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O estudo analisou a variabilidade da precipitação e do número de dias de chuva na região Nordeste do Brasil, utilizando dados de 1935 a 2000. Os resultados mostraram que a variabilidade é maior no semiárido em comparação com outras áreas e que a alta variabilidade da precipitação limita a agricultura de sequeiro. O trabalho visa identificar áreas vulneráveis a estiagens prolongadas, contribuindo para estratégias de gestão hídrica e agrícola.
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O estudo analisou a variabilidade da precipitação e do número de dias de chuva na região Nordeste do Brasil, utilizando dados de 1935 a 2000. Os resultados mostraram que a variabilidade é maior no semiárido em comparação com outras áreas e que a alta variabilidade da precipitação limita a agricultura de sequeiro. O trabalho visa identificar áreas vulneráveis a estiagens prolongadas, contribuindo para estratégias de gestão hídrica e agrícola.
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Revista Brasileira de Meteorologia, v.27, n.

2, 163 - 172, 2012

ESTUDO DA VARIABILIDADE ANUAL E INTRA-ANUAL DA PRECIPITAÇÃO NA REGIÃO


NORDESTE DO BRASIL

VICENTE DE PAULO RODRIGUES DA SILVA1, EMERSON RICARDO RODRIGUES PEREIRA1,


RAFAELA SILVEIRA RODRIGUES ALMEIDA2

1
Universidade Federal de Campina Grande, Unidade Acadêmica Ciências Atmosféricas, Campina Grande,
PB, Brasil
2
Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB, Brasil

vicente@[Link], ricardo@[Link], rafinha_loka_fi@[Link]

Recebido Setembro de 2010 - Aceito Dezembro de 2011

RESUMO

Este trabalho analisou as séries temporais de precipitação e do número de dias de chuva na região
Nordeste do Brasil com o propósito de identificar as áreas mais susceptíveis às estiagens mais
prolongadas. Os dados utilizados neste estudo foram obtidos da Agência Nacional de Águas (ANA)
e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), para o período de 1935 a 2000.
Foram construídos mapas do coeficiente de variação e do número de dias chuvosos para os períodos
anual, seco e chuvoso. Os resultados deste trabalho permitiram concluir que os valores dos coeficientes
de variação da precipitação e do número de dias chuvosos no semiárido são maiores do que no litoral,
agreste e noroeste da região Nordeste do Brasil. Os maiores valores de coeficiente de variação são
associados aos menores valores de precipitação e do número de dias chuvosos. A variabilidade da
precipitação é maior no período seco do que no período chuvoso. A alta variabilidade da precipitação
e do número de dias de chuva são fatores limitantes na agricultura de sequeiro nas microrregiões
localizadas nas áreas semiáridas do Nordeste do Brasil.
Palavras-chave: coeficiente de variação, número de dias de chuva, períodos secos e chuvosos.

ABSTRACT: A STUDY ON ANNUAL AND INTRA-ANNUAL VARIABILITY OF RAINFALL


OVER NORTHEASTERN BRAZIL
This study analyzed rainfall and number of rainy days time series over northeastern region of Brazil
with the aim of identifying areas that are more vulnerable to long periods of droughts. The data
used in this study were obtained from the National Water Agency (ANA) and Superintendência do
Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) for the period from 1935 to 2000. The variation coefficient
and rainy days maps were provided for dry, wet and annual periods of the rainfall and number of rainy
days. The results showed that the semiarid region have a higher variation coefficient for both rainfall
and rainy days than those located at east coast, tropical thorn forest and northwest of northeastern
Brazil. The highest values of the variation coefficient are associated to the lowest values of rainfall
and rainy days. The rainfall variability in northeastern Brazil is higher during dry season than rainy
season. The high variability in rainfall and rainy days are limiting factors to the rainfed agriculture
in semiarid environments.
Keyword: variation coefficient, rainy day, dry and wet periods.

1. INTRODUÇÃO e, principalmente, o abastecimento de água para o consumo


humano. Essa variável tem sido bastante estudada em diferentes
A precipitação é uma das variáveis meteorológicas regiões do mundo em face de sua importância na manutenção
mais importantes do ciclo hidrológico, pois influencia várias dos ecossistemas naturais, tal como na Guiana (Shaw, 1987);
atividades humanas, tais como, a agricultura, a pesca, a pecuária Áustria (Ehrendorfer, 1987); Estados Unidos (Guttman et al.,
164 Silva et al. Volume 27(2)

