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Pasta N2

O documento apresenta um requerimento de abertura de inquérito policial por difamação e memoriais de defesa em um caso de furto, além de uma apelação contra a condenação por roubo. A autora do requerimento relata comentários difamatórios feitos por uma vizinha em redes sociais, enquanto o denunciado no caso de furto argumenta que não houve dolo em sua ação. O apelo questiona a validade do reconhecimento visual da ré e a ausência de provas de uso de arma de fogo no crime de roubo.

Enviado por

Mikaela Leardini
Direitos autorais
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O documento apresenta um requerimento de abertura de inquérito policial por difamação e memoriais de defesa em um caso de furto, além de uma apelação contra a condenação por roubo. A autora do requerimento relata comentários difamatórios feitos por uma vizinha em redes sociais, enquanto o denunciado no caso de furto argumenta que não houve dolo em sua ação. O apelo questiona a validade do reconhecimento visual da ré e a ausência de provas de uso de arma de fogo no crime de roubo.

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PRÁTICA JURÍDICA E ESTÁGIO SUPERVISIONADO

OBRIGATÓRIO:
PENAL E CONSTITUCIONAL

Mikaela Leardini Calixto 002201902054

Trabalho apresentado ao professor


Gabriel Ludwig Ventorin Dos Santos da
disciplina Prática Jurídica e Estágio
Supervisionado Obrigatório – Penal e
Constitucional, do décimo semestre da
Universidade São Francisco.

Itatiba - 2021
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DELEGADO DE POLÍCIA TITULAR DO
____º DISTRITO POLICIAL DE CIDADE/ESTADO.

Katarina, nacionalidade, estado civil, engenheira, portadora do RG , inscrita no


CPF , residente e domiciliada na Rua , nº, Bairro , Cidade , Estado , CEP , endereço
eletrônico , por meio de seu advogado, com poderes especiais outorgados na
procuração anexa documento 1, com fulcro no artigo 5º, §5º do Código de Processo
Penal, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer

REQUERIMENTO DE ABERTURA DE INQUÉRITO

Em face de Marina, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora do RG ,


inscrita no CPF , residente e domiciliada na Rua , nº, Bairro , Cidade , Estado , CEP ,
endereço eletrônico, a fim de que seja apurada infração penal praticada em razão
dos fatos a seguir expostos:

DOS FATOS

A autora postou em sua rede social Instagram, no dia 30 de abril de 2021, que
iria aniversariar nesta data, que iria realizar uma reunião, com efeito de comemoração,
em conhecido restaurante japonês e enviou o convite a seus amigos. Tal rede social
é utilizada pela requerente com objetivos pessoais e profissionais.

Sua vizinha Marina, ora suspeita, que é considerada um desafeto, fez um


comentário inadequado na publicação da autora, dizendo que ela tem o hábito de
beber em excesso, de ir ao trabalho bêbada, ter um cachorro barulhento e ao voltar
do evento de seu aniversário iria causar escândalo bêbada.

Tal comentário teve repercussão fazendo com que Maria e Joana, amigas da
suspeita, compartilhassem os comentários da suspeita de forma que o chefe da autora
também ficou sabendo. O chefe da autora chegou a telefonar-lhe para saber o que
estava acontecendo.

Tal evento causou constrangimento na autora, a fez cancelar a reunião


comemorativa porque ficou envergonhada com os comentários da suspeita com suas
amigas e também a repercussão que gerou.

DO DIREITO

A conduta descrita nos fatos se amolda ao crime de difamação, previsto no


artigo 139 do Código Penal visto que imputa fato ofensivo à reputação da autora.

A autora possui cópias impressas das postagens da suspeita, Maria e Joana,


as quais que lhe causaram constrangimento.

Duas pessoas viram as postagens Jorge e Lindalva.

DOS PEDIDOS

A instauração de inquérito policial, com representação, pela suspeita da prática


do crime de difamação pelas redes sociais;

Que a suspeita e demais pessoas arroladas sejam intimadas a prestar


esclarecimentos;

Que as testemunhas Jorge e Lindalva sejam intimadas para instruir o inquérito;

Que seja aberta portaria para instrução de inquérito policial;

Nestes termos, pede e aguarda deferimento.

