Apostila Volume 1 - FAS
Apostila Volume 1 - FAS
Realização: Apoio:
PARCERIA GERAR/INOVARE
1. Preparação para o vestibular / 2. Ensino Médio. / 3. Revisão de conteúdos.
Título: APOSTILA PREPARATÓRIA - PRÉ-VESTIBULAR
Marcos Devoyno
Matemática, Química, Gramática
Carlos Pereira
Pêra Design
2 Geografia
Mariana Cunha
Inglês
3
FÍSICA - CINEMÁTICA ESCALAR
AUTOR: Luís Henrique Marucco
SUMÁRIO
ESQUECI MEU CELULAR EM CASA! NÃO SEI SE VOU CHEGAR A TEMPO NO MEU COMPROMISSO!
Resumo
Exercícios
MEUS PAIS NÃO ESTÃO DANDO CONTA SOZINHOS, PRECISO AJUDAR NAS DESPESAS DE CASA!
A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO ATRAVÉS DOS APLICATIVOS DE ENTREGA
Resumo
Exercícios
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
1. Você já esteve em uma situação em que precisava muito se localizar ou estimar algum tempo de
chegada em um compromisso?
2. Como os conceitos de velocidade e tempo podem ajudar a planejar melhor nossos deslocamentos
diários, evitando atrasos?
3. Crie uma roda de conversa com seus colegas e debata como o conhecimento de trajetórias e
movimento pode ser útil para prever a melhor rota ou evitar obstáculos em diferentes situações
cotidianas. Troque ideias e reflita sobre o modo de pensar de cada colega.
No capítulo a seguir, veremos como os conceitos de velocidade média e deslocamento, que Lucas utilizou em
sua corrida, são fundamentais para descrever movimentos no cotidiano. Assim como ele calculou o tempo
necessário para chegar ao parque, entenderemos como aplicar essas fórmulas em diversas situações,
facilitando a resolução de problemas relacionados ao movimento.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1.1. Introdução
Cinemática é o ramo da Física que estuda as relações de velocidade dos corpos, desprezando a origem do
movimento. Para iniciar os estudos realizados nessa área da Mecânica, é necessário que sejam estabelecidos
alguns conceitos, conforme listado abaixo:
a. Ponto material – Também conhecido como partícula, é um corpo cujo tamanho e dimensões podem ser
desprezados.
Exemplo: um avião voando distante no céu.
c. Trajetória – Sucessivos pontos que formam o local geométrico onde o corpo desenvolve seu movimento.
∆s = s - s0
Onde:
• ∆s é o deslocamento do corpo;
Assim:
Legenda: Conversão m/s em km/h. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
∆s = 3 - 3
∆t = t- t0
s = s0 + v ∙ t
Onde:
Onde: 7
• ∆t é o intervalo de tempo;
• s é a posição final do móvel;
• t é o instante final;
• s0 é a posição inicial do móvel;
• t0 é o instante inicial.
• t é intervalo de tempo do movimento;
vm = ∆s/∆t
Onde:
• ∆s é o deslocamento do corpo; Legenda: Gráfico da posição por tempo no M.U. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
• ∆t é o intervalo de tempo.
RESUMO
angular da reta é interpretado como a velocidade
do móvel.
tgθ = v = ∆s/∆t
O gráfico de velocidade por tempo, por outro lado, é Referencial – Corpo qualquer tomado como
uma reta constante, já que a velocidade não muda. referência para o estudo da variação de
A área desse gráfico é numericamente igual ao movimento de outros corpos.
deslocamento do corpo.
Movimento – Variação da posição de um corpo
em relação ao tempo em relação ao referencial
adotado.
ANOTAÇÕES
v=Área
1.4.2. Classificação de
movimentos no M.U.
A velocidade pode ser positiva ou negativa,
dependendo do sentido de movimento.
Sempre que o móvel se deslocar a favor da
trajetória, dizemos que o movimento é
progressivo. E quando se deslocar contra a
trajetória, o movimento é dito retrógrado.
4. Um objeto se desprende do teto de um trem que
EXERCÍCIOS
desloca com uma certa velocidade. Sobre esta situ-
ação, assinale a opção correta:
b) I e II
3. Uma tartaruga caminha, em linha reta, a 40
metros/hora, por um tempo de 15 minutos. Qual a c) I e III
distância percorrida?
d) II e III
a) 30 m
e) I, II e III
b) 10 km
c) 25 m
d) 1 km
e) 10 m
6. Assinale V para verdadeiro ou F para falso: 9. (FCC) Para manter a saúde física e mental, uma
pessoa faz caminhadas diárias em um parque
( ) A velocidade média é definida como a média público percorrendo três vezes uma pista de 1,5km
aritmética das velocidades de um corpo. de comprimento. O tempo utilizado para cada
volta é de 15 minutos. Utilizando os conceitos da
( )A unidade no S.I.. de velocidade média é o m/s. Física, podemos determinar que a velocidade
média, em km/h, desenvolvida durante essa
( ) Se a velocidade média de um móvel é de 20 caminhada é de:
m/s, isto significa que durante todo o percurso o
móvel possui velocidade de 20 m/s. a) 10
a) 60 km/h
b) 54 km/h
c) 48 km/h
10 d) 40 km/h A velocidade escalar média dessa partícula entre
os instantes t1 e t2 foi de:
e) 30 km/h
a) 27 km/h.
a) t = 0,1s
b) t = 0,2s
c) t = 0,3s
d) t = 0,4s
Considerando os dados apresentados no
enunciado e no gráfico, considere as seguintes
afirmativas:
16. (VUNESP) A figura representa o líder
11
(corredor A) e o segundo colocado (corredor B)
1. O objeto A tem uma velocidade constante, de
de uma corrida de rua no momento em que A
módulo v = 2m/s.
está a 900m da linha de chegada e B está 300m
atrás de A. Nesse instante, o primeiro e o segundo
2. Os objetos se encontram no instante t = 15s.
colocados têm velocidades de 3,0m/s e 3,5m/s,
respectivamente.
3. O objeto B está parado.
a) 340 s.
b) 420 s.
c) 260 s.
12 d) 240 s.
e) 200 s.
Analisando o gráfico, é correto afirmar:
Para piorar, as entregas o obrigavam a acelerar e frear repetidamente, expondo-o a situações perigosas no
trânsito, com a necessidade de manobras rápidas e a variação brusca de velocidade. A precarização do
trabalho o colocava em situações de risco, não apenas pela pressão de tempo, mas também pela falta de
condições adequadas de segurança, que faziam cada entrega uma corrida contra o relógio e contra sua
própria segurança.
13
PARA REFLETIR!
1. Você ou alguém que você conhece já teve que trabalhar em condições precárias para auxiliar na
manutenção das contas em casa?
2. Converse com seus colegas e debatam: como o conhecimento de aceleração e frenagem pode
ajudar os trabalhadores a evitarem acidentes durante deslocamentos em condições precárias de
trabalho, como entregas por aplicativo?
3. Em que outras situações cotidianas, além do trânsito, o entendimento de fenômenos físicos pode
ajudar a melhorar a segurança e as condições de trabalho?
am = ∆v/∆t
Onde:
• ∆v é a variação da velocidade;
14
2.2. Funções horárias da posição e da velocidade
Analogamente ao que foi visto no M.U., é preciso prever posições, intervalos de tempo e velocidade dos corpos.
No movimento uniformemente variado, essa análise se dá através da função horária das posições e também
da função horária das velocidades.
s= s0+v0∙t + a∙t²/2
Onde:
• s é a posição final;
• s0 é a posição inicial;
• v0 é a velocidade inicial;
• t é o intervalo de tempo;
• a é a aceleração.
Como a função horária da posição é uma função do 2º grau, a interpretação gráfica, nesse caso, é
uma parábola.
v= v0+a∙t
Onde:
• v é a velocidade final;
• v0 é a velocidade inicial;
• t é o intervalo de tempo;
• a é a aceleração;
Na função horária da velocidade do M.U.V., a função é novamente de primeiro grau e, portanto, uma reta.
No gráfico da velocidade versus tempo, o coeficiente angular da reta é interpretado como a aceleração do
móvel.
15
tgθ=a=∆v/∆t
Outra informação que pode ser extraída desse gráfico é sua área que representa numericamente o
deslocamento do corpo.
v = Área
v2 = v02 + 2∙a∙∆s
Onde:
• v é a velocidade final;
• v0 é a velocidade inicial;
• ∆s é o deslocamento;
• a é a aceleração;
2.4. Classificação de movimentos no M.U.V.
Ao classificar os movimentos no M.U.V., deve ser levada em conta a aceleração. Quando a velocidade e a
aceleração têm o mesmo sentido, o movimento é acelerado (a velocidade aumenta). No caso onde a
velocidade e a aceleração têm sentidos contrários, o movimento é retardado (a velocidade diminui).
a) Queda Livre;
16
b) Lançamento Vertical;
c) Lançamento Horizontal;
d) Lançamento Oblíquo.
O cuidado que deve ser tomado no lançamento vertical é com o sentido da velocidade e da aceleração.
a=-g
a= g
Logo, comparando-se as equações do movimento para as três situações: M.U.V., queda livre e lançamento
vertical, temos:
LANÇAMENTO
M.U.V. QUEDA LIVRE
VERTICAL
v = v0 + a ∙ t v=g∙t v = v0± g ∙ t
Movimento Uniformemente Variado – M.U.V. 21. Assinale V para verdadeiro ou F para falso:
Movimento no qual a velocidade varia linearmente.
( ) A aceleração é a grandeza física responsável
Equação Horária da Posição s = s0 + v0t + at²/2 apenas por aumentar a velocidade de um móvel.
Equação Horária da Velocidade v = v0+at ( ) Quando um corpo é lançado para cima nas
proximidades da superfície da Terra, podemos
Equação de Torricelli v² = v0² + 2a∆s afirmar que sua velocidade diminui 10 m/s a cada
segundo.
Queda Livre – Movimento retilíneo de um corpo
quando ele está sujeito apenas à aceleração da ( ) Um corpo que se desloca a favor da trajetória e
gravidade, desconsiderando a resistência do ar. aumentando sua velocidade descreve um
movimento progressivo acelerado.
Lançamento Vertical – É o movimento oposto ao
da queda livre, onde lança-se o corpo para cima. ( ) É impossível existir movimento acelerado com
aceleração negativa.
Atenção – As fórmulas para queda livre e ( ) O MRUV caracteriza-se por variações uniformes
lançamento vertical são as mesmas utilizadas no de velocidade e trajetória retilínea.
M,U,V.! Mudamos apenas a aceleração por g.
( ) No MRUV a aceleração é constante e diferente
de zero.
Atenção - Velocidade no ponto mais alto do
lançamento vertical vale zero! ( ) A função horária das velocidades é uma
função do primeiro grau.
20
a) 2
b) 3
c) 4
a) 575 m
d) 5
b) 425 m
e) 6
c) 375 m
a) 20 c) 6,0s
b) 40 d) 8,0s
c) 80
d) 120
e) 160
34. (UFES) Um projétil é disparado do solo, 38. Abandona-se uma pedra de uma altura H do
verticalmente para cima, com velocidade inicial solo, num local onde a aceleração da gravidade é
de módulo igual a 2,0 ∙ 10² m/s. Desprezando-se a 10 m/s² e o efeito do ar é desprezível. Verifica-se que,
resistência do ar e adotando-se g = 10 m/s², a no último segundo de queda, a pedra percorre 3/4
altura máxima alcançada pelo projétil e o tempo H.
necessário para alcançá-la são, respectivamente:
Calcule:
a) 4km e 40s
a) o tempo de queda:
b) 4km e 20s
c) 2km e 40s
b) 9,0
c) 8,5
d) 8,0
e) 7,5
36. A partir de um ponto a 105m acima do solo *Grandezas com módulo nulo não têm sentido
atira-se uma bola verticalmente para cima com definido. 21
velocidade v = 20 m/s. Admitindo g = 10 m/s² e
desprezando a resistência do ar, assinale a Ele solicita aos alunos que analisem as grandezas
proposição incorreta. cinemáticas no instante em que a esfera atinge
a altura máxima, escolhendo uma combinação
a) A velocidade do ponto mais alto da trajetória é para os módulos e sentidos da velocidade e da
nula. aceleração.
b) A partir do lançamento até o impacto no solo A escolha que corresponde à combinação correta
decorre um tempo de 5,0s. é:
a) 15 m/s
b) 19 m/s
c) 20 m/s
d) 21 m/s
e) 22 m/s
40. (ENEM) Em um dia de calor intenso, dois colegas estão a brincar com a água da mangueira. Um
deles quer saber até que altura o jato de água alcança, a partir da saída de água, quando a mangueira está
posicionada totalmente na direção vertical. O outro colega propõe então o seguinte experimento: eles
posicionarem a saída de água da mangueira na direção horizontal, a 1m de altura em relação ao chão, e
então medirem a distância horizontal entre a mangueira e o local onde a água atinge o chão. A medida dessa
distância foi de 3m, e a partir disso eles calcularam o alcance vertical do jato de água. Considere a aceleração
da gravidade de 10ms-2.
a) 1,50m.
b) 2,25m.
c) 4,00m.
d) 4,50m.
e) 5,00m.
PROBLEMATIZAÇÃO 3
PARA REFLETIR!
1. Além dos cálculos e equações, liste outras habilidades que Ana poderia desenvolver ao estudar a
física do basquete. Como esses novos conhecimentos podem ajudá-la a construir relacionamentos
mais fortes com seus colegas de equipe?
2. A pressão para se encaixar em um grupo pode ser grande. Como Ana pode lidar com as
expectativas dos outros e, ao mesmo tempo, permanecer fiel a si mesma?
3. A busca pela cesta perfeita é uma metáfora para a busca por objetivos na vida.
Reúna-se com seus colegas e discuta: de que forma a física pode nos ajudar a entender os desafios
que enfrentamos e a encontrar soluções criativas?
Ana, em sua jornada para acertar a cesta perfeita, está, na verdade, explorando um dos conceitos mais importantes da
Física: o lançamento objetos. Cada arremesso de basquete é um exemplo prático de um lançamento oblíquo, onde a bola
descreve uma trajetória curva antes de atingir o alvo.
A Física nos permite entender os fatores que influenciam a trajetória da bola, como a força aplicada no arremesso, o
ângulo de lançamento e a resistência do ar. Ao dominar esses conceitos, Ana não apenas aprimora sua técnica no
basquete, mas também desenvolve uma compreensão mais profunda do mundo ao seu redor.
No capítulo que estudaremos a seguir, vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre o lançamento horizontal e oblíquo.
Veremos como os conceitos de velocidade e aceleração se aplicam a esses movimentos.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
Princípio da independência de Galileu: Em movimentos bidimensionais (um objeto caindo de uma mesa, por
exemplo), pode-se estudar separadamente o movimento que ocorre no eixo x do movimento que ocorre no
eixo y.
x = x0 + v∙t
Eixo y: Aqui também desprezamos a resistência do ar, e o movimento é uniformemente variado (M.U.V.).
Como o eixo y representa um movimento na vertical, adotamos a mesma notação da queda livre e do lança-
mento vertical.
vy = g ∙ t
H = g ∙ t²/2
vy2 = v02y + 2 ∙ g ∙ H
24
v2 = vx2 + v²y
vx = v ∙ cosa vy = v ∙ sena
Em que:
• vx é a velocidade no eixo x;
• vy é a velocidade no eixo y;
A = v0 ∙ t
Em que:
• A é alcance;
• v0 é a velocidade inicial;
• t é o intervalo de tempo.
t = √2H/g
IV. O tempo de subida (tempo necessário para atingir o ponto mais alto da trajetória, é igual ao tempo de
descida — tempo necessário para ir do ponto mais alto da trajetória até à altura do ponto inicial).
tsubida = tqueda
Cuidado!
Os sinais nas equações acima são avaliados da mesma maneira que é feita a análise no
lançamento vertical, ou seja, de acordo com o sentido da trajetória.
A relação entre a velocidade v e suas componentes é a mesma que vimos no lançamento horizontal:
Assim como vimos no lançamento horizontal, o lançamento oblíquo dá a possibilidade de fazermos três
análises importantes: o alcance do objeto, tempo total de voo e altura máxima.
A = v2 ∙ sen2a/g
Em que:
26
3.2.3. Tempo total de voo
t = v0y /g
hmáx = v0y2/2g
Frequência (f) – É a grandeza física que fornece o número de ciclos/oscilações por unidade de tempo. No caso
do M.C.U., o número de voltas em um determinado tempo. No S.I. a unidade de frequência é o hertz, simboliza-
do por Hz. Outra unidade bastante usual de frequência é a rpm, que indica o número de rotações por minuto.
A conversão entre essas duas unidades é dada pela relação:
1Hz = 60rpm
T = 1/f f = 1/T
Onde:
• T é o período;
• f é a frequência.
27
ω = ∆φ/∆t
Em que:
• ω é a velocidade angular;
• ∆φ é o deslocamento angular;
• ∆t é o intervalo de tempo;
No S.I. a unidade da velocidade angular é radiano por segundo, escrito como rad/s.
Considerando que o móvel dê uma volta completa pela circunferência, o deslocamento angular será 2π rad. E
assim, a velocidade angular será:
ω = 2π/T
ω = 2π ∙ f
3.3.2. Velocidade linear
Também conhecida como velocidade tangencial, é a velocidade tradicional da partícula, que vem sendo
apresentada em todo o estudo da cinemática.
A diferença no M.C.U. é que, uma vez que velocidade é sempre tangente à trajetória, ela será perpendicular
ao raio da circunferência.
Cuidado!
Apesar do módulo da velocidade linear não mudar, a direção e o sentido estão sempre mudando.
Portanto, no M.C.U. a velocidade como um todo não é constante, somente seu valor. A velocidade
muda sua direção e sentido graças à aceleração centrípeta.
v = 2πR/T
v = 2πR ∙ f
Em que:
• R é o raio da circunferência.
28
v=ω ∙R
Nesse caso, as velocidades lineares dos dois objetos ligados pela correia serão iguais, então temos a relação:
Nesse tipo de acoplamento, são as velocidades angulares dos dois objetos acoplados que serão iguais,
e valerá a relação:
ω a= ω b
RESUMO
Lançamento Oblíquo – Lançamento onde há deslocamento em duas direções simultaneamente. Nesse caso
está sendo desprezado a resistência do ar.
29
Movimento Circular Uniforme - É o movimento onde a trajetória é caracterizada por uma circunferência.
Equações
a) 6 m/s.
b) 5 m/s.
32
b) A velocidade inicial vertical da bola.
a) 1,2m
b) 2,4m
a) 15,0 e) 48,0m
b) 20,0
c) 30,0
d) 40,0
e) 50,0
a) 6,0 m/s
b) 8,0 m/s
c) 10,0 m/s
54. (ENEM) Um professor utiliza essa história em a) 0,25 rpm.
quadrinhos para discutir com os estudantes o
movimento de satélites. Nesse sentido, pede a b) 2,50 rpm.
eles que analisem o movimento do coelhinho,
considerando o módulo da velocidade constante. c) 5,00 rpm.
d) 25,0 rpm.
e) 50,0 rpm.
c) 90.
d) 60.
a) ωA = ωB e vA = vB
b) ωA <ωB e vA < vB
c) ωA = ωB e vA < vB
d) ωA > ωB e vA = vB
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
* * E B D * D E E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
* A E D B D B E E A
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
* 6 m/s² 84m/s D * A D A A A
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
D C E B D A B * C B
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
D D A E C C A A A *
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
C A B D C A D C B C
35
1. F, F, F, V, V, V, F, V, V, F 25. V, F, V, F, F
2. 38.
• a) 60m; • a) 2s;
• b) 60m; • b) 20m.
• c) -30m;
50.
• d) 30m. • a) 4m/s;
• b) 7 m/s
6. F, V, F, V, V, V, V
57.
11. V, V, F, V, V, V, F • N = 3000;
• b) 2,5Hz
21. F, V, V, F, V, V, V, F, V
36
FÍSICA
Óptica Geométrica
37
FÍSICA - ÓPTICA GEOMÉTRICA
AUTOR: Luís Henrique Marucco
SUMÁRIO
CANSADA DE ME VER ASSIM: MINHA IMAGEM NO ESPELHO NÃO É A REALIDADE!
SEMPRE QUE EU TOMO BANHO O ESPELHO DO BANHEIRO EMBAÇA E MINHA IMAGEM FICA DISTORCIDA!
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
Começou a pesquisar sobre a percepção e a imagem corporal. Descobriu que a forma como nos vemos é
influenciada por diversos fatores, como a cultura, os padrões de beleza e até mesmo a iluminação do
ambiente. A imagem refletida no espelho, apesar de ser uma representação fiel da nossa forma, pode ser
distorcida pela nossa própria percepção e pelas expectativas que temos de nós mesmas.
Sofia percebeu que o espelho, em vez de ser um inimigo, poderia ser um aliado nessa jornada de
autoconhecimento. A imagem refletida era apenas uma fotografia de um momento específico, e que ela,
como pessoa, era muito mais complexa e multifacetada do que aquela imagem poderia representar.
Com o tempo, Sofia aprendeu a olhar para o espelho com mais gentileza e compaixão. Em vez de buscar a
perfeição, passou a valorizar suas qualidades únicas e a aceitar suas imperfeições. E assim, a garota que antes
se sentia perdida diante do espelho, encontrou a confiança para ser quem realmente era.
39
PARA REFLETIR!
1. Na sua opinião, como os padrões de beleza impostos pela sociedade influenciam nossa autoestima
e como podemos nos libertar dessas expectativas?
2. Você ou alguém que conhece possui problemas de autoimagem? Converse com seus colegas e
debatam: qual importância de questionar a veracidade da imagem que vemos no espelho e como
podemos construir uma autoimagem mais positiva?
3. Converse com seu professor e criem uma roda de discussão sobre os desafios e as recompensas
de buscar uma compreensão mais profunda de si mesmo e como podemos cultivar a autoestima.
A jornada de Sofia em busca da autoaceitação nos leva a refletir sobre a forma como percebemos a nós mesmos e ao
mundo ao nosso redor. A distorção da imagem no espelho, que tanto a incomodava, nos remete aos conceitos de Óptica
Geométrica. Ao estudarmos espelhos planos e esféricos, compreenderemos como a luz se comporta ao incidir em
diferentes superfícies e como isso influencia a formação das imagens. Assim como a imagem de Sofia no espelho era
uma construção complexa, influenciada por diversos fatores, a formação de imagens em espelhos também depende de
variáveis como a distância do objeto ao espelho, a curvatura da superfície e o meio em que a luz se propaga. Ao desvendar
os mistérios da óptica geométrica, poderemos compreender melhor como a luz molda nossa percepção do mundo e de nós
mesmos.
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. Óptica Geométrica
corpo recebe luz de outras fontes e refletem de
volta uma fração dessa luz.
Parte I
• Exemplos: Lua, planetas, livro, etc.
aplicações
• Exemplo: O motorista de um carro que olha no
retrovisor pode ver uma pessoa no banco de trás,
assim como a pessoa no banco de trás pode ver
o motorista olhando para o espelho do retrovisor.
1.7.1. Reflexão da luz
• Princípio da Independência dos raios
• luminosos: Quando dois raios se cruzam,
É o fenômeno óptico que ocorre quando um feixe de
• continuam suas trajetórias como se nada
luz incide sobre uma superfície e retorna ao meio
• tivesse acontecido.
original.
• Exemplo: Num teatro onde os raios
• luminosos provenientes de dois holofotes se
Reflexão regular (ou especular) – Quando os
cruzam.
raios incidentes incidem paralelamente entre si na
•
superfície e retornam também paralelamente entre
•
si. Ocorre em superfícies polidas, como os espelhos.
1.6. Aplicações dos prin-
cípios da ótica geomé-
trica
1.6.1. Câmara escura Legenda: Reflexão especular. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
A câmara escura é um dispositivo óptico que Reflexão irregular (ou difusa) – Quando os
consiste em uma caixa escura com um raios incidem paralelamente e são refletidos de
pequeno orifício que permite a entrada de luz. maneira desordenada. Ocorre em superfícies
É constituída por paredes opacas. Numa das rugosas e ásperas, como telas de cinema, por
extremidades há um orifício e, na outra, exemplo:
coloca-se um papel vegetal. Um raio luminoso, ao
incidir no orifício da câmara, irá se propagar,
conforme ilustra a figura e será possível observar a
formação de uma imagem dos objetos na parede 41
onde se encontra o papel vegetal.
i/o = p’/p
Em que:
• i = tamanho da imagem;
• o = tamanho do objeto;
1. Óptica Geométrica
graças a essa absorção que ficamos aquecidos ao
“lagartear” debaixo do Sol. A absorção e a reflexão
Parte I
explicam as cores dos corpos.
42
Legenda: Prisma dispersando a luz. Crédito: Pink Floyd - Dark Side of the Moon
Legenda: Leis da reflexão. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
β = 2θ
Legenda: Esquema de rotação de um espelho plano. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
1.10.1. Elementos de um sistema 2. Raio luminoso que incide passando pelo
centro de curvatura – Todo raio de luz que incide
de espelhos esféricos passando pelo centro de curvatura do sistema
óptico é refletido sobre si.
Legenda: Raio de luz incidindo pelo centro óptico. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
44 Vértice do espelho (V) – Ponto da superfície do Legenda: Raio de luz incidindo paralelamente ao eixo principal. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
Legenda: Raio de luz incidindo no vértice. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
b) Com o objeto exatamente sobre o centro de e) Com o objeto entre o foco e o vértice.
curvatura.
Virtual, direita, maior.
Real, invertida e igual (mesmo tamanho).
Legenda: Espelho côncavo 02. Crédito: Imagem produzida pelo autor. Legenda: Espelho côncavo 05. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
Equação de Gauss
Em que:
f = R/2
2. Cores
Leis da Reflexão:
Espelhos Esféricos – São calotas esféricas onde ocorre a reflexão regular da luz. Podem ser de dois tipos:
Atenção – A imagem produzida pelo espelho esférico convexo é sempre virtual, direita e menor.
EXERCÍCIOS
julgue os itens a seguir:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 6
Nessa situação, considerando as distâncias
informadas e as características das imagens
formadas por espelhos planos, a distância
16. (CESGRANRIO) Um objeto é colocado entre dois
entre a cabeça do cliente, indicada pela seta azul
espelhos planos cujas superfícies refletoras formam
na figura, e a imagem da sua cabeça, indicada pela
um ângulo a. Sabe-se que a medida de a é um
seta vermelha, é de:
divisor positivo de 24 e que o número total de
imagens que esse objeto produz é maior que 17 e
a) 3 m.
menor que 59. Quantos são os possíveis valores de
a?
b) 4 m.
a) 2
c) 7 m.
50 b) 3
d) 5 m.
c) 4
e) 6 m.
d) 5
13. (UECE) Considerando que, em um espelho plano
e) 6
incide um raio de luz, é correto afirmar que:
c) R/2
14. (UDESC) Um raio de luz incide em um
espelho plano segundo um ângulo de 20º com a
d) 2R/3
superfície do espelho. Girando-se o espelho em 10º,
em torno de um eixo perpendicular ao plano de
incidência, então o raio refletido, agora, sairá com
um novo ângulo θ com a normal à superfície do
espelho. Assinale a alternativa que corresponde aos
possíveis valores de θ.
a) 70° ou 50°
18. (VUNESP) Uma das aplicações práticas c) Convexo, com 24 cm de raio, a 2 cm da lâmpada.
mais conhecidas dos espelhos esféricos é o
instrumento utilizado pelos dentistas para d) Côncavo, com 6 cm de raio, a 4 cm da lâmpada.
conseguir observar detalhadamente os dentes de
seus pacientes, como mostra a figura. e) Convexo, com 6 cm de raio, a 4 cm da lâmpada.
ANOTAÇÕES
www.cpt.com.br
www.geocities.ws. Adaptado.
a) 15 cm.
b) 20 cm.
c) 30 cm.
d) 25 cm.
e) 35 cm.
PARA REFLETIR!
52 1. Como você acha que nossos corpos reagem a mudanças drásticas em nossos horários de sono
e vigília? Quais os desafios e benefícios de adaptar nossos ritmos biológicos a um estilo de vida
invertido?
2. De que forma a sociedade, com seus horários e expectativas, influencia nossos hábitos de sono?
Como podemos conciliar nossas necessidades individuais com as demandas sociais?
3. Como a tecnologia e a Física, especialmente através da luz emitida por telas, interfere em nossos
padrões de sono? Como podemos utilizar a tecnologia a nosso favor para promover um sono mais
saudável? Debata com seus professores e colegas!
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2
Devido a ela, é possível a confecção de lentes, microscópios, projetores de slides e também a observação de
fenômenos bastante curiosos, como as miragens e aquela impressão de “colher torta”.
Em meios homogêneos e isótropos, o índice refração absoluto (n) de um meio é a razão entre a velocidade
da luz no vácuo (c) e a velocidade da luz no meio (v).
n = c/v
Observe que:
a) Como a velocidade da luz num certo meio material é sempre menor que a velocidade da luz no vácuo, não
existe índice de refração menor que 1.
b) Como o índice é a razão entre duas velocidades, este é uma grandeza adimensional.
Há ainda o que se chama de índice de refração relativo, que nada mais é do que a razão entre dois índices de
refração absolutos de duas substâncias: 53
n1,2 = n1 /n2
II. Para dois índices de refração n1 e n2, é válida a Lei de Snell – Descartes:
n1 ∙ sen i = n2 ∙ sen r
2.3. CASOS PARTICULARES DA REFRAÇÃO
Olhando-se de fora da água para o fundo da superfície, temos a impressão de que ela é mais rasa do que
realmente é. Essa impressão decorre do desvio que a luz sofre ao mudar de meio. Nos dioptros planos é válida
a seguinte relação:
n1 /n2 = di /do
54
Em que:
di é a profundidade da imagem;
do é a profundidade do objeto.
Legenda: Esquema de lâminas de faces paralelas. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
d = e ∙ sen(i -r)/cos r
Em que:
e é a espessura da lâmina;
i é o ângulo de incidência;
r é o ângulo de refração;
d é o desvio lateral.
RESUMO EXERCÍCIOS
Óptica Geomátrica - Refração
Refração – É o fenômeno no qual a luz, ao 21. Com base nos seus conhecimentos sobre
mudar de um meio para outro, sofre uma variação refração e reflexão total da luz, assinale V para
de velocidade. verdadeiro ou F para falso.
Dioptro – Conjunto de dois meios refringentes ( ) Sempre que ocorre refração, o raio luminoso
separados por uma superfície. sofre um certo desvio.
Índice de refração Absoluto (n) – Quociente entre ( ) Na refração da luz, a velocidade da luz sempre
a velocidade da luz no vácuo (c) e a velocidade da diminui.
luz no meio (v).
( ) O índice de refração de uma substância, é sem-
n=c/v pre maior que 1.
c) refração.
d) polarização.
a) 2,5 m
b) 5,0 m
c) 7,5 m
d) 8,0 m
e) 9,0 m
c) 12 m a) 60°.
d) 6 m b) 30°.
e) 8 m c) 45°.
d) 15°.
29. Um raio luminoso incide obliquamente numa
lâmina, de faces paralelas com índice de refração e) 90°.
1,50, imersa no ar. Considere a velocidade da luz no
ar igual a 3,0 ∙ 108m/s. É correto afirmar:
32. (UEA) A figura representa um feixe de laser
• 01) A velocidade da luz no interior da lâmina é propagando-se pelo ar e passando a propagar-se
• 2,0 ∙ 108 m/s pela água.
a)√6/3
b)√6/2
c)√2/2
d)√6
e)√3
PROBLEMATIZAÇÃO 3
Decidida a desvendar o mistério, Camile mergulhou em seus livros de física e navegou pela internet em
busca de respostas. Quanto mais pesquisava, mais intrigada ficava. A umidade do banheiro, a temperatura
ambiente, a composição do vidro... Todos esses fatores poderiam influenciar o fenômeno, mas nenhuma
explicação parecia completa.
Será que havia alguma força desconhecida atuando sobre o espelho? Ou talvez fosse apenas uma
coincidência peculiar? Camile sabia que precisava investigar mais a fundo. Afinal, o universo é cheio de
mistérios esperando para serem desvendados.
59
PARA REFLETIR!
1. O que essa experiência de Camile nos mostra sobre a importância de observar e questionar os
fenômenos que ocorrem ao nosso redor, mesmo os mais simples? Como podemos transformar o
cotidiano em uma fonte de aprendizado e descobertas?
2. O espelho, além de refletir a nossa imagem, pode ser visto como uma metáfora para o
autoconhecimento. De que forma essa experiência de Camile pode ser relacionada à nossa busca
por compreender a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor?
3. A distorção das imagens no espelho pode ter despertado em Camile uma sensação de
magia. Como a ciência e a magia se relacionam? É possível encontrar beleza e maravilhamento na
explicação racional dos fenômenos naturais?
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
i=L
Quando o ângulo de incidência é maior do que o ângulo limite, não haverá refração, e teremos o
fenômeno de reflexão total. Nesse contexto, o raio de luz irá ser completamente refletido ao incidir no meio
menos refringente.
60
sen L = n2 /n1
Em que:
L é ângulo limite;
Ao passar por um prisma imerso no ar, o raio de luz sofre duas refrações: uma ao entrar no prisma e outra ao
sair dele. Ao fazer isso, a luz pode sofrer o fenômeno de dispersão, já citado anteriormente, que nada mais é
do que a decomposição da luz branca em diferentes comprimentos de onda.
Após passar pelo prisma, a luz sofre um desvio na sua trajetória, e a esse desvio dá-se o nome de desvio
angular.
a = i1 + i1 - A
61
Onde:
a é o desvio angular;
O desvio mínimo que o raio de luz sofre ao passar de um meio para outro acontece quando i1 = i2 e, nesse caso,
calcula-se o desvio angular como:
amín = 2i - A
Observe que as lentes convexas apresentam bordas menos espessas, e por isso são conhecidas como lentes
de bordas finas ou delgadas. Já as lentes côncavas, que possuem bordas mais espessas, são conhecidas
como lentes de bordas grossas.
3.3.1. Comportamento ótico das lentes esféricas
Quando os raios luminosos que incidem em uma lente convergem para um ponto, dizemos que essa lente é
convergente. Caso contrário, ou seja, se os raios, ao passarem pela lente divergirem, então a lente é divergente.
Nos vestibulares e em exercícios é comum usarmos a representação simplificada das lentes, conforme ilustra
a figura a seguir.
62
O que irá determinar se uma lente é convergente ou divergente é a geometria da lente e a relação entre os
índices de refração entre a lente e o meio em que ela se encontra. Por exemplo:
Convergente se: nlente > nmeio Divergente se: nlente > nmeio
Divergente se: nlente < nmeio Convergente se: nlente < nmeio
Legenda: Elementos de um sistema de lentes esféricas. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
a) Centros de Curvatura (C1 e C2): Representam os centros das superfícies esféricas que compõe a lente. C1 é
chamado também de ponto antiprincipal objeto, já C2 é o ponto antiprincipal imagem.
b) Vértices (V1 e V2): Pontos de fronteira contidos no eixo principal da superfície esférica que contém a lente.
Legenda: Raio de luz incidindo pelo centro óptico. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
Legenda: Raio de luz incidindo passando pelo foco. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
d) Objeto no foco
Legenda: Raio de luz incidindo paralelamente ao eixo principal. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
64
ANOTAÇÕES
a) Equação de Gauss
A = i/o = -p’/p
C = 1/f
RESUMO
Consequências da Refração Desvio mínimo
Fórmula dos Fabricantes de Lentes (Fórmula de Halley): C = 1/f = (nlente/nmeio - 1)(1/R1 + 1/R2)
EXERCÍCIOS
Óptica Geomátrica - Parte III
36. (VUNESP) Um prisma de vidro imerso em água, Considerando as indicações do esquema, é correta
com a face AB perpendicular à face BC, e a face a relação:
AC com uma inclinação de 45° em relação a AB, é
utilizado para desviar um feixe de luz a) r1 – r2 = θ
monocromático. O feixe penetra
perpendicularmente à face AB, incidindo na face b) r1 + r2 = θ
AC com ângulo de incidência de 45°. O ângulo
limite para a ocorrência de reflexão total na face c) r1 + r2 = 90° – θ
AC é 60°. Considerando que o índice de refração do
vidro é maior que o da água, a trajetória que melhor d) r1 – r2 = 90° – θ
representa o raio emergente é:
e) 2 (r1 + r2) = θ
b) interferência;
e) III.
c) dispersão;
38. (UEL-PR) No esquema adiante considere: III – O ângulo limite sempre é igual a 90°;
e) I e II
43. (UECE) Dentre muitas aplicações, a
energia solar pode ser aproveitada para
41. Assinale V para verdadeiro ou F para falso: aquecimento de água. Suponha que para isso seja
utilizada uma lente delgada para concentrar os raios
( ) As lentes de bordas finas são sempre solares em um dado ponto que se pretende aquecer.
convergentes. Assuma que os raios incidentes sejam paralelos ao
( ) O comportamento óptico de uma lente, eixo principal. Um tipo de lente que pode ser usada
depende do meio onde ela está imersa. para essa finalidade é a lente:
( ) Nas lentes convergentes, tanto o foco objeto b) convergente e o ponto de aquecimento fica no
como o foco imagem são reais. vértice.
