Ebook Eixo2
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Prédio Minas - Rodovia Papa João Paulo II, 4143 - 10º e 11º andar
CEP: 31630-900
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Conteudista:
Alexsandro Kesller Fonseca Miranda
Álvaro Pereira de Carvalho
••• 2 •••
SUMÁRIO
2. PLANEJAMENTO 4
••• 3 •••
2. PLANEJAMENTO
••• 4 •••
E isso não é uma tarefa fácil, não é mesmo?
••• 5 •••
2.2 COMO A MATEMÁTICA ESTÁ ESTRUTURADA
E ORGANIZADA?
1 Números
2 Álgebra
3 Geometria
4 Grandezas e
medidas
5 Probabilidade e
Estatística
••• 6 •••
Nesse sentido, a Matemática deve ser
vista como uma ferramenta a ser uti-
lizada para compreender a realidade
que nos cerca, não apenas atuando
nessa realidade, mas transforman-
do-a. O ensino de Matemática deve
preparar o estudante para a vida,
qualificando-o para o aprendizado
permanente e para o exercício da ci-
dadania.
••• 7 •••
Outro ponto que deve ser levado em consideração é a pers-
pectiva inclusiva, onde todos têm o direito de estarem juntos,
aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discrimina-
ção. Todos os alunos devem ser acolhidos independente de
suas condições físicas, intelectuais, sociais ou econômicas.
••• 8 •••
2.3 O COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA
NA HORA DE PLANEJAR
Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas
e racionais, envolvendo as
numérico, que implica o
1
operações fundamentais
conhecimento de maneiras
com seus diferentes
de quantificar atributos
significados, utilizando
de objetos e de julgar e
de estratégias diversas
interpretar argumentos
e, compreendendo os
baseados em quantidades.
processos envolvidos nas
operações.
••• 9 •••
Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas
■ Compreender os
■ Desenvolver o
diferentes significados
pensamento algébrico,
das variáveis numéricas
que é essencial para
em uma expressão;
utilizar modelos
■ Estabelecer uma
Álgebra
matemáticos na
2
generalização de uma
compreensão,
propriedade, investigar
representação e análise
a regularidade de uma
de relações quantitativas
sequência numérica,
de grandezas e, também,
indicar um valor
de situações e estruturas
desconhecido em uma
matemáticas, fazendo
sentença algébrica e
uso de letras e outros
estabelecer a variação
símbolos.
entre duas grandezas.
■ Aprimorar-se
de conceitos e
procedimentos
■ Desenvolver os conceitos necessários para resolver
Geometria
■ Reconhecer medidas
comprimento, área,
■ Compreender a realidade
volume e abertura de
e as medidas que
ângulo como grandezas
quantificam grandezas
associadas a figuras
do mundo físico. Desse
Grandezas e
geométricas e que
modo, favorece a
consigam resolver
medidas
integração da Matemática
4
problemas envolvendo
a outras áreas de
essas grandezas com o uso
conhecimento, como
de unidades de medidas
Ciências (densidade,
padronizadas mais usuais;
grandezas e escalas
■ Introduzir medidas
do Sistema Solar,
de capacidade de
energia elétrica etc.) ou
armazenamento de
Geografia (coordenadas
computadores como
geográficas, densidade
grandeza associada a
demográfica, escalas de
demandas da sociedade
mapas e guias etc.).
moderna.
••• 10 •••
Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas
■ Desenvolver habilidades
para coletar, organizar,
representar, interpretar
Probabilidade
e Estatística e analisar dados em
■ • Planejar e construir uma variedade de
relatórios de pesquisas - contextos, de maneira a
5 estatísticas descritivas,
incluindo medidas de
tendência central e
fazer julgamentos bem
fundamentados e tomar
as decisões adequadas.
construção de tabelas e Isso inclui raciocinar
diversos tipos de gráficos. e utilizar conceitos,
representações e
índices estatísticos para
descrever, explicar e
predizer fenômenos.
••• 11 •••
2.4 COMO TRABALHAR AS HABILIDADES
NO PLANEJAMENTO?
