Inv Sen Monofasico
Inv Sen Monofasico
ESCOLA DE ENGENHARIA
PROJETO DE DIPLOMAÇÃO
Porto Alegre
2013
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
ESCOLA DE ENGENHARIA
Porto Alegre
2013
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
ESCOLA DE ENGENHARIA
ORIENTADOR: _______________________
Banca Examinadora:
Porto Alegre
2013
Dedico este trabalho à minha família,
É grande demais o número de pessoas a que devo expressar gratidão nesse momento
ímpar, entretanto há pessoas que realmente foram imprescindíveis para que este dia chegasse.
Dentre elas a minha mãe, Evelize Ruviaro de Moraes Feron, pela priorização de
investimentos na minha formação desde que ingressei na primeira instituição de ensino.
Meu pai, Rejânio Antônio Feron, meu melhor coach, aquele que me ensinou a
acreditar em meus sonhos e lutar veementemente para alcançá-los, aquele que nunca desistiu
e que me ensinou o verdadeiro poder do querer.
Minha avó, Orilde Segatto Feron, pelo embasamento moral e carinho despendido por
longos anos de aprendizado e ensinamentos.
Minha namorada, Laís Daniela Ev, pela paciência, amor e pelo apoio ao longo de anos
de foco e finais de semana atarefados.
Ao professor Valner, que ao orientar esse trabalho soube intervir com precisão quando
necessário e que confiou em minha capacidade desde o convite para orientação.
Aos professores Prof. Dr. Luis Fernando Alves Pereira, Prof. Dr. Luiz Tiarajú dos Reis
Loureiro e Prof. Dr. Alexandre Balbinot pela experiência transmitida e por serem exemplos de
engenheiros a serem seguidos.
“Apenas as dificuldades imaginárias são insuperáveis, todas as outras não”.
Theodore
RESUMO
Este trabalho contém uma revisão sobre os conversores push-pull e chopper 4Q de forma a
contextualizar o dimensionamento e implementação de um inversor off-grid feito em duas
etapas , CC-CC e CC-CA, sendo esta última gerenciada por um microcontrolador. O texto que
segue contém o projeto da eletrônica de potência, dos elementos magnéticos e dos blocos de
controle envolvidos. São apresentados os resultados dos testes feitos de forma a validar o
dimensionamento, o compensador, os elementos de potência e o layout da PCI.
The present work contains a theoretical review about the push-pull converter by the mean of
contextualize the sizing/design and implementation of the main blocks of off-grid inverter
with dual stages, DC-DC and DC-AC, the last one implemented with a microcontroller. The
following text contains the design of the involved power electronics, the magnetic elements
and the compensation blocks. More attention will be paid to the assembly aspects either as
optimization of the individual blocks. It will be presented several tests on different operation
points to validate the compensator, power elements and PCB layout as well measure the
global efficiency.
1. INTRODUÇAO .......................................................................................................................13
1.1. MOTIVAÇÃO ..................................................................................................................13
1.2. OBJETIVOS .....................................................................................................................14
1.3. ESTRUTURA DO TRABALHO .......................................................................................15
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................................................................16
2.1. CONVERSOR PUSH-PULL .............................................................................................16
2.2. MODOS DE OPERAÇÃO CONVERSOR PUSH-PULL ..................................................19
2.3. CONTROLADOR PUSH-PULL E FUNÇÃO DE TRANFERÊNCIA ...............................22
2.3.1. Controlador PI - C(s)..................................................................................................23
2.3.2. Ganho estático do Modulador – M(s) .........................................................................24
2.3.3. Planta a ser controlada – G(s) .....................................................................................25
2.3.4. Transdutor – H(s) .......................................................................................................26
2.4. TRANSFORMADOR PUSH-PULL ..................................................................................26
2.5. CONVERSOR CC-CA ......................................................................................................29
2.5.1. MODULAÇÃO E DEMODULAÇÃO PWM .............................................................30
2.5.2. Modulação PWM Bipolar ..........................................................................................32
2.5.3. Modulação PWM Unipolar ........................................................................................34
3. METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO .......................................................................36
3.1. DESCRIÇÃO DA TOPOLOGIA GERAL .........................................................................36
3.2. EQUACIONAMENTO CONVERSOR PUSH-PULL ........................................................37
3.3. DIMENSIONAMENTO CONVERSOR PUSH-PULL ......................................................40
3.4. EQUACIONAMENTO DO TRANSFORMADOR PUSH-PULL ......................................42
3.5. DIMENSIONAMENTO TRANSFORMADOR PUSH-PULL ...........................................47
3.6. DIMENSIONAMENTO SNUBBER .................................................................................49
