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Dispepsia

O documento aborda a dispepsia e gastrites, incluindo suas principais etiologias, sintomas e manejo. Destaca a importância do Helicobacter pylori como causa de gastrite e as indicações para investigação e tratamento. Além disso, apresenta questões de prova relacionadas ao tema, enfatizando a dispepsia funcional e critérios diagnósticos.

Enviado por

Tiago Marques
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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Dispepsia

O documento aborda a dispepsia e gastrites, incluindo suas principais etiologias, sintomas e manejo. Destaca a importância do Helicobacter pylori como causa de gastrite e as indicações para investigação e tratamento. Além disso, apresenta questões de prova relacionadas ao tema, enfatizando a dispepsia funcional e critérios diagnósticos.

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DISPEPSIA E
GASTRITES
Prof. Élio Castro
CRM: 52.84227-3
RQEs: 23.519 e 23.657

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Prevalência de temas

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DISPEPSIA E
GASTRITES
O QUE CAI NA
PROVA?
Principais etiologias das
gastrites
Dispepsia funcional

Manejo da dispepsia crônica

Doença ulcerosa péptica

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SÍNDROME DISPÉPTICA
Epigastralgia
Dor epigástrica
Empachamento
Saciedade precoce
Plenitude
Distensão abdominal

DISPEPSIA CRÔNICA
> 1 vez por semana, > 4
semanas
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DISPEPSIA CRÔNICA
Epigastralgia

Gastrites
Dispepsia funcional
Úlcera péptica
Câncer gástrico

Dispepsia + diarreia crônicas:


Doença celíaca, intolerância à
lactose, pancreatite crônica, DII…

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Principais etiologias das gastrites
DEFINIÇÃO:
ÚLCERA EROSÃO
Inflamação superficial da mucosa gástrica
(lesão não ultrapassa a submucosa)

ETIOLOGIAS:
Helicobacter pylori | AINES | álcool
Alcalina | Autoimune | Sd. de Ménétrier

CLASSIFICAÇÕES:
Aguda x crônica
Tipo A (autoimune) | Tipo B (H. pylori)
Pelo agente etiológico
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Principais etiologias das gastrites

CLASSIFICAÇÕES: ETIOLOGIAS RARAS:

GASTRITE AGUDA: ❖ Infecciosa por outros agentes:


❖ Helicobacter pylori CMV, sífilis, tuberculose
❖ AINEs, álcool e outras drogas ❖ Doença de Ménétrier
❖ Gastrite/úlcera por estresse (LAMG) ❖ Gastrite eosinofílica, linfocítica e
granulomatosa
❖ Isquêmica
GASTRITE CRÔNICA:
❖ Helicobacter pylori
❖ Autoimune e alcalina (refluxo biliar)

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Principais etiologias das gastrites

GASTRITE CRÔNICA: Sequência de


❖ Helicobacter pylori
❖ Autoimune e alcalina (refluxo biliar) Pelayo-Correa

Gastrite Gastrite Metaplasia Displasia


superficial atrófica intestinal

Normal Adenocarcinoma
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Principais etiologias das gastrites
Gastrite por Helicobacter pylori (Tipo
B)

Principal causa de
gastrite aguda e crônica.

Infecção tardia:
Infecção inicial: Pangastrite atrófica
Gastrite antral com com normo ou
hiperplasia de células hipocloridria
“G” hipercloridria

80% dos indivíduos com H. pylori terão apenas gastrite leve


assintomática | sem indicação para pesquisa e erradicação!

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Indicações para investigação e tratamento de H.
pylori
Úlcera péptica ❖ História de adenocarcinoma gástrico
em parentes de 1o grau
Adenocarcinoma gástrico
❖ Uso crônico de AAS/AINES
Linfoma MALT ❖ Anemia ferropriva ou deficiência de B12
de causa desconhecida

❖ Dispepsia crônica

❖ Púrpura trombocitopênica imune (PTI)

❖ Presença de lesões pré-cancerígenas:


atrofia e metaplasia intestinal.
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Principais etiologias das gastrites
Anti-inflamatórios não esteroides (AINES), álcool e outras
drogas
Lesão Aguda de Mucosa Gástrica (LAGM/Gastrite de estresse)

Comprometem a
integridade da
camada de
proteção epitelial.