••• 12 •••
Nessa direção, conforme BNCC
(BRASIL 2017), no Ensino Funda-
mental – Anos Finais, a escola pode
contribuir para o delineamento do
projeto de vida dos estudantes, ao
estabelecer uma articulação não
somente com os anseios desses
jovens em relação ao seu futuro,
mas também com a continuidade
dos estudos no Ensino Médio. Esse
processo de reflexão sobre o que
cada jovem quer ser e sobre o pla-
nejamento de ações para construir
esse futuro, pode representar mais uma possibilidade de desenvolvi-
mento pessoal e social.
Ao longo dessa fase de escolarização, os estudantes se deparam
com desafios de maior complexidade, os quais condensam os co-
nhecimentos próprios de cada área. Nesse sentido, a BNCC (BRA-
SIL, 2017) afirma que, tendo em vista essa maior especialização, é
importante, nos vários componentes curriculares, retomar e ressig-
nificar as aprendizagens do Ensino Fundamental – Anos Iniciais no
contexto das diferentes áreas, visando o aprofundamento e a am-
pliação de repertórios dos estudantes.
A escola deve estar atenta à culturas distintas (não uniformes nem
contínuas dos estudantes), dessa etapa, sendo necessário que a es-
cola dialogue com a diversidade de formação e vivências para enfren-
tar com sucesso os desafios de seus propósitos educativos. Nessa
perspectiva, a construção coletiva dos Projetos Políticos Pedagó-
gicos (PPP) torna-se essencial na efetivação de um currículo terri-
torial, regional ou local que contemple as especificidades de cada
comunidade e reflita, em sala de aula, em aprendizagem significativa.
A compreensão dos estudantes, como sujeitos com histórias, e sa-
beres construídos nas interações com outras pessoas, tanto do en-
torno social mais próximo quanto do universo da cultura midiática
e digital, fortalece o potencial da escola como espaço formador e
orientador para a cidadania consciente, crítica e participativa.
Diante do exposto, o Currículo Referência de Minas Gerais, em con-
sonância com a BNCC, no Ensino Fundamental, estrutura-se em
Áreas do Conhecimento e seus respectivos componentes curricu-
lares, a saber:
••• 13 •••
Áreas do Conhecimento
Língua Portuguesa
Língua Inglesa
I - Linguagens
Arte
Educação Física
II - Matemática
III - Ciências da
Ciências
Natureza
Geografia
IV - Ciências
Humanas
História
V - Ensino Religioso
••• 14 •••
Cada área do conhecimento e cada componente curricular traz uma
parte introdutória, na qual é apresentada suas constituições en-
quanto conhecimento científico, as suas relações com as concep-
ções afirmadas no currículo, suas especificidades e diretrizes. Além
disso, é apresentar uma explicação desse componente curricular
em cada fase do Ensino Fundamental e de sua organização, seja em
campos de atuação, ou em unidades temáticas.. Ao final, são apre-
sentadas discussões sobre as formas de avaliação em cada compo-
nente. Vale destacar que são definidas competências específicas a
serem desenvolvidas ao longo desse percurso.
É apresentado o quadro denominado Organizador Curricular em que
se organizam as habilidades ano a ano e, é possível visualizar a pro-
gressão das aprendizagens, a fim de auxiliar professores e equipes
pedagógicas em suas práticas educativas e colaborar para uma edu-
cação coerente e equitativa.
Para realizar a leitura dos organizadores curriculares, quadros nos
quais se encontram os direitos de aprendizagem, é necessário en-
tender as estruturas previstas na BNCC.
Para sua leitura deve-se utilizar a referência abaixo:
Você já consegue decodificar bem o que representa cada letra ou
número?
Estrutura de objetivos de Aprendizagem e habilidades
••• 15 •••
Os direitos e objetivos de aprendi-
zagem do Ensino Fundamental tam-
bém seguem código alfanumérico.