1993; Arnaud et al., 2002); Iran (Modarres e Silva, 2007) e Sul e os Sistemas Frontais. Esses fenômenos influenciam
Brasil (Chaves, 1999; Chaves e Cavalcanti, 2001; Silva et al., diretamente e indiretamente a ocorrência de chuvas sobre a
2003; Silva, 2004). região do Nordeste do Brasil (Graef e Haigis, 2001; Silva,
As secas se constituem num sério problema para a 2004; Andreoli e Kayano, 2007). Além disso, entre os eventos
sociedade humana e para os ecossistemas naturais (Dinpashoh meteorológicos no Atlântico Norte, geradores de ondas que
et al., 2004). Nesse sentido, diferentes metodologias têm sido podem atingir o litoral do Brasil, estão os ciclones extratropicais
utilizadas para analisar a variabilidade da precipitação. Silva et e os distúrbios africanos de leste (Innocentini et al., 2005).
al. (2003) estudou a variabilidade da precipitação no Estado da A posição mais ao sul da Zona de Convergência
Paraíba com base na teoria da entropia. Dinpashoh et al. (2004) Intertropical, nos meses de março a abril, provoca acumulados
encontraram coeficientes de variação (CV) da precipitação significativos de precipitação, e atinge sua posição mais ao norte
pluvial no Iran variando entre 18% ao norte, onde se situam as nos meses de agosto e setembro, no período mais seco do norte
regiões montanhosas, e 75% no sul do país. Modarres e Silva do Nordeste (Graef e Haigis, 2001). Por outro lado, Chaves
(2007) avaliaram a tendência da precipitação pluvial também no (1999), com base em dados diários de precipitação, dados da
Iran e observaram que o CV médio da região é 44,4%. Apesar reanálise do NCEP e dados de TSM, observou que as anomalias
da precipitação média anual no Iran ser baixa, variando de 62,1 positiva e negativa de precipitação sobre o sul do Nordeste
mm na estação de Yazd a 344,8 mm na estação de Shiraz, a sua são associadas, respectivamente, às fases positiva e negativa
variabilidade é baixa. Resultados semelhantes foram obtidos do fenômeno ENSO. E, ainda, que essa associação pode se
por Silva et al. (2003), quando analisaram a variabilidade dar diretamente através da variação zonal da célula de Walker
da precipitação no Estado da Paraíba com base na teoria da ou indiretamente através dos efeitos desta variação sobre as
entropia. Eles constataram que a variabilidade da precipitação condições atmosféricas da região Amazônica, ou ainda através
é menor nos locais e períodos com baixa pluviosidade, do que de teleconexões. O padrão chuvoso está associado à intensa
no litoral e durante o período chuvoso no estado. convecção sobre o leste da Amazônia e deslocamento da alta
Como a variação sazonal da precipitação exerce forte da Bolívia (AB) para leste, escoamento em baixos níveis da
influência sobre as condições ambientais, muitos pesquisadores Amazônia para o sul do Nordeste e intensificação dos alísios de
vêm desenvolvendo estudos com base no número de dias nordeste sobre a costa setentrional da América do Sul. No padrão
chuvosos (Brunettia et al., 2001; Seleshi e Zanke, 2004; Zanetti seco verifica-se a AB a oeste da sua posição climatológica,
et al., 2006; Modarres e Silva, 2007). Brunettia et al. (2001) escoamento em baixos níveis direcionado da Amazônia para
observaram que o decréscimo no número de dias chuvosos na latitudes ao sul e enfraquecimento dos alísios de nordeste sobre
Itália é mais significativo do que a redução dos totais anuais da a costa norte da América da Sul (Chaves, 1999).
precipitação. Por outro lado, Silva et al. (2009), analisando a A Zona de Convergência do Atlântico Sul geralmente
variabilidade anual e intra-anual da precipitação e do número provoca chuva acima da média nas regiões Sul, Sudeste e
de dias chuvosos para o Estado da Paraíba, observaram que os Centro-Oeste do Brasil. Porém, quando ocorre uma variabilidade
coeficientes de variação da precipitação e do número de dias na sua posição média, esse sistema pode ocasionar anomalias
chuvosos nas microrregiões do Cariri, Seridó e Curimataú são de precipitação no sul da região Nordeste do Brasil (Chaves
maiores do que nas estações localizadas nas microrregiões do e Cavalcanti, 2001). O conhecimento da variabilidade inter e
litoral, agreste e brejo paraibano. Com base no número de dias intra-anual da precipitação é bastante útil para vários propósitos,
com chuva (NDC) é possível se ter uma idéia da intensidade inclusive na formulação de estratégias para a implantação de
da precipitação, pois ao se analisar a chuva em intervalos de culturas de sequeiro em regiões semiáridas. Dessa forma, o
tempo distintos é possível identificar qual a sua intensidade e presente trabalho tem como objetivo analisar a variabilidade
variabilidade espacial em termos quantitativos e qualitativos espacial da precipitação e do número de dias chuvosos na região
(Fischer et al., 2008). Nordeste do Brasil, com vistas à identificação das áreas mais
A variabilidade da precipitação na região Nordeste do susceptíveis às estiagens prolongadas.
Brasil exerce forte influência na agricultura de sequeiro, que
também é afetada pelas temperaturas elevadas e altas taxas de 2. MATERIAL E MÉTODOS
evaporação registradas na parte semiárida (Silva et al., 2006). A
variabilidade intra e inter anual na precipitação é provocada por 2.1 Localização da área de estudo
diferentes sistemas atmosféricos que atuam na região Nordeste
(Silva et al., 2005), destacando-se os Vórtices Ciclônicos A região Nordeste do Brasil (NEB) está situada entre os
em Ar Superior, Distúrbios Ondulatórios de Leste, Zona de paralelos de 01° 02’ 30” de latitude sul e 18° 20’ 07” de latitude
Convergência Intertropical, Zona de Convergência do Atlântico sul, e entre os meridianos de 34° 47’ 30” e 48° 45’ 24” a oeste do
Junho 2012 Revista Brasileira de Meteorologia 165

