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Defensiv A

O documento aborda as operações defensivas, destacando a importância da defensiva como uma situação temporária até que a iniciativa possa ser retomada. Ele apresenta formas de obter a iniciativa, finalidades da defensiva e fundamentos essenciais, como a utilização do terreno, segurança e apoio mútuo. Além disso, detalha a estrutura da defesa em posição e as missões da infantaria, enfatizando a necessidade de flexibilidade e ações ofensivas para garantir a eficácia da defesa.

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Roger Lemos
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Defensiv A

O documento aborda as operações defensivas, destacando a importância da defensiva como uma situação temporária até que a iniciativa possa ser retomada. Ele apresenta formas de obter a iniciativa, finalidades da defensiva e fundamentos essenciais, como a utilização do terreno, segurança e apoio mútuo. Além disso, detalha a estrutura da defesa em posição e as missões da infantaria, enfatizando a necessidade de flexibilidade e ações ofensivas para garantir a eficácia da defesa.

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Operações Defensivas​
”A Defensiva é uma situação temporária, adotada por uma força até que se possa tomar ou retomar
a iniciativa, pois somente a ofensiva conduz a resultados decisivos” (C7-10, pg 7-1)

Formas de Obter/Retormar a Iniciativa (4 Formas e Verbo No Gerúndio)


O defensor deve aproveitar toda oportunidade para obter/retomar e manter a iniciativa:
(1) Selecionando a área de combate; ​
(2) Forçando o inimigo a reagir de acordo com o plano defensivo; ​
(3) Explorando as vulnerabilidades e os erros do inimigo por meio de operações ofensivas; e ​
(4) Contra-atacando as forças inimigas que tenham obtido sucesso.

Finalidades da Defensiva (6 Finalidades e Verbo no Infinitivo)


1. Ganhar tempo, criando condições mais favoráveis para a ação ofensiva;
2. Economizar forças em uma área, para possibilitar uma aplicação decisiva em outra;
3. Reduzir a capacidade de combate do inimigo, infligindo-lhe o máximo de perdas;
4. Impedir o acesso do inimigo a uma determinada região, detendo-o a sua frente;
5. Destruir forças inimigas, canalizando-as por meio de uma combinação de ações de defesa e de
retardamento, até que a situação favoreça uma atuação direta sobre elas; e
6. Proteger ou cobrir a manobra de outra força amiga.

Fundamentos da Defensiva (São 10, é necessário entender os conceitos)​


1. Apropriada Utilização do Terreno;
2. Segurança;
3. Apoio Mútuo; (A queda de um núcleo não deve provocar o rompimento da posição)
4. Defesa em Todas as Direções;
5. Defesa em Profundidade;
6. Flexibilidade;
7. Máximo Emprego de Ações Ofensivas;
8. Dispersão;
9. Utilização Judiciosa do Tempo Disponível; e
10. Integração e Coordenação das Medidas de Defesa.

Apropriada Utilização do Terreno:


O terreno é o principal fator na seleção do traçado do LAADA e na localização e distribuição das forças de
combate;
Utilização de obstáculos naturais para potencializar a defesa / ajustar frentes a ocupar e defender;
Na organização da posição, as características defensivas do terreno (cobertas e abrigos, observação e
campos de tiro, obstáculos etc.) devem ser exploradas ao máximo, bem como devem ser levantadas as vias de
acesso favoráveis ao inimigo que levem ao interior da posição.

Segurança:
A tropa em defensiva, bem como seus elementos subordinados, não deve apresentar-se ao inimigo como um
alvo fixo e facilmente identificável. A força deve realizar todas as ações no sentido de evitar a surpresa pelo Ini.
As Mdd Seg envolvem a Seg à frente da Área de Defesa, de flanco e da área de retaguarda, bem como dos
intervalos ao longo do LAADA.
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-​ Passiva: Não ser facilmente identificável (camuflagem, disciplina de luzes e ruídos, dispersão,
construção de abrigos).
-​ Ativa: Colocação de meios que proporcionem o alerta oportuno sobre a aproximação do Ini
(Lançamento PV/PE, patrulhas de ligação, lançamento de obstáculos e do sistema de alarme).​

