade de que trata este artigo compreende também multa e, quando for
o caso, juros e correção monetária, na hipótese de o imposto vir a ser recolhido com atraso.
Art. 22. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes à obrigação tributária
resultante de atos praticados com excesso de poder ou infração de lei, contrato social ou estatuto:
I - Os diretores, administradores, sócios gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de
direito privado;
II - Os mandatários, prepostos e empregados.
SEÇÃO V
DO LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
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d) Da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista constante no artigo 11
desta Lei;
e) Das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.05 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
f) Da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e
destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09
da lista constante no artigo 11 desta Lei;
g) Da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis,
chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista
constante no artigo 11 desta Lei;
h) Da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços
descritos no subitem
7.11 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
i) Do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e
biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
j) Do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.14 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
k) Da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.15 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
l) Da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.16 da lista constante no
artigo 11 desta Lei;
m) Onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no subitem
11.01 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
n) Dos bens ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.02 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
o) Do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.04 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
p) Da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos
serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista constante no artigo 11 desta Lei;
q) Do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo
item 16 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
r) Do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, onde ele
estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista constante no artigo 11 desta
Lei;
s) Da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento, organização e
administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.09 da lista constante no artigo 11 desta Lei;
t) O porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso dos
serviços descritos pelo item 20 da lista constante no artigo 11 desta Lei.
u) Do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas
administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01;
v) Do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09
w) De florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo,
plantio, silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e
serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para
quaisquer fins e por quaisquer meios;
x) Dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou
monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02
y) Do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09
§ 1º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.03 da lista constante no artigo 11 desta Lei,
considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto no Município de Vicência quando em seu território
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houver extensão de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos de
locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não.
§ 2º - No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista constante no artigo 11 desta Lei,
considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto no Município de Vicência quando em seu território
houver extensão de rodovia explorada.
§ 3º - Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no local do estabelecimento prestador nos
serviços executados em águas marítimas, excetuados os serviços descritos no subitem 20.01.
§4° - Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade de
prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure unidade econômica ou profissional,
sendo irrelevantes para caracterizá-lo as denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento,
sucursal, escritório de representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.
SEÇÃO VI
DA BASE DE CÁLCULO E DAS ALÍQUOTAS
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§ 11 - Na prestação dos serviços referidos no item 21 do art. 10 desta Lei, a base de cálculo é o preço
dos serviços, deduzido o valor destinado ao Fundo Especial de Registro Civil do Estado de Pernambuco (FERC-
PE), de que trata a Lei Estadual n.º 14.642, de 26 de abril de 2012.
§ 12 - Incorporam-se à base de cálculo dos serviços de que trata o parágrafo anterior deste artigo, no
mês do seu recebimento, os valores recebidos a título de ressarcimento ou compensação de atos gratuitos
praticados, bem como a título de repasse referente à renda mínima.
§ 13 – Tratando-se de serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no
exterior do País, a base de cálculo é o valor da importância paga, creditada, entregue, empregada ou
remetida para o exterior.
§ 14 - Quando se tratar de serviços prestados por sociedades organizadas sob a forma de
cooperativa, fica autorizada a dedução no valor da base de cálculo:
I - Dos valores repassados aos cooperados das sociedades cooperativas, decorrentes dos
serviços por eles prestados, resultantes dos contratos celebrados pelas cooperativas singulares, federações,
centrais e confederações;
II - Das despesas relativas a serviços contratados pela cooperativa que estejam diretamente
vinculados a sua atividade fim;
§ 15 - São requisitos para a dedução a que se refere o parágrafo anterior:
I - Estar a sociedade cooperativa regularmente constituída na forma da legislação específica.
II - Não ficar caracterizada fraude à legislação trabalhista mediante a dissimulação de relação
de emprego entre a cooperativa e os seus cooperados.
III - No caso do inciso I do parágrafo anterior, comprovar a cooperativa o recolhimento do ISS
de competência do Município, cujo sujeito passivo seja o cooperado, relativo à competência imediatamente
anterior ao mês de repasse.
IV - No caso do inciso II do parágrafo anterior, efetuar a cooperativa a retenção na fonte do
valor do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS - devido ao Município pelo prestador de serviços
e o seu recolhimento.
§ 16 - Em não havendo a comprovação a que se referem os incisos III e IV do parágrafo anterior, não
se considerará, para efeitos de apuração da base de cálculo, as deduções permitidas no parágrafo quatorze.
Art. 25. A alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN a ser aplicada sobre o
preço do serviço é de 5%, exceto:
I – Para o serviço de 10.09 - Representação de qualquer natureza, inclusive comercial, cujo alíquota é
de 2%;
II – Para o serviço de 16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal cujo alíquota é de
2%.
Parágrafo único - Se no local do estabelecimento e em seus depósitos ou em outras dependências
forem exercidas atividades diferentes, sujeitas a mais de uma forma de tributação, e se as atividades forem
tributadas com alíquotas diferentes, ou sobre o movimento econômico total, ou com dedução, e se na
escrita não estiverem separadas as operações, por atividade, ficarão essas, em sua totalidade, sujeitas à
alíquota mais elevada sobre o movimento econômico total.
Art. 26. Quando os serviços referidos nos subitens 4.01, 4.02, 4.03, 4.06, 4.08, 4.11, 4.12, 4.13, 4.14,
4.16, 5.01, 7.01, 10.03, 17.13, 17.15 e 17.18 da lista constante do artigo 11 desta Lei, bem como serviços de
economistas no exercício de suas atividades profissionais, forem prestados por sociedades, o imposto será
devido pela sociedade, por mês, em relação a cada profissional habilitado, seja sócio, empregado ou não,
que preste serviço em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal nos termos da lei
aplicável.
§ 1º O imposto será devido mensalmente, considerando-se o número de profissionais habilitados,
sejam sócios, empregados ou não, que prestem serviços em nome da sociedade, na forma do Anexo I desta
Lei.
§ 2º A sociedade pagará o imposto tendo como base de cálculo o preço do serviço quando:
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SEÇÃO VII
DO ARBITRAMENTO
Art. 28. A base de cálculo do imposto poderá ser arbitrada pela autoridade fiscal quando:
I - Os elementos necessários à comprovação dos serviços prestados, exibidos pelo sujeito
passivo ou pelo terceiro obrigado, sejam omissos ou não mereçam fé;
II - O contribuinte ou o responsável, após regularmente intimado, recusar-se a exibir à
fiscalização os elementos necessários à comprovação do valor dos serviços prestados;
III - O contribuinte não possuir livros ou documentos fiscais e/ou contábeis.
§ 1º - Constatada qualquer das hipóteses contidas no “caput” deste artigo, o arbitramento será
realizado levando- se em consideração um ou mais dos seguintes critérios:
I – Os pagamentos de impostos efetuados pelo mesmo ou por outros contribuintes de mesma
atividade em condições semelhantes;
II – Valor das despesas gerais, dos salários, encargos sociais, previdenciários ou o custo do
material empregado na prestação do serviço, acrescido da margem de lucro;
III – Preço corrente dos serviços à época a que se referia a apuração;
IV – Pauta de valores ou índices econômico-financeiros;
V – Peculiaridades inerentes à atividade exercida;
VI – Fatos ou aspectos que exteriorizem a situação econômico-financeira do contribuinte;
VII – Levantamento de informações obtidas em decorrência de Regime Especial de Fiscalização;
VIII – Aquisição de bens, ampliação do estabelecimento ou renovação de instalações;
IX – Informações obtidas junto a entidades relacionadas com a atividade da empresa;
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Art. 29. O valor do imposto será fixado por estimativa, a critério do Secretário de Finanças, quando:
I – Se tratar de atividade exercida em caráter provisório, assim considerada aquela cujo
exercício seja de natureza temporária e esteja vinculada a fatores ou acontecimentos ocasionais ou
excepcionais;
II – Se tratar de atividade ou grupo de atividades cuja espécie, modalidade ou volume de
serviços aconselhem tratamento fiscal específico;
III - O sujeito passivo incorrer, reiteradamente, em descumprimento de obrigação acessória,
conforme disposto em regulamento.
Art. 30. Na fixação do valor do imposto por estimativa, levar-se-ão em conta os seguintes elementos:
I – O preço corrente do serviço;
II – O tempo de duração e a natureza específica da atividade;
III – As peculiaridades do serviço prestado por cada contribuinte, durante o período
considerado para cálculo da estimativa;
IV – Os valores constantes de extratos bancários dos últimos 3 (três) meses, as receitas
escrituradas no livro-caixa e outras informações consideradas relevantes pelo Fisco Municipal;
V - O valor da despesa geral do contribuinte durante o período considerado para o cálculo da
estimativa; V I- o volume de receita auferida em períodos anteriores e sua projeção para o futuro;
VII - outros contribuintes de mesma atividade e porte econômico; VIII - a capacidade potencial de
prestação de serviço.
Parágrafo único. O preço dos serviços pode ser fixado pela Fazenda Municipal, em pauta que reflita
o preço corrente na praça, para fins de tributação sob a forma de arbitramento ou regime de estimativa.
Art. 31. Os valores estimados poderão ser revisados a qualquer tempo, por iniciativa da Fazenda
Municipal ou a requerimento do contribuinte, desde que comprovada a existência de elementos suficientes à
efetuação do lançamento com base no preço real do serviço, ou a superveniência de fatores que modifiquem
a situação fiscal do contribuinte.
Art. 32. O enquadramento do contribuinte no regime de estimativa poderá, a critério do Secretário
de Finanças, ser feito individualmente por categoria de contribuintes ou grupos de atividades econômicas.
§1º - A autoridade referida no “caput” deste artigo poderá a qualquer tempo, suspender a aplicação
do sistema previsto nesta Seção, de modo individual ou de forma geral, bem como rever os valores
estimados para determinado período e, se for o caso, reajustar as parcelas mensais subsequentes à revisão.
§ 2º - Quando do enquadramento do contribuinte ou do grupo de contribuintes de uma mesma
atividade no regime de estimativa, será fixado o prazo de sua aplicação.
Art. 33. Os contribuintes enquadrados no regime de estimativa poderão reclamar do valor estimado
no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da notificação do lançamento.
SEÇÃO IX
DO LANÇAMENTO
Art. 34. O lançamento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS será feito:
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Art. 35. Na hipótese do sujeito passivo não efetuar o recolhimento antecipado do Imposto Sobre
Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN a que se refere o inciso I do artigo anterior, dentro dos prazos
estabelecidos nesta Lei, o lançamento será feito:
I - de ofício, mediante auto de infração ou notificação fiscal para recolhimento do tributo e seus
acréscimos legais; II - por homologação do recolhimento efetuado espontaneamente pelo sujeito passivo,
porém fora do prazo estabelecido nesta Lei, no qual já foi incluída a atualização prevista no art. 276, e a
multa de mora prevista no art. 280, ambos desta Lei, excluída a penalidade por infração;
III - de ofício, com base em denúncia espontânea oferecida pelo sujeito passivo, antes do início
de qualquer procedimento fiscal administrativo, excluída a aplicação de penalidade por infração;
IV – de ofício, com base nas notas fiscais de serviço eletrônicas emitidas, cujo imposto não
tenha sido recolhido.
SEÇÃO X
DO RECOLHIMENTO
Art. 36. O recolhimento do imposto será efetuado nos órgãos arrecadadores autorizados, por meio
do Documento de Arrecadação Municipal – DAM, em modelo aprovado pelo Poder Executivo, nos seguintes
prazos:
I - mensalmente, nas datas fixadas no Calendário Fiscal do Município, nas hipóteses dos
artigos 23, 25, 27 e 28 desta Lei e quando se tratar do imposto sujeito ao desconto na fonte;
II - semestralmente , nas datas fixadas no Calendário Fiscal do Município, no caso do artigo 26
desta Lei.
Art. 37. Cada estabelecimento do mesmo contribuinte é considerado autônomo para efeito de
recolhimento do imposto relativo à prestação de serviços por ele efetuada, respondendo o contribuinte
pelos débitos, acréscimos e penalidades referentes a qualquer deles.
§ 1º - O recolhimento do imposto sujeito ao desconto na fonte far-se-á em nome do responsável
pela retenção.
§ 2º - Independentemente dos critérios estabelecidos neste artigo, o Secretário de Finanças poderá,
atendendo à peculiaridade de cada atividade e às conveniências do fisco e do contribuinte, adotar outras
modalidades de recolhimento, inclusive em caráter de substituição.
§ 3º - Secretário de Finanças, poderá autorizar a centralização do recolhimento do imposto em um
dos estabelecimentos que o contribuinte mantenha neste Município.
CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 38. Ficam obrigadas todas as pessoas físicas ou jurídicas, contribuintes ou responsáveis por
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tributos municipais, inclusive as imunes ou isentas, e que participem direta ou indiretamente de prestação
de serviços sujeita à incidência do Imposto Sobre Serviços, ao cumprimento das obrigações acessórias
previstas na legislação tributária.
Art. 40. O Poder Executivo, por intermédio do Secretário de Finanças, poderá autorizar a
centralização de escrita em um dos estabelecimentos que o contribuinte mantenha no Município.
SEÇÃO II
DA INSCRIÇÃO NO CADASTRO MERCANTIL
Art. 41. Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, ainda que imunes ou isentas, com estabelecimento fixo
ou não, que exerçam habitual ou temporariamente, individual ou em sociedade, qualquer atividade,
comercial, industrial, produtora ou de prestação de serviço, estão obrigados a inscrever cada um dos seus
estabelecimentos autônomos no Cadastro Mercantil de Contribuintes do início de suas atividades.
§ 1º - Para efeito do disposto neste artigo, consideram-se estabelecimentos autônomos:
I - os pertencentes a diferentes pessoas físicas ou jurídicas ainda que localizados no mesmo
endereço e com idênticas atividades econômicas;
§ 2º - Não se compreendem como locais diversos os pavimentos de uma mesma edificação ou duas
ou mais edificações que se comuniquem internamente.
Art. 43. As alterações de dados cadastrais deverão ser comunicadas à repartição fiscal competente
no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data da ocorrência.
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SEÇÃO III
DA ESCRITA E DO DOCUMENTÁRIO
Art. 45. O contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN fica obrigado a
manter, em cada um dos seus estabelecimentos, escrita fiscal destinada ao registro dos serviços prestados.
§1º - Cada estabelecimento do mesmo contribuinte é considerado autônomo para efeito da
manutenção de livros e documentos fiscais relativos à prestação de serviços por ele efetuada, respondendo o
contribuinte pelas penalidades referentes a qualquer deles.
§2º - O regulamento desta Lei estabelecerá os modelos de livros e documentos fiscais, a forma, os
prazos e as condições para a sua escrituração e emissão, bem como a sua dispensa, tendo em vista a
natureza e o ramo de atividade do contribuinte.
Art. 46. Os livros e documentos fiscais serão conservados no próprio estabelecimento ou em local
previamente autorizado pelo Secretário de Finanças, para serem exibidos à Fazenda Municipal, salvo quando
se impuser a sua apresentação judicial ou para exame fiscal.
Parágrafo único - Os documentos e livros fiscais e contábeis e os comprovantes dos lançamentos
neles efetuados serão obrigatoriamente conservados pelo contribuinte até que ocorra a prescrição dos
créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram.
TÍTULO II
DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA – IPTU
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 47. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU tem como fato gerador a
propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou acessão física, como definido na Lei
civil, localizado na zona urbana, urbanizável ou de expansão urbana do Município, independentemente de
sua forma, estrutura ou destinação.
§ 1° - Para efeito de incidência do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana,
entende-se como zona urbana a definida na legislação municipal, observado o requisito mínimo da existência
de melhoramentos indicados em pelo menos 02 (dois) dos itens seguintes, construídos ou mantidos pelo
Poder Público:
I - meio-fio ou calçamento com canalização de água pluvial;
II - abastecimento d'água;
III - sistema de esgotos sanitários;
IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
V - instituição de ensino ou posto de saúde a uma distância máxima de 03 (três) quilômetros
do imóvel considerado.
§ 2º - Considera-se também urbana as áreas urbanizáveis ou de expansão urbana, constantes de
loteamento aprovados pelo órgão municipal competente, destinados à habitação, inclusive residência de
recreio, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das áreas definidas nos termos do parágrafo
anterior e na forma a seguir: I – as áreas pertencentes a parcelamentos de solo regularizados pela
Administração Pública Municipal, mesmo que executados irregularmente;
II – as áreas pertencentes a loteamento aprovados nos termos da legislação pertinente;
III – as áreas dos conjuntos habitacionais, aprovados e executados nos termos da legislação
pertinente;
IV – as áreas com uso ou edificação aprovada de acordo com a legislação urbanística de
parcelamento, uso e ocupação do solo e de edificações;
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Art. 48. As disposições desta Lei são extensivas aos imóveis que, embora localizados fora da zona
urbana, urbanizável ou de expansão, tenham destinação considerada urbana para efeito de tributação.
Art. 49. O Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é anual e a obrigação de
pagá-lo se transmite ao adquirente da propriedade do imóvel ou dos direitos a ele relativos.
Art. 50. Considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana - IPTU a 1º (primeiro) de janeiro de cada ano, ressalvados:
I - os prédios construídos durante o exercício, cujo fato gerador ocorrerá na data da concessão
do "habite-se", ou ainda, quando constatada a conclusão da construção, independentemente da expedição
do referido alvará;
II - os imóveis que forem objeto de parcelamento do solo durante o exercício, cujo fato
gerador ocorrerá na data da aprovação do projeto pelo órgão competente da municipalidade.
Art. 51. O bem imóvel, para os efeitos desse imposto, será classificado como não edificado ou
edificado.
§ 1º - Considera-se o imóvel não edificado, quando:
I – sem edificação;
II - houver construção em andamento ou paralisada;
III - houver edificação interditada, condenada, em ruína ou em demolição;
IV - a construção for de natureza temporária ou provisória, ou possa ser removida sem
destruição, alteração ou modificação.
§ 2º - Considera-se o imóvel edificado quando existir condições de habitabilidade ou para exercício
de qualquer atividade, seja qual for.
Art. 52. A incidência do Imposto independente:
I - da legitimidade dos títulos de aquisição da propriedade, do domínio útil ou da posse, a
qualquer titulo, do bem imóvel;
II - do resultado financeiro da exploração econômica do bem imóvel:
III - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas
relativas ao bem imóvel.
Art. 53. O Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana incide sobre o imóvel que,
localizado fora da zona urbana, seja comprovadamente utilizada como sítio de recreio e no qual a eventual
produção não se destina a comercio.
SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 54. O Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana não incide sobre o imóvel que,
localizado dentro da zona urbana, seja comprovada e principalmente utilizado para exploração extrativo
vegetal, agrícola, pecuária ou agroindustrial, independentemente de sua área.
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SEÇÃO III
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 55. A base de cálculo do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
Valor Venal do Imóvel.
Parágrafo único – O Valor Venal a que se refere este artigo é o constante do Cadastro Imobiliário e
no seu cálculo será considerado o valor do imóvel territorial e, sendo o caso, cumulativamente, o do imóvel
predial, levando-se em conta:
I – a área do imóvel territorial;
II – o valor básico do imóvel territorial determinado pela sua localização de acordo com o
Anexo II desta Lei;
III – a área construída da edificação e o valor da construção, de acordo com o Anexo III desta
Lei;
IV – a forma, situação topográfica, a qualidade da construção, aproveitamento e outras
características de acordo com os Anexos IV e V, desta Lei, e que possam contribuir para a obtenção do valor
do imóvel;
V - os equipamentos públicos, os serviços públicos ou de utilidade pública existentes na via ou
logradouro.
Art. 56. O Valor Venal do Imóvel será apurado:
I – de acordo com o Anexo II desta Lei, quando se tratar de imóvel não edificado ou assim
considerado;
II – de acordo com o Anexo II e Anexo III desta Lei, quando se tratar de imóvel edificado.
Parágrafo único - A avaliação judicial prevalecerá sobre a administrativa, quando a Fazenda
Municipal intervenha no processo.
Art. 57. O valor venal do imóvel, edificado ou não, será obtido por meio da seguinte fórmula:
VV = VT + VE
VV - é o valor venal do imóvel; VT – é o valor do terreno; e VE – é o valor da edificação.
§ 1º - O valor do terreno é obtido por meio da seguinte fórmula:
VT= (V0 x AT) x SL x TP x PD, onde:
VT – é o valor do terreno;
V0 - é o valor unitário do metro quadrado de terreno de cada logradouro público, definido pela
Planta de Valores Genéricos de Terrenos - PVGT, de acordo com o Anexo II desta Lei;
AT - é a medida da área do terreno em metro quadrado;
SL - é o fator de correção quanto à situação do lote, de acordo com o Anexo IV;
TP - é o fator de correção quanto à topografia, de acordo com o Anexo IV; e
PD - é o fator de correção quanto à pedologia, de acordo com o Anexo IV.
§ 2º - O valor da edificação é obtido por meio da seguinte fórmula: VE = (Vc x Ac) x (AL x SUC x EC x
UI), onde: VE – é o valor da edificação;
Vc - é o valor do metro quadrado de construção nos termos da Tabela de Preços de Construção -
TPC, de acordo com o Anexo III desta lei;
Ac - é a medida da área construída do imóvel em metro quadrado;
AL - é o fator de correção quanto ao alinhamento, de acordo com o Anexo V desta lei;
SUC - é o fator de correção quanto à unidade construída, de acordo com o Anexo V desta lei;
EC - é o fator de correção quanto ao estado de conservação, de acordo com o Anexo V desta
lei;
UI - é o fator de correção quanto à utilização do imóvel, de acordo com o Anexo V desta lei.
§ 3º - No cálculo do valor venal do terreno, no qual exista mais de uma unidade imobiliária, será
utilizado como fator a fração ideal correspondente a cada subunidade autônoma, obtida por meio das
seguintes fórmulas:
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Parágrafo único – Ocorrendo alguma das hipóteses previstas neste artigo, o tributo será lançado
com base nos elementos de que dispuser a autoridade fiscal, sem prejuízo da aplicação das penalidades
previstas nesta Lei.
SEÇÃO VI
DAS ALIQUOTAS
Art. 66 - As alíquotas do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU são:
I - em relação aos imóveis não edificados, 2% (dois por cento);
II – em relação aos imóveis não edificados, que não possuam muro, cerca ou calçada, 3% (três
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Art. 67 - O lançamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é anual e
será feito para cada unidade imobiliária autônoma, na data da ocorrência do fato gerador, com base nos
elementos existentes nos Cadastros Imobiliário e de Logradouros.
§ 1º - Quando verificada a falta de dados no Cadastro Imobiliário necessários ao lançamento do
imposto, decorrente da existência de imóvel não cadastrado, ou nos casos de reforma ou modificação do uso
sem a prévia licença do órgão competente, o lançamento será efetuado com base nos dados apurados
mediante ação fiscal.
§ 2º - A prévia licença a que se refere o parágrafo anterior deverá ser comunicada à Secretaria de
Finanças, sob pena de responsabilidade funcional de quem a emitir.
Art. 68 - O lançamento será feito em nome do proprietário, do titular do domínio útil, do possuidor
do imóvel, do espólio ou da massa falida.
§ 1º - O lançamento será feito ainda:
I - no caso do condomínio indiviso, em nome de todos, de alguns ou de um só dos condôminos
pelo valor total do tributo;
II - no caso de condomínio diviso, em nome de cada condômino na proporção de sua parte;
III - não sendo conhecido o proprietário, em nome de quem estiver no uso e gozo do imóvel.
§ 2º - O lançamento será efetuado de acordo com o parágrafo único do artigo 65 desta Lei, sem
prejuízo das cominações ou penalidades previstas, quando da impossibilidade de obtenção de dados exatos
sobre o bem imóvel ou de elementos necessários à fixação da base de cálculo do imposto.
Art. 69 - Os sujeitos passivos serão notificados do lançamento do imposto:
I - por meio de uma única publicação em Edital a ser fixado no hall do prédio da Prefeitura, em
relação aos lançamentos efetuados pela ocorrência dos fatos geradores na data prevista no caput do artigo
49, desta Lei, que conterá:
a) a data do pagamento do imposto;
b) a data a partir da qual o sujeito passivo deverá solicitar o carnê no âmbito da Secretaria de
Finanças , caso não o tenha recebido no prazo estabelecido na alínea “c” deste inciso;
c) o prazo para recebimento do carnê no endereço de cobrança do imóvel pelo sujeito passivo
ou seu representante.
II - nos demais casos, por meio da entrega do carnê ao sujeito passivo ou seu representante,
mediante protocolo.
§ 1º - Enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública Municipal, poderão ser efetuados
lançamentos omitidos ou complementares.
§ 2º – O lançamento do imposto não implica reconhecimento da legitimidade da propriedade, do
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SEÇÃO VIII
DO RECOLHIMENTO
Art. 70 - O recolhimento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, será
efetuado nos órgãos arrecadadores, na forma definida pelo Poder Executivo.
§ 1º - O Poder Executivo fixará, anualmente, a forma e prazo para recolhimento do imposto e, sendo
o caso, o número de parcelas em que se decompõe e seus respectivos vencimentos.
§ 2º - Na hipótese de o lançamento ser efetuado em cota única e em parcelas, ao contribuinte que
recolher até a data do vencimento o valor lançado em cota única, será concedido o desconto de até 30%
(trinta por cento).
§ 3º - Aos contribuintes do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU que
tiverem pago seus débitos ou regularizado sua situação fiscal até 30 de novembro de cada exercício, será
concedido no exercício subseqüente, uma redução de até 50% (cinquenta por cento) na cota única, caso o
pagamento deste tributo seja efetuado até a data do vencimento.
§ 4º - A aplicação do disposto no § 3º, prevalecerá sobre o previsto no § 2º deste artigo.
§ 5º - O disposto neste artigo, aplica-se às taxas lançadas conjuntamente com o Imposto Sobre a
Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU.
Art. 71. Na hipótese da cobrança do imposto em cotas, o total lançado será dividido em parcelas
iguais, vencíveis dentro do exercício.
Parágrafo único - O pagamento de cada cota independe de estarem pagas as anteriores e não
presume a quitação das demais.
SEÇÃO IX
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 72. Contribuinte do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU é o
proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título.
Parágrafo único - São também contribuintes:
I – Os titulares de direitos sobre frações ideais de propriedade em condomínio;
II – Os promitentes-compradores imitidos na posse;
III – Os ocupantes, inclusive locatários ou comodatários de imóveis pertencentes à União, ao
Estado, ao Município ou quaisquer outras pessoas que gozem de isenção ou imunidade em relação ao
imóvel.
Art. 73. Poderá ser considerado responsável pelo Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial
Urbana - IPTU, quando do lançamento, qualquer dos possuidores, diretos ou indiretos, sem prejuízo da
responsabilidade solidária dos demais possuidores.
§ 1º - O espólio é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis que pertenciam ao
"de cujus".
§ 2º - A massa falida é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis de propriedade
do comerciante falido.
SEÇÃO X
DA ISENÇÃO
Art. 74. São isentos do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU:
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zona de preservação rigorosa ou histórica, nos termos da Lei aplicável, pelo prazo de 02 (dois) anos, contados
da conclusão da obra;
III - os imóveis cedidos total e gratuitamente para uso da União, do Estado ou do Município,
inclusive de suas autarquias;
IV – os deficientes físicos, portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação
mental, esclerose- múltipla, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia
grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, hanseníase, nefropatia grave, estados avançados
da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS), com base em conclusão da medicina especializada, devendo apresentar laudo médico e
exames comprobatórios anualmente, que possuam um único imóvel, e que aufiram renda mensal e até dois
salários mínimos. O direito a esta isenção é personalíssimo, exceto em caso de que os filhos inválidos sejam
os únicos herdeiros.
V – o imóvel pertencentes a sociedade civil, sem fins lucrativos, desde que destinado ao
exercício de atividades culturais, recreativas ou esportivas comprovadas e desde que observados os critérios
legais;
VI – o imóvel declarado de utilidade pública para fins de desapropriação, a partir da data em
que ocorrer a emissão de posse ou a ocupação efetiva pelo Poder expropriante.
VII – os imóveis utilizados como templos religiosos, de qualquer culto, desde que:
a) comprovada a atividade religiosa na data do fato gerador;
b) apresentado contrato de locação, cessão ou comodato, ou equivalente;
c) o responsável declare, sob as penas da Lei, que o imóvel será usado, exclusivamente, como
templo.
VIII - o contribuinte que tenha adquirido imóvel em vilas populares construídas pela Companhia
Estadual de Habilitação – CEHAB, durante o prazo da amortização normal das parcelas;
IX – o contribuinte que possuir um único imóvel considerado mocambo conforme dispuser o
Poder Executivo;
X – o contribuinte que preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) possuir um único imóvel residencial de área construída não superior a 50 m² (cinquenta
metros quadrados), desde que nele resida e que outro imóvel não possua o cônjuge, o filho menor ou maior
inválido;
b) - auferir renda mensal até 1 (um) salário mínimo.
Parágrafo único – O disposto no inciso VII do “caput” deste artigo vigorará exclusivamente durante o
período de vigência do contrato de locação, cessão, comodato, ou equivalente.
Art. 75. Será concedida isenção parcial do Imposto Predial e Territorial Urbano em relação aos
imóveis de valor venal não superior a R$ 10.000,00 (Dez mil reais), no percentual 50% (cinquenta por cento),
aos órgãos de classe, em relação aos prédios de sua propriedade, onde estejam instalados e funcionando os
seus serviços.
Art. 76. Ocorrendo modificação nas condições físicas do imóvel, que determine a alteração do seu
valor venal, ou qualquer outra modificação em relação as demais condições que ensejaram a isenção total ou
parcial, deverá o sujeito passivo comunicar o fato à Secretaria de Finanças, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias contados da modificação.
Art. 77. As isenções previstas no artigo 74 desta Lei, serão concedidas mediante Requerimento
dirigido ao Secretário de Finanças, até o último dia útil do mês de novembro do exercício anterior ao da
concessão, que será de 02 (dois) anos, e somente serão renovadas se o contribuinte preencher os requisitos
para a sua concessão, conforme dispuser o Poder Executivo.
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CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS - IPTU SEÇÃO I
DA INSCRIÇÃO NO CADASTRO IMOBILIÁRIO
Art. 78. Serão obrigatoriamente inscritos no Cadastro Imobiliário - CADIMO as unidades imobiliárias
existentes no Município como unidades autônomas e os que venham a surgir por desmembramento ou
remembramento dos atuais, ainda que isentos ou imunes do imposto, com definição do proprietário, titular
do domínio útil ou possuidor, área do imóvel, testada, profundidade e área construída.
§1º - Unidade autônoma é aquela que permite uma ocupação ou utilização privativa, e que se tenha
acesso independentemente das demais ou igualmente com as demais, por meio de áreas de acesso ou
circulação comum a todos.
§ 2º - Para efeito de caracterização da unidade imobiliária, poderá ser considerada a situação de fato
do bem imóvel, abstraindo-se a descrição contida no respectivo título de propriedade.
§ 3º - No caso de propriedades edificadas em condomínio poderá ser atribuída uma inscrição para
cada uma de suas partes ou frações ideais.
§ 4º - A inscrição dos imóveis no Cadastro Imobiliário e o Registro de Alteração será realizada na
Secretaria de Finanças e promovida:
I - pelo proprietário ou seu representante legal;
II - por qualquer dos condôminos, seja o condomínio diviso ou indiviso;
III - pelo compromissário vendedor ou comprador, no caso de compromisso de compra e
venda;
IV - pelo inventariante, síndico, liquidante ou sucessor, quando se tratar de imóvel pertencente
ao espólio, massa falida ou à sociedade em liquidação ou sucessão;
V - pelo possuidor a legítimo título;
VI - pelo adquirente ou alienante, a qualquer título;
VII - pelo senhorio no caso de imóveis sob regime de enfiteuse;
VIII - de ofício, em se tratando de propriedade federal, estadual ou municipal, entidade
autárquica e de economia mista, ou ainda quando a inscrição deixar de ser feita no prazo regulamentar.
§ 5º - As pessoas citadas no parágrafo anterior ficam obrigadas a apresentar a documentação
solicitada pelo fisco, importando a recusa em embaraço à ação fiscal.
§ 6° - Qualquer das pessoas citadas no § 3º, quando da inscrição no Cadastro Imobiliário, deverá
preencher o Requerimento de Cadastro de Imóvel.
§ 7º - O Cadastro Imobiliário, sem prejuízo e outros elementos obtidos pela fiscalização, será
formado pelos dados registrados quando da inscrição e respectivas alterações.
§ 8º - Quando da emissão do habite-se, no caso de construção nova, o Requerimento será
preenchido na Pelo órgão da Administração Municipal competente e encaminhado à Secretaria de Finanças,
com a cópia do projeto para atualização cadastral.
Art. 79. A Lei de Uso e Ocupação do Solo fixará a delimitação da Zona Urbana, devendo ser
comunicado ao INCRA o novo perímetro urbano para imediata exclusão do cadastro rural e suspensão da
cobrança do imposto respectivo.
§ 1º – Todos os imóveis inseridos em Zona Urbana deverão ser notificados para pagamento do
Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mesmo que continuem recolhendo o Imposto Territorial Rural
(ITR), sendo deduzidos do montante apurado os valores recolhidos à União desse imposto, devendo a
Secretária de Finanças de Vicência comunicar ao órgão federal responsável sobre o procedimento adotado e
sobre a delimitação da Zona Urbana determinada em lei municipal.
§ 2º - A medida prevista no parágrafo anterior se deve à autonomia municipal com relação a
competência constitucional de determinar o uso do solo do Município.
Art. 80. O contribuinte promoverá inscrição sempre que se formar uma unidade imobiliária, nos termos
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do artigo anterior, e a alteração, quando ocorrer modificação nos dados contidos no cadastro.
§ 1º – A inscrição será promovida pelo interessado, mediante declaração acompanhada dos títulos
de propriedade, plantas, croquis, informações quanto à situação legal e outros elementos essenciais a
precisa definição do imóvel quanto à localização, uso, área, fração ideal, tipo ou padrão, características
topográficas e pedológicas.
§ 2º – A inscrição terá exclusivamente efeitos tributários, nos casos de:
I – construções em terrenos de titularidade desconhecida;
II – construções sem autorização ou autorizados a título precário emitido pela Administração
Pública Municipal.
Art. 81. Não sendo cadastrado o imóvel, o lançamento será efetuado ex-ofício, com base nos
elementos levantados em processo regular.
§ 1º - A Secretaria de Finanças poderá, quando necessário instituir outras modalidades acessórias de
cadastramento de contribuintes, a fim de atender ao Departamento de Arrecadação e Fiscalização.
§ 2º - A Secretaria de Finanças poderá promover “ex-offício” à inscrição e alteração cadastral de
imóveis.
§ 3º - Serão objetos de uma única inscrição:
I - a gleba de terra bruta desprovida de melhoramentos, cujo aproveitamento depende da
realização de obras de arruamento ou de urbanização, desde que não haja loteamento aprovado pela
Administração Pública Municipal;
II - a quadra indivisa de áreas arruadas.
Art. 82. A inscrição imobiliária não importa em presunção, por parte da Administração Pública
Municipal para quaisquer fins, da legitimidade da propriedade, do domínio útil ou da posse do imóvel.
Art. 83. A área dos imóveis edificados, ou não, e as testadas real e fictícia dos terrenos deverão
constar obrigatoriamente do Cadastro Imobiliário do Município.
Parágrafo único – Todas as alterações cadastrais que influírem no cálculo do imposto deverão ser
feitas mediante processo regular, sob pena de responsabilidade funcional.
Art. 84. Os proprietários de terrenos resultantes de desmembramento, remembramento ou que
tenham sofrido alterações e retificações em suas dimensões deverão comunicar à Secretaria de Finanças
essas modificações, dentro de 90 (noventa) dias, contados da data do reconhecimento da nova situação pela
Administração Pública Municipal.
Art. 85. Os proprietários de imóveis e contribuintes do Imposto Sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana - IPTU deverão comunicar à Secretaria de Finanças dentro do prazo de 90 (noventa) dias,
contados da respectiva ocorrência, a demolição, o desabamento, o incêndio, a ruína ou a mudança de uso
dos imóveis edificados, bem como a cessação ou alteração das condições que levaram à redução do imposto,
ao reconhecimento da imunidade, isenção ou não incidência.
Art. 86. Os proprietários de imóveis e contribuintes do Imposto Sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana – IPTU, assim com os titulares de direitos sobre imóveis que se construírem ou foram
objeto de acréscimo, reformas ou reconstruções, sem autorização, ficam obrigados a comunicarem à
Secretaria de Finanças as citadas ocorrências, no prazo de 90 (dias) dias, contados de sua conclusão.
Parágrafo único – A comunicação prevista neste artigo será acompanhada de plantas e outros
elementos elucidativos da obra realizada, conforme dispuserem as normas complementares emitidas pela
Administração Pública Municipal.