meridiano de Greenwich. Essa região tem por limite ao norte e 2.2 Dados e análise estatística
ao leste o Oceano Atlântico; ao sul os Estados de Minas Gerais
e Espírito Santo, e ao oeste os Estados do Pará, Tocantins e Neste estudo foram utilizados dados de 600 postos
Goiás. O NEB tem uma área de 1.558.196 km², equivalente a pluviométricos localizados nos 9 estados da região Nordeste do
18% do território nacional, e possui a maior costa litorânea do Brasil, com mais de 30 anos de dados. Foi considerado como dia
país. Dentre os Estados nordestinos, o Estado da Bahia tem a chuvoso aquele com precipitação acima de 0,1 mm. Os dados
maior costa litorânea com 932 km e o Estado do Piauí apenas utilizados neste estudo foram obtidos da Agência Nacional
60 km de litoral. de Águas (ANA) e da Superintendência do Desenvolvimento
A parte semiárida desta região corresponde a do Nordeste (SUDENE), para o período mínimo de 30 anos,
aproximadamente 60% da área total do NEB. Essa extensa variando em geral de 1935 a 2000. Foram estabelecidas
área é habitada por mais de 30 milhões de pessoas e a economia séries temporais dos totais pluviométricos em todos os postos
é baseada principalmente na agricultura de sequeiro. O NEB selecionados, para todo o período de análise, sendo que as
é caracterizado por baixos níveis de precipitação e altas taxas falhas de observação foram preenchidas por correlação com
de evaporação (Silva et al., 2010). A precipitação média anual postos do mesmo grupo, adotando-se o critério de proximidade
varia entre 1800 mm na costa leste a 400 mm no centro do e considerando as eventuais diversidades climáticas existentes.
semiárido; enquanto a temperatura do ar varia entre 16,8 a Para análise de consistência dessas séries pluviométricas, foram
33,8 oC e a evaporação pode ultrapassar 10 mm d-1 (Silva elaboradas curvas duplo-acumulativas. Foram construídos
et al., 2006). A Figura 1 exibe a espacialização dos postos mapas para a espacialização do coeficiente de variação e do
pluviométricos utilizados no estudo e a Figura 2 a distribuição número de dias chuvosos para a precipitação anual e os períodos
espacial da precipitação média anual na região Nordeste do seco e chuvoso sob a região de estudo. Na determinação dos
Brasil, evidenciando a parte semiárida no centro da região períodos seco e chuvoso foram construídos histogramas de
com precipitação anual inferior a 500 mm anuais. O tipo freqüências das séries temporais mensais da precipitação pluvial
de vegetação predominante é caatinga e o solo é bastante para cada posto pluviométrico, e identificados os quatros meses
diversificado, formado principalmente por Lotossolo arenoso mais chuvosos e os quatros meses mais secos.
(Silva, 2004).
2.3 Coeficiente de variação

O coeficiente de variação (CV) para cada série foi


calculado pela relação entre o desvio padrão e a média aritmética.

Figura 2 - Distribuição espacial da precipitação média anual na região


Figura 1 - Espacialização dos postos pluviométricos utilizados no estudo. Nordeste do Brasil.
166 Silva et al. Volume 27(2)

