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3 - Radiologia Do Abdome

O documento aborda a radiologia do abdome, destacando a utilidade limitada do RX e a preferência por US e TC para diagnósticos. Ele detalha condições como abdome agudo, obstruções intestinais, e inflamações, além de descrever exames de imagem e suas indicações. Também menciona patologias específicas como apendicite, colecistite e pancreatite, com ênfase em diagnósticos e tratamentos.

Enviado por

Fábio Felipe
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Tópicos abordados

  • Tratamento conservador,
  • Cálculos biliares,
  • Diagnóstico diferencial,
  • Exame de escolha,
  • Pneumoperitônio,
  • Causas,
  • Avaliação radiológica,
  • Hérnias,
  • História clínica,
  • Causas de diverticulite
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3 - Radiologia Do Abdome

O documento aborda a radiologia do abdome, destacando a utilidade limitada do RX e a preferência por US e TC para diagnósticos. Ele detalha condições como abdome agudo, obstruções intestinais, e inflamações, além de descrever exames de imagem e suas indicações. Também menciona patologias específicas como apendicite, colecistite e pancreatite, com ênfase em diagnósticos e tratamentos.

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  • Tratamento conservador,
  • Cálculos biliares,
  • Diagnóstico diferencial,
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  • Pneumoperitônio,
  • Causas,
  • Avaliação radiológica,
  • Hérnias,
  • História clínica,
  • Causas de diverticulite

Radiologia do Abdome

● Rx não é tão útil para abdome


○ Geralmente, são feitos US e TC
● Foco no abdome: indicação do exame
○ Paciente com dor na fossa ilíaca direita;

RX simples
● Rotina
○ AP - decúbito dorsal e ortostatismo.
● O que observar
○ Padrão distribuição gasosa
○ Presença de ar extraluminal
■ Pneumoperitônio
○ Massas tecido mole
○ Calcificações

Padrão de distribuição gasosa


● Estômago – quase sempre
● Intestino delgado – ar em poucas alças delgado, não distendidas (até 2,5 cm)
● Intestino grosso – quase sempre, principalmente reto e sigmóide

○ Em pé, o líquido desce e o ar sobe
■ Se tenho ar na cavidade peritoneal e faço RX em pé, o ar vai
aparecer embaixo do diafragma


○ No cólon tenho haustrações e no jejuno e íleo pregas.

○ Ar embaixo do diafragma direito (no rx normal é uma imagem radiopaca -
fígado)
■ Flexura hepática do cólon
■ Na TC seta mostra a flexura do cólon à frente do fígado com ar.
■ Sinal de Chilaidite


● Diagnóstico diferencial com pneumoperitônio
○ Ar livre na cavidade peritoneal
○ Causa de laparotomia branca (faz a laparotomia e não
encontra nada)
● Comum em pacientes acamados.
○ Alça entra na frente do fígado
Abdome Agudo
● Abdome agudo
○ Quadro de dor abdominal que pode ter um desfecho cirúrgico.
○ Tipos
■ Obstrutivo
■ Hemorrágico
■ Inflamatório;
■ Perfurativo

Abdome agudo Obstrutivo

● Obstrução Delgado (60-80%)


○ Facada bolsonaro
■ Perfuração intestino delgado e grosso
■ Lesão vascular
■ Abdome agudo perfurativo e hemorrágico
■ Conteúdo dos intestinos caem na cavidade peritoneal
■ Primeiro apenas debridou, arrumou e fechou.
● Começaram a dar alimentação e teve um abdome agudo
obstrutivo
○ Deiscência de uma das suturas.
■ Fecharam e depois começou a tolerar dieta.
■ 3 anos depois teve obstrução de novo
● Adesões ou bridas
○ Como já teve 2 cirurgias grandes, gera uma grande
fibrose na cavidade abdominal.
● Obstrução alta
■ Não querem operar pois gera mais fibrose
○ Adesões ou bridas (60%)
○ Hérnias
■ Uma hérnia inguinal grande

■ Aspecto do intestino em pilha de moeda
● Obstrutivo de delgado
○ A dilatação do intestino que é perceptível no rx e
não a obstrução
■ Pregas se tornam visíveis no centro
● Obstrução Grosso
○ Tumor
■ Carcinoma mais comum TGI
■ Obstrução mais comum descendente, reto, sigmóide
○ Vôlvulo ou volvo
■ Sigmóide
■ Ceco
■ Cólon transverso
■ Muito visto em megacólon chagásico
● Náo é mais tão frequente
○ Dilatação das alças do grosso
■ Visto mais na periferia, diferente do delgado que é no centro do
abdome
■ Válvula ileocecal
● Se for competente não há dilatação do delgado
● Se a válvula for incopetente ocorre dilatação também do
delgado

