Defensiv A
Defensiv A
Operações Defensivas
”A Defensiva é uma situação temporária, adotada por uma força até que se possa tomar ou retomar
a iniciativa, pois somente a ofensiva conduz a resultados decisivos” (C7-10, pg 7-1)
Segurança:
A tropa em defensiva, bem como seus elementos subordinados, não deve apresentar-se ao inimigo como um
alvo fixo e facilmente identificável. A força deve realizar todas as ações no sentido de evitar a surpresa pelo Ini.
As Mdd Seg envolvem a Seg à frente da Área de Defesa, de flanco e da área de retaguarda, bem como dos
intervalos ao longo do LAADA.
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- Passiva: Não ser facilmente identificável (camuflagem, disciplina de luzes e ruídos, dispersão,
construção de abrigos).
- Ativa: Colocação de meios que proporcionem o alerta oportuno sobre a aproximação do Ini
(Lançamento PV/PE, patrulhas de ligação, lançamento de obstáculos e do sistema de alarme).
Apoio Mútuo:
O apoio mútuo é estabelecido lateralmente e escalonado em profundidade, impedindo a infiltração inimiga
entre os núcleos, pois o espaço entre os mesmos fica permanentemente sob observação e batidos por
fogos. A queda de um núcleo não deve provocar o rompimento da posição (núcleos vizinhos e da
retaguarda).
Deve abrangir os núcleos de 1º Esc, Ruptura e Aprofundamento sempre que possível.
OBS: Na parte de Conduta, quando um núcleo cair, o GC mais próximo do pelotão vizinho deverá
ocupar posição suplementar afim de bater com fogos o núcleo que caiu enquanto o GC que continua na
frente divide suas esquadras e ocupa posição no núcleo do GC que mudou de posição.
Defesa em Profundidade:
Admite-se que uma ação potente, por parte do inimigo, propicie-lhe um sucesso inicial e, com isso, ele consiga
penetrar na área de defesa.
Neste caso, a força deve estar preparada para bloqueá-lo em sucessivas linhas do terreno, à retaguarda,
podendo fazê-lo através de um adequado desdobramento das forças, em profundidade, pela preparação de
posições suplementares (Nu Aprf Def, Nu Rpt), pela manobra dos elementos avançados para posições
alternativas, pelo emprego da reserva e de fogos.
Geralmente o Núcleo de Ruptura geralmente é mobiliado pelo Pel Reserva aprofundando a Defesa
DESDE JÁ
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Flexibilidade:
A força deve organizar a defesa, de forma a permitir modificações no plano de emprego de forças e/ou fogos,
a fim de conter o ataque inimigo à medida que ele se desenvolve. Reservas móveis e fogos potentes,
quando disponíveis, constituem um precioso instrumento para a condução da defesa. A flexibilidade pode ser
obtida, também, pela articulação da reserva.
A mobilidade da reserva e os fogos fornecem ao comandante uma maior liberdade para conduzir o combate
defensivo.
Dispersão:
Na organização da defesa o comandante dispõe as forças de modo a ser o menos vulnerável possível aos
fogos do inimigo.
A precariedade de meios em relação aos grandes espaços também pode impedir a dispersão. A missão
prepondera sobre o grau de risco em aceitar uma menor dispersão. A dispersão em profundidade é preferível
à dispersão em largura.
LAADA
LAADA geral:
Determinado pelo escalão superior. É balizado de acordo com pontos nítidos no terreno e destina-se a
coordenar o dispositivo e os fogos de todas as armas e unidades de apoio.
LAADA real:
Linha balizada pela orla anterior dos núcleos de defesa de 1º Esc. Dá orientação e referência aos
comandantes de todos os escalões para o planejamento e a execução da defesa.
Zona de Ação:
Área de responsabilidade, normalmente definida por limites, atribuída a uma peça de manobra a partir do
escalão companhia de fuzileiros.
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Limites
Marcados sobre os limites laterais para indicar o traçado geral do LAADA e a linha dos P Avç C, definindo
onde os elementos vizinhos devem coordenar seus fogos e dispositivos defensivos.
Defesa em Profundidade
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Nu Aprf Def:
Núcleos de defesa localizados na área de reserva para a continuação do combate defensivo em
profundidade.
Nu Rpt:
Núcleos de defesa localizados na Área a defender dos Elm 1º Esc, localizados à Rtg dos Nu sobre
LAADA e à frente da Área da Reserva.
A defesa em posição é estruturada na organização de uma área de defesa a ser mantida a todo custo; no
emprego de forças de cobertura à frente para retardar e desorganizar a progressão do inimigo, e iludi-lo
quanto à verdadeira localização da posição defensiva; no emprego da reserva para limitar as penetrações e
desalojar o inimigo por meio de contra-ataques, caso consiga penetrar na posição.
