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Cana

A cana-de-açúcar é uma planta do gênero Saccharum, utilizada principalmente para a produção de açúcar e etanol, sendo o Brasil o maior produtor mundial. A planta tem uma longa história de cultivo, que remonta à sua domesticação na Nova Guiné, e desempenhou um papel significativo na economia colonial e na migração forçada de trabalhadores. Atualmente, a cana-de-açúcar é vital para a produção de diversos produtos, incluindo açúcar, etanol e bioeletricidade, com a maior parte da produção concentrada no Sudeste do Brasil.

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A cana-de-açúcar é uma planta do gênero Saccharum, utilizada principalmente para a produção de açúcar e etanol, sendo o Brasil o maior produtor mundial. A planta tem uma longa história de cultivo, que remonta à sua domesticação na Nova Guiné, e desempenhou um papel significativo na economia colonial e na migração forçada de trabalhadores. Atualmente, a cana-de-açúcar é vital para a produção de diversos produtos, incluindo açúcar, etanol e bioeletricidade, com a maior parte da produção concentrada no Sudeste do Brasil.

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Cana-de-açúcar

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Cana-de-açúcar

Classificação científica

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Género: Saccharum
Espécies[1]

S. spontaneum
S. robustum
S. officinarum

S. barberi

S. sinense

S. edule

 «Lista completa». [verificar]

Sinónimos
 Erianthus (Michx.)
 Lasiorhachis (Hack., Stapf)
 Narenga (Bor)
 Ripidium (Trin.)
 Saccharifera (Stokes)

Cana-de-açúcar é um grupo de espécies de gramíneas perenes altas


do gênero Saccharum, tribo Andropogoneae, nativas das regiões tropicais do sul da
Ásia e da Melanésia e utilizadas principalmente para a produção de açúcar e etanol.
Tem caules robustos, fibrosos e articulados que são ricos em sacarose. A planta tem
entre dois e seis metros de altura. Todas as espécies de cana-de-açúcar mestiças e as
principais cultivares comerciais são híbridos complexos. A cana pertence
à família Poaceae, uma família de plantas economicamente importantes,
como milho, trigo, arroz e sorgo e muitas culturas forrageiras.

A sacarose, extraída e purificada em fábricas especializadas, é utilizada como matéria-


prima na indústria de alimentos humanos ou é fermentada para produzir etanol, que é
produzido em escala pela indústria da cana do Brasil. A planta representa a maior
colheita do mundo em quantidade de produção.[2] Em 2012 a Organização das Nações
Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estimou em cerca de 26,0 milhões de
hectares a área dedicada ao cultivo de cana em mais de 90 países, com uma colheita
mundial de 1,83 bilhões de toneladas. O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar
do mundo. Os próximos cinco maiores produtores
foram Índia, China, Tailândia, Paquistão e México.

A demanda mundial de açúcar é o principal condutor do cultivo de cana. A planta é


responsável por 80% do açúcar produzido; a maior parte do restante é feito a partir
da beterraba. A cana cresce predominantemente nas regiões tropicais e subtropicais (a
beterraba cresce em regiões temperadas). Além do açúcar, outros produtos derivados
da cana incluem melaço, rapadura, rum, cachaça (bebida tradicional do
Brasil), bagaço e etanol. Em algumas regiões, as pessoas usam palhetas de cana para
fazer canetas, tapetes, telas e palha. A inflorescência de plantas jovens é consumida
crua, cozida no vapor ou torrada, e preparado de várias maneiras em determinadas
comunidades insulares da Indonésia.[3]
Os persas, seguidos pelos gregos, descobriram os famosos "juncos que produzem mel
sem abelhas" na Índia entre os séculos VI e IV a.C. Eles adotaram e depois
espalharam a agricultura da cana pelo mundo.[4] Os comerciantes começaram a
negociar açúcar da Índia, que era considerado uma especiaria luxuosa e cara. No
século XVIII, plantações de cana começaram a ser cultivadas no Caribe, América do
Sul, Oceano Índico e nações insulares do Pacífico e a necessidade de trabalhadores
para a sua produção tornou-se um dos principais motores de grandes migrações
humanas, incluindo trabalho escravo[5] e servos contratados.[6]

