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Direito Civil

O documento aborda o conceito e a divisão do direito, destacando suas normas, características e a relação entre direito e moral. Ele também discute as categorias de direito, como direito objetivo e subjetivo, direito positivo e natural, além de direito público e privado. Por fim, apresenta as fontes do direito, incluindo fontes diretas e indiretas, e suas classificações.

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Direito Civil

O documento aborda o conceito e a divisão do direito, destacando suas normas, características e a relação entre direito e moral. Ele também discute as categorias de direito, como direito objetivo e subjetivo, direito positivo e natural, além de direito público e privado. Por fim, apresenta as fontes do direito, incluindo fontes diretas e indiretas, e suas classificações.

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02/03/2025

CONCEITO E DIVISÃO DO DIREITO Conceito: Conjunto de normas que visa regular


a vida em sociedade, buscando-se a harmonia
- O homem não vive sozinho no convívio social.
- Ordem, harmonia, viver em sociedade
* ubi homo, ibi jus – onde há homem há direito Não é da essência do direito a sanção, mas sua
inexistência torna o direito inatuante.
- Directum (latim) – aquilo que é reto:
- Jus ou Juris (romano) – jugo – fato relativo a
vínculo jurídico criado entre as pessoas

Características das normas jurídicas: SER DEVER SER


- Caráter Genérico – aplica-se a todos os
indivíduos. Ser – ligado a situações naturais, leis físicas, são
- Caráter Jurídico - eficácia garantida pelo imutáveis.
Estado
Dever Ser – há a liberdade de escolha na
conduta a ser adotada, estando sujeito a
Normas com sanção – próprias dos homens – sanções decorrentes da escolha realizada.
sanção pelo Estado (autoridade constituída)
Pai -> Pensão
Inadimplência -> Penhora

DIREITO E MORAL Norma Jurídica e Norma Moral


- Semelhança – referem-se a regras de
Para harmonia da vida em sociedade, faz-se comportamento.
necessário observar outras normas que não as
jurídicas, tais como a moral e o costume.
- Diferença – sanção – norma positivada com
- Princípios religiosos, preceitos higiênicos, imposição/proibição pelo Estado.
etiqueta, urbanidade.
* Sanção moral – foro íntimo – características
MAZEAUD: A moral procura fazer que reine não pessoais - arrependimento, remorso, reação de
apenas a justiça, mas também a caridade, que determinado grupo.
atende ao aperfeiçoamento individual.

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- Nem tudo o que é moral é jurídico – justiça é DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO


apenas uma parte do objeto;
- Ética compreende as normas jurídicas e Direito Objetivo – conjunto de normas impostas
morais; pelo estado de caráter geral, a cuja observância
os indivíduos podem ser compelidos mediante
- ex. moral trazida para o campo do direito: coerção (Carlos Roberto Gonçalves)
- art. 17 LINDB; - norma agendi – conjunto de regras
- arts. 557, 1.638 e 1.735,V do CC; comportamentais – regra imposta ao proceder
- dever do pai de velar pelo filho; indenização humano e que gera o dever de satisfazer
por acidente do trabalho; obrigação de aviso determinadas pretensões e de praticar os atos
prévio na demissão. destinados a alcançar tais objetivos
- Ex: Lei de trânsito

Direito Subjetivo – faculdade individual de agir Direito de Propriedade


de acordo com o direito objetivo, de invocar sua
proteção Direito objetivo – direito de propriedade ->
- Facultas Agendi – possibilidade ou faculdade destinados aqueles que são proprietários.
individual de agir de acordo com o direito;
deriva do direito objetivo, logo se este é
modificado, altera-se também o direito Direito subjetivo – faculdade de ser proprietário.
subjetivo.

Direito Natural (jusnaturalismo) – ordenamento ideal e


DIREITO POSITIVO E DIREITO eterno, ideia abstrata do direito, sentimento de justiça da
NATURAL comunidade correspondente a uma justiça superior e
suprema, expressão de princípios superiores ligados à
Direito Positivo – conjunto de regras jurídicas natureza racional e social do homem
em vigor em um determinado Estado em * escola histórica e a positivista refutam o jusnaturalismo
determinada época (jus in civitate positum): – trabalham com a realidade concreta do direito positivo,
porém é inegável a existência de leis anteriores e
Ex: leis, regulamentos, disposições inspiradoras do direito positivo, que mesmo não escritas
normativas de qualquer espécie ligadas ao encontram-se na consciência dos povos;
conceito de vigência. * convergência ideológica – para que a regra realize o
ideal – direito natural inspirando o positivo para que este
se aproxime da perfeição.
Ex: Pagamento de dívida prescrita não exígível para
o direito positivo.

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PÚBLICO PRIVADO
DIREITO PÚBLICO E PRIVADO INTERESSE - UTILIDADE Proteger os interesses da Satisfação
sociedade individuais
dos interesses

Não se pode dissociar o interesse público do privado, normas se entrelaçam – em geral


destinam-se à proteção de todos os interesses; os dos particulares são também de natureza
Até hoje não há consenso entre os traços pública tendo em vista o bem comum e vice-versa

diferenciadores. SUJEITO –
RELAÇÃO
TITULAR DA Relações do Estado com outro Relações entre os indivíduos
Estado, ou com cidadãos
Insatisfatório – Estado coloca-se muitas vezes no mesmo plano que o particular com submissão
às normas de direito privado (ex. venda de bem dominical, locação)
Dicotomia tem origem no direito romano onde o FINALIDADE DA NORMA Normas em que predomina o Atende imediatamente o
(critério finalístico) interesse geral interesse dos indivíduos
direito público corresponde as coisas do Estado
Revive a distinção romana, ignorando que toda norma tem um escopo geral, e que algumas
e privado pertence à utilidade das pessoas, delas se inserem no direito privado (família)
IUS IMPERIUM Regula as relações do Estado e Disciplina as relações
interesses particulares dos cidadãos. de outras entidades com poder particulares entre si com base
de autoridade na igualdade jurídica e no
poder de autodeterminação
Objeção – todos são iguais perante o direito, e no direito privado também há relações jurídicas
de subordinação (pai e filho – curador e curatelado)

Direito Privado – civil (cerne), comercial, trabalho,


Direito deve ser visto como um todo, sendo dividido consumidor, marítimo, aeronáutico e agrário (com muitas
entre público e privado somente para fins didáticos; normas de ordem pública, conservam didaticamente a
Corrente mais aceita liga a divisão ao critério natureza privada por tratar das relações entre
subjetivo e objetivo particulares em geral);
– público relações em que o Estado é parte
(organização e atividade – constitucional, relação Direito Público – constitucional (estrutura básica do
com outro Estado – internacional) e em suas Estado, organização dos poderes), administrativo
relações com particulares em razão de seu poder (atividade estatal – administração dos bens públicos),
soberano e na tutela do bem coletivo (tributário, tributário (impostos, taxas), penal (crimes e penas –
administrativo) integridade da ordem jurídica), processual (atividade do
– privado relações entre os particulares poder judiciário e dos que nele litigam), internacional
predominando de modo imediato o interesse de (normas entre Estados ou este e cidadãos de outros
ordem privada. Estados), previdenciário (contribuição social e benefícios)
e ambiental.

