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Aula 8

A laminação é um processo de deformação de materiais utilizando rolos, com alta produtividade e controle dimensional. Existem diferentes tipos de laminação, como a quente e a frio, que produzem diversos produtos, desde semi-acabados até acabados. O documento também aborda os tipos de laminadores e os cálculos envolvidos na laminação, incluindo carga, torque e potência.
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Aula 8

A laminação é um processo de deformação de materiais utilizando rolos, com alta produtividade e controle dimensional. Existem diferentes tipos de laminação, como a quente e a frio, que produzem diversos produtos, desde semi-acabados até acabados. O documento também aborda os tipos de laminadores e os cálculos envolvidos na laminação, incluindo carga, torque e potência.
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Aula 8: Laminação

O que é?
 LAMINAÇÃO  “Processo no qual o material é deformado por rolos
(cilindros), ou equivalente”

 Processo muito usado  alta produtividade e ótimo controle


dimensional do produto
2
3
Descrição
 LAMINAÇÃO  Processo complexo

4
Descrição
 LAMINAÇÃO  Tipos

Longitudinal Transversal Oblíqua

A peça é deformada entre dois rolos que giram


em direções opostas e move-se
perpendicularmente aos eixos dos rolos.
5
Descrição
 LAMINAÇÃO  Tipos

Longitudinal Transversal Oblíqua

Os rolos giram na mesma direção e conferem rotação ao tarugo, que


move-se ao longo do eixo dos rolos e deforma-se. Desta forma de
laminação, obtém-se o tarugo na forma de corpo de revolução. 6
Descrição
 LAMINAÇÃO  Tipos

Longitudinal Transversal Oblíqua

https://www.youtube.com/watch?v=Qc3mrpNnY4g 7
Descrição
 LAMINAÇÃO  Tipos

Longitudinal Transversal Oblíqua

Os rolos posicionados em um ângulo conferem ao


tarugo o movimento de rotação e translação durante
sua deformação. 8
Descrição
 LAMINAÇÃO A QUENTE

 Matéria-prima: lingotes fundidos, placas e tarugos lingotados,


laminados

 Operações de preparação (desbaste)

 Grandes deformações

 Grandes dimensões

 Geometrias complexas

 Produtos semi-acabados

9
Descrição
 LAMINAÇÃO A FRIO

 Matéria-prima: chapas e barras laminadas a quente

 Operações de acabamento

 Pequenas deformações

 Superfícies regulares

 Produtos acabados

10
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

11
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

12
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

13
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

14
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

15
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

16
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

17
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

18
Descrição  PRODUÇÃO DE AÇO (USIMINAS)

19
Descrição

20
Descrição

21
O que produz?
 Produtos

Laminação a
quente

Laminação a
frio

22
O que produz?
 LAMINAÇÃO  Não se resume a placas, chapas (produtos planos)…

23
O que produz?
 LAMINAÇÃO  Não se resume a placas, chapas (produtos planos)…

24
O que produz?
 LAMINAÇÃO  Não se resume a placas, chapas (produtos planos)…

https://www.youtube.com/watch?v=Y2uffqm4Kq8

https://www.manufacturingguide.com/en/thread-rolling 25
https://www.rolledthreads.com/why-rolled-threads
Como se produz?
 TIPOS DE
LAMINADORES

(BRESCIANI FILHO et al., 1997)


26
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Duo, duo reversível: utilizado na laminação a quente para


“desbaste” de lingotes e para laminação de pequeno porte

https://www.youtube.com/watch?v=KFB7T68iO5M

https://www.youtube.com/shorts/rIHXf9fCSSk 27
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Laminador duo de preparação Motor elétrico de 1000 kW

Juntas universais Distribuição


Cilindros Redutor
28
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Trio: usado na laminação a quente de chapas e placas

29
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES
 Quádruo, quádruo reversível: usado na laminação a quente e a frio
de chapas grossas e planos
 Em linha contínua, é usado para chapas de espessura média e fina

30
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Componentes de um
laminador quádruo

31
Como se produz?
Corpo
 TIPOS DE LAMINADORES Pescoço
Trevo
 Componentes de um
laminador quádruo Cilindros
de Cilindros
trabalho de apoio

32
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sendzimir: utilizado na laminação


a frio de chapas finas

Arranjo 1-2-3-4 com 20


rolos
33
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sendzimir: utilizado na laminação a frio de chapas finas

https://www.youtube.com/watch?v=24KFGf8j8Nw 34
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Mannesmann: utilizado na laminação a frio e a quente de tubos


sem costura, com o uso de mandris

https://www.youtube.com/watch?v=leM92rqBRGU
35
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Mannesmann: utilizado na laminação a frio e a quente de tubos


sem costura, com o uso de mandris

Laminador
mandrilador

36
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sequencial: utilizado na laminação a frio e a quente de perfis e


tubos com costura, a partir de tiras

37
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sequencial: utilizado
na laminação a frio e a
quente de perfis e
tubos com costura, a
partir de tiras

https://www.youtube.com/shorts/tPqYL_O-ItM

38
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sequencial

39
Como se produz?
 TIPOS DE LAMINADORES

 Sequencial

40
Como se produz?
 CILINDROS DE LAMINAÇÃO

 Alta resistência mecânica, resistência ao desgaste, rigidez…

 Aços carbono e aços liga: para desbaste

 Aços liga e ferros fundidos: para processos intermediários

 Ferros fundidos: para acabamento

https://www.gerdausummit.com/produtos/cilindros-de-trabalho-para-laminacao-de-
produtos-longos
http://agddobrasil.com.br/portfolio/cilindros-de-laminacao/41
Como é classificado?
 ESFORÇO PREDOMINANTE

