0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações25 páginas

4 - Variabilidade 73 - 97

O documento analisa a variabilidade e regionalização das precipitações anuais no Rio Grande do Norte entre 2000 e 2019, identificando quatro Regiões Pluviométricas Homogêneas (RPH) com diferentes totais pluviométricos. As regiões Leste apresentam chuvas superiores a 1.201 mm anuais, enquanto as mesorregiões Central e Agreste têm totais abaixo de 600 mm. O estudo visa contribuir para a gestão hídrica e o planejamento territorial, incentivando pesquisas mais detalhadas sobre as chuvas na região.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações25 páginas

4 - Variabilidade 73 - 97

O documento analisa a variabilidade e regionalização das precipitações anuais no Rio Grande do Norte entre 2000 e 2019, identificando quatro Regiões Pluviométricas Homogêneas (RPH) com diferentes totais pluviométricos. As regiões Leste apresentam chuvas superiores a 1.201 mm anuais, enquanto as mesorregiões Central e Agreste têm totais abaixo de 600 mm. O estudo visa contribuir para a gestão hídrica e o planejamento territorial, incentivando pesquisas mais detalhadas sobre as chuvas na região.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

VARIABILIDADES E REGIONALIZAÇÃO DOS TOTAIS

PLUVIOMÉTRICOS ANUAIS NO RIO GRANDE DO NORTE


ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2019

Variabilities and regionalization of total annual pluviometric


in Rio Grande do Norte between the years 2000 and 2019

Variabilidades y regionalización del pluviometrico total anual


en Rio Grande do Norte entre 2000 y 2019

Lucas Matheus Garcia Tôrres


Discente da Pós-graduação em Ciências Naturais (PPGCN), Universidade do Estado do Rio
Grande do Norte (UERN)
E-mail: [email protected]

Andreza Tacyana Felix Carvalho


Professora Adjunta do Departamento de Geografia, Universidade do Estado do Rio Grande
do Norte/Campus Avançado Pau dos Ferros (UERN/CAPF) e do Programa de Pós-graduação
em Geografia (PPGeo) da UERN
[email protected]

Resumo: O estado do Rio Grande do Norte/RN, localizado no Nordeste do Brasil, possui um regime
irregular das precipitações pluviométricas, devido à variabilidade de diferentes fatores climáticos
distribuídos no espaço/tempo. Essas condições irregulares das chuvas proporcionam tanto as secas
periódicas quanto a concentração de chuvas intensas em regiões específicas, configurando o seu
entendimento como um dos pontos-chave para o desenvolvimento de uma gestão hídrica efetiva e
sua aplicação ao planejamento territorial. Partindo de tais pressupostos, este trabalho, que tem como
objetivo apresentar a variabilidade e a regionalização de totais pluviométricos anuais ocorrentes no
estado do RN entre os anos de 2000 e 2019, mostra, a partir dos dados da Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), a identificação e a espacialização de quatro Regiões
Pluviométricas Homogêneas (RPH) no RN. Com isto, verificou-se, na mesorregião Leste, a existência de
RPHs que superam os 1.201 mm anuais, ao passo que outras, localizadas nas mesorregiões Central e
Agreste, apresentavam os menores totais pluviométricos inferiores a 600 mm/ano. A mesorregião
Oeste detém de uma RPH com médias de 801 a 1200mm anuais, condicionalmente influenciada pela
orografia, e, entre as mesorregiões, a Agreste possui os menores desvios padrão em cada quinquênio
estudado. Assim, espera-se, com os resultados obtidos, incentivar o desenvolvimento de pesquisas
mais específicas e criteriosas sobre as chuvas do RN, a fim de dar subsídios aos estudos geográficos e
à sua aplicação no planejamento territorial e na gestão hídrica.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 1
Palavras-chave: Regiões pluviométricas homogêneas. Índices pluviométricos. Gestão hídrica.

Abstract: The state of Rio Grande do Norte/ RN, located in the Northeast region of Brazil, has an
irregular rainfall regime due to the variability of different climatic factors distributed in space/time.
These irregular rainfall conditions provide both periodic droughts and the concentration of heavy rains
in specific regions. Consequently, a better understanding of these conditions is one of the critical points
for developing effective water management and its application to territorial planning. Based on such
assumptions, this work, which aims to present the variability and regionalization of annual rainfall
totals occurring in the state of Rio Grande do Norte between 2000 and 2019 presents, based on data
from Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), the identification and
spatialization of four Homogeneous Pluviometric Regions (RPH) in RN. It was found that there are HRRs
in the East mesoregion that exceed 1201 mm per year, while other mesoregions in the Central and
Agreste with the lowest total rainfall occurrence below 600 mm per year. The West mesoregion has
an RPH with annual averages of 801 to 1,200mm, conditionally influenced by the orography, and,
among the mesoregions, the Agreste has the smallest standard deviation every five years among the
studied mesoregions. As a result of this study, it is expected to incentive further research on the rainfall
in the state of Rio Grande do Norte and to provide subsidies for geographic studies and their
application in territorial planning and water management.
Keywords: Homogeneous Rainfall Regions. Rainfall indices. Water management.

Resumen: El estado de Rio Grande do Norte/RN, ubicado en el Nordeste de Brasil, tiene un régimen
de precipitaciones irregular, debido a la variabilidad de diferentes factores climáticos distribuidos en
el espacio/tiempo. Estas condiciones pluviométricas irregulares propician tanto sequías periódicas
como la concentración de lluvias intensas en regiones específicas, configurando su comprensión como
uno de los puntos clave para el desarrollo de una gestión eficaz del agua y su aplicación a la
planificación territorial. Con base en estos supuestos, este trabajo, que tiene como objetivo presentar
la variabilidad y la regionalización de los totales anuales de lluvia ocurridos en el estado de RN entre
2000 y 2019, muestra, con base en datos de la Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do
Norte (EMPARN) , la identificación y espacialización de cuatro Regiones Pluviométricas Homogéneas
(RPH) en RN. Como resultado, en la mesorregión Este se verificó la existencia de RPH que superan los
1.201 mm anuales, mientras que otros, ubicados en las mesorregiones Central y Agreste, tuvieron los
menores totales de lluvia por debajo de los 600 mm/año. La mesorregión Oeste tiene un RPH con
promedios anuales de 801 a 1200mm condicionalmente influenciados por la orografía y, entre las
mesorregiones, Agreste tiene las desviaciones estándar más bajas en cada quinquenio estudiado. Así,
se espera, con los resultados obtenidos, incentivar el desarrollo de investigaciones más específicas y
juiciosas sobre las precipitaciones en el RN, a fin de subsidiar los estudios geográficos y su aplicación
en la planificación territorial y gestión del agua.
Palabras clave: Regiones Pluviométricas Homogéneas. Índices de precipitaciones. Gestión del agua.

