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Tata Omulu

Omulu é o orixá que rege a morte e a cura, frequentemente mal interpretado como perigoso, mas que atua com amor e compaixão pelos espíritos caídos. Ele é sincretizado com santos católicos como São Lázaro e São Roque, simbolizando proteção aos enfermos e a transição entre os planos espiritual e material. Cultuado na Umbanda e no Candomblé, Omulu é reverenciado por sua capacidade de curar e por sua conexão com a vida e a morte.
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Tata Omulu

Omulu é o orixá que rege a morte e a cura, frequentemente mal interpretado como perigoso, mas que atua com amor e compaixão pelos espíritos caídos. Ele é sincretizado com santos católicos como São Lázaro e São Roque, simbolizando proteção aos enfermos e a transição entre os planos espiritual e material. Cultuado na Umbanda e no Candomblé, Omulu é reverenciado por sua capacidade de curar e por sua conexão com a vida e a morte.
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Omulu

É o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano


material para o plano espiritual (desencarne) é com tristeza que temos
visto o temor dos irmãos umbandistas quando é mencionado o nome do
nosso amado Pai Omulu. E no entanto descobrimos que este medo é
um dos frutos amargos que nos foram legados pelos ancestrais
semeadores dos orixás em solo brasileiro, pois difundiram só os dois
extremos do mais caridoso dos orixás, já que Omulu é o guardião divino
dos espíritos caídos. O orixá Omulu guarda para Olorum todos os
espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à
vivenciação de seus vícios emocionais. Mas ele não pune ou castiga
ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não
pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após
o desencarne. E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade
pessoal, mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete
domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são
magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões
divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade, ao
amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a
todas as manifestações da vida..

Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma


incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi
que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos
mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas
suas punições.

Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um


par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe Yemanjá,
onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os
princípios que dão sustentação às manifestações da vida. Em Tatá
Omulu descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor que uma
divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos caídos. E foi
por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar em
seus domínios, sempre que começássemos a atentar contra os
princípios da vida. Enquanto a nossa mãe Yemanjá estimula em nós a
geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre que desvirtuamos os
atos geradores.

Mas esta “geração” não se restringe só à hereditariedade, já que temos


muitas faculdades além desta, de fundo sexual. Afinal, geramos idéias,
projetos, empresas, conhecimentos, inventos, doutrinas, religiosidades,
anseios, desejos, angústias, depressões, fobias, leis, preceitos,
princípios, templos, etc. Temos a capacidade de gerar muitas coisas, e
se elas estiverem em acordo com os princípios sustentados pela
irradiação divina, que na Umbanda recebe o nome de “linha da
Geração” ou “sétima linha de Umbanda”, então estamos sob a
irradiação da divina mãe Yemanjá, que nos estimula.

Mas, se em nossas “gerações”, atentarmos contra os princípios da vida


codificados como os únicos responsáveis pela sua multiplicação, então
já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu, que nos paralisará e
começará a atuar em nossas vidas, pois deseja preservar-nos e nos
defender de nós mesmos, já que sempre que uma ação nossa for
prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu e nos escureceu,
colocando-nos em um de seus sombrios domínios. Ele é o excelso
curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se
feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo seus
semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob
sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para retomarmos ao
caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e
multiplicadores de suas benesses.

Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos


multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa
sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como
geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva
divina. Tatá Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura
alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando
estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso
magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto
poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de
imediato a doença e receitaria medicação correta.

O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual


seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se
através de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através
dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que
nominamos de “Mistério da Morte”. Tatá Omulu, enquanto força cósmica
e mistério divino, é a energia que se condensa em torno do fio de prata
que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do
desencarne ou passagem de um plano para o outro.
Anjo da Morte
Neste caso ele não se apresenta como o espectro da morte coberto
com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da morte que corta o
fio da vida. Esta descrição é apenas uma forma simbólica ou estilizada
de se descrever a força divina que ceifa a vida na carne. Na verdade, a
energia que rompe o fio da vida na carne é de cor escura, e tanto pode
parti-lo num piscar de olhos quando a morte é natural e fulminante,
como pode ir se condensando em torno dele, envolvendo-o todo até
alcançar o espírito, que já entrou em desarmonia vibratória porque a
passagem deve ser lenta, induzindo o ser a aceitar seu desencarne de
forma passiva.

O orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado de


“Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor dos Mortos”. No
antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali que partiram
sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de então. Mas com o
advento do Cristianismo seu culto foi desestimulado já que a religião
cristã recorre aos termos “anjo” e “arcanjo” para designar as divindades.
Logo, nada mais lógico do que recorrer ao arquétipo tão temido do
“Anjo da Morte”, todo coberto de preto e portando o alfanje da morte,
para preencher a lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou
divindade responsável por este momento tão delicado na vida dos
seres.

O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como escravos ao


antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o adaptaram às suas
culturas e religiões. Com o tempo, ele foi, a partir desse sincretismo,
assumindo sua forma definitiva, até que alcançou o grau de divindade
ligada à morte, à medicina e às doenças. Já em outras regiões da
África, este mistério foi assumindo outras feições e outros orixás
semelhantes surgiram, foram cultuados e se humanizaram. “Humanizar-
se” significa que o orixá ou a divindade assumiu feições humanas,
compreensíveis por nós e de mais fácil assimilação e interpretação.
Tatá Omulu não vibra menos amor por nós do que qualquer um dos
outros orixás e está assentado na Coroa Divina, pois é um dos Tronos
de Olorum, o Divino Criador. Atotô, meu pai!
Sao Lazaro
Irradiação: Geração (Paralisador, gerando Estabilidade e Equilíbrio)
Cores: Roxo, bicolor preto e branco
Pedras: Ônix Negro
Ponto de força: Cemitério
Data comemorativa: 02 de Novembro
Dia da semana: Segunda-feira
Sincretismo: São Bento, São Lázaro
Saudação: Atotô (Silêncio, Ele está aqui)

Fonte: Colégio de Umbanda Sagrada


Omulu: Conheça a história, sincretismo e muito
mais do Orixá da morte!
Omulu, Omolu, Obaluaiê ou Obaluaê é um Orixá bastante temido na
Umbanda e no Candomblé.

Isso porque ele é responsável pelo fogo, pela terra e pela tão temida
morte. Esse é um dos Orixás que mais desperta o temor dos seguidores
das religiões de origem africana, mas não se engane, ele tem muitas
qualidades.

Esse Orixá é considerado o protetor dos doentes pobres, algo bastante


nobre para uma Entidade que desperta tanto medo nos humanos. Ele
também está associado ao poder de cura, já que ele auxilia nas
enfermidades humanas proporcionando alívio da dor e do sofrimento.

Quer conhecer um pouco mais sobre a história de Omulu e todas as


suas características? Então continue a leitura até o final para descobrir
tudo sobre o Orixá da morte.

Quem é Omulu?
Omulu é um Orixá cultuado por religiões de origem africana como a
Umbanda e o Candomblé. Dessa maneira, ele representa diversos
elementos importantes da vida humana, como o fogo, a terra e a morte.
Por todas essas características, Omulu é o Orixá mais temido pelos
humanos.

