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Ebook Eixo2

O documento aborda o planejamento do componente curricular de Matemática na Educação Básica em Minas Gerais, enfatizando a importância de relacionar o conhecimento matemático ao cotidiano dos alunos. Destaca as cinco unidades temáticas do currículo e a necessidade de um ensino que promova habilidades críticas e reflexivas. O planejamento deve considerar as competências da BNCC e as singularidades dos estudantes para garantir uma aprendizagem inclusiva e significativa.

Enviado por

Cathia Valentim
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento aborda o planejamento do componente curricular de Matemática na Educação Básica em Minas Gerais, enfatizando a importância de relacionar o conhecimento matemático ao cotidiano dos alunos. Destaca as cinco unidades temáticas do currículo e a necessidade de um ensino que promova habilidades críticas e reflexivas. O planejamento deve considerar as competências da BNCC e as singularidades dos estudantes para garantir uma aprendizagem inclusiva e significativa.

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Eixo 2 - Planejamento

© 2021. SEE/MG - Secretaria de Estado de Educação de


Minas Gerais. Todos os direitos reservados

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - SEE/MG

Prédio Minas - Rodovia Papa João Paulo II, 4143 - 10º e 11º andar

Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves

Bairro Serra Verde - Belo Horizonte / MG

CEP: 31630-900

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Conteudista:
Alexsandro Kesller Fonseca Miranda
Álvaro Pereira de Carvalho

••• 2 •••
SUMÁRIO

2. PLANEJAMENTO 4

2.1. COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA NO


CURRÍCULO: UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS
DE CONHECIMENTO E TEMAS
INTEGRADORES/ TRANSVERSAIS 4

2.2. COMO A MATEMÁTICA ESTÁ ESTRUTURADA


E ORGANIZADA? 6

2.3. O COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA


NA HORA DE PLANEJAR 9

2.4. COMO TRABALHAR AS HABILIDADES


NO PLANEJAMENTO? 12

2.5. NA HORA DE PLANEJAR, QUAIS COMPETÊNCIAS


DEVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO? 22

2.6. O QUE O PROFESSOR DEVE CONSIDERAR


AO PLANEJAR SUAS AÇÕES PARA O ANO LETIVO 28

2.7. O QUE CONSIDERAR AO ELABORAR


O PLANO DE AULA? 30

2.8. O PLANEJAMENTO E O CURRÍCULO 35

••• 3 •••
2. PLANEJAMENTO

2.1 COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA NO CUR-


RÍCULO: UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHE-
CIMENTO E TEMAS INTEGRADORES/TRANSVERSAIS

Olá Educadores, estamos em nossa segunda parada e nela


iremos entender o componente curricular de Matemáti-
ca no currículo e como o mesmo está organizado, para a
partir daí procedermos a discussão quanto às estratégias
de ensino e aprendizagem e como planejar.

Na introdução do nosso curso vimos que a matemática é


uma área em constante construção. Seu conhecimento é
necessário para todos os estudantes da Educação Básica,
devido a sua grande aplicação na sociedade e suas poten-
cialidades na formação de cidadãos críticos e reflexivos.

Esta área do conhecimento não se restringe apenas aos


estudos sobre quantificação de fenômenos determinísti-
cos e sobre técnicas de cálculo com os números e com
grandezas, mas estuda, também, incertezas provenientes
de fenômenos de caráter aleatório.

É essencial que a Matemática, no Ensino Fundamental,


garanta aos alunos a capacidade de relacionar objetos
empíricos do mundo real com suas representações em
tabelas, figuras e esquemas, de maneira a associar essas
representações a conceitos e propriedades matemáticas
que levem à induções e conjecturas.

Por isso o ato de planejar deve estar de acordo com as


competências gerais da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC). A área de Matemática e o componente curricular
de Matemática devem garantir aos estudantes o desen-
volvimento de competências específicas.

Desta forma, é necessário que o planejamento, sempre que


possível, relacione os conhecimentos matemáticos, e que
esses conhecimentos sejam interligados com o cotidiano do
estudante, tornando o aprendizado mais significativo.

••• 4 •••
E isso não é uma tarefa fácil, não é mesmo?

A emoção está presente em nosso dia a dia, nas vivências que


estimulam os mais diversos sentidos. Essas vivencias, tão reais e
cotidianas, são essenciais no momento de planejar.

No contexto do trabalho docente na Educação Infantil e no En-


sino Fundamental, os educadores e educadoras, mais que quais-
quer outros profissionais que trabalham com crianças, adoles-
centes e jovens, sabem o quanto é desafiador o processo de
ensino e aprendizagem junto a cada um desses sujeitos. Além
de apresentarem singularidades no ritmo e formas de aprender,
também é perceptível a existência de marcadores sociais, que os
distinguem entre si.

Por isso, definir o


que e como ensinar
impõe conhecer
os sujeitos nas
suas dimen-
sões individual
e coletiva.

••• 5 •••
2.2 COMO A MATEMÁTICA ESTÁ ESTRUTURADA
E ORGANIZADA?

O Currículo de Matemática foi estruturado tendo em vista a for-


mação plena do estudante, buscando, dentre outros objetivos, a
sua autonomia e o desenvolvimento do pensamento matemáti-
co. Os objetos de conhecimento para o Ensino Fundamental de
Matemática foram selecionados levando em consideração a pro-
posta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as particu-
laridades apresentadas no estado de Minas Gerais.

Sendo assim, foram organizados em cinco Unidades Temáticas,


a saber:

1 Números

2 Álgebra

3 Geometria

4 Grandezas e
medidas

5 Probabilidade e
Estatística

É preciso trabalhar os conceitos, articuladamente, dentro da Ma-


temática e entre outras áreas do conhecimento. O ensino de Ma-
temática deve propiciar o desenvolvimento de habilidades como
a percepção, a visualização, o reconhecimento, a argumentação,
o espírito investigativo, a identificação, buscando uma conexão
com as demais áreas do conhecimento e com o cotidiano de
cada um.

••• 6 •••
Nesse sentido, a Matemática deve ser
vista como uma ferramenta a ser uti-
lizada para compreender a realidade
que nos cerca, não apenas atuando
nessa realidade, mas transforman-
do-a. O ensino de Matemática deve
preparar o estudante para a vida,
qualificando-o para o aprendizado
permanente e para o exercício da ci-
dadania.

Vamos exemplificar com um artigo da LDB:

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental


e do ensino médio devem ter uma base nacional comum, a ser com-
plementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento
escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características re-
gionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educan-
dos. (LDB, pg. 20, 1996)

Esse artigo estabelece a implementação da Base Nacional Comum


Curricular, ou seja, a criação de um documento que sirva de refe-
rência para que cada estado brasileiro e o Distrito Federal possa re-
correr e se orientar no processo de elaboração dos seus currículos
internos, inclusive contemplando suas peculiaridades.