Submetido em: 14/04/2022


Aceito para publicação em: 20/07/2022
Publicado em: 29/07/2022

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 2
1. INTRODUÇÃO
Estudos relacionados às pluviosidades são essenciais para o conhecimento de sua
dinâmica, distribuição e comportamento para fins de conhecimento da dimensão dos recursos
hídricos e da sua aplicação ao planejamento territorial e à gestão hídrica. Assim, entender a
sua variação dentro de um recorte espacial e temporal consiste numa ferramenta para o
direcionamento de medidas de controle dedicadas não somente à prevenção e à remediação,
mas também à mitigação de impactos de ordem hídrica.

Nesse sentido, a pluviosidade é uma variável climatológica de fundamental


importância, pois, além de influenciar no comportamento de outros elementos atmosféricos,
a exemplo da umidade relativa do ar e temperatura do ar (SOUSA et al., 2015), tendo as suas
águas como entrada de energia na bacia hidrográfica, são responsáveis naturais pelos
“processos erosivos, formação dos solos e manutenção da vegetação nativa” (LUCENA,
CABRAL JÚNIOR E STEINKE, 2018, p. 02). Sobre isso, Calasans et al. (2008) relatam, ainda, que
as águas das chuvas são fontes potenciais de abastecimento das reservas hídricas utilizadas
para suprir as necessidades humanas e animais.

Dentre dos principais fatores atuantes na formação das precipitações, destacam-se:


latitude, altitude, relevo, vegetação e atividades humanas (FORGIARINI; VENDRUSCOLO; RIZZI,
2013, p. 02), os quais, como cita Ayoade (2007), em razão de serem formados por um conjunto
de mecanismos, possuem componentes em macro, meso e microescalas. A esse respeito,
Fetter, Oliveira e Steinke (2018) postulam que compreender a variabilidade das precipitações
em diferentes escalas de tempo e de espaço é uma tarefa difícil, derivada da complexidade
inerente aos processos atuantes, à medida que, principalmente, ao migrarem para escalas de
maior detalhe, é possível identificar um maior número de fatores e de interações que
modulam e influenciam as precipitações.

Desse modo, como defendem Menezes et al. (2015) e Santos et al. (2017), a
abordagem a partir da perspectiva da observação das precipitações na escala de regional, as
quais tornam perceptíveis os períodos anuais e as áreas de maiores ou menores índices
pluviométricos, são importantes na identificação de prioridades relacionadas ao
planejamento de atividades que dependem do comportamento das chuvas. Assim, diversos
trabalhos, como de Almeida et al. (2020), Amorim et al. (2020), Back, Sônego e Pereira (2020),

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 75
Bezerra et al. (2020) e Souza e Nascimento (2020), dedicaram-se a identificar zonas
homogêneas de precipitação anual no Brasil, ao estudar períodos com intervalos de mais de
20 anos de dados, fazendo, com isso, associações de causas e de consequências de ordens
geográficas das precipitações.

Com relação ao estado do Rio Grande do Norte (RN), o regime das precipitações
pluviométricas não é homogêneo, é derivado da variabilidade espaço-temporal que está
condicionada a partir da interação de diferentes fatores climáticos. Braga (1994), ao pesquisar
sobre as pluviosidades no estado do RN a partir da série de dados de 20 anos de 70 estações
pluviométricas, fez uma discriminação simples de condições pessimistas, normais e otimistas
das chuvas em diferentes intervalos de tempos. Com efeito, entre os resultados, observou-se
que em um a cada quatro anos pode-se esperar, no trimestre mais favorável à agricultura,
totais pluviométricos inferiores, a 300mm em cerca de 60% de sua área, exceto no litoral, no
qual o trimestre mais chuvoso é responsável por 50% a 70% de toda a precipitação (enquanto
o semestre mais chuvoso é responsável por 80% ou mais).

No estudo realizado por Lucena, Cabral Júnior e Steinke (2018), a distribuição espacial
da precipitação do estado, no período de 1963-2013, apresentou a mesma estrutura, tanto
em um ano seco quanto em um ano chuvoso, com os maiores valores no litoral Leste, seguido
pelo Oeste do estado e as áreas serranas do sertão, sendo a região central a que apresenta os
menores valores de chuva. Nessa ótica, de modo geral, observou-se que o estado possui
precipitações relativamente baixas, visto que 75% dos municípios revelam precipitações
médias anuais inferiores aos 871 mm anuais.

Sobre essa distribuição, Amorim et al. (2020) indicaram, a partir de dados


pluviométricos de 1900 a 2014, três áreas homogêneas de precipitação para o estado: Oeste,
Seridó e Litoral. Por outro lado, os resultados alcançados por Silva, Andrade e Reis (2018),
mediante uso da técnica da Análise de Agrupamentos, identificaram quatro Regiões
Pluviometricamente Homogêneas (RPH) no período dos anos de 2000 a 2016, demonstrando
o comportamento espaço-temporal similar com a presença de comportamentos distintos
entre si.

Nessa delimitação proposta por Silva, Andrade e Reis (2018), as regiões 1 e 2,


localizadas nas porções Oeste e Central do estado, apresentaram os menores volumes
pluviométricos do Rio Grande do Norte, com média de 621,83mm e 735mm, respectivamente,

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 76
abarcando 93 municípios do estado e representando 56% de sua área total. Já com relação às
regiões 3 e 4, localizadas nas porções Leste e Agreste, Silva, Andrade e Reis (2018) descrevem
que a região 3 apresentou a maior variabilidade de precipitação, com maiores médias de
precipitação nos meses de março a julho, seguida da região 4, com os maiores volumes de
chuva nos meses de janeiro a julho e pico mais elevado da precipitação média no mês de
junho.

Considerando a constante variação espaço-temporal da ocorrência das chuvas


associada à importância de conhecimento sobre a representatividade dos totais
pluviométricos de uma região, compreende-se ser fundamental que esta variação e sua
representação gráfica sejam periodicamente estudadas em diferentes escalas temporais e
especiais. Decerto, esse tipo de atividade deve fornecer informações especializadas para dar
subsídios aos estudos geográficos, tanto na ordem escolar quanto de aplicação no
planejamento territorial e gestão das águas para fins de qualificação ambiental, social e
econômica das regiões.

