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Prova de Produção

A disciplina de Produção de Espécies Forrageiras abrange a importância da forragem no Brasil, diferenciando pastagens e forragens, e discutindo a morfologia das principais famílias forrageiras. A aula também aborda a ecofisiologia das forrageiras, enfatizando a interação entre manejo, ambiente e produtividade. Além disso, destaca a necessidade de estratégias sustentáveis, como sistemas integrados, para otimizar a produção e reduzir impactos ambientais.
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Prova de Produção

A disciplina de Produção de Espécies Forrageiras abrange a importância da forragem no Brasil, diferenciando pastagens e forragens, e discutindo a morfologia das principais famílias forrageiras. A aula também aborda a ecofisiologia das forrageiras, enfatizando a interação entre manejo, ambiente e produtividade. Além disso, destaca a necessidade de estratégias sustentáveis, como sistemas integrados, para otimizar a produção e reduzir impactos ambientais.
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🌾 Aula 1 – Introdução à Disciplina de Produção de Espécies

Forrageiras

📚 Fonte: Aula 1 - Introdução à disciplina de Produção de Espécies


[Link]

🎯 Objetivos da Aula

 Conhecer a dimensão da produção de forragem no Brasil;

 Compreender os conceitos básicos ligados à produção de


forragem;

 Relacionar conceitos com produtividade, condução e


manejo de pastagens;

 Observar situações reais de campo para avaliar qualidade e


uso das pastagens.

🌱 Conceitos Fundamentais da Produção de Forragem

1. Diferença entre Pastagem e Forragem

 Pastagem: vegetação disponível no campo que os animais


consomem diretamente.

 Forragem: material vegetal (verde ou conservado) utilizado


como alimento dos animais.

2. Forragem Verde x Conservada

 Verde: consumida diretamente no campo (pasto).

 Conservada: processada para posterior uso (feno, silagem).

🐄 Situações Comuns de Pastagens

A aula traz imagens de diferentes cenários com pastagens:

 Pastagem bem formada: cobertura uniforme e densa, pronta


para pastejo.

 Pastagem apta para entrada dos animais: ponto ideal para


pastejo (antes da senescência).

 Pastagem superpastejada: solo exposto, degradação da


vegetação.
 Pastagem subpastejada: acúmulo excessivo de biomassa,
perda de qualidade.

Esses exemplos foram discutidos para mostrar a importância do


manejo adequado da entrada e saída dos animais no piquete.

🌎 Panorama das Pastagens no Brasil

Segundo dados da Revista Cultivar (2024):

% da área do
Categoria Área (ha)
Brasil

68.022.44
Pastagens nativas 8,0%
7

Pastagens 112.237.0
13,2%
plantadas 38

180.259.
TOTAL 21,2%
485

Além disso, o país possui 28 milhões de hectares de pastagens


degradadas, o que corresponde a 15,5% do total de áreas de
pastagens, com alto potencial para recuperação.

📊 Medição da Produtividade

 Produtividade é medida geralmente em kg de matéria


seca/ha/ano.

 Outro conceito muito importante é o de Unidade Animal (UA):

o Representa o consumo médio de um animal adulto (500


kg) com ganho de peso de 0,5 kg/dia.

o Serve para calcular a lotação animal por hectare.

🐃 Outros Conceitos

 Boi sanfona: animal que perde peso na seca e ganha na


chuva, consequência de forragens mal manejadas.

 Capineira: área destinada ao corte e fornecimento direto aos


animais (sistema de produção intensiva).
 Banco de proteína: pastagem com espécies mais ricas em
proteína (ex: leguminosas) usada para equilibrar a dieta dos
animais.

🔁 Sistemas Integrados

A aula menciona sistemas integrados como estratégia sustentável de


produção, como:

 ILP (Integração Lavoura-Pecuária)

 ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta)

Esses modelos otimizam uso do solo e reduzem impacto ambiental.

✅ Conclusões da Aula

A introdução destaca:

 A grandeza da área de pastagens no Brasil;

 A importância de conceitos básicos no planejamento


forrageiro;

 A necessidade de observar manejo e qualidade da pastagem


para melhorar produtividade e reduzir perdas.

