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Aula 02 Modelos de Gestão

O documento aborda a importância dos conceitos de organização, sistemas e métodos na gestão administrativa, enfatizando a necessidade de uma visão de melhoria contínua. Ele explora como esses elementos interagem para otimizar as atividades de uma empresa, visando eficiência e eficácia na entrega de resultados. Além disso, discute a complexidade das organizações como sistemas abertos que se adaptam ao ambiente, e a relevância de métodos para alcançar objetivos organizacionais.

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Aula 02 Modelos de Gestão

O documento aborda a importância dos conceitos de organização, sistemas e métodos na gestão administrativa, enfatizando a necessidade de uma visão de melhoria contínua. Ele explora como esses elementos interagem para otimizar as atividades de uma empresa, visando eficiência e eficácia na entrega de resultados. Além disso, discute a complexidade das organizações como sistemas abertos que se adaptam ao ambiente, e a relevância de métodos para alcançar objetivos organizacionais.

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MODELOS DE GESTÃO

AULA 02 – ORGANIZAÇÃO,
SISTEMAS E MÉTODOS

É um grande desafio, o processo de compreensão dos problemas


administrativos buscando suas causas e propondo soluções de forma
planejada. É fundamental que o profissional tenha sempre uma visão de
melhoria contínua.

Neste capítulo, você vai estudar os conceitos de organização, sistema


e métodos, compreendendo a importância da utilização desses três pilares,
que visam a melhorar a entrega das atividades-fim de uma empresa, podendo
também ser utilizados em qualquer outra área que busque os benefícios
dessas práticas.

Bons estudos!
Você também vai analisar situações que envolvem organização,
sistemas e métodos e verificar como esses elementos podem ser aplicados
em diferentes cenários. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve
apresentar os seguintes aprendizados:

• Identificar os conceitos de organização, sistemas e métodos.


• Reconhecer a relação entre os conceitos.
• Analisar situações que envolvam os conceitos com uma visão
sistêmica.
2. CONCEITOS FUNDAMENTAIS

No quesito organização, é um assunto comum, uma vez que está no dia


a dia de todas as pessoas. Pode-se dizer que a sociedade é uma enorme
organização, sendo esse aspecto primordial para a sociedade como um todo.
Cabe ressaltar que, atualmente, as pessoas passam a maior parte do seu tempo
dentro de organizações, atuando nelas e dependendo delas. Contudo, nas
empresas em que o indivíduo realiza seu trabalho, se aprende e ensina a outros
o que sabe. Com ênfase nas diferentes necessidades que o indivíduo possui são
atendidas pelas organizações, podendo ser necessidades materiais ou físicas,
sociais ou psicológicas, segundo Andreoli e Rossini (2015).
A palavra organização vêm da origem grega, organon, cujo sentido é
“ferramenta”, “instrumento”. Ou seja, a origem da palavra remete a algo com que
se trabalha e cujo objetivo alcançar e centralizar esforços. Nesse sentido, veja
no Quadro 1 a conceituação de organização na visão de grandes pensadores.

Quadro 1 – A conceituação de organização


Autor Conceito
Organização é uma unidade social ou
agrupamento humano com várias funções,
Etzioni (1980) estruturada para atingir objetivos específicos.

Organização é uma combinação de esforços


individuais que tem por finalidade realizar
Maximiano propósitos coletivos, cuja realização impossível
(1992) sem ela.

Organização é uma coletividade na produção


Srour (1998) de determinado bem ou serviço

Organização é um sistema socialmente


estabelecido pelo conjunto de valores
expressos pelos indivíduos que fazem parte,
Kanane (1994) onde esses indivíduos aprendem e transmitem
ensinamentos

Fonte: Adaptado de Andreoli e Rossini (2015).


