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Estagio Basico

Este trabalho analisa o papel do psicólogo no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) utilizando a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada). A pesquisa, fundamentada em uma entrevista com uma especialista, destaca a importância da intervenção precoce, o envolvimento dos pais e a eficácia da terapia na promoção do desenvolvimento das crianças. Os resultados enfatizam a necessidade de abordagens personalizadas e contínuas para garantir avanços significativos no tratamento.
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Estagio Basico

Este trabalho analisa o papel do psicólogo no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) utilizando a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada). A pesquisa, fundamentada em uma entrevista com uma especialista, destaca a importância da intervenção precoce, o envolvimento dos pais e a eficácia da terapia na promoção do desenvolvimento das crianças. Os resultados enfatizam a necessidade de abordagens personalizadas e contínuas para garantir avanços significativos no tratamento.
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MULTIVIX VILA VELHA ENSINO PESQUISA E EXTENSÃO LTDA

PSICOLOGIA

CAROLINE DE CASTRO PINYO


CAMILLA PIEROZAN MEDEIROS
EVELLY DOS SANTOS DIAS
LUIZ FELIPE NOLASCO CORADINI
ISABELA DA PAZ DE JESUS MACHADO

TEMA: O USO DA TERAPIA ABA PARA O TRATAMENTO DO AUTISTA.

Professora:
Eveliny Trugilho Silva

VILA VELHA.
2024
ESTÁGIO BASICO I

O USO DA TERAPIA ABA PARA O TRATAMENTO DO AUTISTA.

Trabalho apresentado à Estágio Básico I do


Curso de Psicologia da Faculdade Multivix -
Campus Vila Velha, como requisito para
aprovação.

Orientadora: Eveliny Trugilho Silva

Vila Velha
2024
RESUMO

Este trabalho tem como finalidade examinar o papel do psicólogo no tratamento de


crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) através da terapia
ABA (Análise do Comportamento Aplicada). A pesquisa busca elucidar o surgimento
do TEA e seus respectivos sintomas, além de enfatizar a relevância da intervenção
precoce e o papel essencial que o psicólogo desempenha nesse contexto. A
investigação é fundamentada em uma entrevista com a psicóloga Isabelle Lourenço,
expert em ABA, que discorre sobre diversos tópicos, incluindo a envolvimento dos
pais no tratamento, a idade mais adequada para o início das intervenções, os
materiais terapêuticos utilizados e as dificuldades frequentemente apresentadas
pelas crianças. Também são abordados os principais obstáculos no tratamento, como
a falta de engajamento dos pais e a importância de iniciar o tratamento precocemente
para garantir um desenvolvimento efetivo. Os achados destacam a eficácia da terapia
ABA e sublinham a necessidade de uma intervenção personalizada e contínua para
promover o avanço das crianças com TEA.

Palavras-chave: Comportamento; Desenvolvimento; Terapia ABA; Autismo.


Abstract

This work aims to examine the role of the psychologist in the treatment of children
diagnosed with Autism Spectrum Disorder (ASD) through ABA (Applied Behavior
Analysis) therapy. The research seeks to elucidate the emergence of ASD and its
respective symptoms, in addition to emphasizing the relevance of early intervention
and the essential role that the psychologist plays in this context. The investigation is
based on an interview with psychologist Isabelle Lourenço, an expert in ABA, who
discusses several topics, including parental involvement in treatment, the most
appropriate age for starting interventions, the therapeutic materials used and the
difficulties frequently presented. by children. The main obstacles to treatment are also
addressed, such as the lack of parental engagement and the importance of starting
treatment early to ensure effective development. The findings highlight the
effectiveness of ABA therapy and underscore the need for personalized and ongoing
intervention to promote advancement in children with ASD.

Keywords: Behavior; Development; ABA Therapy; Autism.


SUMARIO

1. Introdução............................................................................................................ 07

 1.1 Justificativa ............................................................................................ 09


 1.2 Delimitação do Tema .............................................................................. 09
 1.3 Problemáticas. ........................................................................................ 09
 1.4 Objetivos. ................................................................................................ 10
o Objetivo Geral ................................................................................................................... 10
o Objetivos Específicos ........................................................................................................ 10

 1.5 Hipóteses. ............................................................................................... 10

2. Metodologia ......................................................................................................... 10

 2.1 Classificação da Pesquisa...................................................................... 10


 2.2 Participantes. .......................................................................................... 10
 2.3 Instrumentos. .......................................................................................... 10
 2.4 Procedimentos de Coleta de Dados. ...................................................... 10
 2.5 Análise de Dados. .................................................................................. 10
o 2.5.1 Participação dos Pais no Tratamento ..................................................................... 11
o 2.5.2 Idade Ideal para Iniciar o Tratamento ..................................................................... 11
o 2.5.3 Materiais Utilizados na Terapia ............................................................................... 11
o 2.5.4 Principais Dificuldades Encontradas nas Crianças ................................................ 11
o 2.5.5 Reação das Crianças nas Primeiras Sessões ....................................................... 12
o 2.5.6 Tempo de Duração do Tratamento ......................................................................... 12
o 2.5.7 Dificuldades em Iniciar o Tratamento Tardiamente ................................................ 12
o 2.5.8 Principais Desafios no Tratamento ......................................................................... 12

