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Regulamento Interno Marco 2023

O Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar, localizado na Póvoa de Varzim, estabelece as diretrizes para o funcionamento, administração e gestão das escolas que o compõem. O documento abrange aspectos como a oferta educativa, organização pedagógica, direitos e deveres da comunidade educativa, além de normas gerais de funcionamento. O regulamento visa promover a equidade social, a participação da comunidade e a qualidade do serviço educativo.

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Regulamento Interno Marco 2023

O Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar, localizado na Póvoa de Varzim, estabelece as diretrizes para o funcionamento, administração e gestão das escolas que o compõem. O documento abrange aspectos como a oferta educativa, organização pedagógica, direitos e deveres da comunidade educativa, além de normas gerais de funcionamento. O regulamento visa promover a equidade social, a participação da comunidade e a qualidade do serviço educativo.

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AGRUPAMENTO DE

ESCOLAS DE AVER-O-MAR,
Póvoa de Varzim

Regulamento Interno
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 4
CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS ................................................................................................ 5
Objeto e Âmbito .............................................................................................................................. 5
Princípios Gerais ............................................................................................................................. 5
Objetivos ......................................................................................................................................... 6
Parcerias ......................................................................................................................................... 7
CAPÍTULO II - REGIME DE FUNCIONAMENTO DO AGRUPAMENTO ............................................. 7
Oferta Educativa ............................................................................................................................. 7
CAPÍTULO III - ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DO AGRUPAMENTO ....................... 10
Constituição .................................................................................................................................. 10
Conselho Geral ............................................................................................................................. 10
Diretor ........................................................................................................................................... 14
Assessoria da Direção .................................................................................................................. 20
Conselho Pedagógico ................................................................................................................... 20
Conselho Administrativo ............................................................................................................... 22
CAPÍTULO IV - ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA ............................................................................... 23
Estruturas de Coordenação e Supervisão .................................................................................... 23
Departamentos Curriculares ......................................................................................................... 25
Subdepartamentos Curriculares dos 2.º e 3.º ciclos .................................................................... 27
Departamento de Educação Especial .......................................................................................... 28
Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) .................................................................................... 30
Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) ................................................. 31
Conselho de Diretores de Turma do 2º e 3º ciclos ....................................................................... 32
Conselhos de Turma..................................................................................................................... 33
Conselhos de Docentes por anos de escolaridade ...................................................................... 34
Conselhos de Docentes de Estabelecimento - Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo ................. 35
Coordenação de Formação e Projetos ......................................................................................... 37
Equipa de Observatório para a autoavaliação ............................................................................. 37
Serviços Técnico-Pedagógicos .................................................................................................... 39
Titulares dos Órgãos das Estruturas de Coordenação e Supervisão / Organização de Turma .. 44
Coordenadores Disciplinares ........................................................................................................ 51
Atribuição de cargos ..................................................................................................................... 52
Funcionamento das Estruturas de Coordenação e Supervisão ................................................... 52
Mandatos ...................................................................................................................................... 52
Assembleia de Delegados de Turma ............................................................................................ 53
Assembleia de alunos ................................................................................................................... 53
CAPÍTULO V - ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO ............................................................................ 54
Gestão .......................................................................................................................................... 54

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

Avaliação ...................................................................................................................................... 55
CAPÍTULO VI - DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS DA COMUNIDADE EDUCATIVA .......... 55
Pessoal Docente ........................................................................................................................... 55
Disciplina ....................................................................................................................................... 76
Responsabilidade dos membros da comunidade educativa ......................................................... 91
Quadro de Excelência e Mérito Escolar ....................................................................................... 97
Prémio de Excelência Escolar....................................................................................................... 99
Prémio superação de dificuldades .............................................................................................. 100
Prémio solidariedade e cidadania ............................................................................................... 100
Prémio de competitividade .......................................................................................................... 100
Critérios de elegibilidade da informação a constar do certificado .............................................. 102
Critérios de Formação de Turmas .............................................................................................. 103
Pessoal Não Docente ................................................................................................................. 103
Pais e Encarregados de Educação ............................................................................................ 107
Associação de Pais / Encarregados Educação .......................................................................... 108
CAPÍTULO VII - AUTARQUIA ........................................................................................................... 109
Competências ............................................................................................................................. 109
CAPÍTULO VIII – NORMAS GERAIS DE FUNCIONAMENTO DO AGRUPAMENTO ..................... 110
Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo ............................................................................................... 110
Donativos .................................................................................................................................... 115
Seguro Escolar ........................................................................................................................... 115
Plano Anual de Atividades (P.A.A.) ............................................................................................ 116
Visitas de estudo......................................................................................................................... 117
Acessos e Segurança ................................................................................................................. 120
Instalações e Equipamentos ....................................................................................................... 122
Forma e Meio de Comunicação no Agrupamento ...................................................................... 126
Política de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais ............................................................. 128
CAPÍTULO IX - DISPOSIÇÕES FINAIS ........................................................................................... 129

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

INTRODUÇÃO
O Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar situa-se no concelho da Póvoa de Varzim, distrito do
Porto. As quatro freguesias cujas escolas integram o Agrupamento – Aver-o-Mar, Aguçadoura,
Navais e Estela – encerram uma população, na sua maior parte, com um estatuto
socioeconómico médio-baixo, vivendo essencialmente da agricultura, pequenas empresas
familiares, pesca e turismo.
Este Agrupamento foi constituído no ano letivo de 2003/2004, dele fazendo parte 10
estabelecimentos do 1.º ciclo e educação pré-escolar e a escola sede EB de Aver-o-Mar.
Atualmente o Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar é constituído por:

1. Uma escola sede, a Escola Básica de Aver-o-Mar, formada por:


a. Bloco A: um bloco polivalente onde se encontram os serviços administrativos,
(secretaria), PBX, gabinetes para atendimento dos Encarregados de Educação, sala de
Professores, sala de trabalho dos docentes, Direção, biblioteca/centro de recursos,
gabinetes dos diferentes departamentos, gabinete de Psicologia, Centro de Apoio à
Aprendizagem.
b. Blocos B, D e E: três blocos com salas de aula (salas específicas e normais) e auditório
(bloco B);
c. Bloco C: um bloco onde funcionam a sala de convívio dos alunos, papelaria/reprografia,
bufete, cantina, sala de pessoal não docente, enfermaria/WC adaptado, WC (masculino e
feminino), sala do GAMA, Clube de Comunicação.
d. Um bloco gimnodesportivo, com ginásio coberto, um campo de jogos exterior, que serve
não só todo o Agrupamento, mas também a comunidade;
e. Estufa coberta;
f. Salas dos Clubes.
2. Quatro estabelecimentos com Jardim de Infância e 1º ciclo: Teso, Aldeia, Agro-
Velho e Navais.
3. Dois estabelecimentos só com 1º ciclo, Escolas Básicas de: Refojos, Fieiro.

Constituição do Agrupamento
Pré-Escolar 1.º Ciclo 2º e 3º Ciclos

Estela: Estela:
- Teso - Teso

Aver-O-Mar: Aver-O-Mar:
- Refojos
Escola EB 2,3
- Agro-Velho de Aver-O-Mar
- Agro-Velho
Navais:
- Navais
Navais:
- Navais
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Aguçadoura: Aguçadoura:
- Aldeia - Fieiro
- Aldeia
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Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 1.º
Objeto e Âmbito
De acordo com a alínea b) do número 1 do artigo 9º do Decreto-Lei n.º 75/08 de 22 de abril,
republicado no Decreto-Lei nº 137/ 2012 de 2 de julho, que define o regime de Autonomia,
Administração e Gestão das Escolas, o Regulamento Interno é o documento que define o regime
de funcionamento do agrupamento de escolas, de cada um dos seus órgãos de administração e
gestão, das estruturas de coordenação e supervisão e dos serviços administrativos, técnicos e
técnico-pedagógicos, bem como os direitos e deveres dos membros da comunidade escolar.
O presente regulamento aplica-se a todos os intervenientes no processo educativo do
Agrupamento.

Artigo 2.º
Princípios Gerais
A autonomia, a administração e a gestão do agrupamento orienta-se pelos princípios da
igualdade, da participação e da transparência, funcionando sob o princípio da responsabilidade e
da prestação de contas ao Estado assim como a todos os demais agentes ou intervenientes,
tendo como princípios gerais:
a. Integrar as escolas nas comunidades que servem e estabelecer a interligação do ensino
e das atividades económicas, sociais, culturais e científicas;
b. Assegurar a participação de todos os intervenientes no processo educativo,
nomeadamente os professores, os alunos, as famílias, a autarquia e entidades
representativas das atividades e instituições económicas, sociais, culturais e científicas,
tendo em conta as caraterísticas específicas dos vários níveis e tipologias de educação e
de ensino;

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

c. Definir regras que permitam a democraticidade e participação de todos os intervenientes


no processo educativo, de acordo com as caraterísticas específicas dos vários níveis de
educação e de ensino;
d. Consciencializar a Comunidade Escolar para a importância da vida educativa.
e. Responsabilizar os intervenientes para as tarefas a desempenhar, quer no plano da
organização interna da escola, quer a nível das suas relações com os outros órgãos do
poder central, regional e local;
f. Garantir a representatividade dos órgãos de administração e gestão da escola, através
da eleição democrática de representantes da Comunidade Educativa;
g. Garantir a transparência dos atos de administração e gestão;
h. Estabelecer regras de funcionamento e conservação para os vários espaços escolares e
criar condições que permitam acompanhar os desafios que se colocam;
i. Definir as tarefas que cabem a cada elemento da Comunidade Educativa: alunos,
professores, pessoal administrativo, pessoal não docente (assistentes operacionais e
outros), bem como dos intervenientes indiretos no processo educativo;
j. Desenvolver comportamentos e espírito de colaboração que conduzam à criação de uma
escola com um ambiente agradável de trabalho.

Artigo 3.º
Objetivos

A autonomia, a administração e a gestão do agrupamento de escolas organiza -se no sentido de:


a. Promover o sucesso, prevenir o abandono escolar dos alunos e desenvolver a qualidade
do serviço público de educação, em geral, e das aprendizagens e dos resultados
escolares, em particular;
b. Promover a equidade social, criando condições para a concretização da igualdade de
oportunidades para todos;
c. Assegurar as melhores condições de estudo e de trabalho, de realização e de
desenvolvimento pessoal e profissional;
d. Cumprir e fazer cumprir os direitos e os deveres constantes das leis, normas ou
regulamentos e manter a disciplina;
e. Observar o primado dos critérios de natureza pedagógica sobre os critérios de natureza
administrativa nos limites de uma gestão eficiente dos recursos disponíveis para o
desenvolvimento da sua missão;
f. Assegurar a estabilidade e a transparência da gestão e administração escolar,
designadamente através dos adequados meios de comunicação e informação.

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«REGULAMENTO INTERNO»

g. Proporcionar condições para a participação dos membros da comunidade educativa e


promover a sua iniciativa.

Artigo 4.º
Parcerias
(Constante do Anexo I)

CAPÍTULO II - REGIME DE FUNCIONAMENTO DO AGRUPAMENTO

Artigo 5.º
Oferta Educativa

1. Componente Curricular

1.1 Regime diurno:

Educação Pré-Escolar;
Ensino Básico – 1º Ciclo;
Ensino Básico – 2º Ciclo;
Ensino Básico – 3º Ciclo;

Nota: nas valências do CAA de Aldeia e Aver-o-Mar são usadas as metodologias


associadas às antigas Unidades de Ensino Estruturado para alunos com Espectro do Autismo.

2. Atividades de Enriquecimento Curricular

Além da componente curricular, o agrupamento dinamiza, através dos seus diferentes


projetos, variadíssimas atividades que complementam a componente curricular e favorecem o
desenvolvimento integral do aluno.

2.1 Educação Pré-escolar:

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«REGULAMENTO INTERNO»

Atividades de Animação e de Apoio à Família.

2.2 1º Ciclo:
Atividades de enriquecimento curricular, de natureza eminentemente lúdica, formativa e
cultural que incidem nos domínios desportivo, artístico, científico e tecnológico, de ligação da
escola com o meio, de solidariedade e voluntariado e da dimensão europeia da educação.

2.3 2º / 3º Ciclos:
Salas de Apoio;
Desporto Escolar;
Biblioteca;
Clubes.

As atividades acima apresentadas decorrem dentro e fora do horário das atividades letivas,
conforme planificação prévia, podendo sempre ser alterado.

Anualmente, no final do ano escolar (para as situações já existentes) ou no início do novo


ano (para as atividades a implementar pela primeira vez), o coordenador de cada uma das
atividades deve propor, ao Diretor do agrupamento, a modalidade de funcionamento e as
condições necessárias para a sua operacionalização, tanto em termos físicos como no campo
dos recursos humanos.

3. Horários de funcionamento do Agrupamento


Os horários em vigor no Agrupamento encontram-se descritos no OAL discriminando-se
nesse documento, a respetiva organização e cargas horárias/ curriculares.
As atividades letivas desenvolvem-se, de 2ª a 6ª feira, em regime diurno.

3.1 Jardins-de-Infância
a. O horário de funcionamento dos Jardins de Infância é de 25 horas letivas distribuídas pelo
período da manhã e da tarde, num total de 5 horas diárias.
b. Os horários das Atividades de Animação e de Apoio à Família (A.A.A.F.) dos Jardins-de-
Infância (para além das 5h/dia indicado na alínea a), são acordados em reunião no início
de cada ano letivo de acordo com as necessidades das famílias, conforme legislação
vigente.

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
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«REGULAMENTO INTERNO»

c. O horário dos jardins-de-infância tem que ser cumprido, havendo uma tolerância de 15
minutos na entrada do turno da manhã e da tarde e 15 minutos na saída.

3.2 1.º Ciclo


a. A atividade letiva é composta por 25 horas semanais.
b. As atividades de enriquecimento curricular, organizadas em colaboração com entidade
promotora, mediante protocolo anual, decorrem como complemento ao horário letivo
diário, após as atividades letivas, até às 17.30h, situação que será analisada anualmente,
uma vez que a sua gestão decorre do protocolo assinado com a Câmara Municipal da
Póvoa de Varzim e poderá ser esta a promover as mesmas, adequando-se a ofertas às
diferentes escolas.
c. O horário das escolas tem que ser cumprido, havendo uma tolerância de 15 minutos na
entrada do turno da manhã e da tarde e 15 minutos na saída.

3.2 Escola EB 2,3


a. As aulas funcionam em regime diurno, de acordo com horários a divulgar anualmente.
b. Há um toque de campainha que estabelece o início e o término de cada aula.
c. Não é permitido, aos alunos, entrar no bloco e na sala antes do professor.
d. As atividades de Educação Física terminam dez minutos antes do fim da aula, para que
os alunos possam tomar banho, sem que isso acarrete atrasos no início da aula seguinte.
e. O desporto escolar desenvolve-se de acordo com o calendário estabelecido na
organização das atividades e previamente aprovado pelo Diretor do agrupamento.
f. As atividades dos clubes, bem como de outros projetos, desenvolvem-se em períodos,
dias e horários, estabelecidos nos respetivos planos anuais.
g. Horário de atendimento do Diretor do agrupamento será afixado anualmente em local
visível.
h. O horário de atendimento dos Diretores de Turma, professores e educadores titulares de
turma será divulgado na sala de atendimento, na sala de professores e dele será dado
conhecimento ao respetivo encarregado de educação.
i. O horário de atendimento do Serviço Psicologia e Orientação e de outros técnicos será
afixado, em cada ano letivo, junto ao seu local de funcionamento.
j. Os Serviços Administrativos possuem horário de atendimento ao público afixado em local
visível.

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«REGULAMENTO INTERNO»

k. A Biblioteca, os serviços de Reprografia, a Papelaria, o Bar e o Refeitório possuem


horários de funcionamento afixados em local visível, competindo a sua definição ao
Diretor do agrupamento.
l. Os serviços de limpeza serão assegurados pelos assistentes operacionais, coordenando-
se as atividades, de modo a não prejudicar o funcionamento das aulas/escola.

CAPÍTULO III - ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DO AGRUPAMENTO


Artigo 6.º
Constituição
Nos termos do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 a Administração e Gestão do
Agrupamento é assegurada pelos seguintes órgãos:
1. O Conselho Geral;
2. O Diretor do agrupamento;
3. O Conselho Pedagógico;
4. O Conselho Administrativo.

Artigo 7.º
Conselho Geral
1. Definição
O Conselho Geral é o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas
orientadoras da atividade da escola, assegurando a participação e representação da
comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do
Sistema Educativo. A articulação com o município faz-se ainda através da câmara municipal no
respeito pelas competências dos conselhos municipais de educação, estabelecidos pelo
Decreto-lei nº 7/2003 de 15 de janeiro.

2. Incompatibilidades
2.1 Os representantes do pessoal docente e não docente, dos pais e encarregados de
educação e dos alunos no Conselho Geral, não podem ser membros do Conselho Pedagógico.
2.2 Os membros da direção, os coordenadores de escolas ou de estabelecimentos de
educação pré-escolar, bem como os docentes que assegurem funções de assessoria da direção,

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«REGULAMENTO INTERNO»

não podem ser membros do Conselho Geral (Ver Artigo 12.º do Decreto –Lei nº 137/ 2012 de 2
de julho).

3. Composição
3.1 O Conselho Geral é constituído por 21 elementos distribuídos pelos vários componentes
do Agrupamento:
− 7 Docentes;
− 2 Não docentes;
− 6 Pais e Encarregados de Educação;
− 3 Representantes da Autarquia Local;
− 3 Representantes das atividades de caráter cultural, artístico, ambiental e económico.
3.2 O número de representantes do pessoal docente e não docente, no seu conjunto, não pode
ser superior a 50%, da totalidade dos membros do Conselho Geral, segundo o art.12.º do
Decreto-lei nº 75/2008 de 22 de abril.
3.3 O Diretor do agrupamento participa nas reuniões do Conselho Geral, sem direito a voto.

4. Competências
4.1 Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros, à exceção dos representantes
dos alunos.
a. a. Eleger o Diretor do agrupamento, por maioria absoluta dos votos dos membros do
conselho geral em efetividade de funções, nos termos dos artigos 21.º a 23.º do Decreto-
lei nº 75/2008.
b. b. O procedimento de recrutamento do Diretor do agrupamento, deve ser desencadeado
até 15 de abril e o Diretor deve ser eleito até 31 de maio.
4.2 Aprovar o Projeto Educativo, acompanhar e avaliar a sua execução.
4.3 Aprovar o Regulamento Interno do agrupamento de escolas, por maioria absoluta dos votos
dos membros do conselho geral em efetividade de funções.
4.4 Dirigir recomendações com vista ao desenvolvimento do Projeto Educativo e ao
cumprimento do plano anual de atividades.
4.5 Aprovar os planos anual e plurianual de atividades.
4.6 Apreciar os relatórios periódicos e aprovar o relatório final de execução do plano anual de
atividades.
4.7 Aprovar as propostas de contratos de autonomia.
4.8 Definir as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento.

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«REGULAMENTO INTERNO»

4.9 Definir as linhas orientadoras do planeamento e execução das atividades no domínio da


ação social escolar.
4.10 Aprovar o relatório de contas de gerência.
4.11 Apreciar os resultados do processo de autoavaliação.
4.12 Pronunciar-se sobre os critérios de organização dos horários.
4.13 Acompanhar a ação dos demais órgãos de administração e gestão.
4.14 Promover o relacionamento com a comunidade educativa.
4.15 Definir os critérios para a participação da escola em atividades pedagógicas, científicas,
culturais e desportivas.
4.16 Aprovar a constituição de assessorias técnico - pedagógicas mediante proposta do diretor.
4.17 Acompanhar a avaliação do funcionamento do agrupamento de escolas, requerendo as
informações sempre que necessário.
4.18 Constituir no seu seio uma comissão permanente, na qual pode delegar as competências
de acompanhamento da atividade do agrupamento de escolas entre as suas reuniões
ordinárias.
4.19 A comissão permanente constitui-se como uma fração do Conselho Geral, em obediência
ao critério referido no nº 5 do artigo 13.º do Decreto-Lei nº 75/2008, sendo constituída por 2
representantes do pessoal docente, 1 Encarregado de Educação, 1 representante da
comunidade educativa cooptado e 1 representante do pessoal não docente.
a. a. A eleição da comissão será por lista apresentada por um número mínimo de 3
elementos do Conselho Geral.

5. Designação de Representantes
5.1 Os representantes dos alunos, do pessoal docente e do pessoal não docente no conselho
geral são eleitos separadamente pelos respetivos corpos.
5.2 Os representantes dos Pais e Encarregados de Educação são eleitos em Assembleia Geral
de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento, sob proposta das respetivas
organizações representativas.
5.3 Os representantes do município são designados pela câmara municipal, podendo esta
delegar tal competência nas juntas de freguesia.
5.4 Para efeitos da designação dos representantes da comunidade local, os demais membros
do Conselho Geral, em reunião especialmente convocada pelo presidente cessante,
cooptam as individualidades ou indicam as instituições e organizações, as quais devem
indicar os seus representantes no prazo de 10 dias.

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AVER-O-MAR
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«REGULAMENTO INTERNO»

6. Eleições
6.1 A eleição do Conselho Geral realizar-se-á até trinta e um de março do ano em que termina o
seu mandato;
6.2 A data da eleição é marcada pelo Presidente do Conselho Geral e divulgada com a
antecedência necessária para que, cumpridos os prazos legais, o processo esteja concluído
na data acima referida;
6.3 A divulgação do processo eleitoral será acompanhada pelo Regulamento Eleitoral, aprovado
em reunião extraordinária do Conselho Geral e do qual constarão, entre outras, as seguintes
indicações:
a. Prazos de apresentação das listas para o Conselho Geral;
b. Forma de apresentação das listas;
c. Listagem dos elementos pertencentes aos distintos corpos eleitorais;
d. Data do sufrágio presencial e secreto;
e. Locais de afixação das listas e de toda a documentação referente ao processo
eleitoral;
f. Períodos de impugnação.
6.4 Os representantes dos alunos, do pessoal docente e do pessoal não docente, no Conselho
Geral, candidatam-se à eleição, apresentando-se em listas separadas.
6.5 As listas devem conter a indicação dos candidatos a membros efetivos, em número igual ao
dos respetivos representantes no Conselho Geral e um número de candidatos a membros
suplentes igual ao número de membros efetivos.
6.6 No Conselho Geral terá de ser assegurada a presença de docentes representantes de
todos os níveis de ensino, recorrendo, se necessário, à substituição por elementos de listas
distintas, mantendo a proporcionalidade de acordo com o método de Hondt.
6.7 A composição das listas do pessoal docente deverá ter como membros efetivos:
− 1 Docente da Educação Pré-escolar;
− 2 Docentes do 1.º ciclo;
− 2 Docentes do 2.º ciclo;
− 2 Docentes do 3.º ciclo.
6.8 A conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo com o método de representação
proporcional da média mais alta de Hondt.
6.9 Sempre que pela aplicação do método referido no número anterior, não resultar apurado
nenhum docente da educação pré-escolar, do 1.º ciclo e do 2.º/3.ºciclos, os últimos
mandatos são atribuídos aos primeiros candidatos da lista mais votada que preencha tal
requisito, sem prejuízo dos mandatos atribuídos às listas menos votadas.

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Póvoa de Varzim

«REGULAMENTO INTERNO»

6.10 O Conselho Geral só pode proceder à eleição do presidente e deliberar estando constituído
na sua totalidade.
6.11 O presidente do Conselho Geral é eleito por maioria absoluta dos votos dos membros do
Conselho Geral em efetividade de funções.

7. Reuniões
7.1 A 1ª reunião do Conselho Geral é convocada e presidida pelo Presidente do Conselho Geral
cessante.
7.2 Na 1ª reunião os respetivos membros elegem, por voto secreto e maioria absoluta dos
membros em efetividade de funções, o Presidente do Conselho Geral.
7.3 O Conselho Geral reúne ordinariamente uma vez por trimestre e extraordinariamente
sempre que convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um
terço dos seus membros em efetividade de funções ou por solicitação do Diretor do
agrupamento.
7.4 As reuniões do Conselho Geral devem ser marcadas em horário que permita a participação
de todos os seus membros.

8. Mandato
8.1 O mandato dos membros do Conselho Geral tem a duração de quatro anos.
8.2 O mandato dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação e dos alunos tem a
duração de dois anos escolares, podendo ser renovado até ao limite de 4 anos.
8.3 Os membros do Conselho Geral são substituídos no exercício do cargo se, entretanto,
perderem a qualidade que determinou a respetiva eleição ou designação.
8.4 As vagas resultantes da cessação do mandato dos membros eleitos são preenchidas pelo
primeiro candidato não eleito, segundo a respetiva ordem de precedência, na lista a que
pertence o titular do mandato.
8.5 A substituição de qualquer membro do Conselho Geral deve ser realizada no prazo de trinta
dias.

Artigo 8.º
Diretor
1. Definição

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«REGULAMENTO INTERNO»

O Diretor do agrupamento é o órgão de administração e gestão do agrupamento de escolas


nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial.
2. Subdiretor e Adjuntos do Diretor
O Diretor do agrupamento é coadjuvado no exercício das suas funções por um subdiretor e
por um a três adjuntos. Este número é fixado em função da dimensão do agrupamento e da
complexidade e diversidade da sua oferta educativa, nomeadamente os níveis e ciclos de ensino
e das tipologias de cursos que leciona.

3. Competências
3.1 Compete ao Diretor do agrupamento submeter à aprovação do Conselho Geral o Projeto
Educativo elaborado pelo Conselho Pedagógico.
3.2 Ouvido o Conselho Pedagógico, compete também ao Diretor do agrupamento:
a. Elaborar e submeter à aprovação do Conselho Geral:
i. As alterações ao regulamento interno;
ii. Os planos anual e plurianual de atividades;
iii. O relatório anual de atividades;
iv. As propostas de celebração de contratos de autonomia;
b. Aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente,
ouvido também, no último caso, o município.
3.3 No ato de apresentação ao Conselho Geral, o Diretor do agrupamento deverá fazer
acompanhar os documentos referidos no ponto 3.2 dos pareceres do Conselho Pedagógico.
3.4 No plano da gestão pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete
ao Diretor, em especial:
a. Definir o regime de funcionamento do Agrupamento de Escolas;
b. Elaborar o projeto de orçamento, em conformidade com as linhas orientadoras definidas
pelo Conselho Geral;
c. Superintender na constituição de turmas e na elaboração de horários;
d. Distribuir o serviço docente e não docente;
e. Designar os coordenadores de escola ou estabelecimento de educação pré-escolar;
f. Designar um docente que, em articulação com o Diretor, possa assegurar a coordenação
de estabelecimento quando estes tenham menos de três professores titulares de turma.
g. Propor uma lista de três docentes candidatos a Coordenador de Departamento Curricular e
designar os Diretores de Turma. O coordenador de departamento é eleito pelo respetivo
departamento, de entre a lista dos elementos propostos pelo Diretor (Artigo 20.º, alínea f,
do DL 137/ 2012 de 2 de julho).

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«REGULAMENTO INTERNO»

h. Planear e assegurar a execução das atividades no domínio da ação social escolar, em


conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;
i. Gerir as instalações, espaços e equipamentos, bem como os outros recursos educativos;
j. Estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperação ou de associação com outras
escolas e instituições de formação, autarquias e coletividades, em conformidade com os
critérios definidos pelo Conselho Geral;
k. Proceder à seleção e recrutamento do pessoal docente, nos termos dos regimes legais
aplicáveis;
l. Homologar os regimentos das diferentes estruturas de coordenação e supervisão;
m. Dirigir superiormente os serviços administrativos, técnicos e técnico-pedagógicos.
n. Designar ou nomear docentes para direção de cada uma das instalações específicas.

3.5 Compete ainda ao Diretor do agrupamento:


a. Representar o Agrupamento;
b. Exercer o poder hierárquico em relação ao pessoal docente e não docente;
c. Exercer o poder disciplinar em relação aos alunos;
d. Intervir nos termos da lei no processo de avaliação de desempenho do pessoal docente;
e. Proceder à avaliação de desempenho do pessoal não docente.

3.6 O Diretor exerce ainda as competências que lhe forem delegadas pela administração
educativa e pela câmara municipal.

3.7 O Diretor pode delegar e subdelegar no subdiretor e nos adjuntos as competências referidas
nos números anteriores.
3.8 Na sua falta ou impedimento, o Diretor é substituído pelo Subdiretor.

4. Recrutamento
4.1 O Diretor é eleito pelo Conselho Geral.
4.2 Para recrutamento do Diretor, desenvolve-se um procedimento concursal, prévio à eleição.
4.3 Podem ser opositores ao procedimento concursal docentes dos quadros de nomeação
definitiva do ensino público ou professores profissionalizados com contrato por tempo
indeterminado do ensino particular e cooperativo, em ambos os casos com pelo menos
cinco anos de serviço e qualificação para o exercício de funções de administração e gestão
escolar.

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«REGULAMENTO INTERNO»

4.4 Consideram-se qualificados para o exercício de funções de administração e gestão escolar


os docentes que preencham uma das seguintes condições:
a. Sejam detentores de habilitação específica para o efeito, nos termos das alíneas b) e c)
do n.º 1 do artigo 56.º do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infância e
dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário;
b. Possuam experiência correspondente a pelo menos um mandato completo no exercício
dos cargos de Diretor ou adjunto do Diretor, Presidente ou Vice-Presidente do Conselho
Executivo; Diretor Executivo ou Adjunto do Diretor Executivo; ou membro do Conselho
Diretivo, nos termos dos regimes previstos respetivamente no presente decreto-lei ou
no Decreto-Lei n.º 115 -A/98, de 4 de maio, alterado, por apreciação parlamentar, pela
Lei n.º 24/99, de 22 de abril, no Decreto-Lei n.º 172/91, de 10 de maio, e no Decreto -
Lei n.º 769 -A/76, de 23 de outubro;
c. Possuam experiência de pelo menos três anos como diretor ou diretor pedagógico de
estabelecimento do ensino particular e cooperativo.
4.5 O Subdiretor e os Adjuntos são nomeados pelo Diretor de entre docentes dos quadros de
nomeação definitiva que contem pelo menos cinco anos de serviço e se encontrem em
exercício de funções no Agrupamento de Escolas.

5. Procedimento concursal
5.1 O procedimento concursal é aberto em cada agrupamento de escolas, por aviso publicitado
do seguinte modo:
a. Em local apropriado das instalações de cada agrupamento de escolas;
b. Na página eletrónica do agrupamento de escolas e na da Direção Geral dos
Estabelecimentos Escolares;
c. Por aviso publicado na 2.ª série do Diário da República e divulgado em órgão de
imprensa de expansão nacional através de anúncio que contenha referência ao Diário
da República em que o referido aviso se encontra publicado.
5.2 No ato de apresentação da sua candidatura, os candidatos fazem entrega do seu curriculum
vitae e de um projeto de intervenção na escola.
5.3 Com o objetivo de proceder à apreciação das candidaturas, o conselho geral incumbe a sua
comissão permanente ou uma comissão especialmente designada para o efeito de elaborar
um relatório de avaliação.
5.4 Para efeitos da avaliação das candidaturas, a comissão referida no número anterior
considera obrigatoriamente:

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«REGULAMENTO INTERNO»

a. A análise do curriculum vitae de cada candidato, designadamente para efeitos de


apreciação da sua relevância para o exercício das funções de diretor e do seu mérito;
b. A análise do projeto de intervenção na escola;
c. O resultado de entrevista individual realizada com o candidato.

6. Eleição
6.1 O Conselho Geral procede à discussão e apreciação do relatório referido em 5.3, podendo
na sequência dessa apreciação decidir proceder à audição dos candidatos.
6.2 Após a discussão e apreciação do relatório e a eventual audição dos candidatos, o
Conselho Geral procede à eleição do Diretor, considerando-se eleito o candidato que
obtenha maioria absoluta dos votos dos membros do conselho geral em efetividade de
funções.
6.3 No caso de nenhum candidato sair vencedor, nos termos do número anterior, o Conselho
Geral reúne novamente, no prazo máximo de cinco dias úteis, para proceder a novo
escrutínio, ao qual são apenas admitidos os dois candidatos mais votados na primeira eleição
e sendo considerado eleito aquele que obtiver maior número de votos, desde que respeitado
o quórum legal e regulamentarmente exigido para que o Conselho Geral possa deliberar.
6.4 O resultado da eleição do Diretor é homologado pela Direção Geral dos Estabelecimentos
Escolares, nos dez dias úteis posteriores à sua comunicação pelo presidente do Conselho
Geral, considerando-se após esse prazo tacitamente homologado.