Escalonamento da Defesa
A defesa é escalonada em 3 áreas:
- 1. Área de segurança (A Seg)
- 2. Área de defesa avançada (ADA)
- 3. Área de reserva (A Res)
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Força de Cobertura
Normalmente estabelecida pelo Esc Sp ( Exército de Campanha ou DE).
Proporcionar segurança à frente dos PAG e proporcionar tempo para preparação da posição defensiva, por
meio de uma ação retardadora.
Cerca de 80 a 120 km à frente do LAADA.
Por necessitar de grande mobilidade, em geral esta missão é atribuída às tropas de Cav Mec e Inf Bld
MISSÃO: Deter o inimigo pelo fogo à frente da posição, procurando impedir, por meio de fogos e do
combate aproximado, a sua entrada na referida área. Para cumprir esta missão, os elementos da ADA
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bloqueiam as vias de acesso disponíveis para o inimigo, não somente junto ao LAADA mas também em
profundidade a fim de limitar possíveis penetrações.
OBS: Embora se chame Pelotão Reserva, o pelotão Reserva fica localizado na Área de Defesa Avançada
ADA
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Contra-ataques:
O contra-ataque é uma ação decisiva do combate defensivo. O elemento básico da força de
contra-ataque do batalhão é a cia reserva.
A companhia reserva deverá realizar ensaios de todas as possibilidades de contra-ataque.
Estes contra-ataques, normalmente, buscam o restabelecer um núcleo de defesa submergido.
Os pelotões de fuzileiros são dispostos de maneira a permitir o apoio mútuo, a defesa em profundidade
e a proteção em todas as direções.
No pelotão de fuzileiros motorizado, o apoio de fogo é proporcionado pelo grupo de apoio, composto de
um morteiro leve e duas metralhadoras leves (Mec, Bld, L e Sl são diferentes), por elementos em reforço e
pelas armas coletivas dos grupos de combate (lança-rojões anticarro, fuzis metralhadores e lança-granadas).
OBS: Os Grupos de Apoio dos Pel Fuz Inf Mec são configurados de 2 maneiras, OU 2 Pç Mtr L ou 1 Pç
Mrt L
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Tipos de Fogos
- Fogos Longínquos; (800 metros a frente do LAADA é Fogos Longínquos)
- Fogos Defensivos Aproximados;
- Fogos de Proteção Final; (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral até o LAADA real
é Fogos de Proteção Proteção Final)
- Fogos no Interior da Posição.
Fogos de Proteção Final: (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral até o LAADA
real é Fogos de Proteção Proteção Final)
Visam deter o ataque inimigo impedindo o seu assalto e repelindo o escalão de ataque;
São realizados imediatamente à frente dos núcleos de 1º escalão;
Os elementos do pelotão de fuzileiros desencadeiam seus fogos de proteção final a partir da LPF (100 a
200 metros da LINHA DE TOCAS, LPF NÃO É LAADA) (Na Prova Não haverá LPF, passou do LAADA Geral
até o LAADA real é Fogos de Proteção Proteção Final)
OBS: Na Prova não haverá LPF, então o instrutor padronizou que do LAADA Geral até o LAADA
Real, os fogos serão considerados FOGOS DE PROTEÇÃO FINAL
Formas de Emprego
- Ação de Conjunto
- Apoio Direto
- Reforço
Ação de Conjunto
O comandante da companhia pode atribuir a prioridade de fogos a determinado pelotão de fuzileiros. As
frações em ação de conjunto deverão estar imediata e totalmente em condições de apoiar o pelotão que
recebe a prioridade de fogos, entretanto poderá apoiar outros pelotões quando não estiver executando
seus fogos de prioridade.
Apoio Direto
É a forma de emprego na qual uma seção ou peça atua em proveito de um pelotão de fuzileiros,
executando missões mediante pedido direto. Caracteriza-se pelo fato de a fração estar administrativamente
subordinada ao comandante do pelotão de apoio e receber missões de tiro do pelotão de fuzileiros
apoiado. Somente por ordem do comandante da companhia seus fogos deixarão de apoiar este pelotão. Seus
próprios comandantes ficam com a responsabilidade de controlar seus tiros.
Pelotão de Apoio
Missão: prover o apoio de fogo contínuo e imediato aos pelotões de fuzileiros.
Organização: é constituído por um grupo de comando, uma seção de morteiros a duas peças e uma
seção anti-carro a três peças.
Seção Anticarro:
Sempre que possível, os canhões devem entrar em posição no interior dos núcleos de defesa para a
execução de suas missões.
Quando a seção atua em ação de conjunto, seu cmt designa os alvos e conduz o tiro da seção de acordo
com os setores estabelecidos pelo cmt cia.
Quando uma peça estiver em apoio direto ou em reforço a um Pel, o seu chefe, de acordo com a ordem
do comandante da fração apoiada, designa os alvos e conduz o tiro da peça.
Exercícios
4. Cite o fundamento da defensiva que integra o Plano de Apoio de Fogo com a Plana de
Barreiras.
