ESTATUTO SOCIAL
UNIMED MACEIÓ
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Sumário
CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO - SEDE - FORO - ÁREA DE AÇÃO - PRAZO E
ANO SOCIAL 5
CAPÍTULO II - DOS OBJETIVOS SOCIAIS 6
CAPÍTULO III - DOS ASSOCIADOS 7
SEÇÃO I – DA ADMISSÃO DOS ASSOCIADOS 7
SEÇÃO II – DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS 10
SEÇÃO III – DAS OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE DOS ASSOCIADOS 11
CAPÍTULO IV - DA DEMISSÃO, ELIMINAÇÃO, EXCLUSÃO E REINGRESSO 14
SEÇÃO I – DA DEMISSÃO 14
SEÇÃO II – DA ELIMINAÇÃO 14
SEÇÃO III – DA EXCLUSÃO 15
SEÇÃO IV – DO REINGRESSO 16
CAPÍTULO V - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES 16
CAPÍTULO VI - DO CAPITAL SOCIAL 19
CAPÍTULO VII - DOS ÓRGÃOS SOCIAIS 20
SEÇÃO I – DA ASSEMBLEIA GERAL 20
SEÇÃO II – DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 24
SUBSEÇÃO I - DA DIRETORIA EXECUTIVA 29
SEÇÃO III – DO CONSELHO ÉTICO-TÉCNICO 35
SEÇÃO IV – DO CONSELHO FISCAL 35
CAPÍTULO VIII - DAS ELEIÇÕES 37
SEÇÃO I – DAS REGRAS GERAIS 37
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SEÇÃO II – DA COMISSÃO ELEITORAL 38
SEÇÃO III – DO REGISTRO DAS CHAPAS 38
SEÇÃO IV - DA VOTAÇÃO 41
CAPÍTULO IX - DA DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO 41
CAPÍTULO X - DO BALANÇO - SOBRAS - PERDAS E FUNDOS 42
CAPÍTULO XI - DOS LIVROS 43
CAPÍTULO XII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS 44
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 44
SUBSEÇÃO I - DA INCORPORAÇÃO DA CASA DE SAÚDE SÃO SEBASTIÃO 45
SEÇÃO II – DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 46
SEÇÃO III – DISPOSIÇÕES FINAIS 47
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ESTATUTO SOCIAL
UNIMED MACEIÓ COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
Aprovado em Assembleia Geral de constituição realizada em 28 de
fevereiro de 1978, alterado em 15 de agosto de 1984, em 26 de junho de
1987, em 16 de dezembro de 1988, em 30 de março de 1990, em 09 de
setembro de 1991, em 27 de abril de 1992, em 30 de março de 1998, em 27
de novembro de 2002, em 31 de março de 2003, em 29 de janeiro de 2007,
em 24 de agosto de 2009, em 30 de novembro de 2010, em 23 de agosto
de 2017 e em 28 de setembro de 2022.
CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO - SEDE - FORO - ÁREA DE AÇÃO - PRAZO E
ANO SOCIAL
Art. 1º - A UNIMED MACEIÓ, COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO, rege-se
pelos presentes estatutos e pelas disposições legais em vigor:
a) Sede e Administração na Avenida Fernandes Lima, n.º 3113, Farol,
Maceió, Estado Alagoas.
b) Foro Jurídico na Comarca de Maceió.
c) Área de ação em todo o Estado de Alagoas, excetuando-se a área
de ação de outras Unimeds.
d) Prazo de duração indeterminado e ano social coincidindo com o
ano civil.
Parágrafo único: Para os efeitos da alínea “c” deste artigo, e salvo
disposição em contrário de normas derivadas ou deliberação específica
do Conselho Confederativo da Unimed do Brasil, a área de ação
compreende a prerrogativa para admissão de cooperados,
comercialização de planos e credenciamento de prestadores de serviços
assistenciais, além dos demais direitos inerentes ao cooperativismo.
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CAPÍTULO II - DOS OBJETIVOS SOCIAIS
Art. 2º - A Unimed Maceió, Cooperativa de Trabalho Médico, é sociedade
com estrutura jurídica própria, constituída com fundamento na Lei Federal
n.º 5.764/71, tendo como finalidade social a congregação de profissionais
médicos, que se proponham a associar bens e serviços para o exercício de
atividades econômica de proveito comum e sem fins lucrativos.
I - A materialização dos fins sociais da Cooperativa, compreende a
realização de atos cooperativos direcionados, entre outros, à organização
e à oferta da atividade econômica dos sócios (cooperados),
competência para assinar contratos com usuários de serviços de
assistência à saúde, cobrança e recebimento do preço contratado,
registro, controle e distribuição do valor referencial do ato cooperativo e
dos resultados, bem como a apuração e atribuição aos cooperados dos
dispêndios, tudo mediante rateio na proporção direta da fruição dos
serviços da sociedade, conforme artigo 4.º, inciso VII e artigo 80, da Lei n.º
5.764/71.
II - No cumprimento dos fins sociais previstos neste artigo, a Cooperativa
tem as prerrogativas de assinar contratos com pessoas físicas ou com
pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado, tendo como
objeto a atividade econômica coletiva de seus sócios.
III - De realizar negócios-meios necessários ao cumprimento dos fins sociais,
especialmente firmar contratos com hospitais, serviços de diagnóstico, e
outros serviços necessários ao atendimento do objeto da Cooperativa,
colocando o produto dessa contratação à disposição dos profissionais
associados.
IV - Os cooperados executarão as atividades que lhes forem concedidas
pela Cooperativa, nos seus estabelecimentos individuais, nos hospitais
próprios e nos hospitais contratados quando necessário ao atendimento
do objeto da Cooperativa, observando estritamente o Código de Ética
Profissional.
V - A Cooperativa promoverá a assistência aos cooperados e familiares,
de acordo com as disponibilidades e possibilidades técnicas, e conforme
as normas estabelecidas no artigo 80 e seu parágrafo único.
VI - Promoverá ainda a educação cooperativista dos associados e
participará de campanhas de expansão do Cooperativismo e de
modernização de suas técnicas.
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Parágrafo único: Nos contratos celebrados a cooperativa atuará nos
termos de suas características, ou seja, de instrumento jurídico de
contratação coletiva de seus sócios, agindo exclusivamente em nome
destes.
CAPÍTULO III - DOS ASSOCIADOS
SEÇÃO I – DA ADMISSÃO DOS ASSOCIADOS
Art. 3º - Poderão associar-se à Cooperativa, salvo impossibilidade técnica
de prestação de serviços pela mesma, conforme define o inciso I do art. 4º
da Lei n.º 5.764/71, os médicos que preencham as seguintes condições e
requisitos:
I - Concordem com os termos do estatuto social e não exerça atividade
conflitante com os interesses da Cooperativa.
II - Tenha(m) participado e concluído o programa de qualificação para
sócios, nos termos da Instrução Normativa n.º 001/2002, do Conselho de
Administração da Cooperativa.
III - Tenha(m) livre disponibilidade de sua pessoa e bens.
IV - Tenha(m) inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado de
Alagoas e não esteja impedido de exercer a profissão, de forma
autônoma e liberal, de acordo com a legislação vigente.
V - Tenha(m) inscrição como profissional autônomo (individual) junto ao
município de seu domicílio profissional, com a prova do recolhimento do
imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN), e junto à Previdência
Social, com a prova de recolhimento da contribuição previdenciária, bem
como assuma o compromisso formal de comprovar tais dados na
periodicidade e do modo que o Conselho de Administração da
Cooperativa determinar.
VI - Possuir Certificado de Residência Médica reconhecido pela Comissão
Nacional de Residência Médica, ou Título de Especialista concedido pela
Sociedade de Especialidade filiada à AMB – Associação Médica Brasileira,
registrados nos Conselho Regional de Medicina.
VII - Comprovação do exercício profissional, após titulação, na
especialidade médica que o candidato escolheu para cooperar-se;
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VIII - Não ser sócio cotista de pessoa jurídica de qualquer natureza, que
exerça atividade conflitante com os interesses da Cooperativa;
IX – Ser previamente apresentado por um médico cooperado, preencher
proposta de admissão fornecida pela Cooperativa e obter aprovação em
seleção de provas e/ou títulos promovida pela Cooperativa.
X - Concordem em realizar atendimento na sua especialidade, nos 3 (três)
primeiros anos, contados da data da sua admissão, nos serviços próprios
da Cooperativa, quando solicitado, conforme condições previstas nas
Normas Regulamentares, Instruções Normativas e/ou Regimento Interno da
Cooperativa, sendo infração grave o seu descumprimento.
§ 1º O processo de seleção, mencionado no inciso IX do art. 3º deste
Estatuto Social, respeitará os critérios de impossibilidade técnica de
prestação de serviços pela Cooperativa e será instruído por Regulamento
específico aprovado pelo Conselho de Administração que disporá, entre
outras, sobre:
I - Fixação do número de vagas: pelo Conselho de Administração que
observará, por especialidade médica, os critérios da qualidade do
atendimento, do comportamento do mercado e das situações financeira
e estrutural da Cooperativa.
II - Edital de Seleção: deve conter o número de vagas a serem
preenchidas;
III - Homologação do resultado: pelo Conselho de Administração após
avaliação do Conselho Ético-Técnico;
IV - Validade do resultado: de 12 (doze) meses a contar da data da
homologação, podendo ser prorrogável por mais 12 (doze) meses;
V - Convocação dos classificados: na medida das necessidades da
Cooperativa, até o preenchimento total das vagas dentro do período de
validade do resultado.
§2º Não serão permitidas, em nenhuma hipótese, pessoas jurídicas
como cooperados.
§3º Constituirá condição impeditiva de ingresso na Cooperativa,
dentre outras a critério do Conselho de Administração, o médico que, de
alguma forma:
I - Tenha atentado contra o patrimônio moral e material da Cooperativa;
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II - Tenha sido condenado nos últimos 10 (dez) anos em processo ético-
disciplinar profissional no Conselho Federal de Medicina, em última
instância;
Art. 4º - A impossibilidade técnica de prestação de serviços pela
Cooperativa, para cumprimento do seu objeto social, a que se refere o
“caput” do art. 3º deste Estatuto, será determinada pelos seguintes critérios
mínimos, entre outros:
I - Pela preservação da qualidade do atendimento, resguardada pela
proporção mínima de beneficiários para cada médico cooperado,
definida pelo Conselho de Administração.
