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Aulas 1 e 2, 3 e 4

O manual de Biologia Celular e Molecular introduz o estudo da estrutura e funcionamento das células, destacando a evolução histórica da biologia celular desde a invenção do microscópio até o desenvolvimento de técnicas modernas. Ele aborda métodos de estudo das células, incluindo a observação de células vivas e fixadas, e discute a organização biológica em níveis, desde átomos até a biosfera. Além disso, menciona a importância da biologia celular moderna e suas aplicações práticas na compreensão da diversidade da vida.

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Aulas 1 e 2, 3 e 4

O manual de Biologia Celular e Molecular introduz o estudo da estrutura e funcionamento das células, destacando a evolução histórica da biologia celular desde a invenção do microscópio até o desenvolvimento de técnicas modernas. Ele aborda métodos de estudo das células, incluindo a observação de células vivas e fixadas, e discute a organização biológica em níveis, desde átomos até a biosfera. Além disso, menciona a importância da biologia celular moderna e suas aplicações práticas na compreensão da diversidade da vida.

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Manual de BCM

Biologia Celular e Molecular

Lição Nº 1
Sumário: Introdução ao Estudo da Biologia Celular e Molecular

Biologia Celular e Molecular


A Biologia Celular e Molecular se ocupa em estudar a estrutura e o funcionamento das
células. Para compreender de maneira satisfatória a evolução dos diferentes tipos de células,
primeiro, você precisa entender, mesmo que de maneira geral, as estruturas celulares.

Desenvolvimento histórico da Biologia Celular e Molecular

Até a invenção dos microscópios, em meados do século XVI, a vida microscópica era
totalmente desconhecida. No século XVII, dois cientistas, Robert Hooke e Antonj von
Leeuwenhoek, revolucionaram o conhecimento a respeito da organização celular dos seres
vivos. Robert Hooke (1635-1703) foi o primeiro a distinguir e cunhar o termo “célula”, ele
literalmente deu nome ela. A palavra célula vem do latim cellula, que é o diminutivo de
cella, o que significa pequeno compartimento. No momento, ele se referia aos componentes
que formam a estrutura dos seres vivos, tomando como base uma amostra de cortiça.

Antonie Von Leeuwenhoek (1632-1723), um fabricante de lentes holandês, foi o primeiro a


visualizar os microrganismos. Os microscópios que Leeuwenhoek utilizou permitiam um
aumento de até 200x e, por isso, ele conseguiu observar diferentes tipos de células: hemácias,
espermatozoides e protozoários de vida livre, entre outros organismos (ROONEY, 2018). Em
1893, Theodor Schwann (1810-1882), um fisiologista alemão, estabe- leceu o que hoje
conhecemos como a base da Teoria Celular, em que todos os seres vivos se compõem de
células e de produtos de células, ou seja, todos os seres vivos seriam constituídos de células
(ROONEY, 2018), e estava criada assim uma nova Ciência - a Citologia.

De início, os Microscópios eram muito rudimentares e as técnicas utilizadas eram muito


simples. Mas os Microscópios foram-se aperfeiçoando e as técnicas evoluíram.
Consequentemente, os conhecimentos sobre a célula foram-se tornando cada vez mais
profundos.
Apareceu mais tarde o Microscópio Electrónico e desenvolveu-se uma nova ciência – a
Bioquímica.
Pôde então chegar ao conhecimento da composição de e funcionamento das mais pequenas
estruturas celulares e compreender os complexos fenómenos físico-químicos que nelas
ocorrem.
Nesta primeira parte do nosso estudo, depois de uma breve referência á estrutura da célula e a
evolução do seu conceito, iremos, usando o microscópio óptico, observar vários tipos de
células vegetais e animais.

Este primeiro trabalho constituirá o ponto de partida para a aquisição de conhecimentos que,
embora de carácter geral e sem pormenor, são indispensáveis como alicerces para a aquisição
de conhecimentos mais profundos que nos irão ajudar a compreender essas minúsculas
unidades vitais que são as Células.

Algumas datas na História da Biologia celular.


 1590 – Invenção do microscópio pelos holandêses J, e Z. Janssen.
 1665 – Descoberta da constituição celular dos organismos, publicada na obra
“Micrographia”, mostrando célula de um pedaço de cortiça, por Robert Hook; cientista
inglês que melhorou o composto; criador do Termo CÉLULA = cell or litle box.
 1683 – Primeira figura de Bactérias por Antónius Van Lee Leewenhoek. Holandês
fabricante de lentes, construiu o 1º microscópio em que obteve um aumento de 50 até
270x.
 1822 – Descoberta da osmose – Henri J. Dutrochet.
 1831 Descoberta de núcleo- Robert Brown
 1835 – Divisão celular em plantas – Hogo Von Mohl.
 1838/9 – Constituição da teoria celular; “a célula é unidade estrutural básica de todos os
seres vivos” Matthias J. Schleiden (Botânico) e Theodor Schwan (Zoólogo).
 1846 – Introdução do conceito: Protoplasma – Hogo Von Mohl
 1855 – “OMNIS CELLULA E CELLULA” = toda célula deriva da outra célula – R.
Virchow.
 1859 - OMNE VIVUM E VIVO” = rodos os seres vivos derivam de seres vivos –
Pausteur.
 1869 – Descoberta de DNA – Friedrich Miescher.
 1883 – Hipótese da origem filogenética dos plastos e Mitocôndria. - A. Schimper.
 1926 – Desenvolvimento da ultracentrifugação analítica – Sverderg.
 1940 – Desenvolvimento do microscópio Electrónico – Ernest Rusca e H. Mahl.
 1952 – Estrutura do flagelo: tipo 9+2 – Irene Marton.
 1954 – Ultracentrifugação, isolamento de Lisossoma e, mais tarde, Peritíssimas -de Duve
 1953 – Modelo de hélice dupla da estrutura sec. de DNA – J.D. Watson e F.H.Crick.
 1966 – Elucidação do código genético – Nirenberg, Ochoa e Khoroma.
 1972 – Desenvolvimento do modelo “Fluid mosaic” das biomembranas – S.J. Singer e G.
L. Nicholson.
 1979 – Descoberta em detalhe a estrutura tridimensional do RNA, baseados na observação
em difração em raiox – Kim e outros.
 1983 – Descoberta do virus da SIDA - Luc Montagnier

Métodos e técnicas de estudo da célula


O estudo da célula pode ser feito na célula viva ou na célula fixada e corada.
Estudo da Célula viva
Este método é o mais simples e permite-nos pôr em frente do «vivo» e não em frente do
«cadáver», e tem a desvantagem de éste ser limitado a certas células, tais como: Protozoários,
Bacterias, certas Algas, e certos fungos que podem ser observados aos microscópicos ópticos
numa gota de água do seu proprio meio, as células em cultura,que podem ser observadas no
proprio meio de cultura, ou certas células acabadas de retirar ao ser vivo e observadas numa
gota de água – célula de epiderme da cebola, epitélio lingual, etc.
Em qualquer dstes casos, é possível, não só observá-las, fotografá-las, filmá-las, etc.