A proposta é estimular a aprendizagem, a autonomia intelectual dos


alunos por meio de atividades planeja-
das pelo professor, para promover o uso
de diversas habilidades de pensamento
como: interpretar, analisar, sintetizar,
classificar, relacionar e comparar, tra-
zendo para a aula questões práticas de
vivências para serem analisadas à luz
da teoria, dando significado ao conheci-
mento acadêmico. Todo esse processo
deve se dar através de uma aprendiza-
gem ativa, em que se compreende que
o aluno não é um mero “recebedor” de
informações, por isso deve se engajado,
de maneira participativa, na aquisição do
conhecimento.

••• 7 •••
Outro ponto que deve ser levado em consideração é a pers-
pectiva inclusiva, onde todos têm o direito de estarem juntos,
aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discrimina-
ção. Todos os alunos devem ser acolhidos independente de
suas condições físicas, intelectuais, sociais ou econômicas.

Desse modo reiteramos que todos têm direito à aprendizagem.


As dificuldades enfrentadas no processo evidenciam a necessi-
dade de se criar alternativas para a superação das mesmas, a fim
de favorecer a promoção da aprendizagem e a valorização das
diferenças, atendendo às necessidades educacionais de todos
os alunos.

Considerando a Matemática como uma ciência humana, viva


e fruto das necessidades e preocupações de diferentes cul-
turas, precisamos entender que o currículo traz os objetos de
conhecimento necessários ao desenvolvimento das habilida-
des e competências citadas, mas não deve ser visto como algo
engessado.

Sobre o estudo sistemático a cada etapa de ensino, merece


atenção especial a progressão horizontal existente entre as
habilidades de uma mesma Unidade Temática ao longo de todo
Ensino Fundamental. Vale ressaltar, que a progressão se apre-
senta à medida que a habilidade se aprofunda, exigindo do es-
tudante um desenvolvimento cognitivo cada vez mais elevado.

Lembramos que o foco do processo de ensino e de aprendiza-


gem não é o objeto do conhecimento em si. O foco deve ser,
para além do objeto, ou seja, de que
maneira ele será ensinado e de que
maneira será aprofundado. Por isso, o
professor deve estar atento aos co-
nhecimentos prévios dos estudantes
sobre o que será estudado em relação
às Unidades Temáticas: Números, Ál-
gebra, Geometria, Grandezas e Medi-
das e Probabilidade e Estatística para
acompanhar a progressão das habi-
lidades a serem desenvolvidas pelos
estudantes ao longo de todo Ensino
Fundamental.

••• 8 •••
2.3 O COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA
NA HORA DE PLANEJAR

A partir da referência da BNCC, o estado de


Minas Gerais, através da Secretaria de es-
tado de Educação – SEE/MG e cooperação
com a União Nacional de Dirigentes Munici-
pais – UNDIME, no componente curricular
de Matemática, manteve as cinco unidades
temáticas comuns a todos os anos de esco-
laridades do Ensino Fundamental (anos ini-
ciais e finais), estas em uma progressão das habilidades.
As cinco unidades temáticas foram estruturadas para possibilitar
que o ensino de Matemática não seja apenas baseado na transmis-
são de informações ao aluno. Dessa forma, todos os estudantes do
Ensino Fundamental devem ser incentivados a ampliar suas visões
de mundo e a compreenderem de maneira crítica as relações que
compõem a realidade.
Agora, vamos conhecer cada uma dessas Unidades Temáticas, que
por sua vez possuem objetos de conhecimentos e habilidades.
E atenção! As habilidades devem ser trabalhadas de
forma integrada para garantir o desenvolvimento do
pensamento reflexivo dos estudantes.

Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas

Resolver problemas com


números naturais, inteiros
Desenvolver o pensamento
Números

e racionais, envolvendo as
numérico, que implica o

1
operações fundamentais
conhecimento de maneiras
com seus diferentes
de quantificar atributos
significados, utilizando
de objetos e de julgar e
de estratégias diversas
interpretar argumentos
e, compreendendo os
baseados em quantidades.
processos envolvidos nas
operações.

••• 9 •••
Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas

■ Compreender os
■ Desenvolver o
diferentes significados
pensamento algébrico,
das variáveis numéricas
que é essencial para
em uma expressão;
utilizar modelos
■ Estabelecer uma
Álgebra

matemáticos na

2
generalização de uma
compreensão,
propriedade, investigar
representação e análise
a regularidade de uma
de relações quantitativas
sequência numérica,
de grandezas e, também,
indicar um valor
de situações e estruturas
desconhecido em uma
matemáticas, fazendo
sentença algébrica e
uso de letras e outros
estabelecer a variação
símbolos.
entre duas grandezas.

■ Aprimorar-se
de conceitos e
procedimentos
■ Desenvolver os conceitos necessários para resolver
Geometria

de congruência e problemas do mundo


semelhança. físico e de diferentes

3 ■ Relacionar Álgebra com


a Geometria, desde o
início do estudo do plano
áreas do conhecimento,
construindo o
pensamento geométrico
cartesiano, por meio da que é necessário
geometria analítica. para investigar
propriedades, fazer
conjecturas e produzir
argumentos geométricos
convincentes.

■ Reconhecer medidas
comprimento, área,
■ Compreender a realidade
volume e abertura de
e as medidas que
ângulo como grandezas
quantificam grandezas
associadas a figuras
do mundo físico. Desse
Grandezas e

geométricas e que
modo, favorece a
consigam resolver
medidas

integração da Matemática

4
problemas envolvendo
a outras áreas de
essas grandezas com o uso
conhecimento, como
de unidades de medidas
Ciências (densidade,
padronizadas mais usuais;
grandezas e escalas
■ Introduzir medidas
do Sistema Solar,
de capacidade de
energia elétrica etc.) ou
armazenamento de
Geografia (coordenadas
computadores como
geográficas, densidade
grandeza associada a
demográfica, escalas de
demandas da sociedade
mapas e guias etc.).
moderna.

••• 10 •••
Unidades
Habilidades Objetivos
temáticas

■ Desenvolver habilidades
para coletar, organizar,
representar, interpretar
Probabilidade
e Estatística e analisar dados em
■ • Planejar e construir uma variedade de
relatórios de pesquisas - contextos, de maneira a

5 estatísticas descritivas,
incluindo medidas de
tendência central e
fazer julgamentos bem
fundamentados e tomar
as decisões adequadas.
construção de tabelas e Isso inclui raciocinar
diversos tipos de gráficos. e utilizar conceitos,
representações e
índices estatísticos para
descrever, explicar e
predizer fenômenos.

Fonte: Organizado a partir do currículo de Minas Gerais

••• 11 •••
2.4 COMO TRABALHAR AS HABILIDADES
NO PLANEJAMENTO?