67
16) O aumento linear será de +1,2. 49. (UERJ) Uma lente convergente conjuga uma
imagem cuja altura é três vezes maior que a do
Soma: objeto posicionado entre seu centro óptico e seu
foco principal. Esse objeto se encontra a 12cm de
distância do centro óptico da lente. A distância
68 47. (UFPR) O índice de refração absoluto de focal da lente, em centímetros, corresponde a:
um meio gasoso homogêneo é 1,02. Um raio
luminoso, proveniente do meio gasoso, incide na a) 10
superfície de separação entre o meio gasoso e o
meio líquido, também homogêneo, cujo índice de b) 14
refração absoluto é 1,67, conforme mostrado na
figura abaixo. Posteriormente a isso, uma lente com c) 18
distância focal positiva, construída com material
cujo índice de refração absoluto é 1,54, é colocada, d) 22
completamente imersa, no meio líquido. Com base
nessas informações, identifique como verdadeiras
(V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 50. (UFTM) Um garoto pretende projetar uma
imagem da tela de sua TV ligada em uma das
paredes brancas de sua sala e, para isso,
utilizará uma lente esférica delgada. A superfície da
parede escolhida e a da tela da TV são paralelas e a
distância entre elas é 4 m. Para conseguir
projetar uma imagem nítida e com dimensões três
vezes menores do que as da tela da TV, o garoto
deverá posicionar a lente, entre a parede e a TV, a
uma distância da TV, em metros, igual a:
( ) Se a lente for colocada no meio gasoso, ela será
denominada “convergente”. a) 2,5.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
* * E B D * D E E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
* A E D B D B E E A
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
* 6 m/s² 84m/s D * A D A A A
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
D C E B D A B * C B
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
D D A E C C A A A *
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
C A B D C A D C B C
69
1. F, F, F, V, V, V, F, V, V, F 25. V, F, V, F, F
2. 38.
• a) 60m; • a) 2s;
• b) 60m; • b) 20m.
• c) -30m;
50.
• d) 30m. • a) 4m/s;
• b) 7 m/s
6. F, V, F, V, V, V, V
57.
11. V, V, F, V, V, V, F • N = 3000;
• b) 2,5Hz
21. F, V, V, F, V, V, V, F, V
70
FÍSICA
71
FÍSICA - ELETROSTÁTICA
AUTOR: Luís Henrique Marucco
SUMÁRIO
QUANDO TOCO NA MAÇANETA, LEVO UM CHOQUE!
1. Eletrostática – Parte I
1.1. Cargas Elétricas
1.2. Condutores e isolantes
1.3. Princípios da eletrostática
1.4. Processos de eletrização
1.5. Lei de Coulomb
1.6. Campo elétrico
1.6.1. Campo elétrico gerado por uma ou mais cargas puntiformes
1.6.2. Campo elétrico uniforme (C.E.U.)
Resumo
Exercícios
2. Eletrostática – Parte II
2.1. Energia Potencial Elétrica
2.2. Potencial elétrico (V)
2.2.1. Potencial gerado por uma carga puntiforme
2.2.2. Diferença de potencial (d.d.p.)
2.3. Trabalho de uma força elétrica
2.3.1. Relação entre trabalho da força elétrica e o potencial elétrico
2.3.2. Diferença de potencial em um campo elétrico uniforme
72 2.4. Superfícies equipotenciais
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
1. Na sua opinião, por que Alexandre sentia mais choques em dias secos e frios?
2. Como a eletricidade estática pode ser útil ou prejudicial em nosso dia a dia?
73
3. Que medidas Alexandre poderia tomar para reduzir os choques que sentia?
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. ELETROSTÁTICA – PARTE I
O estudo da eletrostática teve seu início na antiguidade, ao se observar fenômenos onde objetos leves eram
atraídos por uma resina de algumas árvores que foram atritados com pedaços de tecidos. Esta resina, conhecida
hoje como âmbar, foi estudada pelos gregos, que a chamavam de elektron, dando origem à palavra eletricidade.
A eletrostática é o ramo da Física que estuda as cargas elétricas em repouso.
74
Legenda: Estrutura atômica. Crédito: https://br.freepik.com/search?format=search&last_filter=-
query&last_value=atom+structure&query=atom+structure
A carga do elétron é, em módulo, igual à do próton e é a menor quantidade de carga elétrica possível
chamada de carga elementar (e), e vale:
e = 1,6 ∙ 10-19C
Assim:
Um corpo está eletricamente carregado quando ele apresenta excesso ou falta de elétrons. Ao receber
elétrons o átomo neutro é chamado de íon negativo ou ânion. Em contrapartida, ao perder elétrons, o átomo
neutro passa a ser chamado de íon positivo ou cátion.
A carga elétrica de um corpo – naturalmente composto por muitos átomos – é dada por um múltiplo da carga
elementar, e é calculada da seguinte maneira:
Q=±n∙e
Onde:
b) Isolantes – Constituem corpos em que A intensidade da força elétrica pode ser calculada
praticamente não há liberdade para a pela conhecida Lei de Coulomb, que relaciona a
movimentação das cargas. Exemplo: Borracha, intensidade das cargas de dois corpos com a
madeira e vidro. força de atração e repulsão e a distância entre eles.
A força atua na direção da linha que une as duas
cargas, podendo ser repulsiva, caso as cargas
tenham sinais iguais, ou atrativa, em situações
1.3. Princípios da eletrostática de sinais opostos. No S.I., a unidade de força é o
newton (N).
• Princípio da atração e repulsão (Lei de du Fay)
– Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e
cargas elétricas de sinais contrários se atraem.
F = k ∙ | Q1 | ∙ | Q2 | |d2
ER = E1 + E2 + ... + En
E = F/q
F=q∙E
Em que:
Princípio da Conservação da Carga – A carga total de um sistema isolado não varia para qualquer
processo realizado dentro dele.
Quantização da Carga Elétrica – Todas as cargas da natureza são múltiplas da carga elementar do elétron,
que é a menor quantidade de carga elétrica possível.
e = 1,6 ∙ 10-19C
Quantidade de Carga Elétrica (Q) – A quantidade de carga elétrica que um corpo possui é igual ao excesso
de cargas elementares vezes o valor da carga elementar.
Q=n∙e
Processos de Eletrização
Corpos Eletrizados – São corpos que possuem diferente quantidade de prótons e elétrons. A
eletrização sempre ocorre através de perdas ou ganho de elétrons. Corpos eletricamente neutros
possuem mesmo número de elétrons e prótons. Corpos negativamente carregados possuem maior
número de elétrons do que prótons. Corpos positivamente carregados possuem menor número de elétrons.
77
Existem três tipos de eletrização:
Por Indução – Corpos que sofreram indução ficam com sinais contrários.
Campo Elétrico
É a região do espaço onde uma carga de prova fica sujeita à ação de uma força de origem elétrica: E = F/q
Onde: E = Campo Elétrico; F = Força elétrica; q = carga de prova.
Outra maneira de se calcular o vetor campo elétrico é por meio da fórmula: E = k ∙ Q/d²
É um caso particular de campo elétrico que possui mesmo módulo, direção e sentido em todos os pontos.
a) Marina e Rodrigo
EXERCÍCIOS b) Bruna
• Rodrigo afirma que uma esfera tem carga Suponha que o ar no entorno seja um isolante
negativa, e a outra está neutra. perfeito.
11. (UEA) Duas partículas idênticas eletrizadas e) de X para Y, com intensidade maior em X.
positivamente com carga q estão fixas sobre
uma circunferência, distantes 5d uma da outra.
A linha que liga uma partícula a outra passa pelo 13. (FAMERP) Quatro cargas elétricas
centro C da circunferência. Considere um ponto P puntiformes, Q1 , Q2 , Q3 e Q4 , estão fixas nos vértices
pertencente à mesma circunferência, distante 4d de um quadrado, de modo que |Q1| = |Q2| = |Q3| =
de uma das partículas, como representa a figura. |Q4|. As posições das cargas e seus respectivos
sinais estão indicados na figura.
a) 6 µC
b) 4 µC
c) 2 µC
d) 12 µC
e) 8 µC
15. (UNIVESP) A força de interação elétrica entre A figura a seguir foi obtida pelo PhET, sendo que
duas cargas de intensidades Q e 2Q, mantidas a duas partículas A e B, eletricamente carregadas,
uma distância d uma da outra, é igual a 1 N. Se a foram colocadas em uma determinada região do
distância entre essas cargas elétricas for reduzida espaço. As setas indicam a direção e o sentido das
à metade, a relação entre a intensidade da força linhas de força do vetor campo elétrico do sistema.
elétrica entre as cargas quando a distância era d
e da força elétrica entre as mesmas cargas após a
distância ter sido reduzida à metade é:
a) 4:1.
b) 2:1.
c) 1:1.
d) 1:2.
16. (UNESP) Uma carga elétrica q > 0 de a) Ambas são eletricamente positivas.
massa m penetra em uma região entre duas
grandes placas planas, paralelas e horizontais, b) Ambas são eletricamente negativas.
eletrizadas com cargas de sinais opostos. Nessa
região, a carga percorre a trajetória c) B é eletricamente positiva e A é negativa.
representada na figura, sujeita apenas ao campo
elétrico uniforme E, representado por suas linhas de d) A é eletricamente positiva e B é negativa.
campo, e ao campo gravitacional terrestre g.
a) q · E + m · g.
b) q · (E – g).
c) q · E – m · g.
Sendo Q = 2 x 10-4C, q = -2 x 10-5C e d = 6 m, a força
d) m · q · (E – g). elétrica resultante sobre a carga q:
Soma:
a) 5,6 × 10–10 N.
b) 9,0 × 10–9 N.
c) 1,4 × 10–9 N.
d) 1,4 × 10–12 N.
e) 9,0 × 10–12 N.
PROBLEMATIZAÇÃO 2
PARA REFLETIR!
1. O problema enfrentado por Maria Clara se assemelha muito com o choque enfrentado por
Alexandre, personagem da história do capítulo 1. Qual a relação entre os dois fenômenos, na sua
opinião?
2. Você já viu uma faísca como a que Maria Clara observou? Em que situações você acha que elas
são mais comuns?
83
3. Liste quais semelhanças entre a situação vivencia por Maria Clara e o funcionamento de uma pilha.
Debata com seu professor as suas ideias e tentem chegar a um ponto em comum entre os dois
fenômenos.
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2
2. ELETROSTÁTICA – PARTE II
Considere uma carga puntiforme Q, e um ponto P nas suas proximidades. Ao colocar em P uma carga q a uma
certa distância d da carga Q, o sistema fica dotado de energia potencial elétrica (Ep) dada por:
Ep= k ∙ Q ∙ q/d
V = Ep/q
Observação: O potencial elétrico é uma grandeza física escalar. Portanto para se determinar o potencial elé-
trico gerado por várias cargas, basta calcular o potencial resultante através de uma simples soma.
VR = V1 + V2 + ... + Vn
84
2.2.1. Potencial gerado por uma carga puntiforme
Conforme visto anteriormente Ep = q ∙ V, assim:
VP = k∙Q/d
UAB=VA - VB
t=F∙d
Onde:
F é a força elétrica;
d é a distância.
Observações:
• Quando a força elétrica é perpendicular ao deslocamento da carga elétrica, o trabalho da força é nulo;
Logo:
tAB = q ∙ UAB
Onde:
q é a carga elétrica;
85
U é a diferença de potencial entre A e B.
U=E∙d
Onde:
d é a distância;
Importante também destacar que as superfícies equipotenciais são sempre perpendiculares às linhas de
força e o valor do potencial elétrico diminui seguindo o sentido das linhas de força.
RESUMO EXERCÍCIOS
Eletrostática - Parte II
Ou também: U = E ∙ d
a) mgh e qEh
b) -mgh e 0
c) 0 e -qEh
d) -mgh e -qEh
e) mgh e 0
a) I
Se um elétron de carga 1,6 × 10–19C e de massa
desprezível, sujeito a uma força constante, se b) II
movimenta verticalmente para cima nessa região,
percorrendo uma distância d = 500m, a variação c) III
de energia potencial elétrica sofrida por ele, nesse
trajeto, será de: d) IV
a) –1,5 × 10–14J
26. (PUC-PR) Um sistema de cargas pontuais é
b) –8,0 × 10–15J formado por duas cargas positivas +q e uma
negativa –q, todas de mesma intensidade, cada
c) –1,6 × 10–15J qual fixa em um dos vértices de um triângulo
equilátero de lado r. Se substituirmos a carga
d) –9,0 × 10–15J negativa por uma positiva de mesma intensidade,
qual será a variação da energia potencial elétrica
e) –1,2 × 10–14J do sistema? A constante de Coulomb é denotada
por k.
a) 2kq²/r
b) -2kq²/r 29. (UFPR) Três prótons estão fixos nos
vértices de um triângulo equilátero. Considerando
c) -4kq²/r a representação e a adição de vetores,
construa, qualitativamente, o campo elétrico
d) 4kq²/r resultante nos pontos A e B indicados na figura. O
ponto que está dentro do triângulo encontra-se no
e) kq²/r seu baricentro. Estabeleça uma escala de
modo que o comprimento de cada vetor seja
proporcional ao seu módulo (intensidade do
27. (UEM) O campo elétrico entre duas placas campo elétrico).
condutoras vale E = 2,0 x 104N/C e a distância
entre elas é d = 7,0mm. Suponha que um elétron
(qe = 1,6.10-19C e me = 9,1.10-31 kg) seja liberado em
repouso nas proximidades da placa negativa. B
Com base na situação descrita, assinale o que for
correto:
Soma:
01) O módulo do campo elétrico no ponto Considerando que k = 1/4πε0 = 8,988 x 109N.m²/
médio que separa as duas cargas é nulo. C², assinale a alternativa que fornece a expressão
correta para a massa da partícula A em termos de
02) O potencial elétrico no ponto médio que todas as grandezas conhecidas.
separa as duas cargas é nulo.
a)
04) O plano perpendicular à linha que une as
cargas e que passa pelo seu ponto médio é
uma superfície equipotencial. b)
Soma: e)
PROBLEMATIZAÇÃO 3
PARA REFLETIR!
2. Qual a relação entre o elevador de metal e o objeto que Laura viu no vídeo (forno de micro-ondas)?
3. Quais outras situações do dia a dia podem causar problemas de sinal no celular?
4. Quais problemas podem surgir devido à falta de sinal de celular? Debata com seus professores e
colegas sobre a situação vivenciada por Laura!
A experiência de Laura no elevador nos leva a uma jornada fascinante pelo mundo da
eletricidade. Ao compreender o porquê do sinal do celular ter sido bloqueado,
vamos aprofundar nossos conhecimentos sobre a gaiola de Faraday e outros conceitos
relacionados. Prepare-se para descobrir como a teoria se aplica a situações do nosso
cotidiano!
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
-
+
-
+
-
+
+
-
+ -
O campo elétrico no interior de um condutor eletrizado é nulo. As cargas em excesso, positivas ou negativas,
distribuem-se na superfície, gerando a blindagem eletroestática. O equipamento que faz isso é a gaiola de
Faraday.
92
EXERCÍCIOS
Eletrostática - Parte III
O que é Literatura?
31. (UNIMEP) Uma esfera condutora de 0,03 m de III. Na superfície de um condutor, eletrizado e em
raio apresenta uma carga elétrica de 2 . 10-11C. O equilíbrio eletrostático, a densidade superficial de
potencial elétrico dessa esfera em um ponto cargas é maior em pontos de menor raio de cur-
situado a 0,02 m do seu centro vale: vatura.
32. (UNIFOR) Dadas as afirmativas: 33. (UFMS) Considere uma esfera maciça
metálica eletrizada com uma carga elétrica
I. Na superfície de um condutor, eletrizado e em positiva. É correto afirmar:
equilíbrio eletrostático, o campo elétrico é normal à
superfície. 01) A esfera ficará com carga elétrica nula se perder
elétrons.
II. Na superfície de um condutor eletrizado e em
equilíbrio eletrostático, o potencial é constante. 02) O campo elétrico é nulo no interior da esfera.
04) O campo elétrico é nulo apenas no canto da 37. O potencial elétrico a 8,0 cm do centro da esfera
esfera. vale:
Soma: e) zero
34. (UNIFOR) Uma esfera, condutora e eletrizada 38. O potencial elétrico a 2,0cm do centro da esfera
de raio 20 cm gera, num ponto a 40cm do centro, vale:
um potencial de 600V. Para essa esfera, o campo
elétrico num ponto externo bem próximo da a) 3,60 . 107V
superfície é:
b) 9,00 . 106V
a) 2,0 . 10 V/m
4
c) 1,44 . 106V
b) 6,0 . 103 V/m
d) 7,2 . 105V
c) 5,0 . 10 V/m
3
e) zero
d) 4,0 . 103 V/m
35. A intensidade do vetor campo elétrico a 8,0cm Esse mito ignora o fato de que os raios se
do centro da esfera vale: direcionam, preferencialmente, para objetos de:
e) zero
40. (VUNESP) Entre 2011 e 2017, caíram, no
Brasil, quase 78 milhões de raios, segundo
36. A intensidade do vetor campo elétrico a 2,0cm levantamento do INPE. Muitos desses, infelizmente,
do centro da esfera vale: foram fatais - para se ter ideia, a cada 50 mortes
por raio no mundo, uma ocorre no país.
a) 3,60 . 107 N/C (“9 coisas que você precisa saber sobre raios”. https://super.abril.com.br, 15.08.2018. Adaptado.)
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
* B C E D C D B A D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C C E E E C E E 21 B
94 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
B D B C A D 06 14 * A
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
D D 10 B B E D C D D
1. V, V, F, F, V, F, V, F.
29.
FÍSICA
Termologia
95
FÍSICA - TERMOLOGIA
AUTOR: Luís Henrique Marucco
SUMÁRIO
AQUECIMENTO GLOBAL E TEMPERATURAS EXTREMAS: A ENERGIA ESTÁ FALTANDO PARA JULIA!
1. Termologia
1.1. Calor e temperatura
1.2. Equilíbrio Térmico
1.3. Termômetros e escalas termométricas
1.4. Conversão de escalas e escalas arbitrárias
1.5. Conversão das escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin
1.6. Dilatação térmica
1.6.1. Dilatação Linear
1.6.2. Dilatação Superficial
1.6.3. Dilatação volumétrica
1.6.4. Dilatação dos líquidos
1.6.5. Dilatação anômala da água.
Resumo
Exercícios
2. Calorimetria – Parte I
2.1. Unidade de quantidade de calor
2.2. Calor sensível e calor latente
96 2.3. Capacidade térmica e calor específico
2.4. Equação Fundamental da Calorimetria
2.5. Trocas de calor
Resumo
Exercícios
3. Calorimetria – Parte II
3.1. Calor latente
3.2. Propagação de calor
3.2.1. Condução térmica
3.2.2. Convecção térmica
3.2.3. Irradiação térmica
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
A falta de energia, as temperaturas extremas, a escassez de água e os eventos climáticos extremos eram
todos sinais de que algo precisava mudar. Julia sabia que precisava agir, mas por onde começar?
97
PARA REFLETIR!
1. Na sua opinião, como o calor excessivo influencia o uso de aparelhos como ar-condicionado
e geladeira, e como isso impacta o bolso da família?
2. Você conhece alguém que sofre com o calor excessivo, a falta de sono e a ansiedade? Como você
acha que esses fatores podem ser potencializados pelas mudanças climáticas e podem impactar
sua vida cotidiana?
3. Levante a discussão com seus colegas e familiares: quais são as possíveis soluções individuais e
coletivas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e combater o aquecimento global?
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. Termologia
intervalo entre esses dois pontos fixos é dividido em
180 partes iguais, e cada parte corresponde a 1°F.
∆L = L0 ∙ a ∙ ∆T
Em que:
L0 é o comprimento inicial;
Em que:
β = 2a
1.6.3. Dilatação volumétrica se contrai e ao ser resfriada de 4°C a 0 °C, ela se
dilata, contrariando o que se observa nos demais
compostos. Em outras faixas de temperatura, ela se
É a dilatação em que se leva em conta as três
comporta normalmente.
dimensões de um corpo.
∆V = V0∙ γ ∙ ∆T
Em que:
V0 é o volume inicial;
Legenda: Dilatação anômala Crédito: Wikimedia Commons.
∆V = ∆Vap + ∆Vrec
Em que:
γ = γap + γrec
b) -75,2 °C
Princípio Zero da Termodinâmica – Se dois
corpos, A e B estiverem em equilíbrio térmico com c) -61,11 °C
um terceiro corpo, C, então A e B também estão em
equilíbrio. d) -71,11 °C
e) 69,9 °C
Dilatação térmica
A dilatação térmica diz respeito ao aumento e 2. (UERJ) A temperatura de ebulição dos líquidos
diminuição do tamanho dos objetos frente uma está associada à altitude. Admita que, na altitude
variação de temperatura. de 9000 m, a água entre em ebulição a 70 °C. Com
um termômetro graduado na escala Fahrenheit, o
Essa variação de tamanho pode ser linear, valor obtido da temperatura de ebulição da água
superficial ou volumétrica. será igual a:
∆L= L0 ∙ a ∙ ∆T a) 86
∆A= A0 ∙ β ∙ ∆T b) 94 101
∆V= V0 ∙ γ ∙ ∆T c) 112
a) 39,2.
b) 38.
c) 39.
d) 38,6.
4. (VUNESP) O gráfico mostra a relação entre mais corpos. O calor flui do corpo com menor
as temperaturas de um mesmo corpo, lidas nas temperatura para o corpo que apresenta maior
escalas Fahrenheit (θF) e Celsius (θC). temperatura. Os termômetros no Brasil utilizam a
escala Celsius, que é dividida por 180;
a) Apenas I;
Assim, sabendo que a temperatura média na
superfície de Titã é de aproximadamente –180ºC, b) Apenas II e IV;
essa temperatura, expressa na escala Fahrenheit,
corresponde a: c) Apenas I, III e IV;
c) –292ºF.
7. (UFPR) Vários turistas frequentemente têm
d) –324ºF. tido a oportunidade de viajar para países que
utilizam a escala Fahrenheit como referência
e) –412ºF. para medidas da temperatura.
Considerando-se que quando um termômetro
graduado na escala Fahrenheit assinala 32ºF,
5. (UERJ) Com o aumento do efeito estufa, a chuva essa temperatura corresponde ao ponto de gelo,
ácida pode atingir a temperatura de 250ºC. e quando assinala 212ºF, trata-se do ponto de
vapor. Em um desses países, um turista
Na escala Kelvin, esse valor de temperatura observou que um termômetro assinalava
102 corresponde a: temperatura de 74,3ºF. Assinale a alternativa
que apresenta a temperatura, na escala Celsius,
a) 212 correspondente à temperatura observada pelo
turista.
b) 346
a) 12,2ºC.
c) 482
b) 18,7ºC.
d) 523
c) 23,5ºC.
d) 18;
11. (UFTM) Uma garrafa aberta está quase cheia
e) 20. de um determinado líquido. Sabe-se que se esse
líquido sofrer uma dilatação térmica
correspondente a 3% de seu volume inicial, a
9. (UECE) Em um laboratório industrial, existe garrafa ficará completamente cheia, sem que
um recipiente de vidro que está completamen- tenha havido transbordamento do líquido.
te cheio com um volume V de mercúrio a 20°C.
Determine, aproximadamente, o percentual do vo-
lume de mercúrio que extravasa, em função de V,
quando o conjunto é aquecido a 140°C.
a) 35.
10. (VUNESP) Leia o texto para responder à questão.
b) 45.
O termostato bimetálico de encosto é muito
utilizado para controlar a temperatura em alguns c) 50.
aquecedores elétricos de uso comercial e pode
apresentar, em alguns modelos, uma corrente d) 30.
elétrica de 10A para uma tensão de 250V. Seu
funcionamento baseia-se na dilatação e) 40.
térmica e pode ser representado pelo esquema
a seguir, em que a lâmina bimetálica, formada
pelos metais A e B, é fixa no suporte de apoio 12. (FAMERP) Na ponte Rio-Niterói há
e se curva quando aquecida a uma temperatura aberturas, chamadas juntas de dilatação, que
T > T0, afastando-se da superfície de contato têm a função de acomodar a movimentação das
e interrompendo a passagem de corrente elétrica estruturas devido às variações de temperatura.
por eles.
e) 45ºC.
a) é maior em um dia quente comparada a um dia Com relação ao assunto, identifique como
frio. verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes
afirmativas:
b) é menor em um dia quente comparada a um dia
frio. I. ( ) Os dois materiais têm mesma densidade em
T = 0ºC.
c) não depende do efeito de dilatação térmica.
II. ( ) À medida que a temperatura aumenta, o
d) depende do efeito de dilatação térmica, mas não material Y se contrai até T = 10ºC, e somente a
depende do valor da massa pendurada. partir dessa temperatura passa a dilatar-se.
a) V – F – V.
b) F – V – F.
c) V – V – F.
d) F – F – V.
e) V – V – V.
a) 0,2.
b) 2,0.
c) 5,0.
d) 20.
e) 50.
PROBLEMATIZAÇÃO 2
PARA REFLETIR!
1. Por que a sopa de Lucas esfria tão rapidamente? Quais fatores podem influenciar a perda de calor
dos alimentos?
2. Quais materiais ou recipientes podem ajudar a manter os alimentos quentes por mais tempo?
Como as propriedades dos materiais podem influenciar a troca de calor? 105
3. Como a temperatura ambiente pode afetar a velocidade com que um alimento esfria? Qual a rela-
ção entre a temperatura do ambiente e a taxa de transferência de calor?
4. Quais outras situações do dia a dia envolvem a troca de calor? Como podemos aplicar os conheci-
mentos sobre calorimetria para resolver problemas do cotidiano?
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2
2. CALORIMETRIA
Em que:
PARTE I
C é a capacidade térmica;
Q é a quantidade de calor;
∑Q = 0
T
C = Q/∆T
RESUMO EXERCÍCIOS
Calorimetria - Parte I
O calor sempre flui do corpo com maior b) Qual a potência média necessária para realizar
energia para o de menor temperatura, em busca essa operação em 3 horas?
do equilíbrio térmico e, quando o atinge, o fluxo de
calor termina.
Q = m ∙ c ∙ ∆T
20. (UFPR) Numa garrafa térmica há 100g de 23. (UECE) A garrafa térmica foi inventada por
leite à temperatura de 90ºC. Nessa garrafa são Sir James Dewar em 1892 e tornou-se uma
adicionados 20g de café solúvel à temperatura de ferramenta de uso fundamental em
20°C. O calor específico do café vale 0,5 cal/(gºC) e laboratório. Após seu aprimoramento pelos
o do leite vale 0,6 cal/(g°C). A temperatura final do fabricantes de vidro alemães Reinhold Burger e
café com leite é de: Albert Aschenbrenner, seu uso doméstico se
tornou essencial na manutenção de bebidas
108 a) 42ºC. quentes ou frias. Um cozinheiro tem à sua
disposição duas garrafas térmicas idênticas de
b) 50ºC. capacidade térmica desconhecida e mantidas
a uma temperatura ambiente de 20°C. Uma das
c) 60ºC. garrafas térmicas recebe 180g de água a uma
temperatura de 60°C. Antes do preparo de um chá
d) 67ºC. com água dessa garrafa, o cozinheiro verifica que
a água está a 56°C, temperatura de equilíbrio. A
e) 80ºC. segunda garrafa recebe 180g de água a 2°C,
que será utilizada no preparo de um suco. Após
equilíbrio térmico, a água na segunda garrafa
21. (UFPR) Um ferreiro aquece uma ferradu- estará a uma temperatura, em °C, de:
ra de ferro (calor sensível igual a 0,12cal/g°C)
com massa de 0,2kg e, em seguida, a resfria num a) 5,4.
recipiente com 1 litro de água
(densidade da água igual a 1g/cm³), inicialmente b) 7,6.
com temperatura igual a 30°C. Após a
ferradura entrar em equilíbrio térmico com a c) 3,8.
água, verifica-se que o conjunto atinge 36°C.
Desprezando-se as perdas de calor, qual era a d) 4,2.
temperatura da ferradura imediatamente antes de
o ferreiro a colocar na água?
24. (UECE) Uma certa quantidade de água
contida em um recipiente é aquecida a
partir da chama de um fogão a gás liquefeito
de petróleo (GLP), popularmente conhecido como
gás de cozinha. Quando queimado em fogo
baixo, em um fogão convencional, esse gás
22. (UFPR) Um aquecedor elétrico de apresenta um consumo de 0,2kg por hora, com
potência constante P = 2100W foi utilizado uma capacidade de transferência de
para transferir energia para uma massa de 11.000Kcal/Kg. Considerando o calor específico da
água na forma de gelo de valor m = 200g, cuja água igual a 1 cal/gºC e que 80% da energia da
temperatura inicial era T0 = 0°C. Essa massa de chama é transferida para esse líquido, a massa de
gelo está colocada num recipiente de capacidade água aquecida em 50ºC, após 30min de exposição
térmica desprezível e, por hipótese, toda a à chama, corresponde, em kg, a:
a) 17,6. c) 330 g.
b) 22. d) 520 g.
c) 35,2. e) 280 g.
d) 44.
28. (UEA) Em um recipiente termicamente isolado,
foram misturados o conteúdo total de dois copos, A
25. (FUVEST) Um bom café deve ser preparado e B, com água. As águas contidas nos copos A e B
a uma temperatura pouco acima de 80ºC. Para estavam, inicialmente, às temperaturas de 20 ºC e
evitar queimaduras na boca, deve ser consumido a de 90 ºC, respectivamente. Sabendo que, depois de
uma temperatura mais baixa. Uma xícara contém atingido o equilíbrio térmico, a mistura estava a 40
60 mL de café a uma temperatura de 80ºC. Qual a ºC e considerando que tenha havido troca de calor
quantidade de leite gelado (a uma apenas entre essas duas massas de água, a razão
temperatura de 5ºC) deve ser misturada ao café m_A/m_B entre as massas de água contidas ini-
para que a temperatura final do café com leite seja cialmente nos copos A e B é:
de 65ºC?
a) 2,5.
Note e adote: Considere que o calor específico e a
densidade do café e do leite sejam idênticos. b) 3,0.
a) 5 mL c) 2,0.
b) 10 mL d) 3,5.
c) 15 mL e) 4,0.
d) 20 mL
29. (FAMEMA) Considere que um fogão forneça
e) 25 mL um fluxo constante de calor e que esse calor seja
inteiramente transferido da chama ao que se
deseja aquecer. O calor específico da água é
26. (FAMEMA) Em uma bolsa térmica foram 1,00cal/(g ∙ ºC) e o calor específico de
despejados 800mL de água à determinado óleo é 0,45cal/(g ∙ ºC). Para que 1000g
temperatura de 90ºC. Passadas algumas de água, inicialmente a 20 ºC, atinja a temperatura
109
horas, a água se encontrava a 15 ºC. Sabendo que de 100ºC, é necessário aquecê-la por cinco minutos
o calor específico da água é 1,0cal/(g ∙ ºC), que a sobre a chama desse fogão. Se 200 g desse óleo for
densidade da água é 1,0g/mL e admitindo que 1 cal aquecido nesse fogão durante um minuto, a
equivale a 4,2J, o valor absoluto da energia térmica temperatura desse óleo será elevada em,
dissipada pela água contida nessa bolsa térmica aproximadamente:
foi, aproximadamente:
a) 120 ºC.
a) 50 kJ.
b) 180 ºC.
b) 300 kJ.
c) 140 ºC.
c) 140 kJ.
d) 160 ºC.
d) 220 kJ.
e) 100 ºC.
e) 250 kJ.
PARA REFLETIR!
1. Quais os fatores que podem influenciar a temperatura interna de uma casa além do sistema de
aquecimento e ar-condicionado?
110
2. Como a umidade do ar pode afetar a percepção térmica de um ambiente?
4. Você já sofreu com climas muito quentes ou muito secos? Conhece alguém que já sofreu com
esses problemas? Que tipos de sintomas aparecem nesses casos? Como lidar com eles? Debata
com seus colegas!
Já se perguntou por que o suor nos refresca ou como funciona uma geladeira?
Neste capítulo, desvendaremos os mistérios por trás desses fenômenos, explorando
as mudanças de estado físico da matéria e os processos de transmissão de calor.
A partir da experiência de Felipe em busca do conforto térmico em sua casa,
vamos investigar como esses conceitos estão presentes em nosso cotidiano e como
podemos aplicá-los para resolver problemas práticos e, é claro, do vestibular!
Bons estudos!
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
3. CALORIMETRIA
PARTE II
QL = m ∙ L
Em que:
m é a massa;
Considerando-se um cubo de gelo que se encontra a uma temperatura de -10°C, e recebe calor de uma
fonte térmica até que atinja a temperatura de 20°C, é possível construir um esquema o qual mostra como a
situação deve ser interpretada, veja a seguir como funciona:
1. O gelo recebe calor e sua temperatura muda (-10°C – 0°C – calor sensível);
O gráfico de t0emperatura versus tempo abaixo ilustra como os corpos sem comportam na mudança de fase.
O calor é capaz de se propagar de três maneiras: por condução, por convecção e por irradiação.
112
3.2.1. Condução térmica
É o processo de propagação do calor que ocorre quando a energia é transportada de partícula em partícula
através de vibrações sem que nenhuma delas seja deslocada.
Quando seguramos uma colher nas proximidades de uma chama, passado algum tempo, o cabo esquenta e
não podemos mais segurá-la. Dizemos então que nessa situação o calor se propagou através da condução
térmica. É graças ao processo de condução térmica que podemos cozinhar com panelas.
Calor Latente – Quantidade de calor fornecida 31. Assinale V para verdadeiro ou F para falso:
ou retirada de um corpo para que ocorra a
mudança de fase. ( ) A condução térmica é o único processo de
transmissão de calor que não ocorre no vácuo.
Atenção – Durante a mudança de fase não há
variação de temperatura. Q = m ∙ L ( ) Os aparelhos de ar-condicionado devem ser
colocados em lugares altos em regiões quentes.
c) 20,5°C.
d) 22,5°C.
Assinale a alternativa que apresenta a relação b) 60,0.
entre os números que descrevem os processos e as
letras que os representam na figura. c) 54,8.
a) 2,7 × 10³.
b) 8,3 × 104.
c) 8,3 × 102.
d) 3,5 ×101.
e) 3,5 × 103.
a) 83,8.
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C 24 A C C * 108°C D B A
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B D C D * C B E C *
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
* * 63°C * D E E C 286°C *
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
* 24 D * B B B E A D
6.
• a) 12,5°M
• b) 50°M
15.
• a) 104,5L
116
• b) R$291,55
22.
• a) 4.62 ∙ 107J
• b) P = 4300W
24. V, V, F, V, F, V
30.
• a) Tf = 20°C
• b) ∆T = 40s
31. F, V, V, V, V, V
117
MATEMÁTICA - FUNÇÕES
AUTOR: Tiago Augusto Skroch de Almeida
SUMÁRIO
CRESCIMENTO URBANO: BUSCANDO SOLUÇÕES PARA UM BAIRRO SUSTENTÁVEL
1. Introdução às funções
1.1. Relações e funções
1.1.1. Domínio, Contradomínio e Imagem de uma Relação e Funções
1.1.2. Introdução as Funções
1.1.3. Gráficos de Funções
Resumo
Exercícios
Resumo
Exercícios
Exercícios
Resumo
Exercícios
1.5. Inequações
1.5.1. Encontrando as raízes
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
Assim como os moradores do bairro Verde enfrentam as consequências da falta de planejamento ur-
bano, vocês, como pré-vestibulandos, também se deparam com os desafios de escolhas e caminhos
que impactarão seu futuro. A pressão do trânsito caótico do dia a dia pode ser comparada à correria
dos estudos, enquanto os alagamentos inesperados refletem os obstáculos que surgem no caminho. A
organização e o planejamento são essenciais, tanto na cidade quanto na sua preparação para o vesti-
bular, para garantir um futuro mais tranquilo e promissor.
1. Como você se sente em relação a tantas novidades, mudanças e desafios na vida?
2. Crie um desenho que demonstre suas maiores alegrias desse momento de vida, contrabalançando
com os maiores medos que possa ter do futuro. Compartilhe os desenhos com seus colegas, expli-
cando para eles o significado.
Quando você estuda Função Afim ou Função Quadrática, não está apenas resolvendo equações; está aprendendo a mo-
delar situações da vida real. Por exemplo, ao entender como a quantidade de chuva pode ser relacionada ao acúmulo de
água nas ruas, você pode ver como os problemas urbanos não são apenas números, mas desafios que requerem soluções
práticas e inteligentes. Da mesma forma, as inequações podem ajudar a modelar e resolver problemas com restrições. Se
você precisa saber quantos materiais pode comprar com um orçamento limitado, a inequação 15x≤200 pode ser usada
119
para determinar o número máximo de itens que você pode adquirir.
Além disso, Classificar Funções e trabalhar com Funções Compostas e Inversas não é apenas um exercício matemático.
Isso ensina você a pensar criticamente, a entender como diferentes fatores se inter-relacionam e como encontrar ca-
minhos alternativos para soluções. Por exemplo, para resolver o problema do trânsito em um bairro, pode-se usar ine-
quações para determinar as capacidades máximas das vias e planejar adequadamente. Em um sentido mais amplo, essas
habilidades são fundamentais para qualquer desafio que você enfrentará, seja na escolha de uma carreira, na resolução de
problemas cotidianos ou na construção do futuro.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. INTRODUÇÃO ÀS FUNÇÕES
Exemplo:
Considere uma relação que associa a cada aluno de uma turma a nota obtida em uma prova. Nesse caso, o
domínio é o conjunto dos alunos dessa turma. O contradomínio é o conjunto de todas as possíveis notas, que
pode ir de 0 a 10. A imagem será formada pelas notas efetivamente obtidas pelos alunos, que são apenas al-
guns elementos dentro do contradomínio.
• Domínio: {Ana, Bruno, Carlos, Diana}
120 • Contradomínio: {0, 1, 2, ..., 10}
• Imagem: {7, 8, 9} (notas obtidas pelos alunos)
Neste exemplo, cada aluno (elemento do domínio) está associado a uma nota (elemento do contradomínio),
e as notas reais geradas pela relação formam a imagem.
Devemos a partir de agora pensar da seguinte forma, se f é uma função, então precisamos de um conjunto
que tomaremos os elementos, esse que chamamos de domínio da função, para que possamos comparar
com outros elementos pela regra da função num outro conjunto que chamamos de contradomínio da função.
f ( x ) = 3x
Colocamos x na equação acima para representar que x é um elemento qualquer do domínio da função f.
Pergunta: mas o que f (x) representa?
Lembrando, que uma função nada mais é do que um modo de associar elementos de conjuntos diferentes (ou
às vezes iguais). Nesse caso, elementos do conjunto com elementos do conjunto R .
