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Normas Dispensa

O documento estabelece normas para a prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde, enfatizando a transição para a prescrição eletrônica e a eliminação gradual do uso de papel. Ele detalha os procedimentos, requisitos e informações necessárias para a prescrição, incluindo a identificação do médico, do paciente e do medicamento, além de abordar a dispensa em farmácias comunitárias. O objetivo é garantir uma utilização mais racional dos medicamentos e facilitar o acesso aos serviços de saúde.

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Normas Dispensa

O documento estabelece normas para a prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde, enfatizando a transição para a prescrição eletrônica e a eliminação gradual do uso de papel. Ele detalha os procedimentos, requisitos e informações necessárias para a prescrição, incluindo a identificação do médico, do paciente e do medicamento, além de abordar a dispensa em farmácias comunitárias. O objetivo é garantir uma utilização mais racional dos medicamentos e facilitar o acesso aos serviços de saúde.

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Normas relativas à dispensa de medicamentos e produtos

de saúde

Introdução .................................................................................................................................. 5
Prescrição ................................................................................................................................... 5
1. Âmbito .............................................................................................................................. 5
2. Prescrição por meios eletrónicos........................................................................................... 6
2.1. Numeração .............................................................................................................. 6
2.2. Local de prescrição.................................................................................................... 7
2.3. Identificação do médico prescritor ............................................................................... 7
2.4. Identificação do utente .............................................................................................. 7
2.5. Entidade financeira responsável .................................................................................. 7
2.6. Identificação do medicamento .................................................................................... 8
2.6.1. Prescrição por DCI ............................................................................................ 8

2.6.2. Prescrição por marca ......................................................................................... 8

2.6.3. Justificações técnicas......................................................................................... 9

2.7. Posologia e duração do tratamento ............................................................................. 9


2.8. Comparticipações Especiais ........................................................................................ 9
2.9. Data da prescrição .................................................................................................... 9
3. Prescrição Eletrónica Materializada ..................................................................................... 10
3.1. Tipos de receita ...................................................................................................... 10
3.2. Via da Receita ........................................................................................................ 10
3.3. Validade da prescrição e número de embalagens ........................................................ 11
3.4. Assinatura do médico prescritor ................................................................................ 11
4. Prescrição Eletrónica Desmaterializada ................................................................................ 11
4.1. Tipos de Linhas de Prescrição ................................................................................... 11
4.2. Validade da prescrição e número de embalagens ........................................................ 12
4.3. Hora de prescrição .................................................................................................. 12
4.4. Assinatura do médico prescritor ................................................................................ 12
5. Prescrição Manual............................................................................................................. 13
5.1. Identificação da exceção .......................................................................................... 13
5.2. Local de prescrição.................................................................................................. 13
5.3. Validade da prescrição e número de embalagens ........................................................ 13
5.4. Identificação e assinatura do médico prescritor ........................................................... 14
5.5. Especificidades ....................................................................................................... 14
Dispensa de medicamentos ......................................................................................................... 14
6. Informação ao utente ....................................................................................................... 14
7. Stock de medicamentos .................................................................................................... 15
8. Quantidades dispensadas em Receita Sem Papel .................................................................. 15
9. Dispensa de medicamentos prescritos por Denominação Comum Internacional (DCI) ............... 15
9.1. Quando existe grupo homogéneo .............................................................................. 15

Normas relativas à dispensa de medicamentos 1


9.2. Quando não existe grupo homogéneo ........................................................................ 16
10. Dispensa de medicamentos prescritos por nome comercial ou do titular .................................. 16
10.1. Medicamento de marca sem similar ou que não disponha de medicamento genérico similar
comparticipado ................................................................................................................. 16
10.2. Existência de justificação técnica do prescritor ............................................................ 16
10.2.1. Alínea a) - Medicamentos com margem ou índice terapêutico estreito ................... 16

10.2.2. Alínea b) - Reação adversa prévia ..................................................................... 17

10.2.3. Alínea c) - Continuidade de tratamento superior a 28 dias ................................... 17

11. Outras prescrições por nome do medicamento/titular ........................................................... 17


12. Esquema dos vários casos de dispensa ............................................................................... 18
12.1. Prescrição por DCI .................................................................................................. 18
12.2. Prescrição por nome do medicamento ou do titular de AIM ........................................... 19
13. Casos particulares de dispensa........................................................................................... 20
13.1. Aplicáveis apenas a receitas manuais ........................................................................ 20
13.1.1. Situações em que o utente não queira os produtos prescritos ............................... 20

13.1.2. Receita que não especifica a dimensão .............................................................. 20

13.2. Aplicáveis a todas as prescrições (justificações técnicas – JT) ....................................... 20


13.2.1. Receita com prazo de validade expirado ............................................................ 20

13.2.2. Dispensa de quantidade diferente da prescrita .................................................... 20

13.3. Aplicáveis apenas à RSP (justificações técnicas – JT) ................................................... 21


13.3.1. Dispensa de quantidades superiores às previstas mensalmente ............................ 21

14. Dispensa de medicamentos prescritos por DCI em situações de patologias ou grupos especiais de
utentes ................................................................................................................................ 22
15. Dispensa de medicamentos destinada a utentes Beneficiários do Complemento Solidário para
Idosos (CSI) ......................................................................................................................... 22
16. Dispensa de medicamentos e produtos com substâncias classificadas como estupefacientes ou
psicotrópicos ......................................................................................................................... 23
16.1. Dispensa de medicamentos estupefacientes e psicotrópicos ......................................... 23
16.1.1. Registo de dados ............................................................................................ 23

16.1.1.1. Identificação do doente ou seu representante ............................................... 23

16.1.1.2. Identificação da prescrição .......................................................................... 23

16.1.1.3. Identificação da farmácia ............................................................................ 24

16.1.1.4. Medicamento............................................................................................. 24

16.1.1.5. Data ........................................................................................................ 24

16.1.2. Arquivo de receitas ......................................................................................... 24

16.1.3. Controlo de receituário .................................................................................... 24

16.2. Dispensa de preparações e substâncias à base da planta de canábis para fins medicinais . 24
16.2.1. Registo de dados ............................................................................................ 25

16.2.1.1. Identificação do doente ou seu representante ............................................... 25

16.2.1.2. Identificação da prescrição .......................................................................... 25

16.2.1.3. Identificação da farmácia ............................................................................ 25

16.2.1.4. Produto .................................................................................................... 25

16.2.1.5. Data ........................................................................................................ 25

Normas relativas à dispensa de medicamentos 2


16.2.2. Arquivo de receitas ......................................................................................... 26

16.2.3. Controlo de receituário .................................................................................... 26

17. Dispensa de medicamentos manipulados ............................................................................. 26


18. Dispensa de produtos destinados a crianças com sequelas respiratórias, neurológicas e/ou
alimentares secundárias à prematuridade extrema .................................................................... 27
19. Dispensa de produtos dietéticos com caráter terapêutico ....................................................... 28
20. Dispensa de Produtos destinados ao autocontrolo da diabetes mellitus .................................... 28
21. Dispensa de medicamentos alergénios destinados a um doente específico ............................... 28
22. Dispensa de câmaras expansoras ....................................................................................... 29
23. Dispensa de dispositivos médicos de apoio a doentes ostomizados e/ou com incontinência /
retenção urinária ................................................................................................................... 29
23.1. Doentes ostomizados .............................................................................................. 30
23.2. Doentes com incontinência/retenção urinária.............................................................. 30
24. Dispensa de outros produtos.............................................................................................. 30
25. Dispensa de medicamentos prescritos em receitas emitidas noutros Estados-membro .............. 31
25.1. Utentes beneficiários do SNS .................................................................................... 31
26. Dispensa de dispositivos médicos prescritos em receitas emitidas noutros Estados-membro ...... 32
26.1. Utentes beneficiários do SNS .................................................................................... 32
27. Dispensa da prescrição manual ou eletrónica materializada ................................................... 33
28. Dispensa de medicamentos utilizando os serviços eletrónicos de dispensa ............................... 34
28.1. Serviço de Consulta Receitas .................................................................................... 34
28.2. Validação da dispensa ............................................................................................. 35
28.3. Efetivação da Dispensa ............................................................................................ 36
28.4. Código de direito de opção ....................................................................................... 37
28.5. Código de acesso e dispensa .................................................................................... 37
29. Anulação de dispensas ...................................................................................................... 37
30. Dispensa parcial ............................................................................................................... 38
31. Processo de dispensa offline .............................................................................................. 38
32. Confidencialidade/segurança dos dados .............................................................................. 38
Regimes de comparticipação ....................................................................................................... 38
33. Regime geral de comparticipação de medicamentos.............................................................. 39
34. Regime especial de comparticipação de medicamentos ......................................................... 39
34.1. Beneficiários........................................................................................................... 39
34.2. Patologias ou grupos especiais de utentes .................................................................. 39
34.3. Cidadãos estrangeiros com estatuto de refugiados ou com direito de asilo em Portugal ... 39
35. Comparticipação de medicamentos manipulados .................................................................. 40
36. Comparticipação de produtos destinados ao autocontrolo da diabetes mellitus ......................... 40
37. Comparticipação de produtos dietéticos com carácter terapêutico ........................................... 40
38. Comparticipação de câmaras expansoras ............................................................................ 40
39. Comparticipação de dispositivos médicos de apoio a doentes ostomizados e /ou com incontinência
/ retenção urinária ................................................................................................................. 41
Processamento/Faturação ........................................................................................................... 41
Guia de tratamento .................................................................................................................... 41
40. Descrição ........................................................................................................................ 41

Normas relativas à dispensa de medicamentos 3


41. Especificidades do Guia de tratamento da prescrição desmaterializada .................................... 42
Contactos úteis ......................................................................................................................... 43
Versão ..................................................................................................................................... 44

Normas relativas à dispensa de medicamentos 4


Introdução
A prescrição de medicamentos é efetuada por Denominação Comum Internacional
(DCI), com vista a centrar a prescrição médica na escolha farmacológica, e assim
contribuir para uma utilização mais racional dos medicamentos.