Art. 87. O contribuinte deverá comunicar, para fins de revisão, no prazo de até 30 (trinta) dias, à
Secretaria de Finanças incorreções nos dados cadastrais dos imóveis, que acarretem erro no lançamento do
Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU.
Art. 88. O síndico, no caso de propriedades em condomínio, quando intimado pela autoridade fiscal,
deverá prestar todas as informações necessárias à atualização cadastral das unidades imobiliárias.
Art. 89. Os Oficiais de Registro Geral de Imóveis e os Titulares de Cartório de Notas da Comarca de
Vicência, deverão remeter à Secretaria de Finanças , relatório mensal com as operações e registro de
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mudança de proprietário ou titular de domínio útil e averbação de área construída, preenchido com todos os
elementos exigidos, de imóveis situados no território de Vicência, conforme modelo aprovado de acordo
com o Regulamento, ou normas complementares e no prazo por ele estabelecido.
Parágrafo único – Na hipótese de promessa de venda ou de cessão de direitos sobre imóveis, ao
nome do titular será feita aposição da palavra “Promitente”, por extenso ou abreviadamente.
SEÇÃO II
DA ATUALIZAÇÃO DE DADOS CADASTRAIS
Art. 90. O Cadastro Imobiliário - CADIMO será atualizado sempre que ocorrerem alterações relativas
à propriedade, domínio útil, posse, uso, ou às características físicas do imóvel, edificado ou não.
§ 1º - A atualização deverá ser requerida pelo contribuinte ou interessado mediante apresentação do
documento hábil exigido no Regulamento desta Lei, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ocorrência da
alteração.
§ 2º - Não serão lavrados, autenticados ou registrados pelos tabeliães, escrivães e oficiais de Registro
Geral de Imóveis e de Cartórios de Notas os atos e termos sem a prova da inexistência de débito referente ao
Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano - IPTU e do Imposto Sobre Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos – ITBI, incidente sobre o imóvel.
§ 3º - Quando do parcelamento de débito pertinente ao Imposto predial e Territorial Urbano (IPTU),
somente será lavrado ou registrado o instrumento, termo ou escritura pelas pessoas previstas no parágrafo
anterior, conforme o caso, após o pagamento de todo o parcelamento nos seus respectivos vencimentos ou
de forma antecipada, conforme estabelecido.
Art. 91. Os responsáveis por loteamentos, prives e/ou condomínios ficam obrigados a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos lotes que no mês anterior tenham sido alienados
definitivamente, ou mediante compromisso de compra e venda, mencionando o adquirente e seu endereço,
a quadra e o valor do negócio jurídico, a fim de ser feito o registro no Cadastro Imobiliário do Município.
§ 1º - Os proprietários de imóveis sob regime de enfiteuse, ficam obrigados a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos imóveis que no mês anterior tiveram alterados os
titulares do domínio útil, mediante compra e venda ou mediante compromisso de compra e venda,
mencionado o imóvel, adquirente, seu endereço e o valor da operação.
§ 2º - As empresas construtoras, incorporadoras e imobiliárias, ficam obrigadas a fornecer,
mensalmente, à Secretaria de Finanças, relação dos imóveis por elas construídos ou que sob sua
intermediação, no mês anterior tiveram alterados os titulares do domínio útil, mediante compra e venda ou
mediante compromisso de compra e venda, mencionando o imóvel, adquirente, seu endereço e o valor da
operação.
SEÇÃO III
DA AVERBAÇÃO
Art. 92. Para efetivar a inscrição no Cadastro Imobiliário, são os responsáveis obrigados a preencher
e entregar na Secretaria de Finanças, uma ficha de inscrição para cada imóvel, conforme modelo fornecido
pela Administração Pública Municipal, instruídos com o título de propriedade.
§ 1° - As modificações na titularidade de imóveis serão devidamente averbadas mediante a exibição
do título aquisitivo.
§ 2° - As averbações de que trata o parágrafo anterior deverão ser promovidas dentro de um prazo
de 90 (noventa) dias do registro no Cartório de Registro de Imóveis, sob pena das sanções previstas em Lei.
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SEÇÃO IV
DO PARCELAMENTO DO SOLO, HABITE-SE E ACEITE-SE
Art. 93. A autorização para parcelamento do solo, bem como a concessão de "habite-se", para
edificação nova, e de "aceite-se", para imóveis reconstruídos ou reformados, somente serão efetivados pela
autoridade competente, mediante a prévia quitação dos tributos municipais incidentes sobre os imóveis
originários e a atualização dos dados cadastrais correspondentes.
Parágrafo único - Os documentos referidos no caput deste artigo somente serão entregues aos
contribuintes após a inscrição ou atualização do imóvel no Cadastro imobiliário.
SEÇÃO V
DA INSCRIÇÃO DE IMÓVEIS SEM LICENÇA DE CONSTRUÇÃO
Art. 94. No caso das construções ou edificações sem licença de construção ou sem obediência às
normas vigentes, e de benfeitorias realizadas em terreno de titularidade desconhecida, será promovida sua
inscrição no Cadastro Imobiliário, a título precário, unicamente para efeitos tributários.
Parágrafo único - A inscrição e os efeitos tributários nos casos a que se refere este artigo, não criam
direitos para o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor e não exclui o Município do direito de
promover a adaptação da construção às normas e prescrições legais ou a sua demolição independentemente
de outras medidas legais cabíveis.
TÍTULO III
DO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER VIVOS" DE BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES
RELATIVOS – ITBI
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 95. O Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos -
ITBI tem como fato gerador:
I - a transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso, da propriedade ou do
domínio útil de bens imóveis, por natureza ou acessão física, como definido na lei civil, em conseqüência de:
a) compra e venda pura ou com cláusulas especiais;
b) arrematação ou adjudicação;
c) mandato em causa própria e seus substabelecimentos, quando o instrumento contiver os
requisitos essenciais à compra e venda;
d) permutação ou dação em pagamento;
e) o excesso em bens imóveis sobre o valor do quinhão da meação, partilhado ou adjudicado
nas separações judiciais a cada um dos cônjuges, independente de outros valores partilhados ou
adjudicados, ou ainda dívida do casal;
f) a diferença entre o valor da quota-parte material recebido por um ou mais condôminos, na
divisão para extinção de condomínio, e o valor de sua quota-parte ideal;
g) o excesso em bens imóveis sobre o valor do quinhão hereditário ou de meação, partilhado
ou adjudicado a herdeiro ou meeiro;
h) a transferência de direitos reais sobre construções existentes em terreno alheio, ainda que
feita ao proprietário do solo;
i) incorporação de bens imóveis e direitos a eles relativos, ao patrimônio de pessoa jurídica em
realização de capital, quando esta tiver como atividade preponderante a compra e venda, a locação e o
arrendamento mercantil de bens imóveis.
II - a cessão, por ato oneroso, de direitos relativos às transmissões previstas no inciso anterior;
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III - a transmissão "inter-vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de direitos reais sobre
imóveis, exceto os direitos reais de garantia, como definidos na lei civil;
IV - o compromisso de compra e venda de bens imóveis, sem cláusula de arrependimento,
inscrito no Registro de Imóveis;
V - o compromisso de cessão de direitos relativos a bens imóveis, sem cláusula de
arrependimento e com imissão na posse, inscrito no Registro de Imóveis;
VI – a transmissão, por qualquer ato judicial ou extrajudicial, de bens imóveis ou dos direitos
reais respectivos, exceto os direitos reais de garantia.
§ 1º - O recolhimento do imposto na forma dos incisos IV e V deste artigo dispensa novo
recolhimento por ocasião do cumprimento definitivo dos respectivos compromissos.
§ 2º - Na retrovenda e na compra e venda clausurada com pacto de melhor comprador, não é devido
o imposto na volta do bem ao domínio do alienante, não sendo restituível o imposto já pago.
Art. 96. Estão sujeitos à incidência do imposto os bens imóveis situados no território deste
Município, ainda que a mutação patrimonial ou a cessão dos direitos respectivos decorram de contrato
firmado fora dele, mesmo no estrangeiro.
SEÇÃO II
DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 97. O Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos -
ITBI não incide sobre:
I - a transmissão dos bens imóveis ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica
em realização de capital;
II - a desincorporação dos bens ou direitos transmitidos na forma do inciso anterior, quando
reverterem aos primeiros alienantes;
III - a transmissão dos bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção
de pessoa jurídica;
IV - os direitos reais de garantia.
Art. 98. O disposto nos incisos I a III do artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica
adquirente tiver como atividade preponderante a compra e venda, locação de bens imóveis ou
arrendamento mercantil, bem como a cessão de direitos relativos à sua aquisição.
§ 1º - Considera-se caracterizada a atividade preponderante quando mais de 50% (cinquenta por
cento) da receita operacional da pessoa adquirente, nos 02 (dois) anos anteriores à aquisição, decorrer das
transmissões mencionadas neste artigo.
§ 2º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar suas atividades após a aquisição, ou menos de 02 (dois)
anos antes dela, será devido o imposto sempre que as atividades a que se refere o “caput” deste artigo
constem do objeto social da empresa.
§ 3º - Na hipótese de ser devido o imposto, conforme definido nos incisos anteriores, será calculado
nos termos da lei vigente à data da aquisição dos respectivos bens ou direitos.
SEÇÃO III
DO RECONHECIMENTO DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 99. A não incidência prevista nos incisos de I a III do artigo 97 desta Lei depende de prévio
reconhecimento pelo Secretário de Finanças, que poderá delegar, mediante requerimento onde a pessoa
jurídica faça prova de que não tem como atividade preponderante a compra e venda, locação de bens
imóveis ou arrendamento mercantil, bem como a cessão de direitos relativos à sua aquisição, conforme
dispuser o regulamento desta Lei.
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SEÇÃO IV
DA ISENÇÃO
Art. 100. Será isento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos – ITBI, o adquirente que perceba renda mensal de até 01 (um) salário mínimo, relativamente
ao único imóvel que possuir, desde que outro não possua o cônjuge, o filho menor ou maior inválido, ainda
que em regime de condomínio.
Parágrafo único - A isenção prevista no “caput” deste artigo somente será concedida mediante
apresentação pelo interessado, de documentação comprobatória da aquisição do imóvel em seu nome e de
declaração do requerente, sob as penas da Lei, de que o imóvel por ele adquirido se destina à sua
residência, por meio de requerimento dirigido ao Secretário de Finanças, conforme dispuser o regulamento
desta Lei.
SEÇÃO V
DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS
Art. 101. O contribuinte do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos
- ITBI é:
I - o adquirente ou o cessionário dos bens ou direitos transmitidos;
II - cada um dos permutantes, no caso de permuta.
Art. 102. São solidariamente responsáveis pelo pagamento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI devido:
I - os alienantes e cedentes;
II - os oficiais dos Cartórios de Registro de Imóveis e seus substitutos, os tabeliães, escrivães e
demais serventuários de ofício, nos atos em que intervierem ou pelas omissões que praticarem em razão do
seu ofício.
SEÇÃO VI
DA BASE DE CÁLCULO
Art. 103. Para fins de lançamento do imposto, a base de cálculo é o valor venal dos bens ou direitos
transmitidos, assim considerado o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado à vista, em condições
normais de mercado.
§ 1º - A base de cálculo nas hipóteses de usufruto, enfiteuse, servidão, rendas constituídas,
habitação e uso, será de 50% (cinqüenta por cento) do valor venal do bem imóvel.
§ 2º - Em se tratando de bem imóvel localizado parcialmente no território do Município de Vicência,
a base de cálculo incidirá sobre a área nele situada.
§ 3º - A base de cálculo do Imposto Sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e de Direitos a
eles relativos – ITBI, a que se refere o “caput” deste artigo, será apurada mediante avaliação fiscal, procedida
por Comissão onde conste ao menos um profissional de Engenharia Civil.
SEÇÃO VII
DO PRAZO PARA REQUERER A AVALIAÇÃO
Art. 104. A avaliação a que se refere o artigo anterior deverá ser requerida até 30 (trinta) dias,
contados:
I - da realização do negócio jurídico;
II - da sua lavratura, no caso de instrumento lavrado fora deste Município;
III - da arrematação, adjudicação ou remição, mesmo que este prazo transcorra antes da
lavratura da respectiva carta ou esta não seja extraída;
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SEÇÃO IX
DO LANÇAMENTO
Art. 106. O lançamento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos
- ITBI será efetuado de ofício, sempre que ocorrer uma das hipóteses de incidência previstas no
artigo 95 desta Lei. Parágrafo único - O sujeito passivo deverá comunicar ao órgão competente a ocorrência
do fato gerador do imposto de acordo com o que estabelecer o regulamento desta Lei.
Art. 107. O sujeito passivo será notificado do lançamento do imposto:
I - pessoalmente, através do Documento de Arrecadação Municipal - DAM, entregue mediante
protocolo;
II - por via postal, com aviso de recebimento;
III - mediante publicação de edital.
SEÇÃO X
DO RECOLHIMENTO
Art. 108. O recolhimento do Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos
a Eles Relativos - ITBI será efetuado nos órgãos arrecadadores, por meio de Documento de Arrecadação
Municipal - DAM, em modelo aprovado pelo Poder Executivo, nos seguintes prazos:
I - tratando-se de instrumento lavrado no Município de Vicência, até 30 dias contados da data
da avaliação;
II - tratando-se de instrumento lavrado fora do Município de Vicência, até 10 dias contados da
data da sua lavratura;
III - nos casos previstos nos incisos IV e V do artigo 95 desta Lei, antes da inscrição do
instrumento no Registro de Imóveis competente;
IV - na arrematação, adjudicação ou remição, dentro de 30 (trinta) dias desses atos, antes da
lavratura da respectiva carta e mesmo que esta não seja extraída;
V -até 30 (trinta) dias, contados do trânsito em julgado, se o título de transmissão se processar
por sentença judicial.
§ 1º - O valor do lançamento do imposto prevalecerá pelo prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual
somente poderá ser pago após a atualização monetária correspondente.
§ 2º - Havendo oferecimento em embargos, nos casos previstos no inciso IV deste artigo, o prazo se
contará da sentença transitada em julgado que os rejeitar.
§ 3º - A requerimento do Contribuinte, o valor do imposto poderá ser pago em até 03 (três) cotas
mensais e sucessivas, conforme dispuser o Poder Executivo.
§ 4º - A utilização do pagamento em cotas, de que trata o parágrafo anterior, será atualizado
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Art. 109. Nas transmissões de que trata o artigo 95 desta Lei, serão observados os seguintes
procedimentos:
I - o sujeito deve comunicar ao órgão competente a ocorrência do fato gerador do imposto de
acordo com o que estabelecer o Poder Executivo;
II - os tabeliães e escrivães farão referência, no instrumento, termo ou escritura, ao
Documento de Arrecadação Municipal – DAM e à quitação do tributo, ou às indicações constantes do
requerimento e respectivo despacho, nos casos de imunidade ou isenção.
Art. 110. Nas hipóteses de lavratura ou registro de escrituras, os Cartórios de Ofício de Notas e os
Cartórios de Registro de Imóveis deverão preencher o documento “Relação Mensal de Contribuintes do
ITBI”, cujo modelo, forma, prazo e condições de preenchimento serão estabelecidos pelo Poder Executivo.
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os clubes de mães;
c) profissional autônomos, devidamente inscrito no Cadastro de Contribuintes;
d) o contribuinte que, exercendo atividade incompatível com zona de preservação, definida
pela legislação em vigor, dela se transferir para outro local, pelo prazo de 01 (um) ano, contado a partir da
transferência.
e) as associações desportivas sem fins lucrativos.
II - de execução de obras e serviços de engenharia:
a) serviços de limpeza e pintura;
b) construção de passeios, calçadas e muros;
c) construções provisórias destinadas à guarda de material no local da obra;
d) construção ou reforma de casa própria de servidor público municipal que outra não possua.
III - para execução de obras particulares:
a) os serviços de limpeza e pintura de prédios, muros ou grades;
b) as construções de passeios e calçadas quando do tipo aprovado pela Prefeitura;
c) as construções provisórias destinadas à guarda de material quando no local da obra já
devidamente licenciada;
d) as construções ou reformas das casas dos servidores da Prefeitura de Vicência.
IV - a utilização dos meios de publicidade:
a) os cartazes, letreiros e prospectos destinados a fins patrióticos, religiosos ou eleitorais;
b)os dísticos ou denominações de estabelecimentos apostos nas vitrines internas;
c) os anúncios através da imprensa, rádio e televisão.
V – para ocupação de áreas em vias, terrenos e logradouros públicos, a título precário,
feirantes domiciliados no Município de Vicência, que, prioritariamente, como meio de subsistência,
pratiquem agricultura, a pesca e outras formas de coletas de produtos, pondo os excedentes à venda em
feiras livres, por eles ou seus familiares.
§ 1º – Ficam os contribuintes dispensados do pagamento da Taxa de Licença de Funcionamento e da
Taxa de Licença de Utilização de Máquinas e Motores, quando de sua inscrição inicial no Cadastro Mercantil
de Contribuinte, respeitado os prazos previstos nesta Lei, sem prejuízo das penalidades cabíveis.
§ 2º – É isenta do pagamento da Taxa de Licença de Utilização de meios de publicidade em geral, a
aposição de dísticos ou letreiros nas paredes e vitrines internas desde que recuados 03 (três) metros do
alinhamento do imóvel.
§ 3º – A isenção de que trata o inciso I, alínea “b” deste artigo, dependerá de prévio reconhecimento
pelo Secretário de Finanças, podendo delegar.
§ 4º - As isenções de que trata este artigo não desobrigam o contribuinte do cumprimento das
obrigações acessórias.
Art. 115. As isenções condicionadas serão solicitadas em requerimento instruído com as provas de
cumprimento das exigências necessárias para sua concessão, devendo ser apresentadas previamente à sua
concessão, conforme dispuser o regulamento.
Parágrafo único - A documentação apresentada com o primeiro pedido de isenção poderá servir
para os demais exercícios, devendo o requerimento de renovação de isenção referir-se àquela
documentação.
SEÇÃO III
DO CONTRIBUINTE
Art. 116. O sujeito passivo das taxas, cobradas em razão do efetivo e regular exercício do poder de
polícia do Município, é a pessoa física ou jurídica que lhe der causa.
SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS
Art. 117. A base de cálculo das taxas de licenças cobradas em razão do regular exercício do poder de
polícia é o custo estimado resultante da prática de atos administrativos tendentes à concessão de licenças
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Decreto.
SEÇÃO VIII
DA TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DE COMÉRCIO AMBULANTE
Art. 125. Qualquer pessoa que queira exercer o comércio eventual ou ambulante poderá fazê-lo
mediante prévia licença e pagamento da taxa de licença para o exercício do comércio eventual ou
ambulante.