Nessa função, para cada elemento x do conjunto vamos relacioná-lo com algum elemento de multiplicando
x por 3.
Com qual elemento de , x=1 se relaciona?
f (1) = 3.1
f (1) = 3
Ou seja, no lugar de x na nossa função, simplesmente substituiremos o valor 1.
Encontramos que o número 1, elemento do domínio de f se relacionou com o elemento 3 do contradomínio de
f.
Exemplo 2:
Relacione x = 1, x = 2 e x = -3 com elementos no contradomínio B da função (no qual o B é um conjunto de nú-
meros reais):
f( x ) = 2x + 4
Solução:
Para x=1 teremos:
f (1) = 2.1 + 4 = 6
Exemplo 3:
Relacione (calcule) os valores
x = 0 ; x = −3 ;
Na função
121
( x ) = x 2 + 3 x −1
Solução:
Primeiro, analisando o domínio da função, veja que podemos tomar valores x apenas números inteiros, logo
não podemos relacionar, por exemplo, com algum elemento do contradomínio da função, pois
Entretanto, podemos relacionar, por exemplo, x=0 e x=(-3) com elementos de , pois ambos os valores são
inteiros.
(0) = 02 +3.0−1= −1
Veja que ambos os valores x=0 e x=-3 relacionam o mesmo elemento -1 no contradomínio da função.
Exemplo 4:
Seja
Encontre o domínio de f.
Solução:
Quando não especificamos o domínio de uma função, fica subentendido que é o maior conjunto possível que
podemos trabalhar na função.
Veja que no nosso exemplo, podemos calcular os valores da função em qualquer valor x exceto quando x=0.
Veja:
Nesse caso, teríamos uma divisão pelo número 0. Essa divisão não está bem definida, ou seja, não podemos
atribuir um valor a essa divisão. Esse é o único número que dá problema na expressão de f. Então, o domínio da
função será o conjunto de todos os números reais, com exceção do número 0. Usando a notação de conjuntos:
Que significa que o domínio da função f contém todos os valores de x reais, sendo que x deve ser diferente de
0.
Exemplo 5:
Solução:
Como vimos no caso anterior, não faz sentido dividir por 0, então temos que o denominador da fração deve
ser sempre diferente de 0.
Em outras palavras:
x − 3 ≠ 0, então x ≠ 3.
Ou seja, podemos atribuir qualquer valor de x para a função, com exceção do número x=3.
O domínio fica:
Exemplo 6:
Determine o conjunto imagem da função:
h ( x ) = x +1
Solução:
Vemos, primeiramente, que podemos substituir apenas números naturais na função, o menor deles, o número
1. Vemos que a cada número x iremos somar 1 a esse número, nessa função. Veja que o conjunto imagem será:
122 Ih = {2, 3, 4,...}
Importante lembrar que todo elemento do domínio deve ter imagem no contradomínio de uma função, o que
significa que “não sobram” elementos no domínio.
Exemplo 1:
Exemplo 2:
y f ( x) = x
4 (16,4)
2 (4,2)
0 4 16 x
Repare que indicamos pontos nesse gráfico, chamamos um ponto no Plano de par ordenado. Assim, é o local
em que cada par ordenado possui as coordenadas, a abscissa e a ordenada do ponto. Tomando os dois pon- 123
tos indicados no Plano, denotamos os pontos da seguinte forma: temos o ponto (4,2) e o ponto (16,4).
Dessa forma, nesse exemplo não existe gráfico a esquerda do eixo y, isso porque temos valores de x negativos.
Como a função f ( x ) = x tem domínio apenas com valores positivos, então valores negativos não fazem
parte do domínio desta função. Logo, não possuem imagem e nem gráfico nesse lado do eixo x.
Ao conjunto de todos os pares (x, y) chamamos de Plano ou simplesmente de Plano.
Note que o gráfico dessa função cresce à medida que x cresce. Ou seja, quanto maiores os valores de x, maio-
res os valores das imagens da função, e como x pode crescer infinitamente, as imagens também cresceram
infinitamente.
Em outras palavras, o valor das imagens y tendem para infinito quando x tende para infinito.
Exemplo 3:
O gráfico da velocidade (em m/s) de um carro num movimento retilíneo e uniforme em relação ao tempo (em
segundos).
v(t)
t
0 1 2 3 4 5 6
Observe que a velocidade v(t) é sempre uma mesma constante k, pois o movimento é retilíneo e uniforme.
Também repare que não importa a abscissa no eixo t, a ordenada no eixo v(t) é sempre a mesma, chamare-
mos esse tipo de função de função constante.
Exemplo 4:
Esse gráfico abaixo relaciona a altura de uma maré conforme passa o tempo em uma praia. Tomando como
0 a hora inicial do início da observação da variação da altura da maré, 7m como a altura máxima da maré e
3m a altura mínima, teremos um esboço do gráfico, como o abaixo:
A altura da maré varia de forma repetitiva. Chamaremos uma função com um gráfico repetitivo de função
oscilatória ou função periódica.
Exemplo 5:
124
Vamos fazer agora uma análise do gráfico de uma função f :A→ B
Suponha que o gráfico dessa função está indicado pelo tracejado vermelho na figura abaixo:
y
f (x)
5
4
3
2
1
x
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6
-1
-2
Vamos identificar alguns pontos que estão no gráfico. Por exemplo, os pontos , (4,0), e (5,1) estão sobre o grá-
fico de f.
Lembremos, que quando escrevemos um par ordenado, a primeira coordenada é um número do eixo x e a
segunda coordenada é um número do eixo y.
Se (1,4) está sobre o gráfico, significa que quando x=1, teremos pela função f que seu y correspondente será 4.
Em outras palavras, f (1) = 4 . Da mesma forma, (4,0) está sobre o gráfico, então f (4) = 0 .
O ponto (2,5) não está sobre o gráfico de f, isso significa que quando x=2, seu corresponde y pela função f não
A bola fechada em (-4,-2) significa que esse ponto pertence ao gráfico, isto é f (−4) =−2 .
Para x entre -4 e -2 não existe gráfico para a função. Isto significa que a função não está definida para qual-
quer x entre -4 e -2. Em outras palavras, o intervalo ( −4, −2] não está contido no domínio de f. A bola aberta
no ponto (-2,1) significa que esse ponto não está sobre o gráfico. Por isso, no intervalo (-4,2] fechamos em 2,
pois ele também não está no domínio de f, mas x=-4 está.
Com x entre -2 e 1 a função cresce de forma linear e fica constante no intervalo de x=1 até x=3. Em x=3 temos
f (3) = 4 , pois a bola fechada está em (3,4) e não em (3,1). Para qualquer x maior que 3 a função varia de
forma aproximadamente parabólica.
Temos então que:
Podemos imaginar que o contradomínio de f seja o conjunto de todos os números reais. Mas observe que o
conjunto imagem de f não é o conjunto de todos os reais.
Temos que o gráfico de f não atinge nenhum y menor que -2. Qualquer outro y acima deste possui um x do
domínio de f que é levado nesse y. Deste modo:
Im f = [−2, +∞) .
RESUMO 125
• Domínio: Conjunto de todos os possíveis valores de entrada (x) que podem ser usados na função.
• Contradomínio: Conjunto de todos os possíveis valores de saída (y) que podem ser obtidos a partir da função.
EXERCÍCIOS
inteiro tal que f(2) = 2, f(p + q) = f(p). f(q) onde p e q
são inteiros. O valor de f(0) é:
a) -1. c) 1. e) 2.
Introdução às Funções
b) 0. d) 3.
22 1 p 2
f ( x) = . O valor de é: c) d ( p ) =
x 2 + 3x + 5 f 3 ( ) 4
8. (UNIFOR- CE) Certo economista supõe que, em
1 3 uma população de f famílias, o número N de famí-
2 lias cuja renda excede x reais é uma função da va-
a) c) 2
2f
1 3 riável x dada por N= . De acordo com essa fun-
d) x
b) 3
e) 2 ção, quantas são as famílias brasileiras cuja renda
126 excede 2500 reais? (Suponha que há 30000000 fa-
mílias no país)
e) 6000 famílias.
c) f ( x) = 1,3 x
9. (UEPG) Em relação à função representada pelo
4. (UEL) Seja a função x) ax 3 + b . Se f (−1) =
f (= 2 gráfico abaixo, assinale o que for correto:
a) -1 e -3. d) 3 e -1.
b) -1 e 3. e) 3 e 1.
c) 1 e 3.
127
Assinale a alternativa correta:
Reprodução Enem/Inep
a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. Os tanques T1 e T2 são prismas retos de bases re-
tangulares, sendo que a base de T1 tem compri-
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. mento c e largura L, e a base de T2 tem comprimen-
to e largura 2L.
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. Para finalizar o processo de aeração sem derrama-
mento do líquido em T2, o responsável deve saber
d) Somente a afirmativa I é verdadeira. a relação entre a altura da coluna de líquido em T2,
o responsável deve saber a relação entre a altura
e) Somente a afirmativa III é verdadeira. da coluna de líquido que já saiu de T1, denotada por
x, e a altura da coluna de líquido que chegou a T2,
denotada por y.
11. (UFJF) Para desencorajar o consumo excessivo
Disponível em: www.dec.ufcg.edu.br. Acesso em 21 abr. 2015.
de água, o Departamento de Água de certo municí-
pio aumentou o preço deste líquido. O valor mensal A equação que relaciona as medidas das alturas y
pago em reais por uma residência, em função da e x é adaptada por
quantidade de metros cúbicos consumida, é uma
a) y = 1,265x d) y = 1,125x
função cujo gráfico é a poligonal representada
abaixo.
b) y = 1,250x e) y = x
c) y = 1,150x
128
a) 5 d) 11
b) 8 e) 13
c) 10
1.2.1. Gráfico da função linear O símbolo ∀ significa “para todo”, ou “para qual-
quer/quaisquer”.
Exemplo 1: Sugerimos ao leitor que descubra qual o valor de x
tal que qualquer outro x a direita dele nos fornece
Seja f : IR → IR dada por:
valores de y positivos.
f ( x=
) 2x + 1 Chamamos um número x de raiz de uma função f
quando a imagem de x é 0, ou seja:
Note que aqui a = 2 e b = 1. Temos aqui uma fun-
ção que está com a “forma de uma função linear” x é raiz de f ⇒ f ( x) =
0
definida em todos os números reais, portanto, seu
gráfico será uma reta. Mas como será essa reta? É claro que uma função pode ter mais de uma raiz.
No exemplo acima, a função f só tem uma raiz, que
Para sabermos como é o gráfico de uma função
linear basta escolher dois valores diferentes de x,
aplicá-los na função: 1
é x= − , pois se f ( x ) = 0 temos:
2
Por exemplo:
f (−2) =2.(−2) + 1 =−3 f ( x) = 0
f (2)= 2.2 + 1= 5 2x + 1 = 0
Em seguida, colocamos esses valores na forma de 2 x = −1
par ordenado:
1
Quando x = -2 temos y = -3, assim o par fica x= −
2
( −2, −3) . Quando x = 2 temos y = 5, assim o par Note que geometricamente, procurar a raiz/raízes
de f significa encontrar o/os ponto/pontos onde o
fica ( 2,5 ) . Da forma que esses pontos pertencem gráfico da função f passa pelo eixo x (eixo das abs-
ao gráfico da função e que o gráfico é uma reta, cissas).
então basta ligar esses pontos, obtendo algo como
ocorre abaixo:
Verifique isso no exemplo acima. Exemplo 3:
Seja f: IR → IR dada por:
Exemplo 2: f ( x) =−3 x + 2
Siga o mesmo processo que antes. Aqui colocamos
Seja f: IR → IR dada por:
o gráfico de f na mesma escala que os anteriores:
f ( x) = x
Aqui temos que a = 1 e b = 0 . Novamente, a fun-
ção está na forma de função linear, cujo domínio
é o conjunto de todos os números reais, então seu
gráfico será uma reta.
Como antes, calculamos o valor da função em dois
pontos, e assim são colocados em forma de par or-
denado e esses pontos serão ligados no plano :
f (−1) = −1
f (1) = 1
Os pontos ficam (-1,-1) e (1,1). Quando x=0 temos
y=0, então esta reta passa pelo ponto (0,0) (a ori-
gem).
f é decrescente se:
x1 > x2 ⇒ f ( x1 ) < f ( x2 )
130
∀x1 , x2 ∈ Dom( f )
Nos dois primeiros exemplos, o valor de a era positi-
vo e o gráfico da função era uma função crescente.
Aqui o valor de a é negativo e o gráfico da função é
de uma função decrescente.
T (c ) 1 35
T (c ) = c +
7 7
55
APLICAÇÕES
131
Exemplo 4:
Um modo antigo de calcular a temperatura am-
biente em ºC é analisando o número de Cri-Cris que
6
c
uma cigarra emite por segundo.
7 350
A temperatura em ºC é dada em função do núme-
ro de Cri-Cris que uma cigarra emite pela seguinte
relação:
Exemplo 5:
1 35 Depois fazer uma limpeza na piscina vazia, o seu
T (=
c) c+ dono vai enchê-la novamente usando uma torneira
7 7 de vazão de água constante. Sabendo que a pisci-
Estude a função e construa seu gráfico. na tem o formato de um paralelepípedo retângulo
e uma altura de 4m, encontre uma função que des-
creve a altura h da água na piscina em função do
Solução: seu volume V.
Veja que aqui T é uma função que depende do Dado que a altura da coluna de água estava na
número de Cri-Cris c que a cigarra emite. metade da altura da piscina quando havia 100L de
água na mesma.
Repare também que a função é da forma
f ( x=
) ax + b , ou seja, é uma função linear. Solução:
Usando o bom senso podemos definir o contrado- Veja que, como a vazão de água da torneira é cons-
mínio dessa função. tante e a base da piscina é um retângulo, conforme
O conjunto do contradomínio será todos os valores o volume de água na piscina aumenta, a sua altura
possíveis para a temperatura ambiente. vai aumentar constantemente.
Podemos estimar que a cigarra emita certo número Então a função que relaciona a altura da água na
de Cri-Cris a partir de uma temperatura mínima de piscina e seu volume é uma função linear.
6ºC, por exemplo, e no máximo até 55ºC.
h(V=
) aV + b
Mas quantos Cri-Cris a cigarra emite quando esta-
mos numa temperatura de 6ºC? Resta-nos encontrar a e b. Veja que quando a pis-
Note que estamos procurando um valor para c cina está vazia seu volume de água é 0 e assim
não teremos altura da água na piscina, ou seja, 0
quando T (c) = 6 . Ou seja: também.
Então:
h(V=
) aV + b SAIBA MAIS!
h(0) = 0
Motivados por um problema apresentamos
h(0)
= a.0 + b a noção de função afim. Apresentamos tam-
bém uma caracterização de função afim
b=0 em crescente, decrescente ou constante de
E ainda, quando há 100L de água na piscina a sua acordo com a taxa de variação.
altura é de 2m, então:
h(V=
) aV + b
h(100) = 2
h(100)
= a.100 + b
Como b=0, teremos:
100a = 2
1
a=
500
Logo, a nossa função fica:
1
h(V ) = V
500
RESUMO
132
Função Afim
EXERCÍCIOS
Função Linear
16. (UEL) Uma papelaria faz cópias xerográficas e cobra de acordo com a seguinte tabela de preços:
Segundo essa tabela, uma pessoa ao fotocopiar, por exemplo, 28 cópias, pagará R$ 0,08 a cópia. Se y for o
preço total e x a quantidade de cópias, a função preço pode ser representada pelo gráfico:
a) d)
b)
e)
c)
133
17. (ENEM 2021) Por muitos anos, o Brasil tem figurado no cenário mundial entre os maiores produtores e expor-
tadores de soja. Entre os anos de 2010 e 2014, houve uma forte tendência de aumento da produtividade, porém,
um aspecto dificultou esse avanço: o alto custo do imposto ao produtor associado ao baixo preço de venda do
produto. Em média, um produtor gastava R$ 1 200,00 por hectare plantado, e vendia por R$ 50,00 cada saca de
60 kg. Ciente desses valores, um produtor pode, em certo ano, determinar uma relação do lucro L que obteve
em função das sacas de 60 kg vendidas. Suponha que ele plantou 10 hectares de soja em sua propriedade, na
qual colheu x sacas de 60 kg e todas as sacas foram vendidas.
Disponível em: www.cnpso.embrapa.br. Acesso em: 27 fev. 2012 (adaptado).
Qual é a expressão que determinou o lucro L em função de x obtido por esse produtor nesse ano?
A expressão algébrica que relaciona a quantidade de combustível no tanque e a distância percorrida pelo
automóvel é
a) y = -10x + 500
d)
b)
e)
c)
19. (ENEM) Após realizar uma pesquisa de mercado, uma operadora de telefonia celular ofereceu aos clientes
que utilizavam até 500 ligações ao mês o seguinte plano mensal: um valor fixo de R$ 12,00 para os clientes que
fazem até 100 ligações ao mês. Caso o cliente faça mais de 100 ligações, será cobrado um valor adicional de R$
0,10 por ligação, a partir da 100ª até a 300ª; e caso realize entre 300 e 500 ligações, será cobrado um valor fixo
mensal de R$ 32,00. Com base nos elementos apresentados, o gráfico que melhor representa a relação entre
134 o valor mensal pago nesse plano e o número de ligações feitas é:
20. (ENEM) O Salto Triplo é uma modalidade do atletismo em que o atleta dá um salto em um só pé, uma pas-
sada e um salto, nessa ordem. Sendo que o salto com impulsão em um só pé será feito de modo que o atleta
caia primeiro sobre o mesmo pé que deu a impulsão; na passada ele cairá com o outro pé, do qual o salto é
realizado.
Disponível em: www.cbat.org.br (adaptado).
Um atleta da modalidade Salto Triplo, depois de es- Suponha que, em uma residência, todo mês o
tudar seus movimentos, percebeu que, do segundo consumo seja de 150 kWh, e o valor do kWh
para o primeiro salto, o alcance diminuía em 1,2 m, (com tributos) seja de R$ 0,50. O morador dessa
e, do terceiro para o segundo salto, o alcance dimi-
nuía 1,5 m. Querendo atingir a meta de 17,4 m nessa
residência pretende diminuir seu consumo
prova e considerando os seus estudos, a distância mensal de energia elétrica com o objetivo de
alcançada no primeiro salto teria de estar entre reduzir o custo total da conta em pelo menos
10%.
a) 4,0 m e 5,0 m.
Qual deve ser o consumo máximo, em kWh,
b) 5,0 m e 6,0 m.
dessa residência para produzir a redução
c) 6,0 m e 7,0 m. pretendida pelo morador?
c) 137,1
21. (ENEM) Uma escola recebeu do governo uma
verba de R$ 1000,00 para enviar dois tipos de folhe- d) 138,6
tos pelo correio. O diretor da escola pesquisou que
tipos de selos deveriam ser utilizados. Concluiu que, e) 143,1
para o primeiro tipo de folheto, bastava um selo de
R$ 0,65 enquanto para folhetos do segundo tipo se-
riam necessários três selos, um de R$ 0,65, um de 23. (ENEM) No Brasil há várias operadoras e planos
R$ 0,60 e um de R$ 0,20. O diretor solicitou que se de telefonia celular.
comprassem selos de modo que fossem postados
exatamente 500 folhetos do segundo tipo e uma Uma pessoa recebeu 5 propostas (A, B, C, D
quantidade restante de selos que permitisse o en-
vio do máximo possível de folhetos do primeiro tipo.
e E) de planos telefônicos. O valor mensal de
cada plano está em função do tempo mensal
Quantos selos de R$ 0,65 foram comprados? das chamadas, conforme o gráfico.
a) 476
135
b) 675
c) 923
d) 965
e) 1 538
c) C
d) D
e) E
24. (ENEM) O prefeito de uma cidade deseja cons- b)
truir uma rodovia para dar acesso a outro muni-
cípio. Para isso, foi aberta uma licitação na qual
concorreram duas empresas. A primeira cobrou
R$ 100.000,00 por km construído (n), acrescidos
de um valor fixo de R$ 350.000,00 , enquanto a se-
gunda cobrou R$ 120.000,00 por km construído
(n), acrescidos de um valor fixo de R$ 150.000,00
. As duas empresas apresentam o mesmo padrão
de qualidade dos serviços prestados, mas apenas c)
uma delas poderá ser contratada. Do ponto de vis-
ta econômico, qual equação possibilitaria encon-
trar a extensão da rodovia que tornaria indiferente
para a prefeitura escolher qualquer uma das pro-
postas apresentadas?
d) 100(n + 350.000) =
120(n + 150.000)
e) 350(n + 100.000) =
150(n + 120.000)
e)
25. (ENEM) Uma indústria fabrica um único tipo de
produto e sempre vende tudo o que produz. O custo
total para fabricar uma quantidade q de produtos
136 é dado por uma função, simbolizada por CT , en-
quanto o faturamento que a empresa obtém com
a venda da quantidade q também é uma função,
simbolizada por FT . O lucro total (LT) obtido pela
venda da quantidade q de produtos é dado pela
27. (ENEM) Na aferição de um novo semáforo, os
expressão LT(q)
= FT(q) − CT(q) . Considerando-se tempos são ajustados de modo que, em cada ciclo
as funções FT(q) = 5q e CT(q)= 2q + 12 como fa- completo (verde-amarelo-vermelho), a luz amare-
turamento e custo, qual a quantidade mínima de la permaneça acesa por 5 segundos, e o tempo em
produtos que a indústria terá de fabricar para não
ter prejuízo? 2
que a luz verde permaneça acesa igual a do
3
a) 0 c) 3 e) 5
e) 3X – 2Y + 10 = 0
a) y = 4300x
b) y = 884 905x
b) 11
c) 13
d) 23
e) 33
1.3. Função Quadrática y
f ( x) = x 2
yv
Veja que: Exemplo 3:
x > x2 ⇒ f ( x) > 0 Um homem comprou um terreno para construir
duas casas, sendo que ele vai dividir o terreno em
x < x1 ⇒ f ( x) > 0 duas partes. Sabe-se que o terreno tem a forma
de um retângulo. No fundo do terreno já existe um
muro, que será aproveitado. O homem pretende
x1 < x < x2 ⇒ f ( x) < 0 cercar o terreno e sua divisória, mas quer gastar no
máximo 60m de cerca.
Aqui colocamos x1 < 0 e x2 >0 apenas como
exemplo, isso não é necessário. y
2º a > 0 e ∆ =0
Aqui, o gráfico de f é, mais uma vez, uma parábola casa 1 casa 2 x
voltada para cima. Mas neste caso, esta parábola
vai cruzar o eixo x só uma vez, pois f só tem uma raiz.
O gráfico fica como o abaixo:
y + 3x =
60
Aqui:
y 60 − 3 x
=
140 x ≠ x0 ⇒ f ( x) > 0
Nesse caso, o vértice da parábola coincide com a
Ou seja, escrevemos y em função de x. Agora vol-
única raiz de f.
tando à expressão da área, temos a seguinte área
do retângulo em função de x:
3º a>0e ∆<0
Como nos outros casos, o gráfico de f também é ( 60 − 3x ) x =
A( x) = −3 x 2 + 60 x
uma parábola voltada para cima. Mas aqui, como
∆ < 0 , f não possui nenhuma raiz real. Portanto,
esta parábola não toca o eixo x. Um exemplo de b) Encontre a área máxima que este terreno pode
gráfico desse caso é o seguinte: ter.
Solução
Conforme x varia, a área também varia, pois a área
y depende de x. A expressão obtida na letra a é uma
f (x)
função quadrática. Sendo assim, seu gráfico é uma
parábola. Como o gráfico dessa parábola é voltado
para baixo, já que a < 0 , existe um ponto no qual
encontramos a área máxima possível: esse ponto é
no seu vértice. Como queremos a área máxima, es-
tamos interessados em yv , então temos a seguinte
conta:
yv x
xv
Aqui temos: yv =
−
∆
=
−
(
602 − 4.(−3).0
300
=
)
4a 4.(−3)
f ( x) > 0 ∀x ∈ Dom( f )
Ou seja, a área máxima é de 300m².
Os casos em que a<0 ficam para você estudar.
c) Supondo que o terreno já tenha a área máxima.
Qual o perímetro da casa 1 sendo que suas medi-
das são a metade do valor que torna a área máxi- SAIBA MAIS!
ma e a raiz da função:
Função Afim
h( z ) = z 2 − 4 z + 4 . Explicação Completa - Prof. Ferretto: https://
www.youtube.com/watch?v=5kS1lV__2A8
Solução Explicação clara sobre conceito, gráfico e
exemplos de função afim.
Aqui precisamos do valor de x que tornou a área do
retângulo máxima. Mas sabemos que:
Função Quadrática
b 60 Aula Prática com Exercícios - Ma-
xv =
− =
− 10
= temática Rio: https://www.youtu-
2a 2.(−3) be.com/watch?v=HxWleq8PBKA
Resumo objetivo da função quadrática com
exemplos resolvidos.
A outra medida importante é a raiz da função h.
Aplicando Bháskara em h teremos:
RESUMO
−(−4) ± (−4) 2 − 4.1.4 4
z= = = 2
2.1 2
Função Quadrática
P = 2.10 + 2.2 = 24
A função quadrática tem a forma f(x)=ax²+bx+c,
onde:
Então o perímetro é de 24 m.
a, b e c são constantes;
a determina a concavidade da parábola (para
cima se a>0, para baixo se a<0;
O gráfico é uma parábola, e suas características 141
principais são o vértice, o eixo de simetria e as ra-
ízes.
EXERCÍCIOS
Função Quadrática
31. (ENEM 2022) Considere que o modelo matemá- zembro (mês 12). A curva que modela esses gastos
tico utilizado no estudo da velocidade V, de uma é a parábola y = T(x), com x sendo o número corres-
partícula de um fluido escoando em um tubo, seja pondente ao mês e T(x), em milhar de real.
diretamente proporcional à diferença dos quadra- A expressão da função cujo gráfico é o da parábola
dos do raio R da secção transversal do tubo e da descrita é
distância x da partícula ao centro da secção que a
contém. Isto é, V(x) = K2 (R2 - x2 ), em que K é uma a) T(x) = -x2 + 16x + 57
constante positiva.
O valor de x, em função de R, para que a velocidade b) T(x) = -11/16 x2 + 11x + 72
de escoamento de uma partícula seja máxima é de
c) T(x) = 3/5 x2 - 24/5 x + 381/5
a) 0. c) 2R. e) K2R2.
d) T(x) = - x2 - 16x + 87
b) R. d) KR.
e) T(x) = 11/6 x2 - 11/2x + 72
a probabilidade de o polinômio x 2 + bx + c =0 não que 3, para alterar as notas x da prova para notas
ter raiz real? y = f(x), da seguinte maneira:
a) 17/36. c) 11/36. e) 1/3. - A nota zero permanece zero.
- A nota 10 permanece 10.
b) 1/4. d) 1/2. - A nota 5 passa a ser 6.
A expressão da função y = f(x) a ser utilizada pelo
36. (UFPR) Um terreno possui o formato de um triân- professor é
gulo retângulo cujos catetos medem 60 m e 30 m.
O proprietário pretende construir nesse terreno uma
casa de planta retangular, de modo que dois lados 1 7
do retângulo fiquem sobre os catetos, e um vértice
a) y =
− x2 + x.
25 5
do retângulo pertença à hipotenusa, como na figu-
ra abaixo. Nessas condições, obtenha:
c) 20,0
1
− x 2 + 2x.
b) y = d) 38,0
10
e) 39,0
1 2 7
c) y
= x + x.
24 12
41. (ENEM) Uma padaria vende, em média, 100 pães
especiais por dia e arrecada com essas vendas, em
4 média, R$ 300,00. Constatou-se que a quantidade
y
d)= x + 2.
5 de pães especiais vendidos diariamente aumenta,
caso o preço seja reduzido, de acordo com a equa-
e) y = x. ção
q = 400 – 100p,
39. (ENEM) A parte interior de uma taça foi gerada na qual q representa a quantidade de pães
pela rotação de uma parábola em torno de um eixo especiais vendidos diariamente e p, o seu preço em
z, conforme mostra a figura. reais.
A fim de aumentar o fluxo de clientes, o gerente da
padaria decidiu fazer uma promoção. Para tanto,
modificará o preço do pão especial de modo que a
quantidade a ser vendida diariamente seja a maior
possível, sem diminuir a média de arrecadação di-
ária na venda desse produto.
O preço p, em reais, do pão especial nessa promo-
ção deverá estar no intervalo
b) 2. d) 5.
a) 0 x − x2
V = 10000 + 5
0 x + x2
b) V = 10000 + 5
c) 0 x − x2
V = 15000 − 5
d) 0 x − x2
V = 15000 + 5
e) V = 15000 − 50 x + x 2
1.4.2. Função Injetora
45. (ENEM) Nos processos industriais, como na in-
dústria de cerâmica, é necessário o uso de fornos Uma função ƒ: A em B é injetora quando, para todo x1
capazes de produzir elevadas temperaturas e, em e x2 pertencentes a A, x1 ≠ x2. Então, ƒ(x1) ≠ ƒ(x2).
muitas situações, o tempo de elevação dessa tem-
peratura deve ser controlado, para garantir a qua- Exemplo:
lidade do produto final e a economia do processo.
Em uma indústria de cerâmica, o forno é programa-
do para elevar a temperatura ao longo do tempo de
acordo com a função:
7
t+2
0 , para 0 ≤ t < 100
5
T( t ) =
2 t2 − 1
6
t + 320, para t ≥ 100
125 5
, em que T é o valor da temperatura atingida pelo
forno, em graus Celsius, e t é o tempo, em minutos,
decorrido desde o instante em que o forno é ligado.
Uma peça deve ser colocada nesse forno quando a
1.4.3. Função Bijetora Obtém-se no momento uma relação R aplicada de
B em A. Essa relação não é uma função, pois não se
relaciona todos os valores de B em A.
Uma função ƒ: A em B é bijetora quando ƒ é sobreje-
Caso a função f fosse sobrejetora, a relação R seria
tora e injetora.
uma função.
Com as devidas alterações, observe a função re-
Exemplo: presentada pelo diagrama:
RESUMO
Agora vamos inverter a situação apresentada pela
figura anterior, observe:
Tipos de Funções
46. (VUNESP) Se f −1 é a função inversa da função f, d) f é bijetora, pois dois meninos quaisquer per-
tencentes ao conjunto B formam par com uma
com R em R, definida por f(x) = 3x - 2, então f −1 (-1) mesma menina pertencente ao conjunto A.
é igual a:
e) f é sobrejetora, pois basta que uma menina do
a) -1 d) 1/5 conjunto A forme par com dois meninos perten-
centes ao conjunto B, assim nenhum menino fi-
b) -1/3 e) 1/3 cará sem par.
c) -1/5
50. (UECE) Seja f: R → R, uma função bijetora tal que
47. (VUNESP) Seja f uma função de R em R, definida f(5) = 2. Se g: R → R é a função inversa de f, então
−1
por f(x) = 2x + 1. Se f é a função inversa de f, então g −1 (5) é igual a:
−1
f(f(1/2)) - f (5) é igual a :
a) 2 d) 7
a) f(1) d)3.f(-1/2)
b) 3 e) 9
b) f(-2) e)1/2.f(-1)
c) 5
c) 2.f(1/2)
51. (VUNESP) Determine a função inversa de f(x) =
48. (VUNESP) Seja a função f : R em R definida por
f(x) = ax - 2 e g a função inversa de f. Se f(-2) = 10, x −1
então g será definida por : x
146 a) g(x) = -x + 1/3 d) g(x) = 6x - 1/2
1 1+ x
a) d)
b) g(x) = -1/6x -1/3 e) g(x) = -12x + ½ 1− x 1− x
e) x + 1
1
6 b)
c) g(x) = 1+ x
x−2
1− x
49. (ENEM 2017) No primeiro ano do ensino médio c)
de uma escola, é hábito os alunos dançarem qua- 1+ x
drilha na festa junina. Neste ano, há 12 meninas e 13
meninos na turma, e para a quadrilha foram forma- 52. (PUC-SP) Seja D = {1,2,3,4,5} e f: D → R a função
dos 12 pares distintos, compostos por uma menina definida por f(x) = (x - 2).(x - 4). Então :
e um menino. Considere que as meninas sejam os
elementos que compõem o conjunto A e os meni- a) f é sobrejetora
nos, o conjunto B, de modo que os pares formados
representem uma função f de A em B. b) f é injetora
Com base nessas informações, a classificação do
tipo de função que está presente nessa relação é c) f é bijetora
a) f é injetora, pois para cada menina pertencente d) o conjunto imagem de f possui 3 elementos so-
ao conjunto A está associado um menino dife- mente
rente pertencente ao conjunto B.
e) Im (f)= {-1,0,1}
b) f é sobrejetora, pois para cada par formado por
uma menina pertencente ao conjunto A e um 53. (ALFENAS) A função abaixo que é ímpar é :
menino pertencente ao conjunto B, sobrando um
menino sem formar par. 6 d) f(x) 5x-8
a) f(x) = 3x
c) f é injetora, pois duas meninas quaisquer per- 3
4 2 e) f(x) = x - 2x
tencentes ao conjunto A formam par com um b) f(x) = x + x − 3
mesmo menino pertencente ao conjunto B, para
envolver a totalidade de alunos da turma. c) f(x) =125
54. (PUCCAMP) Sejam f e g funções de R em R, defini-
−1
das por f(x) = 2x + 1 e g(x) = x² + 3. É correto afirmar que 58. Seja f(x) = ax + b uma função bijetora e f (x)
a função fog, composta de g em f , é : a sua inversa. Se o gráfico de f(x) passa pelo ponto
−1
a) bijetora (2,5) e o de f (x) pelo ponto (1,0), então o valor
de a é:
b) ímpar
a) 1 d) –2
c) par
b) –1 e) 4
d) decrescente para todo x∈ R
c) 2
e) injetora e não sobrejetora
59. (UNIFESP) Há funções y = f(x) que possuem a
55. (MACK) O gráfico da função f é o segmento seguinte propriedade: “a valores distintos de x cor-
respondem valores distintos de y”. Tais funções são
de reta que une os pontos (-3,4) e (3,0). Se f −1 é a chamadas injetoras. Qual, dentre as funções cujos
inversa de f, então f −1 (2) é: gráficos aparecem abaixo, é injetora?
a) 2
b) 0
c) 3/2
d) -3/2
e) não definida
-1
c) f (x) = ( 4x + 3 )/( 2 - x )
pontos A ( 1 , 2 ) e B ( 2 , 3 ), a função f −1
( inversa 3. A função f(x) é sobrejetora.
de f ) é :
4.
a) f(x) = x + 1
a) 1 e 3, apenas.
c) f(x) = x + 1
b) 3 e 4, apenas.
d) f(x) = x + 2
c) 2 e 4, apenas.
e) f(x)= –x + 2 d) 1, 2 e 3, apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
2
1.5. Inequações 4x + 3 ≠ x + 12
3
Inequações são expressões matemáticas que en- 2
volvem uma relação de desigualdade entre duas 4 x − x ≠ 12 − 3
expressões, em vez de uma igualdade. Elas são 3
usadas para mostrar que uma quantidade é maior,
menor, maior ou igual, ou menor ou igual a outra. 2
As inequações podem ser representadas por sinais
3 4 x − x ≠ 3.9
3
como <, >, ≤ e ≥. Graficamente, elas correspondem a
regiões específicas do plano cartesiano onde a de- 12 x − 2 x ≠ 27
sigualdade é satisfeita.
Inequações são úteis para resolver problemas que 27
envolvem restrições ou condições. Por exemplo,
x≠
10
imagine que deseja comprar materiais para um
projeto, com um orçamento máximo de R$200.
Se cada material custa R$15, a inequação 15x≤200
pode ser usada para determinar o número máximo
c) f ( x) ≥ 1 e g ( x) < 16
de materiais que podem ser comprados. Resolver Precisamos satisfazer as duas condições ao mes-
essa inequação ajuda a planejar as compras den- mo tempo. Com isso, resolvemos cada uma das
tro do orçamento disponível, mostrando como as condições separadamente e teremos, consequen-
inequações são ferramentas práticas para tomar temente:
decisões baseadas em condições e restrições do
mundo real. 1. 2.
4x + 3 ≥ 1 2
Exemplo 1: Encontre o conjunto solução das seguin- x + 12 < 16
tes inequações, sendo:
4x ≥ 1 − 3 3
f ( x) > 0 2
a) 1 x<4
Aqui, queremos todos os valores do domínio da fun- x≥− 3
ção f que tornam as imagens sendo positivas, ou 2
seja, maiores que 0. Assim, queremos que:
x<6
Ou seja, para atender as duas condições ao mes-
4x + 3 > 0
148 mo tempo, os valores de x têm que ser maiores ou
iguais que -1/2 e ainda menores que 6. Muito cuida-
Resolveremos essa equação normalmente como se do com a diferença entre maior ou igual e somente
fosse uma igualdade normal: maior, o mesmo para o menor, o conjunto solução
fica:
4x + 3 > 0
Exemplo 2: Encontre o conjunto solução das ine-
4 x > −3 quações, sendo:
3 f ( x) = x 2 − 3x + 2
x>−
4 ) x2 − 1
g ( x=
Para qualquer x do domínio de f sendo, x maior que
-3/4 teremos imagens positivas. Podemos escrever
o conjunto solução da seguinte forma: a) f ( x) > 0
O processo será o seguinte, encontramos as raízes
b) f ( x) ≠ g ( x) da função, em seguida esboçamos seu gráfico
Aqui estamos procurando valor/valores de x para
o/os qual/quais a/as imagem/imagens de f e de g e olhamos para quais valores de x a condição é
é/são diferente/diferentes. Mais uma vez resolve- satisfeita.
mos como uma igualdade normal:
1.5.1. Encontrando as raízes Note que quando não temos b na função quadráti-
ca podemos resolver a equação diretamente para
encontrar suas raízes.
Como a função é quadrática, podemos aplicar a y
fórmula de Bhaskara, e teremos:
b) f ( x) < 0 e g ( x) ≥ 0 Exemplo 3
RESUMO
Sendo a
área do disco de raio r+x, com x > 0 .