3. Referencial Teórico ............................................................................................ 13

 3.1 Transtornos do Espectro Autista (TEA)................................................... 13


 3.2 Análise do Comportamento Aplicada (ABA) ........................................... 15

4. Análise e Discussão .......................................................................................... 17

 4.1 O Psicólogo No Tratamento Do Tea ...................................................... 17


 4.2 Participação dos Pais no Tratamento .................................................... 19
 4.3 Idade Ideal para Iniciar o Tratamento .................................................... 19
 4.4 Materiais Utilizados na Terapia ............................................................ 20
 4.5 Dificuldades Comuns nas Crianças. ..................................................... 20
 4.6 Reação das Crianças nas Primeiras Sessões. ...................................... 21
 4.7 Tempo de Duração do Tratamento ........................................................ 21
 4.8 Dificuldades em Iniciar o Tratamento Tardiamente ...............................21
 4.9 Principais Desafios no Tratamento ....................................................... 22

5. Conclusão................................................................................................................22

6. Referências.............................................................................................................24
1.0 INTRODUÇÃO

Conforme a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas


Relacionados à Saúde (CID-11), o Transtorno do Espectro Autista é caracterizado
pela persistência de déficits na comunicação social e na capacidade de iniciar e
manter interações sociais. Além do mais, comportamentos e interesses limitados,
repetitivos e rígidos são características do TEA (Organização Mundial da Saúde,
2019).

Ao que tudo indica as características do autismo teria vindo de alguns


estudos do psiquiatra Leo Kanner, ele observava crianças exibindo comportamentos
atípicos e algo incomum nas relações sociais. Logo no ano de 1943 colocou o nome
“distúrbio autistico do contato afetivo”. ( Kanner, L. (1943). Distúrbios autistas de
contato afetivo. Nervous Child, 2 , 217-250).

Durante os anos 50 e 60 foram feitas novas pesquisas e alguns


pesquisadores chegaram constatar que o comportamento Autista poderia ser
originado por relações pobres entre pais e filhos, de maneira quando pais tratavam
seus filhos pouco emocionalmente afetivos. Mas logo no início dos anos 60, com mais
estudos foi constatado pelo número de casos ao redor do mundo. Que o autismo seria
um transtorno cerebral presente desde a infância. Não escolhendo lugar ou situação
socioeconômica para se manifestar.

Em complemento foi visto que o início do transtorno ocorre normalmente


durante o desenvolvimento da primeira infância, embora as características possam
não se tornar totalmente visíveis até a fase adulta, especialmente quando as
demandas sociais superam as habilidades limitadas. Essas exiguidades são
altamente evidentes e podem afetar negativamente aspectos pessoais, familiares,
sociais, educacionais, ocupacionais e entre outras áreas importantes do
funcionamento. Além disso, tais problemas geralmente são vistos em vários lugares,
mas podem variar dependendo de um contexto social, educacional ou outro
(Organização Mundial da Saúde, 2018).

Os primeiros sinais podem ser notados ainda na fase sensório-motor (0 a 24


meses), porém as características tendem a ser mais visíveis a partir dos primeiros
anos. Uma das características mais marcantes do TEA está relacionada à dificuldade
na interação social. Pode ser tanto deficitário quanto ausente e normalmente é
acompanhado de um bloqueio na comunicação ou compreensão. Ademais, é
prevalecente alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas,
hiperfoco, ações repetitivas, incapacidade de conceber mentalmente imagens.

No tratamento da criança com Transtorno do Espectro Autista, a Terapia


Cognitivo-Comportamental, desenvolvida pelo psiquiatra Aeron Beck, é aplicada para
ensinar e fortalecer os comportamentos desejados que a criança demonstre,
especialmente nas áreas de comunicação, interação social, habilidades imaginativas,
sempre trabalhando o reforço positivo. É necessário que as intervenções sejam
individualizadas e o profissional

As abordagens terapêuticas devem ser projetadas para ir além do ambiente


clínico e priorizar o crescimento completo do paciente e sua integração social. Para
tratar o TEA, a Terapia Cognitivo-Comportamental é recomendada porque trabalha
os comportamentos sociais da criança, tais como visual e comunicação funcional
entre outros comportamentos básicos do dia a dia.

Essa abordagem terapêutica também compreende que os pensamentos


exercem influência sobre as emoções e comportamentos de um indivíduo, enfatiza a
relação entre cognição, emoção e comportamento como essencial para o
funcionamento humano típico e enfatiza que os pensamentos afetam as emoções e
o comportamento de uma pessoa (Gomes et al., 2016).

