OB
RUPTURA PREMATURA
DAS MEMBRANAS OVULARES
• Definição: Rotura prematura das membranas Ultrassonografia – redução de quantidade de
ovulares após 20-22 semanas e antes do início líquido amniótico em relação a outro exame
do trabalho de parto. recente e Testes imunocromáticos.
• Diagnóstico: • Conduta irá depender da idade gestacional,
• Exame especular evidenciando saída de porém com indicação de resolução a partir
líquido pelo orifício externo do colo do útero de 34 semanas de idade gestacional ou antes
→ padrão ouro; se infecção materna e/ou fetal, alteração de
• Exames adicionais: Cristalização do muco vitalidade fetal ou trabalho de
cervical (aspecto folha de samambaia); pH parto espontâneo.
por fita (acima de 6,5 / fenol vermelho);
1. RPMO
1.1 Definição: 1.4 Conduta:
Rotura prematura das membranas ovulares após 20- Depende da idade gestacional;
22 semanas e antes do início do trabalho de parto.
Todos os casos:
1.2 Fatores de risco: • Evitar toque vaginal;
• Sobredistensão uterina – polidrâmnio, • Avaliação clínica;
macrossomia, gemelaridade; • Laboratorial: Urina 1; Urocultura; HMG; PCR; SGB.
• Incompetência istmocervical;
Antes da viabilidade (<24 semanas):
Inflamação/infecção local; • Prognóstico desfavorável;
• Principal causa. • Oferecer ao casal opção de interrupção (Alto
• Infecção vaginal ascendente: Enfraquecimento risco infeccioso para a paciente e prognóstico
das membranas → Rotura. Ex.: vaginose reservadíssimo para o bebê.)
bacteriana e infecção por Strepto B e gonococo; • Opção por manutenção? Assinatura em prontuário
• Tabagismo; pelo casal.
• Placenta inserção baixa;
• ITU (Infecção do Trato Urinário). Viabilidade (24 até 34 semanas):
• Internação;
1.3 Diagnóstico • Repouso relativo;
• Hidratação oral abundante (mínimo 2,5L ao dia);
Exame especular evidenciando saída de líquido pelo • Controle clínico: Sinais vitais; Tônus uterino; BCF;
orifício externo do colo do útero – que pode ou não • USG obstétrico com doppler + PBF (perfil biofísico
ser precipitado por Valsalva. Este é o exame padrão fetal) 2x/semana.
ouro para o diagnóstico; • Cardiotocografia diária;
• Controle de hemograma e proteína C reativa a
Exames complementares: cada dois a três dias;
• Cristalização do muco cervical (aspecto folha de • Evitar tocólise;
samambaia); • Corticoterapia: 1 ciclo de Betametasona 12mg
• pH por fita (acima de 6,5 / fenol vermelho); IM 24/24h (2 doses) ou Dexametasona 6mg IM
• Ultrassonografia – redução de quantidade de 12/12h (4 doses) – até 34 semanas. O corticoide
líquido amniótico em relação a outro exame pode promover leucocitose, especialmente nas
recente (A principal hipótese de líquido reduzido primeiras 48 horas.
no USG é RPMO, por ser mais frequente.) • Antibioticoterapia: Profilaxia SGB (Ampicilina 2g
• Testes imunocromáticos: Detectam proteínas do 6/6h por 48hrs); Aumentar latência: (Amoxicilina
líquido amniótico. 500mg 8/8h por 5 dias + Azitromicina 1g dose única).
Gabriel Salvestro - gabrielsalvestro@[Link] - 49885410880
OB
2 OBSTETRÍCIA BÁSICO
Quando interromper antes de 34 semanas? 1.5 Complicações:
• Infecção materna e/ou fetal; Infecção:
• Alteração de vitalidade fetal;
• Trabalho de Parto. • Corioamnionite;
• Neuroproteção fetal: Sulfato de magnésio • DPP (descolamento prematuro de placenta);
endovenoso; Até 31 semanas e 6 dias, se houver risco • Prolapso de cordão;
de parto iminente de dilatação a partir de 4 cm.
Oligoidrâmnio severo e precoce:
RPMO a partir de 34 semanas: • Compromete desenvolvimento fetal, hipoplasia
• Resolução da gestação; pulmonar, deformidades de extremidades;
• Postura ativa; • Compressão funicular, sofrimento fetal.
RPM
1.6 Corioamnionite:
Sinais e sintomas:
• Febre materna → quando isolado e sem demais
Antes de 24 semanas Entre 24 e 34 semanas Acima de 34 semanas
Conduta individualizada junto Conduta Expectante
Entre 34 e 36 focos de infecção, já faz o diagnóstico;
• Taquicardia materna;
ao casal
semanas
Alternativa
• Taquicardia fetal;
Repouso Relativo particularizada de
Pesquisa EGB Conduta conduta
Indução Expectante Hidratação
• Leucócitos >20.000 mm³ ou desvio ou aumento
Resolutiva expectante em
Controle clínico e serviços com
subsidiário para risco menor
infeccioso e vitalidade
de 20% dos leucócitos em relação ao inicial
Se atingir 24 infraestrutura
semanas fetal neonatal
Corticoide
(cuidado com o corticoide);
Indução Cesárea
Pesquisa EGB
Controle • Movimentos respiratórios ausentes no PBF.
clínico/subsidiário
• Via de parto preferencial na corioamnionite é via vaginal.
Fonte: Protocolo de Gestação de Alto Risco. • Se indicação de via de parto por cesárea, proteção
Ministério da Saúde, Brasília - DF, 2022. das goteiras parietocólicas com compressas
úmidas e lavagem peritoneal, se necessário.
Gabriel Salvestro - gabrielsalvestro@[Link] - 49885410880