Compressão direta

(DIETER, 1981) 42
Como é classificado?
 TEMPERATURA DE TRABALHO

1) Trabalho a frio: somente encruamento

2) Trabalho a quente: encruamento mais mecanismos de restauração


(amaciamento)

43
Como é classificado?
 FORMA DO MATERIAL TRABALHADO OU DO PRODUTO FINAL

Placas Blocos Tarugos

Barras
Chapas
Perfis Trilhos

Barras
Folhas
Trefilados
Tubos

44
Tubos
Como é classificado?
 FORMA DO MATERIAL TRABALHADO OU DO PRODUTO FINAL
 Placas (slabs): seção transversal retangular com largura igual ou
superior a 250 mm e espessura igual ou superior a 40 mm
 Lingotes (ingots): produto do lingotamento com com seções
tipicamente retangulares/quadradas, mas não necessariamente
uniformes ao longo do comprimento
 Tarugos (billets): seção retangular/quadrada inferior a 150 mm x
150 mm
 Blocos (blooms): seção retangular/quadrada igual ou superior a 150
mm x 150 mm

45
Como é classificado?
 TAMANHO DA REGIÃO DEFORMADA

1) Deformação localizada
Zona plástica

2) Deformação generalizada

46
Como é classificado?
 TIPO DE FLUXO DE MATERIAL

1) Fluxo contínuo (quasi-estacionário)


Zona plástica

2) Fluxo intermitente

47
Como é classificado?
 TIPO DE PRODUTO OBTIDO

1) Produtos semi-acabados

 Processo primário: projetados para reduzir lingotes e tarugos a


um produto de forma simples (laminação de chapas, barras…)

 Operações de processamento

2) Produtos acabados

 Processo secundário: produção de formas acabadas (ex:


processamento de chapas finas…)

 Operações de fabricação
48
Relações geométricas
 Laminação de planos

1) Comprimento do arco de contato (L)

(DIETER, 1981) 49
Relações geométricas
 Laminação de planos

1) Comprimento do arco de contato (L)

(HELMAN e CETLIN, 2015) 50


Relações geométricas
 Laminação de planos

2) Ângulo de contato (α)

(HELMAN e CETLIN, 2015) 51


Atrito na laminação
 É desejável?

 Condições de mordida depende do atrito

(HELMAN e CETLIN, 2015) 52


Atrito na laminação
 Redução máxima

 Condição limite 

53
Atrito na laminação
 PROBLEMA EXEMPLO

 Determine a redução máxima possível para a laminação a frio de uma


placa de 300 mm de espessura quando μ = 0,08 e o diâmetro do rolo é
de 600 mm. Qual é a redução máxima no mesmo laminador para
laminação a quente quando μ = 0,5?

54
Ângulo neutro
 Plano neutro  plano vertical dentro da zona de deformação no qual a
velocidade da chapa se iguala à velocidade periférica dos cilindros

Para pequenos
valores de α

(HELMAN e CETLIN, 2015) 55


Deformação elástica dos cilindros
 Elevadas pressões causam deformação elástica dos cilindros,
modificando R  influencia o cálculo da carga de laminação

 Equação de Hitchcock

Processo iterativo

56
Cálculo da carga na laminação a frio
 Deformação homogênea

 Compressão homogênea entre placas bem lubrificadas

 Em deformação plana:

 Para considerar o atrito, Orowan sugeriu um acrescimo de 20 %

 Pode ser utilizada como primeira aproximação para calcular R’

57
Cálculo da carga na laminação a frio
 Equação de Ekelund

 Fácil e de precisão razoável

 Em deformação plana:

 Ótima para otimização e cálculos de sequência de passes

58
Cálculo da carga na laminação a frio
 Método dos blocos

Atrito

Entrada
Def.
homo.
Saída

(HELMAN e CETLIN, 2015) 59


Cálculo da carga na laminação a frio
 Método dos blocos

 Efeito de tensão à re e à frente

(DIETER, 1981) 60
Relação carga-deformação
 Mantendo-se fixas todas as outras variáveis, pode-se expressar a carga
de laminação em ternos da espessura final

P = f(hf)