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Principais etiologias das gastrites
Gastrite Autoimune (antiga tipo A)

❖ Destruição autoimune das glândulas do corpo e fundo


❖ Atrofia acentuada da mucosa dessas regiões
❖ Redução do ácido clorídrico, pepsinogênio tipo I e fator
intrínseco
❖ Aumento compensatório da gastrina (hipergastrinemia)
❖ Anemia megaloblástica por deficiência de B12 (perniciosa)

Marcadores: ANTI-CÉLULA PARIETAL e ANTI-FATOR INTRÍNSECO

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Principais etiologias das gastrites
Gastrite Autoimune (antiga tipo A)

Atrofia gástrica acentuada aumenta o risco


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para o ADENOCARCINOMA
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Principais etiologias das gastrites
Gastrite Autoimune (Tipo A)
Redução acentuada dos níveis da vit. B12 (cianocobalamina):
❖ Sintomas gerais: sonolência, fadiga, astenia
❖ Anemia megaloblástica: macrocitose, neutrófilos plurissegmentados
❖ Sintomas gastrointestinais: perda do paladar e apetite, glossite,
queilite
❖ Sintomas neurológicos: paraparesia espástica, hiporreflexia e tremores

TRATAMENTO:
Reposição de vit. B12 (Intramuscular)
Vigilância endoscópica a cada 1 ou 2
anos
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Principais etiologias das gastrites
Gastrite alcalina (por refluxo biliar)

❖ Em gastrectomias parciais, reconstruções a Billroth I e II facilitam o refluxo


alcalino (bile e enzimas pancreáticas) para o coto gástrico remanescente.
❖ Inflamação crônica provoca metaplasia intestinal e câncer 15 anos depois .

TRATAMENTO:
Converter para
Y-de-Roux
Billroth II
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Principais etiologias das gastrites
Gastrite hipertrófica gigante (Doença de Ménétrier)
❖ Homens entre 30 a 50 anos, causa desconhecida
❖ Fatores de crescimento epiteliais Pregas
gigantes
❖ Hipersecreção de água, bicarbonato e de proteínas
❖ Redução do ácido clorídrico (hipocloridria)
❖ Dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia e edema
❖ Remissão espontânea em muitos casos

TRATAMENTO:
IBP e Bloqueadores H2
Cetuximabe (inibidor do fator de crescimento epitelial)
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Casos refratários: Gastrectomia
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Questão de prova
Homem de 75 anos com anemia macrocítica associada à deficiência de vitamina
B12 é atendido no Centro de Saúde com pesquisa de anticorpo sérico anti-célula
parietal positivo e endoscopia digestiva alta evidenciando gastrite atrófica de
corpo e fundo gástrico. Assinale a alteração, dentre as abaixo, que NÃO deve ser
encontrada neste caso:
A) Acloridria.

B) Anticorpo anti-fator intrínseco positivo.

C) Hipergastrinemia.

D) Pepsinogênio sérico I aumentado.

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Questão de prova
Paciente submetido à gastrectomia à Billroth II (BII), devido à doença péptica,
vem relatando discreta perda de peso e agravo nos vômitos biliosos. Foi
submetido à endoscopia digestiva alta, que evidenciou gastrite erosiva intensa,
associada a importante refluxo biliar. Devido à intratabilidade clínica, foi decidido
pelo tratamento cirúrgico. Qual o procedimento mais utilizado?

A) Gastrectomia total com reconstrução à BII.

B) Gastrectomia total com reconstrução em y de Roux.

C) Conversão de anastomose à BII em y de Roux.

D) Gastrectomia subtotal com reconstrução à BII.

E) Nenhuma das anteriores.

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Questão de prova
O Helicobacter pylori é um bastonete gram-negativo que se adaptou à
mucosa gástrica. Reconhecidamente a infecção crônica por ele está
associada às seguintes patologias, exceto:

A) Gastrite crônica.

B) Gastropatia hipertrófica.

C) Úlcera péptica gástrica.

D) Carcinoma gástrico.

E) Linfoma MALT gástrico.

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DISPEPSIA FUNCIONAL
Epigastralgia

DISPEPSIA CRÔNICA:
Dor ou desconforto no andar
superior do abdome
> 1x/semana e > 4 semanas

FUNCIONAL:
Não há doenças orgânicas
que justifiquem os
sintomas.
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DISPEPSIA FUNCIONAL
Critérios diagnósticos pelo consenso ROMA IV (2016):
1 ou mais dos seguintes sintomas, presentes nos últimos 3
meses, tendo se iniciado há, no mínimo, 6 meses:

Dor, queimação ou desconforto epigástrico

Plenitude pós-prandial

Saciedade precoce

Ausência de doença orgânica que justifique os sintomas!

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DISPEPSIA FUNCIONAL
Apresentação clínica:
❖ Mulheres jovens com dispepsia crônica e EDA normal
❖ Gatilhos: estresse, ansiedade, depressão, infecções do TGI ou medicações
(ATB)
❖ Associação com outras doenças funcionais (síndrome do intestino irritável)
Tratamento:
❖ Dieta rica em fibras, atividade física, psicoterapia
❖ IBP (predomínio da dor) e Procinéticos (sintomas de gastroparesia)
❖ Antidepressivos: tricíclicos e inibidores da recaptação de serotonina

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Questão de prova
Considere as assertivas abaixo sobre dispepsia funcional.