7. Tomada de Posse
7.1 O Diretor toma posse perante o Conselho Geral nos 30 dias subsequentes à homologação
dos resultados eleitorais pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.
7.2 O Diretor designa o subdiretor e os seus adjuntos no prazo máximo de 30 dias após a sua
tomada de posse.
7.3 O Subdiretor e os Adjuntos do Diretor tomam posse nos 30 dias subsequentes à sua
designação pelo Diretor.

8. Mandato
8.1 O mandato do Diretor tem a duração de quatro anos.
8.2 Até sessenta dias antes do termo do mandato do Diretor, o Conselho Geral delibera sobre a
recondução do Diretor ou a abertura do procedimento concursal tendo em vista a realização
de nova eleição.

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«REGULAMENTO INTERNO»

8.3 A decisão de recondução do Diretor é tomada por maioria absoluta dos membros do
Conselho Geral em efetividade de funções, não sendo permitida a sua recondução para um
terceiro mandato consecutivo.
8.4 Não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo, nem durante o quadriénio
imediatamente subsequente ao termo do quarto mandato consecutivo.
8.5 Não sendo ou não podendo ser aprovada a recondução do Diretor de acordo com o disposto
nos números anteriores, abre-se o procedimento concursal.
8.6 O mandato do Diretor pode cessar:
a. O requerimento do interessado, dirigido ao Diretor da Direção Geral dos
estabelecimentos Escolares, com a antecedência mínima de 45 dias, fundamentado em
motivos devidamente justificados.
b. No final do ano escolar, por deliberação do Conselho Geral aprovada por maioria de dois
terços dos membros em efetividade de funções, em caso de manifesta desadequação
da respetiva gestão, fundada em factos comprovados e informações, devidamente
fundamentadas, apresentados por qualquer membro do Conselho Geral;
c. Na sequência de processo disciplinar que tenha concluído pela aplicação de sanção
disciplinar de cessação da comissão de serviço nos termos da lei.
8.7 A cessação do mandato do Diretor determina a abertura de um novo procedimento
concursal.
8.8 Os mandatos do Subdiretor e dos Adjuntos têm a duração de quatro anos e cessam com o
mandato do Diretor.
8.9 O Subdiretor e os Adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por decisão
fundamentada do Diretor.

9. Direitos
9.1 O Diretor goza, independentemente do seu vínculo de origem, dos direitos gerais
reconhecidos aos docentes do Agrupamento de escolas em que exerça funções.
9.2 O Diretor conserva o direito ao lugar de origem não podendo ser prejudicado na sua carreira
profissional por causa do exercício das suas funções, relevando para todos os efeitos no
lugar de origem o tempo de serviço prestado naquele cargo.

10. Deveres
Para além dos deveres gerais dos funcionários e agentes da administração pública aplicáveis ao
pessoal docente, o Diretor e os Adjuntos estão sujeitos aos seguintes deveres específicos:

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«REGULAMENTO INTERNO»

10.1Cumprir e fazer cumprir as orientações da administração educativa;


10.2Manter permanentemente informada a administração educativa, através da via hierárquica
competente, sobre todas as questões relevantes referentes aos serviços;
10.3Assegurar a conformidade dos atos praticados pelo pessoal com o estatuído na lei e com os
legítimos interesses da comunidade educativa.

Artigo 9.º
Assessoria da Direção
Para apoio à atividade do Diretor e mediante proposta deste, o Conselho Geral pode
autorizar a constituição de assessorias técnico-pedagógicas, para as quais serão designados
docentes em exercício de funções no agrupamento de escolas. Os critérios para a constituição e
dotação dessas assessorias são definidos por despacho da Direção Geral dos Estabelecimentos
Escolares, em função da população escolar e do tipo e regime de funcionamento do
agrupamento.

Artigo 10.º
Conselho Pedagógico
1. Definição
O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação
educativa do Agrupamento, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e
acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não
docente.

2. Composição
2.1 O Conselho Pedagógico é constituído por 11 elementos sem prejuízo do indicado nos
pontos 2.1.1 e 2.1.2;
a. Diretor;
b. Coordenadores de Departamentos Curriculares dos 2.º e 3.º ciclos;
c. Um Coordenador de Departamento do 1.º ciclo e um Subcoordenador;

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«REGULAMENTO INTERNO»

d. Um Coordenador de Departamento Curricular da Educação Pré-escolar;


e. Um Coordenador de Departamento da Educação Especial;
f. Um Coordenador dos Diretores de Turma;
g. Um Coordenador de Formação e Projetos.
h. O coordenador da Biblioteca Escolar participa ainda nas reuniões de Conselho
Pedagógico.

Nas reuniões plenárias ou comissões especializadas, designadamente quando a ordem de


trabalhos verse sobre as matérias previstas nas alíneas a), b), e), f) j) e k) do artigo 33.º do
Decreto-Lei nº 137/ 2012, podem participar sem direito a voto, a convite do Presidente do
Conselho Pedagógico, representantes do pessoal não docente, dos pais e encarregados de
educação dos alunos.

2.2 O Diretor é, por inerência, o Presidente do Conselho Pedagógico.


2.3 Os representantes no Conselho Pedagógico não podem ser membros do Conselho Geral.

3. Competências
3.1 Elaborar a proposta de Projeto Educativo a submeter pelo Diretor ao Conselho Geral.
3.2 Apresentar propostas para a elaboração do Regulamento Interno e dos Planos Anual e
plurianual de Atividades e emitir parecer sobre os respetivos projetos.
3.3 Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia.
3.4 Apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de
atualização do pessoal docente e não docente.
3.5 Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do
acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos.
3.6 Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo
regional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas.
3.7 Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e
complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar.
3.8 Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares.
3.9 Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no
âmbito do agrupamento de escolas e em articulação com outras instituições.
3.10 Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural.
3.11 Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários.

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«REGULAMENTO INTERNO»

3.12 Definir os critérios para a contratação de pessoal docente e não docente, de acordo
com o disposto na legislação aplicável.
3.13 Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e
recomendações.
3.14 Aprovar, anualmente os critérios de avaliação relativos aos diferentes anos/disciplinas.
3.15 Analisar, em função dos relatórios dos diferentes departamentos, os dados relativos ao
aproveitamento, assiduidade, abandono/absentismo e apoios.
3.16 Ratificar as decisões dos Conselhos de Turma relativamente aos alunos com retenção
repetida no ciclo.

4. Funcionamento
4.1 O Conselho Pedagógico reúne ordinariamente uma vez por mês.
4.2 Reúne extraordinariamente sempre que seja convocado pelo respetivo Presidente, por sua
iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou
sempre que um pedido do Conselho Geral o justifique.
4.3 Nas reuniões em que sejam tratados assuntos que envolvam sigilo, designadamente sobre
matéria de provas de exame ou de avaliação global, apenas participam os membros
docentes.

5. Mandatos
5.1 O mandato dos membros docentes do Conselho Pedagógico tem a duração de quatro anos,
sem prejuízo do disposto no ponto seguinte.
5.2 Os membros do Conselho Pedagógico são substituídos no exercício do cargo se, entretanto,
perderem a qualidade que determinou a sua designação.

Artigo 11º
Conselho Administrativo
1. Definição
O Conselho Administrativo é o órgão deliberativo em matéria administrativo-financeira do
Agrupamento de escolas, nos termos da legislação em vigor.

2. Composição
a. O Diretor, que preside.
b. O Subdiretor ou um dos Adjuntos do Diretor, por ele designado para o efeito.

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«REGULAMENTO INTERNO»

c. O chefe dos serviços de administração escolar, ou quem o substitua.

3. Competências
3.1 Aprovar o projeto de orçamento anual do Agrupamento de escolas, em conformidade com
as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral.
3.2 Elaborar o relatório de contas de gerência.
3.3 Autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de
receitas e verificar a legalidade da gestão financeira do Agrupamento.
3.4 Zelar pela atualização do cadastro patrimonial do Agrupamento.
3.5 Exercer as demais competências que lhe estão legalmente cometidas.

4. Funcionamento
4.1 O Conselho Administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês;
4.2 Reúne extraordinariamente sempre que o presidente o convoque ou a requerimento de
qualquer dos seus membros.

5. Mandatos
5.1 O mandato dos membros do Conselho Administrativo tem a duração de quatro anos, sem
prejuízo do disposto no ponto seguinte.
5.2 Os membros do Conselho Administrativo são substituídos no exercício do cargo se,
entretanto, perderem a qualidade que determinou a respetiva eleição ou designação.

CAPÍTULO IV - ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA

Artigo 12.º
Estruturas de Coordenação e Supervisão
As Estruturas de Coordenação e Supervisão colaboram com o Diretor e, no sentido de
assegurar a coordenação, supervisão e acompanhamento das atividades escolares, promover o
trabalho colaborativo e realizar a avaliação de desempenho do pessoal docente.
1. Consideram-se Estruturas de Coordenação e Supervisão:
1.1 Departamentos Curriculares da educação pré-escolar, do 1.º ciclo, dos 2.º e 3.º ciclos do
ensino básico e da Educação Especial.
1.2 Conselhos de Docentes de Avaliação
1.3 Subdepartamentos Curriculares dos 2.º e 3.º ciclos e o departamento da Educação Especial.

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«REGULAMENTO INTERNO»

1.4 Conselho de Diretores de Turma do 2.º e 3.º ciclos


1.5 Conselhos de Turma.
1.6 Conselhos de Docentes por anos de escolaridade.
1.7 Conselhos de Docentes de Estabelecimento da Educação Pré-escolar e do 1º ciclo.
1.8 Conselho dos Diretores de Curso.
1.9 Coordenação de Formação e Projetos.
1.10Equipa do Observatório para a Autoavaliação.
1.11Secção de Avaliação de Desempenho Docente.
1.12 Serviços Técnico-Pedagógicos constituídos por: Biblioteca Escolar, Serviços de Psicologia
e Equipa do Plano Tecnológico da Educação (PTE);
1.13 Coordenador disciplinar.

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«REGULAMENTO INTERNO»

Artigo 13.º
Departamentos Curriculares
Os Departamentos Curriculares têm como objetivo assegurar a articulação e gestão curricular na
aplicação do currículo nacional e dos programas, orientações curriculares e programáticas
definidas a nível nacional, bem como desenvolver componentes do currículo por iniciativa do
Agrupamento.
1. Composição
1.1 O Departamento da Educação Pré-Escolar é constituído pela totalidade dos educadores de
infância do Agrupamento.
1.2 O Departamento do 1.º Ciclo é constituído por todos os docentes do grupo 110 (titulares de
turma e de apoio educativo).
1.2.1. Conselhos de Docentes de Avaliação
I - O conselho de docentes para efeitos de avaliação dos alunos, são constituídos no
1.º ciclo, pelos professores titulares de turma e docentes de apoio educativo.
II - O conselho de docentes emite parecer sobre a avaliação dos alunos apresentada
pelo professor titular de turma.
III - O funcionamento do conselho de docentes obedece ao previsto no Código do
Procedimento Administrativo.
IV - Quando a reunião não se puder realizar, por falta de quórum ou por
indisponibilidade de elementos de avaliação, deve ser convocada nova reunião, no
prazo máximo de 48 horas, para a qual cada um dos docentes deve previamente
disponibilizar, ao diretor da escola, os elementos de avaliação de cada aluno.
V - Nas situações previstas no número anterior, o coordenador do conselho de
docentes, ou quem o substitua, apresenta ao conselho os elementos de avaliação
previamente disponibilizados.
VI - O parecer e as deliberações das reuniões dos conselhos de avaliação devem
resultar do consenso dos professores que as integram.
VII - No conselho de docentes podem intervir, sem direito a voto, outros professores ou
técnicos que participem no processo de ensino e aprendizagem, bem como outros
elementos cuja participação o conselho pedagógico considere conveniente

1.3 Os Departamentos Curriculares do 2.º e 3.º Ciclos são cinco.


a. Departamento Curricular de Línguas;
b. Departamento Curricular de Ciências Humanas e Sociais;
c. Departamento Curricular de Matemática e Ciências Experimentais;

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«REGULAMENTO INTERNO»

d. Departamento Curricular de Expressões;


e. Departamento Curricular de Educação Especial.
1.3.1 Os Departamentos são constituídos pelos docentes que lecionam as disciplinas integrantes
dos diferentes currículos em vigor na EB2/3, distribuindo-se de acordo com os grupos de
recrutamento, a saber:
a. Departamento Curricular de Línguas: grupos: 200 (abrange exclusivamente docentes
recrutados com formação superior em línguas), 210 (Português e Francês), 220
Português e Inglês), 300 (Português), 320 (Francês), 330 (Inglês), 120 (Inglês 1ºciclo),
350 (Espanhol);
b. Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas: grupos: 200 (Português e
Estudos Sociais/ História – abrange os docentes não incluídos em Línguas), 290
(Educação Moral e Religiosa Católica), 400 (História), 420 (Geografia), 430 (Economia
e Contabilidade);
c. Departamento Curricular de Matemática e Ciências Experimentais: grupos: 230
(Matemática e Ciências da Natureza), 500 (Matemática), 510 (Física e Química), 520
(Biologia e Geologia), 550 (Informática), 560 (Ciências Agropecuárias). Sempre que
necessários, os técnicos de informática em funções no Agrupamento poderão
participar nas reuniões, sem direito a voto.
d. Departamento Curricular de Expressões: grupos 240 (Educação Visual e
Tecnológica), 250 (Educação Musical), 260 (Educação Física), 530 (Educação
Tecnológica), 600 (Artes Visuais), 620 (Educação Física);
e. Departamento de Educação Especial: o departamento de Educação Especial é
composto pelos Docentes de Educação Especial dos grupos de recrutamento 910,
920 e 930, que desenvolvem a sua ação nas escolas do Agrupamento nos níveis de
ensino da educação Pré-Escolar ao 3.º Ciclo, bem como por docentes habilitados e
em funções na Educação Especial. Sempre que necessário, os elementos do SPO e
Assistente Social poderão participar nas reuniões, com direito a voto.

2 Competências
2.1 Compete aos Departamentos Curriculares:
a. Planificar e adequar à realidade do Agrupamento a aplicação dos planos de estudo
estabelecidos a nível nacional;
b. Definir as competências essenciais e critérios de avaliação, relativos às diferentes
disciplinas/ anos;

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«REGULAMENTO INTERNO»

c. Proceder, no âmbito da gestão do currículo, à definição de núcleos essenciais dos


programas curriculares;
d. Promover a interdisciplinaridade a nível de conteúdos programáticos, projetos de
desenvolvimento educativo e metodologias pedagógicas.
e. Avaliar o grau de cumprimento da planificação;
f. Reajustar a planificação didática;
g. Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didáticas específicas das
disciplinas;
h. Assegurar, de forma articulada com outras estruturas de orientação educativa do
Agrupamento, a adoção de metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento
quer dos planos de estudo quer das componentes de âmbito local do currículo;
i. Analisar a oportunidade de adoção de medidas de gestão flexível dos currículos e de
outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão;
j. Elaborar propostas curriculares diversificadas, em função da especificidade de grupos
de alunos;
k. Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de atuação nos domínios da
aplicação de estratégias de diferenciação pedagógica e da avaliação das
aprendizagens;
l. Analisar e refletir sobre as práticas educativas;
m. Identificar necessidades de formação dos docentes com vista à elaboração de um plano
de formação de escola;
n. Participar na elaboração, desenvolvimento e avaliação do PAA, em articulação com o
Projeto Educativo do agrupamento;
o. Apresentar propostas de alteração ao RI;
p. Analisar e selecionar os manuais escolares;
q. Promover a articulação curricular e pedagógica entre os diferentes ciclos de ensino.

Artigo 14.º
Subdepartamentos Curriculares dos 2.º e 3.º ciclos
Os Subdepartamentos Curriculares têm como objetivo assegurar a articulação e gestão
curricular das respetivas disciplinas, na aplicação do currículo nacional e dos programas e
orientações curriculares e programáticas definidas a nível nacional, bem como desenvolver
componentes do currículo por iniciativa do Agrupamento.
Colaboram com os Departamentos em todas as atividades por ele promovidas, os seguintes
Subdepartamentos.

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«REGULAMENTO INTERNO»

1. Composição
1.1 Os subdepartamentos curriculares dos 2.º e 3.º ciclos são compostos por todos os
professores de cada uma das disciplinas, de acordo com a seguinte distribuição:
a. Subdepartamento de Língua Portuguesa (integra os docentes de Língua Portuguesa);
b. Subdepartamento de Línguas Estrangeiras (integra os docentes de Inglês, Francês e
Espanhol);
c. Subdepartamento de História (integra os docentes de Estudos Sociais, História,
Educação Moral e Religiosa Católica ou outra confissão);
a. Subdepartamento de Geografia (integra os docentes de Geografia e os docentes do
grupo 430);
b. Subdepartamento de Matemática (integra os docentes de Matemática);
c. Subdepartamento de Ciências Naturais: integra os docentes de Ciências Naturais e
disciplinas afetas ao grupo 560;
d. Subdepartamento de Físico-Química: integra os docentes de Físico-Química;
e. Subdepartamento de Artes: integra os docentes de Educação Visual (240 e 600) e
Educação Tecnológica (240 e 530);
f. Subdepartamento de Educação Física: integra os docentes de Educação Física (260 e
620) e Educação Musical (250);
1.2 Não obstante esta distribuição, os subdepartamentos poderão, sempre que
necessário/entendido, reunir, extraordinariamente, em organização distinta.

1. Competências
1.1 Compete aos Subdepartamentos:
a. Participar na elaboração, desenvolvimento e avaliação do PAA;
b. Inventariar as necessidades de equipamento e material didático;
c. Promover a interdisciplinaridade;
d. Promover o intercâmbio de recursos pedagógicos e materiais com outras entidades;
e. Colaborar com o Departamento curricular em todas as atividades promovidas por este.

Artigo 15.º
Departamento de Educação Especial
1. Definição

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«REGULAMENTO INTERNO»

É uma estrutura especializada que visa promover a existência de condições que assegurem
a plena inclusão escolar dos alunos e conjuguem a sua atividade com as estruturas de
orientação educativa em conformidade com o decreto-Lei 54/2018.

2. Composição
O departamento de Educação Especial é composto pelos Docentes de Educação Especial
dos grupos de recrutamento 910, 920 e 930, que desenvolvem a sua ação nas escolas do
Agrupamento nos níveis de ensino da educação Pré-Escolar ao 3.º Ciclo, bem como por
docentes habilitados e em funções na Educação Especial.
Sempre que necessário, os elementos do SPO e Assistente Social poderão participar nas
reuniões do departamento, com direito a voto.

3. Competências do Departamento
a) Colaborar ativamente com a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva
(EMAEI) na análise das evidências recolhidas na identificação dos alunos e na
organização e incremento dos apoios adequados.
b) Participar na avaliação técnico-pedagógica dos alunos identificados.
c) Colaborar com a EMAEI na determinação das medidas de suporte à aprendizagem e à
inclusão, a mobilizar.
d) Colaborar com a EMAEI na elaboração do relatório técnico-pedagógico (RTP) resultante
da tomada de decisão relativamente à necessidade de mobilização de medidas seletivas
e/ou adicionais, cada aluno identificado.
e) Caso sejam propostas pela EMAEI adaptações curriculares significativas, colaborar na
elaboração, monitorização e avaliação do programa educativo individual (PEI), nos
termos previstos no RTP.
f) Participar na elaboração do plano individual de transição (PIT) de cada aluno nos três
anos antes da idade limite da escolaridade obrigatória.
g) Intervir, caso sejam mobilizadas medidas adicionais, nos termos previstos no RTP/PEI,
nomeadamente nas adaptações curriculares significativas, no desenvolvimento de
metodologias e estratégias de ensino estruturado e no desenvolvimento de competências
de autonomia pessoal e social.
h) Articular, juntamente com a EMAEI, com outras estruturas e serviços, nomeadamente
nas áreas da saúde, da segurança social, da qualificação profissional e do emprego.

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«REGULAMENTO INTERNO»

i) Analisar os resultados escolares dos alunos com relação aos objetivos do Projeto
Educativo e do plano de ação estratégica.
j) Participar na elaboração, desenvolvimento e avaliação o Plano Anual de Atividades.
k) Inventariar as necessidades de equipamento e material didático.
l) Identificar necessidades de formação dos docentes com vista à elaboração de um plano
de formação de escola.

4. Deveres dos Docentes do departamento de Educação Especial


O docente de educação especial, no âmbito da sua especialidade, assume um papel
essencial no processo de flexibilidade curricular, contribuindo para a promoção de competências
sociais e emocionais, envolvendo os alunos ativamente na construção da sua aprendizagem,
promovendo o desenvolvimento de áreas de competências inscritas no Perfil dos alunos à saída
da escolaridade obrigatória.
a) O seu papel será igualmente relevante:
i. nos processos de gestão dos ambientes de sala de aula;
ii. na adaptação dos recursos e materiais;
iii. na constituição de grupos de alunos consoante as suas necessidades e
potencialidades;
iv. na adequação das metodologias de ensino e de aprendizagem;
v. na avaliação das aprendizagens;
vi. na definição de percursos de melhoria das aprendizagens;
vii. no trabalho interdisciplinar;
viii. na monitorização da implementação de medidas de apoio à aprendizagem;
ix. no apoio à organização do processo de transição para a vida pós-escolar.

b) A intervenção do docente de educação especial realiza-se de acordo com duas vertentes:


i. relativa ao trabalho colaborativo com os diferentes intervenientes no processo
educativo dos alunos;
ii. relativa ao apoio direto prestado aos alunos que terá, sempre, um caráter
complementar ao trabalho desenvolvido em sala de aula ou em outros contextos
educativos.

Artigo 15.º B

Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA)

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«REGULAMENTO INTERNO»

1. O centro de apoio à aprendizagem é uma estrutura agregadora dos recursos humanos e


materiais, dos saberes e competências da escola.
2. A ação promovida pelo CAA é subsidiária da ação desenvolvida na turma do aluno.
3. Para os alunos cujas medidas adicionais de suporte à aprendizagem sejam as previstas
nas alíneas b), d) e e) do n.º4 do artigo 10º do DL n.º 54/2018, é garantida, no CAA, uma
resposta que complemente o trabalho desenvolvido em sala de aula, convocando a
intervenção de todos os agentes educativos, nomeadamente o docente de educação
especial.
4. Constituem objetivos gerais do CAA, em colaboração com as demais estruturas e
serviços da escola:
a) Apoiar a inclusão das crianças e jovens no grupo/turma e nas rotinas e atividades da
escola, designadamente através da diversificação de estratégias de acesso ao
currículo;
b) Promover e apoiar o acesso à formação e ao ensino secundário.
c) Promover e apoiar o acesso ao lazer, à participação social e à vida autónoma.
5. Constituem objetivos específicos do CAA:
a) Promover a qualidade da participação dos alunos nas atividades da turma a que
pertencem e nos demais contextos de aprendizagem;
b) Apoiar os docentes do grupo ou turma a que os alunos pertencem;
c) Apoiar a criação de recursos de aprendizagem e instrumentos de avaliação para as
diversas componentes do currículo;
d) Desenvolver metodologias de intervenção interdisciplinares que facilitem os processos
de aprendizagem, de autonomia e de adaptação ao contexto escolar;
e) Promover a criação de ambientes estruturados, ricos em comunicação e interação,
fomentadores da aprendizagem;
f) Apoiar a organização do processo de transição para a vida pós-escolar.

Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI)


1. A equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva, de composição diversificada,
constitui um recurso organizacional específico de apoio à aprendizagem, tendo em vista
uma leitura alargada, integrada e participada de todos os intervenientes no processo
educativo.
2. O diretor da escola designa os elementos permanentes EMAEI e, ouvidos estes, o respetivo
coordenador. Compete ainda ao diretor indicar qual o local de funcionamento da equipa.

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«REGULAMENTO INTERNO»

3. A EMAEI pode solicitar a colaboração da equipa de saúde escolar dos ACES/ULS, sempre
que necessário, com o objetivo de construir uma abordagem participada, integrada e eficaz.
4. Constituem competências da EMAEI:
a) Sensibilizar a comunidade educativa para a educação inclusiva;
b) Propor medidas de suporte à aprendizagem a mobilizar;
c) Acompanhar e monitorizar a aplicação de medidas de suporte à aprendizagem;
d) Prestar aconselhamento aos docentes na implementação de práticas pedagógicas
inclusivas;
e) Elaborar o relatório técnico-pedagógico previsto no artigo 21. e, se aplicável, o
programa educativo individual, previsto no artigo 24.º e o plano individual de transição,
previsto no artigo 25.º;
f) Acompanhar o funcionamento do centro de apoio à aprendizagem.

Artigo 16.º
Conselho de Diretores de Turma do 2º e 3º ciclos

1. Definição
O Conselho de Diretores de Turma é uma estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico e ao
Diretor na orientação e na execução da política de intervenção pedagógica dos Diretores de
Turma.

2. Composição
O Conselho de Diretores de Turma é constituído por todos os Diretores de Turma. É
presidido por um coordenador do 2.º ou 3.º ciclo.
O coordenador dos diretores de turma é assessorado por outro elemento, a quem compete
apoiar o coordenador e secretariar as respetivas reuniões. Este assessor será, se possível, o
futuro coordenador desta estrutura.

3. Competências
a. Analisar as diretrizes emanadas pelo Diretor e proceder em conformidade;
b. Promover a uniformização de critérios de atuação dos professores junto dos alunos:

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«REGULAMENTO INTERNO»

c. Analisar as propostas dos Conselhos de Turma e submetê-las, através dos respetivos


Coordenadores, ao Diretor;
d. Propor e planificar formas de atuação junto dos Encarregados de Educação, visando
uma crescente aproximação destes à escola;
e. Promover a uniformização de critérios no tocante a questões do foro administrativo;
f. Identificar as necessidades de formação no âmbito da Direção de Turma.

Artigo 17.º
Conselhos de Turma
1. Definição
São estruturas de apoio, ao Conselho Pedagógico e ao Diretor, na orientação e execução
da política pedagógica da escola ao nível da turma, em consonância com os objetivos
enunciados no Projeto Educativo.

2. Composição
2.1 Integram o Conselho de Turma:
a. Todos os professores da turma, incluindo o docente de Educação Especial;
b. Delegado de turma;
c. Dois representantes dos Pais e Encarregados de Educação.
2.2 Nas reuniões destinadas à avaliação sumativa dos alunos, apenas participam os membros
docentes. Não podem participar num Conselho de Turma Disciplinar os elementos que
detenham a posição de interessados no procedimento.
2.3 O Diretor de Turma é designado, pelo Diretor, de entre os professores da mesma, sempre
que possível pertencente ao quadro do agrupamento.
2.4 Por decisão do diretor de turma, pode ser também convocado para as reuniões o
subdelegado de turma, o qual não terá direito a voto.

3. Competências
a. Elaborar o Plano de Turma, identificando caraterísticas específicas dos alunos a ter em
conta no processo de ensino-aprendizagem;
b. Planificar o desenvolvimento das atividades a realizar com os alunos em contexto de sala de
aula;

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«REGULAMENTO INTERNO»

c. Identificar ritmos de aprendizagem e necessidades educativas especiais dos alunos,


promovendo a articulação com as respetivas estruturas especializadas técnico e
pedagógicas, em ordem à sua superação;
d. Elaborar e avaliar os PEI e PI, no quadro da legislação em vigor;
e. Adotar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos
alunos;
f. Adequar estratégias, conteúdos, atividades e métodos de trabalho à especificidade de cada
aluno, estabelecendo níveis de aprofundamento e sequências adequadas;
g. Garantir o caráter globalizante e integrador da avaliação dos alunos.
h. Conceber e delinear atividades em complemento do currículo proposto;
i. Preparar informação adequada, a disponibilizar aos pais e encarregados de educação,
relativa ao processo de aprendizagem e avaliação dos alunos;
j. Dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar da respetiva
turma;
k. Analisar os problemas de integração dos alunos na turma e na escola e o relacionamento
entre estes e os professores;
l. Colaborar nas ações que favoreçam a inter-relação da Escola com a Comunidade;
m. Aprovar as propostas de avaliação do rendimento escolar apresentadas por cada professor
da turma nas reuniões de avaliação, a realizar no final de cada período letivo e de acordo
com os critérios estabelecidos pelo Conselho Pedagógico;
n. Proceder à avaliação das estratégias de remediação aplicadas, incluindo os apoios
educativos.

Artigo 18.º
Conselhos de Docentes por anos de escolaridade

1. Definição
São estruturas de apoio ao Departamento do 1.º ciclo, e têm como objetivo assegurar a
articulação e gestão curricular dos diversos anos de escolaridade, na aplicação do currículo
nacional e dos programas e orientações curriculares e programáticas definidas a nível nacional,
bem como desenvolver componentes do currículo por iniciativa do Agrupamento.
2. Composição
2.1 Este Conselho é constituído pelos docentes titulares de turma de cada ano de escolaridade
e docentes de apoio educativo.

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«REGULAMENTO INTERNO»

2.2 O coordenador de ano é designado, pelo Diretor, pelo período de um ano, em sistema
rotativo, e atribuído a qualquer docente titular de turma, independentemente da categoria
profissional, excluindo, sempre que possível, docentes que tenham uma turma com mais do
que um ano de escolaridade. O coordenador de ano, tanto quanto possível, não deve ser
sobrecarregado com outras tarefas.

3. Competências
3.1 Definir as competências essenciais por ano de escolaridade;
3.2 Avaliar o grau de cumprimento da planificação;
3.3 Reajustar a planificação didática;
3.4 Elaborar propostas curriculares diversificadas, em função da especificidade de grupos de
alunos;
3.5 Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de atuação nos domínios da aplicação
de estratégias de diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens;
3.6 Analisar e refletir sobre as práticas educativas;
3.7 Colaborar com o Departamento do 1.º ciclo em todas as atividades promovidas por este.

Artigo 19.º
Conselhos de Docentes de Estabelecimento - Educação Pré-Escolar e do 1.º Ciclo
1. Estruturas:
- Conselho de docentes da escola de Agro Velho;
- Conselho de docentes da escola de Refojos;
- Conselho de docentes da escola de Navais;
- Conselho de docentes da escola de Fieiro;
- Conselho de docentes da escola de Aldeia;
- Conselho de docentes da escola do Teso.

2. Composição
2.1. Estes conselhos são compostos por todos os docentes de cada Estabelecimento de Ensino
da Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo;
2.2. A coordenação de cada estabelecimento de educação ou de ensino integrado num
Agrupamento de escolas é assegurada por um coordenador, designado pelo Diretor, de
entre os docentes em exercício efetivo de funções na escola ou no estabelecimento de
educação pré-escolar e, sempre que possível, entre os docentes titulares;

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«REGULAMENTO INTERNO»

2.3. Quando um estabelecimento de ensino tenha menos do que três docentes o Diretor pode
designar um docente que assegure a coordenação do estabelecimento, mas sem usufruir
dos mesmos direitos garantidos por lei ao Coordenador, nomeadamente no que se refere a
atribuição do suplemento remuneratório;
2.4. Para efeitos de avaliação, no 1.º ciclo, estes conselhos são constituídos por todos os
docentes titulares de turma, professores de Educação Especial, Apoio Educativo e EMRC
que lecionem nesse estabelecimento de ensino. Os docentes de EMRC, de Educação
Especial e de Apoio Educativo que lecionem em vários estabelecimentos de ensino devem
optar, aquando das reuniões, pela escola onde apoiam maior número de alunos ou onde
existam situações de alunos mais delicadas, informando os vários Coordenadores de
Estabelecimento da escola onde estarão presentes. Nestes conselhos, podem ainda intervir,
sem direito a voto, outros docentes, nomeadamente das AEC, e outros técnicos e/ou
entidades.
2.5. Para efeitos de articulação estes conselhos são constituídos por todos os docentes titulares
de grupo e turma e, ainda, outros docentes/ técnicos cuja contribuição o Coordenador de
Estabelecimento considere conveniente.

3. Funcionamento
3.1. Para efeitos de avaliação, no 1.º Ciclo, estes conselhos reunirão no final de cada período.
3.2. Para efeitos de articulação estes conselhos reunirão no início do ano, e no final cada
período, correspondentes ao ensino básico, nos respetivos estabelecimentos de ensino.
3.3. O Conselho de Docentes de Estabelecimento será presidido pelo Coordenador de
Estabelecimento.
3.4. O Conselho Docentes de cada Estabelecimento reunirá sempre que o Coordenador de
Estabelecimento o solicite.

