Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 9
Fisiologia e Manejo de Plantas Forrageiras
Newton de Lucena Costa; João Avelar Magalhães; Cláudio Ramalho Townsend;
Valdinei Tadeu Paulino
1. Introdução
As pastagens representam a principal e mais barata fonte de alimentos para os
ruminantes, mas nem sempre são manejadas de forma adequada, muitas vezes devido
à falta de conhecimento sobre suas condições fisiológicas de crescimento e
composição nutricional. Manejar uma pastagem de forma adequada significa produzir
alimentos em grandes quantidades, além de procurar o máximo valor nutritivo da
forragem. A produção de forragem afeta significativamente a capacidade de suporte
das pastagens (número de animais que a pastagem comporta sem que sua
produtividade ou persistência seja afetada), sendo influenciada pela fertilidade do solo,
manejo e condições climáticas, enquanto que o valor nutritivo, representado pela
composição química, digestibilidade e aproveitamento da forragem digestível, afeta a
produção por animal (kg de carne/animal, produção de leite/vaca) e depende,
primariamente, do consumo de forragem, o qual é afetado pela palatabilidade,
velocidade de passagem e disponibilidade da forragem. Associando-se a capacidade de
suporte e a produção por animal, tem-se a produção por área de pastagem, que via de
regra é o principal fator que determina a eficiência no manejo de pastagens (Figura 1).
No manejo de uma pastagem deve-se procurar:
a) manter a população e a produtividade das espécies forrageiras existentes na
pastagem, visando a utilização uniforme durante o ano;
b) adequar o máximo rendimento e a qualidade da forragem produzida, com base no
pastejo controlado, visando à produção econômica por animal e por área;
c) suprir as exigências nutricionais segundo as diferentes categorias de animal e
ciclo de produção; e,
d) manejar adequadamente o complexo solo/planta/animal para produção econômica,
tanto para o produtor como para o consumidor, de produtos de origem animal.
Dentre os fatores relacionados ao manejo de pastagem, os mais sujeitos a
intervenção direta do homem são:
a) a produção e a qualidade da forragem produzida na pastagem;
b) o consumo animal;
c) sistema de pastejo adotado;
d) equilíbrio da composição botânica da pastagem; e,
e) correção e fertilização do solo na formação e manutenção da pastagem.
O manejo de pastagens pode ser caracterizado como o controle das relações do
sistema solo-planta-animal visando a maior produção e melhor utilização e
persistência das pastagens. Em termos práticos, um animal em pastejo representa a
forma mais simples do sistema solo-planta-animal. O solo é a base do sistema e atua
como fonte de nutrientes para a pastagem. A planta é a fonte de nutrientes para o
animal e atua como modificador das condições físicas e químicas do solo. O animal
atua como modificador das condições do solo e da planta.
10 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Produção Percentagem de Quantidade de
forrageira/ hectare nutrientes na MS alimentos/ha
Composição Grupo II
química
Valor nutritivo da Lotação nas
Digestibilidade
forragem pastagens an/ha
Aproveitamento da
forragem digestível
Qualidade da
forragem
Aceitação
(Palatabilidade)
Produção de leite
Velocidade de Forragem e/ou carne/hectare
passagem consumida
Disponibilidade
Idade, peso e sexo
do animal
Kg leite/vaca
Potencial genético
Kg carne/animal
Potencial do Grupo I
animal
Tratamento prévio
(histórico)
Efeito do ambiente
Alimentação
Performance animal
suplementar
Figura 1. Parâmetros que afetam a produção animal em pastagens (Mott, 1973).
Um manejo satisfatório é aquele em que: 1. controla-se a pressão de pastejo, que
pode ser expressa em termos de carga animal (número de animais por unidade de
área), da forragem disponível por animal ou da altura da pastagem após um período
de utilização (pastejo rotativo) ou em utilização (pastejo contínuo); 2. controlam-se
os períodos de ocupação e descanso, constatando a perfeita recuperação da
pastagem.
2. Princípios Básicos do Manejo de Pastagens
O corte ou pastejo de uma planta forrageira acarreta uma série de alterações em sua
morfologia e fisiologia, sendo as principais:
* diminuição na absorção de água e, conseqüentemente de nutrientes;
* paralisação temporária no crescimento de raízes; e
* menor eficiência fotossintética.
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 11
Com base nestas alterações foram postulados os princípios básicos do manejo de
pastagens, considerando os aspectos morfológicos e fisiológicos das plantas forrageiras.
2.1. Aspectos morfológicos
A perenidade das gramíneas forrageiras é assegurada por sua capacidade de rebrotar
após cortes ou pastejos sucessivos, ou seja, sua habilidade de emitir folhas a partir
de meristemas remanescentes, que lhe permite a sobrevivência às custas da
formação de uma nova área foliar. Ademais, apresentam a capacidade de emissão de
afilhos, os quais são produtos do desenvolvimento de gemas axilares que, quando
localizadas na base do colmo, são denominadas de gemas basilares e os afilhos delas
originados de afilhos basais. A pastagem é formada por uma população de afilhos,
em estado dinâmico de renovação, sendo a persistência das gramíneas perenes
atribuídas, em parte, a essa contínua produção e substituição de afilhos.
O fitômero é a unidade básica do afilho e é composto por nó, entre-nó e gemas
axilares (Figura 2). O desenvolvimento das folhas, o surgimento de afilhos originados
das gemas axilares e a formação de raízes são processos de desenvolvimento do
afilho como um todo, que apresentam similaridades, diferenças e interações que
resultam no acúmulo de biomassa do afilho (Nabinger & Pontes, 2001).
Figura 2. Corte esquemático de uma haste de gramínea no estádio vegetativo (A) (Jewiss, 1972) e sua interpretação
(B) (Gillet, 1980).
Quanto ao hábito de crescimento as plantas forrageiras podem ser divididas em dois
grupos: as cespitosas de crescimento ereto, formando touceiras e, as estoloníferas/
rizomatosas de crescimento rasteiro ou prostrado. As primeiras por exporem mais
facilmente os seus meristemas apicais à decapitação, necessariamente devem ser
manejadas sob pastejo menos intenso (manter resíduos de maior porte) ou sob
pastejo rotativo; enquanto que as de crescimento rasteiro toleram pastejo mais
intenso, pois seus meristemas apicais ficam menos expostos à decapitação pelos
animais.
Os meristemas apicais são os tecidos responsáveis pela produção das novas folhas,
alongamento dos caules e inflorescências, determinantes na intensidade de rebrota
logo após o corte ou pastejo. As gemas axilares e basilares são tecidos que
promovem a rebrota das plantas, sendo a presença das axilares fator determinante
no manejo do pastejo em espécies forrageiras de crescimento cespitoso.