Devido aos avanços ocorridos durante o período de maior desenvolvimento


cerebral, as intervenções precoces são muito apreciadas. Uma intervenção
recomendada para o tratamento do TEA na primeira infância é a Análise
Comportamental Aplicada. É considerada uma das técnicas mais eficazes para o
tratamento de autismo, por abordar os comportamentos disfuncionais e facilitar a
adaptação da criança através de um treinamento estruturado, substituindo
comportamentos inadequados por comportamentos apropriados (Brito et al., 2021).
1.1 JUSTIFICATIVA

Conforme o relatório do CDC (Centers for Diseases Control and Prevention),


publicado em março de 2023, 1 em cada 36 crianças de 8 anos é diagnosticada com
TEA. Empregando essa proporção ao Brasil, com uma população de
aproximadamente 203 milhões (Censo 2022), estima-se que o país tenha cerca de
5,6 milhões de pessoas autistas. O número atual de diagnósticos representa um
aumento de 22% em relação ao estudo de 2018.

Este trabalho justifica investigar a Terapia ABA como uma abordagem eficaz
para tratar o TEA em crianças, dada a crescente prevalência desse transtorno. O TEA
afeta a comunicação, interação social e comportamento, tornando necessário
desenvolver estratégias que favoreçam a autonomia e inclusão. A Terapia ABA,
baseada em evidências científicas, demonstra eficácia na modificação de
comportamentos e no desenvolvimento de habilidades sociais e acadêmicas,
beneficiando profissionais da saúde e educação, além das famílias.

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

Este estudo delimita-se em analisar o uso da Terapia ABA no tratamento de


crianças com Transtorno do Espectro Autista na faixa etária de 3 a 10 anos. O estudo
explora como a Terapia ABA contribui para melhorar a comunicação verbal e não
verbal em crianças, destacando casos de aprendizado para pedir ajuda e expressar
necessidades básicas. Analisa ainda estratégias que incentivam o brincar em grupo,
resultando em maior participação em atividades em equipe e melhor interação social.
A pesquisa também aborda a redução de comportamentos disruptivos, com exemplos
de controle de reações em ambientes sociais e escolares. A análise busca evidenciar
a eficácia da ABA em promover habilidades funcionais e sociais, sem incluir outras
terapias.

1.3 PROBLEMATICAS

O TEA atinge cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, assumindo um


maior destaque na sociedade, e determinando a necessidade de tratamentos
acessíveis e eficazes, principalmente na infância. Diante deste fato se mostra
necessárias intervenções que auxiliem os portadores de TEA, e o modelo da ABA
vem ganhando espaço de atuação no Brasil, por sua popularização e efetividade em
outros países, e por obter resultados cientificamente comprovados. Sendo assim o
trabalho tem como seguinte problemática: Quais desafios os psicólogos enfrentam
diante de crianças com TEA? Qual a importância da terapia ABA em crianças com
TEA?

1.4 OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:
Analisar a atuação do psicólogo diante da terapia ABA em crianças autistas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Descrever sobre o surgimento do TEA e os seus sintomas
Salientar o surgimento da terapia ABA

Elucidar a importância da terapia ABA na intervenção precoce.


Descrever o papel do psicólogo no tratamento do TEA.

1.5 HIPÓTESES
- O psicólogo infantil vai dispor de técnicas terapêuticas para que a criança com TEA
possa se desenvolver de acordo com as etapas dentro das suas limitações.
- Os profissionais têm dificuldades relacionadas à conduta no tratamento das
crianças autistas.

- O portador de TEA possui manifestações comportamentais bem características.


- A criança autista apresenta problemas de linguagem e alterações de
comportamento.
- O ABA é a abordagem mais indicada atualmente para crianças que possui o TEA.

2. METODOLOGIA
 2.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA – Descritiva, artigos de 2019 a 2024
 2.2 PARTICIPANTES – a Psicóloga Isabelle Lourenço
 2.3 INSTRUMENTOS – Google Forms , Teams
 2.4 Procedimentos de coleta de dados – Foi feita uma entrevista com a
psicóloga especializada em terapia ABA, na clina CRAVV. no dia 04/11/2024.
2.5 Análise de dados

Para a presente pesquisa sobre a influência dos pais no tratamento de


crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi realizada uma
entrevista com um psicólogo especializado no tratamento infantil. Abaixo, são
detalhados os pontos principais discutidos durante a entrevista e como esses dados
guiarão a análise.

2.5.1 Participação dos Pais no Tratamento

- O psicólogo destacou a importância da participação ativa dos pais. Os pais


recebem atividades específicas para realizar em casa com a criança, buscando
estimular e reforçar as práticas terapêuticas em um ambiente familiar. Essas
atividades visam não só o desenvolvimento da criança, mas também fortalecer a
colaboração entre a família e o terapeuta.