4. Competências
4.1. Analisar assuntos específicos da vida escolar;
4.2. Fazer o levantamento dos recursos humanos e materiais de cada estabelecimento;
4.3. Propor sugestões para a resolução dos problemas detetados;
4.4. Dinamizar as intervenções de toda a comunidade educativa;
4.5. Sugerir atividades para o Plano Anual de Atividades;
4.6. Avaliar as atividades e projetos do PAA dinamizados na escola.
4.7. Fazer uma apreciação global da dinâmica das AEC.
4.8. Dar parecer sobre todas as questões de natureza disciplinar dos alunos;

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Artigo 20.º
Coordenação de Formação e Projetos

1. Definição
É uma estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico e ao Diretor que visa assegurar a
coordenação e acompanhamento das atividades escolares e detetar a necessidade de formação
do pessoal docente e não docente e acompanhar o desenvolvimento das diferentes ofertas
formativas do Agrupamento.

2. Composição
É composto pelo Coordenador do Plano Anual de Atividades, Coordenadores dos Clubes,
Coordenador da formação, coordenador PTE e Subdiretor.

3. Competências
3.1 Planificar as atividades e projetos a desenvolver, anualmente de acordo com as orientações
do Projeto Educativo;
3.2 Articular e harmonizar as atividades desenvolvidas pelo mesmo ano de escolaridade ou
ciclo;
3.3 Articular com os diferentes Departamentos Curriculares o desenvolvimento e enriquecimento
de conteúdos programáticos;
3.4 Identificar, programar e planificar, em articulação com os diferentes Departamentos
Curriculares, com o coordenador interno da formação e com as coordenações dos
assistentes, técnicos e operacionais, a necessidade de formação do pessoal docente e não
docente.

Artigo 21.º
Equipa de Observatório para a autoavaliação
1. Definição
É uma estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico e ao Diretor na orientação e execução de
processos de autoavaliação que identifiquem os pontos fortes e fracos, bem como as
oportunidades de desenvolvimento e constrangimentos, para a construção e/ou de melhoria e de
desenvolvimento do Agrupamento em articulação com a comunidade em que está inserida. Este
grupo de trabalho, na sua vertente de “Observatório para a Autoavaliação”, abrange ainda o
acompanhamento consolidado de inserção na vida ativa e no prosseguimento de estudos, ou, no

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«REGULAMENTO INTERNO»

imediato, o prosseguimento de estudos, a par do acompanhamento do Plano de Melhoria e


propostas de autonomia.

2. Composição
2.1. Esta equipa é constituída por sete elementos: um docente da educação pré-escolar, dois
docentes por cada um dos outros níveis de ensino, podendo ser designado coordenador um
docente de qualquer ciclo.
2.2. Para além destes elementos, integram ainda a equipa, na qualidade de consultores do
Observatório, os seguintes elementos:
a) um representante da direção;
b) o coordenador da formação e projetos;
c) o coordenador dos diretores de turma;
d) o coordenador da equipa do PAA;
e) a coordenadora da biblioteca escolar;
f) um amigo crítico;
g) dois representantes do pessoal não docente, a indicar pelas respetivas coordenações;
h) um representante dos encarregados de educação, por ano de escolaridade, a indicar
pela Associação de Pais;
i) um elemento de uma instituição de ensino superior;
j) outros elementos que venham a ser indicados pelo Observatório.
2.3. O amigo crítico será um elemento externo à escola, com funções de consultadoria e
conselheiro da Equipa do Observatório para a autoavaliação, cabendo a sua proposta à
direção, que fundamentará a escolha junto do Conselho Pedagógico e do Conselho Geral.
2.4 A equipa do Observatório para a autoavaliação poderá solicitar a colaboração/ participação
de outros membros/estruturas da comunidade educativa, sempre que a situação o justifique.
3. Competências
a. Fomentar no Agrupamento uma interpelação sistemática sobre a qualidade das suas
práticas e dos seus resultados;
b. Articular os contributos da avaliação com a cultura e os dispositivos de autoavaliação do
Agrupamento;
c. Reforçar a capacidade das escolas para desenvolverem a sua autonomia;
d. Concorrer para a regulação do funcionamento do Agrupamento;
e. Contribuir para um melhor conhecimento do Agrupamento e do serviço público de
educação, fomentando a participação social na vida das escolas;

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«REGULAMENTO INTERNO»

f. Recolher e sistematizar dados relativos aos diferentes momentos de avaliação,


comparando-os com os anos letivos anteriores;
g. Providenciar, semestralmente, em função dos dados recolhidos/ analisados, informações
que permitam uma avaliação periódica do Projeto Educativo.

4. Funcionamento
4.1 A Equipa reúne ordinariamente, na sua totalidade, uma vez por período e reúne,
quinzenalmente, o grupo de trabalho.

5. Mandatos
5.1 O mandato dos membros tem a duração de quatro anos sem prejuízo do disposto no ponto
seguinte;
5.2 Os membros da equipa do Observatório para a autoavaliação são substituídos no exercício
do cargo se, entretanto, perderem a qualidade que determinou a sua designação.

Artigo 22.º
Serviços Técnico-Pedagógicos
Os serviços Técnico-Pedagógicos compreendem a Biblioteca Escolar, os Serviços de
Psicologia e Orientação, Equipa do Plano Tecnológico da Educação e a Equipa Multidisciplinar
de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI).

1. A Biblioteca Escolar
1.1 Definição
A biblioteca escolar assume-se como uma estrutura formativa e pedagógica que contribui
para o desenvolvimento da literacia da informação, em articulação com a sala de aula e no
apoio direto ao currículo, para a construção de leitores e de cidadãos autónomos e
intervenientes.
1.2 Composição
A biblioteca escolar é constituída por um conjunto de recursos documentais (material
impresso, audiovisual, digital e manipulável), mobiliário específico e equipamento eletrónico
e audiovisual; o serviço é assegurado por um conjunto de recursos humanos, professor-
bibliotecário, professores e assistentes operacionais.

1.3 Competências
a. Assegurar serviços de biblioteca a todos os alunos do agrupamento;

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«REGULAMENTO INTERNO»

b. Proporcionar oportunidades de utilização e produção de informação que possibilitem a


aquisição de conhecimentos, a compreensão, o desenvolvimento da imaginação e o
lazer;
c. Apoiar os alunos na aprendizagem e na prática de competências de avaliação e
utilização da informação, independentemente da natureza e do suporte, tendo em conta
as formas de comunicação no seio da comunidade;
d. Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às
oportunidades que confrontem os alunos com ideias, experiências e opiniões
diversificadas;
e. Organizar atividades que favoreçam a consciência e a sensibilização para as questões de
ordem cultural e social;
f.Trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e pais de modo a cumprir a missão
da escola;
g. Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à
construção de uma cidadania efetiva e responsável e à participação na democracia;
h. Promover a leitura, os recursos e serviços da biblioteca escolar junto da comunidade
escolar e fora dela;
i. Zelar e proceder à organização e dinamização das bibliotecas escolares das EB1/JI do
Agrupamento;
j. Constituir uma “rede” de bibliotecas escolares de Agrupamento ativas, cooperativas,
promotoras de “boas práticas” e de interdisciplinaridade.

Funcionamento
a. Funciona em espaço específico, em horário coincidente com as atividades letivas da
escola e sob a supervisão da equipa da Biblioteca. Possui Regimento próprio onde se
regulamenta em pormenor o seu funcionamento;
b. A equipa nuclear reúne ordinariamente duas vezes por período.

1.4 Mandato
a. O professor bibliotecário é designado pelo Diretor, em conformidade com a legislação
vigente em matéria de recrutamento;
b. A restante equipa é designada pelo diretor, devendo ser considerada a qualificação
técnica específica, a sua experiência e conhecimento na gestão e planeamento da
Biblioteca Escolar, bem como a titularidade de formação que abranja as diferentes áreas

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«REGULAMENTO INTERNO»

do conhecimento, de modo a permitir uma efetiva complementaridade de saberes


viabilizando projetos sequenciais.

2. Coordenador da Biblioteca
2.1 Competências
a. Conhecer bem a realidade da escola e do agrupamento;
b. Conhecer o Projeto Educativo e as suas finalidades;
c. Ter capacidade de liderança e de bom relacionamento com os vários elementos da
comunidade educativa;
d. Promover a integração da biblioteca na escola/agrupamento;
e. Assegurar a gestão da biblioteca e materiais a ela afetos;
f.Definir e operacionalizar, em articulação com o Diretor, e ouvidos os responsáveis
sectoriais, as estratégias e atividades de política documental do Agrupamento;
g. Perspetivar a BE e as suas funções pedagógicas, promovendo a sua constante
atualização e uma utilização plena dos recursos documentais, por parte dos alunos e
professores, quer no âmbito curricular, quer no da ocupação de tempos livres;
h. Articular a sua atividade com os órgãos de gestão do agrupamento e promover o uso da
biblioteca e dos seus recursos dentro e fora da escola;
i. Favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente da leitura e da informação, e
apoiar o desenvolvimento curricular;
j. Elaborar o PDC, o Regimento Interno e o Plano Anual de Atividades e submetê-lo à
aprovação do Conselho Pedagógico;
k. Coordenar e apoiar a dinâmica das bibliotecas das outras escolas do agrupamento;
l. Elaborar anualmente o relatório de avaliação da BE e entregá-lo ao Diretor no prazo
máximo de 10 dias úteis após o término do ano letivo;
m. Assegurar a implementação de mecanismos autorreguladores e de avaliação das
bibliotecas;
n. Propor parcerias técnico-pedagógicas com a Biblioteca Municipal e outras instituições
oficiais e particulares relevantes para a consecução dos objetivos da biblioteca;
o. Coordenar as tarefas a desenvolver pelos elementos afetos à biblioteca;
p. Propor a aquisição de bens e equipamentos para o setor.

3. Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)

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«REGULAMENTO INTERNO»

Aos técnicos de serviços de psicologia e orientação, integrados ou não em equipa


multidisciplinar, com formação para o efeito, incumbe o papel especial de colaborar na
identificação e prevenção de situações problemáticas de alunos e fenómenos de violência, na
elaboração de planos de acompanhamento para estes, envolvendo a comunidade educativa.

3.1 Competências
3.1.1 Além das previstas na respetiva legislação, compete ainda aos Serviços de Psicologia
e Orientação:
a. Assegurar o acompanhamento de situações problemáticas de alunos que, por
dificuldade de integração, devam ser encaminhados para saídas profissionais
adequadas;
b. Participar, sempre que solicitado, nos Conselhos de Turma que visem analisar
casos particulares de alunos nomeadamente aqueles para os quais se julgue
conveniente identificar medidas de recuperação;
c. Participar, quando solicitado, para análise presencial, no estabelecimento de
ensino, no despiste de casos particulares de inadaptação ou problemas específicos
de aprendizagem dos alunos;
d. Participar nos Conselhos de Turma para Avaliação Especializada, e nomeadamente
na definição dos planos de apoio de alunos;
e. Avaliar psicologicamente os alunos sinalizados, no Agrupamento;
f. Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento da sua identidade pessoal e do
seu projeto de vida;
g. Planear e executar atividades de orientação escolar e profissional;
h. Realizar ações de informação escolar e profissional sob modalidades diversas,
garantindo a participação ativa dos alunos na exploração das técnicas e materiais
utilizados;
i. Colaborar na planificação e acompanhamento de visitas de estudo, experiências de
trabalho, estágios e outras formas de contacto dos alunos com o meio e o mundo
das atividades profissionais;
j. Desenvolver em colaboração com os Diretores de Turma ações de informação e
sensibilização dos pais e da comunidade em geral no que respeita às opções
escolares e profissionais.

3.2. Funcionamento

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«REGULAMENTO INTERNO»

3.2.1. Os horários dos Serviços de Psicologia e Orientação são definidos, anualmente,


pelo Diretor;
3.2.2. O registo das atividades desenvolvidas é feito em livro específico, ou noutro suporte
a indicar pelo diretor, onde também deve ser registada a participação em reuniões/
formação no exterior da escola;
3.2.3. O psicólogo e assistente social integrados no SPO participam nas reuniões
departamentais da educação especial, com direito a voto.

Equipa do Plano Tecnológico da Educação

4.1 Definição
A equipa PTE, criada no âmbito do Despacho nº 700/2009, de 9 de janeiro, é uma estrutura
de coordenação e acompanhamento dos projetos do Plano Tecnológico da Educação (PTE)
ao nível dos estabelecimentos de ensino.

4.2 Competências
A equipa PTE tem as seguintes competências:
a. Elaborar um plano de ação anual para as TIC (plano TIC), o qual visa promover a
utilização das TIC nas atividades letivas e não letivas, rentabilizando os meios
informáticos disponíveis e generalizando a sua utilização por todos os elementos da
comunidade educativa. Este plano deverá ser concebido no quadro do projeto educativo
e integrar o plano anual de atividades, em estreita articulação com o plano de formação;
b. Contribuir para a elaboração dos instrumentos de autonomia definidos no artigo 9º do DL
75/2008, de 22 de abril, integrando a estratégia TIC na estratégia global do agrupamento;
c. Coordenar e acompanhar a execução dos projetos do PTE e de projetos e iniciativas
próprias na área de TIC na educação, em articulação com os serviços regionais de
educação e outros parceiros regionais;
d. Promover e apoiar a integração das TIC no ensino, na aprendizagem, na gestão e na
segurança ao nível do agrupamento;
e. Colaborar no levantamento de necessidades de formação e certificação em TIC de
docentes e não docentes;
f. Fomentar a criação e participação dos docentes em redes colaborativas de trabalho com
outros docentes ou agentes da comunidade educativa;

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«REGULAMENTO INTERNO»

g. Zelar pelo funcionamento dos equipamentos e sistemas tecnológicos instalados, sendo o


interlocutor junto do centro de apoio tecnológico às escolas e das empresas que prestem
serviços de manutenção aos equipamentos;
h. Articular com os técnicos da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que apoiam as
escolas do 1º ciclo do ensino básico e jardins-de-infância do agrupamento ou, sempre
que possível, diretamente com os docentes dessas escolas.

5. Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI)


5.1. A composição, organização e competências da equipa multidisciplinar de apoio à educação
inclusiva (EMAEI) obedecem ao estipulado pela lei;
5.2. A coordenação da equipa é assegurada por um dos elementos permanentes a designar pelo
diretor, de acordo com a lei;
5.3 A EMAEI estará representada em Conselho Pedagógico pelo seu coordenador ou elemento
que o represente;
5.4 Compete à EMAEI a gestão e acompanhamento do funcionamento do Centro de Apoio à
Aprendizagem (CAA), em articulação com a Direção e outras estruturas e serviços da
escola, designadamente biblioteca, GAMA, coordenações de departamento e Clubes;

6. Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA);


6.1. A constituição, funcionamento e competências desta estrutura obedecem ao estipulado pela
lei;
6.2. O CAA funcionará em espaços a indicar pelo diretor.

Artigo 23.º
Titulares dos Órgãos das Estruturas de Coordenação e Supervisão / Organização de Turma
1. Coordenadores dos Departamentos Curriculares e de Educação Especial
1.1 Competências:
a. Promover a troca de experiências e a cooperação entre todos os docentes que integram
os Departamentos Curriculares;
b. Acompanhar e orientar a atividade profissional dos professores da disciplina,
especialmente no período probatório;
c. Intervir no processo de avaliação do desempenho dos docentes das disciplinas, ou nível
de ensino, no final de cada ciclo avaliativo;

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«REGULAMENTO INTERNO»

d. Assegurar a coordenação das orientações curriculares e dos programas de estudo,


promovendo a adequação dos seus objetivos e conteúdos à situação concreta do
Agrupamento;
e. Promover a articulação com outras estruturas ou serviços do Agrupamento com vista ao
desenvolvimento de estratégias de diferenciação pedagógica;
f. Recolher dados da avaliação diagnostica e sumativa, proceder ao seu tratamento e
análise, identificar problemas e estabelecer estratégias que visem a sua resolução;
g. Identificar boas práticas e proceder à sua divulgação;
h. Disponibilizar os dados de avaliação dos alunos;
i. Representar o Departamento no Conselho Pedagógico;
j. Propor ao Conselho Pedagógico o desenvolvimento de componentes curriculares locais e
a adoção de medidas destinadas a melhorar as aprendizagens dos alunos;
k. Cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação dos instrumentos de autonomia do
Agrupamento;
l. Promover a realização de atividades de investigação, reflexão e de estudo, visando a
melhoria da qualidade das práticas educativas;
m. Colaborar com as estruturas de formação contínua na identificação de necessidades e
nos processos de resolução, no âmbito da formação dos professores do departamento;
n. Promover a participação dos professores do departamento nas diversas iniciativas do
Agrupamento;
o. Promover medidas de planificação e avaliação das atividades do Departamento;
p. Elaborar um dossier com toda a informação disponível, de interesse para o
Departamento;
q. Apresentar ao Diretor, até dez dias úteis após o encerramento do ano letivo, o relatório
crítico do trabalho desenvolvido durante esse ano letivo;
r. Elaborar o regimento interno do seu departamento.

2. Subcoordenadores dos Departamentos Curriculares e Coordenadores de ano de


escolaridade.
2.1. Competências
a. Convocar e presidir às reuniões da disciplina /ano;
b. Promover a troca de experiências entre os professores da disciplina /ano;
c. Assegurar as tarefas inerentes à planificação das atividades letivas;

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d. Propor a adoção dos manuais escolares;


e. Organizar a documentação da disciplina /ano colaborando na organização do dossier
do Departamento;
f. Realizar o balanço e avaliação das atividades concretizadas pela disciplina /ano no
âmbito do PAA;
g. Apresentar, ao Coordenador de Departamento, sempre que tal se justifique, o relatório
de subcoordenação, das atividades desenvolvidas pelo grupo disciplinar /ano de
escolaridade e restantes relatórios solicitados pelo coordenador;
h. Apresentar ao Diretor, no prazo de dez dias úteis após o encerramento do ano letivo, o
relatório crítico do trabalho desenvolvido durante esse ano letivo.

3. Coordenador de Diretores de Turma


3.1 Competências
a. Presidir ao Conselho de Diretores de Turma;
b. Elaborar o guião dos Diretores de Turma com toda a documentação necessária ao
desempenho do cargo;
c. Prestar apoio contínuo a cada um dos Diretores de Turma;
d. Submeter ao Diretor as propostas do Conselho que coordena;
e. Elaborar um relatório apreciativo dos resultados escolares relativos a cada um dos
períodos;
f. Apresentar ao Diretor o relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido.

4. Assessor do Coordenador de Diretores de Turma


4.1 Competências
a. Assessorar o Coordenador em todas as tarefas previstas no desempenho da
Coordenação;
b. Fazer convocatórias de reuniões;
c. Elaborar as atas das reuniões;
d. Substituir o Coordenador nos seus impedimentos.

5. Diretores de Turma
5.1 Competências
a. Presidir ao Conselho de Turma com exceção dos de caráter disciplinar;
b. Periodicamente recolher e fornecer informações junto dos professores da turma;
c. Promover e coordenar as atividades interdisciplinares;

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d. Desenvolver ações que promovam e facilitem a correta integração dos alunos na vida
escolar;
e. Desenvolver o espírito de solidariedade, autonomia e responsabilidade entre os alunos
da turma;
f. Detetar, acompanhar e encaminhar os casos problemáticos para os serviços
competentes;
g. Registar informaticamente as faltas e controlar a assiduidade dos alunos;
h. Promover a eleição do delegado e subdelegado de turma, garantindo a democraticidade
do ato;
i. Atender os pais/encarregados de educação na hora e dia marcados para o efeito;
j. Comunicar ao Diretor os casos passíveis de procedimento disciplinar;
k. Garantir uma informação atualizada junto dos pais e encarregados de educação acerca
da integração dos alunos na comunidade escolar, do aproveitamento escolar, das faltas a
aulas e das atividades escolares;
l. Criar estratégias motivadoras que visem uma crescente participação dos encarregados
de educação na vida escolar dos seus educandos;
m. Contactar os Encarregados de Educação sempre que se verifiquem problemas de
assiduidade, aproveitamento ou comportamento;
n. Dar conhecimento aos Encarregados de Educação dos Planos de Acompanhamento
Pedagógicos elaborados para o seu educando, nos prazos definidos na lei;
o. Promover a eleição no início do ano letivo de um elemento efetivo e um suplente de entre
todos os Pais/Encarregados de Educação dos alunos para tomar parte nas reuniões de
Conselho de Turma de caráter disciplinar e na primeira reunião intercalar do ano letivo;
p. Promover a comunicação e formas de trabalho cooperativo entre professores e alunos;
q. Coordenar, em colaboração com os docentes da turma, a adequação das atividades,
conteúdos, estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à
especificidade de cada aluno;
r. Promover em Conselho de Turma a identificação de necessidades de formação com vista
à elaboração de um Plano de Formação de Escola;
s. Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu caráter globalizante e
integrador;
t. Apresentar ao Diretor um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido, até ao final do
ano letivo.

6. Professores Titulares de Turma

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6.1 Competências
a. Analisar a situação da turma e identificar caraterísticas específicas dos alunos a ter em
conta no processo de ensino e aprendizagem;
b. Planificar o desenvolvimento das atividades a realizar com os alunos em contexto de sala
de aula;
c. Proceder à despistagem de crianças em risco educacional e/ ou com NEE promovendo a
sua referenciação ao Diretor;
d. Assegurar a adequação do currículo, estratégias e métodos de trabalho, às caraterísticas
específicas dos alunos, estabelecendo prioridades, níveis de aprofundamento e
sequências adequadas;
e. Adotar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos
alunos;
f.Garantir o caráter globalizante e integrador da avaliação dos alunos;
g. Conceber e delinear atividades em complemento do currículo proposto;
h. Preparar informação adequada, a disponibilizar aos pais /encarregados de educação,
relativa ao processo de aprendizagem e avaliação dos alunos;
i. Dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar da respetiva
turma;
j. Analisar os problemas de integração dos alunos e o relacionamento entre estes e os
professores;
k. Colaborar nas ações que favoreçam a inter-relação da escola com a comunidade;
l. Aprovar as propostas de avaliação do rendimento escolar apresentadas por cada professor
da turma nas reuniões de avaliação, a realizar no final de cada período letivo e de acordo
com os critérios estabelecidos pelo Conselho Pedagógico

7. Educadores de Infância Titulares de Grupo


7.1 Competências
a. Analisar a situação do grupo e identificar especificidades das crianças a ter em conta no
processo de desenvolvimento da criança;
b. Estimular o desenvolvimento global da criança, respeitando as suas caraterísticas
individuais;
c. Proceder à despistagem de crianças em risco educacional e/ ou com NEE promovendo a
sua referenciação ao Diretor;

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d. Adotar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam a integração de todas as


crianças e o sucesso da aprendizagem;
e. Planear o processo educativo, tendo em conta as particularidades do grupo e de cada
criança, bem como o seu contexto familiar e social;
f. Organizar os processos das crianças;
g. Incentivar a participação da família no processo educativo e estabelecer relações de
colaboração com a comunidade;
h. Proceder à avaliação do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo;
i. Colaborar com o coordenador do Departamento e articular a sua atividade com os
restantes educadores de infância;
j. Assegurar a supervisão pedagógica das atividades de animação e apoio à família, em
articulação com a assistente técnica, com conhecimento da coordenadora de
departamento.

8. Coordenadores de Estabelecimento
8.1 Competências
a. Coordenar as atividades educativas do estabelecimento, em articulação com o Diretor;
b. Cumprir e fazer cumprir as decisões do Diretor e exercer as competências que por este
lhe forem delegadas;
c. Promover e incentivar a participação dos Pais e Encarregados de Educação, dos
interesses locais e da autarquia nas atividades educativas;
d. Responsabilizar-se pela guarda das atas e de todos os documentos oficiais;
e. Assegurar a organização do inventário do material existente na escola;
f.Zelar pelo bom estado de conservação e limpeza das instalações e comunicar ao Diretor
todo e qualquer dano detetado;
g. Supervisionar os horários e desempenhos dos assistentes operacionais, assistentes
técnicas e tarefeiras em funções nos estabelecimentos que coordenam;
h. Presidir às reuniões gerais de pais e encarregados de educação e a todas as reuniões do
conselho de estabelecimento;
i. Divulgar junto dos pais e encarregados de educação as regras de funcionamento –
regulamento interno do Agrupamento;
j. Assegurar a divulgação do Regulamento Interno, do Projeto Educativo e do PAA, junto dos
encarregados de educação e comunidade educativa;
k. Organizar, através da elaboração de um horário, prevendo os diversos utentes, a
utilização dos espaços comuns do estabelecimento (bibliotecas, polivalentes, outros…);

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l. Em colaboração com os docentes, organizar, cumprir e fazer cumprir as orientações


decididas em Conselho Pedagógico, no respeitante à organização da documentação de
avaliação de alunos e de atividades do estabelecimento, no final de cada período letivo;
m. Assegurar-se de que todo o pessoal docente e não docente do estabelecimento de
ensino teve acesso às informações relevantes transmitidas pela Direção e outros órgãos
(convocatórias, etc.…);
n. Propor e incentivar atividades do plano anual que promovam a articulação entre os
diferentes níveis de ensino existentes no estabelecimento (educação pré-escolar e
primeiro ciclo) e também com outros níveis de ensino do Agrupamento;
o. Promover e organizar uma bolsa de recursos materiais no estabelecimento;
p. Exercer autoridade disciplinar sobre os alunos, nos casos mais gravosos e nos moldes
definidos na lei;
q. Promover e incentivar níveis de melhoria junto do pessoal não docente;
r. Atender os encarregados de educação sempre que o assunto ultrapasse as
competências do professor titular de turma e/ou educador de infância;
s. Apresentar ao Diretor um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido.

9. Coordenador de Formação e Projetos


9.1 Competências
a. Convocar, coordenar e presidir ao Conselho de Coordenadores dos Clubes, Plano Anual
de atividades e Formação de pessoal docente;
b. Planificar, em colaboração com o seu Conselho, as atividades a desenvolver anualmente,
de acordo com o Projeto Educativo;
c. Elaborar o plano de formação para os docentes do agrupamento com base no
levantamento de necessidades;
d. Acompanhar e monitorizar a execução dos diferentes projetos;
e. Apresentar ao Diretor, no final do ano, um relatório crítico do trabalho desenvolvido, no
prazo de 10 dias úteis.

10. Coordenador da Equipa do Observatório para a Autoavaliação


10.1 Competências
a. Presidir às reuniões;
b. Promover a troca de experiências entre os professores e outros elementos;
c. Assegurar as tarefas inerentes à planificação das atividades de autoavaliação;

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d. Organizar a documentação colaborando na composição do dossier da equipa do


Observatório para a autoavaliação;
e. Produzir o balanço e avaliação das atividades concretizadas no âmbito do Observatório
de autoavaliação;
f. Apresentar ao Diretor, até dez dias úteis após o encerramento do ano letivo, o relatório
crítico do trabalho desenvolvido durante esse ano.

11. Representante dos Pais e Encarregados de Educação


11.1 Competências:
a. Representar os pais nos diferentes órgãos;
b. Fazer a articulação com os Encarregados de Educação;
c. Apresentar propostas nos diferentes órgãos em que têm assento;
d. Colaborar ativamente na vida do Agrupamento.

Artigo 23º B
Coordenadores Disciplinares
1. Devem ser constituídas equipas disciplinares para proceder à construção de planificações de
articulação vertical entre os diferentes níveis de ensino, definindo-se 4 áreas nucleares: línguas,
ciências sociais/ humanas, matemática/ ciências e expressões (a educação especial será
transversal a todas as planificações).

2. Devem ser definidas, anualmente, as áreas sujeitas a planificação vertical (ao jeito do Projeto
de Saúde, Cidadania...), considerando a meta prevista no projeto educativo. Em função da
opção tomada, as equipas podem ser desdobradas/ reformuladas, podendo funcionar com um
número variável de elementos, ou seja, poderão existir tantas equipas quanto as áreas
sujeitas a planificação vertical.

3. Constituição da equipa:
3.1 Cada equipa é constituída por um mínimo de 4 docentes representantes, respetivamente, da
Educação Pré-escolar, do 1º, 2º e 3º ciclo; podem ser chamados a colaborar outros
docentes ou técnicos (ex. educação especial, técnico das AEC…);
3.2 O Coordenador de cada equipa disciplinar, designado de Coordenador Disciplinar, é
preferencialmente um professor do 3º ciclo;
3.3 No caso da educação Pré-escolar será um elemento eleito pelos educadores;

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«REGULAMENTO INTERNO»

3.4 No caso do1º ciclo farão parte da equipa o coordenador, sendo os restantes elementos por
este designado, em função das equipas constituídas; o mesmo princípio será aplicado às
restantes estruturas;
3.5 As equipas deverão reunir no início de cada ano letivo, para planificação e articulação em
termos de PAA, fazendo-se um balanço intermédio (final do 2º período) e a sua avaliação no
final do ano. Ocorrendo a sua criação/ implementação em momento distinto, esta previsão
de cronograma de trabalhos poderá ser reajustada.

Artigo 24.º
Atribuição de cargos
1. Os cargos são atribuídos em primeiro lugar aos professores com especialização para o
cargo e/ou experiência no mesmo;
2. Sempre que possível, deve evitar-se, a acumulação de cargos, num mesmo docente, que
impliquem a atribuição de reduções, salvo as situações em que a acumulação é resultado da
inerência de funções;
3. A designação dos docentes para os diferentes cargos, e sempre que a lei não disponha em
sentido contrário, é da competência do Diretor, o qual poderá se o entender, proceder de forma
distinta.

Artigo 25.º
Funcionamento das Estruturas de Coordenação e Supervisão
1. Os Departamentos Curriculares da Educação Pré-Escolar, 1.º ciclo, 2.º e 3.º ciclos e Educação
Especial reúnem, ordinariamente, uma vez por mês, depois da reunião do Conselho Pedagógico.
2. Os Subdepartamentos reúnem, ordinariamente, uma vez por período.
3. Os conselhos de Diretores de Turma reúnem, ordinariamente, duas vezes por período.
4. As estruturas acima referenciadas reúnem, extraordinariamente:
4.1 A pedido do Diretor;
4.2 Por convocatória do Coordenador ou Diretor de Turma;
4.3 A pedido de um terço dos elementos que constituem a Estrutura.

Artigo 26.º
Mandatos
1. O mandato dos coordenadores tem a duração de quatro anos e cessa com o mandato do
Diretor.

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«REGULAMENTO INTERNO»

2. O mandato do coordenador dos diretores de turma, sempre que possível, terá a duração de dois
anos letivos, sendo exercido alternadamente entre os diferentes ciclos, nos termos indicados no
nº 2 do artigo 16.º do presente Regulamento Interno.

3. O mandato dos coordenadores pode cessar:


a. A todo o tempo, por decisão fundamentada do Diretor;
b. No final do ano letivo a requerimento do interessado dirigido ao Diretor, com a antecedência
mínima de quarenta e cinco dias, fundamentado em motivos devidamente justificados.

Artigo 27.º
Assembleia de Delegados de Turma
1. Constituição
É constituída por todos os Delegados de Turma eleitos por um ano letivo, podendo ainda
participar os Subdelegados nas reuniões.

2. Competências
2.1 Eleger a mesa da assembleia, constituída por um Presidente e um Secretário.
2.2 Promover iniciativas destinadas à resolução dos problemas dos alunos, em articulação com
o Diretor.
Artigo 28.º
Assembleia de alunos
1. A Assembleia de alunos pode revestir uma das seguintes formas:
1.1 Assembleia de Turma;
1.2 Assembleia de Ano;
1.3 Assembleia de Curso;
1.4 Assembleia de Ciclo.

2. As assembleias podem ser convocadas:


2.1 Pelo Diretor;
2.2 Pelo Diretor de Turma (Assembleia de Turma) Coordenador de curso/ciclo/ano (Assembleia
de curso/ciclo/ano);
2.3 Pelos delegados de turma, a pedido de, pelo menos, cinquenta por cento dos alunos da
turma (Assembleia de Turma) ano (Assembleia de ano) ciclo (Assembleia de Ciclo) ou curso
(Assembleia de Curso) para tratar de assuntos que lhes digam respeito, mediante
conhecimento expresso ao Diretor e respetiva autorização.

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«REGULAMENTO INTERNO»

3. As assembleias serão sempre realizadas sem prejuízo do normal funcionamento das atividades
letivas.
4. O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da
turma para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma, sem prejuízo
do cumprimento das atividades letivas.
5. Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o diretor de turma ou o professor titular de
turma pode solicitar a participação dos representantes dos pais e encarregados de educação
dos alunos da turma na reunião referida no número anterior.

CAPÍTULO V - ORGANIZAÇÃO DO CURRÍCULO


A legislação em vigor sobre a Organização e Gestão Curricular permite às escolas maior
liberdade para ensaiarem novos caminhos na organização de tempos e de espaços escolares,
permitindo respostas educativas mais adequadas às especificidades dos seus alunos.