Todos esse processos consiste em:

A - Coloração Vital
Misturar, no meioem que se encontram as células,determinadas substâncias coradas não
tóxicas, para as quais a membrana citoplasmática das células vivas não oferece resistência de
entrada e que vão dar côr a certos constituentes, permitindo-lhes ficar em destaque no meio
de outros. Ex. Vermelho neutro, azul-de-metileno, etc.
Sem coloração, as células não permitem estudos profundos devidos às fracas diferenças de
índeci de refração dos seus constituentes.

B – Micromanipulação
Usando um microinstromento accionado sob o mcroscópio, é possível hoje,graça a um
despositivo – micromanipulador, tocar nos constituintes celulares, apreciar a sua consistência,
dissecar a célula e praticar nela verdadeiras operações cirúrgicas delicadísimas, tais como:
injeções de reagentes em qualquer das regiões celulares, extracções de constituentes, por
exemplo: a merotomía e transplantação nuclear.

Estudo da célula Fixada.


Trata-se das observações que se faz ás células que morrem ao ser deslocadas do seu meio
proprio, e a morte é acompanhada de uma alteração profunda das suas estruturas, mesmo os
microscópios com bom poder resolvente não fornecem imagens de qualidade ou completas e
todas são pobres em permenores estruturais das células vivas. Por isso, em citologia e em
histologiarecorre-se ao estudo de células e tecidos mortos, preparados previamente de modo a
ser possível a obtenção de láminas muito delgadas e o estudo dos pormenores das estruturas
da célula.
A preparação destas células e tecidos são as seguintes: fixação, coloração e corte.

Citoquimica
A citoquimica compreende diversas técnicas que são utilizado para a identificação e
localização das moléculas que constiuem as células.esta tecnología pode ser aplicada em
nível de microoscopia óptica e de microscópio electrónico.
No microoscópico óptico o produto da reação citoquimica deve ser corado e no outro caso
deve dispersar-se os eletrões com um electron-densidade. Segundo a lei do Lambert-beer usa-
se histofotômetro ou citofotômetro, que permite determinar a intensidade de cor produzida
dosando a substância analisada.

ADN é demostrada na citoquimica da reação de Fulgem – técnica que consistem em duas


etapas: mergulha as lâminas em solução aquecida de ácido clorídrico, esse promove a
hidrólise das bases púricas; na segunda trata-se o preparado pelo pelo reativo de Schiff, que
ao se combinar com agrupamentos aldeídicos da desoxirribose, formam um complexo de cor
vermelha.
ARN é baseado em sua basofília e nas propiedades da enzima ribonuclease, que ataca
exclusivamente o ARN, aqui são feitas duas preparações: uma das quais é digerida pela
ribonuclease e depois as duas são tratada por um corante básico, como o azul-de-toluidina.

Níveis de organização em Biologia. Limites e dimensões em Biologia Celular

Seu corpo é formado por trilhões de células, que podem ser muito diferen- tes umas das
outras, pois estão organizadas em tecidos. Estes são conjuntos de células semelhantes, que
trabalham juntas desempenhando uma determinada função. Em seres humanos há mais de
200 tipos de células diferentes, que for- mam os tecidos e desempenham as mais diversas
funções. Ao ler sobre você (um indivíduo), seus tecidos e suas células, você está lendo sobre
diferentes níveis de organização biológica. Há vários níveis hierárquicos de organização entre
os seres vivos, que se iniciam nos átomos, por ordem crescente de tamanho e complexidade, e
terminam na biosfera. Considerando a questão dos níveis de organização, você estudará, em
relação às moléculas (algu- mas, apenas), organelas celulares e, principalmente, células.

Aplicações práticas da Biologia celular e Molecular

O Estudo do universo vivo mostra-nos que a evolução tem produzido uma imensa
diversidade de formas, existem cerca de quatro milhões de espécies diferentes de bactérias,
protozoários, plantas e animais que se diferem na sua morfologia, função e de
comportamento. Contudo, sabemos actualmente que quando estudamos os organismos vivos
a nível celular e molecular, encontramos um padrão de organização e é único. O âmbito da
Biologia Celular e Molecular é precisamente esse modelo unificador de organização; é a
análise das células e moléculas que constituem blocos com que se constroem todas as formas
comparativas a organização estrutural geral dos dois tipos principais de organismos vivos, os
Protocitos e Eucitos, por outro lado mostrar também de forma comparativa a organização
estrutural e funcional dos diferentes tipos de células e dos processos da divisão Mitóticas e
Mióticas.
Problemas ligados a energía metabólicas, Glicólise, Metabolismos oxidativos; o control de
síntese de proteinas e os controles do metabolismo celular, não consta deste plano, estando
reservado para a cadeira de Bioquímica no 2º ano do 1º Semestre.
A Biologia Celular Moderna
Em síntese, pode-se dizer que a moderna biología celular encara os problemas das células em
todos os seus níveis de organização, começando pela estrutura molecular, a Biología
molecular é portanto a ciência moderna na quál convergem a genética, a fisiología e a
bioquimica. Os biologistas celulares, consideram o estudo da célula como uma unidade
morfológica e funcional dentro do orgnismo e praparam os métodos, as técnicas e conceitos
das outras ciências e estudar os fenóminos biológicos em todos níveis.
Atribui-se rápido desenvolvimento da Biología celular e molecular no presente século a dois
factores principais:
 O maior poder de resolução que proporcinam a microscópia electrónica e a difração
dos raios X.
 A convergência neste campo de outros ramos de investigação da biología, em especial
a genética, a fisiológica e a bioquímica.
Em 1865, Gregor Mendel descobriu as leis fundamentais da heredibilidade, mas nesse tempo
não se conhecíam suficientemente as mudanças citológicas que se realizam nas células
sexuais, para que se pudessem interpretar as suas descobertas. Por estas e outras razões
prestou-se muito pouca atenção aos trabalhos do Mendel até que os Botânicos Corres,
Tschermack e De Vries voltaram a descobrir, independentemente das leis do Mendel em
1901. Nessa época a Citología tinha avançado o suficiente para que fosse possível
compreender e explicar o mecanismo de distribuição das unidades heredetárias proposto por
mendel. Por fim, o Morgan e seus colaboradores estabeleceram a teoría cromossomica de
hereditariedade, a quál atribui aos genes, ou unidades hereditárias, loco específico nos
cromossomas.deste modo devido as divergências da Citología com a Genética, nasceu a
Citogenética.
Biologia Celular e Molecular

Lição Nº 2
Sumário: Origem e Evolução das células - aspectos gerais

VISÃO PANORÂMICA SOBRE A ESTRUTURA CELULAR


Seu corpo é formado por trilhões de células, que podem ser muito diferentes umas das outras,
pois estão organizadas em tecidos. Estes são conjuntos de células semelhantes, que trabalham
juntas desempenhando uma determinada função. Em seres humanos há mais de 200 tipos de
células diferentes, que formam os tecidos e desempenham as mais diversas funções. Ao ler
sobre você (um indivíduo), seus tecidos e suas células, você está lendo sobre diferentes níveis
de organização biológica. Há vários níveis hierárquicos de organização entre os seres vivos,
que se iniciam nos átomos, por ordem crescente de tamanho e complexidade, e terminam na
biosfera. Considerando a questão dos níveis de organização, você estudará, em relação às
moléculas (algumas, apenas), organelas celulares e, principalmente, células.