Assim, este trabalho tem como objetivo apresentar a variabilidade e a regionalização


de totais pluviométricos anuais ocorrentes no estado do Rio Grande do Norte (RN) entre os
anos de 2000 e 2019, a partir dos dados disponibilizados pela Empresa de Pesquisa
Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Como resultados, apresenta-se uma
discussão sobre os totais pluviométricos anuais por mesorregiões e suas amplitudes de
variação, com a espacialização de médias a partir do recorte temporal quinquenal, além de
uma representação de RPH baseada nos intervalos de precipitações totais da classificação de
Köppen para os 20 anos de observação.

2. MATERIAIS E MÉTODOS
2.1. Caracterização geral da área de estudo
O estado do Rio Grande do Norte, situado na região Nordeste do Brasil, está localizado
sob as coordenadas 5° 44′ 24″ S e 36° 33′ 0″ O, possui 167 municípios e extensão territorial de
aproximadamente 52.814 Km², o que equivale a cerca de 3,42% do território nordestino e
0,62% do território nacional (Figura 1).

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 77
Figura 1 - Mapa de localização do estado do Rio Grande do Norte, Brasil.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

O arcabouço geológico do RN é constituído por formações de rochas ígneas,


metamórficas e sedimentares, sendo representadas sob aspectos litoestratigráficos em
Embasamento pré-cambriano, Plutonismo neoproterozoico, Bacias sedimentares cretáceas,
vulcanismo mesozoico, coberturas sedimentares e vulcanismo cenozoico (OLIVEIRA;
NASCIMENTO, 2019). Já relativo à sua geomorfologia, apontam-se formações variadas,
conforme Diniz et al (2017), a identificação de trinta subunidades morfoesculturais de relevo
em diversas variações de altitudes.

Sobre o aspecto hidrográfico, o RN apresenta 14 bacias hidrográficas, ou seja, áreas


drenadas por rios principais e seus afluentes (SEMARH, 2017), com abastecimento advindo,
principalmente, pelas águas das chuvas, uma vez que parte do estado está em área de
semiárido. Ademais, essas chuvas colaboram com a variedade vegetativa do estado,
sobretudo em vegetações presentes em dois biomas: Caatinga e Mata Atlântica, que se
distribui pelo litoral oriental potiguar e ocupa todo o restante do território do estado,
respectivamente; ambos altamente antropizados (SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO, 2018).

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 78
Climaticamente, o estado está sob influência da Zona de Convergência Intertropical
(ZCIT), considerado o sistema gerador de precipitação mais importante sobre a região
equatorial dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico e nas áreas continentais adjacentes (MELO
ET AL., 2009), tendo, ainda, como citam Pereira et al. (2011), a atuação dos fenômenos
climáticos do El Niño e da La Niña influenciando diretamente na ocorrência dos eventos de
secas e de chuvas intensas na região.

Além disso, convém destacar os sistemas atmosféricos de mesoescala, que também


influenciam em seus índices de pluviosidade, a exemplo das Perturbações Ondulatórias no
Campo dos Alísios (POA) (DINIZ; PEREIRA, 2015) e da atuação do relevo como barreiras
condicionantes das chuvas orográficas (SELUCHI et al., 2011). Na escala regional, de acordo
com a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças do RN (2017), o estado é
caracterizado por quatro tipos climáticos, com base na classificação climática de Köppen, a
saber: clima úmido, apresentando média anual de precipitação pluviométrica igual ou
superior a 1.200 mm/ano; clima subúmido, com médias pluviométricas variando entre 800 e
1.200 mm/ano; clima subúmido seco, com precipitações médias entre 600 e 800 mm/ano,
sendo esse considerado como faixa de transição entre áreas úmidas e/ou subúmidas; e as
áreas de climas áridos e/ou semiáridos, que são os outros tipos climáticos presentes no estado
com índice médio de pluviosidade igual ou inferior a 400 mm/ano, com variação entre 400 e
600 mm/ano, respectivamente.

2.2. Etapas procedimentais


Esta pesquisa, de caráter quantitativo e de cunho descritivo e interpretativo, está
fundamentada na pesquisa de gabinete dedicada ao levantamento bibliográfico e documental
para coleta de dados secundários sobre pluviometria, regionalização, interpolação estatística
e fatores interferentes nas ocorrências de chuvas no Rio Grande do Norte. Nessa ótica, outro
embasamento é na pesquisa de laboratório, direcionada ao tratamento dos dados e
informações, à composição de mapas temáticos e à análise e discussão dos resultados.

Com relação aos dados pluviométricos do conjunto de estações pluviométricas


localizadas exclusivamente em municípios do estado do RN e geridas pela Empresa de
Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), são utilizadas 134 estações como

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 79
total mensal e anual no período de 2000 a 2019. Considerando a variabilidade climática no
RN, foi efetuada, inicialmente, a análise dos dados e a espacialização de seus resultados sob a
escala territorial dos recortes espaciais regionais das mesorregiões político-administrativas do
estado (Leste, Agreste, Central e Oeste), sendo observadas, inclusive, as variações altimétricas
relacionadas à orografia (Figura 2).

Figura 2 - Mapa das mesorregiões do Rio Grande do Norte e identificação dos locais das estações
pluviométricas utilizadas com destaque para as altitudes do estado

Fonte: Elaborado pelos autores (2022), a partir de Diniz et al. (2017) e informações da EMPARN (2020).

A escolha pela utilização inicial dessa subdivisão, voltada para a integração e análise
dos dados, deve favorecer a observação setorizada do fenômeno pluviométrico,
possibilitando, nessa escala, identificar diferenciações espaciais por localidades, comparando-
as, inclusive, com resultados de outras pesquisas, com vistas aos intervalos de tempos
distintos. Nesse conjunto, algumas estações apresentaram dados diários anuais completos, à
medida que outras revelaram falhas.

Desse modo, foram usados os dados das estações sem falhas e daquelas que puderam
passar pelo processo de aplicação do método da regressão linear múltipla, referente ao
preenchimento de falhas e obtenção dos seus respectivos totais mensais para os períodos,

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 80
considerando o cenário de seus dados diários sequenciais, bem como dos dados análogos de
suas estações vizinhas. A partir disso, o quinquênio de cada mesorregião obteve os seguintes
grupos de estações, considerando, nessa configuração, o indicativo de estações com uso de
preenchimento de falhas por grupo:

Quadro 1- Quantidade de estações pluviométricas por mesorregião do RN utilizadas para cada


quinquênio, entre os anos de 2000 e 2019, e seus respectivos percentuais com presença de falha de
dados.
Oeste Central Agreste Leste RN
Quinquênio Estações Presença Estações Presença Estações Presença Estações Presença Total de
utilizadas de falha utilizadas de falha utilizadas de falha utilizadas de falha estações
(n) (%) (n) (%) (n) (%) (n) (%) utilizadas
(n)

2000 - 2004 37 13,51 27 3,7 21 19,04 16 0 101


2005 - 2009 49 0 31 3,22 24 4,76 17 5,88 121
2010 - 2014 32 3,12 28 7,14 24 4,76 17 0 101
2015 - 2019 48 0 27 7,4 21 14,28 16 6,25 112
Fonte: Elaborado pelos autores (2022), a partir dos dados da EMPARN.

