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Classe II Amalgama

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA RESTAURADORA/CCS
DISCIPLINA: DENTÍSTICA RESTAURADORA I
CURSO: ODONTOLOGIA
PROFª DR. ROSENDO PRADO JÚNIOR
PROFª DRª REGINA FERRAZ MENDES VIANA

JOSÉ DE ARIMATÉIA SOUSA FILHO

RELATÓRIO: PREPARO CAVITÁRIO E RESTAURAÇÃO CLASSE II COM


AMÁLGAMA

Teresina- PI
2024
SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO......................................................................................................... 3
2- OBJETIVO............................................................................................................... 5
3- MATERIAIS E MÉTODOS....................................................................................... 5
4- RESULTADOS......................................................................................................... 6
5- DISCUSSÃO............................................................................................................ 6
6- CONCLUSÃO.......................................................................................................... 6
7- REFERÊNCIAS........................................................................................................7
1- INTRODUÇÃO

Segundo a classificação de Black, a classe II consiste em cavidades que envolvam


as faces proximais dos pré-molares e molares. Os parâmetros já estabelecidos para
as cavidades classe l serão mantidas para a classe II, com a adição de que será
feito um desgaste complementar envolvendo parte das cristas marginais, porém sem
rompê-las. Tratando-se de região de proximidade e contato entre dentes, será
preciso proteger o dente vizinho com uma matriz de aço. (MONDELLI, 2006).
Para o preparo cavitário, existem características específicas que devem ser
protocoladas durante a confecção: as paredes circundantes vestibular e lingual da
caixa proximal devem formar um ângulo de 90 graus com a superfície externa do
dente; os prismas de esmalte devem estar apoiados em dentina sadia; as paredes
circundantes devem estar divergindo para o dente vizinho e convergindo para
oclusal; a amplitude da caixa deve ser de 1/3 da distância intercuspídea; a parede
pulpar deve estar plana e perpendicular ao longo eixo do dente; os ângulos internos
devem estar arredondados; o ângulo cavo-superficial gengival da proximal deve
estar planificada; o ângulo cavo-superficial gengival fica próximo à parede
circundante gengival; a planificação desse ângulo, em torno de 15 até 20 graus
serve para evitar a microinfiltração e promove resistência; a planificação é feita com
o recortador de margem cervical mesial e o recortador de margem cervical distal; o
cavo-superficial das outras faces devem estar nítidos e sem bisel; a curva reversa de
Hollenback deve manter a orientação dos prismas de esmalte (manobra que permite
que a parede circundante forme um ângulo de 90 graus com a superfície externa do
dente de modo a garantir uma boa resistência dos prismas de esmalte e do
material,assim como um maior volume de amálgama).
Feito o isolamento absoluto, no caso do trabalho que envolve dentes molares
inferiores, o início do preparo segue inicialmente o modelo do preparo classe I: há
proteção do dente vizinho com a cunha de madeira e uso da tira de metal nas
proximais ou envolvendo todo o elemento dentário através do porta matriz. Em
seguida, há desgaste nas cristas marginais (no sentido proximal) até que fique com
0,5mm para que com a caneta de alta rotação, numa inclinação de 45 graus, haja
perfuração do esmalte que fica abaixo do ponto de contato. Estando a crista
marginal enfraquecida, o uso de enxada é útil para regularizar o desgaste da região.
Movimentos pendulares com a broca acoplada na caneta rotatória, no sentido da
vestibular para a palatina de forma que as paredes circundantes ficam convergindo
para a oclusal. A partir desse ponto é feita a planificação do ângulo cavo superficial
e o arredondamento do ângulo áxio pulpar com os recortadores das margens
cervicais distal e mesial. (BARATIERI, 2013).
Feito o preparo, a restauração exige que sejam observados a extensão e
profundidade da cavidade, sendo necessário protocolos de proteção pulpares se
necessário, base e forramento cavitário. Em cavidades de classe II é feito o uso do
porta matriz, fita metálica e cunha de madeira que substituem a parede ausente da
cavidade. As cunhas de madeira mantém a matriz junto ao dente, evitando que o
material restaurador saia do local protegendo outras regiões; também ajudam a
manter o ponto de contato entre os dentes Em dentes posteriores a cunha de
madeira deve ser posicionada em direção a vestibular.
A restauração em si envolve a inserção do material, primeiramente, nas caixas
proximais e depois na oclusal. É necessário não só condensar a restauração em
direção ao ângulo cavo superficial seguindo a inclinação das vertentes internas da
cúspide como também necessário delimitar a crista marginal com a sonda
exploradora, para evidenciar os aspectos anatômicos do dente restaurado. Quando
o material tomar presa é feito a remoção da matriz, deslizando a fita pela proximal,
evitando que a crista quebre.
Após o procedimento, com o material sendo colocado em excesso, é preciso após
24h (na próxima sessão de atendimento) realizar o acabamento (remover as
pequenas imperfeições com brocas multilaminadas) e o polimento com borrachas
abrasivas, geralmente nas cores marrom, verde e azul, no sentido da mais para a
menos abrasiva.