O CV (%) é uma medida de dispersão da variável analisada, lag zero, que corresponde ao cálculo da autocorrelação da série
sendo obtido pela Equação 1 (Silva et al., 2009): sem defasagem com ela mesma, o resultado é 1. O gráfico da
função autocorrelação versus lag é chamado de correlograma,
σ (1)
1 CV = 100 sendo bastante útil para determinar se sucessivas observações
µ
são independentes. Se o correlograma indicar alta correlação
em que σ é o desvio padrão e µ é a média das série temporais analisadas. entre X(t) e X(t+ τ), as observações não podem ser assumidas
como independentes (Modarres e Silva, 2007). Dessa forma,
2.4 Função de autocorrelação a função de autocorrelação pode indicar a memória de um
processo estocástico.
A aleatoriedade dos dados das séries temporais foi
avaliada com base na função de autocorrelação para os intervalos 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
de confiança dada pela Equação 2 (Modarres e Silva, 2007):
Os mapas de isolinhas do número de dias de chuva e dos
Zi − a / 2
CB = , (2) coeficientes de variação (CVs) da precipitação no Nordeste do
n Brasil (NEB), para os períodos secos e chuvosos e para os totais
em que Z é a função da distribuição normal, n é o tamanho da anuais, são apresentados nas Figuras 3 a 5. Nas localidades em
amostra e a é o nível de significância. O intervalo de confiança que a precipitação é baixa ocorreram valores de CVs altos; e
depende do tamanho de amostra. Os métodos de análise de séries para as localidades em que a precipitação é alta os valores de
temporais no domínio do tempo procuram caracterizar as séries de CVs foram baixos. Resultados semelhantes foram obtidos por
dados nos mesmos termos em que são observados e registrados. Dinpashoh et al. (2004) em um estudo realizado para o Iran,
A ferramenta principal para a caracterização da relações entre em que os valores da média da precipitação são inversamente
valores de dados na aproximação do domínio temporal é a função proporcionais aos valores dos CVs. A análise dos resultados
de autocorrelação ou coeficiente de correlação serial. revela ainda que a distribuição espacial da precipitação e do
A autocorrelação pode ser definida como o grau de número de dias chuvosos para o NEB não é uniforme, ou seja,
variação comum entre uma variável (X) medida no tempo t varia sensivelmente de acordo com a localização geográfica. Os
com ela mesma medida num tempo posterior t+k, onde k é o resultados obtidos por Chaves (1999) indicam que a maior parte
tempo do intervalo de observação. A autocorrelação mede a do sul do Nordeste apresenta baixo índice pluviométrico e alta
persistência de uma onda dentro de uma série temporal. Quando variabilidade espacial e temporal. As análises de cada período
a autocorrelação é próxima de zero ela informa que há um de estudo são apresentadas a seguir.
processo randômico ocorrendo sem nenhuma persistência ou
regularidade. A autocorrelação é normalmente calculada para 3.1 Período anual
um lag (um intervalo de defasagem) de variação e o resultado
é plotado em um gráfico que inclui os valores obtidos versus K A distribuição espacial do número de dias de chuva
intervalos de observação da variável. Para o caso especial do no NEB, bem como, o coeficiente de variação temporal da

Figura 3 - Distribuição espacial do número de dias com chuva (A), coeficiente de variação temporal (%) da precipitação (B) e do número de dias
com chuva (C) no Nordeste do Brasil referente ao período anual.
Junho 2012 Revista Brasileira de Meteorologia 167