Apoio Mútuo:
O apoio mútuo é estabelecido lateralmente e escalonado em profundidade, impedindo a infiltração inimiga
entre os núcleos, pois o espaço entre os mesmos fica permanentemente sob observação e batidos por
fogos. A queda de um núcleo não deve provocar o rompimento da posição (núcleos vizinhos e da
retaguarda).
Deve abrangir os núcleos de 1º Esc, Ruptura e Aprofundamento sempre que possível.
OBS: Na parte de Conduta, quando um núcleo cair, o GC mais próximo do pelotão vizinho deverá
ocupar posição suplementar afim de bater com fogos o núcleo que caiu enquanto o GC que continua na
frente divide suas esquadras e ocupa posição no núcleo do GC que mudou de posição.

Defesa em todas as direções:


Como o inimigo tem a iniciativa das ações, admite-se que ele possa atacar partindo de uma direção
diferente daquela considerada como provável, empregando forças regulares terrestres, forças irregulares ou
tropas paraquedistas.
Se o terreno permitir, a defesa em todas as direções é mais economicamente assegurada pela adequada
localização de forças de segurança e pelo emprego de reservas capazes de atuar em toda a área de defesa (em
conjunto com o posicionamento de Nu Aprf Def na A Rtg e flancos).

Defesa em Profundidade:
Admite-se que uma ação potente, por parte do inimigo, propicie-lhe um sucesso inicial e, com isso, ele consiga
penetrar na área de defesa.
Neste caso, a força deve estar preparada para bloqueá-lo em sucessivas linhas do terreno, à retaguarda,
podendo fazê-lo através de um adequado desdobramento das forças, em profundidade, pela preparação de
posições suplementares (Nu Aprf Def, Nu Rpt), pela manobra dos elementos avançados para posições
alternativas, pelo emprego da reserva e de fogos.
Geralmente o Núcleo de Ruptura geralmente é mobiliado pelo Pel Reserva aprofundando a Defesa
DESDE JÁ
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Flexibilidade:
A força deve organizar a defesa, de forma a permitir modificações no plano de emprego de forças e/ou fogos,
a fim de conter o ataque inimigo à medida que ele se desenvolve. Reservas móveis e fogos potentes,
quando disponíveis, constituem um precioso instrumento para a condução da defesa. A flexibilidade pode ser
obtida, também, pela articulação da reserva.
A mobilidade da reserva e os fogos fornecem ao comandante uma maior liberdade para conduzir o combate
defensivo.

Máximo Emprego de Ações Ofensivas:


A força deve estar preparada para aproveitar todas as oportunidades que se apresentem, tendo em vista a
retomada da iniciativa e a destruição do inimigo através da ação ofensiva.
Um agressivo patrulhamento, incursões e contra-ataques (ações dinâmicas), estão entre as ações pelas quais
o espírito ofensivo é mantido na defesa.

Dispersão:
Na organização da defesa o comandante dispõe as forças de modo a ser o menos vulnerável possível aos
fogos do inimigo.
A precariedade de meios em relação aos grandes espaços também pode impedir a dispersão. A missão
prepondera sobre o grau de risco em aceitar uma menor dispersão. A dispersão em profundidade é preferível
à dispersão em largura.

Utilização Judiciosa do Tempo Disponível:


Todo esforço deve ser feito para que as posições estejam preparadas antes do ataque inimigo.
A posição deve ser continuamente melhorada, devendo todo o tempo adicional ser utilizado neste trabalho.
O máximo de tempo disponível é utilizado na preparação e, após sua ocupação, no melhoramento da
posição defensiva, inclusive à noite.

Integração e Coordenação das Medidas de Defesa:


O plano global de defesa deve envolver a integração e a coordenação cuidadosa de todas as medidas
defensivas, particularmente aquelas referentes ao apoio de fogo, às barreiras e à defesa contra blindados.
Coordenar e integrar o dispositivo defensivo com todos os demais planejamentos (PAF, Plano de Barreiras,
Plano de Ocupação do P Avç C, coordenação de fogos com Unidades vizinhas, GE, entre outros).

Medidas de Coordenação e Controle


-​ Limite Anterior da Área de Defesa Avançada (LAADA);
-​ Zona de Ação;
-​ Limites;
-​ Pontos Limites;
-​ Zona de Reunião; e
-​ Posições de aprofundamento.
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LAADA

LAADA geral:
Determinado pelo escalão superior. É balizado de acordo com pontos nítidos no terreno e destina-se a
coordenar o dispositivo e os fogos de todas as armas e unidades de apoio.