Muitas pessoas se perguntam quem é Omulu. Se você é uma delas,


saiba que esse Orixá possui diversas variações em seu nome, podendo
ser Omolu, Obaluaê, Obaluaiê e Omulu. Essas são as variações mais
comuns, mas você pode ainda encontrar outros termos para referenciar
a Omulu.

Sinônimo de temor, esse Orixá representa muito mais do que a morte,


como é comumente associado. Ele é capaz de ver todos os detalhes da
vida de uma pessoa, por isso, ninguém consegue esconder nada de
Omulu.

O Orixá é também uma importante figura para os doentes pobres, que


são protegidos por esse Orixá. Omolu representa a cura e o fim do
sofrimento, pois ele já sentiu na pele o que é sofrer com uma
enfermidade, por isso sempre ajuda aqueles que estão nessa situação
de dor.

Considerando suas características, temos que Omolu possui o grande


poder de destruir civilizações com epidemias e outras catástrofes que
causem a morte, assim como a habilidade de curar todos os tipos de
males.

Outra peculiaridade desse Orixá é que ele nunca se apresenta sem a


palha no corpo, pois seu brilho é tão intenso quanto o Sol. A figura
desse Orixá é representada por um Ser que anda curvado e com
expressões de sofrimento e dor intensa.

História do Orixá
Esse importante Orixá possui diversas histórias sobre seus
ensinamentos, nascimento e muito mais. Dessa forma, a história que
contaremos a seguir é sobre seu nascimento e também abandono.

Irmão de Oxumaré, Omulu é filho de Oxalá e Nanã. Assim, durante a


gravidez, Nanã teve alguns desentendimentos com Oxalá e Omolu
nasceu com diversas varíolas. Isso fez com que a Orixá abandonasse
seu filho na beira do mar para morrer.

Depois de algum tempo, Iemanjá encontrou Obaluaiê todo deformado


por causa da doença e, porque, os caranguejos estavam comendo ele
vivo. Com muita compaixão e piedade, Iemanjá adotou Obaluaiê e o
ensinou a superar todos os males e a curar qualquer doença.

Dessa forma, Omulu cresceu coberto de cicatrizes que o envergonhava,


até que decidiu criar sua própria roupa de palha capaz de cobrir todo o
seu corpo. Apenas seus braços e pernas ficam de fora do traje.

Com toda essa história de vida, o Orixá cresceu tímido e retraído.


Assim, todo seu questionamento do porquê foi abandonado fez com
que o Orixá se tornasse alguém sério, pensativo e muito compenetrado.
Isso também o tornou um pouco mal humorado.

Quem é Omulu na Igreja Católica?


Omulu é sincretizado em duas linhas diferentes. Mas, na verdade, trata-
se do mesmo Orixá!
Obaluaiê: sincretizado por São Roque, as características que
assemelham o Orixá deste Santo é a proteção aos enfermos pobres.
Dessa forma,São Roque é o padroeiro dos enfermos no Catolicismo e
também é o Santo procurado pelos cirurgiões. Ao lado de Nanã, sua
mãe, o Orixá é chamado de Obaluaiê, um ser de característica jovem
que auxilia os mortos na transição entre o plano material e espiritual.
Omulu: sincretizado por São Lázaro, o Santo protetor dos mendigos e
leprosos. Nesse sincretismo, ambos passaram pelo sofrimento da
enfermidade, mas nunca deixaram de ajudar os outros e a ter fé. Ao
lado de Iemanjá, sua mãe adotiva, o Orixá é chamado de Omulu, que é
a figura de um homem sério que rege a morte, enquanto Iemanjá traz a
encarnação.

Primeiramente, é importante destacar que esse Orixá possui diversas


características interessantes observadas nas religiões de origem
africana, tais como o culto, as oferendas, as celebrações, oração e
muito mais. Veja a seguir um resumo de como Omulu é visto nessas
religiões através de seus filhos e culto ao Orixá!

Filhos de Omulu
As características mais marcantes dos filhos de Omulu é o aspecto
depressivo, triste e a forma de vida negativa. Assim, essas pessoas
geralmente possuem o semblante triste, gostam de reclamar de dores,
saúde e de situações do dia a dia, e apresentam uma teimosia imensa.

Mesmo sendo ranzinzas, essas pessoas também têm um lado


carinhoso e doce. Mas não se engane, o otimismo de qualquer pessoa
vai embora após uma conversa com um filho de Omulu. Essas pessoas
também têm como características manchas na pele e quase sempre
estão com alguma dor pelo corpo.

Vingativos, ninguém desejaria fazer parte da lista de inimigos dos filhos


desse Orixá. Então, entre tantas qualidades negativas, os filhos desse
Orixá se destacam pela amizade, confiança, lealdade e o espírito
trabalhador. Essas pessoas são extremamente dedicadas e
trabalhadoras.

Culto ao Orixá
Obaluyaê ou Omulu é cultuado através de celebrações e
comemorações que ocorrem principalmente no dia 16 de agosto, que é
o dia dedicado ao Orixá. O dia da semana que representa esse Orixá é
a segunda-feira.

Em todas as ocasiões de culto ao Orixá, são utilizadas roupas, adornos


e decorações nas cores branco, vermelho e preto. Há ainda os cultos
feitos através de oferendas, orações e saudações a Omulu. Dessa
forma, no caso da saudação, é utilizado o termo “Atotô Obaluaê”, que
significa “Silêncio para o grande Rei da Terra”.

Gostou da história de Omulu e de suas características? Então veja


outros Orixás aqui no Espaço Recomeçar.
Saiba quem é Omolu na Umbanda
Omolu na Umbanda
Omolu na Umbanda é um orixá poderoso e reverenciado, conhecido por
sua conexão com a saúde, a doença e a morte. Este orixá é muitas
vezes associado ao culto dos mortos e à transmutação das energias
negativas em positivas.

A figura de Omolu é envolta em mistério e respeito, sendo considerado


um guardião das almas e um poderoso curador. Sua energia é invocada
para proteção contra doenças, bem como para a cura de enfermidades
físicas e espirituais.

Conhecer Omolu na Umbanda é essencial para compreender a


profundidade e a complexidade desta religião.

Origem e História de Omolu


Omolu, também conhecido como Obaluaiê, tem suas raízes nas
tradições africanas, particularmente entre os povos iorubás.

Na África, Omolu é venerado como o deus da varíola e das doenças


infecciosas, mas também como o grande curador. Quando a Umbanda
surgiu no Brasil, a figura de Omolu foi integrada e adaptada, mantendo
suas características essenciais.

A história de Omolu na Umbanda envolve mitos de sofrimento,


redenção e transformação, refletindo a capacidade de este orixá lidar
com a dor e a cura.

Omolu é muitas vezes representado coberto por palhas, simbolizando


seu mistério e poder.

Simbolismo de Omolu na Umbanda


O simbolismo de Omolu na Umbanda é rico e multifacetado. Ele é
frequentemente representado coberto por uma vestimenta de palha,
conhecida como azê, que oculta sua face e corpo.