DIREITO NACIONAL E DIREITO


Normas de ordem pública – cogentes (absolutas
não podem ser derrogadas por vontade das partes) INTERNACIONAL
Direito Nacional – existente dentro das fronteiras
Normas de ordem privada (predominam no direito de determinado Estado;
civil) – vigoram enquanto a vontade dos Direito internacional –
interessados não convencionar de forma diversa, • Público – regulam as relações entre Estados,
tem caráter supletivo. entre si e com organismos internacionais, bem
Dividem-se em: como com seus indivíduos;
- dispositivas (permissivas): sujeitos dispõe como • Privado – normas internas de um País, instituídas
quiser especialmente para definir se a determinado caso
- supletivas: utilizadas na falta de regulamentação se aplicará lei local ou lei de um Estado
privada. estrangeiro.

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FONTES DO DIREITO • Históricas: utilizadas por estudiosos para


conhecer a origem histórica de uma norma ou
Fonte Jurídica – origem primária do direito, fatores sistema (ex: lei das XII tábuas).
reais que condicionaram ao aparecimento de • Atuais: fontes da atualidade, utilizadas pelo
norma jurídica. indivíduo para buscar a proteção do seu direito e
do magistrado para fundamentar a sentença.
Classificação: • Formais: direito escrito, em contraposição ao
• Diretas (primárias ou imediatas): Leis e costumes. costume – lei, analogia, costume e princípio
• Indiretas (secundárias ou mediatas): gerais de direito.
Jurisprudência, doutrina, analogia, princípios
• Não Formais: fonte intelectual ou informativa.
gerais do direito e equidade.
doutrina e jurisprudência.

FONTES DIRETAS
(PRIMÁRIAS OU IMEDIATAS) Características:
I. Legislação – mais importante – encontra-se • Generalidade – dirigida a um número
nela toda a expectativa de segurança e indeterminado de indivíduos, por mais restrita
estabilidade que se espera de um sistema que seja (“leis singulares” – atos normativos
positivado. direcionados a uma pessoa não podem ser
considerados lei em seu conteúdo jurídico);
Venosa define como: “regra geral de direito,
abstrata e permanente, dotada de sanção, • Abstração – geração de efeitos para o futuro,
expressa pela vontade de autoridade em função de hipóteses concebidas
competente, de cunho obrigatório e forma idealmente (em regra não devem produzir
escrita”. efeitos pretéritos);

• Permanência – caráter imperativo enquanto


Classificação:
estiver vigente, ou editada para determinado
período de tempo, permanente para as
situações ocorridas em sua vigência; a) Quanto à imperatividade:
• Existência de sanção – importante para a • Impositivas, cogentes ou de ordem pública –
efetivação da lei, prevê as consequências do são as mandamentais e que impõe uma ação
descumprimento dos deveres jurídicos; (fazer) ou uma abstenção (não fazer). Tem
• Obrigatoriedade – ausência de força seria sua caráter absoluto.
desmoralização;
• Registro escrito – maior estabilidade – Ex: Art. 1.521 – Impedimento para o casamento.
divulgação através das publicações oficiais.

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b) Quanto a Sanção:
• Dispositivas – são relativas, não havendo
determinação de fazer ou não fazer algo e • Perfeitas – a violação autoriza a declaração de
subdividem-se em: nulidade (relativa ou absoluta) do ato.
- Permissivas: sujeitos dispõe como quiser. Ex: Art. 166, I, CC – hipóteses de nulidade
do negócio jurídico.
Ex: Art. 1.639, CC – escolha do regime de
casamento.
• Mais que perfeitas – ocorre duas sanções:
nulidade e ou restabelecimento do status quo
- Supletivas: utilizadas na falta de
e pena ao violador.
regulamentação.
Ex: Casamento de pessoa já casada - Art.
Ex: Art. 327, CC – local de pagamento.
1521, IV CC nulidade do casamento + Art. 235
do CP crime de bigamia;

• Menos que perfeitas - aplicação de sanção c) Quanto à origem ou extensão territorial


mas não há a nulidade do ato.
Ex: Art. 1.523 c/c 1.641 ambos do CC - • Leis federais - aplica-se a todo o país ou parte
casamento de viúvo antes do inventário; dele – criadas no âmbito da União em regra
pelo congresso nacional.

• Imperfeitas - regras legais sui generis não


• Estaduais - assembleia legislativa – território
consideradas tecnicamente normas jurídicas ou parte dele.
por não prever nulidade nem sanção.
Ex: Art. 882, CC - pagamento de dívida • Municipais - câmara municipal.
prescrita.

e) Quanto ao alcance:
d) Quanto à duração:
• Gerais - disciplinam quantidade ilimitada de
➢ Não esquecer quanto a característica são situações jurídicas genéricas.
sempre permanentes. Ex: Constituição Federal, Código Civil.

• Permanentes (sem prazo de vigência). • Especiais - critérios particulares diversos das


lei gerais.
Ex: Lei de locações trata de imóveis, código
• Temporárias (prazo limitado de vigência). civil do restante.
Lei do cheque.

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• Excepcionais - caráter de exceção – acabam


negando as próprias regras gerais. f) Quanto à hierarquia:
Ex: Atos Institucionais da Revolução de
1964 – AI 5 • Constituição - fundamento do sistema
positivo, mais importante norma do
ordenamento – supremacia – outras normas
• Singulares - estabelecida para um único caso
devem ter conformidade formal (produzidas
concreto – apenas considerada lei para fins
de acordo com as regras constitucionais que
didáticos.
disciplinam sua edição) e conformidade
Ex: Ato de nomeação do servidor público. material (não haver contraposição com o que
a constituição proíbe ou permite).