II - Pelo comportamento do mercado, levando-se em conta o número de
beneficiários e as necessidades regionais relativas a cada especialidade
médica, por área programática de atendimento da Cooperativa.
III - Pelas situações financeira e estrutural decorrentes das disponibilidades
da Cooperativa para fazer face às novas admissões, das quais decorram
investimentos em apoio logístico e recursos humanos e, de forma
específica, o aumento de reservas técnicas, controle e outros custos
instituídos pela legislação que rege as operadoras de planos privados de
assistência à saúde.
Parágrafo único: Respeitados os critérios dispostos neste artigo, o
Conselho de Administração, no uso de sua competência regulamentar,
poderá dispor sobre a impossibilidade técnica de prestação de serviços.
Art. 5º - O objeto da Cooperativa corresponde à atividade econômica
coletiva dos médicos associados (cooperados), e o número de sócios
(cooperados), respeitada a impossibilidade técnica de prestação de
serviços de que trata o artigo 3.º, será ilimitado quanto ao máximo, não
podendo, entretanto ser inferior a 20 (vinte) pessoas físicas, de acordo com
a Lei n.º 5.764/71 e de conformidade com o Regimento Interno da
Cooperativa, atendendo a seguinte condição:
I – Para se associar o candidato será apresentado por um cooperado e
deverá preencher proposta de admissão fornecida pela Cooperativa,
assinando-a juntamente com o mesmo, devendo juntar a ela os
documentos a que se refere o art. 3º, em todos os seus incisos de “I” ao “X”,
bem como ser aprovado em seleção de provas e/ou títulos promovida
pela Cooperativa, cuja documentação seguirá para análise pelo
Conselho Ético-Técnico da Cooperativa, nos termos da alínea “a”, do
artigo 47 _____ deste Estatuto.
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II - O candidato a sócio será submetido durante o período de 01 (um) ano
a um programa de qualificação cooperativista.
III - Verificadas as exigências contidas no inciso I deste artigo e atendidos
os requisitos dos artigos 3.º e 20 deste Estatuto, será admitido o ingresso do
candidato nos quadros da Cooperativa.
§1º A atividade objeto será realizada exclusivamente pelos
profissionais cooperados, integrando o ato cooperativo (artigo 79, da Lei
n.º 5.764/71).
§2º Nenhum dispositivo deste estatuto deverá ser interpretado no
sentido de impedir os profissionais cooperados de se credenciarem ou
referenciarem a outras operadoras de planos de saúde ou seguradoras
especializadas em saúde, que atuam regularmente no mercado de saúde
suplementar, bem como deverá ser considerado nulo de pleno direito
qualquer dispositivo estatutário que possua cláusula de exclusividade ou
de restrição à atividade profissional.
Art. 6º - Cumprindo o que dispõe o artigo anterior, paga a taxa de
matrícula, o associado adquire todos os direitos e assume as obrigações
decorrentes da lei, deste Estatuto e de deliberações tomadas pela
Cooperativa.
Parágrafo único: Não existe vínculo empregatício entre a
Cooperativa e seus cooperados, conforme disposto no art. 90 da Lei n.º
5.764/71, mesmo quando atuarem em serviços ou estabelecimento
próprios da Cooperativa, ou ainda exerçam cargos, eleitos ou não, para os
Conselhos existentes, excetuando os casos em que a Lei permitir nos
termos do art. 31 da Lei nº 5.764/71.
SEÇÃO II – DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS
Art. 7º - O Associado tem direito a:
a) Participar de todas as atividades que constituem o objeto da
Cooperativa, recebendo os seus serviços e com ela operando, de acordo
com as normas baixadas pela Diretoria, que constituem o Regimento
Interno.
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b) Votar e ser votado para os cargos sociais.
c) Solicitar esclarecimentos sobre as atividades da Cooperativa, podendo
ainda, dentro do mês que anteceder a Assembleia Geral Ordinária,
examinar, pessoalmente, vedada a outorga a outro(s), na sede da
Cooperativa, o balanço patrimonial e livros contábeis, mediante
requerimento prévio, por escrito, com 05 (cinco) dias úteis de
antecedência.
d) Mudar de especialidade médica, mediante solicitação e aprovação
prévia do Conselho de Administração, se decorridos 3 (três) anos da sua
admissão na Cooperativa, desde que possua titulação registrada no
Conselho Regional de Medicina e comprove o exercício profissional após
titulação, na especialidade médica para a qual pretende migrar.
e) Afastar-se temporariamente de suas atividades, por motivo justificado e
desde que aprovado previamente pelo Conselho de Administração, na
forma e condições estabelecidas nas normas regulamentares da
Cooperativa e/ou Regimento Interno, por prazo máximo, improrrogável, de
24 (vinte e quatro) meses, exceto por motivo de doença.
§ 1º - Fica impedido de votar e de ser votado, bem como de
participar das Assembleias Gerais o associado que:
a) Tenha sido admitido depois de convocada a Assembleia;
b) Esteja cumprindo pena de suspensão da Cooperativa;
c) Não tenha operado sob qualquer forma com a Cooperativa durante o
ano ou, ainda, tenha operado abaixo do teto mínimo estabelecido pelo
Conselho de Administração;
d) Seja ou tenha se tornado empregado da Cooperativa até a Assembleia
que aprovar as contas do ano social em que tenha deixado às funções.
§ 2º O impedimento constante da letra “c” do parágrafo anterior
somente terá validade após a notificação da Cooperativa ao associado.
SEÇÃO III – DAS OBRIGAÇÕES E RESPONSABILIDADE DOS ASSOCIADOS
Art. 8º - O Associado se obriga a:
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a) Executar em seu próprio estabelecimento de trabalho, em instituição
hospitalar contratada, em instituições de saúde próprias da Cooperativa
ou por ela credenciadas, os serviços profissionais que lhe forem
concedidos pela Cooperativa, conforme normas estabelecidas pelo
Conselho de Administração.
b) Prestar à cooperativa os esclarecimentos que lhe forem solicitados sobre
os serviços prestados aos usuários, inclusive os solicitados pela auditoria
e/ou nos procedimentos administrativos instaurados pelo Conselho Ético-
Técnico;
c) Cumprir as disposições da Lei, dos Estatutos, de Deliberações tomadas
pela Cooperativa, além de observar fielmente as disposições do Código
de Ética Profissional;
d) Zelar pelo patrimônio moral e material da Cooperativa, colocando os
interesses da coletividade acima de seus interesses individuais.
e) Pagar taxa de matrícula, a qual equivale ao valor de 70 (setenta)
consultas, as quotas partes e todas as obrigações contraídas junto à
Cooperativa;
f) Pagar sua parte nas perdas apuradas em balanço na proporção das
operações que houver realizado com a Cooperativa, se o fundo de
reserva não for suficiente para cobri-las.
g) Prestar atendimento médico aos beneficiários dos contratos de plano
de saúde suplementar, comercializados em seu nome pela Cooperativa;
h) Ressarcir à Cooperativa eventuais valores cobrados quando da
prestação de assistência médica ao(s) beneficiário(s), por meio de débito
na sua produção mensal, sempre que a cobrança for julgada indevida
pelo Conselho de Administração e/ou Conselho Ético-Técnico;
i) Manter uma produção mensal compatível com sua condição de sócio
cooperado conforme a média da especialidade que lhe facultou associar-
se.
j) Exercer a medicina sem exagerar na gravidade do diagnóstico ou do
prognóstico, sem complicar a terapêutica ou sem exceder-se no número
de visitas ou quaisquer procedimentos médicos.
§ 1º Em caso de reingresso de associado demitido ou excluído a taxa
de matrícula será cobrada em dobro.
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§ 2º Não mantém uma produção mensal compatível com sua
condição de sócio, o médico cooperado que:
I - Exercer atos médicos, em quantidade muito inferior à média da
especialidade, a ser definida pelo comitê de especialidades, em especial
a realização de consultas, inviabilizando a assistência ao beneficiário.
§ 3º Estão isentos da obrigatoriedade de manter uma produção
mensal compatível com a sua condição de sócio apenas:
I - Os médicos que se tornaram cooperados, há menos de 02 (dois) anos;
II – Os médicos que se encontram em afastamento temporário;
devidamente aprovado pelo Conselho de Administração;
III - Os médicos que estão em exercício e os que deixaram há menos de 02
(dois) anos de exercer cargos eletivos na Cooperativa.
Art. 9º - O Associado responde subsidiariamente pelas obrigações
contraídas pela Cooperativa perante terceiros até o limite do valor das
quotas partes de Capital que subscreveu e o montante das perdas que lhe
caibam, na proporção das operações que houver realizado com a
Cooperativa, perdurando essa responsabilidade quando forem aprovadas
pela Assembleia Geral, as contas do exercício em que se deu a retirada,
como demitido ou excluído.
Parágrafo único: A responsabilidade do associado somente poderá
ser invocada, quando para com terceiros, depois de judicialmente exigida
a da Cooperativa.
Art. 10 - As obrigações do associado falecido, contraída com a sociedade
e as oriundas de sua responsabilidade como associado em face de
terceiros, passam aos herdeiros, prescrevendo, porém, após um ano e um
dia da abertura da sucessão.
Parágrafo único: Os valores pertencentes ao associado falecido
serão pagos na forma estabelecida neste Estatuto e a quem estiver
devidamente autorizado por alvará judicial, formal de partilha, sentença
judicial, ou ato correspondente passado em serviço notarial e/ou registral.
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CAPÍTULO IV - DA DEMISSÃO, ELIMINAÇÃO, EXCLUSÃO E REINGRESSO
Art. 11 – No caso de prática de atos contrários à lei, ao Estatuto e às
deliberações tomadas pela Assembleia Geral, pela Cooperativa ou as
normas éticas, o associado estará sujeito às penalidades previstas no
Código de Ética Médica, neste Estatuto e Regimento Interno.
SEÇÃO I – DA DEMISSÃO
Art. 12 – A demissão do associado, que não poderá ser negada dar-se-á
unicamente a seu pedido e será requerida ao Presidente do Conselho de
Administração da Cooperativa, sendo por este levada ao conhecimento
do Conselho de Administração, em sua primeira reunião e averbada no
livro de Matrícula, mediante termo assinado pelo Presidente do Conselho
de Administração da Cooperativa.