Local e data.

Advogado
OAB/UF
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ª VARA CRIMINAL
DA CIDADE / ESTADO.

Processo nº

Joaquim, já qualificado nos autos em epígrafe, vem respeitosamente, por meio


de seu advogado, o qual recebeu procuração com poderes especiais, perante Vossa
Excelência, oferecer

MEMORIAIS

com fulcro no artigo 403, §3º do Código de Processo Penal, pelas razões de
fato e de direito a seguir expostas

DOS FATOS

O denunciado, após seu horário de expediente, foi ao café próximo de seu


trabalho, deixou seu notebook carregando na tomada, pegou e pagou um café e, ao
voltar para a mesa, pegou o notebook que achou que era o seu e foi embora para sua
casa.

Durante o período em que o denunciado pegava seu café até o momento que
voltou para a mesa onde estava seu notebook, a vítima substituiu o notebook do
denunciado pelo dela.

O denunciado não percebeu a troca, pegou o notebook que estava carregando


e foi embora para sua casa.

PRELIMINARES DO DIREITO

Meritíssimo juiz, peço a vossa atenção para o fato de que não houve dolo e
nem culpa na ação do denunciado, visto que este estava com a mente
excessivamente ocupada com seu trabalho, colocou seu notebook na tomada para
carregar a bateria por um momento e desrespeitosamente a vítima substituiu os
aparelhos.

Se um a aparelho está carregando na tomada, em um ambiente público, o


mínimo que se espera é educação e então não mexer no aparelho alheio.

A vítima deu causa ao engano no qual incorreu o denunciado, visto que ele não
viu e nem percebeu a troca que a vítima fez. Se não fosse o ato desrespeitoso da
vítima em trocar os notebooks, teria o denunciado pego seu próprio notebook e ido
embora para sua casa, mas isso não ocorreu devido a vítima ter trocado os aparelhos
sem avisar, ou seja, deu causa ao fato.

Assim sendo, o denunciado praticou a figura do artigo 20 do código penal: erro


sobre elemento de tipo. Esta figura exclui o dolo e pune o fato, caso existisse a forma
culposa expressa no código penal e, como não existe, furto culposo é conduta atípica.

DO DIREITO

Caso Vossa Excelência não acate a alegação das preliminares, pede a parte
que o Magistrado se atente para o fato de que o denunciado restituiu a coisa assim
que tomou conhecimento do fato, antes mesmo da denúncia, este ato se amolda ao
artigo 16º do código penal, conhecido como arrependimento posterior, observando-se
que a conduta se realizou sem grave ameaça ou violência que é outro requisito
essencial do artigo 16º do CP.

Em se tratando de denúncia de furto simples, o artigo 16º diz que a pena será
reduzida de um a dois terços.

É notório que o denunciado tem ocupação lícita, residência fixa, não possui
antecedentes criminais e nem circunstâncias desabonadoras, restando essas
circunstâncias como atenuantes, assim como o fato de o denunciado possuir 20 anos
e se enquadra na possibilidade de atenuação de pena conforme o artigo 65º, I, do
Código Penal.

Pede-se também a atenção do Nobre Julgador para o fato de que o Ministério


Público pediu a condenação por furto simples, e se for da intenção do Meritíssimo
acatar este pedido, que conceda ao denunciado a suspensão condicional do
processo, previsto no inciso I, artigo 89, da Lei 9.099/95, e assim suspendendo o
processo, submeter o acusado a período de prova, visto que o acusado tem bons
antecedentes.

Não sendo ainda o entendimento do Meritíssimo Juiz, solicita o denunciado a


aplicação da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos visto
que o denunciado se enquadra nas exigências do artigo 44 do Código Penal.

DOS PEDIDOS

Pede-se o acolhimento dos memoriais;

Acolhimento do pedido preliminar de absolvição pela, demonstrada, atipicidade


da conduta;

Que seja oferecido sursis processual ao réu, conforme leitura do artigo 8º.