• Infraconstitucionais (leis complementares,


ordinárias medidas provisórias, decreto-lei) - II. Costume – fonte primeira de diversas normas –
tecnicamente não há hierarquia entre elas e sim é o uso geral, constante e notório, observado
peculiaridades entre a matéria regulável, o órgão socialmente e correspondente a uma
competente para sua edição e o quórum. necessidade jurídica; - algo deve ser feito
porque sempre o foi.
• Decretos regulamentares - atos do poder
executivo para prover situações previstas na lei
para explicitá-la e explicá-la e dar execução, Caracteriza-se pela presença simultânea de dois
decretos legislativos e judiciários. tipos básicos de elementos: objetivo ou substancial
• Normas Internas - disciplinam situações (uso continuado da prática no tempo); subjetivo ou
específicas, notadamente na administração relacional (convicção da obrigatoriedade da prática
pública, como regimentos internos, estatutos, como necessidade social – expectativa de consenso,
instruções normativas. de que todos concordam)

Três formas de visualização: • Contra legem – polêmica a prática do


reconhecimento do mesmo “revolta dos fatos
• Praeter legem – disciplina matéria que a lei contra os códigos” – ocorre em dois casos:
não conhece – supre nas omissões – art. 4 da - Desuso - suprime a lei que vira letra morta.
LINDB, cheque pré (pós) datado. Ex: CC de 1916, art. 178, § 1 - ação anulatória
por defloramento anterior da mulher e 74 do CC
• Secundum legem – própria lei reconhece a 2002.
eficácia – norma não consegue prever todas
as condutas – ex. art. 569, II, 615 e 1.297, par. - Ab-rogatório - que cria uma nova regra –
evolução dos valores sociais leva negar a lei,
1 do CC;
criando um costume que se opõe à mesma.

* Cheque pré (pós) datado.

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FONTES INDIRETAS
(SECUNDÁRIAS OU MEDIATAS) - Jurisprudência contra legem – decisão do
tribunal contrária a lei.
I. Jurisprudência – reconhecimento dos tribunais
de que uma conduta deve prevalecer (costume
judiciário). * Interpretação

Surge com as reiteradas decisões dos tribunais.


Ex: cheque pós-datado (pré-datado).
- Tribunal de Justiça (TJ) - Estadual
- Superior Tribunal de Justiça - STJ
- Supremo Tribunal Federal - STF

Súmula – enunciação de interpretação - Súmula Vinculante – editadas exclusivamente pelo


sedimentada, com base em casos (repetidos) STF, tem o poder de obrigar os demais órgãos do
concretos. poder judiciário e à Administração pública.

Assim, para casos substancialmente idênticos, estas


devem ser respeitadas. Atualmente estão em vigor 58 súmulas vinculantes.

-> Problema – grau de identidade SÚMULA VINCULANTE Nº 25


É ILÍCITA A PRISÃO CIVIL DE DEPOSITÁRIO INFIEL,
Súmula 370, STJ - Caracteriza dano moral a QUALQUER QUE SEJA A MODALIDADE DO
apresentação antecipada de cheque pré-datado. DEPÓSITO.

III. Analogia – meio supletivo em caso de lacuna da


II. Doutrina - opinião dos doutos – juristas; lei. Estende normas à situações semelhantes
para as quais, em princípio, não havia sido
estabelecida. Aplica-se ao caso concreto norma
A doutrina é responsável pela definição de jurídica prevista para situação semelhante;
conceitos jurídicos indeterminados (justa causa, - Analogia legis – inexistente a lei, aplica-se
absoluta impossibilidade, antigamente o outra norma legal ao caso.
conceito de “mulher honesta” e outros). Ex: não existe contrato de hospedagem – por
analogia aplica-se o depósito, locação de serviços e
compra e venda;
Servem para propor soluções, inovar, interpretar
e preencher as lacunas. - Analogia juris – inexistente a lei aplica-se
princípio geral do direito.

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IV. Princípios Gerais do Direito – V. Equidade – Aristóteles – “justiça do caso


concreto”
art. 4º da LINDB – postulados que procuram No julgamento por equidade, a lei atribui ao juiz
fundamentar todo o sistema jurídico (não a possibilidade de julgar conforme seus ditames.
precisam necessariamente ter correspondência O juiz deixa de ser juiz para ser “árbitro”, pois
positivada equivalente) decide vinculado a sua consciência e a
percepção da justiça naquele caso concreto
Ex: princípio da autonomia privada – é lícito às
partes pactuarem (o que não é proibido é Ex. art. 85, § 8º, CPC – fixação de honorários
permitido). advocatícios.

SISTEMAS JURÍDICOS
§ 8º Nas causas em que for inestimável ou
irrisório o proveito econômico ou, ainda,
CIVIL LAW E COMMOM LAW
quando o valor da causa for muito baixo, o juiz Civil Law – direito legislado, calcado na
fixará o valor dos honorários por apreciação positivação do direito pela norma legal.
equitativa, observando o disposto nos incisos do
§ 2º. O operador é eminentemente técnico, faz a
análise do sistema a partir da constituição como
norma legal, seguida da edição de outras normas.

Sistema adotado no Brasil

Common Law (direito comum) – “sistema do direito do


caso”

A construção jurídica é formada especialmente pelas


decisões de juízes e tribunais.

A constituição é apenas expressão de princípios; traços


fundamentais.

Efeito vinculativo das decisões, importância da decisão


judicial por si só, construção jurisprudencial da doutrina
jurídica (razões de decidir), perpetuidade do precedente
(quando demonstrada utilidade para o caso) –

Sistema adotado pela Inglaterra e EUA.

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DIREITO CIVIL Codificação do Direito Civil no Brasil


Conceito: • Antes da Independência (1.822) – aplicação do
sistema normativo português, até 1.867, quando
• “civil”- cidadão Portugal editou novo código revogando as
• direito privado ordenações Filipinas, mas esta continuou vigendo
no Brasil.
• Lei de 20 de outubro de 1823 - Ordenações
• “destinado a regulamentar as relações de família Filipinas até legislação própria
e as relações patrimoniais que se formam entre
os indivíduos encarados com tal, isto é, tanto • 1.824 – 1ª Constituição Brasileira que previa no
quanto membros da sociedade” (SERPA LOPES) artigo 179, n. 18 a organização de Código Civil e
Criminal baseados na justiça e na equidade

• Em 1.855 foi confiado a Augusto Teixeira de • Felício dos Santos – 1.881 - Apontamentos para o
Projeto do Código Civil Brasileiro – parecer contrário
Freitas a redação de um projeto de Código Civil, de comissão.
tendo este preparado a “Consolidação das Leis • Proclamação da República em 1889 – novo regime
Civis”. de governo, novas diretrizes, desprezou-se o trabalho
• Decreto n. 2.318 de 1.858 – autoriza ministro da anterior.
justiça a elaboração de um código civil – Teixeira • 1.890 – Ministro da Justiça Campos Salles indicou
de Freitas - elaborou um projeto “esboço”. Coelho Rodrigues que entregou um projeto em 1.893
que teve parecer desfavorável da comissão
Devido as pressões para rápida promulgação, em
designada para examiná-lo.
1.860 optou pela renúncia.
• 1.895 – Nova comissão – exame projetos anteriores.
• Nabuco de Araújo (1.872) – novo projeto – que • 1.896 – contratação de juristas – Clóvis Beviláqua
com seu falecimento (1.878) não foi finalizado. elaborou novo projeto aproveitando o texto de
Coelho Rodrigues – finalizado em 1899