Esta palha simboliza o mistério da vida e da morte, bem como a


proteção contra energias negativas. Omolu é também associado ao
cemitério, um local sagrado onde ele reina. Seus símbolos incluem o
xaxará, um instrumento de palha e búzios utilizado em rituais de cura e
purificação.

Omolu representa a dualidade da vida e da morte, e seu culto na


Umbanda enfatiza a importância da saúde e da renovação espiritual.

Função de Omolu na Umbanda


Na Umbanda, Omolu desempenha um papel crucial como orixá da cura
e da transformação. Ele é invocado para tratar doenças físicas e
espirituais, oferecendo proteção e renovação aos seus devotos.

Omolu na Umbanda é também visto como um guia para as almas,


ajudando na transição entre a vida e a morte.

Seus rituais envolvem oferendas de pipoca, que simbolizam a pureza e


a transformação, e são realizadas para agradecer suas bênçãos e pedir
sua intervenção em momentos de necessidade.

A presença de Omolu é sentida nos terreiros de Umbanda como uma


força poderosa e curadora.

Culto a Omolu na Umbanda


O culto a Omolu na Umbanda envolve rituais específicos e oferendas
destinadas a honrar e agradar este orixá. Os terreiros realizam
cerimônias que incluem cânticos, danças e oferendas de alimentos
como pipoca, coco e milho, todos simbolizando purificação e
renovação.

As cerimônias dedicadas a Omolu são realizadas com grande respeito


e reverência, pois ele é um orixá que exige seriedade em sua
veneração.

Os filhos de santo que recebem Omolu como guia espiritual são


conhecidos por sua capacidade de cura e sua profunda conexão com o
mundo dos espíritos. Esses rituais reforçam a presença de Omolu na
Umbanda e sua importância para os praticantes.

Omolu e a Cura Espiritual


A cura espiritual é um dos aspectos mais importantes do trabalho de
Omolu na Umbanda. Ele é chamado para tratar doenças que têm uma
origem espiritual, e suas intervenções são vistas como essenciais para
restaurar o equilíbrio e a saúde.

Omolu utiliza suas energias para limpar e purificar o corpo e a alma,


removendo influências negativas e promovendo a recuperação. Os
rituais de cura realizados em nome de Omolu podem envolver banhos
de ervas, rezas e o uso do xaxará.

A eficácia dessas práticas é creditada à poderosa presença de Omolu e


à sua capacidade de transformar sofrimento em saúde.

Omolu e a Morte
Omolu na Umbanda tem uma conexão profunda com a morte e o
mundo dos espíritos. Ele é o orixá que guia as almas na transição da
vida para a morte, assegurando que o processo seja tranquilo e que as
almas encontrem paz.

Nos terreiros, Omolu é frequentemente invocado para ajudar nas


passagens, oferecendo conforto e orientação tanto para os que partem
quanto para os que ficam.

Ele é visto como um guardião dos cemitérios, protegendo os mortos e


mantendo a ordem espiritual. Esta conexão com a morte faz de Omolu
um orixá de respeito e reverência, fundamental para o equilíbrio
espiritual na Umbanda.

Relação de Omolu com Outros Orixás


Omolu na Umbanda mantém relações complexas com outros orixás. Ele
é frequentemente associado a Nanã, orixá das águas calmas e das
memórias ancestrais, com quem compartilha uma ligação profunda e
complementar.

Enquanto Omolu lida com a transformação e a cura, Nanã oferece


sabedoria e estabilidade. Além disso, Omolu tem uma relação estreita
com Oxalá, o pai de todos os orixás, refletindo a complementaridade
entre a vida e a morte, a cura e a criação.
Essas relações enriquecem a dinâmica espiritual da Umbanda,
demonstrando como os orixás trabalham juntos para manter o equilíbrio
e a harmonia no mundo espiritual.

Omolu na Cultura Popular


A figura de Omolu na Umbanda também influencia a cultura popular,
aparecendo em músicas, danças e celebrações.

As festividades dedicadas a Omolu, como a Festa de Obaluaiê, são


marcadas por rituais vibrantes e cheios de significado. Nesses eventos,
os devotos vestem trajes de palha e realizam danças tradicionais para
homenagear e agradecer ao orixá.

Além disso, Omolu é uma figura frequente em histórias e lendas,


destacando sua importância e influência.

Sua presença na cultura popular ajuda a disseminar o conhecimento


sobre a Umbanda e a importância de seus orixás, reforçando o respeito
e a reverência por Omolu.

Omolu na Umbanda
Omolu na Umbanda é um orixá de grande poder e significado, atuando
como curador e guardião das almas.

Sua presença é sentida nos terreiros e na vida dos devotos, oferecendo


proteção, cura e orientação espiritual.

A história, o simbolismo e os rituais associados a Omolu refletem a


profundidade e a complexidade da Umbanda, uma religião que valoriza
a harmonia entre o espiritual e o material.

Conhecer e entender Omolu é essencial para qualquer praticante ou


interessado na Umbanda, pois ele representa a força transformadora e
curativa desta rica tradição espiritual.

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Umbanda, e procura por mais opções de artigos você pode ter interesse
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Umbanda? e Curiosidades de Ogum Mege
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Omulú (Abaluaê, Xapanã) – São Lazaro
Aprendemos com nossos guias que Omulú, Abaluaê e Xapanã são
nomes do mesmo Orixá, alguns, no entanto, os separam alegando
serem Orixás diferentes. No nosso terreiro os três nomes são adotados
sendo Omulú o mais ouvido. Sincretizado a São Lázaro, existem
algumas histórias sobre ele. A igreja católica alega ter sido ele irmão de
Marta e de Maria e que viveu em Betânia, local próximo a Jerusalém. E
quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto há quatro
dias, sendo ressuscitado por Jesus em seguida.

A tradição oriental (Igreja Católica Ortodoxa) informa que São Lázaro foi
bispo de Chipre no ano 900 e os franceses afirmam que ele foi bispo de
Marselha e que foi martirizado durante a perseguição de Nero.

A imagem do santo mostra-o de muletas com um cão lambendo-lhe as


chagas espalhadas pelo corpo todo. Os nossos irmãos africanos nos
ensinaram que Omulú é o protetor contra as doenças e contra a peste,
que seu corpo é coberto com uma roupa de palha que lhe esconde as
feridas, por esse motivo o sincretismo com São Lázaro ocorreu. Outros
o sincretizam a São Roque e outros a São Cipriano.

A Omulú recorrem todos que sofrem de moléstias tidas como


incuráveis, o que lhe vale a fama de médico dos miseráveis.

Orixá ligado às linhas de Oxalá e Africana, Omulú e seus seguidores


encaminham as almas dos recém falecidos ao mundo espiritual e deles
absorve os fluídos e miasmas que exalam de um cadáver. Daí a sua
ligação com os cemitérios, aonde se condensam as vibrações desse
gênero, bem como, nos cruzeiros em geral, tais como os encontrados
nas estradas, nos cemitérios e nas igrejas. Desta forma Omulú é um
Orixá que protege e é também uma das portas de conhecimento que se
abre para desmanchar magias maléficas.

