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Relatório

O experimento do pêndulo simples teve como objetivo determinar a aceleração da gravidade local utilizando um pêndulo construído com uma corda de 2 metros e um coco como massa. Através da medição do tempo de 10 oscilações, foi calculado o período médio e, consequentemente, o valor de g obtido foi (10,1±0,7) m/s², compatível com o valor teórico de 9,8 m/s². O experimento demonstrou a relação entre o período do pêndulo e o comprimento da corda, evidenciando a influência de incertezas nas medições.
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O experimento do pêndulo simples teve como objetivo determinar a aceleração da gravidade local utilizando um pêndulo construído com uma corda de 2 metros e um coco como massa. Através da medição do tempo de 10 oscilações, foi calculado o período médio e, consequentemente, o valor de g obtido foi (10,1±0,7) m/s², compatível com o valor teórico de 9,8 m/s². O experimento demonstrou a relação entre o período do pêndulo e o comprimento da corda, evidenciando a influência de incertezas nas medições.
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Experimento Do Pêndulo Simples

DISCIPLINA: Laboratório de Física 2


ALUNO: Ademar Ferreira Gama Filho
PROFESSOR: Samuel Silva De Albuquerque
CURSO: Licenciatura em Física

Arapiraca, 14 de abril de 2025


UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS

Experimento Do Pêndulo Simples

Arapiraca, 14 de abril de 2025

1
Sumário
1. Introdução teórica
2. Objetivo
3. Material utilizado
4. Procedimento experimental
5. Coleta de Dados
6. Análise de Dados
7. Conclusão
8.Referências

Arapiraca, 14 de abril de 2025

2
1. Introdução teórica
O pêndulo simples é um sistema constituído por uma massa m (também chamada
de bob) suspensa por um fio ideal (inextensível, de massa desprezível) de comprimento
L, preso a um ponto fixo. Quando o sistema é deslocado de sua posição de equilíbrio e
solto, ele oscila sob a ação da força gravitacional. Veja o exemplo, da figura 1:

Figura 1: Pêndulo simples

A análise do movimento do pêndulo pode ser feita aplicando a segunda lei de Newton
na direção tangencial ao arco descrito pela massa. A força restauradora que age sobre o
pêndulo é a componente tangencial do peso:

​ Ft​= −mg sin(θ)

onde: m é a massa da esfera, g é a aceleração da gravidade e θ é o ângulo entre o fio e a


vertical.

A aceleração tangencial do pêndulo é relacionada à aceleração angular por:


2
𝑑θ
​ ​ ​ ​ at= L 2
𝑑𝑡

Aplicando a segunda lei de Newton:


2
𝑑θ
Ft​= mat​⇒ −mg sin(θ) = mL 2
𝑑𝑡

Cancelando “m” dos dois lados e reorganizando:

3
2
𝑑θ 𝑔
2 + 𝐿
sin (θ) = 0
𝑑𝑡

Essa é uma equação diferencial não linear. No entanto, para pequenas


oscilações (θ≈0), podemos usar a aproximação sin⁡(θ)≈θ (com θ em
radianos), o que simplifica a equação:
2
𝑑θ 𝑔
2 + 𝐿
θ=0
𝑑𝑡

Essa é a equação diferencial do movimento harmônico simples, cuja


solução geral é:

θ(t) = θ0cos ( 𝑔
𝐿
𝑡+ϕ )
onde: θ0 é a amplitude angular máxima e ϕ é a fase inicial.

O período T do movimento é então:

𝐿
T=2π 𝑔

Este resultado mostra que o período de um pêndulo simples em pequenas


oscilações não depende da massa da esfera nem da amplitude do movimento,
mas apenas do comprimento do fio e da aceleração da gravidade.​
​ A equação pode ser usada experimentalmente para determinar o valor de g
conhecendo-se o comprimento do pêndulo e medindo-se o período. Rearranjando
a fórmula:
2
4π 𝐿
g= 2
𝑇

2. Objetivo
O objetivo deste experimento é determinar o valor da aceleração da gravidade local (g)
por meio da análise do movimento de um pêndulo simples. Para isso, utilizamos
materiais acessíveis, realizando medições do tempo de oscilação do pêndulo e aplicando
a equação teórica do período.

3. Material utilizado
1.​ 01 pedaço de corda fina e inextensível;
2.​ 01 coco (funcionando como a massa do pêndulo);
3.​ 01 suporte fixo (estrutura para prender a corda);
4.​ 01 cronômetro digital (precisão de 0,01 s);
5.​ 01 régua ou fita métrica (para medir o comprimento da corda).

4
4. Procedimento experimental
01.​A corda foi amarrada em uma extremidade a um suporte fixo (como uma viga
ou gancho firme), observe a Imagem 1;


Imagem 1: Pêndulo

02.​O coco foi preso à outra extremidade da corda, funcionando como a massa do
pêndulo;

03.​O comprimento efetivo do pêndulo L foi medido da posição de fixação até o


centro de massa do coco com uma fita métrica;

04.​O pêndulo foi deslocado lateralmente formando um pequeno ângulo com a


vertical (menor que 15° para garantir a validade da aproximação de pequenas
oscilações);

05.​Em seguida, o pêndulo foi solto sem impulso inicial, iniciando o movimento
oscilatório.