Quando nos sentamos para planejar uma


aula, a primeira coisa que fazemos é anali-
sar o conteúdo e listar os objetivos a serem
alcançados. Agora, com o currículo não há
necessidade, pois os planos de cursos já es-
tão prontos, sendo assim, compete aos pro-
fessores colocá-los em prática.
Devemos ter em mente que as habilidades são proces-
suais, ou seja, é uma aprendizagem que não será cons-
truida em uma aula, e sim durante todo o processo for-
mativo dos estudantes.
O Ensino Fundamental no contexto da Educação Básica

O Ensino Fundamental, segunda etapa da Educação Básica,


com a duração de 9 (nove) anos, conforme definição da Lei
Federal nº 11.274, de 2006, resulta da alteração da Lei Federal
nº 9.394, de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDBEN). Os Municípios, Estados e o Distrito Federal tiveram de se
adequar à norma até o ano de 2010. O propósito da ampliação do
Ensino Fundamental a partir desta Lei é:

Assegurar a todas as crianças um tempo mais


longo no convívio escolar, mais oportunidades
de aprender e um ensino de qualidade. Essa é a
proposta do MEC com a implantação do ensino
fundamental de nove anos. A intenção é fazer
com que aos seis anos de idade a criança este-
ja no primeiro ano do ensino fundamental e ter-
mine esta etapa de escolarização aos 14 anos. A
ampliação do ensino fundamental começou a ser
discutida no Brasil em 2004, mas o programa só
teve início em algumas regiões a partir de 2005.
(BRASIL, 2006. Acesso em: 28.nov. 2018)

••• 12 •••
Nessa direção, conforme BNCC
(BRASIL 2017), no Ensino Funda-
mental – Anos Finais, a escola pode
contribuir para o delineamento do
projeto de vida dos estudantes, ao
estabelecer uma articulação não
somente com os anseios desses
jovens em relação ao seu futuro,
mas também com a continuidade
dos estudos no Ensino Médio. Esse
processo de reflexão sobre o que
cada jovem quer ser e sobre o pla-
nejamento de ações para construir
esse futuro, pode representar mais uma possibilidade de desenvolvi-
mento pessoal e social.
Ao longo dessa fase de escolarização, os estudantes se deparam
com desafios de maior complexidade, os quais condensam os co-
nhecimentos próprios de cada área. Nesse sentido, a BNCC (BRA-
SIL, 2017) afirma que, tendo em vista essa maior especialização, é
importante, nos vários componentes curriculares, retomar e ressig-
nificar as aprendizagens do Ensino Fundamental – Anos Iniciais no
contexto das diferentes áreas, visando o aprofundamento e a am-
pliação de repertórios dos estudantes.
A escola deve estar atenta à culturas distintas (não uniformes nem
contínuas dos estudantes), dessa etapa, sendo necessário que a es-
cola dialogue com a diversidade de formação e vivências para enfren-
tar com sucesso os desafios de seus propósitos educativos. Nessa
perspectiva, a construção coletiva dos Projetos Políticos Pedagó-
gicos (PPP) torna-se essencial na efetivação de um currículo terri-
torial, regional ou local que contemple as especificidades de cada
comunidade e reflita, em sala de aula, em aprendizagem significativa.
A compreensão dos estudantes, como sujeitos com histórias, e sa-
beres construídos nas interações com outras pessoas, tanto do en-
torno social mais próximo quanto do universo da cultura midiática
e digital, fortalece o potencial da escola como espaço formador e
orientador para a cidadania consciente, crítica e participativa.
Diante do exposto, o Currículo Referência de Minas Gerais, em con-
sonância com a BNCC, no Ensino Fundamental, estrutura-se em
Áreas do Conhecimento e seus respectivos componentes curricu-
lares, a saber:

••• 13 •••
Áreas do Conhecimento

Língua Portuguesa

Língua Inglesa
I - Linguagens
Arte

Educação Física

II - Matemática

III - Ciências da
Ciências
Natureza

Geografia
IV - Ciências
Humanas
História

V - Ensino Religioso

••• 14 •••
Cada área do conhecimento e cada componente curricular traz uma
parte introdutória, na qual é apresentada suas constituições en-
quanto conhecimento científico, as suas relações com as concep-
ções afirmadas no currículo, suas especificidades e diretrizes. Além
disso, é apresentar uma explicação desse componente curricular
em cada fase do Ensino Fundamental e de sua organização, seja em
campos de atuação, ou em unidades temáticas.. Ao final, são apre-
sentadas discussões sobre as formas de avaliação em cada compo-
nente. Vale destacar que são definidas competências específicas a
serem desenvolvidas ao longo desse percurso.
É apresentado o quadro denominado Organizador Curricular em que
se organizam as habilidades ano a ano e, é possível visualizar a pro-
gressão das aprendizagens, a fim de auxiliar professores e equipes
pedagógicas em suas práticas educativas e colaborar para uma edu-
cação coerente e equitativa.
Para realizar a leitura dos organizadores curriculares, quadros nos
quais se encontram os direitos de aprendizagem, é necessário en-
tender as estruturas previstas na BNCC.
Para sua leitura deve-se utilizar a referência abaixo:
Você já consegue decodificar bem o que representa cada letra ou
número?
Estrutura de objetivos de Aprendizagem e habilidades

••• 15 •••
Os direitos e objetivos de aprendi-
zagem do Ensino Fundamental tam-
bém seguem código alfanumérico.
As duas primeiras Letras do Código
alfanumérico se referem à etapa de
Ensino Fundamental (EF). O primei-
ro par de números se refere ao ano
em que as habilidades devem ser
trabalhadas. Se uma habilidade pos-
sui referência para mais de um ano,
ela deve ser trabalhada em todos os
anos. As letras em sequência indicam o componente a ser trabalha-
do. O último par de números é a posição do objetivo de aprendiza-
gem na numeração sequencial.
É a partir da identificação e compreensão desses obje-
tivos que pensaremos no planejamento a ser realizado
para promover as vivências desses estudantes. Lem-
brando dos princípios que devem sustentar todas as
ações e decisões.
Puxa! Toda essa discussão e orientação só se tornarão real e produ-
tiva se nós, educadores, partilharmos da ideia de entender que o es-
tudante ocupa um lugar especial na sociedade e seu protagonismo
precisa se tornar real.
Prezado professor, pesamos que você já percebeu, que tens o poder
de transformar os textos em contextos, as atividades em experiên-
cias. É você, por meio de suas concepções epistemológicas, que irá
modelar o novo currículo e determinar, por meio de seu planejamen-
to, o que, quando, como e quais recursos serão mobilizados nos pro-
cessos de ensinar e de aprender.

Nós aprendemos e ensinamos em meio a experiên-


cias, em meio às relações que estabelecemos na
escola. Tudo isso tem que ser organizado, pensado,
planejado, não é algo que acontece de qualquer
jeito. A ideia da experiência do aluno fazendo, do
professor também trabalhando, planejando e de-
senvolvendo práticas também está presente (MO-
REIRA, 2004 apud FARIA; SALLES, 2012, p.79).