História

A difusão para o oeste da cana em


tempos pré-islâmicos (mostrada em vermelho), no mundo muçulmano medieval (verde)
e pelos europeus no século XV (ilhas circundadas por linhas violeta)[7]
A cana de açúcar é originária das regiões tropicais do Sul e do Sudeste da Ásia.
[8]
Diferentes espécies provavelmente tiveram origem em locais diferentes, sendo
a Saccharum barberi originária da Índia e a S. officinarum na Nova Guiné.[8] Teoriza-se
que a cana foi domesticada pela primeira vez como um cultura agrícola na Nova Guiné,
cerca de 6000 a.C.[9] Novos agricultores guineenses e outros cultivadores primitivos de
cana mastigavam a planta pelo seu suco doce. Os primeiros agricultores no sudeste da
Ásia e em outros lugares também podem ter fervido o suco, transformando-o em uma
massa viscosa para facilitar o transporte, mas a primeira produção conhecida
de açúcar cristalino começou no norte da Índia. A data exata da primeira produção de
açúcar de cana não é clara. Os primeiros indícios de produção de açúcar vêm de
antigos textos em sânscrito e páli.[10]

Por volta do século VIII, comerciantes árabes introduziram o açúcar do Sul da Ásia em
outras partes do Califado Abássida no Mediterrâneo, Mesopotâmia, Egito, África do
Norte e Andaluzia. Até o século X, fontes afirmam que não havia nenhuma aldeia na
Mesopotâmia em que não crescia cana.[7] Foi entre as primeiras culturas trazidas para
a América pelos espanhóis, principalmente de seus campos nas Ilhas Canárias, e
pelos portugueses, de seus campos na Madeira.

Cristóvão Colombo foi o primeiro a trazer a cana para o Caribe durante a sua segunda
viagem para a América; inicialmente para a ilha de Hispaniola (hoje Haiti e República
Dominicana). Nos tempos coloniais, o açúcar formou um dos lados do Comércio
Triangular de matérias-primas do Novo Mundo, juntamente com produtos
manufaturados europeus e escravos africanos. O açúcar (muitas vezes na forma de
melaço) era enviado do Caribe para a Europa ou Nova Inglaterra, onde ele era usado
para fazer rum. Os lucros da venda do açúcar eram então usados para comprar bens
manufaturados, que então eram enviados para a África Ocidental, onde eram trocados
por escravos, que por sua vez eram então trazidos de volta para o Caribe, onde seriam
vendidos para os senhores de engenho. Os lucros da venda dos escravos eram então
usados para comprar mais açúcar, que era enviado para a Europa, alimentando o ciclo.

Plantação de cana-de-açúcar em Maurícia


No Império Britânico, os escravos foram libertados depois de 1833 e muitos deixariam
de trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar quando quiseram. O proprietários
britânicos de plantações de cana-de-açúcar, portanto, passaram a precisar de novos
trabalhadores e encontraram mão de obra barata na China, Portugal e Índia.[11][12] As
pessoas eram sujeitas a escritura, uma forma de longa contrato que os ligava
ao trabalho forçado por um período fixo; além do termo de servidão, isto se
assemelhava a escravidão.[13] Os primeiros navios de transporte de trabalhadores
contratados da Índia partiu em 1836.[14] As migrações para cultivar plantações de cana
levaram a um número significativo de indianos, chineses e asiáticos em geral para
várias partes do mundo.[15] Em algumas ilhas e países, os migrantes do sul da
Ásia agora constituem entre 10% a 50% da população. Os canaviais e grupos étnicos
asiáticos continuam a prosperar em países como Fiji, Natal, Myanmar, Sri
Lanka, Malásia, Guiana, Jamaica, Trindade e Tobago, Martinica, Guiana
Francesa, Guadalupe, Granada, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão
e Neves, Ilhas Virgens Americanas, Suriname e Maurícia.[14][16]