Artigo 29.º
Gestão
1. Compete ao Agrupamento de escolas:
1 Coordenar e gerir a implementação dos planos curriculares e programas definidos a nível
nacional;
2 Participar, em conjunto com outras escolas/agrupamento, na determinação de componentes
curriculares regionais e locais que traduzem a inserção da escola no meio e elaborar um
plano integrado de distribuição de tais componentes pelas diferentes escolas, de acordo com
as caraterísticas próprias de cada uma;
3 Organizar atividades de complemento curricular e de ocupação de tempos livres;
4 Planificar e gerir formas de complemento pedagógico e de compensação educativa;
5 Estabelecer protocolos com entidades exteriores à escola para a concretização de
componentes curriculares específicas, designadamente as de caráter vocacional ou
profissionalizante;
6 Conceber e implementar experiências e inovações pedagógicas próprias;
7 Apresentar projetos de gestão flexível do currículo;
8 Gerir as cargas horárias das diversas disciplinas em agrupamentos flexíveis de tempos
letivos, de forma a libertar tempos e espaços propiciadores do desenvolvimento de atividades
diversificadas, nomeadamente através da oferta no 1º ciclo de atividades de enriquecimento
do currículo de caráter facultativo e de natureza eminentemente lúdica, formativa e cultural
(ver Artigo 14º do Decreto – Lei nº 139/ 2012 de 5 de julho);

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«REGULAMENTO INTERNO»

9 Nos 2.º e 3.º ciclos será oferecida como oferta complementar a área curricular “Oficina de
Desenvolvimento Pessoal”. No 2º ciclo, a oferta pelo estabelecimento de ensino, de Apoio ao
Estudo é obrigatória (ver Artigo 12.º do Decreto – Lei nº 129/2012 de 5 de julho).

Artigo 30.º
Avaliação
(Consta do Anexo II)

CAPÍTULO VI - DIREITOS E DEVERES DOS MEMBROS DA COMUNIDADE EDUCATIVA


Artigo 31.º
Pessoal Docente
1. Autoridade do professor
a. A lei protege a autoridade dos professores nos domínios pedagógico, científico,
organizacional, disciplinar e de formação cívica;
b. A autoridade do professor exerce-se dentro e fora da sala de aula, no âmbito das instalações
escolares ou fora delas, no exercício das suas funções;
c. Nos termos da lei, as agressões praticadas sobre os professores, no exercício das suas
funções ou por causa delas, determinam o agravamento das penas aplicadas.

2. Direitos do Pessoal Docente


São garantidos ao pessoal Docente os direitos estabelecidos para os funcionários e agentes
do estado em geral, bem como os direitos profissionais decorrentes do seu estatuto.
Todo o docente tem direito a:
a. Ser respeitado por todos os elementos da comunidade.
b. Ser avaliado, com justiça e equidade, de acordo com a legislação em vigor e as normas do
Regulamento Interno.
c. Ter a colaboração das famílias e da comunidade educativa no processo de educação dos
alunos;
d. Exigir que todos os atos que afetem a sua dignidade pessoal ou profissional sejam objeto de
apreciação por parte do Conselho Geral, do Diretor ou do Conselho Pedagógico e que sejam
tomadas medidas pedagógicas.
e. Intervir e participar nas estruturas de Coordenação e Supervisão das quais fizerem parte.
f. Ter acesso a ações de formação e a apoio técnico, material e documental, propícios a uma
atualização e aperfeiçoamento dos seus conhecimentos, capacidades e métodos de trabalho.
g. Dispor de salas de aula equipadas e em boas condições de limpeza e conservação.

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«REGULAMENTO INTERNO»

h. Dispor de salas com condições para preparação de aulas e atividades.


i. Usufruir das diversas instalações escolares, durante o período normal de funcionamento da
escola de acordo com as regras definidas.
j. Ter o apoio dos assistentes operacionais para o exercício das suas funções profissionais.
k. Ter um bufete devidamente apetrechado e uma sala devidamente arranjada (sala dos
professores).
l. Usufruir de todos os materiais do Agrupamento que visem a sua valorização pessoal, desde
que os solicite antecipadamente ao Diretor.
m. Ser devidamente integrado no ambiente escolar, apoiado pelas estruturas de coordenação e
Supervisão e atendido pelos diferentes serviços;
n. Ter conhecimento, com antecedência mínima de 48 horas, das convocatórias e respetiva
ordem de trabalhos das reuniões das diferentes Estruturas de Coordenação e Supervisão;
o. Ver respeitado o sigilo relativamente aos dados pessoais constantes do respetivo processo
individual;
p. Fazer sugestões que julgue necessárias para a melhoria da qualidade do ambiente escolar;
q. Usufruir do direito à segurança na atividade profissional;
r. Conhecer o Regulamento Interno, o Projeto Educativo e outros documentos orientadores;
s. Exercer livremente a atividade sindical, dentro do enquadramento legal existente;
t. Ter o apoio do coordenador de estabelecimento para o exercício das suas funções
profissionais.

3. Deveres do Pessoal Docente:


a. Lecionar as disciplinas, matérias e cursos para que se encontra habilitado de acordo com as
necessidades educativas dos alunos que lhe estejam confiados e no cumprimento do serviço
docente que lhe seja atribuído;
b. Planear, organizar e preparar as atividades educativas/letivas dirigidas à turma ou grupo de
alunos nas áreas disciplinares ou matérias que lhe sejam distribuídas;
c. Conceber, aplicar, corrigir e classificar os instrumentos de avaliação das aprendizagens e
participar no serviço de exames e reuniões de avaliação;
d. Elaborar recursos e materiais didático-pedagógicos e participar na respetiva avaliação;
e. Promover, organizar e participar em todas as atividades complementares, curriculares e
extracurriculares, incluídas no plano de atividades ou projeto educativo do Agrupamento,
dentro e fora do recinto escolar;
f. Tomar conhecimento das convocatórias e participar nas reuniões para as quais for
convocado;

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g. Participar em atividades de investigação, inovação e experimentação científica e pedagógica;


h. Organizar e participar, como formando ou formador, em ações de formação contínua e
especializada;
i. Não utilizar o telemóvel durante todas e quaisquer atividades escolares e mantê-lo desligado
durante as mesmas;
j. Ser o primeiro a entrar na sala e o último a sair providenciando para que, no fim da aula, tudo
fique em ordem, incluindo o quadro limpo, mesas e cadeiras arrumadas e a porta fechada;
k. Proceder ao registo da matéria de cada lição ou sessão de trabalho e ao registo das faltas
dadas pelos alunos, em locais próprios para o efeito, assinando-o sempre na respetiva
sessão;
l. Promover o desenvolvimento do rendimento escolar dos alunos e a qualidade das
aprendizagens, de acordo com os respetivos programas curriculares e atendendo à
diversidade dos seus conhecimentos e aptidões;
m. Promover a formação e realização integral dos alunos, estimulando o desenvolvimento das
suas capacidades, a sua autonomia e criatividade;
n. Assegurar o cumprimento integral das atividades educativas/ letivas correspondentes às
exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas ou
curriculares em vigor;
o. Adequar os instrumentos de avaliação às exigências do currículo nacional, dos programas e
das orientações programáticas ou curriculares e adotar critérios de rigor, isenção e
objetividade na sua correção e classificação;
p. Manter a disciplina e exercer a autoridade pedagógica com rigor, equidade e isenção;
q. Participar por escrito ao Diretor de Turma, qualquer infração cometida pelos alunos;
r. Cooperar na promoção do bem-estar dos alunos, protegendo-os de situações de violência
física ou psicológica, se necessário solicitando a intervenção de pessoas e entidades alheias
à instituição escolar;
s. Respeitar a natureza confidencial da informação relativa aos alunos e respetivas famílias;
t. Assegurar as atividades de apoio educativo e executar os planos de apoio aos alunos;
u. Acompanhar e orientar as aprendizagens dos alunos, em colaboração com os respetivos pais
e encarregados de educação;
v. Zelar pela segurança dos alunos, adotando a postura e os comportamentos recomendados no
Plano de Evacuação das Instalações Escolares em situações de emergência;
w. Participar ao Coordenador responsável ou ao Diretor qualquer problema ou anomalia relativa
ao equipamento, mobiliário e instalações escolares;
x. Cooperar com o coordenador de estabelecimento de ensino para o bom funcionamento deste.

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Artigo 32.º
1. Direitos e deveres de cidadania
No desenvolvimento dos princípios do Estado de direito democrático e de uma cultura de
cidadania capaz de fomentar os valores da dignidade da pessoa humana, da democracia, do
exercício responsável, da liberdade individual e da identidade nacional, o aluno tem o direito e o
dever de conhecer e respeitar ativamente os valores e os princípios fundamentais inscritos na
Constituição da República Portuguesa, a Bandeira e o Hino, enquanto símbolos nacionais, a
Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a
Convenção sobre os Direitos da Criança e a Carta dos Direitos Fundamentais da União
Europeia, enquanto matrizes de valores e princípios de afirmação da humanidade.

2. Direitos
2.1 Direitos Gerais
De acordo com a legislação vigente, o presente artigo deste regulamento remete para o
estatuto dos alunos do Ensino Básico e Secundário, aprovado pela lei nº 51/2012 de 5 de
setembro. Assim, constituem direitos gerais dos alunos;
a) Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa, não
podendo, em caso algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo,
orientação sexual, idade, identidade de género, condição económica, cultural ou social ou
convicções políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas.
b) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de acordo com o previsto na lei, em
condições de efetiva igualdade de oportunidades no acesso, de forma a propiciar a
realização de aprendizagens bem-sucedidas.
c) Escolher e usufruir, nos termos estabelecidos no quadro legal aplicável, por si ou, quando
menor, através dos seus pais ou encarregados de educação, o projeto educativo que lhe
proporcione as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral,
cultural e cívico e para a formação da sua personalidade.
d) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação, a assiduidade e o esforço no
trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido.
e) Ver reconhecido o empenhamento em ações meritórias, designadamente, o voluntariado
em favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na
escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido.

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«REGULAMENTO INTERNO»

f) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma


planificação equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as
que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade.
g) Beneficiar, no âmbito dos serviços de ação social escolar, de um sistema de apoios que
lhe permitam superar ou compensar as carências do tipo sociofamiliar, económico ou
cultural que dificultam o acesso à escola ou o processo de ensino.
h) Usufruir de prémios ou apoios e meios complementares que reconheçam e distingam o
mérito.
i) Beneficiar de outros apoios específicos, necessários às suas necessidades escolares ou
às suas aprendizagens, através dos serviços de psicologia e orientação ou de outros
serviços especializados de apoio educativo.
j) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e
moral, beneficiando, designadamente, da especial proteção consagrada na lei penal para
os membros da comunidade escolar.
k) Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita,
ocorrido ou manifestada no decorrer das atividades escolares.
l) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu
processo individual, de natureza pessoal ou familiar.
m) Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de
administração e gestão da escola, na criação e execução do respetivo projeto educativo,
bem como na elaboração do regulamento interno.
n) Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de
representação no âmbito da escola, bem como ser eleito, nos termos da lei e do
regulamento interno da escola.
o) Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos
professores, diretores de turma e órgãos de administração e gestão da escola em todos
os assuntos que justificadamente forem do seu interesse.
p) Organizar e participar em iniciativas que promovam a formação e ocupação de tempos
livres;
q) Ser informado sobre o regulamento interno da escola e, por meios a definir por esta e em
termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que
justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre o modo de organização
do plano de estudos ou curso, o programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou
área disciplinar, os processos e critérios de avaliação, bem como sobre matrícula, abono
de família e apoios socioeducativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e

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equipamentos e das instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre


todas as atividades e iniciativas relativas ao projeto educativo da escola.
r) Participar nas demais atividades da escola, nos termos da lei e do respetivo regulamento
interno.
s) Participar no processo de avaliação, através de mecanismos de auto e heteroavaliação.
t) Beneficiar de medidas, a definir pela escola, adequadas à recuperação da aprendizagem
nas situações de ausência devidamente justificada às atividades escolares.
2.2 A fruição dos direitos consagrados nas suas alíneas g), h) e r) do número anterior pode ser,
no todo ou em parte, temporariamente vedada em consequência de medida disciplinar
corretiva ou sancionatória aplicada ao aluno, nos termos previstos no presente Estatuto.

2.3 Representação dos alunos


a) Os alunos podem reunir-se em assembleia de alunos ou assembleia-geral de alunos e
são representados pela associação de estudantes, pelos seus representantes nos órgãos
de direção da escola, pelo delegado ou subdelegado de turma e pela assembleia de
delegados de turma, nos termos da lei e do regulamento interno da escola.
b) A associação de estudantes e os representantes dos alunos nos órgãos de direção da
escola têm o direito de solicitar ao diretor a realização de reuniões para apreciação de
matérias relacionadas com o funcionamento da escola.
c) O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões
da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas.
d) Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o diretor de turma ou o professor
titular de turma pode solicitar a participação dos representantes dos pais ou
encarregados de educação dos alunos da turma na reunião referida no número anterior.
e) Não podem ser eleitos ou continuar a representar os alunos nos órgãos ou estruturas da
escola aqueles a quem seja ou tenha sido aplicada, nos últimos dois anos escolares,
medida disciplinar sancionatória superior à de repreensão registada ou sejam, ou tenham
sido nos últimos dois anos escolares, excluídos da frequência de qualquer disciplina ou
retidos em qualquer ano de escolaridade por excesso grave de faltas, nos termos do
Estatuto.

2.4 Para além dos direitos consignados na lei, os alunos têm, ainda, o direito de:

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a) Frequentar a Educação Pré-Escolar as crianças de idade compreendida entre os três


anos feitos até 31 de dezembro do ano a que a matrícula respeita e a idade de ingresso
no 1.º ciclo;
b) Frequentar pela primeira vez as EB integradas no Agrupamento as crianças cuja
residência ou local de trabalho dos respetivos pais e encarregados de educação se
localizem na respetiva freguesia;
c) Serem matriculados nas EB Integradas no Agrupamento, mediante requerimento
apresentado pelos Pais ou Encarregados de Educação, cuja residência ou local de
trabalho seja na respetiva freguesia, desde que completem seis anos de idade até 31 de
dezembro, inclusive, do ano a que a matrícula diz respeito, de acordo com as
prioridades definidas no despacho relativo às matrículas. Como critério de desempate
utilizar-se-á a data de entrega do pedido de matrícula;
d) Frequentar as atividades de enriquecimento curricular, devendo os Encarregados de
Educação fazer a sua opção no ato da matrícula no 1.º ano e no fim de cada ano letivo,
nos restantes anos;
e) Beneficiar da antecipação da matrícula, a título excecional, devendo para o efeito ser
entregue todo o processo ao Diretor. A aceitação de matrícula depende sempre da
existência de vaga;
f) Gozar de prioridade na matrícula os alunos com Necessidades Educativas Especiais;
g) Beneficiar do adiamento de matrícula devendo para o efeito ser entregue todo o
processo ao Diretor;
h) Frequentar preferencialmente a Escola Básica de Aver-o-Mar os alunos que se
encontrem abrangidos pelo cumprimento da escolaridade obrigatória e cuja residência
ou local de trabalho do Encarregado de Educação se localizem no respetivo território
educativo, de acordo com as prioridades definidas no despacho relativo às matrículas;
i) Encontrar um espaço escolar acolhedor, asseado e limpo;
j) Ser informado e ouvido em todos os assuntos que lhe digam respeito;
k) Ser orientado e acompanhado na sua vida escolar pelos docentes / educadores, bem
como por outros intervenientes no processo educativo;
l) Dispor de intervalos completos, estipulados pelo regime de horário adotado em cada
escola;
m) Poder sair da escola, a título excecional, durante os tempos letivos, por motivo de força
maior, se justificado e com a devida autorização escrita/presencial do encarregado de
educação;

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n) Participar no processo de avaliação nomeadamente através dos mecanismos de auto e


heteroavaliação;
o) Serem representados, para todos os efeitos, pelo Delegado e Subdelegado de turma, no
1.º, 2.º e 3.º ciclos.

2.5 Deveres do aluno.


De acordo com o Estatuto do Aluno e Ética Escolar, são deveres dos alunos:
a) Estudar, aplicando-se, de forma adequada à sua idade, necessidades educativas e ao
ano de escolaridade que frequenta, na sua educação e formação integral;
b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito
das atividades escolares;
c) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino;
d) Tratar com respeito e correção qualquer membro da comunidade educativa não podendo,
em caso algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo, orientação
sexual, idade, identidade de género, condição económica, cultural ou social, ou
convicções políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas;
e) Guardar lealdade para com todos os membros da comunidade educativa;
f) Respeitar a autoridade e as instruções dos professores e do pessoal não docente;
g) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de
todos os alunos;
h) Participar nas atividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, bem como
nas demais atividades organizativas que requeiram a participação dos alunos;
i)Respeitar a integridade física e psicológica de todos os membros da comunidade educativa
não praticando quaisquer atos, designadamente violentos, independentemente do local
ou dos meios utilizados, que atentem contra a integridade física, moral ou patrimonial dos
professores, pessoal não docente e alunos;
j)Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de acordo
com as circunstâncias de perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos;
k) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didático,
mobiliário e espaços verdes da escola, fazendo uso correto dos mesmos;
l)Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da comunidade educativa;
m) Permanecer na escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado
de educação ou da direção da escola;
n) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração;

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o) Conhecer e cumprir o estatuto do aluno, as normas de funcionamento dos serviços da


escola e o regulamento interno da mesma, subscrevendo declaração anual de aceitação
do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral, sendo que o
modelo 26/2014 também deverá ser preenchido sempre que um aluno seja transferido,
ao longo do ano, para este agrupamento;
p) Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em especial drogas, tabaco e bebidas
alcoólicas, nem promover qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas;
q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou
engenhos, passíveis de, objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das
atividades letivas ou poderem causar danos físicos ou psicológicos aos alunos ou a
qualquer outro membro da comunidade educativa;
r) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, telemóveis,
equipamentos, programas ou aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou
outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da escola em que
participe, exceto quando a utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja
diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja expressamente
autorizada pelo professor ou pelo responsável pela direção ou supervisão dos trabalhos
ou atividades em curso;
s) Não captar sons ou imagens, designadamente, de atividades letivas e não letivas, sem
autorização prévia dos professores, dos responsáveis pela direção da escola ou
supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como, quando for o caso, de
qualquer membro da comunidade escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que
involuntariamente, ficar registada;
t) Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via internet ou através de outros
meios de comunicação, sons ou imagens captadas nos momentos letivos e não letivos,
sem autorização do diretor da escola;
u) Respeitar os direitos de autor e de propriedade intelectual;
v) Apresentar-se com vestuário que se revele adequado, em função da idade, à dignidade
do espaço e à especificidade das atividades escolares, no respeito pelas regras
estabelecidas na escola;
w) Reparar os danos por si causados a qualquer membro da comunidade educativa ou em
equipamentos ou instalações da escola ou outras onde decorram quaisquer atividades
decorrentes da vida escolar e, não sendo possível ou suficiente a reparação, indemnizar
os lesados relativamente aos prejuízos causados.

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2.6 Para além dos deveres consignados na lei, os alunos têm, ainda, o dever específico
de:
a. Trazer sempre consigo o cartão de estudante (2.º e 3.º ciclos) e a caderneta do aluno (1.º
ciclo);
b. Responsabilizar-se por todos os danos por si causados no mobiliário, material ou
instalações de que sejam utentes;
c. Cumprir os regulamentos específicos das instalações ou setores que utilizar;
d. Trazer sempre para as atividades letivas, todo o material necessário às várias disciplinas;
e. Apresentar-se com aspeto limpo e cuidado e compostura adequada;
f. Informar os pais e encarregados de educação sobre a sua vida escolar;
g. Entregar com prontidão aos funcionários em serviço os objetos encontrados;
h. Ser responsável pela segurança dos seus bens materiais no interior da escola tais como
material escolar, telemóveis, joias, relógios e outros;
i. Comunicar a presença de estranhos no recinto escolar, ao funcionário em serviço no
local, quando tal se verifique.
j. Não abandonar o local junto da sala de aula até informação de que o professor se
encontra a faltar, devendo aguardar indicação do funcionário sobre o seu
encaminhamento;
k. Não permanecer nos espaços circundantes dos blocos, nos corredores ou nos acessos
das salas durante os tempos de aula;
l. Não permanecer/circular na área destinada ao aparcamento de veículos e velocípedes;
m. Entrar e sair das aulas ordeiramente, comportando-se de maneira a não perturbar o
ambiente escolar;
n. Não utilizar telemóvel e/ou outros dispositivos eletrónicos, sem a devida autorização do
professor, durante todas e quaisquer atividades escolares e mantê-los desligados durante
esse período;
o. Não circular com veículos motorizados, nem velocípedes dentro do recinto escolar,
exceto no espaço que medeia a entrada e o aparcamento, respeitando as instruções do
funcionário da portaria;
p. Não fumar no recinto escolar;
q. Não ter comportamentos desajustados ao espaço escolar, incluindo o uso de palavras e
/ou atitudes não apropriadas;
r. Eleger o Delegado e Subdelegado de turma, até 30 de setembro por um mandato de um
ano letivo, na presença do Diretor de Turma / Professor Titular de Turma;

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s. Fazer bom usos dos cacifos, retirando de lá, antes do início das aulas, o material
necessário para as mesmas.

2.7 Delegado / Subdelegado de Turma


Ao Delegado de Turma compete:
a. Promover uma ligação permanente entre a turma e o Diretor de Turma / Professor Titular
de Turma;
b. Representar a turma;
c. Participar nas reuniões de avaliação de caráter formativo, disciplinar ou outras para que
venha a ser convocado;
d. Ao Subdelegado de turma compete coadjuvar o Delegado no desempenho das suas
funções e substituí-lo, nas suas faltas e impedimentos.

3. Processo Individual do aluno


a. O processo individual do aluno acompanha-o ao longo de todo o seu percurso escolar,
sendo devolvido aos pais ou encarregado de educação ou ao aluno maior de idade, no
termo da escolaridade obrigatória.
b. São registadas no processo individual do aluno as informações relevantes do seu
percurso educativo, designadamente as relativas a comportamentos meritórios e medidas
disciplinares aplicadas e seus efeitos.
c. O processo individual do aluno constitui-se como registo exclusivo em termos
disciplinares.
d. Têm acesso ao processo individual do aluno, além do próprio ou do encarregado de
educação quando aquele for menor de 18 anos, o educador, o professor titular da turma
ou o diretor de turma, os titulares dos órgãos de gestão e administração da escola e os
funcionários afetos aos serviços de gestão de alunos e da ação social escolar.
e. Podem ainda ter acesso ao processo individual do aluno, mediante autorização do diretor
da escola e no âmbito do estrito cumprimento das respetivas funções, outros professores
da escola, os psicólogos e médicos escolares ou outros profissionais que trabalhem sob
a sua égide e os serviços do Ministério da Educação e Ciência com competências
reguladoras do sistema educativo neste caso após comunicação ao Diretor.
f. O processo pode ser consultado, no horário de atendimento, do educador, do professor
titular ou diretor de turma e em articulação com este.
g. As informações contidas no processo individual do aluno referentes a matéria disciplinar
e de natureza pessoal e familiar são estritamente confidenciais, encontrando-se

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vinculados ao dever de sigilo todos os membros da comunidade educativa que a elas


tenham acesso.
h. O processo encontra-se em armário fechado, devendo a requisição para acesso ao
mesmo ser feita no PBX, na EB 2/3, e ao professor/educador titular, nas diferentes
escolas Básicas e Jardins-de-infância.
i. Do processo individual do aluno devem constar todos os elementos que assinalam o seu
percurso e a sua evolução ao longo deste, designadamente:
a) Elementos fundamentais de identificação do aluno;
b) Fichas de registo de avaliação;
c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam;
d) Programas de acompanhamento pedagógico, quando existam;
e) Programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno
ser abrangido pelo Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, incluindo, quando aplicável, o
currículo específico individual definido no artigo 21.º daquele normativo;
f) Informações relativas a comportamentos meritórios e medidas disciplinares aplicadas e
seus efeitos;
g) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.

4. Outros instrumentos de registo


4.1 Constituem ainda instrumentos de registo de cada aluno:
a) O registo biográfico contém os elementos relativos à assiduidade e aproveitamento do
aluno, cabendo à escola a sua organização, conservação e gestão;
b) A caderneta escolar contém as informações da escola e do encarregado de educação,
bem como outros elementos relevantes para a comunicação entre a escola e os pais ou
encarregados de educação, sendo propriedade do aluno e devendo ser por este
conservada;
c) As fichas de registo da avaliação contêm, de forma sumária, os elementos relativos ao
desenvolvimento dos conhecimentos, capacidades e atitudes do aluno e são entregues
no final de cada momento de avaliação, designadamente, no final de cada período
escolar, aos pais ou ao encarregado de educação pelo professor titular da turma, no 1.º
ciclo, ou pelo diretor de turma, nos restantes casos.
4.2 A pedido/requerimento do interessado, as fichas de registo de avaliação serão ainda
entregues ao progenitor que não resida com o aluno menor de idade;

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4.3 Os modelos do processo individual, registo biográfico, caderneta do aluno, nos seus
diferentes formatos e suportes, são definidos por despacho do membro do Governo
responsável pela área da educação.

5. Dever da Assiduidade
5.1 Frequência e assiduidade
a) Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, os alunos são
responsáveis pelo cumprimento dos deveres de assiduidade e pontualidade;
b) Os pais ou encarregados de educação dos alunos menores de idade são responsáveis,
conjuntamente com estes, pelo cumprimento dos deveres referidos na alínea anterior;
c) O dever de assiduidade e pontualidade implica para o aluno a presença e a pontualidade
na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar munido do
material didático ou equipamento necessários, de acordo com as orientações dos
professores, bem como uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada,
em função da sua idade, ao processo de ensino;
d) O controlo da assiduidade dos alunos é obrigatório, nos termos em que é definida na
alínea anterior, em todas atividades escolares letivas e não letivas em que participem ou
devam participar;
e) Sem prejuízo do disposto no Estatuto do Aluno, as normas a adotar no controlo da
assiduidade, da justificação de faltas e da sua comunicação ao encarregado de educação
são as seguintes:
I. O pedido de justificação das faltas é apresentado por escrito (deve utilizar-se,
preferencialmente, a caderneta do aluno) pelos pais ou encarregado de educação ou,
quando o aluno for maior de idade, pelo próprio, ao Diretor de Turma/ Professor Titular
da Turma, com indicação do dia, hora e da atividade em que a falta ocorreu,
referenciando -se os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar;
II. O Diretor de Turma, ou o Professor Titular de Turma, deve solicitar, aos pais ou
encarregado de educação, ou ao aluno, quando maior, os comprovativos adicionais
que entenda necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, qualquer
entidade que para esse efeito for contatada, contribuir para o correto apuramento dos
factos;
III. A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível,
ou, nos restantes casos, até ao 3.º dia útil subsequente à verificação da mesma.

f) Falta de pontualidade:

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1. Ao aluno dos primeiros, segundo e terceiro ciclos é registada falta de pontualidade,


quando não respeitar a tolerância de dez minutos aos primeiros tempos do turno da
manhã e/ ou da tarde e após a entrada do professor na sala de aula.
2. No segundo e no terceiro ciclos do ensino básico, deve observar-se:
2.1. Na primeira ocorrência, o aluno é advertido pelo professor e este regista a
respetiva falta de pontualidade (P), no inovar, permanecendo o aluno na sala/ espaço
de aula;
2.2. Em caso de reincidência, o professor regista novamente a falta de pontualidade
(P) ao aluno no inovar e avisa o respetivo encarregado de educação via caderneta;
2.3. À terceira ocorrência, o professor da disciplina marca falta de presença ao aluno,
avisa o diretor de turma da natureza da falta e o respetivo encarregado de educação
que esta não é justificável;
2.4. Após este registo de falta injustificada, o processo de falta de pontualidade é
reiniciado.
g) Faltas a atividades de avaliação
1. O encarregado de educação deve comunicar ao diretor de turma no próprio dia ou,
se possível, antecipadamente, a ausência do aluno a qualquer atividade de avaliação;
2. A ausência a atividades de avaliação obriga a um comprovativo médico para a
justificação das faltas;
3. O diretor de turma informa, pela forma mais expedita, o professor da disciplina da
falta justificada dada pelo aluno que aplicará uma nova atividade de avaliação com ou
sem marcação prévia;
4. Em caso de não apresentação de justificação o aluno perde o direito à realização
da atividade de avaliação, sendo-lhe atribuída a respetiva classificação de zero valores.

5.2 Faltas e sua natureza


A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra atividade de frequência obrigatória, ou
facultativa caso tenha havido lugar a inscrição, a falta de pontualidade ou a comparência
sem o material didático ou equipamento necessários, nos termos estabelecidos no Estatuto
do aluno.
a) Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de
ausência do aluno.

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b) As faltas são registadas pelo professor titular de turma, pelo professor responsável pela
aula ou atividade ou pelo diretor de turma em suportes administrativos adequados.
c) As faltas resultantes da aplicação da ordem de saída da sala de aula, ou de medidas
disciplinares sancionatórias, consideram-se faltas injustificadas.
d) Após cinco faltas injustificadas às Atividades de Enriquecimento Curricular, o professor
Titular de Turma convoca o Encarregado de Educação para uma reunião, para análise da
situação, tendo em vista a sua resolução.
e) Quando o aluno não se fizer acompanhar do material necessário, far-se-á registo do
material em falta em folha própria.
f) Quando o aluno atingir 5 ocorrências de falta de material ou 3 consecutivas (à mesma
disciplina ou numa mesma semana), o Diretor de Turma / Professor Titular deverá dar
conhecimento de tal ao Encarregado de Educação, alertando-o para os inconvenientes
de tal atitude e pedindo a intervenção deste para que a situação não se repita.
g) Caso haja reincidência do aluno, na comparência às atividades escolares, sem se fazer
acompanhar do material necessário, após a comunicação referida no número anterior, o
Diretor de Turma deverá convocar o encarregado de educação para uma reunião, para
análise da situação, tendo em vista a sua resolução.
h) Cumpridas as orientações anteriores, e mantendo-se a reincidência em ausências de
material (entende-se por reincidência “três situações”), a falta de material dará lugar a
falta de presença.
i) Os passos dados em relação a alunos que não se fazem acompanhar do material
necessário devem sempre ser descritos em Conselho de Turma.
5.3 Dispensa da atividade física
a) O aluno pode ser dispensado temporariamente das atividades de educação física ou
desporto escolar por razões de saúde, devidamente comprovadas por atestado médico,
que deve explicitar claramente as contraindicações da atividade física.
b) Sem prejuízo do disposto no número anterior, o aluno deve estar sempre presente no
espaço onde decorre a aula de educação física.
c) Sempre que, por razões devidamente fundamentadas, o aluno se encontre
impossibilitado de estar presente no espaço onde decorre a aula de educação física deve
ser encaminhado para um espaço em que seja pedagogicamente acompanhado.
5.4 Justificação de Faltas
5.4.1 São consideradas justificadas as faltas dadas pelos seguintes motivos:
a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por escrito pelo encarregado de
educação ou pelo aluno quando maior de idade quando determinar um período inferior

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ou igual a três dias úteis, ou por médico se determinar impedimento superior a três dias
úteis, podendo, quando se trate de doença de carácter crónico ou recorrente, uma única
declaração ser aceite para a totalidade do ano letivo ou até ao termo da condição que a
determinou;
b) Isolamento profilático, determinado por doença infetocontagiosa de pessoa que
coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária
competente;
c) Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por
falecimento de familiar, previsto no regime do contrato de trabalho dos trabalhadores
que exercem funções públicas;
d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior;
e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não
possa efetuar-se fora do período das atividades letivas;
f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que,
comprovadamente, tal assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa;
g) Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, nos termos
da legislação em vigor;
h) Ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa
efetuar-se fora do período das atividades letivas e corresponda a uma prática
comummente reconhecida como própria dessa religião;
i) Participação em atividades culturais, associativas e desportivas reconhecidas, nos
termos da lei, como de interesse público ou consideradas relevantes pelas respetivas
autoridades escolares;
j) Preparação e participação em atividades desportivas de alta competição, nos termos
da lei aplicáveis;
k) Cumprimento de obrigações legais que não possam efetuar-se fora do período das
atividades letivas;
l) Outro facto impeditivo da presença na escola ou em qualquer atividade escolar,
desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno e considerado atendível
pelo diretor do Agrupamento, pelo diretor de turma ou pelo professor titular;
m) As decorrentes de suspensão preventiva aplicada no âmbito de procedimento
disciplinar, no caso de ao aluno não vir a ser aplicada qualquer medida disciplinar
sancionatória, lhe ser aplicada medida não suspensiva da escola, ou na parte em que
ultrapassem a medida efetivamente aplicada;

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n) Participação em visitas de estudo previstas no plano de atividades da escola,


relativamente às disciplinas não envolvidas na referida visita;
o) Outros factos previstos no regulamento interno da escola.
5.4.2 A justificação das faltas exige um pedido escrito apresentado pelos pais ou
encarregados de educação ou, quando maior de idade, pelo próprio, ao professor titular
da turma ou ao diretor de turma, com indicação do dia e da atividade letiva em que a
falta ocorreu, referenciando os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar,
tratando-se de aluno do ensino básico.
5.4.3 Nas situações de ausência justificada às atividades escolares, o aluno tem o direito a
beneficiar de medidas, a definir pelos professores responsáveis e ou pela escola nos termos
estabelecidos no respetivo regulamento interno, adequadas à recuperação da
aprendizagem em falta (Consta do Anexo III).