SEÇÃO II – DA ELIMINAÇÃO
Art. 13 - A eliminação do associado será feita após regular processo
administrativo disciplinar, com garantia da ampla defesa e do princípio do
contraditório, decidida pelo Conselho de Administração, após parecer do
Conselho Ético-Técnico e aplicada mediante termo firmado pelo
Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa, no Livro de
Matrícula, com os motivos que a determinaram, conforme art. 33 da Lei n.º
5.764/71.
§ 1º A comunicação da eliminação será feita pelo Presidente do
Conselho de Administração da Cooperativa no prazo máximo de 30
(trinta) dias, acompanhada da cópia autenticada do Termo de
Eliminação, através de processo que comprove as datas de remessa e
recebimento;
§ 2º A partir da data do recebimento da comunicação da
eliminação, terá o associado 30 (trinta) dias para interpor recurso com
efeito suspensivo à primeira Assembleia Geral, conforme art. 34 da Lei n.º 5.
764/71.
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§ 3º Sem prejuízo da penalidade, o associado que causar danos
materiais à Cooperativa fica obrigado a repará-los ao final do processo
administrativo, podendo esta, para tal fim, fazer descontos na sua
produção mensal ou demais haveres societários.
§ 4º Nos casos em que o cooperado pratique as condutas descritas
nas alíneas j, k e m do inciso III do art. 17 deste Estatuto, e, em razão disso,
venha a ser a Cooperativa compelida ao custeio de medicamentos,
materiais implantáveis, órteses e próteses de forma distinta daquela
estabelecida nos seus nos seus normativos, pela ANS, pela ANVISA e pelas
diretrizes do Conselho Federal de Medicina fica esta autorizada a debitar
da produção do médico associado solicitante a diferença entre o valor
custeado em decorrência da indicação do médico assistente e o valor
que deveria ser pago.
SEÇÃO III – DA EXCLUSÃO
Art. 14 - A exclusão do associado junto à Cooperativa se dará:
I - Por morte de pessoa natural;
II - Por incapacidade civil;
III - Por deixar de atender aos requisitos estatutários de ingresso e
permanência, em especial não residir na área de ação da Cooperativa
e/ou não manter uma produção mensal compatível com sua condição de
sócio, considerando-se a média determinada pelo comitê de
especialidades, conforme previsto no inciso I, do § 2º do art. 8º deste
Estatuto.
Parágrafo único: A exclusão prevista no inciso III deste artigo está
sujeita a apuração em procedimento administrativo e será decidida pelo
Conselho de Administração, após parecer do Conselho Ético-Técnico e
aplicada mediante termo firmado pelo Presidente do Conselho de
Administração da Cooperativa, no Livro de Matrícula, contendo os motivos
que a determinaram com comprovação e notificação do interessado
para ciência.
Art. 15 - A qualidade de associado e a responsabilidade, para o demitido,
excluído ou eliminado, somente termina na data de aprovação por
Assembleia Geral do Balanço e Contas do ano em que ocorreu a
demissão, exclusão ou eliminação.
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SEÇÃO IV – DO REINGRESSO
Art. 16 - O associado que tiver sido excluído (com fulcro no art. 14, II e/ou III
deste Estatuto) ou que houver solicitado sua demissão, terá o seu
reingresso condicionado à aprovação do Conselho de Administração e ao
cumprimento das mesmas obrigações exigidas aos candidatos a novos
associados.
CAPÍTULO V - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 17 - As infrações disciplinares cometidas pelo cooperado, decorrentes
de procedimentos dolosos ou culposos resultantes da transgressão às
normas legais, bem como às estatutárias e regimentais da Unimed Maceió,
serão graduadas da seguinte forma:
I - Infrações leves, quando o cooperado infringir, com ou sem dolo,
disposições regulamentares a que se propôs a respeitar e desde que não
cause dano econômico-financeiro à Unimed Maceió;
II - Infrações moderadas, quando o cooperado:
a) Cometer reincidência nas infrações leves, no prazo de 24 (vinte e
quatro) meses;
b) Descumprir normativo e/ou efetuar ato culposo, que cause prejuízo de
ordem econômico-financeira e/ou de imagem à Unimed Maceió;
c) Praticar qualquer tipo de discriminação entre clientes da Cooperativa e
quaisquer outros pacientes, sejam particulares ou de outros convênios;
d) Deixar de cumprir dispositivos de Lei, dos Estatutos, do Regimento Interno
ou deliberações tomadas pela Cooperativa, como não preenchimento
correto de formulários padrão e prontuários médicos;
III - Infrações graves, quando o cooperado:
a) Desenvolver a especialidade médica pela qual ingressou na
Cooperativa de maneira prejudicial à cooperativa e aos associados ou
que colida com seus objetivos sociais;
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b) Deixar de operar com a Cooperativa, na especialidade médica pela
qual ingressou, por um período de 12 (doze) meses consecutivos, sem
motivo justificado;
c) Deixar de prestar atendimento na sua especialidade nas unidades
próprias da Cooperativa nos 3 (três) primeiros anos contados da data de
sua admissão na Cooperativa, quando sua admissão for formada a partir
de processo seletivo para serviço próprio;
d) Deixar de cumprir dispositivos de Lei, dos Estatutos, do Regimento Interno
ou deliberações tomadas pela Cooperativa como prática de
procedimentos não compatíveis com o diagnóstico declarado,
internações desnecessárias repetidas, discriminação do usuário no
agendamento de consultas e não justificar a solicitação de procedimentos
médicos;
e) Descumprir normativo reiteradamente e/ou efetuar ato doloso, que
cause prejuízo de ordem econômico-financeira, decorrente ou não de
fraude, e/ou prejuízo à imagem da Unimed Maceió, denegrindo seu bom
nome, tecendo críticas pejorativas e infundadas perante terceiros;
f) Reincidir em infração moderada, no prazo de 24 (vinte e quatro) meses;
g) Tornar-se sócio, diretor ou gerente de pessoa jurídica de qualquer
natureza (civil, comercial, pública ou privada) que atue no mercado
enquanto operadora de planos e/ou seguros privados de saúde, na área
de abrangência da Unimed Maceió;
h) Levar a Cooperativa a responder por ações judiciais antes de esgotar
todas as instâncias administrativas no âmbito da Cooperativa;
i) Cobrar dos clientes, de forma reiterada, qualquer importância pela
realização de procedimentos médicos e/ou de serviços de apoio
diagnóstico e terapêutico previstos nos contratos celebrados;
j) Prescrever materiais implantáveis, órteses, próteses de forma contrária as
normas em vigor do Conselho Federal de Medicina, da ANS e da
Cooperativa;
k) Prescrever, na prestação do atendimento médico medicamentos e/ou
procedimentos, sem registro na ANVISA e/ou ANS, sem seguir protocolos
científicos, sem observância das Diretrizes da Associação Médica Brasileira,
Medicina Baseada em Evidências Científicas, sem a devida justificativa e
anuência da Auditoria e Diretoria;
l) Receber ou pleitear honorários por serviços não realizados.
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m) Incentivar ou participar, direta ou indiretamente, de atos desnecessários
e/ou danosos aos beneficiários;
n) Incentivar os beneficiários a exigir a liberação de procedimentos não
cobertos contratualmente;
o) Obter vantagens de ordem pessoal e/ou econômico-financeira pelo
encaminhamento dos usuários a laboratórios de patologia, clínicas que
realizem exames de imagens, ou afins, ocasionando prejuízos a
Cooperativa;
p) Cometer, reiterada e reincidentemente, outras infrações não
explicitadas neste artigo e julgadas inadequadas para a condição de
sócio pelo Conselho de Administração.
q) Descumprir as obrigações previstas nas alíneas a, b e c do art. 8º deste
Estatuto;
Art. 18 – São penalidades:
I – Advertência por escrito, sigilosa, aplicada nas infrações leves;
II - Suspensão por 30 (trinta) dias, aplicada na reincidência das infrações
leves;
III - Suspensão por 90 (noventa) dias, aplicada nas infrações moderadas;
IV - Eliminação aplicada no caso de reincidência das infrações
moderadas e no caso de infrações graves.
§ 1º As penalidades constantes neste artigo serão aplicadas pelo
Conselho de Administração, após análise do parecer do Conselho Ético-
Técnico.
§ 2º A decisão que conterá os fundamentos determinantes das
penalidades será assinada pelo Presidente do Conselho de Administração
da Cooperativa, registrada no Livro de Matrícula do(s) cooperado(s) e
arquivada em pasta individual, depois de sua notificação.
§ 3º Independentemente das penalidades no âmbito administrativo,
o associado que der causa à perda financeira mensurável à Cooperativa,
por descumprimento de seus normativos e/ou da legislação vigente,
deverá ressarcir a mesma da referida perda, conforme condições
estipuladas e regulamentadas pelo Conselho de Administração.
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CAPÍTULO VI - DO CAPITAL SOCIAL
Art. 19 - O Capital Social da Cooperativa é ilimitado quanto ao máximo,
variando conforme o número de quotas partes subscritas, não podendo,
entretanto, ser inferior à importância de R$ 1.200.000,00 (um milhão e
duzentos mil reais).
§ 1º O Capital Social é dividido em quotas partes de valor unitário
correspondente a R$ 100,00 (cem reais) cada uma.
§ 2º A quota parte é indivisível, intransferível a não associado e não
poderá ser negociada de nenhum modo, nem dada em garantia e todo
seu movimento, subscrição, realização, transferência e restituição será
sempre escriturado no livro de matrícula.
§ 3º As quotas partes, depois de integralizadas, poderão ser transferidas
entre associados, mediante autorização da Assembleia Geral e o
pagamento da taxa de 5% (cinco por cento) sobre seu valor, respeitando
o limite máximo de 1/3 (um terço) do valor do capital subscrito, para cada
associado.
Art. 20 - Para ingresso e permanência na Cooperativa, o candidato a
associado fica obrigado a subscrever e integralizar no mínimo 600
(seiscentas) quotas partes do capital, e para aumento contínuo do capital,
subscreverá e integralizará 01 (uma) consulta médica Unimed,
mensalmente, a partir do 2.º (segundo mês) de sua inscrição.
Art. 21 - O Associado se obriga a integralizar as suas quotas partes de uma
única vez, à vista.
Art. 22 - A restituição do capital e das sobras líquidas, em qualquer caso,
por demissão, eliminação ou exclusão, será sempre feita após aprovação
do Balanço do ano em que o associado deixar de fazer parte da
Cooperativa.
Parágrafo único: Ocorrendo demissão, eliminação ou exclusão de
associados em número tal que a devolução do capital possa afetar a
estabilidade econômica financeira da Cooperativa esta poderá efetuá-la
em prazo idêntico ao da sua realização.