• Criação de microssistemas jurídicos


(descentralização – descodificação do direito
• 1.902 Câmara dos deputados aprova o projeto e
civil)
remete ao Senado – Ruy Barbosa – relator da
comissão. • Necessidade de revisão do Código Civil
• 1.912 remessa à Câmara com emendas
• 1.967 – nomeada Comissão – supervisão de
Miguel Reale
• Lei 3.071 de 01 de janeiro de 1916 • 1.972 – apresentação do Anteprojeto pela
(vigor 01 de janeiro de 1917) Comissão

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• 1.975 – Projeto de Lei n. 634 enviado para o • 2.001 – aprovado o projeto e sancionado
Congresso
• 1.984 – Aprovado pela Câmara dos Deputados • Lei n. 10.406 de 10 de janeiro de
(634-B) - Senado Federal – aprovação (sem 2002 (vigor 10 de janeiro de 2003)
emendas)
• 2.000 – Ricardo Fiuza (deputado relator) - • * Constitucionalização do Direito Civil
aprovação da Resolução CN n 1, de 31 de
janeiro de 2000 – sofrer alterações * PL 04/2025 – atenção as mudanças que o CC pode
constitucionais e legais – revisão sofrer.

Codificação e Consolidação Divisão do Código Civil


• Codificação – busca disciplinar integral e
isoladamente uma parte substanciosa do direito • Parte Geral – regras abstratas e genéricas
positivo, com critério sistemático – unidade sobre pessoas, bens e fatos jurídicos.
orgânica que centraliza as normas aplicáveis a
determinados tipos de relações jurídicas.
• Parte Especial – obrigações (contratos e
• Consolidação – justapõe normas vigentes responsabilidade civil), empresa, coisas,
articulando-as sob determinada orientação, sem família e sucessões.
pretensões inovadoras.

Princípios do Direito Civil Art. 422. Os contratantes são obrigados a


guardar, assim na conclusão do contrato, como
em sua execução, os princípios de probidade e
a) Eticidade - Prioriza a equidade, a boa-fé e boa-fé.
demais critérios éticos.

Exemplos: Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de


um direito que, ao exercê-lo, excede
Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser manifestamente os limites impostos pelo seu
fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos
interpretados conforme a boa-fé e os usos do
bons costumes.
lugar de sua celebração.

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02/03/2025

b) Socialidade - Prevalência dos valores coletivos sobre Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar
os individuais. e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de
quem quer que injustamente a possua ou detenha.
§ 1o O direito de propriedade deve ser exercido em
Exemplos: consonância com as suas finalidades econômicas e sociais
e de modo que sejam preservados, de conformidade com
Art. 421. A liberdade de contratar será exercida em razão o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas
e nos limites da função social do contrato. naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e
artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.

Art. 1.239. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel Art. 1.240. Aquele que possuir, como sua, área urbana de
rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco
ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural anos ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para
não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio,
desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano
por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua ou rural.
moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.

c) Operabilidade – maiores poderes ao


magistrado.

• Facilitar a interpretação e aplicação dos


institutos previsto no Código
• Normatização por meio de normas gerais -
maiores poderes hermenêuticos ao
Magistrado
• Direito é feito para ser efetivado, para ser
executado

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06/03/2025

Lei de Introdução às Normas do A LINDB divide-se em:


Direito Brasileiro - LINDB ➢Art. 1º e 2º – Vigência das normas;
➢Art. 3º – Obrigatoriedade geral e abstrata das
Decreto-Lei nº 4.657/42 normas;
➢Art. 4º – Integração normativa;
- Possui 30 artigos. ➢Art. 5º Interpretação das normas;
➢Art. 6º – Aplicação da norma no tempo
- Regula a elaboração e aplicação das normas (Direito Intertemporal);
de todo sistema legal.
➢Art. 7º e seguintes – Aplicação da lei no
espaço (Direito Espacial);

Validade/Vigência/ Eficácia e Vigor Validade: a norma é válida quando respeitado o


das Normas cumprimento de regras relativas às condições
formais e materiais para produção da mesma.
Vigência: período compreendido entre o
momento em que se torna obrigatória até a sua a) Validade formal – conformidade com o
revogação ou cessação do prazo (norma processo de criação da norma.
temporária). • Processo legislativo – art. 59 e ss da CF/88.

Eficácia: relativa a produção concreta de efeitos b) Validade material – norma criada pela
pela norma. autoridade competente para legislar sobre
determinado conteúdo (matéria).

Eficácia: possibilidade concreta de produção de Em relação a eficácia, as normas dividem-se:


efeitos.

a) Eficácia social – condições fáticas exigíveis a) Norma de eficácia plena – não depende de
existentes. outra norma para produzir efeitos.
Ex: lei que prevê a obrigatoriedade de um
determinado sistema de segurança existente.
b) Norma de eficácia limitada – depende de
b) Eficácia técnica – ocorre quando todos os outra norma para produzir efeitos.
requisitos técnicos foram preenchidos para
aplicação da norma.
Ex: Lei que prevê aplicação de multa pelo comércio Ex: art. 7º, I da CF/88
de determinado produto por órgão fiscalizador a
ser criado.

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Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e c) Normas de eficácia contida – criadas de
rurais, além de outros que visem à melhoria de forma plena, com aplicação imediata, mas
sua condição social: que pode ser limitada (restringida) por lei
I - relação de emprego protegida contra que sobrevier.
despedida arbitrária ou sem justa causa, nos
termos de lei complementar, que preverá Ex: art. 5º , XIII da CF/88:
indenização compensatória, dentre outros
direitos; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho,
ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer;

Vigor (força da norma ou força vinculante): § 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas
quando obriga indivíduos e autoridades, comissões e quaisquer outras remunerações
impondo determinado comportamento, assim, direta ou indiretamente referidas à concessão
quando uma norma válida torna-se vigente, de crédito, não poderão ser superiores a doze
torna-se obrigatória. por cento ao ano; a cobrança acima deste limite
será conceituada como crime de usura, punido,
* Ultratividade – quando uma norma não em todas as suas modalidades, nos termos que
vigente tem vigor. a lei determinar. (Revogado pela EC 40/2003)

Ex: art. 192, § 3º da CF/88

Aplicação das Normas Jurídicas Para verificar se a norma é aplicável


(subsunção) ao caso concreto ou se há
A lei é um comando geral e abstrato, não se necessidade de sua integração, o juiz procura
referindo a casos concretos especificamente descobrir o sentido da norma, interpretando-a.

Subsunção - Quando o fato concreto se ajusta Interpretar é buscar o sentido da norma


ao comando legal, caso contrário há a jurídica.
necessidade de integração da norma pela
analogia, costumes e princípios gerais de direito. Todas as leis estão sujeitas à interpretação e não
apenas as complexas ou omissas.