3.7. CONTROLADOR DO CONVERSOR PUSH-PULL .........................................................50
3.8. PROJETO DO COMPENSADOR PARA O CONVERSOR PUSH-PULL .........................51
3.9. EQUACIONAMENTO E DIMENSIONAMENTO DO CONVERSOR CC-CA ................54
3.10. GERACAO DOS SINAIS DE COMANDO DA PONTE ...............................................56
3.10.1. Timing de geração dos sinais de referência. ................................................................57
4. RESULTADOS .......................................................................................................................59
4.1. ESQUEMA ETAPA CC-CC PUSH-PULL ........................................................................61
4.2. ESQUEMA ETAPA CC-CA CHOPPER 4Q......................................................................62
4.3. PLACAS CIRCUITO IMPRESSO.....................................................................................63
4.4. PRINCIPAIS FORMAS DE ONDA ..................................................................................64
4.5. MEDIDA DE EFICIÊNCIA ..............................................................................................71
4.5.1. Eficiência PUSH-PULL .............................................................................................71
4.5.2. Eficiência inversor .....................................................................................................71
4.5.3. Eficiência Global .......................................................................................................71
5. CONCLUSÕES .......................................................................................................................72
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................74
APÊNDICE A – Dimensionamento do conversor CC-CC e do transformador ............................75
APENDICE B - Projeto do compensador para o conversor CC-CC .............................................75
APENDICE C – Simulação filtro de saída .....................................................................................75
APENDICE D – Teste Equação de recorrência para geração do sinal seno .................................76
1. INTRODUÇAO
1.1. MOTIVAÇÃO
Com custo menor e maior eficiência o retorno sobre o investimento nesses sistemas
tende a ser mais atrativo e naturalmente pesquisas e indústria estão ganhando força,
impulsionadas principalmente pelo aumento da preocupação com as questões ambientais
envolvidas.
De uma forma geral, a energia elétrica disponibilizada por estas fontes ainda não se
encontra pronta para a utilização, necessitando ainda ser processada e finalmente entregue de
forma mais apropriada para as cargas comerciais. O equipamento que realiza a cascata de
conversões necessárias a transformação da energia é denominado inversor de tensão.
Sistemas off-grid por sua vez não são conectados a rede da concessionária sob
hipótese alguma. Podem ser utilizados de forma completamente isolados da rede, ou também
podem ser utilizados para suprir a demanda em horários de pico, através de uma chave
comutadora acionada por um detector de sincronismo [22].
1.2. OBJETIVOS
14
Alimentação de entrada a partir de um banco de baterias 24V (23 a 28V)
Potência nominal de 150VA
Tensão de saída 115Vac / 60Hz
Conversor
Banco de Chopper 4Q Saída
push-pull
Baterias (CC-CA) Senoidal
(CC-CC)
15
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
16
O conversor CC-CC Push-Pull que este trabalho aborda é o conversor operando em
modo tensão (Voltage Mode Push-Pull Converter) e doravante será chamado apenas por
conversor Push-Pull.
Nestes tipos de conversores enquanto a chave está ligada a tensão fornecida pela
mesma provoca uma rampa ascendente na corrente do indutor e enquanto a chave está
desligada o indutor força uma corrente com rampa descendente através da carga e do diodo de
passagem. Intuitivamente percebe-se que a corrente média que atravessa o indutor é a própria
corrente de saída da carga e que a tensão média do capacitor é a tensão de saída do conversor
[1].
Fonte: Design Feature 0309 - AjAy K. HAri, Senior Applications Engineer, National Semiconductor
Figura 3 - Conversor Push-Pull com secundário duplo, center tape e retificação simples
Ambos produzem a mesma tensão no ponto de junção dos cátodos dos diodos
retificadores, entretanto o da Figura 3 apresenta alguns inconvenientes como a necessidade de
mais um enrolamento, aumento das indutâncias parasitas do secundário, menor fator de
utilização da janela do transformador e o dobro da tensão reversa aplicada sobre os
retificadores. Sendo necessário mais um enrolamento secundário também se dá origem a mais
uma chance de desbalanço de fluxo e têm-se mais uma indutância de dispersão a ser
descarregada em snubbers a fim de evitar transientes sobre os retificadores [4].
19
De t0 a t1, conforme mostra a Figura 6, a chave está ligada e nesse momento então a
tensão de entrada +V é colocada sobre o enrolamento primário ligado a esta. A corrente de
magnetização começa a subir com a inclinação dada pelo valor da indutância de magnetização
Lm levando a curva B-H do transformador para o 1º quadrante. A tensão estabelecida sobre a
indutância de magnetização é refletida para o secundário e por causa de sua polaridade coloca
os diodos D1 e D3 em condução e os diodos D2 e D4 em bloqueio. Na junção dos cátodos
surge então a tensão +V multiplicada pela relação de transformação do transformador N. Esta
tensão sendo maior que a tensão da carga promove uma queda de tensão positiva no indutor
de saída e assim sua corrente começa a crescer de acordo com o valor da sua indutância L.