As células são as menores partes vivas do seu corpo. Tudo o que você faz que o(a) mantém
vivo(a) está relacionado aos processos celulares, constituindo o metabolismo celular. Isso
acontece na absorção de moléculas provenientes da alimentação, na respiração e no
crescimento. Ao crescer, suas células estão se dividindo (ou multiplicando?) para formar
novas células e estruturar seu corpo.

Além de você, tudo que é vivo é formado por células. Todas as células são constituídas,
basicamente, dos mesmos componentes e funcionam de forma semelhante. Isso indica que
toda forma de vida na Terra está relacionada. Para entender melhor como isso acontece,
observe os argumentos a seguir (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015):

 Todas as células têm DNA como material genético.


 Todas as células usam os mesmos processos para produzir proteínas.
 Todas seguem os mesmos princípios básicos de metabolismo.

Olhando desse modo, é como se todas as células tivessem um “modelo padrão básico” e, a
partir dele, desenvolveram suas especificações. No nível mais fundamental, as células que
existem na Terra se mostram relacionadas e unificadas. Em relação à estrutura, todas as
células (de todos os seres vivos, não apenas as do seu corpo) têm aspectos em comum
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015):

 Membrana Plasmática, uma barreira que separa as células do ambiente ao seu redor.
 Citoplasma, o volume dentro de todas as células, delimitado pela membrana
plasmática.
 DNA (ácido desoxirribonucleico), que contém as informações para a construção e o
metabolismo celular.

ORIGEM E EVOLUÇÃO DAS CÉLULAS


Existem dois tipos celulares básicos: procariotas e eucariotas. Os procariotos (ou
procariontes; pro: primeiro e cario: núcleo) são os organismos mais simples, como as
bactérias, que não possuem membrana nuclear. Os eucariotas (ou eucariontes; eu: verdadeiro
e cario: núcleo) são maiores e mais complexos, apresentam mais organelas em seu interior e
possuem membrana nuclear, separando o DNA (material genético) do citoplasma.
Protozoários, fungos, vegetais e animais são eucariontes. Por se tratarem de células mais
simples, seria intuitivo supor que os procariontes surgiram antes dos eucariontes. O estudo
das células está diretamente relacionado ao estudo da vida, no planeta Terra. Muitas
perguntas já foram feitas sobre como e quando a vida teria surgido, mas até hoje nenhum
cientista ou pesquisador foi capaz de desenvolver vida em laboratório. Isso não significa que
não houve avanços. Atualmente, as hipóteses mais aceitas indicam que o processo evolutivo,
na Terra, teve início há, aproximadamente, 4 bilhões de anos. Os fósseis mais antigos de
microrganismos aquáticos são datados de 3.7 bilhões de anos (NUTMAN et al., 2016;
HOMANN et al., 2018). A atmosfera terrestre, nesse período, era bastante diferente da atual.
A Terra primitiva não tinha gás oxigênio (O2) disponível, que começou a fazer parte da
composição da atmosfera apenas a partir da atividade fotossintética de células eucariontes
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015). As moléculas presentes na atmosfera, unidas à grande
quantidade de água disponível na superfície do planeta Terra, teriam formado uma massa
líquida chamada caldo primordial, a base da teoria de Stanley Miller sobre a Síntese
Prebiótica. De acordo com essa hipótese, moléculas orgânicas teriam surgido sem a
participação de seres vivos. Miller elaborou um experimento (Figura 6) em que conseguiu, de
fato, sintetizar moléculas orgânicas importantes, os aminoácidos glicina e alanina,
considerados fundamentais na estrutura dos seres vivos.
Devido à simplicidade estrutural, é mais provável que a molécula de RNA seja mais primitiva
do que a de DNA (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015). É prová- vel, também, que a primeira
célula era procarionte heterotrófica (incapaz de produzir moléculas orgânicas complexas) e
anaeróbia (não havia gás oxigênio na atmosfera terrestre) (JUNQUEIRA; CARNEIRO,
2015). Devido à alimentação heterotrófica, as primeiras células provavelmente esgo- taram os
compostos orgânicos. Surgiram, então, as primeiras células autotróficas, capazes de sintetizar
moléculas orgânicas complexas a partir de substâncias muito simples, utilizando a energia da
luz solar (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015). Além de moléculas orgânicas, essas células
liberavam gás oxigênio, que se acu- mulava até a mudança da composição dos gases na
atmosfera. A disponibilidade de oxigênio, na atmosfera terrestre, favoreceu o surgimento e,
depois, a ampla ocupação de células aeróbias (ou aeróbicas), que utilizam.

Teoria de Evolução Molecular - Origem das Células

Até ao século XVII conheceu-se bastante sobre os orgáos que constituem os seres vivos, mas
o que não se sabía era que esses orgãos eram constituidos por unidades mais pequenas, que
são as Células. Isto porque estas unidades, devido ás suas pequenas dimensões, estavam
foram do alcance do poder da visão humana e até essa data não se dispunha de um aparelho
capaz de as aumentar ao ponto de poderem ser observadas.

No século XVII, holandês, Antony Van Leeuwenhoek (1632 – 1723), especialista no fabrico
de lentes, conseguiu ao associaálas, fabricar o primeiro microscópio com o qual foi possível
um aumento de imagem de 275x até aí nunca conseguido.

Porém, durante muito tempo as lentes eram bastante deficientes, pelo que as imagens
resultavam pouco nítidas e deformadas. Passados 35 anos, Robert Hooke (1635 – 1703),
Cientista Inglês do século XVII, conseguíu melhorar bastante o aparelho tendo - o utilizado
pela primeira vez nos estudos da Biología.

Usando uma navalha vulgar, este cientista cortou uma lâmina muito fina de cortiça e colocou-
a no microscópio pra a examinar. E ele descreveu assim:
Tudo o que observou era perfurado e poroso, muito parecido com os favos das abelhas...

Estes poros ou células não eram muito perfurados, com que concistiam numa grande
quantidade de pequena caixas.

Outros cientistas da época de Robert Hooke, que também podíam dispor de microscópios,
passaram a examinar cortes muito finos de diferentes materiais quer de origem vegetal quer
de origem animal.

A hipótise que admitia que todos os seres vivos estão constituidos de células foi crescendo
lenta e gradualmente a medidas que iam sendo aperfeiçoadas as lentes que permitiram
observações mais precisa das estruturas animais e vegetais.
As células para alguns destes cientistas mais recentes, não eram “cavidades”, “caixas”, ou
“poros”, mas sim porções de matéria que podiam ou não estar envolvidas por uma
parede e nas quais se podiam distinguir duas partes fundamentais: o citoplasma e o núcleo.
O Robert Hooke as descrevia assim porque o tecido que ele observou - cortiça – é um tecido
vegetal morto que apenas apresenta as paredes de celuloses produzidas pelas próprias células
enquanto vivas.
Foi preciso que passassem 150 anos para que a noção de células adquirisse o significado que
tem hoje.
As observações entretantos não paravam e cada vez se estendiam materiais mais
diversificados. E foi então que, já no séc. xix, dois Biólogos Alemães, Mathias Schleiden
(botânico) e Theodor Schwann (zoologo) chegaram a uma conclusão de que a Célula é uma
unidade estrutural básica de todos os seres vivos.
Schleiden (1838) e Schwann (1839) não descobriram a célula nem sequer lhe deram o nome.
Simplesmente, con base no estudo que fora feito anteriormente, estabeleceram mais
claramente a ideia básica de que as células formam todos os seres vovos, desdes os mais
simples aos mais complexos.
Foi uma generalização de grande importância em biologia, que passou a constituir uma teoria
conhecida por teoria celular.
Em 1858 a teoria celuar adquiriu significado mais amplo quando o grande Patologista Rudolf

Virchow considerou a célula não só a unidade estrutural dos seres vivos mas também a

unidade básica do metabolismo dos seres vivos (unidadade fisiológica). Isto significa que

todas as reacções de metabolismo ocorrem nas células, mesmo quando se trata de seres vivos

plurecelulares e complexos como o Homem. Por exemplo, o processo químico que

proporciona a energía para a contração muscular ocorre dentro da propria célula muscular.
Do mesmo modo, quando se descutem;fenóminos da digestão nos animais ou de fotossíntesis

nas plantas, descrevem-se esses fenóminos a nível celular, pois todas as funções começam e

dependem de estruturas celulares.

