Prof.
Jesus Monteiro
UC – Analise e intervenção
em Psicologia Social
Texto:
CAP15- PROCESSOS GRUPAIS E
INSTITUIÇÕES.
Ana bock
-
Prof. Jesus Monteiro
Mestre Psicologia – UFMG
Grupos e Vinculos
Definições
INSTITUIÇÃO:
● Não confundir espaços ou organizações com instituição. Como por exemplo: IEC –
INSTITUTO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA.
● As pessoas precisam combinar algumas regras para viverem juntas. Se estiver num
ponto de ônibus às sete horas da manhã, eu preciso ter alguma certeza de que o
transporte aguardado passará por ali mais ou menos neste horário. alguém
combinou isso com o motorista. A esse tipo de regularidade normatizada pela vida
em sociedade, chamamos de institucionalização.
● HABITO → TRADIÇÃO→ INSTITUCIONALIZADO
EX: Casamento Monogâmico
CONCEITO- INSTITUIÇÃO
● A instituição é um valor ou regra social reproduzida no cotidiano com estatuto
de verdade, que serve como guia básico de comportamento e de padrão ético
para as pessoas, em geral.
● A instituição é o que mais se reproduz e o que menos se percebe nas relações
sociais. Atravessa, de forma invisível, todo tipo de organização social e toda a
relação de grupos sociais. Só recorremos claramente a estas regras quando, por
qualquer motivo, são quebradas ou desobedecidas.(PAG 223 , BOCK)
● O casamento é uma instituição repleta de ideologias.
EX:ORGANIZAÇÕES
CONCEITO- ORGANIZAÇÃO
● Se a instituição é o corpo de regras e valores, a base concreta da sociedade
é a organização.
● As organizações, entendidas aqui de forma substantiva, representam o aparato
que reproduz o quadro de instituições no cotidiano da sociedade.
● A organização pode ser um complexo organizacional — um Ministério, como,
por exemplo, o Ministério da Saúde; uma Igreja, como a Católica; uma grande
empresa, como a Volkswagen do Brasil; ou pode estar reduzida a um pequeno
estabelecimento, como uma creche de uma entidade filantrópica. As
instituições sociais serão mantidas e reproduzidas nas organizações. Portanto, a
organização é o pólo prático das instituições.
EX: GRUPO
GRUPO
O elemento que completa a dinâmica de construção social da realidade é o grupo — o
lugar onde a instituição se realiza.
Se a instituição constitui o campo dos valores e das regras (portanto, um campo
abstrato), e se a organização é a forma de materialização destas regras através da
produção social, o grupo, por sua vez, realiza as regras e promove os valores.
O grupo é o sujeito que reproduz e que, em outras oportunidades, reformula tais
regras. É também o sujeito responsável pela produção dentro das organizações e pela
singularidade — ora controlado, submetido de forma acrítica a essas regras e valores,
ora sujeito da transformação, da rebeldia, da produção do novo.
CONCEITO: GRUPO
Uma definição que se tem mostrado adequada é a de que um
grupo é :
● um conjunto formado por duas ou mais pessoas,
● que para atingir determinados objetivo(s),
● necessita de algum tipo de interação,
● durante um intervalo de tempo relativamente longo,sem o
qual seria mais difícil ou impossível obter o êxito desejado.
● QUADRILHA
João amava Teresa
● que amava Raimundo
que amava Maria
● que amava Joaquim
● que amava Lili
que não amava
ninguém.
●
João foi para os Estados
Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de
desastre, Maria ficou
para tia,
Joaquim suicidou-se e
Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado
na história.
● Carlos Drummond de
Andrade
FORMAÇÃO DOS GRUPOS:
Solidariedade mecânica e Solidariedade Orgânica
● Em alguns casos, a institucionalização nos obriga a conviver com pessoas
que não escolhemos. Quando conhecemos nossa primeira classe no ensino
médio ou na universidade, descobrimos que vamos conviver com um grupo
de 20, 30 ou 40 pessoas com as quais — como geralmente [pg.220]
acontece — não tínhamos nenhum contato. A essa forma de convívio que
independe da nossa escolha chamamos de solidariedade mecânica.
● A solidariedade orgânica é a forma de convívio na qual nos afiliamos a um
grupo porque escolhemos nossos pares. É o caso do grupo de amigos que se
reúne nos finais de semana para jogar futebol ou que decide formar uma
banda.