LAADA real:
Linha balizada pela orla anterior dos núcleos de defesa de 1º Esc. Dá orientação e referência aos
comandantes de todos os escalões para o planejamento e a execução da defesa.

Zona de Ação:

Área de responsabilidade, normalmente definida por limites, atribuída a uma peça de manobra a partir do
escalão companhia de fuzileiros.
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Limites

Se estendem à frente e à retaguarda do LAADA, a fim de limitar a área de responsabilidade da companhia.


Normalmente, não são usados limites entre os pelotões.

Pontos Limites (Roda de Carroça)

Marcados sobre os limites laterais para indicar o traçado geral do LAADA e a linha dos P Avç C, definindo
onde os elementos vizinhos devem coordenar seus fogos e dispositivos defensivos.

Defesa em Profundidade
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Nu Aprf Def:
Núcleos de defesa localizados na área de reserva para a continuação do combate defensivo em
profundidade.

Nu Rpt:
Núcleos de defesa localizados na Área a defender dos Elm 1º Esc, localizados à Rtg dos Nu sobre
LAADA e à frente da Área da Reserva.

Simbologia de armamento coletivo e apoio de fogo

Tipos de Operações Defensivas (VAI CAIR DEFESA DE ÁREA)


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Defesa em Posição (VAI CAIR DEFESA DE ÁREA)

A defesa em posição é estruturada na organização de uma área de defesa a ser mantida a todo custo; no
emprego de forças de cobertura à frente para retardar e desorganizar a progressão do inimigo, e iludi-lo
quanto à verdadeira localização da posição defensiva; no emprego da reserva para limitar as penetrações e
desalojar o inimigo por meio de contra-ataques, caso consiga penetrar na posição.

MISSÕES da Infantaria em uma Defesa em Posição: (Deter, Repelir e Destruir)


Deter o inimigo pelo fogo à frente da posição; Repelir o seu assalto pelo combate aproximado; e Destruí-lo
ou expulsá-lo pelo contra-ataque, caso ele consiga penetrar na posição.

FINALIDADES da Infantaria em uma Defesa em Posição: (Dificultar, Impedir,


Desorganizar e Retomar)
Dificultar/deter a progressão do atacante, em profundidade, impedindo o seu acesso a uma
determinada área; aproveitar todas as oportunidades que se lhe apresentem para desorganizar /desgastar
/destruir as forças inimigas; e assegurar condições favoráveis para RETOMAR a ofensiva.

Formas de Manobra da Defesa em Posição

F Mnb - “Defesa de Área” (GRAVAR AS CARACTERÍSTICAS, VAI CAIR)


CARACTERÍSTICAS da Defesa de Área:
-​ A defesa de área tem por escopo a manutenção ou o controle de uma determinada região
específica, por um determinado período de tempo.
-​ A Infantaria na defesa de área detém o inimigo, pelo fogo, à frente da posição; repele seu
assalto, por meio do combate aproximado; e o destrói ou expulsa pelo contra-ataque, caso ele venha a penetrar
na posição.
-​ A defesa da área é, de um modo geral, adequada a todas as naturezas da Infantaria. Todavia, a
Infantaria blindada, em uma operação de defesa de área, deixa de aproveitar as suas principais características,
quanto à mobilidade e ação de choque.
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Escalonamento da Defesa
A defesa é escalonada em 3 áreas:
-​ 1. Área de segurança (A Seg)
-​ 2. Área de defesa avançada (ADA)
-​ 3. Área de reserva (A Res)
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Área de Segurança (A Seg)


Inicia no LAADA e se estende para a frente e para os flancos até onde forem empregados elementos de
segurança (Elm Seg Aprox, Elm Vig Aérea, PAC, PAG, F Cob);
Mobiliada pelo Escalão de Segurança.
O escalão de segurança é composto por forças equilibradas de armas combinadas

MISSÕES do Escalão de Segurança:


-​ Dar o alerta oportuno da aproximação do inimigo;
-​ Retardar e desorganizar o inimigo, dentro de suas possibilidades;
-​ Impedir a observação terrestre e os fogos diretos sobre a ADA;
-​ Iludir o inimigo quanto à verdadeira localização do LAADA
-​ Realizar ações de contra-reconhecimento; e
-​ Suplementarmente, o escalão de segurança localiza alvos reais e prováveis para o defensor e
pode receber missão de deixar elementos à retaguarda do inimigo para dirigir fogos, fornecer
dados e desorganizar suas operações.