Fixando
r = 10 cm , resolva os itens abaixo:
é
10, 25π .
b) −3 ≤ x < −2
3
e) < x ≤1
4
3
c) −1 ≤ x <
4
c) a) .
65. (UFPA) Uma locadora de veículos apresenta, para aluguel de certo tipo de carro, a seguinte tabela:
1° Opção 2° Opção
Diária mais quilometragem Diária com o máximo de 100 km por dia
R$ 70,00 por dia + R$ 0,50 por quilômetro R$ 100,00.
Em uma diária, com o percurso não superior a 100 km, para que a 2° opção seja menor em reais, é necessário
que o número de quilômetros percorridos pelo locatário pertença ao intervalo:
66. Suponha que o faturamento F, em reais, obtido na venda de n artigos seja dado por F (n) = 2,5n e que o
custo C, em reais, da produção dos mesmos n artigos seja C=(n) 0, 7 n + 360 . Nessas condições, para evitar
prejuízo, o número mínimo de artigos que devem ser produzidos e vendidos está compreendido entre:
67. (UFRN- RN) No loteamento Mar Azul, cada lote tem 360 m2 de área. Todos os lotes são retangulares, mas,
devido à irregularidade do terreno, a medida da largura dos lotes varia de 10 a 20 metros. Assim, a medida y
do comprimento dos lotes varia segundo a desigualdade:
a) 20 ≤ y ≤ 30 c) 18 ≤ y ≤ 36
b) 20 ≤ y ≤ 28 d) 10 ≤ y ≤ 36 .
2x + 2
68. (UFMG- MG) Considere a função f ( x) = . O conjunto dos valores de x para os quais é:
x −3
a) . c) .
b) . d) .
69. (UFMG) Seja M o conjunto dos números naturais n tais que 2n 2 − 75n + 700 ≤ 0 . Assim sendo, é correto
afirmar que:
70. (PUC-PR) Sendo x e y números reais, quais das afirmações são sempre verdadeiras?
I) Se x > y então − x > − y .
1 1
III) Se 0 < x < y então > .
x y
IV) Se x 2 ≥ 9 então x ≥ 3 .
V) x 2 − 2 x + y 2 > 0 .
a) Somente I e II.
b) Somente II e IV.
c) Somente III.
d) Todas.
152
e) Somente I e III.
71. (UERJ-RJ) Um comerciante gastou R$ 250,00, adquirindo as mercadorias A e B para revender. Observando
a tabela abaixo, calculou e comprou o número de unidades de A e B para obter o lucro máximo.
a) 225 c) 275
b) 250 d) 325.
72. (ENEM) Duas empresas do mercado de pequenos reparos domésticos determinam o valor de seus
serviços a partir de um valor fixo acrescido de um valor cobrado por hora. A empresa X cobra R$60,00 de
valor fixo mais R$ 18,00 por hora de serviço prestado. A empresa Y cobra R$ 24,00 de valor fixo e está de-
finindo um novo valor a ser cobrado por hora. Sua estratégia de mercado prevê que, em relação à em-
presa X, o custo total do serviço deve ser menor ou igual para trabalhos de até duas horas de duração.
Qual é o valor máximo, em real, que a empresa Y poderá cobrar por hora de serviço prestado a fim de atender
à sua estratégia de mercado?
a) 18 d) 54
b) 36 e) 78
c) 48
73. (ENEM) Ao analisar os dados de uma epidemia em uma cidade, peritos obtiveram um modelo que avalia
a quantidade de pessoas infectadas a cada mês, ao longo de um ano. O modelo é dado por p(t) = -t² + 10t +
24, sendo t um número natural, variando de 1 a 12, que representa os meses do ano, e p(t) a quantidade de
pessoas infectadas no mês t do ano. Para tentar diminuir o número de infectados no próximo ano, a Secretaria
Municipal de Saúde decidiu intensificar a propaganda oficial sobre os cuidados com a epidemia. Foram
apresentadas cinco propostas (I, II, IIl, IV e V), com diferentes períodos de intensificação das propagandas:
• I: 1 ≤ t ≤ 2;
• II: 3 ≤ t ≤ 4;
• III: 5 ≤ t ≤ 6;
• IV: 7 ≤ t ≤ 9;
• V: 10 ≤ t ≤ 12;
A sugestão dos peritos é que seja escolhida a proposta cujo período de intensificação da propaganda englobe
o mês em que, segundo o modelo, há a maior quantidade de infectados. A sugestão foi aceita.
A proposta escolhida foi a
a) I. d) IV.
b) II. e) V.
c) III.
GABARITO
153
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E A B C D C C C 17 A
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D A D E C C B B B D
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C C C A D E B C D B
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
A A D B A * E A E D
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
D D E D D E A B A A
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
A D E C B C C C E C
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
D A E C C B C B A C
71 72 73
D B C
154
MATEMÁTICA - ESTATÍSTICA
AUTOR: Tiago Augusto Skroch de Almeida
SUMÁRIO
A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NOS APLICATIVOS DE ENTREGA
1. Estudo da Estatística
Resumo
Exercícios
Gabarito
155
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
A análise estatística dos ganhos dos entregadores pode nos revelar muito sobre a realidade do trabalho
nos aplicativos de entrega. Ao compreender como os rendimentos são distribuídos e a variação entre
eles, podemos identificar padrões de desigualdade e discutir formas de melhorar as condições desses
156 trabalhadores.
1. Como a média dos ganhos pode distorcer a percepção sobre a real situação dos entregadores? Por
que a mediana pode ser mais adequada nesse caso?
2. O que um desvio padrão alto nos diz sobre as condições de trabalho dos entregadores de aplicati-
vos?
A análise das medidas de tendência central, como a média e a mediana, pode ajudar a entender os rendimentos dos en-
tregadores de aplicativos. Enquanto a média oferece uma visão geral, a mediana é mais útil em cenários de desigualdade,
pois os valores extremos podem distorcer a percepção da média. As medidas de dispersão, como o desvio padrão, indicam
a variação dos rendimentos. Um desvio padrão alto sugere diferenças significativas nas condições de trabalho entre os
entregadores. Essa análise pode evidenciar a precarização, destacando a necessidade de políticas públicas para melhorar
as condições de trabalho no setor.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. ESTUDO DA ESTATÍSTICA
O estudo da Estatística é essencial para a compreensão e análise de dados, ajudando a tomar decisões in-
formadas. Ela está presente no dia a dia em situações como a análise de resultados de provas, pesquisas de
opinião, acompanhamento de dados econômicos e na interpretação de informações nas redes sociais e no-
tícias. A Estatística permite entender tendências, probabilidades e padrões, habilidades fundamentais em um
mundo cada vez mais orientado por dados.
Para representar essas variáveis, usamos o conceito de frequência, que pode ser:
• Frequência absoluta: é o número de vezes que o valor da variável aparece.
• Frequência relativa: é a razão entre a frequência absoluta e o total de variáveis que compõe a amostra.
157
A população que é feita a pesquisa pode ser:
• Pesquisa Amostral: Coleta dados de uma parte da população (amostra) para representar o todo. É usada
quando não é viável analisar todos os indivíduos.
• Pesquisa Censitária: Coleta dados de todos os indivíduos da população. É mais completa, mas pode ser
mais cara e demorada.
• Gráfico de Setores: os dados são dispostos em círculo, no qual a frequência é proporcional ao ângulo
central.
158
Exemplo: uma empresa tem 30 funcionários e são distribuídos com relação as suas idades.
Considere uma amostra com n valores naturais { x1, x 2 , x 3 ,..., x n }. Quando queremos escolher um valor para
representar toda a amostra, utilizamos as medidas de tendência central.
Média aritmética
Média aritmética ( x ) dos valores x1, x 2 , x 3 ,..., x n é o quociente entre a soma desses valores e o número total
de valores.
x1 + x2 + x3 + ... + xn 159
x=
n
• Média aritmética ponderada
É utilizada quando há valores repetidos. Nesse caso multiplicamos os valores pelo número de repetições (peso).
x1f1 + x 2 f2 + ...x n fn
x=
f1 + f2 + ... + fn
• Moda
É o valor que aparece um maior número de vezes, ou seja, é o valor de maior frequência absoluta.
• Mediana
É o valor que ocupa a posição central de um conjunto de dados quando eles estão organizados em ordem
crescente ou decrescente. Para encontrar a mediana, usamos as seguintes fórmulas:
M d = xn
+ 0,5 Para n ímpar
2
xn + xn
+1
Md = 2 2
Para n par.
2
1.2. Medidas de dispersão
Na estatística existem casos em que as medidas
de tendência central (média aritmética, mediana
RESUMO
e moda) são insuficientes para caracterizar uma
amostra. Por isso, outros métodos podem ser ado-
tados, como os que estão a seguir:
A estatística trata da coleta, organização, análise e
interpretação de dados. Os dados podem ser quan-
• Desvio: é o módulo da diferença entre cada
titativos (números) ou qualitativos (categorias). O
valor da amostra e a média x . tratamento da informação envolve organizar esses
dados de maneira que se possa extrair conclusões
significativas, como em tabelas ou gráficos.
d=
n xn − x
1. Representação Gráfica
A representação de dados por meio de gráficos fa-
cilita a interpretação das informações. Os principais
• Variância: é a média aritmética dos desvios ao tipos de gráficos são:
quadrado.
• Gráfico de barras: Comparação de categorias;
• Gráfico de setores (pizza): Proporções em rela-
( ) ( ) ( )
2 2 2
x1 − x + x2 − x + ... + xn − x ção a um todo;
V= • Histograma: Distribuição de frequências de da-
n dos contínuos;
• Desvio padrão: é a raiz quadrada da variância, • Gráfico de linhas: Evolução de dados ao longo do
tempo.
σ= V.
2. Medidas de Tendência Central
( x − x) + ( x ) ( )
2 2 2 As medidas de tendência central resumem um
1 2 − x + ... + xn − x conjunto de dados em um valor representativo. As
σ= principais são:
n • Média aritmética: Soma dos valores dividida pelo
160 Na prática, utilizamos o desvio padrão. Mas para número de elementos.
que que serve o desvio padrão? • Mediana: Valor central de um conjunto ordenado
Ele é usado para caracterizar qual é a distribuição de dados.
mais homogênea, ou seja, qual distribuição tem • Moda: Valor que mais aparece em um conjunto
comportamento mais regular. Quanto mais próxi- de dados.
mo de zero, mais homogênea é a distribuição.
3. Medidas de Dispersão
As medidas de dispersão indicam o quanto os da-
dos se espalham em relação à tendência central.
As principais são:
SAIBA MAIS! • Amplitude: Diferença entre o maior e o menor
valor.
O que é Inferência Estatística? • Variância: Média dos quadrados dos desvios em
relação à média.
A Inferência Estatística é uma ferramenta po- • Desvio padrão: Raiz quadrada da variância, re-
derosa que permite tirar conclusões sobre presenta a dispersão em termos absolutos.
uma população inteira com base em dados
coletados de uma amostra representativa.
Nesta aula, você aprenderá como, por meio Dicas
de métodos estatísticos, é possível analisar, • Entenda a aplicação prática de cada tipo de
interpretar e generalizar informações obtidas gráfico e escolha o mais adequado para dife-
de uma parte dos dados (amostra) para o rentes situações.
todo (população). • Treine o cálculo das medidas de tendência cen-
tral e dispersão, pois são frequentes nas provas
Entender a inferência estatística é funda- de vestibular.
mental para resolver problemas práticos,
como prever tendências, estimar valores • Em questões de interpretação de gráficos e da-
desconhecidos e tomar decisões baseadas dos, preste atenção aos detalhes numéricos e
em evidências. Ao longo desta aula, explora- contextuais para evitar erros.
remos os principais conceitos e técnicas que
tornam essa abordagem confiável e ampla-
mente utilizada em diversas áreas, como ci-
ências, economia e pesquisa..
3. (UFPR) Em levantamento feito numa sala de aula
EXERCÍCIOS
de um curso da UFPR, verificou-se que a média das
idades dos 42 alunos matriculados era de 20,5 anos.
Nesse levantamento foram considerados apenas
os anos completos e desconsideradas todas as fra-
Estudo da Estatística ções (meses, dias etc.). Passadas algumas sema-
nas, a coordenação do curso verificou que um aluno
1. (ENEM) Nos cinco jogos finais da última tempora- havia desistido, e que a média das idades caiu para
da, com uma média de 18 pontos por jogo, um joga- 20 anos. Como nesse período nenhum dos alunos
dor foi eleito o melhor do campeonato de basquete. da turma fez aniversário, qual a idade do aluno que
Na atual temporada, cinco jogadores têm a chance desistiu?
de igualar ou melhorar essa média. No quadro estão
registradas as pontuações desses cinco jogadores a) 25 anos
nos quatro primeiros jogos das finais deste ano.
b) 29 anos
c) 41 anos
d) 33 anos
e) 37 anos
a) I.
b) II.
c) III. 161
d) IV.
e) V.
Norte 2% 2% 1% 2% 1% c) 2,9
Nordeste 18% 19% 21% 15% 19%
d) 3,0
Centro-Oeste 5% 6% 7% 8% 9%
e) 5,5
Sudeste 55% 61% 58% 66% 60%
a) 14,6%
b) 18,2%
c) 18,4%
d) 19%
e) 21%
Qual é a média das idades, em ano, desses alunos? As informações do gráfico indicam que:
c) 5
a) R$ 73,10
b) R$ 81,50
c) R$ 82,00 d) Sabor bem brasileiro: Brasil inunda o mercado
mundial com a produção de 15 mil toneladas de
d) R$ 83,00 mel em 2005.
a) 1.400
b) 14.000
163
c) 140.000
d) 1.400.000
e) 14.000.000
11. (ENEM) É título adequado para a matéria jornalís- e) a China será o país com a maior taxa de cresci-
tica em que o gráfico seja apresentado: mento populacional do mundo.
c) 5.845.
d) 6.600.
e) 7.245.
a) 4,00 a) 740
b) 4,10 b) 1100
164
c) 4,15 c) 1310
d) 4,25 d) 1620
e) 4,50 e) 1750
14. (ENEM) Estima-se que haja, no Acre, 209 espé- 16. (UFPR) Na tabela abaixo, encontra-se a distri-
cies de mamíferos, distribuídas conforme a tabela buição de frequência dos salários das três funções
abaixo. existentes em uma empresa de médio porte.
17. (UFPR) É de conhecimento público a recusa da 19. (UFPR) Os dados abaixo representam o tempo
China em receber alguns carregamentos de soja (em segundos) para carga de um determinado
brasileira por julgar que a qualidade do produto aplicativo, em um sistema compartilhado.
não estava de acordo com o padrão que ela espe-
rava. Isso demonstra que, na época atual de globa-
lização e competitividade, é muito importante que Tempo(s) Nº de observações
as empresas mantenham um Controle Estatístico
de Processo rigoroso, para que não ocorra produ- 4,5 |-- 5,5 03
ção de bens que não atendam à expectativa dos 5,5 |-- 6,5 06
consumidores e, consequentemente, venham a
provocar a perda de mercados. Diante disso, con- 6,5 |-- 7,5 13
sidere que, em uma linha de produção de peças, a 7,5 |-- 8,5 05
cada período de duas horas são tomadas, ao aca-
so, quatro peças e medidos os seus comprimentos. 8,5 |-- 9,5 02
Na primeira amostra obteve-se: 33 mm, 36 mm, 37 9,5 |-- 10,5 01
mm e 34 mm. Nessa amostra, o desvio padrão das
peças é, aproximadamente: Total 30
a) 0,41
Com base nesses dados, considere as afirmativas
b) 0,53 a seguir:
segunda
sábado
quarta
quinta
sexta
terça
Sobre as informações contidas nesse quadro, consi- 20. Um provedor mediu o tempo (em minutos) de
dere as seguintes afirmativas: uso diário da Internet por seus assinantes. Com os
dados obtidos construiu-se o seguinte histograma.
I. O número médio de chamadas dos últimos sete
dias foi 6.
5 7
Sendo X = , 4, ,3 um conjunto de dados:
166 2 2
a) Calcule a média x e o desvio padrão d.
Com base no gráfico, o valor da parte inteira da me-
diana dos empregos formais surgidos no período é b) Verifique quais dados do conjunto X acima per-
tencem ao intervalo C.
a) 212.952
e) 298.041
0 6
1 9
2 7
3 4
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
B C C D D B D D D E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E D D A E D D B E C
21 22 23 24 25
B * * * D
167
22) x = 2,4 e σ = 1,67
23)
• a) ambos com média 26.
24)
5~
• a) x = 3,25 e d = = 0,56
4
• b) Todos os valores de X pertencem a C, pois X ⊂ C.
Estudo da Estatística
168
MATEMÁTICA - TRIGONOMETRIA
3. Redução ao 1° Quadrante
Resumo
Exercícios
169
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
Com o aumento das compras por impulso e a facilidade de acesso a promoções irresistíveis, muitas
pessoas acabam gastando mais do que planejado, impactando suas economias e bem-estar financei-
ro. Esse comportamento de consumo, muitas vezes influenciado por publicidade e redes sociais, pode
levar a uma sensação constante de insatisfação e a uma gestão financeira desbalanceada.
170
1. Como suas compras impulsivas afetam suas finanças pessoais e seu bem-estar geral?
2. O que pode ser feito para tomar decisões de compra mais informadas e equilibradas no dia a dia?
Como você identificaria seu comportamento de consumo?
1. TRIGONOMETRIA: RELA-
Os triângulos ABC e AC1B1 têm um par de ângulos
agudos correspondentes congruentes – pois o ân-
TRIGONOMÉTRICAS
pares de ângulos correspondentes congruentes.
Logo, pelo critério AA de semelhança se conclui que
esses triângulos são semelhantes.
Então, os lados correspondentes desses triângulos
São duas as ideias essenciais para o estudo das ra- são proporcionais:
zões trigonométricas:
• a semelhança de triângulos; (1).
• a vinculação entre cada razão e o ângulo ao
qual se refere. Analogamente, os triângulos ABC e AC2B2 são semelhan-
tes e os lados correspondentes são proporcionais:
Abordaremos a seguir as definições das razões tri-
(2).
gonométricas com uma sequência de figuras e re-
lações algébricas, para assim concluir que existe
uma razão constante associada a um determinado De (1):
ângulo e, portanto, é compreensível que essa razão , aplicando a propriedade de proporções,
tenha um nome específico associado ao ângulo.
É suficiente aplicar o argumento seguinte a dois tri-
ângulos apenas. Para isso, considera-se um ângulo tem-se:
agudo e constroem-se vários triângulos retângulos
que têm em comum entre eles aquele ângulo agu-
do. (3).
Para começar, desenhe um ângulo PAR.
De (2):
tem-se: 171
(4).
De (3) e (4):
(5).
Da definição 2:
(6).
Elementos:
Logo,
• R → Raio.
• O → Centro.
• α → Ângulo.
• (AB) ̂ → Arco de circunferência.
SAIBA MAIS! • → Comprimento de arco.
172
Veja no link a seguir como medir o ângulo Observe que:
além das principais funções trigonométricas • A medida do ângulo é feita no sentido anti-ho-
com as quais se trabalha em matemática, rário.
tais como: seno, cosseno, tangente e entre
outras. Você poderá ver também as relações • Que a medida do arco é a mesma do ângulo α
entre as funções trigonométricas, não fican- (que é central), ou seja:
do apenas nas ideias para resolver proble-
Arco = ângulo central.
mas de geometria e álgebra envolvendo os
conceitos aqui apresentados.
Geralmente para medir ângulos usamos como uni-
dade o grau (°). No entanto, como estamos traba-
lhando com ângulos na circunferência usaremos
uma outra unidade, o radiano.
O radiano (rad) é o arco com comprimento igual
ao raio.
π rad
= 180° 1 rad ≅ 57, 6°
Para conversão de unidades, faremos uma regra de Comprimento Medida do
três simples.
Exemplos: de arco arco ( em rad )
r 1
1. Transforme em radianos.
Solução:
α
30° → rad. Portanto: = α .R
Usando a relação: π rad → 180° Exemplos:
1. Determine o comprimento de um arco correspon-
π rad 180° dente a um ângulo de 60°, contido em uma circun-
x 30° ferência de 2 cm de raio.
174 2° Quadrante π
2 ; π
90°,180
O ponto B corres- Após 1 volta comple- Após 2 voltas
ponde ao número ta (360°), o ponto B completas (720° =
60°. também correspon- 2 . 360°), o ponto B
3° Quadrante 3π de ao número 420° também correspon-
π ; 2
180 , 270 (60° + 360°) de ao número 780°
(720° + 60°)
19π 16π 3π
Solução: como 1320° > 360°, vamos encontrar a = +
M.D.P, efetuando a divisão desse arco por 360° (que 4 4
4
representa uma volta completa). 4π M . D. P
2 voltas
1320
360
(c) – 750°
− 1080
3→k
Solução: note que agora temos um arco negativo.
240 → M .D.P Vamos fazer as contas como se o arco fosse posi-
tivo.
Observe que o resto é igual a M.D.P.
Assim: 240 360
• M.D.P = 240°
30 2
• 240 ∈ 3º Q .
176
α 180 − x ou
= α= π − x , em que x representa
um arco do 1° quadrante.
Logo, concluímos que um arco do 3° quadrante é da Essas relações ajudam a calcular ângulos ou lados
desconhecidos.
forma= α 180 + x ou
α= π + x , em que x repre-
senta um arco do 1° quadrante.
Trigonometria no Círculo Trigonomé-
Exemplo: 210° corresponde a 30°, pois 210° = 180°+ trico - Redução ao Primeiro Quadrante:
30° No ciclo trigonométrico, o círculo tem raio 1 e é usa-
do para definir as funções trigonométricas para 3. (UFRGS) Se o ponteiro menor de um relógio per-
qualquer ângulo θ. Os ângulos podem ser classi-
ficados em diferentes quadrantes, mas é possível
corre um arco de π 12 rad, o ponteiro maior per-
corre um arco de:
reduzir qualquer ângulo ao primeiro quadrante
(valores de 0° a 90°) para facilitar os cálculos, utili-
zando as simetrias do círculo. Para isso, usamos as a) π 6 rad
identidades de redução de quadrantes, que ajus-
tam os sinais das funções seno e cosseno conforme b) π 4 rad
o ângulo esteja nos quadrantes II, III ou IV.
c) π 2 rad
Dica:
Podemos encontrar o arco do 1° quadrante através
da seguinte relação: d) π 3 rad
2° Quadrante: Quanto falta pra 180°
3° Quadrante: Quanto passa de 180° e) π rad .
4° Quadrante: Quanto falta pra 360°
4. (UFPR) Maria e seus colegas trabalham em uma
empresa localizada em uma praça circular. Essa
praça é circundada por uma calçada e dividida em
partes iguais por 12 caminhos retos que vão da bor-
EXERCÍCIOS
da ao centro da praça, conforme o esquema abai-
xo. A empresa fica no ponto E, há um restaurante no
ponto R, uma agência de correio no ponto C e uma
lanchonete no ponto L. Quando saem para almoçar,
as pessoas fazem caminhos diferentes: Maria sem-
Trigonometria pre se desloca pela calçada que circunda a praça;
Carmen sempre passa pelo centro da praça, vai
1. (UEL-PR) Se um arco mede 75°, sua medida em olhar o cardápio do restaurante e, se este não esti-
radianos é: ver do seu agrado, vai almoçar na lanchonete, ca-
minhando pela calçada; Sérgio sempre passa pelo
centro da praça e pelo correio, daí seguindo pela
π calçada para a lanchonete ou para o restaurante.
a) Sabendo que as pessoas sempre percorrem o me-
12 nor arco possível quando caminham na calçada
que circunda a praça, avalie as afirmativas a seguir:
177
5π
b)
12
12π
c)
5
π
d)
5
5π
e)
6 I. Quando Carmen e Sérgio vão almoçar na lancho-
nete, ambos percorrem a mesma distância.
II. Quando Maria e Sérgio vão almoçar na lancho-
nete, quem percorre a menor
7π
2. (UEPG-PR) O arco de medida rad tem sua distância é Maria.
extremidade pertencente ao: 4 III. Quando todos os três vão almoçar no restauran-
te, Carmen percorre a menor
a) 4° quadrante.
distância.
b) 3° quadrante. Assinale a alternativa correta.
d) 60,0
e) 65,3
7. (UNESP) Do quadrilátero ABCD da figura a seguir, 9. (ENEM) Para determinar a distância de um barco
sabe-se que: os ângulos internos de vértices A e C até a praia, um navegante utilizou o seguinte pro-
são retos; os ângulos CDB e ADB medem, respecti- cedimento: a partir de um ponto A, mediu o ângulo
vamente, 45° e 30°; o lado CD mede 2dm. Então, os visual a fazendo mira em um ponto fixo P da praia.
lados AD e AB medem, respectivamente, em dm: Mantendo o barco no mesmo sentido, ele seguiu
até um ponto B de modo que fosse possível ver o
mesmo ponto P da praia, no entanto sob um ângulo
visual 2α .
A figura ilustra essa situação:
a) √ 6 e √ 3
Suponha que o navegante tenha medido o ângu-
b) √ 5 e √ 3
loα =30º e, ao chegar ao ponto B, verificou que o
c) √ 6 e √ 2 barco havia percorrido a distância AB = 2000 m .
Com base nesses dados e mantendo a mesma tra-
d) √ 6 e √ 5 jetória, a menor distância do barco até o ponto fixo
P será
e) √ 3 e √ 5
12. (UDESC) No site:
a) 1000 m .
http://www.denatran.gov.br/publicacoes/downlo-
ad/minuta_contran/Arquivo%206.pdf (acesso em:
b) 1000 3 m . 23/06/2012), encontra-se o posicionamento ade-
quado da sinalização semafórica, tanto para se-
máforos de coluna simples como para semáforos
3 projetados sobre a via, conforme mostra a Figura 1
c) 2000 m.
3
d) 2000 m .
e) 2000 3 m .
a) R ≥ L/ 2
b) R ≥ 2L/ð
179
c) R ≥ L/ ð
(
e) R ≥ L/ 2 2 )
e) F – F – V
13. (UEL) Trafegando num trecho plano e reto de Os valores de x e y são, respectivamente:
uma estrada, um ciclista observa uma torre. No ins-
tante em que o ângulo entre a estrada e a linha de
visão do ciclista é 60°, o marcador de quilometra- a) 90 e 90 3
gem da bicicleta acusa 103,50 km. Quando o ângulo
descrito passa a ser 90°, o marcador de quilome-
tragem acusa 104,03 km. b) 90 3 e 90
c) 450 e 450 3
d) 450 3 e 450
a) 463,4 m
b) 535,8 m
c) 755,4 m
No ponto A, o navegador verifica que a reta AP, da
d) 916,9 m embarcação ao farol, forma um ângulo de 30° com
a direção AB.
e) 1071,6 m Após a embarcação percorrer 1.000 m, no ponto B,
o navegador verifica que a reta BP, da embarcação
ao farol, forma um ângulo de 60° com a mesma di-
180 14. (UERJ) Um foguete é lançado com velocidade reção AB.
igual a 180 m/s, e com um ângulo de inclinação
Seguindo sempre a direção AB, a menor distância
de 60° em relação ao solo. Suponha que sua tra-
entre a embarcação e o farol será equivalente, em
jetória seja retilínea e sua velocidade se mantenha
metros, a:
constante ao longo de todo o percurso. Após cinco
segundos, o foguete se encontra a uma altura de x a) 500
metros, exatamente acima de um ponto no solo, a y
metros do ponto de lançamento.
b) 500
3
c) 1.000
d) 1.000
3
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
B A C C C B C C B A
11 12 13 14 15
A B D C B
181
Matrizes
182
MATEMÁTICA – MATRIZES
AUTOR: Tiago Augusto Skroch de Almeida
SUMÁRIO
DIA E NOITE: O RELATIVO E O INVERSO NO COTIDIANO
1. Matrizes
1.1. Igualdade de Matrizes
1.2. Matriz Transposta
1.3. Matriz Simétrica
Resumo
Exercícios
2. Matrizes Especiais
2.1. Matriz Quadrada
2.2. Matriz Identidade
2.3. Matriz Nula
2.4. Adição de Matrizes
2.5. Multiplicação de Escalar por Matriz
2.6. Subtracão de Matrizes
Resumo
Exercícios 183
3. Multiplicação de Matrizes
Resumo
Exercícios
4. Determinantes
4.1. Determinante de uma Matriz Quadrada
4.2. Determinante de uma matriz de 1ª ordem
4.3. Determinante de uma matriz de 2ª ordem
4.4. Determinante de uma matriz de 3ª ordem
4.5. Teorema de Laplace
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
PARA REFLETIR!
184 Essa ideia de inversão nos leva a pensar sobre as diferentes formas de encarar a realidade, algo que
também pode ser percebido no cotidiano. Durante a juventude, experimentamos mudanças de pers-
pectivas, como quando responsabilidades e expectativas se alteram de repente, ou situações que antes
pareciam simples se tornam mais complexas.
2. Como essas transições afetam sua forma de lidar com os estudos e os desafios diários?
Assim como o conceito de dia e noite pode ser relativo e variável, o estudo das matrizes nos mostra que o mesmo ocorre
no campo da matemática. A igualdade de matrizes, por exemplo, exige que cada elemento de uma matriz seja idêntico à sua
correspondente em outra, tal como a correspondência perfeita entre o dia e a noite. Quando aplicamos a transposição em
uma matriz, mudamos sua forma, assim como a mudança de perspectiva altera nossa visão do mundo. Além disso, uma
matriz simétrica é aquela que permanece a mesma ao ser transposta, refletindo a ideia de equilíbrio e constância em meio
a essas inversões. Dessa maneira, o “mundo inverso” do astronauta e a flexibilidade de pensamento dos jovens se alinham
com a manipulação de matrizes, mostrando que tanto na matemática quanto na vida, as perspectivas e as realidades po-
dem se transformar.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. MATRIZES
As matrizes estão mais presentes no nosso cotidiano do que imaginamos. Elas são usadas em diversas áreas,
como na tecnologia, ciência e economia. Por exemplo, nos sistemas de recomendação de filmes e músicas, os
algoritmos utilizam matrizes para organizar informações, como as preferências dos usuários e as caracterís-
ticas dos produtos. Além disso, em programas de edição de imagens, as matrizes ajudam a manipular pixels,
permitindo ajustar cores, brilho e contraste.
Outro exemplo prático é no planejamento financeiro de empresas, onde as matrizes são utilizadas para or-
ganizar dados de despesas, lucros e investimentos. Com essas informações dispostas em forma matricial,
é possível analisar rapidamente diferentes cenários e tomar decisões mais informadas. Assim, mesmo sem
perceber, as matrizes ajudam a organizar e processar informações de maneira eficiente em muitas atividades
cotidianas.
Matriz do tipo mxn (m por n) é a denominação dada a toda tabela de números dispostos em m linhas e n co-
lunas. Essa tabela deve ser representada por meio de parênteses, colchetes ou chaves. Ex:
1 3 a11 a1n
1 2 3
A2 x 3 = B3 X 2 = 2 5 Amxn =
3 5 6 , 1 6 , a
m1 amn
a11 a1n
Notação genérica de uma matriz Amxn Amxn
=
a
m1 amn
185
Essa representação pode ser abreviada por:
At , (lê-se transposta de A)
At = A
OBS: chama-se matriz antissimétrica a toda matriz quadrada A, de ordem n, tal que At = − A .
RESUMO
• Matrizes: Tabelas organizadas em linhas e colunas, usadas para representar dados ou números. Aplicadas
em diversas áreas, como matemática, economia e computação.
• Matriz Transposta: Obtida ao trocar as linhas por colunas de uma matriz. Cada elemento da linha se torna
um elemento da coluna correspondente e vice-versa.
186 • Igualdade de Matrizes: Duas matrizes são iguais quando possuem o mesmo número de linhas e colunas, e
todos os seus elementos correspondentes são idênticos.
EXERCÍCIOS
Matrizes
d) quinta-feira.
e) sexta-feira.
π
forma 2k π ± , em que k é número inteiro.
3
Soma:_____
b) T2.
x2 − 2 5
c) T3.
B x + 6 2 obedecem à condição
e = At = B , 187
3 001
d) T4.
conclui-se que x é um número:
e) T5.
a) ímpar positivo
c) par positivo
é
d) par negativo
b)
x x 2 − 1 x 2 + 6 x 30
2⋅ = , com x um número real,
−1 − x −2 −2 x
a) -64
d) b) 64
c) 0
e) d) -64 ou 64
e) -64, 0 ou 64
8. (VUNESP) Dadas as matrizes
a) 20.
2 − 3 1 e) 5
Se A = 1 y e B = 2 então a matriz At.B será
x 2 1 5 x2 2 − y
nula para: 11. (UEL- PR) Sabendo que a matriz 49 y 3x
−1 −21 0
a) x + y = -3
x b) -1
c) =-4
y
c) 1
d) x . y2 = -1
188
d) 13
y e) 20
e) =-8
x
10. (ENEM) Uma construtora, pretendendo investir 12. (UFVJM) Dada a matriz e
na construção de imóveis em uma metrópole com
cinco grandes regiões, fez uma pesquisa sobre
a quantidade de famílias que mudaram de uma sabendo que a matriz B é igual à transposta de A, ou
região para outra, de modo a determinar qual seja, B = A t o determinante da matriz X dada por X =
região foi o destino do maior fluxo de famílias, sem AB, é
levar em consideração o número de famílias que
deixaram a região. Os valores da pesquisa estão a) 49
dispostos em uma matriz A = [aij], i, j ∈ {1, 2, 3, 4, 5}, em
que o elemento aij corresponde ao total de famílias b) 50
(em dezena) que se mudaram da região i para a
região j durante um certo período, e o elemento aii é c) 51
considerado nulo, uma vez que somente são
consideradas mudanças entre regiões distintas. d) 52
A seguir, está apresentada a matriz com os dados
da pesquisa.
13. (UNIVIÇOSA) Dadas as matrizes X e Y, sabendo-
-se que X=Yt, onde Yt é a matriz transposta de Y.
RESUMO
• Elemento Oposto = A + A`= A`+ A = O
Logo, A + A` = O e A = A`
EXERCÍCIOS a) 0
2
Matrizes Especiais
c) x = 2 / y = −1 −2
d) 6
=
d) x 2=
/y 2 5
e) −2 / y =
x= −1
−2
e) 2
A = (aij ) 2 x 2
15. (F. SANTANA-BA) Dadas as matrizes
5
i + j , se..i = j
, tal que aij = e B = (bij ) 2 x 2 , tal que
0.......se..i ≠ j
bij= 2i − 3 j , então A + B , é igual a: 17. (UEL-PR) Uma matriz quadrada A se diz antissi- 191
métrica se At = − A . Nessas condições, se a ma-
triz A a seguir é uma matriz antissimétrica, então
−1 4 x + y + z é igual a:
a) −1 −2
x y z
=A 2 0 −3
1 −4 −1 3 0
b) −1 −2
a) 3
−1 4 b) 1
c) 1 2
c) 0
1 −4 d) -1
d) 1 2
e) -3
1 2 y
b)
21. Se a matriz
x 4 5 é simétrica, então
3 z 6
c)
x+ y+z é:
a) 7
d)
b) 9
c) 10
e)
d) 11
e) 12
x 8 y 6
19. (UFBA) M = , N = e
192 10 y 12 x + 4
7 16 1 2 y
P= são matrizes que satisfazem a
23 13 22. (F. SANTANA) Se a matriz
x 1 0 é si-
3 2
igualdade ⋅ M + ⋅ N = P ; logo, y − x é: x + 1 0 1
2 3
a) 6
métrica, então x− y é igual a:
b) 4
c) 2 1
a)
d) -3 9
1
7 b)
e) 8
10 c) 1
d) 8
20. (UFRS) A matriz A = (aij ) , de segunda ordem, é
e) 9
definida por aij= 2i − j . Então, A − At é:
0 3 2 −1
a) 3 0 23. (UFSE) São dadas as matrizes A= e
0 1
1 −2
0 −3 B= . A matriz X= A + 2 B , onde A
t t
é
b) 3 0 −1 0
a matriz transposta de A , é igual a:
Considere as matrizes:
Com base nos conhecimentos e nas informações
4 −2 descritas, assinale a alternativa que apresenta a
a)
−5 1 mensagem que foi enviada por meio da matriz M.
a) Boasorte!
2 −2
b) b) Boaprova!
−1 −1
c) Boatarde!
2 −3 d) Ajudeme!
c)
0 −1
e) Socorro!”