5.5 Faltas injustificadas


5.5.1 As faltas são injustificadas quando:
a. Não tenha sido apresentada justificação, nos termos do artigo anterior;
b. A justificação tenha sido apresentada fora do prazo;
c. A justificação não tenha sido aceite;
d. A marcação da falta resulte da aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de
medida disciplinar sancionatória.
5.5.2 Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a não aceitação da justificação
apresentada deve ser fundamentada de forma sintética;
5.5.3 As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou encarregados de educação ou,
quando maior de idade, ao aluno, pelo diretor de turma ou pelo professor titular de turma, no
prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.

6. Excesso grave de faltas


6.1 Em cada ano letivo as faltas injustificadas não podem exceder:
a) 10 dias, seguidos ou interpolados, no 1.º ciclo do ensino básico;
b) O dobro do número de tempos letivos semanais por disciplina nos restantes ciclos ou
níveis de ensino, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
6.2 Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos
profissionais, ou noutras ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da
respetiva carga horária, o aluno encontra-se na situação de excesso de faltas quando
ultrapassa os limites de faltas justificadas e ou injustificadas daí decorrentes, relativamente a

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cada disciplina, módulo, unidade ou área de formação, nos termos previstos na


regulamentação própria.
6.3 Quando for atingido metade dos limites de faltas previstos nos números anteriores, os pais
ou o encarregado de educação ou o aluno maior de idade são convocados à escola, pelo
meio mais expedito, pelo diretor de turma ou pelo professor que desempenhe funções
equiparadas ou pelo professor titular de turma.
6.4 A notificação referida no número anterior tem como objetivo alertar para as consequências
da violação do limite de faltas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o
cumprimento efetivo do dever de assiduidade.
6.5 Caso se revele impraticável o referido nos números anteriores, por motivos não imputáveis à
escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respetiva comissão de
proteção de crianças e jovens em risco deve ser informada do excesso de faltas do aluno
menor de idade, assim como dos procedimentos e diligências até então adotados pela
escola e pelos encarregados de educação, procurando em conjunto soluções para
ultrapassar a sua falta de assiduidade.

7. Efeitos da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas


a) A ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas constitui uma violação dos deveres de
frequência e assiduidade e obriga o aluno faltoso ao cumprimento de medidas de
recuperação e/ou corretivas específicas, de acordo com o estabelecido nos artigos
seguintes, podendo ainda conduzir à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias,
nos termos do presente Estatuto.
b) A ultrapassagem dos limites de faltas previstos nas ofertas formativas a que se refere o
n.º 2 do artigo anterior constitui uma violação dos deveres de frequência e assiduidade e
tem para o aluno as consequências estabelecidas na regulamentação específica da oferta
formativa em causa e no presente regulamento interno, sem prejuízo de outras medidas
expressamente previstas no presente Estatuto para as referidas modalidades formativas.
c) O previsto nos números anteriores não exclui a responsabilização dos pais ou
encarregados de educação do aluno.
d) Todas as situações, atividades, medidas ou suas consequências previstas no presente
artigo são obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos pais ou ao
encarregado de educação ou ao aluno, quando maior de idade, ao diretor de turma e ao
professor tutor do aluno, sempre que designado, e registadas no processo individual do
aluno.

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e) A ultrapassagem do limite de faltas (o dobro do número de tempos letivos semanais) às


atividades de apoio ou complementares de inscrição ou de frequência facultativa implica a
imediata exclusão do aluno das atividades em causa.

8. Medidas de recuperação e de integração


a) Para os alunos menores de 16 anos, independentemente da modalidade de ensino
frequentada, a violação dos limites de faltas pode obrigar ao cumprimento de atividades, a
definir pela escola, que permitam recuperar atrasos na aprendizagem e ou a integração
escolar e comunitária do aluno e pelas quais os alunos e os seus encarregados de educação
são corresponsáveis.
b) O disposto no número anterior é aplicado em função da idade, da regulamentação específica
do percurso formativo e da situação concreta do aluno.
c) As atividades de recuperação da aprendizagem, quando a elas houver lugar, são decididas
pelo professor titular da turma ou pelos professores das disciplinas em que foi ultrapassado o
limite de faltas, de acordo com as regras aprovadas pelo conselho pedagógico e previstas no
regulamento interno da escola (Anexo lll), as quais privilegiarão a simplicidade e a eficácia.
d) As medidas corretivas a que se refere o presente artigo são definidas nos termos dos pontos
5 e 6 do artigo 33.º com as especificidades previstas nos números seguintes.
e) As atividades de recuperação de atrasos na aprendizagem, que podem revestir forma oral,
bem como as medidas corretivas previstas no presente artigo ocorrem após a verificação do
excesso de faltas e apenas podem ser aplicadas uma única vez no decurso de cada ano
letivo.
f) O disposto no número anterior é aplicado independentemente do ano de escolaridade ou do
número de disciplinas em que se verifique a ultrapassagem do limite de faltas, cabendo à
escola definir no seu regulamento interno o momento em que as atividades de recuperação
são realizadas, bem como as matérias a trabalhar nas mesmas, as quais se confinarão às
tratadas nas aulas cuja ausência originou a situação de excesso de faltas.
(Consta do Anexo III)
g) Sempre que cesse o incumprimento do dever de assiduidade por parte do aluno, são
desconsideradas as faltas em excesso.
h) Cessa o dever de cumprimento das atividades e medidas a que se refere o presente artigo,
com as consequências daí decorrentes para o aluno, de acordo com a sua concreta situação,
sempre que para o cômputo do número e limites de faltas nele previstos tenham sido

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determinantes as faltas registadas na sequência da aplicação de medida corretiva de ordem


de saída da sala de aula ou disciplinar sancionatória de suspensão.
i) Ao cumprimento das atividades de recuperação por parte do aluno é aplicável, com as
necessárias adaptações e em tudo o que não contrarie o estabelecido nos números
anteriores, o previsto na alínea b) do ponto 6 do artigo 33.º competindo ao conselho
pedagógico definir, de forma genérica e simplificada e dando especial relevância e prioridade
à respetiva eficácia, as regras a que deve obedecer a sua realização e avaliação.
(Consta do Anexo llI)
j) Tratando-se de aluno de idade igual ou superior a 16 anos, a violação dos limites de faltas
previstos no ponto 6 pode dar também lugar à aplicação das medidas previstas no artigo 33.º
do regulamento interno que se revelem adequadas, tendo em vista os objetivos formativos,
preventivos e integradores a alcançar, em função da idade, do percurso formativo e sua
regulamentação específica e da situação concreta do aluno.
k) O disposto nas alíneas c) a i) é também aplicável aos alunos maiores de 16 anos, com as
necessárias adaptações, quando a matéria não se encontre prevista em sede de regulamento
interno.

9. Incumprimento ou ineficácia das medidas


a) O incumprimento das medidas previstas no número anterior e a sua ineficácia ou
impossibilidade de atuação determinam, tratando-se de aluno menor, a comunicação
obrigatória do facto à respetiva comissão de proteção de crianças e jovens ou, na falta desta,
ao Ministério Público junto do tribunal de família e menores territorialmente competente, de
forma a procurar encontrar, com a colaboração da escola e, sempre que possível, com a
autorização e corresponsabilização dos pais ou encarregados de educação, uma solução
adequada ao processo formativo do aluno e à sua inserção social e socioprofissional,
considerando, de imediato, a possibilidade de encaminhamento do aluno para diferente
percurso formativo.
b) A opção a que se refere o número anterior tem por base as medidas definidas na lei sobre o
cumprimento da escolaridade obrigatória, podendo, na iminência de abandono escolar, ser
aplicada a todo o tempo, sem necessidade de aguardar pelo final do ano escolar.
c) Tratando-se de aluno com idade superior a 12 anos que já frequentou, no ano letivo anterior,
o mesmo ano de escolaridade, poderá haver lugar, até final do ano letivo em causa e por
decisão do diretor da escola, à prorrogação da medida corretiva aplicada nos termos do artigo
anterior.

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d) Quando a medida a que se referem as alíneas a) e b) não for possível ou o aluno for
encaminhado para oferta formativa diferente da que frequenta e o encaminhamento ocorra
após 31 de janeiro, o não cumprimento das atividades e ou medidas previstas no artigo
anterior ou a sua ineficácia por causa não imputável à escola determinam ainda, logo que
determinado pelo professor titular ou pelo conselho de turma:
i. Para os alunos a frequentar o 1.º ciclo do ensino básico, a retenção no ano de escolaridade
respetivo, com a obrigação de frequência das atividades escolares até final do ano letivo, ou
até ao encaminhamento para o novo percurso formativo, se ocorrer antes;
ii. Para os restantes alunos, a retenção no ano de escolaridade em curso, no caso de
frequentarem o ensino básico, ou a exclusão na disciplina ou disciplinas em que se verifique o
excesso de faltas, tratando-se de alunos do ensino secundário, sem prejuízo da obrigação de
frequência da escola até final do ano letivo e até perfazerem os 18 anos de idade, ou até ao
encaminhamento para o novo percurso formativo, se ocorrer antes.
e) Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos
profissionais ou noutras ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da
respetiva carga horária, o incumprimento ou a ineficácia das medidas de recuperação e
integração implica, independentemente da idade do aluno, a exclusão dos módulos ou
unidades de formação das disciplinas ou componentes de formação em curso no momento
em que se verifica o excesso de faltas, com as consequências previstas na regulamentação
específica.
(Consta do Anexo lV).
f) As atividades a desenvolver pelo aluno decorrentes do dever de frequência estabelecido na
alínea d) ii. no horário da turma ou das disciplinas de que foi retido ou excluído são definidas
no Regulamento Interno da escola (ver alínea i), podendo aplicar-se, após audição do
Conselho de Turma/ professor titular de turma, a seguinte ou outra situação, a indicar pelo
Diretor:
I. Cumprimento do mesmo horário da turma, no espaço da biblioteca ou outro de índole
ocupacional;
II. Realização de tarefas de limpeza de espaços escolares, sob supervisão de um adulto;
III. Realização de tarefas de vigilância em espaços, sob supervisão de um adulto;
IV. Realização de tarefas de acompanhamento / tutoria de outros alunos no espaço escolar;
V. Apoio nas tarefas de organização/arrumo de material (ex. pavilhão, etc.).
g) O incumprimento ou a ineficácia das medidas e atividades referidas no presente artigo
implica também restrições à realização de provas de equivalência à frequência ou de

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exames, sempre que tal se encontre previsto em regulamentação específica de qualquer


modalidade de ensino ou oferta formativa.
h) O incumprimento reiterado do dever de assiduidade e ou das atividades a que se refere o
número anterior pode dar ainda lugar à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias
previstas no Estatuto do Aluno, aqui se incluindo, como atividades de integração, a
participação na limpeza de espaços, tarefas de vigilância de materiais/equipamentos/áreas e
arrumo de áreas/ espaços escolares.
Artigo 33.º
Disciplina

1. Qualificação da infração
a) A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos no Regulamento Interno da escola, de
forma reiterada e ou em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das
atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração
passível da aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, de acordo com
os pontos seguintes.
b) A definição, bem como a competência e os procedimentos para a aplicação das medidas
disciplinares corretivas e sancionatórias estão previstos, respetivamente, nos pontos 5, 6 7 e
12.
c) A aplicação das medidas disciplinares sancionatórias previstas em iii, iv e v na alínea c do
ponto 7 depende da instauração de procedimento disciplinar, nos termos estabelecidos nos
pontos 7, 9 e 10.

2. Participação de ocorrência
a) O professor ou membro do pessoal não docente que presencie ou tenha conhecimento de
comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinar nos termos do artigo anterior
deve participá-los imediatamente ao diretor do agrupamento de escolas ou escola não
agrupada.
b) O aluno que presencie comportamentos referidos no número anterior deve comunicá-los
imediatamente ao professor titular de turma ou ao diretor de turma ou equivalente, o qual, no
caso de os considerar graves ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, ao diretor
do agrupamento de escolas ou escola não agrupada.

3 Finalidades das medidas disciplinares

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a) Todas as medidas disciplinares corretivas e sancionatórias prosseguem finalidades


pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o
cumprimento dos deveres do aluno, o respeito pela autoridade dos professores no exercício
da sua atividade profissional e dos demais funcionários, bem como a segurança de toda a
comunidade educativa.
b) As medidas corretivas e disciplinares sancionatórias visam ainda garantir o normal
prosseguimento das atividades da escola, a correção do comportamento perturbador e o
reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua
personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na
comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e da sua aprendizagem.
c) As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever
violado e a gravidade da infração praticada, prosseguem igualmente finalidades punitivas.
d) As medidas corretivas e as medidas disciplinares sancionatórias devem ser aplicadas em
coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua educação e
formação, no âmbito do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do projeto
educativo da escola, nos termos do artigo 33.º deste Regulamento.

4 Determinação da medida disciplinar


a) Na determinação da medida disciplinar corretiva ou sancionatória a aplicar deve ter-se em
consideração a gravidade do incumprimento do dever, as circunstâncias atenuantes e
agravantes apuradas em que esse incumprimento se verificou, o grau de culpa do aluno, a
sua maturidade e demais condições pessoais, familiares e sociais.
b) São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno o seu bom
comportamento anterior, o seu aproveitamento escolar e o seu reconhecimento com
arrependimento da natureza ilícita da sua conduta.
c) São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno a premeditação, o conluio, a
gravidade do dano provocado a terceiros e a acumulação de infrações disciplinares e a
reincidência nelas, em especial se no decurso do mesmo ano letivo.

5 Medidas disciplinares corretivas


a) As medidas corretivas prosseguem finalidades pedagógicas, dissuasoras e de integração,
assumindo uma natureza eminentemente preventiva;
b) São medidas corretivas:
i. A advertência;

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ii. A ordem de saída da sala de aula, e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar;
iii. A realização de tarefas e atividades de integração na escola ou na comunidade, podendo,
para esse efeito, ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal,
do aluno na escola ou no local onde decorram as tarefas ou atividades, nos termos
previstos no ponto 6;
iv. O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos
materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas;
v. A mudança de turma.
c) A advertência consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um
comportamento perturbador do funcionamento normal das atividades escolares ou das
relações entre os presentes no local onde elas decorrem, com vista a alertá-lo para que deve
evitar tal tipo de conduta e a responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como
aluno.
d) Na sala de aula, a advertência é da exclusiva competência do professor, cabendo fora dela, a
qualquer professor ou membro do pessoal não docente.
e) A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar é da
exclusiva competência do professor respetivo, e implica a marcação de falta injustificada ao
aluno e a permanência do aluno na escola.
f) O regulamento interno da escola definirá o tipo de tarefas a executar pelo aluno, sempre que
lhe seja aplicada a medida corretiva prevista no número anterior, observando-se o seguinte:
I. Encaminhamento do aluno para a biblioteca ou espaço GAMA ou SPO, a decidir pelo
docente, e em consonância com o horário de atendimento do espaço;
II. Compete ao professor decidir qual a tarefa que o aluno deve realizar, devendo tal registo
fazer-se na caderneta do aluno (usar caderno do aluno, em caso de falta de caderneta);
III. O professor deverá solicitar a presença do funcionário, sendo este responsável pelo
encaminhamento do aluno para o espaço indicado.
g) A aplicação no decurso do mesmo ano letivo e ao mesmo aluno da medida corretiva de
ordem de saída da sala de aula pela terceira vez, por parte do mesmo professor, ou pela
quinta vez, independentemente do professor que a aplicou, implica a análise da situação em
conselho de turma, tendo em vista a identificação das causas e a pertinência da proposta de
aplicação de outras medidas disciplinares corretivas ou sancionatórias, nos termos do
Estatuto do aluno.
h) A aplicação das medidas corretivas previstas nos pontos iii, iv e v da alínea b) é da
competência do diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada que, para o

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efeito, procede sempre à audição do diretor de turma ou do professor titular da turma a que o
aluno pertença, bem como do professor Tutor ou da equipa multidisciplinar, caso existam.
i) Compete à escola, no âmbito do respetivo regulamento interno, identificar as atividades, local
e período de tempo durante o qual as mesmas ocorrem e, bem assim, definir as
competências e procedimentos a observar, tendo em vista a aplicação e posterior execução
da medida corretiva prevista no ponto iii da b), a saber:
As tarefas a realizar pelo aluno poderão ser as seguintes:
- atividades de manutenção e limpeza de instalações, material didático, mobiliário e
espaços exteriores ou outras tidas como convenientes;
- auxiliar na separação dos resíduos sólidos e colocá-los nos Ecopontos respetivos;
- auxiliar na limpeza e/ou manutenção dos espaços comuns;
- proceder à reparação e recuperação dos espaços e/ ou materiais danificados (pelo
próprio aluno);
- prestar serviço comunitário, nomeadamente na ajuda à supervisão das refeições das
crianças/ alunos mais novos.
As tarefas devem ser executadas em horário não coincidente com as atividades letivas do
aluno e por prazo a definir, nunca superior a dez dias úteis, consoante a gravidade do
comportamento. Tais atividades devem, sempre que possível, compreender a reparação dos
danos causados pelo aluno.
j) O disposto no número anterior é aplicável, com as devidas adaptações, à aplicação e
posterior execução da medida corretiva prevista no ponto iv da alínea b), a qual não pode
ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano escolar.
k) A aplicação das medidas corretivas previstas na alínea b) é comunicada aos pais ou ao
encarregado de educação, tratando-se de aluno menor de idade.

6. Atividades de integração na escola ou na comunidade


a) O cumprimento por parte do aluno da medida corretiva prevista no ponto iii da alínea b) do
artigo anterior obedece, ainda, ao disposto nos números seguintes.
b) O cumprimento das medidas corretivas realiza-se em período suplementar ao horário letivo,
no espaço escolar ou fora dele, neste caso com acompanhamento dos pais ou
encarregados de educação ou de entidade local ou localmente instalada idónea e que
assuma corresponsabilizar-se, nos termos a definir em protocolo escrito celebrado nos
termos previstos no nº anterior, alínea i).

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c) O cumprimento das medidas corretivas realiza-se sempre sob supervisão da escola,


designadamente, através do diretor de turma, do professor Tutor e ou da equipa de
integração e apoio, quando existam.
d) O previsto na alínea b) não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário letivo da turma
em que se encontra inserido ou de permanecer na escola durante o mesmo.
e) A medida corretiva de realização de tarefas e atividades de integração escolar pode ainda
passar por:
i. Um pedido de desculpas apresentado, de modo presencial e por escrito, ao elemento
da comunidade lesado e/ou ao diretor;
ii. Elaboração de uma reflexão pessoal sobre os direitos e deveres dos alunos.

f) Projeto Padrinhos/Madrinhas-Afilhados
i. Deveres do Padrinho/Madrinha
a) Estar presente no dia da cerimónia de apadrinhamento dos alunos do 1º/5º ano de
escolaridade.
b) Apoiar os seus afilhados, sobretudo, nas primeiras semanas de aulas.
c) Dar a conhecer a Escola aos seus afilhados, nas suas diversas vertentes.
d) Contribuir para a integração dos seus afilhados no meio escolar.
e) Ajudá-los a fazer amigos.
f) Assegurar-se do bem-estar dos seus afilhados.
g) Apresentá-los aos professores e funcionários.
h) Promover a capacidade de independência e autoconfiança dos seus afilhados.
i) Disponibilizar-se para ajudar os seus afilhados nos estudos.
j) Motivar os seus afilhados a participarem nas atividades da escola.
k) Incutir nos seus afilhados regras básicas de bom comportamento/cidadania.
l) Ser exemplo para o seu afilhado, distinguindo o certo do errado e auxiliando-o na
gestão de conflitos.

1.2 Direitos do Padrinho/Madrinha

a) Fazer parte do Clube de Padrinhos/Madrinhas da Escola.


b) Candidatar-se, no final do ano, a receber um diploma de reconhecimento pelo
trabalho desenvolvido.
c) Prescindir de ser Padrinho/Madrinha ou mudar de afilhado (apenas em situações
excecionais e devidamente justificadas).

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1.3 Deveres do Afilhado


a) Respeitar o seu padrinho/a sua madrinha.
b) Recorrer aos seus padrinhos/madrinhas se precisar de ajuda.
c) Divulgar a sua experiência enquanto afilhado.
d) Aceitar a companhia e o apoio do padrinho/da madrinha.

1.4 Direitos do Afilhado


a) Ser respeitado pelo seu padrinho/pela sua madrinha.
b) Receber o apoio necessário do padrinho/da madrinha sempre que o solicitar.
c) Candidatar-se, no final do ano, a receber um diploma de “Afilhado exemplar”.
d) Prescindir do seu padrinho/da sua madrinha ou mudar de padrinho/madrinha
(apenas em situações excecionais e devidamente justificadas junto do Diretor de
Turma ou Professor titular).

A decisão final de integração no Clube de Padrinhos/Madrinhas de qualquer voluntário cabe


ao Diretor de Turma/ Professor titular, mediante a análise do historial de cumprimento de regras
básicas de comportamento/ cidadania do aspirante a assumir essa função.
(Consta do Anexo V)

7. Medidas disciplinares sancionatórias


a) As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma sanção disciplinar imputada ao
comportamento do aluno, devendo a ocorrência dos factos suscetíveis de a configurar ser
participada de imediato, pelo professor ou funcionário que a presenciou, ou dela teve
conhecimento, à direção do agrupamento de escolas ou escola não agrupada com
conhecimento ao diretor de turma e ao professor tutor ou à equipa de integração e apoios
ao aluno, caso existam.
b) São medidas disciplinares sancionatórias:
I.A repreensão registada;
II. A suspensão até 3 dias úteis;
III. A suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis;
IV. A transferência de escola;
V. A expulsão da escola.
c) A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada, quando a
infração for praticada na sala de aula, é da competência do professor respetivo,
competindo ao Diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada nas restantes
situações, averbando-se no respetivo processo individual do aluno a identificação do autor

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do ato decisório, data em que o mesmo foi proferido e fundamentação de facto e de direito
de tal decisão.
d) A suspensão até três dias úteis, enquanto medida dissuasora, é aplicada, com a devida
fundamentação dos factos que a suportam, pelo Diretor do agrupamento de escolas ou
escola não agrupada, após o exercício dos direitos de audiência e defesa do visado.
e) Compete ao Diretor da escola, ouvidos os pais ou o encarregado de educação do aluno,
quando menor de idade, fixar os termos e condições em que a aplicação da medida
disciplinar sancionatória referida no número anterior é executada, garantindo ao aluno um
plano de atividades pedagógicas a realizar, com corresponsabilização daqueles e
podendo igualmente, se assim o entender, estabelecer eventuais parcerias ou celebrar
protocolos ou acordos com entidades públicas ou privadas.
f) Compete ao Diretor a decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão
da escola entre 4 e 12 dias úteis, após a realização do procedimento disciplinar previsto
no ponto 9, podendo previamente ouvir o conselho de turma, para o qual deve ser
convocado o professor tutor, quando exista e não seja professor da turma.
g) O não cumprimento do plano de atividades pedagógicas a que se refere o número
anterior, pode dar lugar à instauração de novo procedimento disciplinar, considerando-se
a recusa circunstância agravante, nos termos da alínea c) do ponto 4.
h) A aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola compete, com
possibilidade de delegação, ao diretor-geral da DGE, precedendo a conclusão do
procedimento disciplinar a que se refere o ponto 9, com fundamento na prática de factos
notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino dos restantes alunos
da escola ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos membros da
comunidade educativa.
i) A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicada a aluno de
idade igual ou superior a 10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória,
desde que esteja assegurada a frequência de outro estabelecimento situado na mesma
localidade ou na localidade mais próxima, desde que servida de transporte público ou
escolar.
j) A aplicação da medida disciplinar de expulsão da escola compete, com possibilidade de
delegação, ao diretor-geral da DGE precedendo conclusão do procedimento disciplinar a
que se refere o artigo 30.º e consiste na retenção do aluno no ano de escolaridade que
frequenta quando a medida é aplicada e na proibição de acesso ao espaço escolar até ao
final daquele ano escolar e nos dois anos escolares imediatamente seguintes.

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k) A medida disciplinar de expulsão da escola é aplicada ao aluno maior quando, de modo


notório, se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do
cumprimento dos seus deveres como aluno.
l) Complementarmente às medidas previstas na alínea b), compete ao Diretor do
agrupamento de escolas ou escola não agrupada decidir sobre a reparação dos danos ou
a substituição dos bens lesados ou, quando aquelas não forem possíveis, sobre a
indemnização dos prejuízos causados pelo aluno à escola ou a terceiros, podendo o valor
da reparação calculado ser reduzido, na proporção a definir pelo Diretor, tendo em conta o
grau de responsabilidade do aluno e ou a sua situação socioeconómica.

8. Cumulação de medidas disciplinares


a) A aplicação das medidas corretivas é cumulável entre si.
b) A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é cumulável apenas com a aplicação de
uma medida disciplinar sancionatória.
c) Sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores, por cada infração apenas pode ser aplicada
uma medida disciplinar sancionatória.

9. Medidas disciplinares sancionatórias - procedimento disciplinar


a) A competência para a instauração de procedimento disciplinar por comportamentos
suscetíveis de configurar a aplicação de alguma das medidas previstas é do Diretor do
agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
b) Para efeitos do previsto no número anterior o Diretor, no prazo de dois dias úteis após o
conhecimento da situação, emite o despacho instaurador e de nomeação do instrutor,
devendo este ser um professor da escola, e notifica os pais ou encarregado de educação do
aluno menor pelo meio mais expedito.
c) Tratando-se de aluno maior, a notificação é feita diretamente ao próprio.
d) O Diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada deve notificar o instrutor da
sua nomeação no mesmo dia em que profere o despacho de instauração do procedimento
disciplinar.
e) A instrução do procedimento disciplinar é efetuada no prazo máximo de seis dias úteis,
contados da data de notificação ao instrutor do despacho que instaurou o procedimento
disciplinar, sendo obrigatoriamente realizada, para além das demais diligências consideradas
necessárias, a audiência oral dos interessados, em particular do aluno, e sendo este menor
de idade, do respetivo encarregado de educação.

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f) Os interessados são convocados com a antecedência de um dia útil para a audiência oral,
não constituindo a falta de comparência motivo do seu adiamento, podendo esta, no caso de
apresentação de justificação da falta até ao momento fixado para a audiência, ser adiada.
g) No caso de o respetivo encarregado de educação não comparecer, o aluno menor de idade
pode ser ouvido na presença de um docente por si livremente escolhido e do diretor de turma
ou do professor-tutor do aluno, quando exista, ou, no impedimento destes, de outro professor
da turma designado pelo diretor.
h) Da audiência é lavrada ata de que consta o extrato das alegações feitas pelos interessados.
i) Finda a instrução, o instrutor elabora e remete ao diretor do agrupamento de escolas ou
escola não agrupada, no prazo de três dias úteis, relatório final do qual constam,
obrigatoriamente:
i. Os factos cuja prática é imputada ao aluno, devidamente circunstanciados quanto ao
tempo, modo e lugar;
ii. Os deveres violados pelo aluno, com referência expressa às respetivas normas legais ou
regulamentares;
iii. Os antecedentes do aluno que se constituem como circunstâncias atenuantes ou
agravantes nos termos previstos no ponto 4;
iv. A proposta de medida disciplinar sancionatória aplicável ou de arquivamento do
procedimento.
j) No caso da medida disciplinar sancionatória proposta ser a transferência de escola ou de
expulsão da escola, a mesma é comunicada para decisão ao Diretor-geral da DGE, no prazo
de dois dias úteis.

10. Celeridade do procedimento disciplinar


a) A instrução do procedimento disciplinar prevista nas alíneas e) a h) do ponto anterior pode
ser substituído pelo reconhecimento individual, consciente e livre dos factos, por parte do
aluno maior de 12 anos e a seu pedido, em audiência a promover pelo instrutor, nos dois dias
úteis subsequentes à sua nomeação, mas nunca antes de decorridas vinte e quatro horas
sobre o momento previsível da prática dos factos imputados ao aluno.
b) Na audiência referida no número anterior, estão presentes, além do instrutor, o aluno, o
encarregado de educação do aluno menor de idade e, ainda:
I. O diretor de turma ou o professor-tutor do aluno, quando exista, ou, em caso de
impedimento e em sua substituição, um professor da turma designado pelo Diretor do
agrupamento;
II. Um professor da escola livremente escolhido pelo aluno.

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c) A não comparência do encarregado de educação, quando devidamente convocado, não obsta


à realização da audiência.
d) Os participantes referidos na alínea b) têm como missão exclusiva assegurar e testemunhar,
através da assinatura do auto a que se referem os números seguintes, a total consciência do
aluno quanto aos factos que lhe são imputados e às suas consequências, bem como a sua
total liberdade no momento da respetiva declaração de reconhecimento.
e) Na audiência, é elaborado auto, no qual constam, entre outros, os elementos previstos nos
pontos i e ii da alínea i) do ponto anterior, o qual, previamente a qualquer assinatura, é lido
em voz alta e explicado ao aluno pelo instrutor, com a informação clara e expressa de que
não está obrigado a assiná-lo.
f) O facto ou factos imputados ao aluno só são considerados validamente reconhecidos com a
assinatura do auto por parte de todos os presentes, sendo que, querendo assinar, o aluno o
faz antes de qualquer outro elemento presente.
g) O reconhecimento dos factos por parte do aluno é considerado circunstância atenuante, nos
termos e para os efeitos previstos na alínea b) do ponto 4, encerrando a fase da instrução e
seguindo-se-lhe os procedimentos previstos no artigo anterior.
h) A recusa do reconhecimento por parte do aluno implica a necessidade da realização da
instrução, podendo o instrutor aproveitar a presença dos intervenientes para a realização da
audiência oral prevista no artigo anterior.

11. Suspensão preventiva do aluno


a) No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade que o
instaurou, ou no decurso da sua instauração por proposta do instrutor, o Diretor do
agrupamento pode decidir a suspensão preventiva do aluno, mediante despacho
fundamentado sempre que:
I. A sua presença na escola se revelar gravemente perturbadora do normal funcionamento
das atividades escolares;
II. Tal seja necessário e adequado à garantia da paz pública e da tranquilidade na escola;
III. A sua presença na escola prejudique a instrução do procedimento disciplinar.
b) A suspensão preventiva tem a duração que o diretor do agrupamento de escolas ou escola
não agrupada considerar adequada na situação em concreto, sem prejuízo de, por razões
devidamente fundamentadas, poder ser prorrogada até à data da decisão do procedimento
disciplinar, não podendo, em qualquer caso, exceder 10 dias úteis.
c) Os efeitos decorrentes da ausência do aluno no decurso do período de suspensão preventiva,
no que respeita à avaliação da aprendizagem, são determinados em função da decisão que

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vier a ser proferida no final do procedimento disciplinar, nos termos estabelecidos Estatuto do
Aluno e no regulamento interno da escola (cfr Anexo Final).
d) Os dias de suspensão preventiva cumpridos pelo aluno são descontados no cumprimento da
medida disciplinar sancionatória prevista no iii da alínea b) do ponto 7 a que o aluno venha a
ser condenado na sequência do procedimento disciplinar previsto no ponto 9.
e) Os pais e os encarregados de educação são imediatamente informados da suspensão
preventiva aplicada ao filho ou educando e, sempre que a avaliação que fizer das
circunstâncias o aconselhe, o diretor do agrupamento de escolas ou escola não agrupada
deve participar a ocorrência à respetiva comissão de proteção de crianças e jovens ou, na
falta, ao Ministério Público junto do tribunal de família e menores.
f) Ao aluno suspenso preventivamente é também fixado, durante o período de ausência da
escola, o plano de atividades previsto na alínea e) do ponto 7.
g) A suspensão preventiva do aluno é comunicada, por via eletrónica, pelo Diretor do
agrupamento de escolas ou escola não agrupada ao serviço do Ministério da Educação e
Ciência responsável pela coordenação da segurança escolar, sendo identificados
sumariamente os intervenientes, os factos e as circunstâncias que motivaram a decisão de
suspensão.