Força de Cobertura
Normalmente estabelecida pelo Esc Sp ( Exército de Campanha ou DE).
Proporcionar segurança à frente dos PAG e proporcionar tempo para preparação da posição defensiva, por
meio de uma ação retardadora.
Cerca de 80 a 120 km à frente do LAADA.
Por necessitar de grande mobilidade, em geral esta missão é atribuída às tropas de Cav Mec e Inf Bld

Postos Avançados Gerais


Normalmente guarnecidos por um grupo de armas combinadas, integrando uma brigada , embora um
batalhão reforçado possa ser designado para guarnecer os PAG.
Estabelecidos aproximadamente de 8 a 12 km à frente do LAADA, por ordem do comandante da divisão
Proporciona maior segurança à frente da posição defensiva, alertam sobre a aproximação do Ini,
retardam e desorganizam sua progressão, procurando iludi-lo quanto à real localização do LAADA.

Postos Avançados de Combate (Saber o conceito dos P Avç C VAI CAIR!)


Situados, via de regra, entre 800 e 2.000 metros à frente do LAADA, nos acidentes do terreno de onde
possam melhor cumprir sua missão;
Proporcionar o alerta oportuno quando da aproximação do Ini e impedi-lo de realizar a observação
terrestre aproximada e os fogos diretos sobre o interior da área de defesa.
Ocupação pode ser atribuída à uma Cia Fuz dos batalhões de primeiro escalão (geralmente a reserva), ou
ser dividida entre as Cia Fuz 1º Esc, ou ainda ser mobiliado por elementos do batalhão reserva (reserva da
brigada).
Efetivo variável: para cada Z Aç Btl, desde uma Cia Fuz até um Pel Fuz Rfr

Área de Defesa Avançada (ADA)


Delimitada entre o LAADA e a retaguarda dos elementos em primeiro escalão;
Mobiliada pelos Elementos em 1º Escalão.

MISSÃO: Deter o inimigo pelo fogo à frente da posição, procurando impedir, por meio de fogos e do
combate aproximado, a sua entrada na referida área. Para cumprir esta missão, os elementos da ADA
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bloqueiam as vias de acesso disponíveis para o inimigo, não somente junto ao LAADA mas também em
profundidade a fim de limitar possíveis penetrações.

O pelotão, ao preparar um núcleo de defesa, adota a formação tática em linha.


O pelotão, além das posições principais, prepara posições suplementares nos flancos e retaguarda,
observando o princípio da defesa em todas as direções.

Pelotão Reserva (Reserva da Cia)


A missão principal do pelotão reserva é apoiar pelo fogo os pelotões do LAADA, limitando possíveis
penetrações no dispositivo defensivo da companhia.
O terreno, raramente permite que o pelotão reserva atire à frente desses pelotões. Por isso, o apoio de
fogo consiste em bater os intervalos entre os pelotões do LAADA, o interior dos seus núcleos de defesa no
caso de uma penetração do ini, os flancos e a parte posterior da área de defesa.

OBS: Embora se chame Pelotão Reserva, o pelotão Reserva fica localizado na Área de Defesa Avançada
ADA
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Contra-ataques:
O contra-ataque é uma ação decisiva do combate defensivo. O elemento básico da força de
contra-ataque do batalhão é a cia reserva.
A companhia reserva deverá realizar ensaios de todas as possibilidades de contra-ataque.
Estes contra-ataques, normalmente, buscam o restabelecer um núcleo de defesa submergido.

Ações ofensivas, mais frequentes na defesa em posição:


-​ 1. Para restabelecimento da posição: - Dirigido contra objetivos limitados no interior da posição.
-​ 2. De desorganização: - Dirigido a um objetivo limitado, fora da área de defesa.
-​ 3. De destruição: - Dirigido à destruição de Elm Ini penetrados ou infiltrados na Pos.