12 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
As gramíneas forrageiras, geralmente, durante a fase vegetativa mantêm seu
meristema apical próximo ao solo, contudo, na fase reprodutiva ocorre o
alongamento das células dos entre-nós, resultando na elevação do meristema apical,
expondo-o à eliminação através do corte ou pastejo. Os efeitos da intensidade de
corte ou pastejo na rebrota de um afilho podem ser visualizados na Figura 3
(Rodrigues & Rodrigues, 1987). Na altura h1, quando as condições ambientais e
nutricionais forem favoráveis, o crescimento da planta será pouco afetado,
considerando-se que o processo de fotossíntese não foi interrompido. Em condições
desfavoráveis, poderá ocorrer uma paralisação temporária no crescimento do sistema
radicular, o que reduziria a taxa de crescimento logo após a desfolha, sem contudo
afetar a produção de forragem da rebrota. A desfolha na altura h2, além da
eliminação de um elevado percentual de folhas fotossinteticamente ativas, poderá
remover porções do colmo mais próximas do solo e que atuam como regiões de
armazenamento de CNE. Neste caso, a recuperação da planta está relacionada com a
intensidade dos danos causados ao sistema radicular e depende da rápida reposição
de folhas pelos meristema apical. Finalmente, a desfolha na h3 ocorrerá a remoção do
meristema apical, resultando na paralisação do crescimento e eventual morte do
afilho. Logo, a rebrota será muito mais lenta, pois ocorrerá a partir de gemas basais
ou axilares.
Figura 3. Estrutura de um afilho de gramínea. a) folhas expandidas e fotossinteticamente ativas; b) folhas
que estão emergindo e que não atingiram sua capacidade fotossintética total; c) folhas que não emergiram
e que dependem dos assimilados produzidos por folhas mais velhas; d) meristema apical; e) gemas axilares;
f) h1,h2, h3 = alturas de corte ou pastejo.
As gramíneas forrageiras apresentam diferenças entre espécies ou mesmo entre
cultivares de uma mesma espécie, quanto à precocidade na elevação e,
conseqüentemente, remoção do meristema apical. Costa (1991), avaliando os efeitos
da freqüência (28, 42 e 56 dias) e altura de corte (10 e 20 cm acima do solo) em
Andropogon gayanus cv. Planaltina, verificaram que seu afilhamento não foi afetado
pela altura de corte, contudo, foi incrementado com cortes a cada 56 (38
afilhos/planta) ou 42 dias (31 afilhos/planta). Cortes menos freqüentes implicaram
maior remoção de meristemas apicais (52,5; 40,4 e 28,6%, respectivamente para
cortes a cada 56, 42 e 28 dias). Para pastagens de P. atratum cv. Pojuca, B.
humidicola e de B. brizantha cvs. Marandu e Xaraés, Costa & Paulino (1999) e Costa
et al. (2003a) verificaram que o vigor de rebrota foi inversamente proporcional à
idade das plantas, ocorrendo o oposto quanto à eliminação de meristemas apicais
(Tabela 1).
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 13
Tabela 1. Vigor de rebrota aos 21 dias após o corte (VR - kg de MS/ha) e remoção de
meristemas apicais (RMA - %) de gramíneas forrageiras tropicais, em função das
idades das plantas.
Idade das P. atratum B. brizantha cv. B. brizantha cv.
B. humidicola
plantas cv. Pojuca Marandu Xaraés
(dias) VR RMA VR RMA VR RMA VR RMA
14 544 0,0 510 0,0 1.194 0,0 274 0,0
21 1.027 0,0 638 8,0 1.330 5,2 385 0,0
28 1.420 0,0 2.759 17,0 3.720 14,5 619 3,2
35 1.365 12,5 2.740 22,3 3.360 25,3 1.013 6,9
42 987 25,6 1.061 34,7 2.385 31,8 985 7,7
Fonte: Costa & Paulino (1999); Costa (2002); Costa et al. (2003a).
2.2. Aspectos fisiológicos
2.2.1. Índice de área foliar (IAF)
É a relação entre a área de folhas e a superfície de solo que elas cobrem (m2 de
folha/m2 de solo), expressando o potencial de rendimento de forragem, relacionado
com a utilização da energia solar, através da fotossíntese. Com o aumento da
interceptação da luz solar ocorrem, simultaneamente, incrementos no rendimento
de forragem, até ser atingido um platô, quando as folhas mais velhas entram em
senescência e são sombreadas pelas mais novas, acarretando a diminuição da
eficiência fotossintética com menores taxas de crescimento. Em Rondônia, Costa
& Paulino (1998a,1999) verificaram que os IAF de genótipos de B. brizantha e B.
humidicola foram diretamente proporcionais à idade das plantas, sendo os maiores
valores registrados aos 35 e 42 dias de rebrota (Tabela 2). Para Paspalum atratum
cv. Pojuca, o IAF foi significativamente incrementado em plantas com até 98 dias
de rebrota, contudo as taxas de assimilação aparente - parâmetro que representa a
diferença entre a fotossíntese e a respiração, ou seja, é uma estimativa da
fotossíntese líquida, devido ao auto-sombreamento das folhas - foram máximas no
período compreendido entre 14 e 28 dias de rebrota (Costa & Paulino, 1998b).
O IAF ótimo de uma planta forrageira é aquele associado com altos rendimentos,
bem distribuídos ao longo da estação de crescimento. Normalmente, ocorre quando
as folhas interceptam cerca de 90% da energia radiante incidente. As leguminosas,
por apresentarem as folhas na posição horizontal, são capazes de interceptarem
mais luz por unidade de área foliar do que as gramíneas com suas folhas semi-
eretas. Em Rondônia, Costa et al. (1999), avaliando a morfogênese de três
genótipos de B. humidicola, verificaram que o IAF ótimo ocorreu com plantas aos
35 dias de rebrota, enquanto que para B. dictyoneura e P. maximum cv.
Centenário, este ocorreu no período entre 35 e 42 dias após o corte das plantas
(Costa et al., 2003c,d,e).
14 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Tabela 2. Índice de área foliar de genótipos de B. brizantha, B. dictyoneura e B.
humidicola, em função da idade das plantas.
Idade das plantas (dias)
Gramíneas
14 21 28 35 42
B. brizantha cv. Marandu 0,53 0,89 1,57 2,01 2,33
B. brizantha cv. Xaraés 0,61 1.41 2,30 2,86 3,07
B. brizantha BRA-003395 0,52 0,79 1,32 1,70 1,98
B. dictyoneura 0,80 1,57 2,44 2,97 3,38
B. humidicola 0,73 0,92 1,45 2,26 2,58
B. humidicola BRA-003564 0,86 1,17 1,80 2,64 2,94
B. humidicola BRA-003545 0,98 1,40 1,93 2,71 2,89
Fonte: Costa & Paulino (1998a); Costa et al. (1999; 2003d).
