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Tutorial 2 m3

O documento aborda a anatomia e histologia do trato gastrointestinal (TGI), destacando a motilidade, controle nervoso e circulação sanguínea. Discute os mecanismos de contração do músculo liso, a função dos plexos nervosos entéricos, e os reflexos gastrointestinais, além de descrever distúrbios como acalasia e afagia. Também explora a influência hormonal e a regulação do fluxo sanguíneo durante a atividade gastrointestinal.

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Lucas Bortoluzzi
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O documento aborda a anatomia e histologia do trato gastrointestinal (TGI), destacando a motilidade, controle nervoso e circulação sanguínea. Discute os mecanismos de contração do músculo liso, a função dos plexos nervosos entéricos, e os reflexos gastrointestinais, além de descrever distúrbios como acalasia e afagia. Também explora a influência hormonal e a regulação do fluxo sanguíneo durante a atividade gastrointestinal.

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TUTORIAL 2 M3

Objetivos de estudo:

1. Estudar anatomia e histologia do TGI


2. Entender os diferentes tipos de movimentos do TGI e a ação do SN autônomo
3. Definir acalasia e afagia
4. Reconhecer o reflexo gastrocólico
5. Analisar influência da propriocepção no TGI

Cap 63: princípios gerais da função digestiva (motilidade, controle


nervoso e circulação sanguínea)

Trato digestivo fornece vitaminas, água e nutrientes por meio de:

1. Movimento dos alimentos pelo trato digestivo


2. Secreção de sucos digestivos e digestão de alimentos
3. Absorção de água, eletrólitos, vitaminas e produtos digestivos
4. Circulação de sangue pelo trato para levar as substâncias
5. Controle pelo sistema local, nervoso e hormonal

Figura mostra o trato, cada parte uma função (Esôfago: passagem dos
alimentos, Estômago: armazenamento deles e digestão, Intestino delgado:
digestão e absorção)

PRINCÍPIOS GERAIS DE MOTILIDADE DIGESTIVA

Anatomia fisiológica da parede gastrointestinal

Figura mostra secção transversal, camadas: (1- serosa/ 2- músculo liso longitudinal/ 3-músculo liso
circular/ 4- submucosa/ 5- mucosa)

O músculo liso gastrointestinal funciona como um sincício

Fibras musculares individuais com 200 a 500 micrômetros de comprimento e 2 a 10 de diâmetro, são
dispostas em feixes de até 1000 fibras paralelas.

Dentro desses feixes, fibras são conectadas por muitas junções gap (comunicantes), logo os sinais
elétricos viajam rapidamente entre as fibras (parecido com o miocárdio)

Cada feixe é separado do outro por tecido conjuntivo frouxo, mas se fundem em vários pares. Logo,
quando o potencial de ação acontece, ele passa para as outras fibras em todas as direções e percorre
uma distância que depende da excitabilidade

Atividade elétrica do músculo liso gastrointestinal

Músculo excitado por atividade lenta, com dois tipos de ondas: lentas e picos. A voltagem de repouso
pode variar
Ondas lentas causadas por alterações rítmicas no potencial de repouso
da membrana

Maioria das contrações ocorre ritmicamente por conta das ondas lentas.
Elas não são potenciais de ação, são mudanças no potencial de repouso da
membrana

Intensidade varia entre 5 e 15 mv e frequência varia de 3 a 12 por min


dependendo da parte o trato gastro

Ondas lentas ocorrem pela interação das células musculares lisas e as células intersticiais de Cajal
(atuam como marca-passo, regula o ritmo), elas têm contato sináptico com as de músculo e sofrem
mudanças de potencial por conta de canais iônicos que se abrem em ciclos. Ondas lentas que causam
potencias de pico

Potenciais de pico

São de ação, ocorrem quando o potencial de membrana se torna mais + do que -40 mv (norma seria -50
a -60)

Na figura, cada vez que o potencial fica mais + que -40, ocorrem os picos, e quanto maior esse potencial,
maior a frequência dos picos