Com efeito, de posse dos dados completos para cada mesorregião, foram calculadas
as médias aritméticas quinquenais dos totais pluviométricos anuais dos municípios e os
desvios padrão desses totais (nesse caso, para os municípios com as séries de dados
completas), para os intervalos temporais dos anos de 2000 a 2004, 2005 a 2009, 2010 a 2014
e 2015 a 2019. Assim, é possível observar a variação entre as médias dos totais precipitados e
comparar os desvios padrão apresentados.

Por conseguinte, os dados dos totais pluviométricos anuais dos 20 anos de observação
foram inseridos e processados no software Microsoft Excel, gerando um banco de dados que
teve por finalidade a elaboração de gráficos para avaliação das maiores/menores médias e a
dispersão dos totais pluviométricos em cada quinquênio dos municípios de cada mesorregião.
Com as médias totais de precipitação dos quinquênios e dos 20 anos sistematizadas em um
banco de dados e inseridas no Sistema de informação Geográfica (SIG), mediante auxílio do
software Quantum Gis - versão 3.14, foram produzidos os mapas e os cartogramas com base
nas malhas geográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2017).

Para a apresentação da espacialização dos dados, aplicou-se a interpolação através da


técnica de krigagem ordinária, com vistas a encontrar os ponderadores ótimos que minimizem

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 81
a variância do erro de estimação e possibilitem, a partir disso, gerar representações
cartográficas relativas às isoietas e à distribuição das precipitações. Decerto, a técnica de
interpolação permite elaborar um novo conjunto de dados, levando em conta um conjunto
discreto de dados pontuais já conhecidos, “permitindo a análise para regiões que não dispõem
de registros, em decorrência da ausência de estação de medição, ou que apresentem falhas
em seu banco de dados” (WANDERLEY et al., 2014, p. 02).

Como destacam Lisboa, Carvalho e Mendes (2021), a interpolação consiste numa


técnica para contornar a limitação de dados, uma vez que é possível estimar os valores dessas
informações numa área não amostrada, isto é, onde tais informações não estão
disponibilizadas. Contudo, para efetuar esse procedimento de natureza matemática, ajusta-
se uma função aos pontos não amostrados, com base em valores obtidos em pontos
amostrados, obtendo, portanto, resultados espacializados.

Isto posto, julga-se que esse procedimento subsidia o mapeamento e a análise


pluviométrica gráfica por mesorregiões em períodos quinquenais e, ainda, a organização das
informações em RPH para o agrupamento dos 20 anos de observação das médias dos totais
pluviométricos. Logo, esse procedimento deve demonstrar a variação e a continuidade
espacial existente no RN e a sua aproximação com os limites das mesorregiões político-
administrativas.

Desse modo, para a representação geral do estado do RN, foi admitida uma escala
numérica de classificação das regiões homogêneas, segundo os intervalos de precipitações
totais da classificação climática de Köppen. À vista disso, foi montado um mapa geral do
estado do RN com a delimitação das mesorregiões político-administrativa sobreposta à
espacialização das médias dos totais pluviométricos para os 20 anos de observação.

3. RESULTADOS
3.1. Desvios padrão e espacialização das médias quinquenais dos
totais pluviométricos nas mesorregiões do RN
A mesorregião Oeste do estado do Rio Grande do Norte, de acordo com Nímer (1997),
está inserida na classificação climática do domínio dos climas quentes, a exemplo da variedade

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 82
climática semiárida mediana de 7 a 8 meses secos. Observando a figura das médias
quinquenais das precipitações totais da mesorregião Oeste Potiguar (Figura 3), vê-se que, no
quinquênio de 2005 a 2009, foram registradas as maiores médias pluviométricas.

Figura 3 - Cartograma das médias quinquenais das precipitações totais anuais da mesorregião Oeste
potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Nesse quinquênio, a menor média das precipitações totais anuais foi registrada no
município de Caraúbas, com 625,6 mm, e a maior no município de Martins, superando os
2.000 mm. A referida mesorregião apresenta 62 municípios, nos quais 45 superaram a média
dos 1.000 mm de chuvas totais anuais. No entanto, no quinquênio correspondente aos anos
de 2015 a 2019, observou-se o registro das menores médias de totais pluviométricos anuais:
nove municípios registraram média abaixo dos 500 mm/ano e apenas três superaram os 700
mm/ano, a saber: Martins (1.065,04 mm), Portalegre (831,18 mm) e Lucrécia (734, 32 mm).

As localidades que apresentaram as maiores médias de precipitações totais são os


municípios de Martins e Portalegre, que estão localizados na unidade dos Planaltos Cristalinos,
com Capeamento Arenítico (Diniz; Araújo; Medeiros, 2014), e situados na mesorregião Oeste

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 83
do estado sob altitudes que variam entre 700 e 750 metros. Sobre isso, destaca-se que a
orografia tem papel preponderante na ocorrência de chuvas e taxas médias de precipitação
nesses municípios, visto que estão posicionados sobre um platô e voltados para a escarpa de
barlavento da Serra do Martins, maciço residual do planalto da Borborema (DINIZ; PEREIRA,
2015), e, portanto, exercendo uma influência considerável na distribuição das chuvas nesses
locais, denominados por Ab’Saber (1999) como serras úmidas.

Com relação à variação dos totais pluviométricos anuais observados na mesorregião


Oeste, os municípios que apresentaram os menores desvios padrão foram Açu e Caraúbas,
com estabilidade de valores abaixo de 300mm, à medida que Portalegre e Martins revelam os
maiores desvios padrão a cada quinquênio, como mostra a Figura 4.