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06/03/2025

Interpretação das Normas Jurídicas Art. 5o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos
fins sociais a que ela se dirige e às exigências do
- Revelar o sentido da norma; bem comum.
- Fixar seu alcance.

Várias são as técnicas de interpretação (literal, * Interpretação judicial – atualização do


lógica, sistemática, finalística, doutrinária, entendimento da lei, face ao momento histórico
jurisprudencial, declarativa e outras), no entanto
não há qualquer hierarquia entre elas. em que é aplicada.

Hermenêutica - estudo sistemático das técnicas de


interpretação e colmatação da norma (Pablo
Stolze).

Vigência Art. 1o Salvo disposição contrária, a lei começa a


Aplicação Temporal das Normas vigorar em todo o país quarenta e cinco dias
depois de oficialmente publicada.

• Decretos e regulamentos – vigor – data da


• Publicação Vigência publicação (salvo disposição em contrário)
* vacatio legis
§ 1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade
* Vacatio legis – intervalo entre publicação da lei e da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
sua entrada em vigor meses depois de oficialmente publicada.

Artigo 8 da Lei Complementar nº 95 de 1998. Art. 8o A vigência da lei será indicada de forma
expressa e de modo a contemplar prazo razoável
para que dela se tenha amplo conhecimento,
• Vigência – forma expressa com prazo razoável reservada a cláusula "entra em vigor na data de sua
para amplo conhecimento (data da publicação: publicação" para as leis de pequena repercussão.
leis de pequena repercussão) § 1o A contagem do prazo para entrada em vigor
• Período de vacância – “esta lei entra em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-
após decorridos - números de dias – de sua se-á com a inclusão da data da publicação e do
último dia do prazo, entrando em vigor no dia
publicação” subseqüente à sua consumação integral.
• Contagem do prazo – inclusão da data da § 2o As leis que estabeleçam período de vacância
publicação e do último dia do prazo – vigor no dia deverão utilizar a cláusula ‘esta lei entra em vigor
subsequente à consumação integral após decorridos (o número de) dias de sua
publicação oficial’ .

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06/03/2025

Republicação da Lei – vacatio legis


Vacatio Legis Art. 1o (...)
Função:
§ 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova
a) Fixação de data futura para início de seus publicação de seu texto, destinada a correção, o
efeitos; prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores
começará a correr da nova publicação.
b) Em caso de omissão de data futura, aplicação * erros materiais – correção ortográfica (prazo
do prazo de 45 dias previsto no art. 1º da para artigos corrigidos)
LINDB;
c) Pendência de regulamento – norma de § 4o As correções a texto de lei já em vigor
consideram-se lei nova.
eficácia limitada.
* Direitos adquiridos - resguardados

Art. 2o Não se destinando à vigência REVOGAÇÃO


temporária, a lei terá vigor até que outra a
modifique ou revogue. Supressão da força obrigatória da lei.
* Princípio da continuidade da lei A lei torna-se sem efeito.
* Caráter permanente
vigência temporária – advento do termo, I - Quanto à extensão:
implemento de condição resolutiva, consecução a) Ab-Rogação: revogação total – supressão integral da
norma anterior
de seus fins
– caducidade da lei: superveniência de causa
b) Derrogação: revogação parcial – supressão parcial
prevista em seu texto. da norma anterior

Ex: Art. 2.045, CC: II - Quanto à forma de sua execução:

Art. 2.045. Revogam-se a Lei no 3.071, de 1o de a) Expressa – nova lei declara a revogação dos
dispositivos anteriores.
janeiro de 1916 - Código Civil e a Parte Primeira
Art. 9º da Lei Complementar 95/98 - Regra
do Código Comercial, Lei no 556, de 25 de junho
de 1850. “A cláusula de revogação deverá enumerar,
expressamente, as leis ou disposições legais
revogadas”.

a) Tácita – incompatibilidade com a lei anterior ou


quando uma nova norma regula todo o tema da
lei anterior, com colisões.

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06/03/2025

- Tácita (antinomias – conflitos negativos): Art. 2o Não se destinando à vigência


* critério hierárquico (lex superior) - norma temporária, a lei terá vigor até que outra a
superior revoga norma inferior; modifique ou revogue.
- Incompatibilidade com normas constitucionais § 1o A lei posterior revoga a anterior quando
– perda do critério de validade expressamente o declare, quando seja com ela
incompatível ou quando regule inteiramente a
* critério cronológico (lex posterior) - norma matéria de que tratava a lei anterior.
mais nova revoga a mais antiga;
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições
* critério da especialidade (lex specialis) - gerais ou especiais a par das já existentes, não
norma específica revoga norma geral tratando revoga nem modifica a lei anterior.
do mesmo tema.

Repristinação
Obrigatoriedade das leis
(§ 3º do art. 2º, LINDB)
• Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei,
• restauração da norma - renascimento alegando que não a conhece.
• Excepcional - disposição normativa expressa
• Princípio da obrigatoriedade da lei
• Garantir a eficácia global da ordem jurídica
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei
revogada não se restaura por ter a lei • Ver CPC art. 376
revogadora perdido a vigência. Art. 376. A parte que alegar direito municipal,
estadual, estrangeiro ou consuetudinário provar-
lhe-á o teor e a vigência, se assim o juiz determinar.

• Teorias: CONFLITO DE NORMAS


1) Presunção legal DIREITO INTERTEMPORAL
2) Ficção Legal Princípio da irretroatividade da lei – em regra, a
3) Necessidade Social lei nova somente aplica-se a casos pendentes e
futuros, não alcançando fatos pretéritos a sua
Lei é obrigatória e deve ser cumprida por todos
vigência.
– não por conhecimento presumido ou ficto –
razões de interesse público – convivência social
• Garantia de eficácia global do ordenamento
CF/88
jurídico Art. 5º
* Erro de direito – conhecimento falso da lei – XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido,
anulação dos negócios jurídicos (boa-fé) o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

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06/03/2025

LINDB • Direito adquirido


Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e § 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos
geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o que o seu titular, ou alguém por ele, possa
direito adquirido e a coisa julgada. exercer, como aqueles cujo começo do exercício
tenha termo pré-fixo, ou condição pré-
estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
• Ato Jurídico Perfeito
§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já • Coisa julgada
consumado segundo a lei vigente ao tempo em § 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a
que se efetuou. decisão judicial de que já não caiba recurso.