📝 Perguntas de Prova (com respostas diretas):

1. Qual a diferença entre forragem e pastagem?


→ Forragem é o material vegetal usado na alimentação animal
(verde ou conservada); pastagem é o ambiente onde o animal
consome diretamente a vegetação.

2. O que representa uma Unidade Animal (UA)?


→ É o consumo padrão de um animal de 500 kg com ganho de
peso de 0,5 kg/dia, usado para calcular lotação por hectare.

3. Quantos hectares de pastagens degradadas o Brasil


possui, segundo a aula?
→ 28 milhões de hectares, o que representa 15,5% do total de
áreas de pastagens.

4. O que é o boi sanfona e por que ele representa um


problema?
→ É o animal que engorda na época das águas e emagrece na
seca, resultado do manejo inadequado das pastagens.

5. Por que sistemas integrados como ILP e ILPF são


importantes?
→ Porque otimizam o uso do solo, aumentam a produtividade e
reduzem os impactos ambientais.

🌱 Aula 2 – Morfologia de Espécies Forrageiras

📚 Fonte: Aula 2 - Morfologia de espécies [Link]

🎯 Objetivos da Aula:

 Identificar as principais famílias botânicas de forrageiras;

 Compreender suas características morfológicas;

 Relacionar morfologia com propagação, manejo e uso.

🌾 1. Principais Famílias Forrageiras

 Gramíneas (Poaceae) – monocotiledôneas, raízes


fasciculadas;

 Leguminosas (Fabaceae) – dicotiledôneas, raízes pivotantes;

 Palmáceas – importância localizada em regiões semiáridas (ex:


palma forrageira).

🌾 2. Morfologia de Gramíneas

🌿 Raiz:

 Sistema fasciculado, com raízes laterais, adventícias e


verticais.

🌿 Caule:

 Chamado colmo, com nós e entrenós;

 O nó basal origina perfilhos.

🌿 Folha:

 Possui bainha e lâmina (sésil, lanceolada, com nervuras


paralelas);

 Disposição alternada nos nós do colmo.


🌿 Inflorescência:

 Espiga: flores sésseis no eixo principal;

 Cacho (rácemo): espiguetas com pedicelo;

 Panícula: flores em eixos secundários com ou sem pedúnculo.

🌿 3. Morfologia de Leguminosas

🌱 Raiz:

 Sistema pivotante (raiz principal profunda).

🌱 Caule:

 Rizomas: subterrâneos, reservas energéticas;

 Estolões: superficiais, semelhante aos rizomas;

 Caules aéreos: eretos, prostrados, trepadores, herbáceos ou


lenhosos.

🌱 Folha:

 Simples ou compostas:

o Pinadas, digitadas, trifoliadas, bipinadas;

 Possuem gavinhas em algumas espécies.

🌱 Inflorescência:

 Flor hermafrodita, com vários tipos de agrupamento:

o Espiga: estilosantes, amendoim forrageiro;

o Rácemo: siratro;

o Umbela: cornichão;

o Capítulo: trevos;

 Fruto típico: legume.

🌱 4. Comparação Leguminosas x Gramíneas

 Raízes: pivotantes (leguminosas) vs. fasciculadas (gramíneas);

 Folhas: compostas e variadas (leguminosas) vs. simples,


paralelinérveas (gramíneas);

 Inflorescência: geralmente mais complexa nas leguminosas.


🌿 5. Hábito de Crescimento

 Prostrado/Rasteiro: crescimento rente ao solo, raízes nos nós


(ex: Cynodon);

 Decumbente: colmo deitado, sem enraizamento (ex:


Brachiaria decumbens);

 Cespitoso: crescimento ereto, formação de touceiras (ex:


Panicum, Pennissetum);

 Semi-cespitoso: intermediário, com melhor cobertura do solo


(ex: Capim-buffel).