Encontrando-se, neste momento, reunidas as condições operacionais necessárias que


permitem proceder à generalização da desmaterialização do circuito de prescrição,
dispensa em farmácia comunitária e conferência de medicamentos, torna-se
necessário adaptar o processo de prescrição, dispensa e faturação numa ótica
desmaterializada, para que de forma progressiva possam eliminar-se os
procedimentos que pressupõem o suporte de papel da receita.

Assim, este documento pretende compilar um conjunto de regras e orientações de


cariz prático que a farmácia comunitária deve ter em conta ao dispensar
medicamentos e produtos de saúde, adequando-se a esta nova realidade da
prescrição eletrónica com desmaterialização da receita, vulgarmente designada por
receita sem papel (RSP).

Adicionalmente encontram-se publicadas, nos sites da Administração Central do


Sistema de Saúde, I.P. (ACSS), da SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da
Saúde, E.P.E. e do INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de
Saúde, I.P., as normas técnicas de prescrição de medicamentos e as normas técnicas
de software para a prescrição e dispensa.

Prescrição

1. Âmbito

A prescrição de medicamentos, incluindo medicamentos manipulados e


medicamentos contendo estupefacientes e psicotrópicos, tem de ser efetuada por
meios eletrónicos, conforme estabelecido pela Portaria nº 224/2015, de 27 de julho,
na sua redação atual, através da utilização de soluções ou equipamentos informáticos
reconhecidos pela SPMS, independentemente do seu local de prescrição.

Este tipo de prescrição é também aplicável a produtos de saúde, com ou sem


comparticipação pelo SNS, nomeadamente dispositivos médicos (ex: produtos de
ostomia, fraldas), géneros alimentícios destinados a uma alimentação especial
(produtos dietéticos), e outros.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 5


A receita sem papel e a receita materializada ou por via manual destinam-se à
prescrição em ambulatório e dispensa em farmácia comunitária dos medicamentos e
produtos de saúde acima referidos, em Portugal continental.

A receita materializada, cujo modelo foi aprovado pelo Despacho n.º 15700/2012, de
30 de novembro, na sua versão atual, tem o mesmo âmbito da receita sem papel,
mas é de uso excecional.

A prescrição por via manual só poderá ser feita excecionalmente e nos casos previstos
no artigo 8.º da Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho, na sua redação atual.

2. Prescrição por meios eletrónicos

Coexistem duas formas de disponibilização da prescrição eletrónica que ficam


disponíveis para a farmácia através do sistema central de prescrições (também
denominado de BDNP – Base de Dados Nacional de Prescrições):

- Receita eletrónica desmaterializada ou Receita sem Papel – a prescrição é


acessível e interpretável por equipamentos eletrónicos, ou seja, no momento de
prescrição, os softwares têm de validar e registar a receita no sistema central de
prescrições;

- Receita eletrónica materializada – a prescrição é impressa, ou seja, no


momento de prescrição, os softwares têm de validar e registar a receita na BDNP.

Independentemente do modo de disponibilização da prescrição eletrónica, a receita


deverá conter a seguinte informação, a validar, para os casos de receita materializada
e manual, antes de ser efetuada a dispensa:

2.1. Numeração

O número único da receita médica é atribuído pela BDNP com a seguinte codificação:

Posição Representação Prescrição materializada Prescrição desmaterializada

1 – Região Norte
Região de
2 – Região Centro
Saúde em que
3 – Região de Lisboa e Vale do Tejo
se integra o
1.º 4 – Região do Alentejo
local da
5 – Região do Algarve
prestação de
6 – Região Autónoma dos Açores
cuidados
7 – Região Autónoma da Madeira
01 – Receita não renovável
2.º e 3.º Tipo de receita 01
02 – Receita renovável
Proveniência –
4.º a 6.º Sistema 100
produtor

Normas relativas à dispensa de medicamentos 6


Posição Representação Prescrição materializada Prescrição desmaterializada

Numeração
7.º a
sequencial da Fornecido pelo Sistema Central
17.º
receita
0 – Receita não renovável
1 – Primeira via da receita renovável
18.º Via da receita 2 – Segunda via da receita 0
renovável
3 – Terceira via da receita renovável
Check-digit – cf.
19.º ISO/IEC 7064, Calculado pelo Sistema Central
MOD 11-2.

2.2. Local de prescrição

A identificação do local de prescrição é disponibilizada pela BDNP.

2.3. Identificação do médico prescritor

A identificação do prescritor é efetuada através do seu nome clínico, especialidade


(se aplicável), contacto telefónico, endereço de correio eletrónico (se aplicável) e
número da cédula profissional e é disponibilizada pela BDNP.

2.4. Identificação do utente

Deve ser identificada a existência de:

▪ Nome e número nacional de utente (NNU);

▪ Número de beneficiário da entidade financeira responsável (subsistema de


saúde, Instituto da Segurança Social (ISS), acordos internacionais), sempre que
aplicável.

▪ Regime especial de comparticipação de medicamentos, representado pelas letras


“R” e “O”, se aplicável. A letra “R” aplica-se aos utentes pensionistas abrangidos
pelo regime especial de comparticipação e/ou beneficiários do Complemento
Solidário para Idosos. A letra “O” aplica-se aos utentes abrangidos por outro
regime especial de comparticipação identificado por menção ao respetivo diploma
legal.

2.5. Entidade financeira responsável

Deve ser verificada a existência da entidade financeira responsável pelo pagamento


da comparticipação da receita.
A entidade financeira responsável deve corresponder ao SNS, SNS-Acidente (no caso
de prestação de cuidados decorrentes de acidentes de viação, de trabalho ou

Normas relativas à dispensa de medicamentos 7


pessoais), ISS (no caso de medicamentos fornecidos a doentes com doença
profissional e prescritos no âmbito da doença profissional) e ao abrigo dos
regulamentos comunitários ou Acordos Internacionais (onde deverá constar a sigla
do país, código da entidade responsável e o número de beneficiário correspondente).

2.6. Identificação do medicamento

2.6.1.Prescrição por DCI

O medicamento é identificado pelos seguintes elementos:

▪ Denominação Comum Internacional (DCI) ou nome da substância ativa;

▪ Forma farmacêutica (FF);

▪ Dosagem (Dos);

▪ Apresentação (dimensão da embalagem);

▪ Código Nacional para a Prescrição Eletrónica de Medicamentos (CNPEM) - código


representativo que agrupa, pelo menos, as seguintes características do
medicamento: DCI + Dos + FF + apresentação ou outro código oficial
identificador do produto, se aplicável.

▪ Posologia – o médico prescritor deve especificar a dose de medicamento, o


intervalo de administração, bem como a duração do tratamento;

▪ Número de embalagens.

2.6.2.Prescrição por marca

A prescrição pode, excecionalmente, incluir a denominação comercial do


medicamento, por marca ou indicação do nome do titular da autorização de
introdução no mercado, nas situações de:

▪ Prescrição de medicamento com substância ativa para a qual não exista


medicamento genérico comparticipado ou para o qual só exista original de marca
e licenças;

▪ Medicamentos que, por razões de propriedade industrial, apenas podem ser


prescritos para determinadas indicações terapêuticas;

▪ Justificação técnica do prescritor quanto à insusceptibilidade de substituição do


medicamento prescrito.

Nestes casos deve constar na prescrição:

Normas relativas à dispensa de medicamentos 8


▪ Nome comercial do medicamento ou do respetivo titular de autorização de
introdução no mercado;

▪ Código do medicamento representado em dígitos e em código de barras (em vez


do CNPEM).

2.6.3.Justificações técnicas

Margem ou índice terapêutico estreito (alínea a)

A receita tem que conter a menção “Exceção a) do n.º 3 do art. 6.º”.

Esta justificação está limitada à lista de medicamentos definida pelo Infarmed.

Reação adversa prévia (alínea b)

A receita tem de conter a menção “Exceção b) do n.º 3 do art. 6.º - reação adversa
prévia”.

Esta alínea apenas se aplica às situações em que tenha havido uma reação adversa
reportada ao Infarmed.

Continuidade de tratamento superior a 28 dias (alínea c)

A receita tem de conter a menção “Exceção c) do n.º 3 do art. 6.º - continuidade de


tratamento superior a 28 dias”.

O médico pode prescrever com indicação da marca ou nome do titular em


tratamentos com duração estimada superior a 28 dias.

2.7. Posologia e duração do tratamento

O Prescritor deve especificar a dose de medicamento, o intervalo de administração,


bem como, a duração do tratamento.