■ IG não se vê pregueado.
● No máximo vê uma haustração ou outra.
● Íleo adinâmico ou paralítico ou funcional
○ Estado de má propulsão do trânsito intestinal, paresia
○ O peristaltismo para em função de uma irritação peritoneal
■ Sem peristaltismo, o fluxo não segue
● Não consegue comer também.
● Se evacua ou solta flatos, é sinal que o peristaltismo voltou.
○ Conceito
■ Estado funcional de má propulsão do trânsito intestinal, paresia.
○ Causas
■ Pós operatório
■ Anestesia geral
● Dá uma parestesia
● Mas após 24h é esperado que o trânsito retorne
■ Uso opiáceos
■ Distúrbios hidroeletrolíticos
● Hipocalemia
○ Principalmente
● Hipercalemia também pode causar

■ RX paciente com íleo paralítico
● Diagnóstico clínico
○ Rx usado para descobrir a causa
● Dilatação geral do intestino Íleo Funcional x Obstrutivo

● Obstrução do Intestino Delgado


■ Melhores e piores exames.


● De 1 a 3 = exame não ajuda
● 4 a 6 = pode ajudar
● 7 a 9 = exame auxilia no diagnóstico.
■ TC abdome pélvico com contraste venoso iodado (principalmente) -
Nota 9
● Contraste oral, retal, venoso
○ Usado para melhor visualização das alças e estruturas
■ TC abdome pélvico sem contraste (nota 7)

Abdome agudo perfurativo

Pneumoperitônio

● Causas
○ Ruptura de vísceras ocas
■ Úlcera perfurada
■ Diverticulite perfurada
■ Carcinoma perfurado
○ Pós-operatório CVL (cirurgia videolaparoscópica)- 5 a 7 dias.
■ Coloca ar (CO2) na cavidade peritoneal, distende e opera com
abdome expandido
● Pneumoperitôneo que vai drenar até 1 semana
○ Visto em pé (ortostatismo)
■ Ar vai para cima
■ Pós CVL pode haver líquido na cavidade até 1 semana

○ Paciente em pé, com um pouco de ar embaixo do diafragma.
○ Geralmente se vê assim


Abdome agudo inflamatório

● Apendicite
● Colecistite
● Diverticulite
● Pancreatite

Apendicite

● Obstrução aguda do lúmen apendicular que resulta em distensão do apêndice,


infecção, isquemia e eventualmente perfuração
● Razão mais comum para laparotomias em crianças
● Melhor indício diagnóstico: apendicolito (5-10% pacientes)


○ Na maior parte das vezes entra para baixo do ceco
■ Apêndice não irrita o peritônio, não provoca dor abdominal,
necessitando de exames de imagem
■ Quadro inicial geralmente não tem Sinal de Blumberg positivo
■ Na maior parte dos casos é insidioso


○ Imagem tubular em fundo cego e aperistáltica
■ Corte axial
■ Medição
● Diâmetro: 6 mm
■ Hipoecogênico
● Mais escuro que normal
○ Imagem apenas ilustrativa

Dor no Quadrante Inferior Direito


○ Paciente com febre, leucocitose e apresentação característica de apendicite


em adulto
■ Exame de escolha: TC abdome pélvico com contraste venoso
(nota 8 em 10)
● Sem contraste (7)
■ Próximo exame: US de abdomen
■ Raio X - nível 5
● Ajuda pouco

○ Mulher grávida com apendicite (febre; leucocitose)


■ Quadro clínico diferente, dor em local diferente porque o ceco e o
apêndice sobem
■ Exame de escolha: US
● Depois RM
● TC com contraste: nota 6

○ Criança menor que 14 anos


■ Exame de escolha para apendicite em criança: US (Nível 8)
■ TC com contraste nota 7
Colecistite

● Litíase biliar
○ 75% cálculos são de colesterol
■ Por isso não consegue ver tão bem no RX (densidade baixa)
○ 95% obstrução cístico, 5% acalculosa
○ Cálculo que obstrui a saída da vesícula biliar


● Para ser colecistite tem que obstruir a vesícula
○ Cálculo na vesícula biliar sem obstrução (colelitíase)
■ Pode ser assintomático mas pode ter sintomas
■ Sintomas
● Mal-estar e sudorese após alimentar de alimentos gordurosos
● Alimentos colecistocinéticos (promovem a contração da
vesícula biliar)
○ Cálculo renal (oxalato de cálcio) x Cálculo biliar (colesterol)
■ Melhor visto no US do que na TC (densidade baixa)
○ RX x TC x US


● Quase não vistos no RX
● Cálculo pigmentado geralmente acontece em pacientes com
doença hemolítica
● Colecistite aguda
○ Inflamação da vesícula biliar, tipicamente por obstrução do ducto cístico
■ Inflamação + translocação de bactéria
○ Apresentação típica: dor QSD + febre + leucocitose
■ Sinal semiológico: Sinal de Murph
● Relacionado com inspiração e expiração
● Palpação profunda no HD pede para o paciente inspirar
→ vesícula desce → paciente tem uma parada no meio
da inspiração quando tem o quadro da colecistite (dor)