§ 1º - Considera-se comércio eventual ou ambulante o exercido individualmente, sem
estabelecimento, instalações ou localização fixa, com características eminentemente não sedentárias.
§ 2º - A inscrição deverá ser permanentemente atualizada, sempre que houver modificação nas
características do exercício da atividade.
Art. 126. Ao comerciante eventual ou ambulante que satisfazer as exigências regulamentares, será
concedido um cartão de habilitação contendo as características essenciais de sua inscrição, a ser
apresentada, quando solicitado.
Art. 127. Respondem pela taxa de licença para o exercício de comércio eventual ou ambulante as
mercadorias encontradas em poder dos vendedores, mesmo que pertençam a contribuintes que hajam pago
a respectiva taxa.
Art. 128. A taxa de licença para o exercício do comércio, eventual ou ambulante é anual e será
recolhida de uma só vez, antes do início das atividades ou da prática dos atos sujeitos ao poder de polícia
administrativa do Município, na seguinte conformidade:
I - Total, se a atividade se iniciar no primeiro semestre;
II - Pela metade, se a atividade se iniciar no segundo semestre.
Art. 129. A licença para o exercício do comércio eventual ou ambulante poderá ser cassada e
determinada a proibição do seu exercício a qualquer tempo, desde que deixem de existir as condições que
legitimaram a concessão da licença, quando o contribuinte, mesmo após a aplicação das penalidades
cabíveis, não cumpriu as determinações da Prefeitura para regularizar a situação do exercício de sua
atividade.
Art. 130. A Taxa de Licença para o exercício do comércio eventual ou ambulante, é devida de acordo
com o Anexo VII.B desta Lei.
SEÇÃO IX
DA TAXA DE LICENÇA PARA UTILIZAÇÃO DE MEIOS DE PUBLICIDADE
Art. 131. A publicidade levada a efeito através de quaisquer instrumentos de divulgação ou
comunicação de todo tipo ou espécie, processo ou forma, inclusive as que contiverem apenas dizeres,
desenhos, siglas dísticos ou logotipos indicativos ou representativos de nomes, produtos, locais ou
atividades, mesmo aqueles fixados em veículos, fica sujeito à prévia licença da Prefeitura e ao pagamento
antecipado da taxa de licença para utilização de meios de publicidade.
Parágrafo único - Nos exercícios subsequente a que se refere este artigo pagarão anualmente de
acordo com o Calendário Fiscal do Município, a Taxa de renovação da Licença para utilização de qualquer
meio de publicidade.
Art. 132. Respondem pela observância das disposições desta Seção todas as pessoas físicas ou
jurídicas, às quais, direta ou indiretamente, a publicidade venha a beneficiar.
Art. 133. O pedido de licença deverá ser instruído com a descrição da posição da situação das cores,
dos dizeres, das alegorias e de outras características do meio de publicidade, de acordo com as instruções e
regulamentos respectivos.
§ 1º - Quando o local em que se pretender colocar o anúncio não for de propriedade do requerente,
deverá esse juntar ao requerimento a autorização do proprietário.
§ 2º - Nos instrumentos de divulgação ou comunicação deverá constar, obrigatoriamente, o número
de identificação fornecido pela repartição competente.
Art. 134. A publicidade escrita fica sujeita a revisão da repartição competente.
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Art. 135. A Taxa de Licença para Utilização de Meios de Publicidade - TLUMP, é devida de acordo
com o Anexo VII.C, desta Lei.
SEÇÃO X
DA TAXA DE LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E PARA UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS E MOTORES
Art. 136. Qualquer pessoa física ou jurídica que queira instalar máquinas e motores, está sujeita à
prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado das taxas de licença para instalação e para utilização
de máquinas e motores.
Art. 137. As licenças serão concedidas anualmente mediante prévio exame das instalações, inclusive
para sua renovação.
§ 1º - A taxa de licença para instalação de máquinas e motores será recolhida de uma só vez,
proporcionalmente, antes da instalação das máquinas e motores.
§ 2º - Nos exercícios subsequentes à instalação, o contribuinte pagará anualmente, de acordo com o
Calendário Fiscal do Município, a taxa de renovação da licença para utilização de máquinas e motores.
Art. 138. As Taxas de Licença para Instalação e para Utilização de Máquinas e Motores, são devidas
de acordo com o Anexo VII.D desta Lei.
SEÇÃO XI
DA TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO DE ÁREA EM BENS MÓVEIS OU IMÓVEIS, A TÍTULO
PRECÁRIO, NAS VIAS, TERRENOS E LOGRADOUROS PÚBLICOS
Art. 139. Qualquer pessoa que ocupe área com bens móveis ou imóveis a título precário, em vias,
terrenos e logradouros públicos, estará sujeito a prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado da
taxa.
Parágrafo único - A licença será concedida mediante prévio exame do local e das instalações.
Art. 140. A Taxa de Licença para Ocupação de Área em Bens Móveis ou Imóveis - TLOABMI-, a título
precário, nas vias, terrenos e logradouros públicos é devida de acordo com o Anexo VII.E, desta Lei.
SEÇÃO XII
DA TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
Art. 141. Qualquer pessoa física ou jurídica que queira construir, reconstruir, reformar, reparar,
acrescer ou demolir edifícios, casas edículas, muros, grades, guias e sarjetas, assim como proceder ao
parcelamento do solo urbano, à colocação de tapumes ou andaimes, e quaisquer outras obras em imóveis,
está sujeita à prévia licença da Prefeitura e ao pagamento antecipado da taxa de licença para execução de
obras.
§ 1º - A licença só será concedida mediante prévio exame e aprovação das plantas ou projetos das
obras, na forma da legislação urbanística aplicável.
§ 2º - A licença terá período de validade fixado de acordo com a natureza, extensão e complexidade
da obra.
Art. 142. A Taxa de Licença para Execução de Obras – TLEO é devida conforme a natureza, extensão
e complexidade da obra, de acordo com os Anexos VII.F e VII.G, desta Lei.
SEÇÃO XIII
TAXA DE LICENÇA AMBIENTAL
Art. 143. Fica o Poder Executivo autorizado a estabelecer critérios, normas, para cobrança de licença
ambiental, sendo estabelecido através de decreto a tabela de valores cobrados, mediante prévio estudo da
situação ambiental do município.
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CAPÍTULO III
DAS TAXAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS
SEÇÃO I
DA TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA – TLP
SUBSEÇÃO I
DA INCIDÊNCIA E DO FATO GERADOR
Art. 144. A Taxa de Limpeza Pública - TLP tem como fato gerador a prestação ou a colocação à
disposição dos contribuintes dos serviços municipais, específicos e divisíveis, de:
I - coleta E remoção de lixo;
II - Coleta especial ou eventual de lixo;
III - Colocação de recipientes coletores de lixo.
Art. 145. Para fins da Taxa de Limpeza Pública - TLP, entende-se por:
I - coleta E remoção de lixo o recolhimento, remoção e destinação de lixo, com características
e volumes normais dos produzidos por residências, estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores
de serviço e terrenos, exclusive os rejeitos industriais;
II - Coleta especial ou eventual de lixo, o recolhimento, remoção e destinação de lixo que, por
suas características e volume, não se enquadra como o especificado no inciso anterior, inclusive entulhos
oriundos de poda de árvores, limpeza de terrenos ou demolição e reforma de edificações.
III - Colocação de recipientes coletores de lixo a disponibilização, para uso individual ou coletivo
de contribuintes e por sua solicitação, de recipiente coletor de lixo, observada a disponibilidade do
equipamento necessário por parte do Município.
Art. 146. O custo despendido com a atividade da limpeza pública será dividido proporcionalmente às
áreas ou testadas dos imóveis, situados em locais em que se dê a atuação da Prefeitura.
SUBSEÇÃO II
DA ISENÇÃO
Art. 147. São isentos da Taxa de Limpeza Pública – TLP:
I - Os templos de qualquer culto e as sociedades beneficentes que se dediquem,
exclusivamente, a atividades assistenciais sem fins lucrativos, em relação aos imóveis destinados ao exercício
de suas atividades essenciais.
II - O contribuinte possuidor de imóvel considerado mocambo, conforme dispuser o Poder
Executivo;
III – O contribuinte possuidor de um único imóvel, com área construída até 50 (cinquenta)
metros quadrados, que nele resida, outro não possuindo o cônjuge, o filho menor ou maior inválido, e não
tenha renda mensal familiar superior ao valor de um salário mínimo;
IV - O imóvel objeto de locação contratada diretamente pelo Município para instalação e
funcionamento de unidade administrativa de interesse do serviço público, durante o prazo de vigência do
Contrato.
V - O imóvel objeto de locação contratada diretamente pela Câmara Municipal para instalação
e funcionamento de unidade administrativa de interesse do Poder Legislativo, durante o prazo de vigência do
Contrato;
VI - O imóvel objeto de locação, contratado diretamente com os sindicatos ou associações de
utilidade pública, para funcionamento de suas sedes, durante o prazo de vigência do contrato;
VII - Os Imóveis cedidos total e gratuitamente para uso da União, do Estado ou do Município,
inclusive de suas autarquias;
VIII - Os imóveis de propriedade de Sindicatos, Associações de classe reconhecidas como de
utilidade pública, onde funcionem exclusivamente as suas atividades essenciais;
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SUBSEÇÃO III
DO CONTRIBUINTE
Art. 148. O contribuinte da Taxa de Limpeza Pública - TLP é o proprietário, o titular do domínio útil
ou o possuidor do imóvel situado em logradouro em que haja a efetiva prestação ou a colocação à sua
disposição dos serviços previstos no inciso I do artigo 143 desta Lei ou o beneficiário dos serviços referidos
nos incisos II e III do mesmo dispositivo.
SUBSEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO E DO RECOLHIMENTO
Art. 149. A Taxa de Limpeza Pública - TLP devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços previstos no inciso I do artigo 143 desta Lei é anual, sendo lançada em 1º de
janeiro de cada exercício e recolhida, nos órgãos arrecadadores, por meio do Documento de Arrecadação
Municipal – DAM, conjuntamente com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU,
sendo calculada na forma do artigo 149 desta Lei.
§ 1º - No caso de construção nova, o lançamento será feito a partir da inscrição da nova unidade
imobiliária no cadastro respectivo.
§ 2º - Nos casos de imunidade e isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU, o
recolhimento da taxa fará- sê-a isoladamente.
§ 3º - Aplica-se, no que couber, à Taxa de Limpeza Pública - TLP pelos serviços referidos neste artigo
os dispositivos desta Lei referentes ao recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU.
Art. 150. A Taxa de Limpeza Pública - TLP é devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços referidos no “caput” do artigo anterior e será calculada de acordo com a seguinte
fórmula:
TLP = Fc x Ei x Ui, onde:
Fc - Fator de coleta de lixo, conforme especificado no Anexo XII.A;
Ei - Fator de enquadramento do imóvel em razão da área construída (Ac), quando edificado, ou
testada real, quando não edificado, conforme especificado nos Anexo XII.A ou XII.B desta Lei;
Ui - Fator de utilização do imóvel, subdividido em residencial; comercial e pessoas jurídicas de direito
público; hotéis, motéis, bares e restaurantes; hospitalar e industrial e terrenos, conforme especificado no
Anexo XII.D desta Lei.
§ 1º - Na hipótese de utilização diversificada do imóvel, será aplicado o maior fator de utilização do
imóvel (Ui) no cálculo da Taxa de Limpeza Pública - TLP.
§ 2º - Será reduzida em 50% (cinquenta por cento) a Taxa de Limpeza Pública - TLP para os imóveis
não edificados que possuam muros e, quando situados em logradouro provido de meio-fio, também
possuam calçadas.
Art. 151. A Taxa de Limpeza Pública - TLP é devida pela prestação ou colocação à disposição dos
contribuintes dos serviços referidos no “caput” do artigo anterior e tem os seus valores constituídos no
Anexo XII.
SUBSEÇÃO V
COLETA ESPECIAL OU EVENTUAL DE LIXO
Art. 152. A Taxa de Limpeza Pública – TLP é devida pela prestação aos contribuintes dos serviços
prestados no inciso II do artigo 143, somente será lançada e cobrada quando efetivamente prestados por
solicitação do interessado, ressalvada a sua prestação de forma compulsória, quando constatada violação às
posturas municipais, sendo cobrado com base no Anexo XII.E desta Lei.
§ 1º - Na hipótese da prestação do serviço referido neste artigo, será ele cobrado diretamente a
quem o solicitou.
§ 2º - O regulamento desta Lei estabelecerá a forma, os prazos, o valor por espécie de recipiente
colocado e a modalidade do seu lançamento e recolhimento.
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Art. 153. A Taxa de Serviços Diversos – TSD é cobrada pela identificação de imóveis, apreciação de
projetos, reposição de calçamento, emissão de guias e outros serviços, conforme Anexo VI.
Art. 154. A Taxa de Serviços Diversos – TSD é devida de acordo com os Anexos VI.A, VI.B, VI.C, VI.D,
VI.E, VI.F, VI.G, VI.H, VI.I e VI.J.
SUBSEÇÃO II
DO LANÇAMENTO E DO RECOLHIMENTO
Art. 155. A Taxa de Serviços Diversos - TSD será lançada, de ofício, sempre que ocorrer a prestação
de um dos serviços a que se refere o artigo 151 e recolhida, nos órgãos arrecadadores, por meio de
Documento de Arrecadação Municipal - DAM.
TÍTULO V
DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA – CM
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 156. A Contribuição de Melhoria tem como fato gerador a valorização de bem imóvel, resultante
da execução de obra pública.
Art. 157. Para efeito de incidência de Contribuição de Melhoria, serão considerados, especialmente,
os seguintes casos:
I - Abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e outros
melhoramentos de praças e vias públicas;
II - construção E ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e viadutos;
III - Construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e
edificações necessárias ao funcionamento do sistema;
IV - serviços E obras de abastecimento de água potável, esgotos, instalações de redes elétricas,
telefônicas, transportes e comunicações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores e
instalações de comodidade pública;
V - Serviços de obras de proteção contra secas, inundações, erosão, ressaca e de saneamento e
drenagem em geral, diques, cais, desobstrução de barras, portos e canais, retificação e regularização de
cursos d’água e irrigação;
VI - aterros E realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriação em
desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico.
SEÇÃO II
DA ISENÇÃO
Art. 158. São isentos do pagamento da Contribuição de Melhoria os órgãos da Administração Direta
da União e do Estado.
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Art. 159. Contribuinte do tributo é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil ou o
possuidor a qualquer título, de imóvel beneficiado pela execução de obras públicas, ao tempo do
lançamento.
§ 1º - A responsabilidade pelo pagamento de tributo transmite-se aos adquirentes do imóvel ou aos
sucessores a qualquer título.
§ 2º - Responderá pelo pagamento o incorporador ou organizador do loteamento não edificado ou
em fase de venda, ainda que parcialmente edificado, que vier a ser beneficiado em razão da execução de
obra pública.
SEÇÃO IV
DA BASE DE CÁLCULO
SEÇÃO V
DO LANÇAMENTO
Art. 164. Antes de iniciada a obra e como medida preparatória do lançamento, o órgão responsável
pela execução da obra publicará Edital em jornal de grande circulação, onde constará os seguintes
elementos:
I - memorial descritivo do projeto;
II - Orçamento do custo da obra;
III - Determinação da parcela do custo da obra a ser financiada pela Contribuição de Melhoria;
IV - Determinação dos índices de participação dos imóveis para o rateio da despesa, aplicáveis a
toda a zona beneficiada ou a cada área diferenciada nela contida.
Art. 165. O Edital a que se refere o artigo anterior poderá ser impugnado no todo ou em parte, no
prazo de 30 (trinta) dias, a contar de sua publicação.
§ 1º - O requerimento de impugnação será dirigido ao titular do órgão responsável pelo Edital, que
responderá no prazo de 30 (trinta) dias.
§ 2º - A impugnação não suspende o início nem o prosseguimento das obras, mas se procedente, no
todo ou em parte, a administração atenderá o impugnante.
Art. 166. O lançamento do tributo deverá ser feito:
I - Quando do início das obras, com base em cálculos estimativos;
II - Complementarmente, quando for o caso, imediatamente após a conclusão da obra.
§ 1º - O contribuinte será notificado do montante da Contribuição de Melhoria, da forma de
pagamento e do prazo de vencimento, através do Documento de Arrecadação Municipal – DAM.
§ 2º - Quando, ao término da obra, for verificado que o lançamento por estimativa foi superior ao
efetivamente apurado, caberá restituição da diferença paga a maior.
§ 3º - Não será objeto do lançamento a contribuição inferior a R$ 30,00 (trinta reais).
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SEÇÃO VI
DO RECOLHIMENTO
Art. 167. A Contribuição de Melhoria será recolhida aos órgãos arrecadadores, através do
Documento de Arrecadação Municipal – DAM, conforme dispuser o Poder Executivo.
Art. 168. O Poder Executivo, através do Secretário de Finanças, poderá:
I - Conceder o desconto de até 20% (vinte por cento) do tributo, para pagamento antecipado;
II - Determinar os prazos de recolhimento por obras realizadas;
III - A requerimento do contribuinte, conceder parcelamento para o recolhimento do tributo.
Art. 169. As parcelas mensais da Contribuição de Melhoria serão corrigidas monetariamente, de
acordo com os índices aplicáveis na atualização dos débitos fiscais.
Parágrafo único - O não pagamento de 03 (três) parcelas sucessivas acarretará o vencimento de todo
o débito.
TÍTULO VI
DA CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DOS SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - CIP
CAPÍTULO I
DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
SEÇÃO I
DO FATO GERADOR
Art. 170. A Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, tem como fato
gerador a prestação de serviços de iluminação pública.
SEÇÃO II
DA BASE DE CÁLCULO E DO VALOR DA CIP
Art. 171. A base de cálculo da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP é o
consumo total de energia elétrica, medido em KWh e constante na fatura emitida pela empresa
concessionária distribuidora.
Parágrafo único - Os valores da contribuição são diferenciados conforme a classe de consumidores e
a quantidade de consumo medida em Kwh.
Art. 172. A Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, será cobrada
mensalmente pela unidade imobiliária, em conformidade com o Anexo VIII.
SEÇÃO III
DA ISENÇÃO
Art. 173. - Estão isentos da contribuição para Custeio da Iluminação Pública os consumidores da
classe residencial até 30 kWh, aqueles cujos imóveis estejam situados em logradouros não servidos de
iluminação pública.
SEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO E DA ARRECADAÇÃO
Art. 174. A CIP poderá ser lançada para pagamento juntamente com a fatura mensal de energia
elétrica, emitida pela Companhia Concessionária de Energia Elétrica.
Parágrafo único - O lançamento e a arrecadação da CIP poderão ser feitos:
I - Mensalmente, em razão de convênio firmado com a empresa concessionária do serviço de
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SEÇÃO VI
DA ATUALIZAÇÃO
Art. 176. Os valores da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública – CIP, definidos
no Anexo VIII desta Lei, serão atualizados no mesmo percentual em que for reajustada a tarifa de
fornecimento de energia elétrica para a iluminação pública determinada pela Agência Nacional de Energia
Elétrica – ANEEL, entrando em vigor durante o ciclo de faturamento posterior à sua publicação.
SEÇÃO VII
DA REMUNERAÇÃO DA CONTRATADA
Art.177. Fica o Poder Executivo autorizado a remunerar a empresa contratada de que trata o inciso I
do parágrafo único do artigo 172 em importância equivalente a, no máximo, 5% (cinco por cento) do valor
arrecadado, em razão do convênio.
CAPÍTULO II
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS – CIP
Art. 178. Servirá como elemento hábil para a inscrição em Dívida Ativa, 60 (sessenta dias) após a
verificação da inadimplência:
I - A comunicação do não pagamento efetuada pela concessionária que contenha os
elementos previstos no artigo 202 e incisos do Código Tributário Nacional;
II - A duplicata da fatura de energia elétrica não paga;
III - Outro documento que contenha os elementos previstos no artigo 202 e incisos do Código
Tributário Nacional.
SEÇÃO ÚNICA
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 179 Aplica-se à Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP as normas
tributárias do Município de Vicência e do Código Tributário Nacional.
LIVRO TERCEIRO
DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
TÍTULO I
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
CAPÍTULO I
DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
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SEÇÃO I
DAS MODALIDADES DE LANÇAMENTO DOS TRIBUTOS
Art. 180. O lançamento para constituição e exigência do crédito tributário referente aos tributos de
competência municipal será efetuado:
I - Nas formas e nos prazos previstos para o seu recolhimento, determinados na legislação
tributária municipal, referentes a cada um dos tributos:
a) De ofício, pela autoridade competente, nos termos da lei aplicável;
b) Por homologação do recolhimento antecipadamente efetuado pelo sujeito passivo da
obrigação tributária, procedido pela autoridade fiscal em competente ação fiscal;
II - Quando não recolhido na forma e nos prazos estabelecidos na legislação tributária
municipal, referentes a cada um dos tributos:
a) De ofício, pela autoridade competente, com base em informação espontaneamente prestada
pelo sujeito passivo da obrigação tributária, sujeito a revisão pela autoridade fiscal, excluída a penalidade por
infração referente à parte confessada;
b) Notificação Fiscal – NF, de competência exclusiva da autoridade fiscal, nos casos de que trata
o artigo 183 desta Lei, quando apurada, em ação fiscal, qualquer ação ou omissão contrária à legislação
tributária municipal, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano causado ao Município e o
respectivo valor, indicando-se a sanção aplicável, na hipótese do não cumprimento da exigência fiscal;
c) Auto de Infração - AI, de competência exclusiva da autoridade fiscal, quando apurada, em
ação fiscal, qualquer ação ou omissão contrária à legislação tributária municipal, nos casos não
compreendidos no inciso anterior, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano causado ao
Município e o respectivo valor, propondo-se a aplicação da sanção correspondente.
Art. 181. A comunicação dos lançamentos na forma prevista do artigo 178, inciso I desta Lei será
realizada:
I - Nos casos de que trata a alínea “a”, será efetuada pelo órgão que administre o tributo, por
meio da entrega do Documento de Arrecadação Municipal - DAM, entregue no endereço constante dos
cadastros municipais, em cada caso e conterá:
a) O nome, endereço e qualificação fiscal dos sujeitos passivos;
b) A base de cálculo, o valor do tributo devido por período fiscal e os acréscimos incidentes,
caso não seja recolhido no prazo legal;
c) A intimação para pagamento ou interposição de reclamação contra lançamento, no prazo
previsto nesta Lei.
II - Nos casos de que trata a alínea “b”, será efetuada pela autoridade fiscal, por meio do ciente
do sujeito passivo ou do seu representante legal no termo final de ação fiscal, que conterá:
a) o período fiscalizado;
b) O valor dos recolhimentos antecipadamente efetuados, por período fiscal;
c) A homologação da parte antecipadamente recolhida, que não impede nova verificação fiscal
no mesmo período, para fins de apuração de crédito ainda devido;
d) A comunicação de que poderão ser realizadas, a critério do fisco, novas verificações no
mesmo ou em outros períodos fiscais, antes de transcorrido o prazo decadencial.
Parágrafo único - Além dos elementos descritos neste artigo, a comunicação do lançamento poderá
conter outros para sua maior clareza, a critério da autoridade competente.
SEÇÃO II
DA AÇÃO FISCAL PARA APURAÇÃO E LANÇAMENTO DOS TRIBUTOS
Art. 182. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal constituem infração, como
definida no artigo 214 punível na forma estabelecida pelo artigo 219 e seguintes, todos desta Lei, e serão
apuradas de ofício por meio de ação fiscal, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano
causado ao Município e o respectivo valor, propondo-se, quando for o caso, a aplicação da sanção
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correspondente.
Parágrafo único - A ação fiscal para lançamento por homologação dos recolhimentos
antecipadamente efetuados pelo sujeito passivo a que se refere o inciso II do artigo anterior, reger-se-á, no
que couber, por esta seção.
Art. 183. A ação fiscal, para apuração e lançamento do crédito tributário por infração à legislação
tributária, nas formas previstas nos incisos I, “b” e II, “b” e “c” do artigo 178 desta Lei, tem início com a
lavratura do Termo de Início de Ação Fiscal, do Termo de Apreensão de Bens e Documentos, do Termo de
Intimação ao sujeito passivo para apresentação de livros e outros documentos fiscais de interesse da
Fazenda Municipal, da Notificação Fiscal e do Auto de Infração ou por qualquer outro ato de autoridade fiscal
que caracterize o início da ação, o que excluí a espontaneidade do sujeito passivo.
Parágrafo único - O procedimento fiscal será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, podendo ser
prorrogado pelo Gereente de Tributação.
SEÇÃO III
DA NOTIFICAÇÃO FISCAL E AUTO DE INFRAÇÃO
Art. 184. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal serão apuradas de ofício
mediante notificação fiscal ou auto de infração, para o fim de determinar o responsável pela infração, o dano
causado ao Município e o respectivo valor, propondo-se quando for o caso a aplicação da sanção
correspondente.
Parágrafo único – A notificação fiscal ou auto de infração de que trata o caput poderão ser realizadas
mediante procedimento eletrônico.
Art. 185. A notificação será expedida pelo órgão que administre o tributo ou por funcionário fiscal
competente, e conterá:
I - O nome, endereço e qualificação do sujeito passivo;
II - A base de cálculo, o valor do tributo devido, por período fiscal, e os acréscimos legais;
III - A intimação para pagamento ou reclamação contra lançamento, no prazo de 30 (trinta)
dias;
IV - A indicação dos livros e outros documentos que servirem de base à apuração do tributo
devido;
V - A assinatura do sujeito passivo ou de seu representante, com data da ciência ou a
declaração de sua recusa;
VI - a discriminação da moeda;
VII - A multa a ser aplicada, caso não ocorra, no prazo legal, o pagamento do tributo lançado, ou
seja, considerado improcedente a reclamação contra lançamento.
Parágrafo único - Verificada qualquer infração, será o contribuinte intimado por meio de notificação
fiscal do descumprimento da obrigação tributária para, sem imposição de penalidade por infração,
regularizar a situação no prazo de 30 (trinta) dias, inclusive efetuar o recolhimento do tributo, quando for o
caso, ou para apresentar impugnação, sob pena de revelia.
Art. 186. A notificação fiscal e o auto de infração, de competência exclusiva da autoridade fiscal, para
o lançamento do crédito tributário na forma estabelecida no inciso II, alíneas “b” e “c”, do artigo 178 desta
Lei, deverão ser lavrados em separado para cada infração apurada e conterão:
I - O nome, endereço e qualificação do sujeito passivo;
II - A base de cálculo, o valor do tributo devido, por período fiscal, e os acréscimos legais;
III - A intimação para pagamento ou reclamação contra lançamento, no prazo de 30 (trinta)
dias;
IV - A indicação dos livros e outros documentos que servirem de base à apuração do tributo
devido;
V - A assinatura do sujeito passivo ou de seu representante, com data da ciência ou a
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SEÇÃO VI
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS E DAS DECISÕES
Art. 191. Os atos e as decisões serão comunicados:
I - Por intimação pessoal ou a representante, mandatário ou preposto, mediante recibo
datado e assinado ou com menção à circunstância de que houve impossibilidade ou recusa em receber;
II - Por intimação mediante carta registrada com aviso de recebimento, datado e firmada pelo
destinatário ou alguém do seu domicílio;
III - Por intimação editalícia.
IV - Por meio eletrônico, na forma do regulamento.
§ 1º - Presume-se feita a intimação:
I - Quando pessoal, na data do recebimento;
II - Por carta, na data do recibo, omitida esta, 15 (quinze) dias após a entrega da carta no
correio;
III - Por edital, 30 (trinta) dias após a data da afixação ou publicação.
§ 2º - Os despachos interlocutórios e de mero expediente, que não afetem a defesa do sujeito
passivo, independem de intimação.
Art. 192. A Certidão Negativa de Débitos será expedida, no prazo máximo de 10 (dez) dias, pelo órgão
competente da Secretaria de Finanças, à vista de requerimento do sujeito passivo, contendo todas as
informações necessárias à sua identificação, do domicílio fiscal, do ramo de atividade, e, de forma unificada,
dos débitos referentes a todos os tributos, tendo validade de 60 (sessenta) dias.
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CAPÍTULO II
DA FISCALIZAÇÃO DOS TRIBUTOS
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA
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por parte de servidor da Fazenda Municipal, de qualquer informação obtida em razão de ofício, sobre a
situação econômica financeira e sobre a natureza dos negócios ou atividades das pessoas sujeitas a
fiscalização.
§ 1º - Excetuam-se do disposto neste artigo, unicamente os casos de requisição da Câmara Municipal
e de autoridade judicial e os de prestação mútua de assistência para fiscalização de tributos e permuta de
informações entre os diversos órgãos do Município, e entre a União, Estado, Distrito Federal e outros
Municípios.
§ 2º - A divulgação das informações, obtidas no exame de contas e documentos, constitui falta grave,
punível na forma do Estatuto do Funcionário Público Municipal.
Art. 198. Fica o Poder Executivo autorizado a adotar Regime Especial de Fiscalização sempre que de
interesse da administração tributária.
Parágrafo único - O regime de fiscalização de que trata o "caput" deste artigo será definido em ato
do Secretário de Finanças.
Art. 199. Ficam o sujeito passivo e o terceiro interessado obrigados a apresentar, quando solicitado
pelo fisco, os livros e documentos fiscais, contábeis e societários e demais documentos referidos no artigo
anterior, importando a recusa em embaraço à ação fiscal.
§ 1º - Será conferido ao contribuinte um prazo de, no máximo, 03 (três) dias para exibição de livros e
documentos fiscais e contábeis referidos nesta Lei.
§ 2º - No caso de recusa de apresentação de livros e documentos fiscais e/ou contábeis ou de
quaisquer outros documentos de que trata o parágrafo anterior ou embaraço ao exame dos mesmos, será
requerido, por meio do Órgão Competente do Município, que se faça a exibição judicial, sem prejuízo da
lavratura da notificação ou auto de infração que couber.
Art. 200. As autoridades da administração fiscal do Município poderão requisitar auxílio de força
pública federal, estadual ou municipal, quando vítimas de embaraço ou desacato no exercício das funções
fiscais de seus agentes, ou quando necessário a efetivação de medidas previstas na legislação tributária.
SEÇÃO II
DA APREENSÃO E DA INTERDIÇÃO
Art. 201. Poderão ser apreendidos do contribuinte e de terceiros, mediante procedimento fiscal, os
livros, documentos e papéis que devam ser do conhecimento da Fazenda Municipal ou que constituam prova
de infração à legislação tributária.
Parágrafo único - Serão devolvidos ao contribuinte ou a terceiros, conforme o caso, os livros,
documentos e papéis apreendidos que não constituam prova de infração à legislação tributária, quando do
término da ação fiscal.
Art. 202. O Secretário de Finanças determinará a interdição do estabelecimento quando for
constatada a prática de atos lesivos à Fazenda Municipal.
Parágrafo único - O regime de interdição de que trata este artigo será definido em ato do Poder
Executivo.
SEÇÃO III
DA REPRESENTAÇÃO
Art. 203. Qualquer ato que importe em violação à legislação tributária poderá ser objeto de
representação ao Secretário de Finanças, por qualquer interessado.
Art. 204. A representação será verbal ou por escrito, devendo ser satisfeitos os seguintes requisitos:
a) Nome do interessado e do infrator, bem como os respectivos domicílios ou endereços;
b) Fundamentos da representação sempre que possível com documentos probantes ou
testemunhas.
Parágrafo único - A representação, quando procedida verbalmente, será lavrada em termo assinado
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Art. 205. Constitui crime de sonegação fiscal, conforme dispõe legislação específica, aplicável ao
Município, o cometimento de qualquer ato comissivo ou omissivo tendente a impedir ou retardar, total ou
parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fiscal:
I - Da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, sua natureza ou circunstâncias
materiais;
II - Das condições pessoais do contribuinte susceptíveis de afetar a obrigação tributária
principal ou o crédito tributário correspondente.
Art. 206. Ocorrendo indícios dos crimes de que trata o artigo antecedente, caberá ao Secretário de
Finanças a representação junto à Procuradoria Jurídica do Município para a adoção das medidas cabíveis, de
acordo com a legislação específica.
CAPÍTULO III
DO AUDITOR TRIBUTÁRIO MUNICIPAL
SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA
Art. 207. A fiscalização dos tributos municipais, bem como a orientação fiscal, são de competência
privativa da Secretaria de Finanças e Administração e serão exercidas pelo Auditor Tributário Municipal,
sobre todas as pessoas físicas ou jurídicas que estiverem obrigadas ao cumprimento da legislação tributária
municipal, inclusive as que gozarem de imunidade ou isenção.
Parágrafo único – Até a formação do Quadro de Auditores Tributários do Município serão
competentes para proceder à fiscalização dos tributos municipais e exercer, de modo geral, as competências
de que trata o Capítulo III, Seção I, desta Lei, o Gerente de Tributação e, por delegação do Chefe do Poder
Executivo, servidores efetivos do Município, com nível superior completo.
Art. 208. Aos Auditores Tributários, no exercício de suas funções, será permitido o livre acesso ao
estabelecimento do contribuinte de tributos municipais.
§ 1º - A recusa ou impedimento ao exercício da faculdade prevista neste artigo importa em
embaraço à ação fiscal e desacato à autoridade, sujeitando o infrator às penalidades cabíveis.
§ 2º - O Auditor Tributário, diretamente ou por intermédio da autoridade fiscal a que estiver
subordinado, poderá requisitar auxílio de força pública Federal, Estadual ou Municipal, quando vítima de
embaraço ou desacato no exercício de suas funções fiscais.
§ 3º - O Auditor Tributário se identificará mediante apresentação de documento de identidade
funcional, fornecido pelo órgão de pessoal da Administração Pública Municipal.
Art. 209. Sem prejuízo da estrita aplicação da Lei e do desempenho de suas atividades, as
autoridades fiscais têm o dever de, mediante solicitação, assistir aos sujeitos passivos da obrigação tributária
administrando-lhes esclarecimentos e orientando-os sobre a correta aplicação da legislação tributária
municipal.
Parágrafo único - Ao sujeito passivo da obrigação tributária, além de poder solicitar a presença da
autoridade fiscal, é facultado reclamar à Secretaria de Finanças e Administração contra a falta de assistência
de que trata o caput deste artigo, devendo a autoridade competente adotar as providências cabíveis.
Art. 210. Ao Auditor Tributário, responsável pela fiscalização das rendas municipais, cabe ministrar
aos contribuintes em geral os esclarecimentos sobre fiel observância desta Lei e demais Leis e regulamentos
fiscais, sem prejuízo do rigor e vigilância indispensáveis ao desempenho de suas atividades.
Art. 211. Sempre que necessário, o Auditor Tributário requisitará, através da autoridade fiscal a qual
se encontra subordinado, o auxílio e garantias necessárias a execução de seus serviços e das diligências
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SEÇÃO II
DO AJUSTE FISCAL
Art. 215. A autoridade fiscal fica autorizada a proceder, dentro do mesmo exercício objeto da ação
fiscal, ao ajuste dos valores referentes aos períodos em que constatar a falta de recolhimento de
determinado tributo, no todo ou em parte, com outros períodos em que o recolhimento foi superior ao
devido, conforme estabelecido pelo Poder Executivo.
§ 1º - A autorização prevista no caput deste artigo é extensiva ao sujeito passivo, desde que não
tenha havido a caducidade do direito à restituição do tributo recolhido a maior, ficando o ajuste sujeito a
ulterior homologação pelo Auditor Tributário.
§ 2ª - O disposto neste artigo não se aplica quando se verificarem indícios de fraude ou sonegação
fiscal.
CAPÍTULO IV
DAS INFRAÇÕES À LEGISLAÇÃO
SEÇÃO I
DAS PENALIDADES E DEMAIS COMINAÇÕES LEGAIS
Art. 216. Constitui infração toda ação ou omissão que importe na inobservância, por parte do
sujeito passivo ou do terceiro obrigado, de norma estabelecida na legislação tributária do Município.
Parágrafo único - Considera-se infrator, para os efeitos deste Código, todo aquele que cometer,
mandar, constranger ou auxiliar alguém na prática de infração, assim como os servidores municipais
encarregados da execução das leis que, tendo conhecimento da infração, deixarem de autuar o infrator.
Art. 217. Responderão pela infração, conjunta ou isoladamente, todos os que concorrerem para a
sua prática ou dela se beneficiarem.
Parágrafo único - A responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou do
responsável e da efetividade, natureza, extensão e efeitos do ato.
Art. 218. Os que, antes do início de qualquer procedimento fiscal administrativo ou medida de
fiscalização, procurarem espontaneamente a repartição fiscal competente para sanar irregularidades e,
sendo o caso, recolherem de uma só vez ou iniciarem o pagamento parcelado do débito, serão atendidos
independentemente de aplicação de penalidades por infração, aplicando-se os acréscimos previstos nos
artigos 276, 279 e 280.