••• 16 •••
Nesta perspectiva, verifica-se que a
ação consciente, competente e crí-
tica do professor é que transforma
a realidade, a partir das reflexões vi-
venciadas no planejamento, na sua
execução e avaliação. Um planeja-
mento docente coerente com a visão
da criança, no centro do processo
educativo, exige observação, me-
diação, registro, análise sobre o seu
fazer e sobre as experiências Que estás propondo, orientado pelas
ações de cuidar e educar as crianças
Outro ponto importante na hora de planejar é conhecer o Projeto
Político Pedagógico da sua escola.
O CRMG traz a concepção de PPP como “um processo de ação-re-
flexão-ação, assumido pelo esforço coletivo e a vontade política dos
atores sociais envolvidos” (CRMG, p. 12). Sendo assim, temos mais
questões para refletir e orientar essa construção:

■ Como podemos avançar com o


PPP da nossa escola?
■ Fazemos um diagnóstico da reali-
dade?
■ Na elaboração do PPP temos a co-
munidade como ponto de partida?
■ Pais e alunos estão envolvidos no
nosso planejamento?
■ Como concebemos o trabalho pe-
dagógico na nossa escola?
■ A quantas anda a nossa organi-
zação do trabalho pedagógico na
escola?
■ Como o PPP, fundamentado no
CRMG, que é fundamentado na
BNCC, pode construir o sucesso
escolar de estudantes de todos os
municípios mineiros?

••• 17 •••
O Projeto Político Pedagógico foi instituído na Constituição Federal
e, em 1996, a LDB determinou que todas as instituições de ensino ne-
cessitam ter seu documento. Dentre outros aspectos, a importância
desse documento, o PPP, está no fato de ser um meio de referendar
o processo de gestão democrática do ensino público e também de in-
vestir na autonomia das instituições de ensino. Eis um grande motivo
para ser valorizado fortemente!
É importante destacar que o Projeto Político Pedagógico norteia as
práticas e metodologias escolares e deve ser discutido, pensado e
elaborado colaborativamente, com a participação de toda a comuni-
dade escolar.
Caminhos definidos, daí vamos para a organização do trabalho coti-
diano que vai sendo realizado em sala. É ali, na sala de aula, que todas
as nossas concepções se tornam concretas. É sabido que, no proces-
so de ensinar e aprender, não existe um único método e uma única
estratégia que dê conta de ensinar todo mundo ao mesmo tempo.
Na sala de aula todas as nossas concepções e crenças se materializam,
por isso, a necessidade de muita consciência sobre o que se faz ou se
propõe em sala de aula. E sem planejamento dificilmente consegui-
remos realizar esse propósito. Aqui estamos nos refeirindo ao plane-
jamento docente.É esperado que a BNCC, o Currículo Referência de
Minas Gerais e o PPP de cada escola indiquem os caminhos para que
aulas sejam pensadas,
planejadas e executa-
das a partir das pre-
missas do trabalho em
grupo, da convivência
com as diferenças, da
superação dos obstá-
culos e do exercício
pleno da autonomia,
garantindo como na
imagem a seguir, a
correlação do currí-
culo com o trabalho
pedagógico da escola
e seu corpo docente.

••• 18 •••
Por fim, estes três documentos
(BNCC, Currículo, PPP) devem
estar inseridos, direta e indireta-
mente, no Plano de Aula dos pro-
fessores, permitindo que todo o
arcabouço legal, conceitual e ma-
terial discutido possa se efetivar
em sala de aula, ou fora dela, no
processo de ensino e aprendiza-
gem com os estudantes.
Antes de conversarmos sobre o
planejamento docente, vamos re-
visitar a discussão de um dos eixos estruturantes do CRMG: Currícu-
lo e Educação Integral. A compreensão desse eixo contribui bastante
para pensar na rotina do planejamento.
Planejamento e Eixo Estruturante: Currículo e Educação Integral
A concepção de educação integral nos permite organizar o currículo
desconsiderando a hierarquização dos saberes, garantindo a cons-
trução do conhecimento a partir das diversas dimensões humanas.
Assim, iremos trabalhar aqui com a concepção de currículo como
processo e não como produto, como comumente se compreende.
Currículo é experiência vivida e como tal envolve não só o levanta-
mento dos conteúdos a serem “ensinados”, mas também práticas, ati-
tudes, formas de organização do trabalho. E o que agregamos a esta
concepção quando acrescentamos a palavra “Integrado” à nossa de-
finição de Currículo? De que integração estamos falando?
Aqui, a integração é sinônimo de articulação, de construção de re-
des, de trocas de experiências, de um processo educativo, no qual o
encontro de saberes permite novas aprendizagens e novos desafios.
Até aqui tudo bem? Vamos dar uma parada para refletirmos sobre o
fórum a seguir:

••• 19 •••
Fórum 1: Questões norteadoras
O planejamento deve ser compreendido como um
instrumento capaz de intervir em uma situação
real para transformá-la. É uma mediação teórico-
-metodológica para a ação consciente e intencio-
nal que tem por finalidade fazer algo vir à tona, fa-
zer acontecer, para isto é necessário estabelecer
as condições materiais, bem como a disposição interior, prevendo o
desenvolvimento da ação no tempo e no espaço, caso contrário, vai
se improvisando, agindo sob pressão, administrando por crise.
Agora, a partir de suas reflexões e estudos, qual a importância do
Planejamento?
Exemplo 1: O planejamento escolar é uma atividade desafiadora e não
deve ser vista como mera burocracia. É o momento apropriado para
que todos os atores envolvidos no processo educacional estejam jun-
tos para repensar a escola e a sua missão, a atuação dos professores
e quais as finalidades que se deseja atingir.

Exemplo 2: Tem-se reservado ao planejamento a função de direcio-


nar o trabalho para que ele aconteça conscientemente, organizando
e proporcionando mudanças. No campo da educação o planejamento
tem um caráter condicionado a essa transformação, pois, ao final da
execução deste, espera-se que o objetivo seja alcançado e promova
uma mudança de comportamento do aluno frente ao conhecimento.
Rubrica: Um planejamento eficaz não fica apenas registrado no papel,
requer que estejamos conscientes de nossas convicções, de termos
determinação sobre o rumo que queremos dar ao processo educativo
como um todo. Bem como conhecimento das políticas educacionais
vigentes e suas diretrizes, para assim elaborar os planos educacionais,
considerando as realidades e as peculiaridades de vivência. Conside-
rando ainda, as condições escolares prévias dos alunos e verificando
suas prontidões em relação aos objetivos que se pretende alcançar e
aos conteúdos que serão trabalhados

••• 20 •••
O processo de planejamento é indissociável da
educação, pois, permite organizar antecipadamen-
te a ação didática, corrobora para a melhoria de
todos os envolvidos no processo educativo, con-
tribui para atingir os resultados desejados, para
superar as dificuldades, controlar a improvisação,
bem como contribui para a consecução dos obje-
tivos estabelecidos, com economia de tempo e efi-
cácia na ação.

