Saneamento básico
O que é Saneamento Básico?
Conjunto de ações que garantem condições mínimas de saúde pública e
qualidade de vida.
Áreas principais:
Abastecimento de água: Captação, tratamento e distribuição.
Esgotamento sanitário: Coleta e tratamento do esgoto.
Drenagem urbana: Controle de águas pluviais.
Gestão de resíduos sólidos: Coleta, tratamento e disposição final do lixo.
Importância: Previne doenças, É um direito garantido pela Constituição
Federal e dever do Estado.
Sistemas de Abastecimento de Água
Etapas principais: Manancial: Fonte de água (superficial ou subterrânea),
Deve ser avaliado quanto à quantidade e qualidade.
Captação: Estruturas que captam a água do manancial.
Estação Elevatória: Usada para superar diferenças de altitude quando não
há escoamento por gravidade.
Tratamento de água: Processos: coagulação, floculação, decantação,
filtração, desinfecção, Objetivo: Tornar a água potável, removendo
partículas, poluentes e microrganismos.
Reservatórios e Rede de Distribuição: Reservatórios armazenam água
tratada, Rede distribui a água até os consumidores.
Parâmetros de qualidade da água: Físicos: Cor, turbidez, temperatura,
sólidos em suspensão, Químicos: pH, alcalinidade, dureza, metais como
ferro e manganês, Biológicos: Bactérias, protozoários, vermes.
Demanda de água: Calculada com base no consumo per capita, variações
diárias e industriais, Projeção populacional deve considerar um horizonte de
20-30 anos.
Sistemas de Coleta e Tratamento de Efluentes: Tipos de esgoto:
Doméstico, Industrial, Água de infiltração (rede pluvial infiltrada na rede de
esgoto).
Tratamentos: Físico/Primário: Remove sólidos grandes (gradeamento e
desarenadores).
Biológico/Secundário: Remove matéria orgânica dissolvida por processos
aeróbios e anaeróbios (ex.: lodo ativado, lagoas biológicas).
Químico/Terciário: Utiliza produtos químicos para remoção de poluentes
residuais (ex.: oxidação, troca iônica).
Sistemas de Esgoto: Unitário: Coleta esgoto e água pluvial no mesmo
conduto. Separador Absoluto: Redes independentes para esgoto e água
pluvial (adotado no Brasil desde 1912).
Separador Parcial: Coleta águas residuárias e pluviais no mesmo conduto.
Drenagem Urbana: Definição: Controle do escoamento de águas pluviais
em áreas urbanas.
Problemas causados pela urbanização: Impermeabilização do solo,
Aumento de enchentes, alagamentos e erosões.
Tipos de drenagem: Microdrenagem: Bocais de lobo, sarjetas e
tubulações em ruas, Macrodrenagem: Controle do fluxo principal em rios e
córregos.
Tecnologias Sustentáveis: Telhados verdes: Reduzem a temperatura e
absorvem água da chuva, Pavimentos permeáveis: Permitem infiltração
de água, reduzindo enchentes, Jardins de chuva: Áreas de vegetação que
retêm e filtram a água, Trincheiras de infiltração: Estruturas para
armazenar água da chuva e facilitar a infiltração.
Gestão de Resíduos Sólidos: Plano de Gerenciamento de Resíduos
Sólidos (PGRS): Visa gestão eficiente dos resíduos gerados. Etapas:
Geração, Coleta, Transporte, Tratamento, Disposição final.
Classificação dos resíduos: Classe I: Perigosos (químicos, hospitalares),
Classe II: Não perigosos (orgânicos, recicláveis).
Tratamento de resíduos orgânicos: Compostagem: Transforma
resíduos orgânicos em adubo, Aterros sanitários: Depósito controlado
para resíduos não recicláveis.
Legislação Ambiental Relacionada: Decreto Estadual n.º
8.468/1976: Normas para controle de poluição, Resolução CONAMA n.º
430/2011: Padrões para lançamento de efluentes.