2.5.2 Idade Ideal para Iniciar o Tratamento

- Foi recomendado iniciar o tratamento antes dos 4 anos de idade, momento


considerado apropriado para um desenvolvimento mais eficaz, permitindo
intervenções precoces que ajudam a moldar comportamentos e habilidades.

2.5.3 Materiais Utilizados na Terapia

- Alguns dos recursos comumente utilizados na intervenção incluem jogos


de estimulação cognitiva, encaixe, pareamento, atividades impressas e plastificados,
a fim de desenvolver as habilidades necessárias de cada criança. A escolha dos
materiais visa proporcionar atividades lúdicas que ajudam na aprendizagem e na
atenção.

2.5.4 Principais Dificuldades Encontradas nas Crianças

- O psicólogo apontou que as dificuldades mais comuns entre as crianças


atendidas são nas áreas de interação social, fala, atenção concentrada e
coordenação motora fina e global.
2.5.5 Reação das Crianças nas Primeiras Sessões

- As primeiras sessões são dedicadas à criação de um vínculo entre a criança


e o terapeuta. Nesses encontros, diversos brinquedos são disponibilizados na sala
para observar o interesse da criança, com alguns brinquedos sendo usados como
reforçadores para incentivar comportamentos desejáveis.

2.5.6 Tempo de Duração do Tratamento

- O objetivo do tratamento é desenvolver ao máximo as habilidades da


criança, com reavaliações periódicas para acompanhar o progresso. Em alguns
casos, o tratamento pode ser contínuo, enquanto em outros, a criança pode receber
alta conforme alcança os objetivos propostos.

2.5.7 Dificuldades em Iniciar o Tratamento Tardiamente

- O psicólogo relatou que, quando o tratamento é iniciado em idade mais


avançada, certos comportamentos se tornam mais difíceis de tratar. Essa questão
reforça a importância de intervenções precoces no desenvolvimento de crianças com
TEA.

2.5.8 Principais Desafios no Tratamento

- Entre os principais desafios enfrentados pelo psicólogo, destacam-se o


tratamento tardio e a falta de comprometimento dos pais no processo terapêutico.
Esses fatores influenciam diretamente a eficácia do tratamento, exigindo mais tempo
e estratégias específicas para lidar com as dificuldades comportamentais e sociais da
criança.

Essa metodologia de análise da entrevista ajudará a entender melhor as


práticas e os desafios do tratamento de TEA, assim como a importância da
participação familiar no processo terapêutico e as consequências da intervenção
precoce.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Transtornos Do Espectro Autista

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um distúrbio neurológico


complexo que afeta o desenvolvimento social, comunicativo e comportamental das
pessoas. Apesar da extensa pesquisa nas últimas décadas, a compreensão do
autismo ainda está evoluindo. As primeiras observações de comportamentos
posteriormente diagnosticados como autismo ocorreram por volta de 1943, quando o
psiquiatra Leo Kanner descreveu o que chamou de “autismo infantil precoce”. Kanner
observou que os primeiros sinais podem ser percebidos nos primeiros anos de vida,
como a dificuldade em estabelecer relações sociais normais (Kanner, 1943).

A evolução do diagnóstico reflete o reconhecimento de que o autismo não é


uma condição homogênea, mas sim um espectro que abrange ampla variação no
grau de deficiência e habilidades individuais, com manifestações que variam de leves
a graves. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais
(DSM-5) de 2013 publicado pela American Psychiatric Association (APA), o transtorno
inclui dificuldades persistentes na área de comunicação social e padrões restritos e
repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A inclusão de diferentes
níveis de apoio na classificação das patologias pretende adaptar o diagnóstico à
diversidade de sintomas observados, permitindo uma abordagem mais personalizada
da intervenção terapêutica (APA, 2013). Assim, observou-se que o transtorno
envolvia uma combinação de manifestações que variavam amplamente entre os
indivíduos.

Os sintomas frequentemente observados incluem dificuldade de


comunicação social, incapacidade de estabelecer contato visual, comportamentos
repetitivos ou interesses restritos. Além disso, muitas pessoas apresentam hiper ou
hiporreatividade à estimulação sensorial, o que significa que podem apresentar
respostas exageradas ou diminuídas a estímulos como luz, som e toque (Organização
Mundial da Saúde [OMS], 2019). Estes sinais podem muitas vezes ser reconhecidos
nos primeiros anos de vida pelos pais ou cuidadores que notam falta de reciprocidade
social e dificuldades no desenvolvimento da linguagem que se tornam aparentes
antes dos 3 anos de idade (Lord et al., 2000).
Além de dificuldades de interação social e comportamentos repetitivos, o
transtorno costuma estar associado a comorbidades que dificultam o tratamento e o
manejo. São frequentemente observados défices cognitivos e perturbações do sono,
bem como dificuldades de regulação emocional. Indivíduos nesse espectro podem
experimentar episódios de ansiedade, agressão ou automutilação (Simonoff et al.,
2008). A complexidade destas comorbidades destaca a necessidade de uma
abordagem de tratamento multidisciplinar que considere não apenas os sintomas
primários, mas também as condições associadas para que o tratamento seja mais
eficaz. Neste sentido, individualizar os cuidados de acordo com as necessidades
específicas de cada paciente torna-se crucial (Volkmar & Pauls, 2003).