Assim, cada célula leva uma vida dúpla: uma relativa ao seu próprio desenvolvimento e outra

como pertecente ao ser vivo de que fez parte, isto é, cada célula, seja de raíz, de caule, de

folha, de coração, de músculos, ou do fígago, age como um pequeno organismo

independente, mas, apesar dessa independência, contribui para a vida do organismo que faz

parte. Compreende-se assim que a célula seja considerada não só a unidade estrutural mas

também a unidade fisiológica de todos os seres vivos.

Por sua vez o Rodulf Virchow (patologista) amplia a teoria celular: que qualquer célula

provém de outra célula preexistente. Não existe para as células geração espontânea.” Onde

houver uma célula, deve ter existido uma célula preexistente, exactamente como um animal

só surge de outro animal e uma planta de outra planta...”

E actualmente a Teoria Celular foi acrescentada a umu outra generalização: as céluas contêm

material hereditário atravez do quál as característcas específicas passam de ma célula

(célula mâe) para outras células (células filhas).Sendo assim a teoria célular a principal

teoria unificadora da biologia.

Como pode concluir que esta teoria a igual que muitas outras também cientifica cresceu a

custa de de conhecimento obtidos pelo trabalho contínuo de myuitas pessoa e não de

inspiração de súbita de um único homem e para tal exisem essas quatro generalizações:

I. Todos os organismos vivos conhecidos são formados de células.


II. A célula é a unidade estrutural e funcional de tudo o que é vivo.
III. Todas as células vêm de células preexistentes por divisão (a geração espon- tânea não
ocorre).
IV. As células contêm informações hereditárias passadas de célula para célula na divisão
celular.
V. Todas as células têm, basicamente, a mesma composição química.
VI. Todo o fluxo de energia da vida (metabolismo e bioquímica) ocorre den- tro das
células.
Desenvolvimento da Teoría Celular.
O estabelecimento da teoría celular que, basicamente, postula que todos os organismos vivos
são compostos por células e produtos celulares, foi a consequência de muitas investigaçoes
que iniciaram no século XVII com o desenvolvimento das lentes ópticas e sua associação
para costruir o microscópio composto.

Em princípio do século XIX realizaram-se várias descobertas acerca da estrutura dos tecidos
vegetais e animais que levaram finalmente ao botânico Scheleiden (1838) e o zoólogo
Schwann (1839) a formular a teoria celular de modo mais preciso. Após a descoberta do
núcleo em todas as células, efectuada por Brown (1831), e da descrição do conteúdo celular
denominado protoplasma, o conceito da célula transformou-se no de uma massa de
protoplasma limitado no espaço por uma membrana celular que possue um núcleo. O
protoplasma que rodeia o núcleo foi denominado citoplasma, para distingui-lo do carioplasma
ou protoplasma do núcleo.
Em 1855 Virchow ampliou a teoria celular ao expressar no seu famoso aforismo omnis
cellulae (isto é, todas as células tem a origem em células preexistentes) o princípio da divisão
celular como o fenómeno central na reprodução dos organismos. Anos depois demostrou-se
que as células asseguram a continuidade entre uma geração e a outra por meio de mecanismo
da mitose Flemming, 1880) e a divisão exata dos cromossomas (Waldeyer, 1890).
Outra descoberta importante foi a de que o desenvolvimento de um embrião começa com a
fusão de dois núcleos, um que provém do óvulo e outro de um espermatozoide introduzido
durante a fertilização (Herwig, 1875) antes do fim do século tinha ficado estabelecido que as
gâmetas (óvulo e espermatozoide) formam-se por divisão reducional, que mais tarde
determinou-se de miose, por meio do qual o número de cromossomas de uma espécie
mantém-se constante de uma geração a outra.
Todas essas descobertas permitiram chegar a versão moderna da teoria celular que afirma;
1) As constituem as unidades morfológicas e fisiológicas de todos os organismos vivos;
2) As propriedades de um dado organismo dependem das duas células individuais;
3) As células têm origem unicamente a partir de outras células e a sua continuidade
mantém-se através do seu material genético;
4) A unidade mais pequena da vida é a célula.
Biología Molecular e Celular

Lição Nº 3
Sumário: Visão geral da célula

As Células
A microscopia electrónica demostrou que existem fundamentalmente dois tipos de Células:
as Procariontes (pro = primeiro, e cário=núcleo), cujos cromossomos não estão separados do
citoplasma, e Eucariontes (eu=verdadeiro e cário=núcleo), com um núcleo bem
individualizado e delimitado pelo um envoltório nuclear.

DIVERSIDADE CELULAR E COMPLEXIDADE

São tipos celulares básicos: eucariontes e procariontes.


É bastante difícil dimensionar essas células, pois são microscópicas e também porque
geralmente são representadas do mesmo tamanho. Muitas vezes, dizer que uma célula
eucarionte tem entre 10 a 100 micrômetros (μm) enquanto as células procariontes têm
aproximadamente 1 micrômetro (μm), pode não dizer muito.
Ex: Então, faça o seguinte exercício mental: imagine um cômodo de uma casa (sala, quarto
etc.) com, aproximadamente, 5 m x 7 m x 2,5 m (5 metros de comprimento, 7m de largura e
2,5m de altura), isto resulta em 87,5 m³. Esse cômodo será a escala para uma célula
eucarionte (célula animal ou vegetal, por exemplo). Nessa mesma escala, uma célula
procarionte teria o tamanho aproximado de uma caixa de sapa- tos, enquanto um vírus seria
ligeiramente maior do que a cabeça de um fósforo.
As Células Procariontes
As células procariontes caracterizam-se pela pobreza de membranas; estaõ constituidas por
uma única membrana e os cromossomos não estão separados do citplasma. Os seres vivos
que têm as células procariontes são denominados de Procariotas, compreendendo
principalmente as bactérias (as cianofíceas ou algas azuis que também são bactérias) ex: E.
Coli é a célula procarionte mais estudada por sua simplicidade estrutural e rapidez de se
multiplicação, revelou-se excelente para estudos de biología molecular. Tem forma de bastão,
é separada do meio externo por uma membrana plasmática semelhante a que envolveas
células eucarióntes. No citoplasma existem ribossomos ligadoa a moléculas de RNA
mensageiro, constituindo assím um polirribossomos.
As Células Eucariontes
Estas apresentam duas partes morfológicamente ben distintas o citoplasma e o nícleo, entre as
quais existem um trânsito constante de moleculas diversas, nos dois sentidos.
Uma cartacterística muito importante das eucarióticas é sua riqueza em membranas.
Dentro das células existem outras classificações segundo seu modo de vida: células
incompletas e completas. As célulças incompletas são aquelas que não prploferam por sí só
como é o caso das rickéttias, as clamídeas e os vírus esses últimos ter um só tipo de ácido
RNA ou DNA e a impermeabilidade da sua membrana.