Contudo, a complexidade relação que a organização possui com o
indivíduo e com o meio que vive, podemos dizer que a organização compartilha
a todo instante com o meio em que está envolvida, influenciando e sendo
influenciada por ele. Para tanto, as organizações são criadas e estruturadas para
alcançar objetivos específicos, ou seja, sua elaboração e sua execução são
planejadas e projetadas para atender os objetivos para os quais foram
designadas (ANDREOLI; ROSSINI, 2015).
As organizações poderão ser reconstruídas, reestruturadas e redefinidas,
na medida em que precisam se adaptar ao mercado em que atuam,
considerando as mudanças de objetivos que poderão surgir ao longo de sua
existência. Nessa visão, as organizações estão sempre em um processo de
monitoramento, adaptação e revisão e em constante modificação, para que se
perpetuem perante a sociedade, devendo ser vistas como um organismo social
vivo, sujeito a mudanças e constantes interferências, conforme leciona
Chiavenato (2011).
Para Chiavenato (2010), uma organização, em suma, sua origem no ato
básico de organizar, que significa estruturar, colocar em ordem, consolidar,
atribuir autoridades e responsabilidades, definir quem é responsável pelo quê e
quais são as tarefas organizacionais que serão essenciais para o objetivo do
negócio.
Vejamos os elementos constituintes de uma organização, com base em
Caravantes, Kloeckner e Panno (2005).

• Propósito: toda organização, quando é criada, visa a atender a um


propósito, um objetivo específico a que se propõe atender.
• Pessoas: são a parte mais importante de uma organização, que depende
da execução delas; as pessoas são responsáveis pelo planejamento, pela
organização e pela execução das funções para as quais foram admitidas.
• Estrutura: a organização entende-se por um local com alguma estrutura,
assim, organizar facilita os diferentes recursos, esforços, fluxos e
processos das atividades que precisam ser desempenhadas, conforme o
objetivo da organização. Tal estrutura pode funcionar das mais diversas
formas, sempre em função das características da organização.
• Tecnologia: são os métodos utilizados pelas empresas para alcançar
seus objetivos. A tecnologia ainda representa e contribui para o
conhecimento da empresa, ou seja, apresenta resultados rápido e de
forma eficiente.

Para preencher toda essa complexidade da organização, há um elemento


essencial, que é chamado de sistema. A palavra sistema tem sua origem no
grego sistemis, que significa combinar, ajustar, formar um conjunto. Segundo
Chiavenato (2010), essa palavra pode ser utilizada com vários sentidos, mas,
para o entendimento do assunto que está sendo abordado neste capítulo, será
conceituada como um conjunto de partes integradas que possui por finalidade
comum alcançar determinado objetivo, conforme sintetiza.
Andreoli e Rossini (2015) entendem sistema como a soma de dois ou mais
atores, que são chamados de subsistemas e que, quando interagirem,
alcançarão um propósito comum. A partir desse conceito, cabe dizer que existem
quatro premissas que caracterizam a definição de sistema, conforme apontam
esses autores:

• Um sistema deverá englobar um conjunto de dois ou mais elementos ou


subsistemas;
• Esses elementos deverão se relacionar, gerando influência um sobre o
outro e mantendo, assim, uma relação de interdependência;
• Tal interação entre os elementos deverá ter como objetivo alcançar um
propósito comum;
• O conjunto dos elementos deverá estar inserido em um meio ou um local
no qual desenvolva determinada função.