2.8. Comparticipações Especiais

Sempre que a prescrição se destine a um utente abrangido por um regime especial


de comparticipação de medicamentos em função da patologia, além da menção à
sigla “O”, é ainda obrigatória, junto ao nome do medicamento, a menção do despacho
que consagra o respetivo regime.

2.9. Data da prescrição

A data da prescrição é obrigatória devendo ser preenchida automaticamente pelo


software no formato aaaa-mm-dd.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 9


A verificação da data da prescrição é necessária para determinar a validade da receita
no caso de receita materializada, ou da linha de receita no caso de receita
desmaterializada.

3. Prescrição Eletrónica Materializada

Para além da informação identificada nos pontos 2.1 a 2.9, estas prescrições
apresentam as seguintes especificidades:

3.1. Tipos de receita

Em cada receita deve constar a referência ao tipo de receita, de acordo com a lista
seguinte:

RN – prescrição de medicamentos;

RE – prescrição de psicotrópicos e estupefacientes sujeitos a controlo;

MM – prescrição de medicamentos manipulados;

MA – prescrição de medicamentos alergénios destinados a um doente


específico;

UE – prescrição de medicamentos para aquisição noutro Estado-membro;

MDT – prescrição de produtos dietéticos;

MDB – prescrição de produtos para autocontrolo da diabetes mellitus;

CE - prescrição de câmaras expansoras;

OST – prescrição de produtos de ostomia/incontinência/retenção urinária;

PA – prescrição de produtos de apoio;

OUT – prescrição de outros produtos (ex. produtos cosméticos, suplementos


alimentares, etc.).

3.2. Via da Receita

As prescrições materializadas podem ser renováveis, desde que contenham


medicamentos destinados a tratamentos de longa duração1. Estas prescrições podem
ter até 3 vias, devendo ser inscrita a menção da via respetiva: 1.ª via, 2.ª via, 3.ª
via.

1
Tabela 2 da Deliberação n.º 173/CD/2011, de 27 de outubro do Infarmed.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 10


Cada via da receita materializada tem um número de receita único, de acordo com
as regras para a atribuição do número da receita.

3.3. Validade da prescrição e número de embalagens

A prescrição tem uma validade de 12 meses, contada a partir do dia seguinte da data
de emissão da receita.
Em cada receita podem ser prescritos até 4 medicamentos distintos 2, num total de 4
embalagens por receita. No máximo, podem ser prescritas 2 embalagens por
medicamento.
No caso dos medicamentos prescritos se apresentarem sob a forma de embalagem
unitária3 podem ser prescritas até 4 embalagens do mesmo medicamento, ou até 12
embalagens no caso de medicamentos de longa duração.

3.4. Assinatura do médico prescritor

A assinatura do médico prescritor é obrigatória e manuscrita.

4. Prescrição Eletrónica Desmaterializada

Para além da informação identificada nos pontos 1 a 2.9, estas prescrições


apresentam as seguintes especificidades:

4.1. Tipos de Linhas de Prescrição

Cada linha de prescrição é identificada univocamente e constituída pelo número da


prescrição e pelo número de ordem da linha de prescrição, correspondendo a um
Código Nacional para a Prescrição Eletrónica de Medicamentos (CNPEM) ou a um
número de registo de um medicamento ou outro código identificador do produto
prescrito.
LN - Linha de prescrição de medicamentos;

LE - Linha de prescrição de psicotrópicos e estupefacientes sujeitos a controlo;

LMM - Linha de prescrição de medicamentos manipulados;

2
Medicamentos distintos são aqueles que não tenham a mesma substância ativa, dosagem, forma
farmacêutica ou agrupamento de forma farmacêutica. Medicamentos iguais com tamanhos de embalagem
diferentes não são considerados medicamentos diferentes.
3
Aquela que contém uma unidade de forma farmacêutica na dosagem média usual para uma
administração em quantidade individualizada.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 11


LMA - Linha de prescrição de medicamentos alergénios destinados a um
doente específico;

LMDT - Linha de prescrição de produtos dietéticos;

LMDB - Linha de prescrição de produtos para autocontrolo da diabetes


mellitus;

LCE - Linha de prescrição de câmaras expansoras;

LOST – Linha de prescrição de produtos de ostomia/incontinência/retenção


urinária;

LPA – Linha de prescrição de produtos de apoio;

LOUT - Linha de prescrição de outros produtos.

4.2. Validade da prescrição e número de embalagens

Cada linha de prescrição apenas contém um medicamento até ao máximo de:


1. 2 embalagens, no caso de medicamentos destinados a tratamentos de curta ou
média duração4, com uma validade de 12 meses, contada a partir do dia seguinte
da data de emissão da receita.

2. 6 embalagens, no caso de medicamentos destinados a tratamentos de longa


duração5 com uma validade de 12 meses, contada a partir do dia seguinte da
data de emissão da receita.

No caso dos medicamentos prescritos se apresentarem sob a forma de embalagem


unitária6 podem ser prescritas até 4 embalagens do mesmo medicamento, ou até 12
embalagens no caso de medicamentos de longa duração.

Excecionalmente, o prescritor poderá efetuar prescrições com número de


embalagens superior aos limites previstos nos pontos anteriores, mediante
fundamentação médica inscrita no processo clínico do utente.

4.3. Hora de prescrição

A hora deve ter o seguinte formato: hh:mm.

4.4. Assinatura do médico prescritor

4
Tabela 1 da Deliberação n.º 173/CD/2011, de 27 de outubro do INFARMED.
5
Tabela 2 da Deliberação n.º 173/CD/2011, de 27 de outubro do INFARMED.
6
Aquela que contém uma unidade de forma farmacêutica na dosagem média usual para uma
administração em quantidade individualizada.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 12


A prescrição encontra-se assinada digitalmente pelo prescritor.

5. Prescrição Manual

Excecionalmente e nos casos previstos no artigo 8.º da Portaria n.º 224/2015, de 27


de julho, na sua redação atual, a prescrição pode ser feita por via manual.

Para que o farmacêutico possa aceitar a receita manual e dispensar os medicamentos


nela contidos, necessita de verificar os elementos identificados nos pontos 1 a 2.9 e
ainda verificar:

5.1. Identificação da exceção

Se, no canto superior direito da receita, está assinalada a exceção legal:

a) Falência informática;

b) Inadaptação do prescritor;

c) Prescrição no domicílio;

d) Até 40 receitas/mês.

Não compete à farmácia validar as situações de exceção, pelo que não é motivo de
recusa de pagamento da comparticipação do Estado à farmácia.

5.2. Local de prescrição

No local de prescrição, deve constar a respetiva vinheta do local de prescrição, se


aplicável. Nas unidades do SNS, se a prescrição se destinar a um doente pensionista
abrangido pelo regime especial, deverá ser aposta a vinheta de cor verde de
identificação da unidade de saúde. Nos consultórios e/ou médicos particulares, o local
deverá estar igualmente identificado, com o número do local de prescrição registado
no Portal de Requisição de Vinhetas e Receitas (PRVR) mediante vinheta ou aposição
do respetivo código.

5.3. Validade da prescrição e número de embalagens

A prescrição tem uma validade de 12 meses, contada a partir do dia seguinte da data
de emissão da receita.
A data de emissão da prescrição é de preenchimento obrigatório.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 13


Em cada receita podem ser prescritos até 4 medicamentos distintos 7, num total de 4
embalagens por receita. No máximo, podem ser prescritas 2 embalagens por
medicamento.
No caso dos medicamentos prescritos se apresentarem sob a forma de embalagem
unitária8 podem ser prescritas até 4 embalagens do mesmo medicamento.
A receita renovável não pode ser emitida por via manual.

5.4. Identificação e assinatura do médico prescritor

Deve ser verificada a existência dos dados do médico prescritor, a aposição da


respetiva vinheta e a assinatura. A assinatura é obrigatória e manuscrita.

5.5. Especificidades

As receitas não podem conter rasuras, caligrafias diferentes e não podem ser
prescritas com canetas diferentes ou a lápis, sendo motivos para a não
comparticipação das receitas.

Dispensa de medicamentos
Independentemente do tipo de dispensa – receita sem papel, materializada ou
manual – existe um conjunto de obrigações que a farmácia tem de dar cumprimento
e que se descrevem de seguida.
As especificidades inerentes a cada tipo de prescrição serão posteriormente
salientadas.

6. Informação ao utente

No ato da dispensa, o farmacêutico tem de informar o utente sobre o medicamento


comercializado que seja similar9 ao prescrito e apresente o preço mais baixo.
O utente deve ser informado do seu direito de opção na escolha do medicamento,
sempre que tal seja permitido (ver 9 e 10.2.3).

7
Medicamentos distintos são aqueles que não tenham a mesma substância ativa, dosagem, forma
farmacêutica ou agrupamento de forma farmacêutica. Medicamentos iguais com tamanhos de embalagem
diferentes não são considerados medicamentos diferentes.
8
Aquela que contém uma unidade de forma farmacêutica na dosagem média usual para uma
administração em quantidade individualizada.
9
No âmbito das Normas, medicamentos similares são aqueles que têm a mesma substância ativa,
dosagem, forma farmacêutica e tamanhos de embalagens equivalentes (mesmo CNPEM).