2- OBJETIVO

O objetivo principal da atividade laboratorial foi executar preparos cavitários,


restauração e polimento em molares com uso da amálgama. Com isso, a prática
permite colocar em uso os fundamentos do preparo para a retenção do amálgama
na cavidade, além de aprimorar as habilidades com os instrumentos indispensáveis
para garantir um preparo cavitário apropriado e com acomodação adequada para o
material restaurador a ser empregado. Dessa maneira a prática contribui para
fortalecer o conhecimento teórico e aplicar as técnicas apresentadas durante as
aulas.

3- MATERIAIS E MÉTODOS

Lençol de borracha: isolamento absoluto


Toalha plástica para bancada: organização da mesa
Grafite: forma de contorno para o preparo cavitário
Mandril: adaptação e suporte para as tiras de lixa para polimento da resi
Espelho clínico plano: trabalhar com visão indireta, principalmente na lingual
Broca 245: preparação de cavidades para alta rotação
Arco de Young: sustentar o lençol de borracha
Perfurador para dique de borracha de Ainsworth: acomodação dos elementos
dentários no lençol de borracha
Pinça porta-grampo de Palmer: inserção dos grampos
Grampos Nº 200 para molares: reforço para acomodação do isolamento absoluto.
Fio dental: confecção de amarilhas e a invaginação do lençol de borracha.
Seringa tríplice: jato de ar para secagem do meio de trabalho
Sonda milimetrada: verificar dimensões da cavidade
Porta Matriz de Tofflemire: acoplar a matriz de metal para circundar o dente a ser
trabalhado e proteger o dente vizinho, além de acomodar o material restaurador
Porta Amálgama: inserir o amálgama com segurança na cavidade
Pote de Dappen: acomodar o amálgama após uso na máquina
Condensador Ward N 1 e 2: adaptar o amálgama e remover excessos
Esculpidor de Hollemback: reconstruir morfologia do dente
Instrumentos cleoide e discóide: remover excessos e esculpir oclusal
Alicate 121: cortas matrizes
Brunidores: Adaptar às margens do preparo e pré escultura
4- RESULTADOS

Fig. 1- Restauração classe II MOD


Acima visualizamos os dentes 36 e 37 com restaurações MOD feitas com
amálgama.

5- DISCUSSÃO

Foi orientado pelos professores que o amálgama deve ser pressionado na cavidade
para haver uma acomodação que não o deixasse friável ou fragmentado na
cavidade com espaços propícios para a infiltração. Para tanto, é necessário que se
respeite o tempo de manipulação desse material, sendo o aluno responsável pela
correta administração de tempo. Na prática em si, a falta de administração de tempo
fez com que as paredes mesiais e distais ficassem com faltas de material, sendo
que ao remover as tiras de metal, parte do material extravasou para o meio externo.
Para tanto, além da administração do tempo, o aluno deve respeitar o protocolo de
utilização dos instrumentais para a correta manipulação do amálgama e assim
garantir o sucesso do procedimento.
No polimento, não usar material antigo porque a borracha fica com manchas de
procedimentos antigos que acabam por aderir no dente atual, além de fragmentar
com facilidade.

6- CONCLUSÃO

Após a prática em laboratório, percebe-se que as aulas práticas são fundamentais


para que os alunos tenham uma base para o início da atuação em clínicas. Os
pacientes que procuram atendimento, principalmente aqueles que não têm
condições financeiras para custear procedimentos particulares, possuem confiança
nos alunos de que receberão um atendimento seguro, sendo importante então que
os alunos se dediquem ao que foi ministrado em sala de aula.

7- REFERÊNCIAS

BARATIERI, L.N. Odontologia Restauradora – Fundamentos e Técnicas V. I. 1ed.


São Paulo, Ed. Santos, 2013.
MONDELLI, J. et al. Fundamentos de Dentística Operatória. 1 ed. São Paulo: Ed.
Santos, 2006.

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