4 −4
d)
−3 1 3. Multiplicação de Matrizes
EXERCÍCIOS
Multiplicação de Matrizes
x −1 1 x + 2 0
zes: A = e B= . Então, é
−1 x + 1 2 1
correto afirmar:
A matriz que mostra a quantidade diária mínima Uma matriz real quadrada B, de ordem 2, tal que AB
(em gramas) de proteínas, gorduras e carboidratos é a matriz identidade de ordem 2 é:
fornecida pela ingestão daqueles alimentos é:
log 3 27 2
a)
18, 2 2 log 3 81
a)
36,30
454, 20 −3
2 2
b)
29, 70
16, 20 3 −5
b)
460, 20
−3
2 2
48,30 c)
2 −5
c)
36, 00
2
432, 40
3
51,90 2 −
2
48,30 d)
d)
− 3 log 5
2
2
405, 60
log 2 5 3log 3 81
e)
75,90 5 −2log2 81
21,50
e)
195
411, 00 31. (UNICENP) Dois alunos fizeram 3 provas de Ma-
temática num determinado mês e o professor, para
calcular a média, adotou o sistema de pesos. As
29. (UNICAMP) Sendo a um número real, considere
matrizes N e P representam, respectivamente, as
a matriz
notas e os pesos aplicados a cada prova. Sendo
A= . 1
8 7 5
N = e P = 3 em que o primeiro
Então, A2017 é igual a 6 6 4 2
aluno obteve notas 8, 7 e 5 (primeira linha de N), e o
a) segundo obteve 6, 6 e 4 (segunda linha de N), e os
pesos de cada prova são respectivamente 1, 3 e 2 (a
matriz da coluna de P). Para o professor calcular a
média desses dois alunos, ele poderia fazer o se-
b) guinte cálculo:
a) média = N.P
c)
N+P
b) média =
3
d)
N .P
c) média =
6
a b N+P
d) média =
30. (ITA) Seja a matriz A= em que 2
c d
=a 2(1+ log
= 2 5) log 2 8
; ..b 2= , ..c log 3 81
= ..e..d log 3 27 e) média =
3
N .P
4. DETERMINANTES 4.4. Determinante de uma ma-
triz de 3ª ordem
4.1. Determinante de uma Ma-
triz Quadrada
a11 a12 a13
O determinante de qualquer matriz quadrada Considere a matriz A = a21 a22 a23 , o deter-
n..x..n é um número real a ela associado. Logo a
cada matriz tem um único determinante. 31 a32 a33
a11 a1n minante de ordem 3 (três linhas e três colunas) é
obtido ao repetir as duas primeiras colunas à direita
Seja a matriz: Amxn =
do determinante, ou ainda as duas primeiras linhas
a
m1 amn abaixo do determinante, e efetuando as operações
indicadas a seguir:
O determinante dessa matriz será indicado por:
a11 a1n
Amxn =
am1 amn
196 Se det N = − 5 , temos que a matriz N = − 5 Esses procedimentos de cálculos sao conhecidos
como Regra de Sarrus.
a22 a23
A11 =(−1)1+1 ⋅ =(−1) 2 [a22 ⋅ a33 − a23 ⋅ a32 ] =a22 ⋅ a33 − a23 ⋅ a32
a32 a33
a21 a23
(−1)1+ 2 ⋅
A12 = (−1)3 [a21 ⋅ a33 − a23 ⋅ a31 ] =
= −1(a21 ⋅ a33 − a23 ⋅ a31 ) =
− a21 ⋅ a33 + a23 ⋅ a31
a31 a33
a21 a22
A13 =(−1)1+3 ⋅ =(−1) 4 [a21 ⋅ a32 − a22 ⋅ a31 ] =a21 ⋅ a32 − a22 ⋅ a31
a31 a32
det A = a11 ⋅ (a22 ⋅ a33 − a23 ⋅ a32 ) + a12 ⋅ (−a21 ⋅ a33 + a23 ⋅ a31 ) + a13 ⋅ (a21 ⋅ a32 − a22 ⋅ a31 )
det A = a11 ⋅ a22 ⋅ a33 + a12 ⋅ a23 ⋅ a31 + a13 ⋅ a21 ⋅ a32 − a11 ⋅ a23 ⋅ a32 − a12 ⋅ a21 ⋅ a33 − a13 ⋅ a22 ⋅ a31
Lembre-se: o determinante de uma matriz pode ser desenvolvido segundo os elementos de qualquer linha ou
coluna. Portante, o resultado será o mesmo! Convém escolher a fila que tenha o maior número de zeros.
• Se uma linha ou coluna de uma matriz quadrada for combinação linear de outras linhas ou colunas, seu
197
determinante é nulo.
• Se trocarmos a posição de duas linhas ou colunas entre si, o determinante da nova matriz será o oposto do
determinante da matriz inicial.
•
det( A ⋅ B )= det A ⋅ det B
1
det( A−1 ) =
•
• det A
• Se A é uma matriz quadrada de ordem n e k é um número real, então vale a seguinte relação:
det(k ⋅ Anxn ) =
k n det( A)
• Se todos os elementos de uma matriz quadrada, situados de um mesmo lado da diagonal principal, forem
todos nulos, o determinante dessa matriz será igual ao produtos dos elementos dessa diagonal.
DETERMINANTE = 0
• Possuir uma fila nula.
• Duas filas paralelas iguais.
• Duas filas paralelas proporcionais.
• Uma fila que é combinação linear das outras filas paralelas.
RESUMO
Determinante: O determinante é um número associado a uma matriz quadrada que fornece informações im-
portantes sobre suas propriedades, como se a matriz é invertível ou não. Ele é calculado a partir dos elementos
da matriz seguindo regras específicas. Para matrizes de ordem 2 ou 3, o cálculo é relativamente simples, en-
volvendo produtos e subtrações entre os elementos. Em matrizes de ordem maior, o cálculo é feito por meio de
decomposições ou cofatores. Um determinante igual a zero indica que a matriz é singular, ou seja, não possui
inversa.
Teorema de Laplace: O Teorema de Laplace, também conhecido como Expansão de Cofatores, é um método
para calcular o determinante de uma matriz quadrada de qualquer ordem. Ele envolve expandir o determi-
nante em termos de menores e cofatores, escolhendo uma linha ou coluna da matriz. O determinante é obtido
somando o produto dos elementos dessa linha ou coluna pelos seus cofatores (que são os determinantes das
submatrizes obtidas ao remover a linha e a coluna do elemento escolhido, multiplicados por (-1) elevado à
soma dos índices). Este teorema generaliza o cálculo de determinantes para matrizes de ordem superior.
EXERCÍCIOS
MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES
c) 2± 2 a) {−1;1}
d) 2±2 b) {−1;0}
e) −4 ± 8 c) {1}
d) {0}
4 6 −1 3
34. (UECE) Sejam as matrizes X = e) ∅
1 2 0 −1 2 1
−1 1 36. (UNESP) Se a e b são as raízes da equação
e Y = .
1 6 2x 8x 0
2
2 3 log 2 x log 2 x =0 0, x > 0 , então (a + b) é
1 2 3
O valor do determinante da matriz X ⋅Y é:
igual a:
a) – 41
b) – 42 a)
2
3
c) – 43
b)
3 39. (VUNESP) O produto das matrizes
4 2 2 3 −1
−
3 2 2 ⋅ 2 2
c) é uma matriz de de-
2 2 2 1 3
d)
4 2 2 2 2
3 terminante:
e)
4 a) igual ao determinante de cada uma delas.
5
b) igual a zero.
37. (ITA) Dizemos que uma matriz real quadrada é c) menor que zero.
singular, se det A = 0 , ou seja, se o determinante
d) com valor absoluto menor que 1.
de A é nulo e não singular, se det A ≠ 0 . Mediante
essa definição, qual das afirmações abaixo é ver-
dadeira? e) maior que o determinante de cada uma delas.
AB = BA a) 240
2.
3. A+ B = B + A b) 480
4.
det( AB ) = det( A).det( B ) c) 1440
5.
det( A + B=
) det( A) + det( B )
d) 1920
Então podemos afirmar que:
e) 2160
a) 1 e 2 são corretas.
b) 2 e 3 são corretas.
c) 3 e 4 são corretas.
d) 4 e 5 são corretas.
e) 5 e 1 são corretas.
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A D D A 29 D A A D E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B A A B D D D B B C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
B D A A E * 44 E B C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C A A C A C C C E A
41 42
A D
*26.
200
201
Físico-Química
202
QUÍMICA - FÍSICO-QUÍMICA
Resumo
203
Exercícios
2. Funções inorgânicas
2.1. Ácidos
2.1.1. Classificação dos ácidos
2.1.2. Nomenclatura dos ácidos
2.1.3. Aplicações de alguns ácidos mais comuns
2.2. Bases
2.2.1. Classificação das Bases
2.2.2. Nomenclatura das bases
2.2.3. Aplicações de algumas bases mais comuns
2.3. Teorias Ácido-Base
2.3.1. Teoria de Arrhenius
2.3.2. Teoria de Bronsted-Lowry
2.3.3. Teoria de Lewis
2.4. Sais
2.4.1. Classificação dos Sais
2.4.2. Nomenclatura dos Sais
2.4.3.Solubilidade dos sais
2.4.4.Aplicações de alguns sais mais comuns
2.5. Óxidos
2.5.1. Classificação dos óxidos
2.5.2. Nomenclatura dos Óxidos
2.5.3. Aplicações de alguns óxidos mais comuns
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
Um coração de plástico
Pela primeira vez, cientistas detectam microplásticos no sangue humano
Estudo mostra partículas em 80% das pessoas. Elas podem se movimentar pelo corpo
e se alojar em órgãos
Pela primeira vez, cientistas detectaram a presença de microplásticos no sangue hu-
mano. Em um estudo realizado pela Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, foram
encontradas minúsculas partículas em quase 80% das pessoas. A descoberta, publi-
cada na revista Environment International, mostra ainda que elas podem se movi-
mentar pelo corpo e se alojar em órgãos.
O impacto na saúde ainda é desconhecido, mas os pesquisadores estão preocupa-
dos porque em laboratório, os microplásticos causam danos às células humanas,
além de serem as principais poluidoras do ar, forma como entram no organismo e
provocam milhões de mortes precoces por ano. “Nosso estudo é a primeira indicação
de que temos partículas de polímero em nosso sangue. É um resultado inovador”, disse o professor Dick Ve-
thaak, ecotoxicologista da Vrije Amsterdam, na Holanda. “Mas temos que estender a pesquisa e aumentar o
tamanho das amostras e o número de polímeros avaliados”.
Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/pela-primeira-vez-cientistas-detectam-microplasticos-no-sangue-humano>. Acesso em: 25 jul.2024
PARA REFLETIR!
Os microplásticos são pequenos fragmentos de plástico, com menos de 5 mm de diâmetro, que resul-
tam da degradação de produtos plásticos maiores. Sua relação com a matéria e suas propriedades
está na forma como interagem com o meio ambiente e organismos vivos. Por serem duráveis, leves e
de diversas composições químicas, os microplásticos podem acumular poluentes e serem ingeridos
204 por animais, entrando na cadeia alimentar. Estudar suas propriedades ajuda a entender seu impacto
ambiental e a desenvolver estratégias para mitigação da poluição plástica.
1. Como você diria, pelo que conhece ou já ouviu, que essas interações químicas complexas poderiam
afetar nossa saúde a longo prazo?
2. O que você sabe sobre os microplásticos que podem carregar patógenos e conter substâncias no-
civas a sua saúde?
4. O que você pode fazer pra reduzir a utilização de plástico em seu dia a dia?
São formadas por dois ou mais tipos diferentes de elementos químicos. Exemplos: H2O, CO, NaCl, C2H6O, H2SO4.
207
• Misturas azeotrópicas: são aquelas em que a temperatura do ponto de ebulição permanece constante
durante a mudança de estado físico. Exemplo: Bronze em percentagem específica.
caso 1 caso 2
Dizemos que o caso 1 é uma mistura homogênea e o caso 2 uma heterogênea. Fase é cada uma das partes
homogêneas de um sistema. Uma mistura deve necessariamente conter dois ou mais componentes. Se esses
componentes apresentarem uma fase apenas, será homogênea. Se apresentarem mais de uma fase, será
heterogênea. As misturas não precisam necessariamente ser líquidas. O ouro 18 quilates, por exemplo, é uma
liga de 75% de ouro e 25% cobre, sendo uma mistura homogênea sólida. O ar é uma mistura homogênea de
gases.
208
1.9.2. Ventilação
Pela mistura passa-se uma corrente de ar e esta arrasta o componente mais leve.
Exemplo: quando o feijão é retirado das bainhas, essas são arrastadas por uma corrente de ar e separadas
dos grãos.
1.9.3. Levigação
Pela mistura passa-se uma corrente de água e esta arrasta o componente mais leve.
Exemplo: os garimpeiros usam esse processo para separar o ouro do cascalho em rios. O cascalho mais leve
é levado pela corrente de água e o ouro fica.
1.9.5. Peneiração
Se a mistura possuir diferentes tamanhos de grãos pode-se utilizar uma peneira.
Exemplo: é usada pelos pedreiros para separar a areia grossa da fina.
1.9.6. Decantação
Usado para separar os componentes de misturas heterogêneas constituídas de um componente sólido e ou-
tro líquido ou de dois componentes líquidos imiscíveis. Esse método consiste em deixar a mistura em repouso
e o componente mais denso, sob a ação da força da gravidade, formará a fase inferior e o menos denso ocu-
pará a fase superior.
Exemplo: para separar água de óleo basta deixar a mistura em repouso e o óleo ficará em cima, sendo possível
retirá-lo.
1.9.7. Centrifugação
É usada para acelerar a decantação da fase mais densa de uma mistura heterogênea constituída de um
componente sólido e outro líquido. Esse método consiste em submeter a mistura a um movimento de rotação
intenso de tal forma que o componente mais denso se deposite no fundo do recipiente.
209
Exemplo: nos laboratórios de análise clínica, o sangue, que é uma mistura heterogênea, é submetido a centri-
fugação para separação dos seus componentes.
1.9.8. Filtração
Na filtração, é feita a passagem da mistura através de filtros que possuem tamanhos diferentes. As partículas
retidas são de tamanho maior do que poros do filtro. É um método simples e barato.
Exemplo: separar areia de água, ao passar por um filtro a areia fica retida.
RESUMO
• A matéria tem três estados físicos: sólido, líquido e gasoso.
• Substâncias simples são aquelas formadas de um único elemento químico e substâncias compostas são
formadas de mais de um tipo de elemento.
• Misturas podem ser homogêneas, quando têm uma fase, ou heterogêneas, quando têm mais de uma fase.
• Existem diversos métodos de separação de misturas, cada um específico para uma mistura diferente.
EXERCÍCIOS
A matéria e suas propriedades
211
1. (ENEM 2014) O principal processo industrial utili- 2. (ENEM 2013) Entre as substâncias usadas para o
zado na produção de fenol é a oxidação do cume- tratamento de água está o sulfato de alumínio que,
no (isopropilbenzeno). A equação mostra que esse em meio alcalino, forma partículas em suspensão
processo envolve a formação do hidroperóxido de na água, às quais as impurezas presentes no meio
cumila, que em seguida é decomposto em fenol e se aderem.
acetona, ambos usados na indústria química como
O método de separação comumente usado para
precursores de moléculas mais complexas. Após o
retirar o sulfato de alumínio com as impurezas ade-
processo de síntese, esses dois insumos devem ser
ridas é a:
separados para comercialização individual.
a) flotação.
b) levigação.
c) ventilação.
d) peneiração.
4. (UFRGS 2016) A produção de café descafeinado consiste em retirar a cafeína, sem alterar muito o sabor
original do café. Existem diferentes processos para a descafeinação.
Abaixo são apresentadas 2 situações sobre um desses processos.
1 - O processo consiste em utilizar um banho de solvente, como por exemplo o acetato de etila, que dissolve
bem a cafeína e dissolve muito pouco os outros componentes do café.
2 - O solvente utilizado em 1 é retirado através de evaporação.
Assinale a alternativa que indica as propriedades que fundamentam, respectivamente, as situações 1 e 2.
c) Dissolução, solubilidade
5. (ENEM 2022) A água bruta coletada de mananciais apresenta alto índice de sólidos suspensos, o que a
212 deixa com um aspecto turvo. Para se obter uma água límpida e potável, ela deve passar por um processo de
purificação numa estação de tratamento de água. Nesse processo, as principais etapas são, nesta ordem:
coagulação, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação. Qual é a etapa de retirada de grande parte
desses sólidos?
a) Coagulação.
b) Decantação.
c) Filtração.
d) Desinfecção.
e) Fluoretação.
6. (ENEM 2022) O urânio é empregado como fonte de energia em reatores nucleares. Para tanto, o seu mineral
deve ser refinado, convertido a hexafluoreto de urânio e posteriormente enriquecido, para aumentar de 0,7%
a 3% a abundância de um isótopo específico — o urânio-235. Uma das formas de enriquecimento utiliza a pe-
quena diferença de massa entre os hexafluoretos de urânio-235 e de urânio-238 para separá-los por efusão,
precedida pela vaporização. Esses vapores devem efundir repetidamente milhares de vezes através de barrei-
ras porosas formadas por telas com grande número de pequenos orifícios. No entanto, devido à complexidade
e à grande quantidade de energia envolvida, cientistas e engenheiros continuam a pesquisar procedimentos
alternativos de enriquecimento.
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006 (adaptado).
Considerando a diferença de massa mencionada entre os dois isótopos, que tipo de procedimento alternativo
ao da efusão pode ser empregado para tal finalidade?
b) Centrifugação.
d) Destilação fracionada.
7. (UFU 2021) A demanda pelo gás oxigênio aumentou drasticamente em 2020 devido ao alto número de pa-
cientes acometidos com a Covid-19. A produção industrial do oxigênio para uso medicinal deve considerar um
altíssimo grau de pureza, motivo pela qual a indústria química utiliza processos sucessivos de separação de
misturas, de modo a retirar toda porção particulada do ar e promover a separação entre seus componentes
principais: Nitrogênio (Tebulição = -196°C), Oxigênio (Tebulição = -183°C) e Argonio (Tebulição = -186°C).
Disponível em: https://cfq.org.br/noticia/saiba-como-e-produzido-o-oxigenio-hospitalar/. Acesso em: 05 jun 2021. (Modificado)
https://www.megafilter.com.br/post/aplicaçoes-de-oxigênio
a) Apenas II e III.
213
b) Apenas II e IV.
c) Apenas I e III.
d) Apenas I e IV.
8. (ENEM 2021) A imagem apresenta as etapas do funcionamento de uma estação individual para tratamento
do esgoto residencial.
TAVARES, K. Estações de tratamento de esgoto individuais permitem a reutilização da água. Disponível em: https://extra.globo.com. Acesso em: 18 nov. 2014 (adaptado).
Em qual etapa decanta-se o lodo a ser separado do esgoto residencial?
a) 1 c) 3 e) 6
b) 2 d) 5
9. (ENEM 2016) Uma pessoa é responsável pela manutenção de uma sauna úmida. Todos os dias cumpre o
mesmo ritual: colhe folhas de capim-cidreira e algumas folhas de eucalipto. Em seguida, coloca as folhas na
saída do vapor da sauna, aromatizando-a, conforme representado na figura:
a) Filtração simples.
b) Destilação simples.
214 c) Extração por arraste.
d) Sublimação fracionada.
e) Decantação sólido-líquido.
10. (ENEM 2020) A obtenção de óleos vegetais, de maneira geral, passa pelas etapas descritas no quadro
Qual das subetapas do processo é realizada em função apenas da polaridade das substâncias?
a) Trituração.
b) Cozimento.
c) Prensagem.
d) Extração.
e) Destilação.
11. (ENEM 2020) Em seu laboratório, um técnico em química foi incumbido de tratar um resíduo, evitando seu
descarte direto no meio ambiente. Ao encontrar o frasco, observou a seguinte informação: “Resíduo: mistura
de acetato de etila e água”.
Considere os dados do acetato de etila:
Baixa solubilidade em água;
Massa específica = 0,9 g cm-3;
Temperatura de fusão = -83 °C;
Pressão de vapor maior que a da água.
A fim de tratar o resíduo, recuperando o acetato de etila, o técnico deve:
12. (ENEM 2017) As centrífugas são equipamentos utilizados em laboratórios, clínicas e indústrias. Seu funciona-
mento faz uso da aceleração centrífuga obtida pela rotação de um recipiente e que serve para a separação
de sólidos em suspensão em líquidos ou de líquidos misturados entre si.
RODITI. I. Dicionário Houaiss de física. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005 (adaptado).
13. (ENEM 2017) A cromatografia em papel é um método de separação que se baseia na migração diferencial
dos componentes de uma mistura entre duas fases imiscíveis. Os componentes da amostra são separados
entre a fase estacionária e a fase móvel em movimento no papel. A fase estacionária consiste de celulose pra-
ticamente pura, que pode absorver até 22% de água. É a água absorvida que funciona como fase estacionária
líquida e que interage com a fase móvel, também líquida (partição líquido-líquido). Os componentes capazes
de formar interações intermoleculares mais fortes com a fase estacionária migram mais lentamente.
Uma mistura de hexano com 5% (v/v) de acetona foi utilizada como fase móvel na separação dos compo-
nentes de um extrato vegetal obtido a partir de pimentões. Considere que esse extrato contém as substâncias
representadas.
RIBEIRO, N. M.; NUNES, C. R. Análise de pigmentos de pimentões por cromatografia em papel. Química Nova na Escola, n. 29, ago. 2008 (adaptado).
a) licopeno.
b) α-caroteno.
c) γ-caroteno.
d) capsorubina.
e) α-criptoxantina.
14. (UFRGS 2019) O sal de cozinha ( cloreto de sódio) tem solubilidade de 35,6 g em 100 ml de água em tem-
peratura próxima a 0ºC. Ao juntar, em um copo, 200 ml de água a 0,1ºC, três cubos de gelo e 80 g de cloreto de
sódio, o número de componentes e fases presentes no sistema, imediatamente após a mistura, será:
15. (ENEM 2017) A farinha de linhaça dourada é um produto natural que oferece grandes benefícios para o
nosso organismo. A maior parte dos nutrientes da linhaça encontra-se no óleo desta semente, rico em subs-
tâncias lipossolúveis com massas moleculares elevadas. A farinha também apresenta altos teores de fibras
proteicas insolúveis em água, celulose, vitaminas lipossolúveis e sais minerais hidrossolúveis.
Considere o esquema, que resume um processo de separação dos componentes principais da farinha de
linhaça dourada.
216
a) Destilado 1.
b) Destilado 2.
c) Resíduo 2.
d) Resíduo 3.
e) Resíduo 4.
16. (UFAC 2009) O gráfico abaixo mostra a curva de aquecimento para o clorofórmio, usualmente utilizado
como solvente para lipídeos.
Analisando a curva, observa-se que: (a) a temperatura de fusão; (b) a temperatura de ebulição; (c) o estado
físico do clorofórmio nos segmentos A e D, são respectivamente:
17. (UFU MG/2019) O gráfico indica a mudança de estado físico, por alteração na temperatura, de uma liga
metálica de ouro/cobre. A análise gráfica permite concluir que:
217
b) no estado líquido, o ouro e o cobre se aglomeram de modo semelhante à aglomeração dessas substâncias
no estado de vapor.
c) a mistura não possui ponto de fusão e ponto de ebulição, e sim intervalos de fusão e de ebulição.
218
Para a análise da qualidade da destilação, um técnico deve coletar uma amostra de querosene na torre de
destilação. Essa amostra deve ser coletada:
a) na Seção 3.
b) na Seção 2.
c) na Seção 1.
d) na Seção 4.
PROBLEMATIZAÇÃO 2
PARA REFLETIR!
1. Como a falta de acesso à água potável, como mencionada no texto, pode impactar a vida das
pessoas em situações de desastres naturais, como enchentes? Você já foi impactado por causa de
alguma calamidade? Conte sua história aos colegas e professor.
2. O que podemos aprender com a resiliência de pessoas como Lukas McClicsh e a forma como ele
sobreviveu em condições extremas? Como isso pode se aplicar a situações coletivas de crise?
3. De que maneira as mudanças climáticas estão relacionadas ao aumento de desastres naturais,
como as enchentes? O que você pode fazer para mitigar esses efeitos?
2. FUNÇÕES INORGÂNICAS
Funções inorgânicas são categorias de substâncias químicas que incluem ácidos, bases, sais e óxidos, cada
uma com propriedades químicas e físicas específicas. Estas substâncias são classificadas com base em suas
características e comportamento em reações químicas. Estudamos as funções inorgânicas para compreen-
der a reatividade e as interações entre diferentes compostos, o que é fundamental para diversas aplicações
práticas, como na síntese de materiais, tratamentos químicos, produção de medicamentos, e processos in-
dustriais. Esse conhecimento permite o desenvolvimento de tecnologias e soluções inovadoras para proble-
mas ambientais, de saúde e de produção. Veremos a seguir cada uma das funções inorgânicas e suas ca-
racterísticas:
2.1. Ácidos
De acordo com a definição de Arrhenius, ácido é toda substância molecular que quando dissolvida em água
sofre ionização produzindo como íon positivo apenas o cátion H+ (também representado como H3O+) chama-
do de hidrônio ou hidroxônio.
Exemplos:
HCl(g) à H+(aq) + Cl-(aq) ou HCl(g) + H2O(l) à H3O+(aq) + Cl-(aq)
H2S(g) à 2H+(aq) + S-2(aq) ou H2S(g) + 2 H2O(l) à 2 H3O+(aq) + S-2(aq)
H3PO4(g) à 3 H+(aq) + PO4-3(aq) ou H3PO4(g) + 3 H2O(l) à 3 H3O+(aq) + PO4-3(aq)
Portanto, a formulação geral de um ácido é HAX, em que X é um ânion qualquer e o número A depende da
carga do íon. Algumas propriedades dos ácidos são:
• Apresentam sabor azedo, como o vinagre e as frutas cítricas, a exemplo do limão.
220
Deste modo temos que a fórmula para achar o alfa (a) será:
Temos que a% = a x 100
No entanto, no vestibular, nem sempre temos à disposição o grau de ionização dos ácidos. Mas, existe uma
regra que pode nos ajudar. A força dos oxiácidos é dada pela subtração do número de oxigênios pelo número
de hidrogênios, de modo que:
O - H ≥ 2 ácido forte
O - H = 1 moderado
O - H = 0 ácido fraco
Exemplos:
HClO4, HNO3, H2SO4 são fortes.
HBrO2, HNO2, H3PO4 são moderados.
HClO, H3BO3, H3PO3 são fracos.
OBS: O ácido sulfuroso (H2SO3) e o ácido carbônico (H2CO3) são ácidos instáveis. Eles se decompõem de acor-
do com as equações abaixo, por isso são classificados como fracos.
H2CO3 à H2O + CO2
H2SO3 à H2O + SO2
No caso dos hidrácidos, não existe uma regra a seguir. No entanto, existem apenas três hidrácidos fortes: HCl,
HBr e HI. E apenas um moderado: HF. Todos os outros hidrácidos são fracos.
Fórmula Nome
No entanto, alguns dos ácidos padrões têm variação no número de oxigênios, podendo ter mais ou menos.
Nesses casos o nome muda, conforme o quadro abaixo.
Por exemplo, para o ácido clórico temos: Para o ácido fosfórico temos:
HClO4 = ácido perclórico H3PO4 = ácido fosfórico
HClO3 = ácido clórico H3PO3 = ácido fosforoso
HClO2 = ácido cloroso H3PO2 = ácido hipofosforoso
HClO = ácido hipocloroso
SAIBA MAIS!
Cuidado...é ácido!!
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7cSxEXGyBLA&index=8&lis-
t=PLDymEiDw4ee_DTU6IkS1Kxub7MZCEPi8d. Acesso em: jul. 2024.
224
2.2. Bases
De acordo com a definição de Arrhenius, base é toda substância que, dissolvida em água, sofre dissociação
iônica liberando como único íon negativo o ânion hidróxido, OH-, também chamado de oxidrila ou hidroxila.
Exemplos:
NaOH(S) ® Na+(aq) + OH-(aq)
Ca(OH)2(S) ® Ca+2(aq) + 2 OH-(aq)
Al(OH)3(S) ® Al+3(aq) + 3 OH-(aq)
Portanto, a formulação geral de uma base é X(OH)A, em que X é um cátion metálico qualquer (a única exceção
é o cátion NH4+) e o número A depende da carga do íon. Algumas propriedades das bases são:
• Sabor cáustico ou adstringente (“amarra a boca”), como o sabor de banana verde.
• Muitas são corrosivas.
• São substâncias iônicas, por isso, sólidas à temperatura ambiente (com exceção do NH4OH)
• Conduzem corrente elétrica quando dissolvidas em água, pois sofrem dissociação iônica, e quando fun-
didas.
OBS.: É importante diferenciar dissociação de ionização. O processo de dissociação iônica ocorre quando
compostos iônicos que já têm íons (como bases) são colocados em água e esses íons são liberados. O pro-
cesso de ionização ocorre com moléculas que não têm íons (como ácidos), esses serão formados pela ação
do solvente.
2.2.1. Classificação das Bases
a) De acordo com o número de hidroxilas as bases podem ser:
• monobases: tem um OH-
Exemplos: NaOH, KOH, AgOH
• dibases: tem dois OH-
Exemplos: Ca(OH)2, Mg(OH)2, Zn(OH)2
• tribases: tem três OH-
Exemplos: Al(OH)3, Fe(OH)3, Ni(OH)3
• tetrabases: tem quatro OH-
Exemplos: Pb(OH)4, Mn(OH)4
225
OBS 2 :
Nessa reação, o HCl é um ácido de Bronsted-Lowry por doar H+ e a água é uma base por receber H+. O HCl
também é um ácido de Lewis, pois seu hidrogênio se ligou a um par eletrônico disponível na molécula de água.
A água é uma base de Lewis, pois forneceu par de elétrons ao H+ do HCl.
2.4. Sais
Os sais, de acordo com Arrhenius, são as substâncias que têm pelo menos um cátion diferente de H+ e pelo
menos um ânion diferente de OH-. São compostos obtidos da reação de um ácido com uma base (reação de
neutralização). São formados pelo cátion da base e pelo ânion do ácido.
Exemplos:
NaOH + HCl à NaCl + H2O
base ácido sal água
No caso acima, o sal formado é o NaCl em que Na+ é o cátion da base e Cl- é o ânion do ácido.
Ca(OH)2 + 2HNO3 à Ca(NO3)2 + 2H2O
base ácido sal água
Agora o sal formado é o Ca(NO3)2 em que Ca+2 é o cátion da base e NO3- é o ânion do ácido. Como o cátion
tem duas cargas positivas e o ânion apenas uma negativa, foram necessários dois ânions para cada cátion.
Outros exemplos de sais: NaBr, K2SO4, (NH4)3PO3.
Algumas propriedades dos sais são:
Tem sabor salgado.
São compostos iônicos e, por isso, sólidos à temperatura ambiente.
Não conduzem corrente elétrica no estado sólido, mas conduzem fundidos ou dissolvidos em água.
Sofrem dissociação iônica ao serem colocados em água, liberando o cátion e o ânion.
• Básicos: são sais obtidos a partir de uma reação de neutralização parcial de um ácido com uma base, com
excesso de base.
Exemplos: Ca(OH)2 + HCl à Ca(OH)Cl + H2O
Nesse caso sobrou um OH- na base sem neutralizar, logo o Ca(OH)Cl é um sal básico.
Terminação do
Terminação do sal
ácido
ico ato
oso ito
ídrico eto
228
Exemplos:
NaCl: cloreto de sódio.
Cl- vem do ácido clorídrico (HCl)
OBS.: a nomenclatura de sais ácidos ou básicos é feita da mesma forma daqueles normais adicionando-se
hidrogeno, para os sais ácidos, ou hidróxi, para os básicos.
Exemplos:
KHSO4: hidrogeno sulfato de potássio
Al(OH)2Br: dihidróxi brometo de alumínio
NaHCO3: hidrogeno carbonato de sódio (conhecido como bicarbonato de sódio).
Solubilidade em
Ânions dos sais Exceções
água
Metais alcalinos (Li+, Na+, K+, Rb+, Cs+) e NH4+ solúveis ---
Ag+, Pb+2 e
Haletos (Cl-, Br- e I-) solúveis
Hg+2
RESUMO
variável (normalmente metais de transição), adi-
ciona-se o número de oxidação ao final do nome
em números romanos:
Exemplos:
FeO = óxido de ferro II
Fe2O3 = óxido de ferro III • Existem quatro funções inorgânicas: ácidos, ba-
ses, sais e óxidos.
• As bases são substâncias iônicas de sabor ads-
2.5.3. Aplicações de alguns óxi- tringente que possuem a hidroxila OH- como
dos mais comuns ânion.
• Os ácidos são compostos covalentes de sabor
• Óxido de cálcio (CaO): usado na constru- azedo que possuem o hidroxônio H+ como cátion.
ção civil para fazer argamassa e na agri- • Os sais são compostos iônicos gerados em rea-
cultura para corrigir a acidez do solo. ções de neutralização entre ácidos e bases.
• Dióxido de carbono (CO2): é um gás incolor • Os óxidos são substâncias binárias em que um
e inodoro, usado em extintores. Também é dos elementos é o oxigênio e podem ser iônicos
ou covalentes.
usado em refrigerantes e água com gás. No
estado sólido é conhecido como gelo seco.
Atualmente, o teor em CO2 na atmosfera
tem aumentado e esse fato é o principal
EXERCÍCIOS
responsável pelo chamado efeito estufa.
2 - HClO
3 - H2SO4
4 - NaOH
5 - H3PO4
LEGENDA:Os extintores têm dióxido de carbono. ( ) Usado em baterias
Fonte: PIXABAY https://pixabay.com/pt/photos/extintor-extintor-de-inc%C3%AAndio-237643/
( ) Antiácido
Monóxido de carbono (CO): gás incolor e extrema-
mente tóxico. É formado na queima incompleta de ( ) Usado em refrigerantes
combustíveis. ( ) Usado em produtos de limpeza
Dióxido de enxofre (SO2): gás incolor, tóxico de chei- A sequência correta de preenchimento dos parên-
ro irritante. Forma-se na queima do enxofre. O SO2 teses, de cima para baixo, é:
lançado na atmosfera se transforma em SO3 que
se dissolve na água de chuva constituindo a chu- a) 5 – 1 – 3 – 4.
va ácida, causando um sério impacto ambiental e
destruindo a vegetação. b) 1 – 2 – 3 – 5.
SAIBA MAIS! c) 3 – 4 – 1 – 2.
b) CO2
21. (ENEM 2009) O processo de industrialização tem
gerado sérios problemas de ordem ambiental, eco- c) SO2
nômica e social, entre os quais se pode citar a chuva
ácida. Os ácidos usualmente presentes em maiores d) CaO
proporções na água da chuva são o H2CO3, forma-
do pela reação do CO2 atmosférico com a água, o e) Na2O
HNO3, o HNO2, o H2SO4 e o H2SO3. Esses quatro últimos
são formados principalmente a partir da reação da
água com os óxidos de nitrogênio e de enxofre ge- 24. (ENEM 2017) Muitas indústrias e fábricas lançam
rados pela queima de combustíveis fósseis. para o ar, através de suas chaminés, poluentes pre-
judiciais as plantas e aos animais. Um desses po-
A formação de chuva mais ou menos ácida de- luentes reage quando em contato com o gás oxigê-
pende não só da concentração do ácido formado, nio e a água da atmosfera, conforme as equações
como também do tipo de ácido. Essa pode ser uma químicas:
informação útil na elaboração de estratégias para
minimizar esse problema ambiental. Se considera- Equação 1: 2 SO2 + O2 → SO3
das concentrações idênticas, quais dos ácidos ci- Equação 2: SO3 + H2O → H2SO4
tados no texto conferem maior acidez às águas das
chuvas? De acordo com as equações, a alteração ambiental
decorrente da presença desse poluente intensifica
a) HNO3 e HNO2. o(a):
grande escala como fertilizante, pois tem alta pro- Esse processo de intervenção é representado pela
porção de nitrogênio em sua composição. Um dos equação química:
processos industriais para a sua produção envolve
a seguinte reação química: a) Ca (s) + 2 H2 O (l) → Ca(OH)2 (aq) + H2 (g).
Ca(NO3)2(aq) + 2NH3(g) + CO2(g) + H2O(l) → 2NH-
b) CaO (s) + H2 SO4 (aq) → CaSO4 (aq) + H2O (l).
4
NO3(aq) + CaCO3(s)
Conforme apresentado pela equação acima, além c) CaCO3 (s) + H2 SO4 (aq) → CaSO4 (aq) + H2O (l) +
do produto desejado, forma-se um subproduto in- CO2 (g).
234 solúvel que pode ser removido posteriormente. Qual
é o nome recomendado pela IUPAC (União Interna- d) CaSO4 (s) + H2 SO4 (aq) → Ca2+ (aq) + 2 H+ (aq) +
cional de Química Pura e Aplicada) desse subpro- 2 SO4 2− (aq).
duto?
e) Ca(HCO3 ) 2 (s) + 2 H2 O(l) → Ca(OH)2 (aq) + 2 H2O
a) Carbonato de amônio. (l) + 2 CO2 (g).
b) Carbonato de cálcio.
33. (ENEM 2019) O processo de calagem consiste
c) Nitrito de amônio. na diminuição da acidez do solo usando compos-
tos inorgânicos, sendo o mais usado o calcário do-
d) Nitrato de cálcio. lomítico, que é constituído de carbonato de cálcio
(CaCO3) e carbonato de magnésio (MgCO3). Além
e) Nitrito de cálcio. de aumentarem o pH do solo, esses compostos são
fontes de cálcio e magnésio, nutrientes importantes
para os vegetais. Os compostos contidos no calcá-
31. (ENEM 2022) O solvente tetracloroeteno ou per- rio dolomítico elevam o pH do solo, pois:
cloroetileno é largamente utilizado na indústria de
lavagem a seco e em diversas outras indústrias, a) são óxidos inorgânicos.
tais como a de fabricação de gases refrigerantes.
Os vapores desse solvente, quando expostos à ele- b) são fontes de oxigênio.
vada temperatura na presença de oxigênio e água,
sofrem degradação produzindo gases poluentes, c) o ânion reage com a água.
conforme representado pela equação:
d) são substâncias anfóteras.
C2Cl4(g) + O2(g) + H2O(g) → 2HCl(g) + Cl2(g) +
CO(g) + CO2(g)
e) os cátions reagem com a água.
BORGES, L. D.; MACHADO, P. F. L. Lavagem a seco. Química Nova na Escola, n. 1, fev. 2013 (adaptado).
a) elevação do pH do solo.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E A A B B B C C C D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E A D C A C C A E A
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
D B D A E D A C A B
31 32 33
B B C
235
Química Geral
236
QUÍMICA GERAL
PARA REFLETIR!
Você viu o susto do Vinícius ao se deparar com alimentos que ele nem sabia como eram produzidos? E
se o feijão que comia na escola fosse transgênico? Ele ao menos, gostaria de saber antes de tomar uma
decisão se iria, ou não comer.
1. 1. Você já percebeu que tudo que é orgânico dura menos e tudo que tem química, como os agrotó-
xicos, fazem durar mais os alimentos? Você já sentiu algum gosto diferente, como de remédio, em
algum alimento? Compartilhe suas experiências e desconfianças alimentares com os colegas.
2. Reflita junto com seus colegas agora, o que vocês pensam sobre como essas alterações podem
238 impactar a saúde de vocês e o meio ambiente?
