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Refeito Nessa Porra

Este trabalho analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) na educação, destacando avanços, desafios e perspectivas a partir de uma revisão de literatura da plataforma SciELO. Embora a IA ofereça potencial para personalizar o ensino e melhorar o desempenho estudantil, também levanta preocupações sobre a autonomia docente, desigualdades e questões éticas. A formação docente deve ser reconfigurada para incluir conteúdos sobre IA, garantindo que os professores mantenham seu papel central no processo educativo.

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Refeito Nessa Porra

Este trabalho analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) na educação, destacando avanços, desafios e perspectivas a partir de uma revisão de literatura da plataforma SciELO. Embora a IA ofereça potencial para personalizar o ensino e melhorar o desempenho estudantil, também levanta preocupações sobre a autonomia docente, desigualdades e questões éticas. A formação docente deve ser reconfigurada para incluir conteúdos sobre IA, garantindo que os professores mantenham seu papel central no processo educativo.

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Faest - Faculdade de Educação de Tangará da Serra

Anthony Aquino Pessoa e Enzo da Silva Zagonel

Os impactos da Inteligência Artificial na educação: avanços, desafios e


perspectivas
Uma revisão de literatura com base em artigos da plataforma SciELO

Tangará da Serra - MT

2025
Faest - Faculdade de Educação de Tangará da Serra

Uma revisão de literatura com base em artigos da plataforma SciELO

Este trabalho, de natureza qualitativa e exploratória, consiste em uma revisão de


literatura com base em artigos da plataforma SciELO. Seu objetivo é analisar os
impactos da Inteligência Artificial na educação, destacando os principais avanços,
desafios e perspectivas apontados por estudos recentes.
Uma revisão de literatura com base em artigos da plataforma SciELO

Orientador: Aparecido Silvério Labadessa

2025
Introdução

A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma das principais inovações tecnológicas da
contemporaneidade, provocando transformações profundas em diversos setores sociais, incluindo a
educação. Seu uso em ambientes escolares promete personalizar a aprendizagem, automatizar
tarefas burocráticas e apoiar decisões pedagógicas mais embasadas em dados. No entanto, sua
inserção não está isenta de controvérsias, sobretudo no que diz respeito à prática docente, à
autonomia pedagógica e às desigualdades estruturais. Como destaca Azambuja, “na medida em que
a IA se torna uma força produtiva cada vez mais relevante, muitos aspectos e funções do modo de
produção contemporâneo se modificam”, exigindo da universidade e das instituições educativas uma
reconfiguração de suas estratégias pedagógicas para acompanhar e moldar essas transformações.
Este artigo, de natureza exploratória, visa analisar criticamente os impactos da IA na educação a
partir de uma revisão de literatura com base em publicações recentes da base SciELO.

Metodologia

A pesquisa realizada possui caráter qualitativo, exploratório e descritivo. O método utilizado foi a
revisão de literatura com base em artigos da base SciELO, publicados entre 2021 e 2024, que
abordam diretamente a aplicação da inteligência artificial na educação. A análise consistiu na
identificação de argumentos centrais nos textos, com o intuito de compor uma reflexão crítica sobre
os efeitos pedagógicos, sociais e éticos do uso da IA no contexto educacional brasileiro.

Avanços Tecnológicos e o Potencial da IA na Educação

O uso da inteligência artificial na educação tem sido apontado por diversos estudos como um recurso
promissor, especialmente no que se refere à personalização do ensino e ao monitoramento do
desempenho estudantil. Sistemas inteligentes possibilitam ajustar o ritmo e os conteúdos conforme o
nível de aprendizagem de cada aluno, o que pode contribuir para combater a evasão e melhorar o
rendimento escolar. Entretanto, como alerta Heggler, “os algoritmos ocasionalmente podem assumir
vieses e preconceitos de seus desenvolvedores e encontrados na sociedade”, o que representa
riscos reais de discriminação e reprodução de desigualdades.

Vicari acrescenta que há inúmeras tecnologias de IA sendo aplicadas no contexto educacional, como
os sistemas de Processamento de Linguagem Natural (PLN), capazes de resumir textos, gerar livros
didáticos personalizados (smartbooks) e motivar a escrita criativa. Essas tecnologias, embora muitas
vezes utilizadas de forma isolada, abrem caminhos para uma aprendizagem mais adaptada ao perfil
individual dos estudantes.

Rodrigues também destaca o potencial dos sistemas generativos, como o GPT-3 e o LaMDA, que
produzem conteúdos como textos, imagens e músicas, levantando discussões sobre o que há de
"inteligente" nessas ferramentas e quais seus limites frente a questões humanas como cultura, ética e
senso comum. Nessa mesma linha, a coleta de dados em larga escala possibilitada pela IA pode
subsidiar políticas públicas mais eficazes, desde que acompanhada por regulação adequada.