O IAF remanescente, ou seja, a quantidade de tecido fotossinteticamente ativo que
permanece na planta após o pastejo ou corte, é de fundamental importância no
manejo de uma pastagem. A rebrota se dará às expensas dos produtos da
fotossíntese das folhas remanescentes, desde que a quantidade de CO2 assimilada
seja superior ou igual à quantidade de CO2 liberada pela planta durante a respiração.
No entanto, deve-se considerar que a eficiência fotossintética diminui à medida que
as folhas vão ficando mais velhas. Por outro lado, se as plantas forrageiras forem
manejadas sob desfolha intensa, o crescimento do sistema radicular e o acúmulo de
carboidratos de reservas serão prejudicados. Para P. atratum cv. Pojuca, Costa et al.
(2003b) observaram que o vigor de rebrota foi diretamente proporcional ao IAF
remanescente, sendo os maiores rendimentos de matéria seca (MS) obtidos com
cortes a 30 cm (29,1 t/ha), comparativamente a 15 cm acima do solo (23,4 t/ha).
Da mesma forma, Costa et al. (2000b), em pastagens de P. atratum cv. Pojuca,
submetidas a pastejo rotativo (7 dias de ocupação por 21 dias de descanso),
verificaram que a carga animal afetou significativamente o IAF remanescente e,
conseqüentemente, a disponibilidade de forragem e MS residual de folhas (Tabela 3).
Tabela 3. Disponibilidade de matéria seca (DMS), matéria seca residual de folhas
(MSRF), matéria seca da resteva (MSR), índice de área foliar (IAF) e índice de área
foliar remanescente (IAFR) de Paspalum atratum cv. Pojuca, em função da carga
animal.
Carga animal DMS MSRF MSR
Estação IAF IAFR
(UA/ha) (t/ha) (t/ha) (t/ha)
2,0 3,58 a 1,30 a 2,84 a 2,78 a 0,69 a
Chuvosa1
3,0 2,74 b 0,91 b 2,65 a 1,95 b 0,52 b
2,0 2,03 c 0,41 c 1,74 b 1,76 b 0,32 c
Seca2
3,0 1,41 d 0,28 d 1,65 b 0,80 c 0,27 c
- Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si (P > 0,05) pelo teste de Duncan.
1
Outubro a maio = 1.897 mm; 2 Junho a setembro = 278 mm.
Fonte: Costa et al. (2000b).
2.2.2. Taxa de aparecimento foliar (TAF)
A TAF, geralmente expressa em número de folha/dia/afilho, é uma variável
morfogênica que mede a dinâmica do fluxo de tecido de plantas, influenciando
diretamente cada um dos componentes da estrutura do relvado (tamanho da folha,
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 15
densidade de afilho e folhas por afilho) (Lemaire & Chapman, 1996). Entre os termos
usados para descrever o aparecimento foliar, plastocrono, auxocrono e filocrono,
Wilhelm & McMaster (1995) apontam o filocrono, definido como o intervalo de
tempo térmico decorrido entre o aparecimento de duas folhas consecutivas ou seja,
o tempo necessário para a formação de uma nova folha, como o mais prático e
viável. O filocrono para determinado genótipo é relativamente constante durante o
desenvolvimento vegetativo de um afilho, quando em condições ambientais
constantes; contudo, Gomide (1997) pondera que a TAF, expressa em folhas/dia,
está em função do genótipo, do nível de inserção, dos fatores ambientais, dos
nutrientes minerais, da estação do ano e da intensidade e freqüência de desfolhação.
O equilíbrio entre a TAF e a senescência do afilho é altamente dependente do regime
de desfolhação do pasto, o qual por sua vez determina a evolução do índice de área
foliar (IAF), que parece ser o fator mais importante na determinação do aparecimento
e na senescência dos afilhos (Lemaire & Chapman, 1996). A TAF praticamente não é
afetada por uma desfolhação que remova apenas duas a três folhas/afilho, mas é
diminuída em cerca de 15 a 20% quando todas as folhas de um afilho são removidas
(Davies, 1974), demonstrando a intensa força de demanda dos meristemas foliares
por assimilados após uma desfolhação. O pastejo pode provocar uma leve tendência
a diminuir a TAF da rebrota após uma desfolhação severa, o que pode ser
conseqüência do aumento no comprimento da bainha das folhas sucessivas,
determinando uma maior demora no surgimento de novas folhas (Skinner & Nelson,
1994a,b). Desta forma, a TAF de pastagens, mantidas em baixo IAF por desfolhação
freqüente, aparenta ser maior do que a observada em pastejo rotativo.
2.2.3. Taxa de expansão foliar (TEF)
A taxa de expansão foliar, expressa em mm/dia, correlaciona-se positivamente com o
rendimento forrageiro (Horst et al., 1978) e o rendimento por afilho (Nelson et al.,
1977), mas negativamente com o número de afilhos/planta (Jones et al., 1979).
Como o número de afilhos/planta depende da TAF, observa-se correlação negativa
entre esta medida e a TEF (Zarrough et al., 1984). Enquanto a expansão da lâmina
foliar cessa com a diferenciação da lígula, o alongamento da bainha persiste até a
exteriorização da lígula. Modificações na TEF ocorrem em função de duas
características celulares: número de células produzidas por dia (divisão celular) e
mudança no comprimento da célula (alongamento celular).
Grandes variações entre espécies e dentro de cada espécie são reportadas, em
função do manejo adotado e das condições climáticas. Almeida et al. (1997), em P.
purpureum cv. Anão, observaram um aumento da TEF de 2,0 para 3,4 cm/dia
quando em níveis maiores de oferta de forragem, que naturalmente proporcionam
maiores resíduos, maior senescência e, conseqüentemente, maior reciclagem de N.
Segundo Lemaire & Agnusdei (1999), cerca de 50% do carbono e 80% do
nitrogênio (N) é reciclado das folhas durante o processo de senescência, podendo ser
usado pela planta para a produção de novos tecidos foliares. Costa et al. (1998a;
1999) verificaram que as TEF de genótipos de B. brizantha e B. humidicola foram
diretamente proporcionais à idade das plantas, sendo os maiores valores registrados
no período compreendido entre os 14 e 28 dias de rebrota (Tabela 4).