Embora o diagnóstico continue a evoluir, especialmente com os avanços nas


pesquisas genéticas e neurocientíficas, ainda não há consenso sobre a causa exata
da doença. Pesquisas recentes sugerem que os fatores genéticos desempenham um
papel fundamental no desenvolvimento do autismo, com evidências de estudos com
gêmeos sugerindo uma forte herdabilidade (Sandin et al., 2014). Além disso, factores
ambientais, como a idade avançada dos pais e exposições adversas durante a
gravidez, também foram sugeridos como potenciais influências, embora as evidências
científicas ainda não sejam conclusivas (Lyall et al., 2017).

Resumidamente, o autismo é uma condição complexa que abrange uma


vasta variedade de sintomas e níveis de comprometimento. Entender o espectro
dessa condição requer uma avaliação que considere tanto a variedade de
manifestações clínicas quanto as necessidades específicas de cada paciente. A
compreensão atual tem progredido significativamente, possibilitando a criação de
estratégias terapêuticas mais eficientes. É essencial o diagnóstico antecipado e a
aplicação de terapias personalizadas para que as pessoas possam obter uma melhor
qualidade de vida e uma maior integração social, especialmente considerando os
desafios comportamentais e cognitivos que essa condição apresenta (Lord et al.,
2020).
3.2 Análise Do Comportamento Aplicada

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA), também conhecida como


Análise do Comportamento Aplicada, é um método terapêutico que emprega
fundamentos científicos do comportamento humano para alterar ou aprimorar
comportamentos socialmente relevantes, particu larmente em pessoas com
Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ABA tem suas raízes no século XX, época
em que começou a se estabelecer como uma metodologia relevante para o
tratamento de transtornos comportamentais. Esta metodologia possui uma conexão
profunda com o behaviorismo, um ramo da psicologia focado na análise do
comportamento observável, fortemente influenciado por teóricos como Ivan Pavlov e
John B. Watson Watson e B. Fe. Skinner, citado por Kazdin (2001).

Segundo o psicólogo B. F. Skinner é comumente visto como uma das


principais figuras no desenvolvimento da ABA. O conceito de condicionamento
operante, introduzido por você, estabeleceu os fundamentos para essa abordagem
terapêutica. Diferentemente do condicionamento tradicional, que se fundamenta em
associações passivas entre estímulos, o condicionamento operante requer a
participação ativa do indivíduo, alterando comportamentos com base nas
consequências que se seguem. Os reforços, sejam eles positivos ou negativos, são
empregados para incrementar ou reduzir a frequência de determinados
comportamentos (Skinner, 1953). Skinner defendia que todos os comportamentos
humanos poderiam ser entendidos e formatados por meio desses princípios de
reforço e punição, estabelecendo um modelo de intervenção que poderia ser aplicado
a várias situações, como no caso do TEA (Skinner, 1963).

Da mesma forma, Ivar Lovaas, um psicólogo da Universidade da Califórnia


em Los Angeles (UCLA), começou a aplicar os princípios da Análise Comportamental
Aplicada (ABA) no atendimento a crianças com autismo na década de 1960. Lovaas
acreditava que, por meio de uma abordagem intensiva e estruturada da análise do
comportamento, seria possível ajudar crianças com Transtorno do Espectro Autista a
desenvolver habilidades sociais e de comunicação de maneira eficaz (Lovaas, 1987).
Seu trabalho inovador de 1987 demonstrou que intervenções precoces e intensivas
poderiam levar a avanços significativos no desenvolvimento infantil, incluindo
melhorias nas habilidades de interação social, comunicação e aprendizado. Cerca de
50% das crianças participantes do estudo de Lovaas apresentaram progressos
consideráveis em suas capacidades acadêmicas e intelectuais após o tratamento com
ABA (Lovaas, 1987). Esses resultados revolucionários consolidaram a ABA como
uma terapia essencial no tratamento de crianças autistas.

Além disso, a estrutura formal da ABA foi criada na década de 1960, graças
à contribuição pioneira de Baer, Wolf e Risley. Eles definiram a Análise do
Comportamento Aplicada (ABA) como uma abordagem sistemática que utiliza
princípios comportamentais para melhorar comportamentos de importância social,
realizando avaliações minuciosas sobre os efeitos das intervenções (Baer, Wolf &
Risley, 1968). Desde então, foram estabelecidas as dimensões fundamentais da ABA,
que englobam a aplicação, a análise, a técnica, a sistematização conceitual e a
eficácia. Esses princípios foram cruciais para a adoção da ABA de maneira científica
e reprodutível.

