Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza
Escola Técnica Estadual de Cidade Tiradentes
Curso Técnico em Química (M-Tec)
Sophia Fernandes Rodrigues
Victor Alves de Sousa Fernandes
Vitória Evelyn Araújo da Silva
Yasmin Bonfim Cesar
Yasmin Pereira de Souza
IDENTIFICAÇÃO DOS CÁTIONS DO GRUPO I
São Paulo
2025
Sophia Fernandes Rodrigues
Victor Alves de Sousa Fernandes
Vitória Evelyn Araújo da Silva
Yasmin Bonfim Cesar
Yasmin Pereira de Souza
IDENTIFICAÇÃO DOS CÁTIONS DO GRUPO I
Relatório solicitado pela professora Maisha Fayola,
realizado na disciplina de Química Analítica Qualitativa
e Quantitativa. Referente ao experimento de
identificação dos cátions do grupo I. Data da aula
prática: 14/04/2025
São Paulo
2025
1.
INTRODUÇÃO
O Grupo I de cátions inclui os íons Ag+ (prata), Hg²+ (mercúrio) e Pb²+ (chumbo).
Esses cátions podem ser identificados através de reações químicas específicas que
resultam em precipitados característicos.
Ao adicionarmos um reagente de acordo com a solução podemos analisar o
precipitado formado para identificar a presença de um determinado cátion. O
precipitado é uma substância sólida que se forma quando uma solução é supersaturada, e
os íons se combinam para formar um composto insolúvel.
2.
OBJETIVOS
Realizar a identificação dos cátions do grupo I (Ag +, Hg2+, Pb2+) por meio de
reações químicas específicas, observando a formação de precipitados específicos e
utilizando testes de solubilidade seletivos.
3.
MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Materiais
Reagentes
• Ácido clorídrico (HCL)
• Hidróxido de amônio (NH4OH)
• Ácido nítrico (HNO3)
• Iodeto de potássio (Kl)
• Água destilada
Equipamentos
• Tubos de ensaio
• Pipetas
• Centrifuga
• Espátula
• Bico de bunsen
3.2 Métodos
Para a identificação dos cátions do grupo I, foi realizado um procedimento
sistemático de precipitação e separação com o uso de reagentes específicos.
Primeiramente, adicionou-se cuidadosamente algumas gotas de ácido clorídrico (HCl) à
solução problema em um tubo de ensaio. Após a formação do precipitado branco, o tubo
foi centrifugado para separar o sólido do sobrenadante. Esse sobrenadante foi descartado
e o precipitado lavado com água destilada aquecida, sendo novamente centrifugado.
O sobrenadante da lavagem foi reservado e utilizado para a identificação de
chumbo (Pb²⁺). Nele, adicionaram-se 2 mL de iodeto de potássio (KI), observando-se a
formação de um precipitado amarelo característico de PbI₂, indicando a presença de
chumbo na amostra.
No tubo contendo o precipitado da lavagem anterior (que pode conter AgCl e
Hg₂Cl₂), foram adicionados 2 mL de hidróxido de amônio (NH₄OH). A mistura foi
centrifugada novamente. O sobrenadante obtido foi separado e analisado para identificar
a possível presença de prata (Ag⁺), enquanto o resíduo foi avaliado para verificar a
presença de mercúrio (Hg₂²⁺). A indicação de mercúrio se deu pela observação de um
leve precipitado cinza nas bordas do tubo.
Por fim, para confirmar a ausência de chumbo no sobrenadante, adicionou-se
novamente KI, observando-se apenas uma leve turbidez esbranquiçada, característica do
mercúrio. A confirmação da presença (ou ausência) de prata foi feita com a adição de
ácido nítrico (HNO₃), sem formação de novo precipitado, sugerindo sua ausência na
amostra.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 Resultados
Inicialmente, ao adicionar gotas de HCl (ácido clorídrico) em uma amostra na
solução usada para a identificação de cátions, após alguns instantes verificou-se a
formação de um precipitado branco no fundo do tubo de ensaio. Quando foi adicionado
mais HCl à solução, não ocorreu nada pois a precipitação já havia se completado, porém
para obter uma certeza levamos a solução até a centrifuga e mesmo assim o precipitado
permaneceu intacto.
Posteriormente descartou-se o sobrenadante e a adicionou mais 2 mL de água
destilada sobre o precipitado para a lavagem e aquecimento, pode se verificar que não
ocorreu nenhuma mudança. Após, o sobrenadante foi retirado e colocado em outro tubo
de ensaio, nesse tubo foram adicionados 2 mL de KI (iodeto de potássio) verificando-se
uma precipitação amarela indicando Chumbo na amostra.