Defesa Móvel Empregada a partir do escalão divisão de exército

Graus de Resistência (VAI CAIR, SABER QUAIS SÃO E A ORDEM)


-​ Defender
-​ Retardar
-​ Vigiar

Plano de Apoio de Fogo (PAF)


É elaborado, levando-se em consideração:
-​ 1. As vias de acesso mais favoráveis à aproximação do inimigo.
-​ 2. O local que se deseja deter o inimigo, imediatamente à frente da área de defesa.
-​ 3. Os fogos disponíveis (orgânicos e em apoio)
-​ 4. O plano de barreiras

Os pelotões de fuzileiros são dispostos de maneira a permitir o apoio mútuo, a defesa em profundidade
e a proteção em todas as direções.

O Pel Fz, ao preparar um núcleo de defesa, adota a formação tática em linha.


As metralhadoras do grupo de apoio devem, em princípio, ser posicionadas nos intervalos dos grupos de
combate.
A peça de morteiro leve ocupa uma posição de tiro no interior do núcleo de defesa do pelotão. A posição
deve proporcionar segurança para a peça e, se possível, um itinerário desenfiado para o remuniciamento. Deve
permitir a observação e o controle do tiro pelo chefe de peça.

No pelotão de fuzileiros motorizado, o apoio de fogo é proporcionado pelo grupo de apoio, composto de
um morteiro leve e duas metralhadoras leves (Mec, Bld, L e Sl são diferentes), por elementos em reforço e
pelas armas coletivas dos grupos de combate (lança-rojões anticarro, fuzis metralhadores e lança-granadas).

OBS: Os Grupos de Apoio dos Pel Fuz Inf Mec são configurados de 2 maneiras, OU 2 Pç Mtr L ou 1 Pç
Mrt L
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Tipos de Fogos
-​ Fogos Longínquos; (800 metros a frente do LAADA é Fogos Longínquos)
-​ Fogos Defensivos Aproximados;
-​ Fogos de Proteção Final; (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral até o LAADA real
é Fogos de Proteção Proteção Final)
-​ Fogos no Interior da Posição.

Fogos Longínquos: (800 metros a frente do LAADA é Fogos Longínquos)


Planejados para bater o inimigo o mais cedo possível com a finalidade de causar-lhes baixas, retardar a
sua progressão e desorganizá-lo
Os fogos Longínquos são realizados à frente do P Avç C (800 metros a frente do LAADA é Fogos
Longínquos)

Fogos Defensivos Aproximados:


Planejados para destruir a coesão das forças atacantes, antes que possam lançar o assalto,
infringindo-lhes o maior número possível de baixas, rompendo-lhe o comando, o controle e as comunicações,
cegando-lhe a observação e neutralizando suas armas de apoio;
Os Fogos Defensivos Aproximados desencadeados a partir de linhas de acionamento (alcance de
utilização). até o LAADA.
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Fogos de Proteção Final: (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral até o LAADA
real é Fogos de Proteção Proteção Final)
Visam deter o ataque inimigo impedindo o seu assalto e repelindo o escalão de ataque;
São realizados imediatamente à frente dos núcleos de 1º escalão;
Os elementos do pelotão de fuzileiros desencadeiam seus fogos de proteção final a partir da LPF (100 a
200 metros da LINHA DE TOCAS, LPF NÃO É LAADA) (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral
até o LAADA real é Fogos de Proteção Proteção Final)

Fogos no Interior da Posição:


Visam limitar e isolar as penetrações, impedir a consolidação e apoiar os contra-ataques.
Constituídos pelos fogos das armas individuais e de apoio que possam atirar sobre a área em que se
deu a penetração.
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OBS: Na Prova não haverá LPF, então o instrutor padronizou que do LAADA Geral até o LAADA
Real, os fogos serão considerados FOGOS DE PROTEÇÃO FINAL

Formas de Emprego
-​ Ação de Conjunto
-​ Apoio Direto
-​ Reforço

Ação de Conjunto
O comandante da companhia pode atribuir a prioridade de fogos a determinado pelotão de fuzileiros. As
frações em ação de conjunto deverão estar imediata e totalmente em condições de apoiar o pelotão que
recebe a prioridade de fogos, entretanto poderá apoiar outros pelotões quando não estiver executando
seus fogos de prioridade.