* Lei penal mais benéfica: DIREITO ESPACIAL


CF/88 Princípio da Territorialidade
Moderada/Mitigada - no território brasileiro
Art. 5º
aplica-se, em regra, a lei brasileira.
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para
beneficiar o réu;
Excepcionalmente, porém, é aplicável a norma
estrangeira no território brasileiro, desde que
Direito civil – não retroage haja disposição legal expressa neste sentido.
* interesses particulares – se a nova lei é
benéfica para uma parte, para outra não é.

a) Estatuto Pessoal – Como bem pontua o artigo c) O contrato internacional se reputa formado
7º da Lei de Introdução, aplica-se a lei do onde residir o seu proponente, sendo esta a
domicílio para reger: I) nome; II) capacidade; legislação aplicável e o foro competente (art. 9º,
III) personalidade; IV) direito de família. §2º, LINDB). Enfatiza-se que este dispositivo
apenas se aplica a contratos internacionais.

b) Conflito sobre bens imóveis situados fora do


Para os contratos celebrados no Brasil há norma
Brasil aplica-se a lei do lugar onde estiver
específica reputando-os celebrados no local em que
situado (art. 8º da LINDB). Assim, execução
foi proposto (art. 435 do CC/02):
hipotecária cujo bem hipotecado está no
Paraguai se submete à legislação paraguaia.
Art. 435. Reputar-se-á celebrado o contrato no
lugar em que foi proposto.

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06/03/2025

d) Aplica-se a lei sucessória mais benéfica para Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência
sucessão de bens de estrangeiros situados obedece à lei do país em que domiciliado o defunto
ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a
no Brasil, quando há herdeiros brasileiros situação dos bens.
(art. 10, § 1º da LINDB e 5º, XXXI CF/88).
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados
Em outras palavras, quando o estrangeiro morre no País, será regulada pela lei brasileira em
e deixa bens no Brasil, a competência para benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de
quem os represente, sempre que não lhes seja mais
processar e julgar a ação de inventário e partilha favorável a lei pessoal do de cujus.
desses bens é exclusiva do Brasil. Tal partilha, (Redação dada pela Lei nº 9.047, de 1995)
todavia, não se fará necessariamente com base
na lei brasileira, mas sim na lei sucessória mais § 2o A lei do domicílio do herdeiro ou legatário
benéfica. regula a capacidade para suceder.

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18/03/2025

PESSOA Personalidade Jurídica

Pessoa natural ou física - ser humano considerado como


Conceito
sujeito de direitos e obrigações. * aptidão genérica para titularizar direitos e contrair
obrigações
Pessoa jurídica - Conjunto de pessoas ou de bens, dotado * atributo necessário para ser sujeito de direito
de personalidade jurídica própria e constituído na forma * Direitos da personalidade: artigo 11 a 21 do CC
da lei, para a consecução de fins comuns.
Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na
ordem civil.
* Pessoa Jurídica Personalidade Jurídica
* sujeitos da relação jurídica (ativo – passivo)
* Fatos jurídicos Atos jurídicos * ser humano considerado como sujeito de direitos
e obrigações

Aquisição da Personalidade Jurídica Nascituro


Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa * O que está por nascer, mas já concebido no
do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, ventre materno (Limongi França)
desde a concepção, os direitos do nascituro.
• Não considerado pessoa, mas tem os direitos
* respiração – funcionamento do aparelho postos a salvo desde a concepção
cardiorrespiratório (exame de docimasia
hidrostática de galeno).

Teorias da Aquisição da personalidade Jurídica 2) Teoria da personalidade condicional –


nascituro – direitos sob condição suspensiva

1) Teoria Natalista – personalidade adquirida


com o nascimento com vida A proteção do nascituro explica-se, pois há nele
uma personalidade condicional que surge, na
sua plenitude, com o nascimento com vida e se
O nascituro tem mera expectativa de direito extingue no caso de não chegar o feto a viver
(Arnold Wald)
- LRP 6.015 de 1973
Artigos 50 e seguintes

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18/03/2025

3) Teoria concepcionista – nascituro adquire a “Na vida intrauterina, tem o nascituro


personalidade jurídica desde a concepção, personalidade jurídica formal, no que atina aos
sendo, assim, considerado pessoa. direitos personalíssimos e aos da personalidade,
passando a ter a personalidade jurídica material,
* Efeitos patrimoniais – direitos personalíssimos alcançando os direitos patrimoniais, que
permaneciam em estado potencial, somente
com o nascimento com vida. Se nascer com vida,
adquire personalidade jurídica material, mas se
tal não ocorrer, nenhum direito patrimonial
terá.” (Maria Helena Diniz)

* Lei 11.804 de 5/11/2008 – alimentos gravídicos


* Artigo 130 CC
* Artigo 542 CC
* Artigo 1.609, par. único CC
* Artigo 1.798 CC

* CONCEPTURO – 1.799, I CC

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25/03/2025

Capacidade de Direito e de Fato e Legitimidade Capacidade Legitimação


• Capacidade de direito ou de gozo – confunde-se com • legitimidade: para a prática de determinado ato
personalidade – toda pessoa é capaz de direitos e jurídico (capacidade específica – impedimentos
obrigações; circunstanciais)
• Capacidade de fato ou de exercício – aptidão para
exercer pessoalmente seus direitos, praticando atos ≠
jurídicos • incapacidade (limitações – orgânicas, psicológicas)
• Pode-se ter capacidade direito sem capacidade de fato –
adquirir o direito e não poder exercê-lo por si Ex. falta de legitimidade:
(incapacidade – falta de aptidão para praticar * Artigo 1.749,I do CC;
pessoalmente atos da vida civil)
* Artigo 1.521 do CC;
Capacidade plena = capac. de direito + capac. de fato * Artigo 496 do CC, etc.

EMENTA: AÇÃO INDENIZATÓRIA - NASCITURO ILEGITIMIDADE ATIVA -


Inocorrência - Inteligência do art. 2 o, do CC - Capacidade ativa, de Incapacidade Absoluta
ser parte; estar em juízo -Nascimento com vida que leva à investidura
na titularidade da pretensão de direito material exposta na inicial.
DIREITO DE EXPRESSÃO - ABUSO - Configuração - Uso deste que deve
se dar com responsabilidade - Impossibilidade de se tentar justificar o Total falta de aptidão para praticar pessoalmente
excesso no bom uso de tal direito, sob a alegação de que apenas se
pretendeu fazer humor -Agressividade contida nas palavras trazidas na atos da vida civil – manifestação de vontade
vestibular que afasta se tome o dito como piada. SOBREPRINCÍPIO DA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA - Comprometimento - Situação que (discernimento)
leva ao sopesamento dos direitos envolvidos - Precedência, no caso,
da dignidade da pessoa humana sobre a liberdade de expressão -
Inteligência dos art. Iº, inc. III; 5o, inc. IX e X; 220, § 2o; e 221,inc. I,
todos da CR.DANO MORAL - Ocorrência - Indenizacàrr^Valor que Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer
merece incremento em virtude da gravidadeÂa conduhf do réu e de pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16
suas conseqüências. Recurso de apelação improvido. Recurso adesivo
ao qual se da provimento. (dezesseis) anos.
(TJ-SP - APL: 2018380520118260100 SP 0201838-05.2011.8.26.0100,
Relator: João Batista Vilhena, Data de Julgamento: 06/11/2012, 10ª
Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 27/11/2012)

I - Menores de 16 anos (menor impúbere)


* ECA Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta causar, se as pessoas por ele responsáveis não
Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem
adolescente aquela entre doze e dezoito anos de
idade. de meios suficientes.