Características:
● Por outra perspectiva, um conjunto de pessoas irá caracterizar-se mais fortemente como
grupo de acordo com as seguintes condições:
A. Quanto menor for o número de seus membros;
B. Quanto maior for a interação entre os seus membros;
C. Quanto maior for a sua história e
D. Quanto mais perspectiva de futuro partilhado seja percebido pelos seus membros.
● Desse modo, os grupos possuem determinadas características como serem pequenos, ou
seja, as pessoas se conhecem entre si, existe uma relação face a face, compartilham objetivos
e aceitam as normas construídas pelo próprio grupo
Interações grupo x indivíduo
● Pelo visto até agora você deve estar se perguntando em que medida o seu comportamento
representa a sua individualida- de ou reflete as características do seu grupo.
● Como disse Allport (1978, p. 7):
● ”o grupo a que pertence o indivíduo constitui a base de suas percepções, ações e sentimentos.
A maioria dos psicólogos preocupa-se tanto com aspectos destacados da vida mental do
indivíduo, que tende a esquecer que a base do grupo social dá ao indivíduo a sua
configuração.
● Assim como o leito do rio talha a direção e o ritmo do fluxo
d'água, o grupo determina o curso da vida do indivíduo.”
O grupo mediante o indivíduo e o indivíduo como reflexo do
grupo
● Portanto, considerar o grupo como elemento chave para entender
o comportamento das pessoas deve fazer parte das ferramentas de
todo aquele que trabalha para obter resultados por meio do outro.
Deve-se olhar o grupo mediante o indivíduo e o indivíduo como
reflexo do grupo a que pertence. Por isto, muitas vezes os
indivíduos e os grupos se constroem e se modificam mutuamente
de forma que a modificação em um gera mudança correspondente
no outro.
● Outro aspecto que envolve a individualidade é a resposta que o grupo dá às
diferenças individuais. Elas serão admitidas desde que não interfiram nos
objetivos centrais do grupo, na sua idéia central ou nas suas características
básicas. O participante de uma torcida organizada não pode querer mudar de
time (virar a casaca) e argumentar que se trata de uma questão individual. Seria,
evidentemente, excluído do grupo.
Individualidade
Texto:
cap5 - UMA VISÃO HISTORICA
EVOLUTIVA DAS GRUPOTERAPIAS
Prof. Jesus Monteiro
Mestre Psicologia – UFMG
GRUPOTERAPIA : Origem e vertentes
■ empírica, Medico J. Pratt – ( Doentes tuberculose – base A.A. )
■ psicodramática, Jacob Moreno – ( Teatro da improvisação, Psicodrama)
■ sociológica, kurt Lewin – (Dinamica de Grupo – leis grupais e teorias)
■ filosófica, J. P. Sartre ( Liberdade e responsabilidades indi. e A psicologia grupal é
coletivas) resultante da confluência
das contribuições
provindas da teoria
■ operativa, Pichon Riviere ( tarefa objetiva) psicanalítica e das
Ciências Sociais, através
■ institucional, Elliot Jacques (fantasias inconscientes) dos ramos da Sociologia,
Antropologia Social e
■ Comunitária, Foulkes (diferentes grupos que estão presentes no ambiente de uma instituição)
Psicologia Social.
Múltiplas vertentes:
■ comunicacional, D. Liberman (normalidade e da patologia da comunicação)
■ gestáltica, Frederik Perlsa (emoção de um desencadeia emoções nos outros)
■ sistêmica, Base da moderna terapia da família,
■ comportamentalista, conhecimento da sua conduta consciente
■ psicanalítica.
Principais referencias teórico – técnico grupoterapias
FREUD
FOULKES 9. O grupo de trabalho especializado
BION
10. AS lideranças
1. Mentalidade Grupal
11. O grupo sem líder
2. Cultura do Grupo
12. A relação do gênio com establishment
3. Valência
13. O grupo e os mecanismos psicóticos
4. Cooperação
14. A contratransferência do Grupoterapeuta
5. Grupo de trabalho (GT)
6. Grupo de pressupostos básicos ESCOLA FRANCESA
ESCOLA ARGENTINA
7. Uma dimensão atávica de grupo GRUPOS NO BRASIL
8. Uma dimensão mítica de grupo
FREUD E GRUPOS
FREUD E GRUPOS
● As perspectivas futuras da terapêutica psicanalítica (1910);
● Totem e tabu (1913);
● Psicologia das massas e análise do Ego (1921);
● O futuro de uma ilusão (1927);
● Mal-estar na civilização (1930).