É necessário muito conhecimento e muita segurança para trabalhar em


sua linha vibratória. Quando evocado nos terreiros, a evocação é
sempre feita pelos guias, como os Caboclos e os Pretos Velhos, sendo
que muitos Pretos Velhos trabalham na vibração de Omulú.

Suas cores são o branco e o preto, o branco simboliza o sentido da


pureza espiritual dedicado a Oxalá e a cor negra é a cor que absorve
energias, muito alegam que a cor negra em suas guias representam a
ausencia da vida (o vazio) ou a morte. Omulú não deve ser encarado
como algo assustador, porque ele não é. Omulú e seus enviados são
atuantes nos cemitérios e impedem o mau uso das energias e fluídos lá
depositados, através dos cadáveres sepultados, dispersando na
atmosfera esses fluídos e energias que poderiam ser usados por
espíritos malignos em seus hediondos trabalhos de baixa magia. Na
África ele é o protetor contra a peste, contra a varíola e outras doenças
contagiosas.

Nas obrigações a Omulú são normalmente usadas velas brancas ou


brancas e pretas (metade de cada cor e evite usar essa vela a menos
que saiba como manipular velas. Se não sabe, use somente a cor
branca), cravos brancos ou outra flor branca masculina, água pura ou
vinho branco doce e repetimos: “Orixás não bebem”!

No Candomblé, são usadas em descarregos de pessoas doentes, a


pipoca preparada em azeite de dendê. Na Umbanda é raro esse tipo de
descarrego, porém, ocorre em alguns templos.

Omulú é evocado nos nossos templos para descarga e cura de


doenças de pessoas tidas como desenganadas ou terminais ou ainda,
para cura de doenças causadas por feitiços, que não podem ser
curadas pela medicina do homem. A evocação deve ser sempre feita
pelos nossos Guias, nunca o evoque sem autorização ou sem saber o
que está fazendo ou pedindo. Devido a sua ligação com os cemitérios e
com os mortos, a evocação de espíritos inferiores pode ocorrer
conjuntamente, o que é perigoso para leigos no assunto.

Cor …………………. Branco e preto


Domínios …………..Cemitérios
Atuação …………… Contra doenças e feitiços
Saudação ………….Atotô, meu senhor
Elemento …………. Terra

Comentário do Pai de Santo


O Orixá Omulú não deve ser confundido com a entidade conhecida
como Exú Omulú, chefe da linha dos cemitérios da Quimbanda.

Muita confusão ocorre neste sentido, muitos alegam ser o exu e o Orixá
o mesmo ser, isso não é verdadeiro. Omulú é um dos grandes Orixás
da nossa Umbanda e o exú que adota seu nome é simplesmente o exú
que desenvolve os seus trabalhos nos cemitérios.

O exú Omulú chefia a linha das almas da Quimbanda, cujo local de


atuação são os cemitérios e os cruzeiros, a cor predominante dessa
linha é o cinza escuro e não o conhecido vermelho e negro. Os videntes
sérios que conheci informaram que as entidades chefiadas por esse
exú apresentam-se com garras, chifres e o corpo coberto de pêlos e a
sua especialidade na Quimbanda é causar a morte violenta, as doenças
que a medicina do homem não compreende, não detecta e não
consegue curar.

Já vi ignorantes comparecerem aos cemitérios no dia de finados,


vestidos de branco levando obrigações ligadas ao Orixá Omulú e ao
mesmo tempo matando animais para o exu.

Nada sabem tanto do Orixá quanto do exú!


PAI OMOLU
Omulú é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do
plano material para o plano espiritual (desencarne).

É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas quando
é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu. E no entanto
descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos foram
legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo brasileiro,
pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos orixás, já que
Omulu é o guardião divino dos espíritos caídos.O orixá Omulu guarda
para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada
carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios [Link]
ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei
Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um
ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos,
que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei, que
o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás
cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um
desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência,
enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que
dão sustentação a todas as manifestações da vida..Esta qualidade
divina do nosso amado pai foi interpretada de forma incorreta ou
incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi que Tatá
Omulu é um dos orixás mais "perigosos" de se lidar, ou um dos mais
intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas suas
puniçõ[Link], na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda,
forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe
Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam
contra os princípios que dão sustentação às manifestações da [Link]
Tatá Omulu descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor que uma
divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos caídos. E foi
por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar em
seus domínios, sempre que começássemos a atentar contra os
princípios da [Link] a nossa mãe Yemanjá estimula em nós a
geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre que desvirtuamos os
atos geradores. Mas esta "geração" não se restringe só à
hereditariedade, já que temos muitas faculdades além desta, de fundo
sexual. Afinal, geramos idéias, projetos, empresas, conhecimentos,
inventos, doutrinas, religiosidades, anseios, desejos, angústias,
depressões, fobias, leis, preceitos, princípios, templos, [Link] a
capacidade de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em acordo com
os princípios sustentados pela irradiação divina, que na Umbanda
recebe o nome de "linha da Geração" ou "sétima linha de Umbanda",
então estamos sob a irradiação da divina mãe Yemanjá, que nos
[Link], se em nossas "gerações", atentarmos contra os
princípios da vida codificados como os únicos responsáveis pela sua
multiplicação, então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu,
que nos paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois deseja
preservar-nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que uma
ação nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu e nos
escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domí[Link] é o
excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos
que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo
seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que,
sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para
retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da
vida e multiplicadores de suas benesses. Todos somos dotados dessa
faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós
mesmos, através de nossa sexualidade seja nas idéias, através de
nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida
uma verdadeira dádiva [Link]á Omulu, em seu pólo positivo, é o
curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se
orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo
energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo
carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que
detectará de imediato a doença e receitaria medicação correta.O orixá
Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual,. seja a
sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através
de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que
fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que
nominamos de "Mistério da Morte".Tatá Omulu, enquanto força cósmica
e mistério divino, é a energia que se condensa em torno do fio de prata
que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do
desencarne ou passagem de um plano para o outro. Neste caso ele não
se apresenta como o espectro da morte coberto com manto e capuz
negro, empunhando o alfanje da morte que corta o fio da vida. Esta
descrição é apenas uma forma simbólica ou estilizada de se descrever
a força divina que ceifa a vida na [Link] verdade, a energia que
rompe o fio da vida na carne é de cor escura, e tanto pode parti-lo num
piscar de olhos quando a morte é natural e fulminante, como pode ir se
condensando em torno dele, envolvendo-o todo até alcançar o espírito,
que já entrou em desarmonia vibratória porque a passagem deve ser
lenta, induzindo o ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.O
orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado de
"Anjo da Morte" e em outras de divindade ou "Senhor dos Mortos".No
antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali que partiram
sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de então. Mas com o
advento do Cristianismo seu culto foi desestimulado já que a religião
cristã recorre aos termos "anjo" e "arcanjo" para designar as divindades.
Logo, nada mais lógico do que recorrer ao arquétipo tão temido do
"Anjo da Morte", todo coberto de preto e portando o alfanje da morte,
para preencher a lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou
divindade responsável por este momento tão delicado na vida dos
seres.O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como
escravos ao antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o
adaptaram às suas culturas e religiões. Com o tempo, ele foi, a partir
desse sincretismo, assumindo sua forma definitiva, até que alcançou o
grau de divindade ligada à morte, à medicina e às doenças. Já em
outras regiões da África, este mistério foi assumindo outras feições e
outros orixás semelhantes surgiram, foram cultuados e se
humanizaram. "Humanizar-se" significa que o orixá ou a divindade
assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de mais fácil
assimilação e interpretação.