ORGANIZAÇÃO MACROMOLECULAR DA CELULA


Bases macromoleculares da constituição celular
 A estrutura e o funcionamento das células dependem das macromoléculas formadas
pela polimerização de monômeros.
 A molécula da água é um dipolo com características especiais que tornam
indispensável a vida.
 As proteínas são polímeros de 20 aminoácidos diferentes.
 A estrutura de moléculas das proteínas apresentam 4 níveis de organização: primário,
secundário, terciário e quaternário.
 O metabolismo celular deve-se á actividades das enzimas.
 Pela acção do frio, pode-se baixar ou parar, temporariamente, a acção das enzimas.
 Agrupadas em sequência, muitas vezes apresenta a membrana, as enzimas, actuam de
modo mais eficiente.
 Isoenzimas são moléculas ligeiramente deferentes que actuam sobre o mesmo
substrato, porém com velocidades diferentes.
 Os ácidos nucleicos (DNA e RNA) são polímeros nucleótidos.
 Há três tipos de RNA, com funções diferentes: RNA de transferência, RNA
mensageiro e RNA ribossomal.
 O RNA pode ter ação enzimática
 A hibridização molecular permite caracterizar bem as moléculas de RNA e DNA.
 Os lípidos são componentes importantes das membranas celulares e formam reservas
nutritivas.
 Os polissacarídeos constituem reserva energética das membranas sob forma de
glicogénio e amido, e desempenham papel estrutural como parte das moléculas de
glicoproteínas e proteoglicanas.

Moléculas constituintes das Células


Os compostos que ocorrem em maiores quantidades nas células, e consequentemente nos
seres vivos, são de cinco tipos:
1. Água
2. Hidratos de carbonos ou glícideos.
3. Lipídeos
4. Protídeos
5. Ácidos nucleicos.

Água
A vida neste planeta iniciou-se na água e hoje, onde quer que haja água quase sempre há
vida.
Existem organismos unicelulares que passam a existência inteira na água aderente a um grão
de área.
Algumas espécies de algas vivem na superfície inferior dos gelos polares em fusão. Certas
bactérias e algas azuis sobrevivem na água quase fervente de fontes termais.
Na floresta tropical, a água retidas nas folhas de uma planta forma um microcosmo no qual
miríades de pequenos organismos nascem, reproduzem-se e morrem. Em qualquer destes
exemplos pode-se observar uma relação de dependência dos seres vivos para com a água, a
qual constitui 50 á 90 % do seu peso. De fato as propriedades da água são extraordinárias.
Foram certamente essas propriedades que tomaram tão favorável ao aparecimento e á
conservação da vida na Terra.

Propriedades da água
A polaridade de moléculas da água, que tem como consequência a atração recíproca das suas
moléculas de outras substâncias nela dissolvida, justifica a maior parte das suas propriedades,
tais como:
 Capacidade de dissolução de elevado número de substâncias.
 Elevados pontos de ebulição e fusão em relação a compostos similares.
 Elevado poder de aderência e penetração entre outras moléculas.
 Elevada tensão superficial.
 Elevado calor específico.
 Elevado calor de vaporização.

Estrutura Organolética da Célula


Geralmente eis as estruturas ou elementos de uma célula:
Membrana plasmática, retículo endoplasmático liso, endoplasmático rugoso, o núcleo,
Aparelho do golgy, centrossoma, retículo, mitocôndrias, parede celular, cloroplastos,
vacúolos e outras que são consideradas como ulta estruturais (aquelas que pode-se encontrar
dentro de estruturas) como por exemplo o nucléolo, etc.

Especializações Celulares
Para este estudo dá-se como exemplo aos Protozoários, organismos protozoários unicelulares.
Todos os animais pluricelulares incluindo unicelulares surgiram-se de vários ancestrais de
protozoários. Os protozoários permaneceram no nível de organização unicelular, mas
evoluíram ao longo de numerosas linhas através de especialização de partes do citoplasma
(organelos) ou partes estruturais esqueléticas. Consequentemente, a semelhança e a
complexidade nos protozoários são expressas, e na natureza de suas organelos e dos
esqueletos se observam a simplicidade e a complexidade nos animais multicelulares em graus
de especialização dos tecidos e dos sistemas orgânicos. São as mais complexas que as células
dos metazoários, pois as adaptações estruturais para sua sobrevivência só podem ocorrer a
nível de organização celular. Cada célula de Protozoário, como um organismo deve ter
especializações estruturais para todas as funções que sustentam a vida, tais como a
locomoção, aquisição de alimento, o transporte interno e a reprodução. Nos Metazoários, por
outro lado, essas especializações (embora definitivamente um produto das células)
distribuem-se sobre as células, tecidos, órgãos e sistemas orgânicos. Uma única célula de
Metazoário necessita somente contribuir para o aumento na organização adaptativa global do
indivíduo. Como resultado, as células dos Metazoários são menos complexas, porém mais
especializadas para as funções particulares que as células Protozoários.
Além do maquinário metabólico básico comum a todas as células, os Metazoários herdaram
muitas características da estrutura celular de seus ancestrais protozoários e adaptaram-nas a
uma organização multicelular.

Absorção dos Alimentos e outras substâncias nas Células


As substâncias nutritivas entram nas células Protozoárias, nas Metazoárias e nas Células dos
outros eucariontes de várias maneiras. Os canais proteícos de membrana celular
proporcionam uma difusão passiva de água, ions e moléculas pequenas, tais como: açúcares,
aminoácidos. Alguns funcionam como bombas consumidoras de energia, transportando
activamente determinadas moléculas ou movendo ions para dentro ou para fora, contra o seu
gradiente de concentração.
Alguns materiais extracelulares entram em uma célula, em buracos diminutos da membrana
celular que mais tarde contraem-se internamente – um processo chamado Endocitose. A
pinocitose é uma forma inespécifica de endocitose na qual a taxa de consumo está em
proporção simples com a concentração externa do material a ser absorvido. A água, os ions e
as moléculas podem ser absorvidos por meio de pinocitose. A endocitose mediada por
receptores traz para dentro as proteínas e as outras micromoléculas numa taxa maior que a
prevista pelo gradiente de concentração. Essas substâncias conjugam-se com os recetores de
membrana específicos antes de internalizarem-se nas vesículas. A fagocitose é o
engolfamento de partículas grandes, tais como: bactérias e protozoários, e seu aprisionamento
dentro de vesículas relativamente grande. A fagocitose requer a conjugação de partículas com
recetores com membranas múltiplas e uma alteração dinâmica não somente da membrana
celular, mas também dos elementos citoplasmáticos subjacentes.