● Já no trabalho de 1910, Freud revela uma de suas geniais previsões ao conceber que ... “o êxito
que a terapia passa a ter no indivíduo haverá de obtê-Ia igualmente na coletividade". Em totem e
tabu; ele nos mostra que, por intermédio do inconsciente, a humanidade transmite as suas leis
sociais, assim como estas produzem a cultura. No entanto, o seu trabalho de 1921 (Psicologia das
massas e análise do Ego) é considerado como particularmente o mais importante para o
entendimento da psicodinâmica de grupos. Nesse trabalho, Freud faz as seguintes abordagens:
uma revisão sobre a psicologia das multidões, os grandes grupos artificiais (Igreja e Exército), os
processos identificatórios (os projetivos e os introjetivos), as lideranças e as forças que influem na
coesão ena desagregação dos grupos. Nesse mesmo trabalho, Freud pronuncia a sua clássica
afirmativa de que "a psicologia individual e a social não diferem em sua essência",
Foulkes e o grupo
Foulkes
● Principal psicanalista que ampliou os trabalhos de grupo
com a leitura e teoria psicanalista. Tem forte influencia
da Gestalt especificamente de Kurt Lewim.
● o "grupo se comporta como uma rede, tal qual como o
cérebro, onde cada paciente, como cada neurônio, é visto
como um ponto nodal".
● Foulkes descreveu o processo de ressonância,
● Uma contribuição especialmente importante de Foulkes
consiste na comparação que ele estabeleceu entre a
situação do grupo e a de uma sala de espelhos, onde cada
indivíduo pode entrar em contato com os seus aspectos
psicológicos e sociais que estão refletidos nos demais do
grupo.
BION e Grupos
BION
● Bion executou no hospital militar um plano de reuniões
coletivas, nas quais se discutiam os problemas comuns a todos,
e se estabeleciam programas de exercícios e atividades. Bion
iniciou os seus experimentos com grupos. Ele se reunia
diariamente numa sala com 15 pacientes, e promovia uma
discussão grupal, com o objetivo precípuo de readaptá-Ios à vida
militar, ou então para julgar se eles eram capazes de voltar
ativamente a essa vida.
Wilfred Ruprecht Bion
Bion e conceitos
● Mentalidade Grupal - Alude ao fato de que um grupo adquire uma unanimidade de
pensamento e de objetivo, transcendendo aos indivíduos e se instituindo como uma
entidade à parte.
● Cultura do Grupo -Resulta da oposição conflitiva entre as necessidades da "mentalidade
grupal" e as de cada indivíduo em particular.
● Valência- Designa a aptidão de cada indivíduo combinar com os demais, em função dos
fatores inconscientes de cada um.
● Cooperação - Essa palavra designa a combinação entre duas ou mais pessoas que
interagem sob a égide da razão;
● O "grupo de trabalho" -está voltado para os aspectos conscientes de uma determinada
tarefa combinada por todos os membros do grupo e
Bion e conceitos
O suposto básico de "dependência“ Os vínculos com o líder tendem a adquirir uma
natureza parasitária ou simbiótica, mais voltados pará um mundo ilusório.
O suposto básico de "luta e fuga" alude a uma condição em que o inconsciente grupal
está dominado por ansiedades paranóides e, por essa razão, criando um inimigo
externo, ao qual atribuem todos os males, e, por isso, ficam unidos contra esse
inimigo "comum". O líder requerido por esse tipo de suposto básico grupal deverá
ter características paranóides e tirânicas.
O suposto básico de "acasalamento” Destarte, as esperanças messiânicas do grupo
podem estar depositadas em uma pessoa, uma idéia, um acontecimento, etc., que
virá salvá- Ias e fazer desaparecer todas as dificuldades. estes casos, o grupo
costumam se organizar com defesas maníacas, e seu líder deverá ter características
messiânicas e de algum misticismo.
● Dessa forma, Bion assevera que a Igreja funciona sob os moldes do suposto básico de
"dependência“;o Exército, sob os de "luta e fuga"; e a Aristocracia, sob o de "acasalamento
Lideranças
● Para Freud (1921), um grupo se constitui como o emergente de seu líder
● Para Bion, de uma forma bem oposta, o lider é que é o emergente das'
necessidades do grupo.
● Para Freud, seria a magnitude de Churchill que teria dado um ânimo e resistência ao
povo; Bion sustentaria o seu vértice a 'partir das próprias palavras que Churchill
dirigiu à nação: "Se vocês me elegerem como vosso líder, só mê cabe fazer 01ue
todos esperam de mim".