3. O que você já sabe ou pensa que poderiam ser os efeitos de longo prazo dessas transformações nas
moléculas que compõem nossa dieta?
1. ESTRUTURA ATÔMICA
A estrutura atômica refere-se à organização dos componentes fundamentais de um átomo: prótons, nêutrons
e elétrons. Os prótons e nêutrons formam o núcleo, enquanto os elétrons orbitam ao seu redor em níveis de
energia específicos. Estudar a estrutura atômica é essencial para entender as propriedades químicas e físicas
dos elementos, a formação de moléculas e as reações químicas. Esse conhecimento permite o desenvolvi-
mento de novas tecnologias, medicamentos e materiais, impactando diversas áreas da ciência e da indústria.
240
• Átomos não podem ser criados nem destruídos, apenas são recombinados em reações químicas, forman-
do novas substâncias.
No entanto, inicialmente, o modelo de Dalton foi duramente criticado pela comunidade científica da época.
Apenas na metade do século XIX é que o modelo passou a ser aceito como plausível. Por analogia, o modelo
de Dalton ficou conhecido como modelo da “bola de bilhar”.
Por analogia, tal modelo ficou conhecido como “pudim de passas”, pela semelhança com um doce inglês. Por
seus trabalhos J. J. Thomson recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1906.
SAIBA MAIS!
Para saber mais sobre o modelo de Thomson acesse: https://www.youtube.com/
watch?v=4g0tX6WcUvo. Acesso em: ago. 2024.
241
LEGENDA: Esquema do desvio sofrido pelas radiações ao passar por um campo elétrico.
Uma parte da radiação era desviada em direção ao polo positivo, indicando ter carga negativa, sendo chama-
da de beta. Outra parte foi atraída para o polo negativo, sinalizando ter carga positiva, recebendo o nome de
alfa. E outra parte não desviou, revelando ser neutra, e recebeu o nome de gama. Além disso, a radiação alfa
desviou menos que a beta, o que indica que a primeira é mais pesada que a segunda. Rutherford queria enten-
der como a radiação alfa interagia com lâminas finas de metais. Para isso, desenvolveu o experimento abaixo.
No experimento mostrado acima, foi verificado que a extrema maioria das partículas alfa vindas do material
radioativo atravessou a fina lâmina de ouro, uma parte delas sofreu desvio e uma mínima parte não atraves-
sou. Esse fato contraria todas as ideias de modelo atômico anteriores, justamente porque se a matéria fosse
formada por átomos esféricos e maciços, esperar-se-ia que a maioria das partículas alfa colidisse com a
placa de ouro e fosse desviada, o que não ocorreu.
Com isso, Rutherford concluiu que:
• Se a maior parte da radiação está atravessando a lâmina significa que a maior parte do átomo deve ser
feita de espaço vazio.
• Se uma parte das partículas alfa, que tem carga positiva, é desviada e repelida, significa que elas estão
colidindo com alguma coisa que também tem carga positiva, indicando que existe uma região pequena e
242 maciça do átomo que é positiva;
Portanto, Rutherford propôs, em 1911, que o átomo teria duas regiões. Uma delas seria o núcleo, uma região bem
pequena que conteria cargas positivas, chamadas de prótons. E a outra região seria um grande espaço vazio,
chamada de eletrosfera, pois Rutherford supôs que os elétrons, partículas já conhecidas na época, estariam
rodando nessa parte do átomo. Afinal, se exista um núcleo positivo era necessário que existissem elétrons ne-
gativos que tornassem o átomo neutro.
LEGENDA: Representação do modelo atômico de Rutherford. O núcleo positivo está representado pela esfera laranja e os elétrons negativos
pelas esferas azuis. Essa representação está fora de escala, pois o núcleo é muito menor que a eletrosfera.
O núcleo realmente é muito pequeno comparado com a eletrosfera. Se fosse possível tornar o núcleo do átomo
do tamanho de uma bola de tênis, a eletrosfera teria aproximadamente 6,4 km de extensão. Os elétrons pos-
suem massa muito menor que os prótons, portanto podemos dizer que praticamente toda a massa do átomo
está no núcleo. Por analogia, esse modelo foi chamado de planetário, pois lembra o sistema solar.
O modelo atômico de Rutherford representou grandes mudanças, pois o átomo deixou de ser uma esfera
maciça. Como, pode-se imaginar, por ser tão diferente, foi bastante criticado em sua época. Além disso, duas
perguntas, para as quais Rutherford não tinha resposta, deixavam dúvidas em relação ao modelo:
1. Se o núcleo é formado de partículas positivas, por que os prótons não se repelem e o núcleo colapsa?
2. De acordo com a teoria eletromagnética clássica, toda partícula carregada em movimento perde energia
na forma de ondas eletromagnéticas. Se os elétrons são partículas carregadas girando em torno do núcleo,
eles deveriam perder energia até colidir com o núcleo. Então, por que isso não ocorre e eles ficam sempre gi-
rando em torno do núcleo? Além disso, sendo os elétrons negativos e os prótons positivos por que eles não se
atraem?
Essas perguntas foram respondidas pelo seu aluno Niels Böhr.
243
• O elétron pode “saltar” de uma camada mais interna para outra mais externa (gerando um estado excita-
do), desde que absorva energia (quantum). Ao retornar para o nível original, o elétron precisa liberar a mes-
ma energia que foi absorvida, a qual é perdida na forma de luz (fóton). Essa luz corresponde aos espectros
luminosos que Böhr encontrava. Cada cor de linha representa a diferença de energia entre uma camada
e outra. Cada elemento produz cores diferentes de luz, porque seus elétrons ocupam níveis de energia di-
versos.
• Cada camada comporta um número máximo de elétrons, conforme o quadro a seguir:
CAMADA K OU 1 L OU 2 M OU 3 N OU 4 O OU 5 P OU 6 Q OU 7
Nº de elétrons 2 8 18 32 32 18 8
Esse modelo ficou conhecido como modelo Rutherford-Böhr, pois é um aprimoramento do modelo de Ruther-
ford.
No entanto, ainda restava uma pergunta: por que os prótons, que são positivos, não se repelem dentro do nú-
cleo? Esse problema foi resolvido em 1932, pelo físico inglês James Chadwick (1891-1974), quando o nêutron foi
identificado. Nêutrons são partículas sem carga elétrica que existem no núcleo do átomo. Sua função é impedir
a repulsão entre os prótons, o que explica porque o núcleo não colapsa pela repulsão entre as cargas positivas.
Portanto, o átomo é composto de uma eletrosfera, onde estão os elétrons em camadas com energias defini-
das, e um núcleo, formado de prótons positivos e nêutrons sem carga.
1.7. CONCEITOS FUNDAMENTAIS
1.7.1. Partículas fundamentais
De acordo com o modelo atômico de Rutherford-Böhr, o átomo é constituído de três partículas fundamentais:
prótons, nêutrons e elétrons.
Pode-se notar, pelo quadro acima, que praticamente toda a massa do átomo está no núcleo, visto que a mas-
sa do elétron é muito pequena, sendo considerada desprezível.
1.7.6. Íons
Íons são átomos com excesso ou falta de elétrons. Desse modo, quando um átomo perde um elétron
sua carga torna-se (+1) devido ao excesso de um próton. Quando o átomo perde dois elétrons a
carga fica (+2), pois existem dois prótons a mais que elétrons, e assim, sucessivamente. Quando um
átomo recebe um elétron sua carga torna-se –1 quando recebe dois, torna-se –2, e assim, sucessi-
vamente. Íons de carga positiva são chamados de cátions e íons de carga negativa são chamados
de ânions.
Exemplos:
• K+ é um cátion monovalente, pois possui uma carga positiva devido à perda de um elétron.
• Cl– é um ânion monovalente, pois possui uma carga negativa devido ao ganho de um elétron.
• Al3+ é um cátion trivalente, pois possui três cargas positivas devido à perda de três elétrons.
• O2– é um ânion bi ou divalente, pois possui duas cargas negativas devido ao ganho de dois elétrons.
1.7.7. Isótopos
Átomos com mesmo número de prótons. Sendo assim, são sempre átomos de um mesmo elemento
químico.
Exemplos:
1.7.8. Isóbaros
Átomos com mesmo número de massa. Neste caso, não precisam necessariamente ser átomos do
mesmo elemento químico.
Exemplos:
245
1.7.9. Isótonos
Átomos com mesmo número de nêutrons. Neste caso, não precisam necessariamente ser átomos
do mesmo elemento químico.
Exemplos:
1.7.10. Isoeletrônicos
Átomos com mesmo número de elétrons. Neste caso, não precisam necessariamente ser átomos do
mesmo elemento químico.
Exemplos:
Ca2+ e 19K+ e 16S-2, repare que o cálcio tem 18 elétrons (perdeu 2 dos 20 iniciais), o potássio também
20
(perdeu 1 dos 19 iniciais) e o enxofre também (ganhou 2 dos 16 iniciais).
1.8. O modelo atômico atual
A teoria proposta por Planck, de que a radiação é emitida de forma descontínua, ou seja, quantizada, foi usada
por diversos cientistas e fundamentou a Mecânica Quântica. Durante o século XX, alguns pesquisadores de-
senvolveram teorias, leis e princípios que ajudaram a definir o novo modelo atômico. Mas, por que foi necessá-
rio um novo modelo? Ao analisar com mais detalhes as linhas espectrais emitidas pelos elementos químicos,
percebeu-se que cada uma das linhas era formada por outras linhas mais finas e muito próximas, o que foi
chamado de estrutura fina. Como cada linha indica uma transição eletrônica, o físico alemão Arnold Som-
merfeld (1868-1951) propôs, em 1920, que as camadas, identificadas por Böhr, são formadas de subcamadas ou
subníveis de energia.
Posteriormente, em 1924, o francês Louis de Broglie (1892-1987) propôs o Princípio da dualidade onda-partícula:
a toda partícula em movimento está associada uma onda. Isso significa que os elétrons são ondas e partículas
ao mesmo tempo. Ora é possível identificá-lo como onda, como em experimentos de difração e refração, ora
como partícula, como no efeito fotoelétrico.
Em 1926, o alemão Werner Heisenberg (1901-1976) demonstrou, matematicamente, que é impossível conhecer a
velocidade e a posição de um elétron ao mesmo tempo, o que ficou conhecido como Princípio da Incerteza.
Dessa forma, só é possível caracterizar um elétron pela sua energia. Em função disso, em 1927, o austríaco Erwin
Schrodinger (1887-1961) criou uma equação de onda que permite determinar a probabilidade de encontrar o
elétron em uma região do espaço ao redor do núcleo. Essa região de máxima probabilidade de encontrar o
elétron é chamada de orbital. Os cálculos indicam que existem quatro tipos de orbitais, os quais são repre-
sentados pelas letras s, p, d, f, cada um com um formato diferente. O orbital s tem o formato de uma esfera.
O orbital p tem a forma de um haltere, que pode estar posicionado sobre o eixo x, eixo y ou eixo z, conforme o
esquema abaixo, ou seja, cada subnível de energia tem três orbitais p de mesma energia (chamados de de-
generados). Os orbitais d e f têm formas mais complexas, para nosso objetivo basta saber que existem cinco
orbitais d e sete f. Além disso, cada orbital pode acomodar no máximo dois elétrons.
246
SAIBA MAIS!
Nº DE Nº MÁXIMO DE
SUBNÍVEL REPRESENTAÇÃO
ORBITAIS ELÉTRONS
s 1 2 s2
p 3 6 p6
d 5 10 d10
f 7 14 f14
K ou 1 s2 2
L ou 2 s2, p6 8
Q ou 7 s2, p6 8
Se existem tantos subníveis, como saber em quais deles os elétrons estarão? Quem resolveu esse problema foi 247
Linus Pauling (1901-1994), que calculou as energias dos subníveis e os ordenou em ordem crescente. Assim,
para fazer a distribuição eletrônica de um átomo, basta seguir o diagrama abaixo.
Nota-se no diagrama que o subnível de maior energia é o 7p6 e o de menor energia é o 1s2. Por exemplo, o áto-
mo de 35Br possui 35 elétrons dispostos na ordem:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p5.
Nesse caso, o subnível de maior energia é o 4p e o elétron de diferenciação (último elétron) desse átomo é o
quinto elétron desse subnível. Chamamos de camada de valência o conjunto dos subníveis da camada mais
externa do átomo. No exemplo do Bromo (Z = 35) acima, a camada de valência é a 4ª e compreende os sub-
níveis 4s e 4p.
Para o átomo de 26Fe a distribuição dos 26 elétrons será:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6
No caso do ferro, o subnível de maior energia é o 3d e o elétron de diferenciação é o sexto desse subnível. Já
a camada de valência do ferro é a 4ª e compreende o subnível 4s. Repare que nem sempre o subnível mais
energético está presente na camada de valência.
E a distribuição dos elétrons num íon? Temos que recordar que um cátion (íon positivo) tem falta de elétrons e
que um ânion (íon negativo) tem excesso de elétrons.
Quando um átomo perde elétrons, esse processo ocorre na camada de valência. Por isso, é preciso fazer a
distribuição do átomo neutro e depois retirar os elétrons. Vejamos os exemplos a seguir.
Exemplo 1: 13Al+3 se Z = 13 ele possui 13 elétrons no estado fundamental, então:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p1
A camada de valência é a 3ª, composta dos subníveis s e p. Logo, os três elétrons que o alumínio perdeu devem
sair dessa camada, ficando:
1s2 2s2 2p6
A camada de valência é a 4ª, composta do subnível s. Logo, os dois elétrons que o vanádio perdeu devem sair
dessa camada, ficando:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d3
248
Quando um átomo ganha elétrons, ele os recebe no subnível mais energético. Por isso, é preciso fazer a distri-
buição do átomo neutro e depois acrescentar os elétrons. Veja o exemplo:
S2– se Z = 16 ele possui 16 elétrons no estado fundamental, então:
16
Os dois elétrons ganhados pelo enxofre vão para o subnível 3p, temos:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
CAMADA K L M N O P Q
n 1 2 3 4 5 6 7
b) Número quântico secundário (l): corresponde ao subnível do elétron. Cada subnível recebe um número
conforme o quadro abaixo.
SUBNÍVEL S P D F
l 0 1 2 3
c) Número quântico magnético (ml): representa o orbital em que o elétron está. Os orbitais possuem no má-
ximo dois elétrons, então, cada subnível tem número variado de orbitais. Numeramos o orbital central com
o valor zero, os da esquerda são negativos e os da direita positivos. Portanto, dependendo do subnível que o
elétron está situado, o número quântico magnético pode variar de -3 a +3. Existem as seguintes possibilidades
para esse número quântico:
d) Número quântico de spin (s): número quântico relacionado à rotação do elétron. Os valores para o momento de
spin podem ser +1/2 ou -1/2. Considera-se que se dois elétrons estiverem ocupando um mesmo orbital, eles
terão rotações contrárias.
Exemplo:
Determine os quatro números quânticos do elétron de diferenciação do cobalto. Dados: Z = 27.
Resposta: De acordo com o diagrama de energia de Linus Pauling, a distribuição eletrônica do cobalto é:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7
O elétron de diferenciação é aquele de maior energia, ou seja, o sétimo elétron do subnível 3d. Então:
• Número quântico principal (n): a camada onde o elétron se encontra é 3, então n = 3.
• Número quântico secundário (l): o subnível onde o elétron se encontra é o d, então l = 2.
• Número quântico magnético (ml): como o orbital é o d, então temos 5 orbitais. De acordo com a Regra de
Hund, devemos distribuir um em cada orbital para depois colocar o segundo elétron. Desse modo, a distri-
buição dos sete elétrons fica:
O último elétron distribuído é o que está em vermelho, logo, o número quântico secundário é mi = –1.
• Número quântico de spin (s): por convenção considera-se que o elétron em questão tem s = –1/2, pois está
“para baixo”.
RESUMO
• No modelo atômico de Dalton o átomo é uma esfera maciça e indivisível.
• No modelo de Thomson o átomo continua sendo uma esfera maciça, mas passa a ser divisível em uma
massa positiva e elétrons negativos.
• No modelo de Rutherford o átomo passa a ser um espaço vazio, chamado de eletrosfera, e um núcleo.
• No modelo de Böhr a eletrosfera passa a ser formada de camadas com energia definidas em que estão os
elétrons.
• No modelo atual existem também subníveis de energia e orbitais.
• Isótopos são átomos com mesmo número de prótons, isótonos com mesmo número de nêutrons, isóbaros
com mesmo número de massa e isoeletrônicos com mesmo número de elétrons.
• Também aprendemos a distribuição eletrônica, de acordo com o diagrama de Linus Pauling.
EXERCÍCIOS
A matéria e suas propriedades
c) Um mesmo orbital não pode ter mais do que dois 7. (ENEM 2019) Um teste de laboratório permite
elétrons. Num orbital com dois elétrons, um deles identificar alguns cátions metálicos ao introduzir
tem spin + ½ e o outro - ½. uma pequena quantidade do material de interesse
em uma chama de bico de Bunsen para, em segui-
d) O elétron ao saltar de um nível de energia interno da, observar a cor da luz emitida. A cor observada é
E1 para outro mais externo E2 emite um quantum proveniente da emissão de radiação eletromagné-
de energia. tica ao ocorrer a:
e) Num átomo, não existem dois elétrons com os a) mudança da fase sólida para a fase líquida do
quatro números quânticos iguais. elemento metálico.
13. (UFPR 2011) A constituição elementar da matéria sempre foi uma busca do homem. Até o início do século
XIX, não se tinha uma ideia concreta de como a matéria era constituída. Nas duas últimas décadas daquele
século e início do século XX, observou-se um grande avanço das ciências e com ele a evolução dos modelos
atômicos. Acerca desse assunto, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a co-
luna da esquerda.
1. Próton.
2. Elétron.
3. Átomo de Dalton.
4. Átomo de Rutherford.
5. Átomo de Bohr.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
a) 2 – 5 – 3 – 1 – 4.
b) 1 – 3 – 4 – 2 – 5.
253
c) 2 – 4 – 3 – 1 – 5.
d) 2 – 5 – 4 – 1 – 3.
e) 1 – 5 – 3 – 2 – 4.
14. (ENEM 2019) No final do século XIX, muitos cientistas estavam interessados nos intrigantes fenômenos ob-
servados nas ampolas de raios catódicos, que são tubos sob vácuo em que se ligam duas placas a uma
fonte de alta tensão. Os raios catódicos passam através de um orifício no ânodo e continuam o percurso até
a outra extremidade do tubo, onde são detectados pela fluorescência produzida ao chocarem-se com um
revestimento especial, como pode ser observado na figura. Medições da razão entre a carga e a massa dos
constituintes dos raios catódicos mostram que a sua identidade independe do material do cátodo ou do gás
dentro das ampolas.
a) ânions.
b) cátions.
c) prótons.
d) elétrons.
e) partículas alfa.
15. (ENEM 2017) Um fato corriqueiro ao se cozinhar arroz é o derramamento de parte da água de cozimento
sobre a chama azul do fogo, mudando-a para uma chama amarela. Essa mudança de cor pode suscitar in-
terpretações diversas, relacionadas às substâncias presentes na água de cozimento. Além do sal de cozinha
(NaCI), nela se encontram carboidratos, proteínas e sais minerais. Cientificamente, sabe-se que essa mudan-
ça de cor da chama ocorre pela:
16. (ENEM 2005) Na investigação forense, utiliza-se luminol, uma substância que reage com o ferro presente
na hemoglobina do sangue, produzindo luz que permite visualizar locais contaminados com pequenas quan-
tidades de sangue, mesmo em superfícies lavadas. É proposto que, na reação do luminol (I) em meio alcalino,
na presença de peróxido de hidrogênio (II) e de um metal de transição (Mn+), forma-se o composto 3-amino
ftalato (III) que sofre uma relaxação dando origem ao produto final da reação (IV), com liberação de energia
(hν) e de gás nitrogênio (N2).
(Adaptado. Química Nova, 25, no 6, 2002. pp. 1003-1011.)
254
a) fluorescência, quando espécies excitadas por absorção de uma radiação eletromagnética relaxam libe-
rando luz.
b) incandescência, um processo físico de emissão de luz que transforma energia elétrica em energia luminosa.
c) quimiluminescência, uma reação química que ocorre com liberação de energia eletromagnética na forma
de luz.
d) fosforescência, em que átomos excitados pela radiação visível sofrem decaimento, emitindo fótons.
e) fusão nuclear a frio, através de reação química de hidrólise com liberação de energia.
17. (UFRGS 2017) A massa atômica de alguns elementos da tabela periódica pode ser expressa por números
fracionários, como, por exemplo, o elemento estrôncio cuja massa atômica é de 87,621, o que se deve:
256
PARA REFLETIR!
A história de Lucas nos mostrou como elementos químicos que parecem distantes, como as terras
raras, têm um impacto direto no nosso dia a dia, especialmente na tecnologia que usamos. A Tabela
Periódica, com sua vasta diversidade de elementos, é mais do que apenas um quadro na sala de aula –
ela é um mapa dos recursos que moldam o mundo moderno. Pensando nisso, reflita sobre as seguintes
questões:
1. Quais elementos da Tabela Periódica você conhece atualmente e são essenciais para a tecnologia
que usamos diariamente, como smartphones e computadores?
2. Como, em sua percepção, a distribuição desigual e o uso exagerado dos elementos na natureza
influenciam a economia e a política global?
3. Que alternativas sustentáveis você indicaria, que podem ser desenvolvidas para reduzir a depen-
dência de elementos escassos?
2. A TABELA PERIÓDICA
A Tabela Periódica é uma disposição sistemática dos elementos químicos, organizada com base em suas
propriedades atômicas, como número atômico e configurações eletrônicas. Ela agrupa elementos com ca-
racterísticas semelhantes em colunas chamadas grupos e distribui em linhas chamadas períodos. Estudá-la
é crucial para entender as propriedades, reatividade e tendências dos elementos, facilitando a previsão de
comportamentos químicos e a realização de novas descobertas científicas e tecnológicas.
Desde o início do século XIX, os cientistas vêm propondo formas de organizar os elementos químicos. Diversos
cientistas tentaram desenvolver tabelas para os elementos. Um dos primeiros foi o alemão Johann Dobereiner
(1780-1849), que, em 1829, propôs organizar os elementos em trios com propriedades químicas semelhantes,
sendo chamadas de tríades. No entanto, essa regra só funcionava com os elementos mais leves. Em 1862, o
francês Alexandre-Émile Béguyer de Chancourtois (1820-1886) organizou os elementos, conhecidos na época,
em uma espiral em torno de um cilindro, de modo que elementos com propriedades parecidas ficassem na
mesma linha vertical. Tal classificação ficou conhecida como parafuso telúrico, mas funcionava apenas até
o cálcio. Em 1864, o inglês John Newlands (1837-1898) organizou os elementos em ordem crescente de massa
atômica e em linhas horizontais com sete deles. O oitavo elemento tinha propriedades parecidas com o pri-
meiro da linha anterior. Essa distribuição, que repetia-se a cada oito elementos, ficou conhecida como lei das
oitavas, por lembrar a periodicidade das notas musicais.
No ano de 1869, dois cientistas, o russo Dimitri Mendeleev (1834-1907) e o alemão Julius Meyer (1830-1895),
propuseram, ao mesmo tempo e de forma independente, tabelas periódicas muito parecidas e que foram a
base para a tabela atual. Os elementos foram organizados em ordem crescente de massa atômica e dispos-
tos em linhas horizontais e verticais, de modo que elementos na mesma linha vertical tivessem as mesmas
propriedades. Mendeleev percebeu que, para seguir a lógica descrita, era necessário deixar espaços vazios na
tabela. Esses espaços seriam preenchidos por elementos que ainda não eram conhecidos. Mendeleev previu
as propriedades desses elementos desconhecidos, usando como base as dos já descobertos. Veja, no quadro
abaixo, o exemplo para o Germânio.
PROPRIEDADE
PREVISTO POR
MENDELEEV (1871)
ENCONTRADO (1876) 257
Massa 72 72,3
Em 1914, o inglês Henry Moseley (1887-1915) fez ajustes na tabela periódica de Mendeleev. Na tabela periódica
moderna os elementos químicos estão dispostos em ordem crescente dos seus números atômicos e não de
massa. Ela é organizada em dezoito linhas verticais e sete horizontais. Cada linha vertical corresponde a uma
família ou grupo e os elementos de uma mesma família possuem propriedades semelhantes. As linhas hori-
zontais correspondem a um período.
2.1 Períodos
A tabela periódica possui sete períodos. Os elementos químicos que compõem um período possuem o mesmo
número de camadas eletrônicas. Ou seja:
5B – 1s2 2s2 2p1 (duas camadas, então o Boro está no 2º período).
9F – 1s2 2s2 2p5 (duas camadas, então o Flúor está no 2º período).
28Ni – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d8 (4 camadas então o Níquel está no 4º período)
Como nos exemplos acima o Boro e o Flúor possuem o mesmo número de camadas (mesmo que incomple-
tas) então eles estão no mesmo período. Deste modo:
nº do período = nº de camadas
2.2 Classificação dos elementos
Os átomos com distribuição eletrônica que termina em s (bloco s) ou p (bloco p) são chamados de represen-
tativos. Aqueles que possuem seu elétron de diferenciação em orbitais d (bloco d) são chamados de transição
externa ou simples, enquanto os que apresentam os elétrons de diferenciação em f (bloco f) são conhecidos
como de transição interna.
Além disso, os elementos são classificados em metais e ametais. A maior parte da tabela periódica é forma-
258 da de metais, como pode ser visto na figura abaixo. Anteriormente, existia outra classificação: semimetais ou
metaloides. Esses elementos, por apresentarem propriedades intermediárias entre os metais e os ametais
recebiam essa nomenclatura. Os semimetais eram: B, Si, Ge, As, Sb, Te e Po. No entanto, desde 2001, a IUPAC
não usa mais esta classificação.
2.3 Famílias
Como já especificado, a tabela tem 18 famílias (ou grupos), e estas são formados por elementos químicos
com propriedades semelhantes. Numa classificação antiga, as famílias dos elementos representativos eram
numeradas de 1A a 8A e as famílias dos elementos de transição de 1B a 8B. No entanto, essa numeração não é
mais usada, a IUPAC utiliza a contagem direta de 1 a 18 para todas as famílias.
No caso dos elementos representativos, numa mesma família, os átomos possuem o mesmo número de elé-
trons na camada de valência, ou seja, para identificar a família em que um elemento representativo está, bas-
ta fazer a distribuição eletrônica e identificar o número de elétrons de valência. Um resumo das famílias dos
elementos representativos e seus nomes estão no quadro abaixo:
OBS.: O hidrogênio é um caso especial. Apesar de estar na família 1, ele não tem as mesmas propriedades dos
elementos desse grupo. No entanto, por ter 1 elétron de valência foi colocado nessa família, mas seu estudo é
feito de forma separada dos outros elementos.
Exemplo: Determine a localização na tabela periódica do Na (Z = 11), O (Z = 8) e Cl (Z = 17).
Resposta: o primeiro passo é determinar a distribuição eletrônica de cada um. Depois, indicar a camada de
valência e contar o número de elétrons nela:
11Na – 1s2 2s2 2p6 3s1 família 1 ou 1A e 3º período.
8O – 1s2 2s2 2p4 família 16 ou 6A e 2º período.
17Cl – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 família 17 ou 7A 3º período. 259
Para os elementos de transição externa, identificar a família exige somar 2 ao número de elétrons no subnível
d, pois os grupos de transição começam no número 3.
Exemplo: Determine a localização na tabela periódica do V (Z = 23) e Ag (47).
Resposta: o primeiro passo é determinar a distribuição eletrônica de cada um. Depois somar dois ao número
de elétrons d.
23V – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d3 família 5 e 4º período.
47Ag – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d9 família 11 e 5º período.
Os elementos de transição interna pertencem à família 3, pois todos eles estão nesse mesmo grupo da tabela.
Eles são escritos na parte inferior da tabela apenas por questão de espaço. Os elementos de transição interna
compreendem os:
Lantanídeos: já foram chamados de terras raras. Possuem seis camadas e seu subnível mais energético é o 4f.
O nome lantanídeos deriva do elemento químico Lantânio.
Actinídeos: possuem sete camadas e o subnível de maior energia é o 5f. O elemento mais importante é o Urâ-
nio. O nome Actinídeos deriva do elemento Actínio.
SAIBA MAIS!
Sugestão de artigo: Origens e consequências da tabela periódica, a mais concisa enciclopédia criada
pelo ser humano. Disponível em: https://www.scielo.br/j/qn/a/qk6zPP7s7ccbkWgnJ4YtcGJ/. Acesso em:
jul. de 2024.
Tabela Periódica interativa: Disponível em: https://ptable.com/#Properties/Series. Acesso em: jul. 2024.
SAIBA MAIS!
Dica do professor:
Família 1A – Hoje Li Na Koluna o Roubo a Casa Francesa;
Família 2A - Bela Margarida Casou com o Senhor Barão Ramos;
Família 3A – Bobos Alegres Galanteavam a India Tulipa;
Família 4A – Conhecei Sinhá Germana Sendo Plebeia;
Família 5A – Não Posso Assistir Sábado Biologia;
Família 6A – O S Se Te Porquinhos;
Família 7A – Foram Classificados, Brasil, Itália e Atlético;
Família 8A – Helio Negou Arroz a Kristina e Xerém a Renata;
O átomo com maior raio na tabela periódica é o Frâncio, porque tem sete camadas e está no começo do seu
período. O elemento de menor raio atômico é o Hélio.
O raio dos átomos neutros não é o mesmo dos íons. Quando é retirado um elétron, o tamanho do átomo dimi-
nui, então, cátions são menores que átomos neutros. Quando ganha-se um elétron o raio do ânion aumenta.
Logo:
cátion < átomo neutro < ânion
2.4.2.2. Eletronegatividade
Esta propriedade define a força com que o núcleo de um átomo atrai seus elétrons e elétrons de outros áto-
mos em uma ligação química. Quanto maior é a eletronegatividade de um átomo, maior é a força de atração
do núcleo pelos elétrons. Portanto, podemos perceber que quanto maior o raio de um átomo menor é a sua
eletronegatividade, pois menor é a força de atração pelos elétrons, visto que esses ficam mais afastados do
núcleo. Logo, a eletronegatividade cresce no sentido contrário ao do raio.
SAIBA MAIS!
Dica do professor:
261
Fui Ontem No Clube Briguei I Saí Correndo Para o Hospital
A retirada do primeiro elétron chama-se 1ª energia de ionização, do segundo, 2ª energia de ionização, do ter-
ceiro, 3ª energia de ionização, assim sucessivamente. Essa energia sempre aumenta com a retirada dos elé-
trons, pois o átomo vai tornando-se cada vez menor e tendo um acúmulo de cargas positivas. Então:
1ª EA < 2ª EA < 3ª EA ...
Após a retirada completa de uma camada eletrônica, a energia de ionização aumenta drasticamente. Como
podemos observar para o Al e o Si:
RESUMO
A tabela periódica está organizada em ordem crescente de número atômico e elementos da mesma família
têm as mesmas propriedades químicas, pois têm a mesma distribuição eletrônica na camada de valência. 263
Para elementos do bloco s e p, o número de elétrons de valência indica a família da tabela. Para os átomos do
bloco d é necessário somar dois ao número de elétrons d. E para elementos do bloco f o grupo é sempre o 3.
As propriedades periódicas dependem do raio atômico, o qual aumenta dentro de um grupo e diminui dentro
de um período. .
EXERCÍCIOS
A matéria e suas propriedades
20. (UFRGS 2017) O gálio (Ga) é um metal com bai- d) Cr < Cs < K < Ga.
xíssimo ponto de fusão (29,8 °C). O cromo (Cr) é um
metal usado em revestimentos para decoração e e) Ga < Cs < Cr < K.
anticorrosão, e é um importante elemento consti-
tuinte de aços inoxidáveis. O potássio e o césio são
metais altamente reativos. 21. (UFPR 2010) Com base nos elementos da tabela
periódica e seus compostos, considere as seguintes
Assinale a alternativa que apresenta os átomos de
afirmativas:
césio, cromo, gálio e potássio na ordem crescente
de tamanho. 1. Elementos que apresentam baixos valores da pri-
meira energia de ionização, mas altos valores de
Dados: 55Cs, 24Cr, 31Ga, 19K
afinidade eletrônica são considerados bastante
a) Ga < Cr < K < Cs. eletronegativos.
2. Os compostos gerados por elementos de baixa
b) Cs < Cr < K < Ga. eletronegatividade possuem caráter metálico.
25. (UTFPR 2023) A tabela periódica fornece uma classificação detalhada dos elementos químicos, em que
os blocos refletem a identidade dos orbitais que são ocupados por último, de acordo com o princípio do pre-
enchimento. Além disso, o número de um determinado período identifica o número quântico principal dos
elétrons da camada de valência dos átomos que formam esse período, xxxxxxxxxxxxxxenquanto o número do
grupo está relacionado com o número de elétrons de valência. Com este formato, e a organização dos ele-
mentos por número atômico, é possível usar a tabela periódica para prever as propriedades dos elementos e
dos compostos nos quais eles participam. Analise os itens de I a IV:
O elemento com configuração eletrônica [Ne]3s23p1 tem a primeira energia de ionização mais baixa do que o
elemento com configuração eletrônica [Ne]3s23p5.
O elemento com configuração eletrônica [Ar]4s2 é um metal e possui afinidade eletrônica mais baixa do que o
elemento com a configuração eletrônica [Ar]3d104s24p5.
A eletronegatividade do elemento com configuração eletrônica [He]2s22p5 é maior do que aquela observada
para o elemento [He]2s22p3.
O elemento com configuração eletrônica [Kr]4d105s22p2 pertence ao quinto período do bloco p da tabela pe-
riódica
Assinale a alternativa correta:
26. (UFPR 2023) Atualmente, as lâmpadas incandescentes e fluorescentes foram praticamente substituídas
por novas lâmpadas LED, que apresentam maior eficiência luminosa e maior tempo de vida útil que as tradi-
cionais. As lâmpadas LED possuem na sua composição os elementos alumínio (Al), cobre (Cu), gálio (Ga), índio
(In), arsênio (As), prata (Ag) e níquel (Ni). Apesar do seu largo uso, ainda não há um programa de reciclagem
no país.
Considerando apenas a composição mencionada, a reciclagem dessas novas lâmpadas traria vantagens
porque:
b) os metais nobres entre os metais de transição presentes possuem alto valor agregado.
27. (UFRGS 2022) A indústria automobilística tem usado aços formados por microligas de Nióbio, pois, além de
garantir a segurança do motorista, seu emprego demanda menor quantidade de aço na estrutura do auto-
móvel, tornando-o mais leve e consequentemente reduzindo o consumo de combustível.
BRUZIQUESI, C. G. O. et al. Nióbio: um elemento químico estratégico para o Brasil. Química Nova [online]. 2019, v. 42, n. 10, p. 1184-1188. Disponível em: <http://static.sites.sbq.org.br/quimicanova.sbq.org.br/pdf/v42n10a07.pdf>.Acesso em: 09 nov. 2021.
A vantagem do uso das microligas de Nióbio em aço, em relação à segurança automobilística, deve-se às
propriedades de
a) densidade e tenacidade.
c) densidade e eletropositividade.
28. (UFRGS 2019) O Brasil concentra 98% das reservas conhecidas de nióbio no mundo. O nióbio é muito utili-
zado na produção de aços especiais, que apresentam alta resistência mecânica e são usados na fabricação
266 de dutos para óleo e gás, automóveis, navios, pontes e viadutos. Considere as afirmações abaixo, sobre esse
elemento químico.
I - Está localizado no Grupo 10 e no quarto período da tabela periódica.
II - Apresenta, em um de seus isótopos, 41 prótons e 52 nêutrons no núcleo atômico.
III - Pode ser classificado como um lantanídeo.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
29. (ENEM 2017) No ar que respiramos existem os chamados “gases inertes”. Trazem curiosos nomes gregos,
que significam “o Novo”, “o Oculto”, “o Inativo”. E de fato são de tal modo inertes, tão satisfeitos em sua con-
dição, que não interferem em nenhuma reação química, não se combinam com nenhum outro elemento e
justamente por esse motivo ficaram sem ser observados durante séculos: só em 1962 um químico, depois de
longos e engenhosos esforços, conseguiu forçar “o Estrangeiro” (o xenônio) a combinar-se fugazmente com o
flúor ávido e vivaz, e a façanha pareceu tão extraordinária que lhe foi conferido o Prêmio Nobel.
LEVI, P. A tabela periódica. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994 (adaptado).
Qual propriedade do flúor justifica sua escolha como reagente para o processo mencionado?
a) Densidade.
b) Condutância.
c) Eletronegatividade.
d) Estabilidade nuclear.
e) Temperatura de ebulição.
30. (UFRN 2012 – Adaptada) O efeito fotoelétrico está presente no cotidiano, por exemplo, no mecanismo que
permite o funcionamento das portas dos shoppings e nos sistemas de iluminação pública, por meio dos quais
as lâmpadas acendem e apagam. Esse efeito acontece porque, nas células fotoelétricas, os metais emitem
elétrons quando são iluminados em determinadas condições. O potássio e o sódio são usados na produção de
determinadas células fotoelétricas pela relativa facilidade de seus átomos emitirem elétrons quando ganham
energia. Segundo sua posição na Tabela Periódica, o uso desses metais está relacionado com:
31. (UFMG 2018) A diversidade de materiais existente no mundo tem relação com sua estrutura interna e com
as interações que ocorrem no nível atômico e subatômico. As propriedades periódicas, como raio, eletrone-
gatividade, potencial de ionização e afinidade eletrônica, auxiliam a explicação de como formam esses mate-
riais. Duas dessas propriedades são centrais: raio atômico e raio iônico. Considere a figura abaixo.