20
CAPÍTULO VII - DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
Art. 23 - São órgãos sociais da COOPERATIVA:
I - A Assembleia Geral;
II - O Conselho de Administração;
III - O Conselho Ético-Técnico;
IV - O Conselho Fiscal.
SEÇÃO I – DA ASSEMBLEIA GERAL
Art. 24 - A Assembleia Geral dos Associados, que poderá ser ordinária ou
extraordinária, é o órgão supremo da Cooperativa, tendo poderes dentro
dos limites da lei e destes Estatutos, para tomar toda e qualquer decisão
de interesse geral.
Art. 25 - A Assembleia Geral será habitualmente convocada pelo
Presidente do Conselho de Administração, sendo por ele presidida.
§ 1º - 20% (vinte por cento) dos Associados em condição de votar,
podem requerer ao Presidente do Conselho de Administração da
Cooperativa a sua convocação e em caso de recusa convocá-lo-á eles
próprios.
§ 2º - O Conselho Fiscal poderá convocá-la se ocorrerem motivos
graves e urgentes.
Art. 26 - Em qualquer das hipóteses referidas no artigo anterior as
Assembleias Gerais serão convocadas com a antecedência mínima de 10
(dez) dias para a primeira convocação, de uma hora para a segunda e
de uma para a terceira.
Parágrafo único: As três convocações poderão ser feitas num único
edital, desde que dele constem expressamente os prazos para cada uma
delas.
Art. 27 - Não havendo “quórum” para a instalação da Assembleia
convocada nos termos do artigo anterior, será feita nova série de três
21
convocações, cada uma delas com a antecedência de 10 (dez) dias em
editais distintos.
Parágrafo único: Se ainda assim não houver “quórum” será admitida
a intenção de dissolver a sociedade, fato que será comunicado às
autoridades de Cooperativismo.
Art. 28 - Os editais de convocação das Assembleias Gerais deverão conter:
a) Denominação da Cooperativa, seguida da expressão “Convocação da
Assembleia Geral, Ordinária ou Extraordinária”;
b) O dia e hora da reunião em cada convocação, assim como o local de
sua realização, o qual, salvo motivo justificado será sempre o da sede
Social.
c) Sequência numérica da convocação;
d) A ordem do dia dos trabalhos, com as devidas especificações;
e) O número de associados existentes na data da expedição, para efeito
do cálculo do “quórum” de instalação;
f) A assinatura do responsável pela convocação.
§ 1º - No caso de a Convocação ser feita por associados, o edital
será assinado no mínimo pelos 05(cinco) primeiros signatários do
documento que a solicitar.
§ 2º - Os editais de convocação serão afixados em locais visíveis das
principais dependências da Cooperativa, publicado através de jornal de
grande circulação local e comunicado por circulares aos associados.
Art. 29 - O “quórum” mínimo para a instalação da Assembleia Geral é o
seguinte:
a) Dois terços dos associados em condições de votar na primeira
convocação;
b) Metade e mais um na segunda;
c) Mínimo de 10 (dez) na terceira.
Parágrafo único: O número de associados presentes, em cada
convocação, será comprovado pelas assinaturas dos mesmos constantes
do livro de presença.
22
Art. 30 - Os trabalhos das Assembleias Gerias serão dirigidos pelo Presidente
do Conselho de Administração da Cooperativa, auxiliado pelo Secretário
por ele convidado.
Parágrafo único: As Assembleias Gerais que não forem convocadas
pelo Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa, os
trabalhos serão dirigidos por associados escolhidos na ocasião.
Art. 31 - Os ocupantes de cargos sociais, bem como os associados, não
poderão votar nas decisões sobre assuntos que a eles se refiram de
maneira direta ou indireta, entre os quais os de prestação de contas, mas
não ficam privados de tomar parte nos debates referentes.
Art. 32 - Nas Assembleias Gerais em que forem discutidos balanços e
contas, o Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa, logo
após a leitura do relatório da Diretoria, das peças contábeis e do parecer
do Conselho Fiscal, suspenderá os trabalhos e convidará o Plenário, para
indicar um associado para dirigir os debates e votação da matéria.
Parágrafo único: Transmitida a direção dos trabalhos, o Presidente
do Conselho de Administração da Cooperativa e os demais membros
deixarão a mesa, permanecendo no recinto à disposição da Assembleia
para os esclarecimentos que lhes forem solicitados.
Art. 33 - As deliberações das Assembleias Gerais somente poderão versar
sobre os assuntos constantes do Edital de Convocação e os que com eles
tiverem direta e imediata relação.
§ 1º Habitualmente a votação será a descoberto (levantando-se os
que aprovam), mas, a Assembleia poderá optar pelo voto secreto,
atendendo-se então, as normas usuais.
§ 2º O que ocorrer na Assembleia deverá constar de ata
circunstanciada, lavrada em livro próprio, lida, aprovada e assinada no
final dos trabalhos pelo Presidente do Conselho de Administração da
Cooperativa, Secretário e por uma comissão de 10 (dez) associados
designados pela Assembleia e por todos aqueles que queiram fazer.
§ 3º As decisões das Assembleias Gerais serão tomadas pelo voto
pessoal dos presentes, tendo cada associado um voto.
§ 4º Nos termos do § 1.º, do artigo 42, da Lei n.º 5.764/71, não será
permitida a representação por meio de mandatário.
23
Art. 34 - A Assembleia Geral Ordinária reúne-se obrigatoriamente uma vez
por ano, no decorrer dos 90(noventa) dias seguintes ao término do ano
social, cabendo-lhe especialmente:
a) Deliberar sobre a prestação de contas do exercício anterior
compreendendo o relatório da gestão, o balanço e o demonstrativo da
conta de sobras e perdas e o parecer do Conselho Fiscal;
b) Dar destino às sobras e repartir as perdas;
c) Eleger, reeleger ou destituir ocupantes de cargos sociais;
d) Deliberar sobre o plano de trabalho formulado pela diretoria para o ano
seguinte;
e) Fixar, os valores relativos aos honorários do presidente do Conselho de
Administração, demais membros do Conselho de Administração e as
cédulas de presenças dos membros dos Conselhos, fiscal e Ético/Técnico,
pelo seu comparecimento às respectivas reuniões.
Parágrafo único - As deliberações da Assembleia Geral Ordinária, serão
tomadas pela maioria simples de votos, observando o que dispõe o artigo
33, §§ 3º, 4º deste Estatuto.
Art. 35 - A aprovação do balanço e contas, e o relatório da Diretoria
desonera os integrantes desta de responsabilidade para com a
Cooperativa, salvo erro, dolo ou fraude.
Art. 36 - A Assembleia Geral Extraordinária reúne-se sempre que necessário
e tem poderes para deliberar quaisquer assuntos de interesse da
Cooperativa, desde que constem do Edital de Convocação.
§ 1º - É da competência exclusiva da Assembleia Geral
Extraordinária deliberar sobre os seguintes assuntos:
a) Reforma dos estatutos;
b) Fusão, incorporação ou desmembramento;
c) Dissolução voluntária da Cooperativa e nomeação de liquidante;
d) Mudança do objeto da Sociedade;
e) Deliberar sobre as contas do liquidante.
24
§ 2º - São necessários, atendido o que dispõe o artigo 33, §§ 3º, 4º
deste Estatuto, os votos de 2/3 (dois terços) dos associados presente, para
tornar válidas as deliberações de que trata este artigo.
SEÇÃO II – DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Art. 37 - O Conselho de Administração é órgão máximo na hierarquia
administrativa da sociedade, de caráter colegiado, composto de 07 (sete)
membros eleitos, sendo, um Presidente, um Vice-Presidente, 5 (cinco)
membros obrigatoriamente sócios cooperados, eleitos por votação em
assembleia geral para um mandato de 04 (quatro) anos, sendo obrigatória
a renovação de no mínimo 1/3 (um terço) de seus membros eleitos, e
facultativamente 2(dois) membros independentes não cooperados.
§ 1º Reúne-se ordinariamente, 01(uma) vez por semana, e,
extraordinariamente, sempre que necessário, por convocação do
Presidente do Conselho de Administração, da maioria do próprio Conselho
de Administração, ou ainda, por solicitação do Conselho Fiscal.
§ 2º Delibera validamente com a presença da maioria dos seus membros
eleitos, vedada a representação, sendo as decisões tomadas por maioria
simples dos votos dos presentes, reservando-se o voto de desempate ao
Presidente do Conselho de Administração.
§ 3º Poderá integrar o Conselho de Administração qualquer cooperado,
desde que no pleno gozo de seus direitos sociais e que tenha previamente
participado e concluído curso na área de Governança Coorporativa
promovido pela Cooperativa.
§ 4º Os membros do Conselho de Administração não podem ter laços de
parentesco entre si, até o segundo grau, em linha reta ou colateral, por
consanguinidade ou afinidade.
§5º São inelegíveis para o Conselho de Administração, além das pessoas
impedidas por lei, os condenados à pena que vede, ainda que
temporariamente, o acesso a cargo público, ou por crime falimentar, de
prevaricação, suborno, concussão, peculato ou contra a economia
popular, a fé pública ou a propriedade.
25
§6º O membro do Conselho de Administração que em qualquer
operação, tenha conflito de interesse ao da sociedade não poderá
participar das deliberações referentes a essa operação, cumprindo-lhe
acusar o seu impedimento.
§ 7º Os membros do Conselho de Administração não serão pessoalmente
responsáveis pelas obrigações que contraírem em nome da sociedade em
virtude de ato regular praticado nos limites das suas atribuições, mas
responderão solidariamente pelos prejuízos de seus atos se procederem
com culpa ou dolo.
§ 8º Os honorários e/ou cédulas de presença dos membros eleitos do
Conselho de Administração serão definidos em Assembleia Geral
Ordinária.
§9º É vedado o exercício simultâneo de cargos no Conselho de
Administração e na Diretoria Executiva.
Art. 38 – O Conselho de Administração poderá preencher os 02 (dois)
cargos de membros independentes, devendo o indicado ter idoneidade
moral e reputação ilibada, sendo obrigatoriamente não sócios, sem direito
a voto, com a ampla função de assessoramento ao conselho de
administração, escolhidos entre profissionais de mercado, especialistas em
matérias pertinentes a governança, finanças, contabilidade, direito,
estratégia, recursos humanos, dentre outras.