A Docência e a Inteligência Artificial: Críticas e Preocupações

Apesar dos avanços, a inserção da IA nas escolas também tem provocado preocupações
significativas. Pinho alerta para os riscos da “algoritmização” da prática docente, que pode reduzir a
autonomia dos professores e transformar sua atuação em uma mera operação de sistemas
automatizados. Embora as pesquisas mostrem que a IA pode ser um suporte eficaz, como assinala
Müller (2018), essas tecnologias ainda se limitam a cenários específicos e exigem ajustes contínuos
às necessidades humanas e educacionais.

Azambuja observa que sistemas de instrução baseados em IA são capazes de atender


individualmente a cada aluno, ajustando sua abordagem a partir de sinais sutis, como dilatação das
pupilas ou interesse temático. Embora esse nível de personalização possa ser benéfico, ele também
escancara o abismo entre as escolas com acesso a essas tecnologias e aquelas localizadas em
regiões vulneráveis, ampliando a exclusão digital na ausência de políticas públicas inclusivas.

Outro ponto crítico é a formação docente. Heggler argumenta que os algoritmos, ao se basearem em
grandes volumes de dados coletados, podem reproduzir injustiças sociais já existentes. A falta de
preparo dos professores para compreender e atuar diante dessas ferramentas tecnológicas coloca
em risco a equidade educacional. Questões como ética algorítmica, privacidade de dados e justiça
digital ainda são pouco abordadas nos currículos de formação inicial e continuada.

Considerações Éticas e Sociais

A ética no uso da inteligência artificial na educação é um tema cada vez mais urgente. O uso
intensivo de dados estudantis sem a devida transparência ou consentimento levanta preocupações
quanto à privacidade e à vigilância. Sistemas de ranqueamento baseados em dados podem promover
exclusões, contrariando os princípios democráticos da educação. Além disso, algoritmos mal
formulados podem reforçar estigmas históricos e desigualdades sociais. É essencial que os dados
sejam tratados com responsabilidade, garantindo que os modelos preditivos não reproduzam
preconceitos estruturais nem transformem estudantes em perfis estatísticos.

Formação Docente e Protagonismo na Era Digital

A transformação digital exige uma reconfiguração urgente da formação docente. Os cursos de


licenciatura e os programas de formação continuada devem incluir conteúdos sobre inteligência
artificial, análise de dados, cultura digital e segurança informacional. Com isso, os professores
poderão tomar decisões pedagógicas mais conscientes e embasadas. Além disso, é imprescindível
que o protagonismo docente seja mantido. A IA deve ser compreendida como ferramenta de apoio,
não de substituição. A sensibilidade e o olhar contextualizado do professor continuam sendo
insubstituíveis na construção de um processo educativo verdadeiramente humanizado.

Conclusão

A inteligência artificial aplicada à educação representa um campo em constante expansão, repleto de


oportunidades e desafios. Embora traga promessas significativas em termos de personalização da
aprendizagem, automação e eficiência, é necessário manter uma postura crítica diante dos riscos que
envolvem a desumanização da prática docente, a ampliação das desigualdades e a reprodução de
preconceitos algorítmicos. O futuro da educação não pode ser guiado apenas pela inovação técnica:
ele depende, sobretudo, das escolhas éticas e sociais que a sociedade fizer em torno do uso dessa
tecnologia. Para isso, é imprescindível fortalecer políticas públicas inclusivas, garantir formação crítica
aos educadores e preservar a centralidade do professor como agente transformador da educação.

Referências

AZAMBUJA, Celso Candido de; SILVA, Gabriel Ferreira da. Novos desafios para a educação na
Era da Inteligência Artificial. Educação & Sociedade, Campinas, v. 45, 2024. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-82342024000100801&lang=pt. Acesso
em: 14/04/2025.

VICARI, Rosa Maria. O impacto da inteligência artificial nas políticas educacionais inclusivas.
Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 46, n. 1, 2021. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142021000100073&lang=pt. Acesso
em: 14/04/2025.

HEGGLER, João Marcos. As dualidades entre o uso da inteligência artificial na educação e os riscos
de vieses algorítmicos. Educação & Sociedade, Campinas, v. 44, n. 1, 2023. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/es/a/qrTryFvZR9Y9WsRpG5fWGHB/?lang=pt. Acesso em: 14/04/2025.

RODRIGUES, Olira Saraiva. A inteligência artificial na educação: os desafios do ChatGPT. Revista


Brasileira de Estudos Pedagógicos, Brasília, v. 104, n. 1, 2023. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-36522023000100224&lang=pt. Acesso
em: 14/04/2025.

PINHO, Cíntia Maria de Araújo. Influências das Tecnologias da Inteligência Artificial no ensino.
Revista e-Curriculum, São Paulo, v. 22, 2024. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0102-46982024000100209&lang=pt. Acesso em: 14/04/2025.

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