Figura 4 – Valores dos desvios padrão relativos às médias quinquenais dos totais pluviométricos
anuais em municípios da mesorregião Oeste Potiguar

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Com variações das médias dos totais anuais pluviométricos não ultrapassando 915
mm, a mesorregião Central Potiguar está classificada como uma das mais secas do estado. Em
alguns dos municípios da mesorregião, as médias dos totais anuais de chuvas não excedem
500 mm, a exemplo de Lajes (317, 4 mm), Caicó (368, 3 mm) e Macau (499 mm), cidades
localizadas ao centro, sul e norte da mesorregião mencionada, respectivamente. A porção sul
da mesorregião está localizada ao sotavento de uma região mais alta, o Planalto da

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 84
Borborema, que atua como uma barreira topográfica, impedindo que os ventos úmidos
cheguem à região e provoquem precipitações (DINIZ E PEREIRA, 2015; SCHMIDT, 2014).

Diante disso, nessa localidade, as cidades têm suas médias pluviométricas


influenciadas, em parte, pelo efeito da orografia. Além disso, um dos principais fatores
climáticos que colaboram com essa baixa quantidade de chuvas, nessa porção da mesorregião
Central, são as brisas terrestres provenientes do Sul, Sudeste ou Sudoeste do estado,
afastando as nuvens da costa e provocando precipitação pluviométrica sobre o oceano
Atlântico (DINIZ e PEREIRA, 2015, p. 497). Sendo assim, o fenômeno da brisa terrestre torna a
referida porção norte da mesorregião desfavorecida, do ponto de vista de precipitação
pluviométrica, e favorecida, do ponto de vista econômico, pois nela está inserida uma das
cidades que, no cenário nacional, se destaca na produção de sal: o município de Macau/RN.

Dessa forma, a partir da Figura 5, verifica-se que o quinquênio 2005-2009 foi o que
apresentou maior concentração de chuvas acima de 500mm, ao passo que o quinquênio 2010-
2014, com índices pluviométricos abaixo de 500mm, foi o mais seco.

Figura 5 - Cartograma das médias quinquenais das precipitações totais anuais da mesorregião Central
Potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 85
A saber, os seus menores índices de chuvas acumuladas anualmente, no intervalo
temporal deste estudo, correspondem ao ano de 2012, no qual nenhum dos municípios
ultrapassaram 400 mm/ano. De norte a sul, na mesorregião, os totais pluviométricos anuais
foram extremamente baixos: Parelhas (224,6 mm), Caicó (156,5 mm), Cruzeta (198,6 mm),
Angicos (294,2 mm) e Pedro Avelino (276 mm). Por outro lado, os maiores registros de chuvas
acumuladas foram no ano de 2009, sendo o maior em Cerro Corá (1360,4 mm).

Já com relação ao desvio padrão, os municípios que apresentaram menores variações


a cada quinquênio foram Guamaré e Lagoa Nova, com valores abaixo de 250mm, e Santana
dos Matos e São João do Sabugi, com os valores acima de 500mm nos quinquênios de 2000-
2004 e 2005-2009.

Figura 6 - Valores dos desvios padrão relativos às médias quinquenais dos totais pluviométricos
anuais em municípios da mesorregião Central Potiguar

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

O Agreste Potiguar, caracterizado como zona de transição entre a zona da mata e o


sertão, possui uma variabilidade considerável dos índices de chuvas. Com efeito, analisando a
especialização dos dados obtidos através das estações pluviométricas dessa mesorregião
(Figura 7), é possível perceber que quanto mais próximo à área é do litoral (Leste), maiores
são as médias quinquenais das precipitações anuais totais, como, por exemplo, os municípios
de Monte Alegre e Vera Cruz, sempre próximo ou superando 1.000 mm. Por outro lado,

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 86
quanto mais próximo ao oeste da mesorregião Agreste Potiguar, menores serão as médias dos
totais de chuvas acumuladas durante o ano, com índices que, muitas vezes, não superam 500
mm.

Figura 7 - Cartograma das médias quinquenais das precipitações totais anuais da mesorregião
Agreste Potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Destacando o ano de 2009, o Agreste do estado revela elevados índices de chuvas


acumuladas, cujos totais são acima de 1.000 mm/ano, especificadamente nos municípios de
Barcelona, Bom Jesus, João Câmara, Lagoa D’anta, Lagoa de Pedra, Monte Alegre, Nova Cruz,
Passa e Fica, Santa Cruz, Santo Antônio, São Pedro, São Tomé, Serrinha, Sítio Novo, Várzea e
Vera Cruz. Por outro lado, os municípios com os menores registros de chuvas, abaixo dos 300
mm/anos, foram Barcelona, Santa Cruz e Nova Cruz.

Nessa ótica, conforme Figura 8, percebe-se que a variação dos desvios entre os totais
anuais precipitados dos municípios em destaque mostra-se com padrões uniformes a cada
recorte quinquenal. Logo, apenas o município de Bom Jesus apresentou uma variação fora do
padrão para os anos de 2015-2019.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 87
Figura 8 - Valores dos desvios padrão relativos às médias quinquenais dos totais pluviométricos
anuais em municípios da mesorregião Agreste Potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

A mesorregião Leste Potiguar é a mais chuvosa em todo o estado do Rio Grande do


Norte, com cidades quase sempre superando 800 mm/ano (Figura 9). No quinquênio mais
chuvoso, entre 2005 e 2009, mais de 50% dos municípios dessa mesorregião registram médias
dos totais anuais pluviométricos acima de 1.000 mm. Contudo, em todos os quinquênios, a
porção norte da região tende a ser a mais seca, apresentando os menores índices
correspondentes aos quantitativos de 481,18mm (Pedra Grande) e 508,75mm (Taipu).
Entretanto, as médias quinquenais mais elevadas dos totais anuais pluviométricos estão nessa
mesorregião, que sofrem com a influência da maritimidade e de sua posição frontal à rota de
migração dos sistemas causadores de chuvas provenientes de Leste, como a Zona de
Convergência Intertropical (ZCIT) e as Perturbações Ondulatórias dos Alísios (POA) (DINIZ e
PEREIRA, 2015).

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 88
Figura 9 - Cartograma das médias quinquenais das precipitações totais anuais da mesorregião Leste
Potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Considerando as variações entre os totais pluviométricos de cada quinquênio, a


referida mesorregião apresentou menores oscilações entre os anos de 2015 e 2019, tomando
como destaque, para os 20 anos de observação, os menores desvios padrão para o município
de Maxaranguape, como mostra a Figura 10.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 89
Figura 10 - Valores dos desvios padrão relativos às médias quinquenais dos totais pluviométricos
anuais em municípios da mesorregião Leste Potiguar.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

Durante o período de estudo, o ano de 2009 obteve o maior índice pluviométrico


estadual em todas as quatro mesorregiões. Dos 167 municípios do território potiguar, mais de
62% ficaram acima de 1.000 mm/ano de chuva, distribuídos em todas as mesorregiões
analisadas. Em contrapartida, ainda em 2009, o menor total pluviométrico anual foi registrado
no município de Guamaré (690,5 mm), enquanto o maior foi assinalado pela capital do estado,
Natal, com 2.340,5 mm/ano.