A Digestão Celular
A maioria dos protozoários e algumas células de metazoários absorve pelo menos alguns
nutrientes através da membrana celular e digeri-los antes de utilizar os produtos em outras
actividades celulares. Os organelos onde ocorre a digestão e os processos pelos quais esta
ocorre são virtualmente os mesmos em todas as células, já sejam de Protozoários ou de
Metazoários, embora a terminologia possa variar de grupo para grupo.

O alimento ingerido ocupa uma vesícula ou vacúolo alimentar, que se conjuga e se funde
aos lisossomas primários já presente na célula. A medida que a fusão ocorre, os ácidos
lisossômicos e as enzimas hidrolíticas são libertadas no interior do vacúolo. Os produtos da
digestão intracelulares difundem-se do vacúolo para o citoplasma celular onde podem ser
utilizado no metabolismo por outros organelos ou são armazenados, após de sofrerem uma
síntese, como glicogênio e o lípido. O material indigerível é liberado da célula para o exterior
por meio de difusão de vesícula residual com a membrana celular num processo denominado
Exocitose.

Sensação Nervosa das Células


As Células de Protozoários e de Metazoários respondem a estímulos químicos externos
através de receptores na superfície da célula. Quando uma substância (liberado por um
organismo predador) conjuga-se com o receptor de proteína de superfície específico, a
molécula de combinação pode abrir ou fechar os canais de membranas proteicos ou iniciar
reacções por baixo desta.

ORGANIZAÇÃO GERAL DOS PROTÓCITOS E EUCÍTOS


Procariotas
As células procariontes têm como representantes as (comumente conhecidas por causarem
doenças) bactérias ou eubactérias e também os menos conhecidos microrganismos da divisão
Arqueia, as bactérias extremófilas. Essas células são as mais simples, com menos estruturas e
organelos e também são consideradas mais primitivas.

Os procariontes se diferenciam dos eucariontes, principalmente pela ausência de membrana


nuclear (carioteca), sendo que o DNA dos procariontes é circular e fica no citoplasma,
geralmente, concentrado em uma região denominada nucleoide. Além disso, os procariontes
não possuem organelos membranosas, tais como Retículo Endoplasmático e Complexo de
Golgy, além de serem muito menores do que as células eucariontes. Outra diferença entre os
procariontes e os eucariontes está nos ribossomas, que são menores e apresentam composição
química diferente. Isto se explica pela própria complexidade das células, então lembre-se: os
ribossomas são responsáveis pela produção de proteínas, e as células eucariontes, sendo
muito maiores e mais complexas, demandam produção proteica maior e mais elaborada
(JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2015).

Os flagelos e os cílios são outras características de muitas células Protozoários e Metazoários.


Em geral, os flagelos são tipicamente longos e sua movimentação é uma complexa ondulação
em forma de chicote. Os Cílios por outro lado, são curtos e numerosos, sua movimentação é
rígida e em forma de remo. Mas a distinção não é precisa e sua ulta estrutura é idêntica. Um
flagelo ou um cílio único é construído por um cabo eléctrico com uma bainha membranosa
externa e um núcleo fibroso interno.

Fig. 1 Célula Procariótica


Eucariotas
Os eucariontes têm representantes divididos em quatro reinos: Protista (protozoários), Fungi
(fungos), Plantae (vegetais) e Animalia (animais). Apesar da grande diversidade, as células
de todos os eucariontes são muito similares à sua estrutura e às funções que executam. A
característica mais relevante das células eucariontes é a presença de núcleo (Figura 12), um
compartimento cercado pela membrana nuclear (ou carioteca) que abriga o material genético
(DNA). O núcleo isola e protege o DNA de danos que podem resultar em mutações.
Nos eucariotas, o DNA é afilado e está segmentado em cromossomos, ao contrário do DNA
circular dos procariotas. Os eucariotas também possuem muito mais DNA, de modo que o
empacotamento é auxiliado pela presença de proteínas, chamadas histonas. Os eucariotas
apresentam organelos membranosas que realizam suas respectivas funções de maneira
compartimentalizada, quase como uma linha de produção. Assim, organelas como o Retículo
Endoplasmático (Liso e Rugoso) e o Complexo de Golgi trabalham associadas, pois enquanto
o Retículo Endoplasmático está relacionado à produção de lipídios e proteínas, o Complexo
de Golgi é responsável pelo armazenamento, transformação, modificação e controle da
secreção dessas substâncias. A grande complexidade das células eucariontes se reflete nos
organismos que apresentam essa estrutura celular, sendo que, entre os eucariontes, há
representantes uni e pluricelulares. Para fins comparativos, observe a tabela a seguir.

PROTISTA FUNGI PLANTAE ANIMALIA


Número de Unicelulares Uni ou Pluricelulares Pluricelulares
células pluricelulares.
Envoltórios Alguns com Parede celular Parede celular
parede celular de quitina de celulose Sem parede
celular
Características Célula que Apresentam Cloroplastos*; Centríolos
celulares funciona como digestão vacúolo*. (participam da
um organismo extracelular divisão celular).
* Cloroplastos e vacúolos também estão presentes nas células das algas, que apresentam classificação controversa. Fonte:
adaptada de Junqueira e Carneiro (2015).

A parede celular é um envoltório presente em plantas, fungos e em alguns protozoários, mas


ausente em células animais. As comparações mais comuns entre os tipos celulares são feitas
entre os animais e os vegetais, por isso, observe as semelhanças e as diferenças entre essas
células.

Fig. 2 Célula Eucariótica


ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS CÉLULAS PROCARIÓTICAS E
EUCARIÓTICAS
Existem varias diferenças entre as células, as formas, tamanho, a presença de certos organelos
citoplasmáticos, na individualização do seu núcleo, na presença ou não de parede envolvente, etc.

Baseando-se nessas diferenças, é frequente classificá-las de seguinte modo:

Células procarióticas (do latim pró = primeiro e do grego cário que significa núcleo), as células
do núcleo não individualizado por falta de membrana nuclear, como acontece com as células
Bacterianas. São as células mais simples e mais rudimentares do que as células de núcleo bem
individualizado; admite-se que seria deste tipo as células teriam aparecido na Terra pela primeira
vez.

Células Eucarióticas (do grego eu significa verdadeiro e cário que é o núcleo), todas as células de
núcleo bem individualizado do citoplasma é devido à presença da membrana nuclear. São células
mais complexas do que as Procarióticas e teriam aparecido pela primeira vez na Terra depois das
Procarióticas.

Embora seja na complexidade nuclear que se baseia a designação atribuída estes dois tipos de
células, há entre elas outras diferenças que evidenciam a simplicidade de uma em relação ás outras.

Nas Células eucarióticas podem ainda distinguir-se as células animais das células vegetais.

Utilizando esquema A e B vamos destacar as diferenças de pormenor que caracterizam


respetivamente a célula animal e a célula vegetal. Além das formações que podemos observar nas
preparações por nós executadas, podemos tomar como referência embora exija técnicas mais
especializadas.

Como pode observar em qualquer dos esquemas se destacam as duas regiões fundamentais: o
Citoplasma e o Núcleo.