precipitação e do número de dias de chuva, referente ao período que os índices mais baixos de variabilidade da precipitação anual
anual é exibida na Figura 3. No período estudado, o maior NDC são encontrados nas áreas litorâneas, devido às características
se concentra na costa leste e agreste, entre os Estados da Bahia dos sistemas atmosféricos atuantes nessa parte do NEB, fazendo
a Paraíba, com valores entre 90 e 170 dias, bem como no norte com que os totais anuais de precipitação tenham tendência de
e noroeste da região (Rio G. do Norte, Ceará e Maranhão) com não ser tão dispersivos em relação à média climatológica.
valores entre 70 e 120 dias (Figura 3A). No semiárido nordestino
foram encontradas as menores médias dos números de dias com 3.2 Período chuvoso
chuva, com valores menores do que 50 dias. Os valores de CVs
são muito baixos na zona da mata (Litoral) e agrestes nordestino As distribuições espaciais do NDC no NEB, do
para as duas variáveis analisadas, variando entre 20 e 60% para coeficiente de variação temporal da precipitação e do NDC,
precipitação e entre 15 e 45% para o número de dias com chuva. referente ao período chuvoso, são exibidas na Figura 4. Como
No noroeste do NEB, os valores de CVs variaram entre 30 e 60% não existe um período chuvoso uniforme sobre o NEB, foi
para precipitação (Figura 3B), e entre 20 e 45% para o NDC determinada a estação chuvosa para cada posto analisado,
(Figura 3C). Na parte semiárida, os valores dos CVs variaram utilizado a metodologia anteriormente mencionada.
entre 35 e 90% para precipitação e entre 25 e 80% para o NDC. Os O maior NDC durante o período chuvoso se concentra
maiores valores dos CVs para ambas variáveis estão localizados na Zona da Mata (Litoral) e Agreste do NEB, com valores
na área semiárida, entre o sul do Estado do Ceará e o norte do variando entre 9 e 20 dias; em seguida decresce em direção ao
Estado de Minas Gerais. Por outro lado, os menores valores de interior da região, com valores inferiores a 9 dias (Figura 4A).
CV são encontrados na costa do NEB. Os altos valores dos CVs No setor noroeste esses valores são maiores que 15 dias; no
da precipitação e do número de dias de chuvas no semiárido semiárido nordestino foram encontrados os menores valores
são associados à alternância de períodos secos e chuvosos, de números de dias com chuva, atingindo no máximo 12 dias,
provocados pelos eventos de El Niño e La Niña, que ocorrem de especificamente na região que compreende os municípios
forma recorrente na região. Valores semelhantes de CVs foram de Cabaceiras e Serra Branca no Cariri paraibano. Durante
encontrados no Iran por Dinpashoh et al. (2004), com coeficientes o período chuvoso, os valores baixos dos coeficientes de
de variação da precipitação variando entre 18% ao Norte, onde se variação da precipitação (Figura 4B) e do número de dias de
situam as regiões montanhosas, e 75% no Sul do país. chuva (Figura 4C) são encontrados também no litoral leste
Os baixos valores dos CVs na costa leste do NEB são e agreste nordestino. Já os maiores valores dessas variáveis
associados à regularidade dos sistemas atmosféricos atuantes foram encontrados no semiárido da região. Os valores de CVs
nessa parte da região, tais como, os Vórtices Ciclônicos em são maiores para precipitação, do que para o número de dias
Ar Superior, Distúrbios Ondulatórios de Leste e os Sistemas de chuva. Utilizando metodologia semelhante para o Estado do
Frontais. Resultados semelhantes foram obtidos por Chaves Rio Grande do Sul, Fischer et al. (2008) obtiveram valores de
(1999), que observou maior variabilidade temporal da coeficiente de variação do NDC variando de 21 a 36,9% para
precipitação na parte nordeste, central e sudoeste do setor sul do a série de dados observada e entre 18,7 a 39,6% para a série de
Nordeste e norte de Minas Gerais. Essa autora constatou, ainda, dados prevista com base na temperatura da superfície do mar.

Figura 4 - Distribuição espacial do número de dias com chuva (A), coeficiente de variação temporal (%) da precipitação (B) e do número de dias
com chuva (C) no Nordeste do Brasil referente ao período chuvoso.
168 Silva et al. Volume 27(2)

3.3 Período seco 3.4 Valores médios do NDC e do coeficiente de variação

Na Figura 5 é apresentada a distribuição espacial do Os valores das médias mensal, anual e dos períodos
NDC e o coeficiente de variação temporal da precipitação e chuvoso e seco do NDC, dos coeficientes de variação
do NDC no NEB referente ao período seco. Nesse período, da precipitação e do NDC, em cada estado do NEB, são
o maior NDC na região de estudo se concentra na faixa apresentados nas Tabelas 1 a 3. Os maiores valores médios do
litorânea, sendo crescente do litoral norte para o litoral sul da NDC se concentram, em sua maior parte, nos estados localizados
região, com valores entre 3 e 10 dias; em seguida decresce no norte do NEB no período de janeiro a junho (Tabela 1).
em direção ao interior do NEB com valores entre 1 e 3 dias, Para o Estado do Maranhão se observa que a média
atingindo o mínimo no centro da região semiárida (Figura 5A). mensal do NDC variou entre 2 dias, no período seco, a 16
No semiárido do NEB foram encontrados valores do número dias no período chuvoso. Os Estados do Maranhão, Piauí e
de dias de chuva entre 0 e 3 dias. Essa parte do NEB é a mais Ceará apresentam os maiores valores médios mensais do NDC
seca dentre todas as regiões nordestinas durante todo período nos meses de fevereiro a março; enquanto que os menores
do ano (Silva, 2004). valores foram para o período seco de julho a setembro para
Na parte semiárida da região se verificam os maiores os Estados do Maranhão e Piauí e de agosto a outubro para o
valores de CVs, entre 140 e 300% para precipitação (Figura Estado do Ceará. Os Estados do Piauí e Ceará apresentam a
5B) e entre 120 e 280% para o número de dias de chuva (Figura menor média mensal do NDC durante a estação seca dentre
5C). Já no noroeste do NEB, os valores de CVs variaram todos os estados do NEB. Como mencionado anteriormente,
entre 100 e 200% para a precipitação e entre 70 e 150% para a estação chuvosa nos Estados do Ceará, R. G. do Norte,
o NDC. Por outro lado, a faixa litorânea apresentou valores Paraíba e Pernambuco culmina nos meses de março e abril.
de CVs variando entre 60 e 140% para precipitação e entre 40 Por outro lado, as áreas desde o leste do Rio Grande do Norte
e 120% para o NDC. Também no período seco, os valores de até o sul da Bahia recebem a máxima precipitação durante o
CVs da precipitação foram maiores do que aqueles apresentados período de maio e junho, e são influenciadas pelo escoamento
pelo NDC. Esses resultados indicam que a variabilidade da médio e brisas terra-mar (Ramos, 1975), pelos aglomerados
precipitação é maior nos períodos secos e nas regiões com menor convectivos que se propagam para oeste (Yamazaki e Rao,
pluviosidade. A razão disso está associada à presença de eventos 1977), além dos vórtices ciclônicos de ar superior e sistemas
de chuva mesmo no período seco e em regiões com baixa frontais remanescentes na parte sul (Kousky e Gan, 1981).
pluviosidade, em face dos altos valores dos desvios padrão, A estação chuvosa em todos os estados do norte do NEB
que podem chegar a 80% da precipitação média anual. Chaves culmina com a época do ano em que a ZCIT está mais ao Sul,
(1999) constatou que nas partes nordeste, central e sudoeste do que corresponde aos meses de fevereiro, março e abril, ou seja,
setor sul do Nordeste e norte de Minas Gerais, o desvio padrão o trimestre chuvoso (Uvo e Nobre, 1989). A estação chuvosa
da precipitação anual corresponde aproximadamente a 40% da nessa área do NEB é coincidente com a posição mais sul da
precipitação média anual. ZCIT (Ratisbona, 1976) e com o aparecimento de Linhas de