🌵 6. Palma Forrageira

 Base alimentar em regiões áridas e semiáridas;

 Alta palatabilidade, produção de biomassa e resistência


à seca;

 Espécies:

o Opuntia ficus-indica: rústica;

o Nopalea cochenillifera: mais exigente em umidade;

 Multiplicação por raquetes (cladódios).

🌾 7. Propagação de Espécies Forrageiras

Métodos:

 Sementes;

 Mudas:

o Rizomas: caules subterrâneos com nós e escamas


foliares;

o Estolões: crescem sobre o solo, originados da base do


colmo;

o Raquetes (palma forrageira).

📆 8. Estação de Semeadura
 Verão: espécies tropicais;

 Inverno: espécies temperadas;

 Safrinha: 2ª safra.

📈 9. Período de Desenvolvimento

 Anuais: completam o ciclo em uma estação;

 Perene: rebrota por vários anos.

🌾 10. Variedade vs. Cultivar

Variedade (var.):

 Origem natural, características morfológicas distintas;

 Exemplo: cor de flor, pilosidade.

Cultivar (cv.):

 Melhoramento genético feito pelo homem;

 Características desejáveis: resistência a pragas, produtividade,


proteína.

✅ Conclusão da Aula

 Gramíneas e leguminosas são as principais famílias forrageiras.

 Morfologia auxilia na identificação, propagação e manejo.

 É essencial conhecer formas de crescimento, formas de


propagação e classificação varietal.

📝 5 Perguntas com Respostas Resumidas

1. Qual a principal diferença entre a raiz de gramíneas e


leguminosas?
→ Gramíneas possuem raiz fasciculada; leguminosas possuem
raiz pivotante.

2. O que são estolões e como se diferenciam dos rizomas?


→ Estolões crescem sobre o solo e são superficiais; rizomas
crescem subterraneamente.
3. Como é a inflorescência típica das leguminosas?
→ Pode ser espiga, rácemo, umbela ou capítulo; flor
hermafrodita; fruto é legume.

4. Qual a diferença entre variedade e cultivar?


→ Variedade ocorre naturalmente; cultivar é resultado de
melhoramento genético.

5. O que caracteriza o hábito de crescimento cespitoso?


→ Plantas eretas que formam touceiras, com colmos crescendo
verticalmente.

🌿 Aula 3 – Ecofisiologia de Espécies Forrageiras

📚 Fonte: Aula 3 - Ecofisiologia de espécies [Link]

🎯 Objetivos da Aula

 Compreender os componentes do ecossistema de


pastagens;

 Entender a resposta das forrageiras ao ambiente e ao


manejo;

 Avaliar como o ambiente e o manejo interferem no crescimento


e produtividade das plantas;

 Refletir sobre a importância da escolha adequada da


espécie forrageira.

🌱 1. O Ecossistema das Pastagens

As pastagens são ecossistemas compostos por:

 Plantas forrageiras,

 Animais em pastejo,

 Solo,

 Clima,

 Manejo realizado.

Esses componentes estão em constante interação. A forma como se


maneja uma pastagem influencia diretamente:

 A resposta fisiológica da planta;

 A produtividade;
 A sustentabilidade do sistema.

🌿 2. Respostas ao Ambiente:

A plasticidade fenotípica das plantas permite adaptação a


diferentes condições ambientais.
Fatores ambientais que influenciam diretamente o crescimento
forrageiro:

 Luz: Essencial para fotossíntese. Sombreamento reduz


crescimento e perfilhamento.

 Água: Déficits hídricos afetam absorção de nutrientes e


expansão celular.

 Temperatura: Influencia fotossíntese, respiração e divisão


celular.

 CO₂: Concentração atmosférica interfere no ritmo da


fotossíntese.

🌾 3. Fisiologia do Crescimento

As plantas respondem às condições ambientais por meio de:

 Alteração na arquitetura foliar (ângulo das folhas);

 Modificação da relação raiz/parte aérea;

 Variação no perfilhamento;

 Acúmulo de reservas no sistema radicular.

💧 4. Importância da Adubação

 A adubação corrige deficiências nutricionais do solo,


impactando o vigor da planta.

