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Modelos Biomassa IFFSC

O documento apresenta modelos de biomassa para espécies arbóreas nativas de Santa Catarina, incluindo Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Decidual. Modelos genéricos e específicos são utilizados para estimar a biomassa seca acima do solo, considerando variáveis como diâmetro e altura das árvores. Além disso, aborda a densidade básica da madeira, necromassa e conversão de biomassa em carbono.

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Modelos Biomassa IFFSC

O documento apresenta modelos de biomassa para espécies arbóreas nativas de Santa Catarina, incluindo Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Floresta Estacional Decidual. Modelos genéricos e específicos são utilizados para estimar a biomassa seca acima do solo, considerando variáveis como diâmetro e altura das árvores. Além disso, aborda a densidade básica da madeira, necromassa e conversão de biomassa em carbono.

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Universidade Regional de Blumenau

Centro de Ciências Tecnológicas


Departamento de Engenharia Florestal

Modelos de biomassa para espécies arbóreas nativas


de Santa Catarina

29 de abril de 2022

Sumário
1 Floresta Ombrófila Densa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.1 Modelo genérico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Modelos específicos ajustados e empregados pelo IFFSC . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2.1 Cecropia glaziovii . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2.2 Cyathea delgadii . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2.3 Euterpe edulis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.3 Modelos genéricos ajustados pelo IFFSC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2 Floresta Ombrófila Mista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3 Floresta Estacional Decidual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
4 Densidade básica da madeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
5 Necromassa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
6 Carbono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

Abreviações

BAS = biomassa acima do solo (kg)


DAP = diâmetro à altura do peito (cm)
Dc = diâmetro acima da última raiz escora (cm)
Ht = altura total (m)
ρ = densidade básica da madeira
RMSE = raiz do erro quadrático médio
MAPE = erro absoluto percentual médio
2
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina – IFFSC

1 Floresta Ombrófila Densa

1.1 Modelo genérico

O IFFSC utiliza o modelo genérico pantropical ajustado por Feldpausch et al. (2012) para
estimar a biomassa seca acima do solo de árvores da Floresta Ombrófila Densa (FOD). Ht é
estimada através de um modelo hipsométrico Michaelis-Menten ajustado para a FOD.

BAS = 0.05678 · (DAP 2 · (1.3 + ((31.1785 · DAP )/(30.0868 + DAP ))) · ρ)0.9894 (1)

onde ρ é dado em g cm−3 .

1.2 Modelos específicos ajustados e empregados pelo IFFSC

Modelos específicos ajustados pelo IFFSC são empregados para algumas espécies com diferentes
formas de crescimento e/ou com características morfológicas particulares (Uller et al., 2021). Esses
autores mostraram que modelos pantropicais genéricos podem gerar predições com elevados erros
sistemáticos para espécies com tais características.

1.2.1 Cecropia glaziovii

Modelo de biomassa para Cecropia glaziovii (embaúba) incluindo Dc e Ht :

295,6
BAS = (2)
1 + exp(6,1366 − 0,1161 · Dc − 0,1522 · Ht )
R2 aj. = 0,98; RMSE = 7,7 kg; MAPE = 9,6%.

1.2.2 Cyathea delgadii

Modelo de biomassa para Cyathea delgadii (samambaiaçu) incluindo DAP e Ht :

BAS = 0,1523 · DAP 1,1254 · Ht 1,0338 (3)

R2 aj. = 0,92; RMSE = 3,6 kg; MAPE = 17,2%.

1.2.3 Euterpe edulis

Modelo de biomassa para Euterpe edulis (palmito-juçara) incluindo DAP e Ht :

BAS = 0,0175 · DAP 1,5288 · Ht 1,6600 (4)

R2 aj. = 0,84; RMSE = 7,1 kg; MAPE = 22,1%.


