Sêmen
Profa. Juliana Gomes
Sistema Reprodutor Masculino
Espermatogênese
Formação dos espermatozoides. Tem duração de
cerca de 64-74 dias, portanto, após algum
tratamento, só veremos resultados no
espermograma cerca de três meses depois.
Ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos e
divide-se em quatro fases: Multiplicação,
Crescimento, Maturação e Diferenciação ou
Espermiogênese
Espermatogênese
Manutenção Espermatozoide
Espermatozóide
Composição do Sêmen
Aminoácidos, frutose, enzimas, flavinas,
prostaglandinas, ferro e vitaminas B e C. Espermatozoides: 5%
Por conter líquido produzido na próstata,
o sêmen contém ainda proteínas, fosfatase Fluído seminal: 60-70%;
ácida, ácido cítrico, colesterol, enzimas
proteolíticas e zinco
Fluído prostático: 20-30%
Glândulas bulbouretrais: 5%
Espermograma
Etapa Pré Analítica
● O paciente deve receber as informações fáceis se possível por escrito;
● Nas informações devem conter o tempo de entrega, tempo de abstinência, perdas do
material clínico, hora da coleta etc….
Etapa Pré Analítica
Instruções sobre a coleta do sêmen para o espermograma:
● Abstinência sexual – 2 a 7 dias
● Coleta por masturbação
● Recomenda-se coletar duas amostras num período de 7 a 90 dias, pois fatores como stress podem interferir no resultado
● Higiene;
● Não perder porção da amostra;
● Ter cuidado com a tampa do frasco que deve ser estéril.
Espermograma - Análises
Neste exame são avaliados as principais características do sêmen:
✓ Liquefação
É realizado logo após a ejaculação, colocando a amostra em uma estufa a 37°C,
verificando
Num intervalo de 5 – 5 minutos até sua liquefação. Normalmente o sêmen se
liquefaz em 15 minutos. Em alguns casos a liquefação completa não ocorre em
60 minutos e isto pode indicar uma disfunção da próstata.
Quando a amostra não se Liquefaz, colocamos ela em um Vortéx até liquefazer.
Aspecto
Branco acinzentado (translúcido)
Hematoespermia
✓ Volume
O volume seminal final é diretamente proporcional à quantidade de secreção
prostática e das vesículas seminais.
O volume é medido com proveta ou pipeta graduada.
Hipospermia: Volume menor que 2,0 ml
Hiperespermia: Volume maior que 5,0 ml
Aspermia: Ausência de ejaculação
46 - 80 % do fluido é produzido por vesículas seminais
13 - 33% pela próstata
5% dos testículos e epidídimo
2 - 5% das glândulas uretrais e bulbouretral
✓ Aspectos
Uma amostra normal tem aparência homogênea e opalescência acinzentada.
O aspecto deve ser analisado após liquefação, por simples inspeção
✓ Cor
Normalmente o sêmen é branco-opaco, tornando-se translúcido após
liquefação.
✓ Viscosidade
A viscosidade ou consistência da amostra liquefeita será classificada como
normal quando gotas são formadas. No caso de viscosidade anormal verifica-se
no processo de gotejamento a formação de um filamento de mais de 2 cm.
Viscosidade Diminuída: A amostra se alongará em filetes com menos de 2 cm.
Viscosidade Normal: A amostra se desprende da pipeta em gotas.
Viscosidade Aumentada: A amostra se alongará em filetes com mais de 2 cm
de comprimento.
✓ Ph
Medir o pH do sêmen, através de fita de pH.
O pH do sêmen é alcalino
Valor Normal: 7,2 a 8,0
pH acima de 8.0 – Deficiência da glândula prostática, ausência de liquefação
secundaria.
pH Ácido – Deficiência de vesículas seminais, ausência de coagulação.
✓Motilidade
Deve ser analisada após 1 horas da coleta, observando os espermatozóides em
Lente objetiva de maior aumento.
A amostra é homogeneizada em temperatura ambiente. colocando 10μl
de sêmen, em
uma lamina de vidro limpa e cobrir com uma lamínula.