12. Decisão final


a) A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente fundamentada, é proferida no
prazo máximo de dois dias úteis, a contar do momento em que a entidade competente para
o decidir receba o relatório do instrutor, sem prejuízo do disposto na alínea d).
b) A decisão final do procedimento disciplinar fixa o momento a partir do qual se inicia a
execução da medida disciplinar sancionatória, sem prejuízo da possibilidade de suspensão
da execução da medida, nos termos do número seguinte.
c) A execução da medida disciplinar sancionatória, com exceção da referida nos pontos iv e v
da alínea b) do ponto 7, pode ficar suspensa por um período de tempo e nos termos e
condições que a entidade decisora considerar justo, adequado e razoável, cessando a
suspensão logo que ao aluno seja aplicada outra medida disciplinar sancionatória no
respetivo decurso.
d) Quando esteja em causa a aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência
de escola ou de expulsão da escola, o prazo para ser proferida a decisão final é de cinco
dias úteis, contados a partir da receção do processo disciplinar na Direção Geral de
Educação.

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e) Da decisão proferida pelo Diretor-geral da DGE que aplique a medida disciplinar


sancionatória de transferência de escola, deve igualmente constar a identificação do
estabelecimento de ensino para onde o aluno vai ser transferido, para cuja escolha se
procede previamente à audição do respetivo encarregado de educação, quando o aluno for
menor de idade.
f) A decisão final do procedimento disciplinar é notificada pessoalmente ao aluno no dia útil
seguinte àquele em que foi proferida, ou, quando menor de idade, aos pais ou respetivo
encarregado de educação, nos dois dias úteis seguintes.
g) Sempre que a notificação prevista no número anterior não seja possível, é realizada através
de carta registada com aviso de receção, considerando-se o aluno, ou quando este for
menor de idade, os pais ou o respetivo encarregado de educação, notificados na data da
assinatura do aviso de receção.
h) Tratando-se de alunos menor, a aplicação de medida disciplinar sancionatória igual ou
superior à de suspensão da escola por período superior a cinco dias úteis e cuja execução
não tenha sido suspensa, nos termos previstos nas alíneas b) e c) anteriores, é
obrigatoriamente comunicada pelo diretor da escola à respetiva comissão de proteção de
crianças e jovens em risco.

13. Execução das medidas corretivas e disciplinares sancionatórias


a) Compete ao diretor de turma e ou ao professor-tutor do aluno, caso tenha sido designado,
ou ao professor titular o acompanhamento do aluno na execução da medida corretiva ou
disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele articular a sua atuação com os
pais ou encarregados de educação e com os professores da turma, em função das
necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a corresponsabilização de
todos os intervenientes nos efeitos educativos da medida.
b) A competência referida no número anterior é especialmente relevante aquando da execução
da medida corretiva de atividades de integração na escola ou no momento do regresso à
escola do aluno a quem foi aplicada a medida disciplinar sancionatória de suspensão da
escola.
c) O disposto no número anterior aplica-se também aquando da integração do aluno na nova
escola para que foi transferido na sequência da aplicação dessa medida disciplinar
sancionatória.
d) Na prossecução das finalidades referidas na alínea a), a escola conta com a colaboração
dos serviços especializados de apoio educativo e ou das equipas multidisciplinares, a definir

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em regulamento interno (cfr Artigo 23.º e estrutura de funcionamento do GAMA) e nos


termos do artigo seguinte.

14. Equipas multidisciplinares - GAMA


a) Todos os agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas podem, se necessário,
constituir uma equipa multidisciplinar destinada a acompanhar em permanência os alunos,
designadamente aqueles que revelem maiores dificuldades de aprendizagem, risco de
abandono escolar, comportamentos de risco ou gravemente violadores dos deveres do
aluno ou se encontrem na iminência de ultrapassar os limites de faltas previstos no Estatuto
do aluno.
b) As equipas multidisciplinares referidas no número anterior devem pautar as suas
intervenções nos âmbitos da capacitação do aluno e da capacitação parental tendo como
referência boas práticas nacional e internacionalmente reconhecidas.
c) As equipas a que se refere o presente artigo têm uma constituição diversificada, prevista no
regulamento interno, na qual participam docentes e técnicos detentores de formação
especializada e ou de experiência e vocação para o exercício da função, integrando, sempre
que possível ou a situação o justifique, os diretores de turma, os professores tutores,
psicólogos e ou outros técnicos e serviços especializados, médicos escolares ou que
prestem apoio à escola, os serviços de ação social escolar, os responsáveis pelas diferentes
áreas e projetos de natureza extracurricular, equipas ou gabinetes escolares de promoção
da saúde, bem como voluntários cujo contributo seja relevante face aos objetivos a
prosseguir.
d) As equipas são constituídas por membros escolhidos em função do seu perfil, competência
técnica, sentido de liderança e motivação para o exercício da missão e coordenadas por um
dos seus elementos designado pelo diretor, em condições de assegurar a referida
coordenação com caráter de permanência e continuidade, preferencialmente, um psicólogo
(do quadro), sendo que esta equipa se enquadra no GAMA – Gabinete de
Acompanhamento Multidisciplinar ao Aluno.
e) A atuação das equipas multidisciplinares prossegue, designadamente, os seguintes
objetivos:
i. Inventariar as situações problemáticas com origem na comunidade envolvente, alertando
e motivando os agentes locais para a sua intervenção, designadamente preventiva;
ii. Promover medidas de integração e inclusão do aluno na escola tendo em conta a sua
envolvência familiar e social;

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iii. Atuar preventivamente relativamente aos alunos que se encontrem nas situações
referidas na alínea a);
iv. Acompanhar os alunos nos planos de integração na escola e na aquisição e
desenvolvimento de métodos de estudo, de trabalho escolar e medidas de recuperação
da aprendizagem;
v. Supervisionar a aplicação de medidas corretivas e disciplinares sancionatórias, sempre
que essa missão lhe seja atribuída;
vi. Aconselhar e propor percursos alternativos aos alunos em risco, em articulação com
outras equipas ou serviços com atribuições nessa área;
vii. Propor o estabelecimento de parcerias com órgãos e instituições, públicas ou privadas,
da comunidade local, designadamente com o tecido socioeconómico e empresarial, de
apoio social na comunidade, com a rede social municipal, de modo a participarem na
proposta ou execução das diferentes medidas de integração escolar, social ou
profissional dos jovens em risco previstas neste Estatuto;
viii. Estabelecer ligação com as comissões de proteção de crianças e jovens em risco,
designadamente, para os efeitos e medidas previstas neste Estatuto, relativas ao aluno e
ou às suas famílias;
ix. Promover as sessões de capacitação parental, conforme previsto nas alíneas d) e e) do
ponto 6 do artigo 35.º;
x. Promover a formação em gestão comportamental, constante da alínea d) do ponto 8 do
artigo 35.º;
xi. Assegurar a mediação social, procurando, supletivamente, outros agentes para a
mediação na comunidade educativa e no meio envolvente, nomeadamente pais e
encarregados de educação.
f) Nos termos da alínea a), no âmbito de cada agrupamento de escolas ou escola não
agrupada, as equipas multidisciplinares oferecem, sempre que possível, um serviço que
cubra em permanência a totalidade do período letivo diurno, recorrendo para o efeito,
designadamente a docentes com ausência de componente letiva, às horas provenientes do
crédito horário ou a horas da componente não letiva de estabelecimento, sem prejuízo do
incentivo ao trabalho voluntário de membros da comunidade educativa.
g) O horário desta equipa será divulgado junto da comunidade educativa.

15. Recursos

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a) Da decisão final de aplicação de medida disciplinar cabe recurso, a interpor no prazo de


cinco dias úteis, apresentado nos serviços administrativos do agrupamento de escolas ou
escola não agrupada e dirigido:
i. Ao Conselho Geral do agrupamento de escolas ou escola não agrupada, relativamente
a medidas aplicadas pelos professores ou pelo Diretor do agrupamento;
ii. Para o membro do governo competente, relativamente às medidas disciplinares
sancionatórias aplicadas pelo Diretor-geral da DGE.
b) O recurso tem efeitos meramente devolutivo, exceto quando interposto de decisão de
aplicação das medidas disciplinares sancionatórias previstas nos pontos iii a v da alínea b)
do ponto 7. O presidente do Conselho Geral designa, de entre os seus membros, um relator,
a quem compete analisar o recurso e apresentar ao Conselho Geral uma proposta de
decisão.
c) Para os efeitos previstos no número anterior, é possível a constituição de uma comissão
especializada do Conselho Geral constituída, entre outros, por professores e pais ou
encarregados de educação, cabendo a um dos seus membros o desempenho da função de
relator.
d) A decisão do conselho geral é tomada no prazo máximo de 15 dias úteis e notificada aos
interessados pelo diretor, nos termos das alíneas f) e g) do ponto 12.
e) O despacho que apreciar o recurso referido no ponto ii da alínea a) é remetido à escola, no
prazo de cinco dias úteis, cabendo ao respetivo diretor a adequada notificação, nos termos
referidos no número anterior.

16. Salvaguarda da convivência escolar


a) Qualquer professor ou aluno da turma contra quem outro aluno tenha praticado ato de
agressão moral ou física, do qual tenha resultado a aplicação efetiva de medida disciplinar
sancionatória de suspensão da escola por período superior a oito dias úteis, pode requerer
ao diretor a transferência do aluno em causa para turma à qual não lecione ou não pertença,
quando o regresso daquele à turma de origem possa provocar grave constrangimento aos
ofendidos e perturbação da convivência escolar.
b) O diretor decidirá sobre o pedido no prazo máximo de cinco dias úteis, fundamentando a
sua decisão.
c) O indeferimento do Diretor só pode ser fundamentado na inexistência na escola ou no
agrupamento de outra turma na qual o aluno possa ser integrado, para efeitos da frequência
da disciplina ou disciplinas em causa ou na impossibilidade de corresponder ao pedido sem
grave prejuízo para o percurso formativo do aluno agressor.

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17. Responsabilidade civil e criminal


a) A aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória não isenta o aluno e o
respetivo representante legal da responsabilidade civil e criminal a que, nos termos gerais
de direito, haja lugar.
b) Sem prejuízo do recurso, por razões de urgência, às autoridades policiais, quando o
comportamento do aluno maior de 12 anos e menor de 16 anos puder constituir facto
qualificado como crime, deve a direção da escola comunicar o facto ao Ministério Público
junto do tribunal competente em matéria de menores.
c) Caso o menor tenha menos de 12 anos de idade, a comunicação referida no número
anterior deve ser dirigida à comissão de proteção de crianças e jovens ou, na falta deste, ao
Ministério Público junto do tribunal referido no número anterior.
d) O início do procedimento criminal pelos factos que constituam crime e que sejam suscetíveis
de desencadear medida disciplinar sancionatória depende apenas de queixa ou de
participação pela direção da escola, devendo o seu exercício fundamentar-se em razões
que ponderem, em concreto, o interesse da comunidade educativa no desenvolvimento do
procedimento criminal perante os interesses relativos à formação do aluno em questão.
e) O disposto no número anterior não prejudica o exercício do direito de queixa por parte dos
membros da comunidade educativa que sejam lesados nos seus direitos e interesses
legalmente protegidos.

Artigo 34.º

1. Responsabilidade dos membros da comunidade educativa


a) A autonomia dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas pressupõe a
responsabilidade de todos os membros da comunidade educativa pela salvaguarda efetiva
do direito à educação e à igualdade de oportunidades no acesso à escola, bem como a
promoção de medidas que visem o empenho e o sucesso escolares, a prossecução
integral dos objetivos dos referidos projetos educativos, incluindo os de integração
sociocultural, e o desenvolvimento de uma cultura de cidadania capaz de fomentar os
valores da pessoa humana, da democracia e exercício responsável da liberdade individual
e do cumprimento dos direitos e deveres que lhe estão associados.
b) A escola é o espaço coletivo de salvaguarda efetiva do direito à educação, devendo o seu
funcionamento garantir plenamente aquele direito.
c) A comunidade educativa referida na alínea a) integra, sem prejuízo dos contributos de
outras entidades, os alunos, os pais ou encarregados de educação, os professores, o

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pessoal não docente das escolas, as autarquias locais e os serviços da administração


central e regional com intervenção na área da educação, nos termos das respetivas
responsabilidades e competências.

2. Responsabilidade dos alunos


a) Os alunos são responsáveis, em termos adequados à sua idade e capacidade de
discernimento, pelo exercício dos direitos e pelo cumprimento dos deveres que lhe são
outorgados pelo Estatuto do Aluno, pelo regulamento interno da escola e pela demais
legislação aplicável.
b) A responsabilidade disciplinar dos alunos implica o respeito integral pelo presente Estatuto
do Aluno, pelo regulamento interno da escola, pelo património da mesma, pelos demais
alunos, funcionários e, em especial, professores.
c) Nenhum aluno pode prejudicar o direito à educação dos demais.

3. Papel especial dos professores


a) Os professores, enquanto principais responsáveis pela condução do processo de ensino,
devem promover medidas de carácter pedagógico que estimulem o harmonioso
desenvolvimento da educação, em ambiente de ordem e disciplina nas atividades na sala
de aula e na escola.
b) O diretor de turma ou, tratando-se de alunos do 1.º ciclo do ensino básico, o professor
titular de turma, enquanto coordenador do plano de trabalho da turma, é o principal
responsável pela adoção de medidas tendentes à melhoria das condições de
aprendizagem e à promoção de um bom ambiente educativo, competindo-lhe articular a
intervenção dos professores da turma e dos pais ou encarregados de educação e
colaborar com estes no sentido de prevenir e resolver problemas comportamentais ou de
aprendizagem.

4. Autoridade do professor
a) A lei protege a autoridade dos professores nos domínios pedagógico, científico,
organizacional, disciplinar e de formação cívica.
b) A autoridade do professor exerce-se dentro e fora da sala de aula, no âmbito das
instalações escolares ou fora delas, no exercício das suas funções.
c) Consideram-se suficientemente fundamentadas, para todos os efeitos legais, as propostas
ou as decisões dos professores relativas à avaliação dos alunos quando oralmente

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apresentadas e justificadas perante o conselho de turma e sumariamente registadas na ata,


as quais se consideram ratificadas pelo referido conselho com a respetiva aprovação,
exceto se o contrário daquela expressamente constar.
d) Os professores gozam de especial proteção da lei penal relativamente aos crimes cometidos
contra a sua pessoa ou o seu património, no exercício das suas funções ou por causa delas,
sendo a pena aplicável ao crime respetivo agravada em um terço nos seus limites mínimo e
máximo.

5. Responsabilidade dos pais ou encarregados de educação


a) Aos pais ou encarregados de educação incumbe uma especial responsabilidade, inerente
ao seu poder-dever de dirigirem a educação dos seus filhos e educandos no interesse
destes e de promoverem ativamente o desenvolvimento físico, intelectual e cívico dos
mesmos.
b) Nos termos da responsabilidade referida no número anterior, deve cada um dos pais ou
encarregados de educação, em especial:
i. Acompanhar ativamente a vida escolar do seu educando;
ii. Promover a articulação entre a educação na família e o ensino na escola;
iii. Diligenciar para que o seu educando beneficie, efetivamente, dos seus direitos e cumpra
rigorosamente os deveres que lhe incumbem, nos termos no Estatuto do Aluno,
procedendo com correção no seu comportamento e empenho no processo de ensino;
iv. Contribuir para a criação e execução do projeto educativo e do regulamento interno da
escola e participar na vida da escola;
v. Cooperar com os professores no desempenho da sua missão pedagógica, em especial
quando para tal forem solicitados, colaborando no processo de ensino dos seus
educandos;
vi. Reconhecer e respeitar a autoridade dos professores no exercício da sua profissão e
incutir nos seus filhos ou educandos o dever de respeito para com os professores, o
pessoal não docente e os colegas da escola, contribuindo para a preservação da
disciplina e harmonia da comunidade educativa;
vii. Contribuir para o correto apuramento dos factos em procedimento de índole disciplinar
instaurado ao seu educando, participando nos atos e procedimentos para os quais for
notificado e, sendo aplicada a este medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória,
diligenciar para que a mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação cívica, do
desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar

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com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa e do seu sentido de


responsabilidade;
viii. Contribuir para a preservação da segurança e integridade física e psicológica de todos
os que participam na vida da escola;
ix. Integrar ativamente a comunidade educativa no desempenho das demais
responsabilidades desta, em especial informando-a e informando-se sobre todas as
matérias relevantes no processo educativo dos seus educandos;
x. Comparecer na escola sempre que tal se revele necessário ou quando para tal for
solicitado;
xi. Conhecer o Estatuto do Aluno, bem como o regulamento interno da escola e subscrever
declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu
cumprimento integral;
xii. Indemnizar a escola relativamente a danos patrimoniais causados pelo seu educando;
xiii. Manter constantemente atualizados os seus contactos telefónico, endereço postal e
eletrónico, bem como os do seu educando, quando diferentes, informando a escola em
caso de alteração.
c) Os pais ou encarregados de educação são responsáveis pelos deveres dos seus filhos e
educandos, em especial, quanto à assiduidade, pontualidade e disciplina.
d) Para efeitos do disposto no Estatuto do Aluno, considera-se encarregado de educação quem
tiver menores a residir consigo ou confiado aos seus cuidados:
I.Pelo exercício do poder parental;
II.Por decisão judicial;
III.Pelo exercício de funções executivas na direção de instituições que tenham menores, a
qualquer título, à sua responsabilidade;
IV.Por mera autoridade de facto ou por delegação, devidamente comprovada, por parte de
qualquer das entidades referidas nas alíneas anteriores.
e) Em caso de divórcio ou de separação e, na falta de acordo dos progenitores, o encarregado
de educação será o progenitor com quem o menor fique a residir.
f) Estando estabelecida a residência alternada com cada um dos progenitores, deverão estes
decidir, por acordo ou, na falta deste, por decisão judicial, sobre o exercício das funções de
encarregado de educação.
g) O encarregado de educação pode ainda ser o pai ou a mãe que, por acordo expresso ou
presumido entre ambos, é indicado para exercer essas funções, presumindo-se ainda, até
qualquer indicação em contrário, que qualquer ato que pratica relativamente ao percurso
escolar do filho é realizado por decisão conjunta do outro progenitor.

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6. Incumprimento dos deveres por parte dos pais ou encarregados de educação


a) O incumprimento pelos pais ou encarregados de educação, relativamente aos seus filhos ou
educandos menores ou não emancipados, dos deveres previstos no artigo anterior, de
forma consciente e reiterada, implica a respetiva responsabilização nos termos da lei e do
presente Estatuto.
b) Constitui incumprimento especialmente censurável dos deveres dos pais ou encarregados
de educação:
I. O incumprimento dos deveres de matrícula, frequência, assiduidade e pontualidade pelos
filhos e ou educandos, bem como a ausência de justificação para tal incumprimento, nos
termos das alíneas b) a e) do ponto 10 do artigo 33.º;
II. A não comparência na escola sempre que os seus filhos e ou educandos atinjam metade
do limite de faltas injustificadas, nos termos da alínea c) do ponto 12 do artigo 33.º, ou a
sua não comparência ou não pronúncia, nos casos em que a sua audição é obrigatória, no
âmbito de procedimento disciplinar instaurado ao seu filho ou educando, nos termos
previstos nos pontos 9 e 10 do artigo 34.º;
III. A não realização, pelos seus filhos e ou educandos, das medidas de recuperação
definidas pela escola nos termos do presente Estatuto, das atividades de integração na
escola e na comunidade decorrentes da aplicação de medidas disciplinares corretivas e ou
sancionatórias, bem como a não comparência destes em consultas ou terapias prescritas
por técnicos especializados.
c) O incumprimento reiterado, por parte dos pais ou encarregados de educação, dos deveres a
que se refere o número anterior, determina a obrigação, por parte da escola, de
comunicação do facto à competente comissão de proteção de crianças e jovens ou ao
Ministério Público, nos termos previstos no Estatuto do Aluno.
d) O incumprimento consciente e reiterado pelos pais ou encarregado de educação de alunos
menores de idade dos deveres estabelecidos na alínea b) pode ainda determinar por
decisão da comissão de proteção de crianças e jovens ou do Ministério Público, na
sequência da análise efetuada após a comunicação prevista no número anterior, a
frequência em sessões de capacitação parental, a promover pela equipa multidisciplinar do
agrupamento de escolas ou escolas não agrupadas, sempre que possível, com a
participação das entidades a que se refere o nº 3 do artigo 53.º do Estatuto do Aluno, e no
quadro das orientações definidas pelos ministérios referidos no seu nº 2.
e) Nos casos em que não existam equipas multidisciplinares constituídas, compete à comissão
de proteção de crianças e jovens ou, na sua inexistência, ao Ministério Público dinamizar as

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ações de capacitação parental a que se refere o número anterior, mobilizando, para o efeito,
a escola ou agrupamento, bem como as demais entidades a que se refere o artigo 53.º do
Estatuto do Aluno.
f) Tratando-se de família beneficiária de apoios sociofamiliares concedidos pelo Estado, o
facto é também comunicado aos serviços competentes, para efeito de reavaliação, nos
termos da legislação aplicável, dos apoios sociais que se relacionem com a frequência
escolar dos seus educandos e não incluídos no âmbito da ação social escolar ou do
transporte escolar recebidos pela família.
g) O incumprimento por parte dos pais ou encarregados de educação do disposto na parte final
do ponto i da alínea b) do presente artigo presume a sua concordância com as medidas
aplicadas ao seu filho ou educando, exceto se provar não ter sido cumprido, por parte da
escola qualquer dos procedimentos obrigatórios previstos nos artigos 30.º e 31.º do Estatuto
do Aluno.

7. Contraordenações
a) A manutenção da situação de incumprimento consciente e reiterado por parte dos pais ou
encarregado de educação de alunos menores de idade dos deveres a que se refere a alínea
b) do ponto anterior, aliado à recusa, à não comparência ou à ineficácia das ações de
capacitação parental determinadas e oferecidas nos termos do referido artigo, constitui
contraordenação.
b) As contraordenações previstas na alínea a) são punidas com coima de valor igual ao valor
máximo estabelecido para os alunos do escalão B do ano ou ciclo de escolaridade
frequentado pelo educando em causa, na regulamentação que define os apoios no âmbito
da ação social escolar para aquisição de manuais escolares.
c) Sem prejuízo do disposto no número seguinte, quando a sanção prevista no presente artigo
resulte do incumprimento por parte dos pais ou encarregados de educação dos seus
deveres relativamente a mais do que um educando, são levantados tantos autos quanto o
número de educandos em causa.
d) Na situação a que se refere o número anterior, o valor global das coimas não pode
ultrapassar, na mesma escola ou agrupamento e no mesmo ano escolar, o valor máximo
mais elevado estabelecido para um aluno do escalão B do 3.º ciclo do ensino básico, na

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regulamentação que define os apoios no âmbito da ação social escolar para a aquisição de
manuais escolares.
e) Tratando-se de pais ou encarregados de educação cujos educandos beneficiam de apoios
no âmbito da ação social escolar, em substituição das coimas previstas nas alíneas b) a d),
podem ser aplicadas as sanções de privação de direito a apoios escolares e sua restituição,
desde que o seu benefício para o aluno não esteja a ser realizado.
f) A negligência é punível.
g) Compete ao diretor-geral da DGE, por proposta do Diretor da escola ou agrupamento, a
elaboração dos autos de notícia, a instrução dos respetivos processos de contraordenação,
sem prejuízo da colaboração dos serviços inspetivos em matéria de educação, e a aplicação
das coimas.
h) O produto das coimas aplicadas nos termos dos números anteriores constitui receita própria
da escola ou agrupamento.
i) O incumprimento, por causa imputável ao encarregado de educação ou ao seu educando,
do pagamento das coimas a que se referem as alíneas b) a d) ou do dever de restituição
dos apoios escolares estabelecido na alínea c), quando exigido, pode determinar, por
decisão do diretor da escola ou agrupamento:
I. No caso dos pais ou encarregados de educação aos quais foi aplicada a sanção alternativa
prevista na alínea e), a privação, no ano escolar seguinte, do direito a apoios no âmbito da
ação social escolar relativos a manuais escolares;
II. Nos restantes casos, a aplicação de coima de valor igual ao dobro do valor previsto nas
alíneas b), c) ou d), consoante os casos.
j) Sem prejuízo do estabelecido no ponto i. da alínea i), a duração máxima da sanção
alternativa prevista na alínea e) é de um ano escolar.
k) Em tudo o que não se encontrar previsto na presente lei em matéria de contraordenações,
são aplicáveis as disposições do Regime Geral do Ilícito de Mera Ordenação Social.

Artigo 35.º- A
Quadro de Excelência e Mérito Escolar
1. Enquadramento
O reconhecimento do mérito enquadra-se nos objetivos previstos na Lei 51/2012, de 5 de
setembro, conhecida como “Estatuto do Aluno e Ética Escolar” e nos princípios consignados no
Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar, encontrando-se ainda previsto no
Regulamento Interno de Escola (R.I.), encontrando-se, ainda, o seu âmbito e natureza definidos
nos artigos 1.º e 3.º do capítulo I do Despacho Normativo 102/1990, de 12 de setembro.

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A legislação prevê a possibilidade de a escola se articular com empresas e entidades do meio,


visando o reconhecimento da excelência e do mérito, pelo que, no presente Regulamento, é
descrita a possibilidade de apadrinhamento de alguns dos prémios por entidades parceiras da
escola.

2. Objetivos
1. Este regulamento pretende valorizar o trabalho dos alunos, e a forma como o desenvolvem,
através da atribuição anual de prémios, divididos em duas categorias:
I. Quadro de Excelência
a. Os resultados escolares;
II. Quadro de Mérito
a. A superação das dificuldades e a recuperação modular;
b. A solidariedade e a cidadania;
c. A competitividade.
2. É ainda apresentada a forma como essa atribuição é feita, sendo a sua apresentação, em
cerimónia pública, um dos objetivos de reconhecimento público perseguido por esta distinção.

3. Âmbito e Natureza
1. Este regulamento estabelece os critérios e os procedimentos para a atribuição dos prémios de
Excelência e Mérito Escolar.
2. O aluno a quem seja atribuído qualquer um dos prémios de Excelência ou Mérito, não pode,
nesse ano letivo, ter sido sujeito a qualquer medida de caráter disciplinar, nem poderá ter
faltas injustificadas.
3. Os prémios de Excelência e Mérito são apreciados, mediante proposta dos conselhos de
turma/ de escola, por uma comissão constituída exclusivamente para este efeito, adiante
designada, cabendo ao Conselho Pedagógico a sua aprovação final.
4. Os prémios assumem uma natureza simbólica, por norma um Diploma, podendo estes
revestir-se de outra natureza, preferencialmente não pecuniária, sempre que as condições da
escola o permitirem ou existirem padrinhos para os mesmos.
5. O apadrinhamento dos prémios pode ser anual ou plurianual, devendo todas as estruturas da
escola, no âmbito das suas competências, procurar parceiros para este apadrinhamento,
podendo assumir o prémio, nestes casos, o nome da empresa/ parceiro.
6. O apadrinhamento dos prémios deverá ser publicitado.

4. Quadro de Excelência

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Prémio de Excelência Escolar


1. O prémio de Excelência Escolar destaca no final do ano letivo, alunos enquadrados em duas
categorias:

Nível A:
a. Os alunos dos cursos do ensino básico com classificações de nível 5 em todas as
disciplinas;

Nível B:
a. Alunos não incluídos no ponto anterior, com média final igual ou superior a 4,5 valores,
sendo que não deverão apresentar nível inferior a três a nenhuma das disciplinas;
b. Os alunos dos cursos vocacionais (CV) que obtenham, em cada ano de escolaridade,
uma média igual ou superior a 17 valores no conjunto de todos os módulos das
disciplinas, na Formação em Contexto de Trabalho e na Prova de Aptidão Profissional e
sem módulos em atraso.

2. No caso dos alunos do primeiro ciclo, pertence ao Quadro de Excelência o aluno do 4.º ano
que obtiver média igual ou superior a 4,5 (quatro vírgula cinco). A média será calculada da
seguinte forma:

4,5

2.1. Para determinar a média dos alunos do primeiro ciclo, proceder-se-á da seguinte forma:
Somatório das disciplinas / áreas e depois, Divisão pelo número de disciplinas / áreas. Só
são somadas as notas de Muito Bom e/ou Bom, sendo que Muito Bom = 5; Bom = 4; se o
aluno tiver um Suficiente, não pode integrar o Quadro de Excelência.
2.2. As disciplinas / áreas a considerar são: Português, Matemática, Estudo do Meio, Inglês,
Educação Artística, Educação Física, Oferta Complementar, Apoio ao Estudo e EMRC. Se o
aluno não estiver inscrito em EMRC, a divisão é feita por oito.

5. Quadro de Mérito
O Quadro de Mérito assenta em cinco categorias, visando, na essência, distinguir alunos que
revelem atitudes exemplares de superação das dificuldades, produzam trabalhos académicos
meritórios e/ou realizem atividades de excelente qualidade, a que se junta a obtenção de

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meritórios resultados em concursos desportivos ou outras competições de cariz local e/ou


nacional, acrescido de distinções para alunos/ turmas que se desenvolvam ações exemplares no
âmbito da solidariedade social e cidadania.

5.1. Prémio superação de dificuldades


1. O prémio de superação de dificuldades reconhece os alunos que, no final do ano letivo, e em
relação aos resultados do primeiro trimestre:
a. Melhorem seis ou mais níveis (passagem de nível negativo para positivo);
b. Superem dificuldades/constrangimentos de forma visivelmente meritória, tendo em conta
a situação de partida e o contexto em que se inserem.
2. Note-se que esta distinção visa, em essência, destacar alunos que, não tendo resultados
enquadráveis no Quadro de Excelência, mostraram uma evolução muito meritória e uma
capacidade extraordinária de suportar e ultrapassar dificuldades.

5.2 - Prémio solidariedade e cidadania


1. O prémio solidariedade e cidadania reconhece os alunos ou grupos de alunos que:
a. Se tenham envolvido numa lógica de equipa/grupo e de forma notável, em projeto ou
atividade escolar com forte contributo para a educação cívica dos outros alunos;
b. Desenvolvam atitudes ou iniciativas exemplares de solidariedade dentro ou fora da escola;
c. Tenham manifestado na sala de aula ou na escola atitudes exemplares ao nível do respeito
pelos outros e da cooperação.

5.3 - Prémio de competitividade


1. O prémio de competitividade é atribuído anualmente ao aluno que, nessa qualidade:
a. tenha obtido, em competições desportivas internas ou externas, lugares de pódio;
b. tenha obtido, em concursos internos ou promovidos por terceiros, classificações
meritórias: classificações de pódio e/ou menções honrosas, caso o concurso/competição
seja de caráter interno, concelhio ou distrital; classificações entre os dez primeiros, se o
concurso/competição for de âmbito nacional; classificações entre os cinquenta primeiros,
em concursos/competições internacionais com menos de quinhentos participantes ou cem
primeiros, no caso dessas competições terem mais de quinhentos participantes.
2. A atribuição deste prémio passará, em primeiro lugar, pela entrega dos prémios obtidos, em
cerimónia pública, devendo os promotores das iniciativas internas agilizar este procedimento.

6. Avaliação Do Mérito

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1. No final do ano letivo promove-se o processo de candidatura dos alunos por anos de
escolaridade (no Quadro de Excelência a distinção é feita a partir do 4º ano) para integrar os
prémios de mérito previstos no ponto 2 (distinção que também pode ser atribuída aos alunos
do primeiro ciclo, qualquer ano de escolaridade), podendo os alunos ser propostos em
simultâneo para diferentes prémios (Prémio superação de dificuldades não aplicável ao
primeiro ciclo).
2. Compete ao diretor de turma, na última reunião de conselho de turma de avaliação, sob
proposta de qualquer um dos seus membros ou de outros elementos da comunidade
educativa, propor os alunos que cumpram os critérios da candidatura. A proposta será
registada em impresso próprio e na ata da reunião com a respetiva fundamentação.
3. A apresentação da proposta pelos elementos da comunidade será feita por escrito e entregue
ao diretor de turma antes da realização das reuniões finais de avaliação.
4. Compete ao diretor de turma elaborar a listagem dos alunos nomeados, acompanhada das
respetivas fundamentações e fazer a sua entrega no órgão de gestão.

7. Comissão de atribuição dos prémios de mérito


1. As nomeações para a atribuição de prémios de mérito serão analisadas por uma comissão,
constituída por cinco elementos, que integrará os seguintes representantes:
a. Presidente do Conselho Geral;
b. Representante do Conselho Pedagógico, por este eleito;
c. Representante dos pais e encarregados de educação, a designar pela presidente da AP;
d. Representante do pessoal não docente, eleito pelos seus pares;
e. Representante dos alunos, a eleger entre os delegados;
2. Esta comissão verificará o cumprimento dos critérios definidos no presente regulamento,
remetendo uma proposta final ao Conselho Pedagógico, a quem competirá a sua aprovação
última.