Nesse momento a tensão sobre a chave ativa é nula e a tensão sobre a chave inativa é o dobro
da tensão de entrada devido à polaridade dos enrolamentos primários. Os diodos D2 e D4
ficam reversamente submetidos à tensão de entrada multiplicada pela relação de
transformação do transformador N [4].
Figura 6 – t0 a t1: chave 1 ON, chave 2OFF, diodos D1 e D3 ON, diodos D2 e D4 OFF
21
É importante salientar que a corrente conduzida pelas chaves do primário não é
simplesmente a corrente de secundário dividida pela razão de transformação do
transformador, mas sim uma composição entre a corrente de magnetização, com caráter
triangular e a corrente de secundário refletida de caráter trapezoidal, conforma a Figura 9.
[12].
A corrente de magnetização gera perdas ôhmicas nas chaves e deve ser mantida no
menor nível possível. Para tanto a indutância de magnetização deve ser grande o suficiente
para gerar o menor fluxo magnetizante possível por período. [14]
Fonte: Design Feature 0309 - AjAy K. HAri, Senior Applications Engineer, National Semiconductor
22
Figura 10 - Geração do sinal PWM à partir da comparação do sinal de erro e de um sinal triangular
Com este controlador é possível obter boas margens de fase e margens de ganho para
todas as variações de tensão de entrada e corrente de saída [1].
23
A função de transferência C(s) do controlador PI é:
𝑠 + 𝑧𝑐𝑜𝑚𝑝
𝐶 𝑠 = 𝐾. (1)
𝑠
1
𝑅2 𝑠 + 𝑅2.𝐶1 (2)
𝐶 𝑠 =− .
𝑅1 𝑠
Onde o sinal negativo indica a topologia inversora e que realiza a subtração Vref – e(s)
do diagrama de blocos.
𝑉𝑚𝑎𝑥
𝑀 𝑠 =𝑢 𝑠 . (3)
𝑉𝑝𝑝∆
Onde:
24
2.3.3. Planta a ser controlada – G(s)
O conversor Push-Pull pode ser analisado como um filtro passa baixas que filtra as
harmônicas de alta frequência do sinal PWM e que disponibiliza em sua saída o valor médio
deste sinal. O circuito formado pelo indutor e capacitor de filtragem e resistor de carga é um
circuito RLC conforme o da Figura 13, com a seguinte função de transferência quando
operando no modo contínuo de corrente [1]:
1
𝑠 + 𝑊𝑧𝑎
𝐺 𝑠 = 𝐾𝑑 . 1 1 (4)
+ 𝑊𝑜 .𝑄 + 1
𝑊𝑜 2
Com:
𝑁2
𝐾𝑑 = 𝑉𝑖𝑛. (5)
𝑁1
𝑅𝑙𝑜𝑎𝑑 + 𝑟𝐿
𝑊𝑜 = (6)
𝐿. 𝐶. (𝑅𝑙𝑜𝑎𝑑 + 𝑟𝐶)
𝑊𝑜. 𝐿
𝑄= 𝐿 (7)
𝑟𝐶 + 𝑟𝐿 + 𝐶.(𝑅𝑙𝑜𝑎𝑑 +𝑟𝐶)
1
𝑊𝑧𝑎 = (8)
(𝑟𝐶. 𝐶)
Onde:
25
Q = fator de mérito do filtro RLC;
Wza = zero promovido pelos elementos não ideais do capacitor;
L = indutância do filtro RLC;
C = capacitância do filtro RLC;
rL = resistência interna do indutor;
rC = resistência interna do capacitor;
Rload = resistor de carga do conversor DC-DC;
26
Figura 14 - Modelo simplificado transformador
Fonte: [16]
ℑ
Φ= (9)
ℜ
A relutância magnética ℜ é relacionada com o material isolante e com a espessura
deste material, que forma um gap magnético entre os enrolamentos. Para minimizar a geração
de fluxo e, por conseguinte o fluxo disperso, diminui-se a força magneto motriz ℑ dada pelo
produto da corrente que passa pelo enrolamento pelo número de espiras deste enrolamento.
28
Uma forma de fazer isso é dividindo o enrolamento em diversas seções e intercalando seções
do enrolamento primário e do secundário. A cada divisão em um enrolamento a ℑ cai pela
metade também e portanto a indutância de dispersão também. [16].