Classificação
A: espermatozóides com
motilidade rápida, linear e
progressiva
B: Espermatozóides com
motilidade linear ou não linear,
lenta
C: Espermatozóides com
motilidade não progressiva
D: Espermatozóides imóveis
✓ Concentração
Atualmente, a concentração dos
espermatozóides é medida através de
câmaras de contagem.
Assim facilita a leitura direta da
concentração da amostra de sêmen
(milhões por ml)
pela simples contagem dos
espermatozóides presentes na área.
Morfologia
✓ Morfologia estrita (Kruger)
A morfologia significa o formato do
espermatozóide, e é um parâmetro
sensível da qualidade do
espermatozoide.
É realizado um critério rigoroso de
classificação, onde são contados 200
espermatozoides e aqueles
potencialmente normais são
mensurados com uma régua
(micrômetro).
São avaliadas: cabeça, pescoço, peça
intermediária e cauda.
Morfologia
✓ Morfologia estrita (Kruger)
A morfologia significa o formato do
espermatozóide, e é um parâmetro
sensível da qualidade do
espermatozoide.
É realizado um critério rigoroso de
classificação, onde são contados 200
espermatozóides e aqueles
potencialmente normais são
mensurados com uma régua
(micrômetro).
São avaliadas: cabeça, pescoço, peça
intermediária e cauda.
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Erros Morfológicos
Parâmetros de Normalidade OMS 2010
O ESPERMOGRAMA NORMAL (OMS 2010)
Volume ≥ 1,5 ml a 5 ml
PH (Acidez) > 7,2 –8
Total: ≥ 40%
Motilidade A+B ≥ 32%
A+B+C ≥ 40 %
Morfologia KRUGER ≥ 4%
Vitalidade ≥ 58%
Concentração ≥15 MILHÕES
≥ 39 milhões/ml
Concentração/ejaculado
ANTECEDENTES MÓRBIDOS
É importante conhecer os antecedentes da puberdade do paciente,
muitas doenças poderão influenciar a fertilidade futura, como:
caxumba, diabetes, criptorquidia, traumas, torção de testículos e
infecções anteriores.
Caxumba Costuma-se dizer que “a caxumba desceu para os testículos”.
Essa contaminação testicular pode levar à atrofia do órgão e
interromper a produção dos espermatozoides.
● É uma das doenças mais
frequentes na infância e
pode causar infertilidade. A
infecção se inicia na
glândula parótida, podendo
migrar para os testículos,
cujo tecido tem
características semelhantes
às da glândula onde se
originou a infecção.
Paraplegia
● A paraplegia pode ser causa de infertilidade, são milhares os casos de trauma de coluna
(raquimedular) que ocorrem no mundo anualmente. As principais consequências são a
disfunção erétil, a falta de ejaculação e a baixa qualidade do sêmen.
Diabetes
Estudos demonstraram alterações do DNA das células (fragmentação do DNA), com
maior intensidade do que em pacientes com fertilidade comprovada. Portanto, a diabetes
pode causar infertilidade não evidente no espermograma, mas presente em nível
molecular.
Doenças Reumáticas
● Doenças como Artrite Reumatoide, Lupus Erimatoso Sistêmico e Espondilite Anquilosante
podem interferir na fertilidade do homem.
● Os autoanticorpos e distúrbios hormonais presentes em muitas dessas doenças, além de
algumas drogas utilizadas nos tratamentos, atuam negativamente na capacidade
reprodutiva.
Hábitos e Fatores Externos
● Fatores tóxicos: drogas recreativas, como cigarro, bebida alcoólica e maconha, põem em
risco a fertilidade masculina.
● O mesmo ocorre naqueles que fumam maconha e crack ou utilizam LSD, heroína, ecstasy
e cocaína.
Hábitos e Fatores Externos
● O álcool em excesso está associado à diminuição da testosterona e do volume do sêmen.
Hábitos e Fatores Externos
O uso de esteroides anabolizantes sintéticos e suplementos à base de testosterona, que
desejam hipertrofia muscular, inibem a produção de gonadotrofinas, prejudicando a
produção espermática e, em casos mais prolongados, podem levar à atrofia testicular.
Hábitos e Fatores Externos
Atividades como o hipismo e ciclismo, dificultam a espermatogênese (formação dos
espermatozoides) e afetam a qualidade do sêmen, devido os traumas gerados na região
escrotal.
Dúvidas?