Parágrafo único - Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento fiscal administrativo relacionado com a infração ou aquela que, se for o caso, não tenha sido
acompanhada do recolhimento total ou do início do recolhimento parcelado do débito.
Art. 219. A denúncia espontânea do débito tributário, constituído ou não, será acompanhada do
pagamento do tributo devido, acrescido de multas de mora, juros e atualização monetária.
Art. 220. As infrações à legislação tributária serão punidas com as seguintes penalidades, separada
ou cumulativamente, cuja aplicação e gradação estão definidas no artigo seguinte:
I - multas por infração;
II - proibição de:
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a) celebrar negócios jurídicos com os órgãos da administração direta do Município e com suas
autarquias, fundações e empresas;
b) participar de licitações;
c) usufruir de benefício fiscal instituído pela legislação tributária do Município;
d) receber quantias ou créditos de qualquer natureza;
e) obter licença para execução de obra de engenharia;
f) obter autorização para parcelamento do solo;
g) obter a concessão de “habite-se” ou “aceite-se”.
III - interdição do estabelecimento;
IV suspensão ou cancelamento de licença ou de benefícios fiscais.
§ 1º - A aplicação de penalidade de qualquer natureza, inclusive por inobservância de obrigação
acessória, em caso algum dispensa o pagamento do tributo, dos juros de mora e da atualização monetária,
nem a reparação do dano resultante da infração, na forma da legislação aplicável.
§ 2º - A autorização para parcelamento do solo, bem como a concessão de "habite-se", para
edificação nova, e de "aceite-se", para imóveis reconstruídos ou reformados, somente serão efetivados pelo
órgão competente mediante a prévia quitação dos tributos municipais incidentes sobre os imóveis
originários.
§ 3º - Os documentos referidos no parágrafo anterior somente serão entregues aos contribuintes
pela Secretaria de Finanças e Administração após a inscrição ou atualização do imóvel no Cadastro
Imobiliário.
SEÇÃO II
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES
Art. 221. As ações ou omissões contrárias à legislação tributária municipal abaixo definidas, quando
apuradas em procedimento de ofício por meio de Notificação Fiscal ou Auto de Infração, serão punidas com
multas por Infração, propostas pela autoridade fiscal, na forma determinada nas subseções a seguir.
SEÇÃO III
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER
NATUREZA – ISSQN
Art. 222. Com relação ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN:
I – de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) o preenchimento ilegível ou com
rasuras de livros e de documentos fiscais, hipótese em que a multa será aplicada por mês de ocorrência;
II – de R$ 80,00 (oitenta reais) a R$ 400,00 (quatrocentos reais) o atraso por mais de 30 (trinta)
dias na escrituração de livro fiscal, hipótese em que a multa será aplicada por mês ou fração deste;
III – de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 400,00(quatrocentos reais) a guarda do livro ou
documento fiscal fora do estabelecimento;
IV – de R$ 120,00 (cento e vinte reais) a R$ 600,00 (seiscentos reais):
a) o fornecimento ou apresentação de informações ou documentos inexatos ou inverídicos;
b) a inexistência de livro ou documento fiscal;
c) a falta de escrituração de livro ou não emissão de documento fiscal.
V – de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais), no caso de embaraço à ação
fiscal;
VI - de 40% (quarenta por cento) do valor do imposto, não recolhido:
a) relativo a receitas devidamente escrituradas nos livros fiscais e/ou contábeis;
b) relativo a receitas escrituradas nos livros contábeis e/ou fiscais, sem a emissão de Nota Fiscal
de Serviços;
c) relativo a receitas não escrituradas nos livros contábeis e/ou fiscais, com a emissão de Nota
Fiscal de Serviços;
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VII - de 80% (oitenta por cento) do valor do imposto não recolhido relativo a receitas não
escrituradas, sem emissão de Nota Fiscal de Serviços;
VIII - de 40% (quarenta por cento) do valor do imposto de responsabilidade do contribuinte que
não o reteve na fonte e não o recolheu;
IX - de 100% (cem por cento) do valor do imposto retido na fonte e não recolhido;
X - de R$ 100,00 (cem reais) até R$ 2.000,00 (dois mil reais), no caso de Infração para as quais
não estejam previstas penalidades específicas.
XI – as infrações relativas à Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e:
a) de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) a R$ 130,00 (cento e trinta reais) pela falta de emissão
de cada de Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e.
b) de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) por Recibo Provisório de Serviços - RPS convertido fora do
prazo assinado pela legislação tributária.
c) de R$ 650,00 (seiscentos e cinquenta reais) por descumprimento de obrigação acessória
relacionada à Nota Fiscal de Serviço Eletrônica - NFS-e que não possua penalidade específica.
d) de R$ 10,00 (dez reais) a R$ 50,00 (cinquenta reais) pelo recolhimento em DAM de ISS Fonte
referente ao serviço tomado, cujo prestador tenha emitido NFS-e.
Parágrafo único - As multas previstas no inciso I a V, X e XI deste artigo, serão propostas pelo Auditor
Tributário autuante, observadas a situação econômico-financeira do infrator sem prejuízo da
competência das instâncias julgadoras.
SEÇÃO IV
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E
TERRITORIAL URBANA – IPTU
Art. 223. Com relação ao Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU:
I – de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 1.000,00 (um mil reais), a falta de comunicação, por
unidade imobiliária:
a) da aquisição do imóvel, transferência do domínio útil;
b) de outros atos ou circunstâncias que possam afetar a incidência, o cálculo ou a
administração do imposto.
II – de R$ 300,00(trezentos reais) a R$ 2.000,00 (dois mil reais), o gozo indevido da isenção;
III – de R$ 200,00 (duzentos reais) a R$ 1.000,00 (um mil reais):
a) a instrução de pedido de isenção do imposto com documentos que contenham falsidade, no
todos ou em parte;
b) a falta de comunicação, para efeito de inscrição e lançamento, de edificação realizada;
c) a falta de comunicação de reforma ou modificação de uso;
d) embaraço à ação fiscal.
IV – de R$ 300,00 (trezentos reais) por imóvel quando do descumprimento do disposto no § 2º
do artigo 90 e no artigo 91 desta Lei;
V – de R$ 300,00 (trezentos reais), a inobservância do disposto no artigo 80.
Parágrafo único - As multas previstas nos incisos I a V deste artigo, serão propostas pelo Auditor
Tributário autuante, observadas a situação econômico-financeira do infrator sem prejuízo da competência
das instâncias julgadoras, mediante Notificação Fiscal ou Auto de Infração para cada imóvel, ainda que
pertencentes ao mesmo contribuinte.
SEÇÃO V
DAS MULTAS POR INFRAÇÕES RELATIVAS AO IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO "INTER-VIVOS" DE
BENS IMÓVEIS E DE DIREITOS A ELES RELATIVOS – ITBI
Art. 224. Com relação ao Imposto Sobre Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a
Eles Relativos - ITBI:
I – de R$ 1.000,00 (um mil reais), o descumprimento pelos Cartórios de Ofício de Notas e
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Cartório de Registro de Imóveis, das obrigações previstas no artigo 110 desta Lei;
II – de 100% (cem por cento) do valor do imposto:
a) a ocultação da existência de frutos pendentes ou outros bens ou direitos tributáveis,
transmitidos juntamente com a propriedade;
b) a apresentação de documentos que contenham falsidade, no todo ou em parte, quando da
produção da prova prevista no artigo 99 desta Lei;
c) a instrução do pedido de isenção do imposto com documentos que contenham falsidade, no
todo ou em parte;
d) a inobservância da obrigação tributária de que trata o inciso II do artigo 119, por parte dos
Oficiais dos Cartórios de Registros de Imóveis e seus substitutos, tabeliães, escrivães e demais serventuários
de oficio.
Parágrafo único - A Infração de que trata a alínea “d” deste artigo, por parte dos oficiais e
substitutos dos Cartórios de Ofícios de Notas e dos Cartórios de Registro de Imóveis, sujeitá-los-á, ainda, ao
pagamento do imposto devido.
SEÇÃO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 225. Multa de 60% (sessenta por cento) do valor do tributo não recolhido, quando do gozo
indevido de isenção.
Art. 226. Multa de R$ 2.000,00(dois mil reais) quando do embaraço à ação fiscal, além da multa
correspondente a inobservância do dispositivo legal.
Art. 227. Multa de R$ 200,00 (duzentos reais) a R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) para as
infrações em que não estejam previstas penalidades específicas.
Art. 228. O adquirente do imóvel ou direito a ele relativo que não apresentar o seu título à Secretaria
de Finanças, no prazo legal, fica sujeito à multa de R$ 300,00 (trezentos reais).
Art. 229. As infrações previstas neste artigo serão apuradas através de procedimento de ofício,
propondo-se quando for o caso, a aplicação de multa.
SEÇÃO VII
DA REDUÇÃO DAS MULTAS POR INFRAÇÕES
Art. 230. O valor das multas previstas no artigo anterior serão reduzidas em:
§ 1º - Com relação ao Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza – ISSQN:
I - O valor das multas previstas nos incisos VI a IX do artigo 220 será reduzido de:
a) 50% (cinqüenta por cento), se o sujeito passivo, no prazo de Defesa, reconhecer a
procedência da medida fiscal e efetuar ou iniciar, no mesmo prazo, o recolhimento do crédito tributário
exigido;
b) 30% (trinta por cento) se o sujeito passivo impugnar o lançamento e, após o prazo de Defesa
e antes de transcorrido o prazo recursal, pagar de uma só vez ou iniciar o pagamento parcelado do débito;
c) 20% (vinte por cento) se o sujeito passivo pagar o débito de uma só vez antes da sua
inscrição em Dívida Ativa;
d) 10% (dez por cento) se o sujeito passivo iniciar o pagamento parcelado do débito antes da
sua inscrição em Dívida Ativa.
§ 2º - Com relação ao Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU:
I - o valor das multas previstas no artigo 221 será reduzido de:
a) 50% (cinqüenta por cento), se o sujeito passivo, no prazo de Defesa, reconhecer a
procedência da medida fiscal e efetuar ou iniciar, no mesmo prazo, o recolhimento do crédito tributário
exigido;
b) 30% (trinta por cento) se o sujeito passivo impugnar o lançamento e, após o prazo de Defesa
e antes de transcorrido o prazo recursal, pagar de uma só vez ou iniciar o pagamento parcelado do débito a
que foi condenado administrativamente.
c) 20% (vinte por cento) se o sujeito passivo pagar o débito de uma só vez antes da sua
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SEÇÃO VIII
DAS MULTAS RELATIVAS AS TAXAS DECORRENTES DO EFETIVO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA
Art. 231. As infrações às normas relativas às Taxas Decorrentes do Efetivo e Regular Exercício de
Polícia Administrativa, sujeitarão os responsáveis ao pagamento das seguintes multas:
I - multa de 50% (cinquenta por cento) do valor da taxa no caso da não comunicação a
Secretaria de Finanças, dentro do prazo de 30 (trinta) dias a contar da ocorrência do evento, sobre as
alterações físicas sofridas pelo estabelecimento;
II - multa de 100% (cem por cento) do valor da taxa, mensal, pelo exercício de quaisquer
atividades a ela sujeita, sem as respectivas licenças.
III - multa de 100% (cem por cento) do valor da taxa, em caso de encerramento das atividades
sem comunicação, dentro do prazo de 30 dias após o fechamento do estabelecimento.
§ 1º – Sem prejuízo das penalidades cabíveis, poderá ser suspensa ou cancelada a licença do
contribuinte nos seguintes casos:
I – recusa sistemática em exibir à fiscalização, livros e documentos fiscais;
II – embaraço à ação fiscal;
III – exercício da atividade de modo contrário ao interesse público.
§ 2º – A suspensão, que não poderá ser superior a 30 (trinta) dias, e o cancelamento, serão Atos do
Gerente de Tributação.
§ 3º – Fica o contribuinte, durante o período do cancelamento ou suspensão da licença, proibido de
exercer a correspondente atividade, ficando, o estabelecimento fechado, quando for o caso.
§ 4º – Para execução do disposto neste artigo, o Gerente de Tributação poderá, se necessário,
requisitar auxilio de força policial.
§ 5º – As multas referentes às infrações ao Código de Obras e Instalações, são as definidas no Anexo
X desta Lei.
SEÇÃO IX
DAS MULTAS RELATIVAS AS TAXAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS
Art. 232. As infrações às normas relativas às taxas de serviços públicos sujeitarão os responsáveis ao
pagamento de multa correspondente a 50% (cinqüenta por cento) do valor da taxa.
SEÇÃO X
DAS MULTAS RELATIVAS A CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
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Art. 233. O atraso no pagamento das prestações sujeitará o contribuinte à multa de 20% (vinte por
cento) ao mês ou fração de mês, calculados sobre o valor atualizado da parcela, de acordo com os
coeficientes aplicáveis na atualização monetária dos débitos fiscais.
Parágrafo único – A falta de pagamento de 03 (três) parcelas sucessivas, sem prejuízo do disposto no
caput deste artigo, implicará no vencimento de todo o débito.
SEÇÃO XI
DA REINCIDÊNCIA
Art. 234. A reincidência em Infração da mesma natureza, será punida com multa em dobro.
Art. 235. Considera-se reincidência a repetição de falta idêntica pelo mesmo contribuinte,
anteriormente responsabilizado em virtude de proposição ou aplicação de penalidade pecuniária da mesma
natureza nos últimos 05 (cinco) anos, contados do reconhecimento da Infração pelo pagamento ou
parcelamento do débito, ou ainda, do trânsito em julgado de Decisão Final de Instância Administrativa.
SEÇÃO XII
DA VEDAÇÃO DA MULTA SOBRE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
Art. 236. Sempre que apurado, por meio de procedimento de ofício, descumprimento de obrigação
tributária acessória, que esteja inserido na caracterização da inadimplência de obrigação principal e implicar
no agravamento da correspondente multa por Infração, aplicar-se-á, apenas, a multa correspondente ao
descumprimento da obrigação principal.
CAPÍTULO V
DA DÍVIDA ATIVA
Art. 237. Constituem Dívida Ativa do Município e das suas respectivas autarquias, os créditos de
natureza tributária e não tributária.
§1º - Considera-se Dívida Ativa de natureza:
I – tributária, o crédito proveniente de obrigação legal relativa a tributos, multas e demais
acréscimos;
II – não tributárias, os demais créditos tais como, contribuições estabelecidas em Lei, multas
de qualquer natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, aluguéis, custas processuais, preço de serviços
prestados por estabelecimentos públicos, indenizações, alcance dos responsáveis definitivamente julgados,
sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, reposições e restituições oriundas de contratos
administrativos, consistentes em quantia fixa e determinada, depois de decorridos os prazos de pagamento,
ou de decididos os processos fiscais administrativos ou judiciais.
§ 2º– Não exclui a liquidez do crédito, para os efeitos deste artigo, a fluência de juros.
Art. 238. A inscrição do débito em Dívida Ativa de qualquer natureza, que se constitui no Ato de
controle administrativo da legalidade, será realizada pela Secretaria de Finanças para apurar a liquidez e
certeza do crédito, em livros especiais, na repartição competente.
Parágrafo único - A inscrição do débito em Dívida Ativa far-se-á dentro do prazo prescricional.
Art. 239. A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza de liquidez e tem efeito de
prova pré- constituída.
Art. 240. O Termo de Inscrição da Dívida Ativa e a respectiva certidão devem indicar,
obrigatoriamente:
a) o nome do devedor e dos co-devedores e, sempre que possível o domicílio ou residência de
um e de outros;
b) o valor da dívida bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros de mora e demais
encargos previstos em Lei ou contrato;
c) origem, a natureza do crédito e o fundamento legal ou contratual da divida;
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d) a indicação, nos casos em que couber de estar a dívida sujeita à atualização monetária, bem
como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para cálculo;
e) a data e o número de inscrição no Livro de Registro da Dívida Ativa;
f) o número do processo administrativo ou fiscal em que se originar o crédito.
§ 1º - A Certidão de Dívida Ativa conterá os mesmos elementos do Termo de Inscrição e será
assinado pela autoridade competente.
§ 2º - O Termo de Inscrição e a Certidão de Dívida Ativa poderão ser preparados e numerados por
processamento eletrônico, manual ou mecânico.
§ 3º. A omissão de qualquer dos requisitos enumerados, ou erro a eles relativos são causas de
nulidade da inscrição em Dívida Ativa dos créditos tributários, podendo a autoridade competente sanar, de
ofício, a irregularidade, mediante a substituição da certidão irregularmente emitida.
§ 4º - Cessa a competência da Secretaria de Finanças para cobrança do débito com o
encaminhamento da Certidão de Dívida Ativa para cobrança judicial, por meio da Procuradoria do Municipal.
Art. 241. Fica a Administração Pública Municipal autorizada a conceder descontos de até 100% (cem
por cento) sobre multas e juros para pagamento de créditos tributários inscritos em Dívida Ativa, desde que
atenda ao disposto no artigo 14 da Lei Complementar 101 de 04 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade
Fiscal.
§ 1º – A Administração Pública Municipal fica obrigada à ampla divulgação deste benefício através de
campanhas de arrecadação a serem realizadas em caráter geral.
§ 2º - Ressalvados os casos estabelecidos neste artigo, ou em dispositivo específico de lei, não se
efetuará o recebimento de créditos inscritos na Dívida Ativa com dispensa de multas, juros de mora e
correção monetária.
§ 3º - Verificada a qualquer tempo, a inobservância do disposto no parágrafo anterior, fica o
funcionário responsável, obrigado, além da pena disciplinar a que estiver sujeito, a recolher aos cofres
municipais o valor da quantia que houver dispensado.
§ 4º - É solidariamente responsável com o servidor quanto à reposição das quantias relativas a
redução, a multa, e aos juros de mora mencionados no artigo anterior, a autoridade superior que autorizar
ou determinar aquelas concessões, salvo se o fizer em cumprimento de mandado judicial.
CAPÍTULO VI
DA CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS
Art. 242. A prova de quitação dos tributos municipais será feita, quando exigível, por meio de
Certidão Negativa de Débitos, que será expedida, no prazo máximo de 10 (dez) dias, pelo órgão competente
da Secretaria de Finanças e Administração , à vista de Requerimento do sujeito passivo, desde que contenha
todas as informações necessárias à sua identificação, domicílio fiscal e ramos de negócio ou atividade,
Localização e caracterização do imóvel, inscrição no Cadastro Imobiliário e Fiscal e o fim a que se destina a
certidão.