Fig. 3 Comparação Entre As Células Procarióticas E Eucarióticas


Quadro Resumo de Comparação da organização celular de Procarióticos e Eucarióticos
Procariotas Eucariotas
Invólucro Nuclear Ausente Presente
DNA Nú Combinado com proteínas
Cromossomas Único e circular + Múltiplos e abertos
plasmídeos
Nucleólos Ausentes Presentes
Divisão Amitose Mitose e Miose
Endomembranas Ausentes Presentes (RE; AG)
Mitocôndrias Ausentes Presente
Cloroplastos
Ribossomas 70S (50S + 30S 80 (60S + 40S)
Parede celular Ausente Presente
Endo e Exocitose Ausentes Presentes
Locomoção Fibrila única, flagelo Cílios, flagelos,
pseudópodes
Biología Molecular e Celular

Lição Nº 3
Sumário: Membrana plasmática: composição, estrutura- modelos moleculares e fisiologia

Membrana Plasmática
Foi em 1855 que Nageli e Cramer verificaram que os protoplastos possuem, ao separá-los
do meio externo , uma membrana que, constituido por um limite (uma fronteira) da célula e
permite ou tem uma estreita inter-ralação entre os meios intra e extracelular. Tal inter-relação
tem as suas manifestações mais importantes na entrada e na saída de substâncias através da
membrana plasmática.
Estrutura da membrana plasmática.
A explicação de qual será estruturada a membrana plasmática é, ainda hoje, um tema
controverso uma vez que, embora o microscópico electrónico possua uma elevada capacidade
de ampliação, não permite ainda visualizar os componentes estruturais da membrana, pelo
que ainda hoje continúam a estabelecer-se, com base em evidências químicas, modelos
hipotéticos que procuram explicar aquela estrutura.
Segundo essas evidências químicas, é possível afirmar em margem para dúvidas, que a
membrana plasmática é formada por proteínas, lípidos, glicolípidos, glicoproteínas, entre
outros compostos.
Já antes do trabalho do Sjostrand, em 1960, Singer e Wallach tinham proposto o modelo em
mosaico evidenciado.
Segundo aqueles cientistas, os fosfolípidos estariam dispostos, formando uma bicamada
(hidrofoba e hidrofilia), mas as proteínas seriam globulares e integradas na bicamada lipídica
com as suas porções polares voltadas para o exterior da membrana e as porções apolares
voltadas para o interior.
Atendendo á sua disposição na membrana, seria possível considerar:

Proteínas extrínsecas ou periféricas – Localizadas de um e de outro lado da bicamada


lipídica, sendo a sua ligação aos lípidos muito fraca.
Proteínas intrínseca ou integradas – que penetram na membrana de um lado ao outro e são
fortemente ligadas aos fosfolípidos.
Técnica como a criogravação forneceu dados que vieram apoiar o modelo em mosaíco.
Em 1972, Singer e Nicholson, considerando que tanto lípidos como proteínas estariam na
membrana no estado fluido, criaram o modelo em mosaíco fluido, em tudo análogo ao
modelo em mosaíco, mas pressupondo, por exemplo, que os lípidos apresentariam
mobilidades, pois estariam animados de movimentos imensos, mudando de posição com
frenquência elevada dentro de cada camada (movimentos laterais) e, mais raramente, de
camada para camada ( movimentos flip-flop).
Os modelos que, como o de mosaíco fluido, pressupõe a mobilidade dos componentes
estruturais da membrana e são também designados por modelos dinâmicos e tem vindo a ser
aperfeiçoados (por exemplo, o modelo de capaldi de 1974).
Hoje já novos modelos são sugeridos.
Para Knijff e seus colaboradores, as membranas biologicas seriam constituidas por grande
variedade de lipidos, sendo difícil conjugar essa diversidade com a disposição em camada
dúpla. Os fenóminos de flip-flop também não poderiam se explicar se todos os lípidos
permanecessem em camada dúpla.
De qualquer das formas, pensa-se que, na genaralidade, a membrana plasmática terá uma
estrututra em mosaíco fluido de natureza lipo-proteico, onde os lípidos se apresentarão com
uma disposição ora em dúpla camada, ora em agregados. Os lípidos e proteínas estão em
estado mais ou menos fluido e são dotados de mobilidade, como já atrás foi referido.

PROCESSOS FÍSICOS DE PASSAGEM DE SUBSTÂNCIAS ATRAVÉS DE


MEMBRANA PLASMÁTICA: DIFUSÃO E OSMOSE
Quando se colocam células animais (globulos vermelhos, por exemplo) num meio
hipertónico, verifica-se uma movimentação de água do meio intracelular para o meio
extracelular. Em resultado desta movimentação de água, a célula diminui de volume e
enruga-se; dizendo então que sofreu uma plasmólise.

Ao contrário, quando se colocam células animais num meio hipotónico, as movimentações de


água ocorridas são em sentido oposto e, como resultado, as células aumentam de volume, ou
seja, incham – turgescência.
Se neste último caso, a diferença de concentração for muito acentuada, a membrana
plasmática acaba por não suportar o aumento de líquido intraceluar e rompe (Lise celular).
Com as células vegetais verificam-se igualmente os fenómenos de plasmose e turgescência.

Contudo, particularmente devido a existência de uma parede celular rígida, o aspecto

evidenciado pelas células que expermentam esses fenóminos é diferente.

Na base dos fenóminos de turgescência e plasmose, estão os processos de difusão e osmose.

Processos fisiológicos de passagem de substâncias atravez da membrana plasmática:


Difusão facilitada, Transporte activo e endocitose.

Difusão facilitada
Todas as moléculas e íons dos líquidos corporais, inclusive as moléculas de água como as
das substâncias em solução, estão continuamente em movimento, cada partícula seguindo
percurso próprio. O movimento dessas partículas constitui o que os físicos chamam de calor -
quanto mais intenso for essa movimentação, maior será a temperatura - e esse movimento
nunca cessa, sob quaisquer condições, excepto na temperatura do zero absoluto. Quando uma
molécula em movimento, A, se aproxima de outra molécula estacionária, B, as forças
electrostáticas e internucleares da molécula A repelem a molécula B, transferindo parte da
energia do movimento para a molécula B. Consequentemente, a molécula B ganha energia
cinética de movimento, ao mesmo tempo em que a molécula A tem seu movimento
lenificado, pois perdeu parte de sua
energia cinética. Assim, como mostrado na Fig. 4.3, cada molécula de uma solução pula por
entre as outras moléculas, primeiro em determinada direcção, em seguida em outra, e assim
por diante, aleatoriamente, bilhões de vezes a cada segundo.

Difusão de uma molécula de um líquido, durante um bilionésimo de segundo.

A difusão simples através dos canais das proteínas e as "comportas" desses canais.
As proteínas de canais são consideradas como contendo pertuitos aquosos pelos interstícios
dessas moléculas protéicas. Na verdade, a reconstrução tridimensional por computadores de
algumas dessas proteínas demonstrou a existência de canais, em forma de tubos, que se
estendem entre as duas extremidades da molécula, nas faces extra e intracelular da
membrana.
O modo de penetração da glicose nas hemácias humanas pode ser tomado como exemplo
de um processo de passagem de substâncias atravez da membrana plasmática que, embora
ocorrendo a favor de gradiente de concentração, exige a intervenção activa de constituentes
de membrana.
A glicose penetra mu0ito rapidamente na célula; toda a diferença de concentração entre o
meio intra e o meio extracelular e é reduzida a metade em aproxamadamente 25s, o que
corresponde a um coeficiente de permiabilidade de 1,5x106 cm/s. Todavia este coeficiente de
permiabilidade apresenta uma particularidade – varia com a concentração externa de glicose,
diminuindo logo que esta concentração se eleve para além de dados limites.
Admite-se que a glicose atravessa a membrana plasmática combinada com um constituente
da membrana que desempenha o papel de transportador espécifico(que pode sofrer inibição).
Este processo de tansporte, que ocorre sempre numa direção compatível com o gradiente de
potencial quimico (gradiente de concentração), implica gasto de energia e chama-se difusão
facilitada.
Admite-se, hoje em dia, que a difusão facilitada conciste, basicamente, nas seguintes fases:
 Formação do complexo atravez da fase lipídica da membrana.
 Dissociação do complexo ao nível da face oposta da membrana.