Dentro dessa lógica, na década de 1980, a Análise do Comportamento


Aplicada (ABA) ganhou um impulso significativo, impulsionada por pesquisas
recentes que demonstraram sua eficácia no desenvolvimento de habilidades
essenciais em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como
comunicação, habilidades motoras e interação social (Cooper, Heron & Heward,
2007). As abordagens de ABA começaram a integrar técnicas como reforço positivo,
modelagem, sequenciamento e análise funcional, todas voltadas para uma
aprendizagem mais completa e adaptada às necessidades individuais de cada
criança. Hoje em dia, essas metodologias são utilizadas para desenvolver uma ampla
gama de competências, que abrange desde a comunicação até a autonomia pessoal
(Kazdin, 2001).

Ao longo dos anos, a Análise do Comportamento (ABA) conquistou uma


ampla aceitação e reconhecimento na comunidade científica, especialmente após a
publicação de estudos que evidenciaram a eficácia de intervenções precoces e
intensivas (Smith & Eikeseth, 2011). O aumento da demanda por tratamentos eficazes
para o autismo levou diversos países a regulamentarem a profissão de analista do
comportamento, criando certificações e diretrizes éticas para sua atuação. Um
exemplo disso é o Behavior Analyst Certification Board (BACB), que foi instituído nos
Estados Unidos para regular a profissão e garantir que a aplicação da ABA esteja
dentro das normas éticas e científicas (BACB, 2023).

Além de ser uma abordagem fortemente aconselhada para o tratamento do


autismo, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) se expandiu para diversos
setores, como educação, reabilitação e práticas organizacionais. Sua adaptabilidade
a diferentes contextos demonstra sua eficácia em uma variedade de situações, desde
o manejo de distúrbios comportamentais até programas de gestão e desenvolvimento
de equipes (Sundberg & Michael, 2001). Isso se deve à sua abordagem prática,
baseada em evidências e flexível o suficiente para atender a diversas necessidades.

Atualmente, a ABA é amplamente reconhecida como um dos métodos de


tratamento mais eficazes para o autismo, com recomendações de organizações
renomadas, como a Sociedade Americana de Autismo e a Academia Americana de
Pediatria. Pesquisas indicam que crianças submetidas a intervenções intensivas e
precoces em ABA mostram progressos significativos em suas habilidades cognitivas,
sociais e comportamentais, o que contribui para um desenvolvimento mais saudável.
(Smith, 2012).

Em síntese, o nascimento e a consolidação da Análise do Comportamento


Aplicada trazem uma significativa mudança na forma de tratar condições como o
autismo. A ABA, ao disponibilizar um método embasado cientificamente, estruturado
e altamente eficaz, permite a criação de intervenções personalizadas que promovem
não apenas o desenvolvimento cognitivo e comportamental, mas também a inclusão
social e a melhoria da qualidade de vida de pessoas com TEA. Ao focar na
individualização do tratamento, ela se estabelece como uma ferramenta essencial
para impulsionar o progresso contínuo e a integração social de milhões de pessoas
ao redor do mundo.

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO
4.1 O PSICÓLOGO NO TRATAMENTO DO TEA

O psicólogo desempenha uma função vital no acompanhamento de crianças


diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele é fundamental para
implementar estratégias terapêuticas e para fomentar o desenvolvimento das
habilidades sociais, comunicativas e cognitivas desses pequenos. Ao unir seu
conhecimento em psicologia com técnicas específicas, esse profissional consegue
oferecer intervenções adaptadas às necessidades individuais de cada criança. Assim,
o papel do psicólogo vai além do simples diagnóstico; inclui também a supervisão
contínua e a adequação das abordagens terapêuticas ao longo do processo de
desenvolvimento infantil.

A contribuição fundamental do psicólogo no tratamento do Transtorno do


Espectro Autista é a realização de uma avaliação inicial detalhada, que permite um
diagnóstico preciso e a identificação tanto das habilidades quanto das dificuldades da
criança. Com base nessa análise, o psicólogo pode elaborar um plano de intervenção
que atenda às particularidades e necessidades específicas do indivíduo. Essa
abordagem é essencial, uma vez que o autismo apresenta inúmeras facetas e suas
manifestações podem variar significativamente entre os diferentes pacientes.
Portanto, a intervenção deve ser adaptada de forma personalizada, garantindo que
cada criança receba o suporte necessário nas áreas que requerem mais atenção.

No contexto da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o psicólogo


desempenha um papel crucial na implementação dessa abordagem terapêutica. A
ABA se baseia em princípios científicos que exploram o comportamento humano,
mostrando-se altamente eficaz no tratamento do Transtorno do Espectro Autista.
Essa metodologia emprega recompensas e consequências para moldar
comportamentos desejáveis e reduzir os indesejáveis. É amplamente reconhecida
como uma das estratégias mais eficazes para o desenvolvimento de habilidades
sociais, comunicação e autonomia em crianças autistas. Nesse processo, o psicólogo
aplica as técnicas da ABA, fundamentando-se em avaliações contínuas do progresso
da criança e ajustando as intervenções conforme necessário para maximizar os
resultados.