SAIBA MAIS
Para responder ao fórum vá ao Ambiente Virtual.

••• 21 •••
2.5. NA HORA DE PLANEJAR, QUAIS COMPETÊNCIAS
DEVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO?

1
Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana,
fruto das necessidades e das preocupações de diferen-
tes culturas, em diferentes momentos históricos. Por
isso mesmo, deve ser reconhecida como uma ciência
viva, que contribui para solucionar problemas científi-
cos e tecnológicos e para alicerçar descobertas e cons-
truções, inclusive com impactos no mundo do trabalho.

Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investi-


gação e a capacidade de produzir argumentos convin-
centes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos
para compreender e atuar no mundo.
2
3
Compreender as relações entre conceitos e pro-
cedimentos dos diferentes campos da Matemáti-
ca (Aritmética, Álgebra, Geometria, Estatística e
Probabilidade) e de outras áreas do conhecimen-
to, de maneira tal que se garanta a segurança tan-
to no desenvolvimento da própria capacidade de
construir e aplicar conhecimentos matemáticos,
quanto no desenvolvimento da autoestima e da perseverança na
busca de soluções.

4
Fazer observações sistemáticas de aspectos quanti-
tativos e qualitativos presentes nas práticas sociais e
culturais, de modo a investigar, organizar, represen-
tar e comunicar informações relevantes, para inter-
pretá-las e avaliá-las crítica e eticamente, produzin-
do argumentos convincentes.

••• 22 •••
5
Utilizar processos e ferramentas matemáticas, in-
clusive tecnologias digitais disponíveis, para mode-
lar e resolver problemas cotidianos, sociais e de ou-
tras áreas de conhecimento, validando estratégias e
resultados.

6
Enfrentar situações-problema em múltiplos contex-
tos, incluindo-se situações imaginadas, não direta-
mente relacionadas com o aspecto prático-utilitário,
expressar suas respostas e sintetizar conclusões, uti-
lizando diferentes registros e linguagens (gráficos, ta-
belas, esquemas, além de texto escrito na língua ma-
terna e outras linguagens para descrever algoritmos,

7
como fluxogramas, e dados).

Desenvolver e/ou discutir projetos que abordam,


sobretudo, questões de urgência social, com base
em princípios éticos, democráticos, sustentáveis
e solidários, valorizando a diversidade de opiniões
de indivíduos e de grupos sociais, sem preconcei-
tos de qualquer natureza.

8
Interagir com seus pares de forma cooperativa, isto é, trabalhar
coletivamente no planejamento e no desenvolvimen-
to de pesquisas para responder a questionamentos e
para buscar soluções de problemas, de modo a iden-
tificar aspectos consensuais, ou não, na discussão
de uma determinada questão, respeitando o modo
de pensar dos colegas e aprendendo com eles.

Essas competências expressam os direitos de aprendizagem que


devem ser garantidos aos estudantes ao longo da Educação Bá-
sica.

••• 23 •••
Planejamento docente

Você consegue voltar um pouco no tempo e lembrar de suas prin-


cipais questões após ter recebido a sua primeira sala de aula, ou
um ano escolar que você não tinha experiência ou até mesmo uma
escola nova?

Você tinha certeza sobre o que fazer, como fazer, que escolhas me-
todológicas seriam adequadas, qual proposta de avaliação, etc.?

Talvez, você não lembre de todas suas dúvidas, mas em geral, quan-

??
do a gente se depara com a “nossa turma” no começo de um traba-
lho, sempre vem um pensamento de:

Por onde eu começo?

Todos os anos passamos por isso, não é mesmo?

A experiência vai ajudando a diminuir esse sentimento, na medida


que vamos dominando a forma de planejar nossa rotina, na medida
que vamos conhecendo o currículo proposto, na medida que vamos
conhecendo a comunidade escolar. Mas, mesmo a experiência exis-
tindo, até que a rotina das crianças fique bem estruturada, leva um
tempo.

Um dos caminhos para lidar com os de-


safios cotidianos citados anteriormen-
te é pensar na organização do trabalho
que se deseja realizar, e isso inclui pen-
sar sobre: quem são meus alunos? Quais
as finalidades desse ano escolar? Qual
metodologia mais adequada? Ou seja, se
queremos promover um trabalho peda-
gógico que faça sentido e diferença na
vida dos nossos alunos, fica claro então
a necessidade de levarmos em conta o
contexto em que atuamos, nossa reali-
dade e as verdades internas da escola e da comunidade.

Existem diferentes níveis de abrangência do planejamento, mas


agora queremos destacar o planejamento docente, como já foi dito.
Como entrar em sala sem definir o que se deseja fazer?

••• 24 •••
Devemos nos apropriar dos documentos, re-
fletir sobre eles, buscar conhecer a escola e
sua comunidade. Se você elaborar um plano
docente para sua turma descontextualizado
do que a escola precisa e/ ou propõe, dificil-
mente seu trabalho será produtivo e fará di-
ferença na comunidade.
A transformação da realidade vem da ação
intencional e consciente; e não da ação aleatória ou improvisada. Mes-
mo que seja uma boa ideia pedagógica, quando isolada, perde-se mais
facilmente do que quando faz parte da identidade de um grupo. E nesse
sentido, o CRMG destaca e enfatiza:
Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida; é agir ra-
cionalmente; é realizar um conjunto orgânico de ações, proposto para
aproximar uma realidade a um ideal; é implantar um processo de in-
tervenção na realidade (GANDIN, 2001). É o processo que nos permite
reduzir os níveis de incerteza, conhecer o sentido e a direção das ações
cotidianas. Planejar não é apenas algo que se faz antes de agir, mas é
também agir em função daquilo que se pensa. (CRMG, 2019, pág.62)
Planejar é uma mediação teórica metodológica para
ação, que em função de tal mediação passa a ser
consciente e intencional. Tem por finalidade procurar
fazer algo vir à tona, fazer acontecer, concretizar, e
para isto é necessário estabelecer as condições ob-
jetivas e subjetivas prevendo o desenvolvimento da
ação no tempo. [...]O planejamento educacional, en-
tendido em diversos níveis de abrangência, é um dos
componentes determinantes para ajustar o contex-
to escolar aos atuais desafios educacionais (CRMG,
p, 62, 2019)
Pensar no processo de construção e desenvolvimento do estudante é
pensar na rotina que se desejará estabelecer na sala de aula, seja men-
sal, quinzenal, diária. Pensar na rotina para decidir sobre, dentre outros
aspectos:
■ O que e como serão trabalhados os assuntos que se deseja investir
■ Periodicidade de atividades diárias, semanais ou quinzenais,
■ Momentos coletivos e individuais,
■ Organização diária (Rotina, atividades, recreio),
■ Materiais a serem utilizados,

••• 25 •••
■ Operacionalização de projetos,
■ Organização do espaço físico e temporal
(dependendo da atividade, a organização
da sala precisará de configurações dife-
renciadas).
E nada disso pode ser elaborado se não hou-
ver a consulta constante ao currículo.
Lá encontraremos o que é proposto para a faixa etária, conheceremos
os objetivos de aprendizagem que precisamos investir e as experiên-
cias propostas para cada etapa de ensino. Você conhece bem o que é
indicado para a faixa etária que você trabalha? Faça um teste rápido:
qual a orientação para o trabalho com Grandezas e Medidas para a fai-
xa etária que estou trabalhando? Se você não lembrar, não
tem problema, é só consultar o Currículo Referência de Mi-
nas Gerais, está tudo lá.