Em Rondônia, Costa et al. (2000b, 2001, 2003c,e; 2004), em pastagens de P.
atratum cv. Pojuca e P. maximum cvs. Tanzânia-1, Massai, Centenário e Mombaça,
constataram que as TEF foram significativamente reduzidas com o aumento da pressão
16 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
de pastejo durante o período chuvoso, não sendo detectado efeito significativo no
período seco (Tabela 5). Esta resposta à desfolhação, provavelmente, está mais
relacionada à expansão celular que à produção de células não-expandidas via divisão.
Grant et al. (1981) observaram que a TEF é positivamente correlacionada com a
quantidade de folhas verdes remanescentes no afilho após a desfolhação. A relação do
tamanho do afilho com a TEF pode ser responsável pela longa duração das taxas de
alongamento por afilho para populações de afilhos de diferentes tamanhos.
Tabela 4. Taxas de expansão foliar (mm/dia) de genótipos de B. brizantha e B.
humidicola, em função da idade das plantas. Porto Velho, Rondônia.
Idade das Plantas (dias)
Gramíneas
14 21 28 35 42
B. brizantha cv. Marandu 17,13 15,38 11,10 7,11 7,98
B. brizantha cv. Xaraés 25,24 23,50 18,51 11,24 13,11
B. brizantha BRA-003395 15,58 16,51 9,39 9,78 7,47
B. humidicola 12,07 15,14 11,75 8,70 7,44
B. humidicola BRA-003564 13,10 14,80 10,70 6,51 6,84
B. humidicola BRA-003545 15,32 17,49 16,21 12,10 11,49
Fonte: Costa et al. (1998a; 1999).
Tabela 5. Taxa de expansão foliar (mm/dia) de gramíneas forrageiras tropicais, em
função das estações do ano e da carga animal. Presidente Médici, Rondônia.
Carga
P. atratum P. maximum P. maximum P. maximum P. maximum
Estação animal
cv. Pojuca cv. Tanzânia cv. Massai cv. Centenário cv. Mombaça
(UA/ha)
2,0 5,58 a 6,19 a 5,96 a 18,97 a 24,17 a
Chuvosa
3,0 4,72 b 4,17 b 4,02 b 13,76 b 20,05 b
2,0 2,17 c 1,24 c 1,64 c 6,65 c 5,10 c
Seca
3,0 1,84 c 1,11 c 1,01 c 4,90 c 4,11 c
- Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si (P > 0,05) pelo teste de Duncan.
Fonte: Costa et al. (2000b, 2001, 2003c,e).
2.2.4. Morfogênese
A emergência, o alongamento, a senescência e a morte de folhas definem o fluxo de
biomassa em um relvado e determinam o IAF da pastagem, juntamente com sua
população de afilhos. Por isso, suas respectivas taxas são importantes parâmetros
no estabelecimento de modelos alternativos de manejo da pastagem, visando ao
aumento de produtividade e eficiência de utilização da forragem produzida (Grant et
al., 1988; Parsons & Penning, 1988). Numa pastagem em crescimento vegetativo,
na qual aparentemente apenas folhas são produzidas (pois ainda não há alongamento
dos entrenós) a morfogênese pode ser descrita por três características básicas: taxa
de aparecimento de folhas (TAF), taxa de expansão das folhas (TEF) e duração de
vida da folha (DVF) (Chapman & Lemaire, 1993). Estas características são
determinadas geneticamente, porém influenciadas por variáveis ambientais como
temperatura, disponibilidade hídrica e de nutrientes. A combinação destas variáveis
morfogênicas genotípicas determina a dinâmica do fluxo de tecidos e as principais
características estruturais das pastagens:
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 17
- Tamanho da folha, que é determinado pela relação entre TAF e TEF, pois a duração
do período de expansão de uma folha é uma fração constante do intervalo de
aparecimento ou seja do filocrono (Robson, 1967; Dale, 1982);
- Densidade de afilhos, que é parcialmente relacionada com TAF, que por seu lado
determina o número potencial de sítios para o surgimento de afilhos (Davies,
1974). Desta forma, genotipos com alta TAF apresentam alto potencial de
afilhamento e assim determinam uma pastagem com uma densidade de afilhos mais
elevada do que àquelas com baixa TAF.
- Número de folhas vivas por afilho, que é o produto da TAF pela duração de vida
das folhas.
Assumindo que, para um dado genótipo há uma relação constante entre área e
comprimento da folha, o produto das três características estruturais da pastagem
determina o seu IAF (Figura 4).
Figura 4. Diagrama esquemático das relações entre as principais características morfogênicas das forrageiras e
as características estruturais da pastagem (Lemaire & Chapman, 1996).
2.2.5. Carboidratos não-estruturais (CNE)
São substâncias orgânicas elaboradas e armazenadas pelas plantas forrageiras, em certos
períodos, nos órgãos mais permanentes (raízes, base dos caules, estolões, rizomas etc.),
para serem utilizadas, em momento oportuno (rebrota após pastejo, períodos críticos,
florescimento, dormência), como fonte de energia para a respiração ou na constituição
de novos tecidos estruturais (Costa, 2002, 2003; Costa & Saibro, 1985). Nas gramíneas
e leguminosas forrageiras tropicais são representadas, principalmente, pelo amido e de
uma pequena proporção de glucose, frutose, sacarose e maltose.
Quando as condições ambientais (temperatura, umidade, fertilidade do solo) e de
manejo (carga animal e sistema de pastejo) são favoráveis para o crescimento,
normalmente não há acúmulo de CNE, uma vez que eles são utilizados para a
produção de forragem ou como fonte de energia para as plantas. Quando a síntese
de CNE exceder os gastos com respiração e crescimento, ocorrerá o seu acúmulo.
18 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Dependendo do grau de desfolhação, o tecido foliar remanescente poderá não suprir,
via fotossíntese, a quantidade necessária de CNE para o novo crescimento; neste
caso, haverá uma mobilização dos CNE como fonte de energia ou como substrato
para o crescimento estrutural (Costa & Saibro, 1985; Botrel, 1990).
Após o pastejo ou corte que reduza drasticamente a área foliar, observa-se uma
queda acentuada na concentração de carboidratos de reservas, já que com a
interrupção do processo de fotossíntese, estes são utilizados como fonte de energia
para a respiração e constituição de novos tecidos (rebrota). Com o progressivo
restabelecimento da área foliar, com aumento da capacidade fotossintética da planta,
o acúmulo de carboidratos de reserva será crescente, enquanto o processo de
fotossíntese se eqüivaler ou superar o de respiração. Em Rondônia, Costa & Saibro
(1990), avaliando a flutuação estacional dos CNE em seis gramíneas forrageiras,
verificaram variações significativas nos teores dos CNE, em função das idades de
rebrota, sendo as maiores reduções observadas aos sete dias após o corte,
notadamente em P. guenoarum (53%), P. maximum (52%) e P. coryphaeum (42%),
enquanto que B. humidicola (21%) apresentou a menor flutuação (Figura 5). Para
todas as gramíneas avaliadas houve uma alta correlação positiva e significativa entre
o vigor de rebrota e os teores de CNE.