As duas primeiras Letras do Código
alfanumérico se referem à etapa de
Ensino Fundamental (EF). O primei-
ro par de números se refere ao ano
em que as habilidades devem ser
trabalhadas. Se uma habilidade pos-
sui referência para mais de um ano,
ela deve ser trabalhada em todos os
anos. As letras em sequência indicam o componente a ser trabalha-
do. O último par de números é a posição do objetivo de aprendiza-
gem na numeração sequencial.
É a partir da identificação e compreensão desses obje-
tivos que pensaremos no planejamento a ser realizado
para promover as vivências desses estudantes. Lem-
brando dos princípios que devem sustentar todas as
ações e decisões.
Puxa! Toda essa discussão e orientação só se tornarão real e produ-
tiva se nós, educadores, partilharmos da ideia de entender que o es-
tudante ocupa um lugar especial na sociedade e seu protagonismo
precisa se tornar real.
Prezado professor, pesamos que você já percebeu, que tens o poder
de transformar os textos em contextos, as atividades em experiên-
cias. É você, por meio de suas concepções epistemológicas, que irá
modelar o novo currículo e determinar, por meio de seu planejamen-
to, o que, quando, como e quais recursos serão mobilizados nos pro-
cessos de ensinar e de aprender.
••• 16 •••
Nesta perspectiva, verifica-se que a
ação consciente, competente e crí-
tica do professor é que transforma
a realidade, a partir das reflexões vi-
venciadas no planejamento, na sua
execução e avaliação. Um planeja-
mento docente coerente com a visão
da criança, no centro do processo
educativo, exige observação, me-
diação, registro, análise sobre o seu
fazer e sobre as experiências Que estás propondo, orientado pelas
ações de cuidar e educar as crianças
Outro ponto importante na hora de planejar é conhecer o Projeto
Político Pedagógico da sua escola.
O CRMG traz a concepção de PPP como “um processo de ação-re-
flexão-ação, assumido pelo esforço coletivo e a vontade política dos
atores sociais envolvidos” (CRMG, p. 12). Sendo assim, temos mais
questões para refletir e orientar essa construção:
••• 17 •••
O Projeto Político Pedagógico foi instituído na Constituição Federal
e, em 1996, a LDB determinou que todas as instituições de ensino ne-
cessitam ter seu documento. Dentre outros aspectos, a importância
desse documento, o PPP, está no fato de ser um meio de referendar
o processo de gestão democrática do ensino público e também de in-
vestir na autonomia das instituições de ensino. Eis um grande motivo
para ser valorizado fortemente!
É importante destacar que o Projeto Político Pedagógico norteia as
práticas e metodologias escolares e deve ser discutido, pensado e
elaborado colaborativamente, com a participação de toda a comuni-
dade escolar.
Caminhos definidos, daí vamos para a organização do trabalho coti-
diano que vai sendo realizado em sala. É ali, na sala de aula, que todas
as nossas concepções se tornam concretas. É sabido que, no proces-
so de ensinar e aprender, não existe um único método e uma única
estratégia que dê conta de ensinar todo mundo ao mesmo tempo.
Na sala de aula todas as nossas concepções e crenças se materializam,
por isso, a necessidade de muita consciência sobre o que se faz ou se
propõe em sala de aula. E sem planejamento dificilmente consegui-
remos realizar esse propósito. Aqui estamos nos refeirindo ao plane-
jamento docente.É esperado que a BNCC, o Currículo Referência de
Minas Gerais e o PPP de cada escola indiquem os caminhos para que
aulas sejam pensadas,
planejadas e executa-
das a partir das pre-
missas do trabalho em
grupo, da convivência
com as diferenças, da
superação dos obstá-
culos e do exercício
pleno da autonomia,
garantindo como na
imagem a seguir, a
correlação do currí-
culo com o trabalho
pedagógico da escola
e seu corpo docente.
••• 18 •••
Por fim, estes três documentos
(BNCC, Currículo, PPP) devem
estar inseridos, direta e indireta-
mente, no Plano de Aula dos pro-
fessores, permitindo que todo o
arcabouço legal, conceitual e ma-
terial discutido possa se efetivar
em sala de aula, ou fora dela, no
processo de ensino e aprendiza-
gem com os estudantes.