O planejamento docente pode ter várias formas, mas é ne-


cessário que exista um tipo de registro. Esse registro será
útil para sabermos o que fizemos, como fizemos, o que falta fazer.
Cada escola deve encontrar seu caminho. Mas o que não pode faltar
é organizar uma rotina diária e semanal com tempos e espaços para
garantir que a criança viverá experiências diferenciadas, seleção dos
objetivos, definição do trabalho diário.

Num ambiente escolar o momento de aprender é planejado com inten-


ções educativas. De acordo com Referencial Curricular Nacional para
a Educação Infantil cabe:

[...] cabe ao professor planejar uma sequência de ati-


vidades que possibilite uma aprendizagem significa-
tiva para as crianças, nas quais elas possam reco-
nhecer os limites de seus conhecimentos, ampliá-los
e/ou reformulá-los (RCNEI,p. 196, 1998)

Pensar sobre a forma que daremos ao nosso planejamento e sua or-


ganização, exige pensar e conhecer a faixa etária com a qual trabalha-
remos, suas especificidades, os princípios e as orientações do CRMG.

Atenção! É importante cuidar para que algumas ações planejadas não


fiquem muito mais no campo do que é ideal do que no campo do que é
importante ser efetivamente vivenciado.

••• 26 •••
Refletir sobre a organização do
trabalho pedagógico diz tam-
bém respeito à postura que
adotamos diante dos nossos
alunos na sala de aula e na es-
cola em relação aos aconte-
cimentos, sejam locais ou do
mundo.

Tem mais um ponto importan-


te: tudo o que temos conversa-
do demanda uma coordenação
pedagógica bem estruturada,
efetiva, mas esse assunto fica
para um outro momento.

••• 27 •••
2.6 O QUE O PROFESSOR DEVE CONSIDERAR AO
PLANEJAR SUAS AÇÕES PARA O ANO LETIVO

O primeiro passo você já deu, procurar conhecer o Currículo Refe-


rência de Minas Gerais, pois o mesmo orienta os diversos campos
de ação do professor, desde a formação continuada, passando pelo
planejamento, gestão em sala de aula e avaliação.

Após conhecer estas orientações, é necessário acessar o Projeto


Político Pedagógico (PPP) da escola que atua, pois nele constam in-
formações a respeito das atividades desenvolvidas na escola, metas
e ações para com a comunidade da qual a escola está envolvida.

ATENÇÃO
Cursista, o PPP das escolas de Minas Gerais possivelmente
passaram por reformulações devido as orientações do Currícu-
lo Referência de Minas Gerais (2018), fique atento e mantenha
diálogo constante com a direção e coordenação pedagógica da
escola que atua!

Outro ponto que deve ser considerado ao desenvolver seu planeja-


mento é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), pois este do-
cumento possui normatizações que definem o conjunto de aprendi-
zagens, competências e habilidades essenciais a
serem desenvolvidas nos estudantes.
b0b6da

Os diálogos a respeito da BNCC, estão sendo pon-


tuados durante todo o corpo do texto, no entanto,
destacamos a importância de sua influência sobre
o planejamento das atividades docentes.

Inicialmente a BNCC traz o direcionamento do


“que ensinar e onde ensinar” durante as etapas
de ensino dos estudantes de maneira intencional
com o intuito de melhorar a qualidade de ensino
do Brasil. Foi por meio deste documento que os
Estados elaboraram um novo currículo educacio-
nal, orientando as práticas educacionais, desde o
nível infantil ao nível médio de ensino, além disso,
forçou uma adequação aos PPP’s escolares, con-
forme destacado anteriormente.

••• 28 •••
Outro ponto de influência da BNCC é a
obrigatoriedade de integrar característi-
cas regionais aos currículos estaduais (es-
colas públicas e privadas) as quais deverão
ser consideradas durante a exposição dos
conteúdos nas aulas de Matemática, ou
seja, é necessário aproximar os conteúdos
à realidade de vivência dos estudantes.

Além de tudo que já foi elencado anterior-


mente, a BNCC incentiva a utilização das
ferramentas tecnológicas que promovam
o conhecimento, por isso, desde sua elabo-
ração, intensificaram-se as discussões em
torno das metodologias ativas e dentro destas, ganharam destaque
a utilização de metodologias digitais como apoio tecnológico.

Por que considerar tudo isso?

?
Todos estes quesitos devem ser considerados
para que as aulas sejam desenvolvidas seguindo

?
uma sequência didática com conteúdos adequa-
dos para o ano e idade do estudante além de esta-
rem contextualizados com a realidade de vivência

?
dos mesmos. Nesse sentido as habilidades corre-
tas serão desenvolvidas no tempo correto, obede-
cendo às orientações pedagógicas dos principais
documentos norteadores que foram apresentados
neste curso de formação.

••• 29 •••
2.7 O QUE CONSIDERAR AO ELABORAR
O PLANO DE AULA?

Primeiramente se faz necessário o entendimento das diferenças


básicas entre planejamento e plano de aula. O plano é o documen-
to que registra todos os objetivos e metodologias pensados e (re)
pensados durante o planejamento, este por sua vez é o processo de
reflexão acerca das tomadas de decisões e caminhos a serem per-
corridos para que a aula seja executada de maneira positiva.

Ainda existe uma outra distinção entre Plano de Aula e Plano de En-
sino. O Plano de Ensino é aquele que o professor traça suas ações
em um recorte temporal mais longo (mensal, bimestral, semestral,
anual) e o Plano de Aula aquele que se refere a ação diária do pro-
fessor em sala de aula.

A cerca do que considerar ao elaborar o Plano de Aula, como ques-


tionamento norteador deste fragmento, destaca-se como resposta
TUDO (BNCC, PPP, Currículo Referência de Minas Gerais, vivências
dos estudantes, conteúdo a ser ministrado etc.). A grande maioria
dos professores considera apenas como roteiro o livro didático dis-
ponível para a disciplina, no entanto, é necessário considerar outros
materiais para agregar positivamente a exposição do conteúdo.