Para pastagens de P. guenoarum, Costa & Saibro (1994) constataram um padrão
cíclico de acúmulo e utilização de CNE, ocorrendo variações significativas em função
das estações do ano. Durante a primavera, verão e outono, os maiores teores foram
observados com cortes praticados com as plantas em estádio vegetativo, a 10 cm
acima do solo, enquanto que durante o inverno não observou-se efeito significativo
do estádio de crescimento (Tabela 6).
Figura 5. Flutuação dos teores de CNE em gramíneas forrageiras tropicais, em função das
idades de rebrota. Presidente Médici, Rondônia. (Costa & Saibro, 1990)
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 19
Tabela 6. Percentagem de CNE na base do colmo e rizomas de P. guenoarum, em
função do estádio de crescimento, altura de corte e estação do ano.
Altura de Estações do Ano
Estádios de crescimento
corte (cm) Primavera Verão Outono Inverno
5 9,3 11,8 7,5 9,6
Vegetativo
10 12,0 14,7 10,4 13,0
5 7,8 10,5 8,0 10,8
Florescimento
10 9,8 12,8 8,7 13,2
Fonte: Costa & Saibro (1994).
2.2.6. Interação IAF x CNE
O potencial de crescimento das plantas forrageiras está diretamente correlacionado
com o seu IAF e a concentração de CNE. Ward & Blaser (1961), com Dactylis
glomerata, simularam dois níveis de concentração de CNE (alto e baixo), associados
à área foliar remanescente alta (5 cm) e baixa (0,25 cm). A rebrota subseqüente de
novas folhas foi influenciada pelos dois fatores, enquanto que a emissão de novos
afilhos teve maior relação com a concentração de CNE, já que a divisão e a expansão
celular são estimuladas por estes e outros compostos orgânicos (Figura 6). No
entanto, Humphreys & Robinson (1966) verificaram que a rebrota de Panicum
maximum foi mais dependente do IAF remanescente após o corte que da
concentração de CNE (Tabela 7). Para Gomide et al. (1979) e Nascimento et al.
(1980), a velocidade de rebrota de P. maximum, H. rufa e M. minutiflora foi direta e
positivamente correlacionada com a percentagem de meristemas apicais
remanescentes após o corte ou pastejo. A importância dos CNE seria mais evidente
no período em que os cortes não resultam em intensa decapitação de afilhos,
podendo limitar-se aos primeiros dias de recuperação após o corte, enquanto se
expandem as primeiras folhas. Com plantas em idades mais avançadas, devido ao
processo de alongamento do caule, o vigor de rebrota fica na dependência da
preservação dos meristemas apicais. Rebrotas mais vigorosas foram constatadas em
plantas cortadas aos 28 dias de idade, quando então, os níveis de CNE já haviam se
estabilizado e a eliminação de meristemas apicais ainda era baixa.
Figura 6. Efeito dos níveis de CNE e IAF remanescente sobre o vigor de rebrota de gramíneas (Ward & Blaser, 1961).
20 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Tabela 7. Efeito do nível inicial de CNE e do IAF remanescente na rebrota
(g/vaso/dia) de plantas de Panicum maximum, aos 20 dias após o corte.
Nível de CNE (g/vaso)
IAF Inicial
0,6 1,1 1,5
0,0 1,21 1,02 1,55
0,3 1,95 1,77 2,15
0,8 2,72 1,87 2,89
Fonte: Humphreys & Robinson (1966).
Diante do exposto, pode-se inferir que tanto o super como o subpastejo são
prejudiciais à pastagem. No superpastejo as desfolhações intensas e freqüentes
eliminam drasticamente a área foliar e, conseqüentemente esgotam os CNE das
plantas, além de exporem seus pontos de crescimento à decapitação, redundando
em menor produção de forragem (vigor de rebrota) e persistência das plantas
forrageiras. No subpastejo ocorre o acúmulo de tecidos com baixa capacidade
fotossintética e senescentes, resultando em menor área foliar ativa, com
diminuição dos teores de CNE, implicando produção de forragem com baixo valor
nutritivo.
3. Práticas de Manejo de Pastagens
No manejo de pastagens o principal objetivo é assegurar a produtividade animal, a
longo prazo, mantendo sua estabilidade e persistência. Para que se possa alcançar
alta produção animal em pastagens, três condições básicas devem ser atendidas:
a) alta produtividade de forragem com bom valor nutritivo, se possível, com
distribuição estacional concomitante com a curva anual dos requerimentos
nutricionais dos animais;
b) propiciar aos animais elevado consumo voluntário; e,
c) a eficiência de conversão alimentar dos animais deve ser alta.
Dentre os fatores de manejo que mais afetam a utilização das pastagens, destacam-
se a carga animal e o sistema de pastejo. A carga animal ou intensidade de pastejo
influi na utilização da forragem produzida, estabelecendo uma forte interação com a
disponibilidade de forragem como conseqüência do crescimento das plantas, da
defolhação e do consumo pelos animais. Já, o sistema de pastejo está relacionado
com os períodos de ocupação e descanso da pastagem e tem por finalidade básica
manter uma alta produção de forragem com bom valor nutritivo, durante a maior
parte do ano, de modo a maximizar a produção por animal e/ou por área.
3.1. Manejo de formação
A utilização intensa das pastagens, logo após o seu estabelecimento pode
comprometer sua produtividade e diminuir sua vida útil. Se o plantio foi bem
sucedido e ocorreu boa emergência de plantas, aproximadamente 3 a 4 meses após,
quando a espécie forrageira atingir uma altura aproximada de 30-40 cm (plantas
prostradas) e 60-100 cm (plantas cespitosas), faz-se um pastejo inicial e rápido com
uma carga animal de 4 a 6 UA/ha, preferencialmente utilizando-se animais jovens,
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 21
visando a consolidar o sistema radicular e estimular novas brotações, contribuindo
também para maior cobertura do solo. Segue-se uma limpeza das plantas invasoras,
replantio das áreas descobertas e descanso das pastagens até o completo
estabelecimento. No entanto, recomenda-se não iniciar o pastejo durante a primeira
estação chuvosa. Quando se tem uma densidade de plantas muito baixa, é desejável
deixar que estas cresçam livremente para a produção de sementes e, então, dar-se-á
um pastejo para que os animais auxiliem na queda e distribuição das sementes em
toda a área, favorecendo, dessa forma, a ressemeadura natural na estação chuvosa
seguinte (Costa, 2002; 2003).
