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Climat É Rio

O climatério é um período de transição na vida das mulheres, marcando a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva, e é frequentemente associado a sintomas como ondas de calor e alterações emocionais. Este período, que ocorre entre os 40 e 55 anos, é pouco abordado em pesquisas de saúde, embora as mulheres enfrentem desafios significativos que afetam sua qualidade de vida e trabalho. A promoção da saúde e a atenção às necessidades específicas das mulheres durante o climatério são essenciais para melhorar seu bem-estar e autoestima.

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Luan Rodrigues
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Climat É Rio

O climatério é um período de transição na vida das mulheres, marcando a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva, e é frequentemente associado a sintomas como ondas de calor e alterações emocionais. Este período, que ocorre entre os 40 e 55 anos, é pouco abordado em pesquisas de saúde, embora as mulheres enfrentem desafios significativos que afetam sua qualidade de vida e trabalho. A promoção da saúde e a atenção às necessidades específicas das mulheres durante o climatério são essenciais para melhorar seu bem-estar e autoestima.

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CLIMATÉRIO

Modificação: perene em nossas vidas. O climatério representa este conceito por ser um período
de transição no ciclo vital das mulheres. Envolve a passagem da fase reprodutiva para a não
reprodutiva, englobando, portanto, a pré-menopausa, a menopausa e a pós-menopausa, ou seja, dos 40
aos 55 anos de idade, aproximadamente. É um processo natural e heterogêneo da vida relacionado à
diminuição dos níveis dos hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona (BOTELHO, 2022).
Carrega erroneamente o estigma do envelhecimento patológico (senilidade).
Embora contenha um número significativo de anos de vida e possa ser acompanhado de
vulnerabilidades e perdas, como a saída dos filhos de casa (síndrome do ninho vazio) ou mesmo de
ideais de juventude e beleza “eternas”, cabe destacar que a maioria das ações e pesquisas em saúde,
qualidade de vida e bem-estar não focam neste período da vida ou na sua relação com o trabalho, mas
sim concentrando-se nas mulheres em fase reprodutiva ou nas idosas (SILVA, 2021). O
desconhecimento ou não identificação das alterações fisiológicas, hormonais ou emocionais envolvidas
nesse processo pode contribuir para gerar conflitos socioeconômicos e culturais em todos âmbitos da
vida, inclusive no trabalho. Sintomas comuns na perimenopausa, como o cansaço, os distúrbios de
sono, a falta de concentração e memória e o humor deprimido já tiveram descrição de associação com
reuniões formais, trabalho com homens e colegas mais jovens, além de ambientes quentes ou mal
ventilados (SILVA, 2021).
Uma das queixas mais comuns de procura de atendimentos de saúde por esta população são os
sintomas vasomotores, conhecidos como calorões ou fogachos. Modificações relacionadas ao
hipoestrogenismo, como a síndrome metabólica (caracterizada por obesidade, hipertensão arterial
sistêmica, hipercolesterolemia e diabetes) e a osteoporose sobrevém, aumentando o risco de doenças
cardiovasculares, como o Acidente vascular cerebral (AVC) e o Infarto agudo do miocárdio (IAM), e de
fraturas, respectivamente (BOTELHO, 2022; SILVA, 2021). Lembremos que a doença coronariana, aqui
representada pelo IAM, é a principal causa de doença e morte nas mulheres acima dos 50 anos de
idade em vários países, inclusive no Brasil (BOTELHO, 2022; SILVA, 2021).
Os fogachos e as repercussões relacionadas ao hipoestrogenismo descritas podem afetar
negativamente a funcionalidade global, a produtividade e a assiduidade no trabalho em mulheres
climatéricas, acarretando estresse físico e emocional, além de reforço a sentimentos de impotência,
inutilidade, solidão e decrepitude. Acolhimento, enfoque na autopercepção de saúde destas mulheres,
além de envolvimento de membros da família, especialmente os cônjuges, promovem saúde física e
mental, contribuindo para a qualidade de vida e para a adaptação no trabalho nessa transição (SILVA,
2021).
A sexualidade é outro ponto que impacta na qualidade de vida destas mulheres. Muitas sentem-
se menos atraentes pelo envelhecimento, ganho de peso ou alterações nas mamas (SILVA, 2021;
BOTELHO, 2022). Doenças, síndrome do ninho vazio e incompreensão por parte da parceria impactam
na autoestima e na forma como esse período passará para cada uma. Observa-se que mulheres que se
sentiam confiantes e seguras com sua aparência, mesmo diante das modificações corporais já citadas,
exibiam maior satisfação sexual e melhor qualidade de vida (SILVA, 2021).
O hipoestrogenismo pode causar diminuição da lubrificação vaginal com consequente período de
excitação mais demorado e menos intenso causando dor nas relações sexuais, afetando a própria
feminilidade. Foi verificada também uma associação significativa entre qualidade do sono e sexualidade
nas mulheres climatéricas (SILVA, 2021). Sabe-se também que o tipo de companheiro(a) e a intimidade
na relação conjugal com este(a), as relações de poder estabelecidas, a renda, a escolaridade e o papel
cultural serão determinantes no modo como as mudanças se processam nesta fase do ciclo vital (SILVA,
2021).
O trabalho tem o papel social de contribuir para a autoestima e participação das mulheres,
tornando-as valorizadas. No ambiente laboral, há acesso a diferentes indivíduos e realidades,
possibilitando a troca de experiências e servindo como um espaço de escuta, mas, opostamente,
também pode haver desigualdade de gênero e discriminação (SILVA, 2021). Estudos apontam que a
qualidade de vida daquelas que trabalham fora de casa e/ou vivem em sociedades desenvolvidas é
melhor do que as que se dedicam somente ao trabalho doméstico e/ou vivem em sociedades em
desenvolvimento. Ter dois ambientes de trabalho, entretanto, mostrou-se prejudicial à produtividade, à
saúde e ao bem estar femininos (SILVA, 2021).
O alto nível de estresse no ambiente de trabalho causado por contatos sociais é frequente,
destacando a importância de cultivar relações saudáveis entre os colegas, especialmente para as
mulheres nesta fase. Elas sentem prejuízo nas relações de confiança e podem apresentar um
comportamento incomum, necessitando pequenas pausas para lidar com os sintomas físicos e mentais
típicos do período (SILVA, 2021). Trabalho coletivo com a possibilidade de partilhar experiências e
diminuir o sentimento frequente de que estão sozinhas, uso de dinâmicas de grupo e espaços para
confraternização contribuem para a melhoria das relações entre os colegas, fomentando a confiança
feminina e um ambiente laboral mais acolhedor, produtivo e equânime (SILVA, 2021).
Modificação: perene, sim, mas igualmente necessária nas pesquisas, na visão social, na assistência e
promoção da saúde, igualdade de gênero, qualidade de vida e nos direitos humanos com relação às
mulheres no climatério.