Texto:
cap6- Importancia e conceituação
de grupos
Prof. Jesus Monteiro
Mestre Psicologia – UFMG
RECONceituando de grupo
● Não é uma mera somatória de pessoas;
● Objetivo comum;
● O tamanho não pode ultrapassar a comunicação;
● Deve haver uma instituição de enquadre ( regras, horarios , locais)
● Grupo é uma unidade que se manifesta como totalidade ( ex. peça de quebra
cabeça)
● Importante preservar as individualidades;
● Interação afetiva ou Vinculo;
● Forças de coesão e desintegração;
● Existe um campo grupal;
CARACTERISTICAS GRUPAIS
CAMPO GRUPAL
● Campo grupal é o espaço dinamico onde
gravitam fantasias, ansiedades, identificações
, papeis e etc...
● Esse campo é constituido de multiplos
fenomenos psiquicos intra e intersubjetivos.
TextoS:
cap7- modalidades grupais
Prof. Jesus Monteiro
Mestre Psicologia – UFMG
Classificação dos Grupos
Bibliografia
● AGUIAR Maria Aparecida Ferreira de. Psicologia Aplicada à Administração: uma
abordagem interdisciplinar. São Paulo: saraiva, 2006.
● BOCK, ANA. PSICOLOGIA E PSICOLOGIAS
● DAVID, Zimmermam. Fundamentos da Grupoterapia
● SCHULTZ Duane P.; SCHULTZ Sydney Ellen. História da Psicologia Moderna. 12ª
edição. São Paulo: Cultrix.
KURT LEVIN
AS CONTRIBUIÇÕES DE KURTLEVIN A
DINÂMICA DEGRUPO
HISTÓRICO
• Nasceu em 1890naPrússia;
• Seuinteressepela psicologia aparece gradualmente(inicialmente estudou química e física e
depoisfilosofia);
• Começa a atuarem 1914na Universidadede Berlimmas será convocado para a guerra;
• Retorna às suas atividades acadêmicas em 1921 onde
fica atéa tomadapelosnazistasem1933;
• Exilado, vai ensinar na Universidade de
Stanford(Califórnia) e depois outras Universidades
Americanas;
• O termo “dinâmica de grupo’ aparece pela primeira
vezemumartigo,noqualLewinestudaas relaçõesentre
a teoriae a prática empsicologia social.
Histórico
Em1945fundaumcentrode pesquisasemdinâmicade grupos:Researchcenterforgroup dynamics.
De1939a 1947redirecionaseusestudosda psicologia individualpara a psicologia dosgruposparaserao
mesmotempodinâmica e guestáltica,istoé, articulada e definidaporreferênciaconstanteao meiosocial
noqual seformam,integram-se,gravitamousedesintegramos grupos;
Morreuprematuramente,em1947,aos56anos;
ParaLewinsuasdescobertasconstituíamhipótesesde
trabalhoa explorar;
Principais contribuições de Lewin à psicologia social
Interfaces com as Desenvolvimento de estudos Distinção entre
Ciências Sociais acerca do comportamentos sócio-grupos e
dos grupos psico-grupos
MACROGRUPOS
(dinâmica das
sociedades) e
MICROGRUPOS
(dinâmica de grupo)
TIPOS DE Grupos:
democráticos , autoritários E laissez-faire
● Kurt Lewin argumentava que o clima democrático, autoritário ou o laissez-faire dependiam
da vocação do grupo e do estabelecimento de lideranças que os viabilizassem.
● O importante desta classificação feita por Lewin foi a descoberta de que os grupos
democráticos são, a longo prazo, os mais eficientes.
● Já os autoritários têm uma eficiência imediata, na medida em que são muito centralizados e
dependem praticamente de seu líder. Mas são pouco produtivos, pois funcionam a partir da
demanda do líder, e seus membros são, geralmente, cumpridores de tarefas.
● Os grupos democráticos exigem maior participação de todos os membros, que dividem a
responsabilidade da realização da tarefa cora sua liderança. Este tipo de grupo pode tornar-se
mais competente ainda quando sua liderança for emergente, isto é, quando se desenvolver
de acordo com o objetivo ou tarefa proposta pelo grupo.
Três tipos de grupos
• AUTOCRÁTICO–é aquele cuja coordenação (direção) é autoritária,, não têm
autonomia de decisão, e as tarefas são impostas
• DEMOCRÁTICO- coordenação é democrática, as decisões são tomadas em grupoe
pelo grupoe as responsabilidadessão divididas
• LASSAI-FAIRE–não tem coordenação, o grupo fica a deriva de seuspróprios
movimentos
Forças intra e intergrupais
• A influênciade cada grupoque o indivíduo pertence sobre o comportamento desse
indivíduodepende da situação, do momento, o que caracteriza a atmosfera do
grupo.