Apoio Direto
É a forma de emprego na qual uma seção ou peça atua em proveito de um pelotão de fuzileiros,
executando missões mediante pedido direto. Caracteriza-se pelo fato de a fração estar administrativamente
subordinada ao comandante do pelotão de apoio e receber missões de tiro do pelotão de fuzileiros
apoiado. Somente por ordem do comandante da companhia seus fogos deixarão de apoiar este pelotão. Seus
próprios comandantes ficam com a responsabilidade de controlar seus tiros.

Reforço RECEBER ELM EM REFORÇO ALTERA A COMPOSIÇÃO DOS MEIOS!!!!


É a situação em que uma seção ou peça fica diretamente subordinado ao comandante do elemento
apoiado, que se torna responsável pelo seu emprego tático, controle de tiro e suprimento, passando a
fazer parte do pelotão reforçado. RECEBER ELM EM REFORÇO ALTERA A COMPOSIÇÃO DOS MEIOS!!!!
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Pelotão de Apoio
Missão: prover o apoio de fogo contínuo e imediato aos pelotões de fuzileiros.
Organização: é constituído por um grupo de comando, uma seção de morteiros a duas peças e uma
seção anti-carro a três peças.

Seção Anticarro:
Sempre que possível, os canhões devem entrar em posição no interior dos núcleos de defesa para a
execução de suas missões.
Quando a seção atua em ação de conjunto, seu cmt designa os alvos e conduz o tiro da seção de acordo
com os setores estabelecidos pelo cmt cia.
Quando uma peça estiver em apoio direto ou em reforço a um Pel, o seu chefe, de acordo com a ordem
do comandante da fração apoiada, designa os alvos e conduz o tiro da peça.

Exercícios

1. Cite uma forma de se obter/retomar ou manter a iniciativa,


R. selecionando a área de combate.

2. Cite 02 (duas) finalidades das Operações Defensivas.


R: Ganhar tempo, criando condições mais favoráveis para a ação ofensiva e Reduzir a capacidade de
combate do inimigo,

3. Cite 03 (três) fundamentos das Operações Defensivas.


R Apoio mútuo, defesa em profundidade, defesa em todas as direções
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4. Cite o fundamento da defensiva que integra o Plano de Apoio de Fogo com a Plana de
Barreiras.
R. Integração e coordenação das medidas de Defesa

5. Cite o significado da sigla "LAADA”


R. Limite anterior da Área de Defesa Avançada

6. Cite a nome dado aos núcleos defensivos que estão imediatamente à retaguarda dos núcleos
defensivos de 1º escatão, empregados quando algum núcleo de 17 escalão vem a sucumbir.
R: Núcleos defensivas de Ruptura.

Item 01. Associe a coluna da esquerda com a coluna da direita.

Fundamentos Definição

Apropriada Utilização do Terreno (1) (4) Ainda que a defesa seja organizada
para repelir um ataque frontal, geralmente
partido de uma determinada direção, o
batalhão deve ser capaz de se defender
contra-ataques nos flancos, ataques
aéreos, aeroterrestres, aeromóveis,
infiltrações e ataque à retaguarda por
forças guerrilheiras, devendo ser
preparados planos alternativos visando a
conter ou limitar tais ataques.

Segurança (2) (5) Essa defesa é indispensável para que o


inimigo seja contido e repelido se penetrar
na posição. A profundidade é dada pela
organização do terreno, não somente no
LAADA. mas, também, preparando
posições de aprofundamento, localizando a
reserva de modo que possa executar
contra-ataques e escalonando obstáculos e
fogos.

Apoio Mutuo (3) (7)Um agressivo patrulhamento, incursões


e contra-ataques estão entre as ações
pelas quais o espirito ofensivo é mantido na
defesa. O comandante deve estar atento
para retomar a iniciativa através de uma
ação ofensiva e aproveitar ao máximo a
mobilidade dos elementos blindados
orgânicos ou em reforço.

Defesa em Todas as Direções (4) (8) Na organização da defesa o


comandante dispõe as forças de modo a
ser o menos Vulnerável possivel aos fogos
do inimigo.

