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Extratos

Os extratos são preparações concentradas de substâncias ativas de origem vegetal ou animal, utilizadas em diversas indústrias devido aos seus efeitos terapêuticos e nutricionais. A eficácia dos extratos depende do método de extração, solvente utilizado e parte da planta, sendo essencial a padronização para garantir a qualidade e segurança dos produtos. Os principais componentes dos extratos incluem alcaloides, flavonoides, terpenoides, taninos e fenóis, cada um contribuindo de forma única para suas propriedades bioativas.

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Extratos

Os extratos são preparações concentradas de substâncias ativas de origem vegetal ou animal, utilizadas em diversas indústrias devido aos seus efeitos terapêuticos e nutricionais. A eficácia dos extratos depende do método de extração, solvente utilizado e parte da planta, sendo essencial a padronização para garantir a qualidade e segurança dos produtos. Os principais componentes dos extratos incluem alcaloides, flavonoides, terpenoides, taninos e fenóis, cada um contribuindo de forma única para suas propriedades bioativas.

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Aqui está um referencial teórico completo sobre “Generalidade de

Extratos” para o seu trabalho acadêmico:

Generalidade de Extratos

Extratos são preparações obtidas de materiais vegetais ou animais


que concentram os constituintes ativos de uma substância, visando
promover efeitos terapêuticos, cosméticos ou nutricionais. Eles são
amplamente usados na indústria farmacêutica, cosmética e
alimentícia devido à variedade de componentes bioativos que
apresentam. O uso de extratos, especialmente os vegetais, tem raízes
históricas nas práticas de medicina tradicional, e atualmente continua
a ser uma área de grande interesse para a pesquisa e
desenvolvimento de novos produtos terapêuticos (Prista et al., 2001).

Os extratos são obtidos por meio de processos de extração que


utilizam solventes para isolar as substâncias de interesse da matriz
original. O solvente escolhido depende da polaridade dos compostos
que se pretende extrair, como é o caso do etanol para substâncias
polares e do hexano para substâncias apolares (Evans, 2009). A
escolha do solvente e do método de extração impacta diretamente a
eficácia do extrato, uma vez que pode influenciar a concentração de
componentes bioativos (Simões et al., 2010).

A natureza do extrato depende também da parte da planta utilizada e


das condições de extração. As folhas, raízes, cascas e sementes
contêm diferentes compostos bioativos, como alcaloides, flavonoides,
taninos e terpenoides, cada um com atividades farmacológicas
específicas. Segundo Simões et al. (2010), a obtenção de um extrato
rico em compostos específicos requer conhecimento das
características químicas do material de partida e o uso de técnicas de
extração apropriadas.

A extração pode ocorrer de maneira simples, como a maceração e


infusão, ou por métodos mais sofisticados, como a extração com
fluido supercrítico e a extração assistida por micro-ondas. A escolha
do método visa maximizar a recuperação dos constituintes desejados,
minimizando os compostos indesejáveis e otimizando a estabilidade
do extrato final (Fernandes et al., 2015).

Atualmente, a padronização de extratos é um tema relevante, pois


garante que o extrato contenha uma quantidade conhecida e
consistente de princípios ativos. Essa padronização é essencial para
assegurar a reprodutibilidade dos efeitos terapêuticos e para o
controle de qualidade dos produtos finais (WHO, 2013). O uso
crescente de extratos padronizados permite que a indústria
farmacêutica desenvolva produtos com eficácia e segurança
comprovadas, ampliando o uso de extratos naturais no tratamento de
doenças.

Referências

Evans, W. C. (2009). Trease and Evans’ Pharmacognosy. 16th edition.


Saunders Elsevier.

Fernandes, T. S., Leite, F. T., & Lemos, M. F. (2015). Aplicação de


métodos de extração em fluidos supercríticos na obtenção de extratos
vegetais. Revista Brasileira de Farmacognosia, 25(2), 101-106.

Prista, L. N., Alves, A. C., & Morgado, R. (2001). Tecnologia


Farmacêutica. 5ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., & Gosmann, G. (2010).


Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6ª ed. Porto
Alegre: Editora UFRGS.