• O seu grau de concordância com os objetivos do grupo pode variar. Quanto mais o
indivíduo concorda com os valores do grupo, mais ele adquire valência positiva em
relação a essegrupo;
• Se a valência negativa for muito forte, o indivíduo precisa locomover-se para outro
grupo;
• Essalocomoção é sempregeradora de conflitos
AUTOCRÁTICO
• Decisões são impostas
• Não há autonomia para decisões em grupo e pelo
grupo
• A direção é distante e tende a se referenciar como um“deus”
• Prática de distribuição de privilégios
• As inter-relações entre os membros são competitivas
• Não há cooperação
• Surgimento de relações de tirania
DEMOCRÁTICO
• Decisões são partilhadas entre o grupo e pelo grupo
• As responsabilidades sãodivididas
• Todos têm os mesmos direitos e mesmo deveres
• O coordenador pertence ao grupo
• Écooperativo
LASSE-FIRE
• Não há coordenação, mesmohavendo a pessoa com essafunção
• O grupo fica a deriva de seu próprio funcionamento e vulnerável a
variastendências dependendo de quem liderarno dia
• Muitaslideranças e nenhumaao mesmotempo
• Não consegue realizar a tarefa que se propôs porque se auto
desorganiza a todo o momentoou episódio
• Difícildistinguirumcrescimento grupal
• Vulnerável ao surgimentode uma liderança
autocrática
Esses funcionamentos grupais tendem a se reproduzir na
sociedade
• Sociedades autocráticas –ditaduras. As mesmas
dinâmicas são reproduzidas entre os habitantes e
nativos dessa sociedade. Intolerância com as minorias.
Comportamentos agressivos contra bodes expiatórios
(subgrupos estigmatizados e eleitos socialmente como
causadores dos males sociais)
• Sociedades democráticas –são tolerantes, existe maior
cooperação entre as pessoas e grupos e maiores laços
de solidariedade.
• Sociedades sem governo –tendem ao
desaparecimento ou ao surgimento de uma liderança
autocrática
A partir dos seus estudos chega a duas conclusões
• Para ser válida, toda exploração científica de problemas relativos ao campo da psicologia das
relações intergrupais deve operar-se em constante referência à sociedade global na qual esses
fenômenos de grupo se inscrevem, istoé, em referência às interações e às interdependências que
toda minoriaestabelece forçosamente com a maioriapela qual é discriminada
• Asrealidades sociais são sempre multidimensionaise, por conta disso,a pesquisa de laboratóriose
mostrainadequada
• Os reflexos e as atitudes dos grupos minoritários não se tornam inteligíveis senão em
referênciaao contexto socioculturalem que seinscrevem
• somente uma aproximação complementar de todas as ciências do social ofereceria alguma
possibilidade de identificar corretamenteasconstantese variáveisem estudo
CAMPO SOCIAL
• Éuma totalidade dinâmica constituída por entidades sociais coexistentes, não necessariamente
integradas entre si– é a distribuição de forças em todo o campo que determinará o
comportamentosocial.
• Podem coexistir no mesmo campo social grupos, sub-grupos ou indivíduos separados por
barreirassociaisou ligados porredes de comunicações.
• O campo social é uma gestalt–umtodo irredutível,onde não podemos
supora dinâmica doslaços do grupoa partirda análisedossubgrupos.
• Assim como o indivíduo em seu ambiente formam o campo psicológico , os grupos e
seuambiente formamo campo social.
• O campo social é uminstrumentoindispensávelpara a análiseda vida
no grupo
Outros estudos
• Gruposde minorias
• Judeuse negrosamericanos
• Osmembrosde umgrupodesprivilegiadotendem a
tentarpassarpara osgrupos privilegiados
• Podegerarumprocessode auto-dicriminação–um sentimentonegativoemrelação a simesmo
• Tendema não aceitar pessoasdo seugrupo anterior
A grande contribuiçãode Lewin
• O estudo dos pequenos grupos e sua articulação dinâmica com
os grandes grupos e a sociedade em geral
• Dinâmica dos lideres e as relações sociais correspondentes
• Noção de auto-discriminação – sujeito que nega
sua etnia e tem ódio a si mesmo e aos semelhantes
• A dinâmica em grupos autocráticos de autodestruição
de seus membros
• Estudo de uma teoria do social e da sociedade
Referencias
• Osório,LuizCarlos(2003).PsicologiaGrupal:umanovad isciplinaparaoadventodeumaera.PortoAlegre:ARTM ED.
• DAVID, Zimmermam. Fundamentos da Grupoterapia