R. Integração e coordenação das medidas de Defesa
6. Cite a nome dado aos núcleos defensivos que estão imediatamente à retaguarda dos núcleos
defensivos de 1º escatão, empregados quando algum núcleo de 17 escalão vem a sucumbir.
R: Núcleos defensivas de Ruptura.
Fundamentos Definição
Apropriada Utilização do Terreno (1) (4) Ainda que a defesa seja organizada
para repelir um ataque frontal, geralmente
partido de uma determinada direção, o
batalhão deve ser capaz de se defender
contra-ataques nos flancos, ataques
aéreos, aeroterrestres, aeromóveis,
infiltrações e ataque à retaguarda por
forças guerrilheiras, devendo ser
preparados planos alternativos visando a
conter ou limitar tais ataques.
Integração e Coordenação das Medidas de (2) O batalhão, bem como seus elementos
Defesa (10) subordinados não deve apresentar-se ao
inimigo como um alvo fixo e facilmente
identificável. Uma vez que o atacante
possui a iniciativa quanto à hora, local,
direção e valor do ataque, o defensor deve
lançar elementos de segurança e, se
possível, dispositivos eletrônicos tais como
radares de vigilância terrestre (RVT), para
fornecer alerta oportuno da aproximação do
inimigo.
Item 03. Apresente qual fundamento das Operações Defensivas fica MAIS evidenciado quando são
executadas as seguintes ações:
a. lançamento de PV/PE. Segurança (Ativa)
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Item 04, Cite três maneiras de se obter a iniciativa das ações na Defensiva
R: (1) Selecionando a área de combate;
(2) Forçando o inimigo a reagir de acordo com o plano defensivo;
(3) Explorando as vulnerabilidades e os erros do inimigo por meio de operações ofensivas; e
(4) Contra-atacando as forças inimigas que tenham obtido sucesso.
Item 05. É de vital importância a adoção de medidas de coordenação e controle. Uma de extrema
importância é o Limite Anterior da Área de Defesa Avançada. Defina LAADA real geral e LAAPA GERAL.
R:
LAADA geral: Determinado pelo escalão superior. É balizado de acordo com pontos nítidos no terreno e
destina-se a coordenar o dispositivo e os fogos de todas as armas e unidades de apoio.
LAADA real: Linha balizada pela orla anterior dos núcleos de defesa de 1º Esc. Dá orientação e referência
aos comandantes de todos os escalões para o planejamento e a execução da defesa.
Item 06. Explique o que é Zona de Ação e a influência de seus limites para as ações da tropa
R: Área de responsabilidade, normalmente definida por limites, atribuída a uma peça de manobra a partir
do escalão companhia de fuzileiros.
2. O comandante de companhia passou uma peça da seção anticarro em reforço ao seu pelotão.
Exponha as implicações diretas em receber essa peça em reforço e apresente a melhor forma de
empregá-la.
Como a peça foi passada em reforço, devo designar que a peça fique junto ao núcleo do pelotão (junto
a área de um GC) onde ela possa bater a principal via de acesso inimigo, ou seja, onde mais provavelmente o
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ini irá passar com seus carros de combate (alvos compensadores) e as passagens obrigatórias por parte da
tropa Ini que foram canalizadas pelos obstáculos naturais e artificiais. Devo coordenar, junto ao chefe de peça
(e o cmt GC da área que recebeu a peça), o roteiro de tiro para cada posição. Devo coordenar o
remuniciamento junto com o chefe de peça e o Adj. Terei um aumento do poder de fogo do meu pelotão. A
peça deverá realizar a preparação das posições principais e de muda junto com a limpeza dos campos de tiro.
3. Qual a melhor forma de empregar as armas de tiro indireto do Pelotão, quanto aos locais para se
planejar seus fogos?
Em áreas desenfiadas, protegidas dos fogos diretos da ADA, ECD bater regiões de passagem obrigatória e
locais favoráveis ao posicionamento de armas coletivas e à concentração de tropas inimigas.
5. O Cmt da brigada designou a sua SU para ocupar o Posto Avançado de Combate. Além disso, o
Cmt SU designou que a seção de morteiros do Pel Apoio atuará em ação conjunta com a SU, sendo que
o seu pelotão terá a prioridade de fogos.
b) Informe as características dos fogos realizados pelo seu pelotão. Além disso, informe
as missões e as condutas do seu pelotão.
Os fogos do pel tem o objetivo de bater o ini o mais cedo possível, retardá-lo, causar-lhe baixas,
desorganizá-lo e iludir o ini quanto a verdadeira posição do LAADA. Além disso, o pelotão deve dar o alerta
oportuno da aproximação do ini e não engajar de forma definitiva com o ini. Deve ocupar posições de vigilância
que permitem boa observação em profundidade. O pel deverá realizar o retraimento por itinerários previamente
designados que ofereçam cobertura para a tropa.