Tatá Omulu não vibra menos amor por nós do que qualquer um dos
outros orixás e está assentado na Coroa Divina, pois é um dos Tronos
de Olorum, o Divino Criador.
Omulú
Omulú é o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do
plano material para o plano espiritual.

...É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas
quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulú. E, no
entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos
foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo
brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos
orixás, já que Omulú é o guardião divino dos espíritos caídos.

....O orixá Omulú guarda para Olorum (Deus) todos os espíritos que
fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação
de seus vícios emocionais.

...Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos
da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz
cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou
ventos, que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria
Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos
pelos orixás cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá
Omulú é um desses guardiões divinos que consagrou a si e a sua
existência, enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante
as leis que dão sustentação a todas as manifestações de vida.

...Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma


incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi
que Tatá Omulú é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos
mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas
suas punições.

...Mas o que encontrei nele não condiz com a forma como o


“humanizaram” e, ano após ano, fui conhecendo uma divindade
í[Link]-o como sendo a própria caridade divina para com os
espíritos caídos nos campos da morte porque atentaram contra os
princípios da vida.

...Omulú, na linha da geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma


um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe
Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam
contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida.
...Em Tatá Omulú descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor que
uma divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos caídos.
E foi por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar
em seus domínios, sempre que começássemos a atentar contra os
princípios da vida.

...Enquanto nossa mãe Yemanjá estimula em nós a geração, o nosso


pai Omulú nos paralisa sempre que desvirtuamos os atos geradores.
Mas esta “geração” não se restringe só à hereditariedade, já que temos
muitas faculdades além desta, de fundo sexual. Afinal, geramos idéias,
projetos, empresas, conhecimento, inventos, doutrinas, religiosidades,
anseios, desejos, angústias, depressões, fobias, preceitos, princípios,
templos, etc.

...Temos a capacidade de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em


acordo com os princípios sustentados pela irradiação divina, que na
Umbanda recebe o nome de “linha da Geração” ou “sétima linha de
Umbanda”, então estamos sob a irradiação da divina mãe Yemanjá, que
nos estimula.

...Mas, se em nossas “gerações” , atentarmos contra os princípios da


vida codificados como os únicos responsáveis pela sua multiplicação,
então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulú, que nos
paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois deseja preservar-
nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que uma ação
nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu e nos
escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domínios.

...Tatá Omulú só foi humanizados em seus dois pólos, ou nos seus


extremos. E, se em seu pólo negativo e escuro ele é punidor, em seu
pólo positivo ele é o orixá curador por excelência divina, que cura as
“almas” feridas... por si mesmas. “Humanizar-se” significa que o orixá
ou a divindade assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de
mais fácil assimilação e interpretação.

....Ele é o excelso curador divino, pois acolhe em seus domínios todos


os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que
estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu
amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos
curado para retornarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos
amantes da vida e multiplicadores de suas benesses. Todos somos
dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida,
seja em nós mesmos, através de nossa sexualidade, seja nas idéias,
através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas outras coisas
que tornam a vida uma verdadeira dádiva divina.

...Em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura nossa alma
ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos
enfermos ele atuara em nosso corpo energético, nosso magnetismo,
nosso campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá
curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato
a doença e receitará a medicação correta.

...Então pergunto: “Se Tatá Omulú é curador, ele não é a própria


caridade para com os enfermos? E, se ele é curador, como podem
descrevê-lo como um orixá temido?”

...O orixá Omulú atua em todos os seres humanos, independente de


qual seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-
se através de uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através
dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que
nominamos de “Mistério da Morte”.

...Mas entendam este mistério como ele deve ser entendido, e não
como o têm ensinado.

...Tatá Omulú, enquanto força cósmica e mistério divino, é energia que


se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo
físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um
plano para outro. Neste caso ele não se apresenta como o espectro da
morte coberto com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da
morte que corta o fio da vida. Esta descrição é apenas uma forma
simbólica ou estilizada de se descrever a força divina que ceifa a vida
na carne.

...Na verdade, a energia que rompe o fio da vida na carne é de cor


escura, e tanto pode parti-lo num piscar de olhos quando a morte é
natural e fulminante, como pode ir se condensando em torno dele,
envolvendo-o todo até alcançar o perispírito, que já entrou em
desarmonia vibratória porque a passagem deve ser lenta, induzindo o
ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.

...Este mistério regido por Tatá Omulú é um dos recursos de Deus e


atua num momento de muita dificuldade para os seres, pois não é fácil,
para alguém não preparado, esta viagem rumo ao desconhecido mundo
dos espíritos ou dos mortos.

...O orixá Omulú atua em todas as religiões e em algumas é nominado


de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor dos Mortos”.

...A linha da Geração, é regida em seu pólo positivo, irradiante e


multicolorido pela nossa Mãe da Vida, a orixá Yemanjá, e em seu pólo
negativo, absorvente e monocromático(pois é de um azul tão
concentrado que muitos o vêem com preto)pelo Tatá Omulu, senhor da
Morte.

...Omulu é negativo e seu magnetismo atrai os seres que se


desvirtuaram e se tornaram esté[Link] não criam mais nada, é hora de
serem reduzidos a pó para que, nas águas de Yemanjá, voltem a ser
espalhados, e que, no eterno movimento das marés, venham a ser
reunidos, umidificados, fertilizados e renasçam para uma nova [Link]
Yemanjá umidifica e fecunda, Omulu seca e esteriliza

...Simbolicamente representamos Omulú com o alfange da morte, pois é


ele quem reduz ao pó os que abandonam a [Link] também podemos
representá-lo com o cruzeiro das Almas .

Oferenda ao pai Omulu:


...Oferendar no cemitério ou a beira-mar
...-Velas brancas
...-Água
...-Coco
...-Vinho branco doce licoroso
...-Mel
...-Pipoca
...-Sal-grosso.
Omulú na umbanda: conheça a história e as
características deste Orixá!
Conhecido também como Obaluaê, Omolú é um dos Orixás de maior
força e cultuado nas religiões de matriz africana. Ele é considerado o
responsável pela terra, pelo fogo e pela morte, devido ao seu grande
poder.

Tanto no Candomblé quanto na Umbanda, este Orixá é o mais temido,


pois é impossível esconder qualquer coisa dele. Omolú consegue
enxergar tudo a respeito da vida de qualquer pessoa.

Além disso, é responsável por cuidar dos doentes porque entende o


sofrimento das pessoas visto que ele próprio sabe a dor de carregar
uma enfermidade, como mostra a sua história. Por este fator, ele acaba
sendo ligado a cura. Conheça mais sobre Omolú a seguir!