Fonte: [15]
𝑉𝑎𝑐𝑝𝑖𝑐𝑜
𝑀𝑎 = (10)
+𝑉𝑏𝑢𝑠
O índice de modulação é um parâmetro muito importante, pois define o valor mínimo
da tensão de entrada do inversor ponte completa, já que índices de modulação superiores a 0,9
implicam maior THD (Total Harmonic Distortion). Outro parâmetro importante para
qualidade da forma de onda da tensão de saída é o índice de frequência, que relaciona a
frequência de comutação (Fo) do inversor ponte completa à frequência da tensão de saída
fundamental (Fm): [20]
𝐹𝑜
𝑀𝑓 = (11)
𝐹𝑚
Para índices de frequência menores que 20 é necessário sincronizar o sinal modulante
e a portadora, e Mf deve ser inteiro e ímpar para não deteriorar a THD do sinal de saída.
Para índices maiores não é necessário estes cuidados e quanto maior o índice mais
fácil se torna a filtragem e melhor a aparência do sinal de saída.
30
Um sinal PWM é um trem de pulsos com largura variável e para estimar o espectro do
sinal modulado e descobrir quais frequências necessitamos filtrar para reconstruir o sinal
modulante, utiliza-se o uso da série de Fourier para um trem de pulsos genérico:
∞
E0 . 0 2E0 1 nπ0
e0 t = + sen . cos 0 t (12)
T0 π n T0
n=1
t = 0 [1 + m. cos m t] (13)
Portanto:
∞
E 0 . 0 2E0 1 nπ0
e0 t = 1 + m. cos m t + sen 1 + m. cos m t . cos 0 t (14)
T0 π n T0
n=1
∞
E 0 . 0 E 0 . 0 2E0 1 nπ0 E 0 . 0
e0 t = +m cos m t + sen +m cos m t . cos 0 t (15)
T0 T0 π n T0 T0
n=1
E0 .0
: valor constante, independente do tempo, é o valor médio do sinal
T0
Assim para cada valor de “n” teremos um espectro semelhante distribuído em torno de
um harmônico da portadora, conforme a Figura 20.
31
Figura 20 - Espectro de um sinal modulado em PWM com portadora Fo
Pontes completas podem ser controladas por duas técnicas de: a modulação bipolar e a
modulação unipolar. Essas duas técnicas de modulação permitem a obtenção de uma tensão
de saída alternada com valor eficaz variável a partir de uma tensão de entrada constante
utilizando o princípio de variação da largura do pulso de comando dos interruptores da ponte
completa [20].
Fonte: [20]
Embora seja mais fácil gerar esta modulação ela tem algumas características não
ótimas:
0.9
0.8
Ma = 0,8
0.7 Mf = 15
0.6
Ma
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Mf
33
2.5.3. Modulação PWM Unipolar
Esta modulação faz com que a tensão de saída possa ser +Vbus, 0V e -Vbus.
Fonte: [20]
34
Esta modulação ela tem algumas características mais apropriadas à filtragem de
componentes de alta frequência:
0.9
0.8 Ma = 0,8
Mf = 15
0.7
0.6
Ma
0.5
0.4
0.3
0.2
0.1
0
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Mf
35
3. METODOLOGIA E DESENVOLVIMENTO
36
chopper de quatro quadrantes, controlado por um microcontrolador, que transforma a tensão
DC do barramento em uma senóide com o auxílio de um filtro LC, conforme a Figura 26. [14]
1
𝑇= (16)
𝑓𝑠
37
Sendo o máximo tempo de chave ligada teórico:
𝑇
𝑡𝑜𝑛𝑚𝑎𝑥 = (17)
2
Sendo necessário prever um tempo morto entre o chaveamento dos enrolamentos
secundários limita-se o ciclo de trabalho em:
𝑡𝑜𝑛
𝐷𝑚𝑎𝑥 = 0,9. (18)
𝑇
O que leva a um tempo morto mínimo, que ocorrerá quando V in = Vinmin de:
𝑃𝑜𝑢𝑡
𝑃𝑖𝑛 = (20)
η
𝑃𝑖𝑛
𝐼𝑖𝑛 = (21)
𝑉𝑖𝑛𝑚𝑖𝑛
𝐼𝑖𝑛
𝐼𝑓𝑡𝑝 = (22)
2. 𝐷𝑚𝑎𝑥
38
Supondo um transiente de tensão de 30% devido a elementos parasitas a chave deve
suportar:
𝑁2 𝑉𝑜𝑢𝑡
𝑁= = (26)
𝑁1 2. 𝑉𝑖𝑛𝑚𝑖𝑛 . 𝐷𝑚𝑎𝑥
𝑉𝑜𝑢𝑡
𝐷𝑚𝑖𝑛 = (27)
2. 𝑁. 𝑉𝑖𝑛𝑚𝑎𝑥
𝑉𝑜𝑢𝑡
𝐷𝑛𝑜𝑚 = (28)
2. 𝑁. 𝑉𝑖𝑛
𝑉𝑜𝑢𝑡
𝐷𝑚𝑎𝑥 = (29)
2. 𝑁. 𝑉𝑖𝑛𝑚𝑖𝑛
𝑃𝑜𝑢𝑡
𝐼𝑜𝑢𝑡 = (30)
𝑉𝑜𝑢𝑡
A tensão que os diodos do retificador devem bloquear deve ser pelo menos de:
A indutância mínima do filtro de saída deve ser estipulada tomando como base a
tensão sobre a qual o indutor fica submetido, o tempo pelo qual esta tensão é aplicada sobre o
indutor para uma dada variação de corrente.