Parágrafo único. Os conselheiros independentes serão nomeados e
destituídos pelo Conselho de Administração, a qualquer tempo.
Art. 39. Das hipóteses de vacância e substituição dos cargos do Conselho
de Administração:
I. Nos impedimentos pelo prazo inferior a 90 (noventa) dias, o
Presidente do Conselho de Administração será substituído pelo Vice-
Presidente.
II. Nos impedimentos superiores a 90(noventa) dias ou no caso de
vacância do cargo de Presidente do Conselho de Administração, o
vice-presidente ocupará o cargo de Presidente do Conselho de
Administração.
III. No caso da assunção prevista no inciso II deste artigo, os demais
membros eleitos do Conselho elegerão entre si o novo vice-
presidente.
26
IV. O substituto exercerá o cargo até o final do mandato de seu
antecessor.
V. Nos casos de vacância de 2 (dois) cargos no Conselho de
Administração, deverá ser convocada Assembleia Geral para
preenchimento destes cargos, desde que o período remanescente
do mandato seja igual ou superior a 6 (seis) meses.
VI. Perderá automaticamente o cargo, o membro do Conselho de
Administração que sem justificativa, faltar a três reuniões
consecutivas ou a seis reuniões alternadas, devendo tal medida ser
declarada pelo colegiado.
Art. 40. São de competência privativa do Conselho de Administração:
I. Exercer a administração estratégica da sociedade, fixando diretrizes,
políticas e orientações gerais dos negócios;
II. Atuar como guardião dos valores da sociedade, assegurando sua
perenidade e sustentabilidade;
III. Contratar, avaliar a performance, substituir e reconduzir, a qualquer
tempo, os diretores executivos da sociedade;
IV. Deliberar sobre a remuneração dos membros da diretoria executiva;
V. Monitorar e fiscalizar as atividades da diretoria executiva;
VI. Definir as atribuições e poderes da Diretoria Executiva, bem como os
limites de alçada, não estabelecidos no Estatuto Social, inclusive
mediante delegação formal de responsabilidades e regime de
competências;
VII. Deliberar sobre a criação de novos cargos no âmbito da Diretoria
Executiva, bem como fixar normas para admissão e desligamento de
colaboradores da Cooperativa;
VIII. Deliberar sobre as atribuições da ASCOOP – Assessoria ao
Cooperado, inclusive nomear seu coordenador;
IX. Promover um processo estruturado e regular de autoavaliação do
Conselho De Administração como órgão colegiado, dos comitês e
dos conselheiros individualmente;
X. Monitorar os resultados econômico-financeiros e os indicadores de
performance da sociedade;
XI. Aprovar e monitorar os investimentos;
XII. Deliberar sobre a contratação de quaisquer serviços de auditoria;
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XIII. Aprovar o orçamento anual, o relatório de gestão e as
demonstrações financeiras elaboradas pela diretoria executiva,
apresentando-os em assembleia geral;
XIV. Deliberar sobre a convocação de assembleia geral e estabelecer
sua ordem do dia;
XV. Deliberar sobre admissão, exclusão e eliminação de sócios
cooperados, observadas as regras e ritos definidos neste estatuto e
demais normas da cooperativa;
XVI. Instaurar e julgar processo administrativo disciplinar para aplicação
das penalidades de suspensão ou eliminação, com a assessoria do
Conselho Ético Técnico da Cooperativa;
XVII. Aprovar todo e qualquer regimento interno da sociedade;
XVIII. Aprovar o código conduta da sociedade;
XIX. Normatizar as situações que julgar necessário para o bom
funcionamento da sociedade, editando para tanto, instruções
normativas específicas;
XX. Deliberar sobre as políticas gerais, de finanças e recursos humanos
da sociedade;
XXI. Deliberar sobre uma política de formação de candidatos a órgãos
da administração da cooperativa, bem como de um plano de
atualização para os que estiverem no exercício do cargo;
XXII. Deliberar sobre aquisição, oneração ou alienação de bens imóveis
da sociedade, com expressa autorização da Assembleia Geral;
XXIII. Estabelecer políticas para implantar processos de governança
corporativa e fiscalizar se as melhores práticas estão sendo adotadas
na sociedade;
XXIV. Deliberar sobre associação a outras sociedades cooperativas,
federações ou confederações do Sistema Unimed;
XXV. Deliberar sobre a constituição de sociedades ou associação a outros
tipos societários, após debate e votação em assembleia geral;
XXVI. Deliberar sobre políticas que evitem conflitos de interesses entre a
sociedade e seus sócios e/ou administradores, bem como sobre a
adoção de providências que julgar necessárias na eventualidade do
surgimento do conflito, fazendo prevalecer sempre o interesse da
sociedade.
28
§ 1º O Conselho de Administração poderá contratar sempre que julgar
conveniente, o assessoramento de técnicos para auxiliá-lo no
esclarecimento dos assuntos a decidir, podendo determinar que apresente
previamente, projetos sobre questões específicas.
§ 2º As normas estabelecidas pelo Conselho de Administração serão
baixadas em forma de instruções normativas e constituirão o Regimento
Interno da Cooperativa.
Art. 41 – cabe ao Conselho de Administração, quando necessário, instituir
comitês ou órgãos técnicos, transitórios ou não, para auxiliar à
administração da Cooperativa no cumprimento das obrigações
estatutárias e às relacionadas ao cumprimento das normas estabelecidas
pela Lei nº 5.764/71 e as emanadas pela Lei 9.656/98 bem como às
determinações do órgão regulador das operadoras de planos de saúde.
§ 1º Os comitês ou órgãos técnicos tem por função realizar estudos,
planejar as ações, sugerir soluções, bem como promover o
encaminhamento de suas conclusões.
§ 2º O Conselho de Administração disciplinará, a missão, prazo,
composição, atribuições e regras gerais de funcionamento de cada um
dos comitês e dos órgãos instituídos.
Art. 42 – Ao presidente do Conselho de Administração cabe dentre outras,
as seguintes atribuições:
a. Convocar e presidir as reuniões do Conselho de Administração e das
Assembleias gerais;
b. apresentar à Assembleia Geral Ordinária, o relatório de gestão,
demonstrações financeiras, prestação de contas e pareceres do
Conselho Fiscal e auditores independentes, bem como os planos de
trabalho e programas para o exercício em curso;
c. Dar conhecimento às diretorias da Cooperativa das decisões do
Conselho de Administração;
d. Participar das reuniões do Conselho de administração e das
Assembleias gerais das Federações e Confederações do Sistema
Unimed;
e. Representar a cooperativa, ativa ou passivamente, em juízo ou fora
dele, inclusive, no que couber, constituir advogados e designar
prepostos.
29
SUBSEÇÃO I - DA DIRETORIA EXECUTIVA
Art. 43. A Diretoria Executiva é órgão subordinado ao Conselho de
Administração, responsável pelos atos de gestão cotidiana da sociedade,
composta por 05 (cinco) membros com os títulos de diretor-
superintendente, diretor de serviços corporativos, diretor de provimento de
saúde, diretor de mercado e diretor de serviços próprios, todos contratados
pelo Conselho de Administração.
§ 1º. Todos os diretores deverão possuir formação técnica compatível com
o cargo, bem como competência e experiência profissional comprovadas.
Art. 44. Não poderão integrar a Diretoria Executiva, aqueles que tenham
laços de parentesco com qualquer dos seus integrantes ou com os
membros dos conselhos de Administração e Fiscal, entre si até 2º (segundo)
grau, por consanguinidade ou afinidade, em linha reta ou colateral, e o
cônjuge ou companheiro, bem como os que se enquadrem nos termos do
artigo 51 da Lei 5.764/71.
Art. 45. Os membros da Diretoria Executiva não serão pessoalmente
responsáveis pelas obrigações que contraírem em nome da sociedade,
em virtude de ato regular de gestão praticado nos limites das suas
atribuições, mas responderão solidariamente pelos prejuízos de seus atos se
procederem com culpa ou dolo ou ainda com violação da lei, do estatuto
ou das determinações do Conselho de Administração.
Art. 46. A Diretoria Executiva rege-se, dentre outras, pelas seguintes normas:
I. Reúne-se ordinariamente uma vez por semana e
extraordinariamente sempre que necessário, por convocação do
diretor superintendente ou da maioria da própria diretoria, ou ainda
por solicitação do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal;
II. Delibera validamente com a presença da maioria de seus membros,
vedada a representação;
III. As deliberações serão consignadas em atas resumidas, lavradas em
livro próprio ou de folhas soltas, lidas, aprovadas e assinadas no final
dos trabalhos pelos membros presentes e encaminhadas ao
Conselho de Administração.
Art. 47. Compete à Diretoria Executiva
30
I. Executar as políticas, diretrizes estratégicas e orientação geral dos
negócios da sociedade fixadas pelo Conselho de Administração;
II. Comandar as operações diárias da sociedade;
III. Identificar, avaliar e propor ao Conselho de Administração
oportunidade de novos negócios;
IV. Elaborar orçamento anual com estimativa da despesa e receita;
V. Elaborar as demonstrações financeiras e o relatório de gestão,
submetendo-os ao Conselho de Administração, aos auditores
independentes e ao Conselho Fiscal;
VI. Estimar e sugerir ao Conselho de Administração, valores a serem
cobrados dos contratantes de assistência médica, assim como os
valores que deverão ser pagos aos sócios, aos serviços auxiliares de
diagnóstico e tratamento, empresas credenciadas e aos hospitais;
VII. Administrar o nível de risco aceitável do negócio estabelecido pelo
Conselho de Administração, identificando, mensurando e
gerenciando os riscos aos quais a sociedade está exposta;
VIII. Propor e implantar sistema de controles internos e de informação
que assegurem adequada confiabilidade da gestão, incluindo
políticas e limites de alçada;
IX. Assegurar que as atividades da sociedade sejam conduzidas de
forma ética e dentro da lei;
X. Executar as diretrizes de governança corporativa, bem como
monitorar sua observância em toda a sociedade;
XI. Desempenhar as atividades atribuídas pelo Estatuto Social, pelo
Regimento Interno e demais atividades delegadas pelo Conselho de
Administração ou pela assembleia geral;
XII. Aprovar todos e quaisquer atos, contratos e documentos, em valores
definidos pelo Conselho de Administração;
XIII. Elaborar e propor ao Conselho de Administração uma política geral
de recursos humanos e de finanças;
XIV. Exercer o controle das operações e serviços, verificando
mensalmente, no mínimo, o estado econômico-financeiro da
sociedade e o desenvolvimento das operações e serviços, por meio
de balancetes e demonstrativos específicos;
XV. Elaborar e propor ao Conselho de Administração as políticas de
responsabilidade institucional da sociedade, tais como meio-
ambiente e responsabilidade social e executar as políticas
aprovadas.