Normas relativas à dispensa de medicamentos 14


7. Stock de medicamentos

As farmácias devem ter disponível para venda, no mínimo, três medicamentos com
a mesma substância ativa, forma farmacêutica e dosagem, de entre os que
correspondam aos cinco preços mais baixos de cada grupo homogéneo.
Para tal, o farmacêutico deve selecionar os medicamentos cujo preço de venda ao
público seja inferior ou igual ao identificado na coluna 5.º Preço mais baixo constante
do Guia dos medicamentos genéricos e dos preços de referência.
Estas disposições não substituem o necessário cumprimento da Deliberação n.º
093/CD/2019 do Infarmed, que estabelece o prazo máximo de 12 h para que as
farmácias efetuem as diligências necessárias ao fornecimento de determinado
medicamento que não esteja disponível em stock, para além do cumprimento da
prescrição médica.

8. Quantidades dispensadas em Receita Sem Papel

Ao utente, apenas podem ser dispensadas, por mês:


1. no máximo 2 embalagens de medicamentos similares; ou
2. no máximo 4 embalagens de medicamentos similares, em dose unitária.

9. Dispensa de medicamentos prescritos por Denominação


Comum Internacional (DCI)

A receita médica é prescrita pela indicação da DCI, seguida da dosagem, forma


farmacêutica, apresentação e tamanho de embalagem e posologia. Esta informação
é codificada através do CNPEM.

9.1. Quando existe grupo homogéneo

O farmacêutico tem de dispensar o medicamento que cumpra a prescrição médica e,


caso aplicável, o mais barato dos 3 medicamentos identificados no ponto 7, exceto
nos casos em que o utente exerça o seu direito de opção.

➢ O utente pode optar por qualquer medicamento com o mesmo CNPEM (o


que corresponde à mesma DCI, forma farmacêutica, dosagem e tamanho
de embalagem similares ao prescrito), independentemente do seu preço.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 15


➢ Para tal, assume a diferença de preço e tem de demonstrar que exerceu
o direito de opção.

9.2. Quando não existe grupo homogéneo

O farmacêutico tem que dispensar o medicamento que cumpra a prescrição médica


e o mais barato para o utente, similar ao prescrito, que possua na Farmácia, exceto
nos casos em que o utente exerça o seu direito de opção.

➢ O utente pode optar por qualquer medicamento com o mesmo CNPEM,


independentemente do seu preço.

➢ Para tal, tem de demonstrar que exerceu o direito de opção.

10. Dispensa de medicamentos prescritos por nome comercial


ou do titular

O farmacêutico deve verificar se a prescrição se inclui nas seguintes situações:

10.1. Medicamento de marca sem similar ou que não disponha


de medicamento genérico similar comparticipado

Perante esta prescrição, o farmacêutico apenas pode dispensar o medicamento que


consta da receita.

10.2. Existência de justificação técnica do prescritor

10.2.1. Alínea a) - Medicamentos com margem ou índice


terapêutico estreito

Na receita tem que constar a menção “Exceção a) do n.º 3 do art. 6.º”.

Esta justificação apenas é permitida para os medicamentos identificados na lista


definida pelo Infarmed.
Perante esta prescrição, o farmacêutico apenas pode dispensar o medicamento que
consta da receita.
Se esta exceção for invocada para medicamentos que não constem da lista, a
dispensa deve ser feita como se de uma prescrição por DCI se tratasse.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 16


10.2.2. Alínea b) - Reação adversa prévia

Na receita tem de constar a menção “Exceção b) do n.º 3 do art. 6.º - Reação adversa

prévia”.

Perante esta prescrição, o farmacêutico apenas pode dispensar o medicamento que

consta da receita.

10.2.3. Alínea c) - Continuidade de tratamento superior a 28 dias

Na receita tem de constar a menção “Exceção c) do n.º 3 do art. 6.º - continuidade

de tratamento superior a 28 dias”.

➢ Apesar da justificação, o utente pode optar por medicamentos similares


ao prescrito, desde que sejam de preço inferior.

➢ Os preços a considerar para este efeito, são os que estão em vigor ou se


iniciaram no 1.º dia do 1.º mês do trimestre civil imediatamente anterior
àquele em que ocorre a dispensa: Ex. dispensa em dezembro -
consideram-se os preços em vigor desde o dia 1 de julho desse ano;
dispensa em janeiro - consideram-se os preços em vigor desde o dia 1 de
outubro do ano anterior.

➢ Para tal, o utente tem de demonstrar que exerceu o direito de opção.

11. Outras prescrições por nome do medicamento/titular

Caso a prescrição feita por nome do medicamento ou do titular não se enquadre nas
situações anteriormente mencionadas, ou na ausência da respetiva justificação, a
dispensa deve ser efetuada como se de uma prescrição por DCI se tratasse (ver 9).
Caso a prescrição inclua medicamentos com margem ou índice terapêutico estreito,
a farmácia deve ponderar a necessidade de confirmar com o médico a possibilidade
de substituição; se o médico não permitir, esse facto deve ser explicado ao utente e
este demonstrar que exerceu o direito de opção.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 17


12. Esquema dos vários casos de dispensa

12.1. Prescrição por DCI

Nota: Se a prescrição contiver menção a


Prescrição por DCI diplomas de comparticipação especial (letra
O) » ver 14

Identificação dos medicamentos similares ao


prescrito

Tem grupo
sim homogéneo? não

Identificação do medicamento mais barato


dos 3 que a farmácia é obrigada a ter em Informação ao utente dos medicamentos
stock disponíveis na farmácia e qual o mais barato
para o utente

Informação ao utente do
medicamento / preço a pagar

Utente opta por


outro medicamento
similar?

Utente opta por outro


medicamento similar?

sim
não
não

Farmácia dispensa o medicamento mais Farmácia dispensa o medicamento Farmácia dispensa o medicamento mais
barato dos 3 que a farmácia é obrigada a escolhido pelo utente barato
ter em stock

Utente confirma que exerceu o direito


de opção e que lhe foram dispensados
Utente confirma que lhe foram os medicamentos
dispensados os medicamentos Utente confirma que lhe foram
dispensados os medicamentos

Normas relativas à dispensa de medicamentos 18


12.2. Prescrição por nome do medicamento ou do titular de
AIM

Prescrição por marca

não Tem similar? sim

Farmácia dispensa o Tem similar MG


medicamento prescrito não
comparticipado
?

sim
grup
Utente confirma que lhe foram sim
dispensados os medicamentos Pertence
à lista?

sim margem
sim estreita
grup não

não
Prescrição por DCI
Ver 11

reação adversa
prévia

não
não

não tratamento >


28 dias

Utente opta por outro sim


medicamento similar
mais barato?

sim

Farmácia dispensa o medicamento


escolhido pelo utente

Utente confirma que exerceu o direito


de opção e que lhe foram dispensados
os medicamentos

Normas relativas à dispensa de medicamentos 19


13. Casos particulares de dispensa

13.1. Aplicáveis apenas a receitas manuais

13.1.1. Situações em que o utente não queira os produtos


prescritos

Se o utente não quiser adquirir algum dos produtos constante na receita


materializada ou manual, o farmacêutico deve, na presença do utente, riscar o
produto em causa na receita.

A pedido do utente é também admissível a dispensa de um número inferior de


embalagens relativamente às constantes da receita.

13.1.2. Receita que não especifica a dimensão

Se a receita não referir a dimensão da embalagem, o farmacêutico tem de fornecer


a embalagem comparticipada de menor dimensão disponível no mercado.

13.2. Aplicáveis a todas as prescrições (justificações técnicas


– JT)

13.2.1. Receita com prazo de validade expirado

A farmácia pode efetuar a dispensa de uma prescrição cujo prazo de validade tenha
sido ultrapassado caso o medicamento prescrito se encontre em rutura de stock e
este facto seja devidamente justificado (JT01).

13.2.2. Dispensa de quantidade diferente da prescrita

A dispensa de embalagens de dimensão diferente 10 da prescrita só é aceite se


devidamente justificada pela farmácia, no lado esquerdo do verso da receita ou na
BDNP, quando a embalagem prescrita se encontrar em rutura de stock.
▪ O farmacêutico pode fornecer embalagens que perfaçam quantidade
equivalente ou inferior à quantidade prescrita (JT02)

10
Consideram-se embalagens de dimensão diferente aquelas que dispõem de CNPEM diferentes. Não são
consideradas embalagens de dimensão diferente, por exemplo, as embalagens de 56 e 60 unidades, uma
vez que têm o mesmo CNPEM.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 20


Ex. 1. médico prescreve embalagem de 60 unidades que está indisponível – a
farmácia pode dispensar 3 embalagens de 20 unidades;
Ex. 2. médico prescreve embalagem de 56 unidades que está indisponível – a
farmácia pode dispensar 1 embalagem de 40 unidades.
▪ Excecionalmente, quando a embalagem prescrita estiver em rutura de stock
e apenas estiverem disponíveis embalagens de dimensão superior, a farmácia
apenas pode dispensar a embalagem com a quantidade mínima
imediatamente superior à prescrita (JT03)
ex. Medicamento com 2 apresentações: 40 e 60. O médico prescreve a
embalagem de 40 unidades que está indisponível – a farmácia pode,
excecionalmente e quando não haja alternativa, dispensar 1 embalagem de
60 unidades.

Consideram-se equivalentes os medicamentos que tenham o mesmo CNPEM.