3.2. Sistemas de pastejo
Um sistema de pastejo é composto basicamente por:
a) Dias de ocupação: período em que os animais permanecem pastejando uma
determinada área;
b) Dias de descanso: período compreendido entre dois pastejos subseqüentes, no
qual a pastagem fica em repouso para rebrotar, variando desde o pastejo
contínuo, com zero dia de descanso, até sistemas com uma ampla relação de
dias de descanso, em que o período de ocupação pode ficar reduzido a um dia
ou menos, como ocorre no pastejo rotativo; e,
c) Pressão de pastejo: é a relação entre o peso vivo dos animais em pastejo e a
quantidade de forragem disponível na pastagem, normalmente é expressa em
kg de MS oferecida (disponível) por 100 kg de peso vivo/dia, ou seja, uma
pressão de pastejo de 3% significa uma oferta diária de 3 kg de MS disponível
para cada 100 kg de peso vivo/dia. Diferencia-se do conceito de taxa de
lotação, pois este relaciona a carga animal com a área, não levando em
consideração a disponibilidade de forragem.
Independentemente do método de pastejo, contínuo ou rotativo, a pressão de
pastejo é o principal fator que determina o sucesso ou insucesso no manejo de
uma pastagem. Partindo-se do princípio em que os demais componentes do
sistema não sejam limitantes, a máxima produção por animal (p.e. kg de leite/vaca)
é determinada pelo valor nutritivo (qualidade) da forragem disponível, e a máxima
produção por área (kg de leite/ha = kg de leite/vaca x número de vacas/ha) é
função da quantidade de forragem disponível na pastagem. A máxima produção
por animal e por área não pode ser atingida simultaneamente.
No manejo de uma pastagem deve-se procurar manter a pressão de pastejo e/ou
disponibilidade de forragem em níveis que, embora não representem o máximo
ganho por animal, propiciem os maiores ganhos por área (zona de amplitude
ótima), pois, desta forma, a pastagem estará expressando o seu potencial
produtivo, ou seja, conciliando elevada produção de forragem com alto valor
nutritivo (Figura 7).
22 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Figura 7. Relação da pressão de pastejo (n) com o ganho por animal (g) e o ganho por unidade de área
(G)(Mott, 1960).
O máximo ganho por animal ocorre quando a pressão de pastejo é baixa e/ou a
disponibilidade de forragem é alta, o que propicia o pastejo seletivo por parte dos
animais (área de subpastejo); em casos extremos o desempenho animal poderá ser
prejudicado, devido ao decréscimo na qualidade da forragem, em função do acúmulo
de material senescente. À medida que a pressão de pastejo vai aumentando e/ou a
disponibilidade de forragem vai diminuindo o ganho/área é crescente e o por animal é
decrescente; inicialmente as taxas são pequenas, mas com o aumento na restrição
de forragem disponível as taxas de decréscimo passam a ser maiores, até ser
atingido o ponto em que tanto o ganho/área como por animal, passam a ser
decrescentes (área de superpastejo), chegando-se ao platô em que os ganhos são
nulos.
Um dos fatores que limitam o manejo de pastagens com base na pressão de pastejo
é a determinação da disponibilidade de forragem, pois as técnicas tradicionais de
corte e pesagem da forragem são onerosas (mão-de-obra, tempo, custo), embora as
metodologias de dupla amostragem, que procuram correlacionar amostragens de
corte com estimativas visuais, realizadas por avaliadores treinados, representem um
grande avanço neste sentido.
Uma forma simples e prática de se estimar a disponibilidade de forragem em uma
pastagem é através da altura de suas plantas, desde que a densidade e a
composição botânica estejam adequadas, uma vez que estas variáveis guardam uma
estreita correlação entre si. Para as condições edafoclimáticas de Rondônia, as
alturas mínimas recomendadas para o manejo, sob pastejo contínuo e rotativo, e
uma estimativa da capacidade de suporte das principais gramíneas forrageiras
cultivadas são apresentadas nas Tabelas 8 e 9.
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 23
Tabela 8. Alturas recomendadas como indicadoras da pressão de pastejo consideradas
ótimas para gramíneas forrageiras tropicais, nas condições edafoclimáticas de
Rondônia.
Alturas mínimas de pastejo (cm)
Gramíneas Pastejo rotativo
Pastejo contínuo
Entrada Saída
A. gayanus cv. Planaltina 40-50 80-120 30-40
B. brizantha cvs. Marandu, Xaraés 30-40 80-100 25-30
B. decumbens, B. ruziziensis 20-25 30-40 15-20
B. dictyoneura, B. humidicola 15-20 30-40 10-15
C. dactylon, C. nlenfluensis 15-20 25-30 10-15
P. maximum cvs. Tobiatã, Mombaça 40-50 120-140 30-40
P. maximum cvs. Tanzânia, Centenário, Vencedor 40-50 80-120 30-40
P. maximum cv. Massai 25-30 50-70 20-25
P. atratum cv. Pojuca 25-30 40-60 15-20
S. sphacelata 30-40 80-100 25-30
Tabela 9. Estimativas da capacidade média de suporte (UA/ha)1 das principais
gramíneas forrageiras tropicais, nas condições edafoclimáticas de Rondônia.
Pastejo contínuo Pastejo rotativo
Gramíneas
Chuva Seca Chuva Seca
A. gayanus cv. Planaltina 1,5 1,0 2,2 1,2
B. brizantha cvs. Marandu, Xaraés 1,5 1,0 2,5 1,2
B. decumbens, B. ruziziensis 1,5 1,0 2,0 1,2
B. dictyoneura, B. humidicola 1,8 1,0 2,5 1,4
H. rufa 1,0 0,5 1,2 0,6
P. maximum cvs. Tobiatã, Mombaça 2,0 0,6 2,8 1,0
P. maximum cvs. Tanzânia, Centenário, Vencedor 1,6 0,6 2,5 1,0
P. maximum cv. Massai 1,5 0,8 2,2 1,0
P. atratum cv. Pojuca 2,0 1,0 2,5 1,2
S. sphacelata 1,5 0,8 2,0 1,0
1
UA: unidade animal equivalente a 450 kg de peso vivo.
- Dados obtidos com base em resultados de pesquisas, literatura disponível para a Região Amazônica, utilizando-se práticas de manejo
compatíveis com as características agronômicas de cada espécie: pastejo contínuo com ajuste estacional da carga animal; pastejo
rotativo (um a sete dias de ocupação e 21 a 35 dias de descanso); moderados níveis de adubação (50 kg de P2O5/ha); sem
suplementação alimentar e com adequada mineralização do rebanho.