Conhecendo mais sobre Omulú


Omolú é um Orixá poderoso e visto com temor pelo seu grande poder.
Mas também é tido como a esperança para os que esperam pela cura.
Algo que descreve muito esse Orixá é o fato de que ele é capaz de
gerar uma epidemia, mas tem igualmente o poder de acabar com ela.

Esse poder que o auxilia na sua jornada vem de sua lança de madeira
que carrega consigo para espantar todas as energias ruins do mundo e
proteger os necessitados.

Omolú é o mediador entre o mundo espiritual e o mundo material, pois


seu poder é amplo e este Orixá é capaz de guiar todos que precisam da
sua ajuda para passar pelas suas jornadas, pois conhece a tristeza a
fundo e carrega consigo a sabedoria de que tudo pode ser vencido.
Leia mais alguns detalhes sobre este Orixá abaixo!

Origem
Omolú é filho de Nanã e Oxalá e irmão de Oxumaré. Em decorrência
dos erros cometidos por sua mãe ao confrontar seu pai, ele nasceu com
uma grave enfermidade, que o fez ficar cheio de varíolas pelo corpo.
Por isso foi abandonado a beira do mar.
A vida do Orixá é cercada por muitos mistérios. Mas devido a esta
história, ele foi considerado desde sempre como o Orixá da morte e das
mazelas, pois entende a dor, mas também sabe que é possível superar
os problemas por piores que eles sejam.

Características visuais
As características visuais de Omolú o mostram coberto pelo Filá e Azé,
uma roupa feita de palha, usada para esconder as marcas das mazelas
que este enfrentou desde o seu nascimento.

Esse Orixá também é visto sempre curvado, como uma pessoa que
enfrenta uma dor intensa. Isso também se deve ao simbolismo de
Omolú quanto às doenças enfrentadas por ele. Além da roupa de palha,
ele sempre aparece com sua lança de madeira, o Iagidibá e o Xaxará
em mãos.

História
A história de Omolú mostra que ele é capaz de dominar a morte. Foi
abandonado pela mãe logo após nascer justamente pelas doenças que
tinha no seu corpo. Mais tarde foi encontrado por Iemanjá sendo
devorado por caranguejos. Ela se compadeceu da situação e adotou o
Orixá, criando-o como seu filho.

Omolú cresceu cheio de cicatrizes, o que fazia com que sentisse


vergonha e por isso se escondia embaixo de uma roupa de palha.
Assim, ele cresceu tímido e escondido de todos. Essa situação fez com
que ele se tornasse um Orixá sério, compenetrado e pensativo, sendo
visto como mal humorado.

Relação com outros orixás


Omolú se conecta com outros Orixás, como a sua mãe adotiva,
Iemanjá. Mas ao longo do seu caminho, ele também cruzou a vida de
outros que mudaram a sua jornada.

Como Iansã, rainha dos ventos, que certo dia ficou intrigada pelo fato
de que Omolú sempre estava escondido embaixo da roupa de palhas e
resolveu causar uma ventania para ver o que este escondia. Então,
todos se assustaram com a beleza do rapaz, que brilhava mais que o
sol. Após isso, os dois se uniram para combater a morte e as doenças
no mundo.

Porque ele é considerado o Orixá da morte?


Em uma das histórias de Omolú, este passava por uma aldeia, faminto
e sedento. As pessoas não sabiam de quem se tratava e negaram até
mesmo um copo de água porque ele estava coberto com a sua roupa
de palha. Omolú se sentiu triste e desapontado.

Um tempo depois, a aldeia caiu miséria e acreditou ser culpa do


desconhecido. Arrependidos, os líderes do local recolheram os
alimentos que ainda tinham e levaram para o Orixá para pedir perdão.
Logo após, o local voltou novamente à vida. Por isso, Omolú é
considerado o Orixá da morte, pois tem a capacidade de controla-la.

Qualidades de Omulú
São várias as qualidades nas quais Omolú se relaciona com outros
Orixás e aparece com uma aparência diferente em cada uma delas.
Afomam – Leva consigo duas bolsas de nas quais tira as chagas. Se
relaciona com Ogun.
Agorò – Sua roupa de palha é na cor branca.
Akavan – Se veste com uma roupa totalmente estampada. Se relaciona
com Iansã.
Ajágùnsí – Tem uma ligação mais forte com Nanã e Oxumaré.
Azoani – Se veste com uma roupa de palha vermelha. Se relaciona com
Iansã, Oxumaré e Iemanjá.
Azonsu – Leva consigo uma lança e aparece vestido todo de branco.
Se relaciona com Oxalá, Oxumaré e Oxum.

Algumas culturas cultuam outras qualidades de Omolú, chamadas de


Jagun:
Jagun Agbá – Se relaciona com Iemanjá e Oxalufan.
Jagun Ajòjí – Se relaciona com Ogun, Oxaguian e Exú.
Jagun Arawe – Se relaciona com Iansã e Oxaguain.
Jagun Igbonà – Se relaciona com Oxaguian e Obá.
Jagun Itunbé – Não gosta de feijão preto. Tem um relação forte com
Oxaguian e Oxalufan.
Jagun Odé – Se relaciona com Ogun, Logun e Oxaguian.
Invocações
As invocações são uma forma de comemorar e cultuar o Orixá. Elas são
usadas por religiões como Umbanda e Candomblé. No caso de Omolú,
a dedicada a ele normalmente é: “Atotô Obaluaê” devido ao outro nome
pelo qual é chamado.

O significado desta frase é “Silêncio para o grande Rei da Terra”, uma


forma de celebrar e demonstrar o poder que este Orixá tem e como ele
é comemorado por estas religiões e os que acreditam no seu poder.

Representação de Omulú em outras religiões


Assim como a maioria dos Orixás, Omolú possui suas características
próprias e é visto de uma forma distinta em cada religião. Até mesmo
pelo fato de que este Orixá possui várias qualidades e algumas nem
mesmo são cultuadas em todas religiões que ele faz parte.

As principais religiões conhecidas no Brasil que cultuam Omolú são o


Candomblé e a Umbanda. Nas suas práticas, por mais que tenham
similaridades, as duas destoam bastante, mas a forma como enxergam
o poder dos Orixás é muito parecida.

Conhecer mais a respeito das religiões e dos Orixás faz com que se
entenda a forma como eles serão cultuados e comemorados, pois
existem práticas dentro das duas religiões específicas para isso, já que
elas se diferem em vários quesitos. Veja mais sobre Omolú nas
religiões e culturas!

Omulú no Candomblé – Obaluaiê


Conhecido por ser o Orixá da doença e da cura, Omolú é cultuado e
comemorado em diversos momentos no Candomblé. Entretanto, no
mês de agosto acontece uma das cerimônias mais importantes e
considerada a mais emblemática relacionada ao Orixá, o Olubajé.