Defesa em Profundidade (5) (6) O plano de defesa deve favorecer a


possibilidade de pronta reação e imediata
17

retomada da iniciativa a qualquer momento


em que o atacante demonstre
vulnerabilidade.

Flexibilidade (6) (3) As forças são localizadas de modo que


possam cumprir a missão atribuída, obter a
dispersão adequada à situação e permitir o
recíproco auxílio no combate

Máximo Emprego de Ações Ofensivas (7) (4) Na organização todas as suas


características devem ser exploradas ao
máximo a fim de colocar o inimigo em
situação desvantajosa e, em melhores
condições, manter os acidentes capitais,
Todas as vias de acesso favoráveis ao
inimigo e que conduzam ao interior da
posição devem ser levantadas em relação
ao valor defensivo do terreno, a fim de
distribuir as forças de combate de modo a
barrar a progressão inimiga ao longo de
cada via de acesso.

Dispersão (8) (9) O tempo disponível para planejamento e


organização da posição defensiva influirá
na decisão do comandante do batalhão
quanto no emprego da tropa, preparação
de obstáculos, coordenação de fogos e
prioridade dos trabalhos.

Utilização Judiciosa do Tempo Disponível (10) Integra o PAF e o Plano de barreiras,


(9) além de outras medidas de controle

Integração e Coordenação das Medidas de (2) O batalhão, bem como seus elementos
Defesa (10) subordinados não deve apresentar-se ao
inimigo como um alvo fixo e facilmente
identificável. Uma vez que o atacante
possui a iniciativa quanto à hora, local,
direção e valor do ataque, o defensor deve
lançar elementos de segurança e, se
possível, dispositivos eletrônicos tais como
radares de vigilância terrestre (RVT), para
fornecer alerta oportuno da aproximação do
inimigo.

Item 02. Cite 03 (três) finalidades das operações defensivas.


R: Ganhar tempo, Economizar forças em uma área, Reduzir a capacidade de combate do inimigo,
Impedir o acesso do inimigo a uma determinada região, Destruir forças inimigas, Proteger ou cobrir a
manobra

Item 03. Apresente qual fundamento das Operações Defensivas fica MAIS evidenciado quando são
executadas as seguintes ações:
a. lançamento de PV/PE. Segurança (Ativa)
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b. realização de contra-ataques: Máximo emprego das ações Ofensivas


c. núcleos vizinhos podem bater por fogos sua posição, cruzando fogos. Apoio Mútuo
d. núcleos preparados e retaguarda. não ocupados nos flancos: Defesa em todas as direções
e. Roteiro de tiro do Pelotão: Integração e Coordenação das Medidas de Defesa
f. Camuflagem dos núcleos de defesa: Segurança (Passiva)

Item 04, Cite três maneiras de se obter a iniciativa das ações na Defensiva
R: (1) Selecionando a área de combate; ​
(2) Forçando o inimigo a reagir de acordo com o plano defensivo; ​
(3) Explorando as vulnerabilidades e os erros do inimigo por meio de operações ofensivas; e ​
(4) Contra-atacando as forças inimigas que tenham obtido sucesso.

Item 05. É de vital importância a adoção de medidas de coordenação e controle. Uma de extrema
importância é o Limite Anterior da Área de Defesa Avançada. Defina LAADA real geral e LAAPA GERAL.
R:
LAADA geral: Determinado pelo escalão superior. É balizado de acordo com pontos nítidos no terreno e
destina-se a coordenar o dispositivo e os fogos de todas as armas e unidades de apoio.
LAADA real: Linha balizada pela orla anterior dos núcleos de defesa de 1º Esc. Dá orientação e referência
aos comandantes de todos os escalões para o planejamento e a execução da defesa.

Item 06. Explique o que é Zona de Ação e a influência de seus limites para as ações da tropa
R: Área de responsabilidade, normalmente definida por limites, atribuída a uma peça de manobra a partir
do escalão companhia de fuzileiros.

Item 07. Cite os graus de resistência, do maior para o menor, respectivamente.


R: Defender, Retardar, Vigiar RESPECTIVAMENTE

1. Relacione as colunas de acordo com os tipos de fogos nas Operações Defensivas

(1) São desencadeados logo após o início ( 4 ) Fogos de proteção final


do ataque do inimigo, antes que possam
lançar o assalto.