No campo do Ensino da Matemática, gostaríamos de co-


locar alguns pontos para reflexão: O que ensinar na Ma-
temática? Como ensinar Matemática? Onde Aplicar?

Partindo destes questionamentos de reflexão, ainda é


necessário pensar nos sujeitos que serão receptores
desse conhecimento que será transmitido e refletir sobre esse pro-
cesso, pois no Ensino da Matemática Escolar, haverá uma troca de
conhecimentos entre professor e aluno.

Você enquanto professor da disciplina de Matemática deve estar


atento aos relatos de experiência de seus estudantes, para que pos-
sa potencializar os questionamentos, inserindo nesse contexto apli-
cações e relações próprias da disciplina, por isso destaca-se mais
uma vez a importância de considerar as vivências e organizá-las
dentro das aulas, refletindo a respeito dos conceitos que podem ser
estudados a partir destas colocações.

••• 30 •••
A relação dentro do processo de Ensino e Aprendizagem nas au-
las de Matemática é uma via de mão dupla.

PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Conhecimento
matemático

Professor Estudante

Nesse processo, o conhecimento é transmitido e absorvido por


ambas as partes, não há mais um sujeito detentor de todo co-
nhecimento, pois esta é uma característica típica do ensino tradi-
cional e engessado, no qual o estudante não era considerado um
sujeito ativo do processo, apenas um sujeito receptor de informa-
ções descritivas e reproduzidas de maneira automatizadas.

A partir das novas orientações, o professor tem o papel de orien-


tar seus estudantes da melhor forma para potencializar as infor-
mações já acessadas e agregá-las ao conteúdo como exemplos,
questionamentos, etc.

Lembre-se que no processo de ensino e aprendizagem, seus


estudantes são também sujeitos ativos, por meio de suas falas
os demais componentes da sala de aula poderão compreender
o conteúdo. O novo currículo defende um ensino humanizado e
contextualizado e dentro das diretrizes da equidade.

Planejar vai além de somente colocar no papel seu plano de exe-


cução de aula, é necessário refletir sobre os sujeitos contidos,
suas especificidades, o conteúdo, qual metodologia mais apro-
priada. Observe o que os autores logo abaixo apresentam:

••• 31 •••
O educador antes de ir para sala de aula preci-
sa ter um plano de aula para auxiliá-lo, com os
conteúdos a serem aplicados, com seus méto-
dos a utilizarem, pensando que esse método pode
ser modificado, pois talvez ele não seja o corre-
to para trabalharem com a turma. O método tem
que ser flexível, pois pode dar certo para alguns,
mas outros não adaptarem. (FERREIRA, NOVAES,
JESUS, 2011, p. 9-10.)

Após todo o momento de reflexão, o professor terá a sua dispo-


sição um plano (roteiro) de aula que deverá ser executado. Após a
execução o professor deverá avaliar se de fato os objetivos foram
alcançados e quais aspectos deverão ser melhorados e/ou adap-
tados.

Assim, o professor seguirá a procura da melhor maneira de desen-


volver as habilidades de seus estudantes dentro dos conteúdos
trabalhados, seguindo as orientações da BNCC, PPP e Currículo,
agregando ainda informações que aproximem esse conteúdo da
realidade de vivência.

Outro ponto importante a ser ressaltado, é a possibilidade que o


plano dá ao professor de aprimorar a sua prática, pois a experiên-
cia é fruto da constante reflexão sobre a mesma.

Veja um modelo de Plano de Aula que contém todos os pontos


necessários para o desenvolvimento de uma aula. É importante
frisar que o plano de aula deve ser objetivo em todas suas descri-
ções.

••• 32 •••
PLANEJAMENTO ENSINO FUNDAMENTAL / JUNHO - 9º ANO
DISCIPLINA: MATEMÁTICA
PROFESSOR: ALEXSANDRO KESLLER
PERÍODO: 01 A 30/06/2021
SÉRIE/ANO: 9º ANO TURNO:
DOCUMENTO NORTEADOR: BIMESTRE:

CONTEÚDO/OBJETO DE
DATA CONHECIMENTO
HABILIDADE OBJETIVO DE APRENDIZAGEM
(EF09MA05) Resolver e
elaborar problemas que
Matemática Finan- envolvam porcentagens Identificar situações em que o uso da porcenta-
ceira- (porcentagens e juros com a ideia de gem é importante;
aplicação de percentuais
e aplicações) - lucro/
01/06 sucessivos e a determi- Usar o fator de multiplicação para acréscimos e
prejuízo/aumentos e nação das taxas percen- descontos.
descontos sucessi- tuais, preferencialmente
vos com o uso de tecnologias *Resolver problema que envolva porcentagem.
digitais no contexto da
educação financeira.
(EF09MA05) Resolver e
elaborar problemas que
Matemática Finan- envolvam porcentagens Identificar situações em que o uso da porcenta-
ceira- (porcentagens e juros com a ideia de gem seja importante;
aplicação de percentuais
e aplicações) - lucro/
08/06 sucessivos e a determi- Usar o fator de multiplicação para acréscimos e
prejuízo/aumentos e nação das taxas percen- descontos.
descontos sucessi- tuais, preferencialmente
vos com o uso de tecnologias *Resolver problema que envolva porcentagem.
digitais no contexto da
educação financeira.
Analisar informações expressas em gráficos ou
(EF09MA22) Escolher e tabelas como recurso para a construção de ar-
construir o gráfico mais gumentos.
adequado (colunas, seto-
Estatística Resolver problema com dados apresentados em
res, linhas), com ou sem
tabelas ou gráficos.
uso de planilhas eletrôni-
15/06 (Tabelas e Gráficos cas, para apresentar um
*Resolver problema envolvendo informações
Estatísticos) determinado conjunto de
apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
dados, destacando as-
pectos como as medidas *Associar informações apresentadas em listas e/
de tendência central. ou tabelas simples aos gráficos que as represen-
tam e vice-versa.

(EF09MA22) Escolher e Calcular medidas de tendência central ou de dis-


construir o gráfico mais persão de um conjunto de dados expressos em
Medidas de tendên- adequado (colunas, seto- uma tabela de frequências de dados agrupados
cia central res, linhas), com ou sem (não em classes) ou em gráficos.
uso de planilhas eletrôni-
22/06 (Média, Mediana e cas, para apresentar um
*Resolver problema envolvendo informações
apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Moda) - Definição e determinado conjunto de
dados, destacando as-
aplicações. pectos como as medidas
*Associar informações apresentadas em listas e/
ou tabelas simples aos gráficos que as represen-
de tendência central. tam e vice-versa.

(EF09MA22) Escolher e Calcular medidas de tendência central ou de dis-


construir o gráfico mais persão de um conjunto de dados expressos em
Medidas de tendên- adequado (colunas, seto- uma tabela de frequências de dados agrupados
cia central res, linhas), com ou sem (não em classes) ou em gráficos.
uso de planilhas eletrôni-
29/06 (Média, Mediana e cas, para apresentar um
*Resolver problema envolvendo informações
apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Moda) - Definição e determinado conjunto de
dados, destacando as-
aplicações. pectos como as medidas
*Associar informações apresentadas em listas e/
ou tabelas simples aos gráficos que as represen-
de tendência central. tam e vice-versa.