No tocante ao ano de menores índices pluviométricos, 2012 foi marcado pela menor
quantidade no período estudado, ano em que 110 dos 167 municípios potiguares obtiveram
índices pluviométricos abaixo de 500 mm/ano. Ainda com as chuvas, nesse ano concentradas
no litoral oriental potiguar, que corresponde à mesorregião Leste do estado, somente 3
municípios estiveram acima de 1.000 mm/ano, a saber: Santa Maria (1.033,4 mm),
Parnamirim (1.009,5 mm) e Natal (1.242 mm).

Nesse sentido, é importante frisar que os mecanismos climáticos de microescala


possuem papel fundamental na distribuição espacial dos totais pluviométricos no estado do
Rio Grande do Norte, pois, ao passo que os pluviômetros, com localização ao barlavento dos
maciços residuais presentes no estado, revelam médias das precipitações totais anuais
maiores, quando situados ao sotavento, as médias são menores. Portanto, o fator climático

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 90
orografia, tanto com relação à posição dos ventos quanto à altitude, tem contribuição
significativa no índice de chuvas no RN.

3.2. Regiões Pluviométricas Homogêneas no território potiguar para


o período de 2000 a 2019
Com a integração do banco de dados das médias dos totais pluviométricos do período
de 2000 a 2019, obteve-se a regionalização da homogenia dos totais anuais pluviométricos.
Assim, a partir da perspectiva do limite estadual e de suas mesorregiões, é possível observar
que o agrupamento das chuvas ocorridas nos 20 anos no RN é configurado em quatro regiões
homogêneas e de acordo com os intervalos de totais pluviométricos utilizados na Classificação
climatológica de Köppen, com precipitações chuvosas a partir de 401mm e máximas acima de
1.201mm (Figura 11).

Figura 11 - Cartograma com a sobreposição das mesorregiões do RN e as Regiões Homogêneas


Pluviométricas, considerando o período de 2000 a 2019 e seguindo os padrões definidos por Köppen.

Fonte: Elaborado pelos autores (2022).

A princípio, em cada uma das mesorregiões, identifica-se a sobreposição da variação


de pelo menos duas regiões pluviométricas, não havendo similaridade com os limites político-

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 91
administrativos, porém demonstrando aproximação com a estrutura espacial dos quinquênios
representados, em especial dos anos de 2000 a 2004 e de 2005 a 2009.

Com efeito, na mesorregião Oeste, destaca-se uma RPH com índices entre 601,00 mm
e 800,00 mm, em quase sua totalidade. Entretanto, há um contraste na parte mais centro-
sudoeste da referida mesorregião, apresentando uma RPH que supera 801,00mm. Essa
localidade corresponde, principalmente, aos municípios de Portalegre, Serrinha dos Pintos e
Martins, ambos situados sob os maciços residuais do Planalto Martins-Portalegre. Nesse caso,
é provável indicar que a orografia atua como elemento primordial para os índices
pluviométricos dessa localidade.

Com relação à mesorregião Central do estado do Rio Grande do Norte, o destaque é


para apresentação das RPH com as menores médias dos totais pluviométricos, que
correspondem à variação entre 401,00 mm e 600,00 mm e de 601,00mm a 800,00mm. À vista
disso, observa-se que a região pluviométrica mais seca está localizada nas partes Norte e Sul
da mesorregião. Nessa última direção, estão localizados, por exemplo, os municípios de
Parelhas, com baixo índice pluviométrico associado também à orografia, devido estar
localizado ao sotavento do Planalto Seridó.

Na mesorregião Agreste Potiguar, apesar de ter pequenas RPH, com média dos totais
pluviométricos abaixo de 600,00 mm, destacam-se as médias acima dos 601,00 mm. Outro
fato observado nessa mesorregião é o aumento das médias pluviométricas nos municípios
que estão à Leste da mesma, os quais, devido à aproximação ao oceano atlântico, têm a
possibilidade de sofrerem aumento nos índices pluviométricos advindos do fator climático da
maritimidade.

Desse modo, as RPH com as maiores médias dos totais pluviométricos no período de
2000 a 2019 no estado do Rio Grande do Norte estão localizadas na mesorregião Leste
Potiguar. Nessa representação, as menores médias pluviométricas encontram-se na parte
Norte, porém, com a análise do mapa, é possível perceber que quanto mais ao Sul da
mesorregião, maiores são as médias dos totais pluviométricos. Ademais, é importante
ressaltar que, ainda nessa mesorregião, há grande quantidade de municípios, como, por
exemplo, Natal, Parnamirim e Extremoz, com médias dos totais pluviométricos superando
1.201,00 mm, sendo, portanto, a parte mais chuvosa de todo o estado.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 92
Considerando tais postulados, é possível presumir que a RPH apresentada é compatível
com os resultados encontrados na literatura. Isso porque, em sua configuração, a região mais
chuvosa encontra-se à Leste do estado, seguida pelas localidades situadas
geomorfologicamente sobre maciços residuais, Leste e Agreste, e a parte Central do Rio
Grande do Norte com menor índice pluviométrico, conforme apontados nos trabalhos de
Lucena, Cabral Júnior e Steinke (2018), ao verificarem os índices no período de 50 anos (1963
a 2013), Silva, Andrade e Reis (2018), no intervalo de 16 anos (2000 a 2016), e Amorim et al.
(2020), entre os anos de 1900 e 2014, e pela Secretaria de Estado do Planejamento e das
Finanças do RN (2017), que destaca em seu levantamento, a presença de períodos secos com
índice médio de pluviosidade igual ou inferior a 400 mm/ano.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A qualidade dos resultados apresentados neste trabalho está condicionada
primariamente à condição das séries históricas pluviométricas utilizadas. A aplicação do
método de regressão linear múltipla e o emprego da técnica de interpolação possibilitaram a
espacialização das médias dos totais pluviométricos para quatro quinquênios e os 20 anos de
estudo.

A partir dos dados das 134 estações pluviométricas administradas pela Empresa de
Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), no que tange à escala das
mesorregiões político-administrativas, observou-se que o estado do RN possui quatro RPH.
Logo, o entendimento é de que a espacialização dos índices de pluviosidades deve servir de
suporte para entender o comportamento dos índices pluviométricos em cada mesorregião do
estado.