𝑡𝑜𝑛𝑚𝑎𝑥
𝐿𝑚𝑖𝑛 = 𝑁. 𝑉𝑖𝑛𝑚 𝑎𝑥 − 𝑉𝑜𝑢𝑡 . (33)
∆𝐼𝑙𝑝𝑝
39
O capacitor de filtragem de saída deve ser projetado de modo a garantir ∆𝑉𝑜 pequeno
e é calculado como segue:
1 ∆𝐼𝑙
𝐶𝑜𝑢𝑡 = . .𝑇 (34)
8 ∆𝑉𝑜
Já o capacitor de entrada deve ser tal que supra os picos de corrente garantindo o
mínimo de variação na tensão de entrada enquanto o pulso de corrente é transferido para o
secundário:
𝑡𝑜𝑛𝑚𝑎𝑥
𝐶𝑖𝑛 = 𝐼𝑐𝑖𝑛𝑅𝑀𝑆 . (37)
∆𝑉𝑖𝑛
40
A potência de saída embora aparentemente baixa está relacionada ao modo manual
como o transformador foi confeccionado. Para lidar eficientemente com as altas correntes dos
primários e a frequência de operação é necessário prever vários enrolamentos em paralelo, o
que torna difícil a execução manual do transformador sem deteriorar o balanceamento do
fluxo de cada ramo primário. Ficará claro ao longo do desenvolvimento que este conversor
pode ser levado até 1500W simplesmente terceirizando a confecção do transformador.
A chave de entrada será o mosfet IRF3207 que suporta 75V entre dreno e source e
uma corrente de 180A, portanto com uma tensão 20% acima da máxima tensão de operação e
com uma corrente sobre dimensionada algumas vezes, garantindo robustez.
A lei de Faraday:
42
𝑑 𝐿. 𝐼 𝑑 𝜆 𝑑 𝜙
𝑣= − =− 𝑜𝑢 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 − 𝑁 (38)
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡
2
V2 I1 N2 N2 R1
= = e = (40)
V1 I2 N1 N1 R2
𝑉
𝑑𝑡 = 𝜙 [𝑊𝑏] (41)
𝑁
B
Definindo ϕ = A e fazendo a tensão constante e igual à Vin chega-se a outra relação
𝑉𝑖𝑛. 𝑡𝑜𝑛
Δ𝐵 = [𝑇] (42)
𝐴𝑐. 𝑁𝑝
A qual é utilizada para determinar o número de espiras mínimo para garantir que o
núcleo não sature:
𝑉𝑒𝑚𝑎𝑥 . 𝑡𝑜𝑛
𝑁𝑚𝑖𝑛 = [𝑒𝑠𝑝𝑖𝑟𝑎𝑠] (43)
2. 𝐵𝑚𝑎𝑥. 𝐴𝑐
Para tal existe uma relação chamada produto das áreas Ap, exemplificada na Figura
27, que relaciona alguns parâmetros físicos do núcleo com a potência transferida da seguinte
forma [7]:
43
𝑃
𝐴𝑝 = 𝐴𝑤. 𝐴𝑒 = [𝑐𝑚4 ] (44)
2. 𝐾𝑢. 𝐾𝑝. 𝐾𝑖. 𝐽. Δ𝐵. 𝐹𝑠
Sendo:
P = potência transferida;
Ku = fator de utilização da janela;
Ki = relação entre corrente media de entrada e corrente RMS;
Kp = fator de utilização do enrolamento primário N1;
Fs = frequência de chaveamento;
J = densidade de corrente;
Figura 27 - Ap = [Link]
Como os fatores Ku, Ki, Kp são tabelados para cada tipo de conversor, eles não são
otimizados para cada projeto.
Por causa deste motivo foi desenvolvido outro método para a seleção de núcleos para
os transformadores, o método do Coeficiente Geométrico.[14]
Nele especifica-se:
44
Po
Pap = + Po [W] (45)
η
𝑃𝑎𝑝
𝐾𝑔 = [𝑐𝑚5 ] (47)
2. 𝐾𝑒. 𝛼
𝑊𝑎. 𝐴𝑐 2 . 𝐾𝑢
𝐾𝑔𝑟 = [𝑐𝑚5 ] (48)
𝑀𝐿𝑇
Onde:
Só depois que o núcleo está definido que se utiliza a equação de Nmin para especificar
a quantidade mínima de espiras no primário.
