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DESENHO SIMBÓLICO - Rebites

O capítulo aborda a representação simbólica de rebites no desenho técnico, destacando suas características e tipos, como rebites de oficina e de campo. A rebitagem pode ser feita a quente ou a frio, e a instalação requer um comprimento adequado do corpo do rebite para formar a segunda cabeça. Além disso, são apresentadas normas e símbolos para a representação de rebites em estruturas metálicas.
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DESENHO SIMBÓLICO - Rebites

O capítulo aborda a representação simbólica de rebites no desenho técnico, destacando suas características e tipos, como rebites de oficina e de campo. A rebitagem pode ser feita a quente ou a frio, e a instalação requer um comprimento adequado do corpo do rebite para formar a segunda cabeça. Além disso, são apresentadas normas e símbolos para a representação de rebites em estruturas metálicas.
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DESENHO SIMBÓLICO - REBITE

CLARISSA SARTORI ZIEBELL e GEÍSA GAIGER DE OLIVEIRA

1 INTRODUÇÃO

O objetivo desse capítulo é apresentar a forma simbólica de representar rebites no desenho técnico,
bem como as informações básicas sobre os mesmos.
Os rebites são elementos de ligação permanente. São cilindros de metal com uma cabeça em uma
das extremidades. Quando colocados em posição, a cabeça oposta é formada por impacto (FRENCH,
2005). Eles unem peças ou chapas e são compostos por um corpo e uma cabeça (Figura 1) que
podem apresentar diferentes formatos. São encontrados em diferentes tipos de materiais sendo os
mais comuns: aço, alumínio, latão ou cobre.
Rebites instalados em oficinas são chamados de rebites de oficina, e aqueles instalados em canteiro
são chamados de rebites de campo (GIESECKE, 2002).
Figura 1 – Partes de um rebite.

2 DENOMINAÇÕES

A Figura 2 apresenta dois tipos de rebites onde:


D = diâmetro da cabeça do rebite
d = diâmetro do corpo do rebite
L = comprimento nominal
K = altura da cabeça

Figura 2 – Dois tipos básicos de rebites.

-1-
A Tabela 1 apresenta a denominação dos rebites conforme a NBR 9580.

Tabela 1– Denominações dos rebites.

Rebite com cabeça redonda

Rebite com cabeça abaulada

Rebite com cabeça cilíndrica

Rebite com cabeça plana e haste semi-tubular

Rebite com cabeça boleada plana e haste semi-


tubular

Rebite com cabeça escareada e haste semi-tubular

Rebite com cabeça abaulada/escareada

Rebite com cabeça chata/escareada e ponta de haste


cônica (rebite para correias)

(Fonte: NBR 9580)

O rebite vem com uma cabeça e a sua instalação requer a formação da segunda cabeça. Sendo assim,
seu comprimento de corpo deve ser maior que o comprimento das peças que serão unidas. A Figura
3 mostra três exemplos dessa situação.

-2-
Figura 3 - Excesso de material necessário para a formação da segunda cabeça do rebite.

Onde:
d = diâmetro do rebite
L = comprimento útil
Z = excesso de material para formar a segunda cabeça

3 REBITAGEM

A rebitagem (formação da segunda cabeça) pode ser a quente ou a frio. A rebitagem a frio (manual
ou mecânica) é indicada para diâmetros inferiores a 6,3 mm quando feito a mão e 10 mm se for feito
a máquina.
A rebitagem a quente é feita em rebites com diâmetro superior a 6,35mm, mais especialmente em
rebites de aço.

3.1 REBITAGEM MANUAL


A segunda cabeça é feita através de martelamento conforme Figura 4.
Figura 4 - Rebitagem manual.

3.2 REBITAGEM MECÂNICA


Nesse caso é utilizada uma rebitadeira também conhecida como martelo pneumático. No mercado é
possível encontrar diversos tipos de rebitadeira (Figura 5)
Figura 5 – Rebitadeira.

-3-
3.3 REBITAGEM A QUENTE
Consiste em aquecer o rebite até ele ficar incandescente. O rebite é introduzido na chapa e a
segunda cabeça é moldada com equipamento especial.

4 REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA DOS REBITES NAS ESTRUTURAS

A fim de simplificar o desenho dos rebites utilizados em estruturas metálicas, a NBR 14611 (ABNT,
2000) define uma representação simbólica para furos, parafusos e rebites. Quando esses elementos
se apresentam em um plano de projeção normal ao eixo, os símbolos que devem ser utilizados são
os apresentados na Tabela 2 e na
Tabela 3. Para diferenciar um parafuso de um rebite, deve-se sempre iniciar a indicação de um
parafuso com um prefixo mostrando o tipo de rosca, assunto tratado no capítulo sobre desenho
simbólico de parafusos.

Tabela 2 - Símbolo para furo

(Fonte: ABNT, pág. 2, 2000)

Tabela 3 - Símbolo para parafuso ou rebite

(Fonte: ABNT, pág. 3, 2000)

Quando os furos, parafusos e rebites se encontram sobre um plano de projeção paralelo aos eixos,
deve-se adotar os símbolos da Tabela 4 e da Tabela 5. Com exceção do traço horizontal destes
símbolos, que deve ser realizado em linha estreita, para todos os demais deve-se adotar a linha larga.
Como exemplo de aplicação, pode-se observar a Figura 6, onde três perfis são conectados à uma
chapa através de rebites do tipo “não escareado”.

-4-
Tabela 4 - Símbolo para furo em ordem de montagem

(Fonte: ABNT, pág. 3, 2000)

Tabela 5 - Símbolo para parafuso ou rebite em ordem de montagem

(Fonte: ABNT, pág. 4, 2000)

Figura 6 – Exemplo de Aplicação.

-5-
Fonte: ABNT, 2000, pág. 4

5 DETALHE SOBRE O FURO DO REBITE

Para rebites de diâmetro superior a 6,35 mm que são rebitados a quente é importante lembrar que o
diâmetro do furo tem que ser um pouco maior que o diâmetro do rebite. Isso se deve ao fato que ao
introduzir o rebite incandescente e aplicar pressão para moldar a segunda cabeça, o corpo tende a
expandir preenchendo e se moldando ao furo.
A título de curiosidade, o cálculo do diâmetro do furo é dado pela Equação 1.
𝒅𝑭 = 𝒅𝑹. 𝟏, 𝟎𝟔
Equação 1 – Cálculo do diâmetro do furo.
Onde:
dF = diâmetro do furo
dR = diâmetro do rebite
1,06 = constante pré-definida

OBS: Outros cálculos se fazem necessário no que tange o assunto REBITE mas que não são
contemplados nesse capítulo por se tratar de desenho técnico focado em desenho simbólico.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9580 – Rebites – Especificação. Rio de
Janeiro, ABNT, 2015.
DIN 101 - Rivets - Technical specifications, 2011.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14611 – Desenho técnico-
Representação simplificada em estruturas metálicas. Rio de Janeiro, ABNT, 2000.
DIN 29895-2 - Aerospace - Alternative materials for fasteners - Solid rivets; Inactive for new design
FRENCH. T; VIERCK, C. Desenho técnico e terminologia gráfica. Ed. Globo. 8° edição,2005, São Paulo.
GIESECK. F.E., et al. Technical Drawing With Engineering Graphics. Ed. Prentice Hill. 14° edição,2012
RIBEIRO, A.C., PERES. M.P., IZIDORO, N. Curso de Desenho Técnico e Autocad. Ed. Pearson, São
Paulo, Brasil 2013.

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