Antes de conversarmos sobre o
planejamento docente, vamos re-
visitar a discussão de um dos eixos estruturantes do CRMG: Currícu-
lo e Educação Integral. A compreensão desse eixo contribui bastante
para pensar na rotina do planejamento.
Planejamento e Eixo Estruturante: Currículo e Educação Integral
A concepção de educação integral nos permite organizar o currículo
desconsiderando a hierarquização dos saberes, garantindo a cons-
trução do conhecimento a partir das diversas dimensões humanas.
Assim, iremos trabalhar aqui com a concepção de currículo como
processo e não como produto, como comumente se compreende.
Currículo é experiência vivida e como tal envolve não só o levanta-
mento dos conteúdos a serem “ensinados”, mas também práticas, ati-
tudes, formas de organização do trabalho. E o que agregamos a esta
concepção quando acrescentamos a palavra “Integrado” à nossa de-
finição de Currículo? De que integração estamos falando?
Aqui, a integração é sinônimo de articulação, de construção de re-
des, de trocas de experiências, de um processo educativo, no qual o
encontro de saberes permite novas aprendizagens e novos desafios.
Até aqui tudo bem? Vamos dar uma parada para refletirmos sobre o
fórum a seguir:
••• 19 •••
Fórum 1: Questões norteadoras
O planejamento deve ser compreendido como um
instrumento capaz de intervir em uma situação
real para transformá-la. É uma mediação teórico-
-metodológica para a ação consciente e intencio-
nal que tem por finalidade fazer algo vir à tona, fa-
zer acontecer, para isto é necessário estabelecer
as condições materiais, bem como a disposição interior, prevendo o
desenvolvimento da ação no tempo e no espaço, caso contrário, vai
se improvisando, agindo sob pressão, administrando por crise.
Agora, a partir de suas reflexões e estudos, qual a importância do
Planejamento?
Exemplo 1: O planejamento escolar é uma atividade desafiadora e não
deve ser vista como mera burocracia. É o momento apropriado para
que todos os atores envolvidos no processo educacional estejam jun-
tos para repensar a escola e a sua missão, a atuação dos professores
e quais as finalidades que se deseja atingir.
••• 20 •••
O processo de planejamento é indissociável da
educação, pois, permite organizar antecipadamen-
te a ação didática, corrobora para a melhoria de
todos os envolvidos no processo educativo, con-
tribui para atingir os resultados desejados, para
superar as dificuldades, controlar a improvisação,
bem como contribui para a consecução dos obje-
tivos estabelecidos, com economia de tempo e efi-
cácia na ação.
SAIBA MAIS
Para responder ao fórum vá ao Ambiente Virtual.
••• 21 •••
2.5. NA HORA DE PLANEJAR, QUAIS COMPETÊNCIAS
DEVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO?
1
Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana,
fruto das necessidades e das preocupações de diferen-
tes culturas, em diferentes momentos históricos. Por
isso mesmo, deve ser reconhecida como uma ciência
viva, que contribui para solucionar problemas científi-
cos e tecnológicos e para alicerçar descobertas e cons-
truções, inclusive com impactos no mundo do trabalho.
4
Fazer observações sistemáticas de aspectos quanti-
tativos e qualitativos presentes nas práticas sociais e
culturais, de modo a investigar, organizar, represen-
tar e comunicar informações relevantes, para inter-
pretá-las e avaliá-las crítica e eticamente, produzin-
do argumentos convincentes.
••• 22 •••
5
Utilizar processos e ferramentas matemáticas, in-
clusive tecnologias digitais disponíveis, para mode-
lar e resolver problemas cotidianos, sociais e de ou-
tras áreas de conhecimento, validando estratégias e
resultados.