𝑁2 = 𝑁. 𝑁1 . 1,1 (49)
6,62
𝑑𝑒𝑝𝑡 = [𝑐𝑚] (50)
𝑓
E, portanto o fio que aperfeiçoa a utilização da seção transversal do condutor é aquele
com diâmetro 𝑑 = 2. 𝑑𝑒𝑝𝑡
Um fio mais grosso terá a parte central do condutor com densidades de corrente
próximas a zero e um fio mais fino fará com que seja necessária uma quantidade maior de
enrolamentos em paralelo para uma dada densidade de corrente.
𝑑2
𝐴𝑜𝑡𝑖𝑚𝑜 = 𝜋. (51)
4
Após especificar a densidade de corrente J calcula-se o número de enrolamentos em
paralelo para ramo primário e secundário:
46
𝐼𝑐𝑎𝑣𝑒 𝑅𝑀𝑆
𝑛_𝑒𝑛𝑟_𝑝𝑟𝑖 =
𝐽 (52)
𝐴𝑜𝑡𝑖𝑚𝑜
𝐼𝑠𝑒𝑐 𝑅𝑀 𝑆
𝑛_𝑒𝑛𝑟_𝑠𝑒𝑐 =
𝐽 (53)
𝐴𝑜𝑡𝑖𝑚𝑜
A densidade de corrente normalmente é estipulada entre 500A/cm² e 800A/cm² em
conversores push-pull e ao fazer a densidade de corrente do primário igual a do secundário
garante-se a mesma dissipação de potência e portanto um aquecimento mais uniforme,
resultando em menos esforços mecânicos dentro do transformador após a envernização do
mesmo [14].
47
As especificações à partir da Área da Janela foram feitas depois de algumas iterações
até que o núcleo fosse especificado pelo método do coeficiente geométrico. Os dados que ali
constam são referentes ao núcleo MMT140EE4220 do fabricante Magmatec. O material
denominado 140 tem permeabilidade magnética inicial de 2300 e satura em 510mT.
Através dos parâmetros Kg_min e Kg nota-se que o núcleo escolhido está sobre
dimensionado 10 vezes, corroborando o que foi dito no início do capítulo.
Este processo pode ser feito através da experimentação do circuito serie ressonante
formado, um gerador de sinais e um osciloscópio, entretanto esse método pode levar a
inconsistências devido à variação da permeabilidade magnética com a variação da frequência
e, portanto da indutância do circuito série ressonante [9].
1
𝐿𝑙𝑒𝑎𝑘 = (58)
4. 𝜋². 𝑓𝑟𝑖𝑛𝑔1 ². 𝐶𝑒𝑞
E com ambos os valores em mãos o circuito snubber que melhor amortece o ring é
aquele que transforma o circuito em um RLC criticamente amortecido e segue a relação:
49
𝐿𝑒𝑞
𝑅𝑠𝑏 = (59)
𝐶𝑒𝑞
50
Figura 29 - Diagrama de blocos interno do circuito integrado SG3525
51
Ao entrar no script descrito no apêndice B com os dados descritos na Tabela 5
obtemos a função de transferência das plantas na Figura 31. Nota-se uma variação do ganho
estático e do valor do amortecimento da função de segunda ordem.
52
cancelou um dos polos da função de segundo grau e o ganho foi ajustado para que o tempo de
acomodação seja o menor possível. Escolheu-se a planta com maior Q e menor ganho estático
para projetar o controlador.
𝑠 + 1,51𝑒6
𝐶 𝑠 = 646546 (65)
𝑠² + 286𝑠 + 4.04𝑒7
O transdutor H(s) é composto por um divisor resistivo de 2,7K com o paralelo de
100K com 1M8, resultando em um bloco de ganho 0,0277 para que a tensão de saída de 180V
resulte um erro nulo ao ser comparado com a referência interna de 5V do integrado SG3525.
O projeto do controlador foi feito pelo método root-locus e o resultado pode ser visto
na Figura 32. O sistema realimentado conta com 60dB de margem de ganho e 78 graus de
margem de fase, sendo portanto bastante robusto a variações dos parâmetros.
𝑠 + 6357
𝐶 𝑠 = 340 (66)
𝑠
Figura 32 - Compensador push-pull PI via root-locus
53
Figura 33 - resposta ao salto conversor push-pull
O inversor ainda deve operar satisfatoriamente com cargas não lineares, como
retificadores com caráter capacitivo.
54
Segundo [15] A tensão de pico do sinal de saída é:
A corrente máxima é:
130𝑊
𝐼𝑠 = = 1,41𝐴 (68)
115𝑉 .0,8
A corrente à vazio é:
0,113
𝐶= = 2,6𝑢𝐹 → 2,2𝑢𝐹 (70)
2. 𝜋. 60.115
Fixando a frequência de corte em 7,5KHz (alta o suficiente para garantir um filtro
pequeno e pequena o suficiente para filtrar eficientemente o espectro PWM) descobre-se o
valor do indutor:
1
𝐿= 2
= 200𝑢𝐻 (71)
2,2𝑢𝐹. 2. 𝜋. 7,5𝐾𝐻𝑧
Que serão distribuídos em dois indutores de 100uH em cada braço do inversor para
equilibrar as indutância e capacitâncias parasitas da ponte.