8. Divulgação e registo dos prémios de mérito


1. Compete ao Conselho Pedagógico a divulgação, no final do ano letivo, dos alunos premiados,
através da afixação da respetiva lista em local visível e da sua publicitação através do jornal
escolar e dos jornais locais, bem como no site da escola.
2. Da lista referida no ponto anterior deve constar o nome, a fotografia, o ano, a turma e o
motivo pelo qual o aluno ganhou o prémio.

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3. Aos alunos premiados será atribuída a menção respetiva que será registada no processo
individual.
4. Os alunos que integrem, no final de cada ano letivo, os prémios de Excelência e Mérito,
receberão um diploma, podendo este ser entregue em dia a designar pelo órgão de gestão,
em cerimónia pública, enquadrando-se aqui a entrega dos prémios apadrinhados.

9. Disposições finais
Todos os casos não previstos neste regulamento serão decididos pelo diretor, ouvida a
comissão prevista no artigo 10º.

10. Apadrinhamentos
(Consta do Anexo V)

Artigo 35.º- B
Critérios de elegibilidade da informação a constar do certificado
a. Segundo o Decreto-Lei n.º 55/2018 será emitido, para cada aluno, um certificado com
identificação do nível de qualificação de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações
e do nível que lhe corresponde no Quadro Europeu de Qualificações.
b. Segundo a alínea b) do art.º 2 da portaria 194/2021 de 17 de Setembro, considera-se
«Certificado», o documento, pessoal e intransmissível, que titula a conclusão do ensino
básico(...)a classificação final, bem como regista a participação do aluno em
representação dos pares, a participação em projetos e atividades e os projetos
desenvolvidos no âmbito da componente de Cidadania e Desenvolvimento;
c. De acordo com os pontos 1 e 2 do artigo 6 da portaria 194/2021 de 17 de Setembro,
definem-se os critérios de elegibilidade da informação a constar do Certificado,
considerando-se a necessidade de as atividades/projetos estejam contemplados nos
documentos orientadores, pela seguinte ordem de importância:
I. Representação dos pares em atividade/ projeto de carater continuado:
(i) No grupo turma (ex. delegados e/ou subdelegados de turma).
(ii) Na escola (ex. Parlamento dos jovens)
II. Representação dos pares em atividade/ projeto de carater pontual:
(i) No grupo turma.
(ii) Na escola

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III. Participação em atividades ou projetos que contribuam para a sua formação pessoal e
social, designadamente de mentoria, voluntariado, culturais, artísticos, desportivos,
científicos e no âmbito do suporte básico de vida entre outros de relevante interesse
social desenvolvidos no âmbito da escola.
a. Para efeitos do registo nos termos do n.º 3, deverá ser identificado o ano ou anos,
civil ou letivo, a que a participação reporta, bem como a designação do órgão,
projeto ou atividade, e respetivo cargo ou função, sem prejuízo do disposto no
número seguinte.
b. Por cada ciclo ou nível de escolaridade da oferta educativa e formativa frequentada,
apenas há lugar até três registos, num total de 12 registos na conclusão da
escolaridade obrigatória.
c. Neste sentido, compete ao conselho de turma, no âmbito do processo de avaliação
do desenvolvimento e concretização dos projetos realizados pelos alunos,
identificar aqueles em que a participação do aluno assume maior relevância na sua
formação pessoal e social e/ou na comunidade educativa.

Artigo 36.º
Critérios de Formação de Turmas
Os critérios de constituição de turmas, distribuição de serviço e organização de horários
constam de documento específico, a apresentar anualmente pelo diretor em Conselho
Pedagógico e Conselho Geral, recebendo o nome do ano escolar a que se reportam, sendo
parte integrante do presente regulamento interno.

Artigo 37.º
Pessoal Não Docente
1. Direitos
Cada elemento do Pessoal não Docente tem o direito de:
1.1 Ser tratado com lealdade e respeito;
1.2 Apresentar críticas, sugestões e propostas, com vista à cooperação entre todos os membros
da escola, de forma a ser efetivamente participante no processo educativo;
1.3 Ser informado e ter acesso à legislação relevante para o exercício das suas funções, bem
como dos regulamentos e das normas em vigor na escola;

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1.4 Ser informado das iniciativas e das atividades escolares que, de alguma forma, lhe digam
respeito;
1.5 Ser atendido nas suas solicitações e esclarecido nas suas dúvidas por quem de direito na
estrutura escolar;
1.6 Ser informado, no início de cada ciclo de avaliação, do processo e dos critérios que vão ser
utilizados para a sua avaliação;
1.7 Receber formação técnica e pedagógica adequada ao bom desempenho das suas funções;
1.8 Dispor de uma sala própria, devidamente arranjada;
1.9 Dispor de um expositor para afixação de informações diversas;
1.10 Receber, em cada mês, o recibo comprovativo do vencimento auferido;
1.11 Ter acesso a um bufete devidamente apetrechado;
1.12 Ter instalações sanitárias adequadas e em perfeito estado de limpeza;
1.13 Ser informado das faltas, através da afixação do respetivo mapa de faltas;
1.14 Eleger e ser eleito para os órgãos da escola a que a lei lhes confere direito.

2. Deveres
Cada elemento do Pessoal Não Docente designado tem o dever de:
2.1 Respeitar, usar de lealdade, civilidade e afabilidade para com alunos, professores, colegas,
encarregados de educação e para com todas as pessoas que, de alguma forma, se
relacionem com a escola;
2.2 Cumprir com competência profissional as funções e tarefas que lhe forem atribuídas;
2.3 Contribuir em todas as situações para a unidade e o bom funcionamento da organização
escolar, bem como para a sua boa imagem;
2.4 Acatar e cumprir as ordens dos seus legítimos superiores hierárquicos, dadas em serviço e
com fundamento legal;
2.5 Ser pontual e permanecer no local de trabalho, ausentando-se apenas com permissão do
seu superior hierárquico;
2.6 Resolver com bom senso, tolerância e compreensão os problemas que surjam na escola;
2.7 Zelar pela limpeza, conservação e arrumação das instalações, mobiliário e material escolar;
2.8 Guardar sigilo profissional;
2.9 Conhecer as normas legais regulamentares;
2.10 Estar recetivo ao desempenho de outras tarefas, enquadradas nas atribuições legais, bem
como colaborar com os colegas e professores sempre que necessário;
2.11 Não utilizar o telemóvel durante o desempenho das suas funções.

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3. Deveres do Pessoal Administrativo / Assistentes técnicos da Secretaria


São deveres do Pessoal Administrativo/ Assistentes técnicos a exercer funções na secretaria
da Escola Básica de Aver-o-Mar:
3.1 Assegurar os serviços de expediente geral, de alunos, de contabilidade e pessoal;
3.2 Prestar apoio administrativo aos Órgãos de Gestão do Agrupamento;
3.3 Manter atualizado o inventário dos equipamentos sob a sua responsabilidade;
3.4 Não permitir a entrada a pessoas estranhas dentro do espaço onde exercem a sua
atividade, salvo com a devida autorização;
3.5 Sugerir as modificações e adaptações que no seu entender contribuam para o melhor
funcionamento da escola;
3.6 Os serviços administrativos compõem-se de cinco áreas funcionais de atuação, sobre
responsabilidade direta do respetivo chefe de serviços:
3.6.1 Área de expediente geral
3.6.2 Área de alunos
3.6.3 Área de pessoal (recursos humanos)
3.6.4 Área de tesouraria e contabilidade
3.6.5 Área de serviços económicos (A.S.E.)

4 Deveres do Chefe de Serviços Administrativos / Coordenador


São competências específicas do Chefe de Serviços Administrativos /Coordenador:
4.1. Dirigir e orientar o pessoal afeto ao serviço administrativo no exercício diário das suas
tarefas, elaborando o respetivo organograma de funcionamento/ competências;
4.2. Exercer todas as competências delegadas pelo Diretor;
4.3. Propor as medidas tendentes à modernização e eficiência dos serviços de apoio
administrativo;
4.4. Preparar e submeter a despacho dos órgãos de administração e gestão competentes todos
os assuntos relacionados com o funcionamento do agrupamento;
4.5. Assegurar a elaboração do projeto de orçamento de acordo com as linhas traçadas pelo
Diretor;
4.6. Coordenar, de acordo com o Conselho Administrativo, a elaboração de conta de gerência;
4.7. Preparar, apoiar e secretariar reuniões do Conselho Administrativo, ou outras e elaborar as
respetivas atas.

5. Deveres dos Assistentes Operacionais/Vigilantes


São deveres dos Assistentes Operacionais:

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5.1 Executar rigorosamente as indicações dadas pelos professores, no âmbito das suas
funções;
5.2 Manter a disciplina no interior e exterior dos pavilhões;
5.3 Impedir que os alunos que não estejam em aulas perturbem o funcionamento das atividades
escolares;
5.4 Participar ao Coordenador Operacional/ Diretor qualquer caso de desobediência, incorreção
ou indisciplina;
5.5 Assegurar a conservação e manutenção de todos os artigos de mobiliário ou outros que
estejam a seu cargo;
5.6 Dar conhecimento por escrito e de modo imediato ao Coordenador dos Assistentes
Operacionais, ou na sua ausência ao Diretor, de qualquer dano ou extravio de equipamento;
5.7 Manter limpos os setores que lhe tenham sido distribuídos, incluindo os espaços exteriores;
5.8 Verificar, durante os intervalos, o estado de limpeza e arrumação das salas de aula,
comunicando as eventuais anomalias;
5.9 Usar a indumentária regulamentar, de acordo com as funções desempenhadas;
5.10 Zelar pela mais rigorosa higiene nos serviços, em particular, serviços que forneçam
alimentos e instalações sanitárias;
5.11 Providenciar no sentido de as salas de aula estarem apetrechadas com todo o material
necessário ao bom funcionamento das aulas: giz, apagador limpo, ou outro material que
lhe seja solicitado pelo professor;
5.12 Proceder ao controlo da assiduidade dos docentes, registando as faltas em suporte a
indicar pelo Diretor;
5.13 Dar conhecimento aos docentes de todas as informações que lhes digam respeito;
5.14 Providenciar antecipadamente junto dos seus superiores a sua substituição, sempre que
se torne necessária uma ausência do local de trabalho. A proposta de nomeação de um
substituto cabe ao Coordenador dos Assistentes Operacionais, que comunicará tal facto ao
Diretor sendo tal nomeação de aceitação obrigatória;
5.15 Estar presente em reuniões das várias áreas funcionais num espírito de formação
recíproca, visando o aprofundamento do sentido educativo do seu desempenho técnico e
profissional;
5.16 Preparar, fornecer, transportar e zelar pela conservação do material didático, comunicando
estragos e extravios;
5.17 Manter atualizado o inventário dos equipamentos e materiais a seu cargo;
5.18 Não abandonar o seu local de trabalho durante as horas de serviço, sem dar conhecimento
ao Coordenador dos Assistentes Operacionais ou ao Diretor;

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5.19 Não permitir que os alunos fiquem dentro das salas de aula durante os intervalos salvo se
devidamente autorizados;
5.20 Comunicar aos alunos a ausência do professor e encaminhá-los para espaços definidos no
início de cada ano;
5.21 Prestar, com prioridade, toda a ajuda a alunos indispostos ou doentes, providenciando para
que tenham a devida assistência médica;
5.22 Divulgar pelas salas, de preferência no início ou no fim da aula, as informações ou ordens
de serviço emanadas do órgão de gestão.

6 Deveres do Coordenador dos Assistentes Operacionais


São deveres do Coordenador dos Assistentes Operacionais:
6.1 Coordenar as tarefas a cargo do pessoal operacional, para que as mesmas sejam
cumpridas com eficiência;
6.2 Verificar a pontualidade e controlar a assiduidade do pessoal operacional;
6.3 Elaborar a proposta de horário do pessoal operacional;
6.4 Propor a distribuição de espaços e tarefas do pessoal operacional;
6.5 Elaborar o plano de férias a submeter à aprovação do Diretor;
6.6 Programar, acompanhar, controlar e avaliar todas as atividades desenvolvidas pelo pessoal
operacional;
6.7 Fazer chegar a todo o pessoal operacional as determinações do Diretor;
6.8 Propor ao Diretor medidas que possam beneficiar os serviços;
6.9 Informar o Diretor das ocorrências que de algum modo prejudiquem o normal funcionamento
da escola;
6.10 Atender e apreciar reclamações ou sugestões sobre o serviço prestado, propondo soluções;
6.11 Afixar e divulgar convocatórias, avisos, ordens de serviço, pautas, horários, etc.;
6.12 Requisitar e fornecer material de limpeza, material de uso corrente nas salas de aula e
material de primeiros socorros;
6.13 Levantar autos de notícia ao pessoal operacional relativos a infrações disciplinares
verificadas;
6.14 Cumprir as demais funções que lhe forem atribuídas pelo Diretor.

Artigo 38.º
Pais e Encarregados de Educação
1. Direitos
O Encarregado de Educação tem o direito de:

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1.1 Participar na vida da escola;


1.2 Exigir da escola um ensino e serviços de qualidade;
1.3 Ser informado, na escola, sobre a legislação e normas que lhe digam respeito;
1.4 Ser informado do comportamento, assiduidade e aproveitamento do seu educando, após
cada um dos momentos de avaliação e, entre estes, semanalmente, no dia e hora fixados para o
efeito pelo DT/ PT, exceto na semana que antecede os conselhos de turma/ de docentes de
estabelecimento de avaliação;
1.5 Ser avisado, nos termos da lei, das faltas dadas pelo seu educando;
1.6 Ser informado no início do ano letivo, sobre o currículo de cada disciplina, respetivos
conteúdos programáticos e critérios de avaliação, bem como o número de aulas previstas por
disciplina;
1.7 Ser recebido condignamente e em espaço próprio;
1.8 Recorrer e ser atendido pelo Diretor sempre que o assunto a tratar ultrapasse a
competência do Diretor de Turma /Professor Titular de Turma ou, na ausência deste, por motivo
inadiável;
1.9 Ser sócio da Associação de Pais e Encarregados de Educação;
1.10 Estar representado, no Conselho de Turma/de Docentes de Estabelecimento de natureza
disciplinar e no Conselho Geral;
1.11 Conhecer o Regulamento Interno, bem como participar na sua elaboração e/ou
reformulação;
1.12 Tomar conhecimento da aplicação de planos de apoio, aplicados ao seu educando.

2. Alunos Subsidiados
Os Encarregados de Educação dos alunos apoiados pelo Ação Social Escolar, devem seguir
as orientações do Órgão de Gestão/ Serviços Administrativos, não se responsabilizando estes
por despesas não autorizadas.

Artigo 39.º
Associação de Pais / Encarregados Educação
A Associação de Pais e Encarregados de Educação é o órgão representativo de Pais e
Encarregados de Educação dos alunos do Agrupamento.
1. São atribuições da Associação de Pais e Encarregados de Educação:

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1.1 Representar os pais e encarregados de educação dentro da escola, nomeadamente na


Assembleia de Escola e fora dela;
1.2 Dar parecer sobre assuntos respeitantes à formação dos seus educandos e sobre a gestão
da escola;
1.3 Dar parecer sobre legislação em vigor, ou a criar, no âmbito educativo;
1.4 Participar nas diversas atividades inseridas no Plano Anual de Atividades do Agrupamento;
1.5 Incentivar a participação crescente dos encarregados de educação na vida escolar;
1.6 Participar nos Conselhos de Turma/docentes de estabelecimento destinados à organização
das atividades da turma, visando a melhoria das condições de aprendizagem e a otimização
da relação Escola/Família;
1.7 Participar nos Conselhos de Turma/ de docentes de estabelecimento de caráter disciplinar;
1.8 Solicitar ao Diretor a cedência de instalações para as reuniões dos órgãos das Associações
de Pais, com a antecedência mínima de 5 dias;
1.9 Dispor de um espaço próprio para afixação de documentação relativa à Associação de Pais;
1.10 Solicitar reuniões com o Diretor, tendo em vista a análise de situações escolares.

CAPÍTULO VII - AUTARQUIA


Artigo 40.º
Competências
1. Ao Município compete:
1.1 Fazer-se representar no Conselho Geral;
1.2 Assegurar a construção, manutenção e conservação dos estabelecimentos de educação
pré-escolar e do ensino básico;
1.3 Dotar estes estabelecimentos de ensino do equipamento e material didático necessário ao
seu adequado funcionamento;
1.4 Colocar o Pessoal não docente nos estabelecimentos de educação pré-escolar, tendo em
conta a legislação vigente;
1.5 Cofinanciar o funcionamento das atividades de animação e apoio à família na educação
pré-escolar;
1.6 Providenciar espaços alternativos para o funcionamento das atividades de animação e
apoio à família;
1.7 Dotar estes espaços de material adequado ao desenvolvimento destas atividades;

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1.8 Colocar e assegurar a formação do pessoal afeto ao serviço das atividades de animação e
apoio à família;
1.9 Colocar o pessoal docente afeto às atividades de enriquecimento curricular no 1.º ciclo nos
termos da legislação vigente;
1.10 Adquirir o material pedagógico necessário ao desenvolvimento destas atividades;
1.11 Prestar o apoio no âmbito da ação social escolar, aos alunos do 1.º ciclo, que a ele
tenham direito;
1.12 Assegurar o transporte escolar dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos que a ele têm direito de
acordo com a legislação em vigor;
1.13 Estabelecer protocolos de colaboração com o Agrupamento, nas áreas tidas por relevantes;
1.14 Instalar alarmes nos diferentes edifícios escolares, procedendo à sua manutenção e
desarme em caso de ativação/intrusão.

2. À Junta de Freguesia compete:


2.1 Fornecer o material de limpeza e de expediente aos estabelecimentos de educação pré-
escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;
2.2 Estabelecer protocolos de cooperação com o Agrupamento, nas áreas tidas por relevantes.

CAPÍTULO VIII – NORMAS GERAIS DE FUNCIONAMENTO DO AGRUPAMENTO

Artigo 41.º
Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo
1. Educação Pré-Escolar
1.1 Matrícula e Frequência
a. A matrícula das crianças que completem três anos de idade entre 15 de setembro e 31
de dezembro é aceite a título condicional, sendo a respetiva frequência garantida,
caso exista vaga no estabelecimento de ensino pretendido;
b. A matrícula e a renovação efetuam-se no ano imediatamente anterior àquele a que a
respeita.
c. A matrícula e a renovação da mesma são acompanhadas de toda a documentação
legal necessária para o efeito, incluindo a declaração médica comprovativa de que a

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criança não sofre de doença infectocontagiosa ou outra que a impeça de frequentar o


estabelecimento de ensino.
d. No caso de crianças com NEE, a inscrição tem de ser acompanhada de todos os
documentos comprovativos, de forma a ser assegurado o apoio necessário.
e. As listas de admissão serão elaboradas de acordo com a legislação em vigor.
f. As listas das crianças admitidas serão afixadas no Agrupamento, para consulta dos
Encarregados de Educação.
g. Caso não haja vagas para todas as crianças, as restantes ficarão ordenadas em lista
de espera e serão chamadas, logo que haja desistências.
h. Novas admissões para o ano letivo que está a decorrer só serão permitidas até final
do segundo período, caso haja vagas no estabelecimento de ensino.
1.2 Regime de faltas e anulação de matrícula
a. O Jardim-de-Infância deve ser avisado previamente das faltas das crianças. As faltas
por motivo de doença devem ser sempre participadas.
b. Em caso de ausência prolongada por um período igual ou superior a trinta dias, sem
qualquer justificação por parte dos Encarregados de Educação e após contacto do
Estabelecimento de Ensino ou Agrupamento, proceder-se-á à anulação da
matrícula.
c. Os alunos enquadráveis no ponto anterior perdem, no ano seguinte, em termos de
matrícula, prioridade de admissão.

1.3 Regras específicas de Funcionamento

a. O horário de funcionamento dos jardins-de-infância tem de ser cumprido. Em casos


excecionais, o atraso deve ser, sempre que possível, justificado previamente junto do
Educador. Caso essa justificação não tenha sido dada, a criança só poderá regressar no
início do turno seguinte.
b. Sempre que seja preciso vir buscar a criança mais cedo, o Educador deverá igualmente
ser avisado.
c. Apenas poderão ter acesso ao jardim-de-infância os Pais e Encarregados de Educação
das crianças que o frequentam, bem como pessoas que tenham assuntos aí a tratar,

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devidamente identificadas. Não é permitida no jardim-de-infância a presença de pessoas


estranhas ao serviço.
d. Ao longo do ano escolar poderão acontecer alguns dias “especiais” (abertura e
encerramento do ano letivo, dias festivos, visitas de estudo…) que implicarão a
readaptação de alguns aspetos do funcionamento dos jardins-de-infância.
e. A criança deverá ser sempre entregue à Educadora, Assistente operacional ou pessoal
afeto às atividades de animação e apoio à família, dado que de outra forma o jardim-de-
infância não se pode responsabilizar pela sua segurança.
f. As crianças só poderão ser entregues aos Encarregados de Educação ou a pessoas
devidamente autorizadas por estes.
g. Para que a criança possa participar na colónia balnear, é indispensável que os
Encarregados de Educação assinem a respetiva autorização.

1.4 Atividades de Animação e de Apoio à Família


a. As atividades de animação e de apoio à família (refeições e/ou prolongamento de horário)
são um serviço complementar à componente educativa do jardim-de-infância.
b. A inscrição para usufruto destes serviços tem que ser feita no ato da matrícula da criança
no jardim-de-infância.
c. Só têm direito a usufruir destes serviços as crianças matriculadas e a frequentar o jardim-
de-infância.
d. Nos dias em que a criança não frequentar a componente letiva do J.I., não poderá
usufruir destes serviços, de forma independente, salvo em casos devidamente
fundamentados por escrito.
e. O pessoal afeto a este serviço pode recusar receber as crianças não inscritas nestes
serviços, nos horários reservados aos mesmos.
f. Em caso de desistência destes serviços, deve ser feita de imediato a comunicação à
Educadora, para que o Agrupamento de Escolas possa dar andamento ao processo junto
da Câmara Municipal.
g. Nos períodos de interrupção das atividades letivas (Natal e Páscoa) e no final do ano
letivo (mês de julho), as crianças inscritas nestes serviços podem frequentar o
estabelecimento de ensino, mas ficarão apenas com Assistentes Operacionais e o
pessoal afeto às atividades de animação e apoio à família, pelo que os Encarregados de
Educação têm que assinar a respetiva autorização.

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h. As atividades de animação e apoio à família desenvolvem-se obrigatoriamente em


espaço alternativo à sala de atividades. Este espaço deve ser dotado de materiais
adequados e diversificados, de acordo com a lei vigente.
i. A organização das atividades de animação e apoio à família processa-se de forma
articulada envolvendo o Educador, a Assistente Técnica e o Coordenador de
Departamento da Educação Pré-escolar.

2. Educação Pré-Escolar /1.º, 2.º e 3.º Ciclos


2.1 Higiene e Saúde
a. Em caso de doença ou despiste de doença infetocontagiosa (sarampo, varicela,
parasitoses, …) a criança/aluno não pode frequentar a EB1/JI. Caso se trate de doença
infetocontagiosa, só é permitido o regresso da criança ao estabelecimento de ensino
mediante comprovação médica de que não existe perigo de contágio.
b. Em caso de Pediculose, o educador/professor titular/diretor de turma deve convocar o
pai ou encarregado de educação da criança(s) ou aluno(s) em questão, com vista à
resolução/tratamento. Caso a situação se mantenha, deve ser referenciada para a
equipa de Saúde Escolar ou equipa de saúde familiar de cada criança/aluno.
c. A administração de medicamentos nos estabelecimentos de educação/ensino só é
permitida em caso de doença crónica e mediante declaração médica.
d. Tanto quanto possível, e não obstante o referido no ponto anterior, os pais devem
diligenciar para que a administração de medicamentos não colida com o horário letivo.
e. Caso a criança/aluno tenha necessidade imprescindível de tomar medicamentos
durante o período em que está na escola, os pais ou encarregados de educação têm de
comunicar ao educador/professor titular/diretor de turma, através da caderneta do aluno
ou de declaração assinada pelo encarregado de educação, a dosagem e o horário da
toma dos fármacos, bem como qualquer outra informação que entendam pertinente.
f.Se persistirem dúvidas relativamente à toma de fármacos (solicitada pelos pais ou
encarregados de educação), o estabelecimento de educação deve solicitar o apoio da
equipa de saúde escolar.

3. Percursos escolares alternativos


O regime de funcionamento dos Percursos Escolares Alternativos previstos no artigo 5.º do
R.I. encontra-se estipulado em regimento próprio, elaborado sob proposta dos respetivos

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docentes e aprovado pelo Conselho Pedagógico, com remissão para o presente Regulamento
Interno.

4. Atividades de Enriquecimento Curricular no 1.º ciclo


1. Consideram-se Atividades de Enriquecimento Curricular no 1.º ciclo do ensino básico as
atividades educativas e formativas de natureza eminentemente lúdica, formativa e cultural que
incidem nos domínios desportivo, artístico, científico, técnico e das tecnologias da informação
e comunicação, de ligação da escola com o meio e de educação para a cidadania.
2. No Agrupamento, as atividades de enriquecimento curricular, organizadas em colaboração
com entidade promotora, mediante protocolo anual, decorrem como complemento ao horário
letivo diário, após as atividades letivas, até às 17.30h, situação que será analisada
anualmente, uma vez que a sua gestão decorre do protocolo assinado com a Câmara
Municipal da Póvoa de Varzim e poderá ser esta a promover as mesmas, adequando-se as
ofertas às diferentes escolas.
3. O regime de funcionamento destas Atividades, designadamente a oferta, duração semanal de
cada atividade e horários de desenvolvimento consta de documento específico, a apresentar
anualmente pelo diretor em Conselho Pedagógico e Conselho Geral, recebendo o nome
escolar a que se reporta.
4. As AEC são de frequência gratuita, sendo a inscrição facultativa.
5. A inscrição nas AEC, sendo pretendida, é efetuada no ato da matrícula/renovação e
obrigatória em todas as atividades.
6. Uma vez realizada esta inscrição, os encarregados de educação comprometem -se a que os
seus educandos frequentem as AEC até ao final do ano letivo, no respeito pelo dever de
assiduidade consagrado na legislação.
7. Caso o encarregado de educação opte pela não inscrição do aluno nas AEC, deve ser
respeitado o horário da componente curricular do aluno. Nestas situações, a escola não se
responsabiliza pela vigilância e guarda do aluno, uma vez que este não tem atividade letiva, o
que também tem implicações em termos de seguro escolar.
8. A supervisão e o acompanhamento das AEC são da responsabilidade dos órgãos
competentes do Agrupamento, entendendo-se a aprovação das planificações pelo Conselho
Pedagógico, fazendo o coordenador de estabelecimento o acompanhamento e supervisão
nos moldes definidos para as outras áreas em articulação com a direção.
9. Considerando o objetivo estratégico 6.9 do projeto Educativo, para além dos momentos
informais, a interação formal do 1º ciclo com as AEC acontece:

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9.1 A nível da planificação Anual: Articulação com o departamento de 1.º ciclo ou ajustadas a
outros departamentos sempre que as ofertas assim o justifiquem.
9.2 A nível de PAA / Articulação curricular / Momentos de reflexão. Em reuniões de
estabelecimento (início do 1º período e final de cada período, com registos de avaliação
em ata).

5. Componente de Apoio à Família no 1.º ciclo


1. Consideram-se CAF o conjunto de atividades destinadas a assegurar o acompanhamento
dos alunos no 1.º ciclo do ensino básico antes e ou depois da componente curricular e de
enriquecimento curricular, bem como durante os períodos de interrupção letiva.
2. No início do ano letivo, em reunião, os pais ou encarregados de educação serão
auscultados, no sentido de se apura a necessidade de oferta da CAF.
3. A supervisão da CAF é da responsabilidade dos órgãos competentes do Agrupamento,
encontrando-se protocoladas as competências dos diferentes intervenientes.
4. Para implementação desta componente, serão assinados protocolos de colaboração com a
associação de pais e encarregados de educação, juntas de freguesias ou outras entidades,
que definirão o horário e regime de funcionamento.

Artigo 42.º
Donativos
Os donativos que os Encarregados de Educação ou outras entidades entenderem fazer aos
estabelecimentos de ensino do Agrupamento, obedecerão a regulamentação específica, a
divulgar no início de cada ano letivo.

Artigo 43.º
Seguro Escolar
Considera-se Acidente Escolar o que ocorra durante atividades programadas pela Escola ou
no percurso casa-escola-casa, dentro do período considerado necessário para o aluno efetuar
esse percurso (será considerada a morada indicada pelo encarregado de educação, no processo
de matrícula, ou outra desde que devidamente comunicada e autorizada).
1. O Seguro Escolar funciona em regime de complementaridade do Sistema /Subsistema público
de saúde e apenas sobre danos pessoais do aluno.
2. Apenas está coberta pelo Seguro Escolar a assistência prestada em estabelecimento de Saúde
Públicos, com exceção dos casos de impossibilidade de tratamento naqueles estabelecimentos,
devidamente comprovados pelos respetivos serviços.

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3. Nos casos de atropelamento, o Seguro Escolar só atua depois de haver decisão judicial
relativamente à culpa dos intervenientes. Torna-se, por isso, indispensável que o
pai/encarregado de educação apresente a participação do acidente no tribunal Judicial da
Comarca para ser definida a responsabilidade no acidente. O tribunal é a única entidade
competente para definir essa responsabilidade. Neste tipo de acidente, a não participação ao
Tribunal implica que o Seguro escolar não assuma quaisquer responsabilidades decorrentes
desse mesmo acidente.
4. A Escola deverá informar o Encarregado de Educação do sucedido, devendo este entregar nos
serviços administrativos do Agrupamento os originais das despesas efetuadas, para se proceder
ao reembolso dos custos.
5. O regulamento completo do Seguro Escolar encontra-se disponível para consulta nos serviços
Administrativos.

Artigo 44.º
Plano Anual de Atividades (P.A.A.)
O P.A.A. é entendido como o documento de planeamento, que define, em função do Projeto
Educativo, os objetivos e as formas de organização e de programação das diversas atividades e
a identificação dos recursos necessários à sua execução.
“É um documento onde constam as atividades a desenvolver ao longo do ano letivo que
permitem a persecução das metas e finalidades definidas no Projeto Educativo. É, por sua vez, o
resultado de todo um trabalho de reflexão desenvolvido por todos os atores intervenientes no
processo educativo, desenvolvido no agrupamento.”
1. O P.A.A. é elaborado e aprovado pelo Diretor a partir das propostas apresentadas pelo Conselho
Pedagógico ou outras estruturas, de acordo com parecer vinculativo do Conselho Geral.
2. O P.A.A. é elaborado em coerência e coordenação com o Projeto Educativo da escola.
3. Para a articulação do P.A.A., o Diretor poderá constituir uma comissão ou grupo de trabalho, o
qual deve ter como responsável um professor coordenador.
4. O Diretor deverá elaborar relatórios periódicos e um relatório final sobre a execução do P.A.A,
que deverão ser submetidos à apreciação do Conselho Geral.
5. Cada professor/ grupo/ departamento responsável pela atividade terá de elaborar o
correspondente relatório no final da mesma e entregá-lo ao Coordenador do P.A.A, através do

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coordenador de departamento ou nos moldes especificados para esse efeito de acordo com o
prazo que for definido pelo Diretor.
6. O não cumprimento do proposto e aprovado no P.A.A. terá que ter devida justificação do órgão
responsável e merecerá parecer do Diretor.
7. As atividades não incluídas inicialmente no P.A.A. devem ser propostas ao Diretor para posterior
deliberação.
8. Todas as atividades propostas têm que ser apresentadas pelos responsáveis para análise e
aprovação pelo Diretor, ouvido o Conselho Pedagógico com os seguintes elementos definidos:
a. Objetivo do Projeto Educativo contemplado;
b. Tipo de atividade;
c. Descrição sumária da atividade;
d. Proponentes;
e. Responsável pela atividade;
f. Professores envolvidos;
g. Data de realização;
h. Público-alvo;
i. Estratégias de atuação;
j. Objetivos específicos da atividade/competências a desenvolver;
k. Recursos necessários;
l. Recursos solicitados à escola;
m. Custo estimado para a atividade;
n. Avaliação.
9. O Diretor deverá elaborar uma ficha-modelo, para apresentação das atividades, a qual deve
observar o descrito nas diferentes alíneas do ponto 8.