6
Enfrentar situações-problema em múltiplos contex-
tos, incluindo-se situações imaginadas, não direta-
mente relacionadas com o aspecto prático-utilitário,
expressar suas respostas e sintetizar conclusões, uti-
lizando diferentes registros e linguagens (gráficos, ta-
belas, esquemas, além de texto escrito na língua ma-
terna e outras linguagens para descrever algoritmos,
7
como fluxogramas, e dados).
8
Interagir com seus pares de forma cooperativa, isto é, trabalhar
coletivamente no planejamento e no desenvolvimen-
to de pesquisas para responder a questionamentos e
para buscar soluções de problemas, de modo a iden-
tificar aspectos consensuais, ou não, na discussão
de uma determinada questão, respeitando o modo
de pensar dos colegas e aprendendo com eles.
••• 23 •••
Planejamento docente
Você tinha certeza sobre o que fazer, como fazer, que escolhas me-
todológicas seriam adequadas, qual proposta de avaliação, etc.?
Talvez, você não lembre de todas suas dúvidas, mas em geral, quan-
??
do a gente se depara com a “nossa turma” no começo de um traba-
lho, sempre vem um pensamento de:
••• 24 •••
Devemos nos apropriar dos documentos, re-
fletir sobre eles, buscar conhecer a escola e
sua comunidade. Se você elaborar um plano
docente para sua turma descontextualizado
do que a escola precisa e/ ou propõe, dificil-
mente seu trabalho será produtivo e fará di-
ferença na comunidade.
A transformação da realidade vem da ação
intencional e consciente; e não da ação aleatória ou improvisada. Mes-
mo que seja uma boa ideia pedagógica, quando isolada, perde-se mais
facilmente do que quando faz parte da identidade de um grupo. E nesse
sentido, o CRMG destaca e enfatiza:
Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida; é agir ra-
cionalmente; é realizar um conjunto orgânico de ações, proposto para
aproximar uma realidade a um ideal; é implantar um processo de in-
tervenção na realidade (GANDIN, 2001). É o processo que nos permite
reduzir os níveis de incerteza, conhecer o sentido e a direção das ações
cotidianas. Planejar não é apenas algo que se faz antes de agir, mas é
também agir em função daquilo que se pensa. (CRMG, 2019, pág.62)
Planejar é uma mediação teórica metodológica para
ação, que em função de tal mediação passa a ser
consciente e intencional. Tem por finalidade procurar
fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e
para isto é necessário estabelecer as condições ob-
jetivas e subjetivas prevendo o desenvolvimento da
ação no tempo. [...]O planejamento educacional, en-
tendido em diversos níveis de abrangência, é um dos
componentes determinantes para ajustar o contex-
to escolar aos atuais desafios educacionais (CRMG,
p, 62, 2019)
Pensar no processo de construção e desenvolvimento do estudante é
pensar na rotina que se desejará estabelecer na sala de aula, seja men-
sal, quinzenal, diária. Pensar na rotina para decidir sobre, dentre outros
aspectos:
■ O que e como serão trabalhados os assuntos que se deseja investir
■ Periodicidade de atividades diárias, semanais ou quinzenais,
■ Momentos coletivos e individuais,
■ Organização diária (Rotina, atividades, recreio),
■ Materiais a serem utilizados,
••• 25 •••
■ Operacionalização de projetos,
■ Organização do espaço físico e temporal
(dependendo da atividade, a organização
da sala precisará de configurações dife-
renciadas).
E nada disso pode ser elaborado se não hou-
ver a consulta constante ao currículo.
Lá encontraremos o que é proposto para a faixa etária, conheceremos
os objetivos de aprendizagem que precisamos investir e as experiên-
cias propostas para cada etapa de ensino. Você conhece bem o que é
indicado para a faixa etária que você trabalha? Faça um teste rápido:
qual a orientação para o trabalho com Grandezas e Medidas para a fai-
xa etária que estou trabalhando? Se você não lembrar, não
tem problema, é só consultar o Currículo Referência de Mi-
nas Gerais, está tudo lá.
