ECOLOGIA
A Ecologia é a ciência que estuda a interação entre os seres vivos e o ambiente
em que vivem. O termo ecologia apareceu pela primeira vez em 1866 e é atribuído ao
naturalista alemão Ernest Haeckel.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Espécie: é um conjunto de seres vivos que apresentam as mesmas
características morfológicas, fisiológicas e comportamentais e que podem cruzar-se
entre si, produzindo descendentes férteis;
População: é o conjunto de indivíduos de mesma espécie que vivem numa
mesma área em um determinado período;
Comunidade ou biocenose: é o conjunto de populações de diversas espécies
que habitam uma mesma região num determinado período. Ex.: seres de uma floresta,
de um rio, de um lago, dos campos, dos oceanos, entre outros;
Ecossistema ou sistema ecológico: é o conjunto formado pelo meio ambiente
físico, ou seja, o biótopo (formado por fatores abióticos como: solo, água, ar) mais a
comunidade (formada por componentes bióticos - seres vivos) que com o meio se
relaciona;
Biótopo: Área física na qual determinada comunidade vive. Por exemplo, o
habitat das piranhas é a água doce, como, por exemplo, a do rio Amazonas ou dos rios
do complexo do Pantanal;
Ecótono: é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois
ecossistemas;
Bioma: é um conjunto diversificado de ecossistemas, são as grandes
subdivisões do planeta Terra (conjuntos das águas salgadas, das águas doces e terrestre);
Biosfera: conjunto dos biomas forma a biosfera. O termo biosfera refere-se a
toda parte do planeta habitada por seres vivos, ou seja que inclui a superfície da Terra,
os rios, os lagos, mares e oceanos e parte da atmosfera;
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Habitat: É o lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, o
seu "endereço" dentro do ecossistema. Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de um
inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas, entre outros.
NICHO ECOLÓGICO - é o papel que o organismo desempenha no
ecossistema, isto é, a "PROFISSÃO" do organismo no ecossistema. O nicho informa às
custas de que se alimenta, a quem serve de alimento, como se reproduz, etc. Exemplo: a
fêmea do Anopheles (transmite malária) é um inseto hematófago (se alimenta de
sangue), o leão atua como predador devorando grandes herbívoros, como zebras.
ECOSSISTEMA
Ecossistema é definido pela inter-relação entre os componentes abióticos (solo,
água, ar, luz e nutrientes) e os componentes bióticos (seres vivos). A reunião de
diferentes ecossistemas é conhecido como bioma e nele estão reunidas características
próprias de diversidade biológica e condições ambientais. Alguns exemplos de biomas
brasileiros são: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia.
Dentro dos limites de um ecossistema, a energia solar terá um papel fundamental
na produção de alimento. Essa energia segue um fluxo unidirecional, passando por
diversos níveis de seres vivos — é o fluxo de energia e de matéria. As substâncias
inorgânicas são reaproveitadas em processos complexos que envolvem decompositores,
processos químicos e geológicos — os ciclos biogeoquímicos. Os componentes bióticos
que fazem parte de um ecossistema pertencem a uma dessas três categorias: produtores,
consumidores e decompositores
Produtores – Também chamados de seres autotróficos, são aqueles que
conseguem fabricar seus próprios alimentos. A partir da matéria inorgânica simples,
fabricam compostos orgânicos. Dependendo da fonte de energia utilizada pelos
organismos, os produtores podem ser de dois tipos: os quimiossintetizantes e os
fotossintezantes.
Os quimiossintetizantes retiram a energia de que necessitam das reações de
oxidações que ocorrem com a matéria inorgânica. Como exemplo, temos as bactérias,
denominadas nitrobactérias, porque oxidam compostos que possuem nitrogênio. Os
fotossintetizantes retiram a energia de que necessitam da luz solar. São os vegetais
verdes os grandes responsáveis pela totalidade da produção de matéria orgânica na
natureza. Nos ecossistemas terrestres há um predomínio dos angiospermas, e nos
ecossistemas aquáticos predominam as algas.