XVI. Implantar um sistema periódico de avaliação para os níveis
gerenciais.
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Parágrafo único. As atribuições da Diretoria Executiva e as dos Diretores
individualmente, não podem ser delegadas a outrem, salvo nas hipóteses
de substituição previstas neste estatuto.
Art. 48. É vedado à Diretoria Executiva contratar colaboradores que
tenham laços de parentesco com qualquer um dos seus integrantes ou
com os membros dos Conselhos de Administração, Conselho Fiscal e
empregados da Cooperativa, até o 2º (segundo) grau, por
consanguinidade ou afinidade, em linha reta ou colateral, e o cônjuge ou
companheiro.
Art. 49. Competirá conjuntamente a 02 (dois) membros da Diretoria
Executiva a assinatura de contratos, cheques, autorizações de créditos e
débitos bancários, físicas ou eletrônicas e demais documentos constitutivos
de obrigações, sempre de acordo com os limites de alçadas definidos
pelo Conselho de Administração.
Art. 50. Compete ao diretor superintendente:
I. Exercer a direção executiva da sociedade, coordenando e
supervisionando as atividades dos demais diretores;
II. Convocar e presidir as reuniões da diretoria executiva,
estabelecendo dia, hora e pauta;
III. Proferir voto de desempate em caso de empate em qualquer
deliberação colegiada da diretoria executiva;
IV. Substituir qualquer um dos membros da diretoria executiva, em casos
de impedimento temporário ou ausência;
V. Cumprir e fiscalizar o cumprimento de todas as diretrizes
administrativas e políticas fixadas pelo conselho de administração;
VI. Exercer a direção e supervisionar as atividades da controladoria,
gestão de talentos, GRC ouvidoria, gestão de marketing institucional,
assessoria de imprensa, comunicação e acompanhar as atividades
da assessoria jurídica;
VII. Exercer outras atividades que lhe sejam determinadas pelo conselho
de administração ou pela diretoria executiva.
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Art. 51. Compete ao Diretor de Serviços Corporativos:
I. Exercer a direção administrativa-financeira da sociedade,
coordenando e supervisionando as atividades e áreas
correspondentes, em especial planejamento financeiro,
faturamento, crédito e cobrança, contabilidade, controle de ativos,
departamento de pessoal, compras e tesouraria, patrimonial,
zeladoria, manutenção predial e dos demais equipamentos da
cooperativa, serviços de tecnologia da informação, gestão de
suprimentos, compras e logística e demais serviços que se fizerem
necessários, mediante cumprimento das políticas da sociedade.
II. Avaliar e providenciar o montante de recursos financeiros
necessários ao atendimento das operações e serviços da
sociedade;
III. Promover estudos e propor alternativas para manutenção do
equilíbrio econômico-financeiro da sociedade;
IV. Fixar o limite máximo que será mantido no caixa da sociedade;
V. Escolher instituição financeira bancária ou não, nas quais serão
realizados negócios e depositados recursos financeiros, obtendo em
seguida a aprovação do diretor superintendente e do conselho de
administração;
VI. Garantir a adequada contabilização e o acompanhamento das
operações econômico-financeiras da sociedade;
VII. Aprovar a admissão e demissão de pessoas ligadas às suas áreas de
responsabilidade;
VIII. Assinar juntamente com o diretor superintendente as demonstrações
financeiras da sociedade;
IX. Exercer outras atividades que lhe sejam determinadas pelo conselho
de administração ou pela diretoria executiva.
X. Avaliar e controlar as contas enviadas pelos prestadores e
cooperados.
XI. Acompanhar e proceder os atos de gestão sobre os pagamentos
dos contratantes de plano de saúde.
Art. 52. Compete ao diretor de provimento à saúde:
I. Exercer a direção da gestão da área coordenando e
supervisionando as atividades e áreas correspondentes;
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II. Manter contato com os diretores de clínicas, hospitais e chefes dos
demais serviços médicos tomados pela cooperativa, sempre
objetivando o aperfeiçoamento dos serviços;
III. Avaliar a qualidade, custo e utilização dos serviços que estão sendo
prestados e se estão de acordo com os padrões e procedimentos
estabelecidos pela cooperativa;
IV. Representar a cooperativa nas negociações dos contratos a serem
firmados ou renovados com hospitais, clínicas e demais serviços
auxiliares de diagnóstico e tratamento;
V. Verificar a necessidade de novos credenciamentos para a rede
prestadora de serviços de acordo com as coberturas contratuais e
segmentações dos planos de assistência à saúde ofertados;
VI. Negociar acordos com a rede credenciada para o estabelecimento
de protocolos e/ou diretrizes;
VII. Monitorar as autorizações de procedimentos médicos, serviços
auxiliares de diagnóstico e tratamento e de internações hospitalares;
VIII. Monitorar a produção médico-hospitalar;
IX. Deliberar sobre todas as questões relacionadas às auditorias
médicas;
X. Exercer outras atividades que lhe sejam determinadas pelo conselho
de administração ou pela diretoria executiva.
XI. Deliberar sobre a prestação de serviços assistenciais de acordo com
padrões, acompanhando o desempenho dos cooperados, dos
prestadores contratados.
XII. Demandar da câmara técnica a produção de protocolos e
diretrizes, acordando prazos, visando a otimização dos serviços
assistenciais, praticando a gestão das respectivas entregas
XIII. Demandar da área de tecnologia da informação a atualização
constante no sentido de otimizar as ferramentas envolvidas e
necessárias.
XIV. Avaliar a incorporação de novas tecnologias médicas e assistenciais.
XV. Buscar e demandar providencias para a constante atualização de
novas especialidades médicas.
XVI. Propor e negociar novos contratos com prestadores de serviços,
supervisionar e revisar os contratos existentes, avaliando a qualidade
e os custos dos serviços prestados.
XVII. Avaliar e propor novas modalidades de remuneração aos
prestadores.
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XVIII. Desenvolver e acompanhar ações que visem a uniformidade de
processos técnicos-administrativos.
Art. 53. Compete ao diretor de serviços próprios:
I. Exercer a direção da gestão da área, coordenando e
supervisionando as atividades e áreas correspondentes;
II. Administrar as unidades assistenciais próprias, ambulatoriais e
hospitalares, da cooperativa, monitorando os resultados e tomando
medidas corretivas, se necessário;
III. Propor à diretoria executiva e ao conselho de administração a
criação de novas unidades próprias para atendimento dos clientes
da cooperativa ou a extinção das existentes;
IV. Avaliar e controlar os custos assistenciais das unidades próprias em
conjunto com o Diretor de Serviços Corporativos;
V. Avaliar a qualidade da prestação de serviços assistenciais próprios;
VI. Prestar orientação técnica e administrativa aos serviços próprios,
garantindo seu alinhamento ao planejamento estratégico e
orçamentário;
VII. Exercer outras atividades que lhe sejam determinadas pelo conselho
de administração ou pela diretoria executiva.
VIII. Propor políticas de integração das áreas de serviços próprios e de
contratados, de modo a adequá-las à jornada dos pacientes;
IX. Desenvolver e acompanhar ações que visem a uniformidade de
processos técnicos-administrativos.
Art. 54. Compete ao diretor de mercado:
I. Exercer a direção da gestão de mercado da cooperativa,
coordenando e supervisionando as atividades e áreas
correspondentes;
II. Alinhar a área e equipe com os objetivos e posicionamento
estratégico da cooperativa;
III. Exercer a direção da gestão dos produtos e demais serviços
ofertados, organizando as ações para sua divulgação;
IV. Desenvolver programas relacionadas à inteligência de mercado,
com o objetivo de definir políticas e processos e subsidiar novas
oportunidades comerciais;
35
V. Administrar as ações comerciais, coordenar a estratégia de
mercado, lançar novos produtos e serviços, política de preços e gerir
as negociações dos principais contratos comerciais.
VI. Realizar pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos e
serviços. Definir mudanças na política comercial e realizar o
planejamento operacional das atividades comerciais.
VII. Exercer outras atividades que lhe sejam determinadas pelo conselho
de administração ou pela diretoria executiva.
VIII. Desenvolver e acompanhar ações que visem a uniformidade de
processos técnicos-administrativos.
SEÇÃO III – DO CONSELHO ÉTICO-TÉCNICO
Art. 55 - O Conselho Ético-Técnico será formado por três membros efetivos
e três suplentes, quaisquer destes para substituir quaisquer daqueles, todos
associados, com mandato de quatro anos ficando permitida a reeleição
de apenas 2/3 (dois terços) dos seus integrantes, cabendo-lhe as seguintes
atribuições:
a) Apresentar parecer prévio sobre admissão de associados, fazendo
relatório pormenorizado no caso de optar pela não admissão;
b) Assessorar a Diretoria, nos casos de eliminação de associado por
indisciplina ou desrespeito às normas da Sociedade, devendo apresentar
relatório prévio ao processo de eliminação;
c) Apresentar parecer em todos os casos que digam respeito à
inobservância do Código de Ética profissional ou à disciplina dos serviços
da Sociedade.
SEÇÃO IV – DO CONSELHO FISCAL
Art. 56 - O Conselho Fiscal é constituído por 03(três) membros efetivos e 03
(três) suplentes, quaisquer destes para substituir quaisquer daqueles, todos
associados, eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de um ano,
sendo permitida a reeleição, para o período imediato, de apenas 1/3 (um
terço) dos integrantes.
36
Parágrafo único: Os membros do Conselho Fiscal não poderão ter
entre si, nem com os membros da Diretoria, laços de parentescos até o 2º
grau em linha reta ou colateral.
Art. 57 - O Conselho Fiscal reúne-se ordinariamente uma vez por mês e
extraordinariamente, sempre que necessário, com a participação de três
dos seus membros.
§ 1º - Em sua primeira reunião, escolherá entre os seus membros
efetivos um coordenador, incumbido de convocar as reuniões e dirigir os
trabalhos destas e um secretário.
§ 2º - As reuniões poderão ser convocadas, ainda, por qualquer dos
seus membros, por solicitação da Diretoria Executiva ou da Assembleia
Geral.
§ 3º - Na ausência do coordenador os trabalhos serão dirigidos por
substituto escolhido na ocasião.