Ressalta-se que, para formar um sistema, não é somente necessário que


exista mais de um ator, mas também que os atores se coordenem, juntando,
assim, para desenvolverem sua função no ambiente em que estão inseridos. No
entanto, a quantidade de subsistemas estará ligada diretamente à complexidade
do sistema, o que impactará diretamente na necessidade de coordenação de
suas ações. Para tanto, quanto mais subsistemas existirem em um sistema,
maior será a complexidade, demandando, assim, um equilíbrio entre as partes
envolvidas (ANDREOLI; ROSSINI, 2015).
A organização é um exemplo de sistema, que compõem diversas áreas,
como: marketing, financeiro, gestão de pessoas, produção, entre outras. Quanto
maior for a empresa, mais coordenados os setores necessitarão trabalhar. Deste
modo, se faz necessário que as partes representem um sistema que estão
inseridos; sendo: entradas (inputs), processamento, saídas (outputs) e
retroalimentação (feedbacks), além do objetivo e do ambiente no qual as partes
estão envolvidas.
O principal objetivo do sistema é atender a função para o qual foi
designado. Para isso o sistema de produção como foco principal para o
atendimento da necessidade do consumidor para a organização; no entanto, o
processo de produção deverá produzir os produtos conforme as demandas
geradas pelos consumidores. Se uma fábrica se propõe a produzir isqueiros,
logo, o produto final destinado ao cliente deverá ser isqueiros.
Mas, para que o sistema tenha efetividade em seu objetivo, é necessária
a utilização de métodos que facilitem o que está sendo desenvolvido pelo
sistema. Em linhas gerais, pode-se dizer que método é como se deve fazer algo,
ou seja, é a forma pela qual algo será realizado ou produzido, visando ao
atendimento do que foi proposto (ANDREOLI; ROSSINI, 2015).
A palavra método tem sua origem no grego méthodos, cujo significado é
“caminho para chegar a um fim”; ou seja, é o meio pelo qual as coisas são feitas,
segundo Chiavenato (2015). O criador do conceito moderno de método foi René
Descartes (1596–1650), que escreveu o famoso livro Discurso do método. O
método cartesiano, como ficaram conhecidos seus ensinamentos, é resumido
em quatro princípios básicos, descritos a seguir (DESCARTES, 2007):

1. Dúvida sistemática ou evidência: é basicamente não aceitar como


verdade algo enquanto não se souber com evidências e de forma clara e
distinta aquilo que é realmente verdade.
2. Análise ou decomposição: é a divisão e decomposição do problema
em quantas partes forem possíveis ou necessárias, visando a buscar a
melhor solução.
3. Síntese ou composição: é conduzir de maneira ordenada o raciocínio,
iniciando sempre com os objetivos mais fáceis, ou seja, que são simples
de se conhecer, migrando gradualmente para os pensamentos mais
complexos.
4. Enumeração ou verificação: consiste em fazer recontagens,
verificações e revisões, de maneira geral, a fim de que fique claro que
nenhuma das partes envolvidas foi deixada de lado.

Métodos remetem à maneira como as atividades ou tarefas serão


desenvolvidas, visando sempre à utilização do melhor caminho a ser percorrido,
para que as tarefas alcancem os objetivos e resultados para os quais foram
criados. São os métodos, ainda, que definem o modo de fazer algo da melhor
maneira possível, buscando economizar esforços, tempo e recursos, visando
sempre à melhora da qualidade na produção (CHIAVENATO, 2010).
Pode-se definir, então, que a fusão dessas três variáveis, organização,
sistemas e métodos, vai permitir organizar, sistematizar e metodizar as
atividades de uma empresa, para que seus desafios internos possam ser
encarados e transformados em atividades com padrões de excelência, visando
a entregar aos seus usuários o que a organização propõe.