No tubo de ensaio em que estava o precipitado da lavagem, ao ser adicionado 2
mL de NH4OH (Hidróxido de amônio), após a centrifugação da solução verificou-se um
leve precipitado cinza nas extremidades do tubo de ensaio. Transferindo o sobrenadante
para outro tubo de ensaio, quando foi adicionado sobre ele 2 mL de KI, visualizou-se a
formação de um precipitado turvo e esbranquiçado indicando mercúrio na amostra.
4.2 Discussões
Os resultados das reações que ocasionaram os precipitados foram consistentes
para a identificação dos cátions do grupo I, a primeira reação entre a solução problema e
o ácido clorídrico formando o precipitado branco foi o indicativo da presença de algum
cátion do grupo I formando os possíveis cloretos insolúveis:
Pb2+ + 3 CI- → PbCl3-
Ag+ + 2 Cl- → AgCl₂-
Hg22+ + 2 Cl- → Hg2Cl2
Após a reação o tubo foi levado a centrífuga para melhor separação do
precipitado e adicionou-se mais algumas gotas de HCl a solução problema para garantir
que todos os possíveis cátions precipitassem, a solução não precipitou novamente
demonstrando que os possíveis cátions já se precipitaram. Lavou-se a solução ao
adicionar 2mL de água destilada e esquenta-la em cima do bico de Bunsen por alguns
instantes, após separou-se o precipitado do sobrenadante esperando que o chumbo tenha
se solubilizado no sobrenadante e haja prata e mercúrio no precipitado, assim dando
continuidade ao processo de identificação.
O segundo precipitado foi proveniente do sobrenadante da lavagem do
precipitado anterior, nesse sobrenadante aplicou-se 2 mL de Iodeto de Potássio (KI) para
a identificação do cátion Pb2+, produzindo um precipitado amarelado confirmando a
presença do cátion.
2 KI(aq) + PbCl₂(aq) → PbI₂(s) + 2KCl(aq)
Imagem 1: Precipitação da reação de
identificação do cátion Pb2+
Fonte: Autoria própria (2025)
Logo após a identificação do chumbo, adicionou-se ao precipitado separado após
a lavagem dos cloretos insolúveis algumas gotas de NH4OH (hidróxido de amônio)
esperando um precipitado contendo o mercúrio e que a identificação continuasse com o
sobrenadante, espera-se as reações a seguir:
Hg2Cl2 + NH4OH → HgNH2Cl + Hg + NH4Cl + H2O
AgCl + NH₄OH → [Ag(NH₃)₂]⁺ + Cl⁻
O tubo de ensaio foi levado a centrífuga após a adição com a expectativa do
surgimento de um precipitado preto que de fato aconteceu o precipitado foi bem sutil
nas extremidades do tubo de ensaio foi possível observar pequenas partículas cinzas
evidenciando o mercúrio metálico, o tubo foi novamente conduzido a centrífuga. A
solução foi separada em dois tubos para a possível identificação de prata e testes
adicionais com o mercúrio.
No primeiro tubo adicionou-se KI para certificar a falta de chumbo na amostra, a
substância não precipitou amarela confirmando a falta, ela se fez turva e esbranquiçada
atestando a possibilidade de mercúrio na amostra.
Imagem 2: Precipitado da reação de
identificação do Hg22+
Fonte: Autoria própria (2025)
Com o segundo tubo foi adicionado algumas gotas de NHO3 (ácido nítrico) para
aferir a presença de prata contando-se um precipitado branco que não ocorreu e a
solução continuou incolor, a reação esperada era:
Ag(NH3)2 + 2 HNO3 → 2 NH4NO3 + Ag
O possível erro experimental viria-a-ser a armazenagem incorreta imprecisa da
solução problema, o acondicionado deveria ser em um recipiente de vidro âmbar e não
em vidro comum em virtude de que há a possibilidade da prata presente na solução
tenha oxidado com a exposição ao sol.
5. CONCLUSÃO Sophia Fernandes Rodrigues
A partir dos testes realizados, foi possível observar que a adição de HCl resultou
em um precipitado branco, o que indicou a presença de cloretos de cátions. Quando
aquecemos essa mistura em água quente, a formação de um precipitado amarelo após a
adição de iodeto de potássio (KI) confirmou a presença de íons Pb² ⁺, por meio da
formação de PbI₂. Em seguida, a reação com hidróxido de amônio (NH₄OH) e KI
evidenciou outro precipitado branco, sugerindo a presença de mercúrio (Hg₂² ⁺). Já o
teste com HNO₃ ajudou a excluir a possibilidade de prata (Ag ⁺) na amostra. Sendo
assim, conseguimos identificar de forma segura os íons Pb² ⁺ e Hg₂² ⁺, sem vestígios de
Ag⁺. Vale ressaltar que um possível erro no armazenamento – o uso de vidro comum em
vez de âmbar – pode ter causado a oxidação parcial da amostra. Isso reforça como o
cuidado durante todo o processo é essencial, tanto na escolha dos reagentes quanto no
manuseio e conservação dos materiais.
