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Malária

A malária é uma doença negligenciada, prevalente em regiões pobres, com diagnóstico tardio e tratamento disponível pelo SUS. O agente causador é o Plasmodium, transmitido pelo mosquito Anopheles, e a gravidade da doença afeta especialmente crianças e gestantes. O tratamento envolve medicamentos específicos e a prevenção é realizada através de vacinas, mosquiteiros e quimioprofilaxia em áreas de risco.
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Malária

A malária é uma doença negligenciada, prevalente em regiões pobres, com diagnóstico tardio e tratamento disponível pelo SUS. O agente causador é o Plasmodium, transmitido pelo mosquito Anopheles, e a gravidade da doença afeta especialmente crianças e gestantes. O tratamento envolve medicamentos específicos e a prevenção é realizada através de vacinas, mosquiteiros e quimioprofilaxia em áreas de risco.
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Malária

Introdução
Doença negligenciada

“Cinturão da malária”  regiões mais pobres

Diagnóstico tardio: formas leves que podem evoluir com


gravidade, múltiplos diferenciais

Drogas de tratamento dispensadas pelo SUS

Medicina dos viajantes

Agente etiológico Esporozoítos são inoculados pelo Anopheles na pele e


Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax + P. ovale se replicam no fígado, se transformando em esquizontes
até liberar merozoítos.
Protozoários hematozoários
Merozoítos invadem as hemácias e quando há a lise,
ocorrem os sintomas  paroxismos de febre

Vetores e transmissão
Picada da fêmea do Anopheles darlingi Gravidade
- Difícil controle Crianças, gestantes e viajantes  pessoas que pegam
pela primeira vez costumam evoluir de forma mais
- Proliferação em água quente e limpa
grave, assim como pessoas infectadas pelo vivax
- Crepusculares
Manifestações clínicas:
Outra forma, rara, de transmissão é através da
 Acesso malárico = calafrio, febre e sudorese
transfusão sanguínea
(febre terçã ou quartã)  comum a todos
No Brasil, as principais regiões de casos são Norte e  Cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos, também
Centro-Oeste  Amazônia Legal = 99% dos casos são comuns
Alguns lugares da região Sudeste, na Mata Atlântica, de Critérios de gravidade: clínicos e laboratoriais
difícil diagnóstico, devido à baixa prevalência

Diagnóstico
Ciclo de vida
Clínica
Esporozoíto = invade o hepatócito  Esquizonte
hepático (replicação)  Merozoíto (invasão das  Histórico em área silvestre
hemácias)  Gametócitos masculino e feminino (fecham  Icterícia febril
o ciclo)  Mora ou esteve em área de risco nos últimos 15
dias
As drogas agem nos Gametócitos são importantes para
o bloqueio epidemiológico Laboratório:
 Leucopenia Tratamento
 Plaquetopenia
 Pancreatite Medicações 100% dispensadas pelo SUS
 Importante elevação de transaminases (hepatite Guias nacionais em constante atualizações
grave)
Polos dispensadores = centros universitários
Forma maligna = coagulação alterada, CIVD,
insuficiência renal Objetivos:

Critérios clínicos para malária grave: 1. Interromper a esquizogonia sanguínea –


manifestações clínicas (drogas esquizonticídas):
 Dispneia = cloroquina, artemerter/lumefantrina
 Cianose artesunato/mefloquina
 Aumento da frequência cardíaca 2. Destruição de formas latentes (hipnozoítos) e
 Convulsão ou desorientação recaídas: primaquina
 Prostração (em crianças) 3. Destruição dos Gametócitos (interrupção da
 Comorbidades descompensadas transmissão do parasito, pelo uso de drogas
 Dor abdominal intensa que impedem o desenvolvimento de formas
sexuadas): primaquina
 Icterícia
 Mucosas muito hipocoradas Formas não complicadas – vivax:
 Redução do volume de urina
 Qualquer forma de sangramento  Cloroquina 10 mg/kg no dia 1 e 7,5 mg/kg nos
dias 2 e 3 (3d) + primaquina 0,5 mg/kg por 7
Critérios laboratoriais para malária grave: dias(7d)

 Anemia grave Falciparum leve: artesunato/mefloquina ou


 Hipoglicemia artemeter/lumefantrina
 Acidose metabólica Formas graves:
 Insuficiência renal
 Hiperlactatemia  Na maioria falciparum
 Hiperparasitemia (>250.000/mm3 para  Em gestantes e crianças sempre considerar
falciparum) grave

Exames e gasometria, além de acesso venoso

 EV/IM: artesunato 10 mg/kg no 1º dia e 7,5


Diagnóstico diferencial
mg/kg no 2º e 3º dias
Icterícia febril: hepatites, leptospirose  Manter 7 dias ou complementar com
artemeter/lumefantrina
Arenavírus, hantavirose
Controle de cura:
Viagens: febre amarela, dengue grupo III e IV
 Parasitológico
Pessoas procedentes de área de risco que tenham
 Lâmina de verificação
febre e as síndromes:
 Verificar a redução progressiva da parasitemia,
- Sd. Febril hemorrágica observar a eficácia do tratamento e identificar
recaídas
- Sd. Febril ictérica Sempre investigar  Falciparum: 3, 7, 14, 21, 28 e 42 dias após o
- Sd. Febril neurológica início do tratamento
 Vivax ou Ovale: 3, 7, 14, 21, 28, 42 e 63 dias
após o início do tratamento

Diagnóstico específico
Gota espessa: pesquisa direta Prevenção
 Parasitemia Vacina em 2021 para o falciparum  4 doses, primeira
 Espécie aos 5 meses  previne gravidade, não infecção
 Muito sensível e muito rápido
Mosquiteiro e roupas
 Controle do tratamento
Repelente
Testes rápidos (imunocromatográficos)
Quimioprofilaxia: drogas antimaláricas subterapêuticas
 prevenção de formas graves
Brasil: maioria vivax, não se indica a quimioprofilaxia
para viagens nacionais

Fora do Brasil: há resistência, dependendo do local 


doxaciclina 100 mg/dia por 2 a 4 semanas antes e por
4 semanas depois da viagem

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