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Sífilis

O documento aborda a sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, destacando suas manifestações clínicas, tratamento e prevenção em diferentes faixas etárias. A sífilis continua a ser um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com aumento de casos, especialmente entre jovens e gestantes. O tratamento eficaz e a educação em saúde são essenciais para a erradicação da doença.

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Sífilis

O documento aborda a sífilis, uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, destacando suas manifestações clínicas, tratamento e prevenção em diferentes faixas etárias. A sífilis continua a ser um problema de saúde pública no Brasil e no mundo, com aumento de casos, especialmente entre jovens e gestantes. O tratamento eficaz e a educação em saúde são essenciais para a erradicação da doença.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

ACADÊMICAS

ENILZETE FERREIRA DE BRITO

HELEN CRISTINA DE FREITAS

JOYCE DA LUZ DE OLIVEIRA

ROSICLEIDE FELIPE DA SILVA

SÍFILIS

RIO DE JANEIRO

2025
SÍFILIS: UMA ANÁLISE ABRANGENTE SOBRE AS
MANIFESTAÇÕES, TRATAMENTO E PREVENÇÃO EM
DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
1. INTRODUÇÃO
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria
Treponema pallidum. Trata-se de uma doença crônica, sistêmica e de evolução em fases
clínicas distintas, podendo se apresentar de forma assintomática por longos períodos.
Apesar de ser prevenível e tratável, a sífilis permanece como um grave problema de
saúde pública no Brasil e no mundo, principalmente pelo seu potencial de transmissão
vertical (de mãe para filho) e pelas complicações em sua fase terciária.

2. ETIOLOGIA E TRANSMISSÃO
A bactéria Treponema pallidum é altamente infecciosa e se transmite principalmente por
meio de relações sexuais desprotegidas (vaginais, anais ou orais), pelo contato direto com
lesões ativas e pela via vertical, da gestante para o feto, podendo causar sérias
consequências, como aborto, parto prematuro ou sífilis congênita.

3. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS POR FASE E FAIXA ETÁRIA


3.1. Sífilis Adquirida em Adultos e Adolescentes

- Fase primária: surge entre 10 a 90 dias após o contágio, com o aparecimento do


cancro duro (úlcera genital indolor, com bordas elevadas e fundo limpo).

- Fase secundária: de 6 semanas a 6 meses após o cancro, com manifestações como


manchas vermelhas no corpo (inclusive palmas das mãos e plantas dos pés), febre,
mal-estar, dor de cabeça e linfadenopatia.

- Fase latente: ausência de sintomas. Pode durar anos.

- Fase terciária: ocorre anos após a infecção, com possíveis complicações neurológicas,
cardiovasculares e cutâneas.

3.2. Sífilis Congênita (em recém-nascidos e crianças)

A sífilis congênita pode ser precoce (até os dois primeiros anos de vida) ou tardia
(após os dois anos).

- Formas precoces: lesões cutâneo-mucosas, hepatomegalia, icterícia, rinite


serossanguinolenta, alterações ósseas.

- Formas tardias: deformidades ósseas (tíbia em sabre), dentes de Hutchinson,


surdez neurossensorial, entre outros.
3.3. Fases e Características

– A fase primária da sífilis é a mais conhecida e se caracteriza pela presença de uma


úlcera genital chamada cancro duro. Em caso de transmissão por sexo oral, o cancro
duro pode surgir na boca ou língua.

A lesão inicial da sífilis primária manifesta-se como uma pequena elevação na pele
nos órgãos genitais, que em poucas horas se transforma em uma úlcera, geralmente
não dolorosa.

Nas mulheres, essa lesão pode passar despercebida devido ao seu pequeno tamanho
(em média 1 cm de diâmetro), à ausência de dor e à localização discreta entre os
pelos pubianos ou dentro da vagina.

Após a contaminação, o cancro duro leva, em média, de 2 a 3 semanas para


aparecer. No entanto, há casos em que este intervalo pode ser tão curto quanto três
dias ou tão longo quanto três meses.

O cancro duro é uma lesão que dura 3 a 6 semanas e desaparece mesmo sem
tratamento, o que leva à falsa impressão de cura espontânea da doença. Em 25% dos
pacientes não tratados na fase primária, a sífilis, após meses ou anos em silêncio,
retorna sob a forma de sífilis secundária.