I. A confirmação do diagnóstico definitivo de dispepsia funcional depende


da realização de endoscopia digestiva alta.
II. É frequente a transição de sintomas de dispepsia funcional para
sintomas da síndrome do intestino irritável, num mesmo paciente, ao
longo do tempo.

III. Dispepsia funcional pode se desenvolver após um episódio agudo de


gastroenterite, ou após infecção por Giardia.

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Questão de prova
Quais são corretas?

A) Apenas I

B) Apenas II

C) Apenas III

D) Apenas II e III

E) I, II e III

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Questão de prova
Assinale a alternativa correta: De acordo com o Consenso Roma IV, o período
em que os sintomas devem estar ocorrendo para que se faça o diagnostico de
Dispepsia Funcional é:

A) Sintomas tenham iniciado a pelo menos 12 meses e ativos nos últimos 3


meses.

B) Seis meses com sintomas presentes e que tenham melhorados nos últimos 3
meses.

C) Sintomas tenham iniciado há pelo menos 6 meses do diagnóstico e presentes


nos últimos 3 meses.

D) Sintomas tenham iniciado há 12 meses e presentes nos últimos 2 meses.

E) Nenhuma das alternativas acima.

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Manejo da dispepsia crônica
NÃO
Pacientes jovens (< 50 a 55 anos) e
PRECIS
Sem investigação ou tratamento prévios e
A
Sem sinais de alarme
DE EDA!

Terapia empírica com IBP por 8 a 12 semanas

Estratégia “Teste e trate H. pylori”:


Pesquisar com testes não-invasivos e tratar se vier positivo.
Pacientes em áreas de alta prevalência de H. pylori.
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Manejo da dispepsia crônica
Pacientes > 50 a 55 anos ou
Sinais de alarme ou
Baixa resposta ao IBP
Sinais de alarme: disfagia, impactação, anemia,
sangramento, perda de peso, vômitos de
repetição

ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA


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Manejo da dispepsia crônica
ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA

• H. pylori + critérios
• Gastrite ou úlcera péptica
NORMAL temporais
• Neoplasia gástrica
DISPEPSIA FUNCIONAL

Tratar causa específica Tratar

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Questão de prova
Homem de 65 anos vem à consulta com queixa de dispepsia. Relata que os
sintomas iniciaram há 3 meses. Nega sinais de alerta, como disfagia,
hematêmese, melena, perda de peso ou vômitos incoercíveis. A conduta a ser
adotada é:

A) prescrever inibidor de bomba de próton por 30 dias e reavaliar ao final desse


período.

B) solicitar endoscopia digestiva alta.

C) prescrever inibidor de bomba de próton e domperidona por 30 dias.

D) prescrever bloqueador H2 por 30 dias.

E) orientar os hábitos alimentares e evitar medicar o paciente.

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Questão de prova
Lúcia tem 38 anos e trabalha como secretária em uma grande empresa. Não procurou o
médico antes porque tem trabalhado muito. Ela relata há que 8 meses tem sensação de
queimação localizada em epigástrio, com saciedade precoce e náuseas. Não perdeu
peso e negou outras alterações. Não houve tratamento prévio. O exame físico é
inocente. Com relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA.
A) Na dispepsia não investigada, o tratamento empírico com antagonistas H2 apresenta
melhor resposta.
B) Deve-se recomendar o tratamento com dose padrão de inibidor de bomba de prótons
por 8 semanas.
C) Está recomendada a realização de endoscopia digestiva alta, para descartar lesão
estrutural que explique os sintomas.
D) A erradicação do H. pylori não está recomendada em casos como o de Lúcia.
E) Agentes procinéticos podem ser prescritos em monoterapia como tratamento inicial de
primeira linha.

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Questão de prova
Paciente de 18 anos, feminina, é atendida no ambulatório por queixa
de epigastralgia. Refere que a dor é "em ardência", em epigástrio,
sem irradiações, sem piora com movimentação, porém, melhora
com ingesta alimentar (aumento de peso de 3kg no período dos
sintomas). Relata que o quadro se iniciou há 3 meses, sendo
observado com frequência diária. Nega sangramentos ou melena.
Exame físico normal. Não há histórico familiar patológico relevante
e a paciente era previamente saudável. Não havia histórico de uso
de medicações. Exames laboratoriais (hemograma, proteína C
reativa, creatinina e tireotropina) estavam normais.

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Questão de prova
Qual a conduta mais apropriada nesse momento?

A) Indicar realização de endoscopia digestiva alta.

B) Pesquisar antígeno fecal para Helicobacter pylori.

C) Realizar tratamento para Helicobacter pylori.

D) Prescrever bloqueador de bomba de prótons.

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