Brasil
Ver artigo principal: Ciclo do açúcar
Ver também : Engenho de açúcar no Brasil colonial e História da alimentação no
Brasil
Moagem de cana-de-açúcar na Fazenda Cacheira, em Campinas. Benedito
Calixto (1853–1927).
A cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil no início do século XVI, na então capitania
de Pernambuco,[17] quando foi iniciada a instalação de engenhos de açúcar, a primeira
indústria implantada na nova possessão de Portugal, que em pouco tempo suplantou o
primeiro ciclo econômico brasileiro,[18] a exploração do pau-brasil.[19]
Foi a base da economia do nordeste brasileiro, na época dos engenhos. A principal
força de trabalho empregada foi a da mão-de-obra escravizada, primeiramente
indígena e em seguida majoritariamente de origem africana, sendo utilizada até o fim
do século XIX (ver: Abolição da escravatura no Brasil e Pós-abolição no Brasil). O
regime de trabalho era forçado. Esses trabalhadores, na ocasião da colheita,
chegavam a trabalhar até 18 horas diárias. Com a mudança da economia
brasileira para a monocultura do café, esses trabalhadores foram deslocados
gradativamente dos engenhos para as grandes fazendas cafeeiras. Com o tempo, a
economia dos engenhos entrou em decadência, sendo praticamente substituída pelas
usinas. O termo engenho hoje em dia é usado para as propriedades que plantam cana-
de-açúcar e a vendem, para ser processada nas usinas e transformada
em produtos derivados.[19] O ciclo do açúcar influiu fortemente a culinária brasileira.
[17]
Vários doces brasileiros foram criados naquele período, sendo alguns muito
consumidos até a atualidade.[17]

O Sudeste é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do país,


concentrada no estado de São Paulo, na zona da Mata Mineira e no Norte Fluminense.
Em 2020, São Paulo continuava sendo o maior produtor nacional, com 341,8 milhões
de toneladas, responsável por 51,2% da produção. Goiás era o segundo maior produtor
de cana-de-açúcar do país, com 11,3% da produção nacional (75,7 milhões de
toneladas). Minas Gerais era o terceiro maior produtor de cana, sendo responsável por
11,1% do total produzido no país (74,3 milhões de toneladas). Mato Grosso do Sul é o
4º maior produtor nacional, com cerca de 49 milhões de toneladas colhidas em 2019.
O Paraná foi, em 2017, o quinto maior produtor de cana, colhendo cerca de 46 milhões
de toneladas de cana este ano. Mato Grosso colheu 16 milhões de toneladas em 2019,
ficando em 6º lugar.[20][21][22][23] A área no entorno de Campos dos Goytacazes, no Rio de
Janeiro, vem sofrendo com a decadência desta atividade: no início do século XX,
Campos possuía 27 usinas funcionando, e ao longo do século, foi uma das maiores
produtoras do Brasil, porém, em 2020, apenas duas usinas de açúcar operavam na
cidade.[24]

Processamento
Ver também: Etanol celulósico

Usina São Martinho, que produz açúcar e etanol,


em Pradópolis, São Paulo, Brasil
A cana colhida é processada com a retirada do colmo (caule), que é esmagado,
liberando o caldo que é concentrado por fervura, resultando no xarope, a partir do qual
o açúcar é cristalizado, tendo como subproduto o melaço ou mel final. O colmo é, às
vezes, consumido in natura (mastigado), ou então usado para fazer caldo de
cana e rapadura. O caldo também pode ser utilizado na produção de etanol, através de
processo fermentativo, além de bebidas como cachaça ou rum e outras bebidas
alcoólicas, enquanto as fibras, principais componentes do bagaço, podem ser usadas
como matéria-prima para produção de energia elétrica, através de queima e produção
de vapor em caldeiras que tocam turbinas, e etanol, através de hidrólise enzimática ou
por outros processos que transformam a celulose em açúcares fermentáveis.

Praticamente todos os resíduos da agroindústria canavieira são reaproveitados. A torta


de filtro, formada pelo lodo advindo da clarificação do caldo e bagacilho, é muito rica
em fósforo e é utilizada como adubo para a lavoura de cana-de-açúcar. A vinhaça, um
subproduto da produção de álcool, contém elevados teores de potássio, água e outros
nutrientes, sendo utilizada para irrigar e fertilizar o campo. Pode também ser utilizada
como biomassa para produção de biogás (composto basicamente de metano e gás
carbônico).