2.1 Importância do uso de sistemas e métodos nas organizações

A finalidade dos sistemas e métodos para a organização é estruturar,


organizar, arranjar, integrar e coordenar as atividades que serão realizadas pela
empresa. Trata-se do meio pelo qual se ordena o arranjo da empresa, visando a
facilitar o trabalho dos setores e indivíduos que estão envolvidos nela
(CHIAVENATO, 2010).
O uso de sistemas e métodos tem como premissa orientar os
administradores e gerentes na organização da empresa, tendo como finalidade
aumentar a eficiência do trabalho que está sendo proposto. Busca-se assegurar
a máxima eficiência da operação, aplicando-se sistemas e métodos que visam à
economia de recursos e tempo de trabalho (CHIAVENATO, 2010).
Uma função muito importante do uso de sistemas e métodos é indicar
formas de administrar e estruturar a organização visando à redução de custos,
sem que isso acarrete mais esforços à estrutura da organização. Ou seja, deve-
se buscar novos meios para que a organização possa ser mais efetiva em suas
atividades, mas sem aumentar a carga de trabalho sobre os setores da
organização.
Nesse sentido, conforme leciona Chiavenato (2010), quando os sistemas,
a organização e os métodos estão em consonância, os objetivos a seguir se
exaltam e se tornam poderosos aliados para a empresa:

• Organizar e reorganizar a atividade organizacional;  metodizar e


racionalizar a atividade organizacional;
• Melhorar continuamente o trabalho organizacional;
• Criar condições para utilizar adequadamente e otimizar o uso dos
recursos da organização;
• Promover a integração de atividades que fazem parte do trabalho da
organização;
• Aumentar a eficiência e a eficácia organizacional, proporcionando,
como consequência, o aumento da qualidade e da produtividade do
trabalho;
• Agregar valor ao negócio da empresa e às pessoas que nela estão
envolvidas;
• Identificar os indicadores de desempenho da organização e das
unidades que fazem parte da mesma, podendo, assim, alavancar os
resultados de todos os setores.

Possuir um alinhamento entre os sistemas, os métodos e a organização


não é algo simples. Alcançar tais objetivos torna-se, muitas vezes, um desafio,
pois racionalizar tarefas e atividades, aperfeiçoar processos e métodos,
aumentar a produtividade e a qualidade do produto que está sendo entregue, ou
seja, transformar a atividade organizacional em um exemplo de excelência, é
uma tarefa complexa para qualquer empresa.
O uso dos sistemas e dos métodos em uma organização tem como foco
a forma como ela entrega seus resultados, a partir das atividades por ela
desenvolvidas. Por exemplo, uma empresa de produção ou de prestação de
serviços espera entregar eficiência e eficácia, visando aos melhores resultados
no que tange à satisfação de seus clientes. Quando a empresa consegue atuar
de maneira efetiva em seus sistemas e metodologias, em prol da valoração da
organização, cria uma cadeia de valor organizacional muito importante para o
desenvolvimento de todo o ambiente em que está inserida.
Nesse sentido, é importante conhecer os tipos de sistemas que existem,
a fim de identificar os métodos que são utilizados por eles e os impactos que vão
causar nas organizações. As classificações mais utilizadas levam em conta a
constituição e o relacionamento que o sistema possui com o ambiente. Portanto,
quanto à sua constituição, temos os seguintes sistemas, conforme aponta
Chiavenato (2010).

• Físicos ou concretos: são os sistemas que são compostos por tudo aquilo
que é palpável, ou seja, abrangem tudo o que é concreto, como máquinas,
equipamentos, instalações, edifícios, entre outros elementos.
• Conceituais ou abstratos: são sistemas compostos por aspectos que não
são palpáveis, ou seja, que são abstratos, como filosofia, políticas,
diretrizes, programas, procedimentos, regras, entre outros elementos.

Um ponto importante e que tem impacto direto na organização é a relação


que os diferentes tipos de sistemas têm com o meio em que estão inseridos.
Nesse sentido, eles poderão ser classificados a partir dos conceitos a seguir:

• Sistemas fechados ou mecânicos: são os sistemas cujas entradas e


saídas para o ambiente externo são conhecidas, ou seja, são sistemas
nos quais um tipo de entrada vai sempre produzir um determinado tipo de
saída; são altamente previsíveis e quase sempre contam com a total
certeza de seus acontecimentos. Exemplos: motores, máquinas e
equipamentos.
• Sistemas abertos ou orgânicos: são sistemas que possuem entradas e
saídas para o meio ambiente externo nem sempre conhecidas, ou seja,
possuem um grande relacionamento com o meio externo e, em função
disso, necessitam estar sempre em adaptação. São os sistemas
chamados de vivos e orgânicos, os quais estão sujeitos à indeterminação
e à incerteza, sendo, em geral, dotados de elevada flexibilidade e
adaptabilidade (CHIAVENATO, 2010).