 Resulta em maior produtividade e maior capacidade de


recuperação após pastejo.

🐄 5. Pastejo – Intensidade e Método

📌 Intensidade de pastejo:

 Refere-se à lotação animal: número de animais por hectare.


 Excesso de lotação → superpastejo → degradação da pastagem.

 Baixa lotação → subpastejo → acúmulo de biomassa,


senescência precoce.

📌 Métodos de pastejo:

 Pastejo contínuo: animais permanecem no mesmo piquete


por tempo indefinido.

 Pastejo intermitente/rotativo: há alternância entre os


piquetes, respeitando períodos de descanso e crescimento da
planta.

🌾 6. Diferença Entre Espécies de Forrageiras

Cada espécie responde de forma diferente ao manejo e ao ambiente:

 Algumas toleram melhor pisoteio e pastejo intenso;

 Outras exigem descanso maior e são menos resistentes;

 Algumas são mais produtivas em áreas férteis;

 Outras têm maior resiliência em solos pobres.

🌍 7. Pecuária de Baixo Carbono

 Uma vaca emite cerca de 500 L de metano/dia (perda de 10%


da energia que poderia ser usada em produção).

 Estratégias de manejo, como melhoria na dieta e pastejo


rotativo, podem reduzir essas emissões e aumentar a
produtividade — promovendo uma pecuária de baixo impacto
ambiental.

🌾 8. Resposta da Planta ao Estresse

 Estresse hídrico, térmico ou nutricional impacta o


desenvolvimento da planta.

 As plantas adaptam-se modificando morfologia, metabolismo e


padrão de crescimento.

🧠 9. Conclusões Finais da Aula:


 As condições edafoclimáticas (solo + clima) são
determinantes para o sucesso da pastagem.

 A morfologia da planta forrageira afeta sua produtividade.

 O produtor tem o poder de:

o Escolher a espécie correta;

o Manejar as condições edáficas (solo);

o Definir o ponto ideal de colheita/pastejo;

o Ajustar o regime e a lotação animal.

📝 5 Perguntas de Prova com Respostas Resumidas:

1. Quais fatores ambientais interferem diretamente no


crescimento das espécies forrageiras?
→ Luz, água, temperatura e CO₂.

2. Qual a diferença entre pastejo contínuo e pastejo


rotativo?
→ O contínuo mantém os animais no mesmo piquete, enquanto
o rotativo alterna os piquetes com períodos de descanso.

3. O que significa plasticidade fenotípica nas forrageiras?


→ Capacidade da planta de alterar seu desenvolvimento
conforme as condições do ambiente.

4. Como o sombreamento influencia as forrageiras?


→ Reduz a taxa de fotossíntese, o perfilhamento e o acúmulo de
biomassa.

5. Por que a escolha da espécie forrageira deve considerar


o tipo de solo e o clima?
→ Porque cada espécie responde de forma distinta às condições
ambientais e de manejo, influenciando diretamente a
produtividade e a persistência da pastagem.

🌾 Aula 4 – Valor Nutricional de Forragens

📚 Fonte: Aula 4 - Valor nutricional de [Link]

🎯 Objetivos da Aula:
 Entender como componentes da planta afetam a qualidade
da forragem;

 Conhecer ferramentas de análise da qualidade forrageira;

 Aprender os principais parâmetros bromatológicos;

 Avaliar o impacto da adubação nitrogenada na qualidade da


forragem.

🌱 1. Conceitos Básicos de Nutrição Animal

Carboidratos:

 Nutriente mais abundante nas plantas;

 Principal fonte de energia para os animais;

 Divididos em:

o Carboidratos estruturais (CE) → Parede celular:


celulose, hemicelulose e lignina;

o Carboidratos não estruturais (CNE) → amido,


açúcares, frutanas.

Carboidratos Estruturais (CE):

 Função estrutural da planta;

 Formados por lignina, que resiste à digestão;

 Estimulam ruminação, salivação e motilidade ruminal;

 Afetam a capacidade de ingestão e o consumo voluntário do


animal.