3.2.1. Tipos de pastejo
a) Pastejo Contínuo: caracteriza-se pela permanência dos animais na pastagem durante
toda a estação de pastejo, podendo a carga animal ser fixa ou variável. Apresenta
reduzido investimento em instalações e equipamentos; maior seletividade dos animais
na coleta de forragem e distribuição irregular do pastejo, fezes e urina. A variação na
carga animal é recomendada, dada a estacionalidade na produção de forragem
durante o ano, adotando-se uma lotação para o período chuvoso e outra, menor, para
o período seco. Quando se adota carga animal fixa, a lotação utilizada deve ter como
base a capacidade de suporte no período seco; havendo sobra de forragem na
estação chuvosa, esta poderá ser utilizada como feno-em-pé durante o período seco
subseqüente. A distribuição de bebedouros (aguadas), cochos para mineralização e
24 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
sombreamento (natural ou artificial) deve ser bastante racional, de modo a minimizar
o pastejo desuniforme. Em geral, este sistema apresenta baixa produtividade e
rentabilidade inferior aos sistemas rotacionados;
b) Pastejo rotativo: as áreas são subdivididas em dois ou mais piquetes,
proporcionando descansos periódicos às plantas forrageiras, cuja duração
depende do número de divisões e extensão do período de ocupação de cada
piquete. A carga animal ou a pressão de pastejo pode ser fixa ou variável.
Quando utiliza-se apenas dois piquetes o pastejo é dito alternado. Caracteriza-se
por maior investimento em instalações e equipamentos; menor seletividade
animal; manejo mais sofisticado e distribuição mais regular do pastejo, fezes e
urina. As leis universais do pastejo rotativo foram estabelecidas por André Voisin,
as quais estão fundamentadas nos princípios fisiológicos das plantas forrageiras e
nas práticas adequadas de manejo dos rebanhos (Voisin, 1974):
1ª Lei - Para que uma pastagem, cortada pelo dente do animal, dê sua produtividade
máxima, é preciso que entre dois cortes sucessivos haja tempo suficiente (período de
descanso) para permitir à pastagem:
a) acumular, em suas raízes, reservas orgânicas necessárias para uma nova rebrota;
b) propiciar um alto vigor de rebrota com a máxima produção diária/área (parte
sigmóide da curva de crescimento);
2ª Lei - O tempo total de ocupação de um piquete deve ser suficientemente curto
para que uma planta pastejada no primeiro dia, não o seja de novo antes da saída
dos animais (a nova rebrota da forrageira não deve ser pastejada imediatamente);
3ª Lei - É preciso auxiliar os animais que possuam exigências nutricionais maiores a
consumir maior quantidade de forragem de melhor qualidade (dividir o rebanho em
lotes);
4ª Lei - Para que uma vaca dê produções regulares, ela não deve permanecer mais
que três dias sobre um mesmo piquete. Os rendimentos serão máximos se ela não
permanecer mais que um dia no mesmo piquete.
De acordo com o manejo dos animais e das pastagens, o pastejo rotativo pode
apresentar algumas variantes:
b.1) Um grupo de animais: os mesmos animais permanecem na pastagem durante
todo o período de utilização;
b.2) Dois grupos de animais: nos primeiros dias de ocupação o pastejo é realizado
pelos animais despontadores (categorias de maior exigência nutricional), seguidos
pelos animais rapadores (categorias de menor exigência nutricional);
b.3) Creep grazing: no caso do rebanho de cria, em que os piquetes são dotados de
porteiras especiais, que permitem apenas a passagem de bezerros (as) às pastagens
de melhor valor nutritivo;
b.4) Em faixas ou racional: os pastejos são realizados em faixas, dimensionadas para
suprir as necessidades diárias do rebanho; como referência considerar 100 m2/dia/UA
a área de pastagem a ser utilizada; e
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 25
b.5) Diferido: consiste em se manter, durante o final do período das chuvas, áreas de
pastagens diferidas (sem animais), com a finalidade de acumular forragem (feno-em-
pé) para utilização durante o período seco, prevendo-se uma área de 0,5 a 1,0
ha/animal.
c) Pastejo rotacionado intensivo: desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, em
Belém, Pará, busca o aproveitamento máximo da forragem de melhor qualidade
nutritiva, ajustando-se os períodos de pastejo à fisiologia de rebrota das plantas
forrageiras, evitando-se a perda de qualidade pela maturação ou excesso de
pisoteio. O acompanhamento da pastagem deve ser diário, com aplicação de
fertilizantes, mineralização adequada dos animais e o permanente controle de
plantas invasoras. O período de pastejo deve ser curto (um a sete dias),
deixando-se, por ocasião da retirada dos animais, um estoque de forragem nunca
inferior a 1,5 t de MS/ha. Recomenda-se a divisão da pastagem em um mínimo
de seis piquetes. A capacidade de suporte neste sistema de manejo é alta,
alcançando até 4 UA/ha (Costa et al., 2000a).
3.2.2. Divisão das pastagens
A divisão das pastagens é uma prática de grande importância tanto para o manejo do
rebanho quanto das pastagens. O número de divisões varia de acordo com as
categorias animais existentes no rebanho e do sistema de pastejo adotado (contínuo,
alternado ou rotativo). Em geral, módulos constituídos por 8 a 12 piquetes são
adequados para a maioria das situações. O tamanho das divisões depende de cada
rebanho (número de animais por categoria animal) e da capacidade de suporte das
pastagens. A distribuição e a forma das divisões devem ser compatíveis com a
disponibilidade das aguadas naturais da propriedade, sempre visando à economia de
cercas. O número de subdivisões (piquetes) a ser adotado em um sistema de pastejo
rotativo é definido pela fórmula:
Número de subdivisões = Período de descanso + 1
Período de ocupação
Recomenda-se, sempre que possível, acrescentar mais algumas subdivisões, para se
ter maior flexibilidade no manejo e como precaução nos períodos de escassez de
forragem. Um grande número de divisões, além de onerar os custos com construção
de cercas, bebedouros etc., não se traduz em aumentos significativos nos períodos
de descanso das pastagens.
Em condições normais, períodos de descanso oscilando entre 21 a 42 dias permitem
o pleno restabelecimento, após o pastejo da maioria das gramíneas forrageiras
tropicais (Tabela 10). Menores intervalos entre pastejos poderão ser adotados, desde
que as condições de solo e clima sejam favoráveis e seja mantida boa quantidade de
tecido foliar remanescente. Em geral, o período de pastejo não deve ultrapassar 7
dias, pois à medida que prolonga-se o pastejo, há o risco de os animais passarem a
consumir as novas brotações, o que pode comprometer a persistência das
pastagens. Quanto menor o tempo de permanência dos animais na pastagem, melhor
será o aproveitamento da forragem disponível.