Produção

Regiões produtoras de cana-de-açúcar

no mundo Caminhão para transporte de


cana na Flórida, Estados Unidos
O Brasil é, hoje, o principal produtor de cana-de-açúcar do mundo.[2] Seus produtos são
largamente utilizados na produção de açúcar, álcool combustível, bioeletricidade, a
energia elétrica do bagaço da cana, e, mais recentemente, biodiesel.
O Sudeste é responsável pela maior parte da produção de cana-de-açúcar do país,
concentrada no estado de São Paulo, em Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e
Noroeste de Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. Em 2020, São
Paulo continuava sendo o maior produtor nacional, com 341,8 milhões de toneladas,
responsável por 51,2% da produção. Goiás é o 2º maior produtor de cana-de-açúcar do
país, 11,3% da produção nacional, com 75,7 milhões de toneladas. Minas Gerais era o
terceiro maior produtor de cana, sendo responsável por 11,1% do total produzido no
País, com 74,3 milhões de toneladas.[20] A área no entorno de Campos dos Goytacazes,
no Rio de Janeiro, vem sofrendo com a decadência desta atividade: no início do século
XX, Campos possuía 27 usinas funcionando, e ao longo do século, foi uma das
maiores produtoras do Brasil, porém, em 2020, apenas duas usinas de açúcar
operavam na cidade.[24]

A cana-de-açúcar foi a base econômica de Cuba, quando tinha toda a sua produção
com venda garantida para a União Soviética a preços artificialmente altos. Com o
colapso do regime socialista soviético, a produção de cana cubana tornou-se inviável.

A cana-de-açúcar também é o principal produto de exportação em países do Caribe


como a Jamaica, Barbados etc. Com a suspensão de preferências europeias à cana
caribenha em 2008, espera-se um colapso semelhante na indústria canavieira
caribenha. Vários países da África austral, principalmente a África do
Sul, Moçambique e a ilha Maurício, são igualmente importantes produtores de açúcar.

Uma tonelada de cana-de-açúcar produz até 80 litros de etanol,[25] ou seja, para se


produzir o etanol necessário para encher o tanque de 50l de um veículo é necessário
processar aproximadamente 625 kg de cana.[26][27] De modo geral, um hectare de terra
normalmente produz cerca de 70 a 80 toneladas de cana-de-açúcar,[25] mas muitas
usinas mais tecnológicas já alcançaram as chamadas "cana de três dígitos",[28] as quais
apresentam produtividades superiores a 100 toneladas por hectare.[28]

No total, considera-se que são produzidos em média 7 040 litros de etanol por hectare.
A Organização das Nações Unidas relata[2] que, em 2010, o valor da produção
brasileira foi de aproximadamente 23 bilhões de dólares dos Estados Unidos, seguido
da produção indiana, superior a 8 bilhões de dólares dos Estados Unidos.

Dez maiores produtores de cana-de-açúcar — 2021


[2]

Produção
País
(toneladas)
Brasil 715 659 212
Índia 405 399 000
China 106 664 000
Paquistão 88 650 593
Tailândia 66 278 506
México 55 485 308
Indonésia 32 200 000
Austrália 31 133 488
Estados Unidos 29 964 310
Guatemala 27 755 312
Filipinas 26 277 401
Fonte: Food And Agricultural Organization of United Nations[2]
Brasil

Estados que são os maiores produtores


de cana-de-açúcar no Brasil (em amarelo escuro)
O setor sucroalcooleiro brasileiro despertou o interesse de diversos países,
principalmente pelo baixo custo de produção de açúcar e álcool. Este último tem sido
produzido, basicamente, para consumo interno, sendo hoje os Estados Unidos,
produtor de etanol de milho, o grande exportador do produto. O etanol reduz a emissão
de poluentes na atmosfera e a dependência de combustíveis fósseis. Hoje, a
agroindústria da cana-de-açúcar é uma das mais desenvolvidas do agronegócio, com o
emprego de tecnologias limpas como a colheita mecanizada, e aproveitamento de
todos os resíduos gerados. A indústria canavieira, no país, emprega quase 1 milhão de
trabalhadores, sendo mais de 164 mil somente em Minas Gerais, com salários
equiparados e até superiores à cultura da soja. Foi o tempo em que as usinas de cana-
de-açúcar no Brasil eram conhecidas como engenhos, hoje são mais parecidas com
grandes refinarias, de altíssima tecnologia e produtividade.

No Brasil, a agroindústria da cana-de-açúcar tem adotado políticas de preservação


ambiental que são exemplos mundiais na agricultura,[29] embora, nessas políticas, não
estejam contemplados os problemas decorrentes da expansão acelerada sobre vastas
regiões e o prejuízo decorrente da substituição da agricultura variada de pequenas
propriedades pela monocultura. Já existem diversas usinas brasileiras que
comercializam crédito de carbono, dada sua eficiência ambiental.