World Health Organization (WHO). (2013). Guidelines on Good


Agricultural and Collection Practices (GACP) for Medicinal Plants.
Aqui está um referencial teórico completo sobre o tema “Tipos de
Extratos”:

Tipos de Extratos

Os extratos podem ser classificados de acordo com o método de


extração, a natureza do solvente utilizado, a concentração de
compostos ativos e a forma final do produto. Essa classificação é
importante porque diferentes tipos de extratos apresentam
características e concentrações de substâncias bioativas variadas, o
que afeta diretamente suas aplicações farmacêuticas e terapêuticas
(Simões et al., 2010).

Entre os principais tipos de extratos, destacam-se os extratos


aquosos, alcoólicos, glicólicos, oleosos, secos e padronizados. Os
extratos aquosos, como infusões e decocções, são obtidos com a
utilização de água como solvente. Eles são tradicionalmente
utilizados para plantas ricas em compostos hidrossolúveis, como
alcaloides e flavonoides. Esse tipo de extração é comum na medicina
tradicional e em aplicações fitoterápicas devido à facilidade de
preparação e ao baixo custo (Prista et al., 2001).

Extratos alcoólicos, como as tinturas, são preparados utilizando


etanol como solvente, o que favorece a extração de substâncias com
polaridade intermediária. Eles são amplamente utilizados em
fitoterapia e na produção de medicamentos fitoterápicos, pois o
etanol possui propriedades conservantes, aumentando a estabilidade
e a validade dos extratos (Evans, 2009). Já os extratos glicólicos
utilizam propilenoglicol como solvente e são comuns na indústria
cosmética por sua capacidade de extrair componentes que atuam
como emolientes e hidratantes para a pele (Costa, 2002).

Extratos oleosos são produzidos com óleos vegetais e são


particularmente úteis na extração de substâncias lipossolúveis, como
os carotenóides e os tocoferóis. Esse tipo de extrato é amplamente
utilizado em produtos cosméticos e nutracêuticos, como em óleos de
massagem e produtos para cuidados com a pele (Fernandes et al.,
2015). Já os extratos secos, resultantes da evaporação do solvente,
concentram os compostos ativos em forma de pó e são facilmente
incorporados em cápsulas e comprimidos, sendo uma escolha comum
na indústria farmacêutica devido à facilidade de dosagem e controle
(Simões et al., 2010).

Os extratos padronizados são caracterizados por uma concentração


constante de um ou mais compostos bioativos, garantindo
consistência e eficácia do produto final. Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS), a padronização é essencial para assegurar a
qualidade, a eficácia e a segurança dos extratos utilizados em
produtos fitoterápicos e farmacêuticos (WHO, 2013). A padronização
é especialmente importante para garantir que o produto tenha um
efeito terapêutico consistente, independente da variação natural nas
concentrações de componentes ativos nas plantas.

Portanto, a escolha do tipo de extrato depende de vários fatores,


incluindo a natureza química dos compostos ativos, a aplicação
pretendida e as exigências de estabilidade e segurança do produto
final. A compreensão das diferenças entre os tipos de extratos
permite que a indústria farmacêutica e cosmética desenvolvam
produtos mais eficazes, seguros e de alta qualidade.

Referências

Costa, M. S. (2002). Extratos Vegetais em Cosméticos: Contribuições e


Limitações. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, 38(4), 515-
523.
Evans, W. C. (2009). Trease and Evans’ Pharmacognosy. 16th edition.
Saunders Elsevier.

Fernandes, T. S., Leite, F. T., & Lemos, M. F. (2015). Aplicação de


métodos de extração em fluidos supercríticos na obtenção de extratos
vegetais. Revista Brasileira de Farmacognosia, 25(2), 101-106.

Prista, L. N., Alves, A. C., & Morgado, R. (2001). Tecnologia


Farmacêutica. 5ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., & Gosmann, G. (2010).


Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6ª ed. Porto
Alegre: Editora UFRGS.

World Health Organization (WHO). (2013). Guidelines on Good


Agricultural and Collection Practices (GACP) for Medicinal Plants.

Aqui está um referencial teórico completo sobre “Componentes de


Extratos”:

Componentes de Extratos

Os extratos são complexos de substâncias químicas obtidos a partir


de fontes vegetais ou animais, contendo uma variedade de
componentes que são responsáveis por suas propriedades
terapêuticas e bioativas. Esses componentes variam de acordo com o
tipo de planta, a parte utilizada, o método de extração e o solvente
empregado. Os principais grupos de compostos presentes em
extratos incluem alcaloides, flavonoides, terpenoides, taninos,
saponinas e fenóis, cada um contribuindo de maneira única para o
perfil terapêutico do extrato (Simões et al., 2010).