– A fase secundária da Sífilis se manifesta com erupções na pele, classicamente nas


palmas das mãos e solas dos pés. Também são sintomas comuns: febre, mal-estar,
perda do apetite, dor nas articulações, queda de cabelo, lesões oculares e aumento
dos linfonodos difusamente pelo corpo.

Mesmo sem tratamento, as lesões da fase secundária também podem desaparecer


espontaneamente. Quando isso ocorre, o paciente entra na fase latente da doença.
Não há sintomas, mas os testes laboratoriais para sífilis continuam sendo positivos

Os pacientes podem ficar vários anos, inclusive décadas, assintomáticos na fase


latente antes de um novo retorno da doença. Esta nova fase, quando os sintomas
retornam, é chamada sífilis terciária, a forma mais grave da doença.

– A fase terciária apresenta três tipos de manifestações:

Goma sifilítica: grandes lesões ulceradas que podem acometer pele, ossos e órgãos
internos.

Sífilis cardiovascular: acometimento da artéria aorta, causando aneurismas e lesões


da válvula aórtica.
Neurosífilis: acomete o sistema nervoso, lavando à demência, meningite, AVC e
problemas motores por lesão da medula e dos nervos.

4. DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, como:

- Exames diretos: pesquisa do Treponema pallidum em microscopia de campo


escuro.

- Exames sorológicos: testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos


(FTA-ABS, TPHA, ELISA).

O teste rápido para sífilis também tem se mostrado uma ferramenta eficaz, especialmente
em campanhas de prevenção e no pré-natal.

O diagnóstico do cancro duro é feito pelo ginecologista, urologista, infectologista ou


clínico geral através da avaliação da lesão na região.

5. TRATAMENTO
O tratamento é feito com penicilina benzatina, conforme o estágio da doença:

- Sífilis recente (menos de um ano de infecção): 2,4 milhões de UI de penicilina


benzatina, em dose única.

- Sífilis tardia ou de tempo indeterminado: 7,2 milhões de UI, divididos em três


doses semanais.

- Sífilis congênita: penicilina cristalina intravenosa, conforme o peso e a gravidade


da infecção.

Pacientes alérgicos à penicilina devem ser dessensibilizados, principalmente gestantes,


pois não há alternativas igualmente eficazes para prevenir a transmissão vertical.

É importante que durante e após o tratamento a pessoa realize o exame para sífilis para
que se saiba se o tratamento está sendo eficaz.

6. PREVENÇÃO
- Uso regular e correto de preservativos em todas as relações sexuais.

- Realização de testes regulares para sífilis, especialmente em grupos vulneráveis.

- Testagem e tratamento de gestantes durante o pré-natal (preferencialmente no


primeiro trimestre, com repetição no segundo e terceiro trimestres).

- Tratamento simultâneo dos parceiros sexuais.


- Campanhas de conscientização e educação sexual em escolas, unidades de saúde e
ambientes de trabalho.

7. IMPACTOS SOCIAIS E DE SAÚDE PÚBLICA


A sífilis tem implicações que vão além da saúde individual. Sua incidência crescente
reflete falhas nos sistemas de vigilância, diagnóstico e acompanhamento de casos. Além
disso, os estigmas sociais associados à infecção dificultam a procura por diagnóstico e
tratamento, perpetuando a transmissão.

7.1 Frequência e Ocorrência

A sífilis é considerada um problema crescente no Brasil e no mundo. De acordo com


dados do Ministério da Saúde:

Houve aumento de casos nos últimos anos, especialmente entre jovens e gestantes;

A sífilis adquirida (em adultos) e a sífilis congênita estão entre as ISTs mais notificadas
no país; A falta de diagnóstico e tratamento adequado no pré-natal contribui para o
aumento de casos em recém-nascidos.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A sífilis continua sendo um desafio para a saúde pública global. A ampla divulgação de
informações, a testagem em massa, o tratamento adequado e o combate ao estigma são
fundamentais para a erradicação da doença. Políticas públicas eficazes e o envolvimento
da sociedade são cruciais nesse processo.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para
Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

- Organização Mundial da Saúde (OMS). Global Health Sector Strategy on Sexually


Transmitted Infections, 2022–2030.

- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Syphilis - STD Facts.

- Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral


às Pessoas com ISTs.

- Tertiary syphilitic ulceration of the scalp – St Bartholomew’s Hospital Archives &


Museum

- Multiple skin ulcers from malignant syphilis – The Lancet

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