3
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina – IFFSC

1.3 Modelos genéricos ajustados pelo IFFSC

A BAS de 105 árvores de uma Floresta Ombrófila Densa secundária em Guaramirim (SC)
licenciada pelo IMA para manejo florestal foi quantificada através do método destrutivo. A partir
desses dados, os modelos abaixo foram ajustados. Mais detalhes em Uller et al. (2019). Atualmente,
o IFFSC não emprega esses modelos para estimar a biomassa de árvores individuais na FOD.

Modelo de biomassa incluindo DAP , Ht e ρ:

BAS = exp(−8,9807 + 2,1642 · ln(DAP ) + 0,5072 · ln(Ht ) + 0,9999 · ln(ρ)) · 1,0175 (5)

onde ρ é dado em kg m−3 . R2 aj. = 0,92; RMSE = 123,7 kg; MAPE = 15,4%.

Modelo de biomassa incluindo DAP e ρ:

BAS = exp(−9,0086 + 2,4606 · ln(DAP ) + 1,0895 · ln(ρ)) · 1,0206 (6)

onde ρ é dado em kg m−3 . R2 aj. = 0,92; RMSE = 133,3 kg; MAPE = 16,7%.

Modelo de biomassa incluindo apenas DAP :

BAS = exp(−2,3702 + 2,5179 · ln(DAP )) · 1,0542 (7)

R2 aj. = 0,87; RMSE = 172,8 kg; MAPE = 29,7%.

2 Floresta Ombrófila Mista

O IFFSC utiliza o modelo genérico pantropical ajustado por Feldpausch et al. (2012) para
estimar a biomassa seca acima do solo de árvores da Floresta Ombrófila Mista (FOM). Ht é
estimada através de um modelo hipsométrico Michaelis-Menten ajustado para a FOM.

BAS = 0.05678 · (DAP 2 · (1.3 + ((23.8622 · DAP )/(25.3497 + DAP ))) · ρ)0.9894 (8)

onde ρ é dado em g cm−3 .

Mesmo que a Araucaria agustifolia (pinheiro-brasileiro) tenha relações alométricas diferentes


que a maioria das angiospermas, o IFFSC recomenda o uso do modelo pantropical ajustado por
Feldpausch et al. (2012) na falta de um modelo robusto específico para a espécie. A Ht da espécie é
estimada através de um modelo hipsométrico calibrado por Costa et al. (2016) para indivíduos
crescendo em florestas nativas.

BAS = 0.05678 · (DAP 2 · (1.3 + 23.1311 · exp(−10.0152/DAP )) · ρ)0.9894 (9)

onde ρ é dado em g cm−3 .

O IFFSC não recomenda o emprego de modelos ajustados a partir de dados de espécies


4
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina – IFFSC

arbóreas para a estimativa da BAS de indivíduos de Dicksonia sellowiana (xaxim-bugio). Apesar


dessa espécie ser muito abundante na Floresta Ombrófila Mista (Gasper et al., 2011), é prudente
desconsiderá-la na estimativa de BAS enquanto não há modelos específicos para a espécie.

3 Floresta Estacional Decidual

O IFFSC utiliza o modelo genérico pantropical ajustado por Feldpausch et al. (2012) para
estimar a biomassa seca acima do solo de árvores da Floresta Estacional Decidual (FED). Ht é
estimada através de um modelo hipsométrico de Meyer ajustado para a FED.

BAS = 0.05678 · (DAP 2 · (1.3 + 20.66032 · (1 − exp(−0.037056 · DAP ))) · ρ)0.9894 (10)

onde ρ é dado em g cm−3 .

4 Densidade básica da madeira

O IFFSC utiliza o banco de dados de densidade básica da madeira (ρ) de espécies nativas de
SC elaborado por Oliveira et al. (2019).