Figura 5 - Distribuição espacial do número de dias com chuva (A), coeficiente de variação temporal (%) da precipitação (B) e do número de dias
com chuva (C) no Nordeste do Brasil referente ao período seco.
Junho 2012 Revista Brasileira de Meteorologia 169

Instabilidade. Entretanto, os estados localizados na costa leste distintos. Na maior parte desse estado predomina a estação seca
da região sofrem a influência de outros sistemas atmosféricos, e fria, que vai de maio a setembro, e a estação chuvosa e quente,
tais como, os vórtices ciclônicos de ar superior e ondas de que vai de outubro a abril. Especificamente, a precipitação no
leste. Assim, os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e interior da Bahia ocorre de novembro a março, com um máximo
Pernambuco têm o trimestre chuvoso nos meses de março a em dezembro e está associada com as incursões dos sistemas
maio e seco de setembro a novembro. O Estado do Ceará, a frontais na direção equatorial. Ainda existem algumas áreas
microrregião do sertão do R. G. do Norte, os interiores dos em que os regimes de precipitação apresentam dois máximos
Estados da Paraíba e Pernambuco estão inseridos no semiárido anuais, resultantes da existência de distúrbios de escala sinótica
nordestino onde a estação chuvosa, em sua maior parte, culmina que atuam em épocas distintas. Isso ocorre no setor centro norte
com a época do ano em que a ZCIT está mais ao Sul, que do Estado da Bahia, entre os meses de dezembro e março, e no
corresponde aos meses de março e abril (Aldaz, 1971). seu litoral, entre os meses de dezembro e maio (Kousky, 1979).
No trimestre chuvoso, os valores médios mensais do Na Tabela 2 são apresentados os valores médios dos CVs
NDC são de 10, 9 e 7 dias, respectivamente, para os Estados da precipitação mensal, anual e para as estações chuvosas e secas
do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco; enquanto que nos 9 estados do Nordeste do Brasil. Os menores valores dos
durante a estação seca o NDC varia entre 2 e 5 dias nesses CVs estão localizados em sua maior parte no primeiro semestre
estados. Portanto, o trimestre chuvoso nesses estados se desloca do ano em face da estação chuvosa da região se concentrar
um mês em relação aos estados localizados mais ao norte do basicamente nesse período.
NEB. Por outro lado, os Estados de Alagoas e Sergipe têm o Para o Estado do Maranhão, verificaram-se valores
trimestre chuvoso centrado nos meses de maio a julho, com médios do CV da precipitação variando entre 45% no mês
valores médios mensais do NDC durante a estação chuvosa de de março a 168% no mês de agosto; para o Estado do Piauí
15 dias e durante a estação seca de 4 dias em ambos os estados. a variabilidade da precipitação é bem maior, variando de 66
Assim, além do maior número de dias chuvosos, esses estados a 312% nos mesmos meses dos períodos chuvoso e seco,
têm a estação chuvosa deslocada dois meses em relação aos respectivamente. Também para os Estados do Ceará, R. G.
Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Nesse do Norte, Paraíba e Pernambuco os menores valores dos CVs
estudo não foram identificadas com precisão as estações chuvosa ocorreram no mês de março; enquanto os maiores, que ocorreram
e seca no Estado da Bahia, em face, possivelmente, de sua no trimestre seco, aparecem nos meses de setembro ou outubro.
grande extensão territorial, que possui três períodos chuvosos Tal como para o número de dias chuvosos, para os Estados de

Tabela 1 - Média mensal, anual e dos períodos chuvoso e seco do número de dias com chuva em cada estado da região Nordeste do Brasil.