* Constituição Federal Relações patrimoniais X relações existenciais


Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais, além de outros que visem à melhoria de sua
condição social:
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou
insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

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25/03/2025

Lei 13146/2015 – Estatuto da pessoa com § 1º A avaliação da deficiência, quando necessária,


deficiência – EPD será biopsicossocial, realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar e
- Convenção sobre os Direitos das Pessoas com considerará: (Vigência)
Deficiência e seu Protocolo Facultativo (DL
I - os impedimentos nas funções e nas estruturas do
186/2008) corpo;
II - os fatores socioambientais, psicológicos e
Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela pessoais;
que tem impedimento de longo prazo de natureza III - a limitação no desempenho de atividades; e
física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em IV - a restrição de participação.
interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir
sua participação plena e efetiva na sociedade em ➢ Código Civil – artigo 1783-A e ss – tomada de
igualdade de condições com as demais pessoas. decisão apoiada

Incapacidade Relativa I - os maiores de dezesseis e menores de


Art.4o São incapazes, relativamente a certos atos
dezoito anos (menor púbere)
ou à maneira de os exercer:
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito
anos; * maioridade civil: 18 anos
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (ausência de correlação com
III - aqueles que, por causa transitória ou
permanente, não puderem exprimir sua imputabilidade penal)
vontade;
IV - os pródigos.
Parágrafo único. A capacidade dos indígenas será
regulada por legislação especial.

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos


IV – os pródigos
• indivíduo que desordenadamente dilapida
* não priva totalmente a capacidade de seu patrimônio (não engloba atos de mera
discernimento
administração e atos pessoais – artigo
* Grau de intoxicação - dependência – patologia 1.782 do CC)

III – aqueles que, por causa transitória ou Art. 1.782. A interdição do pródigo só o
permanente, não puderem exprimir sua privará de, sem curador, emprestar, transigir,
vontade dar quitação, alienar, hipotecar, demandar
ou ser demandado, e praticar, em geral, os
atos que não sejam de mera administração.

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25/03/2025

* Indígena (Silvícolas) Suprimento da Incapacidade


- Silvícolas – aquele que vive na selva * REPRESENTAÇÃO – incapacidade absoluta
➢ Termo substituído por indígena (sempre age no interesse do incapaz - ver artigos
1.691 e 1.692 do CC)
Lei 5.371 de 1967 – institui FUNAI – poderes de - Praticar o ato sozinho: nulidade (artigo 166, I do
representação e apoio CC)
- ver: artigo 115 e seguintes do CC -
Lei 6.001 de 1973 – Estatuto do Índio Da Representação
* índio absolutamente incapaz
* nulos os atos praticados sem representação, salvo * ASSISTÊNCIA – relativamente incapaz
discernimento + inexistência de prejuízo - Pratica o ato juntamente com o assistente
-> não é a regra hoje aplicada (anulabilidade – artigo 171, I do CC)

Emancipação Emancipação Voluntária


Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta
quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos do outro, mediante instrumento público,
da vida civil.
independentemente de homologação judicial,
ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o
* Emancipação: declaração de maioridade – aquisição da menor tiver dezesseis anos completos;
capacidade civil antes da idade legal

A emancipação pode ser voluntária, judicial ou legal. * Ato irrevogável


* Pais – titulares do poder familiar
* Idade mínima - 16 anos
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a * Instrumento público
incapacidade: * Efeito – após registro (lei nº 6.015, artigo 91 e
parágrafo único)

Emancipação Judicial Emancipação Legal


II - pelo casamento;
I – (...) por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o - 16 anos, com autorização dos pais ou
menor tiver dezesseis anos completos; representantes legais, ou suprimento judicial
* Art. 1.517. O homem e a mulher com
* Depende de sentença judicial dezesseis anos podem casar, exigindo-se
* Efeito – após registro (lei 6.015, artigo 91 e autorização de ambos os pais, ou de seus
representantes legais, enquanto não atingida
parágrafo único) a maioridade civil.
* Art. 1.519. A denegação do consentimento,
quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.

3
25/03/2025

III - pelo exercício de emprego público efetivo;


* Cargo ou emprego público efetivo
* Não temporário ou comissionado

IV - pela colação de grau em curso de ensino


superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou


pela existência de relação de emprego, desde
que, em função deles, o menor com dezesseis
anos completos tenha economia própria.

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03/04/2025

Estado da Pessoa Natural - Estado individual – refere-se a condição do


indivíduo em seu poder de agir, estando ligado
* Situação jurídica da pessoa: a idade, gênero e saúde do indivíduo.
- Estado político: nacional – estrangeiro (posição
do indivíduo em face do Estado);
- Estado familiar: casado, solteiro, divorciado... - Maior ou menor;
Parentes por consanguinidade, afinidade, em - Capaz ou incapaz;
linha reta ou colateral (em relação a situação
matrimonial ou parentesco – situação da pessoa - Homem ou mulher
no seio da família)
* União estável – consideração da entidade familiar,
desconhecimento do estado civil “concubino” ou
“convivente”

* Características: * Ações Judiciais


Denominadas prejudiciais (actiones
praeiudiciales)
Indivisibilidade: composto de - Finalidade: criar, modificar ou extinguir
elementos plúrimos. determinado estado
Indisponibilidade: irrenunciabilidade e - Constitutivas positivas ou negativas
inalienabilidade – pode ser modificado.
Ex.: ação de emancipação, divórcio, suprimento
Imprescritibilidade: não se perde pela de consentimento para o casamento,
prescrição. reconhecimento de filiação, etc.

Registro Civil Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:


I - das sentenças que decretarem a nulidade ou
Art. 9o Serão registrados em registro público: anulação do casamento, o divórcio, a separação
judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal;
I - os nascimentos, casamentos e óbitos;
II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que
II - a emancipação por outorga dos pais ou por
declararem ou reconhecerem a filiação;
sentença do juiz;
III - a interdição por incapacidade absoluta ou
relativa;
IV - a sentença declaratória de ausência e de morte * Averbação = modificação/alteração
presumida.

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03/04/2025

• Artigo 29 da Lei 6.015 de 1973 (LRP) Extinção da Pessoa Natural

- Registro civil de pessoas naturais


Art. 6o A existência da pessoa natural termina
com a morte; presume-se esta, quanto aos
* Fatos constitutivos, modificativos ou extintivos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a
do estados das pessoas abertura de sucessão definitiva.