O rearranjo da estrutura do “poro” definidos pelas proteinas integradas deverá fazer-se,


provavelmente, à custa de uma qualquer fonte de energia.

Difusão facilitada
A difusão facilitada também é chamada de difusão mediada por carreador, porque uma
substância transportada por esse modo não é capaz, na maioria das vezes, de atravessar a
membrana, a não ser com a participação de proteína carreadora específica. Isto é, o carreador
facilita a difusão da substância para o outro lado. A difusão facilitada difere da difusão
simples por um canal aberto do seguinte modo, muito importante: embora a velocidade da
difusão por um canal aberto aumente na proporção directa da concentração da substância
difusora, na difusão facilitada à velocidade da difusão tende a um máximo, denominado
Vmáx com o aumento da concentração da substância. Essa diferença entre a difusão simples
e a difusão facilitada é ilustrada na Fig. 4.6, mostrando que, à medida que a concentração da
substância aumenta, a velocidade da difusão simples continua a aumentar proporcionalmente,
mas também mostra a limitação da difusão facilitada ao valor de Vmáx. Uma provável razão
é o mecanismo representado na Fig. 4.7. Essa figura mostra uma proteína carreadora com
canal suficientemente largo para transportar uma molécula específica até certo ponto, mas
não através de toda a membrana.
Concentração da Substância

Fig. 4.6 Efeito da concentração de uma substância sobre a intensidade de difusão, através de
membrana, onde ocorre difusão simples, e através de membrana onde ocorre difusão
facilitada. Isso demonstra que a difusão facilitada tende a uma intensidade máxima,
denominada VMÁX
Fig. 4.7 Um mecanismo proposto para a difusão facilitada.
Transporte Activo
A manutenção de dadas substâncias em concentração muito diferentes no meio intra a
extracelular deve-se ao facto da membrana plasmática ser capáz de, mediante a intervenção
de proteínas transportadoras específicas que a integram e com o gasto de energia metabólica
(ATP), promover contra gradiente de concentração quimica, o transporte das referidas
substâncias.

A um tal processo de transporte chama-se Transporte Activo; como exemplo tomemos o


transporte de iões de Na e K – bomba de sódio.
O Transporte de iõa Na para o exterior da célula e do ião K para o seu interior é mediado

por uma enzima – adenosina trifosfato ou ATPase - , que requer, para ser activada, a

presença simultânea destes iões ( além de Mg ).

A Fig. apresenta os componentes básicos da bomba Na+-K+. A proteína carreadora é um


complexo de duas proteínas globulares distintas, uma maior, com peso molecular de cerca de
100.000, e outra menor, com peso molecular de 55.000. Embora não seja conhecida a função
da proteína menor, a maior tem três características específicas que são importantes para o
funcionamento da bomba:
1. Apresenta três sítios de fixação para os íons sódio, situados na parte da molécula que
protrui para o interior da célula.
2. Tem dois sítios de fixação para os íons potássio em sua face externa.
3. A parte interna dessa proteína, adjacente ou muito próxima dos sítios de fixação de sódio,
tem actividade de ATPase.
Agora, para descrever o funcionamento da bomba: quando três íons sódio se fixam na parte
interna da proteína carreadora e dois íons potássio se fixam à parte externa, a função ATPase
da proteína é activada. Isso cliva uma molécula de ATP, transformando-a em difosfato de
adenosina (ADP) e liberando a energia de uma ligação fosfato rica em energia. Acredita-se
que essa energia provoque alteração conformacional da molécula da proteína carreadora, o
que expulsa o sódio para o exterior e trazendo o potássio para o interior. Infelizmente, o
mecanismo preciso dessa alteração conformacional do carreador ainda não foi identificado.
Importância da bomba Na+-K+ para o controle do volume celular. Uma das mais
importantes funções da bomba Na+-K+ é a de controlar o volume das células. Sem essa
função da bomba, a maioria das células iria inchar até estourar. O mecanismo para o controle
do volume é o seguinte: no interior da célula existe grande número de proteínas e de outros
compostos orgânicos que não podem sair dela. A maior parte desses compostos tem carga
negativa e, como consequência, eles agregam ao seu redor grande número de íons positivos.
Todas essas substâncias actuam, então, no sentido de provocar osmose de água para o interior
da célula; se isso não fosse impedido, a célula iria inchar, indefinidamente, até estourar.
Todavia, o mecanismo normal para impedir que isso aconteça é a bomba Na+-K+. Note-se,
de novo, que esse mecanismo bombeia dois íons Na+ para o exterior, enquanto bombeia dois
íons J+ para o interior. Por outro lado, a membrana é bem menos permeável ao sódio que ao
potássio, de modo que, quando os íons sódio estão no exterior, eles têm forte tendência a
permanecer aí. Assim, isso representa perda contínua e efectiva de substâncias iónicas para
fora da célula, o que produz tendência osmótica oposta para deslocar a água para fora da
célula. Ainda mais, quando a célula começa a inchar, isso activa, automaticamente, a bomba
Na+-K+, o que transfere mais íons para o exterior, levando água com eles. Por conseguinte, a
bomba Na+-K+, exerce papel permanente de vigilância para a manutenção do volume normal
da célula. A natureza eletrogênica da bomba Na+-K+. O fato de a bomba Na+-K+,
transportar três íons sódio para o exterior, em troca de dois íons potássio transportados para o
interior, implica a efectiva transferência de uma carga positiva para o exterior, a cada ciclo da
bomba. Obviamente, isso gera positividade no exterior da célula, mas cria deficit de íons
positivos no interior celular; isto é, ela produz negatividade nesse interior. Como resultado, a
bomba Na+-K+ é dita eletrogênica, por criar um potencial eléctrico através da membrana
como consequência de seu bombeamento.
Fig. Mecanismo proposto para a bomba de sódio-potássio.

Fig. Mecanismo básico para o transporte activo através de toda a espessura de uma lâmina
celular.
A endocitose é caracterizada pela forma de uma depressão á superfície da célula, depressão
que se invagina formando uma bolsa na quál fica apresionado um certo volume de meio
extracelular ou corpo extranho. Esta bolsa destaca-se, em seguida, da superfície e passa para
o interior da célula, ficando o seu conteúdo pela porção da membrana plasmática que se
invaginou.

A endocitose pode ser de dois tipos:


 Fagocitose (do grego phagein: comer)– a célula captura partículas sólidas;
 Pinocitose ( do grego pinein: beber) – a célula captur uma pequena porção de liquido
do meio extracelular.

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