Carboidratos Não Estruturais (CNE):

 Fontes rápidas de energia;

 Fermentação rápida no rúmen;

 Estão em sementes, folhas, caules e raízes.

🧬 2. Componentes Nutricionais Importantes

 Açúcares solúveis: glicose, sacarose, frutose;

 Amido;

 Ácidos orgânicos;
 Proteínas.

🧪 3. Qualidade Bromatológica

O que é?

 Análise química feita em laboratório;

 Estima a digestibilidade e potencial de consumo da


forragem;

 Não mede diretamente o valor nutricional, mas sim


parâmetros que o indicam.

🧮 4. Parâmetros da Análise Bromatológica

🔹 Matéria Seca (MS):

 Não é um componente químico, mas base de cálculo para os


outros;

 MS = Parte da planta sem água.

🔹 Proteína Bruta (PB):

 Determinada via método Kjeldahl;

 Baseia-se na quantidade de nitrogênio total × 6,25;

 Assumido que toda proteína vegetal contém 16% de N.

🔹 Fibra Bruta (FB):

 Composta por celulose, hemicelulose e lignina;

 Determinação pelo método Weende (ácido + base fraca);

 Subestimada sozinha → pouco confiável isoladamente.

🔹 Fracionamento da Fibra:

 Proposto por Van Soest e Wine (1967):

o FDN (Fibra Detergente Neutro): celulose +


hemicelulose + lignina;

o FDA (Fibra Detergente Ácido): celulose + lignina;

o Lignina: parte indigestível da fibra.


🧪 5. Indicadores Complementares

🔹 FDNfe – FDN Fisicamente Efetiva:

 Estimula ruminação e motilidade ruminal;

 Relacionada ao tamanho das partículas da forragem (≥1,18


mm);

 Quanto maior o FDNfe, maior estímulo à mastigação.

🔹 NDT – Nutrientes Digestíveis Totais:

 Representa a energia do alimento;

 Fórmula:
%NDT = 87,84 - (0,70 × %FDA)
Exemplo: FDA = 25% → NDT = 70,34%.

🔹 MM – Matéria Mineral:

 Determinada por incineração a 550–600 °C;

 Representa a fração inorgânica (minerais).

🔹 EE – Extrato Etéreo:

 Lipídeos (gordura);

 Cada grama de óleo fornece 2,25x mais energia que


carboidratos.

🔹 CNF – Carboidratos Não Fibrosos:

 Incluem beta-glucanas, pectinas, polissacarídeos;

 Calculado por:
CNF = 100%MS – (%PB + %EE + %FDNlivre de PB +
%MM)

🧮 6. Estimativa da Produção de Leite

Fórmulas práticas:

1. Leite estimado (kg/vaca) = (consumo PB – 0,73) ÷ 0,074

2. Leite estimado (kg/ha) = leite estimado × massa seca


(kg/ha)

3. Leite estimado (kg/t MS) = leite estimado (kg/ha) ÷


(massa seca (kg/ha) ÷ 1000)
🌿 7. Características Agronômicas Desejáveis:

 Alta produção de matéria seca;

 Boa relação folha/colmo (ideal = 1:1);

 Maior produção de folhas que colmos = melhor qualidade.

🌱 8. Adubação Nitrogenada

 Aumenta a produção de biomassa;

 Estimula o crescimento das folhas e elongamento de


colmos;

 Influencia a relação folha/colmo;

 Impacta positivamente o teor de PB na forragem.

✅ Conclusão da Aula:

 A qualidade da forragem está diretamente ligada à sua


composição estrutural;

 A análise bromatológica é a principal ferramenta de


avaliação;

 Adubação correta e seleção de materiais com boa


morfologia impactam positivamente o desempenho animal.

📝 5 Perguntas com Respostas Resumidas

1. O que são carboidratos estruturais e qual sua função na


planta?
→ Composto por celulose, hemicelulose e lignina; dão estrutura
à planta e resistem à digestão.

2. Como é determinada a proteína bruta (PB) de uma


forragem?
→ Pelo método Kjeldahl, multiplicando o teor de nitrogênio total
por 6,25.

