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Fluidos - Sêmen

O documento aborda a espermatogênese, que é a formação dos espermatozoides, e detalha a composição do sêmen, incluindo suas características e análises no espermograma. Também discute fatores que podem influenciar a fertilidade masculina, como doenças, hábitos e fatores externos. Parâmetros de normalidade do espermograma segundo a OMS de 2010 são apresentados, assim como a importância de antecedentes médicos na avaliação da fertilidade.

Enviado por

Guilherme Mateus
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Fluidos - Sêmen

O documento aborda a espermatogênese, que é a formação dos espermatozoides, e detalha a composição do sêmen, incluindo suas características e análises no espermograma. Também discute fatores que podem influenciar a fertilidade masculina, como doenças, hábitos e fatores externos. Parâmetros de normalidade do espermograma segundo a OMS de 2010 são apresentados, assim como a importância de antecedentes médicos na avaliação da fertilidade.

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Sêmen

Profa. Juliana Gomes


Sistema Reprodutor Masculino
Espermatogênese

 Formação dos espermatozoides. Tem duração de


cerca de 64-74 dias, portanto, após algum
tratamento, só veremos resultados no
espermograma cerca de três meses depois.
 Ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos e
divide-se em quatro fases: Multiplicação,
Crescimento, Maturação e Diferenciação ou
Espermiogênese
Espermatogênese
Manutenção Espermatozoide
Espermatozóide
Composição do Sêmen
 Aminoácidos, frutose, enzimas, flavinas,
prostaglandinas, ferro e vitaminas B e C. Espermatozoides: 5%
 Por conter líquido produzido na próstata,
o sêmen contém ainda proteínas, fosfatase Fluído seminal: 60-70%;
ácida, ácido cítrico, colesterol, enzimas
proteolíticas e zinco
Fluído prostático: 20-30%
Glândulas bulbouretrais: 5%
Espermograma
Etapa Pré Analítica

● O paciente deve receber as informações fáceis se possível por escrito;


● Nas informações devem conter o tempo de entrega, tempo de abstinência, perdas do
material clínico, hora da coleta etc….
Etapa Pré Analítica

Instruções sobre a coleta do sêmen para o espermograma:


● Abstinência sexual – 2 a 7 dias
● Coleta por masturbação
● Recomenda-se coletar duas amostras num período de 7 a 90 dias, pois fatores como stress podem interferir no resultado

● Higiene;
● Não perder porção da amostra;

● Ter cuidado com a tampa do frasco que deve ser estéril.


Espermograma - Análises
Neste exame são avaliados as principais características do sêmen:

✓ Liquefação

É realizado logo após a ejaculação, colocando a amostra em uma estufa a 37°C,


verificando
Num intervalo de 5 – 5 minutos até sua liquefação. Normalmente o sêmen se
liquefaz em 15 minutos. Em alguns casos a liquefação completa não ocorre em
60 minutos e isto pode indicar uma disfunção da próstata.

Quando a amostra não se Liquefaz, colocamos ela em um Vortéx até liquefazer.


Aspecto

 Branco acinzentado (translúcido)


 Hematoespermia
✓ Volume

O volume seminal final é diretamente proporcional à quantidade de secreção


prostática e das vesículas seminais.

O volume é medido com proveta ou pipeta graduada.

Hipospermia: Volume menor que 2,0 ml


Hiperespermia: Volume maior que 5,0 ml
Aspermia: Ausência de ejaculação

46 - 80 % do fluido é produzido por vesículas seminais


13 - 33% pela próstata
5% dos testículos e epidídimo
2 - 5% das glândulas uretrais e bulbouretral
✓ Aspectos

Uma amostra normal tem aparência homogênea e opalescência acinzentada.


O aspecto deve ser analisado após liquefação, por simples inspeção

✓ Cor

Normalmente o sêmen é branco-opaco, tornando-se translúcido após


liquefação.

✓ Viscosidade

A viscosidade ou consistência da amostra liquefeita será classificada como


normal quando gotas são formadas. No caso de viscosidade anormal verifica-se
no processo de gotejamento a formação de um filamento de mais de 2 cm.

Viscosidade Diminuída: A amostra se alongará em filetes com menos de 2 cm.


Viscosidade Normal: A amostra se desprende da pipeta em gotas.
Viscosidade Aumentada: A amostra se alongará em filetes com mais de 2 cm
de comprimento.
✓ Ph

Medir o pH do sêmen, através de fita de pH.


O pH do sêmen é alcalino

Valor Normal: 7,2 a 8,0


pH acima de 8.0 – Deficiência da glândula prostática, ausência de liquefação
secundaria.
pH Ácido – Deficiência de vesículas seminais, ausência de coagulação.