55
Figura 34 - Simulação filtro saída
Para a geração dos sinais de modulação PWM Unipolar para a ponte e para executar a
malha de controle que regula e faz a tensão de saída seguir uma dada referência senoidal
escolheu-se embarcar todo o processamento dentro de um microcontrolador.
São gerados dois sinais PWM, um para cada braço da ponte. Portanto a tensão média
em cada braço é:
𝑠𝑒𝑡𝑝𝑜𝑖𝑛𝑡_𝑎 𝑠𝑒𝑡𝑝𝑜𝑖𝑛𝑡𝑏
𝑉𝑎𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 = . 𝑉𝑏𝑢𝑠 𝑒 𝑉𝑏𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 = . 𝑉𝑏𝑢𝑠 (72)
𝐶𝑂𝑁𝑇 𝐶𝑂𝑁𝑇
Ou seja, as tensões médias de cada braço em relação aos ciclos de trabalho são:
𝑉𝑏𝑢𝑠
𝑉𝑎𝑏𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 = . (𝐷𝑎 − 𝐷𝑏) (75)
𝐶𝑂𝑁𝑇
Sabendo que a tensão média em um indutor é zero tem-se que a tensão média sobre o
capacitor de saída é igual a tensão média de saída da ponte.
56
𝑉𝑎𝑐𝑜𝑢𝑡 = 𝑉𝑎𝑏𝑚𝑒𝑑𝑖𝑜 (76)
𝑠𝑒𝑡𝑝𝑜𝑖𝑛𝑡
𝐷= (77)
𝐶𝑂𝑁𝑇
A geração do PWM Unipolar, normalmente é feita através da comparação de um sinal
qualquer com duas portadoras em contra fase, mas também pode ser feito através da
comparação de dois sinais em contra fase com uma portadora única. Devido a aspectos de
implementação no microcontrolador este segundo é mais adequado.
Para que um sinal discreto seja considerado periódico a velocidade angular discreta
deve ser múltipla inteira de π.
Com base nisso a geração de um sinal discreto periódico requer um número inteiro de
amostras dentro do período que se deseja criar e a frequência de amostragem deve ser um
múltiplo deste número [5]. As especificações para a geração do sinal senoidal de referência
podem ser vistas na Tabela 7.
57
Tabela 7- Geração referência senoidal discreta
Descrição Valor
Frequência a ser gerada 60 Hz
Frequência de atualização PWM setpoint 4320 Hz
pontos gerados por período 72
período de atualização PWM setpoint 231.5 us
intervalo contagem timer 5.00E-08
Frequência pwm 43200 Hz
𝑍 𝑠𝑒𝑛 𝑤𝑜 . 𝑧 −1 𝑍
𝑠𝑒𝑛 𝑛. 𝑤𝑜 . 𝑢 𝑡 𝑦 𝑛 = 𝑎1. 𝑦 𝑛 − 1 + 𝑎2. 𝑦[𝑛 − 2]
1 − 2 cos 𝑤𝑜 . 𝑧 −1 + 𝑧 −2
Como devem ser geradas duas referências em contra fase basta multiplicar a primeira
por -1.
58
Figura 37 - Fluxograma de Geração do sinal SPWM
59
4. RESULTADOS
Variáveis Placa
Formas
de saída Esquema circuito Eficiência
de onda
(outputs) impresso
60
4.1. ESQUEMA ETAPA CC-CC PUSH-PULL
61
4.2. ESQUEMA ETAPA CC-CA CHOPPER 4Q
62
4.3. PLACAS CIRCUITO IMPRESSO
As placas foram desenhadas com o software ACCEL P-CAD a partir dos esquemas
acima.
63
Os drivers da ponte foram implementados com o circuito integrado dedicado IR2111,
que utiliza a topologia bootstrap.
64
Na Figura 42 pode-se ver as tensões aplicadas aos gates dos MOSFETS do conversor
push-pull. Evidencia-se a complementaridade entre os sinais e, como a realimentação está
aberta o ciclo de trabalho é máximo, 44%, coincidindo com o dimensionamento feito. A
tensão de gate tem amplitude de 16V, ficando menor que a tensão máxima de 20V e maior
que a tensão mínima de threshold, 4V, fazendo com que a resistência de canal seja
minimizada. É importante notar também que os ciclos de trabalho são idênticos de forma a
minimizar o flux-walking.