26 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
Tabela 10. Períodos de descanso recomendados para o manejo das principais
gramíneas forrageiras, sob pastejo rotativo, nas condições edafoclimáticas de
Rondônia.
Gramíneas Períodos de descanso (dias)
A. gayanus cv. Planaltina 28 – 42
B. brizantha cv. Marandu, Xaraés 28 – 35
B. decumbens, B. ruziziensis 28 - 42
B. dictyoneura, B. humidicola 21 - 35
C. dactylon, C. nlenfluensis 21 - 28
P. maximum cvs. Tobiatã, Mombaça 28 - 42
P. maximum cvs. Tanzânia, Centenário, Vencedor 28 - 35
P. maximum cv. Massai 28 - 35
P. atratum cv. Pojuca 21 - 35
P. purpureum cvs. Cameroon, Pioneiro 35 - 49
S. sphacelata 35 - 42
3.2.3. Sistemas de pastejo x produção animal
O desempenho animal em pastagens está diretamente correlacionado com a
disponibilidade e com o valor nutritivo da forragem (composição química,
digestibilidade e aproveitamento da forragem digestível), as quais afetam o consumo
e, conseqüentemente, a eficiência de transformação de forragem em produtos
animais (carne e leite). A utilização de práticas de manejo adequadas, notadamente,
carga animal e sistema de pastejo, podem maximizar a produção animal, além de
assegurar a persistência das pastagens. Geralmente, com a utilização de taxas de
lotação baixas o sistema de pastejo contínuo pode ser superior ao pastejo rotativo,
ocorrendo o inverso quando são utilizadas taxas de lotação mais altas.
Em pastagens de A. gayanus cv. Planaltina, pastejadas por ovinos deslanados, o
aumento da carga animal (6, 12 e 18 an/ha) reduziu significativamente a
disponibilidade de forragem e o ganho de peso diário, contudo implicou na obtenção
dos maiores teores de PB. A carga animal mais adequada foi de 12 an/ha, a qual
além de assegurar a persistência da pastagem, proporcionou melhor desempenho
animal durante o ano. A utilização de 18 an/ha mostrou-se inviável, já que resultou
num processo de degradação completa da pastagem (Costa et al., 1995). Em
Rondônia, Gonçalves et al. (1986), avaliando o desempenho produtivo de bovinos de
corte em pastagens de A. gayanus cv. Planaltina, submetidas a pastejo contínuo,
com ajustes das taxas de lotação, em função da disponibilidade de forragem,
constataram, durante o período chuvoso, que os ganhos de peso/área foram
diretamente proporcionais às taxas de lotação, ocorrendo o inverso quanto ao ganho
de peso/animal, enquanto que durante o período seco, o melhor desempenho animal
foi registrado com a taxa de lotação média (1,5 UA/ha) (Tabela 11).
Em pastagens de H. rufa, Gonçalves et al. (1990) obtiveram maior ganho de
peso/animal com a utilização de pastejo contínuo e taxa de lotação de 1,5 an/ha,
enquanto que com 3,0 an/ha, não foi constatado efeito de sistema de pastejo sobre
a produção de carne/ha (Tabela 12). No entanto, em pastagens de S. sphacelata cv.
Kazungula, Gonçalves et al. (1988), durante o período chuvoso, verificaram que o
pastejo rotativo implicava maior ganho/animal com a utilização de 1,0 ou 1,5 UA/ha,
não sendo detectado efeito significativo entre sistemas de pastejo quando da
Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia 27
utilização de 2,0 UA/ha; contudo, durante o período seco, o pastejo rotativo resultou
em melhor desempenho animal, não sendo constatado efeito significativo de carga
animal. Quanto ao desempenho animal/área, o pastejo rotativo, independentemente
da carga animal, resultou num acréscimo de 168% no ganho de peso/ha,
comparativamente aos obtidos com o pastejo contínuo (Tabela 13). A disponibilidade
de forragem registrada com a utilização do pastejo rotativo foi, em média, 96,7%
superior àquela obtida com o pastejo contínuo (2,85; 2,14 e 1,86 x 1,99; 0,93 e
0,57 t MS/ha, respectivamente para cargas de 1,0; 1,5 e 2,0 UA/ha).
Tabela 11. Ganho de peso de novilhos anelorados em pastagens de A. gayanus cv.
Planaltina, submetidas a diferentes taxas de lotação.
Taxas de lotação (UA/ha)
Ganho de peso Período chuvoso1 Período seco2
1,22 1,97 2,81 0,77 1,50 2,23
kg/an/dia 0,741 0,600 0,630 0,545 0,385 0,160
kg/ha/dia 0,904 1,182 1,770 0,420 0,578 0,357
kg/ha/período 190,7 249,4 373,5 35,7 49,1 30,3
1 2
Período chuvoso = 211 dias; Período seco = 85 dias.
Fonte: Gonçalves et al. (1986)
Tabela 12. Ganho de peso de novilhos anelorados em pastagens de H. rufa, em
função do sistema de pastejo e da carga animal. Presidente Médici, Rondônia.
Carga animal Ganho de peso
Sistema de pastejo
(an/ha) kg/animal kg/ha
Contínuo 1,5 134 a 201 b
Contínuo 3,0 110 b 330 a
Rotativo1 3,0 113 b 339 a
- Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si (P > 0,05) pelo teste de Duncan.
1
10 dias de ocupação x 30 dias de descanso.
Fonte: Gonçalves et al. (1990).
Tabela 13. Desempenho produtivo de novilhos Nelore em pastagens de S. sphacelata
cv. Kazungula, em função do sistema de pastejo e da carga animal. Porto Velho,
Rondônia.
Ganho de peso
Carga animal
Sistema de pastejo kg/animal/dia
(UA/ha) kg/ha/ano
Chuva Seca
1,0 0,329 b 0,007 c 123,5 b
Contínuo 1,5 0,280 c -0,106 b 91,0 c
2,0 0,244 d -0,156 b 73,5 d
1,0 0,453 a 0,235 a 255,5 a
Rotativo1 1,5 0,301 b 0,221 a 257,0 a
2,0 0,242 d 0,196 a 262,0 a
- Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si (P > 0,05) pelo teste de Duncan.
1
14 dias de ocupação x 56 dias de descanso.
Fonte: Gonçalves et al. (1988).
28 Formação, Manejo e Recuperação de Pastagens em Rondônia
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