§ 4º - As deliberações serão tomadas por maioria simples e de voto,
proibida a representação, e constarão de ata lavrada em livro próprio,
lida, aprovada e assinada no final dos trabalhos de cada reunião pelos três
fiscais presentes.
Art. 58 - Ocorrendo três ou mais vagas no Conselho Fiscal, a Diretoria
Executiva convocará Assembleia Geral para o seu preenchimento.
Art. 59 - Compete ao Conselho Fiscal exercer assídua fiscalização sobre
operações, atividades e serviços da Cooperativa, cabendo-lhe entre
outras as seguintes atribuições:
a) Conferir mensalmente o saldo numerário existente em caixa, verificando
também se o mesmo está dentro dos limites estabelecidos pelo Conselho;
b) Verificar se os extratos de contas bancárias conferem com a
escrituração da Cooperativa;
c) Examinar se os montantes dos dispêndios e inversões realizadas estão de
conformidade com os planos e decisões da Diretoria Executiva;
d) Verificar se as operações realizadas e os serviços prestados
correspondem, em volume, qualidade e valor, às previsões feitas e as
conveniências econômicas-financeiras da Cooperativa;
e) Certificar-se se a Diretoria vem se reunindo regularmente e se existem
cargos vagos na sua composição;
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f) Averiguar se existem reclamações dos associados quanto aos serviços
prestados;
g) Inteirar-se se o recebimento dos ingressos é feito com regularidade e se
os compromissos são atendidos com pontualidade;
h) Averiguar se existem problemas com empregados;
i) Certificar-se se existem exigências ou deveres a cumprir junto a
autoridades fiscais, trabalhistas e/ou administrativas, bem assim quanto aos
órgãos do Cooperativismo;
j) Estudar os balancetes e outros demonstrativos mensais, o balanço e o
relatório anual da Diretoria emitindo parecer sobre estes para a
Assembleia;
k) Informar à Diretoria sobre as conclusões dos seus trabalhos,
denunciando a esta, à Assembleia Geral ou autoridade competente, as
irregularidades constatadas e convocar à Assembleia Geral se ocorrerem
motivos graves e urgentes.
Parágrafo único: Para exames e verificação dos livros contas e
documentos, necessários ao cumprimento das suas atribuições, poderá o
Conselho Fiscal contratar o assessoramento de técnicos especializados e
valer-se dos relatórios e informações de serviços de Auditoria.
CAPÍTULO VIII - DAS ELEIÇÕES
SEÇÃO I – DAS REGRAS GERAIS
Art. 60 - As eleições para preenchimento de cargos no Conselho de
Administração, Ético-Técnico e/ou Conselho Fiscal obedecerão ao
disposto neste capítulo.
Art. 61 - Não serão permitidos durante a campanha eleitoral, entrevistas ou
divulgações fora do meio médico cooperado, de dados, notícias,
estatísticas através de quaisquer meios de comunicação.
Parágrafo único: O(s) cooperado(s) que adotar(em) essa prática
poderá(ão) ser punido(s) administrativamente pelo Conselho de
Administração após apuração realizada pelo Conselho Ético-Técnico,
independentemente das penas passíveis de serem aplicadas à chapa
pela Comissão Eleitoral.
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Art. 62- As eleições para o Conselho de Administração, Ético-Técnico e o
Conselho Fiscal serão realizadas no dia da A.G.O. (Assembleia Geral
Ordinária), do ano em que os mandatos se findarem, com início no
momento da abertura da Assembleia e término as 18h00, na sede da
UNIMED e/ou em outra localidade constante do edital de convocação.
SEÇÃO II – DA COMISSÃO ELEITORAL
Art. 63 - Nas eleições, o Conselho de Administração designará uma
Comissão Eleitoral, composta por 01 presidente, 01secretário e 03
membros, todos cooperados, não detentores de mandatos na atual
gestão e que não pleiteiem cargos eletivos na gestão que se aproxima,
que assumirão as funções de promotores das eleições, assim como
coordenarão a apuração dos resultados que serão entregues à Direção
da Assembleia Geral Ordinária.
Art. 64 - Compete à Comissão Eleitoral, nos termos deste Estatuto:
I - Validar as chapas inscritas, receber e julgar as impugnações no ato da
homologação do registro que, porventura, sejam apresentadas às chapas,
cujo julgamento se dará em última instância.
II - Coordenar na Assembleia Geral, o processo de votação e apuração
das eleições;
III - Aplicar penas de advertência e impugnação individual do candidato
ou da chapa.
SEÇÃO III – DO REGISTRO DAS CHAPAS
Art. 65 - A inscrição da chapa para a eleição concomitante do Conselho
de Administração, Ético-Técnico e Fiscal deverá ser feita entre10 (dez) e
até 7 (sete) dias consecutivos antes da data marcada para a Assembleia
Geral, prazo esse improrrogável.
§ 1º - Cada Chapa, a partir da homologação do registro, designará
um representante para acompanhar os trabalhos da Comissão Eleitoral, ao
qual será garantido o pleno acesso a todas as etapas do Processo Eleitoral.
§ 2º - O representante designado poderá ser substituído em caso de
impedimento, através de nova designação.
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Art. 66 - Nas eleições anuais apenas para o Conselho Fiscal, a inscrição de
chapa deverá ser feita em até o 07(sete) consecutivos, antes da data
marcada para a Assembleia Geral, prazo esse improrrogável.
Art. 67 - A inscrição da chapa será requerida mediante protocolo, por
escrito, juntamente com todos os demais documentos instrutivos do pedido
de registro, de chapa, na secretaria da diretoria da Cooperativa, até às 18
(dezoito) horas do dia em que se encerra o prazo para inscrição.
Art. 67 - Quando o prazo para inscrição de chapas se encerrar aos
sábados, domingos e/ou feriados considera-se prorrogado para o próximo
dia útil.
Art. 68 - O pedido de registro da chapa far-se-á mediante formulário
apropriado fornecido pela Cooperativa, subscrito pelos respectivos
candidatos que compõem a chapa.
Art. 69 – Cada chapa para eleição do Conselho de Administração será
constituída de 7 (sete) nomes:
Parágrafo único: Os 7 (sete) candidatos ao Conselho de
Administração terão nos seus nomes referências aos cargos que venham a
ocupar.
Art. 70 - Cada chapa para eleição do Conselho Ético- Técnico será
constituída de 6 (seis) nomes:
Parágrafo único: Os 6 (seis) candidatos ao Conselho Ético-Técnico
terão nos seus nomes, referências à sua condição de efetivo ou suplente.
Art. 71 – Cada chapa para eleição do Conselho Fiscal será constituída de
6 (seis) nomes:
§ 1º Os 6 (seis) candidatos ao Conselho Fiscal terão nos seus nomes,
referências à sua condição de efetivo ou suplente.
§ 2º Na renovação anual de 2/3 do Conselho Fiscal essa condição
também deve ser seguida.
Art. 72 – Somente será aceita a chapa que contenha a totalidade dos
nomes concorrentes.
Art. 73 – O pedido de inscrição dos candidatos da chapa para o Conselho
de Administração, Ético-Técnico e/ou Conselho Fiscal conterá,
obrigatoriamente, a relação nominal dos candidatos que a integram e os
seguintes documentos instrutivos de cada cooperado, a saber:
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I - Declaração de que não é pessoa impedida por lei especial, nem
condenada a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a
cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou
suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o
sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência,
contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade.
II – Declaração de que não é parente até segundo grau, em linha reta ou
colateral, de qualquer outro candidato da mesma chapa ou de chapa do
Conselho Fiscal.
III - Comprovante de quitação com o Conselho Regional de Medicina de
Alagoas - CREMAL até o momento da inscrição da chapa pela qual
concorrer;
IV - Termo de Responsabilidade por meio da qual o candidato declara que
não se enquadra em nenhuma das restrições elencadas pelo art. 3º da RN
nº 311/2012 da ANS, exceto os candidatos ao Conselho Ético-Técnico;
V-Termo de aquiescência de sua candidatura;
VI - Declaração de que participou de, no mínimo. 50% (cinquenta por
cento) das Assembleias Gerais nos últimos 04 (quatro) anos;
VII – comprovação de participado e conclusão de curso de qualificação
na área de Governança Coorporativa promovido pela Cooperativa, nos
moldes exigidos no § 3º do Artigo 37 do Estatuto Social.
Art. 74 - Será recusado o pedido de registro de chapa quando:
I - Não for acompanhado dos documentos previstos neste Estatuto;
II - O mesmo cooperado constar como candidato em mais de uma chapa;
III - O cooperado constar simultaneamente como candidato a membro
dos Conselhos de Administração, Ético-Técnico e Fiscal, em um mesmo
período de mandato, ainda que em chapas diferentes;
IV - For apresentada impugnação declarada procedente.
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SEÇÃO IV - DA VOTAÇÃO
Art. 75 - Para votar, o cooperado deverá escolher dentre uma das chapas
registradas para eleição do Conselho de Administração, dentre uma das
chapas registradas para eleição do Conselho Ético-Técnico e dentre uma
das chapas registradas para eleição do Conselho Fiscal.
Art. 76 - Nas eleições concomitantes para o Conselho de Administração,
Conselho Ético-Técnico e Conselho Fiscal o eleitor votará, separadamente,
em uma chapa para o Conselho de Administração, uma chapa para o
Conselho Ético-Técnico e uma chapa para o Conselho Fiscal.
Art. 77 - A apuração dos votos deverá se iniciar logo após o término da
votação.
Art. 78 - Os votos para cada chapa serão apurados somando-se os votos
obtidos pelas chapas inscritas.
Art. 79 - Será eleita a chapa que obtiver o maior número de votos válidos.
Art. 80 - Em caso do empate das chapas nas eleições para o Conselho de
Administração, para o Conselho Ético-Técnico e nas do Conselho Fiscal,
será considerada eleita a chapa que pela somatória dos anos de
cooperação dos seus candidatos detiver a maior antiguidade associativa.
Art. 81 - Realizada a eleição e concluída a apuração, a comissão eleitoral,
através de 03 (três) representantes, levará tais resultados à mesa diretora
da A.G.O. (Assembleia Geral Ordinária), com relatório escrito, assim como
os demais elementos que comprovem a fidelidade dessas informações,
dados esses que serão inseridos na ata dessa Assembleia.