3. O que representa o FDN e por que é importante?


→ É a fração de celulose, hemicelulose e lignina; indica teor de
fibra e influencia no consumo e qualidade da silagem.
4. Como a adubação nitrogenada afeta a qualidade da
forragem?
→ Aumenta a produção de biomassa e teor de proteína, melhora
a relação folha/colmo.

5. Qual a fórmula para estimar o %NDT a partir da FDA?


→ %NDT = 87,84 – (0,70 × %FDA)

🌿 Aula 5.1 – Gramíneas Forrageiras de Clima Tropical

📚 Fonte: Aula 5.1 - Gramíneas Forrageiras de Clima [Link]

🎯 Objetivos da Aula:

 Conhecer as principais gramíneas forrageiras tropicais;

 Identificar características morfológicas, produtivas e de uso;

 Entender o papel de cada espécie no planejamento


forrageiro.

🌱 1. Escolha da Forrageira Ideal

Gramíneas vs Leguminosas:

Gramíne
Critério Leguminosas
as

Produtividade Maior Menor

Maior (pH, P,
Exigência Menor
clima)

Qualidade
Menor Maior (PB)
nutricional

 Temperadas (C3): Melhor digestibilidade e proteína.

 Tropicais (C4): Alta produtividade por área.

🌾 2. Principais Espécies Tropicais

Brachiaria brizantha
 Rizomatosa, perene, tolerante à seca e solos úmidos;

 PB ~10%, produção: 8–10 t MS/ha/ano;

 Cultivares:

o Marandu (Braquiarão): até 6 UA/ha, suscetível à


cigarrinha;

o Xaraés: até 7 UA/ha, sensível a histórico de cigarrinha.

Brachiaria decumbens

 Crescimento decumbente;

 Produção: 9–11 t MS/ha/ano;

 Baixa PB (~5,87%);

 Uso: pastejo contínuo e fenação;

 Baixa adaptação a consórcios.

Brachiaria humidicola

 Agressiva, tolerante à seca, geada e solos pobres;

 PB ~11,9%, FB ~37%;

 Boa adaptação geral.

Brachiaria ruziziensis

 Perene, rasteira, estolonífera, palatável;

 Propagação por sementes ou mudas;

 Não tolera geada.

Digitaria decumbens (Capim Pangola)

 Estolonífera, agressiva, difícil erradicação;

 Boa palatabilidade;

 Tolerante a seca, geada e inundação;

 Produção: 10 t MS/ha/ano, suporta 2,5 UA/ha.


Paspalum notatum (Grama Batatais)

 Perene, rizomatosa, PB ~10%;

 Suporta 1 a 1,5 UA/ha;

 Propagação por sementes.

Pannisetum clandestinum (Quicuio)

 Rasteiro, propagação por estolões e rizomas;

 PB ~10%.

Pannisetum purpureum (Capim Elefante)

 Muito produtivo (até 70 t MS/ha/ano);

 PB de 10–13%;

 Exigente em solo e água;

 Cultivares: Napier, Cameroon, Merker, Capiaçu;

 Uso: pastejo, feno, pré-secado, silagem.

Hemartria (Hemarthria altissima)

 Perene de verão;

 Adaptada a locais úmidos e alagados;

 PB 7–10%;

 Propagação por mudas.

🌿 3. Gênero Cynodon – Gramas Bermudas e Estrela

Características:

 Origem: África tropical;

 C4, perenes, ciclo fotossintético eficiente;

 Uso: feno, pastejo e silagem;

 Alta produtividade: 20–25 t MS/[Link];


 Capacidade de suporte: 5–7 UA/ha.

Subtipos:

 Grama Bermuda: estolões e rizomas (C. dactylon);

 Grama Estrela: apenas estolões (C. nlemfuensis).

🌱 4. Destaque: Tifton 85

 Híbrido (Tifton 68 x C. dactylon);

 Desenvolvido nos EUA;

 Perene, estolonífera;

 Tolerante ao frio, exige fertilidade;

 Produção >20 t MS/ha/ano;

 PB: 11–13%; Digestibilidade: 58–65%;

 Propagação por mudas (estolões).