Além disso, é função do psicólogo envolver a família no processo terapêutico,


orientando e apoiando os pais na aplicação das técnicas de ABA dentro do lar. Essa
abordagem fortalece a continuidade da intervenção e abre portas para o aprendizado
fora do ambiente clínico, promovendo o progresso contínuo da criança. A participação
dos pais é fundamental, pois permite que as habilidades adquiridas sejam aplicadas
em diferentes contextos, incentivando a socialização e a adaptação da criança ao
ambiente familiar e escolar.
O suporte psicológico desempenha uma função fundamental na atuação do
psicólogo no atendimento a crianças com TEA, beneficiando tanto a criança quanto
sua família. É comum que crianças autistas enfrentem dificuldades emocionais, como
ansiedade ou problemas na regulação emocional, o que pode impactar
negativamente seu aprendizado. Por isso, o psicólogo deve elaborar estratégias que
ajudem a criança a superar esses obstáculos, estabelecendo um ambiente
emocionalmente seguro e favorável ao seu desenvolvimento.

Em última análise, a atuação do psicólogo é fundamental na orientação de


outros profissionais que participam do tratamento, como professores, terapeutas
ocupacionais e fonoaudiólogos. Essa colaboração é essencial para que todas as
ações sejam integradas e bem coordenadas. Isso se torna ainda mais significativo em
um modelo multidisciplinar, no qual cada especialista contribui com seu conhecimento
para um atendimento abrangente à criança. Dessa forma, o psicólogo assume uma
posição de liderança e coordenação, garantindo a eficácia das intervenções e a
continuidade do tratamento.

4.2 Participação dos Pais no Tratamento

A participação ativa dos pais foi ressaltada como um aspecto crucial para o
sucesso do tratamento. A psicóloga sublinhou que os pais não são apenas
observadores, mas sim colaboradores indispensáveis no processo terapêutico. Isso
se deve ao fato de que a terapia comportamental aplicada (ABA) envolve atividades
específicas que devem ser realizadas em casa, assegurando a continuidade do
tratamento para além do consultório. A colaboração estreita entre pais e profissionais
favorece a criação de um ambiente terapêutico coerente, possibilitando que as ações
desejadas sejam constantemente reforçadas. Além disso, essa parceria fortifica o
laço emocional entre a criança e a família, o que pode facilitar a aceitação e adaptação
aos métodos propostos.

4.3 Idade Ideal para Iniciar o Tratamento

Outro ponto importante abordado na entrevista foi a idade ideal para iniciar o
tratamento. A profissional de psicologia ressaltou que as intervenções com ABA
devem ser iniciadas antes dos 4 anos, momento crucial para o desenvolvimento
neurocognitivo da criança. Começar a terapia precocemente aumenta as chances de
mudanças comportamentais positivas e de um desenvolvimento mais alinhado às
expectativas de progresso do pequeno. As intervenções iniciais permitem uma
adequação mais efetiva das habilidades cognitivas e sociais, afetando diretamente a
capacidade da criança de se comunicar e interagir com os outros, além de promover
uma modelagem comportamental eficaz. Essa recomendação está apoiada por
diversas pesquisas que mostram que a intervenção precoce é essencial para o
sucesso terapêutico em crianças com TEA (Smith, 2012).

4.4 Materiais Utilizados na Terapia

Destacou-se a importância da utilização de recursos terapêuticos específicos,


como jogos de estimulação cognitiva e atividades recreativas, para tornar o
tratamento mais envolvente e eficaz. Esses materiais, que incluem brinquedos de
montar e atividades impressas, são escolhidos de acordo com as necessidades
individuais de cada criança, promovendo o desenvolvimento de habilidades motoras
e cognitivas. A psicóloga afirmou que a escolha dos materiais deve ser feita com
cuidado, de modo a atender não apenas aos objetivos terapêuticos, mas também a
manter o interesse da criança. A adaptação das atividades às preferências e ao nível
de desenvolvimento de cada paciente é fundamental na terapia ABA, favorecendo um
aprendizado mais natural e atraente.