Consumidores – Também chamados de heterotróficos, são os seres incapazes
de produzir seus próprios alimentos. Em decorrência disso, alimentam-se de produtores
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ou de outros consumidores. Os consumidores são classificados em: primários,
secundários, terciários e assim por diante.
O consumidor primário, ou de 1ª ordem, é o que se alimenta diretamente dos
produtores. É o caso de animais herbívoros, como o coelho, a vaca, o cavalo etc.
Os consumidores secundários, ou de 2ª ordem, é o que se alimentam dos
herbívoros ou consumidores de 1ª ordem. São animais carnívoros, como a coruja, a
cobra etc. Os de 3ª ordem, ou terciários, são aqueles que se alimentam dos secundários
ou de 2ª ordem, como o tigre, a onça, o falcão. Existem também os seres onívoros, que
possuem alimentação mista, ingerindo alimentos tanto de origem animal como vegetal.
Decompositores – São organismos que se alimentam da matéria morta.
Geralmente são microrganismos (bactérias e fungos). São capazes de degradar a matéria
orgânica morta, transformando-a em compostos inorgânicos.
O Sol é a principal fonte de energia que alimenta a Terra. Por meio dos seres
fotossintetizantes, essa energia é transformada em energia química e armazenada nos
alimentos orgânicos. O alimento orgânico é a matéria-prima para os seres vivos
realizarem suas funções vitais. O processo que permitirá os seres vivos liberarem a
energia contida nos alimentos é a respiração. Pela respiração, e em presença do
oxigênio, a molécula orgânica é degradada em água e gás carbônico, liberando energia.
A respiração é realizada tanto pelos produtores como pelos consumidores.
OS FATORES LIMITANTES DO ECOSSISTEMA
Luz: é uma manifestação de energia, cuja principal fonte é o Sol. É
indispensável ao desenvolvimento das plantas. Praticamente todos os animais
necessitam de luz para sobreviver.
Temperatura: Cada espécie só consegue sobreviver entre certos limites de
temperatura, o que confere a este fator uma grande importância. Alguns seres têm
grande amplitude térmica de existência - seres euritérmicos - enquanto outros só
sobrevivem entre limites estreitos de temperatura - seres estenotérmicos.
Água: É fator limitante de extrema importância para a sobrevivência de uma
comunidade. Além de seu envolvimento nas atividades celulares, não podemos nos
esquecer da sua importância na fisiologia vegetal (transpiração e condução das seivas).
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Disponibilidade de Nutrientes: É outro fator limitante que merece ser
considerado, notadamente em ambientes marinhos.
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
A vida na Terra se desenvolve por constante reciclagem de nutrientes. Os
mesmos elementos químicos circulam nas cadeias biogeoquímicas, e estão presentes ora
nos seres vivos, ora no meio externo. Nos ciclos biogeoquímicos, os seres
decompositores — bactérias e fungos — desempenham um papel primordial. Com a
morte do organismo, a matéria é decomposta por eles, e os elementos químicos
resultantes são novamente colocados à disposição do ambiente e de outros seres vivos.
Na biosfera, ocorrem vários ciclos biogeoquímicos. Estudaremos os principais.
CICLO DA ÁGUA
A água é o composto inorgânico mais abundante, tanto na constituição dos seres
vivos como no ambiente. O ciclo da água pode ser dividido em ciclo curto e ciclo longo.
No ciclo curto as águas contidas nos mares, rios, lagos, a que se encontra misturada com
o solo, é aquecida pelo calor do sol, evapora-se do ambiente e se condensa em forma de
nuvens na atmosfera, devido ao resfriamento em maiores altitudes.
Depois, ocorre a precipitação na forma líquida, como chuva ou neblina, ou na
forma sólida, como neve ou granizo, voltando novamente à terra. No ciclo longo,
participam os seres vivos. As plantas absorvem água do solo, que é fundamental para a
realização da fotossíntese. Posteriormente a água é liberada pelo processo da respiração
e transpiração das plantas. Em função desses processos, as florestas tropicais densas
estão sempre úmidas, contribuindo para manutenção do clima da Terra.