- Princípios da legalidade, veracidade e Efeitos: extinção do poder familiar, dissolução


publicidade do vínculo conjugal, abertura da sucessão,
extinção de contrato personalíssimo e outros.

Morte Civil Morte Real


Idade Média – condenados a penas perpétuas e
religiosos que vivessem recolhidos – privados dos - Artigo 3º da Lei 9.434 de 1997: diagnóstico de
direitos civis e consideradas pela lei como se mortas
fossem paralisação da atividade encefálica
Resquícios - Herdeiro excluído por indignidade (só
para efeitos de herança) - Prova: Atestado por profissional da medicina,
- Artigo 1.814 do CC ou (se faltar o profissional) atestado por duas
- Art. 1.816. São pessoais os efeitos da exclusão; os testemunhas – para o sepultamento (Artigo 77
descendentes do herdeiro excluído sucedem, como da LRP)
se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.

Morte simultânea ou comoriência Morte Presumida


Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte;
Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a
mesma ocasião, não se podendo averiguar se lei autoriza a abertura de sucessão definitiva.
Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem
algum dos comorientes precedeu aos outros, decretação de ausência:
presumir-se-ão simultaneamente mortos. I - se for extremamente provável a morte de quem estava em
perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito
prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término
• Importância - herdeiro ou beneficiário da guerra.
• Inexiste transferência de bens e direitos entre Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses
casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as
comorientes buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data
provável do falecimento

2
03/04/2025

Ausência * Curadoria dos bens do ausente


Art. 6o A existência da pessoa natural termina com a morte;
presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a
Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu
domicílio sem dela haver notícia, se não houver
lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. deixado representante ou procurador a quem caiba
* Ausente: pessoa desaparecida de seu domicílio sem administrar-lhe os bens, o juiz, a requerimento de
deixar notícia – art. 22, CC qualquer interessado ou do Ministério Público,
- Procurador (não queira ou não possa exercer ou continuar declarará a ausência, e nomear-lhe-á curador.
o mandato, ou se os seus poderes forem insuficientes) –
art. 22 e 23, CC Art. 23. Também se declarará a ausência, e se
* preservação patrimonial – nomeação de curador – nomeará curador, quando o ausente deixar
arrecadação dos bens mandatário que não queira ou não possa exercer
ou continuar o mandato, ou se os seus poderes
➢ 3 fases: curadoria –> sucessão provisória –> sucessão forem insuficientes.
definitiva

*Curador Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do


ausente, ou, se ele deixou representante ou procurador,
em se passando três anos, poderão os interessados
* Nomeado pelo Juiz – com fixação dos poderes e requerer que se declare a ausência e se abra
obrigações (artigo 24 do CC) provisoriamente a sucessão.
* Ordem para nomeação (artigo 25 do CC)
* CPC – Art. 741. Ultimada a arrecadação, o juiz mandará
1) cônjuge do ausente (não separado judicialmente, expedir edital, que será publicado na rede mundial de
ou de fato por mais de dois anos antes da computadores, no sítio do tribunal a que estiver
declaração da ausência); vinculado o juízo e na plataforma de editais do
Conselho Nacional de Justiça, onde permanecerá por 3
2) pais do ausente; (três) meses, ou, não havendo sítio, no órgão oficial e
3) Descendentes (mais próximos precedem os mais na imprensa da comarca, por 3 (três) vezes com
remotos); intervalos de 1 (um) mês, para que os sucessores do
falecido venham a habilitar-se no prazo de 6 (seis)
4) Qualquer pessoa escolhida pelo Juiz meses contado da primeira publicação.

* Cessação da curadoria * Sucessão Provisória


* Legitimados para requerer (artigo 27 do CC):
- pelo comparecimento do ausente, do seu I - o cônjuge não separado judicialmente;
procurador ou de quem o represente; II - os herdeiros presumidos, legítimos ou
- pela certeza da morte do ausente; testamentários;
- pela sucessão provisória. III - os que tiverem sobre os bens do ausente direito
dependente de sua morte;
IV - os credores de obrigações vencidas e não pagas.

* Ministério Público – se não houver interessados

3
03/04/2025

* Bens:
* Sentença – sucessão provisória - Antes da partilha – Juiz pode determinar a conversão
- efeito: 180 dias depois de publicada dos bens móveis (deteriorados ou extraviados) em
imóveis ou em títulos garantidos pela União (art. 29,
- averbada no registro civil – art. 104 LRP CC)
- trânsito em julgado: abertura do testamento - Entregues aos herdeiros em caráter provisório e
condicional
ou abertura de inventário e partilha dos bens
- garantia de penhor ou hipoteca equivalente aos
quinhões (não – ascendentes, descendentes e cônjuge
que forem herdeiros) * se não prestar garantia:
- não comparecimento de herdeiro ou administração do curador ou herdeiro que preste
interessado – 30 dias do trânsito – inventário: caução (requerer metade dos rendimentos) (art. 30,
arrecadação dos bens do ausente (arts. 1.819 CC)
a 1.823 do CC - Herança Jacente – 5 anos – - Imóveis – não alienar ou hipotecar – salvo evitar ruína
com autorização judicial (art. 31, CC)
Município ou União) - posse: representação ativa e passiva do ausente (art. 32,
CC)

* Frutos:
- ascendentes, descentes e cônjuge: ficarão com todos os * Sucessão definitiva
frutos e rendimentos dos bens (art. 33, CC)
- outros sucessores: capitalizar metade dos frutos e
rendimentos e prestar contas anualmente ao juiz (art. 33, - Decorridos 10 anos do trânsito em julgado da
CC)
sentença de abertura da sucessão provisória
* Se o ausente aparecer, e ficar provado que a ausência foi (levantamento de cauções) – art. 37, CC
voluntária e injustificada, perderá ele, em favor do
sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos. (art.33, par.
único, CC)
* Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência, depois
- Ausente com oitenta anos de idade e de cinco
de estabelecida a posse provisória, cessarão para logo as datam as últimas notícias – art. 38, CC
vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia,
obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a
entrega dos bens a seu dono. (art.36, CC)

* Retorno do ausente:
Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos
seguintes à abertura da sucessão definitiva, ou
algum de seus descendentes ou ascendentes,
aquele ou estes haverão só os bens existentes no
estado em que se acharem, os sub-rogados em seu
lugar, ou o preço que os herdeiros e demais
interessados houverem recebido pelos bens
alienados depois daquele tempo.
Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere
este artigo, o ausente não regressar, e nenhum
interessado promover a sucessão definitiva, os bens
arrecadados passarão ao domínio do Município ou
do Distrito Federal, se localizados nas respectivas
circunscrições, incorporando-se ao domínio da
União, quando situados em território federal.

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