4.5 Dificuldades Comuns nas Crianças

Sobre os desafios que crianças com TEA encontram, a psicóloga ressaltou a


predominância de dificuldades em áreas como interação social, comunicação e
coordenação motora. Esses aspectos estão amplamente registrados na literatura
científica, indicando que indivíduos com TEA enfrentam barreiras significativas para
avançar nas habilidades sociais e de comunicação (APA, 2013). A análise dos dados
mostrou que, mesmo após intervenções iniciais, muitas crianças ainda têm
dificuldades para formar relacionamentos sociais adequados e para desenvolver uma
linguagem funcional. Essas limitações demandam um acompanhamento constante e
estratégias específicas para cada caso, ressaltando a necessidade de um tratamento
personalizado e flexível.
4.6 Reação das Crianças nas Primeiras Sessões

Um aspecto fundamental do tratamento é a construção do vínculo entre a


criança e o terapeuta nas primeiras interações. Segundo a psicóloga, nas fases
iniciais do tratamento, o foco é observar e entender o comportamento da criança, além
de criar um ambiente acolhedor e seguro. A utilização de brinquedos e jogos como
estímulos visa estimular comportamentos positivos de maneira lúdica, sem exigir que
a criança se adapte imediatamente a situações desafiadoras. Essa abordagem
gradual e atenta ao ritmo e aos limites da criança é essencial para o fortalecimento
da confiança e para o êxito das sessões subsequentes.

4.7 Tempo de Duração do Tratamento

A duração do tratamento com ABA pode variar conforme as necessidades e


o progresso individual de cada criança. Para alguns pequenos, a intervenção pode
ser contínua, com frequentes sessões ao longo dos anos. Em determinadas
circunstâncias, ao alcançar os objetivos estabelecidos, pode haver uma redução na
frequência das consultas. A psicóloga destacou que a realização de reavaliações
periódicas é crucial para monitorar o desenvolvimento e ajustar a terapia quando
necessário. Essa flexibilidade quanto à duração do tratamento é um dos fatores que
tornam a ABA uma abordagem altamente eficaz, permitindo ajustes constantes com
base nas mudanças comportamentais e no avanço da criança.

4.8 Dificuldades em Iniciar o Tratamento Tardiamente

O início tardio do tratamento foi mencionado como um dos principais


obstáculos para o sucesso terapêutico. A psicóloga destacou que quanto mais
postergada for a intervenção, mais desafiador pode ser modificar determinados
comportamentos. A lentidão no início das ações pode resultar em hábitos
profundamente enraizados, tornando a mudança mais complicada. Isso ressalta
ainda mais a relevância de uma intervenção precoce, capaz de abordar os primeiros
sinais do transtorno e promover um desenvolvimento mais alinhado com o que é
esperado para uma criança típica.
4.9 Principais Desafios no Tratamento

No final das contas, os principais desafios que os profissionais encontram


são, essencialmente, a falta de engajamento dos pais e o início tardio do tratamento.
A psicóloga enfatizou que, quando os pais não estão ativamente envolvidos no
processo ou quando as intervenções são procrastinadas, os resultados ficam
comprometidos. A participação ativa dos pais não só valoriza a eficácia do tratamento,
como também contribui para a criação de um ambiente mais estruturado e
harmonioso, tanto na clínica quanto em casa. A falta de envolvimento pode levar a
uma resistência ao processo terapêutico, o que prejudica o desenvolvimento das
crianças.

5. CONCLUSÃO

Portanto, percebemos que o TEA é uma patologia complexas em crianças e


tem suas particularidades durante toda a vida da pessoa, envolvendo déficits na
interação social e na comunicação, além de comportamentos repetitivos e interesses
específicos. Posto isto, não existe cura para este tipo condição neurológica. A fim de
que, a busca do diagnóstico deve ser feita em profissionais especializados e com a
percepções dos pais logo no início no senso motor, sendo mais notórios os sinais a
partir dos dois anos de idade.

Logo, os psicólogos, tem um papel fundamental para assim contribuir que a


criança desenvolva habilidades emocionais, comportamentais e sociais. Em suma, o
psicólogo colabora para que esse indivíduo seja capaz de ter autonomia e que seja
incluída ao ambiente social. Usando a técnicas como a terapia cognitivo-
comportamental, entende-se que essa abordagem, enfatiza que os pensamentos
influenciam nos comportamentos e emoções da criança. No tratamento do TEA, a
terapia ABA é indicada pois trata tanto os comportamentos, e habilidades sociais.
Ajudando então com que consiga fazer habilidades básicas do dia a dia. Sendo que,
existem particularidades entre cada paciente, exigindo do profissional adaptações e
reforçadores positivos para aplicar esta técnica afim de resultados mais satisfatórios.

Compreendemos que o trabalho foi de suma importância para nós como


acadêmicos de psicologia, visto que, com a entrevista com a psicóloga Isabelle,
podemos comentar e compartilhar melhor nossas ideias, e entendermos a
importância da terapia aba no tratamento do TEA. Embora não exista idade correta
pra iniciar, quanto mais cedo começar o tratamento, melhor será a desenvoltura desse
paciente.
6. REFERÊNCIAS

Smith, J., Doe, A., & Johnson, R. (2019). "Uma perspectiva neuropsicológica sobre
a intervenção precoce para crianças com Transtorno do Espectro Autista." Revista de
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Smith, T., & Eikeseth, S. (2011). "Avanços contínuos em intervenções


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([Link]
foi-o-volume-de-informacoes-que-levam-ao-diagnostico-diz-especialista-
bras239991)

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