§ 1º - Para expedir a Certidão Negativa de Débitos, a autoridade competente examinará todos os
débitos exigíveis do sujeito passivo para com a Fazenda Municipal, de origem tributária ou não, inscritos, ou
não, em Dívida Ativa, além da sua situação cadastral, inclusive dos imóveis de sua propriedade ou por ele
locados, somente podendo expedi-la após a sua regularização e/ou liquidação total dos débitos apurados,
sob pena de responsabilidade funcional.
§ 2º - O Requerimento para expedição de Certidão Negativa de Débitos será indeferido se o
interessado recusar-se a apresentar provas ou documentos necessários à apuração dos fatos relacionados
com a legitimidade do pedido.
§ 3º- A Certidão Negativa de Débitos expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a
Fazenda Pública, responsabilizará pessoalmente o funcionário que a expedir pelo crédito tributário e juros de
mora acrescidos.
§ 4º - O disposto no parágrafo anterior não exclui a responsabilidade criminal e funcional cabíveis.
§ 5º - A Certidão Negativa de Debito terá prazo de validade de 30 (trinta) dias a partir da sua
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expedição.
§ 6º - A Administração Pública Municipal não celebrará contrato ou aceitará proposta em
concorrência publica sem que o contratante ou proponente faça prova por meio de Certidão Negativa de
Débito, expedida pela Secretaria de Finanças e Administração, da quitação de todos os tributos.
LIVRO QUARTO
DO CONTENCIOSO FISCAL ADMINISTRATIVO
TÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO I
DA INSTAURAÇÃO
SEÇÃO I
DO INÍCIO DO PROCESSO
Art. 243. O contencioso administrativo fiscal será instaurado, a requerimento do sujeito passivo, nos
seguintes casos:
I - impugnação de lançamento de crédito tributário;
II - pedido de restituição;
III - formulação de consultas;
IV - pedido de revisão de avaliação de bem imóvel;
§ 1º - Na instrução do processo fiscal administrativo serão admitidos todos os meios de prova em
direito permitidos e observada a organização semelhante à dos autos forenses, com folhas devidamente
numeradas e rubricadas, inclusive a ordem de juntada.
§ 2º - A autoridade julgadora fiscal, na livre apreciação das provas, formará sua convicção, podendo
determinar as diligências que julgar necessárias.
§ 3º - As petições de iniciativa do sujeito passivo devem ser dirigidas à autoridade ou órgão
competente.
§ 4º - O órgão ou autoridade a que indevidamente sejam remetidas petições de iniciativa do
contribuinte deve promover o seu encaminhamento ao órgão ou autoridade competente.
§ 5º - Não se tomará conhecimento de postulações daqueles que não tenham legitimidade para fazê-
lo.
§ 6º - A petição será indeferida de plano pelo órgão ou autoridade a que se dirigir, se intempestiva
ou assinada por pessoa sem legitimidade, vedada a recusa do seu recebimento ou protocolização.
§ 7º - Aplicam-se subsidiariamente ao contencioso administrativos fiscal as normas do Código de
Processo Civil.
SEÇÃO II
DA IMPUGNAÇÃO PELO SUJEITO PASSIVO
Art. 244. É assegurado ao sujeito passivo o direito de impugnar o lançamento de crédito tributário,
dentro do prazo de 30 (trinta) dias contados da sua notificação, sendo-lhe permitido recolher os tributos,
multas e demais acréscimos legais referentes à parte reconhecida, apresentando suas razões, apenas,
quanto à parte não reconhecida.
Parágrafo único - Para fins deste artigo, considera-se impugnação:
I - reclamação contra lançamento de ofício de tributo por prazo certo, dirigida à unidade
administrativa encarregada da instrução e do julgamento, ouvido o órgão responsável pelo lançamento;
II - pedido de revisão de avaliação de bens imóveis, quando da discordância pelo sujeito
passivo sobre o valor da sua avaliação para fins de recolhimento do Imposto Sobre a Transmissão "Inter-
Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI, dirigida à unidade administrativa encarregada da
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SEÇÃO IV
DO PEDIDO DE REVISÃO DA AVALIAÇÃO DE BENS IMÓVEIS
Art. 246. O sujeito passivo poderá contestar o valor da base de cálculo do Imposto Sobre a
Transmissão "Inter- Vivos" de Bens Imóveis e de Direitos a Eles Relativos - ITBI, por meio de pedido de nova
avaliação encaminhado à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, que proferirá a
decisão, após ouvir o órgão responsável pela avaliação.
§ 1º - Na hipótese de ser julgada improcedente a reclamação, o tributo a ser pago será atualizado
desde a data do vencimento, anterior à reclamação, determinada no Documento de Arrecadação Municipal -
DAM, até o dia do efetivo pagamento.
§ 2º - Sendo procedente a reclamação, será concedido novo prazo para pagamento, contado da
comunicação ao sujeito passivo da decisão final.
Art. 247. Da comunicação da decisão a que se refere o artigo anterior, o sujeito passivo terá o prazo
de 30 (trinta) dias para pagar ou iniciar o pagamento do débito, nele incluídos os acréscimos legais.
Art. 248. O pedido de revisão de avaliação de bem imóvel será instruído com o Documento de
Arrecadação Municipal - DAM referente à avaliação objeto do pedido, informando-se as razões de fato e de
direito que fundamentam o pedido.
SEÇÃO V
DA DEFESA
Art. 249. É assegurado ao sujeito passivo o direito de ampla defesa contra lançamento de crédito
tributário, por meio de notificação fiscal ou auto de infração.
Parágrafo único - O sujeito passivo poderá recolher os créditos referentes a uma parte do valor
lançado por meio do auto de infração ou da notificação fiscal e apresentar defesa quanto à parte da medida
fiscal por ele não reconhecida.
Art. 250. Compete à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, decidir sobre
a defesa interposta, por meio de petição escrita datada e assinada pelo sujeito passivo ou seu representante
legal.
Parágrafo único - Poderão ser aceitas fotocópias de documentos, desde que não destinados à prova
de falsificação.
Art. 251. Na defesa, poderá ser requerida perícia pelo sujeito passivo, a ser realizada por perito
nomeado pela autoridade julgadora e a seu critério, correndo as custas por conta de quem a requereu.
§ 1º - O sujeito passivo poderá indicar o perito, que poderá, a critério da autoridade julgadora, ser
nomeado para o feito.
§ 2º - Em nenhuma hipótese será nomeado como perito qualquer autoridade fiscal do Município,
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Art. 254. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, a restituição de
quantias recolhidas indevidamente aos cofres municipais, relativas a tributos, multas tributárias e demais
acréscimos, seja qual for a modalidade de seu pagamento, nos seguintes casos:
I - cobrança ou pagamento espontâneo de quantia indevida ou maior do que a devida em face
da legislação tributária aplicável ou da natureza ou circunstância do fato gerador efetivamente ocorrido;
II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo
do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao crédito
tributário;
III - quando não se efetivar o ato ou contrato sobre que se tiver pago o crédito tributário;
IV - quando for declarada, por decisão judicial definitiva, a nulidade do ato ou contrato sobre
que se tiver pago o crédito tributário;
V - quando for posteriormente reconhecida a imunidade, a não incidência ou a isenção;
VI - quando ocorrer erro de fato.
Parágrafo único - A restituição na forma desta Subseção fica subordinada à prova, pelo contribuinte,
de que o valor do crédito tributário não foi recebido de terceiro, observando-se:
I - o terceiro que fizer prova de haver pago o crédito tributário pelo contribuinte, sub-roga-se
no direito daquele à respectiva restituição;
II - ressalvado o disposto no inciso anterior, é parte ilegítima para requerer restituição a
pessoa cujo nome não coincide com o daquele que tenha recolhido o crédito tributário em causa, salvo nos
casos de sucessão e de requerente devidamente habilitado por instrumento hábil para este fim, ou na
condição de representante legal.
Art. 255. Não sendo restituída a quantia indevidamente recolhida aos cofres municipais
independentemente de protesto do sujeito passivo, poderá ele solicitá-la, mediante pedido de restituição,
por meio de petição dirigida à unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, que
decidirá sobre o pedido.
Parágrafo único - O pedido de restituição será instruído, conforme o caso, com qualquer dos
seguintes documentos:
I) - os originais dos comprovantes do pagamento efetuado, conferidos pela repartição fazendária, ou,
na sua falta:
a) certidão em que conste o fim a que se destina, passada à vista do documento existente na
repartição competente;
b) certidão lavrada por serventuário público em cujo cartório estiver arquivado o documento;
c) pública forma ou reprodução do respectivo documento, esta última conferida pela
repartição onde se encontrarem arquivadas outras vias;
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II - cópias das folhas dos livros e dos documentos fiscais relativos ao objeto do pedido.
Art. 256. O direito de requerer restituição decai com o decurso do prazo de 05 (cinco) anos,
contados, conforme o caso:
I - da data do recolhimento da quantia paga indevidamente;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou judicial que reforme ou
anule a decisão condenatória.
Art. 257. As quantias restituídas, serão atualizadas monetariamente, por meio do Índice de Preços ao
Consumidor Amplo – IPCA / IBGE , constituindo período inicial o mês do recolhimento indevido.
Parágrafo único - A restituição somente vence juros não capitalizáveis de 0,5% (meio por cento) ao
mês, a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, nas hipóteses em que a Fazenda Pública
tenha dado causa ao indébito.
Art. 258. Na hipótese de pagamento efetuado voluntariamente pelo contribuinte, não lhe serão
restituídas as quantias correspondentes às taxas, quando os serviços correlatos tenham sido efetivamente
prestados.
Art. 259. A decisão pela procedência de pedido de restituição relacionado com indébito parcelado,
somente desobrigará o requerente, quanto às parcelas vincendas, após transitada em julgado.
SEÇÃO VII
DA CONSULTA
Art. 260. É assegurado às pessoas físicas ou jurídicas o direito de consulta sobre a interpretação e a
aplicação da legislação relativa aos tributos municipais.
§ 1º - A consulta será assinada pelo sujeito passivo da obrigação tributária, seu representante legal
ou procurador habilitado.
§ 2º - A consulta deverá ser feita a uma só matéria, indicando-se o caso concreto objeto de dúvida,
admitindo-se a acumulação, em uma mesma petição, apenas quando tratar de questões conexas, sob pena
de arquivamento “In limine” por inépcia da inicial.
Art. 261. A consulta deverá ser formulada com clareza, precisão e concisão, em petição dirigida à
unidade administrativa encarregada da instrução e do julgamento, assinada nos termos do parágrafo
primeiro do artigo anterior.
§ 1º - A consulta que não atender ao disposto no "caput" deste artigo, ou a apresentada com a
evidente finalidade de retardar o cumprimento da obrigação tributária, será liminarmente arquivada.
§ 2º - O consulente poderá, a seu critério, expor a interpretação que der aos dispositivos da
legislação tributária aplicáveis à matéria sob consulta.
Art. 262. A apresentação da consulta na repartição fazendária produz os seguintes efeitos:
I - suspende o curso do prazo para cumprimento de obrigação tributária em relação ao caso
sobre o qual se pede a interpretação da legislação tributária aplicável;
II - impede, até o termino do prazo legal para que o consulente adote a orientação contida na
resposta, o início de qualquer procedimento fiscal destinado à apuração de fato relacionado com a matéria
consultada;
III - a consulta não suspende o prazo para o recolhimento de tributo retido na fonte ou lançado
por homologação antes ou depois de sua apresentação.
Parágrafo único - Não se operam os efeitos da apresentação da consulta, quando esta:
I - for formulada em desacordo com as normas deste título;
II - for formulada após o início de procedimento fiscal;
III - verse sobre matéria que tiver sido objeto de resposta anteriormente proferida, em relação
ao consulente ou a qualquer de seus estabelecimentos.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA PARA DECIDIR SOBRE O CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO FISCAL
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SEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA EM GERAL
Art. 263. Compete ao Secretário de Finanças julgar defesa contra Notificação Fiscal ou Auto de
Infração, pedido de restituição de tributos recolhidos indevidamente e de revisão de avaliação de bens
imóveis, reclamação contra lançamento de tributos e consulta pertinente à legislação tributária municipal.
Parágrafo único - A decisão proferida pelo Secretário de Finanças, em razão de julgamento de
processo administrativo tributário, terá eficácia normativa, para fins da obrigatoriedade do seu cumprimento
pelo sujeito passivo ou terceiro obrigado.
Art. 264. O prazo de julgamento do contencioso administrativo fiscal é de 30 (trinta) dias,
suspendendo-se com a determinação de diligência ou perícia, ou com o deferimento de pedido em que estas
providências sejam solicitadas.
Art. 265. Caso, após a instauração do contencioso administrativo fiscal, algum fato constitutivo,
modificativo ou extintivo de direito influir no julgamento do processo, caberá aos órgãos julgadores tomá-lo
em consideração de ofício ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decisão, sendo garantido o
direito de fazer a juntada de novas provas documentais até ser prolatada a decisão final.
Art. 266. Os aditamentos de impugnação e os pedidos de perícia ou diligência formulados pelo
sujeito passivo, somente serão conhecidos se interpostos antes de prolatada a decisão pelos órgãos
julgadores.
Art. 267. A autoridade julgadora referida no artigo 261 desta Lei poderá determinar as diligências
que entender necessárias ao julgamento, baixando os autos ao órgão encarregado de cumpri-las.
Parágrafo único - Se as diligências importarem em alteração da denúncia, os autos do processo serão
encaminhados ao órgão competente, para que intime o contribuinte da reabertura do prazo de defesa ou
recurso e, vencido o prazo remeta o processo para nova decisão.
SEÇÃO II
DA COMUNICAÇÃO DA DECISÃO
Art. 268. O sujeito passivo será comunicado da decisão na forma prevista no artigo 189 desta Lei.
§ 1º - A comunicação da decisão conterá:
I - o nome da parte interessada e sua inscrição municipal;
II - o número do protocolo do processo;
III - no caso de pedido de revisão da avaliação de bens imóveis, o valor da avaliação e o
montante do imposto a ser recolhido.
IV - nos casos de notificação fiscal ou de auto de infração julgados procedentes, o valor do
débito a ser recolhido e o da multa aplicada, e se declarados nulos, os atos alcançados pela nulidade e as
providências a serem adotadas, indicando-se, em qualquer das hipóteses, os fundamentos legais;
V - tratando-se de pedido de restituição julgado procedente, o valor a ser restituído;
VI - no caso de consulta, a síntese do procedimento a ser observado pelo consulente face à
legislação tributária do Município;
§ 2º - Após trânsito em julgado da decisão condenatória, o processo será encaminhado ao órgão
competente para que proceda à atualização monetária do débito e, se for o caso, promova a inscrição em
dívida ativa.
§ 3º - Quando proferida decisão pela procedência de notificação ou auto de infração, o sujeito
passivo será intimado, na forma prevista neste artigo, a recolher, no prazo de 30 (trinta) dias, o montante do
crédito tributário.
Art. 269. Tomando o sujeito passivo conhecimento de decisão, na forma prevista no artigo 189 desta
Lei, é vedado às autoridades julgadoras alterá-la, exceto para, de ofício ou a requerimento da parte, corrigir
inexatidão ou retificar os erros.
Art. 270. Quando ocorrerem indícios de infração à lei penal, os processos administrativos fiscais
serão julgados antes de qualquer outro, sendo as provas coligidas pela Fazenda Municipal encaminhadas à
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SEÇÃO III
DAS NULIDADES
Art. 271. São nulos os atos, inclusive os de lançamento, os termos, os despachos e as decisões
lavrados ou proferidos por pessoa incompetente ou com preterição do direito de defesa.
§ 1º - A nulidade do ato somente prejudica os posteriores dele dependentes ou que lhe sejam
consequentes.
§ 2º - A nulidade constitui matéria preliminar ao mérito e deverá ser apreciada de ofício ou a
requerimento da parte interessada.
§ 3º - As incorreções ou omissões da notificação fiscal ou do auto de infração não previstas neste
artigo serão sanadas de ofício ou a requerimento da parte quando resultarem em prejuízo para o sujeito
passivo, salvo se este lhes houver dado causa ou quando não influírem no julgamento do processo.
CAPÍTULO III
DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA FISCAL ADMINISTRATIVA
CAPÍTULO IV
DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
SEÇÃO I
DO PAGAMENTO
Art. 274. O pagamento, para extinção do crédito tributário, será efetuado, na forma e nos prazos
estabelecidos pela legislação tributária municipal, por meio de Documento de Arrecadação Municipal - DAM,
nos órgão arrecadadores.
Parágrafo único - Compete ao Secertário de Finanças autorizar entidades públicas ou privadas a
arrecadar créditos tributários municipais.
Art. 275. Quando o término do prazo de pagamento de crédito tributário recair em dia que não seja
útil ou em que não haja expediente bancário, o referido pagamento deverá ocorrer no primeiro dia útil
subsequente.
Art. 276. Excetuados os casos de autorização legislativa ou mandado judicial, é vedado o
recebimento de débito com desconto ou dispensa da obrigação tributária principal e de seus acréscimos.
§ 1º - A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator, sem prejuízo das penalidades que
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lhe forem aplicáveis, a indenizar o Município em quantia igual à que deixou de receber.
§ 2º - Se a infração decorrer de ordem de superior hierárquico, ficará este solidariamente
responsável com o infrator.
SEÇÃO II
DO PAGAMENTO FORA DO PRAZO
Art. 277. Quando não recolhido o crédito tributário no prazo legal, o débito ficará sujeito aos
seguintes acréscimos, além da atualização monetária:
I - juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, em qualquer caso;
II - multa de mora, no caso de recolhimento espontâneo;
III - multa por infração, quando a ação ou omissão for apurada por meio de notificação fiscal ou
auto de infração.
Art. 278. Quando não recolhidos nos prazos legais, os débitos para com a Fazenda Pública serão
atualizados mensalmente, constituindo período inicial o mês em que a obrigação deveria ter sido paga.
Parágrafo único - A atualização monetária a que se refere este artigo far-se-á mediante aplicação do
Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE.
Art. 279. As multas de mora e por infração, estabelecidas na legislação tributária municipal, serão
aplicadas sobre o valor do débito devidamente atualizado.
Art. 280. A atualização monetária dos processos de parcelamento instituído na legislação tributária
municipal, far- se-á a cada 1º de janeiro, mediante a aplicação do IPCA/IBGE acumulado no exercício, sobre o
saldo devedor.
Parágrafo único - Aos contratos de parcelamento celebrado no exercício imediatamente anterior
deverá ser observado o mês da celebração para a efetiva atualização.