Nas fibras musculares lisas gastro, potencial de ação ocorre por canais iônicos diferentes dos nervosos.
Canais de cálcio e sódio (Ca e Na entram juntos) eles se abrem e fecham muito mais lentamente, por isso
a longa duração do potencial de ação

Mudanças na voltagem do potencial de membrana em repouso

Normal o potencial de repouso é de -56 mv, quando se torna mais + (despolarização)fibras musculares se
excitam e quando se torna mais – (hiperpolarização) fibras se excitam menos

-Fatores de despolarização: distensão do músculo, estimulação por acetilcolina liberada por nervos
parassimpaticos e hormônios gastrointestinais

-Fatores de hiperpolarização: efeito da noradrenalina e adrenalina e estimulação por nervos simpáticos


secretando noradrenalina

A entrada de íons Ca causa contração da musculatura lisa

Esses íons agem e pelo mecanismo de controle de Calmodulina (ativa filamentos de miosina). Os íons Ca
fazem com que os íons Na entrem e nos picos a contração acontece

Contração tônica de alguns músculos lisos gastrointestinais

Em vez de rítmicas, elas são tônicas que é continua durando vários minutos ou horas, podendo ter
intensidade aumentada ou diminuída

Causada por potências de pico repetitivos ou por hormônios que provocam despolarização parcial e
continua se causar potencial de ação
CONTROLE NEURAL DA FUNÇÃO GASTROINTESTINAL (SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO)

Se encontra na parede do intestino começa no estômago e vai ate o anus,


com um número de neurônios superior a 100 mi (+ que na medula espinhal)

Composto por 2 plexos:

-Plexo externo ou mioentérico ou de Auerbach (entre camadas musculares


longitudinais e circulares, controla movimentos gastrointestinais)

-Plexo interno ou submucoso ou de Meissner (na submucosa, controla secreção e fluxo de sangue)

Estimuladores simpáticas e parassimpática pode aumentar ou inibir as funções

Na figura preto (submucoso e mioentérico) vermelho (sistema simpático e parassimpático)

-Fibras nervosas sensoriais: vem do epitélio e são aferentes (conduz do órgão para o SNC, para enviar
reflexos)

DIFERENÇA ENTRE OS PLEXOS MIOENTÉRICO E SUBMUCOSO

•Mioentérico: cadeia linear de muitos neurônios que se atende por todo o trato, controla atividade
muscular e provoca efeitos:

1. Aumento da contração tônica ou tônus


2. Aumento da intensidade das contrações rítmicas
3. Aumenta pouco ritmo do coração
4. Aumenta velocidade de condução d ondas excitatorias

Ele é excitatorio e também inibitório (secreta peptídeo intestinal vasoativo-VIP), inibe algum esfíncter
pilórico ou da valva ileocecal

•Submucoso: função de controle da parede interna na secreção, absorção e contração local do músculo

TIPOS DE NEUROTRANSMISSORES SECRETADOS POR NEURÔNIOS ENTÉRICOS

Mais de 25 substâncias sendo: (1) acetilcolina, (2) noradrenalina, (3) trifosfato de adenosina, (4)
serotonina, (5) dopamina, (6) colecistoquinina, (7) substância P, (8) peptídeo intestinal vasoativo, (9)
somatostatina, (10) leu-encefalina, (11) met-encefalina, (12) bombesina, (13) neuropeptídeo Y e (14)
óxido nítrico. -Acetilcolina excita e noradrenalina inibe atividade gastrointestinal

CONTROLE AUTONÔMICO DO TRATO DIGESTIVO

A estimulação parassimpática aumenta a atividade do sistema nervoso entérico

Classificado em divisões craniana (quase inteiramente nos nervos vagos, fornecendo inervação para
esôfago, estômago e pâncreas e pouco no intestino) e sacral (passam pelos nervos esplênicos pélvicos
até intestino grosso e anus, para reflexo de defecação)

Neurônios pós-ganglionares parassimpaticos (no plexo mioentérico e submucoso) aumentam a atividade


do sistema gastro
A estimulação simpática geralmente inibe a atividade do trato digestivo