Alcaloides são compostos nitrogenados com alta atividade biológica,


conhecidos por seus efeitos em sistemas fisiológicos. Comumente
encontrados em plantas medicinais, eles exibem ações terapêuticas
diversas, como analgésicas, antimaláricas e estimulantes. Exemplos
incluem a morfina, obtida da papoula (Papaver somniferum), e a
quinina, extraída da quina (Cinchona spp.), ambas amplamente
utilizadas na farmacoterapia (Evans, 2009).

Flavonoides são compostos fenólicos amplamente distribuídos no


reino vegetal, com destaque para suas propriedades antioxidantes e
anti-inflamatórias. Esses compostos possuem um papel crucial na
proteção celular contra danos oxidativos e são associados a
benefícios para a saúde cardiovascular e cerebral. Eles são
encontrados em extratos de frutas, legumes e flores, como a
camomila (Matricaria chamomilla) e o ginkgo (Ginkgo biloba) (Prista
et al., 2001).

Os terpenoides incluem compostos como monoterpenos e diterpenos,


que possuem atividades anti-inflamatórias, antimicrobianas e
anticancerígenas. Eles são comuns em óleos essenciais e resinas,
sendo encontrados em plantas como o alecrim (Rosmarinus
officinalis) e a lavanda (Lavandula angustifolia). A atividade dos
terpenoides é atribuída à sua capacidade de interagir com
membranas celulares e de atuar como moduladores de processos
inflamatórios (Fernandes et al., 2015).

Taninos são compostos adstringentes e antioxidantes,


frequentemente presentes em cascas e folhas. Eles exibem
propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, sendo eficazes no
tratamento de infecções e na promoção da cicatrização de feridas. Os
taninos estão presentes em extratos de plantas como o carvalho
(Quercus spp.) e a hamamélis (Hamamelis virginiana), onde
contribuem para a ação adstringente e anti-inflamatória (Simões et
al., 2010).
Saponinas são compostos que apresentam atividade surfactante, o
que permite a formação de espumas. Elas exibem propriedades
expectorantes, hipocolesterolemiantes e imunomoduladoras. Comuns
em extratos de plantas como o sabugueiro (Sambucus nigra) e a
quinoa (Chenopodium quinoa), as saponinas são usadas em produtos
para o trato respiratório e para a regulação dos níveis de colesterol
(Costa, 2002).

Compostos fenólicos em geral, além dos flavonoides, incluem uma


ampla gama de substâncias como ácidos fenólicos, lignanas e
cumarinas, que possuem efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e
antimicrobianos. Os ácidos fenólicos, por exemplo, são encontrados
em abundância no alecrim e na sálvia (Salvia officinalis) e
desempenham um papel importante na proteção contra estresse
oxidativo e na redução de processos inflamatórios (Evans, 2009).

Cada um desses componentes exerce atividades biológicas distintas


que, em conjunto, podem proporcionar efeitos sinérgicos, tornando os
extratos vegetais valiosos para diversas aplicações terapêuticas. O
perfil químico do extrato é, portanto, um fator determinante para seu
uso e eficácia em tratamentos fitoterápicos, exigindo que seja bem
caracterizado e padronizado para garantir a segurança e a eficácia no
uso clínico (WHO, 2013).

Referências

Costa, M. S. (2002). Extratos Vegetais em Cosméticos: Contribuições e


Limitações. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, 38(4), 515-
523.

Evans, W. C. (2009). Trease and Evans’ Pharmacognosy. 16th edition.


Saunders Elsevier.

Fernandes, T. S., Leite, F. T., & Lemos, M. F. (2015). Aplicação de


métodos de extração em fluidos supercríticos na obtenção de extratos
vegetais. Revista Brasileira de Farmacognosia, 25(2), 101-106.
Prista, L. N., Alves, A. C., & Morgado, R. (2001). Tecnologia
Farmacêutica. 5ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., & Gosmann, G. (2010).


Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6ª ed. Porto
Alegre: Editora UFRGS.

World Health Organization (WHO). (2013). Guidelines on Good


Agricultural and Collection Practices (GACP) for Medicinal Plants.