À vista do exposto, o denunciado pleiteia a aplicação do artigo 386, IV, do CPP,


visto que o denunciado não concorreu para a prática do delito, com a consequente
absolvição;

Caso o Magistrado entenda que houve dolo da parte do denunciado, pede pela
substituição de pena privativa de liberdade por outra restritiva de direito, visto que o
denunciado tem bons antecedentes.

Se de outra forma o Magistrado entender pela condenação do denunciado, que


conceda a redução da pena convergindo com a alegação de arrependimento
posterior;

Se ainda assim o Nobre Julgador entender pela condenação, que considere o


atenuante de o denunciado ser menor de 21 anos.

Nestes termos, pede e aguarda deferimento.

Local e data.
Advogado.
OAB/UF.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 17ª VARA CRIMINAL
DA COMARCA DA CAPITAL DE SÃO PAULO.

Mirtes, nacionalidade, estado civil, profissão, portador da cédula de identidade


nº , inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Físicas nº , residente e domiciliada na
Rua , Bairro , Cidade , Estado , CEP , endereço eletrônico , vem, por meio de seu
advogado, com poderes especiais, com fulcro no artigo 593, I, do Código de Processo
Civil, à presença de Vossa Excelência, interpor

APELAÇÃO

tendo em vista seu inconformismo com a respeitável sentença.

Requer o apelante o conhecimento do presente recurso e seu processamento


à Superior Instância com as respeitáveis razões recursais.

Nestes termos, pede e aguarda deferimento.

Local e data.

Advogado
OAB/SP
RAZÕES RECURSAIS

Apelante: Mirtes

Apelado:

Egrégio Tribunal

Trata-se de recurso de apelação interposto contra a sentença que julgou e


condenou o apelante a 8 anos e seis meses de reclusão pelo crime de roubo, com
emprego de arma de fogo, então vejamos:

O motivo pelo qual se interpõe recurso é porque existe nulidade no


procedimento de reconhecimento ocorrido na delegacia, pelo qual se pede anulação
da condenação.

PRELIMINARES

Em se tratando de suposta denúncia de crime violento, com uso de arma de


fogo, é praxe que o delegado de polícia determine perícia no local dos fatos, mas sem
qualquer justificativa esta diligência foi dispensada pela autoridade policial,
configurando uma violação ao artigo 158 do Código de Processo Penal.

O reconhecimento visual foi feito de forma inadequada, havia somente a


denunciada na sala, quando deveria haver mais pessoas, e de preferência com
características física semelhantes a da denunciada, sendo assim, a conduta na
delegacia está divergindo da leitura prevista no artigo 226 do Código de Processo
Penal.

DOS FATOS

Na data dos fatos a ré foi reconhecida na delegacia por uma testemunha como
sendo a autora de um crime de roubo com emprego de arma de fogo. Não quis se
manifestar, fazendo uso do seu direito de ficar calada. Foi condenada pelo crime de
roubo e está cumprindo pena em regime fechado.

DO DIREITO

Meritíssimo Juiz, diante do fato, em que os policiais não apresentaram arma de


fogo, a perícia não apresentou arma de fogo, somente vítima e testemunha dizem que
viram arma de fogo, mas não ouviram disparos, resta concluir, pelos elementos do
processo, que não existe arma de fogo, então, Nobre Julgador, não pode a
denunciada ser condenada por roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo se
não há sequer indícios de arma no caso concreto.

Ainda nesta tese são muito suspeitos os depoimentos da vítima e da


testemunha porque declaram que viram arma de fogo, mas não ouviram disparos e
nem os policiais que perseguiram a denunciada viram arma de fogo.

Sendo assim, Nobre Julgador, entende a defesa que roubo simples é a figura
mais adequada ao caso concreto.

DOS PEDIDOS

Requer o acolhimento da manifesta apelação;

A absolvição sumária em conformidade com a nulidade ocorrida em relação ao


artigo 226 do Código de Processo Penal.

Nestes termos, pede e aguarda deferimento.

Local e data.

Advogado
OAB/SP

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