5. Coleta de Dados
1.​ O cronômetro foi acionado quando o pêndulo passou pela posição de equilíbrio
e foi contado o tempo necessário para completar 10 oscilações completas;

2.​ Esse processo foi repetido pelo menos três vezes para obter uma média do
tempo total;

5
3.​ O tempo médio de uma única oscilação T foi obtido dividindo o tempo total por
10;

4.​ Com os valores de T e L, foi utilizado o modelo teórico para calcular g:



2
4π 𝐿
g= 2
𝑇

6. Análise de Dados

1. Dados Experimentais:
Comprimento do pêndulo: 2 metros;
Ângulo: θ =10°;
Tempos medidos para 10 oscilações:

Medida Tempo total (s)

1 27s

2 28s

3 29s
2. Período de uma oscilação:

Para obter o período T de uma oscilação, dividimos o tempo de cada medição por 10:
27 28 29
T1​= 10
​= 2,70s, T2​= 10
​=2,80s, T3​= 10
​= 2,90s

Calculamos, então, o período médio:



𝑇1+𝑇2+𝑇3 2,70+2,80+2,90
Tmédio= 3
= 3
= 2, 80𝑠

3. Desvio Médio:

O desvio médio indica a média das diferenças absolutas entre os períodos medidos e o
período médio:
|2,70−2,80|+|2,80−2,80|+|2,90−2,80| 0,10+0+0,10
Desvio médio = 3
= 3
= 0, 067𝑠

4. Desvio Padrão:

O desvio padrão também mede o quanto seus dados variam, mas com uma fórmula
estatística mais precisa (considera o quadrado das diferenças). É a medida mais usada
para incerteza:​

6

2 2 2
(𝑇1−𝑇𝑚é𝑑𝑖𝑜) +(𝑇2−𝑇𝑚é𝑑𝑖𝑜) +(𝑇3−𝑇𝑚é𝑑𝑖𝑜)
σT ​= 𝑛−1

2 2 2
(2,70−2,80) +(2,80−2,80) +(2,90−2,80) 0,01+0+0,01
σT ​= 2
= 2
= 0, 10𝑠

Esse será o erro do período que usaremos para calcular o erro de g​



5. Calcular a aceleração da gravidade com a fórmula do pêndulo:​

L=2,00 m​
T=2,80 s​

Substituindo na fórmula:​

2
4π 𝐿 78,96
g= 2 ≈ 7,84
≈ 10, 07 𝑚/𝑠2
𝑇

6. Incerteza da gravidade (propagação de erro):


Como g depende de L e T, precisamos considerar os erros de medição dos dois:

∆𝑇 2 ∆𝐿 2 ∆𝑔 2
(2 ) + ( ) = ( )
𝑇 𝐿 𝑔

Valores:

ΔL=0,01 m

ΔT=0,10 s

L=2,00 m

∆𝑔 2
( )
10
2
= (0, 005) + (0, 0714) ⇒ ∆𝑔 ≈ 0, 72𝑚/𝑠
2 2

7. Resultado Final:
O valor da aceleração da gravidade obtido experimentalmente foi:
do experimentalmente foi:

g = (10,1±0,7) m/s2

Este resultado está de acordo com o valor teórico da gravidade g=9,8 m/s2,
considerando a incerteza experimental.

7
7. Conclusão
O experimento realizado teve como objetivo determinar a aceleração da gravidade local
utilizando um pêndulo simples construído com materiais acessíveis: uma corda de 2
metros e um coco como massa. Através da medição do tempo de 10 oscilações em três
repetições distintas, foi possível calcular o período médio do pêndulo e, com base na
equação teórica, obter o valor de g.

O resultado obtido foi:

g = (10,1±0,7) m/s2​

Esse valor se mostrou compatível com o valor teórico de 9,8 m/s2, considerando a
margem de erro experimental. A principal fonte de incerteza no experimento esteve
associada à medição do tempo, feita manualmente com um cronômetro, o que pode ter
causado variações por reações humanas e dificuldade em identificar o instante exato do
movimento. Além disso, pequenas imperfeições como a não idealidade do pêndulo
(massa distribuída, resistência do ar, amplitude levemente acima do limite das pequenas
oscilações) também podem ter contribuído para a diferença observada.

Em suma, o experimento demonstrou com eficiência a relação entre o período do


pêndulo e o comprimento da corda, e possibilitou uma estimativa razoável da aceleração
da gravidade. Com instrumentos mais precisos, seria possível reduzir ainda mais a
incerteza do resultado.

8.Referências

ALONSO, Marcelo; FINN, Edward J. Física: um curso universitário – Vol. 1:


Mecânica. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2000.

TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para cientistas e engenheiros – Vol. 1:
Mecânica, Oscilações e Termodinâmica. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009.

NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Física Básica – Vol. 1: Mecânica. 5. ed. São Paulo:
Edgard Blücher, 2010.

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