Meses/estados Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Anual Chuvoso Seco
Maranhão 14 15 18 16 10 5 3 2 2 4 5 8 102 16 2
Piauí 9 11 12 10 4 2 1 1 1 3 5 6 65 11 1
Ceará 7 10 14 13 8 4 2 1 1 1 1 3 65 12 1
R.G. do Norte 5 7 11 11 8 6 5 5 5 5 4 4 76 10 5
Paraíba 4 6 9 9 8 7 6 4 3 2 2 3 63 9 2
Pernambuco 5 6 8 7 7 7 7 4 3 2 3 4 63 7 3
Alagoas 5 5 8 11 14 15 16 12 8 5 3 4 106 15 4
Sergipe 4 6 8 11 15 15 16 13 8 5 4 4 109 15 4
Bahia 6 6 9 7 6 5 5 5 4 4 7 7 71 7 4
1
Tabela 2 - Média mensal, anual e dos períodos chuvoso e seco do coeficiente de variação (%) da precipitação (mm) em cada estado da região
Nordeste do Brasil.
Meses/estados Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Anual Chuvoso Seco
Maranhão 58 52 45 58 76 117 157 168 137 115 93 80 34 57 140
Piauí 71 69 66 79 128 213 290 312 235 141 106 92 44 62 213
Ceará 84 70 52 61 80 106 138 224 245 239 209 135 40 66 192
R.G. do Norte 99 94 67 75 85 98 126 194 236 309 263 171 51 76 215
Paraíba 96 93 84 85 90 102 119 202 206 243 213 162 53 92 187
Pernambuco 94 90 74 84 102 108 129 183 183 168 123 113 38 77 159
Alagoas 97 96 93 75 68 62 65 73 86 133 131 135 41 62 115
Sergipe 98 98 90 73 66 54 55 57 80 107 128 115 35 57 101
Bahia 93 92 92 93 141 198 206 226 173 118 84 88 37 73 181
1
170 Silva et al. Volume 27(2)

Alagoas e Sergipe ocorre um deslocamento dos valores extremos quase aleatório. Analisando os correlogramas para o Estado
dos CVs da precipitação em relação aos estados localizados do Piauí (Figura 6B), verificou-se que a série temporal do
mais ao norte da região. Os menores CVs são encontrados em posto pluviométrico de Nazaré do Piauí apresenta também
junho e os maiores nos meses de novembro ou dezembro. Os comportamento quase aleatório. No posto de Brejo dos Santos,
valores médios do CV da precipitação durante os períodos anual no Estado do Ceará, o valor da autocorrelação de lag 10 é
e chuvoso representam 41 e 69%, respectivamente, daquele do significativo, destacando-se persistência de cinco anos (Figura
período seco; entretanto, a variabilidade do trimestre chuvoso 6C); enquanto os outros valores do correlograma se apresentam
é maior do que a do período anual, em aproximadamente 28%. de forma quase aleatória. Os valores de autocorrelação do
Os valores médios dos CVs do NDC durante os períodos posto pluviométrico de Apodi, no Rio Grande do Norte, não
mensal, anual, chuvoso e seco para os estados do NEB são apresentam qualquer persistência nos dados (Figura 6D).
exibidos na Tabela 3. Assim como, para o CV de precipitação, Os valores de autocorrelação do posto pluviométrico de
os menores valores dessa variável estão localizados no mês Taperoá, no Estado da Paraíba, revelam que a série temporal
de março para os estados localizados na parte norte e na costa não apresenta picos significativos (Figura 6E). Esses baixos
leste do NEB com penetração no semiárido, como os Estados da valores das autocorrelações implicam em fraca memória ou fraca
Paraíba e Pernambuco. Entretanto, para os Estados de Alagoas persistência anual dos eventos de chuva no Estado. Analisando
e Sergipe os menores CVs aparecem no mês de maio e não em o correlograma do posto pluviométrico de Malhada Real, no
junho, como ocorreu com a precipitação. Em média para todo o Estado de Pernambuco (Figura 6F), nota-se certa similaridade
NEB, os CVs do número de dias chuvosos durante os trimestres com o posto do Paraíba. A série temporal de chuvas nesse posto
chuvoso e seco representam, respectivamente, 14,2 e 3,6% do não exibe nenhum grau de dependência entre as observações.
CV médio do período anual. Por outro lado, a variabilidade Por outro lado, o posto de Quebrângulo, no Estado de Alagoas,
do NDC durante o trimestre chuvoso é 292% maior do que no apresenta valores de autocorrelação significativos e positivos
período seco. Portanto, a variabilidade da precipitação é maior para os lags de 1 a 5 (Figura 6G), indicando que a série temporal
do que aquela do NDC no NEB, durante os períodos seco e é estacionária e persistente, com dependência de 5 anos. Esse
chuvoso; entretanto, para o período anual o NDC apresenta uma fato sugere certa normalidade do período chuvoso nesse posto
variabilidade maior do que a precipitação, que em média é de pluviométrico. O posto pluviométrico de Bonfim, no Estado de
93%. A variabilidade da precipitação e do NDC não é uniforme Sergipe, apresenta valores de autocorrelação significativos para
no Nordeste do Brasil, em face dos diferentes períodos chuvosos os primeiros lags (Figura 6H). A série temporal exibida nesse
e secos na região provocados pela incidência de diferentes correlograma é estacionária, com curto período de correlação
fenômenos atmosféricos em épocas distintas do ano. e com comportamento autoregressivo de ordem 1 ou 2. O
A função de autocorrelação aplicada às séries temporais posto de Lagoa Preta, no Estado da Bahia, exibe valores de
de precipitação indicou poucos valores significativos nas autocorrelação sem nenhuma significância estatística (Figura
autocorrelações para o limite de 95% de confiança. Neste 6I), indicando que o comportamento dos eventos de precipitação
estudo, a função de autocorrelação foi calculada a partir das anual é também quase aleatório.
séries temporais dos totais anuais de um posto pluviométricos
para cada estado do NEB no período de 1935 a 2000. O posto 4. CONCLUSÃO
pluviométrico da Ponte BR 222, no Estado do Maranhão, não
apresentou nenhum valor significativo de autocorrelação (Figura Os resultados deste trabalho permitem concluir que a
6A); portanto, essa série temporal apresenta um comportamento variabilidade da precipitação na região de estudo é menor no