CAPÍTULO IX - DA DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO
Art. 82 - A Cooperativa se dissolverá de pleno direito:
I - Quando deliberar a Assembleia Geral, desde que os Associados,
totalizando o número mínimo exigido por lei, não se disponham a assegurar
a sua continuidade.
II - Devido à alteração de sua forma jurídica.
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III - Pela redução do número mínimo de associados ou do capital mínimo,
se até a Assembleia Geral subsequente, em prazo de 06 (seis) meses eles
não forem restabelecidos.
IV - Pelo cancelamento da autorização para funcionamento.
V - Pela paralisação de suas atividades por mais de 120 (cento e vinte)
dias.
Parágrafo único: A dissolução da Sociedade importará no
cancelamento da autorização para funcionar e do registro.
Art. 83 - Quando a dissolução da sociedade não for promovida
voluntariamente, nas hipóteses previstas no artigo anterior, a medida
poderá ser tomada judicialmente a pedido de qualquer associado ou por
iniciativa do órgão executivo federal.
CAPÍTULO X - DO BALANÇO - SOBRAS - PERDAS E FUNDOS
Art. 84 - O Balanço Geral, incluindo o confronto de ingressos e dispêndios,
será levantado no dia 31 de dezembro de cada ano.
§ 1º Os resultados serão apurados separadamente segundo a
natureza das operações ou serviços.
§ 2º Além da taxa de 10% (dez por cento) das sobras, revertem em
favor do fundo de Reserva os créditos não reclamados pelos associados,
decorridos 05 (cinco) anos, o produto da taxa cobrada sobre a
transferência de quotas partes, os auxílios e doações sem destinação
específica, e as rendas eventuais de qualquer natureza, não resultantes de
operações com associados.
Art. 85 - Das sobras verificadas serão deduzidas as seguintes taxas:
a) 10% (dez por cento) para o fundo de reservas;
b) 5% (cinco por cento) para o fundo de assistência técnica, educacional
e social;
c) Montante igual à taxa de até 12% (doze por cento) ao ano, calculado
sobre o capital integralizado em forma de juros.
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§ 1º - As sobras líquidas apuradas na forma deste artigo, serão
distribuídas aos associados na proporção das operações que houverem
realizadas com a Cooperativa, após a aprovação do Balanço pela
Assembleia Geral Ordinária, salvo decisão diversa desta.
§ 2º - As perdas verificadas, que não tenham cobertura no fundo de
reserva serão rateadas entre os associados após a aprovação do Balanço
pela Assembleia Geral Ordinária na proporção das operações que
houverem realizado com a cooperativa.
Art. 86 - O Fundo de Reserva destina-se a reparar eventuais perdas de
qualquer natureza que a Cooperativa venha a sofrer, sendo indivisível
entre os Associados, mesmo no caso de dissolução e liquidação da
Cooperativa, hipótese em que será recolhido ao Banco Nacional de
Crédito Cooperativo, juntamente com o saldo remanescente não
comprometido.
Art. 87 - O fundo de assistência técnica, educacional e social, indivisível
entre os associados, é destinado a prestar amparo aos associados e
familiares, e ainda prestar assistência técnica, educacional e social aos
empregados e dependentes, bem como para programar atividade de
incremento técnico e educacional dos cooperados. No caso de
dissolução e liquidação da Cooperativa, será recolhido ao Banco
Nacional de Crédito Cooperativo, juntamente com o saldo remanescente
não comprometido.
Parágrafo único: A aplicação do Fundo de Assistência Técnica,
Educacional e Social será disciplinada por Regimento Interno, cujas
normas serão baixadas de acordo com o § 3º art. 39 deste Estatuto.
CAPÍTULO XI - DOS LIVROS
Art. 88 - A Cooperativa terá os seguintes livros:
I – De Matrícula;
II – De atas das Assembleias Gerais;
III – De atas dos órgãos de administração;
IV – De atas do Conselho Fiscal;
V – De presença dos associados nas Assembleias Gerais;
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VI – Outros, fiscais e contábeis, obrigatórios.
Parágrafo único: É facultativo a adoção de livros de folhas soltas ou
fichas.
Art. 89 - No livro de matrícula, os associados serão inscritos por ordem
cronológica de admissão, dele constando:
I - O nome, idade, estado civil, nacionalidade, profissão e residência do
associado;
II - A data de sua admissão, quando for o caso de sua demissão e pedido
de eliminação ou exclusão;
III - A conta corrente das respectivas quotas partes do capital social.
CAPÍTULO XII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 90 - Os mandatos dos ocupantes de cargo de administração ou
fiscais, perduram até a data da realização da Assembleia Geral Ordinária
que corresponde ao ano social em que tais mandatos se findam.
Art. 91 - Os casos omissos ou duvidosos serão resolvidos de acordo com a
Lei e os princípios doutrinários, ouvidos os órgãos assistenciais e de
fiscalização do Cooperativismo.
Art. 92 – A Assembleia Geral Extraordinária de alteração estatutária que
dispuser sobre o aumento de capital, salvo decisão expressa em contrário,
preserva o direito adquirido dos atuais cooperados com relação a
manutenção do valor do capital social por eles subscritos e integralizados
quando de sua admissão, tendo em vista a participação de todos no
desenvolvimento da Cooperativa.
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SUBSEÇÃO I - DA INCORPORAÇÃO DA CASA DE SAÚDE SÃO SEBASTIÃO
Art. 93 - Por força da incorporação da Casa de Saúde São Sebastião Ltda.
Aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, fica criada a filial na Av.
Dom Antônio Brandão, nº 395, bairro do Farol, na cidade de Maceió,
Estado de Alagoas, com a denominação de Casa de Saúde São
Sebastião.
Art. 94 - A Cooperativa, por força da incorporação mencionada no art. 93
deste Estatuto, também passa a prestar, de forma direta e cumulativa,
através de sua filial Casa de Saúde São Sebastião, os serviços de
assistência médica e hospitalar de alta qualidade, respeitando-se, sempre,
os princípios éticos, independente de cor, raça, religião e convicções
políticas.
Art. 95 - As diretrizes e finalidades da filial Casa de Saúde São Sebastião,
observadas as suas condições e recursos, são as seguintes:
a) Prestar assistência médico-hospitalar, compreendendo os serviços de
urgência e emergência e de internação a pacientes que venham a ser
admitidos em suas dependências, sob a responsabilidade de médicos
integrantes do seu corpo clínico;
b) Manter serviços de diagnósticos e tratamento que possibilitem
segurança e qualidade, tanto na elucidação diagnóstica, como no
adequado tratamento das diferentes patologias;
c) Manter, quando possível, atualizados os recursos humanos,
equipamentos e instalações, visando propiciar um bom atendimento aos
que procurarem seus serviços;
d) Manter a comunidade informada das atividades que desenvolve
divulgando os serviços que oferece, a instalação de novos serviços e
efemérides;
e) Cooperar com a comunidade e órgãos públicos na divulgação e
execução de atividades de educação sanitária, proteção à saúde,
prevenção de doenças e acidentes;
f) Desenvolver ou colaborar no desenvolvimento de atividades de ensino,
treinamento e aperfeiçoamento do seu corpo social, corpo médico e
estagiários, quando vinculados a uma escola ou universidade; Realizar ou
apoiar pesquisas e investigações que levem ao aprimoramento da
assistência médico-hospitalar.
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Art. 96 – Fica mantido, em pleno vigor, o Regimento Geral do Hospital
Unimed Maceió, estando nele previstas a organização funcional, as
competências dos órgãos, as infrações e penalidades administrativas, os
poderes dos órgãos diretivos e os demais dispositivos relativos à atividade
da CASA DE SAÚDE SÃO SEBASTIÃO.
SEÇÃO II – DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 97 - O disposto nos artigos 37 e seguintes da seção II do capítulo VII
deste Estatuto Social, que trata do Conselho de Administração, entrará em
vigor, após sua aprovação pela Assembleia Geral Extraordinária de
Cooperados de 28 de setembro de 2022, se submetendo, entretanto, as
seguintes regras transitórias:
a) Define-se como “período de transição”, o tempo estabelecido em
calendário que se inicia com a aprovação das alterações Estatuto Social
na Assembleia Geral Extraordinária de 28 de setembro de 2022 e se que se
encerra em 31 de dezembro de 2023.
b) Neste período de transição serão implantadas as alterações previstas
neste estatuto, no que se refere a separação dos membros do órgão
Conselho de Administração e dos membros que irão compor a Diretoria
Executiva.
Art. 98 - A seleção, contratação e avaliação do Diretor Superintendente
ocorrerá através dos atos decisórios do Conselho de Administração.
Art. 99 - Após o período de adaptação de até 90(noventa) dias, o Diretor
Superintendente irá estabelecer seu plano de trabalho, metas de gestão e
iniciar a descrição do perfil, seleção e contratação dos demais membros
da Diretoria Executiva.
§ 1º - Cabe ao Diretor Superintendente a sugestão dos profissionais que
irão ocupar as diretorias contratadas, para fins de escolha pelos membros
do Conselho de Administração.
Art. 100 - Durante o período de transição, cada diretor membro da
Diretoria Executiva monitora de forma próxima, através de reuniões
diretoria por diretoria, as atividades realizadas pelo profissional contratado.
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Art. 101 - Fica estabelecido que em 01 de janeiro de 2024 concretizar-se-á
a implantação da Governança Corporativa da UNIMED Maceió, com a
separação efetiva dos órgãos de Governança dos órgãos de Gestão. A
partir desta data os membros eleitos da Diretoria Executiva e os vogais
comporão o novo Conselho de Administração, até a Assembleia Geral
Ordinária do ano de 2025.
Art. 102 - O atual Presidente da Cooperativa exercerá o Cargo de
Presidente do Conselho de Administração até a Assembleia Geral
Ordinária do ano de 2025.
Art. 103 - A partir de 01 de janeiro de 2024, todos os membros do Conselho
de Administração terão a mesma remuneração estabelecida em
Assembleia Geral, exceto a remuneração do presidente do Conselho de
Administração que terá valor diferenciado.
Art. 104 - A partir de 01 de janeiro de 2024, é vedado aos membros do
Conselho de Administração ocuparem as posições da diretoria executiva,
nem que seja interinamente.
SEÇÃO III – DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 105 – Os demais dispositivos do Estatuto Social permanecem em vigor
na forma neles dispostas.
Maceió – (AL), 28 de setembro de 2022.
Daniel de Macedo Veras Rafael Kennedy Gomes de Oliveira
Presidente Diretor Operacional(Secretário)