Atendendo a que a farmácia deve sempre disponibilizar o medicamento mais barato
ao utente, sugere-se que o sistema informático mostre os medicamentos com o
mesmo CNPEM por ordem crescente dos encargos para os utentes de modo a facilitar
o ato da dispensa.

13.3. Aplicáveis apenas à RSP (justificações técnicas – JT)

13.3.1. Dispensa de quantidades superiores às previstas


mensalmente

O utente poderá adquirir quantidades mensais superiores às estabelecidas no ponto


8, mediante justificação da farmácia.
As justificações admissíveis são:
- quantidade de embalagens para cumprir posologia é superior a 2
embalagens por mês; ou 4 embalagens por mês, em dose unitária (JT04);
- extravio, perda ou roubo de medicamentos (JT05);
- dificuldade de deslocação à farmácia (JT06);
- ausência prolongada do país (JT07).

Normas relativas à dispensa de medicamentos 21


Apenas é possível a seguinte combinação dos casos particulares de dispensa
(justificações técnicas) em simultâneo na mesma linha de dispensa:

JT01 JT02 JT03 JT04 JT05 JT06 JT07


JT01 X X X X X X
JT02 X X X X X
JT03 X X X X X
JT04 X X X
JT05 X X X
JT06 X X X
JT07 X X X

14. Dispensa de medicamentos prescritos por DCI em


situações de patologias ou grupos especiais de utentes

No ato da dispensa, na receita materializada, o farmacêutico deve verificar a


existência de referência a comparticipações especiais, pela aposição do diploma legal
correspondente e pela letra “O” nos dados do utente.
Na Receita Sem Papel, esta informação é fornecida à farmácia através do web
services disponibilizados pela SPMS.
Nestes casos, além de identificar o medicamento que cumpre a prescrição do médico,
a farmácia deve dispensar o mais favorável ao utente (com menor encargo para o
utente), nomeadamente, o que beneficie de comparticipação especial.
Se a prescrição for efetuada por DCI, o utente apenas pode beneficiar de
comparticipação especial (atribuível por diploma) se o medicamento dispensado for
abrangido pelo diploma e este venha referido na prescrição.

15. Dispensa de medicamentos destinada a utentes


Beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI)

O regime de Benefícios Adicionais de Saúde (BAS) para os beneficiários do


Complemento Solidário para Idosos é válido desde que estejam reunidas
cumulativamente as seguintes condições:

▪ O utente disponha do benefício do Complemento Solidário para Idosos registado


no RNU;

▪ O medicamento seja comparticipado;

Normas relativas à dispensa de medicamentos 22


▪ Aposição da menção à Portaria n.º 66/2023, de 6 de março, na linha do
medicamento.

Na dispensa de medicamentos ao abrigo deste regime, e independentemente do tipo


de prescrição (manual, materializada ou sem papel), deverá ser incluída na fatura
emitida ao adquirente final a menção específica à aplicação à Portaria que
regulamenta a aplicação deste benefício.

16. Dispensa de medicamentos e produtos com substâncias


classificadas como estupefacientes ou psicotrópicos

16.1. Dispensa de medicamentos estupefacientes e


psicotrópicos

Os medicamentos que contêm substâncias ativas classificadas como estupefacientes


ou psicotrópicos (contidas nas tabelas I e II do Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de
janeiro, e n.º 1 do artigo 86.º do Decreto-Regulamentar n.º 61/94, de 12 de outubro)
seguem as mesmas regras dos restantes medicamentos (referidas em 2.6).

No caso de prescrição materializada ou manual, estes medicamentos têm de ser


prescritos isoladamente em receita do tipo RE; na prescrição desmaterializada, a
linha de prescrição é do tipo LE.

16.1.1. Registo de dados

Durante a dispensa destes medicamentos, e independentemente do tipo de


prescrição (manual, materializada ou sem papel) o farmacêutico tem de registar
informaticamente os seguintes elementos:

16.1.1.1. Identificação do doente ou seu representante

Nome;

Data de nascimento;

Número e data do bilhete de identidade ou da carta de condução ou número do


cartão do cidadão;

Número do passaporte no caso de cidadãos estrangeiros;

16.1.1.2. Identificação da prescrição

N.º da prescrição.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 23


16.1.1.3. Identificação da farmácia

Nome da farmácia e o número de conferência de faturas.

16.1.1.4. Medicamento

Número de registo e quantidade dispensada.

16.1.1.5. Data

Data da dispensa.

No caso de prescrições manuais ou materializadas, o utente ou o seu representante


assinam de forma legível no verso da receita; no caso de não saber assinar, o
farmacêutico consigna essa menção no verso da receita.

No caso de prescrições desmaterializadas, apenas é permitida a dispensa online deste


tipo de medicamentos.

16.1.2. Arquivo de receitas

A cópia/reprodução (em papel ou suporte informático) das prescrições manuais ou


materializadas tem de ser mantida em arquivo adequado pela farmácia durante 3
anos. Este arquivo tem de ser efetuado por ordem de aviamento e conter os dados
mencionados em 16.1.1.

16.1.3. Controlo de receituário

Os dados registados pela farmácia aquando da dispensa são comunicados à BDNP,


pelo que o controlo destes medicamentos é feito informaticamente, através da
consulta aos registos constantes na BDNP.

A farmácia apenas tem de enviar ao Infarmed a digitalização das receitas manuais,


até ao dia 8 do mês a seguir à dispensa.

16.2. Dispensa de preparações e substâncias à base da planta


de canábis para fins medicinais

▪ O farmacêutico tem de dispensar a preparação e/ou substância à base da planta


de canábis para fins medicinais que constam da prescrição.

▪ Estes produtos não podem ser substituídos na farmácia.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 24


▪ No caso de prescrição materializada e manual, estes produtos têm de ser
prescritos isoladamente em receita do tipo RE; na prescrição desmaterializada, a
linha de prescrição é do tipo LE.

16.2.1. Registo de dados

Durante a dispensa destes produtos, e independentemente do tipo de prescrição


(manual, materializada ou sem papel) o farmacêutico tem de registar
informaticamente os seguintes elementos:

16.2.1.1. Identificação do doente ou seu representante

Nome;

Data de nascimento;

Número e data do bilhete de identidade ou da carta de condução ou número do


cartão do cidadão;

Número do passaporte no caso de cidadãos estrangeiros;

16.2.1.2. Identificação da prescrição

N.º da prescrição.

16.2.1.3. Identificação da farmácia

Nome da farmácia e o número de conferência de faturas.

16.2.1.4. Produto

Número de registo e quantidade dispensada.

16.2.1.5. Data

Data da dispensa.

No caso de prescrições materializadas ou manuais, o utente ou o seu representante


assinam de forma legível no verso da receita; no caso de não saber assinar, o
farmacêutico consigna essa menção no verso da receita.

No caso de prescrições desmaterializadas, apenas é permitida a dispensa online deste


tipo de medicamentos.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 25


16.2.2. Arquivo de receitas

A cópia/reprodução (em papel ou suporte informático) das prescrições materializadas


e manuais tem de ser mantida em arquivo adequado pela farmácia durante 3 anos.
Este arquivo tem de ser efetuado por ordem de aviamento e conter os dados
mencionados em 16.2.1.

16.2.3. Controlo de receituário

Os dados registados pela farmácia aquando da dispensa são comunicados à BDNP,


pelo que o controlo destes medicamentos é feito informaticamente, através da
consulta aos registos constantes na BDNP.

A farmácia apenas tem de enviar ao Infarmed a digitalização das receitas manuais,


até ao dia 8 do mês a seguir à dispensa.

17. Dispensa de medicamentos manipulados

▪ Os medicamentos manipulados comparticipados são os constantes no Anexo do


Despacho n.º 18694/2010, 18 de novembro, e seguem as mesmas regras dos
medicamentos no que diz respeito à validade da prescrição, definida
anteriormente.

▪ Estes medicamentos são prescritos através de uma lista predefinida e o prescritor


deve indicar a dosagem e quantidade ou outra indicação adicional em campo de
notas.

▪ Se a prescrição for feita em campo de texto livre não haverá lugar a


comparticipação, independentemente de o medicamento manipulado constar do
Despacho acima referido, com exceção das receitas manuais.

▪ No caso de prescrição eletrónica materializada ou manual, estes medicamentos


têm de ser prescritos isoladamente, ou seja, a receita médica não pode conter
outros medicamentos/produtos, em receita do tipo MM. Na prescrição
desmaterializada, a linha de prescrição é do tipo LMM.

▪ No ato da dispensa, a farmácia deve registar o código correspondente ao


medicamento manipulado preparado e constante da lista pré-definida.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 26


18. Dispensa de produtos destinados a crianças com sequelas
respiratórias, neurológicas e/ou alimentares secundárias à
prematuridade extrema

▪ Os medicamentos, alimentos e suplementos alimentares que se destinem


especificamente ao apoio das crianças com sequelas respiratórias, neurológicas
e/ou alimentares secundárias à prematuridade extrema (com idade gestacional
inferior a 28 semanas) comparticipados constam da listagem fornecida pelo
Infarmed e seguem as mesmas regras dos medicamentos no que diz respeito ao
número de embalagens e validade da prescrição.