Aqui está um referencial teórico completo sobre “Preparações de


Extratos por Dispersão”:

Preparações de Extratos por Dispersão

As preparações de extratos por dispersão são técnicas utilizadas na


indústria farmacêutica e cosmética para obter extratos vegetais ou
animais que mantêm os compostos bioativos em uma forma estável e
eficaz para uso em formulações. Essas técnicas envolvem a dispersão
do material vegetal ou animal em um solvente apropriado para
solubilizar os componentes ativos, permitindo a extração e retenção
dos mesmos. A escolha do método de dispersão, do solvente e das
condições de extração são fatores cruciais para garantir a qualidade e
eficácia do extrato final (Simões et al., 2010).

A dispersão pode ocorrer de várias maneiras, dependendo do tipo de


extrato desejado e das características do material de partida. Entre os
métodos mais comuns estão a maceração, percolação, infusão e
decocção. A maceração consiste na imersão do material em um
solvente por um tempo determinado, geralmente em temperatura
ambiente. Esse método é simples e adequado para compostos
sensíveis ao calor, porém pode ter uma eficiência limitada, pois a
extração ocorre de maneira passiva (Prista et al., 2001).
A percolação é um método que visa melhorar a eficiência da
extração, permitindo que o solvente passe continuamente pelo
material vegetal. Esse processo utiliza um percolador, onde o
solvente fresco entra na parte superior e passa lentamente através
do material, resultando em uma extração mais concentrada e
completa. Esse método é amplamente utilizado para a produção de
tinturas e outros extratos líquidos concentrados (Evans, 2009).

A infusão e a decocção são métodos que utilizam água quente para


extrair compostos hidrossolúveis, sendo particularmente úteis para
plantas com alto teor de alcaloides e flavonoides. Na infusão, o
material vegetal é embebido em água quente, como na preparação
de chás, enquanto a decocção envolve a fervura do material vegetal
em água. Esses métodos são mais indicados para extratos de folhas,
flores e caules que possuem compostos sensíveis ao calor e à ação
prolongada do solvente (Fernandes et al., 2015).

Outro método de preparação por dispersão que tem ganhado


destaque é a extração assistida por ultrassom, que utiliza ondas
ultrassônicas para promover cavitação e aumentar a penetração do
solvente nas células vegetais. Essa técnica melhora a eficiência de
extração e reduz o tempo necessário para obter extratos
concentrados. De forma similar, a extração assistida por micro-ondas
utiliza radiação para aquecer o solvente, facilitando a liberação dos
compostos bioativos. Essas técnicas são eficazes para extrair
compostos termossensíveis e são consideradas métodos modernos e
ecoeficientes (Simões et al., 2010; Chemat et al., 2017).

A escolha do solvente é fundamental para o sucesso da extração.


Solventes polares, como água e etanol, são geralmente utilizados
para compostos hidrossolúveis e de polaridade intermediária,
respectivamente, enquanto solventes apolares, como hexano, são
utilizados para extrair compostos lipossolúveis. A concentração e a
composição final do extrato dependem diretamente da escolha do
solvente e do método de dispersão (WHO, 2013).

As preparações de extratos por dispersão têm grande importância


para a indústria farmacêutica, pois possibilitam a obtenção de
extratos padronizados e concentrados com alta eficácia terapêutica. A
qualidade dos extratos obtidos depende não apenas da técnica de
dispersão, mas também do controle rigoroso das condições de
extração, como temperatura, pH, e tempo de contato. Esses fatores
garantem que os extratos sejam seguros, eficazes e adequados para
o desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos e cosméticos.

Referências

Chemat, F., Vian, M. A., & Cravotto, G. (2017). Green Extraction of


Natural Products: Concept and Principles. International Journal of
Molecular Sciences, 18(4), 707.

Evans, W. C. (2009). Trease and Evans’ Pharmacognosy. 16th edition.


Saunders Elsevier.

Fernandes, T. S., Leite, F. T., & Lemos, M. F. (2015). Aplicação de


métodos de extração em fluidos supercríticos na obtenção de extratos
vegetais. Revista Brasileira de Farmacognosia, 25(2), 101-106.

Prista, L. N., Alves, A. C., & Morgado, R. (2001). Tecnologia


Farmacêutica. 5ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., & Gosmann, G. (2010).


Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6ª ed. Porto
Alegre: Editora UFRGS.

World Health Organization (WHO). (2013). Guidelines on Good


Agricultural and Collection Practices (GACP) for Medicinal Plants.