Nesse ínterim, é importante pensar que essa espacialização, para maiores


detalhamentos, deve ser objeto de estudo especializado sob a perspectiva de fatores
climáticos em microescala. Assim, pesquisas com aplicações estatísticas de diversas
finalidades podem trazer resultados com níveis mais detalhados de informações,
corroborando, pois, na definição e no detalhamento dos estudos, uma vez que o
comportamento espacial das precipitações ocorre, inclusive, no espaço temporal, tendo
fenômenos e fatores climáticos influentes, o que leva a particularidades de periodicidade,

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 93
intensidade, duração e frequência características na diversidade existente em todo o estado
do RN.

Em linhas gerais, sabendo que a realização de estudos de distribuição pluviométrica


contribui significativamente para a realização de uma gestão hídrica especializada, espera-se,
com os resultados apresentados, incentivar a promoção de estudos mais específicos e
criteriosos na área hídrica, sobretudo para dar subsídios aos órgãos responsáveis no tocante
ao desenvolvimento de planos, projetos e ações voltados ao armazenamento e à aplicação de
recursos hídricos e fortalecer as políticas ambientais, sociais e econômicas no estado.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos à Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN),
por disponibilizar os dados meteorológicos utilizados nesta pesquisa e à Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte pelo incentivo ao desenvolvimento desse trabalho.

REFERÊNCIAS
AB’SÁBER, Aziz Nacib. Sertões e sertanejos: uma geografia humana sofrida. Dossiê Nordeste
Seco, Revista Estudos Avançados, São Paulo, v. 13, n.35, p. 60-68, 1999.

ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de; ANDRADE, Laís de Holanda Cavalcanti. Uso de recursos
vegetais da caatinga: o caso do Agreste do estado de Pernambuco (Nordeste do Brasil). INCI
[online], v. 27, n.7, p. 336-346, 2002. ISSN 0378-1844. Disponível em:
http://ve.scielo.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0378-18442002000700002. Acesso
em: 27 mai. 2021.

ALMEIDA, Moisés Eudócio; SILVA, Emerson Mariano da; ALVES, José Maria Brabo; RODRIGUES,
Tiago Almeida. Variabilidade Climática com Ênfase a Precipitação e o Impacto Migratório no
Estado do Ceará (1960-2010). Revista Brasileira de Meteorologia, Online Ahead of Print,
2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/rbmet/a/P6NrP87N3LrTwDwHxxbfpmg/?lang=pt. Acesso 30 ago.
2021.

BEZERRA, Alan Cezar; COSTA, Sidney Anderson Teixeira da; SILVA, John Lennon Bezerra da;
ARAÚJO, Athos Murilo Queiroz; MOURA, Geber Barbosa de Albuquerque; LOPES, Patrício
Marcos Oliveira; NASCIMENTO, Cristina Rodrigues. Annual Rainfall in Pernambuco, Brazil:
Regionalities, Regimes, and Time Trends. Revista Brasileira de Meteorologia, Online Ahead of
Print, 2021. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/rbmet/a/fNWxmtcdDrYzfswrbXVGDdd/abstract/?format=html&lang
=pt. Acesso: 27 ago. 2021.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 94
CARMELLO, Vinícius; SANT'ANNA NETO, João Lima. Variabilidade das chuvas na vertente
paranaense da bacia do rio Paranapanema -1999-2000 a 2009-2010. Ra’e Ga, v. 33, p. 225-
247, 2015.

DINIZ, Marco Túlio Mendonça; ARAÚJO, F. H. R. de; MEDEIROS, J. L. de. Geografia física do Rio
Grande do Norte em atividade de campo: aspectos fisiográficos e da ocupação humana.
Revista de Ensino de Geografia, Uberlândia, v. 5, n. 9, p. 185-196, jul./dez, 2014.

DINIZ, Marco Túlio Mendonça; OLIVEIRA, George Pereira de; MAIA, Rubson Pinheiro;
FERREIRA, Bruno. Mapeamento geomorfológico do Estado do Rio Grande do Norte. Revista
Brasileira de Geomorfologia, v. 18, n. 4, p. 689-701, 2017.

DINIZ, Marco Túlio Mendonça; PEREIRA, Vítor Hugo Campelo. Climatologia do Estado do Rio
Grande do Norte, Brasil: Sistemas atmosféricos atuantes e mapeamento de tipos de clima.
Boletim Goiano de Geografia (Online), v. 35, n. 3, p. 488-506, set./dez., 2015.

FETTER, Raquel; OLIVEIRA, Carlos Henker de; STEINKE, Ercília Tôrres. Um índice para avaliação
da variabilidade espaço-temporal das chuvas no Brasil. Revista Brasileira de Meteorologia, v.
33, n. 2, p. 225-237, 2018.

FORGIARINI, Francisco Rossarolla; VENDRUSCOLO, Daniel Secretti; RIZZI, Elias Silveira. Análise
de chuvas orográficas no centro do estado do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de
Climatologia, Ano 9, v. 13, p.107-119, 2013.

GURGEL, Amanda Lopes; MEDEIROS, Jacimária Fonseca de. CARACTERIZAÇÃO DAS


CONDIÇÕES CLIMÁTICAS DE PAU DOS FERROS – RN. GEOTemas, v. 08, n. 2, p. 100-115, 2018.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Rio Grande do Norte – IBGE cidades.


Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rn/panorama. Acesso em: 27 mai. 2021.

LIEBMANN, Brant; KILADIS, George; ALLURED, Dave; VERA, Carolina; JONES, Charles;
CARVALHO, Leila; BLADÉ, Ileana; GONZÁLES, Paula. Mechanisms Associated with Large Daily
Rainfall Events in Northeast Brazil. Journal Climate, 24, p. 376 – 396, 2011.

LISBOA, Erico Gaspar; CARVALHO, Jorge Manuel Correia Machado; MENDES, Ronaldo Lope
Rodrigues. O uso da geoestatística na avaliação dos parâmetros hidrogeológicos para compor
o mapa de vulnerabilidade intrínseca de aquíferos. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, v.
21, n. 1, p. 188 - 199, 2016.

LUCENA, Rebecca Luna; FERREIRA, Almir Miranda; FERREIRA, Hítalo Frederico Praxedes de
Araújo; STEINKE, Ercília Tôrres. Variabilidade climática no município de Caicó/RN: secas e
chuvas num arquétipo do clima Semiárido do Nordeste brasileiro. Climatologia e Estudos da
Paisagem, v. 8, n.2, p. 67-89, 2013.