▪ A comparticipação destes produtos apresenta a seguinte limitação temporal:

Medicamentos:

a) Glucocorticoides para inalação - até aos 24 meses de idade;

b) Agonistas adrenérgicos beta para inalação - até aos 24 meses de idade;

c) Anti-hipertensores - até aos 24 meses de idade;

d) Colestiramina - até aos 24 meses de idade;

e) Vacina contra a gripe - até aos 12 meses;

f) Vitamina D - até aos 24 meses de idade;

g) Ferro - até aos 12 meses de idade;

Alimentos e suplementos alimentares:

a) Fórmula láctea pós-alta hospitalar, especialmente indicada para satisfazer as


necessidades nutricionais de lactentes prematuros, também designado leite PDF
- até aos 3 meses de idade corrigida;

b) Fortificante do leite materno - durante o período de amamentação até aos 12


meses de idade.

▪ A prescrição deste tipo de produtos tem de conter a menção à Portaria n.º


76/2018, de 14 de março.

▪ Estes produtos podem ser prescritos em receita renovável.

▪ No caso de prescrição eletrónica materializada ou manual, estes produtos têm de


ser prescritos isoladamente, ou seja, a receita médica não pode conter outros
medicamentos/produtos.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 27


▪ A prescrição eletrónica materializada deve identificar que é do tipo RN no caso de
os produtos serem medicamentos e OUT no caso dos Alimentos e suplementos
alimentares.

▪ A linha da prescrição desmaterializada deve identificar que é do tipo LN no caso


de os produtos serem medicamentos e LOUT no caso dos Alimentos e
suplementos alimentares.

19. Dispensa de produtos dietéticos com caráter terapêutico

▪ Os produtos dietéticos comparticipados constam na lista disponível no site da


Direção-Geral da Saúde e seguem as mesmas regras dos medicamentos no que
diz respeito ao número de embalagens e validade da prescrição, definidas
anteriormente.

▪ A prescrição pode ser feita em campo de texto livre.

▪ No caso de prescrição eletrónica materializada e manual, estes medicamentos


têm de ser prescritos isoladamente em receita do tipo MDT; na prescrição
desmaterializada, a linha de prescrição é do tipo LMDT.

20. Dispensa de Produtos destinados ao autocontrolo da


diabetes mellitus

▪ Os produtos destinados ao autocontrolo da diabetes mellitus comparticipados


constam da listagem fornecida pelo Infarmed e seguem as mesmas regras dos
medicamentos no que diz respeito ao número de embalagens e validade da
prescrição, definidas anteriormente.

▪ No caso de prescrição materializada e manual, estes produtos têm de ser


prescritos isoladamente em receita do tipo MDB; na prescrição desmaterializada,
a linha de prescrição é do tipo LMDB.

▪ Estes produtos não podem ser substituídos na farmácia.

21. Dispensa de medicamentos alergénios destinados a um


doente específico

▪ Os medicamentos alergénios destinados a um doente específico constam do site


do Infarmed.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 28


▪ No caso de prescrição materializada e manual, estes medicamentos têm de ser
prescritos isoladamente, em receita do tipo MA. A linha da prescrição
desmaterializada deve identificar que é do tipo LMA.

22. Dispensa de câmaras expansoras

▪ As câmaras expansoras comparticipadas constam da listagem fornecida pelo


Infarmed.

▪ Apenas é comparticipada uma câmara expansora por utente e por ano, contado
a partir da data da dispensa.

▪ No caso de prescrição eletrónica materializada, estes medicamentos têm de ser


prescritos isoladamente em receita do tipo CE; na prescrição desmaterializada, a
linha de prescrição é do tipo LCE.

▪ Estes produtos não podem ser prescritos em receitas manuais.

▪ A prescrição destes produtos tem de incluir o tipo de câmara expansora (previsto


no anexo I da Portaria n.º 246/2015 de 14 de agosto), podendo também incluir
a denominação comercial por marca e, se aplicável, o modelo.

➢ Mesmo que a prescrição seja feita mediante a indicação da marca e/ou


modelo, é permitido ao utente optar por outra câmara expansora do
mesmo tipo.

23. Dispensa de dispositivos médicos de apoio a doentes


ostomizados e/ou com incontinência / retenção urinária

▪ Os dispositivos médicos para apoio a doentes ostomizados e/ou com


incontinência/retenção urinária comparticipados constam da listagem fornecida
pelo Infarmed.

▪ Estes produtos seguem as mesmas regras dos medicamentos no que diz respeito
ao número de embalagens e validade da prescrição.

▪ A comparticipação destes produtos apenas é permitida em prescrições emitidas


através da PEM, disponibilizada pela SPMS, para utentes do SNS, nos
estabelecimentos integrados no SNS e nas quantidades previstas na Norma n.º
026/2017 da DGS.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 29


▪ No caso de prescrição eletrónica materializada (tipo OST) e manual, estes
produtos têm de ser prescritos isoladamente; na prescrição desmaterializada, a
linha de prescrição é do tipo LOST.

▪ No caso da prescrição por nome comercial não pode haver substituição na


farmácia, exceto nos seguintes grupos de dispositivos:

23.1. Doentes ostomizados

a. Banda para fixação de cânula de traqueostomia;

b. Protetores para banho;

c. Seringa para alimentação;

d. Rede de fixação tubular;

e. Cinto ajustável;

f. Tiras de fixação;

g. Película de proteção cutânea em toalhetes;

h. Película de proteção cutânea em spray;

i. Removedor de adesivos em toalhetes;

j. Removedor de adesivos em spray;

k. Pó cicatrizante;

l. Espessante de efluente com carvão;

m. Espessante de efluente sem carvão;

n. Lubrificante e Desodorizante em frasco;

o. Desodorizante em saquetas;

p. Desodorizante em frasco;

q. Desodorizante em spray.

23.2. Doentes com incontinência/retenção urinária

r. Lubrificante, Bisnaga

s. Lubrificante, Unidose.

24. Dispensa de outros produtos

Normas relativas à dispensa de medicamentos 30


▪ A prescrição pode ser feita em campo de texto livre.

▪ No caso de prescrição materializada e manual, estes produtos têm de ser


prescritos isoladamente, em receita do tipo OUT. Na prescrição desmaterializada,
a linha de prescrição é do tipo LOUT.

25. Dispensa de medicamentos prescritos em receitas


emitidas noutros Estados-membro

A farmácia pode dispensar os medicamentos que constem de receitas emitidas


noutros Estados-membro que contenham os seguintes elementos:

▪ Identificação do utente – nome completo sem abreviaturas e data de nascimento;

▪ Receita – data de emissão e assinatura do prescritor;

▪ Identificação do profissional de saúde – nome completo sem abreviaturas,


qualificação profissional, endereço eletrónico, n.º de telefone/fax com indicativo
e endereço profissional, incluindo o nome do Estado-membro.

▪ Identificação do medicamento:

- DCI;

- Marca comercial se for biológico ou se aplicável;

- Forma farmacêutica;

- Quantidade;

- Dosagem;

- Posologia.

Estas receitas são pagas integralmente pelo utente, devendo a farmácia arquivar o
original, e fornecer ao utente uma cópia carimbada da receita e o respetivo recibo.

Estas receitas são reembolsadas no Estado-membro de origem pelo ponto de


contacto nacional que, em Portugal, é a ACSS.

25.1. Utentes beneficiários do SNS

No caso de se tratar de um utente beneficiário do SNS com número de utente nacional


(NNU) com registo ativo deve aplicar-se as regras de dispensa como se tratasse de
uma prescrição nacional, desde que esteja em conformidade com os requisitos
exigidos para aplicação da respetiva comparticipação.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 31


Constituem motivo de recusa as seguintes situações:

b) A receita conter estupefacientes ou psicotrópicos (tabelas I a II anexas ao


Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de janeiro, ou qualquer das substâncias referidas
no n.º 1 do artigo 86.º do Decreto-Regulamentar n.º 61/94, de 12 de outubro);

c) A receita suscitar dúvidas quanto à sua autenticidade, conteúdo ou


inteligibilidade;

d) Por motivos de ordem ética.

26. Dispensa de dispositivos médicos prescritos em receitas


emitidas noutros Estados-membro

A farmácia pode dispensar dispositivos médicos que constem de receitas emitidas


noutros Estados-membro que contenham, além dos dados de 1 a 3 do ponto 25, os
seguintes dados:

e) Identificação do dispositivo médico:

- Designação e descrição do produto;

- Marca e modelo do produto;

- Fabricante;

- Quantidade;

- Informação relativa ao modo de utilização do produto, se aplicável.

Estas receitas são pagas integralmente pelo utente, devendo a farmácia arquivar o
original, e fornecer ao utente uma cópia carimbada da receita e o respetivo recibo.

Estas receitas são reembolsadas no Estado-membro de origem pelo ponto de


contacto nacional que, em Portugal, é a ACSS.

26.1. Utentes beneficiários do SNS

No caso de se tratar de um utente beneficiário do SNS com número de utente nacional


(NNU) com registo ativo deve aplicar-se as regras de dispensa como se tratasse de
uma prescrição nacional, desde que esteja em conformidade com os requisitos
exigidos para aplicação da respetiva comparticipação.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 32


27. Dispensa da prescrição manual ou eletrónica
materializada

No ato da dispensa de medicamentos prescritos em receita manual ou prescrição


eletrónica materializada quando não são utilizados os serviços de dispensa eletrónica,
o farmacêutico deve assinar e carimbar a receita médica, devendo ser impressos
informaticamente no verso da receita os respetivos códigos identificadores, sem
prejuízo de outras exigências aplicáveis, como é o caso da assinatura do doente.