••• 26 •••
Refletir sobre a organização do
trabalho pedagógico diz tam-
bém respeito à postura que
adotamos diante dos nossos
alunos na sala de aula e na es-
cola em relação aos aconte-
cimentos, sejam locais ou do
mundo.
••• 27 •••
2.6 O QUE O PROFESSOR DEVE CONSIDERAR AO
PLANEJAR SUAS AÇÕES PARA O ANO LETIVO
ATENÇÃO
Cursista, o PPP das escolas de Minas Gerais possivelmente
passaram por reformulações devido as orientações do Currícu-
lo Referência de Minas Gerais (2018), fique atento e mantenha
diálogo constante com a direção e coordenação pedagógica da
escola que atua!
••• 28 •••
Outro ponto de influência da BNCC é a
obrigatoriedade de integrar característi-
cas regionais aos currículos estaduais (es-
colas públicas e privadas) as quais deverão
ser consideradas durante a exposição dos
conteúdos nas aulas de Matemática, ou
seja, é necessário aproximar os conteúdos
à realidade de vivência dos estudantes.
?
Todos estes quesitos devem ser considerados
para que as aulas sejam desenvolvidas seguindo
?
uma sequência didática com conteúdos adequa-
dos para o ano e idade do estudante além de esta-
rem contextualizados com a realidade de vivência
?
dos mesmos. Nesse sentido as habilidades corre-
tas serão desenvolvidas no tempo correto, obede-
cendo às orientações pedagógicas dos principais
documentos norteadores que foram apresentados
neste curso de formação.
••• 29 •••
2.7 O QUE CONSIDERAR AO ELABORAR
O PLANO DE AULA?
Ainda existe uma outra distinção entre Plano de Aula e Plano de En-
sino. O Plano de Ensino é aquele que o professor traça suas ações
em um recorte temporal mais longo (mensal, bimestral, semestral,
anual) e o Plano de Aula aquele que se refere a ação diária do pro-
fessor em sala de aula.
••• 30 •••
A relação dentro do processo de Ensino e Aprendizagem nas au-
las de Matemática é uma via de mão dupla.
Conhecimento
matemático
Professor Estudante
••• 31 •••
O educador antes de ir para sala de aula preci-
sa ter um plano de aula para auxiliá-lo, com os
conteúdos a serem aplicados, com seus méto-
dos a utilizarem, pensando que esse método pode
ser modificado, pois talvez ele não seja o corre-
to para trabalharem com a turma. O método tem
que ser flexível, pois pode dar certo para alguns,
mas outros não adaptarem. (FERREIRA, NOVAES,
JESUS, 2011, p. 9-10.)
••• 32 •••
PLANEJAMENTO ENSINO FUNDAMENTAL / JUNHO - 9º ANO
DISCIPLINA: MATEMÁTICA
PROFESSOR: ALEXSANDRO KESLLER
PERÍODO: 01 A 30/06/2021
SÉRIE/ANO: 9º ANO TURNO:
DOCUMENTO NORTEADOR: BIMESTRE:
CONTEÚDO/OBJETO DE
DATA CONHECIMENTO
HABILIDADE OBJETIVO DE APRENDIZAGEM
(EF09MA05) Resolver e
elaborar problemas que
Matemática Finan- envolvam porcentagens Identificar situações em que o uso da porcenta-
ceira- (porcentagens e juros com a ideia de gem é importante;
aplicação de percentuais
e aplicações) - lucro/
01/06 sucessivos e a determi- Usar o fator de multiplicação para acréscimos e
prejuízo/aumentos e nação das taxas percen- descontos.
descontos sucessi- tuais, preferencialmente
vos com o uso de tecnologias *Resolver problema que envolva porcentagem.
digitais no contexto da
educação financeira.
(EF09MA05) Resolver e
elaborar problemas que
Matemática Finan- envolvam porcentagens Identificar situações em que o uso da porcenta-
ceira- (porcentagens e juros com a ideia de gem seja importante;
aplicação de percentuais
e aplicações) - lucro/
08/06 sucessivos e a determi- Usar o fator de multiplicação para acréscimos e
prejuízo/aumentos e nação das taxas percen- descontos.
descontos sucessi- tuais, preferencialmente
vos com o uso de tecnologias *Resolver problema que envolva porcentagem.
digitais no contexto da
educação financeira.
