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CRENÇA N 1
Para mim, é absolutamente necessário ser amado e aprovado pelas pessoas que me são
importantes.
1. É possível que, mesmo que você consiga 100 vezes amor e aprovação em 100 tentativas, na vez
seguinte alguém lhe negue isso?
2. É possível que, mesmo que você tenha obtido amor e aprovação, isto possa não ser suficiente,
pois acabarão surgindo preocupações sobre o quanto você foi aprovado(a) e amado(a), se ainda
o consegue e até quando o conseguirá?
3. É possível que, pelos próprios preconceitos ou tendenciosidades do outro, você possa só receber
indiferença ou reprovação, ao invés daquilo que deseja?
4. É possível que o gasto de energia para tentar agradar todas as pessoas faça com que reste muito
pouca energia para seus outros objetivos na vida?
5. É possível que sua busca compulsiva de amor e aprovação acabe gerando um comportamento
inseguro, que conduza mais à perda de aprovação e respeito do que ao seu ganho?
6. É possível que amar alguém, que é algo prazeroso e absorvente, possa ficar inibido e impedido
de se expandir pela busca incessante de ser amado?
Não seria mais racional acreditar que:
Você deseja amor, e não precisa dele.
É muito mais prazeroso ser aprovado e amado pelas próprias realizações. Elas que sustentam
uma forte auto-estima: é por nossas conquistas, principalmente as mais difíceis, que gostamos
cada vez mais de nós mesmos. A necessidade (infantil) de ser amado incondicionalmente
sustenta uma falsa e frágil auto-estima, pois ela depende sempre de novas provas de amor e
aprovação em cada momento. Uma auto-estima verdadeira e forte deriva de um
comprometimento determinado em seguir os próprios objetivos, não de aprovações alheias.
É desagradável não receber amor ou aprovação de alguém importante, mas isso é catastrófico?
Suas ações devem ser guiadas pelos seus desejos, não pelo desejo dos outros. Afinal, de quem é
a sua vida?
A melhor forma de ganhar amor é dar amor genuinamente.
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Fonte: Adaptado de Albert Ellis por Bernard Rangé.
Rua Dr. Marinho Lobo, 80 - sala 703 - CENTRO MÉDICO
Tel.: 47-3028-0680 - e-mail: ataide@[Link]
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CRENÇA N 2
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Para se ter valor, é necessário ser competente e bem sucedido em todos os aspectos da vida.
1. É possível ser competente em todos os aspectos da vida? Tentar ser competente em alguns
aspectos pode ser saudável e recompensador (prazer, dinheiro), mas ter a obrigação de ser
extremamente competente é um caminho direto ao medo e à desvalorização, à ansiedade e à
depressão.
2. É possível que uma busca desenfreada pelo sucesso ultrapasse os limites do corpo e provoque
doenças psicossomáticas?
3. É possível que, ao fazer comparações dos seus sucessos com os dos outros, você esteja sendo
guiado(a) pôr padrões externos, e não pelos seus objetivos pessoais? Se você pensa que deve
ter sucesso marcante, não está apenas se desafiando e testando suas próprias capacidades;
está, invariavelmente, comparando-se com os outros e tentando superar os melhores. Assim,
você passa a ser guiado(a) pelos outros, mais do que por si mesmo(a). Desse modo, sem se dar
conta, estabelece metas não-alcançáveis, uma vez que, mesmo que você possa ser
extremamente destacado em algo, sempre poderá aparecer alguém melhor. Não faz sentido
comparar-se aos outros, pois não se pode Ter controle sobre o comportamento dos outros,
apenas sobre os próprios.
4. É possível que a concentração na crença de ter que ser competente desvie você da meta
principal da vida, que é ser feliz? Já pensou que isto se alcança (1) experimentando e
descobrindo quais são os seus desejos mais gratificantes na vida e (2) corajosamente (não
importando o que os outros pensem), gastando uma boa parte do pouco tempo que dura a vida
perseguindo isso?
É possível que uma preocupação excessiva com a competência acabe resultando em muito medo de
correr riscos, de errar, de falhar em certos empreendimentos e de que esses próprios medos sabotem
os objetivos que você quer alcançar pelo efeito negativo que produzem no desempenho?
Não seria mais racional acreditar que:
É melhor tentar fazer, mais do que se matar para tentar fazer bem, e é melhor focalizar no
processo mais que no resultado.
Ao tentar fazer algo, é melhor fazer pelo prazer de fazer bem feito, mais do que para agradar
alguém.
Uma coisa é tentar fazer bem algo pela satisfação que isso dá; outra é tentar fazer
perfeitamente bem. Uma coisa é tentar o seu melhor; outra é tentar ser melhor do que os
outros.
Os esforços valem pela realização em si ou pela realização com a satisfação que ela traz?
Os erros, mais que algo para se recriminar, são muito valiosos, pois é por meio deles que se
aprende. Aceite a necessidade de precisar praticar muito se você quiser ter sucesso em
alguma coisa, a necessidade de se forçar a fazer coisas que você tem medo de fazer e o fato
de que os seres humanos são limitados, e você, particularmente, tem suas limitações
específicas.
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Fonte: Adaptado de Albert Ellis por Bernard Rangé, in Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais - Um
diálogo com a Psiquiatria.
CRENÇA N°. 3
É terrível e catastrófico quando as coisas não acontecem do jeito que eu queria.
É normal ficarmos frustrados quando as coisas não saem do jeito que queremos, mas
ficarmos muito deprimidos ou irritados quando isto acontece é irracional por vários motivos:
1. Não há motivos para que as coisas devam ser diferentes do que são, não importando o
quanto elas sejam insatisfatórias ou injustas. É satisfatório quando as coisas acontecem
do jeito que desejamos, mas isso não é necessário ou obrigatório. A idéia de um mundo
justo é só um ideal social.
2. Sentir-se inconsolável frente a situações adversas não ajuda a transformar as coisas. O
contrário é o mais provável: quanto mais afetada pelas circunstâncias adversas, mais
ineficiente se torna uma pessoa para tentar reverter as coisas e alcançar o que deseja.
3. Quando as coisas não são da forma que queremos, devemos fazer o máximo para mudá-
las; porém, quando isso é impossível, momentaneamente ou para sempre, a única atitude
saudável é resignar-se.
4. Mesmo havendo uma grande relação entre frustração e raiva, podemos constatar que são
nossas interpretações dos acontecimentos que geram a raiva. Uma pessoa só se sente
necessariamente infeliz e irada se ela estabelece suas preferências em termos de
necessidades.
Em vez de manter-se desnecessariamente exaltado(a) diante de circunstâncias frustrantes
ou injustiças reais ou imaginadas, você pode tentar adotar as seguintes atitudes:
Será que estou exagerando a dimensão negativa daquilo que está me acontecendo? Se
houver aspectos negativos e desprazer verdadeiramente, não será melhor trabalhar
racionalmente no sentido de alterar as circunstâncias e, se for impossível, resignar-me,
em vez de ficar irritado ou me lamentando da sorte ou da minha infelicidade?
Será que estou vendo como catastrófico, terrível ou fatal algo que é apenas
desagradável?
De que forma posso aprender com essa experiência frustrante, usá-la como um desafio e
integrá-la de modo útil à minha vida? Será que não estou duplicando meu sofrimento ao
me irritar com a própria irritação?
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Fonte: Adaptado de Albert Ellis por Bernard Rangé, in Psicoterapias Cognitivo -
Comportamentais - Um diálogo com a psiquiatria
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