🌿 5. Outros Cynodon

Capim Estrela Africana

 Tolerante a solos pobres e encharcados;

 Não produz rizomas;

 Boa resposta à adubação.

Coast Cross

 Híbrido estéril com crescimento prostrado;

 Uso: pastejo direto.

Capim Vaquero

 Boa produção de biomassa;

 PB: 15–20%;

 Propagação por sementes.

🌱 6. Milheto (Pennisetum glaucum)


 Anual, raízes profundas, resistente à seca;

 PB: 12–24%, até 20 t MS/ha;

 Rápida rebrota, crescimento vigoroso;

 Pastejo após 40–50 dias da semeadura.

🌾 7. Sorgo (Sorghum spp.)

 Alta produção de grãos e MS;

 Tolerante à seca, mas sensível a doenças:

o Antracnose, míldio, ferrugem, podridão seca;

 PB ~19%;

 Semeadura: 12 kg/ha;

 Altura para pastejo: entrada (60–80 cm), saída (20 cm);

 Cultivares: pastejo e silagem;

 Sorgo Boliviano Gigante: sacarose nas folhas, alta


palatabilidade.

✅ Conclusão da Aula:

 Gramíneas tropicais são essenciais para produção em clima


quente;

 Sua escolha deve considerar:

o Tipo de solo,

o Disponibilidade hídrica,

o Objetivo de uso (pastejo, feno, silagem);

 Cada espécie/cultivar possui exigências e potencial produtivo


específicos.

📝 5 Perguntas com Respostas Resumidas

1. Qual a principal característica do gênero Cynodon em


termos de uso forrageiro?
→ Alta produtividade, bom valor nutritivo, uso em pastejo,
silagem e feno.
2. Por que o capim Tifton 85 é considerado um dos
melhores híbridos?
→ Elevada produção, boa digestibilidade, tolerância ao frio, bom
perfilhamento e qualidade forrageira.

3. Quais as vantagens do milheto em regiões tropicais?


→ Rápido crescimento, alta rebrota, tolerância à seca, boa
proteína.

4. Qual a diferença entre Brachiaria brizantha Marandu e


Xaraés?
→ Marandu suporta 6 UA/ha e é sensível à cigarrinha; Xaraés
suporta 7 UA/ha, mas é sensível em áreas com histórico da
praga.

5. Que gramínea tropical é indicada para áreas úmidas e


alagadas?
→ Hemarthria altissima (Hemartria), tolerante a encharcamento.

🌾 Aula 5.2 – Gramíneas Forrageiras de Clima Temperado

📚 Fonte: Aula 5.2 - Gramíneas Forrageiras de Clima [Link]

🎯 Objetivos da Aula:

 Conhecer as principais gramíneas forrageiras adaptadas a


climas frios;

 Identificar características, usos e variedades dessas


espécies;

 Compreender a importância do manejo e da escolha da


cultivar ideal.

🌱 1. Características Gerais das Gramíneas Temperadas

Qualidade Produtividad
Clima Fotossíntese
Nutricional e

Temperado Fotossíntese em Alta (PB e Menor que


(C3) temperaturas amenas digestibilidade) tropicais

Tropical Fotossíntese mais Menor Mais


Qualidade Produtividad
Clima Fotossíntese
Nutricional e

(C4) eficiente no calor produtivas

As gramíneas temperadas são ideais para regiões frias devido à sua


qualidade bromatológica superior, com:

 Mais proteína bruta (PB),

 Maior digestibilidade dos carboidratos,

 Melhor desempenho animal por kg de matéria seca.

🌾 2. Tipos de Cultivares

🔸 Cultivares graníferas:

 Foco em produção de sementes;

 Mais baratas;

 Ciclo mais curto.

🔸 Cultivares forrageiras:

 Ciclo mais longo;

 Mais perfilhamento;

 Maior custo por serem menos abundantes em sementes.