(HELMAN e CETLIN, 2015) 61


Deformação elástica do laminador
 Devido às elevadas cargas, a abertura “g” do laminador é aumentada
durante o processamento

hf = g + s e s = P/M

 Ponto de operação

(HELMAN e CETLIN, 2015) 62


Variáveis na laminação e espessura final
 Influência da tensão de escoamento, do atrito e das tensões à ré e à
frente

(HELMAN e CETLIN, 2015) 63


Variáveis na laminação e espessura final
 Influência da espessura inicial

(HELMAN e CETLIN, 2015) 64


Variáveis na laminação e espessura final
 Controle dimensional

(HELMAN e CETLIN, 2015) 65


Variáveis na laminação e espessura final
 Chapa de espessura mínima

 Semelhanças com o forjamento

 Pressão média ( ) na interface metal/matriz no forjamento

 Na laminação tem-se então:

66
Variáveis na laminação e espessura final
 Chapa de espessura mínima

 Para um dado conjunto de condições de operação e para aços, tem-


se a seguinte expressão:

67
Cálculo da carga na laminação a quente
 Equação de Sims

(HELMAN e CETLIN, 2015) 68


Cálculo da carga na laminação a quente
 Equação de Ekelund

 Para laminação de aço com cilindros de aço

 Equação de Orowan-Pascoe

69
Torque e potência
 Torque M necessário para laminação de chapas é, de maneira simplificada:

 Os valores de λ são aproximadamente de 0,5 para laminação a quente e


de 0,45 para a frio

(HELMAN e CETLIN, 2015) 70


Torque e potência
 A potência N, em CV, consumida por cada cilindro, girando a n
revoluções por minuto, é

 n em rpm e M em kgm

71
Torque e potência
 PROBLEMA EXEMPLO
 Uma tira de Al com 300 mm de largura é laminada a quente, tendo sua
espessura reduzida de 20 para 15 mm. Os rolos têm 1 m de diâmetro e
operam a 100 rpm. A tensão
_ média de escoamento da liga em tração
pode ser expressa como σ = (140ε0,2 )/1,2 (MPa). Determine a carga de
laminação e a potência necessária para essa redução a quente.

72
Torque e potência
 PROBLEMA EXEMPLO
 Uma tira de Al com 300 mm de largura é laminada a quente, tendo sua
espessura reduzida de 20 para 15 mm. Os rolos têm 1 m de diâmetro e
operam a 100 rpm. A tensão
_ média de escoamento da liga em tração
pode ser expressa como σ = (140ε0,2 )/1,2 (MPa). Determine a carga de
laminação e a potência necessária para essa redução a quente.

(HELMAN e CETLIN, 2015) 73


Torque e potência
 PROBLEMA EXEMPLO
 Uma tira de Al com 300 mm de largura é laminada a quente, tendo sua
espessura reduzida de 20 para 15 mm. Os rolos têm 1 m de diâmetro e
operam a 100 rpm. A tensão
_ média de escoamento da liga em tração
pode ser expressa como σ = (140ε0,2 )/1,2 (MPa). Determine a carga de
laminação e a potência necessária para essa redução a quente.

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Torque e potência
 PROBLEMA EXEMPLO
 Uma tira de Al com 300 mm de largura é laminada a quente, tendo sua
espessura reduzida de 20 para 15 mm. Os rolos têm 1 m de diâmetro e
operam a 100 rpm. A tensão
_ média de escoamento da liga em tração
pode ser expressa como σ = (140ε0,2 )/1,2 (MPa). Determine a carga de
laminação e a potência necessária para essa redução a quente.

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Defeitos de laminação
 Desvios de forma

 Irregularidades de superfície: trincas, fissuras, cascas, carepas, escamas

 Defeitos internos: trincas

 Tensões residuais

76
Defeitos de laminação
 Tensões residuais

77
Defeitos de laminação
 Flexão dos cilindros

(HOSFORD e CADDELL, 2011) 78


Defeitos de laminação
 Flexão dos cilindros

(HOSFORD e CADDELL, 2011) 79


Defeitos de laminação
 Efeito da redução nas arestas do produto laminado

hi grande hi pequena

Boca de jacaré
Altos valores de Δ

(HOSFORD e CADDELL, 2011) 80


BIBLIOGRAFIA
 BRESCIANI FILHO, E. et al. Conformação plástica dos metais. Ed. da
Unicamp, 1997.
 DIETER, G.E. Metalurgia mecânica. Ed. Guanabara Dois, 1981
 HELMAN, H.; CETLIN, P.R. Fundamentos da conformação mecânica dos
metais. Artliber Ed., 2015.
 ALTAN, T.; OH, S.-I.; GEGEL, H. Conformação de metais: fundamentos e
aplicações. Ed. da EESC/USP, 1999.
 HOSFORD, W.F.; CADDELL, R.M. Metal forming: mechanics and
metallurgy. Cambridge University Press, 2011.
 BUTTON, S.T. Princípios de metalurgia física na conformação mecânica.
Edição do autor, 2023.
 VALBERG, H.S. Applied metal forming: including FEM analysis. Cambridge
University Press, 2010.

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