Fibras simpáticas se originam entre os segmentos T5 e L2. Terminações nervosas excretam noradrenalina
que inibe as atividades, eles inervam todo o sistema gastro. Efeitos: noradrenalina inibe músculos liso do
trato

Fibras nervosas sensoriais aferentes do intestino

Algumas tem seus corpos celulares no sistema nervosos entérico e outras nos gânglios da raiz dorsal da
medula espinal. Eles são estimulados por: irritação da mucosa, distensão intestinal ou presença de
substâncias específicas. Isso causa excitação ou inibição das atividades intestinais

Reflexos gastrointestinais (3 tipos)

1. Reflexos integrados ao sistema nervoso entérico da parede intestinal: controlam secreção,


peristaltismo, contrações e efeitos inibitórios locais
2. Reflexo para os gânglios simpáticos pré-vertebrais e de volta para o trato digestivo: transmitem
sinais de outros locais, Ex: sinais no estômago causam evacuação (reflexo gastrocólico), etc
3. Reflexos do intestino para a medula: do estômago e duodeno para controlar secreção, dor que
causa inibição geral o de defecação que produzem contrações

CONTROLES HORMONAIS DA MOTILIDADE GASTROINTESTINAL

Tabela descreve cada hormônio e sua função/estímulos. A maioria dos de secreção afeta também a
motilidade.

•Gastrina: secreta da por células G do antro do estômago em resposta a ingestão de alimentos pela
distensão estomacal, ela estimula liberação de ácido clorídrico e do crescimento da mucosa gástrica

•Colecistoquinina (CCK): secreta da por células I na mucosa do duodeno e jejuno em resposta a produtos
digestivos. Ela faz contrair a vesícula biliar expelindo bile no intestino delgado (emulsifica gorduras). Ela
também inibe o apetite após refeição (estímulo nervoso aferente que excitam nervo vago que inibe
centros de alimentação no cérebro)

•Secretina: secreta da por células S na mucosa do duodeno em resposta ao suco gástrico, promove a
secreção pancreática de bicarbonato para neutralizar o ácido

•Peptídeo insulinotrófico dependente de glicose ou inibitório gástrico (GIP): secretado pela parte superior
do intestino delgado e tem efeito na diminuição da atividade motora do estômago e também estimula a
secreção de insulina

•Motilina: secretada pelo estômago e início do duodeno quando em jejum para aumentar a motilidade e
é inibida após ingestão de alimentos

MOVIMENTOS FUNCIONAIS DO TRATO DIGESTIVO (existem 2):

1-MOVIMENTOS PROPULSIVOS (PERISTALTISMO)

Faz o alimento avançar ao longo do trato digestivo, existem anéis


contrateis ao redor do intestino que empurra o conteúdo para frente.
Isso também ocorre nos duetos biliares, glandulares, ureteres e outros.
O estímulo é a distensão do intestino quando o alimento se acumula em um ponto, fazendo um anel
contrátil aparecer. Fortes sinais parassimpaticos provocam forte peristaltismo

Função do plexo mioentérico no peristaltismo

Peristalse ocorre de forma fraca ou não ocorre com ausência desse plexo, ela pode ser também
bloqueada com uso de atropina (bloqueia a acetilcolina)

As ondas peristálticas se movem unicamente em direção aos anus por meio de relaxamento
receptivo distal (Lei do intestino)

Ocorre pelo plexo mioentérico estar polarizado na direção anal. O anel empurra o conteúdo intestinal por
5 a 10 cm e ao mesmo tempo o intestino relaxa em direção aos anus, permitindo que empurre mais fácil
nessa direção. Por isso o alimento não volta em direção a boca

2-CONTRAÇÕES SEGMENTARES (MOVIMENTO DE MISTURA)

Mudam em diferentes partes do intestino, ocorrem pela própria peristalse ou por


contrações locais de segmentação intermitentes (duram 5ª 30 seg, na figura)

FLUXO SANGUÍNEO GASTROINTESTINAL (CIRCULAÇÃO ESPLÂNCNIA)

Inclui o fluxo do intestino, baço, pâncreas e fígado. Todo o sangue vai para
o fígado pela veia porta, onde passa por sinusóides do fígado e o deixa
pelas veias hepáticas que desembocam na veia cava (circulação geral).
Isso permite com que células reticuloendoteliais (macrófagos) presentes
nos sinusóides removam bactérias e partículas do sangue

Nutrientes solúveis em água absorvidos no intestino (carboidratos e


proteínas) são transportados para o fígado também, as células hepáticas
absorvem e armazenam 50 a 75% dos nutrientes temporariamente.