Tabela 3 - Média mensal, anual e dos períodos chuvoso e seco do coeficiente de variação (%) do número de dias com chuva em cada estado da
região Nordeste do Brasil.
Meses/estados Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Anual Chuvoso Seco
Maranhão 35 32 26 36 52 86 116 120 98 79 64 51 25 35 101
Piauí 48 45 41 54 92 149 220 240 156 100 70 65 32 48 157
Ceará 63 53 37 43 59 83 111 181 202 193 157 102 34 48 150
R.G. do Norte 87 71 50 54 62 77 98 147 186 235 192 125 43 57 163
Paraíba 82 76 57 60 65 74 86 121 145 171 145 111 43 68 135
Pernambuco 64 67 54 61 75 83 97 144 134 118 90 79 33 56 118
Alagoas 68 72 58 48 41 35 38 45 59 93 89 85 28 39 77
Sergipe 68 68 58 45 39 35 34 39 55 72 75 74 25 37 66
Bahia 69 66 65 67 110 167 161 195 135 84 60 62 31 57 152
1
Junho 2012 Revista Brasileira de Meteorologia 171

Figura 6 - Função de autocorrelação para os postos pluviométricos: (A) Ponte BR 222 - MA, (B) Nazaré do Piauí - PI, (C) Brejo dos Santos - CE,
(D) Apodi - RN, (E) Taperoá - PB, (F) Malhada Real - PE, (G) Quebrângulo - AL, (H) Bonfim - SE e (I) Lagoa Preta - BA. As linhas superiores e
inferiores constituem o limite de 95% de confiança.

período chuvoso do que no período seco e que os maiores valores apresenta uma variabilidade maior do que a precipitação,
do coeficiente de variação são associados aos menores valores em média de 93%. A alta variabilidade da precipitação e do
de precipitação e número de dias de chuva. Os valores médios número de dias de chuva são fatores limitantes na agricultura
do CV da precipitação durante os períodos anual e chuvoso de sequeiro nas microrregiões localizadas nas áreas semiáridas
representam 41 e 69%, respectivamente, daquele do período do Nordeste do Brasil. A função de autocorrelação aplicada às
seco; entretanto, a variabilidade do trimestre chuvoso é maior séries temporais de precipitação indicou comportamento quase
do que a do período anual, em aproximadamente 28%. Por outro aleatório, com poucos valores significativos nas autocorrelações
lado, a variabilidade da precipitação é maior do que aquela das séries de chuva no NEB para o limite de 95% de confiança.
observada no NDC no NEB, durante os períodos seco e chuvoso; A maior média do NDC durante o período chuvoso se concentra
entretanto, para o período anual o número de dias chuvosos na Zona da Mata e Agreste do NEB e decresce em direção ao
172 Silva et al. Volume 27(2)

interior da região. No semiárido do NEB são encontrados os MODARRES, R; SILVA, V.P.R. Rainfall trends in arid and semi-
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