Este evento acontece somente em decorrência do dinheiro que os


devotos pedem pelas ruas e em troca dão um punhado de pipocas para
as pessoas. As pipocas são um dos maiores símbolos de Omolú. No
Candomblé, esse Orixá também é ligado ao seu, devido ao Filá, a
cobertura de palhas que carrega sobre si, que também traz esse
simbolismo.
Sincretismo de Omulú na Igreja Católica
Omolú possui dois sincretismos em relação à Igreja Católica. Isso
acontece porque este Orixá atua em duas linhas diferentes. No primeiro
ele acompanha Nanã, chamado de Obaluaê, enquanto esta apaga a
memória das pessoas e ele auxilia para que elas façam a passagem do
mundo material para o espiritual. Dessa forma, ele é sincretizado como
São Roque.

Na outra forma é Omolú ele tem ligação com Iemanjá e assume uma
forma mais velha. Junto com Iemanjá, Omolú traz a encarnação à vida.
Seu sincretismo é feito com São Lázaro devido à história do santo e por
ser considerado protetor dos leprosos e mendigos, mesmo que este
carregue suas próprias chagas.

Omulú em outras culturas


Omolú é cultuado em diversas religiões. Na santeria este Orixá é
conhecido pelo nome de Babaluaiê. Os rituais e as narrativas usados
na prática carregam várias características comuns do Orixá porque
falam a respeito da terra, das doenças e dos sofrimentos e também da
morte e da ressureição.

Em algumas práticas das Américas, esse Orixá é visto de uma forma


particular e a ele também podem ser atribuídos outros atos, através de
sigilo e revelação, que mostram contraste entre fala e silêncio e
permeiam toda a adoração de Babaluaiê.

Como são os filhos de Omulú


Os Orixás possuem as suas próprias características que os diferenciam.
Assim, os seus filhos, as pessoas que praticam devoção a eles,
acabam por absorver as suas principais características. Por isso, os
filhos de Omolú possuem algumas semelhanças muito grandes com o
pai nas suas formas de agir e pensar.

Como Omolú aparenta ser mais sério e até mesmo mal humorado para
alguns, o Orixá é visto como muito mais experiente porque passou por
situações muito difíceis na sua jornada. Os seus filhos também podem
demonstrar alguns desses aspectos. A seguir, veja mais sobre como
são os filhos de Omolú!
Parecem ser mais velhos
Os filhos de Omolú aparentam sempre ser mais velhos do que
verdadeiramente são. Isso porque o Orixá carrega consigo uma
experiência e tristeza devido à sua jornada difícil, que o fez endurecer
muito rapidamente.

Essa forma de encarar a vida mostra um aspecto depressivo por parte


dessas pessoas devido à forte influência do Orixá nas suas
personalidades. Mas, ao mesmo tempo, carregam uma experiência de
vida como se tivessem vivido muitos anos, ainda que sejam pessoas
novas e no início das suas vidas.

Amáveis
Por mais que sejam vistos principalmente pela aparência séria, os filhos
de Omolú são pessoas muito amáveis e queridas, assim como esse
Orixá. Mesmo diante de tantos dramas e problemas, essas pessoas se
mostram muito doces e carinhosas, algo que é notável por todos que as
cercam.

Mesmo com todas as mazelas sofridas na vida, os filhos de Omolú se


mostram pessoas queridas, ainda que esse lado demore um pouco
para ser percebido e só apareça quando este estabelece algum vínculo
de confiança com as pessoas.

Amigos para todas as horas


Uma das características mais notáveis dos filhos de Omolú é que eles
fazem de tudo para ajudar os que estão ao seu redor. Dedicam muito
das suas vidas aos seus amigos e as pessoas que fazem parte do seu
círculo de confiança recebem todos os cuidados deles.

Se você confia em uma pessoa que é filha de Omolú, saiba que ela fará
de tudo para te ajudar, mesmo que pareça impossível. Essas pessoas
são os melhores amigos do mundo e se dedicam muito aos que amam.

Rabugentos e mal-humorados
Omolú é um Orixá muito sofrido, que passou por diversas situações
ruins. Os seus filhos carregam consigo esse peso e, em geral, são
pessoas que podem ser tidas como rabugentas e mal humoradas
porque sofreram e passaram por tantos problemas nas suas vidas que
só sabem ser dessa forma.

Por mais que expressem o seu carinho pelos demais, o lado ranzinza
acaba por falar mais alto em muitos momentos. Isso faz com que a
pessoa mais otimista do mundo acabe perdendo um pouco a esperança
ao conversar com um filho de Omolú.

Tendência a problemas com a saúde


Como Omolú é conhecido por ser o Orixá das mazelas, devido às suas
próprias doenças, os seus filhos naturalmente também possuem uma
tendência muito grande a enfrentar problemas de saúde. Assim como o
pai, os filhos desse Orixá apresentam manchas na pele e também
podem sentir muitas dores pelo corpo com certa frequência.

Essas manchas são herdadas do pai, que é conhecido por ter nascido
com várias varíolas, e isso se tornou uma marca na jornada dele e
transformou-o no Orixá responsável pela doença e pela cura.

Como se relacionar com Omulú


Nas religiões de matriz africana existem várias formas de se relacionar
com os Orixás devido aos dias específicos da semana nos quais
comemorações especiais fazem com que os devotos consigam se
aproximar mais de um Orixá e do seu poder.

As práticas são distintas, desde orações, dias de comemoração, cores,


saudações e outros. Tudo isso é feito para que se aproxime do Orixá e
sinta todo o poder que este tem para fornecer aos seus filhos e aos que
acreditam em suas forças e ações.

Para entender mais a respeito da forma como Omolú age e os seus


poderes, continue lendo o que pode ser feito para cultuar e comemorar
as suas ações benéficas de Omolú para a humanidade.

Dia e número de Omulú


Os Orixás possuem dias especiais nos quais são cultuados e
comemorados com momentos e atividades dedicadas inteiramente a
estes. Sendo assim, o dia da semana considerado como especial para
Omolú é a segunda-feira. Nesse dia podem ser feitas orações,
oferendas e outros pedidos a este poderoso Orixá.

Entretanto, ele possui um dia específico no ano no qual há uma


comemoração mais ampla a seu respeito, que é o dia 16 de agosto. O
Orixá é comemorado de uma forma muito maior, podendo ocorrer
eventos em terreiros de Umbanda e Candomblé dedicados a ele.

Cores de Omulú
As cores que representam Omolú são preto, vermelho e branco.
Algumas qualidades deste Orixá aparecem usando roupas que levam
estas cores, em geral as típicas roupas de palha, que é uma
característica pela qual ele é lembrado devido à sua história com a
vestimenta, que carrega muito poder.

Essas cores podem ser notadas também pelos devotos nas suas guias
e em outros elementos usados para cultuar o Orixá nos terreiros e
também nas oferendas que são feitas para Omolú.

Símbolos de Omulú
Os símbolos pelos quais Omolú é conhecido são as armas que este
Orixá carrega consigo. Sendo assim, o maior símbolo é o Xaxará e o
bastão ou lança carregado por ele. Estes são os principais símbolos
que representam esse Orixá e mostram a sua força como guerreiro por
ter superado as maiores adversidades na sua jornada – mesmo quando
este se mostrou tímido e com medo de expor as suas mazelas para os
demais.