As queimadas também têm diminuído devido ao aumento de denúncias e


endurecimento da fiscalização, embora muitas dessas denúncias terminem sem uma
penalização formal. Em cidades como Ribeirão
Preto, Araraquara, Barretos, Franca, Jaboticabal e Ituverava, as multas e advertências
a usinas e produtores que queimam seus canaviais cresceram 27% em 2009 em
relação a 2008, segundo levantamento da Companhia Ambiental do Estado de São
Paulo.[30] Foram assinados protocolos para eliminação da queima da cana-de-açúcar
em vários estados produtores, como Minas Gerais, que assinou protocolo com o
governo do estado em 2008 para eliminação de 100% da queima da cana, em áreas
com declividade abaixo de 12%, e introdução da colheita mecânica. O que ocorreu,
hoje, praticamente 100% da colheita de cana mineira é mecanizada.

Para renovação do cultivo, algumas indústrias canavieiras fazem, a cada quatro ou


cinco anos, plantios de leguminosas (soja) que recuperam o solo pela fixação de
nitrogênio. Quanto aos problemas advindos da queima controlada na época do corte,
existe já um movimento em direção à mecanização da colheita que aumenta de ano
para ano, além de rigorosos protocolos que preveem o fim da queima até o ano de
2014.

A partir da Pesquisa Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e


Estatística,[31] nota-se que a região Região Sudeste do Brasil é responsável (dado de
2010) por quase 70% de toda a produção nacional:

Safra 2010 Participação em


Região
(t) 2010

498 884
Sudeste 69,53%
508

Centro-
97 430 026 13,58%
Oeste

Nordeste 68 789 726 9,59%

Sul 50 286 221 7,01%


Norte 2 071 620 0,29%

717 462
Brasil 100,00%
101

Produção da cultura de cana-de-açúcar nas


regiões do Brasil em 2010[31]

Transporte de cana-de-açúcar em Jaboticabal, São

Paulo, Brasil Colheitadeiras em um campo de cana-


de-açúcar em Piracicaba, São Paulo.
Usando também dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[32] verifica-se
que o estado de São Paulo é responsável por mais da metade da produção brasileira:

Unidade Safra Safra Safra Safra Safra Safra


Participação
da 2005 2006 2007 2008 2009 2010
em 2010
Federação (t) (t) (t) (t) (t) (t)

254 809 289 299 329 095 386 061 408 451 426
São Paulo 59,46%
756 376 578 274 088 572.099
Unidade Safra Safra Safra Safra Safra Safra
Participação
da 2005 2006 2007 2008 2009 2010
em 2010
Federação (t) (t) (t) (t) (t) (t)

25 386 32 212 38 741 47 914 58 384 60 603


Minas Gerais 8,45%
038 574 094 898 105 247

29 717 33 917 45 887 51 244 53 831 48 361


Paraná 6,74%
100 335 548 227 791 207

15 642 19 049 22 387 33 112 43 666 48 000


Goiás 6,69%
125 550 847 209 585 163

Mato Grosso 9 513 12 011 15 839 21 362 25 228 34 795


4,85%
do Sul 818 538 993 034 392 664

23 723 23 497 24 993 29 220 26 804 24 352


Alagoas 3,39%
803 027 144 000 130 340

17 115 17 595 19 637 20 359 19 445 19 704


Pernambuco 2,75%
218 676 061 720 241 071

12 595 13 552 15 000 15 850 16 209 14 564


Mato Grosso 2,03%
990 228 313 786 589 724

Rio de 7 554 6 835 6 582 6 481 6 394


5 965 446 0,89%
Janeiro 495 315 623 715 477

5 592 6 150 5 689 4 630 5 868


Bahia 6 279 183 0,82%
921 367 329 196 709

4 975 6 059 6 297 6 302 5 646


Paraíba 6 222 223 0,79%
797 030 179 570 151
Unidade Safra Safra Safra Safra Safra Safra
Participação
da 2005 2006 2007 2008 2009 2010
em 2010
Federação (t) (t) (t) (t) (t) (t)

4 240 4 206 5 176 5 249 5 314


Espírito Santo 4 436 412 0,74%
922 342 445 775 685

Rio Grande 3 286 3 391 4 105 4 259 3 962


3.836.626 0,55%
do Norte 428 184 299 996 017

1 968 2 306 3 005 2 824 3 176


Maranhão 2 440 358 0,44%
414 456 774 701 531

1 777 1 924
Sergipe 2 401 966 2 429
372 975

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