■ RX abdome AP
● Pontos radiopacos (múltiplos cálculos preenchendo a vesícula
biliar)
● Tratamento
○ Paciente mesmo assintomático
■ Não tem remédio
■ Cirúrgico
● Pode encravar e dar pancreatite
● Paciente com cálculos biliares têm mais predisposição à
neoplasia nas vias biliares e da vesícula (colangiocarcinomas)


○ Cálculo

○ Vesícula distendida com cálculo

○ Muitas vezes TC e RX não pega porque é de colesterol puro


○ Esse da imagem está a mais tempo e começa um processo de calcificação
aparecendo na imagem

○ Febre, leucocitose e Sinal de Murph positivo


■ Exame de escolha: US (Nota 9)
● TC: segunda escolha (nota 6)
Pancreatite aguda

● 80% causa biliar ou álcool


● Infância: traumática
○ Pois o pâncreas passa na frente da coluna vertebral


○ Cálculo passa pelo cístico e trava nessa região
○ Etilista clássico: pancreatite crônica
■ Em libação alcoólica sofre agudizações


○ Pâncreas aumentado de tamanho
■ Pancreatite geralmente edematosa
○ Quadro de pancreatite são graves
■ Pâncreas produz enzimas proteolíticas
■ Se ele é destruído e essas enzimas escapam os órgãos passam a ser
digeridos

○ Quadro de pancreatite: DOR ABDOMINAL (dor em faixa no andar superior


do abdome, geralmente, irradiando para as costas - retroperitoneal)
○ Quadro que não é claro
■ Amilase lipásica (amilase mais aumentada no início; lipase mais
aumentada mais para frente)
■ Primeira escolha: US
● Em função da incidência grande de cálculo na vesícula
biliar
○ Paciente internado
■ Tratamento inicia com jejum + soroterapia
■ Pâncreas fica em repouso e melhora a dor
● A tendência é que haja queda da amilase e lipase melhorando
a dor
● Quando o paciente não melhora a dor e a amilase e lipase
não caem
○ Quadro grave de pancreatite
■ Envolvem necrose pancreática
■ OBS: isso para a fase aguda, tem que melhorar ela para depois
operar e desobstruir o cálculo.
○ Dor é retroperitoneal, em faixa, irradia para as costas.
■ Pesquisar história de cálculo

○ Dor abdominal sem melhora, elevada amilase lipásica


■ TC abdominal com contraste começa a ser a primeira escolha
● Possível ver as áreas de necrose e abscesso dentro da
cavidade peritoneal (destruição pelas enzimas)

○ Essa imagem em caso de obstrução do colédoco distal


○ Tumor de cabeça de pâncreas pode obstruir o colédoco e distender
■ Vesícula palpável.
● Vesícula de Courvoisier.
■ Sinais:
● Icterícia
○ Colestase
■ Impede a saída da bile.
■ Acúmulo de Bilirrubina Direta.
● Dor
■ Nesses quadros, o paciente tem que ir para a tomografia.
■ Quando descobre já é em quadros avançados
● Órgão retroperitoneal
● Dor insidiosa.

Doença diverticular dos cólons e diverticulite

● Doença diverticular dos cólons: herniações adquiridas da mucosa e submucosa


através de camadas musculares
○ Geralmente ocorre no cólon sigmóide e cólon descendente.
■ São regiões aumentadas, que há aumento da pressão em alguns
indivíduos.
● Síndrome do cólon irritável.
○ Comum em indivíduos jovens, mulheres.
○ Sensação de evacuação incompleta.
○ Pode tanto constipar quanto dar aumento de
frequência de evacuação.
○ Podem inflamar e ter uma diverticulite.
○ Tto dietético; atividade física (comportamental)
● Diverticulose: frequentemente assintomática
○ Diverticulose é apenas o divertículo.
○ OBS: quando o paciente tem o divertículo, tem uma fraqueza da parede,
podendo ter um quadro de lesão vascular, sangrando para o lúmen, dando
hematoquesia.
■ Associado à diverticulose
● Diverticulite: dor cólica QIE + massa\febre
○ Como se fosse uma apendicite
○ Do lado esquerdo
○ Indivíduos de 50 anos para frente.
■ Pois para formar um divertículo leva tempo para formar.

○ Enemopaco ou enema baritado


■ Injeta contraste e ar no cólon
■ Exame difícil de fazer
● Incômodo
■ Foi substituido por colonoscopia e por TC.
○ Vários divertículos no sigmóide.

○ Paciente 55 anos, dor na FIE, febre, suspeitando de diverticulite, qual


exame?
■ Tomografia de abdomen e pelve com contraste(rating 9)
■ US é muito ruim para ver.

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