Ervas e folhas de Omulú


As folhas e ervas para os Orixás são essenciais para manter um vínculo
através das oferendas, pedidos, banhos e outros momentos. No caso
de Omolú algumas são conhecidas por terem uma ligação maior com
ele e por isso são usadas pelos devotos e pelos seus filhos para rituais
e situações específicas.

As ervas mais comuns são Gervão, Cássia, Agoniada, Agapanto,


Alamanda, Alfavaca-roxa, Babosa panaceia, Assa-peixe, Araticum-de-
areia, e Mamona branca.
Quizilas de Omulú
As quizilas são elementos que podem causar moléstia. Portanto, as
quizilas para Omolú e os seus filhos são siri, caranguejo, moluscos,
carne de porco, pipoca e abacaxi. Por isso, esses devem evitar esses
tipos de alimentos, pois podem trazer malefícios para as suas vidas.

As reações, no caso dos filhos de Omolú, podem ser vistas de várias


formas, podendo ser físicas, causando mal-estar ou então podem afeta-
los energeticamente, tornando o caminho mais pesado em relação à
energia que os cerca. Esses alimentos não são tolerados pelo Orixá e
por isso devem ser evitados pelos seus filhos.

Saudação a Omulú
As saudações são usadas para mostrar aos Orixás a confiança nos
seus poderes e também nos momentos que são cultuados, a mais
comum de ser usada para Omolú é ‘Atotô’, mas também pode ser
‘Abawo’.

Isso vai depender da cultura na qual este Orixá está sendo cultuado.
Nos momentos de comemoração, como o Olubajé, nos quais o Orixá é
comemorado em agosto, essa é a expressão usada para demonstrar a
devoção a ele.

Oração a Omulú
“Proteja-me, Pai, Atotô Obaluaê!
Oh, Mestre da Vida,
Proteja seus filhos para que suas vidas sejam marcadas pela saúde.
Vós é o limitador das enfermidades.
Vós é médico dos corpos terrenos e almas eternas.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar
nessa encarnação!
Atotô meu Pai Obaluaê!

Dominador das epidemias.


De todas as doenças e da peste.
Omulu, Senhor da Terra.
Obaluaê, meu Pai Eterno.
Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo.
Reforçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar
todos os males e infortúnios da matéria.
Atotô meu Obaluaê!
Atotô meu Velho Pai!
Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!

Mestre das almas!


Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaiê
Oh!
Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh!
Mestre dos mestres
Obaluaiê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me…
Obaluaiê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto – Meu Pai
Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. Que ainda não se libertou da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me – Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços.
Eleva-me para teu reino.
Se achares, porém, que ainda não terminou minha missão neste
planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso,
De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaiê.
A – TÔ – TÔ, Meu Pai.

Obaluaiê, Meu Senhor, ajude-me!


Salve o Senhor o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da
alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de
saúde, paz e prosperidade.
Faz-me, Senhor do trabalho; um filho de bom ânimo e disposição, para
triunfar na luta pela sobrevivência.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz
e misericórdia.
ATOTÔ OBALUAUÊ!”

Oferenda para Omulú


As oferendas para os Orixás são muito importantes, pois demonstram o
cuidado e a devoção dos que acreditam nos seus poderes. Assim,
nesse momentos é importante que se atentem ao que esses Orixás não
toleram, como algumas comidas, para que não sejam usadas de forma
errada nesses preparos.

É importante também que o processo de produção das oferendas seja


feito da forma correta, e se possível com a orientação de uma pessoa
mais experiente. Se atente a esses detalhes. A seguir, veja como é feita
a oferenda para Omolú.

Quando fazer?
A oferenda pode ser feita nos momentos de comemoração a esse
Orixá, como nos dias dedicados a ele, ou então em momentos
especiais nos terreiros. Em geral, é feita para algum pedido ou
agradecimento ao Orixá. Portanto, deve ser realizada levando em
consideração esses aspectos.

Indicações e ingredientes
Os ingredientes mais usados para as oferendas para Omolú são
pipoca, azeite de dendê e lascas de coco. Estes devem ser feitos da
forma correta e dedicados ao Orixá nos momentos específicos da sua
comemoração ou então para pedidos que serão feitos em momentos
determinados, sejam eles de celebração ou outros.

Modo de preparo
Para o preparo, estoure o milho de pipoca em uma panela usando do
azeite de dendê. Em seguida, coloque a pipoca em um alguidar e
enfeite todo o prato com lascas de coco. Após isso, a oferende pode ser
oferecida para o Orixá da forma que o devoto achar melhor, junto com
seu pedido, orações e saudações.

Banho de pipoca de Omulú para proteção


Os banhos na Umbanda e Candomblé têm um objetivo específico. A
maioria serve para trazer prosperidade e também são usados com
finalidades como descarrego e limpeza energética. O banho de pipoca
é um destes e devido à ligação de Omolú com esse alimento, serve
para pedir proteção.

Entenda um pouco mais a seguir de como é feito o banho de pipoca e


qual a importância da prática tem para este Orixá e por que este é um
dos alimentos que se relacionam diretamente com ele. Veja em
detalhes logo abaixo!

Importância da pipoca para o Orixá Omulú


A pipoca tem uma grande importância para Omolú porque na sua
história o Orixá passava por uma comemoração dos outros Orixás, mas
a observou de longe sem querer se aproximar por vergonha da sua
aparência.

Ogun percebeu a angustia e lhe ofereceu uma roupa de palha. Mas ao


entrar para festa ninguém quis dançar com ele e Iansã, cheia de
curiosidade para ver o que tinha embaixo da palha, causou uma
verdadeira ventania. Nesse momento, as feridas de Omolú pularam da
sua pele como pipocas brancas, que se espalharam pelo local.

Indicações e ingredientes
Os banhos e pipoca são indicados para limpeza energética e também
para garantir proteção. Os ingredientes usados para esse banho são
meio copo de milho de pipoca, 3 colheres de azeite ou óleo, uma
panela e um recipiente para a pipoca, 2 litros de água. Também é
necessário um recipiente específico para colocar o banho após de
pronto.

Como fazer
Coloque a pipoca na panela, junto com óleo ou azeite. Estoure o milho
e, em seguida, coloque em um recipiente para esfriar. Ferva a água e
coloque a pipoca. Deixe que ela fique por um tempo até a água
amornar. Após isso, jogue a pipoca fora deixe somente a água. Depois
do banho higiênico, despeje o banho de pipoca da cabeça para baixo e
faça os seus pedidos a Omolú.
Omulú na umbanda é o orixá dos mistérios!
Omolú possui diversos atributos na Umbanda e Candomblé. Além de
ser conhecido pelas suas várias ações, esse Orixá é visto como
misterioso devido à roupa que utiliza para esconder as suas mazelas da
vida. Apesar de ser muito tímido e ter medo de se revelar, este é um
Orixá muito poderoso e capaz de ajudar muitas pessoas.

Em geral, Omolú é aquele que atravessa os espíritos entre a vida


material para o mundo espiritual. Por isso, tem essa ligação forte com a
morte, mas também é um Orixá que simboliza superação.

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