Quando a embalagem prescrita se encontra esgotada deve registar este facto no


verso da própria receita médica.
O verso da receita destina-se à farmácia e deve conter impressa a seguinte
informação:
- Identificação da farmácia
- Número de registo dos medicamentos em carateres e código de barras
- Quantidade fornecida
- Preço total de cada medicamento
- Valor total da receita
- Encargo do utente em valor por medicamento e respetivo total
- Comparticipação do Estado em valor por medicamento e respetivo total
- Data da dispensa (DD.MM.AAAA)
Esta informação tem de ser adicionalmente apresentada através da utilização de
código bidimensional, conforme especificações constantes no Manual de
Relacionamento.
- Espaço dedicado às declarações do utente com as seguintes expressões:

Declaro que:
􀂆 me foram dispensadas as N embalagens de medicamentos
constantes na receita e prestados os conselhos sobre a sua
utilização.
Direito de opção*:
􀂆 não exerci direito de opção
􀂆 􀂆 􀂆 􀂆 exerci o direito de opção para medicamento com
preço superior ao 5.º mais barato**
􀂆 exerci direito de opção por medicamento mais barato que
o prescrito para continuidade terapêutica de tratamento
superior a 28 dias***
Assinatura do Utente: ________________

Normas relativas à dispensa de medicamentos 33


*A informação relativa ao direito de opção apenas
é impressa quando aplicável.
** Apenas são impressos os quadrados relativos às
situações em que o utente exerceu o direito de
opção.
*** Esta expressão apenas é impressa quando o
utente exerce o direito de opção nas situações em
que o médico inclui a justificação técnica da alínea
c).
O verso da receita tem ainda de conter o carimbo da farmácia e a assinatura do
responsável pela dispensa do medicamento.
➢ O utente assina sempre a receita, para confirmar os medicamentos que
lhe foram dispensados.

➢ Se a pessoa não souber ou puder assinar, a assinatura é feita a rogo com


a identificação da pessoa que assina (pode ser o próprio farmacêutico).

28. Dispensa de medicamentos utilizando os serviços


eletrónicos de dispensa

Existem 3 fases no processo da dispensa desmaterializada:


▪ Consulta da receita

▪ Validação da prestação

▪ Efetivação da prestação.

Uma dispensa utilizando os serviços eletrónicos implica a execução destes três


serviços e será bem-sucedida apenas se o serviço de efetivação terminar com
sucesso. Caso ocorra uma interrupção do processo ou um erro no serviço a efetivação
da dispensa será ignorada.

28.1. Serviço de Consulta Receitas

Este capítulo inclui a especificação do serviço de consulta da receita de medicamentos


disponibilizado pela Plataforma de Integração da SPMS para efeitos de integração
com os sistemas de informação das farmácias, descritos nas seguintes ações:

Normas relativas à dispensa de medicamentos 34


▪ O Utente identifica-se perante o farmacêutico através de uma das seguintes
possibilidades:

- Cartão de Cidadão e código de acesso e dispensa;

- Número da receita e código de acesso e dispensa;

▪ Os dados são introduzidos no sistema e este despoleta um pedido de consulta de


receita na BDNP, com os dados de autenticação do utente;

▪ A BDNP, após a prévia autenticação da farmácia, verifica a validade dos dados e


autenticidade da informação;

- Se a validação falhar é retornada uma notificação ao sistema informático (SI)


da farmácia, que deverá voltar a introduzir os dados para continuar com o
processo.

▪ Após o sucesso no processo de autorização de acesso para consulta à receita


especificada, a BDNP devolve o conteúdo da receita respetiva;

▪ O farmacêutico consulta a receita de medicamentos e verifica quais os


medicamentos a dispensar.

A prescrição desmaterializada contém um número ilimitado de linhas de prescrição,


cuja quantidade é sempre um, uma vez que o sistema cria tantas linhas quanto a
quantidade de embalagens prescritas.

A receita/linhas de prescrição só são disponibilizadas se cumprirem as seguintes

regras:

o Receitas/Linhas de prescrição que ainda estejam dentro do prazo de


validade;
o Receitas/Linhas de prescrição Não Anuladas;
o Receitas/Linhas de prescrição que não tenham sido totalmente
dispensadas.

28.2. Validação da dispensa

Após a introdução, pelo farmacêutico, do medicamento a dispensar no SI da


farmácia, é efetuado o processo de validação e registo da prestação por linha de
receita ou considerando várias linhas em simultâneo e segundo as seguintes ações:

▪ O SI envia um pedido de validação para a BDNP;

Normas relativas à dispensa de medicamentos 35


Só no caso de o utente exercer o direito de opção, o farmacêutico deverá introduzir
o código de direito de opção indicado pelo utente. Este processo deve ser repetido
para cada uma das linhas correspondentes aos medicamentos para as quais o utente
exerce este direito de opção.
▪ A BDNP efetua um conjunto de validações (integridade e validade da mensagem)
e aplica as regras de conferência, garantindo que o medicamento dispensado está
de acordo com a prescrição e os que valores aplicados estão corretos;

▪ O resultado da validação é encaminhado para o SI da farmácia com a informação


da prestação assinada pelos Serviços Centrais de Prescrição e Dispensa. Mediante
a resposta dos serviços centrais de dispensa, poderão ocorrer as seguintes
situações:

a) A dispensa é válida:

a. O processo continua

b) A dispensa é inválida:

a. o farmacêutico corrige o problema voltando ao início do processo; ou

b. o farmacêutico opta por continuar o processo, mesmo sabendo que o


medicamento não foi validado pelo sistema central. Nesta situação o
processo de dispensa continua; ou

c. não existe forma de resolver o problema e o farmacêutico efetua a


anulação da mesma.

▪ A assinatura devolvida pelos Serviços Centrais de Prescrição e Dispensa deverá


acompanhar as operações seguintes;

A BDNP devolve ao SI da farmácia os valores resultantes do cálculo da


comparticipação, incluindo situações especiais de comparticipação que tenham de ser
aplicadas.
Este processo é repetido para cada produto constante da prescrição que o utente
queira adquirir.

28.3. Efetivação da Dispensa

O serviço de Efetivação da dispensa é usado nas farmácias para registar a prestação


como realizada, segundo as seguintes ações:

Normas relativas à dispensa de medicamentos 36


▪ Após a validação de todos os medicamentos a dispensar o farmacêutico introduz
novamente o código de acesso/dispensa;

▪ Após introdução do código de acesso/dispensa o farmacêutico efetua o pedido de


efetivação da prestação;

▪ O SI da farmácia envia o pedido de registo de prestação à BDNP, acompanhado


da informação da prestação assinada pelos Serviços Centrais de Prescrição e
Dispensa, por cada linha da prestação;

▪ Se validado, a BDNP procede ao registo da efetivação da prestação e devolve o


resultado da operação para a farmácia:

a) em caso de sucesso, a farmácia pode assumir que a dispensa é


eletrónica – a assinatura da prestação deve ser enviada,
posteriormente, na faturação eletrónica;

b) em caso de erro, o farmacêutico deverá proceder novamente ao registo


da prestação. A dispensa só é considerada eletrónica se existir sucesso
nesta operação.

▪ O farmacêutico processa a venda;

▪ O processo de dispensa é terminado.

28.4. Código de direito de opção

Caso o utente, ou seu representante, exerça o direito de opção relativamente a


alguma das linhas de prescrição, deve indicar o respetivo código de direito de opção.

28.5. Código de acesso e dispensa

O utente, ou seu representante, tem de indicar o Código de acesso e dispensa, para


efeitos de autorização de acesso à prescrição e confirmação da sua dispensa.

29. Anulação de dispensas

O serviço de anulação de dispensa permite que as farmácias anulem o registo de


dispensa efetuado anteriormente em situações excecionais.
Existe um conjunto de condições que têm de ser garantidas para que uma prestação
possa ser anulada, nomeadamente:

Normas relativas à dispensa de medicamentos 37


o A anulação de uma dispensa só é permitida até 48 horas após a efetivação da
dispensa
o A receita tem de estar no estado de dispensada pela respetiva farmácia.

30. Dispensa parcial

O utente pode adquirir medicamentos ou produtos prescritos em diferentes linhas de


prescrição da mesma receita desmaterializada em farmácias diferentes ou em
momentos diferentes na mesma farmácia.

31. Processo de dispensa offline

Apenas é permitido que o software de dispensa funcione em modo offline, ou seja,


que registe a informação de dispensa a posteriori, em situações excecionais, que só
devem ocorrer na situação de indisponibilidade de serviços ou problemas de
comunicações que impeçam a integração em modo online com a BDNP.
Posteriormente, os dados terão de ser remetidos para a BDNP.
As dispensas efetuadas por esta via serão alvo de monitorização.
o Nesta situação, a farmácia deve solicitar o acesso aos códigos matriciais, para
identificação da informação da prescrição, constantes no Guia de tratamento
ou na APP SNS24 e proceder à leitura dos mesmos.
o Nesta situação, a farmácia apenas pode dispensar uma embalagem por cada
linha de prescrição.

32. Confidencialidade/segurança dos dados

Os dados do cartão de cidadão, bem como os códigos de acesso e dispensa e de


direito de opção não podem ser utilizados para finalidades diferentes das previstas
na legislação, nem podem ser arquivados pelo sistema da farmácia.