Pelo processo da fotossíntese o CO2 é fixado e transformado em matéria
orgânica pelos produtores.
CICLO DO CARBONO
Os consumidores adquirem carbono ingerindo a matéria orgânica. Tanto os
animais como os vegetais perdem carbono pela respiração. O carbono que fica retido na
biomassa retorna à terra pelos excrementos e cadáveres dos animais e restos dos
vegetais, que serão decompostos em elementos químicos pela ação dos decompositores.
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O ser humano interfere no ciclo do carbono na medida em que remove cobertura
vegetal, por derrubada ou queimada de florestas, polui os mares com derramamento de
petróleo, impedindo que a luz penetre na água e, em conseqüência da não realização da
fotossíntese pelos vegetais aquáticos, o que desequilibra toda cadeia alimentar do
ambiente.
CICLO DO OXIGÊNIO
O oxigênio surgiu na Terra pela ação da fotossíntese, e cerca de 21% da
atmosfera terrestre são constituídos de oxigênio (O2) livre; o oxigênio encontra-se
também dissolvido na água, mas em percentual menor. O oxigênio é utilizado nas
atividades respiratórias de todos os animais e vegetais. É um gás comburente, alimenta
as combustões. Forma a camada de ozônio (O3) que protege a Terra contra a ação dos
raios ultravioleta. Pela ação dos seres fotossintetizantes, o oxigénio volta à atmosfera;
principalmente pela ação do fitoplâncton.
CICLO DO NITROGÊNIO (N2)
Por fazer parte das moléculas dos ácidos nucléicos, das proteínas, da clorofila e
de alguns outros compostos, o nitrogênio (N2) é de fundamental importância para a vida
na Terra. O nitrogênio é encontrado na forma N2 (gás nitrogênio) e representa 78% de
todo o ar atmosférico. São raros os seres vivos que aproveitam o nitrogênio diretamente
da atmosfera. Alguns microrganismos conhecidos como fixadores denitrogénio
possuem a capacidade de fixar o nitrogênio em suas moléculas orgânicas.
Fixação do nitrogênio, nitrificação e denitrificação
As bactérias dos gêneros Rhizobium e Azotobacter, as cianobactérias (algas
azuis) do gênero Nosto são grandes fixadores de nitrogênio tanto do ar como da água.
Esses microrganismos, quando morrem, liberam nitrogênio na forma de amônia (NH3)
para o solo. A amónia é aproveitada por outras bactérias do solo, sendo transformada
em nitratos (NO3-) — nitrificação, que pode ser utilizada pelas plantas. As bactérias do
gênero Rhizobium vivem em nódulos presentes nas raízes de algumas leguminosas,
como o feijão, a soja, a ervilha etc têm a capacidade de reter o nitrogênio,
transformando-o em nitratos e recebendo açúcares da planta; é um caso de simbiose ou
mutualismo.
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As plantas aproveitam o nitrogênio na forma de nitratos, e estes passam a fazer
parte das moléculas orgânicas. Os animais, alimentando-se dos vegetais, adquirem os
nitratos. Na cadeia alimentar, as proteínas e os ácidos nucléicos acabam por ser
degradados, produzindo resíduos nitrogenados, tais como: amônia, uréia e ácido úrico,
que são eliminados pela excreção dos animais. Os resíduos nitrogenados também
voltam ao solo quando morrem animais e vegetais; a amônia, voltando ao solo, pode
passar novamente pelo processo de nitrificação.
PROTOCOLO DE QUIOTO
É um tratado internacional com comprimissos mais rígidos para a redução da
emissão de gases que agravam o efeito estufa, causas do aquecimento global.
Assinado – 11 de dezembro de 1997
Local – Quioto, Japão
Em vigor – 16 de fevereiro de 2005
Expiração – 31 de dezembro de 2012
Esse protocolo foi traçado com as seguintes ações:
Reformar os setores de energia e transportes;
Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da
Convenção;
Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas
energéticos;
Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.