A grande verdade é que não há um sistema absolutamente fechado ou


absolutamente aberto. Nas empresas em geral, existem os sistemas mecânicos,
que são as máquinas, e os sistemas orgânicos, que são, principalmente, as
pessoas. A própria organização se torna um sistema orgânico, vivo e aberto.
(Figura 2).

Figura 2 – Objetivo dos sistemas

Fonte: Adaptada de Chiavenato (2010).

A Figura 2 apresenta a complexidade dos sistemas, organizações e métodos,


o que nos leva a buscar compreender melhor o sistema econômico. O sistema
econômico é o conjunto de elementos que faz parte da produção de bens e
serviços, cuja finalidade é o consumo.
O cliente é o mais importante da relação econômica, no entanto os esforços
utilizados nas organizações observam o atendimento do consumidor, conforme
leciona Carvalho (2015).
Neste sistema econômico, outros dois atores são de suma importância:
produtor e empresa. O produtor, com o papel de produção, é responsável pela
organização dos fatores que envolvem a produção.
Segundo Carvalho (2015), a empresa disponibiliza ao consumidor final o
que foi produzido pelo produtor, ou seja, pega a matéria-prima bruta da produção
e converte em produto, o qual será entregue ao consumidor. Desde os três
atores, o sistema econômico se divide em três tipos:

• Setor primário: é o grupo de unidades que extraem os recursos naturais


e os modificam a matéria prima destinados às indústrias do setor
secundário. Abrange áreas dedicadas à pecuária e às atividades
agrícolas extrativistas, como uma fazenda produz de grãos ou uma granja
de ovos.
• Setor secundário: são as unidades direcionadas ao tipo industrial, têm a
função de mudar matéria-prima em bens de consumo destinados ao
consumidor ou à produção. Um exemplo são indústrias de calçados que
usam o couro, a borracha, os plásticos e os metais, no entanto, produtos
vindos do setor primário, modificando matéria prima em sapato, que será
vendido ao consumidor final, ou, ainda, produzindo parte do sapato, como
a sola, que será vendida a um produtor que finalizará o sapato.
• Setor terciário: é o agrupamento de unidades que prestam serviços,
como hospitais, escolas, bancos, academias, barbearias, restaurantes,
dentre outras (CARVALHO, 2015).

Vale destacar que, para cada tipo de conjunto, pode ser adotado um tipo
de método que se adeque ao tipo. Para isso, haverá inúmeros modelos, sendo
as inúmeras combinações que o tipo que mostram os modelos da organização.
Observa-se, nesse aspecto, a importância de os três pilares — organização,
sistemas e métodos — precisam estar alinhados, só assim, o grupo em que
estão inseridos poderá alcançar a meta proposta.