5 Necromassa

A estimativa da necromassa (W ) é obtida pela multiplicação do volume (V ) (equação de


Van Wagner (1968) para estimativa de volume de madeira caída no chão) pela densidade de
necromassa (D) baseada na classificação de Keller et al. (2004):
n
π2
 
X
V = × d2 (11)
8·L i=1
n
1,234
 X 
W = D× × d2 (12)
L i=1

onde: W = necromassa no chão (Mg); D = densidade de necromassa de acordo com a classe de


diâmetro e classe de decomposição (Tabela 1) (Mg m−3 ); L = comprimento do transecto amostral
(m); d = diâmetro do galho ou tronco (necromassa) que cruza o transecto amostral (cm).

6 Carbono

Fator de conversão da biomassa seca em carbono: 0,50.


Fonte: Fang et al. (2001), Fukuda et al. (2003) e Soares Boechat et al. (2002).
5
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina – IFFSC

Tabela 1 – Densidade de necromassa caída no chão por classe de diâmetro e por classe de decomposição,
de acordo com Keller et al. (2004).

Classe Classe
Densidade (Mg m−3 )
de diâmetro (cm) de decomposiçãoa
<5 - 0,36
5 a 10 - 0,45
1 0,70
> 10 2 0,58
3 0,28
a
Classes de decomposição: 1 = material novo, presença de ramos e textura
de madeira intacta; 2 = material em decomposição inicial, resquícios
de casca, sem ramos e madeira firme; 3 = material em decomposição
avançada, sem casca, sem ramos e madeira em estado de decomposição
com textura esfarelenta.

Referências

Costa, E. A., Schroder, T., & Finger, C. A. G. (2016). Height-diameter relationships for araucaria
angustifolia (bertol.) kuntze in southern brazil. Cerne, 22(4):493–500.
Fang, J., Chen, A., Peng, C., Zhao, S., & Ci, L. (2001). Changes in forest biomass carbon storage
in china between 1949 and 1998. Science, 292(5525):2320–2322.
Feldpausch, T. R., Lloyd, J., Lewis, S. L., Brienen, R. J., Gloor, M., Monteagudo Mendoza, A.,
Lopez-Gonzalez, et al. (2012). Tree height integrated into pantropical forest biomass estimates.
Biogeosciences, 9:3381–3403.
Fukuda, M., Iehara, T., & Matsumoto, M. (2003). Carbon stock estimates for sugi and hinoki
forests in japan. Forest ecology and management, 184(1-3):1–16.
Gasper, A. L. d., Sevegnani, L., Vibrans, A. C., Uhlmann, A., Lingner, D. V., Verdi, M., Dreveck,
S., Stival-Santos, A., Brogni, E., Schmitt, R., et al. (2011). Inventário de Dicksonia sellowiana
Hook. em Santa Catarina. Acta Botanica Brasilica, 25(4):776–784.
Keller, M., Palace, M., Asner, G. P., Pereira Jr, R., & Silva, J. N. M. (2004). Coarse woody
debris in undisturbed and logged forests in the eastern brazilian amazon. Global change biology,
10(5):784–795.
Oliveira, L. Z., Uller, H. F., Klitzke, A. R., Roberto Eleotério, J., & Vibrans, A. C. (2019). Towards
the fulfillment of a knowledge gap: wood densities for species of the subtropical atlantic forest.
Data, 4(3):104.
Soares Boechat, C. P. et al. (2002). Equações para estimar a quantidade de carbono na parte aérea
de árvores de eucalipto em viçosa, minas gerais. Revista Árvore, 26(5).
Uller, H. F., Oliveira, L. Z., Klitzke, A. R., Eleotério, J. R., Fantini, A. C., & Vibrans, A. C. (2019).
Aboveground biomass quantification and tree-level prediction models for the brazilian subtropical
atlantic forest. Southern Forests: a Journal of Forest Science, 81(3):261–271.
Uller, H. F., Oliveira, L. Z., Klitzke, A. R., Freitas, J. V., & Vibrans, A. C. (2021). Biomass models
for three species with different growth forms and geographic distribution in the Brazilian Atlantic
Forest. Canadian Journal of Forest Research, 51:1419–1431.
Van Wagner, C. (1968). The line intersect method in forest fuel sampling. Forest science, 14(1):20–
26.

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