267
Essa figura representa os raios atômicos e iônicos de algumas espécies químicas. Sobre essas espécies e seus
raios, é correto concluir que:
a) o raio dos ânions é maior que o do respectivo elemento no estado neutro, porque o átomo ganhou elétrons
e manteve sua carga positiva.
b) o raio atômico e iônico dos elementos de um mesmo período diminui com o aumento do número atômico
e com a mudança de carga.
c) o raio iônico dos elementos de uma mesma família não segue a periodicidade e varia independentemente
do ganho ou da perda de elétrons.
d) o raio dos cátions é menor que o do respectivo elemento no estado neutro, porque o átomo perdeu elétrons,
aumentando o efeito da carga nuclear.
PARA REFLETIR!
1. Por que algumas substâncias que usamos no dia a dia, como o sal de cozinha e o açúcar, se dissol-
vem de maneiras diferentes na água? Você acredita que as ligações químicas poderiam explicar
esse comportamento? Qual sua teoria?
268
2. Em vista de suas observações culinárias como, no seu entender, as diferentes ligações químicas
presentes nos alimentos poderiam influenciar o sabor, a textura ou até a forma como reagem ao
calor?
3. Ao recarregar o celular, você já pensou que a energia que ele usa depende de ligações químicas
presentes nas baterias? Como você acha que as reações químicas nessas pilhas afetam a dura-
bilidade e a eficiência do seu aparelho? Como você acha que as reações químicas nessas pilhas
afetam a durabilidade e a eficiência do seu aparelho?
As ligações químicas são a base de toda matéria, determinando como os átomos se unem para formar as substâncias que
compõem o mundo ao nosso redor. Como vimos na história de Ana, essas ligações influenciam desde a suculência de uma
fruta até a dureza dos materiais que usamos diariamente. A partir dessa reflexão, vamos explorar os diferentes tipos de
ligações químicas, suas características e como elas moldam as propriedades dos compostos, revelando a química oculta
em nosso cotidiano.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
3. LIGAÇÕES QUÍMICAS
Ligações químicas são as forças que mantêm os átomos unidos em moléculas e compostos. Elas podem ser
iônicas, covalentes ou metálicas, dependendo da forma como os elétrons são compartilhados ou transferidos
entre os átomos. Estudar as ligações químicas é essencial para compreender a formação, estabilidade e pro-
priedades das substâncias, permitindo a manipulação de materiais para criar novos produtos, medicamentos
e tecnologias, além de explicar muitos processos biológicos e industriais.
Os químicos se questionavam sobre a formação de substâncias, por isso, foram desenvolvidas formas de ex-
plicar como ocorriam as ligações entre os átomos. Em 1916, o alemão Wanther Kossel (1888-1956) e o estaduni-
dense Gilbert Lewis (1875-1946) perceberam que as substâncias se formavam quando os elementos comple-
tavam oito elétrons na camada de valência. Isso explicava porque os gases nobres, que já têm oito elétrons de
valência, dificilmente faziam ligações químicas. Assim, definiu-se a regra do octeto: um átomo estará estável
quando sua camada de valência possuir oito elétrons.
Em busca de completar oito elétrons de valência e tornar-se estável como os gases nobres, os átomos vão se
unir com outros átomos, formando ligações químicas, que podem ser iônicas, covalentes ou metálicas.
OBS. 1: O hélio é o único gás nobre que não tem oito elétrons na camada de valência, mas sim dois. Isso ocorre
porque o mesmo tem apenas a primeira camada e, nessa podem ficar apenas dois elétrons. Dessa forma, o
hidrogênio e o lítio são elementos que também vão ficar estáveis com apenas dois elétrons, buscando adquirir
a mesma estabilidade do hélio.
OBS. 2: Apesar da regra do octeto poder ser usada para explicar alguns compostos, ela não funciona para
todos, especialmente para os metais de transição. A regra do octeto funciona melhor para elementos repre-
sentativos.
O potássio tem apenas um elétron de valência, logo, é energeticamente favorável que ele perca esse elétron
para ficar com oito na camada anterior, ou seja, a terceira, do que ganhar outros sete elétrons. Assim, ele tor-
na-se um cátion de carga +1:
19
K+ = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
Átomos que têm 5, 6 ou 7 elétrons de valência (famílias VA, VIA e VIIA) costumam ganhar elétrons para com-
pletar oito na camada mais externa. Por exemplo:
Cl = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
17
O cloro tem sete elétrons de valência, logo, é energeticamente favorável que ele ganhe um elétron e complete
o octeto, do que perca sete. Assim, ele torna-se um ânion de carga -1:
17
Cl- = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
Já os átomos que têm 4 elétrons de valência (família IVA) podem tanto perder quanto ganhar elétrons, tudo
depende de com que elemento eles se ligam. Na verdade, a maioria dos elementos do grupo 14 forma com-
postos covalentes, como veremos no próximo tópico.
Dessa forma, teremos famílias de elementos que formam preferencialmente cátions e outros que formam
ânions, como indica o quadro abaixo.
Família da
1 2 13 14 15 16 17
tabela periódica
Carga mais
+1 +2 +3 +4 a -4 -3 -2 -1
comum
Pode-se perceber que os átomos com tendência a doar elétrons são metais que têm baixa eletronegativida-
de. Já os que ganham elétron são ametais que têm alta eletronegatividade.
Assim, a ligação iônica ocorre quando unem-se um metal e um ametal. Ocorre uma transferência de elé-
trons e a formação de íons. O ametal recebe os elétrons que o metal perde, gerando um cátion e um ânion,
que, por terem cargas opostas, atraem-se por força eletrostática.
Exemplo 1:
19
K = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1
Cl = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
17
Perceba que o potássio, por ter 1 elétron de valência, perde elétrons. Já o cloro, por ter 7, ganha. Podemos re-
presentar essa troca de elétrons pelo esquema abaixo.
Forma-se, então, o KCl. Repare que na fórmula do composto iônico o cátion é escrito na frente e o ânion de-
pois. Assim, o correto é KCl e não ClK.
Exemplo 2:
13
Al = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p1
16
S = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4
O alumínio, por ter 3 elétrons de valência, perde elétrons e o enxofre, por ter 6, ganha. Podemos representar
essa troca de elétrons pelo esquema abaixo:
270
Forma-se, então, o Al2O3, pois foram necessários 3 oxigênios para 2 alumínios. Perceba que trocando as cargas
dos íons de lugar, é possível encontrar o número de átomos na fórmula:
OBS.: O íon amônio (NH4+) é o único grupamento ametálico que forma ligação iônica com outros ametais. Por
exemplo, NH4Cl e (NH4)2SO4 são compostos iônicos, apesar de não terem nenhum metal na estrutura.
SAIBA MAIS!
Artigo: Ligações químicas. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/cader-
nos/04/ligacoes.pdf. Acesso em: jul. 2024.
Perceba que o cloro, por ter 7 elétrons de valência, tem tendência de ganhar 1 elétron. Por isso, quando dois
átomos de cloro se unem, eles compartilham um elétron. Com isso, o elétron não é mais apenas de um cloro
ou do outro, mas sim dos dois. Dessa forma, os dois átomos ficam com oito elétrons na camada de valência e
forma-se o que chamamos de ligação simples. Esse processo pode ser representado pelo esquema abaixo:
O desenho acima é chamado de estrutura de Lewis. Outra forma de representar a molécula, chamada de fór-
mula estrutural, é a do esquema a seguir, em que a ligação simples é representada por um traço.
271
Exemplo 2:
H = 1s1
1
O nitrogênio, por ter 5 elétrons de valência, quer receber 3. Já o hidrogênio quer receber 1. Lembre-se que o
hidrogênio é uma exceção ao octeto e fica estável com dois elétrons para se tornar como o hélio. Dessa for-
ma, o hidrogênio faz uma ligação apenas para ficar estável. Já o nitrogênio precisa fazer três ligações para
completar seu octeto. Forma-se, então, a molécula de NH3, que tem como fórmula de Lewis o desenho abaixo.
Repare que o nitrogênio completou oito elétrons e os hidrogênios dois. A molécula é formada de três ligações
simples e tem como fórmula estrutural o seguinte desenho:
Exemplo 3:
8
O: 1s2 2s2 2p4
Perceba que o oxigênio, por ter 6 elétrons de valência, tem tendência de ganhar 2 elétrons. Por isso, ao unir-
-se com outro oxigênio, ele precisa compartilhar dois elétrons para completar seu octeto. Forma-se, então, o
composto O2 abaixo:
Perceba que cada um dos oxigênios ficou com oito elétrons. Essa ligação, em que dois pares de elétrons são
compartilhados, é chamada de ligação dupla. E pode ser representada por dois riscos:
Exemplo 4:
7
N = 1s2 2s2 2p3
O nitrogênio, por ter 5 elétrons de valência, quer receber 3. Ao ligar-se com outro nitrogênio, eles compartilham
três pares de elétrons, formando uma ligação tripla, como indicam os desenhos abaixo.
Nos três exemplos acima, temos ligações covalentes comuns. Perceba que as ligações são formadas por um
par de elétrons, sendo que cada elétron do par vem de um átomo diferente. Existe outro tipo de ligação cova-
lente, chamada de ligação dativa ou coordenada. Essa ligação ocorre quando apenas um átomo comparti-
lha um par de elétrons de uma só vez. Ela é quimicamente equivalente à ligação covalente comum e ocorre
quando não é possível fazer mais ligações normais. Observe o exemplo abaixo:
272
Repare que quando os dois oxigênios fizeram ligação dupla, já conseguiram completar seu octeto. O terceiro
oxigênio ainda precisava de dois elétrons. Então, um dos pares não ligantes (pares de elétrons que não estão
fazendo ligação) de um dos oxigênios fez uma ligação coordenada com o terceiro oxigênio. Esse par é utili-
zado pelos dois átomos, de modo que todos ficam com oito elétrons de valência. A ligação coordenada era
representada por uma flecha (), mas hoje ela é representada com um traço simples, igual a qualquer outra
ligação covalente. Assim, a estrutura do ozônio (O3) fica:
O=O-O
OBS. 1: Ligações covalentes podem ser classificadas em ligações sigma (σ) ou pi (π). Toda ligação simples é
sigma, nas ligações duplas uma é sigma e a outra é pi, e nas triplas, uma é sigma e duas são pi. O que difere
essas ligações é o arranjo espacial. As ligações sigma ocorrem em orbitais que estão no mesmo eixo e, por
isso, a sobreposição é boa. As ligações pi ocorrem em orbitais que estão em paralelo, com isso, a sobreposição
é ruim. Dessa forma, a ligação sigma é mais forte e estável que a ligação pi.
Representação da molécula de CH2=CH2.
OBS. 2: A ligação covalente só é feita entre átomo com elétrons desemparelhados. Por exemplo, o átomo de
flúor possui 1 elétron desemparelhado, podendo fazer apenas uma ligação covalente.
Quando uma ligação covalente é formada, deve-se levar em conta a eletronegatividade de cada átomo.
Como visto anteriormente, o flúor é um elemento muito eletronegativo. Quando esse se combina com o hidro-
gênio, forma-se uma ligação covalente chamada de polar. O flúor tem mais tendência de atrair os elétrons
compartilhados que o hidrogênio (que possui menor eletronegatividade). Dizemos que a molécula de HF tem
momento dipolar diferente de zero, ou seja, é uma ligação polar, com os elétrons deslocados para o flúor,
como indica o esquema:
273
Nessa representação, o átomo de flúor está com um maior tamanho apenas para indicar que a nuvem ele-
trônica está deslocada para ele. Não necessariamente seu raio atômico é maior.
No caso de uma molécula formada de dois átomos de hidrogênio não há diferença de eletronegatividade,
então o momento dipolar é igual a zero e dizemos que a ligação é apolar.
Resumindo:
3.3.Ligação metálica
Vimos que quando um metal se liga a um ametal, forma-se uma ligação iônica. Quando dois ametais se li-
gam, forma-se uma ligação covalente. Então, quando dois metais se ligam, forma-se a ligação metálica. Na
ligação metálica não existe a formação de moléculas isoladas, ocorre um simples empilhamento de átomos,
formando um retículo cristalino. Como a tendência dos metais é perder elétrons, os átomos ficam “mergulha-
dos” em um “mar” de cargas negativas que circulam livremente pela superfície. Assim, as ligações não são
localizadas ou direcionadas entre dois átomos.
PROPRIEDADE DOS METAIS
Essa é a atração que ocorre entre moléculas polares. Os dipolos de cargas opostas atraem-se, como indica o
esquema abaixo.
b. Ligação de hidrogênio
274
Essa força intermolecular era conhecida como ponte de hidrogênio, mas esse nome está em desuso. Esse é
um tipo de força do grupo dipolo permanente – dipolo permanente, só que mais forte. Essa interação ocorre
entre moléculas polares que apresentem ligações entre o hidrogênio e átomos muito eletronegativos (F, O, N).
Como os átomos de F, O e N são pequenos e existe grande diferença de eletronegatividade entre eles e o H,
ocorrem polos muito intensos em volumes pequenos. Dessa forma, as ligações de hidrogênio são muito fortes.
Com isso, compostos como H2O, HF e NH3 têm pontos de ebulição anormalmente altos.
Representação de ligações de hidrogênio entre moléculas de água. As esferas vermelhas representam oxigênios e as brancas hidrogênios.
c. Dipolo induzido – Dipolo induzido
Também chamada de Força de dispersão de London, é a atração que ocorre entre moléculas apolares. Esse
tipo de molécula não tem dipolo, no entanto, ao se aproximar, a nuvem eletrônica de uma molécula repele-se
pela nuvem da outra. Com isso, momentaneamente, forma-se um dipolo induzido nas moléculas, fazendo
com elas se atraiam. Essa força intermolecular é muito mais fraca que a dipolo permanente – dipolo perma-
nente. Logo, moléculas com esse tipo de interação têm pontos de fusão e ebulição mais baixos que as molé-
culas polares.
.
Fonte: retirado do material original do EA.
É a atração entre uma molécula polar e uma molécula apolar. O dipolo positivo da molécula polar atrai a
nuvem eletrônica da molécula apolar. Isso causa uma deformação da nuvem eletrônica na molécula apolar,
provocando a formação de dipolos induzidos.
Exemplo 2:
Na molécula de H2O o oxigênio faz duas ligações, pois tem apenas seis elétrons de valência. Já os hidrogênios
fazem uma ligação cada, pois têm um elétron de valência e precisam completar dois. Assim, a molécula tem
duas ligações simples. No entanto, no átomo central sobram dois pares de elétrons não ligantes, que vão re-
pelir as ligações. Então, a molécula é angular, com ângulo de 104º.
Exemplo 2:
Na molécula de NH3 o nitrogênio faz três ligações, pois tem cinco elétrons de valência, e os hidrogênios fazem
uma cada. No entanto, sobra um par de elétrons não ligantes no átomo central. Com isso, a molécula é trigonal
plana ou piramidal, com ângulo de 107º. Veja os dois desenhos abaixo.
3.5.4. Caso 4: moléculas com 5 átomos
Nesse caso, a molécula será tetraédrica, com ângulo de 109º. Essa geometria é muito comum nas moléculas
orgânicas com carbonos saturados (que fazem apenas ligação simples). Veja abaixo o formato da geometria
tetraédrica para duas moléculas orgânicas, o metano (CH4) e o etano (C2H6).
277
Cabe ressaltar que existem outras geometrias além das descritas, mas essas já são suficientes para nós. Ca-
sos diferentes são de previsão mais detalhada e requerem conhecimentos mais avançados.
RESUMO
• Ligações iônicas são feitas entre metais e ametais, existe troca de elétrons e formação de íons de cargas
opostas que se atraem.
• Ligações covalentes são feitas entre ametais e existe compartilhamento de elétrons.
• Ligações metálicas são feitas entre metais, forma-se um “mar” de elétrons e não existem moléculas isola-
das.
• As forças intermoleculares podem ser do tipo dipolo induzido – dipolo induzido, para substâncias apolares,
dipolo permanente – dipolo permanente, para moléculas polares, ou ligação de hidrogênio, para molécu-
las polares que tenham F, O ou N ligados ao H.
• A geometria das moléculas pode ser linear, angular, trigonal plana, piramidal, tetraédrica, bipirâmide trigo-
nal ou octaédrica.
EXERCÍCIOS
Estamos todos conectados
A retenção de água na superfície da pele promovi- 38. (ENEM-PPL 2021) Um princípio importante na
da pelos hidratantes é consequência da interação dissolução de solutos é que semelhante dissol-
dos grupos hidroxila dos agentes umectantes com ve semelhante. Isso explica, por exemplo, o açúcar
a umidade contida no ambiente por meio de se dissolver em grandes quantidades na água, ao
passo que o óleo não se dissolve.
a) Ligações iônicas.
b) Forças de London.
c) Ligações covalentes.
d) Forças dipolo-dipolo.
e) Ligações de hidrogênio.
d) As substâncias 2 e 5 apresentam chumbo em di- A energia das forças dipolo-dipolo e covalente cor-
ferentes estados de oxidação. responderia, respectivamente, às regiões assinala-
das pelas letras:
e) As substâncias 4 e 5 são praticamente insolúveis
em água.
a) A e C. O conceito químico, associado a essa tira, pode ser
interpretado como:
b) A e E.
a) substâncias apolares são menos densas que a
c) B e D. água.
281
b) reação de oxidorredução.
b) interação íon-dipolo.
45. (UFPR2022) O Paraquat ou dicloreto de
1,1’-dimetil-4,4’-bipiridínio, cuja estrutura é mostra- c) dispersão de London.
da na figura abaixo, é um herbicida que foi ampla-
mente utilizado na agricultura devido ao baixo cus- d) interação eletrostática.
to e à grande eficácia. No entanto, o pesticida foi
proibido no Brasil em 2020, mas o setor sojeiro vem e) dipolo permanente-dipolo induzido.
pressionando para reverter essa decisão, alegando
que a falta do produto compromete a produção do
grão. O Paraquat foi proibido após a divulgação de
pesquisas que comprovam a relação entre o pesti-
cida e o desenvolvimento da doença de Parkinson e
de mutações genéticas que podem causar câncer.
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A D D A D C D E E C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D B A D B C C B D A
21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30.
A D E B A B A B C A
31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39. 40.
D A D C E E E D D E
41. 42. 43. 44. 45. 46.
B B B A C A
282
283
Química Orgânica
284
QUÍMICA - QUÍMICA ORGÂNICA
1. Química Orgânica
1.1. Histórico
1.2. Postulados da Química Orgânica
1.3. Representação das cadeias carbônicas
1.4. Classificação do átomo de carbono
1.5. A hibridação do carbono
1.5.1. A hibridação sp3
1.5.2. A hibridação sp2
1.5.3. A hibridação sp
1.6. Classificação das cadeias carbônicas
Resumo
Exercícios
2. Hidrocarbonetos
2.1. Alcanos
2.2. Alcenos
2.3. Alcinos
2.4. Alcadienos ou dienos
2.5. Ciclanos ou cicloalcanos
2.6. Ciclenos ou cicloalcenos 285
2.7. Aromáticos
2.8. Nomenclatura dos hidrocarbonetos
2.8.1. Cadeias normais
2.8.2. Cadeias ramificadas
2.8.3. Compostos aromáticos
2.9. Os hidrocarbonetos no nosso dia a dia
Resumo
Exercícios
3. Petróleo
3.1. Craqueamento do petróleo
Resumo
Exercícios
Gabarito
PROBLEMATIZAÇÃO 1
286
PARA REFLETIR!
Você já conversou com algum familiar mais velho sobre como eram as condições climáticas na época
em que ele estava na escola?
Neste momento discutiremos algumas questões sobre o ponto de vista da ecologia, que nos permitirá
refletir um pouco sobre as questões propostas.
1. QUÍMICA ORGÂNICA
1.1. Histórico
A Química Orgânica é o ramo da Química que estuda os compostos contendo carbono, incluindo suas estru-
turas, propriedades, reações e síntese. Esses compostos podem variar de moléculas simples, como metano, a
complexas, como proteínas e DNA. Estudamos a Química Orgânica porque ela é fundamental para a compre-
ensão dos processos biológicos e da vida, além de ser crucial para a criação de novos materiais, medicamen-
tos, plásticos, combustíveis e outros produtos essenciais. Através desse conhecimento, podemos desenvolver
soluções inovadoras em áreas como saúde, agricultura, energia e meio ambiente, impactando significativa-
mente nosso cotidiano e progresso tecnológico.
A Química Orgânica estuda os compostos que possuem em sua composição o elemento químico carbono,
porém existem substâncias que se enquadram nessa definição e não são consideradas substâncias orgâni-
cas. São elas: os carbonatos (substâncias que possuem como ânion o CO3-), CO2, CO, cianetos (CN-), bicarbo-
natos (HCO3-), H2CO3, C(gr) (carbono grafite) e C(d) (carbono diamante). Estas substâncias são consideradas
compostos inorgânicos.
Os compostos orgânicos, em comparação aos compostos inorgânicos, são mais abundantes na na-
tureza e em nosso dia a dia, o que se deve a capacidade que o átomo de carbono possui de formar cadeias
associado a sua tetravalência. Os compostos orgânicos normalmente não conduzem corrente elétrica e ge-
ralmente possuem menor ponto de ebulição, se comparados aos compostos inorgânicos. Em 1807, o sueco Ja-
cob Berzélius (1779-1848) formulou a Teoria da Força Vital, na qual considerava que apenas seres vivos, como
animais e plantas, eram capazes de sintetizar compostos orgânicos. Berzélius considerava nessa teoria que
os organismos vivos continham uma energia, que era transmitida aos compostos orgânicos produzidos pelos
mesmos, e estava relacionada a força vital do organismo vivo.
Em 1828, o alemão Friedrich Wöhler (1800-1882), que tinha sido aluno de Berzélius, conseguiu sintetizar em la-
boratório a ureia (substância orgânica) a partir do cianato de amônio (substância inorgânica), de acordo com
a reação química abaixo:
287
NH2
+ - Δ
NH4 CNO O C
NH2
cianato de amônio uréia
inorgânico orgânico
Dica do professor!
Dessa forma, Wöhler comprovou que não somente organismos vivos sintetizavam compostos orgânicos, mas
que os mesmos poderiam ser sintetizados em laboratório a partir de substâncias inorgânicas, sem necessi-
dade da força vital.
Em 1858, o cientista alemão Friedrich August Kekulé (1829-1896) publicou na literatura um estudo sobre subs-
tâncias que possuíam carbono em sua composição como sendo o estudo de Química Orgânica. Assim, pas-
sou a figurar como um ramo da Química, o qual estuda os compostos de carbono.
Duas ligações simples e uma dupla (na ligação dupla uma é chamada de sigma e a outra de pi):
Uma ligação simples e uma tripla (nesse caso uma é chamada de sigma e as outras duas de pi):
288
As quatro valências do átomo de carbono são equivalentes. O carbono pode se ligar a praticamente qualquer
tipo de átomo, liga-se com elementos muito eletronegativos, como o F, ou pouco eletronegativos, como o H.
Os átomos de carbono podem ligar-se entre si, formando cadeias. Conforme mostrado abaixo:
C C
C C C C
Fórmula condensada: as ligações entre carbonos e hidrogênio não são mostradas. Utiliza-se um índice ao lado
dos hidrogênios para indicar quantos átomos são. Veja o exemplo para a molécula de butano:
Fórmula de traços: representam-se apenas as ligações entre carbonos, sendo que cada ponta, a cada inflexão
da linha corresponde a um carbono. Os hidrogênios são omitidos. Veja o exemplo para a molécula de butano:
C2H5
1 2 3 4
H3C CH CH2 C CH3
CH3
Ao tipo de ligação: sendo carbono insaturado o que apresenta dupla ou tripla ligação e carbono saturado o 289
que apresenta apenas ligações simples.
1 2 3 4 5
H 2C CH C C CH 3
Note que os carbonos 1 e 2 fazem uma dupla ligação, por isso são classificados como insaturados, assim como
os carbonos 3 e 4 que fazem uma tripla ligação. Já o carbono 5 é saturado.
ATENÇÃO!
Então, de acordo com a situação dos elétrons demonstrada acima, o carbono pode fazer duas ligações cova-
lentes, já que existem apenas dois elétrons desemparelhados. Então, como explicar a formação de moléculas
com carbono fazendo 4 ligações? Vamos explicar primeiramente moléculas em que o carbono faz 4 ligações
simples (sigma).
Para o átomo de carbono, primeiramente ocorre uma transição do elétron situado no orbital 2s para o orbital
2pz (formando o chamado estado excitado). Entretanto, para haver a formação de 4 ligações sigma, devem-
-se ter 4 elétrons desemparelhados em 4 orbitais de mesma energia (chamados orbitais degenerados). Então,
ocorre a mistura de 4 orbitais, sendo um do tipo s e três do tipo p, para formar 4 orbitais do tipo sp3. Para faci-
litar essa explicação, acompanhe o esquema abaixo:
290
Estado fundamental: os elétrons residem nos orbitais 1s, 2s, 2px e 2py, havendo apenas dois elétrons desempa-
relhados para a formação de duas ligações covalentes.
Estado Excitado: com a aproximação dos átomos de hidrogênio (ou de outros átomos que formam apenas
uma ligação covalente, tipo F, Cl, Br, I, etc), ocorre a transição de um elétron do orbital 2s do átomo de carbono,
para um orbital p vazio (no caso o pz), fazendo com que existam 4 elétrons desemparelhados, entretanto com
energias diferentes.
Estado Híbrido: ocorre, então, a mistura dos três orbitais p com o 2s, tendo-se quatro orbitais do tipo sp3 (1 orbi-
tal s + 3 orbitais p) com energias iguais e cada um com 1 elétron disponível para fazer a ligação sigma.
Dessa forma, o carbono faz 4 ligações simples. Os orbitais híbridos farão com que o carbono tenha uma geo-
metria tetraédrica, com ângulo de ligação igual a 109º. Veja o esquema abaixo:
1.5.2. A hibridação sp2
Quando o carbono faz uma ligação dupla ocorre a formação de 3 ligações sigma e uma ligação pi. Entretanto,
para haver a formação destas ligações, devem-se ter 4 elétrons desemparelhados, 3 em orbitais de energia
mais baixa (sigma) e 1 em orbital de energia mais alta (pi). Então, ocorre a mistura de 3 orbitais, sendo um do
tipo s e dois do tipo p, para formar 3 orbitais do tipo sp2. Acompanhe novamente o esquema abaixo:
Assim como no caso da hibridação sp3, os elétrons residem nos orbitais 1s, 2s, 2px e 2py, havendo apenas 2
elétrons desemparelhados para a formação de 2 ligações covalentes. O estado excitado também continua
sendo a transição de um elétron do orbital 2s do átomo de carbono, para um orbital p vazio (no caso o pz),
fazendo com que existam 4 elétrons desemparelhados, entretanto com energias diferentes. Ocorre, então, a
mistura do orbital px e py com o 2s, tendo-se 3 orbitais do tipo sp2 (1 orbital s + 2 orbitais p) com energias iguais
e cada um com 1 elétron disponível para fazer as ligações sigma. O orbital restante é do tipo p puro e formará
a ligação pi, de energia mais alta.
A molécula terá geometria trigonal plana, com ângulo de 120º. Veja o esquema abaixo:
291
1.5.3. A hibridação sp
Para moléculas em que o carbono faz 2 ligações duplas ou uma tripla e uma simples formam-se 2 ligações
pi e 2 sigma. Entretanto, para haver a formação destas ligações, devem-se ter 4 elétrons desemparelhados,
2 em orbitais de energia mais baixa (sigma) e 2 em orbital de energia mais alta (pi). Então, ocorre a mistura
de 2 orbitais, sendo um do tipo s e um do tipo p, para formar 2 orbitais do tipo sp. Acompanhe novamente o
esquema abaixo
Os elétrons residem nos orbitais 1s, 2s, 2px e 2py, havendo apenas 2 elétrons desemparelhados para a forma-
ção de duas ligações covalentes. O estado excitado representa a transição de um elétron do orbital 2s do áto-
mo de carbono, para um orbital p vazio (no caso o pz), fazendo com que existam 4 elétrons desemparelhados,
entretanto com energias diferentes. Ocorre, então, a mistura do orbital px com o 2s, tendo-se 2 orbitais do tipo
sp (1 orbital s + 1 orbital p) com energias iguais e cada um com 1 elétron disponível para fazer as ligações sig-
ma. Os orbitais restantes são do tipo p puro e formarão as ligações pi, de energia mais alta.
A molécula terá geometria linear, com ângulo de 180º. Veja o esquema abaixo:
292
Resumindo:
a) Aberta ou fechada
A cadeia aberta pode ser chamada também de alifática ou acíclica e possui todas as extremidades livres,
como nos mostram os exemplos abaixo:
CH3 O CH3
OH
A cadeia fechada pode também ser chamada de cíclica. A cadeia é considerada fechada quando possui
átomos de carbono ligados entre si, sem extremidades livres formando um ciclo.
Existem dois tipos de cadeia fechada a alicíclica (fechada, mas não possui anel aromático), como nos
mostram os exemplos:
H2C CH 2
H2C CH 2
E as fechadas aromáticas, que são aquelas que possuem uma cadeia fechada em sua estrutura. Porém,
essa cadeia se refere a presença de um anel aromático em sua estrutura, também conhecido por núcleo
aromático, benzeno ou anel benzênico. O benzeno pode ser representado de acordo com as estruturas: 293
H
H C H
C C
C C
H C H
As duplas ligações não estão fixas na estrutura, os elétrons das ligações pi (π) se encontram deslocaliza-
dos, chamamos a isso de ressonância.
Em um composto aromático, os anéis aromáticos podem estar condensados ou isolados. Exemplo:
OH
CH3
b) Ramificada ou normal
Cadeia normal é aquela que possui somente carbonos primários e secundários em sua estrutura, não pos-
suindo ramificações de carbono. É importante ressaltar que só são consideradas ramificações que conte-
nham carbonos. Exemplos:
OH O
Cadeia ramificada é aquela que apresenta ramificações de carbono e possuem carbonos terciários ou
quaternários em sua estrutura. Exemplos:
294 CH3
c) Homogênea ou heterogênea
Homogênea é a cadeia que não possui heteroátomos (átomos diferentes de carbono) entre os átomos de
carbono. É importante ressaltar que átomos diferentes do carbono nas pontas da cadeia não são conside-
rados heteroátomos. Exemplos:
OH O CH3
Heterogênea é a cadeia que possui heteroátomos entre os átomos de carbono na cadeia. Exemplos:
O N
d) Saturada ou insaturada
Cadeia saturada é aquela que possui somente simples ligações entre os átomos de carbono. Pode até
existir uma dupla, desde que não seja entre carbonos. Exemplo:
O
CH3 CH2 C
OH
Cadeia insaturada: é aquela que possui duplas ou triplas ligações entre os átomos de carbono. Exemplos:
CH 2 CH CH3 CH3
e) Cadeia Mista
Em Química Orgânica, uma cadeia mista é uma cadeia carbônica que apresenta segmentos lineares, e
fechados em sua estrutura. Isso significa que parte da cadeia é formada por uma sequência contínua de
átomos de carbono, e também inclui ciclos ou anéis carbônicos, onde os átomos de carbono se conectam
formando uma estrutura fechada. Essa combinação de diferentes tipos de cadeias na mesma molécula
pode influenciar significativamente suas propriedades físicas e químicas.
Exemplos:
SAIBA MAIS!
Site interativo para montagem de moléculas: Disponível em: https://molview.org. 295
Acesso em: ago. 2024.
RESUMO
• O carbono faz quatro ligações químicas, podendo fazer ligações simples, duplas ou triplas, o que faz com
que tenha hibridações diferentes.
• O carbono pode ser primário, secundário, terciário ou quaternário.
• O carbono forma cadeias, que podem ser classificadas de acordo com o esquema:
EXERCÍCIOS
Química Orgânica
1. (ENEM 2013) As moléculas de nanoputians lembram figuras humanas e foram criadas para estimular o inte-
resse de jovens na compreensão da linguagem expressa em fórmulas estruturais, muito usadas em química
orgânica. Um exemplo é o NanoKid, representado na figura:
a) mãos
b) cabeça
c) tórax
296 d) abdômen
e) pés
2. (ENEM 2014) O estudo de compostos orgânicos permite aos analistas definir propriedades físicas e químicas
responsáveis pelas características de cada substância descoberta. Um laboratório investiga moléculas quirais
cuja cadeia carbônica seja insaturada, heterogênea e ramificada. A fórmula que se enquadra nas caracterís-
ticas da molécula investigada é:
3. (UFRGS 2017) A geosmina é a substância responsável pelo cheiro de chuva que vem do solo quando começa
a chover. Ela pode ser detectada em concentrações muito baixas e possibilita aos camelos encontrarem água
no deserto.
A bactéria Streptomyces coelicolor produz a geosmina, e a última etapa da sua biossíntese é mostrada abaixo.
Considere as seguintes informações, a respeito da 8,10-dimetil-1-octalina e da geosmina.
I - A 8,10-dimetil-1-octalina é um hidrocarboneto alifático insaturado.
II - A geosmina é um heterociclo saturado.
III - Cada um dos compostos apresenta um carbono quaternário.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
4. (ENEM 2009) O ácido acetilsalicílico (AAS) é uma substância utilizada como fármaco analgésico no alívio
das dores de cabeça. A figura abaixo é a representação estrutural da molécula do AAS.
a) C7O2H3COOH.
b) C7O2H7COOH. 297
c) C8O2H3COOH.
d) C8O2H7COOH.
e) C8O2H16COOH.
5. (ENEM 2013) A qualidade de óleos de cozinha, compostos principalmente por moléculas de ácidos graxos,
pode ser medida pelo índice de iodo. Quanto maior o grau de instauração da molécula, maior o índice de iodo
determinado e melhor a qualidade do óleo. Na figura, são apresentados alguns compostos que podem estar
presentes em diferentes óleos de cozinha:
Dentre os compostos apresentados, os dois que proporcionam melhor qualidade para os óleos de cozinha são
os ácidos:
a) esteárico e oleico.
b) linolênico e linoleico.
c) palmítico e esteárico.
d) palmítico e linolênico.
6. (ENEM 2017) O hidrocarboneto representado pela estrutura química a seguir pode ser isolado a partir de
folhas ou das flores de determinadas plantas. Além disso, sua função é relacionada, entre outros fatores, a seu
perfil de instaurações. Considerando esse perfil específico, quantas ligações pi a molécula contém?
a) 1 b) 2 c) 4 d) 6 e) 7
7. (ENEM 2018) O grafeno é uma forma alotrópica do carbono constituído por uma folha planar (arranjo bidi-
mensional) de átomos de carbono compactados e com a espessura de apenas um átomo. Sua estrutura é
hexagonal, conforme figura.
a) sp de geometria linear.
8. (UFPR 2013) O átomo de carbono sofre três tipos de hibridação: sp3, sp2 e sp. Essa capacidade de combina-
ção dos orbitais atômicos permite que o carbono realize ligações químicas com outros átomos, gerando um
grande número de compostos orgânicos. A seguir são ilustradas estruturas de dois compostos orgânicos que
atuam como hormônios.
Acerca da hibridação dos átomos de carbono nos dois hormônios, considere as seguintes afirmativas:
1. A testosterona possui dois átomos de carbono com orbitais híbridos sp2.
2. A progesterona possui quatro átomos de carbono com orbitais híbridos sp2.
3. Ambos os compostos apresentam o mesmo número de átomos de carbono com orbitais híbridos sp3.
4. O número total de átomos de carbono com orbitais híbridos sp3 na testosterona é 16.
Assinale a alternativa correta.
9. (UFRGS) A síntese da ureia, a partir de cianato de amônio como reagente, segundo a equação a seguir, de-
senvolvida por Wöhler, em 1828, foi um marco na história da Química porque:
NH4+ CNO- CO(NH2)2
10. (UFPI 2008) O Viagra, um dos medicamentos mais conhecidos no mundo, indicado para o tratamento da
disfunção erétil, tem como princípio ativo o sildenafil (estrutura abaixo), na forma de citrato. Nesta molécula, o
número de átomos de carbono com hibridação sp2, é igual a:
299
a) 8 b) 9 c) 10 d) 11 e) 12
11. (UFPE 2004) O β-caroteno, precursor da vitamina A, é um hidrocarboneto encontrado em vegetais, como a
cenoura e o espinafre. Seguindo a estrutura abaixo, indique quais os tipos de hibridação presentes no β -ca-
roteno.
a) sp2 e sp3.
b) somente sp2.
c) sp e sp2
e) sp e sp3.
12. (ENEM 2014) O estudo de compostos orgânicos permite aos analistas definir propriedades físicas e quími-
cas responsáveis pelas características de cada substância descoberta. Um laboratório investiga moléculas
quirais cuja cadeia carbônica seja insaturada, heterogênea e ramificada. A fórmula que se enquadra nas ca-
racterísticas da molécula investigada é:
a) CH3–(CH)2–CH(OH)–CO–NH–CH3.
b) CH3–(CH)2–CH(CH3)–CO–NH–CH3.
c) CH3–(CH)2–CH(CH3)–CO–NH2.
d) CH3–CH2–CH(CH3)–CO–NH–CH3.
e) C6 H5–CH2–CO–NH–CH3.
13. (UFU 2002) O Estradiol, um hormônio esteroide de fundamental importância no desenvolvimento dos ca-
racteres sexuais femininos e na própria fisiologia da reprodução, possui a seguinte fórmula estrutural:
14. (UFRGS 2019) Recentemente, estudantes brasileiros foram premiados pela NASA (Agência Espacial Ame-
ricana) pela invenção de um chiclete de pimenta, o “Chiliclete”, que auxilia os astronautas a recuperarem o
paladar e o olfato. A capsaicina, molécula representada abaixo, é o componente ativo das pimentas.
PARA REFLETIR!
1. Você já percebeu, assim como o João, que temos muitos materiais derivados do Petróleo em nosso
dia a dia? Liste alguns que se lembre agora. 301
2. O que você pensaria se ouvisse que temos substâncias derivadas do Petróleo, como o plástico, em
nossos cérebros e corações?
3. Você acredita que conseguiria viver sem usar algo derivado do Petróleo? Pense bem! Como seria
essa vida? Compartilhe com seus colegas.