Resumo dos Principais Processos: Coagulação e Floculação:
Aglomeração de partículas suspensas. Decantação e Filtração: Separação
de sólidos por gravidade e meios filtrantes. Desinfecção: Eliminação de
patógenos com cloro, ozônio, etc. Oxidação Química: Transformação de
compostos orgânicos em dióxido de carbono e água.
Autodepuração dos Rios, Definição: Processo natural pelo qual um corpo
d’água reduz a carga poluente por meio de atividades físicas, químicas e
biológicas, restabelecendo sua qualidade ao longo do tempo e espaço.
Fases do Processo Zona de degradação: Ocorre logo após o lançamento
de poluentes.
Características: Redução do oxigênio dissolvido (OD). Alta carga orgânica
(ex.: esgoto doméstico). Proliferação de bactérias heterotróficas que
decompõem a matéria orgânica.
Zona de decomposição ativa: A carga orgânica continua sendo
decomposta.
Características: Menor nível de oxigênio dissolvido. Produção de gases
como CO₂, CH₄, e H₂S. Presença de microrganismos anaeróbios.
Zona de recuperação: O oxigênio dissolvido começa a se restabelecer.
Características: Diminuição da carga orgânica. Aumento de organismos
aeróbios. Desaparecimento gradual de odores desagradáveis.
Zona de águas limpas: Qualidade da água retorna ao estado natural.
Características: Oxigênio dissolvido próximo ao nível de saturação. Flora e
fauna aquáticas equilibradas.
Fatores que Afetam a Autodepuração Quantidade de poluentes:
Uma grande carga orgânica pode sobrecarregar a capacidade de
autodepuração.
Velocidade do rio: Rios com maior fluxo e turbulência reoxigenam a água
mais rapidamente. Temperatura: Temperaturas mais altas aceleram a
atividade biológica, mas podem reduzir a capacidade de retenção de
oxigênio. Presença de vegetação: Plantas ajudam na filtragem e
reoxigenação da água. Natureza do poluente: Compostos orgânicos são
mais facilmente degradados do que substâncias químicas tóxicas.
Parâmetros de Qualidade da Água Oxigênio dissolvido (OD):
Indicador crítico para avaliar a saúde do rio durante a autodepuração. Níveis
ideais: acima de 5 mg/L.
Demanda bioquímica de oxigênio (DBO): Mede a quantidade de
oxigênio necessária para decomposição da matéria orgânica. Quanto menor
a DBO ao longo do rio, melhor o processo de autodepuração.
Nitrogênio e Fósforo: Nutrientes em excesso podem causar
eutrofização, prejudicando a autodepuração.
pH: Idealmente entre 6,5 e 8,5 para sustentar a vida aquática.
Importância da Autodepuração Saúde ambiental: Protege
ecossistemas aquáticos e melhora a qualidade da água. Redução de
poluentes: Minimiza os impactos do lançamento de efluentes não tratados.
Serviço ecológico natural: Complementa o trabalho de estações de
tratamento de esgoto.
Limitações da Autodepuração Carga excessiva de poluentes: Se o
volume de esgoto ou resíduos for muito alto, o rio pode entrar em colapso.
Poluentes não biodegradáveis: Substâncias tóxicas, como metais
pesados e pesticidas, não são removidas naturalmente. Interferência
humana: Construção de barragens e canalizações pode dificultar o fluxo e a
oxigenação.
Ações para Melhorar a Autodepuração Reduzir o lançamento de
poluentes: Tratamento de esgotos antes do descarte. Preservar a
vegetação ciliar: Vegetação nas margens ajuda na retenção de
sedimentos e contaminantes. Promover projetos de despoluição:
Exemplo: criação de lagoas de estabilização e sistemas de reoxigenação.
Educação ambiental: Conscientizar a população sobre o descarte correto
de resíduos.