2.2 Organização, sistemas e métodos sob uma visão sistêmica

Chiavenato (2011) a organização, o sistema e os métodos estão


relacionados, possibilitando que um conjunto de atores devidamente estruturado
(organização), interagindo em relações de interdependência (sistema). Cada
funcionário tem sua função a ser realizado, de acordo com o método, para
alcançar objetivo comum (visão sistêmica).
Mas isso não é comum que acontece na teoria; ao contrário, é algo que
acontece na prática de forma recorrente. Essas definições e as conexões estão
nos diversos cenários do dia a dia. Para começar a analisar a questão de uma
empresa, como uma fábrica: ela existirá com o propósito de produzir bens que
são destinados à satisfação das necessidades de seus clientes, gerando lucros
para a empresa.
Portanto, haverá diferentes pessoas envolvidas na operação, distribuídas
em diversos setores, cada um realizando uma função importante para realizar os
objetivos. Por exemplo: a propaganda dos produtos compete a área de marketing
que serão negociados com os clientes pela área de vendas. Para o processo de
pedidos fechados, estes serão enviados para a área de produção, que fabricará
os produtos que serão entregues aos clientes. Então, a área financeira pode
enviar cobranças e receber preço cobrado das vendas, assim os custos para
produzir o produto são pagos, como matérias primas e funcionário, e levantar o
lucro operação.
Para Chiavenato (2011), se a área de vendas concluir um pedido de um
produto que a empresa não tem como produzir, não será possível entregá-lo ao
cliente; se a área de produzir errado o pedido realizado conforme o cliente
solicitou, o pedido não será aceito, e a empresa terá o prejuízo de fazer
novamente o produto; para a área financeira fechar um prazo para um cliente
que não tem condições de pagar pelo produto, assim a empresa não pagará os
custos utilizados na venda realizada. Ou seja, para empresa sobreviver é
necessário que todos os setores trabalhem em conjunto para gerar um resultado,
e assim entregar produto para cliente.
Contudo, esse fato é recorrente em diversos setores empresariais e
repete em outros cenários. Imagine em um time de football, e se formam um
grupo interagindo em diversos pontos o qual foram treinados, o departamento
médico, os preparadores físicos, os médicos, o pessal de apoio e os atletas. O
atleta envolvido tem sua importância para realizar a função dada, o que se
mostra durante um jogo, onde cada um ocupa uma posição. Onde cada qual está
localizado no ponto estratégico da quadra, desempenhando movimentos
conforme orientado e treinado previamente. Com uma meta a seguir, que é
vencer
Nesse contexto, pode acontecer em outros ambientes também, tanto
internamente de uma empresa ou externamente como no sociedade e setor da
economia de forma ampla e geral. O cenário, podemos observar uma visão
sistêmica o qual abrange um conjunto de setores, desde a qualidade do trabalho
desenvolvido por cada empresa e impacta em outra
Seja em que cenário for, é imprescindível que todos tenham consciência
de sua importância e seu papel no grupo, sabendo o que precisam fazer e como,
tendo clareza da interpendência entre os envolvidos e a preocupação de bem
desempenhar seu papel para que o próximo também possa fazê-lo, todos
buscando atingir um mesmo objetivo coletivo. Esses exemplos, embora
relativamente simples, demonstram o significado de cada um dos conceitos,
suas conexões e relações de dependência, assim como o todo por eles formado.
O empenho de todos não só permite atingir o objetivo estabelecido, mas
gera uma sinergia, capaz de promover resultados coletivos que em muito
superam a soma dos resultados individuais, permitindo que o objetivo comum
seja até mesmo superado (CHIAVENATO, 2010)
Mais importante do que conhecer organização, sistema e métodos é fazer
as conexões entre esses pilares, em prol do melhor proveito das atividades que
envolvem os setores de uma empresa, uma equipe desportiva, a prestação de
um serviço ou a confecção de um produto. Seja qual for o segmento que tem a
necessidade de aplicação desses conceitos, é primordial conhecer e perceber
onde cada conceito deverá ser utilizado e em que momento. Ao conhecer o
melhor caminho a ser seguido, o resultado será o melhor atendimento das
necessidades que precisam ser supridas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDREOLI, T. P.; ROSSINI, F. Organização, sistemas e métodos. Curitiba:


Inter Saberes, 2015.

CARAVANTES, G. R.; KLOECKNER, M. C.; PANNO, C. C. Administração:


teorias e processo. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

CARVALHO, M. A. Microeconomia essencial. São Paulo: Saraiva, 2015.


CHIAVENATO, I. Iniciação a sistemas, organização e métodos: SO&M.
Barueri: Manole, 2010.

CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 8. ed. Rio de


Janeiro: Campus, 2011.

DESCARTES, R. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, 2007

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