2. HIDROCARBONETOS
Exemplo:
C3H6
H 2C CH CH 3
Hidrocarbonetos são compostos orgânicos for-
mados exclusivamente por átomos de carbono e
hidrogênio. Eles podem ser classificados em alca-
nos, alcenos, alcinos e aromáticos, dependendo C4H8
das ligações entre os átomos de carbono. Estudar
hidrocarbonetos é crucial porque eles são os prin-
cipais componentes do petróleo e gás natural, que
são fontes essenciais de energia e matérias-primas
para a produção de plásticos, solventes, e muitos 2.3. Alcinos
outros produtos químicos. Compreender suas pro-
priedades e reações permite o desenvolvimento de São hidrocarbonetos de cadeia aberta, que pos-
processos eficientes de refino, síntese de novos ma- suem uma tripla ligação entre átomos de carbono
teriais e métodos sustentáveis de utilização e trans- na cadeia. Obedecem a fórmula geral CnH2n-2, sen-
formação de recursos energéticos. do n o número de carbonos.
Hidrocarbonetos são compostos que possuem em Exemplos:
sua estrutura somente átomos de carbono e hidro-
C3H4
gênio ligados de diferentes formas. A cadeia abai-
xo é um exemplo de hidrocarbonetos, cuja fórmula HC C CH 3
molecular é C3H8.
H
C4H6
H3C CH2 C H
H
Os hidrocarbonetos dividem em sete principais gru- Ainda podemos dividir os alcinos em:
302 pos: alcanos, alcenos, alcinos, alcadienos, cicloal-
Alcino Verdadeiro: é aquele que apresenta a tripla
canos, cicloalcenos e aromáticos.
ligação na extremidade da cadeia. Exemplo:
HC C CH 3
2.1. Alcanos
Alcino Falso: é aquele que apresenta a tripla liga-
ção no meio da cadeia. Exemplo:
São hidrocarbonetos de cadeia aberta, que pos-
suem cadeia carbônica saturada, isto é, somente H 3C C C CH3
simples ligações entre os átomos de carbono. São
também conhecidos por parafinas, do latim parum
afinis, que significa pouca afinidade, pois são pouco
reativos. Obedecem a fórmula geral CnH2n+2, sendo 2.4. Alcadienos ou dienos
n, o número de carbonos.
Exemplos: São hidrocarbonetos de cadeia aberta, que pos-
suem duas duplas ligações entre átomos de car-
C2H6 bono na cadeia. Obedecem a fórmula geral CnH2n-2,
CH 3 CH 3 sendo n o número de carbonos.
Exemplos:
C4H6
C4H10
1 2 3 4
H 2C CH CH CH2
2.2. Alcenos H 2C C CH CH 3
São hidrocarbonetos de cadeia aberta, que pos-
suem cadeia carbônica insaturada. Neste caso, a
estrutura apresenta como insaturação, uma du- Os dienos podem ser divididos em:
pla ligação entre os átomos de carbono na cadeia.
Obedecem a fórmula geral CnH2n, sendo n, o número Acumulados: quando as duplas ligações são con-
de carbonos. secutivas na cadeia. Exemplo:
H 2C C CH CH 3
Conjugados: quando as duplas são separadas por
uma ligação simples.
C14H10
H 2C CH CH CH 2
H 2C CH CH 2 CH CH 2
H2C CH 2
C5H10
Nº de carbonos Prefixo
C4H6
1 Met
2 Et
3 Prop
4 But
2.7. Aromáticos 5 Pent
São os hidrocarbonetos, que possuem em sua es-
6 Hex
trutura pelo menos um anel benzênico. Exemplos:
C6H6 7 Hept
8 Oct
9 Non
10 Dec
• Infixo: indica o tipo de ligação química, sendo Exemplo 4:
que pode ser: 1 2 3 4
AN apenas ligações simples na cadeia. H 2C CH CH CH2
EN uma ligação dupla na cadeia. Prefixo: BUT, pois a cadeia possui dois carbonos.
IN uma ligação tripla na cadeia. Infixo: DIEN, pois a cadeia possui duas ligações
DIEN duas ligações duplas na cadeia. duplas. Nesse caso, é preciso numerar a cadeia
de modo que a instauração tenha o menor nú-
DIIN duas ligações triplas na cadeia. mero possível. Para essa cadeia tanto a nume-
TRIEN três ligações duplas na cadeia. ração da direita para a esquerda, quanto da es-
querda para a direita seriam possíveis. De modo
TRIIN três ligações triplas na cadeia. que as duplas ligações estejam nos carbonos 1
E assim por diante. Quando uma cadeia é insa- e 3.
turada, ou seja, apresenta ligações duplas ou Sufixo: O, pois é um hidrocarboneto
triplas, é preciso numerar a cadeia e indicar em
qual carbono se encontra a instauração. A nu- Nome final: BUT + 1,3 - DIEN + O = BUT – 1,3 – DIENO
meração deve ser feita sempre de modo que a ou 1,3 – BUTADIENO. O primeiro nome, com os nú-
instauração fique com o menor número possível. meros no meio é o recomendado pela IUPAC. No
entanto, é possível utilizar no segundo formato.
• Sufixo: indica a função orgânica. Para os hidro-
carbonetos o sufixo é a letra O.
Exemplo 1: Exemplo 5:
CH 3 CH 3
Metil H 3C
Etil CH 3 CH 2
3 2 1
Propil ou n-propil H3C CH 2 CH 2
1 2 3
H 3C CH CH3
Isopropil ou 2- propil
CH3
305
Tercbutil CH3 C CH3
H3C
Isobutil CH CH2
H3C
CH3
H 3C C CH3
Neopentil
CH2
É importante também destacar os radicais mais comuns que possuem insaturação na cadeia:
Benzil CH2
Propargil HC C CH 2
Vinil H 2C CH
Alil CH 2 CH CH 2
Também existem radicais chamados de arila, que são radicais derivados dos hidrocarbonetos aromáticos e
possuem valência livre diretamente ligada ao anel aromático.
Fenil
CH3
Orto-toluil
CH3
Meta-toluil
Para-toluil H3C
α- naftil
306 β-naftil
Cadeia principal: é a que possui cinco carbonos (PENT). Ela deve ser numerada da direita para a esquerda,
porque dessa maneira o primeiro radical fica no carbono 2. Assim, a cadeia principal se chamará PENTANO.
Radicais: existe um radical de um carbono (METIL) no carbono 2 e um radical de dois carbonos (ETIL) no car-
bono 3. Eles devem ser colocados em ordem alfabética.
Nome do composto: 3 – ETIL – 2 METIL PENTANO.
Exemplo 2:
5 4 3 2 1
CH3 CH CH C CH2 CH3
6 CH
2 CH3
7CH3
Cadeia principal: é a que possui sete carbonos (HEPT). Ela deve ser numerada da direita para a esquerda, por-
que dessa maneira a dupla ligação fica no carbono 3. Assim, a cadeia principal se chamará HEPT – 3 – ENO.
Radicais: existem dois radicais de um carbono (METIL) nos carbonos 3 e 5. Quando os radicais se repetem é
necessário usar di, tri, tetra... na frente do nome do radical.
Nome do composto: 3,5 – DIMETIL HEPT – 3 – ENO.
Exemplo 3:
CH3
Cadeia principal: é a que possui o ciclo de cinco carbonos (CICLOPENT). Nesse caso, não é necessário numerar
a cadeia, pois só existe um radical. Assim, a cadeia principal se chamará CICLOPENTANO.
Radicais: existe um radical de um carbono (METIL).
Nome do composto: METIL CICLOPENTANO.
Exemplo 4:
CH3
CH2
5
4
1
CH3
307
3 2
H3C
Cadeia principal: é a que possui o ciclo de cinco carbonos (CICLOPENT). A numeração deve começar do car-
bono com mais radicais ou com o radical mais simples. Assim, a cadeia principal se chamará CICLOPENTANO.
Radicais: existem dois radicais de um carbono (METIL) nos carbonos 1 e 3 e um radical de dois carbonos (ETIL)
no carbono 1.
Nome do composto: 1 – ETIL – 1, 3 – DIMETIL CICLOPENTANO.
Exemplo 5:
4
3 CH3
5
1 2
Cadeia principal: é a que possui o ciclo de cinco carbonos (CICLOPENT). Nesse caso, a numeração deve prio-
rizar a dupla ligação, buscando também a menor numeração para os radicais. Assim, a cadeia principal se
chamará CICLOPENTENO. Não é necessário colocar o número 1 ao lado do EM, pois nos ciclos a dupla sempre
será o carbono 1.
Radicais: existe um radical de um carbono (METIL) no carbono 3.
Nome do composto: 3 – METIL CICLOPENTENO.
2.8.3. Compostos aromáticos
Os hidrocarbonetos aromáticos não seguem as mesmas regras de nomenclatura. O mais simples deles é cha-
mado de benzeno. Quando temos somente um radical ligado ao anel aromático, escrevemos simplesmente o
nome do radical seguido da palavra benzeno. Exemplo:
CH CH2
Vinil-benzeno
OBS.: O anel aromático com apenas um radical metil pode ser chamado de metil benzeno ou de tolueno.
Quando existem dois radicais ligados ao anel aromático, o anel deve ser numerado, de modo que os radicais
tenham a menor numeração possível. Os números podem ser substituídos pelos prefixos orto (o - posição 1 e
2), meta (m - posição 1 e 3) ou para (p - posição 1 e 4), de acordo com a numeração dos carbonos aos quais
estão ligados os radicais. Exemplos:
CH3
1
CH3 CH3 6 2
1
1
6 2 CH3 6 2
5 3
4
5
5 3
3 4 CH3 CH3
4
308
Outros compostos aromáticos mais comuns têm nomes diferentes:
Para o naftaleno, caso existem radicais, chamam-se as posições acima e abaixo dos anéis de α, de
acordo com a estrutura abaixo:
A combustão do gás acetileno (etino) libera uma grande quantidade de calor, por isso é utilizado no maçarico
de soldas, o que exige elevadas temperaturas. Além disso, também pode ser usado como matéria-prima na
produção de vários produtos, como PVC, fios têxteis, ácido acético e entre outros. O gás acetileno é altamente
inflamável e se torna explosivo caso seja submetido a compressão. Pode ser obtido de acordo com as reações
abaixo:
CaCO 3 CaO + CO 2
CaO + 3C CaC 2 + CO
O Metano, mais conhecido como gás natural, ou gás dos pântanos, é utilizado como combustível de 309
automóveis. Consegue ser produzido nos aterros sanitários, em biodigestores, pela decomposição
do lixo por microrganismos. O metano também é encontrado nas jazidas de petróleo.
GLP (gás liquefeito de petróleo), mais conhecido como gás de cozinha é uma mistura gasosa de bu-
tano e propano, que é vendida em botijões para uso doméstico. O GLP é inodoro, por isso é adicionado
nos botijões com essa mistura gasosa, uma substância que produz mal cheiro, para que qualquer
vazamento do mesmo seja detectado, para assim evitar acidentes.
A gasolina que utilizamos é uma mistura de álcool e hidrocarbonetos, dos quais o mais abundante é o isooc-
tano. Quanto maior a porcentagem de isooctano na gasolina, mais qualidade ela possui. O problema de com-
bustíveis como a gasolina é que sua combustão provoca a liberação de uma quantidade muito grande de CO2
na atmosfera, o que causa um aumento no efeito estufa, com sérias consequências ambientais. Falaremos
mais sobre a gasolina no próximo módulo.
RESUMO
• Hidrocarbonetos são compostos constituídos apenas de carbono e hidrogênio.
• Hidrocarbonetos podem ser classificados como alcanos, alcenos, alcinos, alcadienos, ciclanos, ciclenos e
aromáticos.
• A nomenclatura dos hidrocarbonetos é feita seguindo o quadro abaixo:
1C Met Simples AN
2C Et Dupla EN
3C Prop Tripla IN
9C Non
310
EXERCÍCIOS
Estamos todos conectados
Abaixo são indicadas três possibilidades de nomenclatura usual para representar o p-cimeno.
I - p-isopropiltolueno.
II - 1-isopropil-4-metil-benzeno.
III - terc-butil-benzeno.
Quais estão corretas?
a) Apenas I d) Apenas I e II
b) Apenas I e) I, II e III
c) Apenas III
16. (ENEM 2012) Motores a combustão interna apresentam melhor rendimento quando podem ser adotadas
taxas de compressão mais altas nas suas câmaras de combustão, sem que o combustível sofra ignição es-
pontânea. Combustíveis com maiores índices de resistência a compressão, ou seja, maior octanagem, estão
associados a compostos com cadeias carbônicas menores, com maior número de ramificações e com rami-
ficações mais afastadas das extremidades da cadeia. Adota–se como valor padrão de 100% de octanagem o
isômero do octano mais resistente a compressão.
Com base nas informações do texto, qual dentre os isômeros seguintes seria esse composto?
a) n–octano. d) 2,5–dimetil–hexano.
b) 2,4–dimetil–hexano. e) 2,2,4–trimetilpentano.
c) 2–metil–heptano.
17. (UFPR 2016) A qualidade de um combustível é caracterizada pelo grau de octanagem. Hidrocarbonetos
de cadeia linear têm baixa octanagem e produzem combustíveis pobres. Já os alcanos ramificados são de
melhor qualidade, uma vez que têm mais hidrogênios em carbonos primários e as ligações C-H requerem
mais energia que ligações C-C para serem rompidas. Assim, a combustão dos hidrocarbonetos ramificados
se torna mais difícil de ser iniciada, o que reduz os ruídos do motor. O isoctano é um alcano ramificado que foi
definido como referência, e ao seu grau de octanagem foi atribuído o valor 100. A fórmula estrutural (forma de
bastão) do isoctano é mostrada abaixo.
Qual é o nome oficial IUPAC desse alcano?
a) 2,2,4-trimetilpentano. d) 1-metil-1,3-di-isopropilpropano.
311
b) 2-metil-4-terc-butil-pentano. e) 1,1,1-trimetil-4,4-dimetil-pentano.
c) 1,1,1,3,3-pentametilpropano.
18. (UFMT) No Brasil, a hena é muito utilizada nos produtos cosméticos como corante natural, sendo a lawsona
a substância que reage com a queratina dos cabelos, conferindo-lhes tom avermelhado. Assim como a hena,
a camomila (do tipo Matricaria chamomilla) é também muito utilizada em produtos cosméticos, como os
xampus, e, entre os seus constituintes químicos, encontram-se sesquiterpenos, como o camazuleno, derivado
do azuleno. Abaixo, estão as fórmulas estruturais de três compostos citados.
CH3
CH3
a) 1-metil-3-etil-ciclo-butano; d) 1,1-metil-3-etil-butano;
b) 1,1-dimetil-3-etil-butano; e) 1,1-dimetil-3etil-ciclo-butano.
c) 1-etil-3,3-dimetil-butano;
20. (UFPR 2013) O alcatrão de hulha é um líquido escuro e viscoso que apresenta em sua composição o benze-
no, o tolueno, os dimetilbenzenos, o naftaleno e o fenantreno. Sobre o tema, considere as seguintes afirmações:
I. Os hidrocarbonetos aromáticos são aqueles que possuem pelo menos um anel ou núcleo aromático, isto é,
um ciclo plano com seis átomos de carbono que estabelecem entre si ligações ressonantes.
II. Devido à ressonância das ligações duplas, os aromáticos não são compostos estáveis e só reagem em con-
dições enérgicas.
III. O metilbenzeno, conhecido comercialmente por tolueno, é um composto aromático derivado do benzeno
e possui fórmula molecular C7H14.
IV. O benzeno é um composto aromático bastante estável devido à ressonância das ligações duplas.
Está correto apenas o que se afirma em:
22. (ENEM 2022) De modo geral, a palavra “aromático” invoca associações agradáveis, como cheiro de café
fresco ou de um pão doce de canela. Associações similares ocorriam no passado da história da química or-
gânica, quando os compostos ditos “aromáticos apresentavam um odor agradável e foram isolados de óleos
naturais. À medida que as estruturas desses compostos eram elucidadas, foi se descobrindo que vários deles
continham uma unidade estrutural específica. Os compostos aromáticos que continham essa unidade estru-
tural tomaram-se parte de uma grande família, muito mais com base em suas estruturas eletrônicas do que
nos seus cheiros, como as substâncias a seguir, encontradas em óleos vegetais.
A característica estrutural dessa família de compostos é a presença de:
a) ramificações.
b) insaturações.
c) anel benzênico.
d) átomos de oxigênio.
e) carbonos assimétricos.
22. (ENEM 2020) Um microempresário do ramo de cosméticos utiliza óleos essenciais e quer produzir um cre-
me com fragrância de rosas. O principal componente do óleo de rosas tem cadeia poli-insaturada e hidroxila
em carbono terminal. O catálogo dos óleos essenciais apresenta, para escolha da essência, estas estruturas
químicas
a) 1 d) 4 313
b) 2 e) 5
c) 3
23. (ENEM 2019) O 2-BHA é um fenol usado como antioxidante para retardar a rancificação em alimentos e
cosméticos que contêm ácidos graxos insaturados. Esse composto caracteriza-se por apresentar uma cadeia
carbônica aromática mononuclear, apresentando o grupo substituinte terc-butil na posição orto e o grupo
metóxi na posição para.A fórmula estrutural do fenol descrito é:
a) d)
e)
b)
c)
24. (ENEM 2018) O craqueamento é um processo químico que converte substâncias de determinada fração
de menor interesse comercial em outras de uma fração mais rentável, baseando-se na quebra de moléculas
longas de hidrocarbonetos com elevada massa molar. A polimerização também é utilizada com obtenção de
moléculas de combustíveis. Nesse processo, ocorre a combinação de moléculas menores, formando molé-
culas maiores. Em duas etapas de um processo de polimerização, temos a formação do produto I e produto
II, como demonstrado a seguir. (Fonseca, M. R. Química: ensino médio. 2. ed. São Paulo: Ática, 2016. Adaptado).
c) alcano e alcino.
25. (USP 2018) O gráfico a seguir indica a temperatura de ebulição de bromoalcanos (CnH2n+1Br) para diferentes
tamanhos de cadeia carbônica
314
a) c)
b) d)
PROBLEMATIZAÇÃO 3
PARA REFLETIR!
O processo de refino do petróleo é essencial para transformar o petróleo bruto em produtos que usamos
diariamente, como gasolina e diesel. No entanto, esse processo complexo e caro impacta diretamente
o preço dos combustíveis e o meio ambiente. Será que existem maneiras de torná-lo mais eficiente e
sustentável?
315
1. O uso excessivo de combustíveis fósseis que degradam a natureza e provocam o aquecimento glo-
bal já atualmente nos atinge. Junto com os colegas, pensem e busquem informações (benefícios e
prejuízos) sobre o uso de álcool como combustível, ou ainda a eletricidade, no caso de carros elétri-
cos. Na sua opinião, qual seria a melhor saída para cuidar do nosso planeta?
A curiosidade de Carla sobre o impacto do refino de petróleo no preço dos combustíveis nos leva a explorar o processo de
refino em profundidade. O petróleo bruto, uma mistura complexa de hidrocarbonetos, passa por várias etapas de refino
para se transformar em produtos úteis, como gasolina e diesel. Essas etapas incluem a destilação fracionada, o craquea-
mento, a reforma e o tratamento químico, todas essenciais para separar e melhorar os componentes do petróleo. Compre-
ender cada uma dessas etapas é fundamental para analisar tanto o custo quanto o impacto ambiental do processo. Na aula
sobre refino de petróleo, discutiremos como essas transformações químicas ocorrem e suas implicações econômicas e
ambientais.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3
3. PETRÓLEO
O petróleo é um material viscoso, menos denso que a água e possui cores que variam do preto ao castanho.
Ele é formado de uma mistura de hidrocarbonetos, com algumas impurezas, das quais a mais indesejada é
o enxofre. A teoria mais aceita para a formação do petróleo é a de que ele surgiu de restos orgânicos, como
animais e plantas mortas. Essa matéria orgânica se depositou no fundo de lagos e mares e, com o passar do
tempo, foi coberta por sedimentos, sendo compactada e comprimida. Com isso, a temperatura e a pressão
aumentaram e a ausência de oxigênio fez com que bactérias anaeróbicas transformassem a matéria orgâ-
nica no petróleo.
O petróleo se acumula nas bacias sedimentares, onde se formam as jazidas. Junto com ele são encontrados o
gás natural, na parte superior, e água, na parte inferior. Por causa da pressão que os gases fazem, inicialmente
o petróleo jorra sozinho. Mas, quando a pressão diminui, o petróleo é extraído da jazida através do bombea-
mento. Inicialmente, o petróleo passa por uma purificação mecânica, como a decantação, para retirada da
água e resíduos sólidos, como areia e argila. Depois ele é transportado através de oleodutos, gasodutos, cami-
nhões ou embarcações para as estações de refinamento, lugar em que é submetido à destilação fracionada.
O petróleo é formado de hidrocarbonetos com todos os tipos de cadeia. Em geral, conforme aumenta o núme-
ro de átomos de carbono na cadeia, aumenta a temperatura de ebulição. A coluna de destilação fracionada
se baseia nessa diferença. As frações mais pesadas do petróleo, que tem maior temperatura de ebulição,
ficam nas bandejas mais baixas da torre. Já as substâncias mais leves evaporam e sobem para o topo da
torre. Veja o esquema a seguir, que é uma simplificação e mostra apenas as principais frações. A partir disso,
é possível observar que uma torre de destilação de petróleo pode ter mais de 50 bandejas de separação.
316
Na parte dos gases se encontra, principalmente, o chamado gás natural e o gás liquefeito de petróleo (GLP). O
gás natural é constituído, essencialmente, de metano (cerca de 90%) e um pouco de etano, propano e butano
e é bastante usado em indústrias. O GLP é constituído principalmente de propano e butano e é usado nas re-
sidências para acender fogões. O GLP não tem cheiro algum, mas, adicionam-se a ele gases com cheiro forte
para que seja possível identificar vazamentos. O GLP também está sendo usado em veículos com o nome de
gás natural veicular (GNV).
A gasolina é a fração do petróleo mais rentável em termos econômicos. É um dos combustíveis de automóveis
mais usados no mundo. No entanto, sua queima libera grandes quantidades de dióxido de carbono, um dos
principais responsáveis pelo aumento do efeito estufa. A qualidade da gasolina está relacionada com sua
resistência à queima, quanto mais resistente ela for à explosão, melhor é sua qualidade. Entre os componen-
tes da gasolina, o heptano é o que tem menor qualidade e o isooctano (2,2,4 – trimetil pentano) é o de maior.
Portanto, essas substâncias foram tomadas como padrões para a determinação da resistência da gasolina à
queima. Foi estabelecido o valor zero para o heptano e 100 para o isooctano.
Assim, quando se diz que uma gasolina tem X% de octanagem significa que ela queima como se fosse consti-
tuída de X% de isooctano e 100 – X% de heptano. Por exemplo, uma gasolina com 70% de octanagem é equiva-
lente a uma mistura de 70% isooctano e 30% heptano. Logo, quando maior a octanagem melhor é o combus-
tível. Além disso, é possível adicionar a gasolina antidetonantes, que são substâncias que dificultam a queima
do combustível, aumentando seu rendimento. Um dos mais utilizados foi o tetraetil chumbo (Pb(C2H5)4), mas,
foi proibido por causa da poluição ambiental que causava.
O querosene é uma das frações do petróleo que é usado como solvente para tintas e combustível para aviões.
O óleo diesel também é usado como combustível, mas, para motores de grande porte, como caminhões e
tratores.
SAIBA MAIS!
Revisão sobre petróleo
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lzw9Spqhaj8. Acesso em: out.
2024.
RESUMO
317
EXERCÍCIOS
Petróleos
26. (ENEM 2018) O petróleo é uma fonte de energia a) Transformação das frações do petróleo em ou-
de baixo custo e de larga utilização como matéria- tras moléculas menores.
-prima para uma grande variedade de produtos. É
um óleo formado de várias substâncias de origem b) Reação de óxido-redução com transferência de
orgânica, em sua maioria hidrocarbonetos de di- elétrons entre as moléculas.
ferentes massas molares. São utilizadas técnicas
de separação para obtenção dos componentes c) Solubilização das frações de petróleo com a utili-
comercializáveis do petróleo. Além disso, para au- zação de diferentes solventes.
mentar a quantidade de frações comercializáveis,
otimizando o produto de origem fóssil, utiliza-se o d) Decantação das moléculas com diferentes mas-
processo de craqueamento. O que ocorre nesse sas molares pelo uso de centrífugas.
processo?
e) Separação dos diferentes componentes do pe-
tróleo em função de suas temperaturas de ebu-
lição.
27. (ENEM 2015) O quadro apresenta a composição 30. (UFPE 2019)
do petróleo.
ENTENDA O VAZAMENTO DE PETRÓLEO NAS PRAIAS
DO NORDESTE
SÃO PAULO - Um vazamento de petróleo cru se es-
palha pelos nove Estados do Nordeste. O poluen-
te foi identificado em uma faixa de mais de 2 mil
quilômetros da costa brasileira. O governo federal
afirma que análises já apontaram ser petróleo cru,
de origem desconhecida e de tipo não produzido no
Para a separação dos constituintes com o objetivo Brasil. As manchas já foram encontradas em todos
de produzir a gasolina, o método a ser utilizado é a: os Estados nordestinos: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio
Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
a) filtração. Sergipe e Bahia. O poluente foi identificado em uma
faixa de mais de 2 mil quilômetros da costa brasi-
b) destilação. leira.
28. (UFPR) A operação de craqueamento, normal- rdeste,70003026922>. Acesso em: 27 out. 2019 (adaptado).
mente observada na indústria de petróleo, tem por Quanto ao petróleo, é CORRETO afirmar que:
finalidade:
a) contém o benzeno, hidrocarboneto que é tóxico,
a) refinar e separar as diversas frações do petróleo; altamente irritante e que possui cheiro forte ca-
racterístico.
b) diminuir o índice de octano da gasolina;
b) é um material pouco viscoso, mais denso que a
c) retirar hidrocarbonetos de baixo peso molecular água, formado pela mistura de ésteres.
para serem usados como gasolina;
c) é miscível com a água, o que dificulta sua sepa-
318 d) tornar hidrocarbonetos muito ramificados em ração em caso de acidentes ambientais no oce-
moléculas lineares que são mais eficientes como ano.
combustíveis;
d) é um combustível renovável não gerador de efei-
e) romper as ligações entre carbonos em hidrocar- to estufa e que não tem sua origem de matéria-
bonetos de alto peso molecular, gerando radi- -prima fóssil.
cais e, posteriormente, formação de hidrocarbo-
netos de menor cadeia. e) contém o etanol, composto orgânico, inflamável
e utilizado como combustível.
319
GABARITO
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A B C D B C B B C D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A B D D D E A D E E
21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30.
C A E B E A B E C A
31. 32.
D B
320
321
BIOLOGIA
Metabolismo Energético Celular
322
BIOLOGIA
AUTOR: Gabriela Cecy Hauer
SUMÁRIO
UM MUNDO SEM ÁGUA 3.5 Sucessão Ecológica
3.6 Biomas Brasileiros
1. Metabolismo Energético Celular 3.7 Ecossistemas Aquáticos
1.1. Metabolismo 3.8 Alterações Ambientais
1.2. Bioenergética 3.8.1 Poluição Ambiental
1.3. Metabolismo energético aeróbico 3.8.2. Desmatamento
1.3.1. Glicólise 3.8.3 Bioinvasão
1.3.2. Ciclo de Krebs
1.3.3. Fosforilação Oxidativa Resumo
1.4. Metabolismo energético anaeróbico
1.4.1. Respiração celular anaeróbica Exercícios
1.4.2. Fermentação
Resumo
Exercícios
3. Ecologia
3.1. Introdução à Ecologia
3.2. Ciclagem da matéria: ciclos biogeoquímicos
3.2.1. Ciclo da Água
3.2.2. Ciclo do Carbono
3.2.3. Ciclo do Oxigênio
3.2.4. Ciclo do Nitrogênio
3.2.5. Fluxo de Energia
3.2.6. Cadeias e Redes Alimentares
3.2.7 Pirâmides Ecológicas
3.3 Relações Ecológicas
3.3.1 Relações Intraespecíficas
3.3.2 Relações Interespecíficas
PROBLEMATIZAÇÃO 1
Pensou que um mundo sem água era um lugar silencioso, desolado, onde cada gota era mais valiosa do que
qualquer dinheiro. E você, como viveria em um mundo assim?
PARA REFLETIR!
1. Diante de cenários cada vez mais catastróficos, você já pensou o porquê de estar estudando
biologia? Claro….. ’’para o vestibular! ’’ você poderia responder. Mas e se você conseguisse estudar
para a vida? Ué, é isso que biologia significa. Biologia é um composto erudito de origem grega, na
qual Bio significa vida e logia vem de Logos, que significa estudo ou tratado. Ou seja, Bio = vida,
logia = estudo.
Depois dessa dica pense, junto com seus colegas, aonde, em suas vidas cotidianas, a BIOLOGIA
surge como parte dessa vida.
2. Depois disso, pensem juntos, o que é e, por que é, para vocês, um ser vivo?
Para iniciar esse capitulo e as nossas aulas você compreenderá algumas características que fazem partes de seres
vivos, como organização celular, reprodução, crescimento, mutação, metabolismo e composição química. Inclusive,
começaremos esta apostila com o metabolismo e a composição química, como água, sais, lipídeos, hormônios e outros.
Ah, e se você acha que isso não é interessante, imagina pensar quanto tempo você vive sem água. Bom, um biólogo sabe te
responder e ainda compreender o porquê. Para dar início as nossas aulas, falaremos de compostos e onde a água se
encaixa, além das características dos seres vivos.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1
1. METABOLISMO
ENERGÉTICO CELULAR
1.1. Metabolismo
Metabolismo é o conjunto de todas as reações
químicas necessárias à vida. Essas reações
metabólicas podem ser divididas em
anabólicas e catabólicas. O anabolismo é
caracterizado pela síntese de moléculas Legenda: Figura 1: Estrutura da molécula de ATP. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
326
Legenda: Figura 4: Ciclo de Krebs. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
Legenda: Figura 2: Esquema geral da glicólise. Crédito: Imagem produzida pelo autor.
Ao longo do ciclo de Krebs, são produzidas, a
Nessa etapa, não há participação do gás partir de cada piruvato: 4 NADH, 1 FADH2, 1 ATP e 3
oxigênio. Os processos de produção de energia CO2. Sendo assim, para cada glicose inicialmente
anaeróbicos (ausência de oxigênio), como a degradada na glicólise, são formados 2 ATP nesta
fermentação lática e a fermentação alcoólica, segunda etapa.
também se iniciam nesse período. A glicose é
degradada a ácido pirúvico primeiramente, e
então, na presença de oxigênio, conclui-se o
processo de respiração celular na mitocôndria.
1.3.3. Fosforilação Oxidativa
Se não tem oxigênio disponível, ocorre a produção
de energia através da fermentação, no citoplasma Esta etapa, também chamada de cadeia
da célula, como veremos adiante. transportadora de elétrons, ocorre em
complexos proteicos presentes na membrana
interna da mitocôndria (FIGURA 5), nas cristas
1.3.2. Ciclo de Krebs mitocondriais.
A FADH2 formada na etapa anterior é oxidada aceptor final de elétrons por bactérias participantes
pelo complexo II, que transfere o par de elétrons, do ciclo do nitrogênio. Bactérias existentes em
sequencialmente, à ubiquinona, ao complexo III regiões com elevada concentração de enxofre,
e ao complexo IV, formando água, como visto podem utilizar essa molécula, ou então,
anteriormente. óxidos de enxofre, no lugar do oxigênio nesta via
de produção de ATP. Microrganismos presentes
A passagem de elétrons pelos complexos I, III e em porções do sistema digestório de mamíferos
IV promove o bombeamento ativo de íons H+ da ruminantes, ou que participam da decomposição
matriz mitocondrial para o espaço em ambiente anóxico, podem utilizar o CO2 como
intermembranas. O fluxo de H+ para esse aceptor final de elétrons formando gás metano
espaço promove o aumento de concentração e (CH4).
diminuição de pH desse compartimento. A
diferença de concentração de H+ entre a matriz O rendimento energético da respiração
mitocondrial e espaço intermembranas é utilizada anaeróbica é equivalente à respiração
como força motriz para produção de ATP. aeróbica, uma vez que o mecanismo de transporte
de elétrons, bombeamento de H+ e síntese de ATP
A membrana interna da mitocôndria possui um via ATP-sintase ocorre normalmente. A única
complexo proteico permeável ao H+ chamado particularidade é que esse processo não ocorre nas
ATP-sintase. O retorno de íons H+ para a matriz mitocôndrias, visto que é exclusivo de organismos
mitocondrial pela ATP-sintase, funciona como força procariontes, ocorrendo em regiões específicas da
propulsora para a síntese de ATP (a partir de ADP membrana plasmática desses organismos.
e Pi).
327
A energia liberada nessa última etapa do
processo de respiração celular é utilizada para
1.4.2. Fermentação
formação de 32 a 34 moléculas de ATP.
Evidentemente, essa é a etapa da respiração Este processo é caracterizado pela oxidação
celular com maior rendimento energético. incompleta de moléculas orgânicas, com
Contabilizando as quatro moléculas de ATP rendimento energético inferior à respiração
produzidas nas duas etapas anteriores (glicólise e aeróbica. É realizado por fungos, bactérias e alguns
ciclo de Krebs), o saldo da respiração celular é de animais.
36 a 38 moléculas de ATP.
Inicia-se com a degradação de uma
molécula de glicose (glicólise) para formação
1.4. Metabolismo
de duas moléculas de ácido pirúvico, 1 NADH e
2 ATP. O ácido pirúvico é parcialmente oxidado
energético anaeróbico
formando NADH, ATP, CO2 e algum composto de
baixa energia. A fermentação pode ser alcoólica,
quando o composto de baixa energia formado é
um álcool (comumente o etanol), ou lática, quando
Muitos organismos são capazes de sobreviver
é formado lactato a partir do piruvato (FIGURA 6).
de forma temporária ou permanentemente em
condições de ausência de oxigênio, sendo
chamados organismos anaeróbios. Dentre esses
organismos, encontramos aqueles que podem
ou não viver na presença de oxigênio, chamados
anaeróbios facultativos, entre eles: as leveduras e
alguns moluscos e anelídeos. Há algumas bactérias
que atuam apenas na ausência de oxigênio, sendo
consideradas seres anaeróbicos obrigatórios.
EXERCÍCIOS
bactérias, e é utilizada industrialmente para a
produção de laticínios, como queijos e
iogurtes. Nossas células musculares também
podem realizar esse tipo de fermentação, em
situações que a quantidade de oxigênio não é Metabolismo Energético Celular
suficiente para produção de energia via
respiração aeróbica. As fibras musculares
produzem ácido láctico que se acumula nos 1. (UFPR) A figura abaixo representa o
músculos ocasionando dores (fadiga muscular). transporte de elétrons (e) pela cadeia
respiratória presente na membrana interna das
A fermentação alcoólica é realizada principalmen- mitocôndrias. Cada complexo possui metais que
te por leveduras. Industrialmente, é utilizada para recebem e doam elétrons de acordo com seu
produção de pães, de biocombustíveis e de bebi- potencial redox, na sequência descrita. Caso uma
das alcoólicas (cerveja, vinho, cachaça e entre ou- droga iniba o funcionamento do citocromo c
tros). Agora que você conhece alguns dos jeitos de (cit. c), como ficarão os estados redox dos
se conseguir energia, vamos entender no próximo componentes da cadeia?
capitulo, sobre as macromoléculas e a composição
dos seres vivos.
e) 5
8. (UFRS) As hemácias humanas foram a) a farinha é constituída de polissacarídeos,
selecionadas ao longo da evolução de modo utilizados diretamente na fermentação.
a que desempenhassem hoje em dia suas
funções de maneira eficiente. Durante este b) a manteiga e os ovos são os principais alimentos
processo evolutivo, as mitocôndrias e os núcleos para os micro-organismos do fermento.
foram perdidos na fase madura.
c) a subida da bolinha à superfície do copo se deve
Quais dos processos biológicos a seguir à respiração anaeróbica.
continuam a ocorrer, nas hemácias maduras,
apesar desta adaptação? d) os micro-organismos do fermento são
protozoários aeróbicos.
a) Cadeia transportadora de elétrons.
Estão corretas:
a) I , III , IV , V
b) I , III , V , VI
As fases 1 e 2 do esquema resumem,
respectivamente:
c) I , IV , V , VI
a) fotossíntese e fermentação.
d) I , II , IV , V
b) respiração e fotossíntese.
e) I , II , III, IV
c) fermentação e respiração.
13. (ENEM) A célula fotovoltaica é uma
d) fotossíntese e respiração.
aplicação prática do efeito fotoelétrico. Quando
a luz incide sobre certas substâncias, libera
elétrons que, circulando livremente de átomo para
11. (UFMG) Uma receita de pão caseiro utiliza
átomo, formam uma corrente elétrica. Uma célula
farinha, leite, manteiga, ovos, sal, açúcar e
fotovoltaica é composta por uma placa de ferro
fermento. Esses ingredientes são misturados e
recoberta por uma camada de selênio e uma
sovados e formam a massa que é colocada para
película transparente de ouro. A luz atravessa a
“descansar”. A seguir, uma bolinha dessa massa é
película, incide sobre o selênio e retira elétrons,
colocada num copo com água e vai ao fundo.
que são atraídos pelo ouro, um ótimo condutor de
eletricidade. A película de ouro é conectada à
Depois de algum tempo a bolinha sobe à superfície
placa de ferro, que recebe os elétrons e os
do copo, indicando que a massa está pronta para
devolve para o selênio, fechando o circuito e
ser levada ao forno. Com relação à receita é correto
formando uma corrente elétrica de pequena
afirmar que:
intensidade.
DIAS, C. B. Célula fotovoltaica. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 16 ago. 2012 (adaptado).
O processo biológico que se assemelha ao descrito ANOTAÇÕES
é a:
a) fotossíntese.
b) fermentação.
c) quimiossíntese.
d) hidrólise de ATP.
e) respiração celular.