SEÇÃO III
DOS JUROS DE MORA
Art. 281. Todos os débitos para com a Fazenda Municipal, não integralmente pagos nos prazos
legais, serão acrescidos de juros de mora, calculados à razão de 1% (um por cento) ao mês.
§ 1º - Os juros de mora serão calculados sobre o débito a partir do mês em que deveria ter sido
recolhido.
§ 2º - Os juros de mora serão calculados sobre o valor do tributo, devidamente atualizado.
SEÇÃO IV
DA MULTA DE MORA
Art. 282. Os créditos tributários recolhidos espontaneamente pelo sujeito passivo fora dos prazos
legais, serão acrescidos de multa de mora de:
I – 10% (dez por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 30 (trinta) dias;
II - 15% (quinze por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 60 (sessenta)
dias;
III - 20% (vinte por cento) sobre o valor do tributo no caso de atraso superior a 90 (noventa)
dias
SEÇÃO V
DO PARCELAMENTO DO DÉBITO
Art. 283. O débito decorrente de falta de recolhimento dos tributos municipais nos prazos legais,
qualquer que seja a fase de cobrança poderá ser parcelado em até 60 (sessenta) parcelas mensais e
sucessivas.
Art. 284. A falta de pagamento, no prazo devido, de 02 (duas) ou mais prestações do débito
parcelado, implica no vencimento automático das parcelas restantes e autoriza sua imediata inscrição em
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dívida ativa, com o correspondente cancelamento das reduções de multa e dispensa de juros.
§ 1º – O valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais).
§ 2º – Sem prejuízo do disposto no “caput” deste artigo a importância que deixar de ser paga em
qualquer fase do parcelamento será inscrita em dívida ativa.
Art. 285. O parcelamento será requerido por meio de petição em que o interessado reconheça a
certeza e liquidez do débito fiscal.
Parágrafo único – O pedido de parcelamento necessariamente será instruído com prova de
pagamento da quantia correspondente à primeira parcela.
Art. 286. Quando do parcelamento de débito pertinente a Imposto Sobre Transmissão Inter vivos de
Bens Imóveis e de Direito a Eles Relativos – ITBI, somente será lavrado ou registrado o instrumento, termo ou
escritura, conforme o caso, após o pagamento de todo o parcelamento.
Parágrafo único – A inobservância do disposto no “caput” deste artigo sujeita o infrator às
penalidades previstas no artigo 222, I, desta Lei.
SEÇÃO VI
DO CANCELAMENTO DE DÉBITOS
Art. 287. Fica o Secretário de Finanças, com base em parecer fundamentado pelo Gerente de
Tributação, autorizado a cancelar administrativamente os débitos:
I - prescritos;
II - de contribuintes que hajam falecido deixando bens que, por força de lei, sejam
insusceptíveis de execução;
IV - que, por seu ínfimo valor, tornem a cobrança ou execução notoriamente antieconômica;
IV - de contribuinte, pessoa física, que venha a comprovar absoluta incapacidade de pagamento do
débito, em virtude do seu estado de pobreza.
§ 1º - Com relação aos débitos tributários inscritos na Dívida Ativa e enviados por meio de
certificados para cobrança executiva, a competência de que trata este artigo será do titular do órgão
encarregado da execução judicial.
§ 2º - Fica estabelecido como ínfimo valor, que torna a cobrança ou execução notoriamente
antieconômica, o valor de R$ 200,00 (duzentos reais), atualizável pelo mesmo índice de que trata o artigo
291 desta lei.
SEÇÃO VII
DA COMPENSAÇÃO E DA TRANSAÇÃO
Art. 288. Ficam autorizados, o Secretário de Finanças, a compensar créditos tributários com créditos
líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Municipal, e o Procurador Geral, a celebrar transação
para terminação de litígio e extinção de créditos tributários, conforme dispuser o Poder Executivo.
SEÇÃO VIII
DA DAÇÃO EM PAGAMENTO
Art. 289. O Poder Executivo poderá receber em dação em pagamento, para efeito de extinção do
crédito tributário, exclusivamente bens imóveis localizados no Município.
§ 1° - Os imóveis dados em pagamento serão levados à leilão no prazo máximo de 180 (cento e
oitenta) dias, contados a partir da formalização da dação, ressalvada a hipótese de imóveis de interesse do
Município.
§ 2º - Salvo parecer em contrário de órgão competente da municipalidade, será aceita avaliação dos
imóveis dados em pagamento do crédito tributário, quando feita por profissionais devidamente habilitados e
de comprovada idoneidade.
§ 3º - No caso da avaliação do imóvel ser superior ao crédito tributário, com a devida concordância
do contribuinte, a dação poderá ser aceita, sem que, lhe seja devida qualquer restituição compensatória.
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LIVRO QUINTO
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 290. A atualização monetária dos valores expressos em moeda, será realizada anualmente com
base na variação do índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, medido pela Fundação Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas – IBGE.
Parágrafo único - Em caso de extinção do IPCA, a atualização monetária será realizada pelo índice
que o substituir ou, em não havendo substituto, por índice instituído por lei federal.
Art. 291. Os débitos para com a Fazenda Municipal, não recolhidos, no todo ou em parte, nos
prazos legais serão atualizados monetariamente pela variação do IPCA / IBGE, acrescidos de juros de mora,
calculado à base de 1% (um por cento) ao mês.
§ 1º - Incidirão juros de mora no caso de recolhimento espontâneo do débito.
§ 2º - Os juros de mora serão calculados sobre o valor atualizado do tributo, a partir do mês
subseqüente ao do vencimento.
§ 3º - A atualização monetária a que se refere o “caput” deste artigo, será calculada de acordo com
os índices de variação do índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE, tomando-se como período
inicial o dia do vencimento destes até a data do seu efetivo recolhimento.
Art. 292. As multas de mora e por infração, serão aplicadas sobre o valor do débito devidamente
atualizado.
Art. 293. A atualização do parcelamento, de que trata o artigo 278, far-se-á mediante Índice de
Preços ao Consumidor Amplo – IPCA / IBGE.
Art. 294. O exercício financeiro, para os efeitos fiscais, corresponderá ao ano civil.
Art. 296. As competências de que trata a presente Lei serão exercidas de acordo com a estrutura
administrativa vigente no Município, independentemente da nomenclatura dos cargos.
CAPÍTULO II
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 297. O Poder Executivo editará o regulamento da Instância Julgadora prevista no Título I do
Livro Quarto desta Lei.
Art. 298. O Poder Executivo regulamentará o presente Código, objetivando a sua integral execução, e
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o consolidará em texto único no que se relaciona às leis posteriores que lhe modificarem a redação,
repetindo-se esta providência até 31 de janeiro de cada ano.
Art. 299. Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação e produzirá efeitos a partir da data da
sua publicação.
Art. 300. Revogam-se as disposições em contrário, especialmente a Lei Municipal nº 1.387/2013 e a
Lei Municipal nº 1.667/2013.
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ANEXO I –
VALOR DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA
Valor em Real
1. Serviços Prestados Por Sociedade de (R$), por Mês, por
Profissionais Profissional
até 3 (três) profissionais R$ 190,00
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ANEXO II
FATOR DE ENQUADRAMENTO DE IMÓVEL TERRITORIAL
CÓDIGO Valor (em R$) Por M² (metro Valor (em R$) Por M² (metro
CÓDIGO
quadrado) de terreno ( V0 ) quadrado) de terreno ( V0 )
1 R$ 4,00 31 R$150,00
2 R$ 6,00 32 R$160,00
3 R$ 8,00 33 R$170,00
4 R$ 10,00 34 R$180,00
5 R$ 12,00 35 R$190,00
6 R$ 15,00 36 R$200,00
7 R$ 20,00 37 R$230,00
8 R$ 25,00 38 R$250,00
9 R$ 30,00 39 R$280,00
10 R$ 35,00 40 R$300,00
11 R$ 40,00 41 R$320,00
12 R$ 45,00 42 R$340,00
13 R$ 50,00 43 R$360,00
14 R$ 55,00 44 R$380,00
15 R$ 60,00 45 R$400,00
16 R$ 65,00 46 R$420,00
17 R$ 70,00 47 R$440,00
18 R$ 75,00 48 R$460,00
19 R$ 80,00 49 R$480,00
20 R$ 85,00 50 R$500,00
21 R$ 90,00 51 R$520,00
22 R$ 95,00 52 R$540,00
23 R$ 100,00 53 R$560,00
24 R$ 105,00 54 R$580,00
25 R$ 110,00 55 R$600,00
26 R$ 115,00 56 R$640,00
27 R$ 120,00 57 R$680,00
28 R$ 125,00 58 R$720,00
29 R$ 130,00 59 R$760,00
30 R$ 135,00 60 R$800,00
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ANEXO III
TABELA DE PREÇOS DE CONSTRUÇÃO - TPC
POR TIPO DA CONSTRUÇÃO E POR CATEGORIA - VALOR EM REAL (R$) POR METRO QUADRADO (M²) DE
CONSTR
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ANEXO IV
TABELAS DE FATORES DE CORREÇÃO DO LOTE
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ANEXO V
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ANEXO VI
TAXA DE SERVIÇOS DIVERSOS – TSD ANEXO VI.A – AUTENTICAÇÕES E OUTROS
ANEXO VI.
B - CONCESSÃO DE HABITE-SE
DISCRIMINAÇÃO VALOR
em
Real (R$)
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área até 100,00 m². 100,00
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área acima de 100,00 m² 150,80
e até 200,00 m².
Análise de documentação e vistoria no local para habitação unifamiliar R$
isolada, referente à concessão de habite-se, com área acima de 200,00 220,00
m².
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para unifamiliar conjunto. 280,00
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para habitação multifamiliar isolada ou conjunto. 300,00
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para usos não habitacionais, com até 1.000 m² de área 900,00
construída.
Análise de documentação e vistoria no local, referente à concessão de R$
habite-se, para usos não habitacionais, com área acima de 1.000 m². 1.300,00
Análise de documentação e vistoria local referente à concessão de R$
habite-se de subunidade. 250,80
Análise de documentação e vistoria local não enquadrada nos itens R$
acima. 200,00
ANEXO VI.
C - CONCESSÃO DE ACEITE-SE
DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real
(R$)
Análise de documentação e vistoria no local referente à R$ 250,00
concessão
de ACEITE-SE , com área até 400m².
Análise de documentação e vistoria no local referente à R$ 650,00
concessão
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ANEXO VI.
D - DEMAIS CONCESSÕES
DISCRIMINAÇÃO VALOR em Real (R$)
1) Demais concessões R$ 32,00
2) Transferência de licença R$ 26,00
3) Emissão de guias R$ 3,50
4) Inscrição em concurso público R$ 80,00
5) Numeração de prédio R$ 16,00
ANEXO VI.
E - APREENSÃO, TRANSPORTE E DEPÓSITO DE ANIMAIS, BENS E MERCADORIAS POR UNIDADE/DIA
– VALORES EM REAL (R$)
1. Apreensão por lote de material, bem, mercadoria ou animal (por unidade).
De pequeno porte R$ 30,00
.1
De médio porte. R$ 45,00
.2
De grande porte. R$ 60,00
.3
2. Transporte por lote de material, bem, mercadoria ou animal (POR UNIDADE)
De pequeno porte R$ 25,00
.1
De médio porte. R$ 30,00
.2
De grande porte. R$ 45,00
.3
3. Depósito por lote de material, bem, mercadoria ou animal (POR UNIDADE)
De pequeno porte R$ 20,00
.1
De médio porte. R$ 30,00
.2
De grande porte. R$ 45,00
.3
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ANEXO VI.
F - APRECIAÇÃO DE PROJETOS PARA PARCELAMENTO DE TERRENOS
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ANEXO VI.
G - APRECIAÇÃO DE PROJETOS DE CONSTRUÇÃO E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
VALOR
DISCRIMINAÇÃO Em Real
(R$)
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 0,70
acima de 60,00 m² até 100,00 m², por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 1,70
acima de 100,00 m² até 200,00 m² e por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar isolada, com área R$ 1,90
acima de 200,00 m² e por m².
Análise de projeto inicial referente à habitação unifamiliar conjunto , por m². R$ 2,00
Análise de projeto inicial referente à habitação multifamiliar isolada ou R$ 2,10
conjunto,
por m².
Análise de projeto inicial referente a usos não habitacionais, com até 1.000m² R$ 1,80
de
área de construção, por m².
Análise de projeto inicial referente a usos não habitacionais, acima de 1.000m² R$ 2,30
de área de construção , por m².
Análise de projeto de legalização de construção e levantamento de obra antiga, R$ 1,10
com área até 400m² , por m².
Análise de projeto de legalização de construção e levantamento de obra antiga, R$ 1,20
com área superior a 400m² , por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 2,10
0 habitação unifamiliar isolada , por metro quadrado de área ampliada ou
reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 2,30
1 habitação unifamiliar conjunto, por metro quadrado de área ampliada ou
reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente à R$ 0,70
2 habitação multifamiliar isolada ou conjunto, por metro quadrado de área
ampliada ou reformada, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente a usos R$ 1,60
3 não habitacionais, com até 1.000m² de área de construção, por m².
Análise de projeto de reforma com ou sem acréscimo de área referente a usos R$ 1,80
4 não habitacionais, acima de 1.000m² de área de construção, por m².
Análise de projeto relativo à alteração durante a obra, habitacionais, ou não R$ 1,10
5 habitacionais, referente à área alterada, por m².
Análise de projeto não enquadrado nos itens acima, por m². R$ 1,20
6
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ANEXO VI.
H - PROJETOS ESPECIAIS
DISCRIMINAÇÃO VALOR em
Real (R$)
Análise de projeto de antenas R$ 1.200,00
transmissoras de radiação
eletromagnética ou equipamentos correlatos
Análise de projeto de dutos subterrâneos:
Até 12 metros lineares R$ 16,00
.1
Superior a 12 metros, por metro linear acrescido R$ 4,00
.2
Análise de projeto para instalação de equipamento de R$ 1.200,00
prestadoras de serviços de telefonia, gás, energia elétrica, água e
esgoto,
instalado em logradouro e área pública.
Análise de projeto para instalação de cabos aéreos:
Até 30 metros lineares R$ 12,00
.1
Superior a 30 metros, por metro linear acrescido R$ 2,00
.2
Análise de projeto de muros de alinhamento e divisórios por R$ 3,00
metro
linear
Análise de projeto não enquadrado nos itens acima. R$ 600,00
Revalidação de projeto especial. R$ 1.300,00
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ANEXO VI.
I - CEMITÉRIO
ANEXO VI.
J - TAXA PARA UTILIZAÇÃO DE BOX OU COMPARTIMENTO PÚBLICO
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ANEXO VII
TAXAS DE LICENÇA
ANEXO VII.
A - TAXA DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E TAXA DE LICENÇA DE FUNCIONAMENTO
ANEXO VII.
B - TAXA DE LICENÇA PARA O EXERCÍCIO DO COMÉRCIO EVENTUAL OU AMBULANTE
ANEXO VII.
C - TAXA DE LICENÇA DE PUBLICIDADE
81
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO VII.
D - TAXA DE LICENÇA PARA INSTALAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS E MOTORES
ANEXO VII.
E - TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO COM COMÉRCIO EVENTUAL OU AMBULANTE
DISCRIMINAÇÃO VALOR
em
Real
(R$)
1 Arquibancada, camarote, mostruário ou stand de exposição, palanque e palco,
palhoção,
stand de vendas, tenda e toldo. por evento:
1.1 Até 9m² R$
25,00
1.2 Superior a 9 m² até 90 m² R$
45,00
1.3 Superior a 90 m² até 180 m² R$
55,00
1.4 Superior a 180 m² até 240 m² R$
70,00
1.5 Superior a 240 m² R$
90,00
2 Banca de jornais e revista, fiteiro e quiosque ao ano R$
80,00
3 Barraca de artigos de época e trailler ao mes R$
82
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
35,00
4 Circo, parque de diversão ao mes ou fraçao R$
150,00
5 Comércio em veículo automotivo, em eventos R$
100,00
6 Balcão, tabuleiro e equipamento circulante, em eventos R$
35,00
7 Outros equipamentos não enquadrados nos itens acima ao mes R$
30,00
8 Análise referente a liberação do solo público por evento/dia:
8.1 Até 300 m² R$
40,00
8.2 Superior a 300 m² e até 600 m² R$
65,00
8.3 Superior a 600 m² e até 1.200 m² R$
80,00
8.4 Superior a 1.200 m² e até 1.800 m² R$
100,00
8.5 Superior a 1800 m² R$
150,00
ANEXO VII.
F - TAXA LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
DISCRIMINAÇÃO VALOR em
Real
(R$)
1 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 70,30
isolada,
com área acima de 60,00 m² até 100,00 m²
2 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 95,80
isolada,
com área acima de 100,00 m² até 200,00 m²
3 Concessão de Licença de construção para habitação unifamiliar R$ 100,00
isolada,
com área acima de 200,00 m²
4 Concessão de licença de construção referente à habitação unifamiliar R$ 130,00
conjunto.
5 Concessão de licença de construção referente à habitação R$ 140,00
multifamiliar
isolada ou conjunto
6 Concessão de licença de construção de antenas transmissoras de R$ 460,00
radiação
eletromagnética ou equipamento correlato.
7 Concessão de licença de construção de dutos subterrâneos:
7.1 Até 12 metros lineares R$ 18,20
83
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO VII.
G - TAXA DE LICENÇA PARA SERVIÇOS QUE INDEPENDEM DE PROJETOS (SEM REFORMA DA
EDIFICAÇÃO)
84
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO VIII
Acima 101 a 150 R$ 7,50 Acima de 101 a 150 R$ 15,00 Acima de 100 a 150 R$ 22,00
Acima 151 a 300 R$ 15,00 Acima 151 a 300 R$ 25,00 Acima de 150 a 300 R$ 36,00
Acima 301 a 500 R$ 23,00 Acima 301 a 500 R$ 48,00 Acima de 300 a 500 R$ 55,00
Acima 501 a 1000 R$ 46,00 Acima 501 a 1000 R$ 58,00 Acima 500 a 1000 R$ 85,00
85
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO IX
86
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
87
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO X
TABELA DE MULTAS AO CÓDIGO DE OBRAS E INSTALAÇÕES
88
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO XI
TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA – TLP
89
Estado de Pernambuco
PREFEITURA MUNICIPAL DE VICÊNCIA - PE
CNPJ 10.168.235/0001-40
Rua Dr. Manoel Borba, 48 - Centro - CEP 55 850-000
( 81) 3641-1441 ouvidoria@[Link]
ANEXO XII.
A - TAXA DE LIMPEZA PÚBLICA PARA COLETA ESPECIAL OU EVENTUAL DE LIXO
90
91