••• 33 •••
Antes de formular seu plano de aula, converse com a direção e
coordenação pedagógica a respeito dos estudantes, se existem
pessoas com deficiência ou com necessidades educacionais es-
peciais, pois este fator também influenciará no processo de pla-
nejamento, pois as metodologias deverão ser direcionadas à edu-
cação inclusiva. Lembre-se ainda do local onde a aula irá ocorrer,
isso poderá influenciar diretamente no tempo da aula.
A questão do planejamento já vem sendo foco de discussão den-
tro das escolas, como fonte de pesquisas diversas, que visam
compreender melhor a importância do mesmo dentro da prática
docente.
Agora vamos observar o resultado de uma pesquisa cuja temática
trata do planejamento. Observe as palavras de professores ao serem
questionados durante uma pesquisa a respeito do planejamento:
O Planejamento deve ser uma prática contínua,
já que, cada turma tem uma realidade diferen-
te. Conforme afirmou a professora: “o conte-
údo pode ser o mesmo, mas a forma de você
trabalhar nunca é a mesma, mas isso é que é o
bacana de dar aula, é porque no fundo não tem
a mesmice, você lida com pessoas, as pessoas
não são as mesmas.” Portanto, esta professora
mencionou um dos princípios do planejamento,
“o conhecimento da realidade”, a necessidade
que há em saber para quem se vai planejar fa-
zer a sondagem e a partir desses dados elaborar
um diagnóstico que será o fator determinante
do planejamento. (NASCIMENTO, 2015, p. 4).
Note que ao responder a pesquisa o professor pesquisado afirmou
que o planejamento sempre muda, mesmo quando o conteúdo a ser
abordado em sala de aula é o mesmo. Os conteúdos poderão ser
repetidos, mas abordagem do mesmo sempre mudará, além disso,
todas as suas novas turmas serão diferentes, os sujeitos trarão para
a sala de aula novas experiências, novas falas, uma diferente inter-
pretação dos fenômenos vividos no espaço geográfico.
Após estas colocações, esperamos que você tenha compreendido a
importância do planejamento na prática docente, tal como a impor-
tância de consultar sempre que possível as orientações do Currículo
Referência de Minas Gerais.

••• 34 •••
2.8 O PLANEJAMENTO E O CURRÍCULO

Já que debatemos a respeito das orientações curriculares para seu


planejamento didático, gostaríamos de fazer um questionamento:
Será que essa é a única relação entre planejamento e currículo?
O componente curricular visa dar condições mínimas
para que o professor consiga desenvolver suas práti-
cas e para que a prática docente aconteça de manei-
ra plena, faz-se necessário basear-se nas orientações
curriculares (SACRISTÁN, 2000). O próprio currículo é
um documento planejado para ser executado, ambos caminham de
mãos dadas para que o ensino de qualidade aconteça.
Fórum 2: Desafio de enriquecimento
Como colocar em prática o meu Planejamento
em Sala de Aula?
Você se lembra de algum filme que gostou mui-
to? Se eu te pedisse para me contar como foi
esse filme você conseguiria?
À medida que fui ganhando experiência aprendi
o segredo para ministrar uma boa aula.
Quer que eu te conte? Acredito que sim!
Quando te perguntei se você conseguiria me contar aquele filme que
te marcou em algum momento da sua vida, tenho certeza de que me
contaria com riqueza de detalhes apontando as partes mais emo-
cionantes e, ao contar, você conseguiria me passar todas as cenas
com tamanha emoção que eu me sentiria como parte integrante
desse filme. Passaria eu a associar a sua história às minhas vivências
ou situações que me causaram tamanha emoção, nesse momento
você perceberia que eu também estaria imerso na história, sentindo
a sua mesma emoção e ansioso pela sua conclusão.
Na sala de aula também é assim. O conteúdo tem que ser apresen-
tado com a mesma emoção que aquela do filme. A melhor forma
para dar uma boa aula, lógico, além do planejamento, é associar o
conteúdo à realidade do aluno, às suas vivências cotidianas e neces-
sidades futuras.

••• 35 •••
Agora que você já sabe o meu segredo, acredito que
você também deve ter uma técnica especial.

Conta para a gente qual o seu segredo para uma boa


aula? Há necessidade de algum recurso especial?

Agora estou curioso para saber qual a sua resposta,


não economize nas palavras e criatividade para
responder ao questionamento.

Exemplo 1: Para uma aula de matemática mais aberta, criativa e


visual é necessário que os estudantes sejam protagonistas do seu
processo de aprendizagem, pois descobrem que a matemática é uma
forma de se relacionar com mundo, ou seja, é muito mais que normas,
procedimentos, fórmulas e respostas certas. É necessário que a
matemática faça sentido. Como é difícil estudar e trabalhar algo que
não tem ideias conectadas, não é? No meu dia a dia, proponho para as
pessoas ao meu redor também tenham essa visão, de que tudo está
conectado e relacionado.

Exemplo 2: A turma precisa compreender que a Matemática não é


feita apenas de resultados precisos, mas também de aproximações,
raciocínios e elaboração de argumentos. Proponha situações
com o uso de estimativa e peça que os alunos explicitem em quais
conhecimentos se apoiaram para calcular. Para aproveitar a afinidade
dos alunos com as novas tecnologias, incentive a investigação da
Matemática nas atividades de programação e codificação. Assim,
os estudantes têm a oportunidade de entender o funcionamento de
padrões numéricos e geométricos, as novas formas da Matemática
se apresentar.

SAIBA MAIS
Para responder ao fórum vá ao Ambiente Virtual.

••• 36 •••
b0b6da

Ouça o podcast com


o resumo do Eixo 2 na
plataforma.

Faça o questionário final na


plataforma.

••• 37 •••
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.

MINAS GERAIS. Currículo Referência de Minas Gerais. Secretaria de Educação do Estado de Minas
Gerais.

Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/20181012%20-%20


Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20de%20Minas%20Gerais%20vFinal.pdfAcesso em: 24,
ago, 2021.

NASCIMENTO, D. A. do. Planejamento, currículo e avaliação: diálogo com professores. In: Congresso
de Inovação Pedagógica de Arapiraca. Arapiraca, 2015. Anais...Arapiraca, 2015.

SACRISTÁN, G. Consciência e ação sobre a prática como libertação profissional de professores. In:
NÓVOA, A. (Org.). Profissão professor. Porto: Porto Editora, 1999.

SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2000.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.

VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico


elementos metodológicos para elaboração e realização. 10ª Ed. São Paulo: Libertad, 2002.

••• 38 •••

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