Victor Alves de Sousa Fernandes
Conclui-se que a adição de HCl gerou precipitado branco, sinalizando cloretos
de cátions, e que ao colocar em água quente revelou ser Pb2+ pela formação de
precipitado amarelo ao adicionar KI na mistura, formando PbI2. A reação subsequente
com hidróxido de amônio (NH4OH) e iodeto de potássio (KI) evidenciou o precipitado
branco na amostra, sendo possivelmente mercúrio (Hg 2+), enquanto o teste com HNO 3
descartou a presença de Ag+. Assim, identificou-se de modo seguro Pb2+ e Hg2+ na
amostra, sem vestígios de prata. Por fim, um cuidado falho no armazenamento (vidro
comum em vez de vidro âmbar) pode ter oxidado parte da amostra, lembrando que a
precisão no manuseio é tão crucial quanto a escolha dos reagentes certos.
Vitória Evelyn Araújo da Silva
Com base nos testes efetuados, foi possível verificar que a adição de HCL
resultou na formação de um precipitado branco, indicando a presença de cloretos de
cátions. Ao aquecer a amostra, observou-se o surgimento de um precipitado amarelo
logo após a adição de iodeto de potássio (KL), o que confirma a existência de íons Pb²⁺
(pela geração de PbI₂). Em seguida, a adição de hidróxido de amônio (NH₄OH)
juntamente com KI ocasionou um precipitado branco, sugerindo a presença de mercúrio
(Hg₂²⁺). O teste com HNO₃ ajudou a descartar a presença de íons prata (Ag ⁺) na
amostra.
Vale ressaltar que houve um possível erro no armazenamento, foi feito o uso do
vidro comum em vez do âmbar, o que causou oxidação parcial na amostra.
Yasmin Bonfim Cesar
Diante dos resultados obtidos, a identificação de cátions do grupo I é viável
tendo em vista o método de identificação destacando-se a compreensão de que cada
cátion possui propriedades características próprias como precipitar com mais facilidade
em reação com determinados reagentes ou solubilidade em água. A formação de
precipitados colaboraram com a identificação e a confirmação de dois cátions do grupo
I, mercúrio (Hg22+) e o chumbo (Pb2+). A ausência do cátion prata (Ag+) possivelmente
vem da armazenagem da solução problema a ser analisada, onde em decorrência da
armazenagem ser feita em um vidro comum a exposição ao sol pode ter afetado a
amostra, oxidando a prata.
Yasmin Pereira de Souza
Com fundamentos nos experimentos realizados, foi possível identificar que a
adição de HCl formou um precipitado branco, apontando a presença de cloretos de
cátions. Ao colocar a amostra em aquecimento, foi possível observar a formação de um
precipitado amarelo logo após adicionar iodeto de potássio (Kl), o que demonstra a
presença de íons Pb2+ (pela formação de Pbl 2). Subsecutivo, a adição de hidróxido de
amônio (NH4OH) juntamente com Kl gerou um precipitado branco, apresentando a
presença de mercúrio (Hg2 2+). O experimento com HNO3 auxiliou a desconsiderar a
presença de prata (Ag+) na amostra.
Em síntese, foi possível identificar com segurança a presença de íons Pb2+ e
Hg2+, sem a contaminação de íons Ag+. É importante salientar que houve eventuais
falhas no armazenamento, como o uso de frascos de vidro transparente ao invés de
âmbar, uma possível hipótese é a oxidação parcial da amostra. Isso nos relembra da
importância de cuidados minuciosos em todos os processos, desde a escolha adequada
dos reagentes até o armazenamento adequado dos materiais
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
VOGEL, Arthur I. Química analítica qualitativa. 5. Ed. São Paulo: Mestre Jou, 1981. pg
217 a 223. Acesso em: 22 de maio de 2025.
DE CATIONS, ANALISE QUALITATIVA; SAIS, ÂNIONS E. M InfTITUTO DE
QUím IC R. Acesso em 22: de maio de 2025.
STAPELFELDT, Danielle MA. Apostila das Aulas Práticas de Química Analítica
Qualitativa e Química Analítica Farmacêutica I. 2015. Acesso em: 27 de maio de 2025.
GADELHA, ANTONIO JOSÉ FERREIRA. PRINCÍPIOS DE QUÍMICA ANALÍTICA.
Acesso em: 29 de maio de 2025.