LUCENA, Rebecca Luna; JÚNIOR CABRAL, Jório Bezerra; STEINKE, Ercília Tôrres.
Comportamento Hidroclimatológico do Estado do Rio Grande do Norte e do Município de
Caicó. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 33, n. 3, p. 485-496, 2018.

MARENGO, José Antônio; ALVES, Lincoln; VALVERDE, Maria; ROCHA, Rosemery; LABORDE, R.
Eventos extremos em cenários regionalizados de clima no Brasil e América do Sul para o

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 95
Século XXI: Projeções de clima futuro usando três modelos regionais. Relatório 5, Brasília,
2007.

MELLO, Ana Bárbara Coutinho; CAVALCANTI, Iracema Fonseca de Albuquerque; SOUZA, Paula
Pereira de. Zona de Convergência Intertropical do Atlântico. In: CAVALCANTI, Iracema Fonseca
de Albuquerque; FERREIRA, Nelson Jezus; SILVA, Maria Gertrudes Alves Justi da; DIAS, Maria
Assunção Faus da Silva (Org.). Tempo e Clima no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. p.
26-42.

MENEZES, Franciani Pantoja; FERNANDES, Lindemberg Lima; ROCHA, Edson José Paulino. O
Uso da Estatística para Regionalização da Precipitação no Estado do Pará, Brasil. Revista
Brasileira de Climatologia, Ano 11, v. 16, p. 64-71, jan./jul. 2015.

MORAES, Bergson Cavalcante; COSTA, José Maria Nogueira da; COSTA, Antônio Carlos Lôla;
COSTA, Marcos Heil. Variação espacial e temporal da precipitação no estado do Pará. Acta
Amazônica, v. 35, n. 2, p. 207-214, 2005.

NÍMER, Edmon. Clima. In: BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Geografia do
Brasil: Região Nordeste. Rio de Janeiro: IBGE, 1977.

OLIVEIRA, Robson Rafael de; NASCIMENTO, Marco Antônio Leite do. Mapa geológico
simplificado do estado do Rio Grande do Norte: representação cartográfica de elementos
geológicos para divulgação das Geociências. Terra e Didática, v. 15, p. e019003, 2019.
Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8654688.
Acesso: 24 mar. 2022.

PEREIRA, Vágna; SOBRINHO, José; OLIVEIRA, Alexsandra; MELO, Talyana; VIEIRA, Ramon.
Influência dos eventos El Niño e La Niña na precipitação pluviométrica de Mossoró-RN.
Enciclopédia Biosfera, v.7, n.12, p. 1-13, 2011.

SANTOS E SILVA, Cláudio Moisés; LUCIO, Paulo Sérgio; SPYRIDES, Maria Helena Constantino.
Distribuição espacial da precipitação sobre o Rio Grande do Norte: estimativas via satélites e
medidas por pluviômetros. Revista Brasileira de Meteorologia, n.3, v. 27, p. 337-346, 2012.

SANTOS, Sérgio Rodrigo Quadros; BRAGA, Célia Campos; SANSIGOLO, Clóvis Angeli; SANTOS,
Ana Paula Paes dos. Determinação de regiões homogêneas do Índice de precipitação
normalizada (SPI) na Amazônia oriental. Revista Brasileira de Meteorologia, v. 32, n. 1, p. 111-
122, 2017.

SCHMIDT, Darlan Martinês. Dinâmica das configurações de formação e inibição das chuvas
no Rio Grande do Norte: caracterização hidroclimática do estado. 2014. Tese (Doutorado em
Ciências climáticas) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS DO RN. Situação


volumétrica de Reservatórios do Rio Grande do Norte. Disponível em:
http://sistemas.searh.rn.gov.br/monitoramentovolumetrico. Acesso em: 24 mar. 2022.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 96
SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E DAS FINANÇAS. Perfil do Rio Grande do Norte.
Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/seplan/DOC/DOC000000000129527.PDF
Acesso em: 24 mai. 2021.

SELUCHI, Marcelo; CHAN CHOU, Sin; GRAMANI, Marcelo. A case study of a winter heavy
rainfall event over the Serra do Mar in Brazil. Geofísica Internacional, México, v. 50, n. 1, p.
41-56, 2011.

SERVIÇO FLORESTAL BRASILEIRO. Inventário Florestal Nacional: principais resultados - Rio


Grande do Norte. Brasília: MMA, 2018. 64 p. Disponível em:
https://www.florestal.gov.br/documentos/informacoes-florestais/inventario-florestal-
nacional-ifn/resultados-ifn/3991-resultados-ifn-rn-2018/file. Acesso em: 24 mar. 2022.

SILVA, Bruce Kelly; LUCIO, Paulo Sérgio. Characterization of risk/exposure to climate extremes
for the Brazilian Northeast—case study: Rio Grande do Norte. Theoretical and applied
climatology, v. 122, n. 1-2, p. 59-67, 2015.

SILVA, Pollyanne Evangelista da.; ANDRADE, Lara de Melo Barbosa; REIS, Jean Souza dos.
Regiões pluviométricas e saúde no Rio Grande do Norte. Confins, v. 34, p. 1-21, 2018.

SOUSA, Adriano Marlison; ROCHA, Edson José Paulino da; VITORINO, Maria Isabel; SOUZA,
Paulo Jorge Oliveira Pontes; BOTELHO, Marcel Nascimento. Variabilidade espaço-temporal da
precipitação na Amazônia durante eventos ENOS. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 8,
p. 15-29, 2015.

SOUZA, Tailan Santos de; NASCIMENTO, Patrícia dos Santos. Análise da variabilidade espacial
e temporal da precipitação pluviométrica na região hidrográfica do Recôncavo Sul (BA).
Revista Brasileira de Climatologia, ano 16, v. 27, p. 1-18, jul./dez. 2020.

TUCCI, Carlos Eduardo Morelli (Org). Hidrologia: Ciência e Aplicação. 2° Ed. Porto Alegre: ED.
UFRGS: ABRH, 2001. 943p.

WANDERLEY, Henderson Silva; AMORIM, Ricardo Ferreira Carlos; CARVALHO, Frede Oliveira.
Interpolação espacial de dados médios mensais pluviométricos com redes neurais artificiais.
Revista Brasileira de Meteorologia, v.29, n.3, p. 389 - 396, 2014.

Revista Brasileira de Climatologia, Dourados, MS, v. 31, Jul. / Dez. 2022, ISSN 2237-8642 97

Você também pode gostar