Figura 43 - Tensão do secundário em aberto x Tensão de gate (sem realimentação e sem snubber)
65
Na Figura 44 tem-se a tensão Vds do mosfet em relação a tensão do secundário. Nota-
se uma diferença entre o slew-rate do sinal de gate e a tensão de dreno do MOSFET devido ao
rising time do MOSFET, que é o tempo entre o sinal de gate ser aplicado e o canal de
condução efetivamente ser formado. O mesmo slew-rate é notado no sinal do secundário.
Figura 44 - Tensão do secundário em aberto x Tensão de Vds (sem realimentação e sem snubber)
66
Aplicando o sinal do secundário no circuito retificador de ponte completa tem-se o
efeito de sobreposição dos pulsos de tensão emitidos pelo primário. Na Figura 46 fica
evidente o sinal resultante tem uma frequência de ripple de corrente do indutor de saída com o
dobro da frequência de chaveamento das chaves e que o ciclo de trabalho também é o dobro.
Na Figura 47 tem-se o sinal de gate com o sinal de dreno de uma das chaves. Nota-se a
ação do circuito snubber a cada transição do sinal de dreno e indução de uma tensão igual ao
dobro da tensão de alimentação a cada vez que a chave oposta é acionada.
Figura 47 - Tensão de gate x Tensão Vds (potência nominal, Vin = 28V, com snubber)
67
Na Figura 48 tem-se a tensão de entrada, banco de baterias na tensão nominal, e a
tensão de saída do conversor push-pull.
68
Figura 50 - Sinais de controle da ponte, semi ciclo positivo
A Figura 51 os mesmos sinais são vistos em uma base de tempo maior, evidenciando
que o sinal modulado tem polaridade positiva e negativa e que a modulação unipolar pode
gerar tensões hora positiva, hora negativa ou nula na ponte.
69
Figura 52 - Sinal SPWM de saída da ponte
A Figura 53 mostra a tensão de saída do filtro com baixa THD, evidenciando a ação de
demodulação do sinal SPWM através da ação interpoladora do filtro passa baixa.
70
4.5. MEDIDA DE EFICIÊNCIA
Medições feitas com carga nominal e Vin min (bateria no fim da carga).
Eficiência = 87%
Eficiência = 96%
71
5. CONCLUSÕES
72
Para cada projeto de transformador há um ponto ótimo quanto ao valor da densidade
de fluxo máxima. Uma densidade de fluxo, Bm, grande demais leva a uma perda maior no
laço de histerese enquanto um Bm muito pequeno acarreta perdas ôhmicas nos enrolamentos
devido a quantidade de espiras necessárias. Entretanto neste projeto escolheu-se não utilizar o
critério de Bm ótima e deliberadamente especificou-se um Bm máximo dez vezes menor que
a densidade de fluxo de saturação do núcleo escolhido. Com um fluxo de operação menor a
margem até a saturação do núcleo pelo fenômeno de flux walking é maior e contando com o
coeficiente de temperatura positivo do cobre e dos Rdson dos mosfets, à medida que
esquentam a resistência equivalente aumenta e, portanto diminui a corrente daquele ramo,
compensando ao longo do tempo algum desbalanço de fluxo entre os primários.
73
BIBLIOGRAFIA
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[2] RASHID, M. H. Eletrônica de Potência – Circuitos, Dispositivos e aplicações. São Paulo, MAKRON
1999;
[4] WU. K. C. Switch-Mode Power Converters Design and Analysis, ELSEVIER, Burlington, 2006
[6] GROSSNER, N., Winding Capacitance and Leakage Inductance. Transformer for Electronic Circuits
McGraw-Hill, New York, 1967
[7] BARBI. I., FONTE I., ALVES C. H.. Projeto físico de indutores e transformadores. Florianópolis,
2002;
[11] Maxim Integrated, APPLICATION NOTE 3835 - Push-Pull Snubber Circuit 2006;
[12] National Semiconductor. Design feature: Voltage-Mode Push-Pull Converters Deserve a Second
Look. 2009
[14] STMicroelectronics. Application note AN2794 - 1 kW dual stage DC-AC converter based on the
STP160N75F3. 2009;
[17] Compensators for the Buck Converter: Design and Analysis, Portland State University, 2009
[18] Designing Magnetic Components for Optimum Performance, 2010 Texas Instruments Power
Supply Design Seminar
[23] Estudo e implementação de uma fonte tensão alternada. FERREIRA R.P.F. 2005.
clc
clear
Vin = 24; %Volts 2 baterias
Vinmax = 28; %Volts
Vinmin = 23; %Volts
Pout = 150 %Watts
Vout = 180 %Volts UPS OUT = 115Vac
%Vout = 350 %Volts UPS OUT = 220Vac
eficiencia = 0.85
f = 900000 %Hz
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APENDICE D – Teste Equação de recorrência para geração do sinal seno
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