🌿 3. Espécies Principais

🌱 Azevém (Lolium multiflorum)

 Annual, clima frio;

 Crescimento cespitoso (em touceiras);

 Semeadura: março a abril;

 Não tolera calor intenso;

 Uso: pastejo, feno, silagem;

 Início do pastejo após 55 dias;

 Grande variação de produtividade e PB conforme a cultivar:

o Ex: Bar HQ → 4,5 t MS/ha, 18% PB;

o Potro → 7 a 10 t MS/ha, até 26% PB.


📌 Destaque:
A aptidão da cultivar ao pastejo é essencial → afeta persistência e
rebrote.

🌱 Aveia Branca (Avena sativa L.)

 Anual de inverno;

 Cespitosa, propagação por sementes;

 Semeadura: março (implantação precoce);

 Sensível a:

o Doenças: ferrugem, carvão, manchas;

o Pragas: pulgões, lagartas;

 Requer cuidado com altura de entrada e saída de pastejo;

 Início do pastejo: 40 a 45 dias após semeadura.

Principais cultivares:

 Afrodite, Taura, Corona, Suprema, Fuerza.

🌱 Aveia Preta (Avena strigosa)

 Mais rústica que a branca;

 Melhor adaptação a:

o Acidez do solo,

o Seca;

 Tolerante a doenças;

 Cultivares: IPR61, Tambo, Bagual, Embrapa 139;

 MS: até 7 a 8 t/ha; PB: ~13%.

🌱 Centeio (Secale cereale L.)

 Cespitosa, anual, clima frio rigoroso;

 Semeadura: março a maio;

 Alta rusticidade:

o Tolerante à acidez, déficit hídrico e doenças;


 Sensível à compactação e baixa fertilidade;

 Exige manejo preciso para evitar competição com daninhas.

Cultivares:

 Temprano

 BRS Serrano: tolerante a doenças e geada.

🌱 Cevada (Hordeum vulgare)

 Cespitosa, exigente em fertilidade;

 Boa digestibilidade e PB (~20%);

 Uso: pastejo e duplo propósito;

 Resistente ao frio.

🌱 Trigo (Triticum aestivum)

 Uso duplo: grãos e forragem;

 Recomendado para pastejo, feno, pré-secado e silagem;

 Ciclo mais tardio para variedades forrageiras;

 Importância da escolha da cultivar correta:

Cultivares:

 BRS Pastoreio:

o Duplo propósito, resistente à geada;

o Silagem: 28 t MV/ha;

o Grãos: 3.037 kg/ha;

 Biotrigo Energix:

o Específica para silagem e pré-secado;

o Alta palatabilidade, sanidade foliar.

📊 4. Avaliações Técnicas

 Avaliações comparativas mostram:

o Produção de MS das cultivares;


o Custo-benefício entre espécies;

o Importância de ajustar tempo de pastejo com base no


clima e crescimento.

✅ Conclusão da Aula:

 O conhecimento das espécies e variedades permite melhor


planejamento e condução da pastagem;

 Cultivares forrageiras são essenciais para sistemas


integrados de produção animal em regiões de clima
temperado;

 Fatores como resistência ao frio, ciclo e perfilhamento são


decisivos para o sucesso forrageiro.

📝 5 Perguntas de Prova com Respostas Resumidas:

1. Por que o azevém é amplamente utilizado em regiões de


clima temperado?
→ Alta qualidade nutricional, bom rebrote, uso versátil e
adaptado ao frio.

2. Quais as principais diferenças entre aveia branca e


preta?
→ Branca: mais sensível a doenças e geadas; Preta: mais rústica
e resistente à seca e acidez.

3. Qual cultivar de trigo é recomendada para silagem e por


quê?
→ Biotrigo Energix, por ter ciclo precoce, alta palatabilidade e
boa sanidade foliar.

4. Por que o manejo do pastejo é importante nas


forrageiras temperadas?
→ Influencia o rebrote, a persistência da planta e o desempenho
animal.

5. Cite duas vantagens das gramíneas de clima temperado


sobre as tropicais.
→ Melhor digestibilidade e maior teor de proteína.

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