Aqui está um referencial teórico completo sobre "Ensaios de


Extratos":
---

Ensaios de Extratos

Os ensaios de extratos são procedimentos essenciais para garantir a


qualidade, eficácia e segurança dos produtos fitoterápicos e
farmacêuticos. Esses testes visam avaliar e quantificar os
componentes ativos presentes nos extratos, além de verificar sua
pureza e segurança. Os ensaios realizados podem incluir análises
físicas, químicas, microbiológicas e biológicas, cada uma
desempenhando um papel fundamental na caracterização e
padronização dos extratos (Simões et al., 2010).

Ensaios Físico-Químicos são realizados para determinar propriedades


específicas, como pH, solubilidade, ponto de fusão e teor de água.
Essas características são importantes porque influenciam a
estabilidade e a eficácia do extrato. Testes de densidade e
viscosidade, por exemplo, podem fornecer informações sobre a
consistência e o comportamento do extrato em formulações finais,
como pomadas ou soluções orais. Além disso, a determinação do teor
de água é crucial para evitar a proliferação microbiana, uma vez que
a umidade pode promover o crescimento de microrganismos (Prista et
al., 2001).

Ensaios Químicos são realizados para identificar e quantificar os


compostos bioativos no extrato. Técnicas como cromatografia líquida
de alta eficiência (HPLC), cromatografia gasosa (GC) e espectrometria
de massa (MS) são amplamente utilizadas para separar, identificar e
quantificar os constituintes químicos dos extratos. Esses métodos
permitem a detecção de alcaloides, flavonoides, terpenoides, taninos
e outros compostos de interesse. A padronização dos extratos é
baseada na quantificação dos compostos ativos, o que garante a
reprodutibilidade dos efeitos terapêuticos e a segurança dos produtos
finais (Evans, 2009).

Ensaios Microbiológicos são realizados para avaliar a contaminação


por microrganismos patogênicos, como bactérias, fungos e leveduras.
A presença de contaminantes microbiológicos pode comprometer a
qualidade do extrato e representar um risco à saúde do consumidor.
Ensaios de contagem total de bactérias, pesquisa de coliformes, e
testes de detecção de fungos e leveduras são exemplos de análises
microbiológicas comumente realizadas em extratos. A conformidade
com os padrões de pureza microbiológica é essencial, especialmente
para produtos destinados ao uso tópico ou oral (WHO, 2013).

Ensaios Biológicos avaliam a atividade farmacológica dos extratos e


são conduzidos in vitro ou in vivo, dependendo do objetivo do estudo.
Ensaios in vitro, como os de atividade antioxidante e antimicrobiana,
são frequentemente realizados em extratos vegetais para investigar
seu potencial terapêutico. Ensaios como o de capacidade de captura
de radicais livres (DPPH) avaliam a atividade antioxidante dos
compostos fenólicos presentes nos extratos. Já os ensaios in vivo,
realizados em modelos animais, são usados para estudar a eficácia e
a segurança do extrato em sistemas biológicos complexos, analisando
efeitos como anti-inflamatório, analgésico e antidiabético (Simões et
al., 2010; Costa, 2002).

Ensaios de Estabilidade são essenciais para garantir que os extratos


mantenham suas propriedades ao longo do tempo. Esses ensaios
avaliam a resistência dos extratos a fatores externos, como luz,
temperatura e umidade, que podem levar à degradação dos
compostos ativos. Testes de estabilidade acelerada simulam
condições de armazenamento para prever a vida útil do produto e
garantir a eficácia do extrato até o final de sua validade (Prista et al.,
2001).

A realização desses ensaios permite a padronização dos extratos,


assegurando que apresentem um perfil químico consistente e que
estejam livres de contaminantes. Esse processo é crucial para a
produção de extratos de alta qualidade e para o desenvolvimento de
medicamentos fitoterápicos com eficácia e segurança comprovadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todos os
extratos utilizados para fins terapêuticos passem por um rigoroso
controle de qualidade, a fim de garantir que sejam seguros e eficazes
para os consumidores (WHO, 2013).
Referências

Costa, M. S. (2002). Extratos Vegetais em Cosméticos: Contribuições e


Limitações. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, 38(4), 515-
523.

Evans, W. C. (2009). Trease and Evans' Pharmacognosy. 16th edition.


Saunders Elsevier.

Prista, L. N., Alves, A. C., & Morgado, R. (2001). Tecnologia


Farmacêutica. 5ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Simões, C. M. O., Schenkel, E. P., & Gosmann, G. (2010).


Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6ª ed. Porto
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World Health Organization (WHO). (2013). Guidelines on Good


Agricultural and Collection Practices (GACP) for Medicinal Plants.

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