QUESTÕES

Mulher de 45 anos de idade queixa-se de ondas de calor intensas desde que foi operada para remoção
de tumor de ovário direito, classificado como cistoadenocarcinoma seroso estádio 1, há 3 anos. A
cirurgia foi considerada completa (histerectomia, anexectomia bilateral, omentectomia e linfadenectomia,
ausência de neoplasia exceto no ovário direito) e não houve necessidade de terapia complementar
sistêmica. Refere ter artrite reumatoide em uso de imunobiológico há 6 anos, com melhora importante do
quadro de dor articular. Demais exames de rastreamento de neoplasias (mama e cólon) estão normais.
Para o tratamento do climatério, indica-se:

A) estrogênio transdérmico.
B) derivados de soja por via transdérmica.
C) progesterona natural micronizada por via vaginal.
D) estrogênio associado a progesterona por via oral.
E) sertralina ou sulpirida.

Na vida da mulher, a transição entre o estágio reprodutivo e o não reprodutivo é denominada climatério.
Nessa fase, as mulheres apresentam inúmeras necessidades de prevenção de doenças e de promoção
de saúde, e os médicos devem estar atentos a uma série de condutas direcionadas à otimização da
qualidade de vida. Das recomendações abaixo, qual NÃO É indicada para o climatério?

A) A solicitação de ultrassonografia pélvica e transvaginal para mulheres (de risco habitual)


mesmo sem sinais ou sintomas sugestivos de doença demonstra boa relação custo-benefício.
B) Para mulheres com risco habitual e idade superior a 50 anos, recomenda-se o rastreamento do
câncer colorretal.
C) Recomenda-se a realização de densitometria óssea para o rastreamento de osteoporose em todas as
mulheres com 65 anos ou mais. A densitometria também é indicada para mulheres no climatério com
idade inferior a 65 anos que apresentem ao menos um fator de risco para osteoporose.
D) As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no climatério e pós-menopausa não podem ser
subestimadas. O aconselhamento comportamental e o tratamento da síndrome geniturinária da
menopausa são importantes ferramentas para diminuir o risco de ISTs.

Uma mulher de 51 anos vem ao ambulatório de referência mencionando fogachos, insônia, irritabilidade
e labilidade emocional há 3 meses. A última menstruação foi há 6 meses e nunca usou hormônios. É
hipertensa em uso de medicação com níveis tensionais controlados. Realizou revisão ginecológica
recentemente, com exames clínico e complementares normais. Após a explanação do médico sobre os
riscos e benefícios da terapia hormonal (TH) no climatério, a paciente informa que deseja usar
hormônios para alívio da sintomatologia, solicitando um esquema hormonal de menor risco para o seu
organismo.
Considerando as evidências disponíveis quanto ao perfil farmacológico e clínico dos esquemas de TH, o
médico deverá prescrever:

A) estradiol 1 mg + acetato de noretisterona 0,5 mg, por via oral, contínuo.


B) estradiol 50 mcg + acetato de noretisterona em adesivo, por via transdérmica, contínuo.
C) estrogênios equinos conjugados 0,625 mg + acetato de medroxiprogesterona 5 mg, por via oral,
contínuo.
D) estradiol 1 mg em gel, por via transdérmica, contínuo + progesterona natural micronizada 100
mg, por via vaginal, cíclico.

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