Artigo 45.º
Visitas de estudo
1. Conceito de visita de estudo
Deverá considerar-se visita de estudo toda e qualquer atividade decorrente do Projeto
Educativo de Escola e enquadrável no âmbito e desenvolvimento dos projetos curriculares de
escola/agrupamento e de turma/grupo, previstas em termos de Plano Anual de Atividades,
quando realizada fora do espaço físico da escola e/ou da sala de aula. Nesta aceção, uma visita
de estudo é sempre uma atividade curricular, intencionalmente planeada, servindo objetivos para
desenvolver / complementar conteúdos de todas as áreas curriculares disciplinares ou não

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disciplinares, de caráter facultativo, logo uma atividade letiva, obrigatória para todos os alunos da
turma ou para um conjunto de turmas para a qual foi estruturada.

2. Organização da visita
Na organização de uma visita deverão ser observados os seguintes princípios:
2.1 Aprovação pelos Conselhos de Turma, departamentos curriculares e Conselho Pedagógico
do projeto de visita de estudo, do qual constarão:
a. Razões justificativas da visita;
b. Objetivos específicos;
c. Guiões de exploração do(s) local(ais) a visitar (quando aplicável);
d. Aprendizagens e resultados esperados;
e. Portefólio da visita;
f. Regime de avaliação dos alunos e do projeto;
g. Calendarização e roteiro da visita;
h. Docentes e não docentes a envolver (o rácio professor/aluno deverá variar com a
idade dos alunos, sendo que o ponto 5, do Despacho nº 28/ME/91, de 28 de março,
considera adequados os seguintes: 1.º e 2.º ciclos – 1 docente por cada 10 alunos; 3.º
ciclo e secundário – 1 docente por cada 15 alunos), prevendo-se elementos suplentes;
i. Proposta de atividades para os alunos não envolvidos, mas cujos professores faltarão
em virtude da sua participação na visita.
2.2 Os alunos estarão sujeitos ao regime normal de assiduidade, sendo as eventuais faltas
justificadas nos termos da lei, caso as visitas sejam realizadas em tempo letivo.
2.3 A autorização e corresponsabilização das famílias é obrigatória no caso de visitas com
duração superior às atividades letivas previstas para aquele dia.
2.4 Os alunos serão abrangidos pelo seguro escolar.
2.5 É obrigatória a apresentação da declaração de autorização de saída para o estrangeiro
expressa pelos encarregados de educação.
3. As visitas de estudo só poderão realizar-se durante o primeiro e segundo períodos e em período
letivo, se envolverem todos os alunos da(s) turma(s) com cujos planos de turma se articulam,
não sendo aceitável a exclusão de qualquer aluno por razões económicas. A não participação
dos alunos neste tipo de atividade deverá ser assumida e fundamentada por escrito pelos pais,
sendo certo que os alunos que, por motivos decorrentes da própria visita ou da
escola/responsáveis pela sua organização não podem participar são duplamente prejudicados: a
impossibilidade de participar na atividade pedagógica e a impossibilidade de frequentarem as
aulas a que tinham direito.

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4. Para além das visitas de estudo organizadas de acordo com as orientações referidas, poderá a
escola, sozinha ou em parceria, realizar outras atividades formativas fora do recinto escolar,
desde que devidamente enquadradas pelo Projeto Educativo e inseridas no P.A.A. e sem
prejuízo das atividades letivas.
5. Tratando-se de visitas de estudo e/ou deslocações para o exterior, o professor responsável
deve, 30 dias antes da atividade, entregar ao Diretor ou à equipa uma listagem completa dos
alunos participantes e professores acompanhantes.
6. No caso descrito no ponto 5., o responsável deve acautelar autorização dos Encarregados de
Educação e o respetivo rácio de 1 professor/15 alunos. Caso o professor acompanhante não
assegure a totalidade do serviço letivo, deve deixar ao Diretor uma planificação – “aula de
substituição” – para as turmas a que irá faltar. Se a atividade decorrer dentro do horário letivo,
deve procurar assegurar-se a participação de todos os alunos. Em situação de deslocação para
o exterior (ex.: aula em espaço exterior ao recinto escolar), não carece da tramitação de visita de
estudo, nomeadamente no que diz respeito ao rácio descrito neste ponto, salvaguardando-se a
necessária informação aos E.E. As situações de saída da sala carecem de informação à direção
da escola.
7. As atividades previstas no P.A.A. são atividades escolares e, como tal, aplicam-se-lhes, com as
devidas adaptações, todas as regras de comportamento e atitudes, por parte dos alunos,
exigidas para as atividades curriculares;
8. Na sequência do disposto no ponto anterior, nessas atividades é igualmente, e com total
propriedade, aplicável o procedimento disciplinar definido neste regulamento;
9. Devido a condutas anteriores ou a reincidentes atitudes incorretas na escola, o aluno, sob
proposta do Conselho de Turma ou do Diretor de Turma/ Professor Titular e Conselhos de
Docentes de Estabelecimento, ouvidos, sempre que possível, os professores da Turma, pode
ser impedido de participar nas atividades extracurriculares ou em alguma específica.
10. As atividades realizadas fora do espaço da escola carecem sempre de autorização expressa do
encarregado de educação do aluno.
11. As atividades, sempre que possível, devem ser registadas em fotografia e/ou filme, a fim de
fazerem parte do arquivo da escola e de poderem ser úteis a outras atividades futuras, de
acordo com autorização a recolher no início do ano escolar junto dos encarregados de
educação.
12. As regras relativas ao P.A.A. podem ser ajustadas anualmente, após aprovação em Conselho
Pedagógico.

Artigo 46.º

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Acessos e Segurança
1. Acesso e permanência em todas as Unidades Educativas:
1.1 Todos os membros da Comunidade Escolar, devem ser portadores de documento
comprovativo dessa qualidade, em suporte a definir pelo Diretor, que exibirão sempre que
lhes for solicitado.
1.2 Têm livre acesso às Unidades Educativas os professores e funcionários das mesmas
durante o horário normal de funcionamento.
1.3 Têm acesso condicionado às Unidades Educativas os pais e encarregados de educação dos
alunos que as frequentam e qualquer outra pessoa que nela tenha assuntos a tratar.
1.4 As entradas e as saídas das Unidades Educativas deverão ser efetuadas pelo portão
principal, devendo o funcionário responsável, após os procedimentos normais de
identificação, autorizar ou não o acesso.
1.5 Não é permitida a entrada de quaisquer viaturas no recinto escolar, exceto para cargas e
descargas que, pela sua natureza, não possam ser efetuadas de outro modo ou que
transportem qualquer membro da comunidade escolar impedido de o fazer pelos seus
próprios meios, para além do indicado no ponto 1.11.
1.6 As viaturas que necessitem de circular nas escolas, sobretudo na Educação Pré-escolar e
1.º ciclo, por questões de segurança, não o deverão fazer em período coincidente com o
intervalo de atividades.
1.7 As viaturas só poderão circular no recinto cumpridas as normas de segurança existentes:
com muito cuidado, em velocidade reduzida e nos locais de circulação.
1.8 As viaturas só permanecerão no recinto escolar o tempo estritamente necessário para
cumprir os fins da sua utilização.
1.9 O Agrupamento declina qualquer responsabilidade por danos causados em veículos dentro
do recinto das diversas Unidades Educativas, o que não invalida o empenho no apuramento
de responsabilidades.
1.10 Qualquer dano ou acidente causado pelas viaturas em circulação serão da
responsabilidade dos seus proprietários.
1.11 Só é permitida a permanência de pessoas estranhas ao Agrupamento nas instalações das
unidades educativas quando devidamente autorizadas, devendo neste caso permanecer nas
instalações escolares o tempo estritamente necessário.
1.12 Não sendo possível o estacionamento no exterior, o Diretor poderá autorizar o
estacionamento no interior do recinto escolar, em espaço restrito e de forma a não
comprometer a segurança dos peões.

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2. Acesso e permanência na Escola Básica de Aver-o-Mar


2.1 O acesso e saída da escola deverão ser efetuados pelo portão situado na entrada principal:
a. O acesso pelo portão lateral é permitido para fornecimento de mercadorias, operações
de carga e descarga e execução de obras devendo, no entanto, os motoristas
comunicar previamente a intenção de acesso junto da portaria da escola;
b. O portão de acesso junto ao pavilhão gimnodesportivo só poderá ser utilizado para
realização de atividades extracurriculares ou extraescolares;
c. O estacionamento, quando autorizado, far-se-á através do automatismo do portão
principal, estando o mesmo condicionado ao pagamento de uma caução (comando).
2.2 Todos os grupos de pessoas exteriores à escola que utilizem as suas instalações através de
aluguer ou protocolos com ela estabelecidos, deverão cumprir rigorosamente o acordado
com o Diretor:
a) Os alunos matriculados na escola deverão ser sempre portadores do cartão de
estudante, a emitir pelos serviços administrativos, devendo usá-lo de acordo com o
regulamento de utilização do cartão multiusos, o qual é apresentado aos alunos e
encarregados de educação no início do ano escolar;
b) A saída dos alunos da escola depende do tipo de cartão escolhido pelo respetivo
encarregado de educação no ato da matrícula e que poderá ser “autorizado “, ou “não
autorizado”;
c) Todos os alunos com direito a transporte escolar são “não autorizados”. Na
eventualidade de algum Encarregado de Educação querer que o seu educando seja
“autorizado” deverá considerar que o transporte escolar apenas permite duas
viagens/dia;
d) Na falta do cartão de estudante, o aluno poderá entrar ou sair mediante a apresentação
da respetiva caderneta devidamente preenchida (horário, declaração do encarregado de
educação, respetiva assinatura, bem como a do Diretor de Turma), e validação com
carimbo aposto nos Serviços Administrativos;
e) Numa eventual perda do cartão de estudante, o aluno ou o encarregado de educação
deve, de imediato, solicitar um cartão temporário nos serviços administrativos,
requerendo uma segunda via no prazo de 5 dias úteis, caso o cartão inicial não seja
recuperado;
f) Caso a situação se repita, o aluno ou o encarregado de educação terá o mesmo
procedimento, mediante o pagamento do cartão e de seis euros por cada nova via a
emitir;

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2.3 O acesso à escola e aos serviços faz-se através de um cartão multifunções, também
utilizado para registo de assiduidade do pessoal não docente, cujo regulamento de utilização
se encontra em anexo (Consta do Anexo VI) a este regulamento, cabendo a sua aprovação
ao diretor, após apresentação em Conselho Pedagógico.
2.4 Quando o portão se encontrar fechado, os utentes deverão utilizar o intercomunicador
instalado na portaria e seguir as orientações que lhe forem fornecidas.

3. Segurança
3.1 A segurança de pessoas e bens faz-se através da implementação de medidas que visam
prevenir acidentes, furtos, roubos, agressões, ou outras situações que possam prejudicar o
normal funcionamento do agrupamento e/ou lesar física ou moralmente qualquer elemento
da comunidade escolar.
3.2 Sempre que, no interior das instalações, seja detetado algum intruso, deverá ser informado
o Diretor ou seu substituto legal, que comunicará à autoridade pessoal, se necessário.
3.3 Deverão ser escrupulosamente cumpridas as orientações emanadas do Diretor no que
concerne:
a. As ameaças de bomba ou de outro engenho explosivo;
b. Ao cumprimento dos regulamentos específicos dos espaços laboratoriais, instalações
desportivas ou outras;
a) A verificação do estado das bocas-de-incêndio externas e internas, dos prazos de
operacionalidade dos extintores, do estado da rede de distribuição de gás, de energia
elétrica e de água.
3.4 Em caso de emergência devem ser seguidas todas as normas constantes no plano de
emergência, nomeadamente, nas plantas de emergência, normas de evacuação, instruções
gerais e particulares.

Artigo 47.º
Instalações e Equipamentos
1. Gestão das instalações escolares
1.1 A gestão das instalações escolares é da responsabilidade do Diretor.
Desde que não haja prejuízo para as atividades das escolas do agrupamento, o Diretor pode
estabelecer:

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a. Protocolos para utilização regular das instalações escolares com organismos oficiais e
instituições de caráter formativo, cultural ou desportivo;
b. Regimes de aluguer ou cedência regulares ou pontuais das instalações escolares a
instituições, grupos de pessoas ou a nível individual.
1.2 Os protocolos e regimes de aluguer estabelecidos são feitos e assinados em triplicado,
ficando um na posse de cada uma das partes e a terceira nos serviços administrativos, onde
podem ser consultados, a requerimento de qualquer um.
1.3 O aluguer ou cedência de instalações escolares ficam sujeitos à seguinte ordem de
prioridades:
a. Atividades de complemento curricular, desporto escolar e outras atividades
extracurriculares promovidas pela comunidade escolar;
b. Organismos ou instituições com protocolos estabelecidos com a escola;
c. Organismos oficiais;
d. Instituições ou organismos de carácter não oficial;
e. Outros utilizadores.
1.4 O regime de aluguer de instalações desportivas encontra-se regulamentado por legislação
específica. (Portaria nº 68/ 89 de 31 de janeiro).
1.5 Os regimes de aluguer de outras instalações escolares são definidos pelo Diretor no início
de cada ano letivo, podendo este, no entanto, proceder ao aluguer ou cedência de
instalações escolares em qualquer altura do ano, sem prejuízo do estabelecido nas alíneas
anteriores.
1.6 As verbas envolvidas devem ser aprovadas pelo Conselho Administrativo, por proposta do
Diretor.

2. Manutenção das instalações e materiais e preservação do meio ambiente


2.1 Todos os elementos da comunidade escolar deverão contribuir para manter a escola limpa,
utilizando os recipientes próprios existentes para deitar o lixo, promovendo uma eficaz
separação de resíduos.
2.2 Todos devem contribuir para a conservação e manutenção das instalações, equipamentos,
mobiliário e material didático. Em particular, devem contribuir para manter em boas
condições de higiene as instalações sanitárias e os balneários.
2.3 Os elementos da comunidade escolar são responsáveis por manter uma boa organização
das salas de aula, conservando-as devidamente arrumadas e limpas.

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2.4 Todos os grupos de pessoas exteriores à escola, que utilizem as suas instalações através
de aluguer ou protocolos celebrados, deverão cumprir rigorosamente as suas instruções
definidas para o efeito no respetivo protocolo.
2.5 Os equipamentos audiovisuais, pelas suas caraterísticas, requerem um tratamento muito
cuidadoso na sua utilização, que deve cumprir rigorosamente o regulamento específico
existente.
2.6 Participação das anomalias – qualquer docente que detete ou tome conhecimento de
qualquer avaria ou outra anomalia no seu local de trabalho deve comunicá-la ao funcionário
do setor, ficando, nessa altura, registado em impresso próprio, declarando expressamente
se houve responsável intencional. O funcionário, por sua vez, comunica o facto ao Diretor
que atuará em conformidade.
2.7 É proibido fumar no recinto escolar.
2.8 A comunidade escolar deve procurar por todos os meios combater o vício (tabaco, droga,
álcool, jogos de azar, etc.), o roubo, palavras indecorosas e atos impróprios entre pares no
recinto escolar.
2.9 Toda a comunidade escolar deve evitar fazer barulho que perturbe o bom funcionamento da
escola:
a. A entrada e saída das aulas deve fazer-se com ordem e sem atropelos;
b. Os alunos não podem aproximar-se das janelas das salas durante o decorrer das aulas.
2.10 Todos os elementos da comunidade escolar devem promover um são convívio, na base do
respeito mútuo, da camaradagem, da solidariedade, da disciplina e da correção de atitudes.

3. Instalações específicas e setores de prestação de serviços


3.1 Constituem instalações específicas:
a. Instalações desportivas (pavilhão gimnodesportivo e campo de jogos exteriores);
b. Salas de E.V., E.T. e E.M;
c. Salas de Ciências da Natureza e Ciências Naturais;
d. Laboratório de Física e Química;
e. Salas de TIC;
f. Centro de Apoio à Aprendizagem;
g. Clubes;
h. Gabinete de Apoio ao Aluno (GAMA);
i. Sala de atendimento aos encarregados de educação;
j. Sala de trabalho dos docentes;
k. Sala dos docentes;

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l. Sala do pessoal não docente;


m. Auditório.

3.2 Constituem serviços específicos de apoio:


a. Serviços administrativos;
b. Serviços de ação social escolar (refeitório e cozinha, bufete e papelaria);
c. Biblioteca;
d. Reprografia/ Papelaria;
e. Serviços de Psicologia e Orientação Escolar.
3.3 Todas as instalações estão devidamente assinaladas nas plantas das unidades educativas,
podendo sofrer alteração de localização, pelo Diretor, sempre que as exigências de
funcionamento a tal obriguem.
3.4 De todas as alterações deve ser dado conhecimento ao Conselho Geral e ao Conselho
Pedagógico.
3.5 A alteração das normas de utilização e locais de funcionamento dos serviços especializados
e salas específicas é da competência do Diretor, ouvido para o efeito o responsável pelo
setor.
3.6 O setor da cantina, sendo uma área específica, dispõe também de normas próprias, tanto
para acesso/ permanência, como para o serviço de reserva de refeições, devendo observar-
se o seguinte:
3.6.1 Acesso e permanência: para além de aspetos já indicados neste R.I., o Código de
Conduta – Plano de Ação para a indisciplina, aprovado em novembro de 2016 e
considerado como anexo e complementar deste Regulamento, fixa, no ponto 2.1.3 as
Regras a observar no Refeitório, antes, durante e após a refeição.
3.6.2 Reserva de senhas: considerando que o acesso ao refeitório se faz mediante a
reserva prévia da refeição, considere-se que:
a) no JI e 1º ciclo, a reserva é feita aquando da matrícula, inscrevendo-se os alunos no
serviço de refeição, que será validada diariamente pelo docente/ funcionários nas
escolas, fazendo-se o pagamento do serviço junto da autarquia.
b) na EB de Aver-o-Mar, a reserva é feita através do cartão SIGE, conforme regulamento
específico, anexo e complementar deste Regulamento. (Consta do Anexo VI).
3.6.3. Os alunos que reservem senhas para almoçar e não consumam a refeição serão
objeto de procedimento, por parte da escola, de acordo com a seguinte tramitação:
a) primeira e segunda situações: informação dos serviços ao DT, para que este informe o
aluno e respetivo encarregado de educação, alertando-o para o ocorrido,

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consequências, motivos, recordando-se os procedimentos a seguir para o evitar;


poderá ser justificada a falta, uma primeira vez, se forem apresentadas razões
atendíveis.
b) terceira situação: informação dos serviços ao DT, para que este informe o aluno,
convocando-se o respetivo encarregado de educação, para uma reunião presencial,
em que este deverá ser alertado para o ocorrido, consequências, motivos e tal,
recordando-se os procedimentos a seguir para o evitar;
c) quarta situação: informação dos serviços ao DT, para que este informe o aluno e
respetivo encarregado de educação, sendo-lhe automaticamente aplicada uma das
seguintes medidas:
I. realização de tarefas de integração, no espaço da cantina, pelo período de três
momentos distintos;
II. realização de tarefas de integração, auxiliando na limpeza e organização dos
espaços exteriores;
III. condicionamento do acesso a espaços e/ ou atividades (definir locais/
atividades…) - sugere-se a sua aplicação em situações de reincidência (tratando-se de
atividade em que a turma esteja envolvida, o horário deverá ser cumprido, a título de
exemplo, na biblioteca ou no GAMA).

4. Equipamentos
4.1 Os equipamentos audiovisuais devem ser requisitados previamente com 3 dias de
antecedência e utilizados cumprindo todas as normas de segurança em vigor.
4.2 Qualquer professor, educador e funcionário que detete ou tome conhecimento de alguma
avaria ou dano em qualquer equipamento no seu local de trabalho deve comunicar
imediatamente o sucedido, em formulário próprio ao Encarregado de Pessoal ou
Coordenador de Estabelecimento, que o fará chegar ao Diretor.
4.3 Os custos de reparação de danos no equipamento audiovisual, se provado terem sido
causados por negligência ou intencionalmente, devem ser suportados pelos utilizadores em
causa.
4.4 Anualmente será divulgada uma listagem com os equipamentos existentes e sujeitos a
requisição.

Artigo 48.º
Forma e Meio de Comunicação no Agrupamento
1. Forma de comunicação

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1.1 As comunicações são as legalmente indispensáveis para levar ao conhecimento da


comunidade escolar toda a informação que lhe diga respeito, quer a nível pessoal, quer a
nível profissional.
1.2 A comunicação oficial do Diretor com a comunidade escolar será feita normalmente sob a
forma de Aviso, Convite, Convocatória, Informação, Memorando, Circular e Ordem de
Serviço. Extraordinariamente poderá assumir outra forma que mais se adapte a uma
situação específica que o justifique.
1.3 A sua divulgação será feita através da afixação nos expositores oficiais, ou da forma que se
tornar mais eficaz segundo as circunstâncias, ou as entidades a que se destinam, sempre
no intuito de facilitar a rapidez de informação, sendo privilegiado, em termos internos, o uso
do email institucional e de plataformas digitais de cariz institucional (ex. Teams).
1.4 Os docentes e assistentes terão acesso a uma conta de email institucional e formação para
a sua utilização, a qual será usada para troca de informação de cariz oficial.
1.5 Este email, de cariz institucional, é o veículo privilegiado para troca de informação de cariz
profissional, articulado com plataformas digitais de cariz institucional (ex. Teams)

2. Comunicação entre docentes


2.1 Serão afixadas as convocatórias para as respetivas reuniões, pelos subcoordenadores dos
grupos disciplinares, coordenadores dos departamentos curriculares, coordenadores de
docentes de estabelecimento e coordenadores dos diretores de turma, nos expositores
existentes para o efeito e cumprindo sempre os requisitos legais, podendo, em alternativa,
fazer-se o seu envio através de meio digital, como especificado no ponto seguinte.
2.2 Outras formas de comunicação são possíveis desde que todos os elementos tenham acesso
à informação nas mesmas condições de equidade, aqui se incluindo a comunicação via
email citada em 1.5.
2.3 Antes de ser feita a comunicação referida no ponto anterior, deve a entidade que emana,
dar a conhecer a mesma ao Diretor.
2.4 Na escola EB 2,3 todas as comunicações do Diretor de Turma para os restantes professores
do Conselho de Turma devem ter em conta a pertinência da informação, quanto à sua
importância e quanto à temporalidade da mesma, devendo ser utilizados todos os meios
para que chegue a cada professor em tempo útil.
2.5 A sua divulgação deve ser feita através do programa INOVAR ou de email e, quando
necessário, da afixação no expositor dos Diretores de Turma, ou pessoalmente se o assunto
for de carácter sigiloso, podendo ainda recorrer-se ao Teams.

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2.6 Todas as comunicações escritas dos professores ao Diretor de Turma devem ser entregues
pessoalmente ou colocadas no local a eles destinado, usando-se, nas situações em que tal
seja possível e aplicável, a comunicação via email ou outros suportes indicados pela
direção.
2.7 A distribuição de informação no agrupamento só é permitida após aprovação do Diretor do
agrupamento.
2.8 Não é permitida a afixação e distribuição de qualquer tipo de propaganda nas unidades
educativas, nem outras ações que pelo seu âmbito ou conteúdo sejam suscetíveis de gerar
conflitos ou ofender a liberdade de pensamento, salvaguardadas as situações previstas na
lei.
2.9 Não é permitida a afixação e distribuição de qualquer tipo de publicidade a qualquer produto
ou serviço, sem a prévia autorização do Diretor do agrupamento.
2.10 A correspondência dirigida ao Diretor do agrupamento, mas que diga respeito ou interesse
especificamente a docentes será levado ao conhecimento dos mesmos, de modo
considerado mais eficaz para que chegue em tempo útil.

Artigo 49º

Política de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais

1. Introdução
O Regulamento 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho de 27 de abril de 2016,
conhecido por Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), estabelece o regime jurídico
de proteção de dados de pessoas singulares, no que respeita ao tratamento e à livre circulação
dos mesmos. A execução do RGPD na ordem jurídica nacional é efetuada através da Lei
58/2019, de 8 de agosto
A presente política tem como função demonstrar que, na sua missão de providenciar uma
educação de qualidade, o Agrupamento de Escolas de Aver-o-Mar, Póvoa de Varzim efetua, de
forma lícita, leal e transparente, o tratamento de dados pessoais relativos a alunos, pais,
encarregados de educação, docentes, não docentes e outras pessoas singulares que com este/a
se relacionem. É assumido que o RGPD vem reforçar as obrigações das entidades responsáveis
pelo tratamento de dados e destinatários dos mesmos, por um lado e os direitos das pessoas
singulares, por outro.
(consta do Anexo X), o qual pode ser consultado no link:
https://ebaveromar.com/homepage/rgpd/

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A presente política destina-se igualmente a cumprir a obrigação determinada pelo art.º 12.º do
RGPD, no sentido de garantir que o titular dos dados seja informado acerca dos seus direitos, de
forma concisa, transparente e inteligível, numa linguagem clara e acessível.

2. Entidade responsável pelo tratamento de dados


O “responsável pelo tratamento” é a pessoa singular ou coletiva que, individualmente ou em
conjunto, determina as finalidades e os meios para uma determinada operação de tratamento de
dados de caráter pessoal. No que respeita à presente política, o responsável pelo tratamento é o
Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada que se indica de seguida:
o Direção de Serviços Regional (DSRN): Esmeralda Diegues Nascimento
o Morada: Rua António Carneiro, 98, 4349-003 Porto; o Telefone: 225 191 900;
o Contactos: [email protected]; o Interlocutor no Agrupamento:
o Ana Cândida Martins Novo Carneiro de Brito o Telefone: 252 690 590
o Contactos: [email protected]

CAPÍTULO IX - DISPOSIÇÕES FINAIS

1. Âmbito geral
1.1 Os Órgãos de Administração e Gestão e as Estruturas de Coordenação Educativa e
Supervisão Pedagógica elaboram os seus próprios regimentos definindo as respetivas
regras de organização e funcionamento, nos termos fixados no decreto-lei nº 75/2008 e em
conformidade com o Regulamento Interno.
1.2 O regimento é elaborado ou revisto nos primeiros 30 dias do mandato do órgão ou estrutura
a que respeita.
1.3 A duração das reuniões, a constar do regimento interno, deverá considerar a seguinte
orientação: a duração máxima das reuniões será de 120 minutos, podendo ser prolongada
por mais 30 minutos, por maioria simples dos presentes, ou prolongada até à conclusão da
Ordem de Trabalhos, por concordância de todos os presentes).

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1.4 O Conselho Geral, o Diretor e o Conselho Pedagógico, na esfera das respetivas atribuições,
criarão condições para o cumprimento deste regulamento e exigirão de todos o respeito
pelas normas que o mesmo contém.
1.5 De acordo com a lei vigente, no ano seguinte à sua aprovação, o Conselho Geral decidirá da
necessidade de produzir alterações a este regulamento.

2. Omissões
Em todos os casos omissos observar-se-á o constante na legislação em vigor, nomeadamente
do Código de Procedimento Administrativo e o critério dos órgãos de administração e gestão do
Agrupamento, de acordo com as suas competências.

3. Cumprimento do Regulamento Interno


Compete ao Diretor zelar pelo cumprimento no disposto neste Regulamento Interno.

4. Divulgação
4.1 O Diretor será responsável pela divulgação do Regulamento Interno e dos locais onde pode
ser consultado.
4.2 O presente Regulamento deverá ser arquivado, para consulta, na Biblioteca Escolar e em
cada um dos estabelecimentos do 1.ºciclo e Jardins-de-Infância.
4.3 A toda Comunidade Educativa será dado a conhecer o endereço da página Web onde se
encontrará disponível o Regulamento Interno do Agrupamento.
Link: https://ebaveromar.com/wpfd_file/regulamento-interno-2020/
5. Original
O original do presente Regulamento Interno do agrupamento, devidamente homologado, deverá
ficar à guarda do Diretor.
6. Revisão do Regulamento Interno
6.1 No ano letivo subsequente ao da aprovação, o Conselho Geral verifica da conformidade
com o respetivo Projeto Educativo, podendo-lhe ser introduzidas alterações consideradas
relevantes, por maioria absoluta dos votos dos membros em efetividade de funções.
6.2 No início do mandato do Diretor do agrupamento, este pode apresentar propostas de
revisão do Regulamento Interno.
6.3 Quando proceder à revisão, o Diretor do agrupamento, deve definir um período para
apresentação de propostas por qualquer membro da comunidade escolar, a título individual
ou integrado nos respetivos órgãos, estruturas ou serviços.

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7. Entrada em vigor
O presente documento entra em vigor logo após a sua homologação pelo Diretor Regional da
DGEstE, nos termos e prazos definidos no ponto 3 do artigo 62º do Decreto-lei nº75/ 2008 de 22
de abril.

BIBLIOGRAFIA
No que se refere à estrutura e organização pedagógica e administrativa do agrupamento, o
presente R.I. teve por base o articulado dos:
▪ Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de A Decreto-Lei nº 355-A/98, de 13 de novembro
▪ Despacho nº 13555/ 98, de 5 de agosto
▪ Despacho 9590/99, de 15 de maio
▪ Decreto-Regulamentar nº 12/2000, de 29 de agosto
▪ Decreto-Lei nº 6/2001, de 18 de janeiro
▪ Despacho Normativo nº 1/2005, de 5 de janeiro
▪ Circular nº 5/ GD/ 2001, de 6 de novembro
▪ Despacho nº12 591/2006 de 16 de junho
▪ Decreto-Lei nº 15/2007 de 19 de janeiro (Estatuto da Carreira Docente – republicado pela Lei
75/2010, de 23 de junho).

No que se refere aos direitos e deveres dos alunos, foi seguida a determinação da lei nº
30/2002, de 20 de dezembro, alterada pela lei nº3/2008 de 18 de janeiro, alterada pela Lei
39/2010, de 2 de setembro.
No que se refere aos direitos e deveres do pessoal docente e não docente foram tidos em
consideração:

▪ Decreto-Lei nº 24/ 84, de 16 de janeiro.


▪ Decreto-Lei nº 1/ 98, de 2 de janeiro
▪ Decreto-Lei nº 259/98, de 18 de agosto
▪ Decreto-Lei nº 515/99, de 24 de novembro
▪ Decreto-Regulamentar nº 11/98, de 15 de maio
▪ Despacho Normativo nº102 /1990 de 12 setembro
▪ Decreto Regulamentar 2/2010, de 23 de junho e Portarias afins

No que se refere aos direitos e deveres dos pais e encarregados de educação, foram seguidos:
▪ Despacho nº 239/ME/93, de 20 de dezembro

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▪ Decreto-Lei nº 80/99, de 16 de março


▪ Decreto-Lei nº 372/90, de 27 de novembro

Finalmente, foram ainda tidos em consideração:


▪ Lei nº 46/86, de 14 de outubro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 115/97, de 19 de
setembro
▪ Decreto-Lei nº 442/91, de 15 de novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei
nº 6/96, de 31 de janeiro
▪ Lei Constitucional nº 1/97, de 20 de setembro
▪ Ministério da Educação (1997), Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar,
Lisboa, Ministério da Educação
▪ Ministério da Educação (1997), Legislação, Lisboa, Ministério da Educação
▪ Ministério da Educação (2002), Organização da Componente de Apoio à Família, Lisboa,
Ministério da Educação
▪ Despacho nº 6568/2004
▪ Despacho nº 8493/2004
▪ Despacho nº 17860/2007, de 13 de agosto
▪ Decreto-lei nº 3 /2008 de 7 de janeiro
▪ Despacho Conjunto nº 453/ 2004 de 27 de julho
▪ Rectificaçãonº1673-2004, do despacho con.453
▪ Despacho nº 18228/2008 de 8 de julho
▪ Portaria nº 583/97 de 1 de agosto
▪ Manifesto da biblioteca escolar

Proposta de Regulamento Interno elaborada e aprovada pelo Conselho Pedagógico, em 10 de


julho de 2013.
Documento aprovado pelo Conselho Geral 18 de julho de 2013.

Alterações posteriores: 2014, 2017, 2018, 2019 e 2021

Alterações apreciadas pelo Conselho Pedagógico em 7 de dezembro de 2023, considerando a


aprovação da versão final do Projeto Educativo, pelo Conselho Geral, em 27 de outubro de
2023.
Alterações aprovadas pelo Conselho Geral em 8 de março de 2023.

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Versão atual, integral, contendo todas as alterações: aprovada em Conselho Geral, em


08.03.2023

ANEXOS

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• Anexo I Parcerias
• Anexo II Avaliação
• Anexo III Justificação de faltas/ Atividades de recuperação
• Anexo IV PEDC
• Anexo V Projeto: Padrinhos/Madrinhas – Afilhados, Mentoria.
• Anexo VI Apadrinhamentos QME.
• Anexo VII Regulamento de utilização de serviços.
• Anexo VIII Regulamento MEGA
• Anexo IX Regulamento do projeto Erasmus.
• Anexo X Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).

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