Analisar informações expressas em gráficos ou
(EF09MA22) Escolher e tabelas como recurso para a construção de ar-
construir o gráfico mais gumentos.
adequado (colunas, seto-
Estatística Resolver problema com dados apresentados em
res, linhas), com ou sem
tabelas ou gráficos.
uso de planilhas eletrôni-
15/06 (Tabelas e Gráficos cas, para apresentar um
*Resolver problema envolvendo informações
Estatísticos) determinado conjunto de
apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
dados, destacando as-
pectos como as medidas *Associar informações apresentadas em listas e/
de tendência central. ou tabelas simples aos gráficos que as represen-
tam e vice-versa.
••• 33 •••
Antes de formular seu plano de aula, converse com a direção e
coordenação pedagógica a respeito dos estudantes, se existem
pessoas com deficiência ou com necessidades educacionais es-
peciais, pois este fator também influenciará no processo de pla-
nejamento, pois as metodologias deverão ser direcionadas à edu-
cação inclusiva. Lembre-se ainda do local onde a aula irá ocorrer,
isso poderá influenciar diretamente no tempo da aula.
A questão do planejamento já vem sendo foco de discussão den-
tro das escolas, como fonte de pesquisas diversas, que visam
compreender melhor a importância do mesmo dentro da prática
docente.
Agora vamos observar o resultado de uma pesquisa cuja temática
trata do planejamento. Observe as palavras de professores ao serem
questionados durante uma pesquisa a respeito do planejamento:
O Planejamento deve ser uma prática contínua,
já que, cada turma tem uma realidade diferen-
te. Conforme afirmou a professora: “o conte-
údo pode ser o mesmo, mas a forma de você
trabalhar nunca é a mesma, mas isso é que é o
bacana de dar aula, é porque no fundo não tem
a mesmice, você lida com pessoas, as pessoas
não são as mesmas.” Portanto, esta professora
mencionou um dos princípios do planejamento,
“o conhecimento da realidade”, a necessidade
que há em saber para quem se vai planejar fa-
zer a sondagem e a partir desses dados elaborar
um diagnóstico que será o fator determinante
do planejamento. (NASCIMENTO, 2015, p. 4).
Note que ao responder a pesquisa o professor pesquisado afirmou
que o planejamento sempre muda, mesmo quando o conteúdo a ser
abordado em sala de aula é o mesmo. Os conteúdos poderão ser
repetidos, mas abordagem do mesmo sempre mudará, além disso,
todas as suas novas turmas serão diferentes, os sujeitos trarão para
a sala de aula novas experiências, novas falas, uma diferente inter-
pretação dos fenômenos vividos no espaço geográfico.
Após estas colocações, esperamos que você tenha compreendido a
importância do planejamento na prática docente, tal como a impor-
tância de consultar sempre que possível as orientações do Currículo
Referência de Minas Gerais.
••• 34 •••
2.8 O PLANEJAMENTO E O CURRÍCULO
••• 35 •••
Agora que você já sabe o meu segredo, acredito que
você também deve ter uma técnica especial.
SAIBA MAIS
Para responder ao fórum vá ao Ambiente Virtual.
••• 36 •••
b0b6da
••• 37 •••
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
MINAS GERAIS. Currículo Referência de Minas Gerais. Secretaria de Educação do Estado de Minas
Gerais.
NASCIMENTO, D. A. do. Planejamento, currículo e avaliação: diálogo com professores. In: Congresso
de Inovação Pedagógica de Arapiraca. Arapiraca, 2015. Anais...Arapiraca, 2015.
SACRISTÁN, G. Consciência e ação sobre a prática como libertação profissional de professores. In:
NÓVOA, A. (Org.). Profissão professor. Porto: Porto Editora, 1999.
SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.
••• 38 •••