(2) São desencadeados no interior dos ( 1 ) Fogos defensivos aproximados


núcleos em 1º escalão.

(3) Realizados pelos elementos do PAC e ( 3 ) Fogos Longínquos


de Artilharia, a fim de retardar, o mais cedo
possível, a progressão inimiga.

(4) Desencadeados quando o inimigo ( 2 ) Fogos no interior da Posição


atinge a sua p Ass.

2. O comandante de companhia passou uma peça da seção anticarro em reforço ao seu pelotão.
Exponha as implicações diretas em receber essa peça em reforço e apresente a melhor forma de
empregá-la.
Como a peça foi passada em reforço, devo designar que a peça fique junto ao núcleo do pelotão (junto
a área de um GC) onde ela possa bater a principal via de acesso inimigo, ou seja, onde mais provavelmente o
19

ini irá passar com seus carros de combate (alvos compensadores) e as passagens obrigatórias por parte da
tropa Ini que foram canalizadas pelos obstáculos naturais e artificiais. Devo coordenar, junto ao chefe de peça
(e o cmt GC da área que recebeu a peça), o roteiro de tiro para cada posição. Devo coordenar o
remuniciamento junto com o chefe de peça e o Adj. Terei um aumento do poder de fogo do meu pelotão. A
peça deverá realizar a preparação das posições principais e de muda junto com a limpeza dos campos de tiro.

3. Qual a melhor forma de empregar as armas de tiro indireto do Pelotão, quanto aos locais para se
planejar seus fogos?
Em áreas desenfiadas, protegidas dos fogos diretos da ADA, ECD bater regiões de passagem obrigatória e
locais favoráveis ao posicionamento de armas coletivas e à concentração de tropas inimigas.

4. O cmt do Gp de Apoio do seu pelotão o abordou com dúvidas em relação ao correto


posicionamento das metralhadoras e seu correto emprego. Apresente a sua resposta:
A metralhadora deve ser empregada nos intervalos dos GC ou se o terreno permitir em outra posição em
que melhor possa obter o CRUZAMENTO DOS FOGOS, RAZÂNCIA E O FLANQUEAMENTO, estando ainda
condicionada à localização dos obstáculos naturais e artificiais à frente da posição. Elas não devem ser
empregadas antes do inimigo atingir o alcance útil do armamento (MAG em reparo – 1800) com o objetivo de
não denunciar prematuramente suas posições e economizar munição, sendo melhor empregadas na LPF onde
terá a melhor execução de tiro flanqueante para bater alvos como pessoal desabrigado e armas coletivas
inimigas.

5. O Cmt da brigada designou a sua SU para ocupar o Posto Avançado de Combate. Além disso, o
Cmt SU designou que a seção de morteiros do Pel Apoio atuará em ação conjunta com a SU, sendo que
o seu pelotão terá a prioridade de fogos.

Com essas informações responda:

​ ​ a) Está correto em afirmar que a seção de morteiros deverá obrigatoriamente ocupar


posições junto ao núcleo do pelotão e o responsável por designar os alvos será o cmt do pel fuz?
A afirmativa está errada. Como o alcance útil do morteiro 81 é de 5800 metros, ele deverá ocupar
posições que possam bater toda a frente da Cia. Como ele será empregado em ação de conjunto, significa que,
apesar de ele estar apoiando o meu pelotão com concentrações de fogos, ele permanece subordinado
taticamente ao Cmt do Pel Ap. Dessa forma, o Cmt do Pel Ap é responsável por designar os alvos e as
concentrações da seção de morteiro, porém esse deverá informar e coordenar com o Cmt de C ia e com os Cmt
de Pel.

b) Informe as características dos fogos realizados pelo seu pelotão. Além disso, informe
as missões e as condutas do seu pelotão.
Os fogos do pel tem o objetivo de bater o ini o mais cedo possível, retardá-lo, causar-lhe baixas,
desorganizá-lo e iludir o ini quanto a verdadeira posição do LAADA. Além disso, o pelotão deve dar o alerta
oportuno da aproximação do ini e não engajar de forma definitiva com o ini. Deve ocupar posições de vigilância
que permitem boa observação em profundidade. O pel deverá realizar o retraimento por itinerários previamente
designados que ofereçam cobertura para a tropa.

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