As gorduras são absorvidas por vasos linfáticos e conduzidas para o sangue pelo ducto torácico

ANATOMIA DO SUPRIMENTO SANGUÍNEO DIGESTIVO

Figura mostra, artéria mesenterica superior e inferior suprem as paredes dos


intestinos grosso e delgado e a artéria celíaca supre o estômago.

As artérias se ramificam, penetram na parede intestinal e se espalham pelos


feixes musculares, vilosidades e vasos submucoso abaixo do epitélio.
Paredes de arteríolas são muito musculares para controle do fluxo nas
vilosidades

EFEITO DA ATIVIDADE INTESTINAL E FATORES METABÓLICOS SOBRE O FLUXO SANGUÍNEO


DIGESTIVO

Normalmente o fluxo local depende da atividade da área, logo em absorção de nutrientes o fluxo aumenta
em até 8x, após ingestão ele também aumenta e diminui quando em repouso
Mecanismos de aumento do fluxo durante a atividade gastrointestinal

Substâncias vasodilatador as liberadas da mucosa intestinal durante digestão


(hormônios peptidicos falados antes), controlando atividade motora e secretora

Glândulas liberam na parede as cininas (calidina e bradicinina) que são


vasodilatadores

A diminuição de O2 na parede intestinal aumenta fluxo em 50 a 100%


dependendo da taxa metabólica e pode aumentar ate 4x a adenosina que é
vasodilatadora

Fluxo de sangue em contracorrente nas vilosidades

Fluxo arterial e venoso em direções opostas e o arranjo vascular faz com que O2 se difunda das arteríolas
para as vênulas, não indo para as vilosidades, isso é prejudicial quando há alguma patologia e o déficit de
O2 pode se tornar grande causando morte das vilosidades diminuindo a capacidade de absorção

CONTROLE DO SISTEMA NERVOSO DO FLUXO SANGUÍNEO NO SISTEMA DIGESTÓRIO

-Nervos parassimpaticos vão para estômago e cólon inferior e aumentam o fluxo e secreção glandular
quando estimulados

-Nervos simpáticos causam o contrário, intensa vasoconstrição das arteríolas e diminuição do fluxo,
depois de um tempo ocorre o escape autorregulatório onde mecanismos vasodilatadores são ativados
pela isquemia retornando o fluxo ao normal

Importância da redução do fluxo gastrointestinal quando outras partes do corpo precisam de fluxo
extra

Ocorre durante curtos períodos como em exercícios, onde o sistema simpático é ativado fazendo
vasoconstrição, pode ocorrer também em choque circulatório quando os tecidos do corpo estão com
falta de fluxo (principalmente cérebro e coração)

Ocorre também vasoconstrição das veias intestinais e mesentericas, podendo fornecer de 200 a 400 ml
extra para a circulação geral

•Acalasia: Distúrbio esofágico em que o esfíncter esofágico inferior não relaxa e o esôfago perde os
movimentos peristálticos, dificultando a passagem de alimentos para o estômago.
•Afagia: Incapacidade completa de engolir, impedindo a passagem de alimentos e líquidos da boca
para o esôfago.

A propriocepção é a capacidade do corpo de perceber sua própria posição e movimento no espaço.


Essa habilidade resulta de receptores sensoriais localizados nos músculos, articulações e tendões, que
enviam informações ao sistema nervoso central sobre o posicionamento e o estado dos músculos e
articulações. Ela auxilia na deglutição, peristaltismo e controle dos esfíncteres

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