✓Motilidade

Deve ser analisada após 1 horas da coleta, observando os espermatozóides em


Lente objetiva de maior aumento.

A amostra é homogeneizada em temperatura ambiente. colocando 10μl


de sêmen, em
uma lamina de vidro limpa e cobrir com uma lamínula.
Classificação

A: espermatozóides com
motilidade rápida, linear e
progressiva
B: Espermatozóides com
motilidade linear ou não linear,
lenta
C: Espermatozóides com
motilidade não progressiva
D: Espermatozóides imóveis
✓ Concentração

Atualmente, a concentração dos


espermatozóides é medida através de
câmaras de contagem.

Assim facilita a leitura direta da


concentração da amostra de sêmen
(milhões por ml)
pela simples contagem dos
espermatozóides presentes na área.
Morfologia

✓ Morfologia estrita (Kruger)

A morfologia significa o formato do


espermatozóide, e é um parâmetro
sensível da qualidade do
espermatozoide.

É realizado um critério rigoroso de


classificação, onde são contados 200
espermatozoides e aqueles
potencialmente normais são
mensurados com uma régua
(micrômetro).

São avaliadas: cabeça, pescoço, peça


intermediária e cauda.
Morfologia

✓ Morfologia estrita (Kruger)

A morfologia significa o formato do


espermatozóide, e é um parâmetro
sensível da qualidade do
espermatozoide.

É realizado um critério rigoroso de


classificação, onde são contados 200
espermatozóides e aqueles
potencialmente normais são
mensurados com uma régua
(micrômetro).

São avaliadas: cabeça, pescoço, peça


intermediária e cauda.
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Parâmetros de Normalidade OMS 2010

O ESPERMOGRAMA NORMAL (OMS 2010)


Volume ≥ 1,5 ml a 5 ml
PH (Acidez) > 7,2 –8
Total: ≥ 40%
Motilidade A+B ≥ 32%
A+B+C ≥ 40 %
Morfologia KRUGER ≥ 4%
Vitalidade ≥ 58%
Concentração ≥15 MILHÕES
≥ 39 milhões/ml
Concentração/ejaculado
ANTECEDENTES MÓRBIDOS

É importante conhecer os antecedentes da puberdade do paciente,


muitas doenças poderão influenciar a fertilidade futura, como:
caxumba, diabetes, criptorquidia, traumas, torção de testículos e
infecções anteriores.
Caxumba Costuma-se dizer que “a caxumba desceu para os testículos”.
Essa contaminação testicular pode levar à atrofia do órgão e
interromper a produção dos espermatozoides.
● É uma das doenças mais
frequentes na infância e
pode causar infertilidade. A
infecção se inicia na
glândula parótida, podendo
migrar para os testículos,
cujo tecido tem
características semelhantes
às da glândula onde se
originou a infecção.
Paraplegia

● A paraplegia pode ser causa de infertilidade, são milhares os casos de trauma de coluna
(raquimedular) que ocorrem no mundo anualmente. As principais consequências são a
disfunção erétil, a falta de ejaculação e a baixa qualidade do sêmen.
Diabetes

 Estudos demonstraram alterações do DNA das células (fragmentação do DNA), com


maior intensidade do que em pacientes com fertilidade comprovada. Portanto, a diabetes
pode causar infertilidade não evidente no espermograma, mas presente em nível
molecular.
Doenças Reumáticas

● Doenças como Artrite Reumatoide, Lupus Erimatoso Sistêmico e Espondilite Anquilosante


podem interferir na fertilidade do homem.

● Os autoanticorpos e distúrbios hormonais presentes em muitas dessas doenças, além de


algumas drogas utilizadas nos tratamentos, atuam negativamente na capacidade
reprodutiva.
Hábitos e Fatores Externos

● Fatores tóxicos: drogas recreativas, como cigarro, bebida alcoólica e maconha, põem em
risco a fertilidade masculina.
● O mesmo ocorre naqueles que fumam maconha e crack ou utilizam LSD, heroína, ecstasy
e cocaína.
Hábitos e Fatores Externos

● O álcool em excesso está associado à diminuição da testosterona e do volume do sêmen.


Hábitos e Fatores Externos

 O uso de esteroides anabolizantes sintéticos e suplementos à base de testosterona, que


desejam hipertrofia muscular, inibem a produção de gonadotrofinas, prejudicando a
produção espermática e, em casos mais prolongados, podem levar à atrofia testicular.
Hábitos e Fatores Externos

 Atividades como o hipismo e ciclismo, dificultam a espermatogênese (formação dos


espermatozoides) e afetam a qualidade do sêmen, devido os traumas gerados na região
escrotal.
Dúvidas?

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