Regimes de comparticipação
A atual legislação prevê a possibilidade de comparticipação de medicamentos através
de um regime geral e de um regime especial, o qual se aplica a situações específicas
que abrangem determinadas patologias ou grupos de doentes.

Normas relativas à dispensa de medicamentos 38


Também se encontra prevista, em legislação específica a comparticipação pelo SNS
de outras tecnologias de saúde.

33. Regime geral de comparticipação de medicamentos

No regime geral de comparticipação, o Estado paga uma percentagem do preço de


venda ao público dos medicamentos de acordo com os seguintes escalões: Escalão A
– 90%, Escalão B – 69%, Escalão C – 37%, Escalão D – 15%, consoante a sua
classificação farmacoterapêutica.

34. Regime especial de comparticipação de medicamentos

No Regime especial de comparticipação, a comparticipação pode ser efetuada em


função de:

34.1. Beneficiários

A comparticipação do Estado no preço de medicamentos integrados no escalão A é


acrescida de 5% (95%) e é acrescida de 15% nos escalões B (84%), C (52%) e D
(30%) para os pensionistas do regime especial. A comparticipação do Estado no
preço dos medicamentos para estes pensionistas é ainda de 95% para o conjunto de
escalões, para os medicamentos cujos preços de venda ao público sejam iguais ou
inferiores ao 5.º preço mais baixo do grupo homogéneo em que se inserem.

34.2. Patologias ou grupos especiais de utentes

A comparticipação do Estado no preço de medicamentos utilizados no tratamento de


determinadas patologias ou por grupos especiais de utentes é definida por despacho
do membro do Governo responsável pela área da Saúde e, assim, diferentemente
graduada em função das entidades que o prescreveram ou dispensam.
Contudo, importa referir que a comparticipação do medicamento pode ser restringida
a determinadas indicações terapêuticas fixadas no diploma que estabelece a
comparticipação sendo que para assegurar o seu cumprimento, o prescritor deve
mencionar na receita expressamente o diploma correspondente.
Os diplomas legais que conferem a comparticipação especial a certos medicamentos
encontram-se listados em Dispensa exclusiva em Farmácia de Oficina.

34.3. Cidadãos estrangeiros com estatuto de refugiados ou


com direito de asilo em Portugal

Normas relativas à dispensa de medicamentos 39


Nos termos do artigo 52.º da Lei n.º 27/2008, de 30 de junho, 5.º da Portaria n.º
30/2001, 27 de dezembro de 2000, publicada no Diário da República n.º 14, Série I-
B de 17 de janeiro de 2001, “Os requerentes de asilo têm acesso gratuito ao Serviço
Nacional de Saúde para efeitos de cuidados de urgência, incluindo diagnóstico e
terapêutica, e de cuidados de saúde primários, bem como assistência
medicamentosa, a prestar pelos serviços de saúde da sua área de residência.”

35. Comparticipação de medicamentos manipulados

Os medicamentos manipulados comparticipados, referidos no ponto 17, são


comparticipados em 30% do seu preço.

36. Comparticipação de produtos destinados ao autocontrolo


da diabetes mellitus

Encontram-se abrangidas por um regime de comparticipação do Estado no custo de


aquisição, as tiras-teste para determinação de glicemia, cetonemia e cetonúria, assim
como as agulhas, seringas e lancetas destinadas ao controlo da diabetes dos utentes
do SNS e subsistemas públicos. Esta comparticipação é de 85% do preço de venda
ao público (PVP) das tiras-teste e 100% das agulhas, seringas e lancetas sendo que
para efeitos de inclusão no regime de comparticipações estes produtos estão sujeitos
a um preço máximo de venda ao público.
A informação da comparticipação destes produtos consta da base de dados
disponibilizada pelo Infarmed às várias entidades.

37. Comparticipação de produtos dietéticos com carácter


terapêutico

Estes produtos são dispensados com a comparticipação de 100% desde que sejam
prescritos no Instituto de Genética Médica Dr. Jacinto Magalhães (IGM) ou nos
centros de tratamento dos hospitais protocolados com o referido Instituto. Para
informação adicional, sugere-se a consulta à informação disponível no site da
Direção-Geral da Saúde.

38. Comparticipação de câmaras expansoras

Normas relativas à dispensa de medicamentos 40


Encontram-se abrangidas por um regime de comparticipação do Estado quando
destinadas a beneficiários do SNS e que apresentem prescrição médica.

Esta comparticipação é de 80% do preço de venda da câmara expansora, não


podendo exceder 28€, e é limitada a uma câmara expansora, independentemente do
tipo, por utente, por cada período de um ano.

39. Comparticipação de dispositivos médicos de apoio a


doentes ostomizados e /ou com incontinência / retenção
urinária

Encontram-se abrangidas por um regime de comparticipação do Estado quando


destinadas a beneficiários do SNS e que apresentem prescrição médica emitida por
entidades do SNS.

Esta comparticipação é de 100% do preço de venda.

Processamento/Faturação
As regras de processamento e faturação constam do Manual de Relacionamento das
Farmácias com o Centro de Conferência de Faturas disponível em www.ccf.min-
saude.pt.

Guia de tratamento
O Guia de tratamento é um documento pessoal e intransmissível, pelo que a farmácia
não o deve aceitar ou, caso aceite para facilitar o processo de dispensa, deve devolvê-
lo no final.

40. Descrição

O Guia de tratamento contém a seguinte informação:

▪ Número da receita, em numeração e código de barras;

▪ Informação relativa ao prescritor e local de prescrição, incluindo nome e contacto


telefónico;

▪ Data de Prescrição;

▪ Informação relativa ao utente – Nome;

Normas relativas à dispensa de medicamentos 41


▪ Código de Acesso e Dispensa - código pessoal, a utilizar pelo utente no momento
de dispensa na farmácia, para autorização do acesso à sua receita e validação da
dispensa dos medicamentos;

▪ Código de Direito de Opção - código pessoal, a utilizar pelo utente no momento


de dispensa quando exerce o direito de opção por linha de prescrição/
medicamento.

▪ Informação relativa a cada medicamento prescrito:

o DCI/nome do medicamento, dosagem, forma farmacêutica e tamanho


de embalagem, justificação técnica se aplicável;

o Posologia;

o Informação sobre os encargos do utente;

o Diploma de comparticipação especial, caso aplicável.

▪ Informação sobre os encargos do utente, de acordo com as condições de


prescrição realizadas, e no caso de a comparticipação estar a cargo do SNS (inclui
subsistemas públicos como ADSE, SAD-GNR, SAD-PSP e IASFA):

a. “Esta prescrição custa-lhe, no máximo € nn,nn, a não ser que opte por
um medicamento mais caro” quando a prescrição é realizada por
denominação comum internacional.

b. “Este medicamento custa-lhe, no máximo, € nn,nn, podendo optar por


um mais barato” quando a prescrição é realizada ao abrigo da alínea
c) do n.º 3 do artigo 6.º da Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho;

c. “Este medicamento custa-lhe, no máximo, € nn,nn” nas restantes


prescrições.

41. Especificidades do Guia de tratamento da prescrição


desmaterializada

▪ Além dos códigos mencionados, o Guia contém um código matricial por cada
medicamento prescrito que permite à farmácia ler a prescrição em caso de
falência do sistema informático.

▪ Informação relativa a cada medicamento prescrito:

o DCI/nome do medicamento, dosagem, forma farmacêutica e tamanho


de embalagem;

Normas relativas à dispensa de medicamentos 42


o Posologia;

o Data de validade;

o Informação sobre os encargos do utente.

▪ O Guia de tratamento é imprescindível para a aquisição dos medicamentos, pelo


que tem de ser sempre fornecido ao doente, através de:

o Impressão sempre que o utente o solicite, ou nos casos em que o


prescritor o considere adequado, face à realidade do seu utente;

o Envio por correio eletrónico ou SMS, se for essa a opção do utente.

▪ O Guia de tratamento da prescrição desmaterializada poderá, ainda, ser


consultado pelo utente na Área Pessoal do Portal SNS24, bem como na App
SNS24.

Contactos úteis
INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.

Site: www.infarmed.pt

Centro de Informação – Telef.: 217 987 373; E-mail: [email protected].

Normas relativas à dispensa de medicamentos 43


Versão

Versão Data Alteração principal

1.0 2012.12.20 Versão original

Adaptação à Portaria n.º 224-A/2013, de 9


de julho, ao Despacho n.º 8990-C/2013, de
2.0 2013.09.30
1 de julho, e ao Despacho n.º 11254/2013,
de 23 de agosto

3.0 2014.02.13 Atualização

4.0 2015.10.29 Desmaterialização

Adaptação à Portaria n.º 284-A/2016, de 4


5.0 2018.04.18
de novembro

Adaptação ao Decreto-Lei n.º 8/2019, de


6.0 2019-10-10 15 de janeiro e à Portaria n.º 76/2018, de
14 de março

Adaptação à Portaria n.º 66/2023, de 6 de


março e à Portaria n.º 97/2023, de 31 de
março
7.0 2023-03-31
Alteração relativa à aplicação de
comparticipação em receitas emitidas
noutros Estados-membro

Normas relativas à dispensa de medicamentos 44

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